Vigilância Sanitária do DF já apreendeu mais de 9,5 mil cigarros eletrônicos em 2026
A Vigilância Sanitária do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF), realizou, neste ano, mais de 8 mil vistorias em comércios, feiras, distribuidoras e eventos em busca do comércio ilegal de dispositivos eletrônicos (vapes e pods). A venda (não o uso) desses aparelhos é proibida no Brasil. Nesse contexto, as equipes da Vigilância Sanitária registraram 329 autos de infração em 2026, somente por conta da venda irregular de cigarros eletrônicos. Foram apreendidos 9,6 mil itens e 78 estabelecimentos foram interditados. Vale ressaltar que a Vigilância Sanitária tem poder de polícia e, sempre quando julgar necessário, os auditores solicitam o apoio da Polícia Militar. "Nossa prioridade absoluta com essas ações é proteger a saúde de adolescentes e jovens", assegura a diretora de Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé. Vigilância sanitária faz fiscalização e apreensão de produtos relacionados aos dispositivos eletrônicos de fumo, cuja venda é proibida no Brasil | Fotos: Divulgação/SES-DF A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 43% dos estudantes do DF entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarros eletrônicos. A capital federal lidera esse ranking. "São dispositivos que não tem a fumaça nem o cheiro característico de cigarro convencional, facilitando o uso escondido dentro dos quartos e banheiros escolares", complementa a diretora. Poder viciante Há quem pense que esses aparelhos não são o mesmo que fumar um cigarro convencional. O risco à saúde, porém, pode ser ainda maior, conforme explica a pneumologista da SES-DF, Nancilene Melo. "Com o intuito de alcançar jovens, os cigarros eletrônicos têm formatos e sabores diferentes. Morango, laranja, manga. Quanto mais colorido, mais tem-se a falsa ideia de que a pessoa não está consumindo nenhuma substância danosa", detalha Melo. "É exatamente o contrário. Ao usar o dispositivo, o indivíduo está consumindo nicotina sintética, que tem um poder viciante muito maior", acrescenta. Dados da SES-DF mostram que, em 2025, 18,9% dos homens e 16,2% das mulheres de 18 a 24 anos que participam de grupos de tratamento contra tabagismo faziam uso de cigarro eletrônico. Desses pacientes, 43,2% tiveram seu nível de dependência classificado como "elevado" e 24,3% como "muito elevado". Apesar de parecerem muito diferentes dos cigarros tradicionais, os dispositivos eletrônicos também têm nicotina e causam dependência A dificuldade para enfrentar o vício também se revela na adesão ao tratamento: apenas 10,8% participaram da quinta sessão e 75,7% necessitaram receber medicamentos na tentativa de largar a nicotina. Dia Mundial sem Tabaco No próximo domingo (31) é celebrado o o Dia Mundial Sem Tabaco. A data, instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS), alerta para os riscos à saúde associados ao uso do tabaco e defende políticas eficazes para reduzir o consumo. O uso do tabaco é a causa de morte mais evitável em todo o mundo e atualmente é responsável pelo óbito de um em cada 10 adultos no planeta. *Com informações da SES-DF
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Equipe da UBS 2 de Taguatinga faz apresentação contra o tabagismo
Vera Lúcia Medanha, 74, acordou cedo nesta quarta-feira (31) e foi participar da encenação artística em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco promovida pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga, na Praça do Relógio. Vera, que foi fumante por mais de 50 anos, comemora a conquista de estar há três meses sem o cigarro. Encenação contra o tabagismo com a equipe da UBS 2 de Taguatinga, no Dia Mundial sem Tabaco | Foto: Divulgação/Agência Saúde Participante dos encontros semanais promovidos pela UBS 2, Vera sofre com graves problemas de circulação e quase perdeu um dedo do pé esquerdo. “Se não fosse o apoio do grupo, acredito que não teria conseguido. As pessoas são muito unidas e o suporte psicológico é fundamental”, conta. Os encontros ocorrem na Paróquia São José, localizada na Praça do Bicalho, todas as quartas-feiras, às 8h30. Vera Lúcia Medanha participa dos encontros semanais na UBS contra o tabagismo: “Se não fosse o apoio do grupo, acredito que não teria conseguido” A apresentação busca alertar a população sobre os perigos do cigarro e incentivar a procura pelo tratamento. Além dos grupos de conversa, a UBS 2 também oferece assistência por equipe multidisciplinar. “O cigarro eletrônico, o narguilé e outros tipos de dispositivos prejudicam tanto quanto o cigarro convencional. Quem deseja parar de fumar, só precisa procurar a UBS para começar. Nós utilizamos a terapia cognitivo-comportamental. A ideia é interromper as situações que funcionam como gatilhos”, explica a psicóloga da unidade e coordenadora da ação, Jouse Glória. Durante a encenação, Iranilda Castro, 72, parou para assistir e se informar. Ela usou cigarro por 60 anos, mas agora está tentando parar. “Comecei a fumar na escola; naquela época era visto como algo charmoso, e quem não fumava ficava excluído do grupo. Hoje sabemos o quanto faz mal”, lembra. Iranilda Castro, 72 anos, parou para assistir à encenação na Praça do Relógio e elogiou a ação Qualquer pessoa que more ou trabalhe na região de Taguatinga pode acessar o serviço. Outras unidades de saúde do Distrito Federal também oferecem tratamento contra o tabagismo. A lista está disponível neste link. O corretor de imóveis Luiz Fernando Abdalla, 59, faz parte do grupo de tratamento da UBS 2 de Taguatinga. “Estou há quatro meses sem fumar. Conheci a doutora Jouse, e ela me convidou para participar do grupo e fazer o uso de adesivos de nicotina”, relata. “Participar das reuniões nos dá força para não voltar ao cigarro. Vim aqui hoje apoiar o projeto, pois ele faz a diferença”. Um cigarro a menos Para começar a parar de fumar, especialistas sugerem algumas ações: ? Defina um dia para parar de fumar. Anote e planeje-se; ? Prepare sua mente para “o primeiro dia do resto da sua vida”. Você poderá até fazer uma pequena cerimônia quando fumar o último cigarro; ? Corte o gatilho do fumo. Os gatilhos são diferentes em cada fumante. Para alguns, é o cafezinho; para outros, é o companheiro de trabalho que também fuma e convida para um intervalo. Como não cair nos gatilhos ? Se está acostumado fumar no carro, não tenha cigarros no veículo; ? Se fuma após as refeições, levante-se imediatamente após terminar e escove logo os dentes, o que ajuda a diminuir o desejo pelo cigarro; ? Chupar gelo e comer cubinhos de frutas geladas ajuda a se livrar da vontade; ? Evite espaços que tenham pessoas fumando; [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ? Evite bebida alcoólica e café, principalmente se estiverem associados ao ato de fumar; ? Beba muita água, especialmente quando tiver vontade de fumar; ? Faça algum tipo de exercício, pois ajuda a relaxar; ? Procure manter-se ocupado e fazer coisas que aumentam a sensação de bem-estar, preenchendo o espaço deixado pelo cigarro. Pense em cuidar das plantas, dos animais de estimação, ler, escrever, desenhar, assistir a um bom filme ou série, organizar um encontro virtual com amigos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia Mundial Sem Tabaco alerta para riscos de novas formas de fumar
Era para ter sido só uma brincadeira. Andreana de Jesus estava com 29 anos quando segurou o cigarro de uma amiga e tragou algumas vezes por pura diversão. “Eu fazia triatlo e tive que parar tudo por causa do cigarro. Fumei por mais de 20 anos e tive muitos problemas”, conta. Neste 31 de maio, Dia Mundial Sem Tabaco, ela comemora os dois anos livre do vício e deixa o alerta: “Pare de fumar! Esse hábito traz muitas doenças e problemas na vida da gente. Destrói não só você, mas a sua família também”. Paciente do Programa de Controle do Tabagismo, Andreana de Jesus está há dois anos sem fumar | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde Para a médica pneumologista Nancilene Melo, histórias como a de Andreana têm se repetido diariamente, porém, com uma mudança: novas formas de fumar. “Infelizmente, um número significativo de pessoas acha que utilizar dispositivos eletrônicos não corresponde a fumar. Ledo engano. Mesmo naqueles dispositivos que se dizem sem nicotina há uma série de substâncias capazes de fazer mal ao organismo”, reforça. [Olho texto=”Quem usa o narguilé acaba exposto a substâncias como benzeno, arsênico e chumbo contidos no tabaco, além de substâncias existentes no carvão utilizado. O volume de vapor, na verdade aerossóis, de uma rodada de narguilé de cerca de uma hora é equivalente ao de 100 cigarros tradicionais” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O novo cenário do tabagismo já tem impactado os atendimentos diários da Secretaria de Saúde (SES). “Tanto mães como os próprios adolescentes têm trazido os pacientes aqui para pararem de fumar, porque sabemos que hoje há essa onda dos pods, dos vapers, e a meninada assume essa tecnologia com a maior naturalidade”, revela o médico Francisco Leal, da policlínica de Taguatinga. Do ponto de vista químico, o uso de narguilé ou de dispositivos eletrônicos é tão prejudicial quanto os cigarros tradicionais, quando não é pior. Foram identificadas substâncias como o sal de nicotina, que apresenta absorção mais rápida e quatro vezes mais potencial de causar dependência química frente à nicotina da folha do tabaco. Metais pesados, aditivos da indústria alimentícia e outros componentes cancerígenos fazem parte das misturas inaladas por meio dos dispositivos eletrônicos. Secretaria de Saúde alerta para o uso de narguilé ou dispositivos eletrônicos entre os jovens | Foto: Arquivo Agência Saúde Já quem usa o narguilé acaba exposto a substâncias como benzeno, arsênico e chumbo contidos no tabaco, além de substâncias existentes no carvão utilizado. O volume de vapor, na verdade aerossóis, de uma rodada de narguilé de cerca de uma hora é equivalente ao de 100 cigarros tradicionais. “Se formos ver do ponto de vista técnico da biologia daquele processo, o narguilé é muito mais prejudicial do que o cigarro convencional”, resume Francisco. Há a preocupação também pelo uso combinado. De acordo com Nancilene, tem se tornado comum o relato de jovens que iniciam o uso com narguilé ou dispositivos eletrônicos. Iniciada a dependência de nicotina, contudo, eles passam a utilizar o cigarro tradicional, por ser mais barato. “O indivíduo termina por manter os dois usos. É assustador”, revela. Tratamento multidisciplinar Não há medicações 100% eficazes contra o tabagismo. Ansiolíticos, antidepressivos e adesivos são considerados auxiliares, mas o processo exige uma abordagem multidisciplinar. “O tratamento do tabagismo feito na SES é voltado, principalmente, para o cognitivo comportamental. É uma questão de hábitos. Não adianta tratar somente a parte química, pois se a pessoa continuar com aquele hábito, ela vai retornar à dependência, ao vício”, explica o assistente social Saulo de Oliveira, da Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde da SES. “Eu só parei quando fui internado e me falaram que estava com enfisema pulmonar”, conta José Pereira Barbosa, de 68 anos Os pacientes concordam. “Já faz 90 dias que estou sem fumar. São quatro anos tentando. Não é um vício fácil, mas a SES dá esse suporte para quem quer realmente parar de fumar. Acho que o tratamento é bem corretivo e a gente tem que querer”, opina Tânia Paula Garfez, 53 anos, fumante desde os 16 e atualmente em acompanhamento na policlínica de Taguatinga. A decisão de parar, porém, quase sempre vem em um momento de choque. “Eu só parei quando fui internado e me falaram que estava com enfisema pulmonar”, conta o paciente José Pereira Barbosa, 68. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A taxa de pacientes que realmente conseguem parar de fumar é de 30%. Geralmente, são três tentativas frustradas antes do sucesso. O primeiro passo é o Teste de Fagerström, que avalia a dependência de nicotina de cada pessoa. Depois, são iniciados os trabalhos em grupo e o acompanhamento com profissionais da SES, entre médicos, psicólogos, enfermeiros e até assistentes sociais. Somente em 2022, foram 1.467 pessoas tratadas na rede pública, sendo 636 homens e 831 mulheres. Apesar delas serem a maioria no tratamento, há cerca de três homens com o vício no Distrito Federal para cada mulher tabagista. Em números gerais, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde estima em 11,8% da população com o hábito, classificado como uma doença. Onde procurar ajuda A porta de entrada para o tratamento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, conforme o endereço residencial. Nesses locais, é possível solicitar o acompanhamento multiprofissional e, se necessário, o encaminhamento a especialistas. Para saber a UBS de referência, acesse o site da SES e preencha o CEP. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Cine Acolhe alerta jovens sobre os riscos do uso do tabaco
Em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) realizou, nesta segunda-feira (29), o Cine Acolhe. A ação proposta pela Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), da Sejus, em conjunto com o Centro de Juventude e o Centro Cultural da Ceilândia Norte, contemplou cerca de 50 jovens, de 15 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade social da cidade de Ceilândia. Jovens de Ceilândia assistiram a documentário e conversaram com especialistas, nesta segunda-feira (29), sobre o risco do uso de tabaco | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus Com objetivo preventivo ao uso do tabaco, a iniciativa integra ações desenvolvidas pelo programa Acolhe DF, da Sejus. A sessão do Cine Acolhe exibiu, na Biblioteca Pública de Ceilândia Carlos Drummond de Andrade, o documentário É proibido fumar: a lei antifumo no Brasil e outras produções educativas, que possibilitaram um debate mediado por psicólogos e assistentes sociais que desenvolvem atividades no programa. “No âmbito da prevenção, a Sejus desenvolve ações que façam alertas necessários pela busca do cuidado com a saúde. No caso do tabaco, encontros, palestras, campanhas educativas e orientações diversas são desenvolvidas durante todo o ano para frearmos o consumo desse produto”, ressalta a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. A subsecretária de Enfrentamento às Drogas da Sejus, Gilce Sant’Anna Teles, explica que a proposta do Cine Acolhe é “reunir a arte e o entretenimento do cinema com um processo de reflexão crítica a respeito dos malefícios causados pelo uso do tabaco. ” Programa Acolhe DF [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O programa Acolhe DF, da Sejus, tem como objetivo acolher pessoas com casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas e seus familiares. Foi lançado em 2021, oferecendo à comunidade apoio psicossocial, com especialistas como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e agentes sociais. Entre as ações do programa estão palestras e atividades de prevenção ao uso de drogas; atendimento psicossocial para dependentes químicos e familiares; encaminhamento do dependente químico para o tratamento mais adequado, podendo ser em uma das comunidades terapêuticas parceiras do órgão; busca ativa de pessoas em situação de rua com dependência química e auxílio na reinserção social do adicto em recuperação, indicando cursos profissionalizantes. No caso da escolha por acolhimento, a Sejus dispõe de 330 vagas distribuídas em 12 comunidades terapêuticas parceiras, além de oferecer assistência psicossocial ativa, que pode ser individual ou coletiva, de forma presencial ou online. Para mais informações sobre acolhimento em comunidades terapêuticas, basta entrar em contato pelo WhatsApp (61) 8314-0745. Para participar do programa Acolhe DF, o interessado deve entrar em contato pelos telefones: (61) 2244-1127 / 1132 ou WhatsApp: (61) 98314-0639, ou ainda pelo e-mail do programa: acolhedf@sejus.df.gov.br. Dia Mundial sem Tabaco O Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre os riscos à saúde associados ao uso do tabaco. Com o tema Precisamos de comida, não de tabaco, a campanha do Dia Mundial sem Tabaco 2023 aborda a necessidade do aumento da produção de culturas alternativas, mais nutritivas e sustentáveis, como opção ao cultivo do fumo. A OMS utiliza a data para alerta sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao consumo de produtos de tabaco. Além das questões sociais e econômicas, o cigarro é um dos principais fatores de risco para câncer e outras doenças graves, sendo a primeira causa de mortes prematuras evitáveis no mundo. *Com informações da Sejus
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Taguatinga recebe caminhada contra o tabagismo
Foi com orgulho que o aposentado Hermes de Oliveira, 67 anos, participou da caminhada promovida, nesta quarta-feira (1º), pela Unidade Básica de Saúde nº 2 de Taguatinga, uma iniciativa para alertar sobre os riscos do cigarro. Os passos eram lentos e ele precisa da ajuda de uma bengala, mas estar vivo é a sua vitória. Fumante por mais de 50 anos, Hermes sofreu com graves problemas de circulação, chegando até a amputar a perna esquerda. Hoje, ele é uma referência de motivação para quem também quer uma vida mais saudável. Ação de combate ao tabagismo percorreu as ruas de Taguatinga Norte | Fotos: Humberto Leite/Agência Saúde “Eu dizia que fumava havia mais de 50 anos e não dava em nada”, relata o paciente. Agora, todas as quartas-feiras, às 8h30, Hermes vai à UBS 2, localizada na Praça do Bicalho, para compartilhar suas experiências. “A força deles é muito grande. Eu acredito que se não fosse essa turma aqui, uma hora dessas eu estaria no boteco, fumando e bebendo”, admite Hermes. Além dos grupos de conversa, a unidade básica de saúde também conduz o tratamento com apoio de equipe multidisciplinar. Hermes de Oliveira chegou a ter uma perna amputada por conta do tabagismo e hoje compartilha sua experiência com pacientes da UBS 2 de Taguatinga “Utilizamos técnicas cognitivas para interromper a associação da situação-gatilho, da fissura de fumar e do comportamento de consumo”, explica a psicóloga Jouse Glória, profissional da UBS 2. Qualquer pessoa que more ou trabalhe na região pode acessar o serviço. Outras unidades de saúde do DF também oferecem tratamento contra tabagismo. A lista está disponível no site da Secretaria de Saúde. Apoio da população A ação realizada nesta quarta-feira foi alusiva ao Dia Mundial sem Tabaco, data promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para alertar sobre os riscos do fumo. Nas ruas em torno da Praça do Bicalho, profissionais da Unidade Básica de Saúde 2, pacientes e estudantes da área de saúde distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre os riscos do cigarro e as ações da UBS para acolher quem quer parar de fumar. “Quando dizemos não ao tabaco, falamos na prevenção de várias doenças”, acrescenta a gerente da unidade de saúde, Cristiane Falcão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ela comenta haver um bom relacionamento com a comunidade, seja de moradores, seja do amplo comércio na região. São pessoas como Antônio Marinho de Oliveira, proprietário de uma lanchonete na quadra QND 19 de Taguatinga. Ele participa de várias ações da unidade básica de saúde e se sente em casa. “Conheço os servidores pelo nome”, fala orgulhoso. Comerciante Antônio Marinho de Oliveira apoia as ações da UBS 2 na área Essa integração com a comunidade é apontada como fundamental pela comerciante Ana Rita da Silva. Ela passou a frequentar o grupo de combate ao tabagismo e há sete meses está longe do vício. “Antes, eu até consegui parar, mas voltei porque não havia um grupo de apoio”, diz a mulher que afirma ainda lutar todos os dias contra o vício. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Coral de servidores lança vídeo online no Dia Mundial sem Tabaco
Nesta terça-feira (31), Dia Mundial sem Tabaco, servidores da Secretaria de Saúde lançaram online um vídeo do coral interpretando a música Fumar pra Quê?, de Geraldo Azevedo. A ideia foi da enfermeira Carla Surama, que atua na Subsecretaria de Vigilância à Saúde em ações educativas e assumiu as funções de cantora e de regente. “Encontrei uma música que tinha tudo a ver com um dos temas trabalhados na nossa gerência e que me diz muito. Dois tios meus morreram em decorrência dele, o cigarro, enquanto outros continuam fumando. E maio é um mês importante para o combate ao tabaco, então, por que não?”, conta a servidora. A ideia se espalhou primeiro entre os servidores do programa de controle de tabagismo. A equipe técnica, acostumada a lidar com ações educativas e documentos técnicos, começou a preparar a voz. Ao longo das semanas, o coral atraiu mais servidores, incluindo profissionais do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da Aliança de Controle de Tabagismo (ACT). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Tínhamos um grupo sem experiência alguma com cantar em coral, presencial ou virtual, mas foi muito animado. Outros não cantavam há anos, e amaram o reencontro. Os ensaios começaram em março, uma vez por semana”, diz Carla Surama. Depois vieram os voluntários para atuar nos instrumentos, na edição e na divulgação do coral. A escolha da canção também é um marco. O cantor pernambucano Geraldo Azevedo escreveu Fumar pra Quê? após sua quinta – e definitiva – tentativa de se livrar do vício, em 1986. As imagens utilizadas no vídeo são de domínio público e o compositor e cantor pernambucano autorizou a divulgação do vídeo. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Estudantes participam de campanha de conscientização sobre o tabaco
Nesta semana, a Secretaria de Saúde (SES) atua em iniciativas de conscientização no contexto do Dia Mundial sem Tabaco, data instituída como 31 de maio. No Distrito Federal, o foco são as ações educativas para crianças e adolescentes, em parceria com a Secretaria de Educação (SEE). A primeira ação ocorre às 15h, nesta terça (31), no Centro Educacional Irmã Regina Velanes Regis, área rural da Brazlândia. Ação é fruto de parceria entre as secretarias de Saúde e de Educação | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Os encontros vão contar com a presença de servidores da SES para alertar sobre os malefícios do cigarro comum, do narguilé e dos cigarros eletrônicos. Os alunos deverão apresentar trabalhos desenvolvidos ao durante o mês de junho – redação, música, desenho – com conteúdo voltado ao tema da campanha. [Olho texto=”“De uma forma lúdica e educativa, queremos informar as crianças e jovens sobre os danos causados pelos cigarros”” assinatura=”Hélvia Paranaguá, secretária de Educação” esquerda_direita_centro=”direita”] “Precisamos alertar nossas crianças e adolescentes sobre isso”, afirma o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache. “Mais da metade dos estudantes do Distrito Federal com idades entre 13 e 17 anos experimentaram o narguilé. Mais de 27% também já fumaram com os dispositivos eletrônicos”. Os dados citados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Nesta quarta-feira (1º/6) será a vez de Taguatinga. Servidores da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2, que fica na Praça do Bicalho, farão uma caminhada pelas quadras da cidade a partir das 8h. A concentração será na tenda da UBS. Os adolescentes da Candangolândia, por sua vez, receberão a ação educativa na sexta-feira (3/6), a partir das 9h, no Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek. “De uma forma lúdica e educativa, queremos informar as crianças e jovens sobre os danos causados pelos cigarros”, resume a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia Mundial sem Tabaco alerta para riscos de narguilé e cigarro eletrônico
Brasília é a segunda capital do Brasil com maior proporção de fumantes, ficando atrás apenas de Campo Grande (MS), onde 14,5% da população acima de 18 anos se diz fumante. Por aqui, são 11,8%, de acordo com a edição 2021 da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Os dados são levantados pelo Ministério da Saúde. A notícia alerta para a importância do combate ao tabagismo, uma questão lembrada pelas Nações Unidas neste 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco. [Olho texto=”“Esse dado de 11,8% é o das pessoas que assumem que fumam. Mas não há essa percepção de serem fumantes por parte de muitos dos que usam as novas formas de consumo da nicotina, como os cigarros eletrônicos e o narguilé”” assinatura=”Nancilene Melo, referência técnica distrital (RTD) de tabagismo da Secretaria de Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] Os números no Distrito Federal apontam a redução do consumo de cigarros industrializados, mas há indícios de aumento das outras formas de uso da nicotina. “Esse dado de 11,8% é o das pessoas que assumem que fumam. Mas não há essa percepção de serem fumantes por parte de muitos dos que usam as novas formas de consumo da nicotina, como os cigarros eletrônicos e o narguilé. Pelo contrário, muitos pensam se tratar de uma forma de deixar de fumar”, alerta a médica pneumologista Nancilene Melo, da Secretaria de Saúde. Em nove meses, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal apreendeu mais de 3 mil cigarros eletrônicos. A comercialização dos produtos é proibida no Brasil, mas o seu uso não. No mesmo período, de setembro de 2021 a maio de 2022, um total de 105 estabelecimentos foram autuados por descumprirem a legislação e 60 foram interditados parcialmente ou totalmente. Referência técnica distrital (RTD) de tabagismo, Nancilene ressalta o crescimento dessas novas formas de fumar entre os jovens. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE em 2019, revelou que 50,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já haviam experimentado narguilé, 30,8% tinham usado cigarro eletrônico e 27,3% fumaram pelo menos uma vez os cigarros tradicionais. Pesquisa realizada pelo IBGE em 2019 revelou que 50,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já haviam experimentado narguilé, 30,8% tinham usado cigarro eletrônico e 27,3% fumaram pelo menos uma vez os cigarros tradicionais | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agencia Saúde “Estamos vendo acontecer agora a mesma estratégia de marketing que era utilizada no passado, quando o cigarro era relacionado a sucesso, empoderamento, e sendo oferecidas opções com menos nicotina, dando a ideia de menos efeitos deletérios”, alerta. A médica diz que muitos desses usuários pensam não se tratar sequer do hábito de fumar. “Dizem que não são fumantes, e sim que são vapers”, reforça. A nova gíria é atribuída a quem inala vapor. A respeito do cigarro eletrônico, Nancilene Melo alerta que, apesar de ser uma tecnologia nova, já foram identificadas mais de 80 substâncias danosas inaladas, incluindo o sal de nicotina, que apresenta absorção mais rápida e com potencial quatro vezes maior de causar dependência química frente à nicotina da folha do tabaco. “De fato, não há o alcatrão, mas tem outras substâncias cancerígenas, aditivos da indústria alimentícia, além de substâncias com potencial explosivo”, acrescenta. Ela acentua que o risco é maior ainda para os adolescentes, que iniciam a exposição a essas substâncias precocemente, podendo evoluir cedo com danos em órgãos como o pulmão e coração, além de interferir na maturação de neurônios. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Já o narguilé causa a falsa impressão de ser mais seguro por utilizar água. “A água não é filtro. Se água fosse filtro, a gente não precisaria filtrá-la para beber. Na realidade, o narguilé é um grande espaçador e facilita a absorção de substâncias pelo pulmão”, compara Nancilene Melo. Quem usa o narguilé acaba exposto a substâncias como benzeno, arsênico e chumbo contidos no tabaco, além de outras existentes no carvão utilizado. O volume de vapor, na verdade aerossóis, de uma rodada de cerca de 1h é equivalente ao de 100 cigarros tradicionais, diz a especialista. A rodada é a reunião dos usuários utilizando um mesmo aparelho. Outro problema é que, muitas vezes, é difícil determinar a composição exata dos produtos ali contidos. Em ações de fiscalização, já foram encontrados, por exemplo, narguilés com bebidas alcóolicas e leite no lugar da água. Por fim, há possibilidade de transmissão de doenças infectocontagiosas como tuberculose, gripes e covid-19. O compartilhamento do bocal também pode transmitir doenças como hepatite e herpes labial. Tratamento Atualmente, na rede pública do DF, são 40 unidades de saúde habilitadas para realizar o tratamento gratuito das pessoas que necessitam de apoio no abandono do tabagismo. Só em 2021, mesmo com a pandemia, 875 usuários foram atendidos, porém apenas 385 fizeram o tratamento completo e 283 pessoas deixaram de fumar (32%). Os interessados devem se dirigir às Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) cadastrados mais próximo do trabalho ou domicílio, onde serão acolhidos e receberão as orientações necessárias. *Com informações da Secretaria de Saúde
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