Movimente mais seu corpo, e a saúde agradece
Todo início de ano traz oportunidades para mudanças. Quando o assunto é saúde, as promessas tendem ao movimento do corpo e a largar de vez o sedentarismo. Tendo como foco que o estilo de vida tem impactos importantes nos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) — como hipertensão, diabetes e cânceres —, a Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece atividades e orientações para quem quer reconhecer hábitos nocivos e tirar a meta do papel. Atividades físicas altrernativas, como yoga, tai chi chuan, cirtuido muiltissensorial e ginástica coletiva, são oferecidas nas unidades básicas de saúde | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta” Helga Lins, fisioterapeuta do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) Nas unidades básicas de saúde (UBS), é possível encontrar ações que estimulam a atividade física. Nesses locais, há profissionais que lideram grupos de caminhada, ginástica coletiva, circuito multissensorial e práticas corporais (yoga, tai chi chuan, entre outras), variando de acordo com as necessidades da população local. Encontre aqui a sua unidade de referência, a partir do endereço de moradia. Parte da rotina Junto ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e à alimentação não saudável, a inatividade física é um dos principais fatores de risco para o adoecimento por DCNT. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda para adultos entre 18 e 64 anos pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana. Atividades de fortalecimento muscular devem ser praticadas em dois ou mais dias. [LEIA_TAMBEM]A fisioterapeuta Helga Lins, que atua no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), alerta que, diferentemente do que se costuma pensar, o sedentarismo não é definido apenas pela falta de exercícios físicos, mas principalmente pelo excesso de tempo parado. Durante o expediente de trabalho, recomenda-se que as pessoas façam pausas de cinco ou dez minutos para ficar em pé, dar uma volta, subir e descer escadas. “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta”, orienta Helga. “Caso utilizem transporte público, às vezes é possível descer algumas paradas antes para terminar o trajeto caminhando.” Segundo ela, até mesmo fazer faxina na própria casa ou dar banho no animal de estimação já são algumas opções. Uma outra dica é consultar o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que traz as primeiras recomendações e informações do Ministério da Saúde sobre atividade física. É um documento para que a população tenha uma vida ativa, promovendo a saúde e a melhoria da qualidade de vida. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Unidade de saúde mental infantil oferece cuidado e transforma vidas
Cerca de 1,2 mil crianças são atendidas por mês no Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (Compp), órgão da Secretaria de Saúde (SES-DF) que, nesta quinta-feira (23), completa 56 anos de história. A unidade oferece atendimento ambulatorial a pacientes de até 11 anos em sofrimento psíquico moderado ou em uso eventual de substâncias psicoativas. Nesta quinta-feira (23), a equipe do Compp comemorou o aniversário de 56 anos da unidade | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O pequeno Gael, 5 anos, é atendido no local. Ele foi diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA). A mãe, Suellen Brasil, relata que o Compp foi um divisor de águas na vida da família. “Quando eu recebi o diagnóstico de TEA do Gael, fiquei perdida, me senti desamparada, e considero que as sessões do Compp fizeram toda a diferença”, afirma. “Eu me senti mais segura nas tomadas de decisões com o Gael, pois tive a oportunidade de participar de um grupo de apoio. Lá eles fizeram todos os encaminhamentos necessários e sou muito grata por isso e por todo atendimento que recebemos”. A gerente do Compp, Simone Schwartz, ressalta: “Acredito na força desta equipe e reforço que o que sempre nos diferenciou foi a prática interdisciplinar, a escuta cuidadosa e a construção coletiva de soluções para nossas crianças e familiares. O trabalho do Compp é uma prova de que, quando o cuidado é coletivo, a vida pode seguir novos caminhos, com mais afeto, segurança e possibilidades”. [LEIA_TAMBEM]Mais do que um centro de saúde mental, o Compp é um lugar de escuta, acolhimento e construção de possibilidades, onde uma equipe multiprofissional oferece desde atendimentos individuais e grupos terapêuticos até mutirões para elaboração de laudos e realização de exames especializados. A equipe é composta por 38 profissionais de diversas áreas, incluindo pediatras, neuropediatra, psiquiatras infantis, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistente social. Todos trabalham de forma integrada para oferecer um cuidado humanizado e baseado em evidências, atuando como retaguarda essencial à Atenção Primária à Saúde (APS). Formação e conhecimento O Compp também é um importante espaço de formação e conhecimento, recebendo estudantes de medicina, residentes multiprofissionais e estagiários da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal (Escs). As ações de matriciamento desenvolvidas pelos profissionais fortalecem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e qualificam o cuidado em saúde mental oferecido às crianças e suas famílias. Hatha yoga, tai chi chuan e meditação estão entre as atividades oferecidas no Compp Ao longo de sua trajetória, o Compp tem levado o nome da SES-DF a eventos científicos nacionais e internacionais, com trabalhos premiados e reconhecidos pela relevância social. Seus profissionais publicam artigos e livros, contribuindo para a produção de conhecimento em saúde mental infantojuvenil, um campo fundamental para o futuro da sociedade. Outro diferencial do serviço são as Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como hatha yoga, tai chi chuan e meditação, que promovem o bem-estar, previnem agravos e fortalecem vínculos terapêuticos. Essas atividades refletem a essência do Compp: olhar a criança em sua totalidade, corpo, mente e contexto social, e construir caminhos de cuidado em parceria com suas famílias. Atendimento O acesso ao serviço se dá por meio de regulação feita pela Atenção Primária, quando os usuários preenchem alguns critérios, como apresentar humor deprimido, ansiedade intensa, sofrimento psíquico, entre outros. Após a avaliação e estratificação do risco, os pacientes recebem um plano de cuidado e, uma vez estabilizados, são contrarreferenciados à Atenção Primária para continuidade do acompanhamento. O processo inclui ainda a articulação da rede intersetorial para o cuidado em saúde mental, garantindo uma atenção integral e contínua. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Região Central de Saúde ganha espaço para práticas integrativas
A Região de Saúde Central ー Asa Sul, Asa Norte, Cruzeiro, Lago Sul, Lago Norte, Varjão, Granja do Torto e Vila Planalto ー ganhou, nesta quarta-feira (13), uma unidade do Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis). Localizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte, o espaço oferece atividades como acupuntura, auriculoterapia, tai chi chuan, yoga e lian gong, entre outras. O novo centro oferece atividades como acupuntura, auriculoterapia, tai chi chuan, yoga e lian gong, entre outras | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O centro contará com uma equipe multiprofissional responsável pelo atendimento, ensino, pesquisa e matriciamento das demais equipes da atenção primária. Todas essas frentes são necessárias, uma vez que as práticas integrativas abordam a saúde considerando a pessoa em sua dimensão física, mental, emocional, espiritual e social. No Distrito Federal, outros dois Cerpis já estão em funcionamento, um em Planaltina e outro em Santa Maria. São espaços que oferecem uma estrutura adaptada, com acolhimento humanizado e um leque de diversos grupos de práticas integrativas de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Prática de tai chi leva qualidade de vida a pacientes da rede pública de saúde do DF
Quando foi desenvolvido, há séculos, na China, o tai chi chuan consistia em exercícios para condicionar o corpo e a mente dos soldados para as batalhas. Hoje em dia, os movimentos simplificaram-se para serem acessíveis a todos, com o objetivo de fortalecer a saúde física e mental. Atualmente, 14 regiões administrativas que contam com unidades básicas de saúde (UBS) oferecem a modalidade na rede pública de saúde, disponibilizada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2006. São realizados, em média, 250 encontros por mês em toda a rede, resultando no atendimento de três mil pessoas. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte, cerca de 50 pessoas praticam a modalidade ao longo da semana. Além dos movimentos com as mãos, o grupo também pratica a modalidade com leque. Atualmente, 14 regiões administrativas que contam com unidades básicas de saúde (UBS) oferecem a modalidade na rede pública de saúde | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “O tai chi chuan tem vários benefícios, seja de equilíbrio emocional e corporal, flexibilidade da mente para suportar melhor as tensões do dia a dia sem se sufocar diante do estresse. A modalidade também traz benefícios para a respiração, para o aparelho cardiovascular, para o aparelho locomotor, para o metabolismo e para envolvimento social”, explica o médico acupunturista e Referência Técnica Distrital em tai chi na Secretaria de Saúde do DF, Aristein Woo. Segundo Gustavo Colin, professor de tai chi na UBS 1, a evolução dos alunos é perceptível à medida em que a prática é desenvolvida. “A gente tem a parte física, mental, social, cognitiva e espiritual. No físico, nós trabalhamos músculos, equilíbrio e flexibilidade; no mental, atuamos com movimentos em sequência, que os alunos precisam decorar; no lado social e cognitivo vem essa parte das amizades, esses lados que são criados e que são muito importantes. É uma modalidade completa”, afirma. Além das questões do bem-estar, os participantes de tai chi da UBS 1 do Lago Norte desenvolveram uma grande relação de amizade e, desde o ano passado, passaram a realizar pequenas excursões por Brasília. São realizados, em média, 250 encontros por mês em toda a rede, resultando no atendimento de três mil pessoas Para a aposentada Maria Betânia Matos, de 69 anos, a prática de tai chi é sinônimo de qualidade de vida. Quando ela encontrou a modalidade, em 2022, ela apresentava problemas de mobilidade nos joelhos e precisava se locomover com uma bengala. Hoje, ela conta que, graças à prática, deixou a bengala de lado. “Antes do tai chi eu sentia que eu estava atrofiando. Todos os meus movimentos eram limitados. Depois que eu vim pela primeira vez, à convite de uma amiga, não parei mais. Venho todos os dias da semana e não troco por nada. Para mim, os benefícios foram os melhores possíveis. Eu melhorei minha memória, minha condição física. Encontrei uma grande família e o melhor de tudo: aposentei a bengala. Eu agradeço muito a Deus por ter colocado isso tudo na minha rotina”, relata. O tai chi já faz parte da rotina da aposentada Antonieta Brandão Henriques, de 76 anos, desde 2017. “Faz muita diferença no dia a dia, principalmente na rotina de pessoas da terceira idade. No meu caso, quando eu parei de fazer atividades físicas, me senti bastante deprimida. Quando comecei a praticar tai chi, senti uma mudança no corpo e no espírito, além de uma melhora da minha ansiedade. Quando eu saio de uma aula, saio leve. O dia rende. É maravilhoso”, conta. Antonieta Brandão Henriques, de 76 anos, é praticante desde 2017 A redução de estresse no dia a dia também foi sentida pelo eletricista Raimundo Nonato de Moraes, de 62 anos, que também é paciente na UBS 1 do Lago Norte. “Cheguei aqui muito nervoso, com problema de concentração. O tai chi me ajuda na concentração e no equilíbrio. É qualidade de vida”, narra. Quem pode participar e locais de atendimentos A prática do tai chi é recomendada para pessoas de todas as idades, saudáveis ou portadoras de doenças crônicas sob controle. A modalidade é contraindicada em situações de doença aguda ou doença crônica em crise. Atualmente, a Secretaria de Saúde do DF oferece aulas de tai chi nas unidades básicas de saúde de Águas Claras, Asa Norte, Brazlândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Lago Norte, Lago Sul, Planaltina, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sobradinho, Sobradinho II e Taguatinga. Os locais, dias e horários da prática podem ser conferidos no site da SES-DF.
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