DF intensifica vacinação contra gripe entre profissionais de saúde
Em um momento de maior circulação de vírus respiratórios, proteger quem está na linha de frente também é proteger os pacientes. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), iniciou a vacinação contra a gripe para todos os trabalhadores da unidade, incluindo equipes próprias e terceirizadas. A ação segue o calendário oficial do Distrito Federal, iniciado no dia 25 deste mês, e prioriza profissionais da saúde, considerados mais expostos ao risco de infecção. “Garantir a vacinação dentro do próprio hospital facilita o acesso e fortalece a proteção de quem cuida e de quem é cuidado”, explica a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima. Para ampliar a adesão, a unidade organizou horários estendidos. A vacinação ocorre de segunda a sábado, das 7h30 às 18h, durante os meses de março e abril, além de ações no período noturno. A estratégia busca alcançar trabalhadores com diferentes jornadas, especialmente aqueles com mais de um vínculo. Entre os profissionais já imunizados está a médica endocrinologista Juliana Figueiredo. Para ela, a vacinação é uma responsabilidade coletiva. “Além de proteger a nossa saúde, a vacina ajuda a interromper a transmissão dentro do hospital, preservando pacientes que já estão mais vulneráveis”, afirma. A campanha também será realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), com previsão para a segunda quinzena de abril, ampliando a proteção entre trabalhadores das unidades administradas pelo IgesDF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) iniciou a vacinação contra a gripe para todos os trabalhadores da unidade, incluindo equipes próprias e terceirizadas | Foto: Divulgação/IgesDF O que é a gripe A gripe, ou influenza, é uma infecção respiratória aguda com alta capacidade de transmissão. No Brasil, circula durante todo o ano, com picos em determinadas épocas. Os vírus influenza A e B são os principais responsáveis por epidemias sazonais. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) indicam que, em 2025, houve predominância de rinovírus (34,1%) e influenza A (32,9%) entre os casos com identificação viral. Também foram registrados Sars-CoV-2, vírus sincicial respiratório, adenovírus, metapneumovírus e influenza B. Quem pode se vacinar A vacinação contra a gripe no Distrito Federal é voltada aos grupos prioritários, que somam mais de 1,1 milhão de pessoas. Estão incluídos: - crianças de 6 meses a menores de 6 anos; - idosos a partir de 60 anos; - gestantes; - pessoas com doenças crônicas ou deficiências; - profissionais de áreas essenciais. As doses estão disponíveis em mais de cem salas de vacina nas unidades básicas de saúde. A orientação é procurar a unidade mais próxima para garantir a proteção. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Docente da ESP/DF tem trabalho premiado no V Congresso de Biomedicina do Centro-Oeste
O docente da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) Edejan Heise de Paula teve seu trabalho científico premiado no V Congresso de Biomedicina do Centro-Oeste e I Congresso Brasiliense de Ciências Biomédicas. O evento reuniu pesquisas de destaque do Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Minas Gerais. Com foco no diagnóstico molecular de vírus respiratórios, o estudo realiza uma análise comparativa do custo-efetividade do exame RT-PCR aplicado na rede pública de saúde do DF. Segundo o pesquisador, o reconhecimento do trabalho destaca a importância de um exame essencial para detecção de vírus respiratórios. “Essas análises são cruciais, pois esses vírus representam a principal causa de infecções respiratórias, síndromes gripais e síndromes respiratórias agudas [SRAG], condições que podem levar a óbitos. Pacientes em estado grave dependem da precisão desses exames para a adequada liberação de leitos em UTI e para o direcionamento do tratamento clínico”, explica. A pesquisa comparou a testagem por RT-PCR realizada pela Secretaria de Saúde com a ofertada na rede privada | Foto: Divulgação/Fepecs-DF A pesquisa comparou a testagem por RT-PCR realizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), com a ofertada na rede privada do Distrito Federal. A análise revelou uma significativa otimização de custos na rede pública ao longo do tempo, permitindo a detecção de seis vírus respiratórios relevantes (incluindo covid-19, influenza A e B, VRS, HRV e Adenovírus) a um custo médio de apenas R$ 81,14 para a etapa de amplificação em 2024. Os valores na rede particular variam de R$ 240 a até R$ 1.536 (painel com detecção de múltiplos vírus). Outro diferencial apontado pelo docente é o prazo de entrega do laudo: “Em menos de 24 horas após a chegada da amostra ao Lacen-DF, o resultado está disponível. As amostras analisadas no laboratório são provenientes de toda a rede pública de saúde do DF, abrangendo hospitais regionais, UBSs [unidades básicas de saúde], UPAs [unidades de pronto atendimento], Hospital de Base, Hospital da Criança e até mesmo hospitais particulares que integram o programa Unidades Sentinelas ou que se enquadram nas ações de vigilância ativa”, afirma. Fora da rede pública, a realização do exame no DF apresenta-se de forma restrita na rede particular, sendo as amostras analisadas de forma terceirizada ou enviadas para fora do Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]A conclusão do estudo premiado enfatiza o papel fundamental do Lacen, financiado pelo SUS, como um pilar para o diagnóstico molecular rápido e preciso de diversas doenças respiratórias em toda a rede pública. A capacidade de identificar múltiplos vírus simultaneamente a custos otimizados fortalece as estratégias de saúde pública e o manejo clínico, garantindo um acesso mais equitativo a um diagnóstico de qualidade para a população O trabalho científico foi produzido por uma equipe de profissionais da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs), SES/DF e Fiocruz-Brasília, composta por Edejan Heise de Paula, Farah Camila Murtadha, Tânia Portella Costa, Fernanda Geórgia de Oliveira Andrade Yamada, Grasiela Araújo da Silva e Fabiano José Queiroz Costa. * Com informações da Fepecs
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Unidade de saúde promove imunização de 486 colaboradores em 10 dias
Com o objetivo de promover saúde e reduzir os riscos de propagação de doenças infecciosas, especialmente os vírus respiratórios, como influenza e SARS-CoV-2, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuepi) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizou a campanha “Profissional Seguro – Imunização em Dia”, que consiste na vacinação “in loco” dos colaboradores dentro de seus respectivos setores. Além de proteger os trabalhadores contra doenças que podem comprometer sua saúde, essa ação visa também prevenir o aumento da transmissibilidade de microrganismos entre os pacientes internados no HRSM | Foto: Divulgação/IgesDF Ao longo de dez tardes, a equipe conseguiu aplicar um total de 486 doses, sendo 225 vacinas contra covid-19, 215 contra influenza e 46 dTpa, que previne contra difteria, tétano e coqueluche. “Tendo em vista que umas das medidas mais eficazes de prevenção para alguns agravos é a vacinação, resolvemos fazer ação de imunização in loco no intuito de levar as vacinas até os colaboradores. Entendemos que, muitas vezes, o plantão é corrido e nem sempre eles conseguem ir até a nossa Sala de Vacina”, explica a chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima. Essa iniciativa fortalece diretamente as ações do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (Nucih), cuja colaboração com o Nuepi visa reforçar a imunização dos profissionais de saúde, reduzindo de forma significativa o risco de transmissão de patógenos no ambiente hospitalar. “Ao priorizar a imunização dos colaboradores, a iniciativa impacta positivamente tanto na saúde dos profissionais quanto na segurança dos pacientes, ao mitigar, através dessa ação, a incidência de infecções hospitalares”, afirma a chefe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do HRSM, Aldyennes Carvalho. Segundo ela, além de proteger os trabalhadores contra doenças que podem comprometer sua saúde, essa ação visa também prevenir o aumento da transmissibilidade de microrganismos entre os pacientes internados no HRSM. “Dessa forma, a vacinação fortalece a barreira de proteção coletiva, garantindo um ambiente hospitalar mais seguro e eficiente. Assim, manter a parceria entre os dois núcleos é fundamental para promover um ambiente hospitalar mais seguro, eficiente e resiliente frente a ameaças infecciosas”, ressalta. Após passar em todos os setores do HRSM, a vacinação está disponível na Sala de Vacina, localizada no anexo da unidade. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 14h às 16h30. *Com informações do IgesDF
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Unidades sentinelas de síndrome gripal recebem certificados de excelência
As unidades sentinelas de síndrome gripal que atingiram os objetivos propostos no primeiro semestre de 2023 receberam, nesta quarta-feira (6), uma homenagem da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A entrega dos certificados de reconhecimento foi realizada pela secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, e pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero Martins, em evento ocorrido no prédio do órgão. [Olho texto=”Talvez nós tivéssemos a magnitude da vigilância epidemiológica desse espaço, de tudo que a gente faz hoje e sempre fez. Mas a pandemia trouxe uma reflexão, um olhar diferente, não só no Distrito Federal, mas em todo o mundo”” assinatura=”Lucilene Florêncio, secretária de Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Quatro das nove unidades obtiveram o indicador “excelente” para o número de coletas semanais, que deve ser igual ou superior a 10: o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), a UBS 01 de Santa Maria, a UBS 05 de Planaltina e a UBS 12 de Samambaia. As unidades sentinelas monitoram os casos de síndrome gripal por vírus respiratórios de importância em saúde pública em unidades selecionadas e servem como um alerta precoce ao sistema de vigilância, além de contribuir para a composição anual da vacina de influenza. Lucilene Florêncio, destacou a relevância dos alertas emitidos pelas sentinelas, que dão dimensão de sazonalidade, epidemias e surtos pelos vírus respiratórios, auxiliando na organização da rede de assistência à saúde. “Talvez nós tivéssemos a magnitude da vigilância epidemiológica desse espaço, de tudo que a gente faz hoje e sempre fez. Mas a pandemia trouxe uma reflexão, um olhar diferente, não só no Distrito Federal, mas em todo o mundo”, afirmou. A secretária ainda reforçou: “Temos lutado muito pela vacinação e pelo protagonismo do Distrito Federal no Brasil diante de tudo que nós vivemos.” Lucilene Florêncio também aproveitou a ocasião para anunciar que o HMIB começará, em breve, a fazer cirurgia de correção intrauterina fetal de espinha bífida (mielomeningocele) e que o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) será habilitado para o serviço cirúrgico de lábio leporino e fenda palatina. O Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), a UBS 01 de Santa Maria, a UBS 05 de Planaltina e a UBS 12 de Samambaia tiveram o indicador “excelente” para o número de coletas semanais, que deve ser igual ou superior a 10 | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Uma das homenageadas, Joelma Batista Soares, gerente da UBS 1 de Santa Maria, falou sobre a importância das equipes sentinelas. “O fato de nós sermos sentinelas e estarmos aqui, sendo certificados, é muito gratificante porque vestimos a camisa. Esse é o grande segredo para que o trabalho seja desenvolvido, para que realmente a gente consiga buscar esses usuários e descobrir qual é a variante que está ali, naquele momento. Antes, a gente falava muito só da covid-19. Hoje, a gente tem mais de 60 variantes. Recentemente, nós descobrimos a éris (nova variante da covid). É essa a resposta que a gente tem do nosso trabalho”, observou. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero Martins, reforçou a dinâmica do trabalho realizado a partir de dados, projeções e análises críticas. “Tentamos fazer prospecções sobre o que pode acontecer e de que forma podemos nos preparar. Esse é o desafio.” [Olho texto=”“Estamos em um momento em que a covid não desapareceu. O vírus continua a circulação, daí a importância de se manter as coletas para a gente saber qual é o SARS CoV que está circulando, principalmente na metodologia genômica, para sabermos qual é a variante. O vírus SARS CoV-2 apresenta uma série de mutações, vai evoluindo e, em paralelo a isso, temos casos de vírus de outros países. Esses grupos sentinelas ficam de exemplo para instigar outras unidades federadas a fazerem algo semelhante”” assinatura=”Greice Ikeda do Carmo, coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Para ele, a visão sobre saúde pública mudou bastante nos últimos 10 anos e tem criado uma necessidade, cada vez maior, de ampliar a oferta e a qualidade dos serviços. “As doenças transmissíveis por causa respiratória e a tecnologia nos transportes fizeram com que o mundo globalizado dinamizasse qualquer processo de transmissão numa velocidade muito mais rápida do que qualquer capacidade de resposta que nós tenhamos. Por isso, a vigilância é fundamental, principalmente nesses períodos sazonais de seca e período de influenza. Se foi a época de dizer que tudo é gripe. Identificamos a nova variante da ômicron e fomos o segundo estado a detectar. Isso demonstra nossa sensibilidade e eficiência na rede. Buscar melhorar e ampliar a oferta de serviços, na qualidade daquilo que fazemos é um desafio permanente”, acrescentou. A vigilância sentinela de síndrome gripal (SG) conta com uma rede de unidades sentinelas distribuídas em todas as unidades federadas e regiões geográficas do país. O objetivo é monitorar os casos de síndrome gripal por vírus respiratórios de importância em saúde pública em unidades de saúde selecionadas (unidades sentinelas) e para que sirvam como um alerta precoce ao sistema de vigilância, além de contribuir para a composição anual da vacina de influenza. Preconiza-se a coleta de amostras clínicas de nasofaringe, por semana epidemiológica, de casos de SG atendidos em cada unidade sentinela, para realização do diagnóstico (RT-PCR) e também de estudos complementares (isolamento, resistência, sequenciamento e outros) dos vírus identificados, como influenza, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Segundo a coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde, Greice Madeleine Ikeda do Carmo, o Distrito Federal é um exemplo em relação à vigilância das síndromes gripais e reiterou a necessidade da continuidade dos testes do tipo RT-PCR. “Estamos em um momento em que a covid não desapareceu. O vírus continua a circulação, daí a importância de se manter as coletas para a gente saber qual é o SARS CoV que está circulando, principalmente na metodologia genômica, para sabermos qual é a variante. O vírus SARS CoV-2 apresenta uma série de mutações, vai evoluindo e, em paralelo a isso, temos casos de vírus de outros países. Esses grupos sentinelas ficam de exemplo para instigar outras unidades federadas a fazerem algo semelhante”, enalteceu. Além do RT-PCR, o Lacen-DF realiza ainda o painel viral ampliado (rinovírus, metapneumovírus, adenovírus e parainfluenza) das amostras coletadas nas unidades sentinelas, o que possibilita um melhor monitoramento dos vírus respiratórios circulantes causadores de síndrome gripal. Atualmente há nove unidades sentinelas de síndrome gripal no Distrito Federal – UBS 02 Asa Norte – UBS 05 Planaltina – UBS 12 Samambaia – UBS 01 Santa Maria – UBS 01 Paranoá (substituída pela UBS 01 de São Sebastião) – Hospital Brasília Lago Sul – Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) – UPA Núcleo Bandeirante – UPA Ceilândia *Com informações da SES-DF
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