Hospital de Base aprimora técnicas de acupuntura médica
Referência no Centro-Oeste em acupuntura médica, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) iniciou uma capacitação voltada ao aperfeiçoamento de técnicas utilizadas no atendimento de pacientes com dor crônica e outras condições de saúde. Promovido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o treinamento reúne profissionais da área para atualização em métodos mais avançados de controle da dor e estimulação do sistema nervoso. A formação começou na última sexta-feira (8) e terá continuidade nos dias 29 e 30 de maio, quando os especialistas participarão de atividades práticas supervisionadas. O objetivo é ampliar as possibilidades terapêuticas oferecidas aos pacientes atendidos no serviço, especialmente pessoas em tratamento contra o câncer, com dores persistentes, ansiedade, depressão e outros transtornos que impactam diretamente a qualidade de vida. O acupunturiatra do HBDF Fernando Genschow explica que as novas técnicas fortalecem a capacidade de atendimento dos profissionais diante de situações mais delicadas. “É um método avançado e que está sendo estudado há anos. Como todos os pacientes que atendemos aqui são de casos complexos, como em tratamento de câncer, vamos conseguir fazer um melhor manejo da dor e de uma série de sintomas”, afirma. A acupuntura utiliza agulhas e estímulos elétricos em pontos específicos do corpo | Fotos: Divulgação / IgesDF Equilíbrio Segundo ele, o serviço realiza, em média, 88 consultas e cerca de 500 procedimentos por semana. A acupuntura médica utiliza agulhas e estímulos elétricos em pontos específicos do corpo para auxiliar no controle da dor e no equilíbrio de funções do organismo. As novas abordagens apresentadas durante a capacitação permitem intervenções mais direcionadas, contribuindo para ampliar a efetividade dos tratamentos. A acupunturiatra Alane Santos destaca que a atualização representa um avanço importante para os pacientes atendidos pelo SUS. “Nós cuidamos de pacientes com dor crônica, com ansiedade, com depressão, com diversos transtornos orgânicos e emocionais. Esses novos métodos vão, com certeza, potencializar o cuidado que já oferecemos e diminuir o incômodo da dor”, explica. [LEIA_TAMBEM] Durante os encontros práticos, os profissionais poderão aplicar as novas técnicas sob orientação e monitoramento de especialistas. Os pacientes beneficiados serão selecionados a partir da lista de espera do serviço. O atendimento da Acupunturiatria do HBDF é destinado a pacientes da rede pública com indicação médica para o tratamento. Para ter acesso ao serviço, o médico assistente deve encaminhar um pedido de parecer ao setor, com hipótese diagnóstica, breve relato clínico e objetivo do encaminhamento. A solicitação deve ser entregue na secretaria do Serviço de Acupunturiatria para agendamento da avaliação. *Com informações do IgesDF
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Tempo de espera de pacientes oncológicos na rede pública de saúde no DF é reduzido em 80%
Cristiane Rosa, 47 anos, conhece de perto os desafios enfrentados por quem recebe um resultado positivo para câncer de mama. Diagnosticada em abril de 2022, iniciou o tratamento naquele ano e, em 2023, realizou a mastectomia com reconstrução imediata na rede pública. Hoje, segue acompanhada e sente na prática os efeitos do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que proporciona mais rapidez em consultas e, portanto, na realização de exames. “Graças ao projeto do governo do DF, consigo fazer meus exames com muita agilidade. Preciso passar por verificações complexas que, hoje, são marcadas rapidamente. Isso me dá segurança para continuar o acompanhamento”, diz. Cristiane Rosa: "Graças ao programa, consigo realizar meus exames com muita agilidade" | Foto: Arquivo pessoal A percepção de Cristiane é comprovada pelo que apontam os dados do sistema de regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). Em 2025, o tempo médio de espera para a primeira consulta oncológica caiu de 81 dias para 16 dias, uma redução de 80%. Já o acesso à radioterapia ficou 70% mais rápido, passando de 87 para 26 dias. Desde o início do programa, mais de 4,6 mil pacientes foram atendidos e cerca de 3 mil estão em tratamento. “O câncer não espera. O GDF também não” No Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta quarta-feira (4), a SES-DF destaca os avanços do projeto ao longo do ano passado. Criada em julho de 2025, a iniciativa distrital reúne ações de prevenção, diagnóstico precoce e aceleração do início do tratamento, com foco direto na redução da fila por assistência oncológica. “Cada dia de espera faz diferença para quem enfrenta um diagnóstico de câncer” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, os resultados refletem o impacto direto das medidas adotadas. “Cada dia de espera faz diferença para quem enfrenta um diagnóstico de câncer. Esses números mostram que estamos avançando e reforçam o nosso compromisso em ampliar o acesso, reduzir filas e qualificar o cuidado em toda a rede”, afirma. A redução do tempo de espera é resultado da ampliação da capacidade de atendimento na rede pública, aliada à contratação de serviços complementares. Com mais vagas disponíveis e melhor organização do fluxo assistencial, foi possível identificar pacientes que estavam na fila e encaminhá-los com mais agilidade para o início do tratamento. Como ter acesso Os tipos de câncer mais comuns em atendimento do programa são próstata, mama, cólon e pulmão | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]O programa traz uma estrutura reforçada em todas as regiões do DF, incluindo moradores do Entorno com diagnóstico confirmado. Os tipos de câncer mais frequentes entre os pacientes atendidos pelo programa são próstata, mama, cólon e pulmão, com maior incidência entre pessoas de 55 e 70 anos. Após a entrada na fila de regulação para a primeira consulta, o paciente é contatado pela Central de Regulação do DF e passa por triagem oncológica. A partir daí, inicia o tratamento em uma das unidades habilitadas. Todo o processo é acompanhado sem interrupções, com retorno posterior à Unidade Básica de Saúde (UBS), conforme a evolução clínica. A equipe especializada monitora o paciente em todas as etapas: exame, cirurgia, quimioterapia e radioterapia. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novo modelo de atendimento reduz em 63% o tempo de espera para início do tratamento de câncer no DF
Desde julho, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem adotado um novo modelo de atendimento aos pacientes oncológicos, que resultou em uma redução de 63% no tempo de espera para início do tratamento. Em paralelo a esse resultado, a Secretaria de Saúde (SES-DF) traça estratégias para diminuir o não comparecimento das pessoas diagnosticadas com câncer às consultas e tratamentos, que hoje é de 30%. Segundo a pasta, o absenteísmo ocorre principalmente devido à falta de atualização no cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS). De julho a setembro deste ano mais de 2.600 pacientes oncológicos foram atendidos, dos quais mais de 1.800 já iniciaram o tratamento. O ponto central na redução da fila é o lançamento do Programa O Câncer Não Espera, o GDF Também Não. Ele reorganizou a jornada do paciente oncológico. Antes, a espera pela primeira consulta com especialista levava mais de 80 dias e, agora, são cerca de 30 dias. O novo modelo integra consultas, exames, cirurgias e terapias em uma linha contínua de cuidado, evitando interrupções e aumentando as chances de cura. “Nosso intuito é oferecer quimioterapia, radioterapia e cirurgia em grande demanda para diminuir o tempo de espera” Edna Marques, secretária-executiva de Assistência à Saúde “Nosso intuito é oferecer quimioterapia, radioterapia e cirurgia em grande demanda para diminuir o tempo de espera. O foco não é apenas uma consulta, mas todo o processo de cuidado oncológico”, destacou a secretária-executiva de Assistência à Saúde, Edna Marques. O mesmo foi defendido pela coordenadora da frente de oncologia do Comitê de Planejamento da Saúde, Paula Muraro, que reforça a importância dessa mudança no modelo. “Antes, o tratamento passava por muitas etapas e filas que podiam chegar a cinco meses de espera. Com o redesenho da jornada, reduzimos em mais de 63% o tempo para iniciar a quimioterapia. Esse tempo é crucial para a cura”, explicou. Mesmo com os avanços na celeridade do atendimento à pessoa diagnosticada com câncer, o Governo do Distrito Federal trabalha contra o absenteísmo, tendo em vista que o diagnóstico e o tratamento precoce aumentam as chances de cura. De julho à primeira quinzena de agosto, 30% dos pacientes não compareceram às consultas ou exames agendados. A maior parte dos casos ocorre porque a Secretaria de Saúde não consegue localizá-los, já que os dados cadastrais estão desatualizados. Fazer o recadastramento é crucial representa uma chance de cura maior para o paciente oncológico | Foto: Agência Saúde “É crucial que o paciente mantenha o cadastro atualizado porque isso facilita o acesso dele a todo o serviço de saúde, não somente para o tratamento oncológico. Com relação ao câncer, fazer o recadastramento é ainda mais importante porque isso representa uma chance de cura, tendo em vista que, quanto mais rápido detectada a doença, maior a chance para combatê-la”, complementou Edna Marques. Cadastro atualizado A campanha de atualização cadastral, o RecadastraSUS-DF, é uma das primeiras medidas adotadas pelo GDF para garantir a redução na taxa de absenteísmo. Somente em 2024, foram atualizados mais de 1,7 milhão de cadastros no sistema da rede. “Estamos lançando esse movimento com informativos e cartilhas. É fundamental que os pacientes atualizem seus telefones e contatos, porque a qualquer momento a secretaria pode precisar falar com eles para confirmar consultas, exames e procedimentos”, afirmou Edna Marques. "Sem cadastro atualizado, a vaga fica ociosa e o fluxo de tratamento é interrompido” Paula Muraro, coordenadora da frente de oncologia do Comitê de Planejamento da Saúde A atualização pode ser feita de forma simples: online, utilizando o login do Gov.br; pelo telefone 160, opção 5; ou presencialmente em qualquer unidade da rede pública de saúde. “O telefone é o único meio que temos para garantir contato direto com esse paciente. Sem cadastro atualizado, a vaga fica ociosa e o fluxo de tratamento é interrompido”, destacou Paula Muraro. Atendimento na rede privada também é gratuito Para dar agilidade ao atendimento de pacientes diagnosticados com câncer, o GDF lançou um edital de credenciamento para clínicas e hospitais especializados em oncologia. A iniciativa complementa o atendimento feito hoje pela rede pública do DF. O investimento de mais de R$ 14,57 milhões ampliou os serviços, permitindo que os pacientes diagnosticados que estão na fila de espera deem início, o quanto antes, ao tratamento. O receio de alguns pacientes em relação à cobrança por consultas ou tratamentos nas clínicas particulares credenciadas pelo GDF também é outro motivo que justifica as ausências às consultas e procedimentos agendados. “Todos os atendimentos são 100% gratuitos, custeados pelo SUS. Muitas vezes, por falta de informação, as pessoas acham que terão de pagar e acabam não indo. Por isso, reforçamos a divulgação do programa”, explicou Paula. Além do acompanhamento com equipe especializada na área da oncologia, o programa prevê apoio multiprofissional, com psicólogos, fonoaudiólogos e outros especialistas. Uma das novidades para este ano é o cartão de identificação do paciente que garante prioridade aos pacientes em tratamento de quimioterapia em pronto-socorros nas situações de emergência. O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é um dos que oferecem tratamento contra o câncer de forma gratuita no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com esse cartão a pessoa tem, então, um acesso mais célere tendo em vista que é uma pessoa imunossuprimida. Essa é mais uma ação inédita do GDF, que facilita a identificação rápida do paciente oncológico em caso de intercorrência”, ressaltou Edna. Hoje, os tratamentos contra o câncer são feitos em alguns hospitais públicos do DF — como os hospitais Universitário de Brasília, de Base, Regional de Taguatinga e da Criança — e complementados por clínicas e hospitais privados credenciados, o que aumenta a capacidade de resposta. [LEIA_TAMBEM]A porta de entrada desses pacientes é por meio das unidades básicas de saúde (UBSs), onde eles são atendidos por médicos da família. Uma vez identificada a possibilidade de doença oncológica, o paciente é encaminhado para um especialista, que vai direcionar para exames ou atendimento especializado na rede. Mesmo que o tratamento seja em uma das unidades particulares conveniadas, não há custos, sendo inteiramente financiado pelo Sistema Único de Saúde. Com média de 399 novos casos de câncer por mês no DF, é importante o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo. “Quanto antes detectarmos a doença, maiores são as chances de cura. Nosso objetivo como equipe técnica é oferecer atendimento rápido e eficiente a essas pessoas”, concluiu Edna Marques.
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Hospital de Base é referência no tratamento de câncer ósseo
Os sarcomas ósseos são doenças raras que exigem não apenas um tratamento cirúrgico, mas também quimioterapia e radioterapia, além de resiliência emocional por parte dos pacientes. A superação vai além da cura: envolve adaptação à nova realidade após o diagnóstico e o tratamento. Segundo especialistas, há vários tipos de câncer ósseo, motivo pelo qual a campanha Julho Amarelo levanta a bandeira da conscientização para tumores ósseos e sarcomas. O câncer ósseo é um tumor maligno que se origina nos ossos, uma doença rara que pode ser primária, quando começa no próprio osso, ou secundária, quando se espalha de outras partes do corpo para os ossos, a chamada metástase. “Além do apoio da minha família, o acolhimento que recebi no HBDF e no HCB foi fundamental. Eu não aceitava o tratamento, nem aquela situação, mas tudo na vida é adaptável. Quando tudo parece o fim, temos a chance de um novo começo", afirma Samuel Henrique, conhecido como Samuka | Fotos: Arquivo pessoal Referência no tratamento de câncer ósseo em Brasília, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) conta com uma equipe exclusiva para o atendimento de pacientes com tumores músculo-esqueléticos desde 2004. Atualmente, cerca de 160 pessoas são atendidas por mês na unidade e, em média, 20 cirurgias são realizadas no mesmo período. Uma parceria entre o HBDF e o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) garante tratamento especializado para crianças e adolescentes diagnosticados com osteossarcoma, o tipo mais comum da doença nessa faixa etária, entre 10 e 20 anos. As cirurgias mais complexas são feitas no HBDF, e o tratamento inclui sessões de quimioterapia. [LEIA_TAMBEM]De acordo com Fábio Carreira, médico especialista em ortopedia oncológica, as chances de cura aumentam consideravelmente quando o diagnóstico é feito antes que se espalhe para outros órgãos. “A evolução das técnicas cirúrgicas permite, em muitos casos, preservar o membro afetado e evitar a amputação”, afirma. Segundo ele, a taxa de sobrevida após três anos chega a 70% nos casos diagnosticados precocemente. Histórias de superação Samuel Henrique, conhecido como "Samuka", é um exemplo de superação. Na época, morador do Recanto das Emas, em Brasília, ele foi diagnosticado com sarcoma de Ewing aos 9 anos. Aos 13, precisou amputar a perna direita. Foi operado no Hospital de Base em 2011, após acompanhamento no HCB. Hoje, com carreira internacional como dançarino profissional, vive em Londres e ficou conhecido após participar do programa de talentos America’s Got Talent. “Além do apoio da minha família, o acolhimento que recebi no HBDF e no HCB foi fundamental. Eu não aceitava o tratamento, nem aquela situação, mas tudo na vida é adaptável. Quando tudo parece o fim, temos a chance de um novo começo. Devo minha superação aos médicos Fábio Carreira e Fabrício Lenzi Chisa, que fizeram de tudo para me oferecer o melhor tratamento”, relata. Outro caso é o de Renan Lucas Lobão, 21 anos, morador de Samambaia Norte. Ainda criança, foi diagnosticado com fibromatose agressiva, um tipo raro de tumor ósseo. Ele passou por uma cirurgia chamada giroplastia de Van Nes no HBDF, em 2008, quando tinha apenas 4 anos. “Tive muitas dificuldades, enfrentei bullying quando criança, mas aprendi a lidar com a doença. Hoje, levo uma vida praticamente normal. O atendimento que recebi no Hospital de Base, com uma equipe dedicada e acolhedora, foi essencial para a minha recuperação”, destaca. Referência "Fui acolhida da melhor maneira possível pela equipe de Ortopedia do HBDF. Só tenho a agradecer pelo atendimento e pelo compromisso do hospital com os pacientes", diz Liliane Batista de Oliveira Silva, de São Paulo O serviço prestado pelo HBDF atrai pacientes de outros estados. É o caso de Liliane Batista de Oliveira Silva, 33 anos, moradora de São Paulo. Mãe de um bebê de 1 ano e 7 meses, ela foi diagnosticada com tumor ósseo na mão direita. Diante da demora para realizar a cirurgia em sua cidade, buscou atendimento em Brasília, onde a mãe reside. “Cheguei no início deste mês e fui acolhida da melhor maneira possível pela equipe de Ortopedia do HBDF. Só tenho a agradecer pelo atendimento e pelo compromisso do hospital com os pacientes”, ressalta. Sinais de alerta O médico Fábio Carreira orienta pais e responsáveis a ficarem atentos a sintomas como dor persistente por mais de duas semanas, especialmente na região dos joelhos, inchaço sem causa aparente e dificuldade de movimentar membros sem histórico de trauma. “Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de sucesso no tratamento e de preservação dos membros”, reforça. *Com informações do IgesDF
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