Equoterapia marca encerramento do Abril Azul para pacientes do Cretea-DF
O Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do Distrito Federal encerrou, na quinta-feira (30), o ciclo de atividades promovidas em alusão ao Abril Azul com uma visita ao espaço de Equoterapia Cris César. Pacientes da unidade e familiares participaram de um momento de socialização, cuidado terapêutico e integração. Ao longo do mês de abril, o Cretea-DF promoveu uma programação diversificada, com visitas a espaços recreativos, como o planetário, e bate papos, entre outras atividades. Para encerrar o período, foi realizada uma vivência terapêutica e educacional por meio da equoterapia, método que utiliza o cavalo como recurso para o desenvolvimento biopsicossocial. Pacientes do Cretea-DF encerram Abril Azul com atividade de equoterapia, na quinta (30) | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A gerente do Cretea-DF, Viviane Veras, destaca que os passeios fazem parte da proposta terapêutica. “Não é um passeio qualquer, ele é terapêutico. Colocamos em prática o que ensinamos para as crianças, por exemplo, os treinos de habilidade social feitos dentro do consultório e levados para a vivência. Trazer a criança para o meio externo e para a sociedade é tão benéfico quanto ficar dentro do consultório”, explica. Ela também ressalta o impacto das experiências oferecidas. “Proporcionar vivências para crianças que talvez nunca tiveram essa oportunidade é muito emocionante. Na sessão de equoterapia, por exemplo, teve criança que nunca tinha tido contato com cavalo, nunca havia montado ou alimentado o animal”, acrescenta. [LEIA_TAMBEM]Gabriela Anchieta, 34 anos, participou de todas as atividades do mês com a filha Emanuele, 5, e se emocionou com a evolução. “Estou radiante de felicidade. Fico emocionada, porque a minha filha tinha medo de animais grandes e ver hoje essa evolução de socialização me dá vontade de explodir de alegria”, relata. Durante a atividade, as crianças puderam alimentar, acariciar e montar os animais em um circuito planejado. Toda a ação foi acompanhada por profissionais do espaço e do Cretea-DF. Claudineia Santos, 36 anos, acompanhou o filho Heitor, 8, e elogiou a iniciativa. “Achei excelente, uma experiência muito incrível. Meu filho é atendido pelo Cretea desde janeiro e começou a se desenvolver melhor, está interagindo mais. Hoje, ele montou no cavalo sem preocupações”, afirma. O administrador do espaço, Julio Henrique Cesar, destacou a importância da parceria. “Foi um prazer receber o pessoal do Cretea. Essa interação é muito importante para a equoterapia, que vem sendo cada vez mais difundida no Distrito Federal como complemento ao tratamento de diversas condições”, diz. Na visita ao espaço de Equoterapia Cris César, as crianças puderam alimentar, acariciar e montar os animais em um circuito planejado Abril Azul Abril é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ações voltadas à ampliação do conhecimento, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão. Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões de comportamento repetitivos, o TEA atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal — o equivalente a 1,2% da população, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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UBS 6 Ceilândia promove encontro sobre autismo
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 6 de Ceilândia, no P Sul, promoveu nesta segunda-feira (27) o Dia D de conscientização sobre o autismo, parte da campanha Abril Azul. O encontro buscou promover maior conhecimento, combater preconceitos e detalhar a rede de atendimento da Secretaria de Saúde (SES-DF). Heloísa Arcosi, mãe de um jovem autista, publicou um livro no qual fala sobre sua experiência: “É fundamental ter paciência, entender o autismo do seu filho, porque cada um é diferente” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Estamos sempre de portas abertas para acolher esse público e suas famílias”, afirmou a gerente da unidade, Isabela Lopes. “Além disso, também fazemos ações para qualificar a assistência dos servidores. É importante dar voz aos pacientes e seus familiares, de forma a promover a troca de experiências e ouvir a respeito das principais dúvidas e expectativas da população.” “O paciente com autismo não consegue ficar muito tempo dentro da unidade, então procuramos sempre acolher o mais rápido possível” Ângela Rocha, técnica de enfermagem da UBS 6 de Ceilândia Uma das familiares presentes foi a cuidadora de idosos Heloísa Arcosi. Mãe de um rapaz de 25 anos diagnosticado com autismo, ela compartilhou a experiência no livro Meu Asperger Favorito, no qual relata a jornada do filho desde a descoberta do diagnóstico até a saída de casa após tornar-se profissional em tecnologia da informação. “É fundamental ter paciência, entender o autismo do seu filho, porque cada um é diferente”, pontuou ela. “É muito bom poder falar sobre o assunto e compartilhar as vivências.” Servidores também participaram do encontro e apresentaram o fluxo de atendimento da SES-DF. “O paciente com autismo não consegue ficar muito tempo dentro da unidade, então procuramos sempre acolher o mais rápido possível”, relatou a técnica de enfermagem Ângela Rocha. Atendimento especializado Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF possui cerca de 34,5 mil pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA). A rede de 183 UBSs da SES-DF é a principal porta de entrada para acessar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os programas na área de saúde mental. Essas unidades promovem o rastreio a longo prazo de diversas condições. Os pacientes também são acompanhados pelas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), incluindo os voltados à população infantojuvenil (Capsi), e os especializados em reabilitação (CERs). [LEIA_TAMBEM]Em dezembro de 2025, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), com foco em diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar. Localizada na Estação 108 Sul do Metrô, a unidade recebe pacientes encaminhados pela Central de Regulação, após passarem pelas UBSs. Somente em 2025, a rede pública de saúde do DF registrou mais de 8,2 mil atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS) e quase 135 mil procedimentos na Atenção Especializada e na rede contratada. Abril Azul O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Ao longo de todo o mês, ações da campanha são dedicadas à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hábitos de higiene do sono favorecem qualidade de vida de pessoas e famílias atípicas
A literatura demonstra que de 40% a 80% das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam algum distúrbio do sono. Constatando essa incidência durante os atendimentos realizados no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a cirurgiã-dentista Andréia Aquino decidiu ampliar as oportunidades de conscientização das famílias atípicas. A ideia de desenvolver o folder O sono e o autismo surgiu da observação da importância de noites bem-dormidas para a saúde global e, de modo especial, para a qualidade de vida das pessoas com o transtorno. “Queríamos destacar que a privação ou a baixa qualidade do sono pode exacerbar sintomas do TEA, acarretando prejuízos cognitivos, sociais, emocionais e comportamentais, com impactos não apenas para a pessoa autista, mas também para toda a família”, explica a especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PcD). O material educativo foi desenvolvido há dois anos. Desde então, tem sido utilizado, no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal, como instrumento de educação, sensibilização e orientação, especialmente em ações voltadas para o cuidado de PcD e para a atenção às famílias atípicas. Andréia Aquino: "Queríamos destacar que a privação ou a baixa qualidade do sono pode exacerbar sintomas do TEA", explica uma das autoras e especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PcD) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Novos hábitos Foi durante o Encontro Atípico, terapia comunitária oferecida todos os meses de 2025 no HRT, que Danielle Nunes Lacerda, de 39 anos, conheceu o que é higiene do sono. A ocasião, além de garantir a oferta gratuita do material impresso, serviu para que a mãe de Murilo Lacerda, 12, ouvisse o relato de famílias que já haviam colocado em prática o conjunto de hábitos recomendados para melhoria da qualidade e da duração do sono. O garoto convivia com excessiva sonolência durante o período em que fez uso de medicação antipsicótica. Além disso, a demora para dormir, junto ao costume de acordar frequentemente cedo, causavam prejuízos ao seu humor e ao rendimento nas atividades apresentadas ao longo do dia. A campanha Abril Azul conscientiza a sociedade para os cuidados com TEAs A suplementação de melatonina — recomendada pelo neurologista com quem ele faz acompanhamento — e a incorporação de práticas de higiene do sono modificaram esse cenário. “A partir do momento em que começamos a aplicar a higiene do sono, ele melhorou 100%. Continua acordando cedo, mas tem uma noite de sono muito melhor", relata Danielle. A rotina de sono dificultosa causava desapontamentos no ambiente familiar. “A gente ficava um pouco frustrado às vezes, por dormir tarde e acordar cedo. Quando ele se levantava, a gente precisava se levantar também. Isso afetava a rotina dele e também a nossa", detalha a professora e moradora de Taguatinga. Abril Azul O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Ao longo de todo o mês, ações da campanha são dedicadas à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. A rede pública de saúde do DF registrou mais de 8,2 mil atendimentos individuais na atenção primária à saúde, além de quase 135 mil procedimentos na atenção especializada e na rede contratada em 2025. Em dezembro, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o primeiro Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do DF. O TEA atinge cerca de 34,5 mil pessoas, equivalente a 1,2% da população distrital, segundo censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Grupo da UBS 1 de Taguatinga oferece escuta e orientações a cuidadores de pessoas com TEA
Um espaço de escuta e orientações. É esse apoio que o grupo interdisciplinar TEAlogando da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga oferece para pais e cuidadores de pessoas com diagnóstico ou investigação de Transtorno do Espectro Autista (TEA) da quadras QNG, QNH, localizadas em Taguatinga, e da Colônia Agrícola 26 de Setembro, território atendido pela unidade. O grupo, iniciado em maio de 2024, está na terceira turma e é conduzido pelas equipes multiprofissionais (eMulti) e de Saúde da Família (eSF). O grupo iniciado em maio de 2024 está na terceira turma e é conduzido pelas equipes multidisciplinares e de Saúde da Família (eSF) | Fotos: Arquivo pessoal Em celebração ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, o grupo realizou algumas atividades. “Não é um grupo fixo, há rotatividade dos participantes, pois são pais de crianças que chegam com demanda de atraso de linguagem, suspeita ou diagnóstico de TEA para a eMulti. Eles são convidados a participar da turma enquanto as crianças aguardam os devidos atendimentos e encaminhamentos nas Redes de Atenção à Saúde ( RAS)”, aponta a gerente da UBS, Iraquitania Bernardo Barbosa. A fonoaudióloga Suzy Yurimi Kusakawa Mashuda explica que são ciclos de seis encontros quinzenais onde são abordados temas específicos de interesse para orientações, criação de rede de apoio entre os pais e a intervenção precoce. Grupo discute temas como desenvolvimento de linguagem e seletividade alimentar de pessoas com TEA e autocuidado dos próprios cuidadores “Essa medida é importante, pois cria uma rede de apoio entre os pais, fortalece o vínculo com a equipe. Nesses grupos, eles recebem orientações práticas para serem aplicadas no dia a dia. Além de tudo, é um espaço de acolhimento, escuta qualificada, apoio e troca de experiências”, afirma. Conhecimento Entre os assuntos abordados com os participantes estão a definição e conceito do TEA, comunicação e desenvolvimento de linguagem, alterações sensoriais, seletividade alimentar, direito da pessoa com deficiência e o autocuidado dos próprios cuidadores. [LEIA_TAMBEM] Uma das participantes, Cedalia Maria Medeiros Silva, 44, mãe do Isaque, 8, conta que o filho foi diagnosticado com autismo nível 2 de suporte. Moradora da região, ressalta que o apoio do grupo é fundamental. “Aprendi mais sobre o comportamento dele. O apoio é muito bom para nós, mães atípicas. Outra coisa importante foram as orientações sobre o autocuidado de quem cuida, principalmente relacionado à saúde mental e autoestima. Da gente não esquecer do nosso próprio cuidado diário, cuidar do cabelo, fazer uma maquiagem. Eu me senti acolhida. Os profissionais são solícitos e fazem tudo com muito amor. Sei que vai ajudar muitas mães”, elogiou. Atendimento A porta de entrada para o serviço são as unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem o acolhimento e os encaminhamentos necessários a partir de uma avaliação inicial, realizada por uma equipe multiprofissional. Após a etapa, a pessoa com TEA pode ser encaminhada de acordo com a gravidade dos casos. Em formas mais leves, os pacientes são direcionados para uma equipe de saúde da família. Em casos moderados, para os serviços especializados em saúde mental, como o Centro de Atendimento ao Adolescente e Família (Adolescentro) e o Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (COMPP). Já em ocorrências mais graves do transtorno, para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). *Com informações da SES-DF
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Palestra online vai orientar sobre abordagem humanizada a pacientes com autismo
No dia 30 de abril, o Núcleo de Educação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizará uma webpalestra em prol do mês de conscientização do autismo. O objetivo é capacitar profissionais da saúde para oferecer um atendimento humanizado, inclusivo e eficaz aos pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com o tema “Abril Azul: Mês de conscientização do autismo”, a palestra será ministrada pela médica neurologista da infância e adolescência, Ellen de Souza Siqueira. A palestra será dada das 14h às 15h e as inscrições podem ser feitas neste link. *Com informações do IgesDF
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Abril reforça a conscientização sobre vários tipos de câncer
[Olho texto=”O Abril Lilás aborda câncer de testículo, enquanto Abril Azul-Claro discute o tumor na região do esôfago, Abril Vermelho e Branco traz dados sobre os cânceres de cabeça e pescoço, Abril Verde cita a segurança e a saúde do trabalhador e Abril Azul conscientiza sobre o TEA” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] O quarto mês do ano é marcado por campanhas de conscientização sobre vários tipos de câncer. As ações visam esclarecer dúvidas e incentivar o diagnóstico dessas doenças. Em abril, também são abordados temas relacionados ao transtorno do espectro autista (TEA) e à segurança e à saúde do trabalhador. Assim como ocorre em cada mês do ano, as campanhas do calendário da saúde são identificadas por cores. O Abril Lilás aborda o câncer de testículo, o Abril Azul-Claro debate o tumor na região do esôfago, o Abril Vermelho e Branco traz dados sobre os cânceres de cabeça e pescoço, o Abril Verde cita a segurança e a saúde do trabalhador e o Abril Azul conscientiza sobre o TEA. O câncer de testículo é um tumor raro que corresponde a cerca de 5% do total dos tumores entre os homens. No entanto, é de fácil cura, como explica o médico Gustavo Ribas, referência técnica distrital (RTD) em oncologia clínica. “O tumor, por mais avançado que esteja, é curável. O tratamento é cirúrgico, se detectado em fase inicial. Caso a doença esteja avançada e atingindo outros órgãos, opta-se por quimioterapia, no intuito de diminuir o tamanho do tumor, e depois corrigir cirurgicamente”, detalha o profissional. “Há ainda casos em que pode ser usada a radioterapia, no intuito de diminuir a massa tumoral”. O paciente com suspeita de câncer deve procurar uma UBS para ter uma avaliação inicial do quadro e fazer o exame histopatológico | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília Já o câncer de esôfago é agressivo e com mortalidade alta. Esse tumor é o sexto mais frequente entre pacientes do sexo masculino e o 15º mais comum entre pessoas do sexo feminino. “O tumor já se manifesta em estado avançado, atingindo outros órgãos e sem possibilidade de cura”, cita Gustavo Ribas. “Nos casos em que a doença se manifesta em uma fase mais precoce, o tratamento inicial é quimioterapia seguida de cirurgia”, complementa. A campanha de conscientização deste tumor é chamada de Abril Azul-Claro. O câncer de cabeça e pescoço é representado pelas cores vermelho e branco. O termo “cabeça e pescoço” é, na verdade, uma nomenclatura popular usada para caracterizar tumores que vão da boca até a região da laringe supraglótica. Gustavo Ribas alerta que a doença é agressiva e está fortemente relacionada a hábitos como o uso de álcool e cigarro. Quanto à cura, o tratamento é feito na modalidade multifatorial, isto é, por quimioterapia e radioterapia seguidas de cirurgia. “Quando não é possível fazer o tratamento curativo, é realizada uma radioterapia paliativa para controlar o sangramento que o tumor promove”, aponta. Diagnóstico O paciente com suspeita de câncer deve procurar uma das unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal para ter uma avaliação inicial do quadro e fazer o exame histopatológico. “Se confirmado o tumor através de biópsia, ele é encaminhado para as unidades de oncologia clínica”, explica Ribas. O Hospital Regional de Taguatinga é uma das três unidades públicas de oncologia clínica no Distrito Federal | Foto: Arquivo/Agência Brasília O DF conta com três unidades para esse tipo de tratamento: o Hospital Universitário de Brasília (HUB), o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Base. “O paciente é analisado durante consulta. A realização de exames auxilia no diagnóstico e na decisão pelo tratamento nas especialidades reguladas, como cirurgia oncológica, cirurgia gastrointestinal, radioterapia, oncoginecologia, mastologia, proctologia, entre outras”, explica Ribas. O médico detalha ainda que as especialidades ligadas à oncologia no DF são, em geral, da categoria chamada panorama três, isto é, com fila única nas unidades de saúde que atendem a esses casos. TEA O transtorno do espectro autista é a definição para o paciente que apresenta algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, bem como interesses e atividades únicas, feitas de maneira repetitiva. O TEA começa na infância, geralmente nos primeiros cinco anos de vida, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A campanha de conscientização do TEA é identificada pelo Abril Azul. Pacientes com grau leve a moderado de TEA são acompanhados no Centro Especializado em Reabilitação de Taguatinga | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde Os responsáveis pelo paciente devem procurar orientação caso identifiquem alguma suspeita. A porta de entrada é por meio das UBSs. O diagnóstico considera o relato dos pais e a avaliação médica. Se houver necessidade, é feito o encaminhamento para o serviço especializado. Os pacientes com grau classificado como leve e moderado são acompanhados no Centro Especializado em Reabilitação de Taguatinga (CER). Já os casos considerados graves e gravíssimos são encaminhados para os centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi), localizados em Sobradinho, Taguatinga, Asa Norte e Recanto das Emas, bem como para o Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (Compp), voltado para crianças de até 12 anos, e o Adolescentro, que atende jovens de 12 a 18 anos. Também há atendimento no Caps de Brazlândia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A rede de saúde do DF está literalmente de portas abertas para atender a esses casos, como explica a terapeuta ocupacional Kelly Cristina Silva, gerente do Capsi de Taguatinga. “O acolhimento nas unidades do Caps é porta aberta. Significa que o paciente pode chegar a qualquer momento no serviço e ser atendido. Deve apenas levar os documentos pessoais e comprovante de residência. A partir do acolhimento, ele vai passar por uma avaliação da equipe para verificar se ele tem perfil para ser atendido no Caps ou se a necessidade que ele está apresentando naquele momento é em outra unidade de saúde”, elucida. Registros Em abril, também é abordada a segurança e a saúde do trabalhador brasileiro. A Lei nº 11.121/2005 instituiu que, em 28 de abril, celebra-se o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Neste contexto, o Abril Verde ocorre em memória a esse grupo. Conforme define o Ministério da Saúde, acidente de trabalho é aquele que ocorre durante o serviço ou no trajeto entre a residência e o local de trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, acarretando perda ou redução da capacidade para o trabalho e, em último caso, a morte. No Distrito Federal, são registrados por dia ao menos cinco acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. Por mês, morrem, em média, três trabalhadores. Os dados são do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan). *Com informações da Secretaria de Saúde
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