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Atenção Primária à Saúde

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Criado programa para ampliar e qualificar infraestrutura das unidades básicas de saúde

Ampliar o número de unidades básicas de saúde (UBSs) e melhorar a estrutura das unidades existentes são ações essenciais para fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS). Com esse objetivo, a Secretaria de Saúde (SES-DF) instituiu o Programa de Ampliação e Qualificação da Infraestrutura da APS do Distrito Federal (Proinfra/APS-DF), conforme a Portaria nº 506/2026, publicada nesta terça-feira (30), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Reformas e ampliações de UBSs vão favorecer unidades que precisam expandir equipes e implementar serviços essenciais | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Com planejamentos mais estratégicos, conseguiremos ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e oferecer estruturas cada vez mais adequadas e robustas a usuários e profissionais” Juracy Lacerda, secretário de Saúde A finalidade do programa é orientar planejamento, priorização e implementação de ações voltadas à expansão, qualificação e regularização da infraestrutura física das UBSs. A iniciativa busca ampliar o acesso da população aos serviços de Atenção Primária, fortalecer a Estratégia Saúde da Família (eSF) e melhorar as condições de trabalho das equipes. “Com planejamentos mais estratégicos, conseguiremos ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e oferecer estruturas cada vez mais adequadas e robustas a usuários e profissionais”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.  Planejamento  O Proinfra/APS-DF passa a ser um instrumento de orientação de todas as etapas relacionadas à infraestrutura das UBSs. Para isso, considera as necessidades de cada território, a situação patrimonial e contratual dos imóveis, as condições da infraestrutura existente, a capacidade de atendimento das unidades e outros critérios técnicos para definir as intervenções mais adequadas. A norma também prevê mecanismos de acompanhamento, monitoramento e avaliação para garantir transparência, eficiência e previsibilidade na execução das ações. Ações previstas Enquanto a locação de imóveis poderá ser utilizada de forma complementar para responder de forma mais rápida às demandas da população, a construção de novas UBSs, a reforma e a ampliação das unidades existentes constituem as principais estratégias para ampliar a cobertura da Atenção Primária e qualificar a rede de atendimento.  A iniciativa também contempla a utilização de imóveis recebidos por cessão, comodato ou doação para implantação ou funcionamento de novas UBSs, ampliando as alternativas para fortalecer a rede de Atenção Primária. Critérios “Uma infraestrutura adequada é um dos pilares para fortalecer a Atenção Primária e assegurar que a população tenha acesso a serviços de saúde cada vez mais resolutivos, humanizados e de qualidade” Afonso Mendes, coordenador de Atenção Primária da Secretaria de Saúde As intervenções serão definidas com base em critérios técnicos e nas necessidades de cada território. Entre os aspectos considerados estão a necessidade de ampliação do número de equipes, a distância percorrida pela população até a unidade de referência, o crescimento de novas áreas habitacionais, as condições da infraestrutura das UBSs existentes e a necessidade de aumentar a capacidade de atendimento ou adequar espaços para serviços como vacinação, saúde bucal, farmácia e coleta de exames. Conforme estabelece a portaria, terão prioridade as UBSs que atendam ao maior número de critérios definidos, permitindo direcionar os investimentos para locais com múltiplas necessidades estruturais e maior potencial de impacto. Gestão integrada A relação das UBSs contempladas será divulgada em documento específico, que orientará a abertura dos processos, a execução das intervenções e o acompanhamento de todas as etapas. [LEIA_TAMBEM]O acompanhamento e a avaliação do programa ficarão sob responsabilidade da Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps), por meio da Diretoria da Estratégia Saúde da Família, em articulação com as regiões de saúde e as demais áreas técnicas da SES-DF. Para o titular da Coaps, Afonso Mendes, o programa garante maior segurança jurídica, eficiência na aplicação dos recursos públicos e melhores condições de trabalho para as equipes. “Uma infraestrutura adequada é um dos pilares para fortalecer a Atenção Primária e assegurar que a população tenha acesso a serviços de saúde cada vez mais resolutivos, humanizados e de qualidade”, avalia. Na prática, o programa fortalece as condições de trabalho das equipes, torna o planejamento das intervenções mais organizado e eficiente e contribui para que a população tenha acesso a UBSs mais bem-estruturadas e preparadas para atender às suas necessidades de saúde. Confira a portaria.  *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Teste de DNA-HPV na rede pública ajuda na prevenção do câncer de colo do útero

A rede pública de saúde do Distrito Federal já opera com o novo teste de DNA-HPV. O exame, mais moderno e sensível, é capaz de detectar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao alto risco oncogênico, permitindo maior agilidade no diagnóstico precoce e no tratamento de lesões precursoras e do câncer de colo do útero.  Atualmente, o exame é feito nas unidades básicas de saúde (UBSs) das regiões administrativas de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol e será ampliado para as demais regiões gradualmente. Letícia dos Santos fez a coleta, recebeu resultado negativo e pôde ampliar o intervalo entre os exames:  “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento”  Luiz Fabiano Barbosa, enfermeiro A nova tecnologia apresenta maior sensibilidade diagnóstica em comparação ao exame citopatológico convencional, reduzindo a necessidade de avaliações complementares e intervenções desnecessárias. Além disso, quando o resultado é negativo, o intervalo entre as coletas pode ser ampliado, proporcionando mais conforto, segurança e rastreamento mais qualificado às pacientes. Foi o caso de Letícia dos Santos, de 42 anos, que fez a coleta da amostra na UBS 8 de Samambaia durante exame de rotina.“O enfermeiro me explicou direitinho como funciona,e eu achei ótimo”, lembra. “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos”. O enfermeiro Luiz Fabiano Barbosa ressalta que, além de proporcionar mais conforto às mulheres, o teste de DNA-HPV oferece maior precisão e rapidez na identificação de alterações.  “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento; é um grande avanço”, avalia. Estratégia O teste de DNA-HPV integra a estratégia de enfrentamento ao câncer do colo do útero baseada em três pilares principais: vacinação, rastreamento organizado e tratamento oportuno das lesões precursoras. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde” Simone Lacerda, gerente de Apoio à Saúde da Família da SES-DF A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal entre adolescentes até 2030, além de garantir que 70% das mulheres entre 25 e 64 anos façam o rastreamento periódico, ampliando a detecção precoce e reduzindo a mortalidade pela doença. “Trata-se de um conjunto de ações integradas voltadas à eliminação dessa doença”, explica a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. “O câncer de colo do útero ainda representa um importante problema de saúde pública, sendo um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres brasileiras”, aponta. “Além disso, destaca-se por ser um dos tipos de câncer passíveis de prevenção e detecção precoce por meio da vacinação, do rastreamento organizado e do tratamento oportuno das lesões precursoras.” A gerente também explica que o exame citopatológico convencional, apesar de ter sido fundamental ao longo dos anos na prevenção do câncer do colo do útero, frequentemente gerava dúvidas quanto à periodicidade correta de realização, levando muitas mulheres a repetirem o procedimento anualmente, mesmo quando não havia indicação clínica ou necessidade conforme os protocolos vigentes. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde”, detalha. “Isso fortalece o fluxo assistencial na Atenção Primária, reduz exames e intervenções desnecessárias, amplia a segurança clínica e permite um acompanhamento mais qualificado das pacientes.” Fluxo do exame [LEIA_TAMBEM]A coleta da amostra é feita de forma semelhante ao exame citopatológico (Papanicolau), sendo o material encaminhado para análise molecular por técnica de PCR. Nos casos em que houver detecção dos tipos HPV 16 ou HPV 18 — associados ao maior risco oncogênico —, a paciente será encaminhada para colposcopia. Quando o resultado for negativo, a recomendação é repetir o exame após cinco anos, conforme protocolo vigente. Se for detectado outro tipo de HPV, será feita a citologia com a mesma amostra. As amostras são coletadas nas UBSs e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) para análise. Após a liberação dos resultados, as equipes da Atenção Primária à Saúde serão responsáveis pelo acompanhamento das pacientes, orientações e encaminhamentos necessários, conforme cada caso.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Agentes comunitários de saúde de Santa Maria e Gama estão de uniformes novos

Já é possível ver os novos trajes em azul e branco utilizados pelos profissionais da Atenção Primária à Saúde nas regiões administrativas de Santa Maria e Gama. Agora, todos os agentes comunitários de saúde (ACSs) da Região de Saúde Sul usam uniformes durante o desempenho de suas funções. A proposta busca, principalmente, garantir a correta identificação dos profissionais perante os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o superintendente da Região de Saúde Sul do Distrito Federal, Willy Pereira da Silva Filho, a medida fortalece o vínculo do usuário com os gestores e com as equipes. “Por meio dessa identificação, a pessoa sabe a quem direcionar-se, a quem fazer algum questionamento. Isso melhora o tempo de assistência e acolhimento, por exemplo”, afirma. Kelvin de Souza comemora a nova identificação: "Vestindo crachá e uniforme, os moradores sentem confiança e têm mais abertura para passar informações" | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Quem já fez uso do equipamento corrobora a afirmação. “Quando estamos descaracterizados, muitas vezes, somos confundidos com outras pessoas", relata o ACS Kelvin de Souza. “Vestindo crachá e uniforme, os moradores sentem confiança e têm mais abertura para passar informações ou deixar a gente entrar nas casas”, detalha. Uniformes Os ACSs atuam, predominantemente, nas ruas e nos domicílios, sendo o elo entre moradores e o serviço público de saúde. Seus uniformes compreendem camiseta com proteção térmica, chapéu com cobertura de pescoço e colete, acessório que também será oferecido aos integrantes do Núcleo de Vigilância Epidemiológica. Os profissionais que trabalham nas UBSs da região e os das categorias assistenciais também terão uniforme novo Estão em processo de confecção, com previsão de entrega ainda neste mês, as camisetas dos demais profissionais das unidades básicas de saúde da região, inclusive daqueles que desempenham funções administrativas, como distribuição de medicamentos e outros insumos. As categorias assistenciais também receberão jalecos com a respectiva identificação. Recursos do Pdpas [LEIA_TAMBEM]O conjunto de uniformes foi adquirido por meio do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS), criado para dar autonomia gerencial às unidades de saúde. Os recursos destinam-se à manutenção e ao funcionamento dos serviços. Ao todo, para a confecção de mais de 3,3 mil peças, foram investidos cerca de R$ 142 mil. Cada profissional recebe um kit com o padrão estabelecido para a categoria dele. A recomendação é que seja utilizado diariamente, durante o expediente. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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Abertas vagas para mestrado profissional em saúde da família

A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), em associação com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), integra o conjunto de instituições de ensino superior que ofertam vagas para a Turma 6 do mestrado profissional em saúde da família em rede nacional (Profsaúde). Abertas no início deste mês, as inscrições podem ser feitas até 6 de março. Confira o formulário de inscrição. UnDF é uma das  instituições a oferecer oportunidades para profissionais da saúde | Foto: Divulgação/UnDF  O edital prevê 600 vagas em âmbito nacional, distribuídas entre 44 instituições de ensino superior e seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No âmbito da UnDF/Escs, serão ofertadas 12 vagas, destinadas a profissionais do Programa Mais Médicos pelo Brasil (PMMB) e a multiprofissionais da saúde. Aprovado em 2016 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Profsaúde tem como objetivo qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o país. Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve ser brasileiro residente no Brasil ou estrangeiro com residência legal no país, além de comprovar vínculo obrigatório com a Atenção Primária à Saúde. Distribuição de vagas Modalidade Vagas Programa Mais Médicos pelo Brasil 4 para ampla concorrência e 4 para ações afirmativas Multiprofissionais 2 para ampla concorrência e 2 para ações afirmativas   Enquadram-se em multiprofissionais candidatos com graduação em farmácia, fisioterapia, bacharelado em educação física, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva, serviço social, terapia ocupacional e medicina. Ações afirmativas Dentro do quadro geral de vagas, serão contempladas reservas para ações afirmativas distribuídas em 30% para pessoas autodeclaradas negras (pretas e pardas), 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência (PcD) e 5% para pessoas trans (travesti, transexual ou transgênero. Para participar é necessário enviar documentação específica a cada modalidade de vaga e os documentos exigidos pela instituição. Pessoas autodeclaradas pretas e pardas poderão ser convocadas para banca de heteroidentificação, enquanto PcDs também podem ser encaminhadas a uma etapa de avaliação psicossocial.  Processo seletivo  A seleção contará com três etapas principais: prova escrita, análise curricular e entrevista.  Como será cada etapa Sobre a etapa 1. Prova escrita Serão 2 questões sobre temas relacionados à APS, tendo como base as referências indicadas no anexo 4 do edital Etapa eliminatória Peso 1 Nota mínima: 6,0 Todas as pessoas aprovadas irão para a  próxima etapa 2. Análise do Currículo Lattes Os critérios de avaliação seguirão conforme o Roteiro para a análise de currículo, anexado no item 7 do edital Etapa classificatória Peso 5 Próxima etapa receberá até 4 vezes o número de vagas da instituição 3. Entrevista As perguntas serão feitas com base no currículo analisado com o objetivo de identificar motivações e as condições para a realização do curso Etapa classificatória Peso 4   Os resultados preliminares e finais serão publicados no site da Fepecs, seguindo as datas do cronograma. A classificação final será definida pelo limite de vagas de cada instituição de ensino superior, considerando a reserva para ações afirmativas. A duração prevista do curso de mestrado Profsaúde é de 18 a 24 meses, totalizando 975 horas. A estrutura do programa prevê nove encontros presenciais, além de atividades telepresenciais e tarefas desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem. Ao se inscrever, o candidato assina um termo de compromisso declarando ter disponibilidade de tempo para participar de, no mínimo, todos os encontros presenciais e realizar as atividades acadêmicas previstas. [LEIA_TAMBEM] O programa Aprovado pela Capes/MEC em 2016, o Profsaúde é um programa de mestrado profissional financiado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A rede nacional do programa reúne 44 instituições de ensino superior em todas as regiões do país, além de seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cada uma com reserva específica de vagas. Faça sua inscrição por meio deste link.    *Com informações da UnDF

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Médico de Família e Comunidade é o especialista do cuidado e parte fundamental na Atenção Primária à Saúde

Há uma definição utilizada pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) que afirma: "Médico de família e comunidade é o especialista em cuidar das pessoas." Esse atendimento abrangente e baseado nos moradores é uma característica inerente à Atenção Primária à Saúde (APS), que, além disso, é reconhecidamente a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). O Distrito Federal conta com 172 Unidades Básicas de Saúde (UBS), compostas por equipes de Saúde da Família (eSF). Ao todo, a população dispõe de 645 grupos formados por ao menos um médico, um enfermeiro, dois técnicos em enfermagem e um agente Comunitário de Saúde (ACS), preferencialmente, especialistas em Medicina de Família e Comunidade (MFC). Calcula-se que esse setor possa atender de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa ao longo de sua vida. Nesse contexto, o médico de família e comunidade é o coordenador do cuidado. "Esse é o melhor especialista para estar na APS", sugere o assessor da Coordenação Atenção Primária à Saúde (Coaps), Fernando Henrique de Souza. "Ele é quem vai organizar o cuidado do paciente dentro da rede pública. Não se trata de impor barreiras de acesso a outros especialistas; mas de disponibilizar o recurso necessário no momento oportuno", explica. Construção de vínculo A territorialização e a longitudinalidade do cuidado estão prescritas na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Essas diretrizes permitem o desenvolvimento de ações com foco em um território específico, com impacto na situação, nos condicionantes e determinantes da saúde das pessoas e coletividades que constituem aquele espaço. Além disso, pressupõem a continuidade da relação de cuidado, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente. “Quando me tornei médico, voltei aqui para servir àquelas pessoas com quem convivi durante toda a minha vida. Sei as necessidades que elas têm”, afirma o médico de Família e Comunidade da SES-DF Marcus Salazar | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Na UBS 5 do Gama, o médico de família e comunidade Marcus Salazar atua em um território que ele conhece intimamente. Após graduar-se fora, retornou ao local onde nasceu. Hoje, grande parte dos pacientes que atende conhece desde a infância. “Quando me tornei médico, voltei aqui para servir àquelas pessoas com quem convivi durante toda a minha vida. Então, eu sei, realmente, das necessidades que elas têm. Posso tratá-las como pessoas; e não apenas verificar as suas doenças”, afirma. Quem corrobora esse "cuidado especial" é o morador da região Murillo Garcez, 42. O administrador e o médico conhecem um ao outro desde quando eram crianças. "A atenção dele [Marcus] é totalmente diferente. Ele conversa com as pessoas. A gente fica até animado em ir para a consulta. Saber que estamos sendo atendidos por quem nos conhece, dá a certeza de que tem alguém fazendo o melhor por nós", acrescenta o paciente. Fortalecimento da APS A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) possui o segundo maior programa de residência em Medicina da Família e Comunidade (MFC), tendo em conta o número de vagas ocupadas. Além deste, instituído em 2021, o serviço público distrital também acolhe os estudantes de pós-graduação da especialidade provenientes da Universidade de Brasília (UnB) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Brasília). Cada UBS atende um território definido, e as eSF são responsáveis pela assistência à saúde da população daquele espaço. Para saber qual é a unidade de referência, basta verificar, com CEP, no Busca Saúde UBS. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Homens representam apenas um terço dos atendimentos da Atenção Primária à Saúde

Em média, pouco mais de 35% dos atendimentos individuais registrados na Atenção Primária à Saúde (APS) do Distrito Federal referem-se ao público do sexo masculino. A proporção de homens na população distrital é de 48%. Entre esse público, até outubro deste ano, apenas 31% dos atendimentos corresponderam a demandas agendadas. O baixo índice ainda é um recorde: em média, nos últimos três anos, essa taxa era inferior a 18,5%. Essa resistência, explica o assessor de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde (SES-DF), Gustavo Ribas, é resultado de um estereótipo de masculinidade que desincentiva os homens a procurarem por serviços de saúde, como se isso representasse vulnerabilidade e insuficiência. O obstáculo, segundo o gestor, precisa ser superado. “É importante mudar essa cultura e conscientizar que, a partir de um diagnóstico precoce, é possível evitar estágios avançados e promover a cura de muitas doenças", afirma. Novembro Azul A campanha Novembro Azul chama a atenção para os cuidados com a saúde do homem e, especialmente, para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Esse é o câncer com maior incidência na população masculina — excluindo os tumores de pele não melanoma — e, também, o segundo que mais mata homens no país. A campanha Novembro Azul chama a atenção para os cuidados com a saúde do homem e, especialmente, para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A idade é um dos principais fatores de risco: aproximadamente 75% dos diagnósticos ocorrem em homens com 65 anos ou mais. No entanto, também pesam na estatística a história familiar da doença e fatores relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, obesidade e alimentação rica em gorduras.  Detecção precoce O diagnóstico precoce é a identificação do câncer em estágios iniciais em pessoas com sinais e sintomas. Já o rastreamento se caracteriza pela aplicação sistemática de exames em pessoas assintomáticas, com o intuito de identificar o câncer em estágio inicial. O Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não recomenda que se realize o rastreamento do câncer de próstata. Isso quer dizer que não é indicado que homens sem sinais ou sintomas façam exames. Procure conhecer os riscos e os benefícios que envolvem a realização desses exames de rotina e converse com um profissional de saúde da sua confiança. As unidades básicas de saúde (UBS) são a porta de entrada para os principais problemas de saúde da população. Ao ser acolhido por um profissional da equipe de Saúde da Família serão coletadas as informações e avaliadas a necessidade de encaminhamento a consultas com outros especialistas. Para encontrar sua unidade de referência, definida pelo endereço de moradia, clique aqui. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Oficina avalia resultados da planificação da atenção à saúde no DF

Avaliar os resultados alcançados, compartilhar práticas bem-sucedidas e apontar estratégias para fortalecer a integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e a Atenção especializada no Distrito Federal foi o foco da Oficina Intermediária de Avaliação da Planificação da Atenção à Saúde, realizada nesta semana pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Entre os participantes, estavam gestores da SES-DF, representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). O chefe da Assessoria de Humanização da SES-DF, Rodrigo Valim, explica que a planificação tem transformado a forma de organizar o atendimento. “Ao estruturar os processos de trabalho, conseguimos garantir que a atenção primária seja, de fato, o ponto central do cuidado. Isso permite ao usuário um atendimento programado, humanizado e articulado com a atenção especializada”, afirma. A oficina tem como objetivo analisar os avanços e as experiências acumuladas na implementação da Planificação da Atenção à Saúde no DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Experiências exitosas A programação contou ainda com a apresentação de nove experiências exitosas desenvolvidas nas regiões de saúde do DF. Entre elas, a da farmacêutica Gabriela da Silva, do Centro de Atenção a Diabetes e Hipertensão (Cadh) da Região Leste, que destaca a importância do acompanhamento farmacêutico no atendimento. Segundo a profissional, o trabalho consiste em reunir orientações da equipe multiprofissional, ajustar prescrições e orientar o uso correto dos medicamentos.  “Percebemos que muitos usuários têm limitações de leitura, visão ou locomoção, e por isso o atendimento é adaptado para que cada um consiga gerir melhor seu próprio cuidado. Essa proximidade gera resultados concretos e pode ser aplicada em diferentes serviços”, explicou. Avanços da planificação A Planificação da Atenção à Saúde (PAS) é uma metodologia usada no Brasil para organizar e integrar os serviços de saúde numa Rede de Atenção à Saúde (RAS) coesa, focando nas necessidades dos pacientes e promovendo um cuidado mais eficiente e integral. A metodologia foi implantada no DF em 2016, inicialmente na Região de Saúde Leste, onde nasceu o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão (Cadh), hoje referência nacional no cuidado a pessoas com hipertensão e diabetes.  Atualmente, a planificação também abrange as regiões Central, Centro-Sul e Oeste e mais de 80 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A proposta organiza fluxos, otimiza recursos e contribui para que o cuidado chegue ao usuário no tempo certo e no local adequado. Participaram gestores da SES-DF, além de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e da Beneficência Portuguesa de São Paulo Valim reforça que as mudanças já estão presentes no dia a dia. “Hoje, o usuário recebe um cuidado programado. Ao comparecer a uma UBS, ele não precisa enfrentar longas filas, tem consultas agendadas em horários organizados e encontra um ambiente mais acolhedor. Ele conhece seu médico e o médico o conhece, o que representa a verdadeira humanização do cuidado”, exemplifica. Para o coordenador da Atenção Primária à Saúde (Coaps) da SES-DF, Afonso Abreu, os desafios enfrentados também abrem oportunidades. “Embora reconheçamos as diferenças entre regiões, como a Oeste e a Leste, é justamente nesse cenário que podemos fortalecer a atenção primária e a especializada. O objetivo é garantir uma rede articulada, acolhedora e eficiente para o usuário, que é o nosso objetivo primordial”, conclui.   *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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UBSs oferecem atendimento rápido e perto de casa para casos de menor gravidade

Assistência mais rápida, perto de casa e com possibilidade de marcar retorno para um acompanhamento de longo prazo. É essa a proposta de atuação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No Distrito Federal, são 181 locais de atendimento, compondo a chamada Atenção Primária à Saúde (APS).  Ao buscar atendimento em uma UBS, a pessoa não só aguardaria menos pela assistência como auxiliaria pacientes mais graves, já que, assim, as equipes de plantão poderiam se concentrar nos casos mais complexos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Mais que um espaço de vacinação, as UBSs são indicadas como a principal opção para quem tem queixas como resfriados, troca de curativos, febre, enjoo, vômitos, diarreias, palpitação, mal-estar, pequenos ferimentos ou queimaduras, pressão alta, diabetes, mordedura ou arranhadura animal, picada de insetos e dores de ouvido, cabeça, dente, garganta ou barriga.  "Preferencialmente, pacientes com menor gravidade precisam buscar primeiro uma UBS. A partir desse contato, o indivíduo cria um vínculo com a unidade que, muitas vezes, oferta atividades de prevenção a diversas condições, impedindo que elas se tornem problema de saúde. O cuidado é mais próximo e contínuo", explica o coordenador de APS da Secretaria de Saúde (SES-DF), Fernando Erick Damasceno. Arte: Agência Saúde-DF Na prática, uma pessoa com hipertensão, por exemplo, não somente será medicada e liberada, como também passará a ser acompanhada, com consultas e outras ações previstas. Em seguida, há o encaminhamento para outras necessidades, como saúde bucal e mental, perda de peso, combate ao tabagismo ou alcoolismo etc.  Quando ir ao hospital? Segundo Damasceno, há um desafio diário na rede pública, uma vez que parte da população tem o hábito de procurar as unidades de alta complexidade ao perceber qualquer tipo de queixa de saúde. Mas, seja nas 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), no Hospital de Base (HBDF), no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) ou nos 11 hospitais regionais, os pacientes são classificados de acordo com o risco: azul, verde, amarelo, laranja ou vermelho. As cores indicam, em ordem crescente, a prioridade para a assistência ao indivíduo, definida de acordo com a gravidade apresentada.  Nesse cenário, pessoas com classificação verde e azul, por exemplo, que poderiam ser atendidas de maneira integral em uma UBS, acabam aguardando mais em hospitais ou UPAs. "Como a espera varia de acordo com a quantidade de pacientes e com a classificação, aqueles avaliados como menos graves [azul e verde] teriam assistência mais ágil se buscassem uma unidade básica", argumenta a diretora do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), Elielma de Morais.  O Hospital Regional de Samambaia encaminha pacientes com baixo nível de complexidade para as Unidades Básicas de Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Os números confirmam o hábito. Em junho de 2025, por exemplo, 49,63% dos pacientes acolhidos na emergência do HRSam receberam a classificação verde. Outros 7,05% estavam em situação de saúde ainda melhor, sendo classificados como azuis. Isso quer dizer que mais da metade dos pacientes (56,68%) poderia ter comparecido às UBSs para resolver o problema.  [LEIA_TAMBEM]Ao escolher o caminho de uma UBS, a pessoa não só aguardaria menos pela assistência como auxiliaria pacientes mais graves, já que, assim, as equipes de plantão poderiam se concentrar totalmente naqueles que receberam classificações amarela (32,26%), laranja (10,74%) e vermelha (0,32%).  No caso do pronto-socorro obstétrico do HRSam, quase 60% das pacientes atendidas são classificadas como verde, azul ou branco - sendo este último indicativo de que não havia qualquer queixa de saúde no momento. Diante do percentual, além de realizar uma média de 311 partos por mês e se concentrar em mulheres com complicações, a unidade hospitalar passou a fazer a contrarreferência, ou seja, encaminhar pacientes com classificação verde, azul ou branco a uma UBS. A recomendação, portanto, é que as mulheres procurem o pronto-socorro somente em sinais de alarme, como dores fortes, falta de movimento do bebê, perda de sangue, início de trabalho de parto ou contrações. Nas demais situações, as gestantes contam com o atendimento das UBSs, responsáveis pelo pré-natal. Se na unidade básica for verificado algum problema mais grave, a própria UBS direciona a paciente a hospitais ou locais especializados.  Como saber qual é a minha UBS? Conforme a organização dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o endereço de residência ou de trabalho de cada cidadão indica a sua UBS de referência. Dependendo da localidade, não se trata, necessariamente, do local mais perto de casa; porém, sempre será nas proximidades. Na página Busca Saúde UBS é possível descobrir qual é a unidade de referência a partir do CEP. Já no Siga APS, é possível conferir os horários de atendimento (em geral, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h).  A SES-DF conta atualmente com 181 UBSs cadastradas. Aos sábados, 63 delas abrem no período matutino e, de segunda a sexta-feira, 11 unidades funcionam até as 22 horas. Já a vacinação tem horários específicos, conforme disponível no site da pasta. *Com informações da SES-DF

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