Método Canguru, a linha de cuidado que fortalece vínculo entre famílias e bebês
“É uma sensação única; não tenho palavras.” É assim que Ana Carolina Almeida, de 25 anos, descreve a emoção de segurar o filho, Bernardo, junto ao peito. Calmo e tranquilo, o bebê prematuro aconchega-se dentro da roupa da mãe, sentindo o calor do contato direto com a pele. O gesto faz parte do Método Canguru, uma linha de cuidado voltada para o acolhimento do recém-nascido e de sua família, especialmente em casos de prematuridade e baixo peso. Método pode ser praticado por ambos os pais, bem como cuidadores do bebê, tanto em casa quanto no hospital | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Brasília A técnica baseia-se no contato pele a pele entre bebê e cuidadores, ao respeito das individualidades, ao envolvimento da mãe e do pai e ao apoio à amamentação. “É uma forma segura de colocar o recém-nascido em contato com a pele de seus responsáveis”, resume a enfermeira Juliana Dantas, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Benefícios Entre as diversas vantagens, o Método Canguru reduz o tempo de separação entre a criança e a sua família, possibilita maior confiança e competência dos pais, proporciona estímulos sensoriais positivos e melhora o desenvolvimento do bebê. “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que o bebê teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer” Ludmylla de Oliveira, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hmib O contato pele a pele ajuda, ainda, no controle de temperatura, estabilidade do recém-nascido, da frequência cardíaca e respiratória e dos sinais vitais. Também atua na diminuição do estresse e da dor e melhora o ganho de peso. “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que ele teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer”, detalha a enfermeira Ludmylla de Oliveira, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hmib. A posição não é restrita aos hospitais ou internações, podendo ser replicada em casa. “Para fazer o contato pele a pele, não há nenhuma contraindicação”, indica Juliana Dantas. “O método recomenda que a posição seja feita pelo máximo de tempo possível, que tanto o bebê como o cuidador fiquem à vontade.” [LEIA_TAMBEM]Laise de Jesus, 22, não conhecia o método. Quando experimentou com a primeira filha, Laura Cecília, quis tentar mais de uma vez. “É o que ela [a bebê] mais gosta”, conta. “Fica o tempo todinho. Percebo-a mais tranquila, confortável e segura”. Como fazer O contato pele a pele começa na separação do material: um top ou tecido macio, de preferência algodão, que dê sustentabilidade e segurança para que o responsável faça suas atividades diárias. O bebê deve ser colocado em posição vertical, só de fralda, com a barriga em contato com o tórax da mãe, pai ou cuidador. Os braços ficam flexionados próximos à boca para dar conforto; a cabeça, lateralizada para qualquer dos lados; e as pernas, em “M”, com os joelhos um pouco mais acima das nádegas — uma posição similar àquela em que o bebê estaria dentro do útero. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com sintomas silenciosos a pré-eclâmpsia pode causar danos severos a mães e bebês
As doenças hipertensivas são responsáveis por cerca de 16% das mortes maternas em todo o mundo. Identificar esse quadro o mais cedo possível é fundamental para garantir a saúde de mães e bebês. A pré-eclâmpsia é rápida e perigosa. Quando não identificada e tratada de maneira precoce, pode causar danos severos, inclusive, o óbito. Por essa importância, a condição ganhou um dia mundial de conscientização, lembrado nesta sexta-feira (22). A pré-eclâmpsia está associada ao aumento da pressão arterial durante a segunda metade da gravidez ou até seis semanas após o parto. O surgimento repentino de edemas nos pés e nas mãos e as alterações verificadas em exames de sangue durante as consultas de pré-natal fizeram com que Fernanda Maria da Silva, 27 anos, fosse encaminhada para o acompanhamento de gestação de alto risco no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Um acompanhamento pré-natal adequado é fundamental para obter um diagnóstico precoce. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Nos dias seguintes, Fernanda teve uma crise hipertensiva, com sintomas de formigamento e dormência. Diante do quadro, a moradora de Sobradinho buscou atendimento emergencial. O exame revelou a perda de proteínas na urina (proteinúria), indicando uma lesão renal. No início deste mês, com 28 semanas de gestação, foi confirmado o diagnóstico: pré-eclâmpsia. “Está sendo tudo novo: uma experiência bem difícil e desafiadora”, revela a paciente sobre a segunda gestação. Durante a primeira, do garoto Derik, 7, não houve nenhuma intercorrência. A recomendação, a partir de agora, é repouso total. Desde então, Fernanda encontra-se sob os cuidados especializados da maternidade do Hmib. “Aqui é o melhor lugar onde eu posso estar neste momento. Toda a equipe é bastante acolhedora”, afirma. Acompanhamento pré-natal "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações tanto para mãe quanto para o bebê" Sarah Cintra, ginecologista Muitas vezes, os sinais de pré-eclâmpsia surgem de forma silenciosa, sem sintomas, principalmente, na fase inicial da gestação. Assim, um acompanhamento pré-natal adequado — desde o primeiro trimestre e, regularmente, ao longo de toda a gravidez — é fundamental para obter um diagnóstico precoce. "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações — tanto para mãe quanto para o bebê", explica a ginecologista e obstetra do Hmib, Sarah Cintra. O histórico clínico e os hábitos de vida podem indicar o surgimento da doença. São alguns exemplos: intercorrências em gestações anteriores; comorbidades crônicas (como diabetes, obesidade, hipertensão); tabagismo, sedentarismo e alimentação desequilibrada; e a própria pressão arterial elevada. Ao sentir sintomas como dor de cabeça forte na região da nuca, visão turva, náuseas, vômitos e dores abdominais, a grávida deve procurar assistência médica [LEIA_TAMBEM]Ainda assim, mesmo com o acompanhamento gestacional, é preciso ficar atento aos sinais: dores de cabeça fortes e persistentes, principalmente, na região da nuca; visão turva ou com a presença de pontos brilhantes; náuseas, vômitos e dores abdominais; além de edemas, precisam de assistência imediata. "Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de emergência ou uma maternidade com atendimento obstétrico próxima de casa. A avaliação médica rápida será essencial para evitar as complicações mais graves", destaca Cintra. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes
Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta. O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Atendimento do Crie-DF, no Hmib, será interrompido nesta segunda (27)
Na manhã de segunda-feira (27), entre 10h e 12h, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie-DF), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), fará uma pausa em seu atendimento à população. O intervalo ocorrerá devido a uma reunião de alinhamento entre a Área Técnica de Imunização e a equipe do Crie-DF. O atendimento será retomado no período da tarde. O Crie-DF é destinado ao atendimento de indivíduos portadores de quadros clínicos específicos, que necessitam de imunobiológicos especiais (vacinas ou imunoglobulinas), indisponíveis no calendário básico de vacinação. São elegíveis para atendimento no centro pacientes portadores de determinadas doenças crônicas, recém-nascidos prematuros, pessoas com sistema imunológico comprometido, quem convive com pacientes imunossuprimidos ou já apresentou hipersensibilidade a alguma vacina. As reuniões para alinhamento técnico acontecem bimestralmente. O cronograma de reuniões e subsequentes pausas nos atendimentos pode ser conferido abaixo. • 1ª reunião: 27/4 – Hmib, das 10h às 12h; • 2ª reunião: 29/6 – Rede de Frio, das 10h às 12h; • 3ª reunião: 31/8 – Hmib, das 10h às 12h; • 4ª reunião: 26/10 – Rede de Frio, das 10h às 12h; • 5ª reunião: 14/12 – Hmib, das 10h às 12h. *Com informações da SES-DF
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Cuidados na hora de o bebê dormir podem evitar a síndrome da morte súbita
Colocar o bebê para dormir com a barriga para cima até o primeiro ano de vida: essa é uma das medidas de prevenção à síndrome da morte súbita infantil (SMSI), caracterizada pela morte abrupta de crianças menores de 1 ano sem causa definida, durante o sono. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 119 bebês morreram em decorrência da doença no Brasil. No Distrito Federal, no mesmo ano, foram registradas duas mortes. “O risco maior é até os seis meses de idade. Alguns cuidados diminuem essa ocorrência, como a posição segura para o sono, a utilização de colchão firme e plano, com lençol preso e sem travesseiro, pelúcias ou protetor de berço. A orientação é nunca colocar o bebê de bruços ou de lado para dormir, utilizar o saco de dormir em vez de cobertor a fim de evitar o sufocamento e o risco de superaquecimento. Caso seja prematuro, é indicado, ainda, fazer um rolinho preso ao colchão que fique ao redor do bebê”, explica a médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha. Uma lei de 2025 determina que os pais sejam orientados com relação à síndrome da morte súbita infantil ao sair da maternidade | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Orientação profissional Após a alta hospitalar, os pais devem deixar os hospitais e maternidades com as demonstrações e orientações profissionais sobre o posicionamento correto para dormir e de como organizar o ambiente de sono da criança. A prática é determinada pela Lei 7.722, de 14 de julho de 2025 e já é realidade nas unidades hospitalares do DF. A dona de casa Jessica Kelly dos Santos, 29 anos, moradora da Estrutural, recebeu todo o apoio da equipe do Hmib, após o nascimento da filha Vitória, que nasceu prematura de seis meses. [LEIA_TAMBEM]“Foi tudo muito bem explicado. Mostraram na prática como devemos proceder. Acho muito importante sair daqui com tudo esclarecido. Me sinto ainda mais segura para cuidar dela e garantir mais proteção”, afirmou. A filha ainda não recebeu alta, por conta da prematuridade, mas a mãe já está preparada para quando estiverem em casa. Todo cuidado é pouco Outro cuidado necessário é com a chamada cama compartilhada, devido ao potencial de obstruir as vias aéreas do bebê. Isso porque os cuidadores podem acidentalmente rolar sobre o filho enquanto dormem, além do risco do bebê ficar preso na roupa de cama. A recomendação é de que o bebê durma no quarto dos pais, próximo à cama deles, mas em sua própria superfície, como berço ou moisés. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)
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Centro de Atenção às Pessoas em Situação de Violência no Hmib reinaugura ludoteca
O Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Violeta, instalado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), reinaugurou, na terça-feira (3), a sua ludoteca. O espaço é voltado ao atendimento de crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência sexual, doméstica ou familiar. Originalmente destinada ao público infantil, a ludoteca do Hmib também abrange assistência a jovens e mulheres vítimas de violência | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Criada em 2014, a ludoteca ganhou reforma completa neste início de ano: troca de piso, plotagem de paredes, novo mobiliário com armários, mesas e assentos e doação de brinquedos adequados à terapia proposta. Embora o ambiente seja lúdico e mais infantil, o local também está aberto à assistência a jovens e mulheres vítimas de violência. “Muitos se sentem melhor e mais responsivos em espaços assim”, explica a psicóloga Helena Emerich, do Hmib. “Gostamos de dizer que o brincar na ludoteca tem sempre um objetivo. Estamos atentos à forma como a criança reage, por que ela escolhe determinado brinquedo, como ela lida com a frustração... Não é um mero brincar.” Acolhimento [LEIA_TAMBEM]A rede de Cepavs, também conhecida como “Flores em Rede”, oferece atendimento à pessoa em situação de violência no âmbito da Secretaria de Saúde (SES-DF) em 17 unidades. Dessas, dez possuem ludoteca ou receberam doações de materiais por meio de parceria com o Instituto Sabin. “As ludotecas são importantes ferramentas para garantir que crianças e outros públicos que vivenciaram situações de violências recebam um cuidado especializado e acolhedor”, reforça a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer. Atendimento O acesso ao serviço ocorre, prioritariamente, por demanda espontânea — quando o próprio cidadão o procura diretamente —, podendo também ser feito por meio de encaminhamentos. No local, há acolhimento, orientações e, a depender da necessidade, a pessoa é inserida no processo terapêutico. Para encontrar a unidade de referência por meio de seu endereço residencial ou CEP. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde convoca pessoas até 59 anos para vacinação contra febre amarela
A Secretaria de Saúde (SES-DF) convoca para a vacinação cerca de 40 mil pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade que ainda não receberam a dose contra a febre amarela. Embora o Distrito Federal não apresente casos desde 2022, o sinal de alerta foi ligado após a morte de 38 micos e macacos em Goiás, entre setembro e fevereiro, vítimas da doença. Os óbitos dos animais indicam a circulação do vírus nesta parte do país. Contudo, até o momento, não há áreas do DF com confirmação da doença. Ainda assim, como estratégia de prevenção, mais de cem salas de vacina estão munidas de doses contra a febre amarela. Nelas, jovens e adultos poderão se vacinar. Equipes de saúde estão preparadas para verificar a situação vacinal de cada pessoa e recomendar a aplicação de imunizantes, conforme a necessidade | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A orientação é administrar uma dose inicial aos 9 meses, seguida de reforço aos 4 anos. Pessoas com mais de 5 anos que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício. Quem deve tomar No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residam ou se desloquem para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde. 18,6 mil Número de doses de vacina contra a febre amarela disponíveis na Rede de Frio da Secretaria de Saúde Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes da vacinação. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) A SES-DF assegura que não vai faltar vacina para todos esses públicos. “A Gerência de Rede de Frio dispõe, atualmente, de 18,6 mil doses contra a febre amarela”, enumera a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. “As unidades básicas de saúde e as redes de frio regionais possuem, juntas, 26 mil imunizantes em estoque. Adicionalmente, está previsto para o final deste mês o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde". Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade. Alerta O contágio de febre amarela não ocorre por meio de macacos e micos, portanto matá-los não impede a transmissão da doença — ela é causada pela picada de mosquitos contaminados pelo vírus. A morte desses primatas, porém, serve como importante sinal de alerta para os seres humanos. A principal estratégia de vigilância da febre amarela é o monitoramento de casos da doença em primatas não humanos (micos e macacos). Após a identificação de óbitos, esses animais são recolhidos e testados pelas equipes da vigilância de zoonoses. “A partir desse processo, é possível obter um diagnóstico antecipado do risco de adoecimento da população e, assim, implementar ações de controle”, explica o diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Yuri Schubach. [LEIA_TAMBEM]Somente em 2025, a secretaria recolheu 173 macacos mortos, o que não indica a doença. Caso você encontre um desses animais sem vida, a recomendação é colocar um balde sobre o corpo e isolar o local, além de afastar crianças e animais domésticos. Em seguida, ligue para a Zoonoses: (61) 3449-4434 ou 3449-4432. Sintomas A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte. O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib moderniza UTI neonatal com central de monitoramento
Com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, a Secretaria de Saúde (SES-DF) implementou uma central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 264 mil, a tecnologia, chamada telemetria, permite o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos bebês. Equipamento permite acompanhar continuamente os principais parâmetros vitais dos leitos dos recém-nascidos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “É um ganho para o SUS, para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente” Virgínia Lira, pediatra neonatal do Hmib “O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib. “Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar.” Como funciona No Hmib, os painéis estão distribuídos em pontos estratégicos da unidade. Há uma central principal de vigilância, na qual todos os painéis com leitos — das alas azul e verde (mais graves) e amarela (intermediários) — estão interligados. Por meio deles, as equipes acompanham, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados. [LEIA_TAMBEM]Além disso, cada ala conta com painéis instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicas de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato às informações dos leitos sob sua responsabilidade. Pelo sistema, é possível monitorar frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória. Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados, enquanto os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta conta ainda com alarmes sonoros, ajustáveis conforme a avaliação das equipes. “É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF recebe 50 mil doses de vacinas contra a febre amarela
A Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta segunda-feira (26), um lote de 50 mil doses de vacina contra a febre amarela. O estoque garante o atendimento a toda população que procurar esse imunizante nas mais de cem salas de vacina. Há estimativa de aproximadamente 40 mil pessoas nessa situação. “A vacinação da febre amarela é extremamente importante, lembrando que é uma doença que pode causar óbito”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A vacinação é importante, inclusive, porque a febre amarela pode ser assintomática | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte. O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins. Desde setembro do ano passado, a SES-DF está em alerta para possíveis casos, por causa da morte de macacos e micos pela doença em Goiás. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas a morte deles é um indicativo da circulação do vírus. Quem deve se vacinar Para crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, orienta-se a administração de uma dose inicial aos 9 meses, seguida de dose de reforço aos 4 anos. Aquelas a partir dos 5 anos, que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade, devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício. No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residem ou desloquem-se para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde. [LEIA_TAMBEM]Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes de receberem a vacina. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade. Como deve fazer quem não sabe se recebeu a vacina? A SES-DF recomenda levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação, porém, quem não tiver registros da vacina contra a febre amarela pode comparecer se tiver dúvidas se foi imunizado. “A ausência da caderneta ou do cartão de vacinação não impede o atendimento nem a vacinação”, explica a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF. “Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Quando não for possível localizar o histórico, a equipe conversa com o usuário e avalia se a vacinação poderá ser realizada no momento”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib e HRL estão em lista de melhores hospitais públicos do país
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e o Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, estão em levantamento inédito com os cem melhores hospitais públicos do Brasil. O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a OPAS-OMS (Organização Pan-Americana de Saúde), Instituto Ética Saúde (IES), Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). “Com essa premiação, buscamos reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar do país, bem como promover a melhoria contínua da qualidade e da eficiência dos serviços públicos de saúde prestados à população”, afirma o médico Renilson Rehem, idealizador do projeto. A diretora do Hmib, Marina Silveira, destacou o reconhecimento do trabalho ético e comprometido de médicos, enfermeiros, equipes multiprofissionais, profissionais administrativos e colaboradores. “Isso é resultado de um esforço coletivo pautado na assistência humanizada, na qualificação contínua e no compromisso permanente com a saúde de gestantes, recém-nascidos, crianças e famílias que confiam em nosso cuidado. A unidade segue firme em sua missão de oferecer um serviço público de qualidade, seguro e resolutivo”, disse. Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) está em levantamento com os 100 melhores hospitais públicos do Brasil | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Para definição da lista, foram usados critérios de acreditação hospitalar, taxas de ocupação e taxa de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados, dentre outros. A superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco, também destacou o reconhecimento. “Isso é resultado do esforço diário de uma equipe multidisciplinar que se dedica com amor, profissionalismo e espírito de coletividade, porque acredita que pode fazer a diferença para o crescimento do SUS. Parabéns a todos servidores do HRL”. A lista considera serviços hospitalares dos governos federal, estadual ou municipal, com assistência 100% pelo SUS, sem nenhum tipo de atendimento por operadora de saúde. A seleção inclui hospitais gerais e hospitais especializados, com mais de 50 leitos e produção registrada no Ministério da Saúde. Confira a lista completa. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Hmib comemora 59 anos como referência pediátrica no DF
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) completa 59 anos nesta terça-feira (25). A unidade chega a quase seis décadas como referência a gestantes e recém-nascidos do Distrito Federal e do Entorno. Para comemorar, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) preparou programação que incluiu apresentações da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira, homenagens e mostras artísticas e culturais. A secretária-executiva de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Marques, parabenizou os servidores e destacou a relevância da unidade para os pacientes. “Nossa função, como profissionais da saúde, é cuidar. Hoje, celebramos a vida e as pessoas que constituem este hospital, tanto as que cuidam quanto as que são cuidadas." Para comemorar, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) preparou programação que incluiu apresentações da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira, homenagens e mostras artísticas e culturais | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Referência O Hmib possui a maior unidade de terapia intensiva neonatal (Utin) da rede pública, com 56 leitos reconhecidos pelo Ministério da Saúde. A unidade é referência no atendimento de prematuridade extrema, malformação e cardiopatia neonatais, além de recém-nascidos com necessidade de intervenção cirúrgica imediata. “Este hospital é parte fundamental do DF. Trabalhamos para que aquele bebê frágil chegue à fase adulta da melhor forma. Temos um papel fundamental no início da vida humana”, declarou a diretora do Hmib, Marina Silveira. Em 2024, segundo dados do InfoSaúde DF, ocorreram mais de 2,4 mil nascimentos na unidade. Desses, 79% foram de gestantes do DF e 21% de outras localidades. Neste ano, até o momento, foram mais de mil partos, sendo 79,4% de grávidas do DF e 20,6% de mulheres provenientes de estados como Minas Gerais e Goiás. Também estiveram na celebração os deputados distritais Jorge Vianna e Deyse Amarillo; a representante da senadora Damares Alves, Katia Mota; e o diretor-presidente do Hemocentro, Osnei Okumoto. *Com informações da SES-DF
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Concurso de desenho revela sentimentos e sonhos de pacientes do Hospital Materno Infantil de Brasília
Em comemoração à Semana da Criança, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) promoveu o 1º concurso de desenho. Com o tema Meu mundo colorido, a iniciativa convidou as crianças internadas a expressar, por meio da arte, sentimentos, sonhos e percepções sobre o mundo. Segundo a enfermeira da pediatria e integrante do Grupo de Humanização do Hmib, Elizangela do Carmo Martins, a ação proporciona momentos de leveza, criatividade e esperança no ambiente hospitalar, além de fortalecer o vínculo entre pacientes, familiares e profissionais de saúde. Os desenhos vencedores ficarão expostos no corredor do Hmib até o final da próxima semana | Foto: Divulgação/SES-DF Samuel de Araújo Carvalho, 9 anos, foi o vencedor na categoria de 8 a 10 anos, destacando-se com uma ilustração cheia de cores e emoção. Na faixa etária de 4 a 5 anos, a ganhadora foi Mariana Chaves Faria. Já na categoria de 11 a 13 anos, a ganhadora foi Marina Santana de Carvalho, 13. Ao todo, 20 crianças participaram do concurso e receberam certificados e kits com livros de colorir e canetinhas. Os desenhos estão expostos no corredor central do hospital, em uma mostra especial que celebra a infância, a arte e o cuidado humanizado. A exposição ficará aberta ao público até o final da próxima semana. Arte: Agência Saúde *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital Materno Infantil de Brasília realiza 8ª cirurgia de correção de espinha bífida
Gabriel Henrique ainda nem nasceu e já enfrentou o seu primeiro grande desafio. Diagnosticado com meningomielocele, o bebê passou por uma cirurgia de alta complexidade ainda dentro do útero da mãe para corrigir uma malformação conhecida como espinha bífida. O procedimento durou cerca de quatro horas e ocorreu com êxito, nessa quarta-feira (8), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Essa foi a oitava cirurgia fetal na unidade. O pai, Ricardo Henrique Sousa, 37 anos, conta que o diagnóstico foi descoberto após a segunda ecografia, quando a médica identificou uma suspeita de hidrocefalia no feto. “Depois disso, foi aquela correria atrás de neurologista e soubemos de um procedimento feito por um médico aqui no Hmib, com condições parecidas com a do nosso filho”, relembra. A gestante Liane Cristina Oliveira, 38, também recorda do susto quando recebeu o diagnóstico. “Ficamos sem saber o motivo, o que aconteceu, porque os primeiros exames morfológicos mostravam que tudo estava bem", conta. Oitava cirurgia Esta foi a oitava cirurgia realizada pela equipe especializada do Hospital Materno Infantil de Brasília desde outubro de 2023 | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Desde 2023, o Hmib faz esse tipo de procedimento. Em outubro daquele ano, a pequena Ágatha foi a primeira a passar pela intervenção — uma operação que envolveu equipe multidisciplinar, com especialistas em cirurgia fetal, neurocirurgia e anestesiologistas. Especialista em medicina fetal e um dos responsáveis pela cirurgia de Gabriel, o médico Marcelo Filippo destaca que, apesar de cada cirurgia ser única, a bagagem de outras operações traz a experiência. “Com a quantidade de procedimentos aumentando, ficamos mais seguros com a técnica”, explica. “O mais impressionante é quando vemos o resultado no bom desenvolvimento dessas crianças. Presenciar a felicidade da família olhando seus bebês saudáveis é muito gratificante”, acrescenta. Recuperação A meningomielocele causa limitações motoras e neurológicas desde o útero, com impactos por toda a vida. O nome — espinha bífida — refere-se à parte da coluna do bebê que fica exposta. Nesse cenário, as chances de recuperação são maiores nos casos em que o procedimento é feito ainda durante a gestação. Os benefícios incluem redução de infecções, danos neurológicos e problemas de mobilidade.[LEIA_TAMBEM] Segundo Filippo, o uso do ácido fólico durante a gestação — ou antes, se há planos de engravidar — pode ser crucial para diminuir o risco do diagnóstico. Serviço A cirurgia fetal é um serviço regulado e está disponível para toda a rede pública da Secretaria de Saúde (SES-DF). Por se tratar de um caso de urgência, o tempo de espera é reduzido, pois o sucesso depende da agilidade no diagnóstico e na realização do procedimento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde pública do DF adota protocolos especiais para combater sepse em pacientes
Nesta semana, é lembrado o Dia Mundial da Sepse (13 de setembro), data que busca sensibilizar a população, profissionais de saúde e autoridades sobre a necessidade urgente de ampliar o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz dessa condição. A sepse, chamada popularmente infecção generalizada, é uma resposta inflamatória grave do organismo a uma infecção. Quando não tratada de forma rápida, pode evoluir para a falência de múltiplos órgãos e levar à morte. Quadro elaborado pela Secretaria de Saúde resume o que é a doença | Arte: Agência Saúde-DF De acordo com dados internacionais publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a sepse é responsável por 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes por ano, o que representa cerca de 20% de todas as mortes no mundo. Quase metade desses casos ocorre em crianças menores de cinco anos. No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Estima-se que a taxa de mortalidade por sepse chegue a 60%, número muito acima da média de países desenvolvidos, que gira em torno de 20%. O reconhecimento rápido dos sinais da sepse pode salvar vidas. Os primeiros cuidados devem ser iniciados ainda na primeira hora após a suspeita de infecção, período conhecido como “hora de ouro”, aponta a infectologista Clarisse Lisboa, da SES-DF. “No começo, achei que era só um machucado, mas em pouco tempo meu quadro piorou muito”, relata Michel Strogoph Horovits, internado no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) em tratamento contra sepse. “Se não fosse a agilidade da equipe daqui, eu não estaria melhorando. Hoje entendo a importância de reconhecer os sinais cedo.” “Crianças precisam ter um cuidado especial, pois o sistema de defesa das crianças ainda não está totalmente maduro, o que as tornam mais vulneráveis às infecções” Clarisse Lisboa, infectologista Clarisse Lisboa alerta: “O diagnóstico e o tratamento ágil fazem toda a diferença para reduzir a mortalidade, por isso precisamos olhar para esse problema com mais atenção, e adotamos o uso de protocolos clínicos que comprovadamente salvam vidas, que seguem os pilares: prevenção, reconhecimento e diagnóstico precoces, tratamento correto e reabilitação”. Tratamento O tratamento geralmente exige internação em unidades de terapia intensiva (UTIs). A primeira medida é a administração de antibióticos de largo espectro, por via endovenosa, antes mesmo da identificação do agente infeccioso. Quando o paciente apresenta queda acentuada de pressão arterial, podem ser utilizados vasopressores para estabilizar a circulação. Em situações graves, pode ser necessário o uso de suporte avançado, como ventilação mecânica e hemodiálise. “Crianças precisam ter um cuidado especial, pois o sistema de defesa das crianças ainda não está totalmente maduro, o que as tornam mais vulneráveis às infecções”, pontua Clarisse Lisboa. “Além disso, os sinais e sintomas de infecção na criança podem ser mais difíceis de identificar pela dificuldade em comunicar o que ela sente.” Ela lembra que é fundamental manter o cartão de vacinas atualizado e não deixar de buscar auxílio médico quando houver suspeita de infecção, para que o tratamento adequado seja iniciado o mais rapidamente possível. Capacitação pediátrica [LEIA_TAMBEM]Para enfrentar esse desafio, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), em parceria com a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal (SPDF), vai ofertar uma capacitação voltada ao reconhecimento precoce da sepse pediátrica. O treinamento será realizado na quinta-feira(11), de forma presencial, no grande auditório do Hmib, e também virtualmente, pelo aplicativo Zoom. As vagas presenciais são limitadas a 150 pessoas. Com o lema “Reconhecer para Agir”, a capacitação reforça a importância da identificação rápida dos sinais clínicos de sepse para que a intervenção médica ocorra ainda na chamada “hora de ouro”, capaz de salvar vidas e evitar sequelas graves. Os participantes receberão certificado emitido pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps) do Hmib, além de certificado específico para o curso online fornecido pela SPDF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib recebe mil mantas e 200 lençóis doados pela Fábrica Social
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) recebeu, na quarta-feira (30), uma doação de mil mantas e 200 lençóis confeccionados pela Fábrica Social — projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). A entrega faz parte da Campanha do Agasalho Solidário 2025, idealizada pela primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, e coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do Distrito Federal. A iniciativa tem como objetivo substituir peças do enxoval hospitalar com maior tempo de uso, contribuindo para o bem-estar dos pacientes do Hmib | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com dimensões padronizadas, os lençóis (2,70m x 1,70m) e as mantas (2,20m x 1,60m) possuem etiquetas de identificação da rede pública e foram produzidos conforme as especificações técnicas da Secretaria de Saúde (SES-DF). A iniciativa tem como objetivo substituir peças do enxoval hospitalar com maior tempo de uso, contribuindo para o bem-estar dos pacientes da unidade. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora-geral do Hmib, Marina da Silveira, a chegada dos itens representa mais do que a reposição de enxoval. "É um gesto concreto de cuidado e acolhimento aos nossos pacientes. Diariamente lidamos com mães, bebês e crianças que enfrentam momentos delicados, e oferecer conforto e dignidade no atendimento é parte essencial da nossa missão. Somos imensamente gratos”, afirma. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Unidades de saúde do DF recebem novos equipamentos
Agência Brasília · UNIDADES DE SAÚDE DO DF RECEBEM NOVOS EQUIPAMENTOS Servidores, pacientes e acompanhantes terão mais conforto nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Nesta semana, a pasta deu início à distribuição de novos equipamentos para hospitais, policlínicas e unidades básicas de saúde (UBSs). “Esses recebimentos fazem parte do plano de qualificação dos atendimentos, promovendo o bem-estar e um ambiente adequado”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante. Parcerias com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do DF também viabilizam a aquisição de equipamentos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Os hospitais regionais da Asa Norte (Hran), Planaltina (HRPl), Guará (HRGu), Gama (HRG), Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz) e Taguatinga (HRT), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), receberão, no total, 95 camas infantis, a serem utilizadas tanto nas emergências quanto nos setores de internação. O investimento foi de R$ 492 mil. No Parque de Apoio da SES-DF, também estão em processo de recebimento, incorporação e distribuição 69 cadeiras de rodas infantis, com investimento de R$ 108 mil. A Subsecretaria de Infraestrutura da pasta já começou a distribuição de cinco mil colchões adultos. Arte: Divulgação/SES-DF Além disso, foi entregue, nesta semana, mais um lote de 549 equipamentos de ar-condicionado, parte da compra de 5 mil unidades, representando um investimento de R$ 2 milhões. Ano passado, foram adquiridos outros 1,1 mil aparelhos, que têm beneficiado consultórios, salas de espera, ambulatórios e outros espaços. Estão ainda sendo distribuídos 80 televisores entre unidades da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), responsáveis pelo monitoramento e prevenção de doenças, e UBSs. Os aparelhos - fruto de investimento de R$ 85 mil - serão usados tanto como painéis de informações de atendimento quanto para áreas de espera. Parcerias De forma adicional, a SES-DF também firma parcerias para renovar as unidades de saúde. Acordos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vão qualificar o atendimento na rede de UBSs, para as quais está prevista a entrega de 25 bisturis elétricos, 166 balanças antropométricas e 166 estadiômetros, equipamentos que fornecem dados precisos sobre o crescimento das crianças. A secretaria precisa fazer todo o processo de escolha, recebimento, cadastro e distribuição dos equipamentos. Um destaque é na área de saúde feminina. Serão distribuídas às UBSs 168 macas ginecológicas, utilizadas em exames, partos e outros procedimentos de ginecologia e obstetrícia, além de 88 mesas auxiliares para esses atendimentos e 910 bandejas de DIU, conjunto de componentes necessários à inserção dos dispositivos intrauterinos. Veículos também têm sido entregues, por meio de parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Essas parcerias são de suma importância”, reforça o subsecretário de Infraestrutura da SES-DF, Leonídio Neto. “Os órgãos entendem que a melhor forma de atender ao interesse público é destinar recursos e bens à saúde, com atendimento direto à população”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Comitiva internacional conhece trabalho do GDF na aplicação de medicamentos em bebês
Com o objetivo de fortalecer parcerias e apresentar o protagonismo do Distrito Federal, na gestão em saúde pública, especialmente em imunização, a Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta quinta-feira (10), uma comitiva da França. Estiveram presentes representantes de uma empresa farmacêutica global que tem como foco a pesquisa, o desenvolvimento, a produção e a comercialização de medicamentos e vacinas. O encontro foi marcado pela troca de experiências e reconhecimento das ações inovadoras implementadas na saúde pública do DF. “A reunião foi extremamente produtiva. Fomos a primeira unidade da Federação a implementar o uso do nirsevimabe. Discutimos como fortalecer a parceria nas áreas de pesquisa, capacitação e comunicação, com o objetivo de ampliar a prevenção e gerar dados científicos que ajudem a expandir essa estratégia para outros estados e operadoras de saúde”, destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O encontro foi marcado pela troca de experiências e reconhecimento das ações inovadoras implementadas na saúde pública do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Pioneirismo Durante a reunião, a equipe da SES-DF apresentou os resultados iniciais do protocolo VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que tornou o DF pioneiro na aplicação do nirsevimabe (medicamento que protege bebês contra infecções graves causadas pelo VSR, principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida) em recém-nascidos prematuros, iniciada em abril deste ano. Mais de 1.850 bebês foram imunizados em apenas dois meses. “Compartilhamos nossas experiências com os colegas da Secretaria e com os representantes da empresa, mostrando o impacto positivo dessa estratégia para a prevenção de internações por VSR. Nossa meta é expandir o protocolo em 2026 e, ainda este ano, iniciaremos um estudo de efetividade com base nos dados de hospitalização, reforçando o DF como referência nacional na condução de políticas públicas baseadas em evidências”, afirmou a coordenadora de Atenção Especializada à Saúde (Cates), Julliana Macêdo. Referência nacional O encontro foi finalizado com a visita da comitiva ao Crie Único, no Hmib, para conhecer de perto a estrutura, a equipe e os fluxos que garantem a execução eficaz dos protocolos Outro destaque foi a apresentação da transformação do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que passou de um modelo centralizado e limitado para um sistema descentralizado e inovador, tornando o DF uma referência nacional em descentralização do Crie. Em 2024, foi implementado o projeto Crie Virtual, que atende pacientes de baixa complexidade. “Gostaria de agradecer e parabenizar pelos resultados apresentados, que realmente me impressionaram. Acreditamos muito que essas informações podem contribuir com a comunidade científica para transformar o panorama dessa doença. O nosso trabalho é essencial para mudar a realidade de doenças causadas pelo vírus sincicial respiratório, especialmente em crianças”, afirmou a diretora-geral internacional de Vacinas da Sanofi, Juliette Payet. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa ampliou o acesso da população elegível aos imunobiológicos especiais, permitindo que este grupo receba as vacinas próximas ao domicílio, sem a necessidade de deslocamento físico até o Crie Único, localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A descentralização para 92 unidades espalhadas nas sete regiões de saúde do DF permitiu mais acessibilidade, imunização em tempo oportuno, mais agilidade e segurança no atendimento e assistência integral para cada usuário. Além disso, a iniciativa ampliou a aplicação mensal de imunobiológicos de 320 em 2024 para 890 doses em 2025. Atualmente, o Crie Virtual tem quase 8 mil pacientes cadastrados. A equipe especializada do Crie Único do Hmib, composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, atende pacientes de alta complexidade. O encontro foi finalizado com a visita da comitiva ao Crie Único, no Hmib, para conhecer de perto a estrutura, a equipe e os fluxos que garantem a execução eficaz dos protocolos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Atendimento virtual do Crie, no Hmib, amplia acesso à vacinação no DF
O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), atende pessoas com quadros clínicos especiais há pouco mais de um ano. E, em agosto do ano passado, o serviço foi ampliado – a criação do Crie Virtual permite que vacinas especiais cheguem diretamente às unidades básicas de saúde (UBSs), o que dispensa o deslocamento dos pacientes até o centro. Até o momento, 84 UBSs do Distrito Federal estão conectadas à plataforma, com previsão de chegar a 90 nos próximos meses. O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) atende pessoas com quadros clínicos especiais há pouco mais de um ano | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A nova plataforma, que recebe em média 50 formulários por dia, permite que pacientes sejam avaliados remotamente, sem a necessidade de deslocamento até o centro. Atualmente, o sistema registra 7.020 formulários cadastrados. Desses, 6.510 foram encaminhados às salas de vacinação da rede básica e 510 ao atendimento presencial no Crie, antes de seguirem com o calendário vacinal em uma UBS perto de casa. O secretário de Saúde (SES-DF), Juracy Lacerda, destaca que o trabalho do Crie é essencial para garantir a imunização segura de pessoas com condições clínicas especiais: “Seguimos avançando na ampliação dos atendimentos com a implementação do Crie Virtual, planejado para levar o serviço a mais unidades básicas e promover o acesso humanizado e ágil em toda a rede pública”. De janeiro até a primeira quinzena de junho de 2025, o centro realizou mais de 3,9 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 7,5 mil vacinas. No último ano, a equipe também prestou atendimento presencial a mais de 8,3 mil pessoas, sem contar com as orientações e esclarecimentos feitos por telefone a pacientes e profissionais das UBSs. O centro realizou mais de 3,9 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 7,5 mil vacinas de janeiro até a primeira quinzena de junho de 2025 Neste ano, os atendimentos presenciais por faixa etária ficaram distribuídos da seguinte forma: 827 pacientes entre 1 mês e 2 anos; 431 entre 3 e 9 anos; 196 entre 10 e 19 anos; 1.790 entre 20 e 59 anos; 721 entre 60 e 100 anos. Do total, 1.713 são mulheres e 2.252 são homens. A vacina mais aplicada nesse público foi a Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que protege contra infecções graves como meningite e pneumonia, especialmente em crianças, com 1.177 doses. Em seguida, aparece o imunizante contra a Hepatite A, com 880 aplicações. Para ser atendido pelo Crie, o paciente precisa apresentar uma condição clínica que justifique o uso de imunobiológicos especiais, como comorbidades, imunossupressão ou outras situações que aumentem a vulnerabilidade. Entre os perfis atendidos estão transplantados de órgãos ou medula óssea, pacientes oncológicos, pessoas que vivem com HIV, cardiopatas, hepatopatas, crianças e adultos com síndromes genéticas, além de prematuros. “Para cada tipo de condição há um rol específico de vacinas. O calendário é montado de forma personalizada, considerando as necessidades do paciente”, explica a enfermeira e responsável técnica do Crie, Isabel Toledo. O atendimento, no entanto, não é espontâneo: é necessário apresentar encaminhamento médico, seja da rede pública ou particular, com relatório que descreva a condição de saúde e, preferencialmente, o CID (Classificação Internacional de Doenças). Esse documento pode ser entregue presencialmente ou enviado por meio do Crie Virtual. A agenda é organizada com horário marcado – o agendamento pode ser feito por telefone, que atende usuários de todo o Distrito Federal e entorno, ou presencialmente, após análise da documentação. “O paciente passa por avaliação médica, tem seu calendário vacinal elaborado e, no mesmo dia, já pode receber as primeiras doses. As demais são programadas e orientadas”, detalha Isabel. Sobre o perfil dos atendidos, a maior parte é composta por adultos de 20 a 59 anos, seguidos por bebês de até 2 anos. Também há atendimento para pessoas que convivem com os pacientes, especialmente em casos de transplante, que passam por avaliação. Para ser atendido pelo Crie, é preciso apresentar uma condição clínica que justifique o uso de imunobiológicos especiais, como comorbidades e imunossupressão Atendimento Em agosto de 2023, a enfermeira Priscila Alencar, 42, foi submetida a um transplante de medula óssea após o diagnóstico de mieloma múltiplo, um câncer hematológico. A partir desse procedimento, precisou reiniciar todo o calendário vacinal, com aplicação de imunizantes específicos e em ambiente controlado, como o oferecido pelo Crie. Na consulta, a equipe analisou o histórico médico encaminhado pela hematologista e traçou o novo calendário vacinal, considerando as restrições para pacientes imunossuprimidos, como a impossibilidade de tomar vacinas com vírus vivos antes de dois anos do transplante. [LEIA_TAMBEM]Segundo Priscila, o acolhimento e a atenção recebida foram diferenciais no processo de cuidado. “Mesmo sabendo que eu era profissional de saúde, me explicaram tudo com calma e carinho. O atendimento é humanizado, desde a triagem até a aplicação das vacinas. Sempre com um sorriso no rosto e atenção às particularidades de cada paciente”, destaca. Ela também ressalta a importância do registro adequado no sistema de informação e elogia a possibilidade de acompanhar as doses pela caderneta digital: “É um serviço essencial, que precisa ser valorizado e ampliado. Eu fui muito bem acolhida e espero que mais pessoas tenham acesso a esse cuidado tão necessário”. Crie Virtual O cadastro no Crie começa com o relatório médico que indica a necessidade de imunização especial. Com esse documento e o cartão de vacinas em mãos, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de casa, onde será inserido no sistema do Crie Virtual por um profissional da sala de vacina. O formulário do Crie Virtual segue um protocolo específico e inclui dados como nome do paciente, nome da mãe, endereço, unidade básica de saúde (UBS) de origem, relatório médico, exames e histórico vacinal. A equipe do Crie avalia essas informações, consulta os sistemas oficiais de registro de vacinação e monta um calendário individual. Esse plano é encaminhado à UBS indicada, que será responsável por aplicar as vacinas. Isabel Toledo, responsável técnica do Crie: "O paciente passa por avaliação médica, tem seu calendário vacinal elaborado e, no mesmo dia, já pode receber as primeiras doses" Vacinas disponíveis Entre os imunizantes fornecidos pelo Crie estão a vacina hexa acelular (DTPa/Hib/HB/VIP); a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis acelular adulto (dTpa); a Haemophilus influenzae tipo b conjugada (Hib); a vacina contra hepatite A adulto (HA) e hepatite B recombinante (HB); a vacina HPV4 (6, 11, 16 e 18); a meningocócica C conjugada (MenC); a meningocócica ACWY conjugada (MenACWY); a pneumocócica polissacarídica 23 valente (VPP23); a pneumocócica conjugada 13 valente (VPC13); e a vacina contra poliomielite 1, 2 e 3 inativada (VIP). Além dessas, o centro também disponibiliza a vacina contra gripe para pacientes com alergia ao ovo, e um esquema específico para aplicação do imunizante contra a febre amarela em pacientes alérgicos, sempre com acompanhamento médico e observação após a dose. Eventos adversos O Crie também é referência para os chamados Eventos Supostamente Associados à Vacinação ou Imunização (Esavi). “Quando ocorre uma reação adversa grave, o paciente é encaminhado para cá. A equipe médica faz a investigação, pede exames, acompanha de perto e ajusta o esquema vacinal, se necessário”, explica Priscila. A enfermeira destaca que um Esavi nem sempre têm relação causal com a vacina, ou seja, ele pode não ter sido causado pela vacina, mas sim por outro fatores.
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Gestantes aprendem na prática como cuidar de seus bebês
Como dar o primeiro banho no bebê? Qual a maneira correta de trocar a fralda? Quais vacinas são aplicadas logo nos primeiros dias de vida? Com 31 semanas de gestação, Mírian Sales, 28 anos, encontrou respostas para essas e outras dúvidas neste sábado (14), durante o curso gratuito para gestantes e acompanhantes promovido no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Durante o curso, são ensinadas técnicas de banho e higiene do bebê, troca de fraldas e até cuidados com o coto umbilical | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A atividade, voltada para mães e suas redes de apoio, ocorre sempre no segundo e quarto sábado do mês, das 9h às 12h, no auditório da unidade. A proposta é preparar os participantes para os cuidados com o recém-nascido, combinando orientações práticas e acolhimento multiprofissional. “Como mãezinha de primeira viagem, eu precisava disso. O curso é esclarecedor, empodera e traz segurança. Recomendo para todas as gestantes”, contou Mírian, logo após treinar a troca de fraldas em uma das atividades práticas. “Amei! Essa prática ajuda a gente a se preparar de verdade.” [LEIA_TAMBEM]O curso faz parte do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e aborda temas como adaptação do bebê fora do útero, amamentação, administração de medicamentos, prevenção de infecções, cuidados com o coto umbilical, troca de fraldas, banho e os direitos da gestante e do recém-nascido. Segundo a tutora Priscila Guimarães, é essencial que mães e acompanhantes participem. “Eles aprendem não só os cuidados básicos, mas também como evitar infecções e criar um ambiente mais seguro em casa. Os primeiros 28 dias de vida são muito importantes, pois o bebê está se adaptando ao ambiente, às pessoas e à iluminação”, explica. Viviane Souza, 31, e o marido Alisson Gomes, 33, participaram do encontro às vésperas do nascimento da primeira filha, Laura. “É nossa primeira filha, então queremos aprender tudo”, contou Viviane. Já Alisson destacou o impacto do aprendizado: “Estar aqui é um exercício de amor e responsabilidade. Me sinto mais preparado para cuidar da Laura”. À espera da primeira filha, Viviane Souza e Alisson Gomes participaram juntos do curso: “É nossa primeira filha, então queremos aprender tudo”, destacou a gestante A formação é conduzida por uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Para a assistente social residente Dáfynne Mello, o principal objetivo é acolher e informar: “É um espaço preparado para tirar dúvidas, fortalecer vínculos e oferecer segurança. Basta chegar”.
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Maio Furta-Cor: Rede pública de saúde do DF oferece suporte à saúde mental das mães
Pesquisas da Fiocruz apontam que cerca de 25% das mulheres sofrem de depressão pós-parto e até 20% podem apresentar sintomas depressivos durante a gravidez. Os números revelam um cenário preocupante e que demanda atenção especializada. No Distrito Federal, a rede pública de saúde conta com medidas de conscientização, prevenção e acolhimento psicológico desde o pré-natal até o período após o parto. Um dos destaques é a campanha Maio Furta-Cor, instituída pela Lei nº 7.163/2022, do DF, que dedica o mês à sensibilização sobre o bem-estar emocional das mães com ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde (SES-DF). “É um mês de sensibilização pela saúde mental materna. É uma campanha nacional que nasceu em 2020 e virou lei em vários lugares, inclusive aqui no DF, porque nós precisamos cuidar melhor das mães e não só da saúde física delas”, explica a psicóloga perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e representante do Maio Furta-Cor em Brasília, Alessandra Arrais. Aline Dutra com as psicólogas do projeto Pré-Natal Psicológico do Hmib | Foto: Arquivo Pessoal “O pré-natal obstétrico e fisiológico acontece muito com o interesse de garantir que o bebê nasça com saúde. Costumo dizer que é um olhar interesseiro e não interessado pela mãe. Essas mulheres acabam ficando sem uma assistência adequada do ponto de vista emocional. Qual é a consequência disso? A gente não rastreia os sintomas da depressão pós-parto e mesmo de depressão gestacional”, destaca a especialista. Para mudar esse cenário, o Hmib oferece um serviço pioneiro no Brasil: o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal, iniciativa da psiquiatra Maria Marta Freire, que inclui o acompanhamento psiquiátrico e psicológico por meio do Programa Pré-Natal Psicológico voltado a gestantes e puérperas com até seis meses de pós-parto que enfrentam sofrimento mental grave, e do grupo de Luto Perinatal, que atende mulheres que tiveram perdas gestacionais. O encaminhamento é feito pelas unidades básicas de saúde (UBSs) ou durante internações no próprio hospital. “É um modelo de atenção à saúde da mulher que pretende ser preventivo, psicoprofilático, psicoeducativo e psicoterapêutico. Ele é um trabalho complementar ao abordar questões que não são vistas no pré-natal obstétrico”, aponta Alessandra Arrais. Alessandra Arrais desenvolveu o Pré-Natal Psicológico que tem como objetivo acompanhar gestantes e puérperas com até seis meses de pós-parto que enfrentam sofrimento mental grave Desenvolvido por Alessandra Arrais com o apoio das psicólogas perinatais voluntárias, Solange Bittar e Alessandra Sancho, o pré-natal psicológico tem como objetivo acompanhar a mulher ao longo da gestação para reduzir os fatores de risco associados ao desenvolvimento de quadros depressivos. “Qual é o risco aumentado para o adoecimento? Ter histórico de depressão e ansiedade antes da gestação. Já ter tido depressão pós-parto. Não ter rede de apoio. Ter uma relação conflituosa com o pai do bebê. Passar por problemas adversos durante a gestação. Gravidez na adolescência. Ser uma mulher que sofre muito de TPM e da disforia pré-menstrual, porque mostra que ela é mais sensível às mudanças hormonais. Ter sofrido abortos, óbitos perinatais e perdas durante a gestação”, esclarece. “Já um fator de proteção é exatamente a realização do pré-natal psicológico. A prevalência da depressão pós-parto é muito menor nas mulheres que passam pelo programa”. Apoio gestacional A dona de casa Josenilda Oliveira dos Santos, 41 anos, conta que na gravidez do primeiro filho – hoje com 15 anos – ela foi diagnosticada com depressão ainda durante a gestação. Há alguns anos, ela teve três perdas perinatais e passou pelo grupo de Luto Perinatal do Hmib para lidar com novos episódios de transtornos depressivos. [LEIA_TAMBEM]Hoje, grávida de 25 semanas de Sarah Beatriz, ela é acompanhada pelo Projeto Pré-Natal Psicológico. “Já estou indo para o segundo mês de acompanhamento e tem sido muito bom. Quando eu cheguei estava muito depressiva, angustiada e com muito medo. Tenho melhorado bastante, porque me sinto acolhida pelos conselhos, pelas orientações e pelo relato das colegas. Esse grupo é uma ajuda tanto para mim, quanto para outras mães”, diz. A professora Aline Dutra Martins Saboia, 32 anos, está pela segunda vez no projeto de pré-natal. A primeira experiência foi em meados de 2022 quando estava grávida de Helena, hoje com 2 anos. “Tudo se iniciou quando eu tive duas perdas gestacionais. No posto de saúde de Sobradinho, me encaminharam para a psiquiatria do Hmib, que fez o meu tratamento de luto perinatal, e depois, quando eu engravidei, me encaminhou para o pré-natal psicológico. Foi algo que me ajudou muito, porque eu tinha muito medo e tudo me assustava. Eles me deram esse suporte durante a gestação e também depois”, afirma. Aline lembra que, quando a filha tinha apenas 16 dias, ela teve que lidar com críticas de familiares em relação à decisão de furar a orelha da menina. Aquilo causou um quadro de ansiedade que conseguiu ser combatido graças aos encontros do grupo. “Eu entrei em desespero depois dessa ocorrência. Tinha muito medo e não conseguia dormir. Foram as profissionais do projeto que me acalmaram”, recorda. Hoje, em sua segunda gestação, ela retorna ao acompanhamento de pré-natal psicológico. “Tem sido muito gratificante poder reconhecer a importância desse projeto, que nos faz aceitar as diferentes maternidades e que mostra que não existe essa romantização. Maternar é uma coisa muito desafiadora e toda mãe se sente frustrada por não conseguir alcançar certos objetivos que almeja. Todas essas inúmeras coisas são trabalhadas nos encontros amenizando essa dor e angústia que todas sentimos. Esse é um processo que me ajuda tanto psicologicamente, como emocionalmente e na minha autoestima”, defende. A expectativa é de que o serviço – hoje disponível no Hmib e previsto na Lei nº 7.620, de dezembro de 2024 – passe a ser multiplicado em outras unidades de saúde. Atualmente, a SES investe na capacitação de profissionais por meio de cursos, como o Parto do Princípio, ministrado este ano para 50 profissionais, e um segundo em fase de gravação, batizado de Curso de Saúde Mental Materna. Ambos os cursos são iniciativas da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF, em parceria com a Escola Superior de Saúde Pública do DF (EAPSUS). “A ampliação dessas equipes está prevista para garantir acesso ao atendimento especializado em todo o DF, assegurando diagnósticos e tratamentos rápidos que contribuam para a estabilidade emocional das mães e o desenvolvimento saudável dos bebês”, informa o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante.
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Saúde promove workshop para capacitar sobre práticas de demarcação de estomia
Mais de 100 enfermeiros da Secretaria de Saúde (SES-DF) participaram, nesta terça-feira (20), do Workshop de Demarcação de Estomia, no auditório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Organizado pela Diretoria de Enfermagem (Dienf) da SES-DF, o evento teve como objetivo capacitar os profissionais da assistência e implementar de forma efetiva a demarcação de estomias nas unidades da rede pública. Ação reuniu profissionais de enfermagem para discutir procedimentos importantes em cirurgias eletivas, de urgência e de emergência | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde A demarcação consiste em definir previamente o local mais adequado no abdômen do paciente para a confecção do estoma, procedimento que reduz complicações pós-operatórias e melhora a adaptação ao equipamento coletor. A iniciativa busca expandir a prática, especialmente para casos de cirurgias eletivas, de urgência e emergência. “O paciente pode precisar de uma estomia de forma inesperada”, explicou o gerente de Serviços de Enfermagem da Atenção Primária e Secundária (Genfaps), Ávallus Araújo. “Se ela for malposicionada, compromete o uso da bolsa coletora e o sucesso do tratamento. Nosso objetivo é treinar os enfermeiros da atenção hospitalar para garantir uma assistência de enfermagem segura e humanizada.” A estomaterapeuta Sandra de Nazaré, da SES-DF, apresentou o passo a passo da demarcação e a importância do procedimento. “Essa prática considerada padrão ouro por diretrizes nacionais e internacionais ainda é limitada nas emergências, então queremos enfrentar esse desafio”, lembrou. “Um paciente demarcado tem mais conforto, qualidade de vida e menos complicações”. A enfermeira Ana Lígia Sousa, do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), vai começar a aplicar a técnica. “Atendemos bebês que, por vezes, vão direto para a cirurgia, e saber demarcar será essencial para garantir mais segurança nesses casos”, avaliou. Estomia Estomia descreve o orifício aberto cirurgicamente para permitir a saída de fezes ou de urina, coletados por bolsas. As estomias são nomeadas conforme o local do estoma: colostomia (cólon), ileostomia (intestino delgado) ou urostomia (sistema urinário). [LEIA_TAMBEM]“As causas para confecção do estoma são variadas, e não há sintomas específicos”, afirmou Sabrine Mendonça, referência técnica distrital (RTD) de enfermagem em estomaterapia da SES-DF. “Indiferentemente das causas, a demarcação é uma técnica que garantirá maior sucesso operatório minimizando as suas complicações.” Atualmente, a SES-DF dispõe de 12 ambulatórios que atendem pacientes com estomas de eliminação. Além do ambulatório na Asa Norte, há unidades em Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, Paranoá, Gama, Santa Maria, Sobradinho, Planaltina, Núcleo Bandeirante e Asa Sul. O acesso pode ser por demanda espontânea ou por encaminhamento de outros serviços de saúde. O usuário com estomia de eliminação deve comparecer preferencialmente ao ambulatório de referência de acordo com seu endereço residencial. O diretor de Enfermagem da secretaria, Bruno de Assis, ressaltou que o encontro marca um momento de valorização da categoria: “Estamos ampliando espaços de liderança e de conhecimento. Essa troca de conhecimentos técnicos fortalece a enfermagem e impacta diretamente na qualidade de vida dos nossos usuários”. Veja a rede de laboratórios de estomia da SES-DF. *Com informações a Secretaria de Saúde
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Médica cria o primeiro banco genético da rede pública do DF e transforma diagnóstico de doenças raras
Há mais de 30 anos, quando o conhecimento sobre genética médica ainda era incipiente no Brasil, a médica Maria Teresinha Cardoso decidiu apostar em um caminho visionário. Foi ela quem criou, em Brasília, o primeiro banco genético da Secretaria de Saúde (SES-DF), revolucionando o atendimento neonatal na capital federal. A geneticista Maria Teresinha Cardoso lembra o tempo em que inaugurou o laboratório de citogenética no Hospital de Base: “A gente batia na porta de todos os deputados para modernizar o serviço” | Foto: Arquivo pessoal Pioneira na implantação e divulgação do teste do pezinho na rede pública, a geneticista foi responsável por levar a triagem neonatal a outro patamar. Hoje, o exame permite o diagnóstico precoce de até 62 doenças raras em recém-nascidos — o que representa um passo decisivo para o início imediato de tratamentos, a redução de sequelas e a prevenção de mortes evitáveis. “É um serviço muito importante para a história do Hospital de Apoio de Brasília [HAB] e para o fortalecimento das políticas públicas do país”, afirma Maria Teresinha, que se aposentou em 2024, mas segue atuando como voluntária na unidade hospitalar, considerada referência no tratamento de doenças raras. Formada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), a médica chegou a Brasília em 1973, quando a genética ainda não fazia parte da estrutura do sistema de saúde local. Começou sua trajetória na SES-DF como patologista clínica, mas nunca abandonou sua paixão pela genética, despertada ainda na graduação, quando foi orientada pela renomada pesquisadora Iris Ferrari, da Universidade de Brasília (UnB), referência internacional na área. Pioneirismo Cerimônia, na próxima segunda (26), vai homenagear Maria Teresinha, cuja dedicação e visão foram essenciais para a criação e consolidação da Unidade de Genética da SES-DF A dedicação ao tema levou Maria Teresinha a montar, do zero, um pequeno ambulatório de genética no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), que mais tarde se tornaria referência em malformações congênitas. Foi também no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) que ela implantou um sofisticado laboratório de citogenética — técnica capaz de identificar alterações nos cromossomos e diagnosticar doenças genéticas complexas, abortamentos de repetição e casos de infertilidade. O laboratório, considerado de ponta para a época, cresceu com esforço e persistência. “A gente batia na porta de todos os deputados para modernizar o serviço”, lembra a médica. Com o tempo, vieram microscópios de alta definição, computadores acoplados e softwares que ampliam os cromossomos na tela, reduzindo o tempo e aumentando a precisão das análises. Nos últimos anos, os investimentos superaram R$ 2 milhões. [LEIA_TAMBEM]Excelência no país Desde então, mais de 10 mil exames foram realizados, ajudando famílias a obter diagnósticos antes inacessíveis. Crianças que antes viveriam sem respostas passaram a ter acesso a tratamentos adequados. Em 2007, a SES-DF promoveu o primeiro concurso para médicos geneticistas e criou a residência em genética médica, formando novos especialistas na área. Em 2013, foi criada a Coordenação de Doenças Raras da Secretaria de Saúde; em 2016, o HAB foi reconhecido como centro de referência em doenças raras no país; e em 2019, o Hmib também recebeu o mesmo reconhecimento. Homenagem Maria Teresinha celebra a evolução tecnológica que acompanhou de perto, como o projeto Genoma Humano, que identificou os genes humanos em tempo recorde: “Foi uma revolução. Houve um salto no diagnóstico e na prevenção de doenças, com agilidade e redução de custos”. Casada com médico e mãe de quatro filhos — três também médicos e um engenheiro —, ela vê com orgulho o impacto de sua trajetória na saúde pública do DF. Na próxima segunda-feira (26), Maria Teresinha será homenageada no auditório do HAB. A cerimônia reconhece a contribuição fundamental da servidora, cuja dedicação e visão foram essenciais para a criação e consolidação da Unidade de Genética da SES-DF. Seu legado segue inspirando gerações e transformando vidas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Centro Obstétrico e UTI Neonatal do Hmib passam por reparos estruturais
A Secretaria de Saúde (SES-DF) segue com os reparos no Centro Obstétrico (CO) e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). As intervenções são conduzidas com base em análises da Subsecretaria de Infraestrutura em Saúde (Sinfra) e da Novacap. Os serviços priorizam a segurança e a continuidade do atendimento a gestantes e recém-nascidos da rede pública. Na UTI Neonatal, é feito um novo contrapiso, reforçado com malha metálica para garantir maior resistência e durabilidade. A substituição das tubulações de gases medicinais também está em curso, com instalação de pontos individuais em 40 dos 45 leitos. A individualização desses sistemas permitirá maior segurança e autonomia na assistência aos recém-nascidos. Obras no Centro Obstétrico (CO) e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hmib priorizam a segurança e a continuidade do atendimento a gestantes e recém-nascidos da rede pública | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Outro destaque é a instalação de tapumes de isolamento físico e ambiental, medida exigida por órgãos de controle, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), com 15% da execução já concluída. Também estão previstas intervenções nos sistemas elétrico, de climatização e revestimentos, garantindo conformidade com normas de biossegurança para áreas críticas hospitalares. “A UTI neonatal foi construída há mais de 20 anos. Agora conseguiremos modernizar toda a estrutura de acordo com os padrões atuais. São reformas fundamentais para garantir um cuidado ainda mais qualificado aos recém-nascidos”, avalia a diretora-geral do Hmib, Marina da Silveira. Já no CO, foram iniciadas as demolições das áreas comprometidas e a remoção do piso que será substituído por outro mais estável. Todo o processo está sendo acompanhado por equipe técnica especializada, assegurando a integridade da estrutura durante as intervenções. Realocação Entre as mudanças estabelecidas devido às intervenções, destaca-se o remanejamento das instalações do CO, que incluem consultórios, salas de pré-parto e exames, para outra área do hospital. A UTI Neonatal, que fica ao lado do CO, também será removida e passará a funcionar na nova Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin) Canguru. O espaço está recebendo adequações para ofertar os cuidados necessários aos prematuros extremos. Fluxo de atendimento Com base na Portaria nº 1.321/1 da Rede Cegonha, o atendimento às grávidas segue de acordo com a idade gestacional e a localização das pacientes: – Gestantes com mais ou igual a 37 semanas residentes no Guará serão direcionadas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Após o parto, a paciente volta para o Hmib, onde fica internada até a alta; – Gestantes e parturientes com mais ou igual a 37 semanas residentes no Riacho Fundo e Riacho Fundo II serão encaminhadas para o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB); – Gestantes e parturientes com menos de 32 semanas residentes no Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico serão atendidas exclusivamente no HUB-UnB. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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GDF prioriza obra na UTI do Centro Obstétrico do Hmib e implementa novo fluxo de atendimento
As obras no Centro Obstétrico do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) já estão em andamento. Equipes técnicas da Secretaria de Saúde (SES-DF), em conjunto com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), identificaram que as rachaduras ocorreram devido a infiltrações causadas por vazamentos na rede hidráulica da unidade. Dois pontos críticos foram reparados, resultando na redução da umidade do solo e na estabilização da estrutura. Os trabalhos de manutenção priorizaram o setor da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O objetivo é agilizar a entrega, garantindo, ao mesmo tempo, a continuidade da assistência de forma segura. Rachaduras ocorreram devido a infiltrações causadas por vazamentos na rede hidráulica do hospital | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O escoramento preventivo – operação destinada a evitar desabamentos – das áreas mais afetadas está concluído, oferecendo segurança estrutural. As fissuras continuam sendo monitoradas, e não houve indícios de novas movimentações. Próximas etapas As fases seguintes incluem a restauração completa da infraestrutura do prédio, abrangendo as redes hidráulicas, elétricas, de gases medicinais e a estrutura física. Além disso, profissionais da SES-DF avaliarão outras necessidades do hospital, como o controle de recalque (fundações do terreno), o reforço estrutural, a drenagem e a contenção de umidade. “Toda a situação está sendo acompanhada de perto para garantir a segurança da edificação e a retomada plena das atividades no Hmib. Sabemos que a saúde de gestantes e recém-nascidos depende de um ambiente seguro e adequado”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior. Novo fluxo de atendimento Enquanto o centro obstétrico passa pelas restaurações, a SES-DF instaurou um novo fluxo de assistência para garantir que os bebês sejam atendidos por completo. Além do remanejamento dos setores afetados para outras áreas do hospital, o atendimento a gestantes e parturientes foi redirecionado, conforme o tempo de gestação: – Gestantes e parturientes com idade gestacional maior ou igual a 37 semanas, residentes no Guará, serão direcionadas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran); – Gestantes e parturientes com idade gestacional maior ou igual a 37 semanas, residentes no Riacho Fundo e no Riacho Fundo II, serão encaminhadas ao Hospital Universitário de Brasília (HUB); – Gestantes e parturientes com idade gestacional menor que 32 semanas, residentes no Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico, serão atendidas exclusivamente no HUB; – Gestantes e parturientes com idade gestacional menor que 32 semanas, residentes em Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Recanto das Emas e Samambaia, serão atendidas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Novo fluxo de atendimento do Hmib é definido enquanto centro obstétrico é reformado
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) definiu um novo fluxo de atendimento para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), enquanto são realizadas reformas no Centro Obstétrico (CO) da unidade. Para garantir a continuidade dos serviços de saúde, alguns setores serão realocados e pacientes redirecionados, visando à manutenção da qualidade no atendimento durante o período de reformas. O Centro Obstétrico passará por obras por conta de rachaduras e infiltrações no solo, identificadas pela Defesa Civil – os serviços serão iniciados após a realocação dos espaços e o remanejamento dos pacientes. As novas diretrizes de fluxo de atendimento para gestantes e recém-nascidos têm como objetivo preservar a integridade dos usuários, profissionais de saúde e familiares. Enquanto o Centro Obstétrico do Hmib é reformado, haverá uma realocação dos espaços internos e o remanejamento de alguns pacientes para outras unidades | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Realocação Entre as mudanças estabelecidas, destaca-se o remanejamento das instalações do Centro Obstétrico, que incluem consultórios, salas de pré-parto e exames, para outra área do hospital. A UTI Neonatal, que fica ao lado do CO, também será removida e passará a funcionar na nova Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin) Canguru. O espaço está recebendo adequações para ofertar os cuidados necessários aos prematuros extremos. Todas as remoções e transferências de pacientes serão feitas com responsabilidade e segurança, conforme protocolos e o Manual de Práticas de Segurança do Paciente Todo esse trabalho está sendo feito de maneira programada e segura, com acompanhamento da Diretoria de Vigilância Sanitária. A UTI Neonatal funcionará com capacidade reduzida de 17 leitos. A prioridade de atendimento será para gestantes de alto risco vinculadas ao Hmib e para bebês com malformações congênitas, que necessitam de intervenção especializada, como cirurgias pediátricas. Os recém-nascidos estão sendo avaliados pela equipe médica e os bebês que apresentarem condições clínicas serão transferidos para outros hospitais da rede pública. Redirecionamento de fluxo Além de mudanças na organização dos espaços do Hmib, a Secretaria de Saúde também anunciou o redirecionamento do atendimento de gestantes e parturientes de acordo com sua idade gestacional e a localização das pacientes: ⇒ Gestantes e parturientes com idade gestacional igual ou menor a 37 semanas, residentes no Guará, serão direcionadas para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran); ⇒ Gestantes e parturientes com idade gestacional menor ou igual a 37 semanas, residentes no Riacho Fundo e no Riacho Fundo II, serão encaminhadas para o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB); ⇒ Gestantes e parturientes com idade gestacional maior que 32 semanas, residentes no Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico, serão atendidas exclusivamente no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB); ⇒ Gestantes e parturientes com idade gestacional maior que 32 semanas, residentes em Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Recanto das Emas e Samambaia, serão atendidas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Garantia de segurança e qualidade A SES-DF reforça que todas as remoções e transferências de pacientes serão feitas com responsabilidade e segurança, conforme protocolos e o Manual de Práticas de Segurança do Paciente. A reorganização dos fluxos e a implementação das medidas visam garantir que os serviços do Hospital Materno Infantil de Brasília continuem oferecendo cuidados adequados a gestantes e recém-nascidos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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GDF contrata 14 mil plantões de pediatria para prontos-socorros de hospitais
A partir de 1º de março, os prontos-socorros pediátricos da rede pública do Distrito Federal contarão com um reforço no atendimento médico. A Secretaria de Saúde (SES-DF) contratou mais de 14 mil plantões de pediatria, a serem realizados por profissionais de empresas privadas nos próximos seis meses. Com investimento de R$ 15 milhões, devem ser contempladas as emergências do Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) e dos hospitais regionais de Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz), Guará (HRGu), Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Planaltina (HRPl) e da Região Leste (HRL), no Paranoá. Com a assinatura do contrato haverá ampliação no atendimento e redução no tempo de espera | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A medida busca minimizar o impacto na assistência durante o período de aumento no número de casos de doenças respiratórias. “O reforço é uma ação estratégica para fortalecer a rede de urgência e emergência, garantindo que as crianças recebam um atendimento ágil e eficaz, especialmente durante os períodos de maior demanda”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. As escalas médicas serão organizadas conforme a necessidade de cada unidade, em caráter complementar. A coordenadora de Atenção Especializada à Saúde (Cates) da SES-DF, Julliana Macêdo, explica que com a assinatura do contrato haverá ampliação no atendimento. “Com esse apoio, reduzimos o tempo de espera, aumentamos a capacidade da rede pública e asseguramos que cada criança receba o cuidado necessário no momento certo”, avalia. Estratégias 475 Número de pediatras na Secretaria de Saúde A SES-DF conta, hoje, com 475 pediatras em sua rede. Além da nova contratação de plantões, a pasta já havia adotado outras estratégias para fortalecer a assistência, como nomeações em concurso, mudança de especialidade de médicos com formação em pediatria e ampliação da carga horária de 20 para 40 horas semanais a profissionais interessados. Mesmo com os esforços para recompor o quadro de especialistas, a pediatria é considerada uma especialidade de difícil provimento em todo o Brasil. “Em nosso concurso de 2022, apenas 40% das vagas para a especialidade foram preenchidas. Agora, adotamos a contratação por pessoa jurídica, um modelo já utilizado com sucesso em outros estados e que possui respaldo jurídico”, explica a secretária de Saúde. Atualmente o déficit na rede pública é de cerca de 170 pediatras. Mais investimentos Além do reforço nos plantões, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem expandido o atendimento pediátrico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), gerenciadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF). As UPAs de São Sebastião, Ceilândia I, Recanto das Emas e Sobradinho II já oferecem pediatria 24 horas e, em breve, o serviço será ampliado às unidades de Samambaia e Núcleo Bandeirante. Porta de entrada O novo reforço, contudo, não substitui o atendimento na rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que continua sendo a porta de entrada preferencial à assistência infantil. Esses locais contam com médicos e enfermeiros de família capacitados para atender crianças e encaminhá-las aos serviços especializados, quando necessário. Já as unidades hospitalares e de emergência devem ser buscadas para casos urgentes e graves. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib completa 58 anos com homenagens a servidores
Com mais de 40 anos de dedicação, o tempo em que a técnica de enfermagem Rejane Costa atua na saúde quase se confunde com o 58º aniversário do Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), celebrado nesta sexta-feira (22). “É uma emoção imensa estar aqui. Às vezes não é fácil, mas quando fazemos o trabalho com amor, tudo dá certo”, disse. O parabéns à unidade foi marcado por homenagens a servidores que, há anos, investem no bem-estar de pacientes da rede pública. São cerca de 1,6 mil profissionais apenas no Hmib. “Somos muito mais do que um hospital. É uma casa de esperança, acolhimento e cuidado. Aqui, vidas começam, famílias se formam e sonhos se renovam”, afirmou a diretora da unidade, Marina de Araújo. Entre janeiro e setembro deste ano, foram mais de dois mil partos, 78 mil consultas de pediatria e 77,7 mil exames no Hmib | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Referência Durante a comemoração, a diretora destacou ainda avanços tecnológicos, de infraestrutura e de técnicas de atendimento realizados no hospital. Somente entre janeiro e setembro de 2024, foram mais de dois mil partos, 78 mil consultas de pediatria e 77,7 mil exames. Com 160 leitos de enfermaria e 56 de unidades de Terapia Intensiva (UTIs) – sendo 12 clínico-cirúrgicos, 30 neonatais e 14 pediátricos -, o hospital é referência à população do Distrito Federal e de estados próximos, especialmente em procedimentos de alta complexidade. A unidade é a única da região Centro-Oeste a realizar cirurgias intrauterinas, por exemplo. “O Hmib é uma referência no cuidado da mãe e do bebê, sobretudo em situações de alta complexidade. Por isso, é tão importante comemorar seus 58 anos de existência”, ressalta a secretária-adjunta de Gestão em Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), Nelma Louzeiro, presente na solenidade de aniversário. Também compareceram as deputadas distritais Dayse Amarílio e Paula Belmonte. Histórico O então “Hospital da L2 Sul” foi fundado em 22 de novembro de 1966, iniciando os atendimentos à população em 2 de janeiro do ano seguinte, com uma área total de 5.325 metros quadrados e uma equipe de diversas especialidades: cirurgia geral, oftalmologia, odontologia e otorrinolaringologia. Em 1970, houve a primeira expansão, duplicando sua área física. Em 1979, fruto do Plano de Assistência à Saúde, a unidade foi batizada de Hospital Regional da Asa Sul (Hras). À época, contava com 270 leitos, sendo um hospital de assistência geral, mas que se destacava no atendimento materno-infantil – vocação oficializada em 1987. O nome “Hospital Materno Infantil de Brasília”, contudo, só veio em 8 de novembro de 1996. A nomenclatura “Hras” voltou a ser utilizada em 2001, porém a denominação Hmib se manteve popular e retornou em 14 de fevereiro de 2012. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Hmib é a primeira unidade a receber parte dos mais de mil novos ares-condicionados na Saúde
Com o objetivo de ofertar mais conforto para quem procura atendimento na rede pública de saúde, o Governo do Distrito Federal (GDF) adquiriu mais de 1.100 aparelhos de ar-condicionado para equipar e modernizar suas unidades. A instalação dos equipamentos começou nesta terça-feira (16) pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Os 1.108 ares-condicionados, da marca Philco, modelo inverter, de 12 mil BTUS, serão instalados em diversas unidades da rede pública de saúde como os hospitais regionais de Taguatinga, Ceilândia, enfermarias, farmácias e consultórios de odontologia, além de unidades básicas de saúde. O investimento total é de R$ 2,48 milhões. “Nosso objetivo é criar um ambiente de trabalho confortável, onde os profissionais e os usuários terão toda uma estrutura necessária para receber os cuidados. A meta é cobrir 100% da rede pública de saúde com climatização adequada”, afirma a vice-governadora do DF, Celina Leão. A distribuição da primeira remessa começou pelo Hmib, com 130 novos aparelhos para equipar todas as salas onde foi avaliada a necessidade de climatização. “Inicialmente, serão 608 ares-condicionados, sendo 130 só no Hmib. Essa era uma necessidade que a população demonstrou e o governo não mediu esforços para realizar essa aquisição. Um espaço climatizado melhora o atendimento e, como em Brasília temos um calor muito intenso, o objetivo é minimizar esse impacto e trazer mais qualidade para quem procura o Sistema Único de Saúde”, reforça o subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Leonídio Neto. A distribuição da primeira remessa começou pelo Hmib, com 130 novos aparelhos para equipar todas as salas onde foi avaliada a necessidade de climatização | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com a diretora de Atenção à Saúde do Hmib, Andréia Araújo, a nova aquisição também é importante para climatizar setores que precisam manter a temperatura controlada: “Existem algumas áreas onde a presença de ar-condicionado é fundamental, como a Radiologia e Centro Cirúrgico”, detalha. Para a técnica em enfermagem, Carla Luane Santos Rabello, 29 anos, a chegada dos aparelhos é essencial. “Já tem duas semanas que minha filha está internada e nesse horário fica bem quente porque o sol bate lá e incomoda bastante. Não temos ventilação no quarto e com o ar totalmente novo vai ficar bem melhor e mais confortável, principalmente quando tem uma internação mais longa. Quanto mais conforto a gente der para o paciente, a recuperação é mais rápida e menos sofrida”, argumenta. De acordo com a diretora de Atenção à Saúde do Hmib, Andréia Araújo, a nova aquisição também é importante para climatizar setores que precisam manter a temperatura controlada Já o engenheiro agrônomo Maicon Douglas Souza, 30 anos, avalia que as crianças serão as principais beneficiadas. “Durante a tarde faz calor. As crianças são as que mais sofrem e melhora bastante a condição climática para elas. Para os filhos da gente é muito bom, porque essa qualidade ajuda na recuperação”, avalia.
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Saúde alerta para importância da vacinação de bebês prematuros
No Brasil, 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, o equivalente a 931 por dia. Mais de 12% dos nascimentos no país ocorrem antes da gestação completar 37 semanas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria. Diante dessas condições, esses bebês podem apresentar problemas de imunidade e risco de doenças infecciosas, alerta a chefe do Núcleo da Rede de Frio da Secretaria de Saúde (SES), Tereza Luiza Pereira. Kesia Horovits com o filho Israel, que nasceu prematuro e tomou a BCG ainda no hospital: “Fiquei muito cuidadosa com as datas corretas, até porque ele tem a saúde mais frágil” | Foto: Acervo pessoal “A BCG reduz o risco de tuberculose, chegando a 80%” Tereza Luiza Pereira, chefe do Núcleo da Rede de Frio da SES “Os calendários de vacinação buscam combater esses problemas”, afirma a médica. “Setenta por cento dos casos de rotavírus relacionados à hospitalização dessas crianças são evitados com a vacinação. A vacina sempre é um contínuo em termos de acompanhamento médico dessas crianças.” Além do rotavírus, que pode causar diarreia aguda, as infecções por hepatite e por tuberculose também são passíveis de prevenção. “A BCG reduz o risco de tuberculose, chegando a 80%”, explica Tereza. “Quando se aplica a BCG nessas crianças, então a proteção é longa. O nosso recém-nascido prematuro merece toda a atenção e acompanhamento, para ter o melhor desenvolvimento”. Kesia Horovits, moradora de Taguatinga Norte, teve o filho Israel antes do tempo. Nascido com 36 semanas, o bebê prematuro tomou a vacina BCG ainda no hospital. “Agora que ele está maiorzinho, nós o levamos à UBS 2 na Praça do Bicalho e fomos super bem-atendidos”, conta a mãe. “Fiquei muito cuidadosa com as datas corretas, até porque ele tem a saúde mais frágil. É um gesto de amor manter as crianças protegidas”. Salas de vacina A chefe da Rede de Frio da SES esclarece que a passagem de anticorpos da mãe para o bebê ocorre mais no final da gestação. A transferência se dá a partir de 20 semanas e vai aumentando à medida que a gravidez evolui. Quando o bebê nasce prematuro, ainda não recebeu a maioria dos anticorpos protetores que a mãe passa para o filho. Outro tipo de imunização específica para crianças nascidas com menos de 32 semanas é a vacina hexavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo B, poliomielite e hepatite B. Esses imunizantes estão disponíveis nas salas de vacina que aplicam imunobiológicos especiais e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), serviço destinado ao atendimento de pacientes com quadros clínicos específicos. Em funcionando desde dezembro do ano passado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), o Crie disponibiliza a vacinação de bebês prematuros. Na rede de saúde, a imunização de prematuros também pode ser feita durante a internação e, depois da alta hospitalar, na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Pesquise aqui qual é a mais próxima de sua residência. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Anestesistas contratados iniciam primeiras cirurgias na rede pública de Saúde
Os 150 anestesistas contratados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) já começaram a atuar em diversas unidades da rede. Na manhã desta segunda-feira (24), Francisca Maria Santos de Souza, 51 anos, aguardava para entrar na sala de cirurgia do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Diagnosticada em fevereiro deste ano com câncer de mama, a moradora do Riacho Fundo celebrou os novos profissionais.“Por causa dessa disponibilidade, todo o processo foi mais rápido do que eu esperava. Da biópsia ao encaminhamento à operação, foram menos de quatro meses”, conta. Francisca Maria Santos de Souza retirou um câncer de mama: “Mais rápido do que pensei” | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde Geovana Alves, 20, acompanhou a mãe na cirurgia. “Também achei bem ágil. Quando ela me deu a notícia, pensei que seria algo em torno de um ano, talvez até mais tempo. A gente torceu muito para o procedimento sair o quanto antes. Com certeza esse investimento ajuda a atender cada vez mais pessoas.” Devido à baixa adesão nas nomeações da especialidade, a SES-DF destinou, no total, R$ 20 milhões para a contratação dos profissionais. Com a modalidade proposta de credenciamento, os pagamentos devem ocorrer por número de anestesias realizadas – ou seja, por produção. Nos próximos 12 meses, serão cerca de 26 mil procedimentos da lista de espera. “É desafiador, mas temos um grande apoio e uma equipe empenhada”, conta o anestesista contratado Felipe Marcondes Fidalgo | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde O médico anestesista contratado Felipe Marcondes Fidalgo acredita que o movimento da pasta representa uma grande melhoria no atendimento à população. “Estamos falando de um serviço essencial. Está sendo bem desafiador, mas temos um apoio grande, com muita gente empenhada em reduzir o tempo para os pacientes”, diz. No Hmib, a previsão inicial é de abrir diariamente duas salas de cirurgias eletivas pela manhã e duas à tarde. Hoje, são cerca de 250 procedimentos mensais realizados, entre eletivos e de urgência. Com o reforço, a previsão é fazer uma média de dez operações diárias – um aumento de 200 cirurgias. Para a diretora de Atenção à Saúde do Hmib, Andréia Regina Araújo, a iniciativa não só auxilia na redução da espera, como também impacta na qualificação dos profissionais. “Como o Hmib é um hospital de ensino, o aumento de cirurgias eletivas reflete ainda na formação dos nossos residentes. São mais oportunidades de mudar a vida de alguém e de aprendizado”, aponta. Cuidar do paciente João Gois da Silva foi um dos usuários a realizar uma cirurgia atendido pelos novos anestesistas | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Na outra ponta da capital federal, anestesistas contratados iniciaram o dia nas salas de cirurgia do Hospital Regional do Gama (HRG). Em uma delas, João Gois da Silva, 69, adormecia para se submeter a uma prostatectomia radical (retirada completa da próstata). Os problemas do morador do Jardim Ingá, em Luziânia (GO), começaram em dezembro de 2023, com dores abdominais e dificuldade para urinar. No hospital, foi encaminhado ao urologista. “Tenho muita esperança de ficar bem. Estou aposentado, mas quero voltar a trabalhar”, disse, momentos antes de entrar na sala de cirurgia. Quem acompanhou João foi o anestesista contratado Wagner Nunes Corsi. Há 40 anos na carreira, o profissional conta que escolheu a área por acaso. “Fiz residência médica em São Paulo para obstetrícia, mas não me identifiquei. Via os anestesistas nas salas de operação e me vi interessado”, relata. O trabalho desenvolvido pelo médico da área é, segundo Corsi, peça-chave em uma cirurgia. Sem a presença desse profissional, a operação não pode ser realizada. “Dentro da sala, nossa responsabilidade é cuidar do paciente. Estamos sempre atentos à dor e à recuperação da pessoa”, explica. “Damos conforto para a cirurgia ocorrer”, avalia o anestesista contratado para atuar no HRG Vitor Hugo das Chagas Souza Silva | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Enquanto os olhos de Corsi cuidavam de João, em uma das outras seis salas do centro cirúrgico do HRG, o anestesista contratado Vitor Hugo das Chagas Souza Silva se concentrava no paciente à sua frente. “Evitamos consequências à pessoa, damos conforto e mantemos a homeostase [equilíbrio interno no organismo] durante todo o procedimento”, detalha. Ao todo, dois anestesistas contratados irão atuar nas cirurgias eletivas dentro do HRG. Atualmente, o centro cirúrgico é responsável por cerca de 500 procedimentos ao mês, entre eletivos e de emergência. Com o acréscimo dos profissionais, a unidade espera realizar 12 operações por dia. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais já atendeu mais de 8 mil pessoas
Dentro do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) funciona o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), um espaço destinado a pessoas de diversas idades, portadoras de quadros clínicos especiais como alergias e baixa imunidade. Desde a sua inauguração, em dezembro de 2023, o local já prestou mais de 8 mil atendimentos. São 5,5 mil doses de imunobiológicos aplicadas e mais de 3 mil pacientes assistidos. Vacinação fortalece o sistema imunológico e pode reduzir o risco de complicações | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A diretora do Hmib, Marina Araújo, explica que o centro reforça o status do hospital como unidade de referência distrital. “É um serviço que amplia essa característica ao oferecer assistência de qualidade, focado no cuidado e na humanização”, afirma. Com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, o Crie é voltado a indivíduos com condições especiais não estáveis ou extremamente alérgicos que precisam receber vacinas em ambiente hospitalar. “São pessoas portadoras de imunodeficiência congênita, transplantados, soropositivos para o HIV [sigla em inglês para o vírus da imunodeficiência humana], cardiopatas, alérgicos, entre outros. Todos precisam de diferentes esquemas de imunização”, detalha a gerente de Rede de Frio da Secretaria de Saúde do DF (SES), Tereza Luiza Pereira. Mais acesso Para a chefe do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHEP), Dailana Borges, a implementação de um Crie único no Distrito Federal visa à qualidade e à universalidade da assistência em relação à imunização. “O centro garante a equidade do acesso a indivíduos mais vulneráveis, não inseridos em estratégias de campanha e rotina de vacinação”, diz. Tereza Luiza Pereira afirma que o espaço permite ainda condutas individualizadas. “Se alguém tomou uma vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde] e teve um evento grave, como hospitalização, precisa passar por análise e descobrir se foi de fato o imunizante que causou a situação. Em caso positivo, o centro irá buscar uma vacina feita com outro componente para aquele paciente”, explica. O Crie opera com uma equipe técnica composta por médico, enfermeiro e técnico/auxiliar de enfermagem, devidamente habilitados para desenvolver as atividades. *Com informações da SES
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Cachorros de suporte emocional visitam crianças internadas no Hmib
A pequena Bela completou 5 anos de idade na sexta-feira (17) internada no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) devido a uma pneumonia. Embora comemorar o aniversário em um ambiente hospitalar não seja o ideal, a paciente ficou feliz ao receber dois convidados inesperados durante a celebração: Thor e Jorge, cães da raça Malamute do Alasca que visitaram a ala de pediatria naquela tarde. A visita de cães de suporte emocional trouxe mais leveza e diversão para as crianças internadas | Fotos: Isabela Graton/Agência Saúde-DF “Ela ficou muito feliz. Essa visita significou muita coisa. Ela já estava bem melhor e com os cachorros aqui melhorou ainda mais. A visita foi um presente!”, comemorou Maria José Cardoso, avó da pequena aniversariante. Thor e Jorge são cães de suporte emocional, credenciados para atuar na Terapia Assistida por Animais (TAA). Isso significa que eles visitam hospitais e ajudam a levar bem-estar aos pacientes, que podem ser crianças, adultos ou idosos. “O Thor é o primeiro TAA do Brasil, ele é um cão que trabalha com crianças especiais com síndrome de Down e autismo no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Nesse projeto, procuramos sempre estar de acordo com as leis da Vigilância Sanitária e também com as necessidades dos pacientes”, explicou Walter Isaac, tutor do cachorro. Thor e Jorge, cães da raça Malamute do Alasca, visitaram a ala de pediatria do Hospital Materno Infantil de Brasília A visita de cães de suporte emocional trouxe mais leveza e diversão para as crianças internadas no Hmib, assim como para os familiares que as acompanham. “É tão intenso estar no hospital, né? Ainda mais com criança. Então achei ótimo porque eles trazem uma certa paz, uma certa tranquilidade”, comentou Miriam dos Anjos, mãe da paciente Ane Caroline, de 7 anos. Terapia Assistida por Animais A Terapia Assistida por Animais (TAA), também conhecida como Pet Terapia, tem como objetivo promover o bem-estar físico, emocional, social e cognitivo aos pacientes. A TAA é recomendada em uma variedade de situações, incluindo o tratamento de pessoas acamadas, hospitalizadas, com deficiências físicas ou intelectuais, bem como pacientes com doenças psiquiátricas. Isso porque a interação com os animais promove a liberação de substâncias associadas ao bem-estar, como dopamina, ocitocina e endorfina. Além disso, reduz os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. “Os cães conseguem trazer para eles um conforto, o que ajuda muito na parte emocional do tratamento”, complementou o tutor. Micaelly Ferreira, que está acompanhando sua filha Eloá, de 3 anos, também destacou que a visita dos cães pode promover uma melhora na saúde: “Ah, foi espetacular. Acaba que a criança melhora, né? Traz felicidade pra ela, que ama cachorro”. *Com informações da SES
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Emoção, serviços e troca de experiência marcam Dia das Mães no Hmib
Companheirismo, vontade de enfrentar os desafios e esperança. Esses foram alguns dos sentimentos compartilhados nesta terça-feira (7) no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib). A unidade celebrou o Dia das Mães com mulheres internadas ou que acompanham seus filhos. Entre músicas, quitutes, massagens e cuidados com a beleza, o evento revelou as histórias daquelas que, diariamente, unem forças em histórias únicas, ainda que repletas de similaridades. Francielly Ribeiro, internada no Hmib por conta do risco de um parto prematuro extremo, será mãe pela primeira vez e passou a vivenciar sua gestação internada no Hmib | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Aqui vamos aprendendo uma com a outra”, conta Márcia dos Santos, 30. Os três últimos anos ela passou praticamente dentro do Hmib, onde seu filho recebe os cuidados multiprofissionais necessários para conseguir viver. “É uma criança feliz, independente das comorbidades. Aqui, as pessoas amam ele, todo mundo o conhece”, conta, enquanto recebia uma maquiagem durante a confraternização. Há três anos, Márcia dos Santos praticamente mora no Hmib onde acompanha o filho. Hoje ela aproveitou para mudar o visual e doar o próprio cabelo Todos os dias, o Hmib acolhe em seus diversos setores entre 100 e 200 mães, desde aquelas que vão para a maternidade às que acompanham seus filhos na emergência ou internados. Uma delas é a Francielly Ribeiro, 18. Grávida do primeiro filho, o Gael, ela está internada no Hmib por conta do risco de um parto prematuro extremo. “É entediante, mas depois conheci o artesanato. No hospital tenho também contato com as outras mães e isso ajuda demais”, diz. Somente no ano passado, 1.627 crianças nasceram na unidade e 114.717 pacientes, a maioria mães e filhos, foram atendidos na emergência. O hospital conta com 16 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, 30 de UTI neonatal e dez de UTI adulto, além de 160 leitos da enfermaria, ambulatórios e outros setores, como o de reprodução humana, e o banco de leite. Ao todo, são cerca de 1,6 mil servidores, reforçados por um time de voluntários que realizam ações, como a festa desta terça para o Dia das Mães. “A alma do Hmib é maternal, é esse o seu diferencial. O coração de mãe sempre tem um espaço para mais um, e buscamos trazer isso para as nossas usuárias e pacientes, seja uma criança, seja uma mãe”, afirma a diretora do hospital, Marina Araújo. *Com informações da SES-DF
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Dengue em crianças: saiba os sintomas, sinais de alerta e tratamento
O Distrito Federal passa por um período de alta nos casos de dengue. Em crianças, a dengue pede atenção redobrada de pais e responsáveis na observação de mudanças tanto físicas e comportamentais. Os sintomas de dengue no público infantil são semelhantes aos observados nos adultos. Geralmente a doença aparece por meio de febre, dor de cabeça (atrás dos olhos), dores no corpo, fadiga, fraqueza, manchas, erupções e coceiras na pele. O desafio em identificar reside nos casos dos mais novos, como bebês, que ainda não sabem se comunicar. Nessas situações, segundo Fabrício Nunes da Paz, referência técnica distrital em pediatria da Secretaria de Saúde (SES-DF), é preciso verificar se a criança está mais quieta, se aceita menos líquido ou o seio materno e se a urina diminuiu. Os sintomas de dengue no público infantil são semelhantes aos observados nos adultos. Geralmente a doença aparece por meio de febre, dor de cabeça (atrás dos olhos), dores no corpo, fadiga, fraqueza, manchas, erupções e coceiras na pele | Foto: Breno Esaki/Agência Brasília Em ocorrências severas, o pediatra alerta para dores e sangramentos importantes. A recomendação é buscar ajuda médica imediatamente. “Os sinais de alarme mais comuns são dores muito intensas, principalmente abdominal. Em crianças menores ou que não se comunicam, os sintomas se refletem em irritabilidade e choro contínuo, vômitos persistentes, sangramentos de mucosa, como nariz e gengiva, ou nas fezes”, explica Fabrício. Confirmação da doença De acordo com a infectopediatra Sylvia Freire, do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), o diagnóstico em pacientes pediátricos é baseado na identificação dos sintomas, levando em conta o contexto epidemiológico. A confirmação pode vir de testes laboratoriais específicos, como isolamento viral, técnicas de PCR e sorológicos. Em crianças com dengue, assim como em adultos, a febre pode ser controlada com o uso de paracetamol ou da dipirona. O AAS (ácido acetilsalicílico) e os anti-inflamatórios são contraindicados. Além disso, é fundamental que a criança seja incentivada a ingerir bastante líquido. “Não há medicamento com ação antiviral para combater a doença. Portanto, o tratamento consiste no uso de remédios sintomáticos e na oferta de hidratação conforme a necessidade do paciente”, reforça a especialista. Ao observar sintomas leves da doença, a pessoa deve procurar a UBS de referência. Casos mais graves serão encaminhados às UPAs ou aos hospitais regionais | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Já os usuários que não apresentam sintomas graves e não têm condição de saúde especial, comorbidades ou risco social, o tratamento é realizado por meio da hidratação via oral e prescrição de analgésicos, sendo necessária reavaliação clínica de 24h a 48h. “Nesse contexto, ressalto que a idade menor de 2 anos é considerada uma condição de saúde especial, devido ao maior risco de agravamento”, indica Freire. Como prevenir A melhor forma de prevenção da dengue é a erradicação do mosquito vetor da doença, o Aedes aegypti. Assim, é fundamental cuidar do ambiente e da comunidade em que se vive, evitando o acúmulo de água e, consequentemente, os focos de proliferação das larvas. Vasos de plantas, sanitários sem tampa, ralos sem tela protetora, baldes, garrafas, pneus, água atrás da geladeira e ar condicionado são objetos que precisam ser monitorados. Uma outra forma de proteção são os repelentes, cujo uso é permitido em crianças, desde que seja observada a faixa etária adequada indicada no produto. Em adição, é necessário, ainda, que os pais mantenham o cartão de vacinação infantil atualizado, uma vez que a faixa etária a ser priorizada para receber o imunizante da dengue será de 6 a 16 anos. Onde buscar atendimento [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Ao observar sintomas leves da doença, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBSs) de referência. As estruturas desses espaços foram adaptadas para realizar hidratação venosa, se necessário. Caso haja sinais mais graves, os pacientes serão encaminhados às unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou aos hospitais regionais. Além das UBSs e das UPAs, o Governo do Distrito Federal, por meio da SES-DF, instalou tendas de acolhimento à população, das 7h às 19h, em nove regiões do DF: Ceilândia (P Sul), Samambaia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Brazlândia, Taguatinga, Santa Maria, Recanto das Emas, São Sebastião, Estrutural e Sobradinho. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib é referência em gestação de alto risco e reprodução humana
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) é um modelo em gestação de alto risco, atendimento à mulher e à criança e em reprodução humana assistida. A unidade é credenciada pela Rede Latino-Americana de Reprodução Humana e foi reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por prestar um serviço de alto nível. Hmib é referência em prematuridade extrema e possui atendimento de ponta em pediatria | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Ao longo de 2023, o Hmib realizou, entre outros procedimentos, 55 transferências de embrião congelado, 148 captações de óvulos para procedimento de fertilização in vitro, 38 inseminações intrauterina e 27 procedimentos de congelamento seminal. O hospital é um dos poucos no Brasil a oferecer o procedimento de forma gratuita, por meio do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida (Cepra). [Olho texto=”“No DF, temos um serviço de reprodução assistida que permite que os casais tenham seus direitos garantidos e sejam acolhidos por uma equipe altamente especializada e completa. São médicos, biólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, geneticista, psicólogo. Todos têm capacitação e especialização sobre o tema”” assinatura=”Mariana Roller, RTA de Reprodução Humana Assistida” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O tratamento de reprodução ocorre via consulta, agendada pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A equipes de Saúde da Família (eSF) encaminham os pacientes para atendimento com ginecologista e, em seguida, com profissionais de outras especialidades. Após essas etapas, há indicação à Unidade de Reprodução Humana do Hmib. O paciente é inscrito na lista de espera a partir da primeira consulta ou da de retorno, após a apresentação dos resultados de exames. Há dois tipos de tratamentos possíveis: inseminação intrauterina (IIU) e fertilização in vitro (FIV). Ao todo, são 337 usuários aguardando para realizar o procedimento. O tempo médio de espera é de dois anos e seis meses. A referência técnica administrativa (RTA) de reprodução humana assistida Mariana Roller ressalta que o Cepra disponibiliza os procedimentos na área integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “No DF, temos um serviço de reprodução assistida que permite que os casais tenham seus direitos garantidos e sejam acolhidos por uma equipe altamente especializada e completa. São médicos, biólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, geneticista, psicólogo. Todos têm capacitação e especialização sobre o tema”, detalha. Anualmente, a equipe de reprodução humana do Hmib promove a Festa dos Bebês frutos da reprodução assistida. Jeane Balbino e Renato Porto, pais do casal de gêmeos Heitor e Camila, celebram o sucesso do tratamento No ano anterior, foram feitos 733 atendimentos com médico geneticista e 8.155 de pré-natal de alto risco na unidade. Hospital multicapacitado Além da reprodução assistida, o Hmib possui atendimento de ponta em ginecologia e obstetrícia de emergência, medicina fetal, uroginecologia, psiquiatria perinatal, unidade de prevenção e assistência às vítimas de violência, cuidados paliativos perinatal e endoscopia ginecológica. A diretora-geral substituta do hospital, Paula Balduino, afirma que a unidade é destaque ainda na pediatria e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. “Somos referência, por exemplo, em prematuridade extrema. Os recém-nascidos que precisam de cirurgia são todos direcionados para o Hmib. Já em infectologia pediátrica, temos até residência. A nossa emergência pediátrica é um ponto muito importante para a Secretaria de Saúde [SES-DF], atendendo uma demanda grande, acolhendo, quando necessário, pacientes de outras regionais de saúde, inclusive”. Hmib é referência em prematuridade extrema e possui atendimento de ponta em pediatria Recentemente, o Hmib realizou duas cirurgias intrauterinas para a correção de mielomeningocele – conhecida como “espinha bífida”, na qual parte da coluna fica exposta. Antes mesmo de nascer, os bebês passaram por um procedimento dentro do útero das mães. A má-formação gera limitações motoras e problemas neurológicos desde o útero, com consequências até o fim da vida. O hospital também já conta com experiência de outros procedimentos intrauterinos, incluindo transfusão de sangue para fetos e laser em gestações gemelares. Reconhecimento [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Há anos, o Hmib é certificado como Hospital Amigo da Criança. Em 2022, recebeu o prêmio Dr. Pinnotti e se tornou também Hospital Amigo da Mulher. O reconhecimento é concedido pela Câmara dos Deputados a entidades governamentais e não governamentais que se destacam na promoção do acesso e da qualificação dos serviços de saúde femininos. No mesmo ano, a unidade foi ouro no prêmio Contratualiza SES-DF 2022, que celebra o bom desempenho das regiões de Saúde e das unidades de referência distrital (URDs). Para ter acesso ao atendimento na emergência pediátrica ou na ginecologia obstetrícia do Hmib, o paciente deve se dirigir ao local e passar pela triagem. Já os ambulatórios são regulados, e o usuário precisa comparecer a uma UBS de referência. *Com informações da SES-DF
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Qualificação em emergências pediátricas reúne profissionais da Saúde
Os profissionais do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) participam, ao longo deste mês, de uma qualificação em atendimento de emergências pediátricas. A iniciativa faz parte do plano de enfrentamento das doenças respiratórias sazonais proposto pela unidade. Além de aspectos teóricos, fazem parte do programa exercícios práticos, ministrados por profissionais do próprio hospital. Qualificação envolve médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas e farmacêuticos | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde [Olho texto=” “Além de desenvolvermos habilidades que trazem agilidade ao nosso atendimento, também passamos a ser mais efetivos ao prestar um serviço com maior nível de conhecimento e segurança” ” assinatura=”Elisângela do Carmo, supervisora de enfermagem da pediatria do Hmib ” esquerda_direita_centro=”esquerda”] São mais de 180 matriculados, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas e farmacêuticos. Mesmo tendo como foco prioritário o quadro técnico do Hmib, a capacitação abrange servidores da rede pública de saúde do DF como um todo. Os conhecimentos compartilhados são úteis aos profissionais que lidam com assistência regular de emergências A supervisora de enfermagem da pediatria do Hmib, Elisângela do Carmo, é uma entre as quase duas centenas de participantes. Para ela, a formação tem grande impacto técnico e motivacional sobre a rotina de toda a equipe. “Além de desenvolvermos habilidades que trazem agilidade ao nosso atendimento, também passamos a ser mais efetivos ao prestar um serviço com maior nível de conhecimento e segurança”, afirma a supervisora de enfermagem da pediatria do Hmib, Elisângela do Carmo. Melhorias estruturais [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O plano de enfrentamento às doenças respiratórias sazonais é resultado do grupo de trabalho (GT) proposto pela direção do hospital e conta com representantes de diferentes setores. Além de atividades formativas, há ações de nível estrutural e gerencial – reforma de espaços e instalação de novos equipamentos – e monitoramento e emprego racional de insumos e medicamentos essenciais no período da sazonalidade. O surto de vírus respiratórios em crianças intensifica-se entre março e julho de cada ano. “Ainda que haja a sazonalidade, esses agravos perduram todo o ano”, alerta o gerente de enfermagem do Hmib, Eduardo Araújo. “No período de numerosas ocorrências, porém, é preciso ser mais ágil e assertivo em nossas ações.” De acordo com o gestor, por causa do número crescente de casos de dengue no início deste ano, a doença também faz parte dos temas abordados durante a qualificação promovida no Hmib. “Por ser uma unidade de referência distrital em atendimento pediátrico, é de extrema relevância para a rede de saúde que estejamos preparados para atender as crianças do DF em qualquer circunstância”, pontua. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Recursos garantidos para centro de atendimento a pessoas com doenças raras
A construção de um bloco no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) para abrigar o Centro de Referência de Doenças Raras (CRDR) avançou nesta reta final de ano. A afirmação foi feita pela governadora em exercício Celina Leão durante entrevista coletiva com blogueiros e blogueiras nesta quinta-feira (28), na residência oficial da vice-governadoria, no Lago Sul. De acordo com Celina Leão, o governo empenhou R$ 18 milhões de um total de R$ 22 milhões para construir o prédio. O restante da obra será financiada com emenda parlamentar do deputado distrital Eduardo Pedrosa no valor de R$ 5 milhões. “São R$ 18 milhões de emendas minhas da época em que era deputada federal e mais R$ 5 milhões que o deputado distrital Eduardo Pedrosa está complementando. É um hospital especializado para cuidar dessas crianças, dessas pessoas. Quem tem uma doença rara precisa de um acompanhamento para o resto da vida, e nós temos um time de geneticistas maravilhosos que trabalham na rede pública, somos referência no Brasil”, afirmou Celina Leão. Governadora em exercício Celina Leão: “Quem tem uma doença rara precisa de um acompanhamento para o resto da vida, e nós temos um time de geneticistas maravilhosos que trabalham na rede pública, somos referência no Brasil” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Segundo a governadora em exercício, o centro de atendimento é uma demanda antiga de associações do DF. “São doenças muitas vezes difíceis de serem tratadas, algumas muito muito raras. E dolorosas também. Então acho que dá o conforto necessário para essas pessoas e para o acolhimento das famílias”, acrescentou Celina Leão. Atualmente, o centro para tratamento de doenças raras funciona em espaço limitado no HAB, que usualmente precisa de apoio de outros unidades hospitalares, como os hospitais Materno Infantil de Brasília (Hmib), Regional da Asa Norte (Hran) e da Criança de Brasília (HCB). Com o novo espaço será possível ofertar um atendimento e prestação de serviço adequados, inclusive para os profissionais que atuam em laboratórios. Balanço de 2023 [Olho texto=”“O ano de 2023 foi de gratidão, de unidade, de muito trabalho. O GDF, todos os dias, fez alguma entrega para a população. E a gente espera que em 2024 seja melhor ainda, que a gente possa trabalhar cada vez mais”” assinatura=”Celina Leão, governadora em exercício” esquerda_direita_centro=”direita”] Na conversa com os blogueiros, Celina Leão respondeu perguntas sobre educação, saúde, segurança pública e área social e citou a liderança do governador Ibaneis Rocha. Ela enumerou obras de infraestrutura entregues e outras que vão ser concluídas em 2024, a exemplo do viaduto do Itapoã/Paranoá e novas unidades da Casa da Mulher Brasileira. Citou também as creches e escolas que serão entregues e a licitação da terceira faixa de Planaltina (BR-020). “O ano de 2023 foi de gratidão, de unidade, de muito trabalho. O GDF, todos os dias, fez alguma entrega para a população. E a gente espera que em 2024 seja melhor ainda, que a gente possa trabalhar cada vez mais”, frisou.
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Divulgada a licitação para conclusão da reforma em Unidade Neonatal do Hmib
O Departamento de Compras da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), publicou um aviso de licitação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), sinalizando um importante passo para a conclusão da reforma da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Esse processo licitatório eletrônico visa contratar uma empresa de engenharia para finalizar a obra, sendo de fundamental importância para a atenção à saúde neonatal na região. Conforme o aviso, a licitação ocorrerá em 16 de janeiro de 2024. O valor estimado para a contratação é de R$ 1.506.509,78. O processo é uma iniciativa da Secretaria de Saúde e visa retomar uma obra que enfrentou interrupções no passado. A reforma inclui a instalação de novos revestimentos, sistemas de climatização e energia, esquadrias, impermeabilização da laje e recuperação da fachada | Foto: Arquivo/Agência Brasília Diretor de Edificações da Novacap, Carlos Alberto Spies, destacou a importância desse projeto: “Após a paralisação da obra, que foi executada parcialmente, a unidade operou provisoriamente em outra área do hospital. Essa unidade é crucial para mães com filhos prematuros, oferecendo um espaço para o essencial contato entre mãe e filho, e a orientação necessária antes que os bebês possam ir para casa com segurança. Com a conclusão da obra, prevista ainda para 2024, poderemos oferecer um espaço renovado e totalmente equipado para atender às necessidades dessas famílias”. A reforma inclui a instalação de novos revestimentos, sistemas de climatização e energia, esquadrias, impermeabilização da laje e recuperação da fachada. Este projeto não apenas melhora significativamente a infraestrutura do Hmib, mas também oferece um ambiente mais seguro e confortável para o cuidado neonatal. “A interrupção da obra bem no auge da covid-19 em 2020 fez com que sua retomada demorasse mais que o desejado, porém, depois de envidado muito esforço por parte da Secretaria de Saúde e da Novacap, finalmente a obra poderá ser entregue à população, ampliando ainda mais os serviços no Hmib ”, ressaltou Leonidio Neto, subsecretário de Infraestrutura em Saúde. Os interessados em participar da licitação podem obter mais informações e acessar o edital e seus anexos nos sites www.licitacoes-e.com.br e www.novacap.df.gov.br. Contatos adicionais podem ser feitos pelos telefones (061) 3403-2321 ou (061) 3403-2322, ou pelo e-mail dilic@novacap.df.gov.br. *Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)
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Centro obstétrico do Hmib retoma cirurgias após serviços de manutenção
O centro obstétrico do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) passou por revitalização e voltou a realizar partos por cesáreas e cirurgias necessárias para partos de alto risco. Os serviços, iniciados em abril, incluíram manutenções no sistema de ar-condicionado, na rede elétrica e na saída de gases, além de parede, teto e pias. “Tudo foi planejado para que as adequações atendessem as normativas vigentes”, explica a diretora do Hmib, Marina da Silveira Araújo. Ela ressalta a importância das inovações para a segurança dos procedimentos e o conforto tanto para pacientes quanto para servidores. “O espaço físico profissional está diretamente ligado a uma atenção acolhedora e resolutiva. Influencia o processo de trabalho do profissional que está atuando na assistência”, acrescenta. As intervenções feitas no Hmib estão no escopo dos contratos de manutenção predial assinados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) em 2022, com investimento total de R$ 74 milhões | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF A produtividade no centro cirúrgico da unidade é alta. Somente em 2022, foram realizadas 1.437 cesáreas, sendo 479 de gestações consideradas de alto risco. Ao mesmo tempo, a equipe do hospital trabalha para oferecer opções de parto sem intervenções cirúrgicas, inclusive com alívio da dor sem aplicação de remédios, com o uso de bolas de pilates e outras técnicas. Ao todo, 2.430 nascimentos ocorreram no Hmib em 2022, incluindo 72 casos de gêmeos e um de trigêmeos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Contratos de manutenção As intervenções feitas no Hmib estão no escopo dos contratos de manutenção predial assinados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) em 2022, com investimento total de R$ 74 milhões. As empresas contratadas são responsáveis por ajustes de instalações de água e energia, pinturas, reformas de pisos, troca de janelas, entre outras necessidades. Também no Hmib, em setembro, foram entregues as salas de pré-parto e pós-parto, triagem e consultórios. Além das mudanças aparentes, houve reforço do alicerce do edifício, do encanamento e da rede de dados para computadores. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Nasce bebê da primeira cirurgia intrauterina no Distrito Federal
Nasceu a primeira criança a passar por uma cirurgia intrauterina na história do Distrito Federal. Com 1,1 kg, Ágatha está na unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e demonstra estar forte e saudável. O parto cesárea ocorreu às 5h01 desta quarta-feira (6). Com 1,1 kg, Ágatha está na unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e demonstra estar forte e saudável | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Para felicidade da família e da equipe médica, até o momento tudo indica um cenário bem mais promissor do que se ela tivesse nascido com a coluna exposta, uma malformação conhecida como “espinha bífida”, que poderia gerar limitações motoras e problemas neurológicos ao longo de toda a vida. Em 27 de outubro, Ágatha foi submetida a um procedimento cirúrgico para corrigir o problema ainda no útero da mãe, uma técnica inédita no DF, realizada no próprio Hmib. “É uma alegria. Eu já a vi e está ótima. Só é difícil não estar com ela agora, mas é só esperar”, conta a mãe, Raiane da Rocha, de 36 anos. Ela chegou a ficar preocupada porque o plano original era o parto ocorrer só no próximo ano. Porém, a bolsa amniótica se rompeu em 21 de novembro e a mãe passou a ser acompanhada de perto pela equipe do Hmib para garantir a saúde das duas. Na noite de terça, foi decidido que era hora de Ágatha nascer. O parto foi realizado por Carolina Wanis e Marcelo Filippo, médicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) especializados em medicina fetal e também responsáveis pela cirurgia realizada no fim de outubro. “Ainda é muito cedo para avaliar, mas a Ágatha não tem necessidade de operar a coluna. Está no local correto. A cicatriz nas costas mal dá para ver”, afirma o médico Marcelo Filippo. Jeremias Nascimento comemora o nascimento da filha: “Para mim, o milagre já aconteceu. Agora é só esperar pela alta dela” Por ter nascido com 27 semanas e 4 dias de gestação, a menina foi classificada como prematura extrema. Partos até a 36ª semana são considerados de pré-maturos e os partos “a termo” ocorrem entre a 39ª e a 41º semana. Isso significa que nas próximas semanas Ágatha será acompanhada de perto pela equipe de neonatologia do Hmib, contando também com o apoio do Banco de Leite, fundamental para garantir a nutrição dela e das outras 39 crianças internadas na UTI, além de outros setores do hospital. Enquanto isso, os pais da pequena Ágatha já têm a chance de ver o desenvolvimento da filha, nem que seja somente por alguns minutos a cada dia. “Para mim, o milagre já aconteceu. Agora é só esperar pela alta dela”, diz o pai de Ágatha, o mecânico montador Jeremias Nascimento, de 43 anos. [Olho texto=”“A correção intrauterina da espinha bífida é um marco para a Saúde do Distrito Federal. A alta complexidade do procedimento exige uma equipe extremamente qualificada, e temos isso no Hmib. Os benefícios são enormes, como redução de danos neurológicos, de problemas de mobilidade e de infecções, diminuindo muito a letalidade”” assinatura=”Lucilene Florêncio, secretária de Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Cirurgia de três horas Chamada cientificamente de mielomeningocele ou espinha bífida, a malformação identificada durante o pré-natal causa desafios de saúde desde o útero até o fim da vida, sendo os mais comuns a impossibilidade de andar e inchaço no cérebro. As tentativas de correção cirúrgica ocorriam somente após o parto, com pequeno sucesso. A partir de 2015, começaram a ocorrer no Brasil os procedimentos intrauterinos, que melhoram o prognóstico das crianças. A cirurgia inédita envolveu 20 servidores do Hmib ao longo de três horas. Além disso, a equipe se mobilizou para encaminhar o procedimento com agilidade: uma médica da rede privada que fazia o pré-natal de Raiane identificou a condição e a encaminhou ao hospital da SES-DF em 16 de outubro. Em doze dias, foi realizada a preparação necessária e a cirurgia ocorreu na 22ª semana de gestação, um período considerado ideal pelos profissionais da área. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O procedimento também contou com a presença do médico Fábio Peralta e dos hospitais Gestar Centro de Medicina Fetal, Hcor e Maternidade Star, todos de São Paulo. Referência internacional em medicina fetal e com experiência de já ter realizado mais de 600 cirurgias do tipo desde 2015, Fábio Peralta comemora as novas possibilidades trazidas pela técnica. “Não existia esse tipo de correção, nunca víamos uma criança fora da cadeira de rodas, tendo um desenvolvimento normal. Hoje, o mais frequente é a gente ver as criancinhas correndo por aí, indo bem na escola, praticando esporte, tendo um desenvolvimento intelectual adequado”, afirma. Com a projeção estatística de cerca de 250 crianças nascidas ao ano no Brasil com espinha bífida, pesquisadores da área trabalham para expandir o número de hospitais que poderão se tornar referência para a realização do procedimento. “A correção intrauterina da espinha bífida é um marco para a Saúde do Distrito Federal. A alta complexidade do procedimento exige uma equipe extremamente qualificada e temos isso no Hmib. Os benefícios são enormes, como redução de danos neurológicos, de problemas de mobilidade e de infecções, diminuindo muito a letalidade”, afirma a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio. A rede pública também está capacitada para realizar o diagnóstico precoce da doença durante o pré-natal. “Esse foi o primeiro procedimento de outros que com certeza serão realizados com o mesmo sucesso”, completa a gestora. *Com informações da SES-DF
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