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Segurança pública terá operação integrada no primeiro turno das eleições no DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   A segurança durante o primeiro turno das eleições no Distrito Federal contará com atuação integrada dos órgãos locais e federais no domingo (4/10). Coordenado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e as instituições envolvidas, o planejamento abrange o período anterior à abertura das seções, todo o horário de votação e as etapas posteriores ao encerramento do pleito. A votação será realizada das 8h às 17h. Antes da abertura das seções, as equipes acompanharão as condições de acesso a esses pontos. Durante o dia, haverá policiamento nas áreas externas e nos acessos, atuação em locais de maior circulação de eleitores e equipes disponíveis para o atendimento de ocorrências. A operação terá, ainda, Célula de Inteligência Integrada, em funcionamento desde 5 de agosto, com representantes de 22 órgãos.  Plataforma da SSP-DF que será utilizada na operação permite o monitoramento dos 614 locais de votação, incluindo áreas rurais, vias de acesso e pontos sensíveis para as eleições | Fotos: Divulgação/SSP-DF A distribuição do efetivo poderá ser ajustada de acordo com as demandas identificadas ao longo da operação. Após o encerramento da votação, as equipes permanecerão mobilizadas para o atendimento de ocorrências e para o apoio às etapas seguintes da operação eleitoral, conforme as atribuições de cada instituição e as demandas encaminhadas pela Justiça Eleitoral. A atuação policial no interior dos locais de votação seguirá as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Atuação integrada A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ficará responsável pelo policiamento ostensivo, enquanto a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) atuará no atendimento das ocorrências de sua atribuição. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) estará mobilizado para ações de prevenção e resposta a emergências. A Polícia Federal ficará responsável pelos procedimentos de polícia judiciária relacionados aos crimes eleitorais.  Durante a operação, a PM ficará responsável pelo policiamento ostensivo, a Polícia Civil fará o atendimento das ocorrências de sua atribuição, e o Corpo de Bombeiros atuará em ações de prevenção e emergências A operação contará ainda com uma Célula de Inteligência Integrada, com representantes de 22 órgãos, para acompanhamento das informações relacionadas ao pleito e apoio à tomada de decisões durante a operação.  O planejamento também prevê atuação das forças de segurança diante de possíveis ocorrências como boca de urna, compra de votos, coação de eleitores e situações relacionadas à propaganda eleitoral irregular. No dia da votação, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência política do eleitor, observadas as regras estabelecidas pela legislação eleitoral. São vedadas, entre outras condutas, manifestações coletivas destinadas à promoção de candidaturas e a abordagem ou arregimentação de eleitores. Monitoramento O Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) acompanhará a operação e atuará de forma articulada com o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), instalado em Brasília.  O DF 360, plataforma da SSP-DF, será utilizado no monitoramento dos 614 locais de votação, das vias de acesso e de pontos sensíveis que possam impactar o funcionamento das eleições. O sistema integra câmeras, radares, sensores e outras fontes de informação.  A estrutura contará ainda com drones, leitura de placas, identificação facial e informações sobre ocorrências registradas pelas forças de segurança. Integração entre as forças de segurança permitirá o compartilhamento de informações e o alinhamento das ações durante o pleito no Distrito Federal  A integração permitirá o compartilhamento de dados e informações entre as instituições envolvidas e o alinhamento das ações desenvolvidas no Distrito Federal com a coordenação nacional da segurança das eleições. O acompanhamento integrado também permitirá a avaliação das demandas registradas durante o período de votação e o acionamento dos órgãos responsáveis, conforme a natureza de cada ocorrência. Trânsito Não há previsão de fechamento de vias no Distrito Federal em razão da operação de segurança para o primeiro turno. As condições de acesso aos locais de votação serão acompanhadas ao longo do domingo, inclusive nas regiões rurais, e eventuais necessidades identificadas durante a operação serão tratadas pelos órgãos responsáveis, de acordo com suas atribuições. A orientação é para que os eleitores verifiquem com antecedência o endereço de votação e programem o deslocamento. O TRE-DF disponibiliza a consulta aos locais de votação em seus canais oficiais e no aplicativo e-Título. (Justiça Eleitoral). Crimes eleitorais  Ocorrências de crimes eleitorais de menor potencial ofensivo que permitam a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) poderão ser encaminhadas aos pontos de atendimento instalados nos fóruns do Paranoá, de Santa Maria, de Planaltina, de Samambaia, de Águas Claras e de Ceilândia. Nos casos que demandem a lavratura de Auto de Prisão em Flagrante (APF), o encaminhamento será feito à Delegacia de Defesa Institucional (Delinst), na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, para adoção dos procedimentos cabíveis. A Superintendência Regional da Polícia Federal fica no SAIS, Quadra 7, Lote 23, Setor Policial Sul, Brasília. O telefone do plantão é (61) 2024-7503. A operação integrada tem como foco a segurança dos eleitores e dos profissionais que atuam no processo eleitoral, a preservação do livre exercício do voto e o apoio ao funcionamento regular das eleições no Distrito Federal. *Com informações da SSP-DF  

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Governadora Celina Leão participa da formatura de 1.213 novos policiais militares

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   A governadora Celina Leão participou, nesta quarta-feira (23/9), da solenidade de formatura do Curso de Formação de Praças XII da Polícia Militar do Distrito Federal. A cerimônia ocorreu na Arena Mané Garrincha e marcou a formação de 1.213 novos soldados da corporação, 280 mulheres e 933 homens. “Hoje, vocês estão preparados oficialmente para enfrentar o crime, para salvar mulheres vítimas de violência e para entrar em locais onde vão colocar a vida de vocês em risco. Esta turma quebrou uma barreira da participação das mulheres na Polícia Militar. Hoje, nós temos várias delas que se fazem presentes aqui”, comemorou a chefe do Executivo. Celina Leão: "Esta turma quebrou uma barreira da participação das mulheres na Polícia Militar. Hoje, nós temos várias delas que se fazem presentes aqui" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Os novos soldados cumpriram 1.200 horas de formação. O curso começou em dezembro de 2025 e teve 150 dias letivos. A preparação incluiu aulas teóricas e práticas. Os alunos estudaram Direito, Direitos Humanos, Abordagem Policial, Armamento, Munição e Tiro, Defesa Pessoal, Técnicas e Táticas Policiais e Atendimento Pré-Hospitalar, entre outras disciplinas. Durante a solenidade, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, destacou o papel dos novos soldados. “Os formandos fazem parte agora da melhor Polícia Militar do Brasil. Somos a capital menos letal e a mais segura do país. É por conta dos senhores que conseguimos andar em Brasília com os vidros abertos, falar ao celular e andar de bicicleta nos parques”, disse. "Somos a capital menos letal e a mais segura do país. É por conta dos senhores que conseguimos andar em Brasília com os vidros abertos, falar ao celular e andar de bicicleta nos parques" Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública A formação também incluiu conteúdos voltados ao atendimento de ocorrências de violência doméstica. Além de estágios supervisionados, atividades de policiamento ostensivo de controle de massas, a Jornada de Instrução Policial Militar (JIPOM) e visitas técnicas a unidades especializadas da PMDF. A preparação, segundo o comandante-geral da PMDF, coronel Rômulo Palhares, marca o início da trajetória dos novos policiais na corporação. “Hoje, os senhores e as senhoras começam a escrever a sua história na bicentenária Polícia Militar do DF. Celebramos a formatura de homens e mulheres do mais elevado valor, forjados no propósito de servir e proteger a nossa sociedade”, destacou. Compromisso com a população Filho de um coronel da PMDF, Marcos Batista, de 29 anos, morador de Ponte Alta, cresceu tendo o pai como referência. “Foi um processo longo de estudo e dedicação, sempre com o apoio da minha família. Meus pais, meus irmãos e meus avós sempre me apoiaram, principalmente meu pai, que seguiu a carreira militar. Ele sempre foi um exemplo para mim”, contou.  Luiza Chagas, de 32 anos, também sempre teve o sonho de ser policial. A moradora de Vicente Pires ressaltou a importância do curso. “A profissão que vamos exercer é muito séria. Precisamos estar preparados para proteger a sociedade. Quero realmente servir, proteger, ser útil, ser uma mão amiga e um braço estendido para quem necessita”, disse.  Luiza Chagas: "A profissão que vamos exercer é muito séria. Precisamos estar preparados para proteger a sociedade" Manoel Ribeiro Saraiva, de 33 anos, lembra as dificuldades que enfrentou para chegar à corporação. O morador do Novo Gama, veio do interior de Minas Gerais e, durante mais de dez anos, trabalhou como entregador de aplicativo para sustentar a família. “Desde o ensino fundamental, eu tinha o sonho de entrar para a polícia. Depois que terminei o ensino médio, vim para Brasília e comecei a estudar. Quando saiu o concurso da PMDF, eu já estava com 30 anos e pensei: ‘Agora ou nunca’. Graças a Deus, consegui a aprovação e hoje estou aqui”, comemorou.

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GDF lança endereçamento digital para 20 mil propriedades rurais

Nesta terça-feira (23), o Governo do Distrito Federal lançou o Programa de Endereçamento Rural Digital do Distrito Federal, ferramenta que irá beneficiar cerca de 20 mil propriedades rurais espalhadas pelo DF com a criação do chamado “CEP Rural”. O sistema de localização será totalmente gratuito para os agricultores cadastrados.   A governadora Celina Leão (C) lança o Programa de Endereçamento Rural Digital do DF: ferramenta beneficiará cerca de 20 mil propriedades rurais | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília "A gente não quer só que as pessoas se mantenham no campo. Queremos que as pessoas se mantenham com dignidade. Essa dignidade passa por muitas coisas e o endereçamento é uma delas” Governadora Celina Leão  A iniciativa, que conta com investimento previsto de R$ 375,7 mil, é uma parceria do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF), com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e com o Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA-SP). Para a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, iniciativas como essa vão transformar a área rural do DF: “Hoje a manutenção do homem do campo depende muito das ações do governo. A gente não quer só que as pessoas se mantenham no campo. Queremos que as pessoas se mantenham com dignidade. Essa dignidade passa por muitas coisas e o endereçamento é uma delas”. O secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, afirmou que esse é um anseio antigo do produtor rural e que a plataforma criará endereços eletrônicos que poderão ser usados, por exemplo, em plataformas de e-commerce para recebimento de encomendas. A ferramenta também será disponibilizada aos órgãos de segurança pública e saúde, de modo a tornar a assistência e o atendimento mais céleres em áreas rurais.  Ao discursar, durante o evento, Celina Leão enfatizou a importância do programa:  "Iniciativas como essa vão transformar a área rural do DF" “Vamos ganhar em dignidade a partir da localização exata e precisão desse sistema” Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural  “Vamos também trabalhar o mapeamento das estradas rurais. À medida em que nós inserirmos os códigos de endereço eletrônico nas propriedades, vamos mapear locais que hoje o GDF não tem mapeado. Vamos ganhar em dignidade a partir da localização exata e precisão desse sistema”, explicou o chefe da pasta.  Endereço digital único Na prática, o programa criará para cada imóvel rural um endereço digital único, reconhecido por plataformas de navegação. A ferramenta permitirá localizar propriedades com precisão, reduzindo dificuldades históricas de acesso ao campo e facilitando desde entregas de encomendas até atendimentos emergenciais. Para o diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, Leonardo Reisman, o georreferenciamento adequado das propriedades vai criar “uma verdadeira revolução tecnológica por meio da inclusão”, permitindo a inserção dos produtores em marketplaces, cadeias digitais de fornecimento e em políticas públicas. “Sabemos que o Distrito Federal tem produtos incríveis descobertos nos últimos anos, como mirtilo, baunilha, frutas vermelhas, com tantas cadeias interessantes. Imagine poder encontrar tesouros escondidos nessas propriedades que a gente não conhece, tornando-os visíveis para as mesas do Distrito Federal. Então essa é uma perspectiva muito importante da integração econômica e da política pública do estado chegando na ponta”, concluiu Reisman.  Para Leonardo Reisman, diretor da FAPDF, iniciativa vai criar uma verdadeira revolução tecnológica por meio da inclusão Como funcionará na prática  A iniciativa começou a ser estruturada em 2024, com o lançamento do protótipo do sistema e o cadastro inicial de 4.736 pontos georreferenciados, a partir de registros de regularização de ocupação de glebas públicas rurais. Em 2025, o programa avançou para 6.369 propriedades cadastradas, consolidando a metodologia de endereçamento digital rural. Para 2026, a meta estratégica do Executivo local é alcançar 20 mil propriedades rurais georreferenciadas e garantir integração total com plataformas globais de navegação digital, tornando 100% das propriedades contempladas reconhecidas em aplicativos como Waze e Google Maps. O programa utiliza a tecnologia de geolocalização por Plus Codes, sistema que cria um código digital único para cada propriedade rural, funcionando como uma espécie de CEP eletrônico. Na prática, esse código permitirá localizar com precisão os imóveis em plataformas como Google Maps, Waze e Bing Maps. Com isso, produtores e moradores das áreas rurais poderão compartilhar sua localização de forma simples e oficial com familiares, clientes, fornecedores, prestadores de serviço e órgãos públicos, reduzindo dificuldades históricas de acesso a propriedades em regiões mais afastadas.   Além de facilitar a localização, o sistema será totalmente gratuito para os produtores rurais. A proposta é que a adesão ocorra por meio de uma plataforma digital amigável, com apoio de equipes da Seagri-DF e da Emater-DF para capacitação e orientação dos usuários.   Segurança e atendimento emergencial Um dos principais impactos esperados está no atendimento emergencial. Com o endereço digital, equipes do Samu, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Defesa Civil poderão localizar propriedades com mais rapidez em situações críticas. A expectativa é reduzir significativamente o tempo de deslocamento em ocorrências médicas, acidentes, incêndios e demais emergências, ampliando a eficiência operacional dos serviços públicos no campo. O sistema também dará suporte ao monitoramento da malha viária rural, permitindo ao GDF planejar com mais precisão a manutenção de estradas, organizar rotas e aprimorar a gestão territorial. Desenvolvimento econômico Além da segurança, o endereçamento digital deve gerar impactos positivos na economia rural. A identificação precisa das propriedades tende a facilitar entregas, melhorar a logística de transporte e otimizar o escoamento da produção agrícola. A ferramenta também amplia o acesso dos produtores ao comércio eletrônico, permitindo a integração a marketplaces, serviços de entrega e plataformas digitais de venda, fortalecendo a comercialização de produtos do campo.  

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Roubos em ônibus caem 52% no Distrito Federal em 2025

Os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registradas 111 ocorrências, contra 230 em 2024. Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhum caso, segundo o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os dados evidenciam avanços na segurança pública, resultado de ações integradas entre as forças de segurança e melhorias na gestão do transporte, com impactos que vão além dos usuários e alcançam toda a população. Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, o uso de tecnologia e o trabalho de inteligência têm sido fundamentais para reduzir os crimes no transporte coletivo. “Buscamos identificar quadrilhas que antes atuavam em furtos e roubos dentro dos ônibus. O objetivo é evitar principalmente furtos e roubos de celulares, muitas vezes praticados por grupos organizados, inclusive com uso de armas brancas, que entram, cometem o crime e saem rapidamente”, explicou. Em comparação a 2024, os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% no ano de 2025 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Ainda de acordo com o secretário, a queda é resultado de um conjunto de medidas. “A redução chega a 96% entre 2016 e 2025. Há também a contribuição de mudanças no sistema de pagamento e o avanço de tecnologias, como a identificação facial. Estamos trabalhando para que, ao identificar um suspeito com mandado de prisão em aberto dentro do ônibus, possamos agir de forma mais rápida e eficiente”, afirmou. Uma iniciativa estratégica do Governo do Distrito Federal (GDF), implementada a partir de 2024, foi a extinção do pagamento da tarifa em dinheiro, medida que reduziu significativamente a atratividade desse tipo de crime ao eliminar a circulação de valores em espécie nos transportes coletivos. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) explica que, antes da implantação do sistema 100% digital, cerca de 29% das passagens eram pagas em dinheiro. Agora, as tarifas são pagas exclusivamente por meio de cartões de transporte ou cartões bancários em todo o Sistema de Transporte Público Coletivo. Os demais acessos ocorrem por meio de cartões de gratuidade (PLE, PCD, idoso etc.). Além disso, a Semob-DF atua em cooperação técnica com a SSP-DF no combate e na prevenção de crimes no transporte público coletivo do Distrito Federal. A pasta esclarece que todos os ônibus e terminais rodoviários são monitorados por câmeras, e as imagens são utilizadas na apuração de crimes. [LEIA_TAMBEM]No ano passado, a Semob-DF e a SSP-DF ampliaram a cooperação, que agora inclui imagens e informações sobre rotas e localização de veículos, motoristas e passageiros, inclusive de táxis e carros de aplicativo. A integração de dados é importante para que os órgãos de segurança pública possam identificar situações de risco, coibir práticas criminosas dentro dos terminais e veículos, além de garantir respostas mais ágeis para a população. Em relação às regiões que não registraram ocorrências, Alexandre Patury reforçou que o trabalho continua para reduzir ainda mais os índices. “Sabemos do medo da população de perder o celular, de ter seus bens roubados, seja ao sair cedo para o trabalho ou ao voltar para casa à noite. Precisamos diminuir essa sensação de insegurança, e é por isso que estamos investindo fortemente em inteligência e na ampliação do monitoramento por câmeras”, afirmou. O secretário interino da SSP-DF também destacou a importância da participação da população. “Fazemos um pedido para que as pessoas integrem suas câmeras ao sistema do DF 360. Isso pode ser feito pelo site [DF 360 — Segurança Integral]. Quanto mais câmeras tivermos, maior será a capacidade de identificar criminosos e retirá-los de circulação”, completou. Para o motorista Wemerson Guimarães, a redução dos assaltos a ônibus é fruto de várias mudanças importantes no sistema de transporte coletivo Impacto Atualmente, o Distrito Federal conta com mais de 5,9 mil motoristas que circulam diariamente. Wemerson Guimarães, que atua na área há 14 anos, relembrou situações de risco enfrentadas na profissão: “Eu já fui assaltado com emprego de arma de fogo. Na maioria das vezes, são situações muito violentas. Eles ameaçam, humilham, usam palavras de baixo calão… E a gente precisa manter a calma, não só por nós, mas também pelos usuários. É uma situação muito complicada. A empresa oferece suporte psicológico, e isso ajuda bastante no dia a dia, porque é algo que mexe com a gente, altera a rotina e acaba deixando a gente mais fragilizado”. Sobre a redução dos assaltos no transporte coletivo, ele destacou mudanças importantes no sistema. “Primeiro, a questão da segurança. A retirada do dinheiro a bordo dos veículos trouxe uma sensação maior de segurança e ajudou a diminuir os índices de assaltos. Outro ponto é a agilidade no embarque, que traz mais conforto para o usuário, já que não precisa esperar troco ou o cobrador finalizar o atendimento. E, para a gente que trabalha no sistema, tem também a questão da informatização: antes era preciso fazer arrecadação manual; hoje, o sistema já registra e envia tudo automaticamente. Esses são, na minha visão, os principais fatores que contribuíram para melhorar a rotina no dia a dia”, apontou. Rosa de Sousa, diarista: "Esse negócio do cartão foi muito bom, muito útil na vida da gente. Moro aqui há 30 anos e, hoje, não vejo mais assaltos dentro dos ônibus Quem depende do transporte público diariamente já percebe as mudanças na prática. É o caso da diarista Rosa de Sousa, de 51 anos, moradora de Água Quente. “Esse negócio do cartão foi muito bom, muito útil na vida da gente. Eu mesma uso e só tenho a agradecer. Moro aqui há 30 anos e, hoje, não vejo mais assaltos dentro dos ônibus. Nem ouço comentários sobre isso”, relatou. A sensação de segurança também mudou. “Com certeza, hoje é mais tranquilo. A gente não fica mais com aquele medo de alguém entrar no ônibus para assaltar. Eu ando tranquila”, completa. O aposentado Edson dos Santos, de 65 anos, morador do Areal há três anos, também destacou a melhora: “Durante esse tempo, nunca presenciei nada dentro dos ônibus. É tranquilo rodar pelo DF”.

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