Maio Laranja reforça proteção de crianças e adolescentes nas escolas do DF
A cada aula, atividade pedagógica ou bate-papo, a escola também se consolida como espaço de acolhimento, escuta e proteção. No mês em que o país intensifica o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a Secretaria de Educação (SEEDF) reforça ações de prevenção, conscientização e fortalecimento da rede de proteção nas unidades da rede pública de ensino. Crianças e adolescentes são o alvo da campanha, que envolve formação continuada e ações nas escolas | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF A mobilização integra a campanha Maio Laranja, criada para dar visibilidade à luta contra as violências praticadas contra crianças e adolescentes, ampliando o debate sobre prevenção e proteção integral. Na educação pública do DF, o trabalho envolve formação continuada de profissionais, ações pedagógicas nas escolas e parcerias interinstitucionais voltadas à identificação e ao enfrentamento de situações de violência. “A escola tem um papel essencial na proteção das nossas crianças e adolescentes” Iêdes Braga, secretária de Educação interina Entre as iniciativas desenvolvidas pela secretaria está a Assessoria Especial de Cultura de Paz, responsável por promover ações educativas voltadas à proteção integral dos estudantes. Uma das frentes ocorre em parceria com a Polícia Federal, por meio de palestras, orientações e atividades de conscientização nas unidades escolares, abordando temas como violência sexual, segurança digital, prevenção e canais de denúncia. Diálogo ampliado A Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), que também integra a mobilização, promove neste mês ações formativas para ampliar o diálogo entre profissionais da educação e fortalecer o papel da escola na identificação de sinais de violência e no encaminhamento adequado das situações. “A prevenção ainda é o caminho mais eficaz” Thiago Rezende, delegado da Polícia Federal “A escola tem um papel essencial na proteção das nossas crianças e adolescentes”, enfatiza a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. “É muitas vezes no ambiente escolar que os sinais de violência aparecem e onde o estudante encontra acolhimento, escuta e segurança. Por isso, fortalecer ações de prevenção, orientação e conscientização é também fortalecer a rede de proteção.” Além das ações educativas, a SEEDF investe na formação dos profissionais da educação para identificar mudanças de comportamento, sinais físicos e emocionais que possam indicar situações de violência. “A prevenção ainda é o caminho mais eficaz”, lembrou o delegado da Polícia Federal Thiago Rezende, durante uma ação em parceria com a SEEDF. “Quando a comunidade escolar conhece os sinais, orienta os estudantes e sabe como agir, conseguimos ampliar a proteção e impedir que muitas violências continuem acontecendo.” Boletim orienta profissionais Como parte das ações do Maio Laranja, a Diretoria de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante (Diase) lançou uma edição especial do Boletim de Saúde do Estudante dedicada ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. “O eixo preventivo é essencial, e a educação sexual protetiva, trabalhada de forma responsável e adequada a cada faixa etária, funciona como uma barreira de defesa” Larisse Cavalcante, diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante O material reúne orientações técnicas para auxiliar profissionais da educação na identificação precoce de sinais de violência e no encaminhamento adequado das situações aos órgãos competentes. Destacam-se indicadores físicos, emocionais, comportamentais e escolares que podem sinalizar situações de abuso, como isolamento, queda repentina no rendimento escolar, faltas frequentes, mudanças bruscas de comportamento e relatos inadequados para a faixa etária. “O boletim fortalece a atuação da escola ao delimitar claramente nosso papel diante de suspeitas de violência: acolher, observar, registrar e acionar a rede de proteção, sem a responsabilidade de investigar”, pontua a titular da Diase, Larisse Cavalcante. “O eixo preventivo é essencial, e a educação sexual protetiva, trabalhada de forma responsável e adequada a cada faixa etária, funciona como uma barreira de defesa.” [LEIA_TAMBEM]O boletim também reforça que a suspeita fundamentada já é suficiente para acionar a rede de proteção, sem necessidade de investigação própria por parte da escola. A orientação é que casos suspeitos ou confirmados sejam comunicados imediatamente aos canais competentes, como Conselho Tutelar, Polícia Civil, Centro Especializado de Referência de Assistência Social (Creas) e Disque 100. Videocast Além da publicação técnica, a SEEDF também promoveu um videocast com a psicóloga Neusa Maria, uma das idealizadoras do projeto Eu me Protejo, iniciativa voltada à conscientização e prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes. A campanha Maio Laranja reforça a importância do cuidado contínuo com crianças e adolescentes e o papel de toda a sociedade na prevenção de situações de violência. Nas escolas da rede pública do DF, o tema é trabalhado ao longo do ano letivo por meio de atividades pedagógicas, rodas de bate-papo e ações voltadas à promoção do respeito, da cidadania e da proteção dos estudantes. *Com informações da Secretaria de Educação
Ler mais...
CED 01 do Riacho Fundo promove debate sobre cyberbullying
Discutir o uso seguro das redes sociais tem se tornado cada vez mais necessário dentro das escolas. Nesta terça-feira (7), cerca de 300 estudantes do Centro Educacional (CED) 01 do Riacho Fundo participaram de uma palestra sobre cyberbullying, com orientações sobre riscos no ambiente digital e a importância do respeito nas interações online. A atividade integrou a programação do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, conforme a Lei nº 13.277/2016. A data busca chamar a atenção para a prevenção de diferentes formas de violência e reforçar o papel da escola na construção de um ambiente acolhedor. Participaram do encontro a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação (SEEDF), Ana Beatriz Goldstein; a coordenadora de Educação para o Consumo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carla Daniela Araújo; e a especialista em regulação da Anatel, Fabiana Vasconcelos de Souza. “Este é um dia importante para reforçar que o trabalho da Secretaria de Educação no combate ao bullying e ao cyberbullying acontece o ano todo, não se limita a uma data específica. Temos uma programação contínua, com palestras e ações em parceria com órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria de Saúde e a Anatel”, destacou Ana Beatriz Goldstein. Atividade reuniu alunos do CED 01 do Riacho Fundo para discutir sobre respeito e segurança no ambiente digital | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Orientação e prevenção Durante o encontro, foram abordados temas como segurança na internet, exposição nas redes sociais e os impactos do cyberbullying na vida dos jovens. A iniciativa destacou os riscos do ambiente digital e orientou os estudantes sobre comportamentos mais seguros, além de reforçar a importância do respeito e da empatia nas interações online. A ação integra as iniciativas da Anatel voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet e apresentou, de forma direta, os principais riscos do uso inadequado das plataformas digitais. “No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental” Carla Daniela Araújo, coordenadora de educação para o consumo da Anatel “A internet é uma ferramenta incrível, que permite estudar, comunicar-se e divertir-se, mas também exige cuidado. As crianças e adolescentes precisam evitar expor sua rotina, não compartilhar informações pessoais ou fotos íntimas e sempre agir com respeito e empatia. No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental”, destacou Carla Daniela Araújo. Especialistas orientam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante com os filhos sobre o uso da internet. Com o acesso cada vez mais amplo ao ambiente digital, crianças e adolescentes passam a interagir com pessoas de diferentes lugares, o que exige atenção redobrada quanto aos riscos. A recomendação é que as famílias se informem sobre o tema e criem um ambiente de confiança para que os jovens se sintam seguros em relatar situações estranhas ou desconfortáveis vividas no meio online. “O mundo online ampliou o contato das crianças com outras pessoas, então é fundamental que pais e responsáveis conversem sempre com seus filhos. A internet tem muitos benefícios, mas também apresenta riscos. Por isso, é importante manter um canal de confiança aberto, para que a criança procure um adulto sempre que algo parecer estranho ou inseguro”, orienta a coordenadora. [LEIA_TAMBEM]Ambiente seguro Para a direção da escola, a ação contribui diretamente para o fortalecimento da cultura de paz no ambiente escolar. O diretor do CED 01, Júlio Moronari, enfatizou que a palestra é fundamental para a segurança de toda a comunidade escolar. “Ao unirmos a expertise técnica da Anatel com a nossa sensibilidade pedagógica, oferecemos aos estudantes e professores ferramentas reais para identificar, prevenir e interromper ciclos de violência nas redes”, explicou Moronari. “Nossa gestão permanece aberta ao diálogo com as famílias e a comunidade, reforçando que a escola é, e sempre será, um território de paz, proteção e respeito à diversidade.” *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Capacitação sobre segurança digital de jovens reúne mais de 6 mil participantes
O avanço das tecnologias digitais trouxe novas formas de interação e aprendizado, mas também abriu caminho para riscos e violências que afetam, cada vez mais, crianças e adolescentes. Dados da ChildFund Brasil revelam que 54% dos adolescentes brasileiros afirmam já ter sofrido algum tipo de violência sexual online, o que evidencia a urgência de uma resposta articulada entre Estado, sociedade civil e profissionais da rede de proteção. Foi com esse propósito que a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e o ChildFund Brasil deram início, nesta quarta-feira (12), ao 1º Ciclo de Formação de Letramento Digital para o Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Online. O encontro de abertura contou com mais de 6 mil inscritos de todo o país, marcando o início de uma jornada de sete ciclos de atividades formativas, com lives mensais entre novembro de 2025 e maio de 2026, somando 23 horas de capacitação e certificação para os participantes. Ao todo, a formação terá 7 ciclos de lives mensais, até maio de 2026 | Foto: Divulgação/Sejus O público-alvo da formação inclui conselheiros tutelares, educadores, autoridades públicas, agentes de proteção, defensores populares, pesquisadores e famílias — todos com papel essencial na proteção infantojuvenil. A proposta é fortalecer competências e práticas de cidadania digital, qualificando a rede de proteção para identificar riscos, compreender dinâmicas digitais e agir de forma preventiva e acolhedora diante das situações de abuso e exploração na internet. "Existe um conflito geracional: muitos pais e responsáveis ainda não sabem identificar nem lidar com esse tipo de violência quando ela acontece no ambiente digital” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Durante a abertura, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância do tema e da qualificação contínua dos profissionais que atuam na linha de frente da proteção. “A participação de conselheiros tutelares e de toda a rede de proteção neste ciclo é extremamente oportuna. Temos profissionais capacitados, mas esse aperfeiçoamento é essencial diante de um desafio que cresce a cada dia. Existe um conflito geracional: muitos pais e responsáveis ainda não sabem identificar nem lidar com esse tipo de violência quando ela acontece no ambiente digital”, ressaltou. O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, também destacou o alcance da iniciativa: “Essa parceria fortalece o trabalho dos conselhos tutelares e de toda a rede de proteção. Além da formação, os conteúdos discutidos aqui vão nos ajudar a aprimorar o atendimento das denúncias que chegam à Sejus, por meio do nosso canal de denúncias, o Cisdeca (125), e também do Disque 100, que encaminha casos do DF”. [LEIA_TAMBEM]Para o presidente executivo do ChildFund Brasil, Mauricio Cunha, a abertura do ciclo representa um marco histórico para a instituição e para o Governo do Distrito Federal. “Hoje é um dia especial e histórico para o ChildFund e para o GDF, por ser a primeira vez que firmamos um acordo de cooperação com um ente da federação. Essa parceria é um exemplo concreto de como podemos unir esforços para proteger nossas crianças e adolescentes em um ambiente digital mais seguro”, afirmou. Presente em mais de 70 países, o ChildFund é uma organização de desenvolvimento social que promove cidadania e elabora programas de proteção e fortalecimento comunitário voltados a crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade. A instituição já beneficiou mais de 24 milhões de pessoas em todo o mundo e, em 2024, alcançou mais de 1,3 milhão de pessoas no Brasil, com atuação direta em nove estados e foco na proteção online e no enfrentamento das violências digitais. *Com informações da Sejus-DF
Ler mais...
Palestras alertam sobre riscos digitais e desafios perigosos nas redes sociais
A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) promove o ciclo de palestras "Desafio não é brincadeira", iniciativa que busca prevenir crimes e desafios perigosos nas redes sociais. Gratuito, o projeto é realizado em escolas, igrejas e comunidades, com a distribuição de cartilhas digitais contendo dicas de segurança. Voltados a jovens, pais, responsáveis, educadores e líderes comunitários, os encontros abordam temas como ciberbullying, estupro virtual, automutilação, aliciamento em jogos online, golpes digitais, assédio e desafios virtuais. “O uso excessivo e sem supervisão das mídias pode trazer impactos profundos no desenvolvimento psicológico e emocional infantil. O nosso objetivo é proteger as nossas crianças dos riscos crescentes no ambiente digital. Vamos continuar intensificando as ações de prevenção e esclarecimento sobre crimes virtuais e desafios perigosos que circulam nas redes sociais”, afirmou a governadora em exercício Celina Leão. Ciclo de palestras da SMDF busca prevenir crimes e desafios perigosos nas redes sociais | Foto: Divulgação/SMDF De abril a outubro deste ano, o programa percorreu diversas regiões administrativas, alcançando quase 10 mil pessoas em seis meses. As palestras são conduzidas por servidores da SMDF e contam com representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, conselheiros tutelares e psicólogos, que orientam o público e esclarecem dúvidas de forma técnica e acessível. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que o projeto se consolidou como um movimento de educação, proteção e cidadania digital. “Essas ações são muito importantes para as famílias do DF, porque alertamos sobre os cuidados que precisamos ter com os nossos filhos. Essa ação mostra que o futuro dos jovens precisa ser cuidado com informação, responsabilidade e afeto”, ressaltou. [LEIA_TAMBEM]A programação é realizada pela Subsecretaria de Transformação Tecnológica e Inovação Feminina (Subtinf). “A iniciativa reafirma o compromisso do GDF em construir um ambiente digital mais seguro, saudável e humano. A tecnologia faz parte da nossa vida, mas educar para o uso responsável é o que garante liberdade, proteção e oportunidades reais para as crianças e os adolescentes”, afirmou a subsecretária Sandra Faraj. Para a estudante Ana Laura, do Centro de Ensino Médio 9 da Ceilândia, a palestra esclareceu muitas dúvidas dos alunos. “Gostei bastante do projeto. Esse assunto é necessário, porque usamos muito a tecnologia, principalmente o celular. As dicas sobre os perigos na internet nos ajudam bastante no dia a dia”, contou. Solicitação de palestras Instituições interessadas em receber o projeto "Desafio não é brincadeira" podem entrar em contato pelo telefone (61) 98501-0220 ou pelo e-mail viviany.campos@mulher.df.gov.br. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)
Ler mais...