Procura por teleconsulta nas UPAs cresce e já soma mais de 21 mil atendimentos
Com o aumento de casos de gripe, tosse, febre e dor de garganta, cresce também a procura por atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. Para reduzir a espera e dar mais rapidez ao atendimento, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) tem ampliado o uso da teleconsulta para pacientes com quadros leves. Sistema de teleconsulta já está disponível nas 13 unidades de pronto atendimento do DF | Foto: Divulgação/IgesDF Na prática, pacientes sem sinais de urgência, classificados com pulseira verde, podem ser atendidos por vídeo dentro da própria unidade, com apoio da equipe de enfermagem. A medida agiliza a orientação médica e permite que os profissionais presenciais concentrem esforços nos casos mais graves. Todas as 13 UPAs do DF já contam com teleconsulta, e quatro delas — Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião — têm o atendimento por vídeo chamada também em pediatria. Desde a implantação, em maio de 2025, até o início deste mês, já foram prestados 21.467 atendimentos por teleconsulta nas UPAs do DF. Desse total, 364 foram pediátricos, cuja teleconsulta só começou no final de janeiro deste ano, evidenciando a ampliação progressiva do serviço também para o público infantil. Como funciona a teleconsulta Após a triagem e a classificação de risco, pacientes com menor gravidade podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado um termo de consentimento ao paciente ou responsável. Em seguida, a pessoa é encaminhada para uma sala específica dentro da própria UPA, onde é realizada a consulta por vídeo com o médico. Durante todo o processo, a equipe de enfermagem permanece no local para dar suporte e auxiliar no encaminhamento, quando necessário. O modelo tem se mostrado resolutivo. Já foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, além de 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 de exames de imagem por meio da teleconsulta. “Com a teleconsulta, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Apenas 12,1% dos atendimentos precisaram ser convertidos para consulta presencial, geralmente quando havia necessidade de exame físico, com retaguarda médica disponível na própria unidade. Eficiência ampliada “Ao direcionar os casos leves para um atendimento mais rápido, conseguimos liberar as equipes para focar nos pacientes com maior gravidade, tornando a assistência mais eficiente como um todo”, explica o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves. As UPAs que somam maior volume de teleconsultas são as do Gama (4.877 atendimentos), Ceilândia II (4.724) e Vicente Pires (4.322). Entre os principais motivos da procura estão síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre — quadros comuns de baixa gravidade, mas que aumentam a demanda nas unidades, especialmente em períodos de mudança de clima. [LEIA_TAMBEM]“A teleconsulta é uma estratégia importante para organizar o atendimento nas UPAs, especialmente em períodos de maior procura”, reforça o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. “Com ela, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial.” Atendimento nas UPAs do DF As UPAs funcionam 24 horas por dia e atendem casos de urgência e emergência de média complexidade. O acesso é feito por meio da classificação de risco, que define a prioridade conforme a gravidade do paciente, e não pela ordem de chegada. Com a teleconsulta, parte dos casos leves passa a seguir um caminho mais rápido, o que ajuda a reduzir o tempo de espera e torna o atendimento mais eficiente para toda a população. *Com informações do IgesDF
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Hospital Regional de Sobradinho amplia cirurgias com programa OperaDF
As ações para reduzir filas por cirurgias seguem em andamento na rede da Secretaria de Saúde (SES-DF). Neste sábado (11), o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) realizou procedimentos por meio do programa OperaDF, iniciativa criada para agilizar cirurgias e diminuir o tempo de espera dos pacientes. Programa já ultrapassou a marca de 23 mil cirurgias, em apenas seis meses | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Lançado em 2025, o OperaDF já ultrapassou 23 mil cirurgias promovidas em seis meses, entre setembro de 2025 e março deste ano. O processo reorganiza a fila e amplia a capacidade da rede pública em intervenções vasculares, gerais, de cabeça e pescoço, urológicas e oftalmológicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No HRS, a estratégia de efetuar cirurgias eletivas aos sábados faz diferença. “A implementação de um dia dedicado a cirurgias eletivas tem contribuído para agilizar o atendimento dos pacientes que aguardam há algum tempo”, avalia a supervisora de enfermagem do centro cirúrgico do hospital, Patrícia Afonso. “Ao adicionar essa agenda semanal, conseguimos realizar seis cirurgias a mais do que o previsto”. [LEIA_TAMBEM]Foi nesse cenário que o eletricista Fernando Ferreira, de 41 anos, entrou no centro cirúrgico nesta manhã para tratar uma hérnia umbilical. “Estou muito feliz, porque é algo que eu aguardava havia muito tempo”, relatou. “Agora, minha rotina vai mudar. Vou poder voltar a me exercitar, correr, jogar futebol e cuidar dos meus filhos”. Atendimento Para dar mais agilidade, o OperaDF ampliou a capacidade cirúrgica da rede pública com a contratação de serviços complementares. O pacote assistencial inclui consultas, exames, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico e todo o suporte necessário no pré e no pós-operatório. Os pacientes seguem acompanhados pela rede pública e são encaminhados para a cirurgia conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do DF. Hospitais regionais, como o da Asa Norte (Hran), da Região Leste (HRL), de Ceilândia (HRC), de Taguatinga (HRT), de Samambaia (HRSam) e o próprio HRS, participam da estratégia, reforçando a capacidade da rede pública e proporcionando mais acesso à população. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Programas deste GDF ampliam acesso a cirurgias e aceleram início de tratamento de pacientes com câncer
A ampliação do acesso à saúde pública no Distrito Federal tem se refletido na redução do tempo de espera por procedimentos e no avanço de atendimentos especializados. Com iniciativas voltadas à organização da fila e à ampliação da oferta de serviços por meio de programas instituídos por este Governo do Distrito Federal (GDF), a rede registra resultados positivos tanto na efetivação de cirurgias quanto no início do tratamento de pacientes com câncer. Na área cirúrgica, o programa OperaDF alcançou a marca de 9 mil procedimentos feitos em apenas seis meses, entre setembro de 2025 e março de 2026. No mesmo período, houve redução de 44% no tempo de espera por cirurgias eletivas, resultado associado à reorganização da demanda e à ampliação da capacidade de atendimento. Nove hospitais foram credenciados para receber tratamento oftalmológico pelo OperaDF | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Entre as especialidades contempladas, a oftalmologia recebeu reforço com o credenciamento de nove hospitais, o que permitiu ampliar a oferta de procedimentos e acelerar o chamamento de pacientes. A medida contribui para dar mais fluidez à fila e garantir que os encaminhamentos ocorram de forma mais ágil, desde a consulta inicial até a realização da cirurgia. Os avanços também alcançam a área de oncologia. Com a implementação do programa “O Câncer Não Espera e o GDF também não”, o tempo para o primeiro atendimento caiu de 81 para 17 dias. Já o início do tratamento passou a ocorrer, em média, em até 24 dias após a identificação da necessidade terapêutica. Os esforços deste GDF reduziram o tempo de espera dos pacientes por procedimentos e aumentaram a eficiência do serviço de saúde oferecido | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde A estratégia envolve a integração dos serviços, a otimização dos fluxos e o uso de ferramentas que permitem organizar o acompanhamento dos pacientes, incluindo a comunicação direta sobre consultas, exames e etapas do tratamento. Com isso, a rede pública consegue reduzir intervalos críticos e oferecer respostas mais rápidas às pessoas que precisam de cuidado contínuo. Esses resultados são reflexos de um investimento contínuo por este GDF na ampliação da assistência e na melhoria da gestão da saúde pública, com foco em garantir mais eficiência, reduzir o tempo de espera e assegurar atendimento em tempo oportuno para a população do Distrito Federal.
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Percentual de não comparecimento aos atendimentos agendados nos Cras tem redução de 25% em um ano
O serviço de lembrete e confirmação do agendamento por WhatsApp implementado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) há cerca de um ano tem gerado melhoria nos serviços e reduzido as faltas nos atendimentos das unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo dados da secretaria, a taxa média de pessoas que não compareceram aos atendimentos foi reduzida de 28%, em 2024, para 21%, em 2025. Sistema de atendimento das unidades do Cras tem sido mais eficiente com a adoção de lembretes de agendamento | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A mensagem é enviada cinco dias antes do atendimento agendado, para que o cidadão possa se organizar em função do compromisso, com lembretes nos dias seguintes quando não forem respondidas as mensagens. A confirmação serve para que a equipe possa organizar os atendimentos e liberar vagas para quem precisa. “Nós estamos sempre inovando para reduzir o tempo de espera por atendimento” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Embora tenha havido a redução, o percentual de 21% ainda representa em torno de 4 mil usuários que deixaram de comparecer aos atendimentos previamente agendados pelo telefone 156 e pelo site da Sedes-DF. As faltas prejudicam outras famílias em vulnerabilidade social porque aumentam o tempo de espera por atendimento. “Nós estamos sempre inovando para reduzir o tempo de espera por atendimento”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Quando notamos a quantidade de abstenções, inovamos com ajuda da tecnologia porque sabemos que acontecem imprevistos e esquecimentos na correria do dia a dia das pessoas. A redução é positiva, mas o objetivo é orientar e conscientizar a população para que este índice reduza cada vez mais.” Orientações [LEIA_TAMBEM]Para agendar atendimento em qualquer um dos 32 equipamentos dos Cras no Distrito Federal, é preciso ir ao portal da secretaria ou entrar em contato com o telefone 156, a partir das 8h. O atendimento se dará conforme a disponibilidade de cada unidade. É importante que o usuário confira o número do GDF e o selo de verificação presentes no aplicativo. As mensagens também reforçam os documentos que devem ser levados e em alguns casos podem ocorrer ligações desse mesmo número, caso o atendimento não seja confirmado ou cancelado. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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