Centro de treinamento de tiros supera 900 atendimentos em três meses
Em apenas três meses de funcionamento, o Centro Integrado de Treinamento em Armamento e Tiro (Citat) se consolidou como um dos principais equipamentos de capacitação operacional da segurança pública do Distrito Federal. Inaugurado em fevereiro deste ano pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), o espaço registrou 919 atendimentos institucionais, 41 reservas e recebeu profissionais de 12 instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário locais e federais, além de forças policiais e órgãos ambientais. Os números refletem a importância estratégica do centro para a qualificação permanente dos profissionais que atuam na proteção da população. Entre março e maio, passaram pelo local integrantes da Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Polícia Federal, Polícia Legislativa do Senado Federal, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre outros. Durante o período, foram realizados treinamentos voltados ao aperfeiçoamento técnico e operacional dos agentes, incluindo fundamentos de tiro, progressão com pistola, sobrevivência policial, treinamento de precisão, habilitação e renovação de porte de arma, curso de pilotagem de motocicleta operacional, policiamento ambiental, fundamentos de espingarda calibre 12, além de atividades em ambientes de combate aproximado e em pista off-road. O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, destaca que os resultados alcançados demonstram a relevância do investimento contínuo na capacitação dos profissionais e na integração das instituições que compõem o sistema de segurança pública. “A qualificação permanente dos nossos profissionais é um dos pilares para a manutenção dos excelentes resultados alcançados pelo Distrito Federal na área da segurança pública. O Citat nasceu com essa missão: oferecer estrutura adequada, promover a integração entre as instituições e garantir que nossos agentes estejam cada vez mais preparados para atuar na proteção da sociedade. Os números registrados nesses primeiros meses confirmam que estamos no caminho certo”, afirma. Inaugurado em fevereiro deste ano pela SSP, o espaço registrou 919 atendimentos institucionais | Foto: Divulgação/SSP-DF Outro aspecto relevante é o alcance regional e nacional da estrutura. Além das forças de segurança do Distrito Federal, o centro já recebeu equipes de instituições federais e de outros estados, ampliando o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo a integração entre os órgãos que compõem o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). “A análise operacional do primeiro trimestre aponta que o Citat realizou, em média, mais de 306 atendimentos por mês e aproximadamente 14 reservas mensais, consolidando-se como espaço de referência para treinamentos especializados e ações integradas. O levantamento também destaca a diversidade institucional. O Citat provou sua importância e mostrou que a segurança pública precisava de um local para treinamentos operacionais e integrados”, ressalta o chefe do Citat, Flávio Castiglioni. Atualmente, o Citat conta com uma linha de tiro de 150 metros para disparos de precisão, uma linha de tiro 360 graus, quatro linhas de tiro de 50 metros, pista off-road para motocicletas, pista de corrida rústica com aproximadamente 780 metros, área para briefing e debriefing e espaço administrativo. Para o agente ambiental federal, Pedro Emerik, do Ibama, o centro tem se tornado um importante aliado na qualificação dos servidores que atuam na proteção ambiental em todo o país. “O Citat é um importante parceiro do Ibama e tem contribuído de forma contínua para a formação e a capacitação dos agentes ambientais federais. Essa parceria fortalece as ações de proteção ambiental e contribui para a preservação da Amazônia e dos recursos naturais brasileiros. Com o apoio do Citat, mais de 100 agentes já foram capacitados, e a expectativa é manter e ampliar essa cooperação nos próximos anos.” A estrutura e a facilidade de acesso ao espaço também são apontadas como diferenciais pelos usuários. O policial legislativo do Senado Federal, Gabriel Lima Silva, destaca que o centro permite a realização de treinamentos mais próximos da realidade operacional. “O que mais me chamou a atenção foi a ótima localização e a desburocratização do acesso para os profissionais das forças de segurança. Além disso, a estrutura do Citat oferece uma variedade de pistas e ambientes para os mais diversos tipos de treinamentos e simulações, permitindo que as instruções se aproximem ao máximo da realidade.” A avaliação é compartilhada pelo policial militar, Werbet Lima Silva, que ressalta a relevância do equipamento para o aperfeiçoamento profissional das forças de segurança. “Sou policial há muitos anos e ainda não havia visto uma iniciativa tão relevante para os profissionais de segurança pública que buscam aprimoramento técnico em treinamentos dessa natureza. O Citat reúne excelente estrutura, elevado nível de instrução e um forte incentivo ao desenvolvimento profissional, de forma acessível e eficiente para os policiais.” Construção coletiva O Citat é resultado de uma construção conjunta que reúne planejamento estratégico, integração institucional e compromisso com a valorização dos profissionais da segurança pública. As obras tiveram início em 3 de junho de 2025 e a primeira fase foi inaugurada em 26 de fevereiro de 2026, dentro do programa DF Mais Seguro – Segurança Integral. Desde sua concepção, o projeto contou com a participação de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal, entre eles Seagri, Brasília Ambiental, Terracap, Novacap, DER-DF, SLU, Sedet, Polícia Penal do DF e Funap, além de outras instituições parceiras. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
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GDF de Ponto a Ponto: coordenador de inteligência da PCDF fala sobre a nova divisão antiterrorismo
Na edição desta quinta-feira (12) do GDF de Ponto a Ponto, podcast da Agência Brasília, o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Maurílio Coelho, abordou temas relacionados à Divisão de Combate a Atentados Criminosos e Antiterrorismo (Dicac), recém-criada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). “O terrorismo extremo e violento é algo trabalhado há muito tempo no Brasil pela Polícia Federal. Mas a nova divisão criada no DF é algo novo e que pode ser seguido por outras unidades da federação”, pontuou sobre o novo departamento, que é baseado no protocolo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “Já somos referência nacional em resoluções de crimes. Mais uma vez saímos na frente criando essa divisão, que tem um peso enorme”, afirma o delegado Maurílio Coelho, sobre a criação da Dicac | Foto: Agência Brasília A descentralização trouxe um foco exclusivo, concentrando em um só ambiente as investigações relacionadas a atos terroristas, com aspectos mais preventivos. Antes da criação da Dicac, a divisão de inteligência atuava junto às delegacias circunscricionais. “Por protocolo, a delegacia circunscricional é a primeira a atuar na cena. Mas ainda que a Polícia Federal assuma o caso, como foi definido na madrugada do dia do atentado em Brasília [em 13 de novembro, quando foram efetuadas explosões na Praça dos Três Poderes], nada impede que haja apoio das outras forças. A nova seção visa dar mais celeridade e capacitação para os agentes lidarem com esses eventos”, revelou o entrevistado. Durante a conversa, ele também explicou que a divisão é composta por diversas seções, com pessoas escolhidas para lidar com diferentes temáticas como: cartório, investigações cibernéticas, operações de observação dos alvos, fontes humanas e relatórios. São dois delegados e 23 agentes que representam um fluxograma voltado à desarticulação de células terroristas, trabalhando com investigação em redes sociais e treinamentos internacionais. “Nessa temática tão multifacetada não existe uma bala de prata. Então temos que atacar em vários aspectos, desde capacitação até treinamentos especializados”, destacou o coordenador. Perguntado sobre o maior desafio enfrentado pela PCDF em casos de terrorismo, Maurílio Coelho respondeu que é a dificuldade da previsibilidade, mas que o investimento massivo em capacitação e tecnologias é capaz de evitar tragédias por meio do preparo, como foi com o caso da bomba armada no aeroporto de Brasília no Natal de 2022. Um balanço realizado pela SSP-DF mostra que, em 2023, foram registrados 9,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes – o índice mais baixo desde 1977, que teve 14 por 100 mil. O dado coloca Brasília como um dos locais mais seguros do país Durante a entrevista, o delegado também destacou que, nos últimos três anos, o GDF investiu mais de R$ 10 milhões em tecnologias voltadas ao setor de inteligência. “Já somos referência nacional em resoluções de crimes. Mais uma vez saímos na frente criando essa divisão, que tem um peso enorme. E já estamos tendo resultado”. O que faz a inteligência Em relação ao trabalho feito pela PCDF, Maurílio caracterizou como uma inteligência de portas abertas para a integridade entre as forças de atuação, vinculada a uma palavra chave: assessoramento. “As unidades sabem o que pedir para a gente e temos ferramentas e tecnologias para trabalhar para todas. O trabalho instiga, dá brilho nos olhos, mas não é como os filmes. Na maior parte do tempo, o trabalho é com o pé no chão e assessoramento das unidades”. Um balanço realizado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) mostra que, em 2023, foram registrados 9,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes – o índice mais baixo desde 1977, que teve 14 por 100 mil. O dado coloca Brasília como um dos locais mais seguros do país. Para Maurílio, o resultado pode ser ainda mais efetivo com os três pilares trabalhados pela polícia: população, inteligência e, agora, a nova divisão. Participação popular Na entrevista, o delegado também reforçou a importância da participação popular por meio de denúncias. Somente este ano, foram cerca de 22 mil denúncias coletadas pela inteligência da polícia. “A participação é muito efetiva e mostra a confiança no trabalho da polícia, com a população ciente de que a denúncia é anônima e a polícia vai agir. Todas essas denúncias foram trabalhadas e divididas entre as áreas de inteligência, sendo cruzadas com a base de dados robustas que a gente possui e ajudando nas investigações”. Ele acrescentou que as denúncias falsas são identificadas pela expertise dos agentes, além do sigilo ser absoluto. Outro ponto importante é que a população dê o máximo de detalhes possíveis quando efetuar os relatos, com fotos, vídeos e descrições para o caso. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197, WhatsApp (61 98626-1197), e-mail (denuncia197@pcdf.df.gov.br) e no site da PCDF. Há também registros encaminhados pela Ouvidoria do GDF, pelo telefone 162.
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Hospital da Criança atualiza protocolo de neutropenia febril
Profissionais do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) participaram do movimento Hora Dourada, voltado à ação da equipe em casos de neutropenia febril – febre em crianças que estão em tratamento oncológico. Os funcionários de diferentes áreas da unidade passaram por treinamentos para se atualizar quanto ao novo protocolo do HCB, que busca o diagnóstico precoce dos casos e ação em tempo adequado. A diretora executiva da unidade, Valdenize Tiziani, reforça que o hospital sempre foi atento aos cuidados com neutropenia febril, visto que o quadro pode levar a óbito | Foto: Maria Clara Oliveira/Ascom HCB A neutropenia febril desperta cuidados porque, tanto pela doença quanto pelo próprio tratamento, os pacientes não contam com células de defesa contra infecções. “As crianças em quimioterapia são imunossuprimidas, chegam a ficar com zero neutrófilos. Quando são acometidas por algum processo infeccioso, a cada minuto a quantidade de bactérias se multiplica de forma exponencial”, explica a diretora técnica do HCB, Isis Magalhães. Segundo ela, a infecção pode se tornar uma sepse – por isso é importante intervir com agilidade, evitando o agravamento do quadro. De acordo com a diretora técnica do HCB, Isis Magalhães, a neutropenia febril desperta cuidados porque, tanto pela doença quanto pelo próprio tratamento, os pacientes não contam com células de defesa contra infecções O protocolo de neutropenia febril do HCB foi atualizado para garantir que crianças com câncer, ao apresentarem febre (temperatura acima de 38,3ºC) em casa, sejam atendidas mais rapidamente e recebam a primeira dose de antibiótico até 60 minutos depois da primeira avaliação clínica no hospital. Como o HCB não tem serviço de emergência, os pacientes da oncologia contam com o “cartão vermelho”: metodologia para sinalização das condições de risco e controle de acesso dessas crianças à assistência especializada em saúde, permitindo que elas acessem a unidade em qualquer dia ou horário. Ao sentir febre em casa, a criança em tratamento de quimioterapia deve comparecer ao HCB com o cartão vermelho, para dar início ao protocolo. A meta nacional é de que 70% dos pacientes onco-hematológicos pediátricos com neutropenia febril recebam o tratamento na primeira hora. Como o Hospital da Criança de Brasília já ultrapassa esse índice, o objetivo no HCB é de que, até março de 2025, o índice chegue a 90%. Por isso, todos os profissionais envolvidos no atendimento, iniciando com os funcionários das recepções do HCB, foram envolvidos no movimento Hora Dourada. A diretora executiva da unidade, Valdenize Tiziani, reforça que o hospital sempre foi atento aos cuidados com neutropenia febril, visto que o quadro pode levar a óbito. “As equipes estão muito sensibilizadas para isso, porém sempre temos a oportunidade de melhorar mais; o Hospital da Criança de Brasília tem, em seu DNA, a questão da melhoria contínua. Esse projeto nos coloca pari passu com os melhores centros do mundo e temos que chegar com indicadores semelhantes”, afirma Tiziani. *Com informações do HCB
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GDF e República Dominicana renovam acordo de cooperação técnica internacional
O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Embaixada da República Dominicana renovaram, nesta quarta-feira (24), o acordo básico de cooperação técnica internacional firmado inicialmente em 2022. O documento foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha, pela embaixadora da República Dominicana, Patricia Villegas de Jorge, e pelo secretário de Relações Internacionais Paco Britto, no Palácio do Buriti. A assinatura estende por mais dois anos o acordo que visa à promoção de treinamentos das forças de segurança republicanas por profissionais especializados da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quarta (24), o acordo de cooperação técnica internacional firmado com a Embaixada da República Dominicana | Foto: Renato Alves/ Agência Brasília “A extensão do acordo mostra a qualidade das nossas polícias e dos nossos bombeiros e o quanto o nosso governo está acessível para cooperar”, destacou o secretário de Relações Internacionais do DF. “Essa renovação comprova o que já falamos: nós temos os melhores policiais do país. Isso está sendo dito por eles, quando os republicanos vêm treinar diretamente na nossa fonte.” A renovação do acordo foi solicitada pela República Dominicana, que passa por um processo de transformação da Polícia Nacional. Com a assinatura do documento, o país fica formalmente habilitado para dar continuidade ao intercâmbio entre as forças de segurança. “O nosso presidente está muito grato pela ajuda do governador Ibaneis Rocha, porque a Polícia Militar e os Bombeiros do DF têm dado uma cooperação muito boa em termos de salvamento aquático, busca e resgate em lugares remotos, utilização de aparatos policiais como drones e capacitação de policiais, de bombeiros, do Exército e da Polícia Turística”, justificou a embaixadora da República Dominicana no Brasil. Além do acordo de cooperação técnica com o DF, a Embaixada da República Dominicana tem trabalhado para trazer um voo direto do país para Brasília. Atualmente, a capital federal já tem voos sem escala para Santiago (Chile), Lima (Peru), Lisboa (Portugal), Cidade do Panamá (Panamá), Miami e Orlando (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina) e Cancún (México). A expansão na malha viária envolve articulações do GDF e da Inframerica junto às companhias aéreas.
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