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Voluntários transformam tempo em cuidado há 61 anos no Hospital de Base 

Há 61 anos, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) conta com pessoas que escolheram transformar tempo e disposição para ajudar em uma forma de cuidado. Criado em 1965, o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) acompanha quase toda a trajetória do hospital, que completou 66 anos, e mantém o paciente no centro de sua atuação. Atualmente, 52 voluntários participam de atividades como acolhimento nos leitos, reiki, doação de kits de higiene e artigos hospitalares, além de ações voltadas à socialização e ao bem-estar. Ao longo de seis décadas, o SAV também ajudou a abrir espaço para a chegada de outras iniciativas de voluntariado ao HBDF.  Para ser voluntário, basta procurar o escritório do serviço no Hospital de Base para passar por uma entrevista. Outra opção é realizar o cadastro pelo site da entidade, preencher o formulário disponível e aguardar o contato da equipe. A presidente do SAV, Vandelícia Dias, ressalta que não é preciso ter experiência para participar, mas disposição para doar tempo. Voluntários visitam paciente no Hospital de Base: “O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar”, observa a presidente do SAV, Vandelícia Dias | Fotos: Divulgação Para Vandelícia Dias, a essência desse trabalho está na disponibilidade para o outro. “O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar”, afirma.  Desde 2010, a entidade alcança uma média de 3,7 mil acolhimentos a pacientes por mês, entre atendimentos realizados dentro do hospital e itens doados. Parte das ações é viabilizada com recursos obtidos por meio das vendas do bazar do SAV, abastecido por doações. “No que estiver dentro da nossa condição, nós sempre iremos ajudar. De pouquinho em pouquinho, nós vamos atendendo as demandas e espalhando o bem”, comemora Vandelícia.  Uma história construída dentro do hospital Fundado pelo médico Oscar Moren, o SAV iniciou o trabalho com foco na pediatria e, ao longo dos anos, ampliou a atuação para outras áreas do Hospital de Base. Entre as frentes que ganharam destaque está a psiquiatria, onde são desenvolvidas atividades lúdicas voltadas para a socialização e o bem-estar dos pacientes.  Essa trajetória também contribuiu para fortalecer a presença do voluntariado na unidade. “O SAV e o Hospital de Base caminharam juntos desde o começo. Nosso trabalho abriu portas e permitiu que outras instituições também viessem para cá. Servimos de exemplo”, afirma Vandelícia.  Atividades lúdicas voltadas à socialização e ao bem-estar dos pacientes ganharam destaque nas atividades dos voluntários no HBDF Ao mesmo tempo em que acolhe pacientes, o trabalho deixa marcas em quem escolhe dedicar parte da própria vida ao outro. Salete Paulina Malinski entrou para o SAV há 29 anos, depois de ouvir no rádio um anúncio que convidava pessoas para o voluntariado.  “Amo trabalhar com pacientes. A gente sempre consegue levar um pouco de alegria, um pouco de leveza. Gosto de me doar para os outros, de conversar e de trazer paz. Me sinto muito bem”, confessa.  Se Salete carrega quase três décadas de experiência, Rosimeire Costa representa quem está começando essa trajetória. Aposentada, ela decidiu dedicar parte do tempo livre ao voluntariado e integra o SAV há dois meses.  “Aqui, você consegue ser uma gotinha de coisas boas na vida de outras pessoas. É muito gratificante promover um momento de descanso, de alegria, de descontração a um paciente que está passando por um momento difícil. Isso traz sentido para a vida”, comemora. 

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Passeio promovido pela UBS 5 de Taguatinga alia saúde e turismo

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 de Taguatinga, em parceria com o Serviço Social do Comércio do Distrito Federal (Sesc), promoveu, nesta quarta-feira (29), uma atividade que uniu cuidado e lazer. Mais de 80 pessoas, em sua maioria idosos, participaram de um passeio turístico por Brasília, visitando locais emblemáticos como a Catedral Metropolitana e a Igrejinha da 308 Sul. O passeio terminou com almoço em um restaurante em Taguatinga. O objetivo era aliar turismo e saúde mental, reforçando o bem-estar e o convívio social dos usuários. Grupo percorreu diversos pontos do Distrito Federal; atividade reforça a importância de manter vínculos de amizade | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Os participantes integram o grupo de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da UBS chamado Buscando Saúde, criado no início dos anos 2000. “Queremos oferecer lazer às pessoas que, muitas vezes, não têm condições de conhecer a própria cidade”, afirmou a coordenadora da turma, Nilva Maria Borba. Elas ficam encantadas quando experienciam o lugar onde moram há 40, 50 anos”. Para a profissional, o impacto emocional é visível, especialmente entre os mais idosos: “A alegria é estampada. Eles se sentem muito felizes por ter a oportunidade de conhecer lugares e de estarem inseridos. Muitos vivem sós, e o grupo traz isso para eles, essa sensação de fazer parte de algo”. [LEIA_TAMBEM]É o que pensa Cláudia Bonfim, 58 anos. Integrante do Buscando Saúde, a aposentada vê no grupo a chance de se exercitar e criar novos laços. “A gente faz amizade, se depara com outras histórias e socializa”, relatou. “Tem muita gente que não sai, e os passeios abrem a nossa cabeça”. A colega de turma Maria Eloisa Albana, 67, acredita que os benefícios são sentidos até depois das ações. “Achei excelente a ideia de visitar esses lugares, mesmo que eu já conheça, porque é muito bom para a socialização”, disse. “O grupo tem me ajudado bastante com a ansiedade, que é muito ruim”. Uma das idealizadoras do passeio, a assistente social Joyce Oliveira destacou que o turismo também é estratégia de promoção da saúde, inclusive de saúde mental. “Além das práticas integrativas de saúde, incluímos essas experiências de turismo como mais uma ação do grupo, e a ideia é que [esses passeios] sejam realizados com mais frequência”, afirmou.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Pacientes do Hospital São Vicente de Paulo visitam Capital Moto Week

Um passeio dinâmico, que contou com música, apresentações artísticas e ações educativas, organizadas por órgãos como o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e pela Cruz Vermelha. Essa foi a experiência proporcionada a 16 pacientes do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) nesta terça-feira (29), durante uma visita à Vila do Bem, montada no evento Capital Moto Week. O espaço abriga serviços de saúde, bem-estar, cidadania e atividades culturais para instituições e projetos sociais do DF. “Como o Capital Moto Week já é consolidado na cidade, decidimos levar os pacientes para que pudessem socializar, ajudando-os a se reintegrarem na sociedade”, explica a gerente do HSVP, Thais Braga. O mundo lá fora Passeios externos como o desta terça-feira levam uma série de benefícios aos pacientes, fazendo bem ao corpo e à alma deles | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Segundo a técnica de enfermagem da unidade hospitalar Rosemary Ramos Botelho, as atividades externas proporcionam não apenas a interação entre pacientes e pessoas presentes no evento, mas também entre eles e a equipe. O momento de descontração proporciona, ainda, uma série de benefícios terapêuticos ao tratamento.  [LEIA_TAMBEM]“O ambiente externo abre portas para a alegria, porque a rotina da internação muda. O convívio social faz muito bem. Com esses passeios, eles ficam mais confiantes, se sentem mais calmos, passam a acreditar  mais na equipe multiprofissional e interagem mais uns com os outros”, avalia a profissional.  Entre os passeios já organizados pela equipe do HSVP estão saídas para exposições, Zoológico e Planetário de Brasília. Além disso, as equipes constantemente preparam comemorações em datas especiais como Carnaval, Natal e São João. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Idosos de Água Quente participam da primeira visita do projeto Viver 60+ ao Zoológico em 2025

A aposentada Maria Antônia de Sousa, 68 anos, moradora de Água Quente, viveu uma experiência inesquecível nesta quinta-feira (30): pela primeira vez, visitou o Zoológico de Brasília. “Estou realizando um sonho. Achava que nunca iria acontecer, já que moro sozinha e minhas filhas estão distantes. Agora estou aqui, vendo os bichinhos, menos a cobra, que tenho medo, em ótima companhia e muito feliz”, celebrou. A edição de janeiro do Zoo Experiência, do projeto Viver 60+, foi dedicada a moradores de Água Quente participantes do Viver 60+ e do programa Ginástica nas Quadras | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Maria Antônia foi uma das 80 integrantes do projeto Viver 60+, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a participar da primeira edição de 2025 do Zoo Experiência, programa de visita guiada com foco na educação ambiental. Desde fevereiro do ano passado, a iniciativa já beneficiou mais de 420 pessoas idosas, proporcionando momentos de lazer, aprendizado e socialização. Contato com os animais e aprendizado ambiental “Estou realizando um sonho. Achava que nunca iria acontecer, já que moro sozinha e minhas filhas estão distantes”, afirma a aposentada Maria Antônia de Sousa, sobre a visita ao Zoológico Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto e até interagir com alguns animais, como lagartos, cobras e tartarugas, além de aprender sobre o elefante Chocolate, resgatado de um circo. A experiência vai além da diversão, estimulando a conscientização ambiental e o respeito à fauna. Mais do que promover lazer, o projeto Viver 60+ busca incentivar a qualidade de vida, inclusão social e autonomia das pessoas idosas, além de oferecer atividades físicas, culturais e informativas. O programa também realiza palestras sobre direitos e proteção contra a violência, reforçando a importância do bem-estar e da autoestima na terceira idade. O Zoo Experiência é realizado na última quinta-feira de cada mês. A edição de janeiro foi dedicada exclusivamente aos moradores de Água Quente participantes do Viver 60+ e do programa Ginástica nas Quadras. Interessados em participar das próximas edições podem encontrar mais informações no site da Sejus-DF. Transformação na vida das pessoas idosas O casal Francisco Moreira e Alaíde Balduíno participou da visita ao Zoológico nesta quinta (30) O casal Francisco Moreira, 67 anos, e Alaíde Balduíno, 64 anos, já participou de três passeios ao zoológico e não esconde a empolgação para o próximo evento. “O Viver 60+ mudou a nossa vida. Hoje temos dança, hidroginástica, pilates, fisioterapia e esses passeios incríveis com uma equipe maravilhosa. Me faz muito bem tudo o que vivemos aqui, mas, acima de tudo, ver a felicidade nos olhos de cada participante. Não perco uma atividade e já estou ansioso pelo próximo encontro”, afirmou Francisco. A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, reforçou o impacto positivo do projeto. “Mais do que uma atividade de lazer, o Viver 60+ cria oportunidades valiosas de socialização. Esses encontros são fundamentais para a saúde física e emocional, resgatando a autoestima e fortalecendo o bem-estar. A autonomia nessa fase da vida é essencial, e proporcionar esses momentos de convivência é investir em saúde mental e qualidade de vida”, ressaltou. Parceria Além de proporcionar momentos de lazer, a iniciativa fortalece a educação ambiental e incentiva as pessoas idosas a se tornarem defensores da fauna. O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, destacou a importância da parceria com a Sejus-DF. “Esse trabalho conjunto tem sido fundamental para ampliar o acesso da população ao nosso espaço, especialmente para os idosos, que desfrutam de momentos de aprendizado e socialização”, afirmou. O sucesso do projeto Viver 60+ reforça a importância de projetos que mantêm as pessoas idosas ativas e integradas à sociedade, além de promover o contato com a natureza e a conscientização sobre a preservação ambiental. Atualmente, o Viver 60+ atende moradores de Água Quente, Ceilândia, Estrutural, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sol Nascente e Taguatinga. *Com informações da Sejus-DF  

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