Aprovados projetos de requalificação urbana para Asa Norte e SIA
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) aprovou a requalificação do Setor Terminal Norte, no trecho entre as quadras 716 e 916, da Asa Norte. Publicada nesta quinta-feira (9/7) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Portaria nº 105 trata de melhorias na infraestrutura urbana, com foco na mobilidade, na acessibilidade e na qualificação dos espaços públicos utilizados por moradores, comerciantes e frequentadores da região, contemplando uma área de 58.825,97 metros quadrados. Trecho entre as quadras 716 e 916 da Asa Norteterá mais de 4,3 mil metros quadrados de calçadas acessíveis | Foto: Divulgação/Seduh-DF As alterações previstas incluem a ampliação e a readequação das calçadas, bem como a implantação de rampas de acessibilidade e de travessias de pedestres. No total, serão 4.310 metros quadrados de calçadas acessíveis. O projeto contempla ainda a reconfiguração dos estacionamentos, com pavimentação em blocos de concreto e a previsão de 25 vagas para veículos, quatro para motocicletas e seis paraciclos. A proposta também inclui tratamento paisagístico, com o plantio de 21 árvores. Antes da aprovação, a proposta foi analisada pelas concessionárias de serviços públicos. Após a publicação, a iniciativa segue para a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), responsável pela elaboração dos projetos complementares de engenharia. SIA 6.169 m² Extensão prevista de áreas verdes no projeto do SIA Também publicada na quinta-feira, a Portaria nº 107/2026 aprova o projeto de sistema viário que prevê a requalificação dos trechos 5 e 6 do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A medida amplia a oferta de estacionamento público, buscando viabilizar a redução das ocupações irregulares das vias e a melhoria das condições de mobilidade, segurança e acessibilidade na região. Elaborada pela Administração Regional do SIA, a intervenção prevê a implantação de 173 vagas para veículos, 25 para motocicletas e 20 para paraciclos, além de 4.930 metros quadrados de calçadas acessíveis, 6.169 metros quadrados de áreas verdes e o plantio de 31 árvores, em uma área total de 31.386 metros quadrados. Concluída essa etapa, a Administração Regional do SIA fará a gestão da elaboração dos projetos complementares de engenharia e das demais providências necessárias à execução das obras. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
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Santa Luzia ganha mais iluminação pública e se prepara para receber asfalto e rede de esgoto
A comunidade de Santa Luzia, na Cidade Estrutural, alcança um novo ciclo de urbanização com a chegada de iluminação pública, rede de esgoto, drenagem e asfalto. Durante visita à região, a governadora Celina Leão destacou o pacote de reformas estruturantes do Governo do Distrito Federal (GDF), voltado à ampliação da infraestrutura urbana e à melhoria da qualidade de vida de milhares de moradores de uma das áreas mais vulneráveis do DF. Segundo a chefe do Executivo, a expansão da iluminação pública já representa uma transformação concreta para a população, enquanto as demais obras estruturantes começam a avançar. “A Chácara Santa Luzia está sendo transformada. Uma área que não tinha perspectiva de regularização fundiária agora começa a receber melhorias concretas, como iluminação, esgoto, drenagem e, em breve, asfalto”, afirmou Celina Leão. A governadora Celina Leão destacou o pacote de reformas estruturantes do Governo do Distrito Federal (GDF) | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Transformação urbana Santa Luzia está no centro de um conjunto de intervenções voltadas para urbanização e regularização da comunidade. A implantação da rede de esgoto e da drenagem vai melhorar as condições sanitárias e reduzir problemas históricos relacionados ao escoamento da água da chuva. Já a futura pavimentação chegará em breve para melhorar a mobilidade local, facilitando o deslocamento de moradores, pedestres e veículos, especialmente em períodos chuvosos, quando as vias sofrem com lama e erosão. Para a governadora, as obras simbolizam um novo momento para a região. “As melhorias não chegam sozinhas. Chegam com infraestrutura, com dignidade e com a perspectiva de um futuro melhor para as famílias que vivem aqui”, reforçou Celina Leão. Para o padre Lourenço Ferronato, da Paróquia Jesus Bom Pastor, responsável pela Capela Santa Luzia, a chegada da iluminação representa mais segurança para a comunidade, especialmente no período noturno Iluminação pública A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) já iniciou a implantação do novo sistema de iluminação em LED na comunidade. Ao todo, serão instalados cerca de 750 postes, em investimento de aproximadamente R$ 700 mil. A governadora ressaltou que essa era uma demanda histórica da comunidade: “É uma alegria para essa população que esperava há anos ter iluminação pública, ou seja, poder chegar em casa sem estar no escuro”. Segundo o presidente da CEB IPes, Elie Chidiac, parte da instalação já foi concluída e a expectativa é finalizar toda a comunidade nos próximos dias. “São 750 postes e um investimento na ordem de R$ 700 mil. Esperamos que entre 20 e 30 dias toda a comunidade esteja completamente iluminada”, afirmou. De acordo com ele, a nova iluminação vai ampliar a sensação de segurança e melhorar o cotidiano de trabalhadores, estudantes e famílias da região: “Isso, certamente, vai trazer qualidade de vida, sensação de segurança e bem-estar para a população”. Para o padre Lourenço Ferronato, da Paróquia Jesus Bom Pastor, responsável pela Capela Santa Luzia, a chegada da iluminação representa mais segurança para a comunidade, especialmente no período noturno. “A iluminação, sobretudo, trará segurança. As pessoas muitas vezes são obrigadas a voltar para casa à noite, depois do trabalho ou de outras atividades, e a escuridão traz insegurança muito grande”, destacou. Segundo ele, a intervenção também beneficiará os frequentadores da igreja, cujas celebrações ocorrem à noite. “Mesmo para participar das missas, as nossas celebrações são à noite. Para poderem se deslocar de casa até a igreja e depois voltar, eles terão mais proteção estando iluminados”, completou.
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Guará inicia obra de urbanização na QE 34 com foco em acessibilidade e mobilidade
Com apoio da Administração Regional do Guará, a Novacap deu início, nesta segunda-feira (23), a uma obra na QE 34 do Guará II que vai promover melhorias estruturais em uma das áreas mais movimentadas da região. Os serviços serão executados em uma área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, com investimento de R$ 225 mil. Mobilidade, segurança e qualidade de vida são os focos dos trabalhos, reivindicados por meio de abaixo-assinado dos moradores | Foto: Divulgação/Administração Regional do Guará A obra atende a uma demanda que a comunidade vem discutindo há mais de 15 anos, formalizada por meio de abaixo-assinado de moradores e comerciantes da região. O local concentra intensa atividade econômica, além de escolas e igrejas, e passará por uma reforma completa, com foco na mobilidade urbana, segurança e qualidade de vida. Entre as melhorias previstas estão a construção de calçadas acessíveis, implantação de meios-fios, instalação de quebra-molas, plantio de árvores e conclusão do estacionamento, com sinalização completa do espaço com destinação de vagas para motocicletas, idosos e pessoas com deficiência. “É mais qualidade de vida para a população”, avalia o administrador do Guará, Artur Nogueira. [LEIA_TAMBEM]Os recursos para a execução da obra são originários do orçamento da própria Administração Regional do Guará. A descentralização do crédito para a Novacap foi formalizada por meio da Portaria Conjunta nº 05, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na semana passada. A medida garante mais agilidade na execução dos serviços. O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, também enfatiza a importância da intervenção: “Estamos atuando para garantir mais acessibilidade, organização e segurança, atendendo uma demanda antiga da comunidade com uma solução definitiva e estruturante”. Nesta primeira etapa, os trabalhos incluem a preparação do terreno e execução das estruturas iniciais. A intervenção será feita de forma gradual, com a etapa final dedicada ao plantio de novas árvores nativas do Cerrado. *Com informações da Administração Regional do Guará
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Distrito Federal ultrapassa 218 mil árvores plantadas desde 2019 e amplia meta até 2027
Brasília é historicamente marcada pela concepção de cidade-parque, com áreas verdes integradas ao desenho urbano. Nos últimos anos, essa característica vem sendo reforçada com a ampliação do plantio de mudas em todas regiões administrativas. A Novacap plantou mais de 218 mil árvores desde 2019 em todas as regiões administrativas do Distrito Federal. O volume consolida uma política contínua de arborização urbana ao longo das duas últimas gestões e já conta com nova etapa contratada para nova etapa de expansão até 2027. Segundo o engenheiro florestal Matheus Marques Dy Lá Fuente Gonçalves, assessor do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, o acumulado mais recente supera 280 mil mudas produzidas no período, considerando plantios executados e contratos encerrados. O viveiro da Novacap abriga mudas de mais de 130 espécies | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “O programa de arborização desde 2019 atingiu mais de 280 mil mudas. Agora fechamos novos contratos para execução em 2026 e 2027. A ideia é expandir. A gente saiu de 100 mil mudas e quer alcançar 200 mil neste próximo ciclo”, afirma Lá Fuente. A produção é majoritariamente própria, realizada nos viveiros da Novacap. Cerca de 97% das mudas são originadas de sementes coletadas no Distrito Federal e em expedições técnicas ao Cerrado, em Goiás e Minas Gerais. O viveiro trabalha atualmente com mais de 130 espécies. "A gente tem uma diversidade muito grande aqui. Cada espécie tem sua peculiaridade, seu tempo, seu recipiente adequado”, explica o engenheiro. As mudas permanecem entre oito meses e um ano em cultivo antes do plantio definitivo. Nesse período passam por rustificação, processo que as prepara para vento, variação térmica e estresse hídrico. “Elas ficam aqui amadurecendo, se adaptando. Quando vão para o campo, já estão aptas”, comenta. Entre as espécies mais plantadas estão o ipê-branco (Tabebuia roseo-alba), o jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosaefolia) e a pitangueira (Eugenia uniflora) Entre as espécies mais plantadas estão o ipê-branco (Tabebuia roseo-alba), o jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosaefolia) e a pitangueira (Eugenia uniflora). A diretriz atual prioriza espécies do bioma Cerrado ou adaptadas ao ambiente urbano. “O nosso norte hoje é priorizar espécies do Cerrado, mas entendendo que é arborização urbana. Não é recriar o campo natural no meio da quadra. A gente precisa se adaptar ao contexto da cidade.” Aprendizados de seis décadas de arborização O planejamento arbóreo da capital passou por revisões técnicas ao longo de mais de seis décadas. Espécies antes utilizadas deixaram de integrar o planejamento urbano à medida que novos estudos e experiências de campo indicaram ajustes necessários. Matheus Marques Dy Lá Fuente Gonçalves: "O nosso norte hoje é priorizar espécies do Cerrado, mas entendendo que é arborização urbana" A espatódia (xixi de macaco), por exemplo, deixou de ser utilizada devido ao impacto sobre as abelhas. O guapuruvu saiu do planejamento urbano por risco estrutural elevado. “São aprendizados de décadas. Hoje a gente evita espécies que dão problema de manutenção ou têm impacto ambiental negativo”, afirma o especialista. O modelo também evoluiu na forma de plantio. Quadras antes formadas por blocos homogêneos passaram a receber maior diversidade, reduzindo vulnerabilidades e custos de manejo. Desafio técnico: solo urbano, pragas e manutenção A etapa de plantio é apenas o início do ciclo. Nos dois primeiros anos, período considerado crítico para o pegamento da muda, a taxa técnica de perda aceitável varia entre 10% e 30%, com meta ideal próxima de 15%. O principal gargalo é o controle de formigas, especialmente em áreas onde o solo original do Cerrado foi alterado durante a urbanização. “Tem área que a gente perde mais de 50%. Em outras, não perde nada. Às vezes são dois quarteirões de distância. O nosso maior desafio hoje são as formigas”, revela o engenheiro. Após o período inicial, a gestão entra em fase de manutenção arbórea, que envolve podas programadas, controle fitossanitário e monitoramento estrutural. A arborização urbana exige acompanhamento permanente e contratos específicos para garantir segurança e qualidade paisagística. Planejamento e participação da população Qualquer pessoa pode pedir o plantio de árvores em sua região por meio dos canais oficiais do GDF O pedido de plantio de árvores nas ruas e praças pode partir dos próprios cidadãos. Qualquer pessoa pode registrar solicitação pelos canais oficiais do Governo do Distrito Federal, como a ouvidoria ou a administração regional da sua área. Cada demanda passa por avaliação técnica antes de ser incluída no planejamento. “A gente recebe os pedidos da população e faz a vistoria em campo. Avalia rede elétrica, calçada, meio-fio, presença de tubulação, espaço disponível e até se há previsão de obra naquela área. Nem sempre é possível plantar uma árvore de grande porte. Às vezes é preciso usar espécie arbustiva ou adaptar o projeto”, explica Matheus. Segundo o engenheiro, o plantio urbano envolve critérios técnicos que nem sempre são perceptíveis no dia a dia do morador. Árvores muito próximas à rede elétrica podem gerar podas frequentes. Espécies inadequadas ao espaço disponível podem comprometer calçadas ou estruturas subterrâneas. Não é simplesmente abrir uma cova e plantar: existe planejamento para evitar desperdício de recursos e conflitos com infraestrutura urbana. [LEIA_TAMBEM]A equipe também verifica se a área está incluída em projetos futuros de urbanização ou intervenção pública, para evitar que a muda seja retirada meses depois por causa de uma obra. O DPJ reforça que intervenções sem autorização são proibidas. O corte irregular de árvore é considerado crime ambiental e pode gerar multa. A orientação técnica é que o morador não realize plantios por conta própria em áreas públicas sem consulta prévia, justamente para evitar problemas com rede elétrica, encanamento ou manutenção futura.
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