Heróis da Alegria levam música e presentes a crianças internadas no Hospital de Santa Maria
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Fantasiados de personagens infantis, os voluntários do projeto Heróis da Alegria percorreram, na quinta-feira (8/10), os setores pediátricos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) com músicas, brincadeiras e presentes. A visita antecipou as comemorações do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e levou momentos de descontração às crianças internadas e aos familiares que as acompanham. Entre os pacientes que receberam os voluntários estava Davi Moreira, de 5 anos, internado havia três dias e com previsão de alta para o fim de semana. O menino ganhou um caminhão de brinquedo e logo descobriu uma utilidade para o presente. “Eu amei, ele é grandão e cabe até os meus outros carrinhos dentro. Muito legal”, disse, sorridente. Para o pai, Lucas Moreira, a visita representou uma oportunidade de aliviar a tensão vivida durante a hospitalização do filho. “É importante demais ter esses momentos, pois às vezes estamos passando por um momento difícil na vida e essa ação faz a gente se alegrar, sorrir. Ajuda tanto a criança quanto os pais na saúde mental”, avalia. Momento de alegria, fé e esperança Voluntários do Heróis da Alegria: com música, brincadeiras e presentes, grupo antecipa comemoração do Dia das Crianças e leva descontração à meninada internada no Hospital Regional de Santa Maria | Fotos: Divulgação/IgesDF As canções nos dão uma alegria na alma, e minha filha ficou tão feliz com as bolinhas de sabão! Isso alegrou meu coração, já que estamos aqui por um tempo bem maior que eu imaginava” Renilda Orneles, mãe de Pollyana, de 3 anos, internada desde 27 de setembro A pequena Mariah Oliveira, de 1 ano e 2 meses, também participou da comemoração. Internada havia dois dias, ela estava acompanhada da mãe, Stefanie Lays Oliveira, que observou a reação da filha à chegada dos personagens. “Gostei desse momento porque a minha filha se animou bastante, interagiu e ficou bem alegre”, conta Stefanie. Para outras famílias, a visita aconteceu em meio a períodos mais longos de internação. Richard Guimarães, de 4 anos, está no hospital desde 1º de setembro, em tratamento de uma infecção nos ossos, conhecida como osteomielite. O pai, Ítalo Guimarães, precisou deixar o emprego para acompanhar o filho, enquanto a esposa permaneceu em casa com um bebê pequeno. Diante dessa rotina, a presença dos voluntários trouxe um momento de esperança. “Esse é um momento que traz fé e esperança, porque é uma situação bem difícil. Eu tive que sair do meu emprego pra ficar aqui com ele, já que minha esposa está com um bebê pequeno em casa e não pode vir sempre. Tem sido muito desafiador, mas tenho fé de que logo ele estará curado”, diz Ítalo. A visita também chegou até Pollyana Orneles, de 3 anos, internada desde 27 de setembro. Em tratamento de um abscesso nos rins e de uma infecção urinária, a menina se divertiu especialmente com as bolinhas de sabão. A mãe, Renilda Orneles, conta que a comemoração trouxe alegria em um período de hospitalização mais longo do que a família esperava. “Me emocionei muito com a visita, pois nos traz esperança e fé. As canções nos dão uma alegria na alma, e minha filha ficou tão feliz com as bolinhas de sabão! Isso alegrou meu coração, já que estamos aqui por um tempo bem maior que eu imaginava”, explicou Renilda. O cuidado além dos procedimentos Chefe do Serviço de Enfermagem da Pediatria, Michelle Donadelli diz que presença dos voluntários ajuda a tornar a experiência hospitalar menos difícil para as crianças “É como um remédio não medicamentoso, mas para a alma. Essas visitas trazem leveza, descontração e renovam a esperança de que tudo vai ficar bem e de que logo poderão voltar para casa” Dartway Santiago, enfermeiro rotineiro da Pediatria Para os profissionais do Hospital Regional de Santa Maria, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a presença dos voluntários ajuda a tornar a experiência hospitalar menos difícil para as crianças. A chefe do Serviço de Enfermagem da Pediatria, Michelle Donadelli, explica que estar longe de casa e passar por procedimentos médicos pode tornar a internação especialmente desafiadora nessa fase da vida. “Se para um adulto já é complexo ficar internado, imagine para uma criança, que está fora do ambiente ao qual está acostumada e precisa passar por procedimentos, como punções venosas, que podem ser dolorosos. Tudo o que podemos fazer para tornar esse período mais leve, nós procuramos fazer”, explica Michelle. Segundo ela, o hospital procura realizar atividades em datas comemorativas, como o Dia das Crianças e o Natal, com o apoio de voluntários. Sempre que possível e respeitando os cuidados de segurança e controle de infecção, os profissionais participam das ações usando acessórios e fantasias. “As crianças adoram, e a equipe também se sente motivada. Nossos profissionais já têm esse olhar humanizado, esse carinho e cuidado com os pequenos. Quando essas ações acontecem, todos se envolvem para tornar a internação um pouco mais tranquila”, destaca Michelle. No Pronto-Socorro Infantil (PSI), a chegada dos personagens foi acompanhada pelos profissionais da unidade. Para a chefe do Serviço de Enfermagem do setor, Layana Lopes, a brincadeira permite que os pequenos vivenciem momentos próprios da infância, mesmo durante o tratamento. “Por alguns instantes, a criança deixa de pensar que está no hospital e volta a ser apenas criança, brincando, sorrindo e se divertindo. Isso faz toda a diferença! Afinal, nosso cuidado vai muito além dos procedimentos e medicamentos, também envolve carinho, acolhimento e amor”, observa Layana. O enfermeiro rotineiro da Pediatria, Dartway Santiago, ressalta que o acolhimento se estende aos familiares, que convivem com preocupações e incertezas durante a internação. “É como um remédio não medicamentoso, mas para a alma. A criança está fragilizada, e os pais também vivem momentos de insegurança e incerteza. Essas visitas trazem leveza, descontração e renovam a esperança de que tudo vai ficar bem e de que logo poderão voltar para casa”, afirma. De uma iniciativa individual a 150 voluntários Hoje, grupo reúne cerca de 150 voluntários e desenvolve atividades em hospitais e outras instituições Criado em 2019, o projeto Heróis da Alegria começou com visitas realizadas pelo enfermeiro e professor de Enfermagem Marcos André Lima a unidades de saúde. Com o tempo, estudantes e outras pessoas passaram a participar das ações. Atualmente, a iniciativa reúne aproximadamente 150 voluntários em sua rede de organização e desenvolve atividades em hospitais e outras instituições, atendendo crianças, adultos e idosos. “Comecei sozinho e, aos poucos, meus alunos foram se juntando. Percebi que, na correria da assistência, muitas vezes uma pessoa precisa apenas de um abraço, de uma palavra de carinho ou de alguém que esteja disposto a ouvi-la. Foi dessa vontade de fazer a diferença que nasceu o projeto”, recorda Marcos. Para as visitas em comemoração ao Dia das Crianças, o grupo passou cerca de um mês arrecadando brinquedos. A mobilização resultou em aproximadamente 400 presentes destinados às ações realizadas em unidades hospitalares. Além das fantasias e dos brinquedos, os voluntários levam músicas, mensagens de fé e momentos de escuta, respeitando as necessidades de cada pessoa. “Todos que participam têm esse desejo de levar algo bom para quem está passando por um momento difícil. Uma música, uma oração, uma palavra ou um abraço podem transformar o dia de alguém. Nossa missão é fazer com que as pessoas se sintam acolhidas e lembradas”, ressalta Marcos. O grupo já se organiza para as atividades de Natal, quando pretende ampliar a arrecadação de brinquedos e roupas. *Com informações do IgesDF
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Pilates no Hospital de Santa Maria oferece autocuidado a mães de crianças internadas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para as mães que acompanham os filhos com condições crônicas complexas, a internação pode durar semanas ou até meses. Nesse período, a rotina se concentra nos cuidados com a criança, deixando pouco espaço para descanso, movimento e atenção à própria saúde. Foi a partir dessa realidade que a Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta segunda-feira (5/10), a primeira aula de Pilates voltada às mães de pacientes internados. A atividade foi conduzida pelos fisioterapeutas Matheus Adrian e Aline Leite, ambos com formação em Pilates, e reuniu exercícios de mobilidade, alongamento, respiração e relaxamento adaptados ao ambiente hospitalar. A proposta é começar com uma atividade mensal e, gradativamente, ampliar a frequência para uma vez por semana, conforme a demanda das famílias e a rotina assistencial da unidade. “Percebemos que essa era uma necessidade das próprias mães. Elas acompanham os filhos por longos períodos e, muitas vezes, não conseguem fazer nem uma caminhada. Para que possam continuar cuidando das crianças, também precisamos olhar para a saúde e a qualidade de vida delas”, explica o fisioterapeuta Matheus Adrian, da UCPPed. A proposta é começar com uma atividade mensal e, gradativamente, ampliar a frequência para uma vez por semana | Foto: Divulgação/IgesDF Movimento também é cuidado Além das aulas, os fisioterapeutas desenvolveram a cartilha “Movimento também é cuidado!”, com 12 exercícios simples que podem ser incorporados à rotina das mães durante a permanência no hospital. O material reúne alongamentos para pescoço, ombros, costas e membros inferiores, além de exercícios de mobilidade da coluna e do quadril, respiração e relaxamento. As atividades podem ser feitas sentadas ou em pé, sempre respeitando os limites de cada pessoa. “São mulheres que permanecem muito tempo dentro do hospital e nem sempre conseguem sair do setor para cuidar de si. Por isso, pensamos em movimentos simples, que possam ser incorporados à própria rotina e realizados próximos ao leito. Pequenas pausas para alongar, respirar e movimentar o corpo também são uma forma de autocuidado”, destaca a fisioterapeuta Aline Leite, da UCPPed. A intenção é que os exercícios sejam utilizados nos intervalos entre as aulas, especialmente pelas mães que permanecem por meses acompanhando os filhos. Uma pausa em meio à internação Para Dayse Carvalho, mãe de um menino de sete anos que está hospitalizado há cerca de dois meses e há aproximadamente 15 dias na UCPPed, participar da primeira aula trouxe alívio em meio a uma rotina cansativa e marcada por momentos difíceis. “Eu estava tensa e um pouco estressada. Foi incrível conseguir relaxar e aliviar a tensão. Percebi que estava precisando muito desse momento. Até pensei em recusar o convite, mas ainda bem que não fiz isso. Teria me arrependido. Valeu cada minuto”, conta Dayse. Jéssica Vieira encontrou na atividade uma oportunidade para fazer uma pausa. O filho está internado desde o nascimento, há seis meses, e há mais de um mês na UCPPed. Depois de meses acompanhando a rotina de cuidados do bebê, Jéssica conta que a atividade ajudou a aliviar, ainda que por alguns instantes, a tensão do dia a dia. Legal, divertido e relaxante “Foi um momento muito legal, divertido e relaxante. Quando a gente passa tanto tempo dentro do hospital, a cabeça fica muito voltada para as preocupações com o filho. A atividade ajuda a distrair a mente, relaxar um pouco e sair, mesmo que por alguns instantes, dessa rotina”, relata. Na UCPPed, crianças e adolescentes com condições crônicas complexas podem precisar de internações prolongadas e da participação constante dos familiares. Além de acompanhar os filhos, mães e outros cuidadores aprendem como manter a assistência após a alta. Para a chefe do Serviço de Enfermagem da UCPPed, Raquel Caetano, reconhecer as necessidades de quem permanece ao lado da criança faz parte da humanização da assistência. “Essas mães participam intensamente do cuidado e, muitas vezes, permanecem conosco por meses. Quando criamos um espaço para que possam olhar para o próprio corpo e bem-estar, estamos cuidando também de quem sustenta essa rede ao lado da criança. Esse acolhimento faz parte da assistência que queremos oferecer”, destaca. “Quando a internação se prolonga, cuidar de quem permanece todos os dias ao lado do paciente também é parte do cuidado”, avalia Raquel. *Com informações do IgesDF
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Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça importância do cuidado precoce e da inclusão
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quando um bebê demora mais para sustentar a cabeça, apresentar rigidez ou flacidez muscular, movimentar um lado do corpo de forma diferente ou demorar a alcançar etapas esperadas do desenvolvimento são sinais que merecem atenção. Nem sempre essas alterações significam paralisia cerebral, mas elas podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada. Celebrado em 6 de outubro, o Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça a importância do diagnóstico, da assistência multiprofissional e de um olhar que veja a criança para além da deficiência. Identificar alterações precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia. A paralisia cerebral reúne alterações permanentes do movimento e da postura decorrentes de uma lesão ou alteração no cérebro em desenvolvimento. A lesão que dá origem à condição não é progressiva, mas as manifestações e as necessidades da criança podem mudar ao longo do crescimento. Identificar os sinais da paralisia cerebral precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia | Fotos: Divulgação/IgesDF No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado pode começar ainda na assistência neonatal e continuar ao longo da infância, conforme as necessidades de cada paciente. Relação com o parto Um dos principais mitos sobre a paralisia cerebral é associar automaticamente a condição à falta de oxigênio durante o nascimento. Segundo a chefe do serviço de neonatologia do HRSM, Phabyana Araújo, as causas são diversas e podem ocorrer antes, durante ou depois do parto. Prematuridade, baixo peso ao nascer, alterações no desenvolvimento cerebral, infecções e acidente vascular cerebral fetal ou neonatal estão entre os fatores associados à condição. "A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto" Phabyana Araújo, chefe do serviço de neonatologia do HRSM “A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto. Cada caso precisa ser analisado individualmente”, explica Phabyana. Uma das condições que podem provocar comprometimento neurológico é a encefalopatia hipóxico-isquêmica, quando há redução importante da oferta de oxigênio ou do fluxo sanguíneo para o cérebro. Ela pode ocorrer antes, durante ou depois do nascimento. “A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma lesão cerebral aguda e pode deixar sequelas neurológicas. Entre elas, a paralisia cerebral. Mas não é a única causa. Da mesma forma, um Apgar baixo, isoladamente, não permite concluir que houve asfixia ou lesão cerebral”, esclarece Phabyana. O Apgar é uma avaliação rápida feita logo após o nascimento para verificar as condições do bebê. A nota, que varia de zero a 10, leva em conta sinais como frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta aos estímulos e cor da pele. Um resultado baixo indica que o recém-nascido precisa de atenção, mas não permite, sozinho, diagnosticar falta de oxigênio, lesão cerebral ou prever paralisia cerebral. “Na neonatologia, reconhecer rapidamente um bebê que pode estar evoluindo com EHI é fundamental. É uma situação tempo-dependente e, quando a criança atende aos critérios, a hipotermia terapêutica iniciada precocemente pode melhorar os desfechos”, destaca Phabyana. O cuidado em crianças com paralisia é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia A atenção precoce é importante porque os primeiros anos de vida são marcados por intensa neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se reorganizar e aprender. Quando existe diagnóstico ou risco elevado para paralisia cerebral, começar as intervenções o quanto antes pode favorecer habilidades, funcionalidade e participação, além de ajudar a prevenir complicações. O cuidado é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia. Dependendo da necessidade, podem ser utilizados órteses, tecnologias assistivas e recursos de comunicação alternativa. Além do diagnóstico Na Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed) do HRSM, esse olhar faz parte da rotina de assistência a crianças e adolescentes com condições crônicas complexas de saúde. A maioria dos pacientes atendidos no setor tem paralisia cerebral, incluindo crianças dependentes de tecnologias de suporte à vida. A unidade oferece assistência integral, humanizada e multiprofissional, com foco na funcionalidade, qualidade de vida, capacitação dos familiares e preparação para uma desospitalização segura, além de cuidados paliativos quando necessários. “Na UCPPed, não cuidamos apenas da paralisia cerebral, mas da criança em sua integralidade. Cada paciente tem capacidades, necessidades e uma história própria. Nosso trabalho é identificar potencialidades, favorecer funcionalidade e qualidade de vida e preparar a família para que esse cuidado tenha continuidade também fora do hospital”, destaca a chefe do Serviço da UCPPed, Lara Vieira. Dimensões diferentes Paralisia cerebral não significa, necessariamente, deficiência intelectual. O comprometimento motor e o intelectual são dimensões diferentes. Uma criança pode ter grande dificuldade para andar ou falar e, ainda assim, compreender o que acontece ao seu redor. Da mesma forma, não falar não significa não compreender. Com os recursos adequados, muitas crianças podem se comunicar, participar das atividades da família, frequentar a escola e fazer escolhas. “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades” Lara Vieira, chefe do Serviço da UCPPed “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades”, reforça Lara. Nesse contexto, autonomia não significa necessariamente fazer tudo sozinho. Significa ter oportunidades de participar, expressar preferências e exercer escolhas com os apoios necessários. Onde buscar atendimento no DF Crianças com atraso no desenvolvimento ou alterações nos movimentos devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Na rede pública, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para avaliação e, quando necessário, encaminhamento para atendimento especializado. O Distrito Federal conta com centros especializados em reabilitação (CER) que oferecem atendimento multiprofissional para pessoas que necessitam de reabilitação, incluindo pacientes com paralisia cerebral. Os serviços podem envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e outras especialidades, conforme a necessidade de cada paciente. *Com informações do IgesDF
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HRSM prepara equipes para identificar potenciais doadores e acolher famílias
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Sua família sabe que você gostaria de ser doador de órgãos? A pergunta não precisa surgir pela primeira vez dentro de uma unidade de terapia intensiva (UTI), em um momento de dor e despedida. Pode fazer parte de uma conversa em casa, durante um almoço ou em qualquer momento ao lado de quem se ama. No Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, essa é uma das mensagens em destaque: falar sobre doação é uma decisão que pode começar ainda em vida. Uma doação capaz de transformar diferentes histórias começa muito antes do transplante. Depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família que atravessa um dos momentos mais delicados de sua vida. Para fortalecer esse processo, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta quinta-feira (17/9), o 1º Simpósio de Conscientização do Papel da Equipe na Doação de Órgãos, como parte das ações do Setembro Verde. “A doação de órgãos pode devolver qualidade de vida aos pacientes que aguardam por um transplante. Apesar de acontecer em um momento de muita dor para quem perde um familiar, esse gesto pode representar uma nova possibilidade de vida para quem recebe”, afirma o superintendente do HRSM, Lucas da Silva Santos. O encontro reuniu gestores, profissionais assistenciais e administrativos e especialistas envolvidos no processo. Participaram representantes das Equipes de Doação de Órgãos e Tecidos (Edot) do HRSM e do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Banco de Olhos do Distrito Federal e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do DF. Entre os convidados estavam a coordenadora da Edot/HBDF, enfermeira Ângela Aguiar; a representante do Banco de Olhos do DF, enfermeira Viviane Marçal; e o coordenador da OPO/DF, enfermeiro Jean Pierre. Uma doação depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família | Foto: Divulgação/IgesDF Da identificação à doação Durante o simpósio, os profissionais conheceram as diferentes etapas que tornam a doação possível. O processo começa com a identificação do potencial doador e passa pela notificação, avaliação e, quando indicada, determinação da morte encefálica. Envolve ainda a manutenção do potencial doador, o acolhimento e a entrevista da família. Com a autorização familiar, o fluxo segue para avaliação, captação, transporte, distribuição e transplante. A programação esclareceu que doação e transplante representam momentos distintos. A doação corresponde à disponibilização de órgãos ou tecidos para utilização terapêutica, enquanto o transplante ocorre após outras etapas, como captação, logística e distribuição. Para o gerente de Enfermagem do HRSM, Izaías Silva, conhecer esse caminho permite compreender as diferentes dimensões humanas presentes em cada etapa. “Não é um momento fácil. De um lado, existe uma família enfrentando a perda; do outro, pessoas que aguardam a possibilidade de continuar vivendo por meio de um transplante. Por isso, é necessário acolhimento, preparo e uma abordagem adequada junto aos familiares”, destaca. Outro ponto abordado foi a determinação da morte encefálica. Diferentemente do coma, a morte encefálica é um diagnóstico médico estabelecido a partir de critérios específicos e envolve pré-requisitos, exames clínicos, teste de apneia, exame complementar e registro documental. Para o coordenador da OPO/DF, Jean Pierre, ampliar o conhecimento sobre o tema ajuda a reduzir dúvidas e reforça a importância de conversar sobre doação ainda em vida. “Todos nós podemos, em algum momento, precisar de um transplante. Por isso, é tão importante conversar em vida e deixar claro para a família o desejo de ser doador. Precisamos falar sobre a morte, apesar de ser um assunto difícil, porque essa conversa pode ajudar a família a conhecer e respeitar a vontade daquela pessoa”, enfatiza. Doação de córneas A doação de tecidos, especialmente de córneas, ganhou espaço na programação. O Banco de Olhos do Distrito Federal atua na capacitação de equipes multidisciplinares, em campanhas educativas, na busca ativa de potenciais doadores, na entrevista familiar e na captação. A enfermeira Viviane Marçal chamou a atenção para informações equivocadas que podem afastar famílias da possibilidade da doação. “Precisamos desmistificar a doação, principalmente de córneas. Existem situações que muitas pessoas acreditam impedirem automaticamente a doação, mas é necessária uma avaliação clínica. Uma doação de córneas pode beneficiar até quatro pessoas, trazendo a possibilidade de recuperar a visão e retomar atividades da vida cotidiana”, explica. Segundo Viviane, a possibilidade de captação de córneas está relacionada a uma janela de tempo após o óbito. A experiência da família com a assistência recebida durante a internação é outro aspecto considerado nesse processo. “Se a família não percebe um atendimento digno e cuidadoso, a abordagem para a doação se torna ainda mais difícil. Por isso, as equipes precisam estar preparadas, e a conversa sobre doação deve ser conduzida por profissionais capacitados para acolher essa família”, ressalta. Equipes preparadas para acolher O simpósio reuniu aspectos técnicos e humanos de uma cadeia que depende da participação e da articulação entre diferentes áreas. Para a vice-presidente da Edot do HRSM, Érika Melo, compreender o papel desempenhado em cada etapa é parte dessa preparação. “Neste Setembro Verde, nosso foco é também olhar para dentro e conscientizar as equipes que participam diretamente do processo de doação. São várias etapas, e cada profissional precisa compreender o seu papel para que tudo aconteça de forma segura e integrada. Quanto mais preparada estiver a equipe, melhor será a condução do processo e o acolhimento às famílias”, destaca. Atualmente, a Edot do HRSM é formada por enfermeiros e técnicos de enfermagem e conta com um médico como responsável técnico. A equipe atua de forma articulada com outros profissionais e serviços envolvidos na doação. A mensagem que encerra o simpósio, porém, ultrapassa os limites do hospital. A conversa sobre doação pode começar muito antes de uma situação de perda, entre familiares que conhecem a vontade uns dos outros. Dizer “eu quero ser doador” e compartilhar esse desejo com quem está próximo é uma maneira de permitir que essa vontade seja conhecida. No Setembro Verde, o convite é para que essa conversa aconteça em vida. *Com informações do IgesDF
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Saiba como solicitar exames e prontuários em unidades de saúde do DF
Exames, laudos e prontuários guardam informações importantes sobre a saúde de cada paciente e, justamente por reunirem dados pessoais e sensíveis, não podem ser acessados por qualquer pessoa. A liberação desses documentos segue critérios específicos para garantir sigilo, segurança e proteção dos dados. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF seguem estas regras. Muitas pessoas, no entanto, ainda têm dúvidas sobre quem pode fazer o pedido, quais documentos são necessários ou o que fazer quando não é possível comparecer pessoalmente. Conhecer essas orientações ajuda a evitar transtornos e torna o atendimento mais ágil. “Toda solicitação de acesso a informações médicas é tratada com sigilo absoluto e em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas correlatas, protegendo os dados sensíveis de saúde dos pacientes em todas as etapas”, explica Saulo Reis, coordenador jurídico consultivo. Quem pode solicitar? O próprio paciente pode solicitar e consultar seus registros médicos sempre que precisar. Também podem fazer o pedido, conforme cada situação, pais ou responsáveis legais de crianças e adolescentes, tutores, curadores e pessoas autorizadas pelo paciente por meio de procuração específica. Os resultados de exames devem ser solicitados diretamente na unidade na qual o procedimento foi realizado. Já os prontuários médicos podem ser requisitados nas recepções dos hospitais e das UPAs, além dos canais eletrônicos disponibilizados para esse atendimento. Os pedidos também podem ser encaminhados por e-mail: HRSM: nuarq.hrsm@igesdf.org.br HBDF: arquivo@igesdf.org.br UPAs: arquivoupas@igesdf.org.br Para requerer o documento, é necessário preencher o formulário de solicitação de prontuário médico e apresentar a documentação exigida. O pedido passa pela análise dos setores responsáveis e, após a conclusão do processo, os registros podem ser disponibilizados em formato impresso ou por e-mail, conforme o caso. Outra pessoa pode retirar os documentos? Quando o paciente não pode comparecer presencialmente, outra pessoa pode solicitar ou retirar os documentos, desde que apresente procuração específica ou autorização expressa do titular. A autorização pode ser validada por diferentes meios, entre eles: Procuração com poderes específicos: documento assinado pelo paciente autorizando expressamente o acesso aos registros para essa finalidade. Assinatura eletrônica avançada: deve permitir a identificação inequívoca do signatário e estar vinculada ao documento de forma que qualquer alteração posterior possa ser detectada. Um exemplo são as assinaturas realizadas pelo GOV.BR nos níveis Prata e Ouro. Assinatura eletrônica qualificada: utiliza certificado digital emitido por autoridade reconhecida, de acordo com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). E quando o paciente falece? Em caso de falecimento, o acesso ao prontuário também segue regras específicas. O documento pode ser consultado por cônjuge ou companheiro, filhos, netos, bisnetos, pais, avós, bisavós, irmãos, sobrinhos, tios, sobrinhos-netos, tios-avós e primos, desde que seja comprovado o vínculo familiar. A liberação também pode ocorrer mediante determinação judicial. Órgãos públicos e instituições precisam seguir regras específicas. O sigilo das informações médicas permanece protegido mesmo quando a solicitação parte dessas entidades. Algumas organizações podem requerer os documentos diretamente, por meio de ofício encaminhado pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Entre elas estão: Conselho Federal de Medicina (CFM); Conselhos regionais de medicina (CRMs); Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF); Corregedoria de Saúde (SES/CONT/USCOR); Instituições de ensino que tenham Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF); Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), desde que tenha procuração válida. Para os demais órgãos e instituições, o acesso às informações médicas depende de determinação judicial ou de termo de consentimento expresso assinado pelo titular, acompanhado da documentação pessoal necessária.
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Sinais de alerta na gestação exigem atenção para proteger mãe e bebê
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Nem todo desconforto durante a gravidez indica um problema, mas alguns sinais exigem atenção e avaliação médica. Sangramento vaginal, perda de líquido, dor de cabeça intensa, redução dos movimentos do bebê, febre e dor abdominal forte estão entre as situações que não devem ser ignoradas. Com o objetivo de orientar as futuras mães a reconhecer essas manifestações e buscar atendimento no momento adequado, o Centro Obstétrico do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), oferece orientações às gestantes durante o acompanhamento pré-natal e também disponibiliza material informativo para elas levarem para casa. "Muitas vezes, a paciente sente que algo não está bem, mas tem dificuldade para identificar ou explicar o que está acontecendo", explica a chefe de serviço do Centro Obstétrico do HRSM, Priscila Pinheiro. Nas consultas, além de orientação médica, futuras mães recebem material informativo sobre os pontos aos quais devem ficar sempre alertas | Foto: Divulgação/IgesDF "O cuidado deve ser redobrado quando a gestante percebe uma mudança significativa em relação ao que vinha sentindo até então. Nem sempre é possível saber, em casa, se determinado sintoma representa uma situação de risco" Priscila Pinheiro, chefe de serviço do Centro Obstétrico do Hospital Regional de Santa Maria Para ajudar nesse processo, além das orientações recebidas durante as consultas, as futuras mães também recebem um material informativo para levar para casa. "Quando a mãe conhece os pontos de alerta, consegue perceber mais rapidamente mudanças importantes e buscar atendimento no momento certo", destaca Priscila Pinheiro. Quando procurar atendimento Um dos sintomas que requer atendimento imediato é o sangramento vaginal. Independentemente da quantidade, qualquer episódio deve ser comunicado à equipe de saúde. A perda de líquido pela vagina também merece atenção, pois pode indicar o rompimento da bolsa amniótica antes do momento esperado. Outro sintoma que não deve ser ignorado é a dor de cabeça intensa e persistente, principalmente quando não melhora com medidas habituais. Se estiver acompanhada de alterações visuais, como visão embaçada, manchas ou pontos brilhantes, pode estar relacionada a problemas de pressão arterial e exigir atendimento urgente. A movimentação do bebê é um importante indicador de bem-estar durante a gravidez. Caso a gestante perceba que ele está se movimentando menos do que o habitual, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para verificar se está tudo bem. Atenção aos sinais do corpo A febre merece cuidado especial, principalmente quando vem acompanhada de outros sintomas, como mal-estar, tosse, falta de ar ou dor ao urinar. Infecções durante a gravidez podem trazer riscos para a mãe e para o desenvolvimento do bebê. "Sempre que sentia algo diferente ou tinha alguma dúvida, procurava orientação. Fazer o pré-natal e acompanhar os sinais do meu corpo me trouxe mais segurança durante todos esses meses" Antônia Pinheiro, paciente do HRSM Outras situações que justificam a procura por assistência médica incluem inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés; dor abdominal intensa e persistente; contrações regulares antes das 37 semanas; falta de ar; dor no peito; tontura; desmaio ou sensação de fraqueza importante. "O cuidado deve ser redobrado quando a gestante percebe uma mudança significativa em relação ao que vinha sentindo até então. Nem sempre é possível saber, em casa, se determinado sintoma representa uma situação de risco", salienta Priscila. A atenção aos sinais do próprio corpo também fez parte da rotina de Antônia Pinheiro, que está com 37 semanas de gestação e aguarda o nascimento do filho, Miguel, previsto para esta quinta-feira (20/8). Diagnosticada com diabetes gestacional, ela relata que sentiu muitas dores de cabeça, mas manteve o acompanhamento médico e permaneceu atenta a qualquer mudança no organismo. "Sempre que sentia algo diferente ou tinha alguma dúvida, procurava orientação. Fazer o pré-natal e acompanhar os sinais do meu corpo me trouxe mais segurança durante todos esses meses", conta. Acompanhamento durante a gestação O pré-natal ao longo de toda a gestação é fundamental para identificar intercorrências precocemente e monitorar a saúde da mãe e do bebê. As consultas permitem avaliar a evolução da gravidez, realizar exames e orientar a mulher sobre os cuidados necessários em cada fase. Esse acompanhamento, no entanto, não significa que a gestante deva ignorar mudanças entre uma consulta e outra. Observar o próprio corpo e comunicar à equipe de saúde qualquer sintoma diferente ou que cause preocupação são atitudes importantes durante toda a gravidez. "Quanto mais cedo esses problemas são identificados e avaliados pela equipe, maiores são as chances de evitar agravamentos e garantir uma gestação mais segura", observa Priscila. *Com informações do IgesDF
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Fisioterapia pélvica ajuda mulheres a retomar a rotina após cirurgias ginecológicas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A recuperação após uma cirurgia ginecológica ou uma intercorrência gestacional exige cuidados que vão além do repouso. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o serviço de Fisioterapia em Saúde da Mulher acolhe e acompanha mulheres nessas e em outras situações, contribuindo para uma recuperação mais segura e para a retomada gradual das atividades do dia a dia. Entre as abordagens oferecidas está a fisioterapia pélvica, voltada à musculatura do assoalho pélvico, responsável pela sustentação de órgãos como bexiga, útero e intestino. Alterações nessa região podem ocorrer após cirurgias, gestações e partos e provocar sintomas como incontinência urinária, dores, sensação de peso vaginal e dificuldades funcionais. Segundo a fisioterapeuta Giovanna Cassaro, muitas mulheres convivem com esses sintomas sem saber que existem formas de tratamento. "O objetivo é orientar, reabilitar e ajudá-las a identificar possíveis disfunções para que façam o tratamento adequado”, explica. Além do trabalho específico com a musculatura pélvica, o acompanhamento fisioterapêutico contribui para prevenir complicações, reduzir desconfortos e recuperar a funcionalidade, favorecendo um retorno mais seguro à rotina. Reabilitação que faz diferença Elia Elizabeth Astudillo, de 49 anos, passou recentemente por uma histerectomia total no HRSM | Foto: Divulgação/IgesDF Elia Elizabeth Astudillo, de 49 anos, passou recentemente por uma histerectomia total no HRSM. Antes da cirurgia, os sangramentos intensos afetavam diretamente sua qualidade de vida. Durante a recuperação, ela encontrou na fisioterapia mais um apoio para retomar as atividades. “Os sangramentos eram muito intensos e impactavam diretamente minha qualidade de vida. Desde o primeiro atendimento, me senti acolhida e os fisioterapeutas têm contribuído muito para minha recuperação”, relata. Embora seguir as orientações de repouso seja importante após uma cirurgia ginecológica ou uma intercorrência gestacional, permanecer muito tempo sem se movimentar pode dificultar a recuperação. Por isso, a equipe incentiva a movimentação gradual, sempre respeitando os limites da paciente e as recomendações médicas. “Nos primeiros dias, pode ser comum sentir desconforto na região operada, principalmente quando as orientações não são seguidas. Ao realizar as atividades de forma ergonômica e adaptada, a tendência é melhorar progressivamente, proporcionando mais liberdade à paciente”, explica Giovanna. Entre as orientações estão a maneira adequada de levantar da cama, pequenas caminhadas ao longo do dia e exercícios respiratórios, que auxiliam na oxigenação do organismo e na redução da tensão muscular. A ativação da musculatura abdominal e do assoalho pélvico também pode fazer parte da recuperação. “São exercícios simples, mas que auxiliam no suporte da musculatura, na estabilidade do corpo e na recuperação funcional da paciente”, destaca a fisioterapeuta. Cuidados durante a recuperação Alguns hábitos também podem contribuir para uma recuperação mais confortável, como manter uma boa hidratação, consumir fibras conforme orientação nutricional e evitar esforço excessivo durante a evacuação. Após cirurgias ginecológicas, também é fundamental respeitar as recomendações da equipe assistencial. Entre os cuidados estão evitar carregar peso nas primeiras semanas, cumprir o período de repouso indicado, não retomar atividades físicas sem liberação médica e seguir corretamente as orientações sobre atividade sexual. A retomada das atividades deve ocorrer gradualmente, respeitando as condições e necessidades de cada paciente. Informação como aliada do cuidado Para reforçar as orientações oferecidas às mulheres, o Serviço de Saúde Funcional (Sesaf) desenvolveu a cartilha “Recuperação Pélvica e Funcional”, que reúne informações sobre o processo de reabilitação, sinais de alerta, cuidados e exercícios que podem auxiliar durante esse período. O material também apresenta situações em que é necessário procurar atendimento especializado, contribuindo para a identificação precoce de possíveis alterações e para a busca pelo cuidado adequado. Dessa forma, a cartilha complementa o trabalho desenvolvido pela equipe multiprofissional e amplia o acesso das pacientes a informações importantes para uma recuperação mais segura e consciente. *Com informações do IgesDF
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Cuidar da boca também é cuidar do coração
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Escovar os dentes, usar fio dental e visitar o dentista regularmente ajudam a prevenir cáries e outras alterações bucais. Mas o que muita gente não sabe é que, em determinadas situações, esses cuidados também podem contribuir para proteger o coração. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial. Nesses casos, infecções na cavidade oral podem representar um risco adicional. Segundo a cardiologista Simone Souza, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a principal preocupação é a endocardite infecciosa, uma inflamação que pode ocorrer quando bactérias da boca alcançam a corrente sanguínea e se instalam em estruturas cardíacas mais vulneráveis. “Pessoas com alterações nas válvulas cardíacas, sejam elas naturais ou substituídas por próteses, devem receber um acompanhamento mais cuidadoso. Em procedimentos odontológicos que podem causar sangramento, por exemplo, a conduta precisa ser avaliada de forma individualizada”, explica. Cirurgia A relação entre saúde bucal e saúde cardiovascular fica ainda mais evidente antes de cirurgias cardíacas. No HRSM, a avaliação odontológica integra o protocolo de segurança adotado no pré-operatório desses procedimentos. “Quando o paciente vai realizar uma cirurgia, como ponte de safena, o pré-operatório inclui uma avaliação criteriosa. É fundamental que ele esteja sem focos de infecção na boca para reduzir o risco de complicações durante e após o procedimento”, destaca Simone. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial | Foto: Divulgação/IgesDF É o caso do aposentado Carmelito Pereira do Nascimento, de 66 anos. Após sofrer um infarto, ele aguarda a realização de uma ponte de safena. Durante a avaliação odontológica, a equipe identificou a necessidade de remover um fragmento de raiz dentária que poderia causar complicações futuras. “Estou sendo muito bem-atendido por toda a equipe. Saber que eles estão cuidando de todos os detalhes me deixa mais confiante para a cirurgia”, elogia o paciente. Segundo a cirurgiã-dentista especialista em estomatologia do HRSM, Dryele Ferreira Flores, essa atenção é necessária porque a saúde bucal está diretamente ligada ao funcionamento do organismo. “A boca não está separada do restante do corpo. Por isso, problemas como gengivite e periodontite, inflamações causadas pelo acúmulo de placa bacteriana, não devem ser negligenciados e precisam ser acompanhados adequadamente”, afirma. Cuidados simples A frequência das consultas odontológicas varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Quem convive com doenças periodontais, por exemplo, costuma precisar de acompanhamento mais frequente para evitar o agravamento do quadro. Independentemente da condição de saúde, algumas medidas ajudam a preservar a boca e reduzir riscos: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, utilizar fio dental diariamente, manter uma alimentação equilibrada com menor consumo de açúcar, evitar o tabagismo e realizar consultas periódicas com o dentista. “Uma boa higiene oral e o acompanhamento profissional são fundamentais para todos. Para quem tem problemas cardíacos, essa atenção se torna ainda mais importante, pois manter a saúde bucal em dia também é uma forma de proteger o coração”, conclui a cirurgiã-dentista. Os atendimentos odontológicos na rede pública do Distrito Federal começam nas unidades básicas de saúde (UBSs), que oferecem consultas, ações de prevenção, tratamentos e orientações sobre saúde bucal. Quando há necessidade de atendimento especializado, o paciente é encaminhado pela própria UBS para um centro de especialidades odontológicas (CEO). Em situações de urgência, como dor intensa, infecção, sangramento ou traumatismos, deve ser procurada uma unidade da rede pública com pronto atendimento odontológico. *Com informações do IgesDF
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Humanização transforma tarde de paciente no Hospital de Santa Maria
Depois de cerca de um mês internado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), João Antônio Lourenço, 32 anos, viveu um reencontro que emocionou familiares e profissionais da unidade. A pedido da família, ele recebeu a visita dos cães de estimação Thor e Mel, uma iniciativa que levou um pouco da rotina de casa para o ambiente hospitalar e reforçou a importância da humanização durante o tratamento. João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação. Sensibilizada com o pedido, a equipe da clínica médica organizou o reencontro seguindo todos os protocolos de segurança e higiene. A mãe de João, Denise Lourenço, conta que a expectativa pelo reencontro era grande. "Ele estava ansioso para voltar para casa e reencontrá-los. Quando surgiu a possibilidade desta visita, ficamos muito felizes. Acho que esse momento trouxe mais ânimo e força para ele continuar o tratamento e seguir firme na recuperação até poder voltar para casa", afirma. João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação | Foto: Divulgação/IgesDF A iniciativa foi organizada por uma equipe multiprofissional, envolvendo profissionais do serviço social, psicologia, fisioterapia e demais áreas assistenciais. Antes da visita, os familiares receberam orientações sobre os cuidados necessários, como vacinação, banho e higiene dos animais, garantindo que o encontro acontecesse com segurança para todos. Segundo a assistente social Sarah Luiza Azevedo, ações como essa fazem parte da política de humanização adotada pela unidade. "Organizamos tudo com antecedência para que esse momento acontecesse de forma segura. Quando conseguimos aproximar o paciente daquilo que faz parte da sua vida, também fortalecemos o cuidado e o bem-estar durante a internação", explica. Para Sarah, ouvir os pacientes e suas famílias é um dos pilares de uma assistência verdadeiramente humanizada. "Muitas vezes, ninguém conhece melhor as necessidades do paciente do que os próprios familiares. Quando existe esse diálogo aberto, conseguimos construir um cuidado mais completo, respeitando a história, os vínculos e aquilo que faz sentido para cada pessoa durante o tratamento", ressalta. Para o superintendente do Hospital Regional de Santa Maria, Lucas da Silva Santos, a humanização também passa pelo reconhecimento das necessidades emocionais de cada paciente. "Cuidar vai além dos procedimentos e dos tratamentos. Sempre que é possível, buscamos oferecer uma assistência que considere o paciente em sua integralidade, respeitando sua história, seus vínculos afetivos e aquilo que contribui para seu bem-estar. São gestos como esse que tornam o cuidado ainda mais humano", destaca. Entre lambidas, afagos e olhares de carinho, Thor e Mel transformaram a tarde de João em um cenário de reencontro e afeto, mostrando que a humanização também está presente em gestos simples, capazes de fortalecer quem enfrenta o tratamento. *Com informações do IgesDF
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Três hospitais, um propósito: cuidar da população com excelência e inovação
No Dia Nacional do Hospital, comemorado nesta quinta-feira (2), o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol) destacam uma trajetória marcada por avanços na qualidade da assistência, na segurança do paciente e na inovação. Administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), as três unidades acumulam certificações e reconhecimentos que refletem o fortalecimento contínuo da rede hospitalar sob gestão do instituto. Cada unidade tem uma vocação assistencial própria. Juntas, elas formam uma rede complementar que atende desde casos de alta complexidade até cuidados paliativos, passando pela assistência materno-infantil e pediátrica. Ao longo dos últimos anos, essa rede vem acumulando certificações, reconhecimentos nacionais e internacionais e resultados que refletem o compromisso permanente com a qualidade da assistência, a segurança do paciente e a inovação na gestão da saúde pública. Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, embora cada hospital possua características e desafios próprios, todos compartilham um mesmo propósito. "Cada uma das nossas unidades possui uma identidade assistencial própria, mas todas compartilham o compromisso de oferecer uma assistência cada vez mais segura, humanizada e resolutiva. Trabalhamos para fortalecer uma rede integrada, capaz de responder às necessidades da população com qualidade, inovação e responsabilidade", afirma. Hospital de Base: referência que ultrapassa fronteiras Neste ano, o Centro de Trauma do HBDF foi recomendado a receber a Certificação por Distinção da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma, no nível Platinum, o segundo mais alto da categoria | Fotos: Divulgação/IgesDF As conquistas alcançadas por cada unidade refletem diferentes vocações assistenciais, mas um objetivo comum: oferecer um atendimento cada vez melhor à população do Distrito Federal e do Entorno. Os reconhecimentos obtidos nos últimos anos evidenciam o fortalecimento de uma rede pública que investe continuamente em qualidade, segurança e inovação. Maior hospital público do Centro-Oeste e referência em atendimentos de alta complexidade, o HBDF tem se consolidado como protagonista nacional em diferentes áreas da assistência à saúde. Neste ano, o centro de trauma do hospital foi recomendado a receber a certificação por Distinção da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma, no nível Platinum, o segundo mais alto da categoria. O reconhecimento atesta a qualidade dos processos assistenciais, a segurança do paciente e o compromisso da unidade com a melhoria contínua. Com a conquista, o Hospital de Base tornou-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do Brasil a alcançar a certificação concedida pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG). "Cada uma das nossas unidades tem uma identidade assistencial própria, mas todas compartilham o compromisso de oferecer uma assistência cada vez mais segura, humanizada e resolutiva. Trabalhamos para fortalecer uma rede integrada, capaz de responder às necessidades da população com qualidade, inovação e responsabilidade" Eliane Abreu, presidente do IgesDF Outro destaque veio da área neurológica. Durante o Global Stroke Alliance 2026, realizado em São Paulo, o hospital recebeu, pela segunda vez, a certificação Diamante da iniciativa internacional Angels, considerada a mais alta categoria do programa voltado para o atendimento de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A premiação reconhece hospitais que apresentam excelência em indicadores assistenciais, rapidez no diagnóstico e tratamento e adesão às melhores práticas internacionais, fatores fundamentais para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação dos pacientes. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, essas conquistas refletem o compromisso permanente da equipe com a excelência. "O Hospital de Base reúne profissionais altamente qualificados e atende diariamente pacientes de grande complexidade. Cada reconhecimento reforça que estamos no caminho certo ao investir em qualidade, segurança e inovação para oferecer um atendimento cada vez melhor à população", afirma. A busca por excelência também está presente em setores que dão suporte direto ao cuidado. Em 2025, o Laboratório Clínico conquistou, pelo sétimo ano consecutivo, o selo de excelência do Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), que atesta a confiabilidade dos exames realizados e a eficiência dos processos laboratoriais. No mesmo ano, as unidades de terapia intensiva (UTIs) receberam certificação nacional concedida pela Epimed Solutions, em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib). O resultado evidencia o alto padrão no monitoramento e na gestão de indicadores, contribuindo para decisões mais seguras e assertivas no tratamento de casos graves. Hospital de Santa Maria: cuidado que começa antes do nascimento Referência na assistência materno-infantil e pediátrica, o HRSM tem se destacado por iniciativas voltadas à saúde de gestantes, recém-nascidos e crianças. Em 2025, recebeu homenagem da Secretaria de Saúde (SES-DF) pela qualidade dos serviços oferecidos nessa linha de cuidado. O trabalho desenvolvido no centro obstétrico e nos setores integrados ao atendimento de mães e bebês foi acompanhado e elogiado por representantes da pasta. O banco de leite humano também ganhou projeção internacional. Ainda em 2025, a instituição recebeu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) uma certificação de excelência e inovação em cuidado materno-infantil durante o 1º Congresso Binacional Brasil–Paraguai de Certificação de Qualidade em Bancos de Leite Humano. A conquista reforça o papel estratégico desempenhado pela equipe na promoção da saúde neonatal e no fortalecimento das ações voltadas aos recém-nascidos e suas famílias. Para o superintendente do HRSM, Lucas da Silva Santos, os reconhecimentos demonstram o compromisso diário das equipes com um atendimento acolhedor e seguro. "Temos muito orgulho de ver o trabalho desenvolvido no hospital sendo reconhecido. Cada conquista demonstra o empenho dos nossos profissionais em oferecer uma assistência humanizada, qualificada e centrada nas necessidades de mães, bebês, crianças e de toda a população atendida pela unidade", ressalta. Referência na assistência materno-infantil e pediátrica, o HRSM tem se destacado por iniciativas voltadas à saúde de gestantes, recém-nascidos e crianças O compromisso com a melhoria contínua também pode ser observado em outras áreas. A farmácia clínica do HRSM tornou-se referência ao servir de exemplo para uma apresentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre farmacovigilância no Brasil, prática responsável por monitorar a segurança de medicamentos e vacinas após sua utilização pela população. Já o Núcleo de Laboratório Clínico recebeu o Certificado de Proficiência em Ensaios Laboratoriais da Controllab, reconhecimento que comprova a precisão técnica e a confiabilidade dos resultados emitidos. Hospital Cidade do Sol: referência em cuidados paliativos Especializado em cuidados paliativos, o HSol vem se consolidando como referência nacional no acompanhamento de pessoas com doenças graves e condições de saúde complexas. Neste ano, a unidade foi escolhida pelo Ministério da Saúde para apresentar a experiência do Distrito Federal durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, realizado em Brasília. O evento reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir os avanços e desafios da Política Nacional de Cuidados Paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS). A participação reforçou a relevância do trabalho desenvolvido pela equipe multiprofissional, que atua com foco no alívio do sofrimento, no conforto, na dignidade e na qualidade de vida de usuários e familiares. Neste ano, o HSol foi escolhido pelo Ministério da Saúde para apresentar a experiência do Distrito Federal durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, realizado em Brasília Para a gerente-geral do Hospital Cidade do Sol, Júlia Gurgel, o reconhecimento fortalece um modelo de assistência baseado no cuidado integral ao paciente e à família. "Nos cuidados paliativos, cada detalhe faz diferença. Nosso compromisso é oferecer acolhimento, conforto e dignidade em todas as etapas do cuidado, respeitando a individualidade de cada paciente e apoiando também seus familiares", destaca. Para Eliane Abreu, as conquistas alcançadas pelos três hospitais demonstram que investir em pessoas, processos e inovação produz resultados concretos para quem utiliza o SUS. "Cada reconhecimento apresentado aqui representa muito mais do que um certificado. Ele traduz o esforço diário de profissionais comprometidos em oferecer uma assistência pública de excelência, colocando o paciente sempre no centro do cuidado", detalha. Inovação para o melhor cuidado Além das conquistas alcançadas em cada unidade, o IgesDF tem investido em estratégias de gestão capazes de tornar os serviços mais eficientes e fortalecer o atendimento prestado à população. Uma dessas iniciativas é a implantação da metodologia Lean, modelo que busca eliminar desperdícios, simplificar etapas e tornar os fluxos de trabalho mais ágeis. Com essa abordagem, o paciente passa a ocupar o centro das decisões. Os processos são integrados, os fluxos são revisados continuamente e atividades que não agregam valor ao atendimento são reduzidas. Os ganhos aparecem em diferentes frentes: menos burocracia, redução de atrasos, melhor aproveitamento dos recursos e mais tempo para que os profissionais se dediquem ao que realmente importa: o cuidado com as pessoas. Para a presidente do IgesDF, esse é o caminho que continuará orientando a gestão da instituição. "Nosso compromisso é evoluir todos os dias. Queremos uma rede cada vez mais integrada, eficiente, inovadora e humana. Cada melhoria implantada, cada processo aperfeiçoado e cada reconhecimento conquistado têm um único objetivo: oferecer um atendimento cada vez melhor para a população do Distrito Federal", conclui. *Com informações do IgesDF
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HRSM recebe doação para ampliar atendimento em cirurgias faciais
Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam tratamento para correção de deformidades faciais terão um reforço importante no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A unidade recebeu, na quinta-feira (18), uma doação de insumos ortodônticos que serão utilizados no tratamento de pacientes submetidos à cirurgia ortognática, procedimento indicado para corrigir alterações no posicionamento dos ossos da face e da mandíbula. A iniciativa beneficia pacientes acompanhados pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial da unidade e deve contribuir para ampliar a capacidade de atendimento, reduzindo o tempo de espera e facilitando o acesso ao tratamento especializado. Entre os materiais doados estão alicates, instrumentais e outros insumos ortodônticos. A doação foi viabilizada pelo Rotary Club de Brasília Leste, integrante do Distrito 4530 do Rotary Internacional, organização que desenvolve projetos sociais e humanitários voltados ao fortalecimento de áreas como saúde, educação e desenvolvimento comunitário. Segundo a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, a contribuição chega em um momento importante para uma especialidade que exige acompanhamento prolongado dos pacientes. "Esses insumos serão empregados em processos complexos, que podem se estender por cerca de três anos. Quando conseguimos tornar essa jornada mais eficiente, ganhamos agilidade na assistência", explica. A iniciativa beneficia pacientes acompanhados pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial da unidade | Foto: Divulgação/IgesDF Para a governadora do Rotary no período 2020/2021, Vera Ávila, apoiar instituições públicas faz parte da missão da organização e busca atender às necessidades identificadas pela própria comunidade. "Nosso trabalho é ouvir as demandas que chegam de hospitais, escolas, creches e outras instituições públicas. A partir delas, mobilizamos recursos para gerar benefícios concretos para a população e contribuir com serviços que façam a diferença na vida das pessoas", afirma. As doações são viabilizadas por uma rede internacional de colaboração. Segundo o presidente do Rotary Club de Brasília Leste, José Humberto Ávila, as contribuições vêm de diversos países. "É uma rede global de solidariedade trabalhando para fortalecer serviços essenciais." Ao agradecer a parceria, Erika Maurienn destacou o impacto da doação na qualidade do atendimento oferecido aos pacientes. "Cada recurso recebido representa uma oportunidade de aprimoramento. Conseguimos oferecer mais resolutividade, segurança e melhores perspectivas para quem aguarda a correção de uma deformidade facial", conclui. *Com informações do IgesDF
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HRSM utiliza 253 câmeras para ampliar a segurança de pacientes e profissionais
Mais de 71 mil pessoas passaram pela portaria central do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) entre janeiro e abril deste ano. O intenso fluxo de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais exige uma estrutura permanente de monitoramento para reforçar a segurança na unidade. Desse total, 40.525 acessos foram de acompanhantes, 14.685 de visitantes e 16.433 classificados como trânsito geral, o que representa uma média de quase 600 pessoas por dia passando pelo principal acesso do hospital. Para atender a essa demanda, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) conta com uma estrutura de videomonitoramento formada por 253 câmeras, sendo 20 delas equipadas com recursos de inteligência artificial. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos, auxiliando na prevenção de ocorrências e dando suporte às equipes responsáveis pela proteção do patrimônio e das pessoas. Para ampliar a eficiência desse monitoramento, uma cooperação técnica entre a Superintendência de Operações (Suope) do IgesDF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) permite o compartilhamento de registros, contribuindo para a análise de situações ocorridas tanto dentro quanto no entorno da unidade. Na prática, os recursos tecnológicos têm se mostrado importantes aliados das equipes de vigilância patrimonial. De acordo com o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Antônio Araújo, a ferramenta desempenha papel fundamental na apuração de ocorrências. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos | Foto: Divulgação/IgesDF "Recebemos com frequência relatos de objetos esquecidos e casos de furtos de celulares. Com o apoio das câmeras, conseguimos rastrear movimentações, verificar o que aconteceu e reunir informações que auxiliam na apuração dos fatos", explica. Além do registro de ocorrências, a plataforma utiliza recursos de análise inteligente capazes de identificar movimentações incomuns, invasões de perímetro e aglomerações, ampliando a capacidade de prevenção e de resposta das equipes. Monitoramento em tempo real Para o chefe do Núcleo de Monitoramento Remoto (Numor) do IgesDF, Daniel Rabelo, o videomonitoramento vai além da vigilância e se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão hospitalar. "Ter uma visão ampla do que acontece nos diferentes espaços faz a diferença. O acompanhamento em tempo real contribui para que todos se sintam mais seguros durante sua permanência no hospital", afirma. A sensação de segurança também é percebida por quem frequenta a unidade. Entre eles está Regina da Silva, que acompanha a mãe, Rosalina da Silva, internada há duas semanas. "A gente sempre fica atento aos nossos pertences, mas saber que existe uma estrutura acompanhando o ambiente traz mais tranquilidade", relata. Todo o processo é coordenado pela Gerência Operacional do IgesDF e segue protocolos rigorosos de sigilo e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo que o monitoramento ocorra de forma responsável e alinhada às normas vigentes. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Profissionais do HRSM vivenciam rotina de pacientes com bolsa de estomia para fortalecer atendimento humanizado
Como tomar banho, dormir, trabalhar ou simplesmente se sentir confortável usando uma bolsa de estomia? Para compreender melhor a realidade dos pacientes que convivem com o dispositivo, profissionais da clínica médica do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) trocaram o papel de cuidadores pelo de pacientes durante uma dinâmica de sensibilização promovida na unidade. A iniciativa permitiu que enfermeiros e técnicos de enfermagem experimentassem parte dos desafios enfrentados diariamente por pessoas que utilizam bolsas de estomia. O dispositivo é utilizado por pacientes que passaram por cirurgias no intestino ou no sistema urinário, permitindo a coleta de fezes ou urina por meio de uma abertura criada no abdômen. Mais do que reforçar conhecimentos técnicos, a proposta buscou desenvolver empatia e fortalecer a humanização no atendimento prestado aos pacientes. A ação foi realizada no HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), diante do aumento do número de pacientes atendidos na unidade que passaram por cirurgias e necessitam utilizar bolsas de estomia, seja em decorrência de câncer ou de outras condições clínicas complexas. "Muitos profissionais ainda tinham insegurança para realizar alguns cuidados e demonstravam receio por falta de familiaridade com a situação. Então pensamos em uma estratégia que pudesse aproximar a equipe dessa experiência", explica Vitor Firmino, enfermeiro estomaterapeuta do HRSM. O dispositivo é utilizado por pacientes que passaram por cirurgias no intestino ou no sistema urinário, permitindo a coleta de fezes ou urina por meio de uma abertura criada no abdômen | Foto: Divulgação/IgesDF Cada participante recebeu uma bolsa de estomia para fixar no próprio abdômen e foi orientado a realizar os cuidados de rotina necessários para o uso do dispositivo. O desafio era permanecer o maior tempo possível utilizando a bolsa durante as atividades do dia a dia. Para tornar a experiência ainda mais motivadora, a ação contou com premiações para os participantes que permanecessem mais tempo na dinâmica. Entre os brindes estavam almoços em restaurantes, chocolates, bolos e até sessões de hidratação capilar. Quando a experiência muda o olhar A proposta rapidamente conquistou adesão entre os profissionais. Cerca de 60% da equipe da Clínica Médica participou voluntariamente da atividade, reunindo aproximadamente 30 colaboradores. Uma das idealizadoras da iniciativa, a estomaterapeuta Cristiane Fernandes, conta que o resultado foi além do esperado. "Nosso objetivo era reforçar os conhecimentos técnicos, mas fomos surpreendidos pela sensibilidade de cada participante. Ao vivenciar na prática os desafios de usar uma bolsa de estomia, eles passaram a enxergar essa realidade de forma muito mais humana", destaca. Entre os participantes estava a enfermeira Edna Soares, que já acompanhou familiares que precisaram utilizar o dispositivo. Para ela, a experiência proporcionou uma nova compreensão sobre as dificuldades enfrentadas pelos pacientes. "Mesmo por pouco tempo, foi possível perceber o desconforto que ela provoca. A pele fica irritada, surge a coceira, é difícil encontrar uma posição confortável para dormir e isso acaba gerando desgaste emocional. Além das limitações físicas, muitas pessoas enfrentam vergonha, insegurança e receio de passar por situações constrangedoras", relata. Segundo Edna, compreender essas dificuldades faz diferença na forma de acolher e orientar quem passa por esse processo. "Hoje existem bolsas mais seguras e confortáveis, que oferecem mais qualidade de vida. Por isso, também precisamos incentivar a independência e mostrar que é possível manter a rotina, conviver socialmente e seguir em frente sem se sentir excluído", afirma. Para a enfermeira, a iniciativa reforçou a importância de um atendimento cada vez mais humanizado. "Foi uma vivência muito rica. Quem precisa usar esse dispositivo merece ser tratado com respeito, atenção e sensibilidade. Estamos falando de pessoas que necessitam não apenas de assistência, mas também de compreensão e acolhimento", conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Inverno e baixa umidade exigem atenção redobrada com a hidratação
A combinação entre frio, baixa umidade do ar e menor sensação de sede exige atenção redobrada com a hidratação durante o inverno. No Distrito Federal, onde a estação é marcada pelo clima seco, especialistas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) alertam que a ingestão insuficiente de líquidos pode provocar desde cansaço e dores de cabeça até problemas na pele, na saúde bucal e no funcionamento do organismo. Mesmo nos dias frios, o corpo continua perdendo líquidos por meio da respiração, da transpiração e da eliminação de resíduos. Por isso, a hidratação permanece essencial para o bom funcionamento do organismo e para a manutenção do bem-estar físico e mental. Especialistas alertam: a menor sensação de sede não significa que a necessidade de água do corpo diminui | Foto: Divulgação/Agência Brasília A nutricionista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ingrid Oliveira, explica que a menor sensação de sede não significa que a necessidade de água diminui. Segundo ela, a desidratação pode ocorrer de forma silenciosa e provocar sintomas que muitas vezes passam despercebidos na rotina. “Muitas pessoas associam a vontade de beber água apenas ao calor, mas o organismo continua precisando de hidratação durante o inverno. Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, podem surgir sinais como cansaço, dores de cabeça, dificuldade de concentração e alterações no funcionamento intestinal”, destaca. A especialista ressalta que a água participa de processos fundamentais do organismo, como o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal e o funcionamento adequado dos rins. Para complementar a hidratação, ela recomenda o consumo de frutas, verduras e preparações como sopas e caldos, que ajudam a aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia. Impactos na saúde bucal Os efeitos da desidratação também podem ser percebidos na saúde bucal. De acordo com a dentista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, Laís Kelly Guerra, a redução do consumo de água pode diminuir a produção de saliva, substância essencial para a proteção natural da boca. “A saliva ajuda a controlar a proliferação de bactérias, neutralizar ácidos e proteger os dentes. Quando o organismo está desidratado, essa proteção pode ficar comprometida, aumentando o risco de cáries, mau hálito, sensibilidade dentária e outros desconfortos na cavidade oral”, explica. O inverno também favorece o ressecamento dos lábios e das mucosas da boca, situação agravada pela baixa umidade Segundo a profissional, o inverno também favorece o ressecamento dos lábios e das mucosas da boca, situação agravada pela baixa umidade característica da região. Por isso, além da higiene bucal adequada, ela recomenda atenção especial à ingestão de água ao longo do dia. Atenção redobrada Crianças e idosos merecem cuidados ainda maiores durante o período de estiagem. Nesses grupos, a percepção de sede costuma ser menor, o que aumenta o risco de desidratação e de complicações associadas à baixa ingestão de líquidos. Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença durante os meses mais secos do ano. “Manter uma garrafa de água por perto, estabelecer horários para a hidratação e incluir alimentos ricos em água na alimentação são atitudes simples que contribuem para a saúde do organismo como um todo. Afinal, cuidar da hidratação também é uma forma de proteger a pele, a boca e o equilíbrio do corpo durante o inverno”, finaliza a nutricionista. Em caso de sintomas relacionados à desidratação, ressecamento excessivo da pele, desconforto respiratório ou dúvidas sobre os cuidados necessários durante o período de seca, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. A lista completa das Unidades do Distrito Federal está disponível no Info Saúde- DF. *Com informações do IgesDF
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Painel de fotos no HRSM permite que gestantes guardem uma imagem dos instantes que antecedem o parto
Os momentos que antecedem o nascimento de um bebê agora podem ser registrados de forma especial no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), instalou um painel fotográfico no centro cirúrgico obstétrico para que gestantes guardem uma lembrança dos últimos instantes da gravidez antes do parto. A iniciativa surgiu após uma visita técnica da equipe do hospital a uma instituição privada de saúde. Durante a experiência, a chefe do Serviço de Enfermagem do Centro Cirúrgico do HRSM, Vanúcia Sancho, conheceu uma ação semelhante e decidiu adaptá-la à realidade da rede pública, com o objetivo de proporcionar mais acolhimento às pacientes. “Achei a proposta muito sensível, porque demonstra cuidado e afeto em uma ocasião tão significativa. Trouxemos a ideia para o HRSM e, com muito empenho, conseguimos colocá-la em prática”, conta. Julyana Silva: "Ter uma foto que represente os últimos instantes da gravidez, pouco antes de conhecer o nosso bebê, é algo muito especial" | Foto: Divulgação/IgesDF Instalado próximo à entrada do centro cirúrgico obstétrico, o painel já tem encantado mães e familiares. Entre as pacientes que aprovaram a novidade está Julyana Silva, grávida de João Miguel. Com 33 semanas de gestação, ela está internada para acompanhamento devido à pressão arterial elevada e aguarda com expectativa a chegada do filho. “Passamos meses imaginando esse dia. Ter uma foto que represente os últimos instantes da gravidez, pouco antes de conhecer o nosso bebê, é algo muito especial. É uma recordação que vai ficar para sempre”, relata. Mais do que um espaço para fotografias, a iniciativa reforça a proposta de humanização do atendimento na maternidade. Para Vanúcia, pequenos gestos ajudam a transformar a experiência vivida pelas pacientes e seus familiares. “A humanização está presente nos detalhes. Quando valorizamos cada etapa da experiência materna, ajudamos a tornar essa fase ainda mais significativa para as famílias”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Frio pode aumentar dores crônicas e afetar a rotina de pacientes
Com a chegada dos meses mais frios, Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, já sabe que precisará adaptar a rotina. Paciente do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) há oito anos, ela convive com fibromialgia e artrose nas mãos e sente no próprio corpo os impactos desse período. “Quando chega esta época, eu já me escondo dentro de casa. Fico encolhida, deitada, porque tudo dói”. Os sintomas de Cláudia são compartilhados por muitas pessoas que convivem com doenças crônicas. Com a chegada do inverno, além do aumento dos casos de doenças respiratórias, cresce a queixa de rigidez muscular, desconforto nas articulações e piora de sintomas já existentes. Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, tem fibromialgia e artrose e sofre com a chegada do frio | Foto: Divulgação IgesDF Segundo a reumatologista do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Rafaela Cruz, essa piora nem sempre está relacionada ao agravamento da doença. Na maioria das vezes, está associada às respostas naturais do organismo diante das temperaturas mais baixas. “A musculatura fica mais rígida e menos elástica, o que pode gerar desconforto durante os movimentos e os alongamentos”, explica a especialista. Além disso, para preservar o calor corporal, o organismo reduz a circulação sanguínea em regiões mais periféricas, como mãos e pés. Essa adaptação pode aumentar a sensibilidade e intensificar a percepção da dor em algumas pessoas. Rafaela ressalta que a influência do frio varia de indivíduo para indivíduo: “O frio e a dor são experiências muito subjetivas. Algumas pessoas sentem um impacto maior das baixas temperaturas, enquanto outras praticamente não percebem diferença”. Movimento e proteção ajudam a reduzir desconfortos Durante os meses mais frios, também é comum diminuir a prática de atividades físicas, permanecer mais tempo sentado e evitar sair de casa. No entanto, a redução dos movimentos pode favorecer a perda de mobilidade e intensificar desconfortos já existentes. “Quando nos movimentamos, melhoramos a circulação sanguínea e favorecemos a chegada de oxigênio aos tecidos, inclusive nas extremidades do corpo. Por isso, permanecer ativo e aquecido ajuda a reduzir a rigidez muscular e a sensação de dor”, orienta a médica. Embora não pratique exercícios físicos regularmente, Cláudia procura manter uma rotina ativa. Sempre que possível, faz seus deslocamentos a pé e adota cuidados simples para enfrentar os dias mais frios. “Eu procuro caminhar quando preciso resolver alguma coisa e nunca saio sem me agasalhar bem. Percebo que, quando me mantenho aquecida e me movimento um pouco mais, as dores ficam mais suportáveis”, conta. Outro cuidado importante, segundo a especialista, é a hidratação. Mesmo com a redução da sensação de sede durante o inverno, o consumo adequado de água continua sendo fundamental para o funcionamento do organismo e para a saúde muscular e articular. “Com medidas simples, como permanecer ativo, hidratado e protegido do frio, é possível minimizar os efeitos das baixas temperaturas e atravessar o inverno com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Rafaela. Onde buscar atendimento? Pessoas que apresentam dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência para avaliação inicial. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado em reumatologia ou outras especialidades da rede pública de saúde.
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Obesidade infantil exige atenção das famílias aos primeiros sinais
Foi dentro de casa que a assistente administrativa Thaynara Aguiar percebeu que algo não estava bem com a filha, Vallentina Louzeiro, de 7 anos. “Ela comia muito rápido e em grandes quantidades. Muitas vezes, repetia a refeição e, se sobrasse comida do irmão, também queria comer. Foi quando comecei a entender que precisava olhar para aquela situação com mais atenção”, relembra. A preocupação aumentou à medida que os sinais se tornavam mais evidentes. Além do ganho de peso, Vallentina passou a sentir dores nos joelhos e enfrentou comentários desagradáveis na escola. “Como mãe, fiquei muito preocupada. Ver minha filha tão pequena sofrendo com dores e sendo alvo de 'brincadeiras' por causa do peso me fez perceber que era hora de agir”, conta. Dores nas pernas, dificuldade para acompanhar brincadeiras, mudanças no comportamento e sofrimento emocional são alguns dos sinais de alerta para a obesidade infantil. O problema vem aparecendo cada vez mais cedo entre crianças e adolescentes. O alerta ganha ainda mais relevância diante de um cenário preocupante: segundo relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma em cada cinco crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos está acima do peso no mundo. Ao todo, são cerca de 391 milhões de jovens nessa condição, sendo que quase metade já convive com a obesidade. No Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), especialistas do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforçam a importância da adoção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida e do olhar atento das famílias. Dores nas pernas, dificuldade para acompanhar brincadeiras, mudanças no comportamento e sofrimento emocional são alguns dos sinais de alerta para a obesidade infantil | Foto: Divulgação/IgesDF Pequenas mudanças, grandes resultados Segundo o pediatra do HRSM, Luis Henrique Costa, o aumento dos casos de excesso de peso entre crianças está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida observadas nos últimos anos. “Atualmente, alimentos industrializados, congelados e prontos para consumo costumam ser mais acessíveis e práticos do que opções frescas. Quando isso se soma ao excesso de tempo diante das telas, à redução das atividades físicas e a hábitos alimentares inadequados, o resultado é o crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade infantil”, explica. Segundo o especialista, o excesso de peso na infância pode aumentar o risco de problemas como hipertensão, diabetes, dores articulares, alterações hormonais e impactos emocionais que podem acompanhar a criança ao longo da vida. No caso da Vallentina, a mudança começou dentro de casa. A mãe, Thaynara, revisou a rotina alimentar da família retirando refrigerantes, doces e outros produtos ultraprocessados do dia a dia. Também passou a orientar a filha a comer com mais calma e a respeitar os sinais de saciedade. “Entendi que ela consumia aquilo que estava disponível. Então, a responsabilidade também era minha. Começamos a fazer escolhas melhores e a construir uma relação mais equilibrada com a comida”, afirma. Com as mudanças na rotina, Vallentina perdeu cerca de cinco quilos e passou a apresentar mais disposição, melhora no bem-estar e mais qualidade de vida. A nutricionista da unidade, Ingrid Oliveira, destaca que a prevenção começa dentro de casa e não depende de mudanças radicais. Segundo ela, pequenas escolhas feitas diariamente podem fazer grande diferença na saúde das crianças. “Quanto mais colorido for o prato, melhor. Frutas, legumes e verduras devem fazer parte da alimentação do dia a dia”, orienta. Ingrid ressalta que os impactos de uma alimentação inadequada vão muito além do ganho de peso. De acordo com a especialista, o organismo não foi preparado para receber tantos alimentos ultraprocessados e produtos artificiais. “Esse consumo excessivo pode comprometer o crescimento, a saúde óssea, o equilíbrio hormonal e até o bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Por isso, estimular hábitos saudáveis desde cedo é uma forma de promover mais saúde e qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria reforça atuação farmacêutica nos cuidados paliativos
Segurança no uso de medicamentos, alívio de sintomas e mais qualidade de vida estiveram no centro de uma capacitação realizada com farmacêuticos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), nesta quarta-feira (27). O treinamento reforçou o papel desses profissionais na assistência multiprofissional e no cuidado centrado nas necessidades de pacientes em cuidados paliativos. Com o tema “Atuação do Farmacêutico nos Cuidados Paliativos”, o encontro reuniu profissionais da assistência para discutir práticas mais humanizadas, seguras e voltadas às necessidades individuais dos pacientes, além de promover atualização técnica e troca de experiências sobre a atuação farmacêutica em situações de maior complexidade clínica e emocional. A palestra foi conduzida pela farmacêutica Priscilla Tavares, que ressaltou a importância da assistência medicamentosa em contextos de maior complexidade clínica e emocional. “O especialista tem papel essencial na segurança do paciente, principalmente em situações mais sensíveis, em que o manejo adequado dos medicamentos impacta diretamente na qualidade de vida”, afirma. Durante o treinamento, foram abordados temas como individualização terapêutica, prevenção de interações medicamentosas, redução segura da dose ou suspensão de medicamentos, realizada de forma planejada e supervisionada, além da construção de planos terapêuticos alinhados às necessidades e ao conforto dos pacientes. Com o tema “Atuação do Farmacêutico nos Cuidados Paliativos”, o encontro reuniu profissionais da assistência para discutir práticas mais humanizadas, seguras e voltadas às necessidades individuais dos pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo Priscilla, os cuidados paliativos vão além do controle da dor e dos sintomas físicos. “Ele envolve escuta, acolhimento e decisões que respeitem a individualidade e a dignidade de cada paciente”, explica. O chefe do serviço de farmácia clínica do HRSM, Thales Teódulo, destaca que iniciativas como essa fortalecem a participação do farmacêutico dentro da equipe multiprofissional. “Essa atuação também é nossa. Precisamos estar presentes na ponta, participando junto à equipe multiprofissional e contribuindo para uma assistência cada vez mais segura e de qualidade”, afirma. A médica paliativista do HRSM, Brunna Rezende, também reforçou o impacto da assistência farmacêutica no cuidado aos pacientes. “Os farmacêuticos têm a capacidade de melhorar sintomas, proporcionar mais conforto e até influenciar positivamente no processo de recuperação do paciente”, pontua. Quem também aprovou a iniciativa foi a farmacêutica clínica Vanessa Lima. “O tema foi extremamente enriquecedor. A palestrante conseguiu aprofundar o assunto de forma clara, prática e muito acessível, abordando diferentes aspectos dos cuidados paliativos”, comenta. A iniciativa foi organizada por áreas ligadas à educação permanente e à gestão do conhecimento do IgesDF. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Pré-natal especializado ajuda a reduzir riscos durante a gravidez no DF
O que parecia apenas um desconforto comum da gravidez acabou se tornando um sinal de alerta para Elane Carolina Carvalho, de 27 anos. Após perceber perda contínua de líquido amniótico, ela precisou ser internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde segue em acompanhamento especializado até o nascimento do filho Miguel. “Eu acordei vazando líquido. Achei que fosse algo normal, mas ele continuou descendo. Quando fui ao hospital, fizeram exames, a médica percebeu que eu já tinha perdido bastante líquido e decidiu pela internação”, relata. Moradora de Valparaíso (GO), Elane fazia o pré-natal normalmente na Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa e não imaginava que precisaria de cuidados intensivos. Até a 29ª semana, a gestação seguia sem alterações. A gravidez de Elane seguiu normal até a 29ª semana, quando ela precisou ser internada | Foto: Divulgação/IgesDF Casos como o dela fazem parte da rotina do ambulatório de pré-natal de alto risco do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O serviço acompanha gestantes com maior risco de complicações e atua diretamente na prevenção da mortalidade materna e de problemas durante a gravidez. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, o ambulatório especializado realizou 874 atendimentos voltados para o acompanhamento de gestações de maior complexidade. "Um pré-natal bem feito garante mais segurança para a mãe, favorece o desenvolvimento saudável do bebê e permite que a equipe médica acompanhe a gestação de forma individualizada e criteriosa" Rafaella Torres, ginecologista e obstetra A ginecologista e obstetra Rafaella Torres explica que esse tipo de assistência é indicado para mulheres com doenças crônicas, histórico de complicações obstétricas ou alterações identificadas ao longo da gravidez. “Um pré-natal bem-feito garante mais segurança para a mãe, favorece o desenvolvimento saudável do bebê e permite que a equipe médica acompanhe a gestação de forma individualizada e criteriosa”, destaca. Nesta quinta-feira (28), o Brasil celebra o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, data voltada à conscientização sobre a importância da assistência adequada durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Planejamento e diagnóstico precoce fazem diferença Segundo a especialista, o planejamento da gravidez também influencia diretamente na saúde materna e fetal. Mulheres com doenças prévias devem procurar orientação médica antes mesmo de engravidar para alinhar exames, medicações e estratégias capazes de reduzir riscos ao longo da gestação. Entre as condições que exigem maior atenção estão hipertensão arterial, diabetes, lúpus, obesidade grave, doenças cardíacas, neurológicas e psiquiátricas, além de infecções crônicas, como hepatites e HIV. Entre as condições que exigem maior atenção estão hipertensão arterial, diabetes, lúpus, obesidade grave, doenças cardíacas, neurológicas e psiquiátricas, além de infecções crônicas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Pacientes com histórico de abortos recorrentes ou descolamento de placenta também precisam de monitoramento diferenciado. “Tudo isso deve ser observado pelo obstetra para colocar essa futura mãe sob um olhar mais criterioso; se, no decorrer da gestação, surgir um quadro de diabetes, pré-eclâmpsia ou alguma infecção, essa paciente passa a ser considerada de alto risco”, ressalta Rafaella Torres. Nos casos mais delicados, o cuidado costuma ocorrer com mais frequência e pode incluir exames laboratoriais e de imagem adicionais para monitorar a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê. De acordo com a médica, um acompanhamento convencional prevê consultas mensais até a 32ª semana de gravidez. Depois desse período, os atendimentos passam a ocorrer quinzenalmente até a 36ª semana e, posteriormente, semanalmente até o parto. “Condições prévias exigem consultas mais frequentes ao obstetra e, muitas vezes, acompanhamento conjunto com outros especialistas. O objetivo é garantir mais segurança para a gestante e melhores desfechos para mãe e bebê”, afirma. Mortalidade materna ainda preocupa no Brasil 260 mil Número aproximado de mulheres que morrem anualmente no mundo em decorrência de complicações relacionadas à gravidez, ao parto ou ao pós-parto Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 260 mil mulheres morrem todos os anos no mundo em decorrência de complicações relacionadas à gravidez, ao parto ou ao pós-parto. Grande parte dessas mortes poderia ser evitada com acesso adequado aos serviços de saúde e assistência contínua ao longo da gestação. No Brasil, dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que o país registrou 44,41 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2024. Embora o índice esteja abaixo dos números registrados durante a pandemia, os dados ainda reforçam a necessidade de ampliar estratégias de prevenção e assistência. Quando procurar ajuda No Distrito Federal, o acesso ao atendimento especializado começa pelas UBSs. Quando a mulher descobre a gravidez, é importante já buscar a UBS de referência e começar o pré-natal. [LEIA_TAMBEM]Após avaliação médica, pacientes com fatores de risco são encaminhadas para ambulatórios especializados, como o do HRSM. Sangramentos, perda de líquido, dores intensas, febre, pressão alta e diminuição dos movimentos do bebê estão entre os sinais que exigem avaliação médica imediata durante a gravidez. “Quanto mais cedo essa paciente inicia o acompanhamento, maiores são as chances de prevenir complicações e garantir mais segurança para mãe e bebê”, reforça Rafaella Torres. *Com informações do IgesDF
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Caderneta digital promete facilitar acompanhamento da gravidez
Todos os dias, o pronto-socorro da ginecologia e obstetrícia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebe gestantes em busca de atendimento por diferentes situações. Além dos documentos pessoais, existe um item considerado essencial pelas equipes de saúde: a Caderneta da Gestante, responsável por reunir informações importantes sobre o pré-natal e o histórico da gravidez. No entanto, segundo profissionais da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é comum que algumas pacientes esqueçam a versão física em casa, o que pode dificultar o acesso rápido a informações importantes durante o atendimento. “Muitas mulheres chegam precisando de assistência e acabam não trazendo a caderneta. Isso dificulta o acesso às informações do pré-natal e ao histórico da gestação, que são fundamentais para a equipe”, explica a chefe de serviço do centro obstétrico do HRSM, Priscila Pinheiro. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. A ferramenta permite acessar pelo celular informações como consultas, exames, vacinas, histórico da gravidez e orientações médicas. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital | Foto: Divulgação/IgesDF No HRSM, a novidade é vista como um avanço importante para agilizar atendimentos e garantir mais segurança às pacientes, principalmente em situações de urgência. “Vamos conseguir acessar as informações independentemente do local onde essa mulher realizou o pré-natal, algo que hoje ainda apresenta falhas. E, com tudo no celular, a equipe poderá visualizar o histórico da gestação em qualquer atendimento”, destaca Priscila. Mais praticidade no dia a dia Grávida de seis meses, Tamires Alves conta que ainda não conhecia a nova funcionalidade e gostou da possibilidade de concentrar as informações da gestação no celular. “Eu já usava o Meu SUS Digital por causa das vacinas, mas não sabia que agora também seria possível acompanhar a gravidez pelo aplicativo. Achei muito útil, porque deixa tudo mais organizado e acessível no dia a dia”, afirma. À espera do bebê há nove meses, Jacilene dos Santos acredita que a novidade ainda precisa chegar ao conhecimento de mais mulheres. “Muita gente ainda nem sabe que isso existe. Acho que poderia ser mais divulgado nas consultas e nos postos de saúde”, comenta. Para Priscila Pinheiro, a versão digital representa um avanço importante no cuidado às gestantes, especialmente em atendimentos de urgência e casos de pré-natal de alto risco. “Em muitos casos, quando perguntadas sobre exames ou procedimentos realizados, elas não conseguem explicar exatamente o que foi feito. Com esse acesso facilitado, é possível dar continuidade adequada ao atendimento e aprimorar ainda mais o cuidado prestado”, finaliza. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Assistentes sociais são homenageados no Hospital Regional de Santa Maria
Garantir acesso a benefícios, orientar familiares e auxiliar pacientes em situação de vulnerabilidade fazem parte da rotina da equipe de Serviço Social do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Nesta quinta-feira (15), data em que é celebrado o Dia do Assistente Social, os profissionais da unidade receberam homenagens em reconhecimento ao trabalho desenvolvido junto aos usuários durante todo o período de internação. Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o HRSM conta atualmente com 19 profissionais distribuídos em diferentes áreas assistenciais. A atuação do grupo contribui para um cuidado mais integrado, humanizado e eficiente, conectando assistência em saúde, suporte familiar e garantia de direitos. O HRSM conta atualmente com 19 profissionais distribuídos em diferentes áreas assistenciais | Foto: Divulgação/IgesDF A programação em homenagem à categoria contou com café especial, palestras e entrega de lembranças, destacando a importância de um trabalho que vai além do acompanhamento hospitalar e impacta diretamente a continuidade do cuidado após a alta. Garantia de direitos e continuidade do cuidado Formada há mais de 30 anos em Serviço Social, Divina Pereira de Melo explica que o acompanhamento começa ainda nos primeiros momentos da internação. “Quando chegamos ao leito, fazemos questão de explicar ao paciente qual é o nosso papel. O primeiro passo é realizar uma admissão social, por meio de entrevista, para compreender a realidade daquela pessoa, sua rede de apoio e possíveis situações de vulnerabilidade”, afirma. Segundo ela, o atendimento busca identificar fatores sociais, econômicos e familiares que possam interferir diretamente no tratamento e na recuperação. Crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e mulheres em situação de violência estão entre os públicos que recebem atenção prioritária, conforme previsto em lei. “A intenção é compreender o contexto em que aquela pessoa vive, se possui apoio familiar, se já é acompanhada pelos serviços socioassistenciais ou se precisa de algum encaminhamento. Isso contribui para uma alta mais organizada e para a continuidade do cuidado após a saída do hospital”, destaca. Além do suporte aos pacientes, a equipe mantém articulação constante com a rede socioassistencial e outros órgãos públicos Além do suporte aos pacientes, a equipe mantém articulação constante com a rede socioassistencial e outros órgãos públicos, como Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Conselho Tutelar, Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Em muitos casos, os profissionais auxiliam na emissão de documentos, acesso a benefícios e encaminhamentos necessários durante e após a internação. Preparo técnico e sensibilidade De acordo com a chefe do Serviço Social do HRSM, Léia Tibério, atuar na área hospitalar exige competências técnicas, éticas e relacionais. Entre as principais habilidades estão a escuta qualificada, o acolhimento humanizado, a comunicação assertiva e a capacidade de trabalho em equipe multiprofissional. “É uma atuação que exige sensibilidade social, compromisso ético e preparo para lidar com situações de crise e vulnerabilidade. Também temos a missão de defender a dignidade humana e assegurar os direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta. Ela acrescenta que os desafios acompanham a complexidade da assistência em saúde. A alta demanda de atendimentos, os casos sociais delicados, a fragilização de vínculos familiares e as dificuldades de acesso à rede de proteção estão entre as principais situações enfrentadas diariamente pela equipe. A programação também contou com palestras conduzidas por Jaqueline Oliveira Fonseca, do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nurad), e Cristian da Cruz Silva, profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Santa Maria e atuante nas Práticas Integrativas em Saúde. *Com informações do IgesDF
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Maio Amarelo mobiliza alerta sobre preservação da vida no trânsito
Profissionais que convivem diariamente com vítimas de acidentes de trânsito dentro das unidades de saúde do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (14), de uma ação do Maio Amarelo promovida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa levou orientações educativas e momentos de conscientização sobre prudência, responsabilidade e preservação da vida no trânsito. Atividades lúdicas, como encenações teatrais, fizeram parte da ação desta quinta-feira | Foto: Divulgação/IgesDF “Como profissionais comprometidos com a preservação da vida, precisamos reforçar diariamente a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito” Uyara Rodrigues, gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do IgesDF A programação ocorreu no PO700, sede administrativa do instituto, e também no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidades administradas pelo IgesDF. Organizada pela Gerência de Saúde e Segurança no Trabalho (Gesst), a ação contou com apresentações lúdicas conduzidas pela equipe do Detran-DF, abordando comportamentos seguros para motoristas, motociclistas, pedestres e usuários do transporte público. Prevenção “Nós sabemos que os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de atendimentos de urgência, internações e processos de reabilitação”, enfatizou a coordenadora de Corregedoria e Controladoria Interna do IgesDF, Vanessa Tchelzoff. “São vidas interrompidas, famílias impactadas e histórias que mudam completamente em poucos segundos.” Ela também chamou atenção para um dos principais fatores de distração da atualidade: o uso do celular ao volante: “As consequências podem ser tão graves quanto as causadas pela embriaguez. Por isso, ações como essa são tão importantes para provocar conscientização e mudança de atitude”. [LEIA_TAMBEM]A titular da Gesst, Uyara Rodrigues, reforçou: “Essa campanha é justamente para alertar os colaboradores sobre os cuidados no trajeto, tanto vindo para o trabalho quanto voltando para casa. Pequenas atitudes salvam vidas, e precisamos dirigir sempre com consciência e responsabilidade. Como profissionais comprometidos com a preservação da vida, precisamos reforçar diariamente a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito”. Por sua vez, Emanuela Dourado, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, pontuou que manter a população informada sobre direitos e deveres no trânsito também contribui para a proteção coletiva: “Hoje em dia possuímos uma série de deveres e direitos vinculados ao trânsito, e é importante que todos estejamos com esses conhecimentos atualizados para nossa segurança e para a dos outros”. *Com informações do IgesDF
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Amor de mãe ajudou filha a se recuperar e ter alta da UTI do HRSM
Por trás de cada mãe, há uma história de amor construída em gestos silenciosos, renúncias e presença constante, especialmente nos momentos mais difíceis. Todos os dias, Valquíria Ávila dos Santos saía do Recanto das Emas em direção ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) para visitar a filha, Camila Rodrigues, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Sem familiaridade com aplicativos de transporte, muitas vezes precisou pedir ajuda a desconhecidos para conseguir voltar para casa após as visitas. Ainda assim, não faltou um dia sequer. Camila Rodrigues foi internada no hospital no dia 4 de fevereiro deste ano para realizar uma cirurgia de redução de mama. O que deveria ser um procedimento programado acabou se tornando um período delicado. Após intercorrências, ela precisou permanecer por vários dias na UTI. A história de Camila Rodrigues e Valquíria Ávila dos Santos é marcada por emoção, superação e muita fé | Foto: Divulgação/IgesDF Durante toda a internação, Valquíria esteve presente. Há 28 anos, ela adotou Camila ainda criança, aos 6 anos de idade, e desde então construiu uma relação marcada por afeto, acolhimento e parceria. “Eu abracei esta missão e pensei: 'Deus está colocando a Camila no meu caminho, ou me colocando no caminho dela, porque Ele sabe o bem que posso fazer e como posso prepará-la para o mundo'”, relembra. Hoje, aos 34 anos, Camila diz que a experiência tornou ainda mais forte o reconhecimento pela mãe. Após receber alta hospitalar no dia 28 de março, ela conta que voltou para casa carregando também um novo olhar sobre a força materna. “Ela representa tudo de bom na minha vida. Quando voltei do coma, soube de todo o esforço dela para estar ao meu lado em todos aqueles dias e fiquei muito feliz. Tenho uma mãe incrível, corajosa, que está sempre comigo”, afirma. "Hoje a Camila está em casa e foi muito bem cuidada. Esse carinho não foi só com ela, mas com todos os pacientes que vi. O HRSM representa muita coisa na minha vida" Valquíria Ávila dos Santos Grata pela recuperação da filha, ela também faz questão de destacar o acolhimento recebido durante o período em que acompanhou a rotina hospitalar da paciente. “Hoje a Camila está em casa e foi muito bem cuidada. Esse carinho não foi só com ela, mas com todos os pacientes que vi. O HRSM representa muita coisa na minha vida, e eu só tenho a agradecer”, relata. A analista administrativa Ieda Soares, do Núcleo de Regulação Cirúrgica, acompanhou de perto a rotina das duas durante a internação e afirma que a presença constante da mãe chamou a atenção de toda a equipe. “Ela é um ser de luz, serena e com um amor incondicional pela filha. Sempre acreditou que tudo daria certo e, muitas vezes, era ela quem nos transmitia força e esperança”, conta. Depois de semanas entre visitas, orações e espera, Valquíria voltou para casa com a filha recuperada. Neste Dia das Mães, a história das duas reforça que, muitas vezes, o gesto mais poderoso dentro de um hospital continua vindo de quem nunca solta a mão. *Com informações do IgesDF
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Profissionais do HRSM relembram a experiência de dar à luz na mesma unidade onde trabalham
Entre corredores já conhecidos, plantões e rotinas bem-definidas, algumas histórias ganham novos significados. Mais do que local de trabalho, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) se torna cenário de um dos momentos mais marcantes da vida de muitas colaboradoras que trabalham ali: o nascimento dos filhos. A experiência transforma a relação com a unidade, que completou 18 anos e oferece uma nova perspectiva: sair do papel de profissional para vivenciar o cuidado como paciente. Foi assim com Patrícia Araújo, assistente administrativa do serviço de ginecologia e obstetrícia, que há dois anos deu à luz o pequeno Benício Araújo. Por se tratar de uma gestação de alto risco, ela encontrou no próprio hospital o suporte necessário desde o início. “Eu fiz todo o meu pré-natal aqui. Recebi apoio de colegas para começar o acompanhamento e isso fez toda a diferença”, relembra. Com gravidez complicada e diabetes gestacional, Patrícia Araújo (na foto, com o filho Benício) elogia o atendimento recebido no HRSM | Fotos: Divulgação/IgesDF A gestação exigiu atenção redobrada. Aos 42 anos, com diagnóstico de diabetes gestacional e alterações na pressão arterial, surgiram momentos de apreensão. Ainda assim, o acompanhamento multiprofissional garantiu segurança. “A atuação da equipe foi fundamental. Consegui controlar a diabetes, a pressão estabilizou e fui muito bem-assistida, desde a enfermagem até a fisioterapia”, relata. O trabalho de parto foi longo, com duração de 32 horas, mas a experiência foi marcada pelo acolhimento. A relação com o hospital também faz parte da trajetória de Luciana Mendes, auxiliar de serviços gerais e mãe de Isabelly e Miguel, de 14 e 11 anos, respectivamente. Ambos nasceram no HRSM, antes mesmo de ela integrar a equipe. Moradora de Santa Maria, Luciana escolheu a unidade para viver esses momentos e guarda lembranças positivas desde a chegada. Luciana Mendes escolheu o HRSM para o nascimento dos filhos, Isabelly e Miguel, antes mesmo de começar a trabalhar na unidade de saúde No nascimento da filha mais velha, Luciana chegou à unidade já em trabalho de parto avançado e chamou a atenção pela tranquilidade. “Teve até médica que comentou como eu estava calma. Nunca me deixaram sozinha, e fui muito bem-atendida o tempo todo”, conta. Anos depois, a experiência se repetiu no nascimento do segundo filho, trazendo até um sentimento inusitado: “Quando recebi alta, nem queria ir embora. Fiquei com receio de não ter em casa o mesmo cuidado que tive aqui. Sempre indico o hospital, porque fui muito bem-assistida em todos os momentos”. Apesar de um início desafiador, com dificuldade na evolução do parto, Bruna Carolyne da Silva, assistente administrativo da coordenação de protocolos, destaca o suporte recebido durante a internação no HRSM durante o nascimento de Arthur Kaleb, hoje com 7 anos. Bruna Carolyne da Silva teve apoio da equipe depois de um parto sem dilatação necessária “Foi um pouco complicado, pois não houve dilatação suficiente e foi necessária a cesárea. Mesmo assim, tive todo o apoio da equipe e tudo ocorreu bem”, relata. Mais do que números ou marcos históricos, os 18 anos do HRSM também são feitos dessas memórias afetivas. Para Patrícia, Luciana e Bruna, a unidade se tornou cenário de um dos momentos mais importantes de suas vidas. Experiências diferentes, mas marcadas pelo mesmo sentimento: o de acolhimento em um instante que permanecerá guardado para sempre. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Santa Maria celebra 18 anos com homenagem a profissionais reconhecidos pela população
Mais do que uma celebração de aniversário, a manhã desta terça-feira (28) foi marcada por um gesto de reconhecimento a quem sustenta o cuidado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Em homenagem aos 18 anos da unidade, gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), profissionais de diferentes setores foram reconhecidos a partir da avaliação da própria população. Na ocasião, diversos departamentos foram certificados pelos serviços prestados e pelo compromisso demonstrado na rotina hospitalar. O reconhecimento tem como base dados do ParticipaDF, plataforma digital do Governo do Distrito Federal que reúne serviços de ouvidoria e acesso à informação. Hospital de Santa Maria celebrou seus 18 anos homenageando as equipes da unidade mais elogiadas pela população | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Em 2025, o HRSM registrou 917 elogios e manteve, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação no ranking de manifestações positivas da rede pública de saúde do DF, resultado já alcançado em 2024. Segundo o chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do hospital, João Paulo Barbosa de Farias, compartilhar esse desempenho com os profissionais é uma forma de evidenciar que o esforço diário tem sido percebido pelos usuários. “Mesmo diante das dificuldades, a população reconhece o esforço de quem atua aqui. Era importante que cada colaborador soubesse que esse retorno positivo existe e que ele chega por meio das manifestações registradas na Ouvidoria”, destaca. Foi a partir dessas manifestações que o hospital conseguiu traduzir, em números, o reconhecimento pelo trabalho realizado diariamente. Durante a cerimônia, o superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, reforçou que o aniversário reflete, sobretudo, o empenho das equipes. “Esta unidade só existe graças às pessoas que enfrentam desafios diariamente e se dedicam para que o atendimento chegue à população. Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”, afirma. Diêgo Figueiredo, superintendente do HRSM: "Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória" Trabalho coletivo reconhecido O Núcleo de Segurança do HRSM está entre os setores homenageados. Para o chefe da área, Antônio Araújo, a honraria evidencia a relevância de funções que, embora muitas vezes discretas, são fundamentais para o funcionamento da unidade. “Trabalhamos para garantir que pacientes, acompanhantes e profissionais tenham um ambiente organizado e protegido. Ser lembrado neste momento mostra que todo esforço nos bastidores também faz parte do cuidado prestado”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Retorno de uma comunidade bem atendida Por meio do ParticipaDF, qualquer cidadão pode registrar elogios, reclamações, sugestões, denúncias ou solicitar informações públicas, acessando os serviços de ouvidoria (Ouv-DF) e de acesso à informação (e-SIC). A relevância desses dados está diretamente ligada à escuta da população. As manifestações registradas no sistema refletem a experiência real dos usuários dos serviços públicos de saúde. Por isso, os números alcançados pelo HRSM ganham ainda mais significado, ao demonstrar o reconhecimento espontâneo de pacientes e acompanhantes e reforçar a qualidade do atendimento prestado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital Regional de Santa Maria completa 18 anos com histórias de cuidado e dedicação
Prestes a completar 18 anos, na próxima quinta-feira (30), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) chega à maioridade com uma marca que vai além da estrutura. A história da unidade é construída por quem vive o hospital todos os dias. Entre desafios, mudanças e conquistas, profissionais de diferentes gerações mostram como o serviço evoluiu ao longo do tempo e segue em transformação. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva acompanhou de perto momentos decisivos dessa trajetória. Integrante da primeira chamada de colaboradores após a entrada do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em 2019, ela vivenciou um período de intensa adaptação. “Cheguei para atuar no pronto-socorro, no box de emergência, mas encontrei um cenário desafiador. Foi necessário adaptar o atendimento para a enfermaria, onde recebíamos pacientes graves, entubados, em um ambiente que não era o ideal. Foi um momento crítico”, relembra. Apesar das dificuldades, ela também acompanhou avanços importantes na estrutura e na assistência. “Logo depois, houve a inauguração do novo box de emergência, totalmente reestruturado e com equipamentos mais modernos. Foi uma transformação muito relevante”, destaca. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva acompanhou mudanças importantes no Hospital Regional de Santa Maria ao longo de seis anos | Fotos: Divulgação/IgesDF Entre as experiências vividas, a pandemia de covid-19 permanece como o período mais marcante. “No início, não sabíamos exatamente como lidar com aquela realidade. Mesmo assim, a equipe se manteve unida e foi fundamental para atravessarmos aquele cenário. Tivemos perdas, mas também muitas recuperações, e cada paciente que melhorava deixava uma marca profunda em todos nós”, observa a atual chefe do Serviço de Enfermagem da Maternidade. Se, de um lado, há quem tenha acompanhado a evolução da unidade ao longo dos anos, de outro estão profissionais que chegam trazendo novas perspectivas e reforçando o compromisso com o cuidado. É o caso da fisioterapeuta Jéssica Orlando de Oliveira, que atua na clínica médica há cerca de um ano, somando sua experiência prévia na área da saúde ao cotidiano do hospital. “Atuar no serviço público nos mostra o quanto os pacientes precisam e são gratos. Perceber que você impacta positivamente a vida das pessoas transforma também a sua própria trajetória, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal”, destaca a profissional. Ao falar sobre o que pretende deixar como contribuição, ela resume: “Trabalhar com amor e fazer sempre o melhor pelo paciente”. O ambiente também é um diferencial. “A equipe é acolhedora, e isso faz diferença no dia a dia. É um lugar onde as pessoas realmente se ajudam”, pontua Jéssica. Jéssica Orlando de Oliveira, fisioterapeuta: "Perceber que você impacta positivamente a vida das pessoas transforma também a sua própria trajetória, tanto no aspecto profissional quanto pessoal" Novas histórias em construção A renovação também faz parte da rotina do HRSM. Profissionais que chegam à unidade encontram um espaço de aprendizado e integração, como a fisioterapeuta Karoline Beatriz Souza Tavares, do Centro Obstétrico, admitida no início deste mês. [LEIA_TAMBEM]“Fiquei surpresa de forma muito positiva. É um ambiente organizado e limpo, o que transmite segurança. Além disso, fui muito bem-recebida pela equipe, que tem sido essencial nesse processo de adaptação, mostrando a rotina e auxiliando no dia a dia”, relata. Entre os mais jovens, a trajetória de Letícia Bonfim Nepunuceno representa o início de um caminho profissional. Aos 19 anos, ela ingressou como menor aprendiz, em março, e já projeta o futuro na área da saúde. “Sempre quis trabalhar no IgesDF, e estar aqui, ainda mais perto de casa, foi melhor ainda”, diz. No começo, a adaptação veio acompanhada de insegurança, mas, com o tempo, deu lugar à confiança na rotina e no aprendizado. Letícia Bonfim Nepunuceno, estudante de enfermagem: "Aqui eu aprendo todos os dias. E isso faz toda a diferença para quem está começando" Hoje, cursando enfermagem, ela ressalta o quanto a vivência prática tem feito diferença na formação e no dia a dia dentro da unidade. “Estou no posto de enfermagem e tenho aprendido bastante. A equipe me acolheu muito bem, o que fez toda a diferença. Hoje me sinto tranquila e feliz por estar aqui”, afirma. A experiência de quem está começando ajuda a traduzir o que sustenta o hospital ao longo dos anos. “Aqui eu aprendo todos os dias. E isso faz toda a diferença para quem está começando”, conclui Letícia. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF divulga edital para compra de dez arcos cirúrgicos para Hospitais de Base e de Santa Maria
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou o Edital nº 027/2026 para a aquisição de dez arcos cirúrgicos convencionais. Os equipamentos permitem imagens em tempo real durante cirurgias, dando mais precisão aos procedimentos e mais segurança aos pacientes. Os aparelhos serão destinados ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A compra representa um avanço relevante na capacidade técnica e assistencial das unidades, especialmente em contextos que exigem precisão e agilidade na realização de procedimentos cirúrgicos. O equipamento de arco cirúrgico é utilizado em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, neurologia e cirurgias vasculares | Foto: Divulgação/IgesDF O arco cirúrgico é amplamente utilizado em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, neurologia e cirurgias vasculares. Com os arcos, as equipes médicas conseguem acompanhar cada etapa com maior precisão, reduzindo riscos, evitando erros e aumentando as chances de sucesso cirúrgico. Os interessados em participar do processo podem consultar os critérios e requisitos no site oficial do Instituto. As propostas devem ser enviadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2026, até as 23h55, pela plataforma Apoio Cotações. Serviço Objeto: aquisição de dez arcos cirúrgicos convencionais para unidades de saúde do IgesDF Identificação SEI: 04016-00003752/2025-71 Número da cotação: 1511603 Período de envio de propostas: de 27 de abril e 11 de maio, até as 23h55 *Com informações do IgesDF
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Novo equipamento inova atendimento odontológico no Hospital de Santa Maria
Ficar na posição correta durante um atendimento odontológico pode ser um desafio para muitas pessoas. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), um novo equipamento está ajudando a tornar esse cuidado mais seguro, estável e confortável. Pessoas com paralisia cerebral, transtorno do espectro autista (TEA), mobilidade reduzida ou dificuldade de adaptação passaram a contar com o colchão a vácuo nos atendimentos odontológicos, ampliando as possibilidades de cuidado. Colchão é posicionado diretamente ao redor do paciente, ajustando-se ao formato de seu corpo | Foto: Divulgação/IgesDF O equipamento é moldado diretamente ao corpo. Ainda maleável, é posicionado ao redor da pessoa e, após a retirada do ar, se ajusta ao formato do corpo, ajudando a manter uma posição segura durante todo o procedimento. “Sem esse tipo de suporte, muitos pacientes se sentem inseguros, como se fossem cair, o que dificulta a colaboração durante o atendimento” Dryele Ferreira Flores, especialista em saúde bucal Para incorporar a tecnologia à rotina, a equipe passou por treinamento específico, o que permite utilizar o recurso de forma segura e integrada ao cuidado. A chegada do colchão representa um avanço importante, principalmente para quem tem dificuldade em permanecer na posição adequada durante a consulta. Mais estabilidade e segurança A cirurgiã-dentista Dryele Ferreira Flores explica que o recurso faz diferença especialmente em pessoas com paralisia cerebral, que costumam apresentar dificuldade de equilíbrio. “Sem esse tipo de suporte, muitos pacientes se sentem inseguros, como se fossem cair, o que dificulta a colaboração durante o atendimento”, aponta. “Quando conseguimos moldar o corpo com o colchão, eles se sentem mais estáveis e tranquilos.” [LEIA_TAMBEM]Segundo a especialista, o equipamento também ajuda em situações em que é necessário manter o paciente mais estável e protegido, como nos casos de movimentos involuntários ou resistência ao procedimento. Antes, esse processo dependia do uso de faixas ou do apoio de acompanhantes e profissionais. Com o colchão, o procedimento se torna mais organizado e menos desgastante para todos os envolvidos. Cuidado adaptado a diferentes pacientes Para a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, o uso do equipamento reforça a evolução da assistência na unidade: “Mostra um amadurecimento do serviço que passa a estar mais preparado para lidar com diferentes perfis de pacientes e suas particularidades, respeitando limites e necessidades individuais”. Ao todo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) adquiriu 16 unidades do equipamento, que estão sendo distribuídas entre hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs), ampliando o acesso ao recurso em toda a rede. *Com informações do IgesDF
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Hospital Regional de Santa Maria promove ações de segurança no trabalho
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) iniciou, nesta terça-feira (14), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) 2026 , com uma programação voltada ao cuidado com a saúde dos colaboradores e à promoção de práticas seguras no ambiente profissional, como parte do Abril Verde. A abertura contou com apresentação musical, formação da mesa institucional e um minuto de silêncio em memória das vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A homenagem reforça o significado do dia 28 de abril, data reconhecida mundialmente pela causa. Ao dar início à programação, a presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e chefe do Núcleo de Mobilidade (Numob), Márcia Darlene Lemos, destacou a importância de fortalecer a cultura de proteção no ambiente hospitalar. “Aqui, onde o cuidado com o outro é constante, também precisamos olhar para nós mesmos. Segurança no trabalho é resultado de atitudes diárias, do uso correto dos equipamentos e de um compromisso coletivo”, afirma. A fala foi reforçada pela gestão da unidade. O superintendente do HRSM, Diêgo Figueiredo, convidou os colaboradores a aproveitarem o momento como oportunidade de troca e aprendizado. “A prevenção não é responsabilidade de um setor específico, mas de todos nós. Que este momento gere reflexões e ideias que possam ser levadas para a rotina e compartilhadas com as equipes”, pontua. A homenagem reforça o significado do dia 28 de abril, data reconhecida mundialmente pela promoção de práticas seguras no ambiente profissional | Foto: Divulgação/IgesDF Na mesma linha, a engenheira de Segurança do Trabalho do HRSM, Alessia Pereira da Silva, destacou que atitudes do dia a dia fazem a diferença. Segundo ela, seguir procedimentos, utilizar corretamente os equipamentos de proteção e respeitar os próprios limites são medidas essenciais para evitar acidentes. “A segurança é construída no cotidiano, com responsabilidade compartilhada. Cuidar de si também é reconhecer quando é hora de pedir ajuda”, reforça. Programação diversificada Com foco na prevenção e no bem-estar, a programação reúne temas atuais e essenciais para o dia a dia dos profissionais. No primeiro dia, o coordenador de Compliance e Governança do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Eduardo Corrêa, abriu o ciclo de palestras sobre assédio no ambiente de trabalho e seus impactos. Na sequência, a professora Risoleide Gonçalves, do Centro Universitário Uniceplac, destacou a importância do autocuidado como base para a segurança, reforçando a atenção à saúde física e emocional no ambiente de trabalho. Além das palestras, a Sipat oferece atividades voltadas ao bem-estar. Os participantes podem acessar estandes educativos, serviços de saúde e ações como corte de cabelo, design de sobrancelhas e maquiagem, além da distribuição de materiais informativos e sorteios. As iniciativas contribuem para um ambiente mais acolhedor e incentivam a integração entre os colaboradores. A assistente-administrativa da coordenação de protocolos do hospital, Thaynara Aguiar, aprovou a proposta. “Aproveitei para retocar a sobrancelha. É muito bom porque a gente sai um pouco da rotina, se cuida e ainda interage com os colegas. Isso faz diferença e deixa o ambiente mais leve”, destaca. Organizada pela Cipa, gestão 2025/2026, em parceria com o Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e o Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), a programação segue nesta quarta-feira (15), das 8h às 17h, no auditório do HRSM. As atividades também podem ser acompanhadas pelo canal oficial do IgesDF no YouTube. *Com informações do IgesDF
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Distrito Federal lidera o país em leitos de terapia intensiva e médicos intensivistas
O Distrito Federal lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra que o DF tem 76,68 leitos de terapia intensiva para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. No mesmo estudo, a unidade da Federação aparece com 14,06 médicos intensivistas por 100 mil habitantes, o maior índice do país. O desempenho está ligado à expansão dos leitos próprios e ao apoio de vagas credenciadas na rede privada, que reforçam a retaguarda da assistência aos casos graves. O DF lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Mesquita, o resultado acompanha a ampliação da capacidade assistencial da rede nos últimos cinco anos. Segundo ela, o DF ampliou em 83% os leitos de UTI adulto e em 52% os de UTI pediátrica. “Não são só os leitos: também lideramos em médicos intensivistas”, afirma. Na pediatria, esse reforço ganha peso no período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo a Secretaria de Saúde, o DF adota medidas específicas entre março e julho para enfrentar o aumento das infecções respiratórias em crianças, com planejamento antecipado, monitoramento e reforço da capacidade de resposta da rede. Raquel Mesquita afirma que a estrutura pediátrica foi ampliada para absorver essa pressão. “Esse quantitativo a mais vem para garantir a assistência justamente no período de maior pressão sobre os leitos pediátricos”, diz. A subsecretária também destaca a importância da vacinação contra a influenza e da imunização materna para reduzir quadros graves entre crianças pequenas. Impacto na rotina dos hospitais Na rotina dos hospitais, a percepção de quem atua nas unidades ajuda a mostrar como essa rede funciona no dia a dia. Médico intensivista no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Diogo Tobias diz que a diferença do DF em relação a outros estados aparece no funcionamento do hospital e da regulação. “Sou do Rio de Janeiro, e este é o terceiro estado em que trabalho no serviço público, depois do Rio e do Pará. A primeira impressão foi que eu não estava diante de um hospital público nos moldes a que eu estava acostumado”, relata. No HRSM, a estrutura ganhou reforço em dezembro de 2025. O hospital adquiriu um novo tomógrafo, com capacidade para realizar entre 180 e 200 exames por dia, medida que, segundo o IgesDF, deve reduzir filas, agilizar diagnósticos e favorecer decisões clínicas mais rápidas. Diogo Tobias afirma que esse suporte faz diferença na rotina da terapia intensiva. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir”, diz. Sobre a estrutura do HRSM, acrescenta: “Hoje temos um segundo aparelho de tomografia, novo, e isso se traduz na UTI. A fila para a tomografia é muito pequena”. Outro exemplo vem do Hospital de Base, onde o aposentado Irineu José Dewes ficou internado após sofrer um infarto. Segundo a filha dele, a fisioterapeuta Raquel Schmidt Dewes, a rapidez do atendimento foi decisiva. “Meu pai estava em um estado muito crítico, e, se não fosse esse atendimento, toda a equipe hospitalar, ele teria corrido risco de vida”, relata. Raquel conta que o pai foi recebido pela equipe da hemodinâmica, passou rapidamente por cateterismo com colocação de stent e, em seguida, foi encaminhado à UTI. Para ela, o que mais chamou a atenção foi a atuação integrada dos profissionais. “É uma equipe muito bem-estruturada, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, técnicos de enfermagem e nutrição. O que mais me impressionou foi o acolhimento e a multidisciplinaridade de profissionais durante todo o dia, acompanhando o paciente”, afirma Ela também destaca a segurança passada à família durante a internação. “Apesar da grande demanda, eles conseguem acolher o paciente de forma eficaz, segura e, mais importante, empática. A família fica do lado de fora sofrendo, querendo informações, mas sabe que está tranquila porque o paciente está bem-assistido, com bons profissionais”, diz. Sobre a UTI, completa: “Ela é bem-equipada, com monitores que acompanham o paciente e com cama elétrica, o que ajuda na segurança”. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir” Diogo Tobias, médico intensivista do HRSM Após oito dias internado, Irineu recebeu alta. “Fui bem-atendido. Ótimos profissionais”, resume. Para outras famílias, o efeito dessa rede também aparece no cuidado de longo prazo. Dona de casa, Jamile Eduarda de Sousa Rosa, 25 anos, acompanhou o filho Miguel, hoje com oito meses, durante quase quatro meses de internação no HRSM. Nascido prematuro, com 23 semanas, ele ficou três meses e 11 dias na UTI, além de mais 20 dias em unidade intermediária neonatal. “Se não fosse por eles, meu filho nem estaria vivo”, diz Jamile. “A estrutura é muito preparada, os equipamentos são muito bons e a equipe é muito bem-treinada.” Jamile afirma que o cuidado não se limitou ao bebê. “Foi tudo ótimo, tanto para o neném quanto para mim. Tive muita ajuda, e cuidaram muito bem do meu filho. Até hoje cuidam”, conta. Segundo ela, a estrutura oferecida ao acompanhante também fez diferença durante a internação. “Tive cama, alimentação e apoio. Como era meu primeiro filho e ele nasceu prematuro, era tudo muito novo. Ver hoje tudo o que ele passou e o que superou é só gratidão”.
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Descarte correto de resíduos hospitalares é reforçado no Hospital de Santa Maria
Colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) receberam, nesta semana, um treinamento sobre descarte adequado de resíduos hospitalares, atitude determinante para a segurança de profissionais, pacientes e do meio ambiente. O foco foi o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Encontro com profissionais ligados ao HRSM abordou o gerenciamento correto de resíduos hospitalares | Foto: Divulgação/IgesDF Organizada em turnos para ampliar o alcance entre as equipes sem comprometer a rotina assistencial da unidade, a atividade foi conduzida pela bióloga Laura Gatti, chefe do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental. Durante o encontro, foram apresentadas as diretrizes que orientam todo o fluxo de gerenciamento, desde a geração até a destinação final. Segundo a especialista, o PGRSS estabelece critérios claros para classificação, acondicionamento, transporte e descarte ambientalmente seguro. Classificação correta Ao longo da capacitação, foram detalhadas as cinco etapas do gerenciamento: geração, identificação e classificação, acondicionamento, transporte e destinação final. Entre elas, a classificação foi destacada como ponto crítico, por impactar diretamente todas as etapas seguintes. “Ainda há muita dificuldade na identificação das classes, o que leva à mistura de materiais, como papel e embalagens no lixo infectante”, pontuou Laura Gatti. [LEIA_TAMBEM]Os resíduos, explica a gestora, são divididos em grupos — infectantes, químicos, radioativos, comuns e perfurocortantes, cada um com exigências específicas de descarte: “Trabalhamos em um ambiente com diversos patógenos e estamos sempre suscetíveis à contaminação. O descarte incorreto pode gerar impactos graves, como a contaminação do solo, da água e até do ar, no caso da incineração”. Entre os grupos, os materiais perfurocortantes figuram entre os principais causadores de acidentes de trabalho. A orientação é que o descarte seja feito imediatamente após o uso, sem reencapar ou manipular os itens, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança. O PGRSS está disponível para consulta no sistema MV Documentos. “Todos os colaboradores podem acessar o plano, onde estão descritos os fluxos, e também é possível me procurar pessoalmente no setor de hotelaria do HRSM, às terças-feiras”, orientou a bióloga. A transmissão completa da capacitação está disponível no canal do IgesDF no YouTube. *Com informações do IgesDF
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Pequenos protagonistas transformam rotina e emocionam no Hospital Regional de Santa Maria
Mães e pais que vivem o dia a dia da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) tiveram um dia diferente no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A rotina intensa ganhou uma pausa marcada por ternura. Inspirada pela Páscoa, a iniciativa levou bebês internados na unidade a participarem de um ensaio fotográfico realizado na última terça-feira (7). Durante a preparação para as fotos, pais e mães acompanharam cada detalhe, atentos a cada gesto e a cada olhar. Érica de Carvalho Sá aguardava emocionada pela vez do filho no ensaio. Augusto nasceu com 32 semanas e segue em recuperação, enquanto a família sonha com o momento de levá-lo para casa, em Planaltina (GO). “Eu não sabia que teria esse ensaio, foi uma surpresa linda. Só de ver a preparação já emociona. Aqui encontramos profissionais muito humanos, que cuidam dos nossos filhos e também da gente”, destaca. Natanael não nasceu prematuro, mas precisou de cuidados na UTIN antes de ir para casa. A mãe, Ana Cláudia Gomes do Carmo, não tirava os olhos do filho e se encantou com a experiência. “Vê-lo assim, todo arrumadinho, traz uma alegria muito grande. A gente até esquece um pouco o peso da internação, e tudo fica mais leve”, conta. Durante a preparação para as fotos, pais e mães acompanharam cada detalhe, atentos a cada gesto e a cada olhar | Foto: Tati Araújo/Divulgação Vinda do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a família está há poucos dias no HRSM. Ana Cláudia destaca a forma como todos foram recebidos desde a chegada. “Fomos acolhidos com muito carinho. Eu me senti cuidada, assim como o pai e o irmão dele, que não saem daqui por nada”, relata. Humanização que gera memórias afetivas Mais do que uma ação pontual, a iniciativa faz parte da proposta da UTIN de promover atividades em datas especiais, aproximando famílias e equipe multiprofissional. Segundo a chefe do Serviço de Enfermagem da unidade, Lorena Mendes, a atividade também marca a retomada de uma prática que estava suspensa há cerca de um ano. “Passamos por um período de mudanças na equipe, o que direcionou nossos esforços para outras prioridades. Agora, com o time reorganizado, conseguimos resgatar este tipo de ação, que sempre fez diferença no cuidado com as famílias”, explica. Mais do que imagens, a experiência representa acolhimento e a construção de memórias afetivas durante a internação, fase que, para muitas famílias, é atravessada por incertezas e expectativas. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa faz parte da proposta da UTIN de promover atividades em datas especiais, aproximando famílias e equipe multiprofissional “Nosso objetivo é tornar este período o menos difícil possível. Sabemos que é uma fase delicada, por isso buscamos levar mais tranquilidade e afeto. Queremos que as mães guardem uma lembrança bonita desta etapa”, finaliza Lorena. *Com informações do IgesDF
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Cantata de Páscoa emociona pacientes no Hospital de Santa Maria
Em meio à rotina hospitalar, uma pausa inesperada mudou o clima em diferentes setores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Na quarta-feira (1º), corredores e enfermarias foram tomados por música, fé e emoção durante a cantata de Páscoa. A ação percorreu espaços como maternidade, clínica cirúrgica, ortopedia, clínica médica e Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed), levando apresentações do coral Unidos da Adoração a pacientes, acompanhantes e colaboradores, que interromperam a rotina para um momento de reflexão e acolhimento. Música e fé: o coral Unidos da Adoração percorreu diversos setores do setores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) na quarta (1º) | Fotos: Divulgação/IgesDF A emoção tomou conta de quem acompanhava. Nelma Maria, que está ao lado do pai internado, não conteve as lágrimas. “A gente sempre pede a Deus pela saúde de quem amamos. É uma fase muito delicada, então receber algo assim traz uma paz diferente. Senti como se o céu estivesse se abrindo”, conta. A iniciativa foi idealizada pela técnica de enfermagem da clínica médica Débora Dalila Silva Oliveira e surgiu há três anos, a partir de uma construção coletiva com a equipe multiprofissional. Inicialmente concentrada na clínica médica, a proposta foi ampliada ao longo do tempo e passou a alcançar outros setores da unidade. [LEIA_TAMBEM]“Pensamos em criar uma experiência que trouxesse leveza, algo que pudesse tocar a todos. A música tem esse poder de alcançar as pessoas de forma única. Desde a primeira edição, percebemos o impacto positivo da iniciativa, e isso nos motivou a expandir ainda mais”, explica. “Mais do que uma apresentação musical, a cantata representa um gesto de empatia, capaz de transformar, ainda que por alguns instantes, a vivência de quem enfrenta um período de fragilidade”, finaliza Débora. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Cuidado adaptado muda experiência de pacientes com autismo no Hospital de Santa Maria
Para muitos pacientes com autismo, uma consulta médica pode representar mais do que um atendimento de rotina. Sons intensos, luzes fortes e ambientes imprevisíveis podem gerar desconforto, ansiedade e até impedir a continuidade do cuidado. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), essa realidade começa a mudar com a adaptação dos espaços e uma abordagem construída a partir das necessidades de cada paciente. Na unidade, o cuidado começa antes mesmo de qualquer procedimento. A equipe ajusta o ambiente e a forma de atendimento para evitar sobrecarga sensorial e garantir mais tranquilidade, especialmente para crianças. Luzes podem ser reduzidas, sons são controlados e o atendimento segue o ritmo de cada um. Eduardo Figueiredo Martins, 16, passa pelas consultas assistindo a desenhos animados; televisão na sala ajuda a reduzir a ansiedade | Fotos: Divulgação/IgesDF As mudanças fazem parte de uma reorganização da assistência, que passou a priorizar previsibilidade, conforto e acolhimento. Ao longo dos últimos anos, fluxos, ambientes e condutas foram ajustados para tornar o serviço mais acessível e seguro. Na odontologia, cada etapa é planejada de forma individualizada. Antes de iniciar o atendimento, os profissionais buscam entender a rotina, as preferências e as sensibilidades do paciente. A partir dessas informações, o espaço é adaptado e, sempre que possível, são utilizados instrumentos mais silenciosos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população “Cada paciente reage de uma forma. Por isso, adaptamos tudo o que for necessário para garantir mais conforto. Às vezes, pequenas mudanças fazem toda a diferença para que o atendimento aconteça de forma tranquila”, relata o dentista Diego Sindeaux. Estratégias simples também ajudam a criar vínculo e segurança. Aos 16 anos, Eduardo Figueiredo Martins encontrou uma forma de passar pelas consultas com mais tranquilidade: assistindo a desenhos animados durante o atendimento. A presença da televisão na sala contribui para reduzir a ansiedade e facilitar a realização dos procedimentos. Para a mãe, Vivian Figueiredo Santana, o acolhimento faz diferença no dia a dia. “O atendimento aqui é maravilhoso, melhor que em todos os lugares por onde passamos. Fico muito tranquila em saber que meu filho está com profissionais preparados para atendê-lo”, conta. Mensalmente, entre 28 e 30 pacientes são encaminhados ao serviço por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A unidade também realiza atendimentos por demanda espontânea, principalmente em situações de urgência. Comunicação O cuidado no HRSM vai além do ambiente físico e se estende ao ambulatório de linguagem infantil, voltado a pacientes com dificuldades na comunicação, fala e compreensão. Entre os casos atendidos estão atraso no desenvolvimento da linguagem oral, dificuldade na expressão de ideias, trocas de sons na fala, gagueira e desafios no processo de leitura e escrita. "Trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada" Thayná Martins, fonoaudióloga do HRSM Para crianças com autismo, a primeira consulta é dedicada à escuta dos pais ou responsáveis. A partir dessa avaliação, é definido um plano terapêutico individualizado. Em geral, o acompanhamento começa com 14 sessões de fonoterapia, com duração de uma hora cada. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado para continuidade do cuidado por meio da regulação. “A maioria das crianças com autismo apresenta alguma condição associada, como o TDAH. Uma característica comum é a dificuldade na comunicação. Aqui, trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada”, explica a fonoaudióloga Thayná Martins. O ambulatório funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. Espaço sensorial Como parte dessa estratégia, o hospital implantou o Espaço Humanizar TEA, ambiente sensorial voltado exclusivamente a crianças com autismo. O local foi planejado para reduzir estímulos excessivos e oferecer mais conforto, especialmente durante o tempo de espera. [LEIA_TAMBEM]Além de funcionar como área de acolhimento, o espaço também pode ser utilizado em atendimentos específicos. Em algumas situações, equipes multiprofissionais realizam o cuidado no próprio local, evitando a exposição a ambientes mais intensos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população. O transtorno é mais frequente entre homens e costuma se manifestar ainda na infância. Como acessar o serviço O acesso aos atendimentos ocorre principalmente por meio do Sistema de Regulação da SES-DF, com encaminhamento realizado pelas Unidades Básicas de Saúde e pelos hospitais regionais. No caso da odontologia do HRSM, o atendimento é feito via regulação, com suporte também para casos de urgência por demanda espontânea. Para o acompanhamento no ambulatório de linguagem infantil, é necessário procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento. O serviço funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Páscoa muda a rotina de crianças internadas no Hospital de Santa Maria
Faltando poucos dias para a Páscoa, a rotina da pediatria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) ganhou uma pausa diferente nesta terça-feira (31). Entre leitos e corredores, o coelhinho da Páscoa percorreu a unidade com brincadeiras, atividades e distribuição de chocolates, levando momentos de descontração às crianças internadas. Com pintura facial, oficina de balões e desenhos para colorir, a ação criou um ambiente mais leve para pacientes em tratamento longe de casa. A iniciativa também envolveu familiares e colaboradores, aproximando as equipes e fortalecendo o vínculo com as crianças. O coelhinho da Páscoa visitou a pediatria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) nesta terça (31) | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Internada há seis dias com o filho Samuel Heitor, de 4 anos, Ana Cláudia da Silva se emocionou com a surpresa. “Eu não imaginava que pudesse ter algo assim dentro do hospital. Para os pequenos é uma alegria e, para nós, como mães, traz um alívio. Ajuda a sair da rotina e deixa o dia mais leve”, conta. O superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, acompanhou a atividade e destacou o esforço das equipes. “Esta iniciativa mostra o quanto nossas equipes estão comprometidas em oferecer um cuidado mais humano. Sabemos dos desafios que as crianças enfrentam e poder proporcionar um momento de acolhimento como este é gratificante para todos nós”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Alívio em meio ao tratamento A ação foi promovida pelo Programa Humanizar, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que atua no fortalecimento do acolhimento, da escuta qualificada e da orientação a pacientes e acompanhantes. Para a gerente de Humanização e Experiência do Paciente, Stephanie Sakayo, atividades como essa contribuem diretamente para o bem-estar emocional. “Quando conseguimos tirar o foco, ainda que por alguns momentos, da sequência de exames e procedimentos, contribuímos para o bem-estar emocional. E isso reflete positivamente na resposta ao tratamento, como já apontam diversos estudos”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Capacitação prepara profissionais para período de doenças respiratórias em crianças no DF
Com a chegada do período de maior circulação de vírus respiratórios, cresce o número de crianças atendidas com quadros que podem se agravar rapidamente. Em muitos casos, reconhecer os sinais de alerta nos primeiros minutos faz toda a diferença no desfecho clínico. Entre março e julho, doenças como bronquiolite e pneumonia voltam a impactar os serviços de saúde e seguem entre as principais causas de internação e mortalidade infantil, especialmente em menores de cinco anos. Diante desse cenário, agir com rapidez e segurança é essencial para evitar complicações. Para reforçar esse preparo, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizou, nesta quarta-feira (25), o treinamento Avaliação Respiratória — Pediatria. A capacitação reuniu profissionais da assistência e estudantes, com foco no aprimoramento da avaliação clínica desde o primeiro atendimento. Entre março e julho, doenças como bronquiolite e pneumonia voltam a impactar os serviços de saúde | Foto: Divulgação/IgesDF A atividade foi conduzida pela fisioterapeuta do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) Keite Kelli da Costa, que destacou o papel da avaliação inicial na evolução dos casos. “É a partir dessa análise que conseguimos direcionar a conduta. Escolher o suporte adequado no momento certo impacta diretamente na evolução da criança”, afirmou ela. Durante o treinamento, dados ajudaram a dimensionar a relevância do tema. A pneumonia, por exemplo, ainda responde por cerca de 14% das mortes em crianças menores de cinco anos no mundo. Já a bronquiolite permanece como uma das principais causas de internação em lactentes, pressionando principalmente os serviços de urgência e terapia intensiva. Para agilizar a identificação de quadros mais graves, ferramentas como o Triângulo de Avaliação Pediátrica (TAP) foram apresentadas como aliadas no atendimento. Em poucos segundos, é possível observar aparência, respiração e circulação, o que permite reconhecer sinais de alerta e priorizar o cuidado. A capacitação também reforçou que intervenções simples, quando realizadas no momento oportuno, podem evitar agravamentos. Posicionamento adequado, desobstrução das vias aéreas e início precoce da oxigenoterapia estão entre as medidas que contribuem para a estabilização dos pacientes. A capacitação reuniu profissionais da assistência e estudantes, com foco no aprimoramento da avaliação clínica desde o primeiro atendimento “Na pediatria, cada detalhe importa. Identificar sinais precocemente ajuda a definir o melhor cuidado e evita agravamentos”, reforça Keite. O impacto desse período já é percebido na prática. Entre março e junho, o HRSM registra aumento significativo na procura por atendimento infantil. Em 2025, o Pronto-Socorro Infantil (PSI) contabilizou 32.385 atendimentos, sendo 49% de pacientes do Distrito Federal e 51% de outras regiões, o que reforça o papel do hospital como referência no cuidado pediátrico. A iniciativa integra as ações do Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), que seguem investindo na qualificação das equipes e no fortalecimento da assistência prestada à população. *Com informações da IgesDF
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Atuação de dentistas na UTI ajuda a prevenir infecções e pode salvar vidas
Quando se fala em unidade de terapia intensiva (UTI), a maioria das pessoas pensa em equipamentos e equipes médicas. O que pouca gente sabe é que a atuação do dentista nesse ambiente pode evitar infecções graves, influenciar diretamente na recuperação dos pacientes e, em alguns casos, até salvar vidas. Nos hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o cuidado com a saúde bucal faz parte da rotina assistencial da UTI. A atuação desses profissionais contribui para prevenir infecções, reduzir complicações clínicas e apoiar o tratamento durante a internação. Sem o acompanhamento adequado, bactérias presentes na boca podem se multiplicar e alcançar os pulmões, favorecendo o desenvolvimento de infecções respiratórias, como a pneumonia associada à ventilação mecânica, uma das complicações mais frequentes entre pacientes intubados. “No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), atuamos diretamente à beira do leito. Nosso objetivo é ajudar a reduzir complicações e contribuir para a recuperação dos pacientes”, explica a cirurgiã-dentista intensivista Ana Paula Oliveira. O trabalho ocorre de forma integrada com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, fortalecendo o cuidado integrado dentro da UTI | Fotos: Divulgação/IgesDF Atuação integrada e cuidado especializado Diferentemente do atendimento em consultório, a rotina odontológica dentro da UTI exige uma abordagem adaptada às condições clínicas dos pacientes. Muitos estão sedados ou impossibilitados de realizar a própria higiene bucal, o que torna o cuidado ainda mais delicado e integrado com outras equipes de saúde. A higiene da boca é realizada diariamente pela equipe de enfermagem. Já o dentista hospitalar é responsável por avaliar toda a cavidade oral, observando toda a estrutura da boca, como dentes, gengiva, língua e mucosas, além de diagnosticar e tratar alterações que possam comprometer a saúde do paciente. Entre os atendimentos mais comuns estão o tratamento de feridas causadas por dispositivos, o controle de infecções como herpes e candidíase, o cuidado com doenças da gengiva e a eliminação de focos infecciosos. Em alguns casos, pode ser necessário extrair dentes que apresentam risco de se soltar e serem aspirados pelo paciente. “Já recebemos pacientes sem diagnóstico definido e, durante a avaliação odontológica, identificamos infecções importantes na boca. Após o tratamento, houve melhora do quadro clínico, o que reforça a relação direta entre a saúde bucal e o organismo como um todo”, afirma a dentista hospitalar do Hospital Regional de Santa Maria, Nathália Machado. O trabalho ocorre de forma integrada com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, fortalecendo o cuidado integrado dentro da UTI. Um cuidado ainda pouco conhecido Apesar da importância, a atuação do dentista em unidades de terapia intensiva ainda é pouco conhecida pela população. Segundo os profissionais, isso acontece porque, nesse ambiente, a presença de acompanhantes é limitada, o que dificulta que familiares percebam esse tipo de atendimento. “Muitas vezes, quando o familiar percebe alguma lesão e explicamos que o tratamento está sendo feito pela odontologia, há uma surpresa”, ressalta Nathália. Esse desconhecimento contrasta com a relevância da saúde bucal no contexto hospitalar. Em algumas situações, infecções na boca podem até impedir a realização de procedimentos médicos importantes. “Antes de uma cirurgia cardíaca ou de um transplante, por exemplo, é essencial que o paciente esteja sem focos de infecção na boca. Caso contrário, o procedimento pode ser adiado por risco de complicações graves”, explica a especialista. O dentista hospitalar Flávio Garcia relembra um caso marcante acompanhado na unidade. “Era um paciente que precisava extrair alguns dentes para ser liberado para um transplante de coração. Conseguimos realizar o procedimento a tempo. Quando finalizamos, ao abrir a porta, a esposa dele estava chorando ao telefone: o coração tinha acabado de chegar. Tudo aconteceu no momento certo”, conta. A rotina odontológica dentro da UTI exige uma abordagem adaptada às condições clínicas dos pacientes Alerta que começa fora do hospital No contexto do Dia Mundial da Saúde Bucal, celebrado nesta sexta-feira (20), especialistas reforçam que os cuidados com a saúde bucal devem começar antes mesmo de qualquer internação. Hábitos simples, como manter uma boa higiene, realizar consultas regulares ao dentista e tratar problemas precocemente fazem diferença na prevenção de complicações. “Cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde como um todo. Muitas doenças podem ser prevenidas com hábitos básicos e acompanhamento profissional”, reforça Ana Paula Oliveira. Serviço Em casos de emergência odontológica, a orientação é procurar uma unidade de pronto atendimento. As unidades que oferecem atendimento odontológico de urgência são: UPA Ceilândia I; UPA Samambaia; UPA Sobradinho; UPA Núcleo Bandeirante; UPA Recanto das Emas. Os hospitais atendem a casos de maior complexidade e contam com especialidades como cirurgia bucomaxilofacial, radiologia odontológica, ortodontia, atendimento a pessoas com necessidades especiais, periodontia, endodontia, estomatologia, disfunções temporomandibulares e odontologia hospitalar. *Com informações da IgesDF
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Hospital de Santa Maria reforça segurança no uso de medicamentos
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a analisar as prescrições médicas antes da liberação dos medicamentos, reforçando a segurança dos pacientes. A mudança antecipa a avaliação feita pela equipe de farmácia clínica e ajuda a reduzir riscos no uso dos remédios durante a internação, com o apoio da plataforma digital MV Soul, que integra as etapas de prescrição, análise e dispensação de medicamentos no hospital. Na prática, o modelo posiciona o farmacêutico clínico como peça central na análise das prescrições. “Após a prescrição médica, a solicitação seguia diretamente para a farmácia hospitalar, onde era feita a dispensação. A avaliação do farmacêutico clínico ocorria apenas depois disso”, explica Thales Teódulo, chefe do Serviço de Farmácia Clínica. Agora, no HRSM, as prescrições médicas são analisadas por farmacêuticos antes da liberação dos medicamentos | Fotos: Divulgação/IgesDF Com o novo fluxo, a lógica foi invertida: primeiro, o farmacêutico clínico avalia a prescrição no sistema; após a liberação, a farmácia hospitalar realiza a dispensação para a equipe de enfermagem. Essa antecipação permite identificar inconsistências, como erros de dose, interações medicamentosas, duplicidades terapêuticas e inadequações clínicas, reduzindo riscos e promovendo o uso mais seguro e racional dos medicamentos. O processo ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, contemplando todas as prescrições emitidas nesse período. Em situações de urgência, o fluxo é flexibilizado para garantir agilidade, com liberação automática das prescrições e continuidade da assistência. [LEIA_TAMBEM]Implantação gradual e expansão do modelo A implementação no HRSM ocorre de forma progressiva. A primeira etapa, iniciada em outubro de 2025, contemplou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e a clínica médica. Agora, a prática avança para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e para a pediatria. O projeto foi idealizado por Thales e pelo farmacêutico clínico Elisson Oliveira, com base em experiência iniciada em 2024 no Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade também administrada pelo IgesDF que, à época, se destacou como pioneira na implementação da rastreabilidade completa de medicamentos em toda a sua estrutura. A análise prévia permite identificar inconsistências, como erros de dose, interações medicamentosas, duplicidades terapêuticas e inadequações clínicas A adesão das equipes médicas tem sido positiva, impulsionada pela familiaridade com o modelo. “Não houve resistência dos médicos, porque muitos já atuam em hospitais privados, onde esse trâmite é comum. Alguns, inclusive, relataram que sentiam falta desse fluxo na rede pública”, afirma Elisson. Segundo ele, os principais desafios iniciais estiveram relacionados ao alinhamento das atribuições entre farmácia clínica e hospitalar, etapa já consolidada entre as equipes. Atualmente, cerca de 260 prescrições são avaliadas por dia na unidade, número que reflete o volume assistencial e a capacidade operacional do serviço. Ainda pouco difundido na rede pública, o modelo coloca o HRSM como o segundo hospital do Distrito Federal a adotar essa prática, contribuindo diretamente para o fortalecimento da segurança do paciente. A iniciativa segue em expansão, com previsão de implementação em toda a unidade até o fim deste ano. “A expectativa é consolidar, de forma definitiva, uma cultura institucional pautada na qualidade do cuidado, na segurança do paciente e na excelência dos processos assistenciais”, conclui Thales. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre edital para compra de 45 incubadoras neonatais
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, nesta segunda-feira (16), o Edital nº 018/2026 para a aquisição de 45 incubadoras neonatais que vão reforçar a assistência a recém-nascidos prematuros e bebês que necessitam de cuidados especializados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Os equipamentos serão utilizados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI neonatal), em berçários e maternidades da unidade. As incubadoras garantem controle de temperatura e umidade, proteção contra infecções e monitoramento clínico contínuo, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento dos bebês. As novas incubadoras neonatais serão usadas na UTI, nos berçários e na maternidade do HRSM | Foto: Divulgação/IgesDF [LEIA_TAMBEM]Prazo para envio de propostas O período para recebimento das propostas até as 23h55 (horário local) do dia 27 deste mês. O envio deve ser feito exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. “Nossa meta é seguir investindo na aquisição de equipamentos que fortaleçam o trabalho das equipes assistenciais e garantam atendimentos cada vez mais eficientes à população do Distrito Federal”, afirma a analista de Compras do IgesDF, Gerlani Pereira. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Novas camas obstétricas reforçam assistência ao parto no Hospital Regional de Santa Maria
Gestantes atendidas no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) agora contam com mais conforto e segurança durante o parto. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu novas camas obstétricas do tipo PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), que permitem que a mulher permaneça no mesmo leito desde o início do trabalho de parto até o período pós-parto imediato. Os equipamentos passam a integrar a estrutura do centro obstétrico da unidade, que realiza, em média, 350 partos por mês, sendo mais de 53% deles partos normais. Projetadas especificamente para o atendimento obstétrico, as camas evitam deslocamentos desnecessários dentro da unidade, proporcionando mais conforto à gestante, maior segurança ao recém-nascido e melhores condições de trabalho para as equipes assistenciais. A implantação dos novos equipamentos também foi acompanhada de capacitação técnica para profissionais da assistência e da hotelaria hospitalar. O treinamento orientou as equipes sobre o funcionamento das camas e reforçou protocolos voltados à segurança materno-infantil. Os equipamentos passam a integrar a estrutura do centro obstétrico da unidade, que realiza, em média, 350 partos por mês, sendo mais de 53% deles partos normais | Foto: Guilherme Bastos/IgesDF Para a gerente da maternidade do HRSM, Ivonete Rodrigues, a chegada das novas estruturas representa um avanço na qualidade do atendimento oferecido às pacientes. “São camas pensadas exclusivamente para o momento do nascimento, que facilitam a condução do parto normal e oferecem melhores condições para as mães. Ficamos muito satisfeitos com essa conquista”, destaca. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami), do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN) e da Rede Alyne, que incentivam uma assistência mais respeitosa, menos intervencionista e centrada na autonomia da mulher durante o parto. A aquisição das camas obstétricas foi viabilizada por meio de emenda parlamentar da deputada distrital Jaqueline Silva. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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