HRSM prepara equipes para identificar potenciais doadores e acolher famílias
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Sua família sabe que você gostaria de ser doador de órgãos? A pergunta não precisa surgir pela primeira vez dentro de uma unidade de terapia intensiva (UTI), em um momento de dor e despedida. Pode fazer parte de uma conversa em casa, durante um almoço ou em qualquer momento ao lado de quem se ama. No Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, essa é uma das mensagens em destaque: falar sobre doação é uma decisão que pode começar ainda em vida. Uma doação capaz de transformar diferentes histórias começa muito antes do transplante. Depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família que atravessa um dos momentos mais delicados de sua vida. Para fortalecer esse processo, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta quinta-feira (17/9), o 1º Simpósio de Conscientização do Papel da Equipe na Doação de Órgãos, como parte das ações do Setembro Verde. “A doação de órgãos pode devolver qualidade de vida aos pacientes que aguardam por um transplante. Apesar de acontecer em um momento de muita dor para quem perde um familiar, esse gesto pode representar uma nova possibilidade de vida para quem recebe”, afirma o superintendente do HRSM, Lucas da Silva Santos. O encontro reuniu gestores, profissionais assistenciais e administrativos e especialistas envolvidos no processo. Participaram representantes das Equipes de Doação de Órgãos e Tecidos (Edot) do HRSM e do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Banco de Olhos do Distrito Federal e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do DF. Entre os convidados estavam a coordenadora da Edot/HBDF, enfermeira Ângela Aguiar; a representante do Banco de Olhos do DF, enfermeira Viviane Marçal; e o coordenador da OPO/DF, enfermeiro Jean Pierre. Uma doação depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família | Foto: Divulgação/IgesDF Da identificação à doação Durante o simpósio, os profissionais conheceram as diferentes etapas que tornam a doação possível. O processo começa com a identificação do potencial doador e passa pela notificação, avaliação e, quando indicada, determinação da morte encefálica. Envolve ainda a manutenção do potencial doador, o acolhimento e a entrevista da família. Com a autorização familiar, o fluxo segue para avaliação, captação, transporte, distribuição e transplante. A programação esclareceu que doação e transplante representam momentos distintos. A doação corresponde à disponibilização de órgãos ou tecidos para utilização terapêutica, enquanto o transplante ocorre após outras etapas, como captação, logística e distribuição. Para o gerente de Enfermagem do HRSM, Izaías Silva, conhecer esse caminho permite compreender as diferentes dimensões humanas presentes em cada etapa. “Não é um momento fácil. De um lado, existe uma família enfrentando a perda; do outro, pessoas que aguardam a possibilidade de continuar vivendo por meio de um transplante. Por isso, é necessário acolhimento, preparo e uma abordagem adequada junto aos familiares”, destaca. Outro ponto abordado foi a determinação da morte encefálica. Diferentemente do coma, a morte encefálica é um diagnóstico médico estabelecido a partir de critérios específicos e envolve pré-requisitos, exames clínicos, teste de apneia, exame complementar e registro documental. Para o coordenador da OPO/DF, Jean Pierre, ampliar o conhecimento sobre o tema ajuda a reduzir dúvidas e reforça a importância de conversar sobre doação ainda em vida. “Todos nós podemos, em algum momento, precisar de um transplante. Por isso, é tão importante conversar em vida e deixar claro para a família o desejo de ser doador. Precisamos falar sobre a morte, apesar de ser um assunto difícil, porque essa conversa pode ajudar a família a conhecer e respeitar a vontade daquela pessoa”, enfatiza. Doação de córneas A doação de tecidos, especialmente de córneas, ganhou espaço na programação. O Banco de Olhos do Distrito Federal atua na capacitação de equipes multidisciplinares, em campanhas educativas, na busca ativa de potenciais doadores, na entrevista familiar e na captação. A enfermeira Viviane Marçal chamou a atenção para informações equivocadas que podem afastar famílias da possibilidade da doação. “Precisamos desmistificar a doação, principalmente de córneas. Existem situações que muitas pessoas acreditam impedirem automaticamente a doação, mas é necessária uma avaliação clínica. Uma doação de córneas pode beneficiar até quatro pessoas, trazendo a possibilidade de recuperar a visão e retomar atividades da vida cotidiana”, explica. Segundo Viviane, a possibilidade de captação de córneas está relacionada a uma janela de tempo após o óbito. A experiência da família com a assistência recebida durante a internação é outro aspecto considerado nesse processo. “Se a família não percebe um atendimento digno e cuidadoso, a abordagem para a doação se torna ainda mais difícil. Por isso, as equipes precisam estar preparadas, e a conversa sobre doação deve ser conduzida por profissionais capacitados para acolher essa família”, ressalta. Equipes preparadas para acolher O simpósio reuniu aspectos técnicos e humanos de uma cadeia que depende da participação e da articulação entre diferentes áreas. Para a vice-presidente da Edot do HRSM, Érika Melo, compreender o papel desempenhado em cada etapa é parte dessa preparação. “Neste Setembro Verde, nosso foco é também olhar para dentro e conscientizar as equipes que participam diretamente do processo de doação. São várias etapas, e cada profissional precisa compreender o seu papel para que tudo aconteça de forma segura e integrada. Quanto mais preparada estiver a equipe, melhor será a condução do processo e o acolhimento às famílias”, destaca. Atualmente, a Edot do HRSM é formada por enfermeiros e técnicos de enfermagem e conta com um médico como responsável técnico. A equipe atua de forma articulada com outros profissionais e serviços envolvidos na doação. A mensagem que encerra o simpósio, porém, ultrapassa os limites do hospital. A conversa sobre doação pode começar muito antes de uma situação de perda, entre familiares que conhecem a vontade uns dos outros. Dizer “eu quero ser doador” e compartilhar esse desejo com quem está próximo é uma maneira de permitir que essa vontade seja conhecida. No Setembro Verde, o convite é para que essa conversa aconteça em vida. *Com informações do IgesDF
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Prestes a completar 30 anos, Rede Feminina transforma solidariedade em acolhimento
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma pequena sala no quinto andar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi o ponto de partida para uma história que, três décadas depois, se espalhou pelos corredores e ultrapassou os muros da unidade. Criada a partir da crença de que nenhuma paciente deveria enfrentar o câncer sozinha, a Rede Feminina de Apoio ao Câncer cresceu e transformou solidariedade em uma rede permanente de acolhimento. Ao longo de 30 anos, foram cerca de 400 mil doações, entre cestas básicas, cadeiras de rodas, roupas e perucas. Atualmente, cerca de 250 voluntários participam de mais de 40 projetos, dentro e fora do HBDF. A trajetória da entidade acompanha parte importante dos 66 anos do próprio hospital. Mas o trabalho vai além da ajuda material. Um lanche durante a espera, uma conversa à beira do leito, cuidados pessoais, uma oficina de artesanato ou uma música tocada no corredor são algumas das formas encontradas pelos voluntários para oferecer companhia e tornar mais leve a rotina de pacientes e acompanhantes. Para a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, a experiência também aproxima quem escolhe dedicar parte do próprio tempo ao cuidado com o outro. “Sentimos o porquê de estarmos aqui na vida. Quando o voluntário está atuando, é quando ele se sente mais próximo de sermos todos irmãos”, resume. Ao longo de 30 anos, foram cerca de 400 mil doações, entre cestas básicas, cadeiras de rodas, roupas e perucas | Foto: Divulgação/IgesDF Uma rede que também transforma quem ajuda Foi enquanto acompanhava um familiar internado no Hospital de Base que Genivan Rosa conheceu de perto a atuação da Rede Feminina. Hoje, 13 anos depois, ela integra o grupo que despertou seu interesse pelo voluntariado. “Sempre observava o trabalho deles quando vinha ao Hospital de Base, e aquilo me emocionava. Entrei no grupo sem nem ser convidada, e isso preencheu um espaço dentro de mim que eu nem sabia que estava vazio”, relembra. A possibilidade de alcançar mais pessoas também faz parte dos planos da entidade. Segundo Larissa, o grupo trabalha para ampliar e estruturar cada vez mais a atuação. “Estamos trabalhando para conseguir oferecer um voluntariado profissional e, assim, poder ajudar o SUS”, destaca. Lígia Maria de Sena está há apenas um mês na Rede Feminina. Depois da morte do marido, buscou no voluntariado uma forma de se sentir útil. “Queria algo que me fizesse sentir útil. Eu já vi de perto o tanto que o câncer é difícil, então, se eu puder levar uma palavra de conforto a alguém, eu acho que consigo fazer uma diferença”, relata. No ambulatório, Lígia participa da entrega de lanches para quem aguarda consultas ou exames. “É muito gratificante. Voluntariado me traz paz, conforto. Me sinto preenchida”, confessa. Há 18 anos, Teresa Maria da Silva encontrou outra maneira de contribuir. Nas oficinas de artesanato, ensina pacientes a trabalhar com linhas, flores e outros materiais. “Através das oficinas, os pacientes interagem entre si e até com eles mesmo, com seus lados artísticos. Eles viajam através das linhas, das flores, dos trabalhos que estão fazendo e podem se distrair um pouco da doença que estão vivendo. Tirar um sorriso de uma pessoa que antes estava chorando é uma bênção”, afirma. Eterna Verinha A história da Rede Feminina também carrega o legado de Vera Lúcia Bezerra da Silva, a Verinha, que morreu em 2024. Voluntária durante quase toda a trajetória da entidade, ela ficou conhecida pela alegria e pela energia que levava ao ambiente hospitalar. Sua atuação voluntária começou antes de chegar ao Hospital de Base, mas foi na unidade que encontrou espaço para transformar solidariedade em ação. “Esse hospital era a vida da minha mãe”, relembra Larissa. Filha de Verinha, ela cresceu acompanhando a mãe pelos corredores e vendo de perto o vínculo construído com pacientes, familiares, profissionais e outros voluntários. Hoje, é Larissa quem ajuda a conduzir a Rede Feminina e a dar continuidade a um legado que começou a acompanhar ainda na infância. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base chega aos 66 anos entre histórias, inovação e avanços
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Quando cheguei aqui foi outra história. O Hospital de Base foi tudo para mim. Fui acolhida, tratada. Esse hospital salvou a minha vida.” A declaração é de Maria de Lourdes Gomes do Nascimento, de 61 anos, que há cerca de duas décadas chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com leucemia. Curada após o tratamento, ela escolheu voltar ao lugar que marcou sua história. Há 16 anos atua como voluntária e acolhe pessoas que, como ela, chegam em busca de cuidado. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12). Inaugurado em 12 de setembro de 1960, apenas cinco meses após a fundação de Brasília, o hospital cresceu junto com a capital e chega ao aniversário como referência em alta complexidade, com ampliação da assistência, novas tecnologias e projetos que apontam para o futuro. A trajetória de Maria é uma entre milhões que atravessam os corredores do Base, que completa 66 anos neste sábado (12) | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Desde 2019, sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foram aproximadamente 4,7 milhões de atendimentos ambulatoriais, mais de 85 mil procedimentos cirúrgicos e aproximadamente 560 transplantes. Atualmente, o HBDF dispõe de 789 leitos, sendo 86 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e reúne mais de 40 especialidades médicas e não médicas. Antes de chegar ao Base, Maria havia passado por diferentes hospitais. Fraqueza intensa, dores e hematomas pelo corpo faziam parte de uma rotina de incertezas até que, após conseguir um exame por conta própria, recebeu o diagnóstico de leucemia. “Eu estava definhando, morrendo sem o diagnóstico”, lembra. Transferida para o HBDF, passou quase seis meses em tratamento, entre internações e retornos. Depois de curada, decidiu transformar a própria experiência em cuidado com outras pessoas e tornou-se voluntária na unidade. Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, histórias como a de Maria ajudam a traduzir o significado do hospital para a população. “Vejo isso, por exemplo, nos pacientes oncológicos que chegam acreditando que ali encontrarão uma possibilidade de recuperar a saúde e seguir suas vidas. É muito gratificante perceber a confiança das pessoas no Base e saber que o hospital faz diferença em momentos tão importantes de suas histórias”, pontua. Assistência cresce e amplia alcance A evolução das consultas especializadas ajuda a dimensionar as transformações dos últimos anos. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737, quase quatro vezes o volume contabilizado seis anos antes. Em 2026, o levantamento registra 197.294 consultas até o início de setembro. “O Hospital de Base é feito, antes de tudo, de pessoas cuidando de pessoas. Temos equipes altamente especializadas e profissionais que conhecem a dimensão e a responsabilidade de trabalhar em uma unidade que recebe pacientes de alta complexidade. Os números são importantes, mas cada atendimento representa uma vida e uma família que confiaram no nosso trabalho”, avalia o superintendente do HBDF, Paulo Saad. Em 2019, o hospital registrou 74.027 consultas médicas especializadas. Em 2025, foram 293.737 A atividade cirúrgica também avançou. O número de procedimentos passou de 13.436 em 2020 para 19.233 em 2025, crescimento de aproximadamente 43%. Em 2026, já são 12.403 cirurgias até início de setembro. Desde 2019, o Base também fortaleceu áreas estratégicas, como oncologia, cardiologia, nefrologia, transplantes, medicina nuclear, ortopedia e traumatologia. Um dos destaques está no atendimento ao trauma. O HBDF abriga o primeiro Centro de Trauma do Centro-Oeste e foi o quinto do Brasil a receber a Certificação Platinum da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma. A unidade soma ainda 42 habilitações ativas, entre elas a de transplante de medula óssea. Para o chefe do Centro de Trauma do HBDF, Renato Lins, o reconhecimento representa um marco para a instituição. “Mais do que um título, essa conquista reconhece um trabalho construído diariamente há anos por uma equipe multiprofissional, com organização, capacitação, estrutura e compromisso com a segurança e a qualidade do atendimento a toda a população do Distrito Federal”, afirma. Na oncologia, entre 2019 e 2026, foram registradas mais de 187 mil consultas de pacientes com câncer, quase 6 mil cirurgias oncológicas e mais de 351 mil sessões de quimioterapia. O HBDF abriga ainda o Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que reúne diferentes etapas do diagnóstico e do tratamento. Tecnologia muda a forma de cuidar Ao mesmo tempo em que amplia a assistência, o Hospital de Base incorpora recursos que aumentam as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Em dezembro de 2025, o HBDF colocou em funcionamento o primeiro vídeo-EEG da rede pública do Distrito Federal, ampliando a capacidade de diagnóstico de epilepsia e outras alterações neurológicas. No mesmo ano, recebeu uma nova ressonância magnética, a única da rede pública do DF com capacidade para realizar exames com sedação. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos A Hemodinâmica ganhou um novo angiógrafo destinado a procedimentos minimamente invasivos e equipado com recursos de inteligência artificial. Na Medicina Nuclear, o hospital é referência na rede pública para exames de alta complexidade, como o PET/CT. Na radioterapia, está prevista a incorporação de dois aceleradores lineares para ampliar a estrutura destinada ao tratamento do câncer. O diagnóstico por imagem também passa por modernização, com a aquisição de dois novos tomógrafos, além de um novo arco cirúrgico para suporte intraoperatório e um aparelho de raio X telecomandado para exames dinâmicos e contrastados. Outra frente é a radiointervenção, com equipe médica especializada em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, como biópsias, drenagens e intervenções vasculares. Na prática, esses recursos ampliam a capacidade diagnóstica, tornam procedimentos mais precisos e permitem tratamentos menos invasivos. Novo Centro Cirúrgico aponta para o futuro Entre os projetos em andamento está o novo Centro Cirúrgico, que terá 16 salas operatórias e uma sala de recuperação pós-anestésica com 16 leitos. O complexo também está sendo preparado para receber cirurgia robótica. A nova estrutura surge em um cenário de crescimento da atividade cirúrgica e abre caminho para ampliar a capacidade do hospital, incorporar tecnologias e oferecer melhores condições para pacientes e equipes. Para Eliane Abreu, os avanços precisam estar diretamente ligados ao cuidado. “Queremos deixar para as próximas gerações um hospital ainda mais acolhedor, inovador e preparado para incorporar novas tecnologias, sem jamais se desconectar da essência assistencial e do cuidado humanizado. Inovação só faz sentido quando chega ao paciente e melhora a vida das pessoas”, ressalta. Eliane Abreu, presidente do IgesDF: “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente” Um hospital feito por pessoas Por trás dos equipamentos, salas, consultas e procedimentos estão os profissionais que mantêm uma das estruturas hospitalares mais complexas do Distrito Federal em funcionamento. O HBDF conta com 5.455 trabalhadores. Desse total, 424 atuam em serviços terceirizados, como cozinha, recepção, segurança e manutenção. A enfermagem representa o maior contingente, com 2.421 profissionais, entre 585 enfermeiros e 1.836 técnicos de enfermagem. O corpo médico reúne 1.181 profissionais, enquanto as equipes multiprofissionais somam 1.022 trabalhadores. Na área administrativa, são 407 colaboradores. É essa dimensão humana que a presidente do IgesDF associa à trajetória do Base. “Quando olho para essa unidade, vejo muito mais do que sua estrutura. Vejo o corpo clínico, a enfermagem, as equipes multiprofissionais, os voluntários e os profissionais terceirizados que ajudaram a construir esse legado. Meu reconhecimento e minha admiração são diários, porque são as pessoas, com seu senso de pertencimento e dedicação, que fazem a diferença no hospital”, afirma. A assistência convive ainda com ensino, pesquisa e formação profissional. O HBDF é cenário para 122 programas de residência médica e multiprofissional, além dos programas multiprofissionais do IgesDF. Atualmente, registra 61 pesquisas não patrocinadas aprovadas e 19 estudos patrocinados em andamento. Centro de Simulação Realística, salas de estudo e biblioteca complementam essa estrutura. Aos 66 anos, passado e futuro se encontram em um hospital que cresceu junto com Brasília e continua se transformando para acompanhar as necessidades da população. “O Hospital de Base chega aos 66 anos olhando para a própria história com orgulho, mas também com a responsabilidade de continuar avançando. Temos um legado construído por muitas gerações e, hoje, seguimos trabalhando para entregar um hospital cada vez mais moderno, eficiente e acolhedor. O futuro do Base continua sendo construído todos os dias, por quem trabalha aqui e por cada paciente que confia em nosso cuidado”, avalia Paulo Saad. Do primeiro atendimento ao procedimento de alta complexidade, da formação de novos profissionais à incorporação de tecnologias, cada avanço tem um destinatário comum: o paciente. “O Hospital de Base é complexo, resolutivo e gigante. É na assistência, no dia a dia das equipes, que gestão e cuidado se transformam em resultado para o paciente”, observa Eliane Abreu. *Com informações do IgesDF
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IgesDF supera 1,2 mil contratações em 2026
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Entre janeiro e agosto de 2026, 1.234 profissionais passaram a integrar as equipes das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). As contratações alcançaram áreas diretamente ligadas à assistência, como medicina, enfermagem e equipes multiprofissionais, além de setores administrativos e de apoio. No período, o instituto abriu 98 processos seletivos para formação de cadastro reserva, que receberam 48.769 inscrições. Os profissionais aprovados podem ser convocados conforme a necessidade dos serviços e os critérios estabelecidos em cada edital. Entre os profissionais que passaram a integrar as equipes assistenciais está a médica clínica Janimar Lago, atualmente lotada na UPA de Sobradinho. Natural de Chapecó (SC), ela está em processo de mudança para Brasília e viu no IgesDF a possibilidade de construir uma nova trajetória profissional. “Procurava uma instituição sólida, que oferecesse suporte às equipes e transmitisse segurança. Participei de algumas seleções e fui aprovada para atuar na região de Sobradinho, mas continuo concorrendo a outras vagas da rede e aguardo uma possível convocação para o Hospital de Base”, relata. Também entre as novas contratações está Vanessa da Mata, auxiliar de farmácia no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Ela participou da integração realizada na última quinta-feira (3/9), etapa que antecede o início das atividades no Instituto. Com experiência anterior em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luziânia (GO), Vanessa comemora a oportunidade de continuar atuando na área e iniciar uma nova etapa profissional. “Já trabalhava na área e estou muito feliz por conquistar esta oportunidade. É um novo desafio, uma nova etapa da minha carreira. Estou bastante ansiosa para começar”, conta. A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando | Foto: IgesDF A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando. Sempre que possível, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, participa da recepção para conversar com os profissionais que iniciam uma nova etapa no Instituto. “Quando a gente recebe um novo colaborador, não está apenas preenchendo uma vaga. Está recebendo uma pessoa que chega com uma história, com sonhos, expectativas e vontade de fazer a diferença. Por isso, faço questão, sempre que posso, de estar nas integrações, me apresentar e dar as boas-vindas pessoalmente. Quero que quem está chegando saiba que é importante para o IgesDF e que o trabalho de cada um tem impacto direto na vida de quem precisa do nosso atendimento”, avalia Eliane. As contratações também alcançam áreas administrativas. David Carvalho vai atuar na Coordenação de Protocolo e Arquivo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Para ele, a chegada ao Instituto representa a oportunidade de ampliar a experiência profissional e conhecer de perto a rotina da unidade. “É uma conquista muito importante para mim. Sei da responsabilidade do trabalho desenvolvido aqui e estou motivado para aprender, colaborar com a equipe e fazer parte dessa missão de atender a população com qualidade”, afirma. Julho concentra maior número de seleções Dos 98 processos seletivos abertos até agosto, 51 foram realizados no primeiro semestre, período que registrou 19.905 inscrições. Março teve o maior número de seleções nessa primeira metade do ano, com 14 processos, enquanto junho concentrou o maior volume de inscrições, com 7.534. Em julho, foram abertos 31 processos seletivos, o maior número registrado em um único mês em 2026, com 20.265 inscrições. Em agosto, outros 16 processos receberam 8.599 inscrições. Somados, os dois meses contabilizaram 47 seleções e 28.864 inscrições. Ao longo do ano, as seleções contemplaram diferentes especialidades médicas, entre elas pediatria, urologia, cirurgia pediátrica, oncologia, nefrologia, cardiologia, anestesiologia, neonatologia, cirurgia vascular, terapia intensiva pediátrica, emergência, hematologia e hemoterapia, otorrinolaringologia, pneumologia, infectologia, radiologia, endocrinologia, psiquiatria, oftalmologia e cirurgia cardiovascular. Nos meses de julho e agosto, foram abertas ainda seleções para cardiologia intervencionista e hemodinâmica, medicina nuclear, oncologia, pediatria, intensivismo adulto e regulação médica. Na enfermagem, houve processos para profissionais de atendimento pediátrico, UTI neonatal, UTI adulto, oncologia e hematologia, ambulatório, centro cirúrgico, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e nefrologia. Para técnicos de enfermagem, as áreas contempladas incluíram centro obstétrico, atendimento pediátrico, UTI neonatal, medicina nuclear, psiquiatria, neurologia, mobilidade e urgência e emergência. As seleções também abrangeram profissionais de fisioterapia, farmácia, nutrição, psicologia hospitalar, fonoaudiologia, serviço social e laboratório. O IgesDF é responsável pela gestão do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e de 13 Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal. Os processos seletivos são publicados de acordo com as necessidades das áreas e destinados à formação de cadastro reserva. Os interessados podem acompanhar os editais, consultar os requisitos e conferir as oportunidades disponíveis no portal de processos seletivos do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Novas terapias mudam a realidade de pacientes com fibrose cística
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Eu era internada com pneumonia todos os anos e acabava prejudicada na escola. Sentia falta de ar e muito cansaço sempre que ia brincar. Lembro que era muito ruim”, conta Bianca Xavier de Souza, de 18 anos. Moradora de Rio Branco, no Acre, Bianca passou anos em tratamento para asma até receber, aos 10 anos, o diagnóstico de fibrose cística. A cada três meses, ela viaja ao Distrito Federal para ser acompanhada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), única unidade de saúde do Centro-Oeste que oferece atendimento a adultos com a doença. Hoje, a rotina da jovem é diferente. Bianca consegue praticar atividades físicas por mais tempo e relata melhora na qualidade de vida. A mudança acompanha uma nova realidade no enfrentamento da fibrose cística, impulsionada pela identificação mais precoce da doença e pela chegada de novos medicamentos. Neste sábado (5), Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, especialistas destacam os avanços tecnológicos e as políticas públicas que têm contribuído para melhorar a vida dos pacientes. A pneumologista do HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Nancilene Melo, destaca a inclusão da fibrose cística entre as doenças identificadas pelo teste do pezinho, por volta de 2010. A medida possibilitou antecipar o diagnóstico e, consequentemente, o início do tratamento. “Quando a doença é identificada já no teste do pezinho, temos a possibilidade de fazer um diagnóstico mais precoce e iniciar o tratamento antes do desenvolvimento de complicações”, explica. Além da identificação antecipada, a especialista ressalta os benefícios proporcionados pelas chamadas medicações moduladoras, que revolucionaram o tratamento da fibrose cística. “Antes desses medicamentos, muitas crianças não chegavam nem à adolescência ou chegavam com a saúde muito comprometida”, comenta. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) é a única unidade de saúde do Centro-Oeste que oferece atendimento a adultos com a doença | Foto: Divulgação/IgesDF Bianca é uma das pacientes que se beneficiaram com os moduladores. Para ela, a diferença é percebida no dia a dia. “É uma melhora que não tem nem como comparar. Agora consigo fazer atividades físicas por mais tempo. Trouxe muita melhora para a minha qualidade de vida”, comemora. Mais pacientes chegam à vida adulta No Distrito Federal, crianças e adolescentes com fibrose cística são acompanhados no Hospital da Criança de Brasília José Alencar até os 18 anos. A partir dessa idade, o acompanhamento passa a ser realizado no Hospital de Base. Segundo Nancilene, o desenvolvimento de novos tratamentos tem contribuído para que um número cada vez maior de pacientes alcance a idade adulta em melhores condições de saúde. “Com o desenvolvimento de novos tratamentos, nossa expectativa é aumentar cada vez mais a chegada de pacientes adultos e que eles venham com melhor qualidade de vida e em melhores condições clínicas”, afirma. A fibrose cística é uma doença genética que provoca alterações no transporte de cloro e sódio pelas membranas das células. Como consequência, o organismo produz secreções mais espessas, que podem se acumular nos pulmões, favorecendo infecções e causando problemas respiratórios. Entre os sintomas mais comuns estão tosse persistente, infecções pulmonares frequentes, suor com alta concentração de sal, dificuldade para ganhar peso e crescer e alterações gastrointestinais, como diarreia. Como a identificação da doença por meio do teste do pezinho é relativamente recente, muitos pacientes receberam o diagnóstico de forma tardia. É o caso de Lívia Custódio Pereira, que descobriu aos 40 anos que tinha uma forma leve da doença. “Passei a vida toda tendo vários problemas de saúde, com várias internações. Cheguei a fazer seis cirurgias, mas sem identificar a causa real”, conta. Hoje, aos 48 anos, Lívia diz que sentiu alívio ao finalmente receber o diagnóstico e pôde, então, iniciar o tratamento específico. Em caso de sintomas ou suspeita da doença, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado, como o acompanhamento com pneumologista. *Com informações do IgesDF
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MAC distribui 120 cestas e ajuda pacientes com câncer a seguir o tratamento
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para quem enfrenta um tratamento contra o câncer, a preocupação nem sempre está apenas na doença. As despesas com alimentação, transporte e outras necessidades da família também podem pesar no orçamento. É nesse momento que o apoio de voluntários faz a diferença. Nesta terça-feira (1º/7), o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) entregou 120 cestas básicas a pacientes oncológicos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), além de ovos, leite e lanches. Cada cesta é composta por 32 itens, entre arroz, feijão, flocão e café. A iniciativa, realizada mensalmente, busca contribuir para a alimentação das famílias e ajudar os pacientes a manterem o foco no tratamento. Há três anos em acompanhamento no Hospital de Base para tratar um melanoma, um tipo de câncer de pele, Francisco de Assis Costa dos Santos é um dos pacientes beneficiados. Para ele, receber os alimentos representa uma economia importante para a família. A iniciativa, realizada mensalmente, busca contribuir para a alimentação das famílias e ajudar os pacientes a manterem o foco no tratamento | Foto: Divulgação/IgesDF “Com isso, já diminuímos muito os gastos. Com o dinheiro que compraríamos isso, a gente pode investir em carne, verdura ou até pagar outras contas. Ajuda muito”, relata. A presidente do MAC, Lilian Rejane, explica que o trabalho vai além da segurança alimentar. Segundo ela, o suporte também pode contribuir para que os pacientes tenham melhores condições de seguir o tratamento. “Muitos que recebem a notícia de que estão com câncer se preocupam imediatamente com suas famílias e com como vão conseguir se alimentar. Essas cestas são um incentivo para que eles sigam com o tratamento. Às vezes, sem esse suporte, não teriam condições de continuar”, conta. Cuidado que vai além da cesta O trabalho dos voluntários também está nos pequenos gestos. Durante a entrega desta terça-feira, os pacientes cadastrados receberam sanduíche natural preparado pela equipe, além de bebida láctea, suco e uma fruta. “Estamos sempre pensando em como acrescentar, como fazer um pouco mais. Tentamos aliviar o peso de um tratamento que é muito difícil”, explica Lilian. Ativo há quase quatro décadas, o MAC mantém uma rede de apoio voltada aos pacientes oncológicos do Hospital de Base. Além dos alimentos, o grupo também auxilia com passagens de ônibus, principalmente para pacientes que vêm de Goiás para realizar o tratamento no Distrito Federal. A iniciativa ajuda a evitar que o custo do deslocamento pese ainda mais no orçamento familiar e se torne um obstáculo para a continuidade do atendimento. Aos 84 anos, Izabel Correia de Freitas também conhece de perto a importância desse suporte. Todos os meses, ela busca os alimentos em nome da filha, que é paciente do hospital. “É algo que ajuda demais, faz muita diferença para a gente”, afirma. A entrega das cestas é destinada a pacientes em tratamento oncológico no Hospital de Base. Para ter acesso ao benefício, é necessário ser encaminhado por um assistente social da unidade. *Com informações do IgesDF
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Rede Feminina oferece apoio alimentar a 300 pacientes do Hospital de Base
Para 300 pacientes em tratamento contra o câncer, o fim de cada mês também representa a certeza de levar alimento para casa. Com aproximadamente 25 anos de atuação, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília oferece apoio mensal a pessoas em situação de vulnerabilidade atendidas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Para Vera Alissa Silva de Souza, que enfrenta o câncer e participa da iniciativa, a entrega representa uma preocupação a menos em uma rotina já marcada por desafios. “Todos os meses eu venho aqui pegar a minha cesta e fico muito feliz, porque é uma coisa com a qual não preciso me preocupar, que é ter meu alimento durante esse período”, relata. O benefício é destinado a homens e mulheres em acompanhamento oncológico e em situação de vulnerabilidade. A inclusão de novos participantes ocorre conforme a disponibilidade de doações recebidas pela instituição. “À medida que temos doadores, vamos incluindo os pacientes. Quando a pessoa entra no cadastro, passa a receber uma cesta básica e uma dúzia de ovos até o fim do ano”, explica a psicóloga da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília, Ana Paula Soares Fernandes. Quando a renda também é afetada Os impactos do câncer podem ultrapassar as questões relacionadas à saúde. Segundo Ana Paula, parte dos assistidos precisa interromper as atividades profissionais durante o tratamento, o que pode comprometer a renda justamente em um período de aumento das preocupações familiares. O benefício é destinado a homens e mulheres em acompanhamento oncológico e em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação A situação pode ser ainda mais delicada para pessoas responsáveis pelo sustento da casa. Entre as mulheres acompanhadas, por exemplo, há mães que precisam conciliar os cuidados com a própria saúde e as necessidades dos filhos. “Muitas das pacientes são responsáveis pelo sustento da família e, quando começam o tratamento, precisam parar de trabalhar. Elas ficam preocupadas com o alimento em casa. Então, o programa é importante para que se sintam amparadas e possam continuar cuidando da saúde”, destaca. A entrega busca, assim, oferecer apoio em uma necessidade básica e reduzir parte da pressão financeira enfrentada pelos pacientes durante o tratamento. Encontro que também aproxima Nos dias de distribuição, a ação vai além da retirada dos alimentos. A equipe oferece pão, manteiga e café, transformando o momento em uma oportunidade de convivência e escuta. “É um momento de estar junto com eles, conversar um pouco, entender algumas demandas e fazer a entrega das cestas”, conta Ana Paula. Esse contato permite que a equipe acompanhe de perto outras necessidades apresentadas pelos assistidos e fortalece o vínculo construído pela Rede Feminina ao longo do tratamento. Como participar O programa é destinado a homens e mulheres em tratamento contra o câncer e em situação de vulnerabilidade. Para solicitar a inclusão, é necessário procurar a sala da Rede Feminina de Combate ao Câncer no Hospital de Base e apresentar documento de identidade e cópia da biópsia. A entrada de novos participantes depende da disponibilidade de doações. Uma vez incluído no cadastro, o beneficiário recebe uma cesta básica e uma dúzia de ovos por mês até o fim do ano.
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Saiba como solicitar exames e prontuários em unidades de saúde do DF
Exames, laudos e prontuários guardam informações importantes sobre a saúde de cada paciente e, justamente por reunirem dados pessoais e sensíveis, não podem ser acessados por qualquer pessoa. A liberação desses documentos segue critérios específicos para garantir sigilo, segurança e proteção dos dados. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF seguem estas regras. Muitas pessoas, no entanto, ainda têm dúvidas sobre quem pode fazer o pedido, quais documentos são necessários ou o que fazer quando não é possível comparecer pessoalmente. Conhecer essas orientações ajuda a evitar transtornos e torna o atendimento mais ágil. “Toda solicitação de acesso a informações médicas é tratada com sigilo absoluto e em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas correlatas, protegendo os dados sensíveis de saúde dos pacientes em todas as etapas”, explica Saulo Reis, coordenador jurídico consultivo. Quem pode solicitar? O próprio paciente pode solicitar e consultar seus registros médicos sempre que precisar. Também podem fazer o pedido, conforme cada situação, pais ou responsáveis legais de crianças e adolescentes, tutores, curadores e pessoas autorizadas pelo paciente por meio de procuração específica. Os resultados de exames devem ser solicitados diretamente na unidade na qual o procedimento foi realizado. Já os prontuários médicos podem ser requisitados nas recepções dos hospitais e das UPAs, além dos canais eletrônicos disponibilizados para esse atendimento. Os pedidos também podem ser encaminhados por e-mail: HRSM: nuarq.hrsm@igesdf.org.br HBDF: arquivo@igesdf.org.br UPAs: arquivoupas@igesdf.org.br Para requerer o documento, é necessário preencher o formulário de solicitação de prontuário médico e apresentar a documentação exigida. O pedido passa pela análise dos setores responsáveis e, após a conclusão do processo, os registros podem ser disponibilizados em formato impresso ou por e-mail, conforme o caso. Outra pessoa pode retirar os documentos? Quando o paciente não pode comparecer presencialmente, outra pessoa pode solicitar ou retirar os documentos, desde que apresente procuração específica ou autorização expressa do titular. A autorização pode ser validada por diferentes meios, entre eles: Procuração com poderes específicos: documento assinado pelo paciente autorizando expressamente o acesso aos registros para essa finalidade. Assinatura eletrônica avançada: deve permitir a identificação inequívoca do signatário e estar vinculada ao documento de forma que qualquer alteração posterior possa ser detectada. Um exemplo são as assinaturas realizadas pelo GOV.BR nos níveis Prata e Ouro. Assinatura eletrônica qualificada: utiliza certificado digital emitido por autoridade reconhecida, de acordo com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). E quando o paciente falece? Em caso de falecimento, o acesso ao prontuário também segue regras específicas. O documento pode ser consultado por cônjuge ou companheiro, filhos, netos, bisnetos, pais, avós, bisavós, irmãos, sobrinhos, tios, sobrinhos-netos, tios-avós e primos, desde que seja comprovado o vínculo familiar. A liberação também pode ocorrer mediante determinação judicial. Órgãos públicos e instituições precisam seguir regras específicas. O sigilo das informações médicas permanece protegido mesmo quando a solicitação parte dessas entidades. Algumas organizações podem requerer os documentos diretamente, por meio de ofício encaminhado pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Entre elas estão: Conselho Federal de Medicina (CFM); Conselhos regionais de medicina (CRMs); Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF); Corregedoria de Saúde (SES/CONT/USCOR); Instituições de ensino que tenham Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF); Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), desde que tenha procuração válida. Para os demais órgãos e instituições, o acesso às informações médicas depende de determinação judicial ou de termo de consentimento expresso assinado pelo titular, acompanhado da documentação pessoal necessária.
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Reorganização de fluxos vai tornar mais ágil o atendimento na ortopedia do HBDF
Reduzir o tempo de espera entre as etapas da internação, agilizar a liberação de leitos e ampliar o acesso ao tratamento ortopédico. Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou uma série de reuniões e oficinas para reorganizar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado. O trabalho é coordenado pela Superintendência de Qualidade e Melhoria de Processos (Sumec), em parceria com a Gerência-Geral de Assistência (Gegas) do Hospital de Base, e utiliza ferramentas da metodologia Lean Healthcare, amplamente empregada para identificar oportunidades de melhoria e aumentar a eficiência dos serviços. Para a gerente-geral de Assistência do Hospital de Base, Ana Patrícia de Paula, a reorganização dos fluxos representa uma mudança na forma como o cuidado é conduzido dentro da unidade. O projeto busca fortalecer a integração entre as equipes para que o paciente tenha uma assistência mais contínua, segura e organizada durante toda a internação. A estratégia também incorpora o conceito de navegação do paciente, modelo que acompanha de forma organizada toda a trajetória da internação. O objetivo é garantir que as informações circulem entre as equipes de forma segura e que cada etapa do atendimento aconteça no momento adequado, favorecendo a continuidade do cuidado até a alta hospitalar. A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado | Foto: Divulgação/IgesDF "O paciente precisa estar no centro de todas as decisões. Quando cada profissional compreende seu papel e atua de forma integrada com as demais equipes, conseguimos oferecer uma assistência mais segura, reduzir o tempo entre as etapas do cuidado e proporcionar uma experiência melhor para quem está internado", afirma. Para a gerente-geral de Excelência Operacional, Isabel Lima, um dos principais ganhos da iniciativa é a visão ampliada sobre a assistência prestada. "O mapeamento permite enxergar o processo como um todo, identificar o que agrega valor ao paciente e compreender as necessidades de cada área envolvida", destaca. Na prática, os resultados já começam a ser percebidos pelas equipes que atuam diretamente na unidade. A enfermeira da ortopedia Thailla Rocha acompanha de perto as discussões e observa avanços importantes na integração entre os profissionais. "A comunicação entre enfermagem, transporte, radiologia, gestão de leitos e demais setores envolvidos se fortaleceu significativamente, permitindo mais agilidade em etapas essenciais para o cuidado ao paciente", afirma. Segundo ela, essa aproximação tem contribuído para tornar a assistência mais fluida e organizada. "A realização de exames, o planejamento das cirurgias, as admissões, transferências e altas passaram a ocorrer de forma mais alinhada entre as equipes, reduzindo etapas desnecessárias e favorecendo uma condução mais eficiente da jornada do paciente", ressalta. Trabalho integrado As oficinas reúnem representantes da ortopedia, enfermagem, gestão de leitos, radiologia, transporte interno, higienização, hotelaria e outros setores que participam diretamente da jornada do paciente. Para a coordenadora de Melhoria Contínua, Bruna Canedo, reunir todos os envolvidos em um mesmo processo é o que permite identificar oportunidades de melhoria de forma mais eficiente. "Quando todas as equipes analisam juntas o fluxo completo, conseguimos identificar oportunidades de melhoria e direcionar esforços para tornar o processo mais integrado e eficiente", explica. Durante os encontros, os profissionais mapeiam cada etapa da assistência, identificando tempos de espera, pontos de atenção e possibilidades de aperfeiçoamento. A análise permitiu visualizar desde o planejamento da alta hospitalar até a realização de exames, o transporte interno, a higienização dos leitos e a comunicação entre os setores, criando uma base sólida para a elaboração de um plano de ação voltado à melhoria contínua. A iniciativa também beneficia pacientes que aguardam atendimento especializado. Com processos mais integrados e previsíveis, os leitos podem ser liberados mais rapidamente, ampliando a capacidade de atendimento da unidade e reduzindo o tempo de espera por novas internações. Para Bruna Canedo, o impacto vai além dos indicadores operacionais. "O principal resultado esperado é construir um fluxo cada vez mais eficiente, permitindo que o paciente receba a assistência necessária no tempo adequado e que as equipes atuem de forma mais integrada ao longo de toda a jornada hospitalar", pontua. As reuniões seguem em andamento e darão origem a novas ações de melhoria ao longo dos próximos meses. A expectativa é consolidar um modelo cada vez mais colaborativo, no qual diferentes áreas atuem de forma integrada para aprimorar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base. Mais do que otimizar processos, a iniciativa busca tornar a utilização dos recursos hospitalares mais eficiente, fortalecendo a capacidade de atendimento e beneficiando diretamente a população atendida. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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HBDF recebe prêmio internacional por atendimento a pacientes com AVC
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi reconhecido durante o Global Stroke Alliance 2026, em São Paulo, pela excelência no atendimento prestado a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A unidade conquistou, pela segunda vez, a certificação Diamante da iniciativa internacional Angels, a mais alta categoria do programa, que avalia indicadores de qualidade assistencial, agilidade no atendimento e a eficiência dos serviços especializados no cuidado ao AVC. Na prática, a certificação atesta que os pacientes atendidos no Hospital de Base contam com uma assistência cada vez mais rápida e alinhada às melhores práticas internacionais, fator decisivo para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação após um AVC. A iniciativa Angels atua globalmente no apoio à implementação de protocolos e à qualificação da assistência ao AVC, incentivando hospitais a aprimorarem continuamente seus processos e resultados clínicos. A certificação é concedida com base em critérios rigorosos relacionados à rapidez do atendimento, à adesão às boas práticas e à qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. De acordo com a neurologista do HBDF Letícia Costa Rebello, o reconhecimento está diretamente ligado ao desempenho das equipes na assistência aos pacientes." Recebemos a certificação Diamante, que é a mais alta categoria da iniciativa. Esse resultado demonstra que conseguimos atender nossos pacientes com mais rapidez e qualidade, algo fundamental quando falamos de AVC, porque tempo é cérebro e cada minuto faz diferença para reduzir sequelas e melhorar o prognóstico", explica. Segundo a médica, esta é a segunda vez que o Hospital de Base recebe a premiação, reforçando a consolidação da unidade como referência no cuidado ao AVC. "Além do reconhecimento recebido durante o congresso, em julho receberemos uma placa que ficará exposta no hospital. Isso mostra o comprometimento das nossas equipes e nos motiva a continuar aprimorando nossos indicadores e a qualidade da assistência oferecida à população", afirma. Reconhecimento pela qualidade assistencial A certificação foi entregue durante encontro promovido pela Rede Brasil AVC e pela Sociedade Brasileira de AVC, com participação do Ministério da Saúde. O evento, encerrado na última sexta-feira (19), reuniu especialistas, gestores e instituições de diferentes regiões do país para discutir estratégias de fortalecimento da linha de cuidado do AVC e ampliação do acesso ao tratamento. O Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), também vem se destacando pela participação em pesquisas voltadas ao aprimoramento do tratamento oferecido na rede pública. A unidade participou do estudo Resilient, que produziu evidências científicas comprovando a eficácia da trombectomia mecânica no SUS, e segue envolvida em outras pesquisas na área. Durante o congresso, o protagonismo do HBDF em estudos clínicos em andamento também foi reconhecido em razão do elevado número de pacientes recrutados. Segundo a neurologista e pesquisadora Júlia Carolina Ribeiro, tanto os resultados já publicados quanto o desempenho atual das equipes contribuem para fortalecer o tratamento do AVC no país. "Essa conquista representa o esforço coletivo de todos os envolvidos, desde os pacientes que confiaram nas pesquisas até os profissionais da assistência e da pesquisa que tornaram esse trabalho possível", completa. Produção científica que gera resultados O estudo contou com o apoio da Gerência de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do IgesDF, responsável por fortalecer a produção científica e a inovação em saúde nas unidades administradas pelo Instituto. Para a gerente da área, Ana Carolina Lagôa, o reconhecimento evidencia a capacidade do Hospital de Base de aliar assistência qualificada e desenvolvimento científico em benefício da população. "A participação em iniciativas como essa demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido por nossos pesquisadores e equipes assistenciais. Também reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa clínica dentro da rede pública, permitindo que o conhecimento produzido gere benefícios concretos para os pacientes", destaca. No Hospital de Base, os estudos envolvem profissionais da neurologia, neurocirurgia, enfermagem e equipes de pesquisa clínica, fortalecendo a integração entre assistência, inovação e produção científica. Referência no cuidado ao AVC O acidente vascular cerebral está entre as principais causas de morte e incapacidade no país. Por isso, reduzir o tempo entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento é essencial para preservar funções neurológicas, aumentar as chances de recuperação e diminuir o impacto das sequelas. O Global Stroke Alliance é um movimento internacional criado para estimular melhorias na assistência ao AVC. Lançado no Brasil em 2020, reúne profissionais, gestores e instituições comprometidos com a redução de mortes e incapacidades provocadas pela doença por meio da organização de sistemas de cuidado baseados em evidências científicas e nas melhores práticas assistenciais. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Capacitação orienta profissionais do Hospital de Base sobre atendimento a pessoas com deficiência
Tornar o atendimento mais acolhedor para pessoas com deficiência foi a proposta de capacitação realizada nesta sexta-feira (19) no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A atividade reuniu profissionais da unidade para discutir comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado. A atividade discutiu comunicação acessível, inclusão e práticas que contribuem para um atendimento mais humanizado | Foto: Divulgação/IgesDF Convidado para conduzir o encontro, o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian Ferreira, compartilhou experiências pessoais e orientações sobre como pequenas mudanças na comunicação e na postura dos profissionais podem fazer diferença no atendimento. “A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos”, afirmou. “A conexão leva à empatia, que por sua vez leva ao respeito. A inclusão só acontece quando todos caminham juntos" Willian Ferreira, secretário da Pessoa com Deficiência Deficiente visual, Willian Ferreira participou da atividade acompanhado da assistente social Maria de Fátima Amaral e do ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, Igor Carvalho. Eles destacaram que uma comunicação clara, respeitosa e adaptada às necessidades de cada pessoa é um dos principais caminhos para reduzir barreiras no atendimento. "Nossa vida é pautada por uma comunicação adequada, mas não existem fórmulas prontas porque cada pessoa tem necessidades diferentes. Muitas vezes, a maior barreira é a falta de informação. Por isso, é fundamental transmitir orientações de forma clara, simples e direta, além de buscar ajuda sempre que houver dificuldades na comunicação", explicou o secretário. Para Igor Carvalho, o atendimento humanizado começa pela forma como as pessoas são recebidas. "Não é apenas o que se fala, mas como se fala. A humanização, o respeito e a atenção às necessidades individuais fazem toda a diferença para quem busca atendimento", ressalta. A assistente social Maria de Fátima Amaral reforçou que a empatia deve orientar todas as relações: "O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos". Educação permanente Maria de Fátima Amaral: "O importante é atender cada pessoa da forma como gostaríamos que nossos familiares fossem atendidos" A capacitação foi idealizada pelo Núcleo de Educação Corporativa (Nudec), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), ambos vinculados à Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). A atividade integrou as ações de educação permanente do instituto e foi direcionada principalmente aos profissionais que atuam no atendimento ao público, como recepcionistas, equipes administrativas e trabalhadores da assistência. "Especialmente na área da saúde, precisamos manter nosso olhar voltado para o paciente e garantir que cada pessoa tenha acesso ao cuidado de que necessita, com respeito, dignidade e acolhimento", afirmou o chefe do Nudec, Erik Cardoso. O auxiliar de humanização do HBDF, Ailton Ferreira Júnior, destacou que a capacitação trouxe orientações que poderão ser aplicadas no dia a dia. "Foi uma experiência muito enriquecedora para quem lida diariamente com o público. Além de ampliar nosso conhecimento, ajudou a esclarecer dúvidas e nos deixou mais preparados para oferecer um atendimento cada vez melhor", comentou. Como forma de ampliar o acesso ao conteúdo, o encontro foi transmitido ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube e permanece disponível para consulta. *Com informações do IgesDF
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Educação em saúde alerta para impactos da busca pelo corpo perfeito
A busca incessante pelo chamado "corpo perfeito", impulsionada por padrões estéticos cada vez mais presentes na sociedade e nas redes sociais, tem contribuído para o aumento dos transtornos alimentares e do sofrimento relacionado à imagem corporal. Entre os transtornos alimentares mais conhecidos na busca pelo corpo perfeito estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica | Foto: Divulgação/IgesDF "Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade" Natália Barreto, assistente social do IgesDF Para ampliar o debate e fortalecer a qualificação dos profissionais de saúde, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), promoveu, nesta quinta-feira (19), mais uma edição do projeto Educa em Ação, com o tema "A ditadura do corpo perfeito e os transtornos alimentares". O encontro foi realizado em formato híbrido, com atividades presenciais no auditório da Diep e transmissão ao vivo pelo canal do IgesDF no YouTube. A programação contou com a participação do nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista e da assistente social Natália Barreto, que abordaram os impactos físicos, emocionais e sociais dos transtornos alimentares, além da importância da atuação multiprofissional no cuidado aos pacientes. Educação permanente Segundo o enfermeiro da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Maxsuel Dias, iniciativas de educação permanente são fundamentais para qualificar a assistência e promover uma abordagem mais humanizada. "É essencial conscientizar nossos colaboradores e investir em educação em saúde sobre esse tema. Precisamos deixar de reproduzir estereótipos e aprender a enxergar o paciente para além do transtorno, compreendendo sua história, suas dificuldades e suas necessidades", afirma. Luta contra a balança: compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo, ressalta o nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista [LEIA_TAMBEM]Entre os transtornos alimentares mais conhecidos estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. Embora muitas pessoas associem essas doenças apenas à magreza extrema, elas podem atingir indivíduos com diferentes perfis e características corporais. O diagnóstico precoce, aliado ao acolhimento e ao acompanhamento especializado, aumenta as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida. O nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista destacou que compreender a complexidade desses transtornos é essencial para oferecer um cuidado efetivo. "Muitos pacientes convivem com a distorção da imagem corporal, que ocorre quando a percepção que têm de si mesmos não corresponde à realidade. Essa condição provoca sofrimento emocional significativo e precisa ser compreendida e acolhida durante todo o processo de cuidado", ressalta. A assistente social do IgesDF, Natália Barreto, destacou que compreender os transtornos alimentares também exige considerar os fatores sociais que influenciam a relação das pessoas com o corpo e a alimentação. "Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade", afirma. Atendimento especializado no SUS No Distrito Federal, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo IgesDF, é a única unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferece um ambulatório estruturado para o atendimento de pessoas com transtornos alimentares. O serviço reúne psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, que atuam de forma integrada para oferecer acompanhamento individualizado aos pacientes. O acesso é feito mediante encaminhamento médico, da rede pública ou privada, para agendamento da consulta de avaliação. *Com informações do IgesDF
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Pacientes da ortopedia do Hospital de Base participam de festa junina
Por algumas horas, os corredores da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deixaram de ser apenas um espaço de tratamento e recuperação para se transformar em um ambiente de celebração, música e encontros. Nesta quinta-feira (18), pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem, que levou momentos de descontração e acolhimento à rotina hospitalar. A programação reuniu música ao vivo, forró, quadrilha improvisada, decoração temática, comidas típicas e até a leitura de um cordel, proporcionando uma tarde diferente para pacientes que enfrentam longos períodos de internação em decorrência de fraturas, cirurgias e outros tratamentos ortopédicos. A enfermeira Thailla Rocha da Silva, organizadora da ação, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de tornar a internação mais leve para quem permanece dias ou até semanas longe de casa. "Nossos pacientes costumam ficar a partir de 15 dias internados com a gente, e isso é muito tempo para ficar longe da família. A ideia é fazer com que eles possam se divertir e afastar a mente do hospital, nem que seja por uns minutos", detalha. Internada há quase dois meses após sofrer uma fratura no fêmur, Lucilene Pereira dos Santos, 55 anos, fez questão de acompanhar toda a programação. Da cadeira de rodas, cantou, bateu palmas e aproveitou cada momento da festa. Pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF "Nós ficamos com a cabeça cheia depois de ficar tanto tempo internado, mas essa festa foi ótima pra dar uma aliviada. Foi maravilhoso", comenta. Além da programação cultural, a celebração contou com cachorro-quente, canjica, curau, pipoca, paçoca, bolos e salgados. Tudo foi organizado pela própria equipe de enfermagem com apoio de doações da comunidade. O compromisso de incluir todos os pacientes também marcou a iniciativa. Pessoas com mobilidade reduzida ou impossibilitadas de caminhar foram levadas até os corredores para participar da comemoração. Foi o caso de Boa Ventura de Jesus Ribeiro Neto, de 49 anos. Internado há 18 dias após uma cirurgia no quadril e com previsão de alta para o mesmo dia, fez questão de participar da festa antes de deixar o hospital. "Sou nordestino e não resisto a uma festa junina. É muito ruim ficar acamado tanto tempo, mas assim deu pra dar uma distraída e curtir o momento com todo mundo", comemora. Com bom humor, o paciente brincou que a comemoração acabou se tornando uma despedida da equipe. "Organizaram uma despedida para mim", disse, sorrindo. *Com informações do IgesDF
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Pacientes com pressão alta precisam redobrar os cuidados nos dias frios
Pessoas com hipertensão precisam redobrar os cuidados durante os períodos de frio, quando mudanças naturais do organismo e alterações na rotina podem favorecer o aumento da pressão arterial. Com a chegada dos dias mais frios no Distrito Federal, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), alertam para a importância de monitorar a pressão e manter hábitos saudáveis. Nesta semana, o Distrito Federal registrou a menor temperatura do ano e, com a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, a previsão é de continuidade do clima ameno nos próximos dias. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial. Por isso, além das mudanças de hábitos típicas da estação, o período exige atenção especial de pessoas que convivem com hipertensão. O cardiologista do HBDF, Matheus Cunha explica que essas respostas do organismo ao frio são naturais, mas podem representar riscos para pacientes hipertensos. “Existem relatos de que a incidência de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) seja maior durante os meses mais frios. Essas são algumas das principais complicações associadas à pressão arterial elevada. Portanto, mesmo que o clima não seja um fator determinante, ele pode ter uma relação indireta com esses eventos”, afirma. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, as mudanças de comportamento comuns nessa época do ano também podem contribuir para o aumento da pressão arterial. “Durante os períodos de frio, as pessoas tendem a consumir mais alimentos quentes, gordurosos e ultraprocessados. Além disso, a prática de atividade física e a ingestão de água costumam diminuir”, exemplifica. Por isso, o cardiologista recomenda que pacientes com hipertensão monitorem a pressão arterial com regularidade, especialmente nos dias de temperaturas mais baixas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial. A estimativa é de que metade dessas pessoas sequer saiba que possui a doença. A condição faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue por todo o organismo. Prevenção e cuidados O controle da pressão arterial está diretamente relacionado à adoção de hábitos saudáveis. Entre as principais recomendações estão: - Manter o peso adequado; - Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; - Praticar atividade física regularmente; - Reservar tempo para lazer e descanso; - Não fumar; - Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; - Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; - Controlar doenças crônicas, como diabetes. Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs e faz parte da porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para o controle da hipertensão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Materiais reaproveitados viram espaços de bem-estar em UPAs no DF
Estruturas retiradas durante obras do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganharam uma nova função: se transformaram em locais de convivência e descanso nas unidades de pronto atendimento (UPAs), administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A proposta une sustentabilidade, reaproveitamento de recursos e atenção ao bem-estar de profissionais e pacientes. As primeiras instalações já foram entregues nas UPAs de Recanto das Emas e Ceilândia II. Os locais contam com bancos para descanso, tomadas para carregamento de dispositivos eletrônicos e paisagismo pensado para tornar o ambiente mais acolhedor. Além de servirem como ponto de pausa para colaboradores, também podem ser utilizados em atividades terapêuticas, fisioterapia e ações ao ar livre com pacientes. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher. Para a chefe do núcleo, Paula Paiva, a criação desses locais representa mais um avanço no compromisso institucional com as pessoas. Segundo ela, os espaços foram planejados para oferecer momentos de descanso e recuperação emocional em unidades marcadas por alta demanda assistencial. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher | Foto: Divulgação/IgesDF “Investir em áreas voltadas ao descanso é investir diretamente na saúde física e mental dos profissionais que diariamente se dedicam ao cuidado da população”, destaca. Um dos diferenciais está no reaproveitamento de componentes retirados de uma área do HBDF, que atualmente passa por reformas para receber o novo centro cirúrgico da unidade. De acordo com a gerente de manutenção e infraestrutura, Tatiana Tostes, a proposta surgiu da necessidade de dar uma destinação útil aos elementos removidos durante a obra. A partir da atuação integrada entre equipes de projetos, manutenção, infraestrutura, obras e fiscalização, foi possível transformar um desafio operacional em solução inovadora. “Conseguimos unir sustentabilidade, economia de recursos e humanização em um único projeto. Todo o planejamento foi realizado para que o benefício pudesse chegar a todas as UPAs da rede e também ao Hospital Cidade do Sol”, explica. Responsável pela execução das intervenções, o gerente de Obras e Fiscalização, Matheus Martins, afirma que as entregas ocorreram entre abril e junho nas UPAs de Ceilândia II e Recanto das Emas e que novas unidades já recebem melhorias. “As obras já foram iniciadas nas UPAs de Ceilândia I, Vicente Pires e Riacho Fundo, que serão as próximas a receber os espaços”, informa. Na UPA de Recanto das Emas, a novidade rapidamente passou a fazer parte da rotina dos colaboradores. Para a gerente da unidade, Idê Ingrid Rodrigues, a iniciativa representa um cuidado que vai além da assistência. “Acredito que investir em espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores é também pensar na qualidade da assistência prestada aos pacientes. Quando nossos profissionais se sentem acolhidos, valorizados e têm um ambiente adequado para momentos de descanso e integração, conseguimos fortalecer o atendimento humanizado e oferecer uma assistência ainda melhor à população”, afirma. Mais do que uma obra física, o projeto simboliza uma nova forma de pensar a infraestrutura institucional, transformando estruturas que antes seriam descartadas em locais capazes de promover acolhimento, saúde e qualidade de vida para quem cuida e para quem é cuidado. Para o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel, a iniciativa demonstra como olhar para as pessoas e para o meio ambiente pode contribuir diretamente para a promoção da saúde. “Mais do que construir ambientes, buscamos criar locais que gerem acolhimento, conforto e qualidade de vida. Esse projeto mostra que é possível aliar eficiência, sustentabilidade e humanização em benefício das pessoas”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base implantará cirurgia robótica no novo complexo cirúrgico
Representantes da empresa chinesa de cirurgia robótica Tuodao Medical, do Grupo Yijiahe, visitaram o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta quinta-feira (28). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), se prepara para incorporar a cirurgia robótica à assistência pública com a inauguração do novo complexo cirúrgico, atualmente em fase final de construção e com entrega prevista ainda para este ano. O encontro promoveu troca de experiências e discussões sobre uma possível parceria futura para aquisição de equipamentos cirúrgicos voltados à nova estrutura, que contará com 16 salas operatórias, incluindo duas equipadas para procedimentos robóticos, uma delas destinada à pesquisa, ao ensino e à formação profissional. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde. Um dos espaços destinados à tecnologia também funcionará como ambiente de ensino e pesquisa, ampliando oportunidades de aprendizado prático para residentes e equipes cirúrgicas. A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Ferraz, afirma que a iniciativa deve ampliar a capacidade de formação dentro da unidade. “Vamos ampliar nossas pesquisas e, tendo uma sala de cirurgia robótica, conseguiremos qualificar ainda mais os nossos residentes. Com isso, todos os profissionais cirúrgicos que passarem pelo Hospital de Base sairão qualificados”, destaca. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, a implantação da cirurgia robótica representa um avanço importante para a assistência prestada à população. “Além de ser o maior hospital do Centro-Oeste, como hospital-escola, ter esse tipo de tecnologia avançada disponível para uso da população é extremamente significativo”, afirma. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o novo complexo cirúrgico representa um avanço para a assistência e para a capacidade técnica da unidade. “A chegada da cirurgia robótica fortalece o Hospital de Base como referência em alta complexidade e amplia o acesso da população a tecnologias cada vez mais modernas e seguras”, ressalta. Durante a visita técnica, os representantes conheceram a estrutura hospitalar e as instalações do novo complexo cirúrgico. A expectativa é que o encontro represente um avanço nas articulações voltadas à modernização do hospital. Cirurgias mais precisas e formação especializada Os equipamentos previstos para o novo complexo cirúrgico funcionarão como alternativa às videocirurgias, procedimentos realizados com pequenas incisões e auxílio de câmeras, já utilizados atualmente pela equipe. A tecnologia poderá ser aplicada em cirurgias gerais, oncológicas, proctológicas, ginecológicas, torácicas, cardíacas e de cabeça e pescoço. O cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, explica que os equipamentos funcionam como ferramentas de apoio aos médicos, aumentando a precisão e a segurança dos procedimentos. “Esses equipamentos deixam as cirurgias muito mais precisas por vários motivos, como melhor visibilidade, maior quantidade de membros atuando e mais amplitude de movimentos”, explica. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras, Bárbara Santos, destaca que a iniciativa faz parte da estratégia institucional de modernização da assistência. “Queremos que nossos médicos tenham acesso ao que há de melhor no mercado para podermos entregar resultados positivos”, completa. Com a chegada dos equipamentos, o Hospital de Base poderá se tornar o primeiro hospital público do Brasil a contar com um centro de treinamento em cirurgia robótica e o primeiro hospital público do Centro-Oeste a disponibilizar esse recurso. Estrutura moderna, mais segurança e conforto Projetado dentro de padrões técnicos voltados à segurança assistencial e ao controle de infecções, o novo complexo cirúrgico foi concebido para melhorar as condições de atendimento e trabalho na unidade. O complexo também contará com sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos, áreas de apoio assistencial e setores voltados à logística hospitalar. Os ambientes serão equipados com sistemas integrados capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos. A unidade também contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais. O local foi definido estrategicamente para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo interno. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Capacitação reforça importância do diagnóstico rápido da meningite
Dor de cabeça intensa, febre alta, rigidez na nuca e confusão mental podem ser sinais de meningite, quadro que exige atendimento imediato para evitar complicações graves. Diante da importância do reconhecimento precoce dos sintomas e do diagnóstico rápido da doença, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, nesta quinta-feira (21), o curso Manejo Clínico e Fluxos de Vigilância das Meningites, voltado para a atualização de profissionais de saúde e estudantes sobre assistência, prevenção e protocolos de atendimento. A capacitação foi ministrada pela infectologista da Gerência de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flávia Costa. Durante a palestra, foram abordados sinais de alerta, formas de atendimento e condutas adotadas diante de suspeitas da doença. “É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata. Você não espera o resultado positivo chegar para começar a agir”, explica. A médica destaca, ainda, que a atualização contínua das equipes se torna ainda mais importante diante da alta rotatividade nas unidades de saúde e entre estudantes. Flávia Costa: "É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata" | Foto: Divulgação/IgesDF Casos seguem em monitoramento no DF Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apontam que 44 casos de meningite foram confirmados no DF até maio de 2026. Em todo o ano de 2025, foram registrados 106 diagnósticos. No Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), 13 pacientes com suspeita da infecção foram atendidos desde o início deste ano. Desses, oito tiveram confirmação da doença e receberam assistência adequada. 44 Número de casos de meningite confirmados no DF até maio de 2026 Em nível nacional, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil registros até abril deste ano, número semelhante ao observado no mesmo período de 2025, quando houve 1.980 confirmações. Especialistas apontam que fatores como a queda na cobertura vacinal, o retorno das atividades presenciais e a circulação contínua de vírus e bactérias ajudaram a impulsionar o aumento das notificações nos últimos anos. Prevenção e vacinação são as principais formas de proteção A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A condição pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Entre os tipos mais graves estão a meningite meningocócica e a pneumocócica. A primeira pode evoluir rapidamente e provocar complicações severas, como convulsões, manchas pelo corpo e alterações neurológicas. Crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis. “Já a meningite pneumocócica tem origem bacteriana e pode causar rigidez no pescoço, confusão mental e delírios, exigindo tratamento com antibióticos o mais rápido possível”, completa Flávia Costa. A imunização continua sendo a principal forma de proteção. Os imunizantes disponíveis oferecem cobertura contra os principais agentes causadores da doença, como meningococo e pneumococo. Medidas simples também ajudam a reduzir a transmissão, como higienizar as mãos com frequência, manter a etiqueta respiratória e evitar o compartilhamento de objetos pessoais. Onde se vacinar e quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mantém mais de 100 salas de vacinação em funcionamento nas unidades básicas de saúde (UBSs) em todas as regiões administrativas, com atendimento de segunda a sexta-feira. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no portal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, confusão mental ou sonolência excessiva, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o hospital mais próximo da região para avaliação médica. *Com informações do IgesDF
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Mulheres ainda negligenciam a saúde do coração, alerta cardiologista
Mesmo mantendo uma rotina mais frequente de consultas e exames preventivos, muitas mulheres ainda deixam a saúde do coração em segundo plano. O alerta ganha ainda mais importância diante de um dado preocupante: as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte feminina no país. Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, celebrado nesta quinta-feira (14), o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu uma ação voltada à orientação, prevenção e conscientização sobre fatores de risco relacionados à saúde cardiovascular. Profissional de saúde afere a pressão arterial de mulher em ação realizada no estacionamento de ambulatório do HBDF | Fotos: Divulgação/IgesDF A iniciativa, promovida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) com apoio do HBDF, ocorreu no estacionamento do ambulatório da unidade para ampliar o acesso das pacientes às avaliações preventivas e informações sobre saúde cardiovascular. Durante a atividade, foram realizados atendimentos com coleta de histórico familiar cardiovascular, aferição de pressão arterial, avaliação de peso, medição da circunferência abdominal e orientações sobre alimentação saudável, menopausa e sinais de alerta para doenças cardíacas. De acordo com a cardiologista do HBDF Alexandra Mesquita, muitas mulheres mantêm uma rotina frequente de acompanhamento ginecológico e exames preventivos, mas acabam deixando a saúde cardiovascular em segundo plano. “As mulheres costumam se preocupar com a saúde íntima, indo a ginecologistas e fazendo exames de mama com mais frequência ao longo da vida, e isso não está errado. Mas acontece muito do coração acabar negligenciado”, explica. Segundo a especialista, fatores hormonais e metabólicos também influenciam diretamente o risco cardiovascular ao longo da vida, especialmente após a menopausa. No evento, os participantes também receberam orientações sobre fatores que desencadeiam doenças cardiovasculares Entre os participantes da ação estava o estudante de medicina João Figueiredo, que reforçou a importância do acompanhamento preventivo para a saúde cardiovascular feminina. “Antes da menopausa, mulheres infartam menos do que homens, mas depois dela, esse número se iguala ao dos homens e pode até aumentar”, detalhou.[LEIA_TAMBEM] Durante a ação, as pacientes também receberam orientações sobre fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool e histórico familiar. Tina Macedo, de 38 anos, aproveitou a ida ao hospital para acompanhar uma consulta da filha e participar da ação preventiva. “Desde que minha filha nasceu, meu foco tem sido cuidar dela, mas vou começar a tomar mais cuidado e ficar mais alerta”, comenta. A recomendação da cardiologista é que mulheres mantenham acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), realizem avaliações periódicas e procurem atendimento ao identificar sintomas como dores no peito, falta de ar, cansaço excessivo e alterações na pressão arterial. *Com informações do IgesDF
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Maio Amarelo mobiliza alerta sobre preservação da vida no trânsito
Profissionais que convivem diariamente com vítimas de acidentes de trânsito dentro das unidades de saúde do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (14), de uma ação do Maio Amarelo promovida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa levou orientações educativas e momentos de conscientização sobre prudência, responsabilidade e preservação da vida no trânsito. Atividades lúdicas, como encenações teatrais, fizeram parte da ação desta quinta-feira | Foto: Divulgação/IgesDF “Como profissionais comprometidos com a preservação da vida, precisamos reforçar diariamente a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito” Uyara Rodrigues, gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do IgesDF A programação ocorreu no PO700, sede administrativa do instituto, e também no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidades administradas pelo IgesDF. Organizada pela Gerência de Saúde e Segurança no Trabalho (Gesst), a ação contou com apresentações lúdicas conduzidas pela equipe do Detran-DF, abordando comportamentos seguros para motoristas, motociclistas, pedestres e usuários do transporte público. Prevenção “Nós sabemos que os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de atendimentos de urgência, internações e processos de reabilitação”, enfatizou a coordenadora de Corregedoria e Controladoria Interna do IgesDF, Vanessa Tchelzoff. “São vidas interrompidas, famílias impactadas e histórias que mudam completamente em poucos segundos.” Ela também chamou atenção para um dos principais fatores de distração da atualidade: o uso do celular ao volante: “As consequências podem ser tão graves quanto as causadas pela embriaguez. Por isso, ações como essa são tão importantes para provocar conscientização e mudança de atitude”. [LEIA_TAMBEM]A titular da Gesst, Uyara Rodrigues, reforçou: “Essa campanha é justamente para alertar os colaboradores sobre os cuidados no trajeto, tanto vindo para o trabalho quanto voltando para casa. Pequenas atitudes salvam vidas, e precisamos dirigir sempre com consciência e responsabilidade. Como profissionais comprometidos com a preservação da vida, precisamos reforçar diariamente a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito”. Por sua vez, Emanuela Dourado, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, pontuou que manter a população informada sobre direitos e deveres no trânsito também contribui para a proteção coletiva: “Hoje em dia possuímos uma série de deveres e direitos vinculados ao trânsito, e é importante que todos estejamos com esses conhecimentos atualizados para nossa segurança e para a dos outros”. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base promove capacitação sobre atendimento humanizado no cuidado de pacientes
Nem todo sofrimento aparece nos exames. Com foco em um atendimento mais acolhedor e atento às necessidades dos pacientes, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, nesta terça-feira (12), uma capacitação sobre integralidade no cuidado de pessoas com quadro de dor. Promovido pelo Núcleo de Educação Permanente, o encontro reuniu profissionais de saúde e estudantes para discutir desde os mecanismos físicos relacionados ao problema até os impactos emocionais, sociais e espirituais vivenciados pelos pacientes. Entre os assuntos discutidos no evento, esteve a importância da escuta qualificada no acolhimento | Foto: Divulgação/IgesDF Durante a qualificação, os participantes debateram como o cérebro percebe os estímulos dolorosos, os diferentes sintomas relatados durante o atendimento e a importância da escuta qualificada no acolhimento. A enfermeira Gisele Bacelar destacou que a empatia é essencial para compreender os sintomas apresentados, principalmente em situações nas quais o sofrimento não é perceptível em exames. “Precisamos ter conhecimento para conseguir conversar e identificar as causas daquela dor. E, se o paciente confia em você, ele vai se sentir mais confortável e será mais sincero ao relatar os sintomas”, explica. A profissional também apresentou ferramentas utilizadas pelas equipes de saúde para avaliar o quadro dos pacientes, incluindo escalas numéricas e análise de expressões faciais, especialmente em crianças que ainda não conseguem se comunicar. "A dor está diretamente ligada à qualidade de vida do paciente. Muita gente não tem medo de morrer, mas tem medo de sofrer" Leidiane Brandão, psicóloga A psicóloga Leidiane Brandão abordou os impactos emocionais e espirituais relacionados ao sofrimento e ressaltou que fatores sociais também influenciam diretamente a forma como cada pessoa enfrenta o problema. “A dor está diretamente ligada à qualidade de vida do paciente. Muita gente não tem medo de morrer, mas tem medo de sofrer. Então, é preciso entender que esse sofrimento vai além do aspecto físico”, relata. Segundo ela, condições socioeconômicas, acesso aos serviços de saúde, sobrecarga emocional e até questões culturais podem interferir na maneira como cada pessoa lida com a própria condição. “O aspecto espiritual ajuda muito na busca de sentido e propósito diante da dor. Algumas pessoas chegam a pensar que ela é uma punição divina. É preciso compreender todo esse contexto para conseguir cuidar dos pacientes da melhor forma possível”, acrescenta. A técnica de enfermagem Tamires Verônica Silva Barbosa, colaboradora do IgesDF no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), elogiou a iniciativa. “Nós, que trabalhamos na área da saúde, precisamos sempre buscar mais conhecimento e nos especializar cada vez mais. Esse curso foi maravilhoso”, avalia. *Com informações do IgesDF
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Evento reúne atividades de capacitação, bem-estar e reconhecimento para profissionais da enfermagem
Responsáveis por acompanhar pacientes 24 horas por dia, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão entre os profissionais mais presentes na rotina hospitalar. Para reconhecer a importância desses trabalhadores e celebrar a Semana da Enfermagem 2026, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), promove, a partir da próxima quarta-feira (13), uma programação especial voltada às equipes assistenciais. A principal atividade será a 2ª EXPO ENF, realizada nos dias 13 e 14 de maio, no jardim do hospital. A iniciativa vai reunir espaços de capacitação, autocuidado e lazer, com massagens, música ao vivo, dança, ginástica laboral, brindes, sorteios e estandes com orientações voltadas ao dia a dia da enfermagem. A 2ª EXPO ENF contará com dois dias de ações de capacitação, autocuidado e lazer para os profissionais da enfermagem | Foto: Divulgação/IgesDF “Será um momento de leveza, diversão e reconhecimento para as nossas equipes. Também vamos aproveitar a programação para capacitar os colaboradores em temas recorrentes da rotina hospitalar, como reanimação, flebite e lesão por pressão”, afirma a assessora técnica da Gerência de Enfermagem do HBDF e organizadora da programação, Gabriela Rodrigues. As atividades serão realizadas das 9h às 17h, com expectativa de receber cerca de 1,2 mil pessoas ao longo dos dois dias. Embora sejam voltadas à equipe de enfermagem, outros colaboradores do hospital também poderão participar. [LEIA_TAMBEM]A programação segue na sexta-feira (15) com um circuito interativo de simulação realística promovido pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF. A ação contará com treinamentos práticos sobre parada cardiorrespiratória, manejo de pacientes em insuficiência respiratória e outras situações frequentes na assistência hospitalar. “A ideia é fazer com que cada profissional se sinta valorizado e reconhecido pelo trabalho que realiza diariamente. As parcerias e doações também vão permitir ações especiais, além de brindes e sorteios durante a programação”, considera Gabriela. *Com informações do IgesDF
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No Dia Mundial do Lúpus, especialista reforça importância de reconhecer os sintomas
O inchaço nas pernas parecia algo passageiro. Depois vieram a coceira no corpo e as manchas na pele em áreas expostas ao sol. Durante um ano inteiro, Mateus Gustavo Amaral, de 31 anos, conviveu com os sintomas sem imaginar que havia algo mais sério por trás. Há três anos, durante uma crise mais intensa, ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Após dias de internação e uma série de exames, recebeu o diagnóstico de lúpus. “Eu não fazia ideia do que poderia ser. Nunca tinha ouvido falar nessa condição”, relembra. A história de Mateus não é incomum. O lúpus é uma doença autoimune que pode se manifestar de diferentes formas e atingir várias partes do corpo, o que muitas vezes dificulta a identificação precoce. Neste dia 10 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial do Lúpus, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais e procurar avaliação médica o quanto antes. De acordo com o reumatologista do HBDF Carlos Lins, o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo contra vírus e bactérias, passa a atacar tecidos saudáveis nos pacientes com lúpus. As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas as consequências podem ser graves quando o tratamento demora a começar. “O lúpus pode comprometer praticamente qualquer órgão do corpo, da pele aos rins. Existem formas mais leves e outras mais graves, com risco de morte. Por isso, o diagnóstico exige uma avaliação ampla do paciente”, explica. Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF Sinais costumam ser confundidos Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão dores nas articulações, fadiga intensa, febre, queda de cabelo, manchas na pele, falta de ar e dor no peito ao respirar profundamente. Sem o acompanhamento adequado, a inflamação provocada pela doença pode causar danos progressivos, principalmente nos rins. “Quanto mais tempo o lúpus permanece sem controle, maiores são os riscos de complicações. Identificar cedo faz toda a diferença”, reforça o especialista. Atualmente, o HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanha cerca de 70 pacientes por semana no ambulatório especializado. No Distrito Federal, a estimativa é de que entre duas e três mil pessoas convivam com a condição. Exposição ao sol exige atenção Embora ainda não exista uma causa definida para o lúpus, alguns fatores podem desencadear crises em pessoas predispostas, como exposição solar inadequada, infecções e uso de determinados medicamentos. Foi o que aconteceu com Fábia Ferreira Lima, de 49 anos. Há cerca de dez anos, ela começou a sentir dores no pescoço, inchaço nos membros e uma sensação constante de peso no corpo. “No começo, achei que era algo simples, como um torcicolo. Mas foi piorando até eu não conseguir mais caminhar”, conta. Fábia Ferreira Lima foi diagnosticada com a doença. Com acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram Após procurar atendimento em uma UPA, ela foi encaminhada ao HBDF, onde ficou internada por um mês até descobrir o lúpus. Com o início do acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram e hoje ela mantém apenas as consultas de rotina. Qualidade de vida é possível com acompanhamento Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado com medicamentos e hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e acompanhamento contínuo. “Antes do avanço dos tratamentos, muitos pacientes com formas graves morriam poucos anos após o diagnóstico. Hoje, com acompanhamento adequado, é possível viver com qualidade e manter uma rotina praticamente normal”, afirma Carlos Lins. Pessoas com sintomas persistentes, como dores nas articulações, manchas na pele, fadiga intensa e inchaços frequentes, devem procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso haja suspeita de lúpus, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado na rede pública. A principal mensagem do Dia Mundial do Lúpus é clara: informação, atenção aos sinais e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Onde procurar atendimento Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nessas unidades, é feita a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). *Com informações do IgesDF
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Falta de ar e cansaço podem indicar doença respiratória rara e grave
“De repente, começou uma falta de ar absurda. Eu sentia como se estivesse me afogando no ar”, relembra Juliana Vieira Mendes ao falar sobre uma crise respiratória que levou ao diagnóstico de hipertensão pulmonar. A paciente conta que havia notado outros sintomas ao longo de seis meses, como cansaço, tonturas e inchaço nas pernas, mas não imaginou que pudessem indicar algo mais grave. “Eu deixei pra lá um monte de coisinhas que eram muito importantes. Foi acontecendo de forma muito sutil, então eu fui dando outras explicações. Achei que era porque tinha trabalhado muito, ou porque não estava fazendo exercícios e estava sedentária. Mas hoje, vejo que eu só não liguei os pontos”, relata. Juliana possui esclerose sistêmica, uma doença autoimune crônica que causa o endurecimento da pele e pode afetar órgãos internos, estando associada ao desenvolvimento da hipertensão pulmonar. A paciente recebeu o diagnóstico em uma instituição particular, mas foi orientada a buscar o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência no tratamento da doença. Depois de passar por uma crise respiratória, Juliana Vieira Mendes foi diagnosticada com hipertensão pulmonar | Fotos: Divulgação/IgesDF “Eu fiquei muito feliz de conseguir vir para o Base, porque os médicos e especialistas da rede pública são excelentes. Eu sabia que a qualidade do atendimento que eu receberia seria de alto nível e muito confiável, então eu realmente fiquei muito aliviada. A hipertensão pulmonar é uma condição muito grave e os sintomas são dramáticos, mas estar aqui me dá mais esperança”, comemora. Neste 5 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, o alerta é para a importância de reconhecer os sinais e buscar avaliação médica o quanto antes. A doença é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões e pode surgir a partir de diferentes condições, como problemas cardíacos, doenças respiratórias, doenças autoimunes ou a presença de coágulos antigos. [LEIA_TAMBEM]No HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), uma equipe especializada acompanha pacientes com a condição. A unidade realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar. Segundo o pneumologista Ygor Mourão, identificar corretamente o tipo de hipertensão pulmonar é essencial para definir o tratamento. “O cuidado varia de acordo com a causa, e isso exige uma avaliação detalhada em centros especializados. O Hospital de Base é uma das referências no Distrito Federal nesse tipo de atendimento”, explica. O especialista ressalta que a hipertensão pulmonar pode ter diferentes causas e, por isso, é dividida em cinco grupos. Entre eles, estão casos ligados a alterações nas artérias pulmonares, doenças do coração, problemas respiratórios, presença de coágulos e situações com múltiplos fatores associados. A classificação é essencial para definir o tratamento adequado. Falta de ar sem causa aparente, cansaço progressivo, tontura e inchaço nas pernas estão entre os principais sinais de alerta. Diante desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), para avaliação inicial. A partir desse atendimento, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal. O HBDF realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar Diagnóstico precoce faz diferença Por envolver diferentes fatores, a hipertensão pulmonar pode atingir pessoas de qualquer idade e não possui formas específicas de prevenção. O desconhecimento sobre a doença, no entanto, ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico rápido. “Essa variedade de condições faz com que muitos pacientes demorem a chegar ao especialista e iniciar o tratamento. Quanto mais falarmos sobre o tema, maiores são as chances de diagnóstico precoce e de evitar estágios mais avançados”, afirma o médico. O processo de investigação envolve diferentes especialidades e exames específicos, disponíveis principalmente em hospitais de alta complexidade. Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença atinge entre dois e cinco adultos por milhão, a cada ano, no mundo. O acompanhamento contínuo é fundamental para o controle da doença e a melhora da qualidade de vida, especialmente em casos associados a outras condições, como doenças autoimunes. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre edital para aquisição de sistemas de videoendoscopia
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu, nesta segunda-feira (4), o Edital nº 031/2026 para a aquisição de quatro sistemas de videoendoscopia flexível destinados ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A tecnologia deve ampliar a oferta de exames, agilizar diagnósticos e reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos. Os sistemas permitem a realização de exames internos por meio de um tubo fino e flexível equipado com microcâmera de alta definição. Com o recurso, os profissionais conseguem visualizar, em tempo real, estruturas do aparelho digestivo e respiratório, o que facilita a identificação de lesões, inflamações, sangramentos e tumores. Com o recurso, os profissionais conseguem visualizar, em tempo real, estruturas do aparelho digestivo e respiratório | Foto: IgesDF/Divulgação Além do diagnóstico, os equipamentos também possibilitam a coleta de material para biópsia e a realização de pequenos procedimentos terapêuticos, contribuindo para um cuidado mais resolutivo e seguro ao paciente. O período para envio de propostas é de 10 dias úteis, entre 4 e 15 de maio, até as 23h55. As empresas interessadas devem participar exclusivamente pelo portal eletrônico. Serviço Objeto: aquisição de sistema de videoendoscopia flexível para o HBDF Identificação SEI: 04016-00004402/2024-41 Número da cotação: 1517159 Período de envio de propostas: de 4 a 15 de maio, até as 23h55 Plataforma: www.apoiocotações.com.br. *Com informações do IgesDF
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IgesDF divulga edital para compra de dez arcos cirúrgicos para Hospitais de Base e de Santa Maria
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou o Edital nº 027/2026 para a aquisição de dez arcos cirúrgicos convencionais. Os equipamentos permitem imagens em tempo real durante cirurgias, dando mais precisão aos procedimentos e mais segurança aos pacientes. Os aparelhos serão destinados ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A compra representa um avanço relevante na capacidade técnica e assistencial das unidades, especialmente em contextos que exigem precisão e agilidade na realização de procedimentos cirúrgicos. O equipamento de arco cirúrgico é utilizado em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, neurologia e cirurgias vasculares | Foto: Divulgação/IgesDF O arco cirúrgico é amplamente utilizado em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, neurologia e cirurgias vasculares. Com os arcos, as equipes médicas conseguem acompanhar cada etapa com maior precisão, reduzindo riscos, evitando erros e aumentando as chances de sucesso cirúrgico. Os interessados em participar do processo podem consultar os critérios e requisitos no site oficial do Instituto. As propostas devem ser enviadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2026, até as 23h55, pela plataforma Apoio Cotações. Serviço Objeto: aquisição de dez arcos cirúrgicos convencionais para unidades de saúde do IgesDF Identificação SEI: 04016-00003752/2025-71 Número da cotação: 1511603 Período de envio de propostas: de 27 de abril e 11 de maio, até as 23h55 *Com informações do IgesDF
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Capacitação gratuita reforça combate a infecções e uso seguro de antibióticos
Em um cenário no qual a segurança do paciente se torna cada vez mais importante, a qualificação dos profissionais de saúde ganha papel decisivo. Com esse foco, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promove, na quarta (8) e na quinta-feira (9), o 25º Curso de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e Uso Racional de Antimicrobianos. Aberta ao público e gratuita, a capacitação será ministrada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), reunindo residentes, profissionais da saúde e demais interessados em aprimorar práticas fundamentais para um cuidado mais seguro. As infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras) estão entre os principais desafios enfrentados pelos serviços de saúde em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que um em cada dez pacientes hospitalizados pode adquirir uma infecção durante o cuidado. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, esse índice pode chegar a 15%. Qualificação [LEIA_TAMBEM]Apesar do cenário, grande parte desses casos pode ser evitada. Estima-se que até 70% das infecções sejam preveníveis com medidas simples, como a higienização adequada das mãos, o cumprimento de protocolos assistenciais e a adoção de boas práticas clínicas. É nesse contexto que o curso se apresenta como uma estratégia de qualificação, ao promover atualização técnica, troca de experiências e fortalecimento de práticas seguras dentro dos serviços de saúde. A iniciativa é conduzida pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), com apoio do Núcleo de Educação Permanente da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF. Serviço ♦ 25º Curso de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e Uso Racional de Antimicrobianos ⇒ Data: quarta-feira (8), das 8h às 17h; e quinta-feira (9), das 8h30 às 16h30 ⇒ Local: auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) — Setor Hospitalar Norte, Quadra 3, Asa Norte, Brasília-DF ⇒ As inscrições podem ser feitas neste link. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base leva hemodiálise ao leito e reduz riscos para pacientes internados
Para pacientes internados em estado mais delicado, um simples deslocamento dentro do hospital pode representar risco. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), essa realidade começa a mudar. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a utilizar uma tecnologia que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito, reduzindo movimentações e tornando o cuidado mais seguro. O sistema, chamado Genius, marca um avanço importante na assistência hospitalar ao levar o tratamento até o paciente. Antes, a hemodiálise dependia de pontos fixos de água, o que exigia o transporte de pessoas, muitas vezes em condição clínica sensível, até áreas específicas do hospital. Agora, o procedimento pode ser feito no próprio local, com mais estabilidade e conforto. O sistema Genius permite que sessões de hemodiálise sejam realizadas no leito, evitando o transporte de pacientes em estado mais delicado | Foto: Divulgação/IgesDF A mudança impacta diretamente a segurança assistencial. Ao evitar deslocamentos, a nova tecnologia reduz o risco de quedas, intercorrências durante o transporte e outras complicações que podem surgir nesses trajetos. Segundo o chefe do Serviço de Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, a inovação também melhora a organização do cuidado e amplia o acesso ao tratamento. “O sistema Genius permite maior flexibilidade na assistência hospitalar. Como pode ser utilizado em diferentes setores, independentemente da estrutura de água, amplia o acesso ao tratamento e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, explica. [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial está na possibilidade de personalização. O equipamento conta com um tanque abastecido com solução de diálise preparada em uma moderna estação de tratamento, cuja composição pode ser ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente antes do início do procedimento. A combinação entre mobilidade e ajuste individual contribui para maior eficiência e melhor resposta clínica. Ao todo, foram adquiridas 10 máquinas, com capacidade para atender mais de 900 sessões de hemodiálise por mês em pacientes internados. O reforço amplia a capacidade assistencial do hospital e melhora o fluxo de atendimento. A paciente Francisca Souza Araújo, de 40 anos, que convive com diabetes e doença renal, foi uma das primeiras a utilizar o equipamento. Em tratamento há três anos, ela destacou a diferença na experiência. "É uma ótima ideia para quando o paciente está muito debilitado e com dificuldade de sair do leito. Se é algo que tem possibilidade de melhorar a situação da pessoa internada, eu acho muito bom", comemora. A tecnologia também deve chegar ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ampliando o alcance do serviço na rede pública. A previsão é que cinco equipamentos sejam instalados na unidade até o fim de maio, fortalecendo a assistência e garantindo mais acesso ao tratamento para a população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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No Hospital de Base, pacientes com bolsa de colostomia e feridas ganham apoio para voltar à rotina
Aceitar uma mudança no próprio corpo depois de uma cirurgia pode ser um dos momentos mais desafiadores na vida de um paciente. A aposentada Vandelice Santos de Santana, 66 anos, viveu esse processo após o tratamento de um câncer colorretal, quando precisou passar a usar uma bolsa de colostomia. “Tive muita dificuldade para aceitar. No começo, eu não conseguia nem olhar pra ela. Meu filho que colocava pra mim”, relembra. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen. Ela passa a ser necessária quando o intestino ou o ânus deixam de funcionar normalmente, exigindo novos cuidados no dia a dia. Por trás dessa adaptação está a estomaterapia, uma especialidade da enfermagem ainda pouco conhecida, mas essencial para a qualidade de vida dos pacientes. O estomaterapeuta é o profissional responsável por orientar, acompanhar e tratar pessoas com estomas, que são aberturas cirúrgicas que conectam órgãos ao exterior do corpo, além de atuar no cuidado de feridas complexas e incontinências. No Hospital de Base do Distrito Federal, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a referência nesse atendimento é a enfermeira estomaterapeuta Alexandra Lino. Ela sempre trabalhou na área cirúrgica, e decidiu se especializar por sentir falta de conhecimentos aprofundados para poder prestar uma assistência melhor aos pacientes. "Eu sempre me deparava com áreas de extrema complexidade, como abdomens abertos e estomas de difícil manejo, então a estomaterapia me pareceu muito interessante", explica. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen | Fotos: Divulgação/IgesDF A especialista conta que a profissionalização abriu novas oportunidades e a preparou para ajudar pacientes que estavam sofrendo. "A estomaterapia me proporcionou conhecimento para superar desafios diante das realidades de cada um. Aqui no Hospital de Base, que é referência em complexidades, sempre tive o suporte para atuar junto dos pacientes e trazer a qualidade de vida que eles precisavam diante de situações muito críticas", detalha. Alexandra foi a colaboradora responsável por acompanhar e orientar sobre o preparo e o manejo da bolsa de colostomia de Vandelice e outros incontáveis pacientes. Mais do que ensinar a parte técnica, o acolhimento também é essencial nesse processo. “O cuidado em si é simples, mas se torna difícil porque a bolsa de colostomia altera totalmente a vida do paciente, o que impacta muito principalmente no psicológico”, explica a enfermeira. Somente em 2025, o Hospital de Base realizou mais de 2,5 mil atendimentos relacionados ao cuidado com estomas. Segundo a especialista, muitos pacientes conseguem fazer o manejo sozinhos em casa, mas alguns precisam de acompanhamento mais próximo por causa de complicações ou dificuldades na adaptação. “Cada paciente traz uma história diferente. Muitos fazem perguntas que têm vergonha de fazer para outras pessoas, até mesmo para a equipe médica. E a família também precisa participar, porque passa a fazer parte dessa nova rotina”, relata. Ainda cercado por preconceitos, o uso da bolsa de colostomia exige sensibilidade no atendimento. Para a especialista, a empatia faz toda a diferença. “É essencial mostrar ao paciente que ele não está sozinho. Isso muda completamente a forma como ele enfrenta essa fase”, completa a enfermeira. Hoje, Vandelice diz que conseguiu superar esse período e retomou a rotina com autonomia. “Eu cuido da minha casa, lavo roupa, ando sozinha pra todo canto. Levo uma vida boa e normal”, comemora. Apoio especializado na adaptação e recuperação Além do acompanhamento de pacientes com estomas, o estomaterapeuta também atua no tratamento de feridas complexas e no manejo de incontinências, ajudando a prevenir complicações e acelerar a recuperação. Esse profissional avalia as lesões, orienta a higiene da pele, indica os curativos mais adequados e acompanha a evolução dos casos, principalmente quando o paciente tem dificuldade para realizar o autocuidado. Esse acompanhamento contribui para a cicatrização e garante mais conforto e segurança. É o caso de André Luiz Nagashima Silva, de 41 anos, que teve metade do pé amputado após uma complicação causada por uma bolha. Desde então, ele faz acompanhamento até a cicatrização completa do ferimento. “Tenho recebido um ótimo atendimento desde o começo. É um momento de adaptação, e ter esse apoio é muito reconfortante”, relata. Entre as principais condições tratadas estão úlceras venosas, lesões causadas pelo diabetes, como o pé diabético, e lesões por pressão. Esses casos exigem acompanhamento contínuo devido ao risco de complicações. No Hospital de Base, o atendimento em estomaterapia é voltado a pacientes que já estão em tratamento na unidade, garantindo uma assistência integrada. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Mutirão de colonoscopia reforça prevenção ao câncer de intestino
Como parte das ações do Março Azul, campanha de conscientização sobre o câncer de intestino, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), realizou nesta sexta-feira (20) um mutirão de colonoscopias. A iniciativa ampliou o acesso ao exame e beneficiou 30 pacientes regulados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Para viabilizar a ação, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) cedeu equipamentos que contribuíram para ampliar a capacidade assistencial da unidade, possibilitando a realização de todos os exames no mesmo dia. O câncer de intestino costuma evoluir de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico | Foto: Divulgação/IgesDF A colonoscopia permite visualizar o interior do intestino grosso e do reto e é fundamental para identificar alterações e diagnosticar precocemente possíveis doenças. “O objetivo principal é reforçar para a população a importância da prevenção. A recomendação é que homens e mulheres comecem a realizar exames a partir dos 45 anos, mas essa orientação ainda não é amplamente seguida. Muitas pessoas acabam procurando atendimento apenas quando surgem os sintomas”, explica Ariana Costa Cadurin, endoscopista do IgesDF. O câncer de intestino costuma evoluir de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e alterações no funcionamento do intestino. "Fatores como sedentarismo, baixo consumo de frutas e verduras, ingestão de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de gordura animal e obesidade aumentam o risco da doença” Ariana Costa Cadurin, endoscopista A médica reforça que a prevenção está diretamente ligada aos hábitos de vida. "Fatores como sedentarismo, baixo consumo de frutas e verduras, ingestão de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de gordura animal e obesidade aumentam o risco da doença”, pontua. Estigma e acesso Apesar de ser um exame essencial para o cuidado com a saúde, a colonoscopia ainda enfrenta resistência por parte da população. Segundo a especialista, fatores como o preparo, a necessidade de acompanhante e o próprio desconhecimento contribuem para o receio, especialmente entre os homens. “É um exame que exige preparo prévio e envolve uma equipe completa, o que pode gerar insegurança. Ainda existe muito preconceito e medo, o que acaba afastando as pessoas de um cuidado que pode salvar vidas”, destaca. [LEIA_TAMBEM]Uma das pacientes atendidas durante o mutirão foi Jenulina Rodrigues Viana, de 62 anos. Ela relata que recebeu todas as orientações antes do exame e elogiou o atendimento da equipe. “Recebi todas as explicações necessárias e fui muito bem atendida. É muito importante ter esse exame disponível pelo SUS, porque nem todo mundo tem condições de pagar. Estou muito feliz de estar aqui”, afirma. *Com informações do IgesDF
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Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF
Cláudio tinha 59 anos quando começou a sentir fortes dores abdominais. Ao procurar atendimento médico, precisou passar por uma cirurgia de emergência. Após a retirada de um tumor e a realização de biópsia, veio o diagnóstico: câncer de intestino. Durante sete meses, ele fez quimioterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Foi um grande susto; é o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra. Cláudio, diagnosticado com câncer colorretal, fez o tratamento completo e hoje segue aproveitando a vida em viagens pelo mundo: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Sempre tive fé em que seria algo passageiro” | Foto: Acervo pessoal O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, afeta o intestino grosso (cólon) ou o reto e é o terceiro tipo de câncer mais frequente no DF, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Hospital de Base, referência em atendimento oncológico na rede pública do DF, são prestados anualmente cerca de mil atendimentos relacionados à doença. Apesar da incidência elevada, muitos diagnósticos ainda ocorrem em fases avançadas, já que o tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa e pode permanecer por anos sem provocar sintomas perceptíveis. Prevenção e diagnóstico precoce Durante todo este mês, a campanha Março Azul-Marinho busca ampliar a conscientização da população sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer colorretal. Dados do Inca indicam que o Distrito Federal registra uma taxa de incidência de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes, a sexta maior do país. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado” Ana Rosa Melo, proctologista do Hospital de Base A proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, explica que o tumor geralmente se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que surgem na parede do intestino e podem evoluir lentamente. Como o intestino é um órgão oco, essas alterações podem crescer durante anos sem provocar sinais claros. “O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual”, explica a médica. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado.” Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos. A recomendação é começar os exames de prevenção a partir dos 45 anos. A frequência deve ser definida pelo médico, de acordo com o histórico e os fatores de risco de cada paciente. Vida pós-tratamento Cláudio encarou o processo como uma etapa necessária para recuperar a saúde: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se fosse preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”. Ele relata que a jornada foi longa e cansativa, marcada por efeitos colaterais como perda de cabelos, enjoos, dormência nas mãos e redução de peso. Ao longo desse período, perdeu 24 quilos. O apoio da equipe de saúde fez diferença durante todo o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando; não sei como conseguem manter tanta energia”, conta. [LEIA_TAMBEM]Desde o fim da quimioterapia, em 2013, Cláudio decidiu aproveitar mais a vida. Realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países. Hoje, aos 74 anos, continua viajando e descobrindo novos destinos. Neste mês, ele segue na estrada rumo ao Chile, em uma viagem de motorhome pela América do Sul. Apesar das dificuldades relacionadas ao diagnóstico tardio, o câncer colorretal apresenta boas chances de cura quando tratado adequadamente — como no caso de Cláudio. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, enfatiza Ana Rosa Melo Atendimento na rede pública Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O paciente passa por avaliação na Atenção Primária, onde podem ser solicitados exames iniciais e encaminhamento para acompanhamento especializado. O acesso aos serviços de maior complexidade ocorre por meio da regulação da rede pública de saúde. Após a avaliação inicial na Atenção Primária, o paciente pode ser encaminhado a unidades de referência, como o Hospital de Base, conforme a necessidade clínica identificada pela equipe de saúde. *Com informações do IgesDF
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No Dia Mundial do Rim, Hospital de Base realiza manhã de conscientização
Quem passou pelo ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na manhã desta quinta-feira (12) encontrou um cenário diferente do habitual. Em alusão ao Dia Mundial do Rim, a equipe de nefrologia da unidade promoveu uma ação de conscientização voltada a pacientes e acompanhantes sobre a importância de cuidar da saúde dos rins. Durante a atividade, os participantes receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Também puderam aferir a pressão arterial e realizar o teste de glicemia, exames simples que ajudam a identificar fatores de risco para a doença. Nesta quinta (12), pacientes e acompanhantes do HBDF receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva | Fotos: Divulgação/IgesDF A iniciativa contou ainda com música e distribuição de frutas e água mineral, criando um espaço de acolhimento enquanto as equipes conversavam com o público sobre hábitos de prevenção e acompanhamento da saúde. De acordo com o chefe do serviço de Nefrologia do hospital, Thiago Hayashida, pressão alta e diabetes estão entre as principais causas de doença renal crônica no mundo. “Quando não controladas ao longo do tempo, essas condições podem provocar lesões progressivas nos rins e levar à perda da função renal”, explica. O especialista alerta que a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que torna o acompanhamento médico fundamental. “Muitas vezes o paciente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso é importante medir regularmente a pressão arterial, acompanhar a glicemia e realizar exames simples de sangue, como a creatinina, além da análise de urina”, orienta. Entre os participantes da ação estava Pasmende Sousa Silva, de 43 anos. Ele descobriu a doença renal após sentir fortes dores durante o trabalho e, após 11 meses de hemodiálise, realizou um transplante de rim em 2011. “Meus rins foram piorando aos poucos. Se eu tivesse feito esses exames antes, talvez tivesse conseguido buscar tratamento mais cedo”, relata. O evento também contou com aferição de pressão arterial e teste de glicemia, exames que ajudam a identificar fatores de risco para a doença Doença renal crônica Cerca de 8,4% da população brasileira — o equivalente a aproximadamente 18 milhões de pessoas — convivem com algum estágio de doença renal crônica, segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia. Nos estágios mais avançados, quando os rins deixam de realizar adequadamente a filtração do sangue, o paciente pode precisar iniciar tratamento por diálise ou ser indicado para transplante renal. [LEIA_TAMBEM]Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) indicam que mais de 173 mil brasileiros precisaram de algum tipo de diálise em 2025, e o número estimado de mortes desses pacientes ultrapassa 30 mil. Entre os principais fatores de risco para a doença estão o descontrole da pressão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares, uso indiscriminado de medicamentos — especialmente anti-inflamatórios —, além de histórico familiar de doença renal. A recomendação dos especialistas é manter acompanhamento regular com médico assistente ou procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para realizar exames periódicos, como aferição da pressão arterial, teste de glicemia e avaliação da creatinina, indicador importante da função dos rins. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Rede Feminina transforma dor em acolhimento com doação de perucas a pacientes oncológicos
“Eu pensei que a queda de cabelo não seria tão rápida, por isso me surpreendi. Eu não estava preparada”, relatou Lúcia Saboia, de 67 anos. Com um lenço cobrindo as últimas mechas de cabelo, ela chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanhada pelos filhos, para enfrentar uma das etapas mais delicadas do tratamento contra o câncer de mama: raspar a cabeça e escolher um dos modelos de peruca disponíveis. Lúcia Saboia experimenta uma peruca: “Já me sinto bem melhor e mais leve. Cercada de tanto carinho, não tem como não me sentir bem. Agora vou viver um dia de cada vez” | Fotos: Divulgação/IgesDF Diagnosticada em maio do ano passado, Lúcia iniciou a quimioterapia na última semana e logo enfrentou um dos efeitos mais temidos do tratamento: a queda de cabelo. Com o coração apertado, ela procurou a Rede Feminina de Combate ao Câncer na manhã desta terça-feira (10), data em que se celebra o Dia Mundial da Peruca, em busca de acolhimento e apoio para enfrentar esse momento delicado. “É uma fase muito doída, você perde algo que te representa; então, conseguir transformar esse momento de dor em esperança, ajudar as pessoas a se verem refletidas no espelho é muito especial” Larissa Bezerra, coordenadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer A Rede Feminina atua há duas décadas no Hospital de Base oferecendo gratuitamente perucas a pacientes em tratamento oncológico. Somente no último ano, cerca de 250 peças foram entregues a mulheres atendidas na unidade. A coordenadora da Rede, Larissa Bezerra, explica que a perda de cabelo costuma ser um dos impactos mais sensíveis do tratamento, especialmente para as mulheres: “É uma fase muito doída, você perde algo que te representa; então, conseguir transformar esse momento de dor em esperança, ajudar as pessoas a se verem refletidas no espelho é muito especial”. O que começou como um momento marcado pela insegurança logo deu lugar a gestos de carinho e leveza. A cada novo modelo experimentado, o sorriso de Lúcia voltava aos poucos. Acostumada aos cabelos claros, ela se divertiu ao se ver morena, ruiva e com estilos diferentes. “Já me sinto bem melhor e mais leve”, relatou. “Cercada de tanto carinho, não tem como não me sentir bem. Agora vou viver um dia de cada vez.” A peruca, disse ela, vai ajudar a enfrentar o tratamento de cabeça erguida até que os cabelos voltem a crescer novamente. Apoio que conecta Érica Silva: “Coloquei na minha cabeça que isso faz parte do processo de cura, e isso é algo que eu preciso passar” A Rede Feminina recebe doações de cabelo e de perucas ao longo de todo o ano e mantém uma oficina no ambulatório do Hospital de Base. “Nós estamos abertos todos os dias para receber doações e entregar perucas — é só chegar, experimentar e escolher a que mais gostar”, explica Larissa. [LEIA_TAMBEM]A paciente Érica Bonfim Silva, 35, viveu esse momento de duas formas: como receptora e como doadora. Diagnosticada com leucemia em dezembro do ano passado, ela começou a perder os cabelos após a terceira sessão de quimioterapia e decidiu cortar os fios enquanto ainda podia. “Quando me olhei no espelho, senti um impacto muito forte”, relembrou. Mãe de um menino de 3 anos, Érica contou que optou por usar peruca para preservar a rotina com o filho: “Coloquei na minha cabeça que isso faz parte do processo de cura, e isso é algo que eu preciso passar”. Acolhimento Entre muitas histórias está a de Sirley Freitas de Almeida, que faz quimioterapia no Hospital de Base após passar por uma mastectomia para tratar um câncer de mama. Ela procurou a oficina de perucas com um objetivo especial: participar do casamento da sobrinha. Sirley Almeida procurou uma peruca para participar de um casamento: “Eu não me importo de estar careca, mas durante essa ocasião especial, não quero que as pessoas fiquem me olhando” “Eu não me importo de estar careca, mas durante essa ocasião especial, não quero que as pessoas fiquem me olhando”, disse. “Quero dançar, quero curtir, quero fazer tudo o que eu faria se não tivesse câncer.” As pacientes podem escolher entre perucas sintéticas ou naturais. As sintéticas exigem menos manutenção e possuem estrutura mais resistente. Já as naturais, feitas com cabelos humanos, permitem alisamento, coloração e hidratação. A voluntária Mylena Batista acompanha as mulheres durante a escolha e observa que o momento exige sensibilidade e escuta: “Muitas chegam fragilizadas e se emocionam ao se ver no espelho com cabelo novamente. Eu sempre tento respeitar esse momento, ouvir as histórias e acolher a dor delas”. Para muitas mulheres em tratamento, a peruca representa mais do que um acessório: é um gesto de acolhimento em um dos momentos mais delicados da vida. *Com informações do IgesDF
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IgesDF abre edital para manutenção de sistema de hemodiálise
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 05/2026 para contratação de empresa especializada na manutenção corretiva e na análise da água do sistema de osmose reversa utilizado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O serviço é fundamental para garantir a qualidade da água empregada nos procedimentos de hemodiálise realizados na unidade. A hemodiálise é um tratamento que substitui parte das funções dos rins e depende diretamente da qualidade da água utilizada nos equipamentos. Por isso, o monitoramento e a manutenção do sistema de purificação são essenciais para prevenir contaminações e assegurar a segurança dos pacientes durante o tratamento. A contratação é essencial para manter o funcionamento adequado do serviço de hemodiálise | Foto: Divulgação/IgesDF O contrato prevê serviços contínuos de monitoramento e gestão do sistema de osmose reversa, além de análises periódicas para verificar as condições físicas, químicas e microbiológicas da água utilizada no procedimento. Esse controle segue normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indispensável para garantir que os padrões de qualidade exigidos sejam mantidos, além de assegurar o funcionamento adequado dos equipamentos utilizados no atendimento aos pacientes. Prazo para envio de propostas O período para recebimento das propostas será entre 9 e 13 de março, até as 23h55 (horário local). O envio deve ser realizado exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. De acordo com a chefe do Núcleo de Contratação de Serviços e Obras do IgesDF, Flávia Sales, a contratação é essencial para manter o funcionamento adequado do serviço de hemodiálise. “A execução desses serviços assegura o monitoramento contínuo dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos da água, em conformidade com as RDC nº 11/2014 e nº 154/2004 da Anvisa”, afirma. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base amplia em 77% as urgências cardíacas
Dor no peito, falta de ar e mal-estar são sinais que exigem atendimento imediato. É diante desses quadros que o sistema de urgência entra em ação. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025. Esse aumento se deve à reorganização da porta de entrada da urgência e emergência e à integração dos serviços, o que ampliou o acesso e tornou o cuidado mais ágil e seguro para a população. A mudança faz parte de um processo de reestruturação conduzido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que redefiniu fluxos internos e fortaleceu a integração entre pronto-socorro, cardiologia clínica, hemodinâmica e unidades de internação. A reorganização permitiu ampliar a capacidade de resposta da unidade, com maior resolutividade já no primeiro atendimento. “Passamos a atender não apenas casos complexos, mas também pacientes com problemas cardiovasculares de menor gravidade ou em fase inicial de investigação. Isso possibilita diagnóstico mais precoce e início mais rápido do tratamento”, explica Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia. Com a nova organização, o atendimento começa com triagem específica para sintomas cardíacos, avaliação médica imediata e realização de exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais. A avaliação rápida do risco do paciente, feita logo na chegada ao hospital, ajuda a equipe médica a decidir com mais precisão a conduta, seja observação, seja internação ou encaminhamento para procedimento especializado. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025 | Foto: Divulgação/IgesDF Além de ampliar o volume de atendimentos no Hospital de Base, a reorganização também contribuiu para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, permitindo que cada serviço atue de forma mais alinhada ao seu perfil assistencial. Atendimento que salva vidas Jonas Morais Sousa, de 53 anos, já havia sofrido dois infartos, em 2019 e 2020. Em janeiro deste ano, voltou a apresentar mal-estar e procurou o Hospital de Base. Após avaliação e exames, permaneceu internado. Mas uma infecção renal adiou a cirurgia cardíaca. Após estabilização clínica, ele foi submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida como ponte de safena, no dia 16 de fevereiro. Em recuperação, Jonas agradeceu o atendimento recebido. “Tudo o que tenho a dizer é parabéns a todos os profissionais. Cada um exerce sua função com dedicação, sempre com o mesmo objetivo. Desde a primeira vez em que infartei e fiquei internado aqui, só tenho a agradecer. Fui bem atendido e realizei todos os exames de que precisei”, afirmou. A aquisição de um novo angiógrafo em 2024 ampliou a estrutura tecnológica da unidade, que passou a contar com dois equipamentos em funcionamento na Hemodinâmica. Em 2025, o número de procedimentos realizados no setor cresceu 33% em comparação com o ano anterior. “Conseguimos expandir a oferta de exames e intervenções, o que impacta diretamente na rapidez do diagnóstico e no início do tratamento”, afirma Gabriel Kanhouche, chefe do setor. Como funciona o atendimento O fluxo começa na classificação de risco do pronto-socorro, com protocolo específico para sintomas cardiovasculares. Após avaliação médica e exames, o paciente pode ser encaminhado para observação, internação ou procedimento especializado. Mesmo depois da alta hospitalar, o acompanhamento ambulatorial garante a continuidade do cuidado. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base trata criança com malformação rara na pálpebra
Uma pequena mancha abaixo do olho direito de Anthony Theo, poucos dias após o nascimento, foi o primeiro sinal de que algo não estava bem. O que parecia apenas um machucado começou a escurecer e aumentar de tamanho ao longo das semanas, despertando a preocupação da família. “Foi desesperador. Eu nunca tinha visto nada parecido”, lembra a mãe do menino, Amanda Kelen Rodrigues da Silva. Hoje, com 1 ano e 9 meses, o menino passou por tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O caso envolveu uma rara malformação na pálpebra causada por um tumor benigno e exigiu tratamento especializado da equipe de oftalmologia. O Hospital de Base atende, em média, três casos por ano de tumores benignos na região ocular com características semelhantes. Por isso, após passar por outros serviços de saúde, mãe e filho chegaram ao HBDF, onde o caso foi acompanhado pela oftalmologista Stefânia Diniz. Segundo a médica, a condição é considerada incomum. Nascido com uma malformação rara na pálpebra, Anthony Theo passou por tratamento e cirurgia no Hospital de Base | Fotos: Divulgação/IgesDF Tratamento especializado O tratamento foi realizado em duas fases. Inicialmente, a equipe aplicou bleomicina, um medicamento usado para diminuir a lesão, reduzindo seu tamanho antes da etapa seguinte. Foram administradas três doses, com intervalo médio de 30 dias entre elas, o que permitiu diminuir a massa em mais da metade do tamanho original. Com a redução do tumor, foi possível realizar a cirurgia para retirada da parte remanescente da lesão e reconstrução da pálpebra. “Cauterizamos a área afetada e reconstruímos o local com um enxerto de pele retirado da parte de trás da orelha”, explica a cirurgiã oftalmologista. [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que a cicatriz se torne pouco perceptível ao longo do crescimento da criança. Anthony seguirá em acompanhamento periódico com a equipe de oftalmologia do hospital e realizará exames de vista para verificar se houve algum impacto na função visual. Para a mãe do menino, o atendimento recebido no Hospital de Base foi fundamental durante todo o processo. “Eu tinha muito receio de ele crescer com isso no rosto, de o tumor aumentar ainda mais e causar vergonha. Eu ainda não me acostumei a ver o rostinho dele assim tão lindo, mas daqui pra frente vai ser só alegria”, relata. *Com informações da Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base
A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento. A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade. Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata. "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco. “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia. "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV. *Com informações do IgesDF
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No Carnaval, prevenção também faz parte da festa
Carnaval é tempo de alegria, bloquinhos e muita gente nas ruas, mas também é um período em que aumentam os casos de mal-estar causados por desidratação e intoxicação alimentar. O calor intenso, o consumo de bebidas alcoólicas e a alimentação improvisada ao longo do dia formam uma combinação que pode transformar a festa em caso de emergência. Especialistas recomendam investir em alimentação saudável e reforçar a hidratação no período da folia | Foto: Divulgação/IgesDF Ana Cecília Nunes, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lembra que quem vai brincar deve encarar a folia como uma atividade que exige preparo e atenção à saúde. “O calor intenso e o esforço físico elevam a temperatura corporal, tornando o organismo mais suscetível à desidratação”, atenta. “Por isso, beber água regularmente é indispensável para evitar complicações.” Com exposição prolongada ao sol, esforço físico e longas horas em pé, o corpo perde líquidos mais rapidamente e fica mais vulnerável. Os cuidados valem para todos, mas devem ser ainda maiores no caso de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Olho vivo Manter a hidratação ao longo do dia é essencial para evitar sintomas como tontura, dor de cabeça e até desmaios. A recomendação é priorizar sempre a água, podendo intercalar com água de coco ou sucos naturais, que auxiliam na reposição de minerais perdidos pelo suor. “Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro” Tazio Vannim, médico infectologista do Hospital de Base Para quem optar por consumir bebidas alcoólicas, vale uma regra simples: beber um copo de água entre um drinque e outro. Isso porque o álcool contribui para a desidratação e pode mascarar sinais de cansaço extremo, aumentando o risco de mal-estar. Os principais sintomas de desidratação incluem sede intensa, boca seca, urina escura, tontura e fraqueza. Já a intoxicação alimentar pode causar náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre. Em casos de agravamento, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, a orientação é procurar uma unidade de saúde. Comida de rua Sair de casa sem se alimentar e passar horas pulando nos bloquinhos pode causar mal-estar, fraqueza e indisposição. Antes de iniciar a programação, o ideal é fazer uma refeição equilibrada, com carboidratos, proteínas e gorduras boas, garantindo saciedade e mais disposição durante o dia. O mais indicado é consumir frutas e manter a ingestão de líquidos. Lanches leves e de fácil digestão ajudam a repor energia sem sobrecarregar o organismo. Mesmo petiscos simples podem causar intoxicação alimentar se não estiverem armazenados ou preparados corretamente, por isso também se recomenda atenção à alimentação de rua. [LEIA_TAMBEM]Para reduzir os riscos, é importante observar as condições de higiene do local e como o alimento está sendo produzido, bem como se os produtos estão protegidos da luz solar e se a pessoa manuseia dinheiro separado da comida. Priorize vendedores de confiança e evite produtos que estragam facilmente, como os preparados com maionese, molhos e produtos que precisam de refrigeração constante. Prevenção Além dos cuidados com alimentação e hidratação, especialistas reforçam a importância da prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O uso de preservativo deve ser indispensável, principalmente em períodos festivos, quando aumentam os encontros casuais. “Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro”, aponta o médico infectologista Tazio Vannim, do Hospital de Base." Com cuidados redobrados, é possível curtir a folia com segurança e garantir que as lembranças do Carnaval sejam apenas de alegria.” *Com informações do IgesDF
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Diagnóstico precoce de Alzheimer ajuda pacientes e famílias a viverem com mais qualidade
Perder a memória aos poucos, repetir perguntas e apresentar mudanças de comportamento pode parecer algo natural do envelhecimento, mas nem sempre é. No caso do Alzheimer, reconhecer os sinais desde o início e buscar avaliação médica o quanto antes pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), cerca de 300 pacientes fazem acompanhamento ambulatorial para a doença, que é um dos focos da campanha Fevereiro Roxo, voltada à conscientização sobre enfermidades que não têm cura, mas podem ser tratadas. O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que vai deteriorando a cognição da pessoa, afetando toda a sua vida | Foto: Divulgação/IgesDF “As pessoas costumam achar que é algo normal da idade e demoram a procurar um médico, o que acaba atrasando o diagnóstico” Carlos Uribe, neurologista do Hospital de Base Foi o que aconteceu com a família de Jane Pimentel Meireles, que começou a suspeitar dos esquecimentos da mãe, Ornelina Medeiros Pimentel, quando ela tinha 70 anos. “Ela esquecia de conversas que tínhamos, esquecia das pessoas”, lembra. “Depois, o comportamento começou a ficar mais agressivo e ela passou a brigar com algumas pessoas”, relata ela. “Foi tudo muito estranho e fora do normal”. Desconfiada, Jane levou a idosa a consultas e exames que, ao final, apontaram o diagnóstico de Alzheimer. Manifestações A doença é um transtorno neurodegenerativo que consiste na deterioração progressiva da cognição, incluindo a memória, além de comprometer atividades cotidianas e causar alterações comportamentais. “O que estamos passando agora é ruim, mas sabemos também que é só o começo; eu tento não pensar muito, tento viver um dia de cada vez, porque sei que vem muito sofrimento para a gente e, principalmente, para ela”, afirma Jane. Hoje, Ornelina tem 77 anos e segue em acompanhamento no HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF). O neurologista do hospital, Carlos Uribe, explica que os primeiros sinais do Alzheimer costumam ser confundidos com sintomas comuns da idade mais avançada, o que pode atrasar o início do tratamento. Esquecimentos, mudanças de humor, repetições de perguntas e dificuldade de encontrar palavras estão entre os sintomas aos quais é importante prestar atenção Segundo o médico, é preciso atenção quando os esquecimentos e as mudanças de humor passam a comprometer o dia a dia. “As pessoas costumam achar que é algo normal da idade e demoram a procurar um médico, o que acaba atrasando o diagnóstico”, afirma. “Muitas vezes, é a família que nota algo errado e traz o idoso para uma avaliação”. Entre os sintomas mais frequentes estão a dificuldade para dirigir automóveis e encontrar caminhos conhecidos, repetição da mesma pergunta diversas vezes, dificuldade para acompanhar conversas e linhas de raciocínio, dificuldade para encontrar palavras ao se expressar, tendência ao isolamento e incapacidade de elaborar estratégias de resolução de problemas. Diagnóstico e tratamento Ao perceber sinais de Alzheimer ou de outros tipos de demência, o primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um médico clínico geral. É na UBS que começa o cuidado: o profissional faz a primeira avaliação, conversa com o paciente e a família, pede exames quando necessário e, se houver indicação, encaminha para o especialista, a fim de garantir um diagnóstico mais rápido e um acompanhamento adequado. A causa do Alzheimer ainda não foi identificada, mas acredita-se que fatores genéticos tenham influência. O risco de desenvolver a doença é maior quando há histórico familiar. Além disso, outros fatores, ligados principalmente ao estilo de vida, também estão envolvidos. [LEIA_TAMBEM]O diagnóstico é feito, geralmente, por exclusão, após a análise de exames laboratoriais e de imagem do cérebro, realizada em conjunto com uma avaliação das alterações cognitivas apresentadas por cada pessoa. Em alguns casos, podem ser utilizados outros testes diagnósticos específicos, como a análise do líquido cefalorraquidiano ou exames de medicina nuclear. Como não existe cura, o tratamento consiste em aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A progressão da doença varia de caso a caso, podendo ser mais agressiva ou mais leve. Apesar da gravidade, o neurologista lembra que o Alzheimer não é uma sentença de morte: “Muitas pessoas conseguem viver por anos após o diagnóstico e acabam falecendo por outras doenças, como câncer ou AVC [acidente vascular cerebral]. Então, elas morrem com a doença, e não em decorrência dela”. Também não existe uma forma de prevenção específica, mas já foi demonstrado é possível atrasar e até mesmo inibir a manifestação da doença com atitudes como a de manter a mente ativa e hábitos saudáveis — prática de atividades físicas, alimentação balanceada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o fumo, além de manter uma vida social ativa. “Quanto antes tivermos um diagnóstico, melhor”, alerta Carlos Uribe. “À medida que as pessoas se tornam mais conscientizadas sobre a situação, teremos maior facilidade para conversar e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.” *Com informações do IgesDF
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Hospitais e UPAs do DF ganham reforço na segurança
O sistema de videomonitoramento do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) começa, nesta terça-feira (3), a ser integrado à estrutura da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). A iniciativa conecta as centrais de monitoramento, para um acompanhamento conjunto nos hospitais e nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administrados pelo instituto, ampliando o alcance preventivo e a capacidade de resposta em situações que demandem o acionamento das forças de segurança. O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, pontua que a integração aumenta a proteção de quem utiliza e atua nas unidades de saúde: “A integração dos sistemas permite resposta mais rápida, atuação preventiva e presença mais efetiva do Estado onde as pessoas estão mais vulneráveis, sempre com respeito aos protocolos legais e à privacidade”. Com a integração, a resposta de possíveis ocorrências pode ser mais rápida | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a medida reforça o zelo com a população. “Segurança também é cuidado. Essa integração representa mais proteção para nossas equipes e para quem busca atendimento. Estamos falando de ambientes que funcionam 24 horas por dia, com grande fluxo de pessoas, e que precisam de respostas rápidas diante de qualquer situação de risco”, destaca. “Estamos falando de ambientes que funcionam 24 horas por dia, com grande fluxo de pessoas, e que precisam de respostas rápidas diante de qualquer situação de risco” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Nesta primeira etapa, a operação contempla o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as UPAs. O compartilhamento das imagens permite identificar ocorrências dentro e no entorno das unidades, reduzindo o tempo de acionamento das forças de segurança e fortalecendo a rede pública de proteção no Distrito Federal. Segundo o superintendente de Operações do IgesDF, Sávio Cavallari, a integração foi planejada para unir tecnologia, eficiência e respeito aos usuários. “Integramos tecnologia e segurança pública para proteger quem cuida e quem é cuidado. A resposta fica mais rápida e a privacidade é totalmente preservada. Não há custo adicional e todo o processo foi desenhado para não interferir na assistência”, enfatiza. O sistema utiliza recursos de análise inteligente de vídeo, capazes de identificar movimentações atípicas, invasões de perímetro, aglomerações ou objetos abandonados, sempre com foco preventivo. As câmeras integradas abrangem áreas externas estratégicas e espaços internos de circulação comum. Todo esse processo segue a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O projeto começa pelas UPAs e pelos hospitais de Base do Distrito Federal (HBDF) e Regional de Santa Maria (HRSM) A estrutura de gestão do projeto prevê que os perfis de acesso às imagens e os protocolos de resposta sejam definidos em ato conjunto entre o IgesDF e a SSP-DF. Todo o fluxo foi construído de forma integrada, com respeito aos protocolos sigilosos, às responsabilidades institucionais e às legislações vigentes. Resposta integrada [LEIA_TAMBEM]O coordenador de Infraestrutura de Tecnologia da Informação da SSP-DF, Hélio de Farias, reforça que a medida possibilita que todos os órgãos de proteção possam ter acesso às imagens em caso de alguma ocorrência nos hospitais: “Os policiais terão acesso imediato tanto durante operações quanto nas atividades diárias. Sendo aberta a ocorrência, é deslocada uma viatura até o local e, havendo indício de crime ou outra situação que exija intervenção, o procedimento segue conforme as normas da Segurança Pública”. O gerente de Operações de Segurança do IgesDF, Lucas Lustosa, explica que a estrutura do instituto já se encontra ativa. “O contrato de vigilância eletrônica prevê mão de obra qualificada, o que permitiu a operação imediata por profissionais treinados. O monitoramento está ativo desde 22 de novembro nas nossas unidades, e a fase atual envolve apenas ajustes finos de angulação e posicionamento das câmeras”, detalha. Para o gerente, a cooperação com a SSP-DF eleva o padrão de segurança nas unidades de saúde. “É um sistema que reforça a segurança de pacientes, colaboradores e usuários, sem alterar a rotina assistencial ou expor a intimidade de quem busca atendimento”, ressalta. *Com informações do IgesDF
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Centro de Trauma do Hospital de Base é recomendado a receber certificação nacional de excelência
O Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi recomendado, nesta quinta-feira (22), para receber a Certificação por Distinção da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma, no nível Platinum, o segundo mais alto da categoria. O reconhecimento atesta o compromisso da unidade com a melhoria contínua da qualidade assistencial e da segurança do paciente, além de consolidar o HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), como referência nacional no atendimento ao trauma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação. As demais unidades certificadas estão localizadas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. O processo é conduzido pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma das principais acreditadoras do Brasil, e envolve uma análise criteriosa e aprofundada dos serviços prestados. Para o superintendente do HBDF, Paulo Saad, a certificação reafirma a vocação do hospital para o atendimento a eventos traumáticos e representa o reconhecimento da qualidade do cuidado oferecido à população. “Esse documento é o resultado do esforço de muitas pessoas que trabalham juntas para salvar vidas e será o pontapé inicial para a busca de novas certificações em outros setores do hospital, que também atuam com excelência”, destaca. Segundo ele, a decisão de buscar uma certificação nacional foi um passo audacioso, pois exigiu submeter os serviços a um processo rigoroso de avaliação. “Nós nos colocamos à disposição para ter nossos processos julgados, analisados e auditados. O objetivo final não é apenas receber uma certificação, mas aprimorar, de forma contínua, a qualidade do serviço prestado”, afirma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o processo de certificação, foram avaliados o perfil epidemiológico da população atendida, o volume de pacientes vítimas de trauma, a agilidade no atendimento, a conformidade com protocolos de segurança e outros critérios técnicos relacionados à assistência. O chefe do Trauma do HBDF, cirurgião Renato Lins, ressalta que o reconhecimento reflete o trabalho desenvolvido pelas equipes e confirma que a unidade segue no caminho certo. “Isso demonstra que estamos preparados para oferecer o melhor atendimento possível às vítimas de trauma no Distrito Federal. É um resultado muito importante para todos nós e reforça a qualidade do serviço prestado”, pontua. Já o superintendente da Qualidade do IgesDF, Clayton Sousa, enfatiza que a certificação simboliza, acima de tudo, o compromisso permanente com a segurança do paciente. “Significa que o Hospital de Base está comprometido com o aprendizado contínuo, a melhoria permanente e a busca constante pela excelência”, afirma. Ele acrescenta que a certificação também gera impactos positivos na gestão. “Quando os processos são aprimorados, há menos desperdício e mais efetividade. Isso permite uma utilização mais racional dos recursos, com economia e melhor direcionamento dos investimentos”, explica. Análise da linha de cuidado A linha de cuidado do paciente politraumatizado é estruturada em quatro grandes fases, todas avaliadas de forma minuciosa pelos responsáveis pela certificação: o Centro de Trauma, o Centro Cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o andar de internação da Cirurgia Geral. Cada etapa possui objetivos assistenciais específicos e precisa atender a critérios técnicos detalhados. A auditoria final ocorreu ao longo de dois dias, período em que representantes do IQG inspecionaram as áreas avaliadas, dialogaram com os colaboradores, analisaram a efetividade dos protocolos e constataram a qualidade dos serviços prestados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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