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SUS completa 36 anos com histórias que mostram a importância da saúde pública

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Descobrir uma doença depois de meses buscando respostas. Fazer um exame que afasta a necessidade de uma cirurgia. Encontrar profissionais que oferecem atenção em meio a uma internação. Experiências como essas ajudam a traduzir, para além dos números, a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos brasileiros. Neste sábado (19/9), a Lei nº 8.080, que regulamentou a organização e o funcionamento do SUS, completa 36 anos. Sancionada em 19 de setembro de 1990, a legislação consolidou princípios e diretrizes do sistema de saúde previsto pela Constituição Federal de 1988. No Distrito Federal, unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) fazem parte dessa rede. No cotidiano dos serviços, histórias de pacientes e familiares mostram diferentes formas pelas quais a assistência se torna presente justamente quando alguém mais precisa. Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária, mas uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF   Aos 68 anos, Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária. Na unidade, uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata, permitindo que ele recebesse o acompanhamento adequado. “Do administrativo à assistência, eu não tive problema algum, pelo contrário: encontrei pessoas carismáticas, prestativas, resolutivas e atenciosas. Se eu não tivesse vindo para este hospital, talvez não tivesse descoberto o tumor”, relata. João Carvalho, 48, morador de Sobradinho II, chegou a uma unidade de pronto atendimento (UPA) com dores na região abdominal e suspeita inicial de apendicite. Depois de permanecer internado por alguns dias, foi encaminhado ao HRSM para realizar uma tomografia do abdômen. O exame descartou a suspeita e afastou a necessidade de cirurgia. “Esta investigação foi importante para esclarecer a causa dos sintomas que eu sentia e evitar um procedimento desnecessário”, conta João. Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC)   Aos 31 anos, Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele permaneceu internado por duas semanas para observação e recebeu atendimento da equipe de neurologia. “Fui atendido pelos melhores neurologistas do país e, assim que subi ao quarto, tive um excelente tratamento. Percebi que, apesar de algumas mazelas, é possível, sim, contar com a saúde pública de Brasília”, relata. O alcance do SUS vai muito além da assistência hospitalar. O sistema reúne serviços que vão da atenção primária aos atendimentos de média e alta complexidade, além de ações de vacinação, vigilância em saúde, transplantes, urgência e emergência. Embora mais de 52 milhões de brasileiros tenham plano de saúde, a maior parte da população depende exclusivamente dos serviços públicos. Segundo estudo da República.org, elaborado com base em dados do DataSUS, 75,3% dos habitantes do país utilizam exclusivamente os serviços oferecidos pelo SUS. IgesDF é 100% SUS No Distrito Federal, o IgesDF integra a rede pública de saúde e realiza atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde. O Instituto administra o Hospital de Base do Distrito Federal, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento. Os serviços atendem usuários do SUS de acordo com os fluxos da rede pública e o perfil assistencial de cada unidade. É nessa estrutura que histórias como as de Waldemar, João e Jonatas ajudam a mostrar, para além dos números, como o sistema está presente na vida de quem precisa de assistência.   *Com informações do IgesDF

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SUS oferece consulta gratuita no Hran para uma viagem mais segura

Passagem comprada, hospedagem reservada e malas quase prontas. Antes de embarcar, vale incluir mais um compromisso no roteiro: uma consulta médica. No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o Ambulatório do Viajante. O serviço gratuito orienta sobre vacinas, prevenção de doenças e outros cuidados importantes antes do embarque. O atendimento é personalizado. A consulta leva em conta o destino, o tempo de permanência e o perfil de cada viajante. Com essas informações, o profissional indica as vacinas recomendadas, explica os principais riscos da região e orienta como reduzir as chances de adoecer durante a viagem. O ambulatório não aplica vacinas. A consulta serve para indicar quais imunizantes são necessários, onde eles estão disponíveis e quais medidas de prevenção devem ser adotadas antes da viagem | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde   Cuidados preventivos O ambulatório não aplica vacinas. A consulta serve para indicar quais imunizantes são necessários, onde eles estão disponíveis e quais medidas de prevenção devem ser adotadas antes da viagem. Quem viaja para áreas com maior circulação de doenças também recebe orientações sobre cuidados com água e alimentos, prevenção contra doenças transmitidas por mosquitos e riscos como a trombose em voos longos. Quando necessário, o médico também prescreve medicamentos preventivos. Viagem segura O Ambulatório do Viajante funciona desde 2014. A recomendação é agendar a consulta pelo menos 30 dias antes da viagem. O atendimento é gratuito e ocorre às terças e quintas-feiras, das 14h às 18h. O agendamento pode ser feito pelos e-mails agendamentocriehran@gmail.com e hran.cri@saude.df.gov.br ou pelo telefone (61) 3449-4733. No dia da consulta, é preciso apresentar documento de identificação, Cartão SUS e cartão de vacinação.  

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Região Oeste debate prioridades para fortalecer SUS em Conferência Regional de Saúde

Como parte da programação das Conferências Regionais de Saúde do Distrito Federal, a Região Oeste realizou seu encontro nesta quinta-feira (25). Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da área e gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) discutiram os principais desafios da saúde pública na área que abrange Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol.  O superintendente e presidente da Conferência Regional da Região Oeste, Cézar Renk, ressalta que a construção coletiva é essencial para ampliar a qualidade da assistência prestada à população. “O avanço da saúde pública depende da construção conjunta entre todas as frentes. É esse diálogo que fortalece a região Oeste e ajuda a enfrentar nossos desafios", avalia.  As propostas construídas durante os debates serão apresentadas na 12ª Conferência Distrital de Saúde (CDS), que ocorre em 2027. Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, as conferências regionais ocorrem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle / Agência Saúde DF   Participação social Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, as conferências regionais ocorrem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do DF. Nessa etapa, a participação é livre para toda a população. Representando os usuários do SUS, Eduardo Fleury reforça que o espaço permite levar as experiências e as necessidades da população para o centro das discussões. “A participação da sociedade é essencial, pois é dela que surgem contribuições para melhorar a nossa saúde. Quando compartilhamos, ajudamos a apontar caminhos para aperfeiçoar os serviços." “A participação da sociedade é essencial, pois é dela que surgem contribuições para melhorar a nossa saúde. Quando compartilhamos, ajudamos a apontar caminhos para aperfeiçoar os serviços" Eduardo Fleury, representante dos usuários do SUS Na região Oeste os três segmentos de participantes se dividiram em grupos para discutir quatro eixos temáticos: democracia, direito à saúde e soberania nacional; financiamento do SUS; desafios relacionados às emergências climáticas e à justiça socioambiental; e modelos de atenção, gestão e cuidado integral.  “O envolvimento dos três segmentos é fundamental para construir propostas viáveis. É ouvindo quem utiliza os serviços que conseguimos apontar prioridades para a saúde pública”, afirma a coordenadora-adjunta da 12ª CDS e membro do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Fátima Rôla. Para o representante dos trabalhadores e presidente do Conselho de Saúde de Brazlândia, Jefferson Júnior, quem atua diariamente na assistência também tem papel decisivo nesse processo. “O profissional está na linha de frente do atendimento, orienta a população e contribui diretamente para o funcionamento do SUS. Sua participação é indispensável nessa etapa”, aponta.  Próximas etapas Após a aprovação do Relatório Final da 12ª CDS, o documento é oficialmente enviado à Comissão Organizadora Nacional, onde as diretrizes aprovadas no DF são integradas aos relatórios dos demais estados, compondo o Relatório Consolidado Nacional. Esse instrumento serve de base para as deliberações e votações da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), prevista para julho de 2027.   *Com informações da SES/DF

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Delegação da Etiópia visita rede pública de saúde do DF

Representantes do Ministério da Saúde da Etiópia e de instituições parceiras estiveram no Distrito Federal para uma visita às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O encontro focou a troca experiências entre os dois países e apresentou práticas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o debate sobre estratégias de gestão, financiamento e organização dos serviços de saúde. Nesta quarta-feira (24), a delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF. A programação incluiu a observação das rotinas de atendimento e a apresentação da estrutura responsável por organizar o acesso da população aos serviços da rede pública na capital. “É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países”, afirma o coordenador de APS da SES-DF, Afonso Mendes. A delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF   Em busca de exemplos A missão internacional busca promover o intercâmbio técnico sobre temas essenciais para os sistemas públicos de saúde. Entre os assuntos debatidos estão Estratégia Saúde da Família, governança descentralizada e tripartite do SUS, financiamento baseado em desempenho e qualificação da força de trabalho, entre outros.  A visita ocorre em um momento em que a Etiópia deseja aperfeiçoar seu sistema de saúde por meio de uma reforma sanitária. Nesse contexto, o país tem analisado experiências internacionais consideradas referências na área e identificou no SUS exemplos que podem auxiliar na construção de políticas voltadas à ampliação do acesso e à melhoria do cuidado oferecido à população.  “É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países” Afonso Mendes, coordenador de Atenção Primária à Saúde Para o assessor técnico da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Danylo Vilaça, o intercâmbio beneficia não apenas a Etiópia, mas também fortalece a cooperação entre os países. “Depois da pandemia, ficou evidente a importância de sistemas universais de saúde capazes de promover vacinação, prevenção e atendimento integral. Compartilhar experiências acumuladas ao longo de mais de 30 anos do SUS contribui para que outros países fortaleçam seus sistemas e para que possamos enfrentar juntos desafios que são globais”, avalia.   * Com informações da SES/DF

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Gestores públicos de Saúde discutem aprimoramento do SUS

Por trás de cada atendimento realizado, consulta agendada ou leito disponibilizado, existem decisões, processos e estratégias que ajudam a garantir que o cuidado chegue a quem mais precisa. Foi com esse olhar voltado ao fortalecimento da saúde pública que a Controladora Interna do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Vanessa Tchelzoff, participou nesta terça-feira (23) da 3ª Maratona Temática: Saúde Pública, promovida pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). O evento reuniu gestores, especialistas e representantes de órgãos de controle de diferentes regiões do país para compartilhar experiências e discutir caminhos capazes de aprimorar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo da programação, foram debatidas iniciativas voltadas à inovação, governança, eficiência dos serviços e fortalecimento de políticas públicas. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes de órgãos de controle de diferentes regiões do país para compartilhar experiências e discutir caminhos capazes de aprimorar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação IgesDF Representando o IgesDF, a gestora integrou a mesa de debate "Experiências de Terceirização da Saúde no DF" em um espaço dedicado à reflexão sobre diferentes modelos de contratualização utilizados em parceria com o Estado. A discussão abordou desafios operacionais, mecanismos de controle e boas práticas capazes de assegurar mais qualidade, responsabilidade e transparência na prestação dos serviços oferecidos à população. Para a controladora interna, momentos como esse são fundamentais para promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer soluções que contribuam para uma assistência cada vez mais qualificada. "Foi uma oportunidade valiosa para aprofundarmos o debate sobre modelos de gestão, compartilharmos experiências e refletirmos sobre mecanismos que garantam a qualidade na entrega final ao cidadão. O controle aliado à gestão estratégica é um importante instrumento para o fortalecimento da saúde pública", destaca. Segundo Vanessa, a participação do Instituto em fóruns de discussão e construção coletiva reforça o compromisso permanente com a melhoria dos serviços prestados à população do Distrito Federal. "Quando diferentes instituições se reúnem para compartilhar aprendizados e discutir boas práticas, todos ganham. Essas trocas ajudam a aperfeiçoar processos, ampliar a eficiência e fortalecer uma cultura de responsabilidade que impacta diretamente a experiência do paciente dentro da rede de saúde", acrescenta. Mais do que discutir modelos de gestão, encontros como a Maratona Temática evidenciam que uma saúde pública de qualidade também é construída por meio do diálogo, da cooperação e da busca constante por aprimoramento. "O controle, aliado à gestão estratégica, é o caminho para uma saúde pública cada vez mais robusta e eficiente no nosso DF", finaliza a controladora interna do Instituto.   *Com informações do Iges/DF

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GDF participa de trabalho integrado para aumentar índice de vacinação

Em evento sobre a recuperação das coberturas vacinais no Brasil, realizado nesta terça-feira (16), o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, destacou a importância da atuação conjunta e tripartite (União, estados e municípios) para impedir a volta de doenças aos territórios.  "Quando temos a diminuição da cobertura vacinal, temos também a quebra de diversas barreiras protetivas que foram construídas há décadas. Assim, precisamos voltar a nos preocupar com enfermidades que deixaram de representar riscos à saúde populacional", afirmou o titular da pasta.  A II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O encontro reuniu gestores, especialistas e representantes de instituições ligadas ao setor para discutir estratégias de fortalecimento da imunização no país. II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) | Foto: Divulgação SES/DF   A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS), Mariângela Galvão, endossou o trabalho coletivo. “O fortalecimento da imunização só pode ser fruto de uma atuação integrada, feita por todo o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem trabalhado continuamente." Troca de experiências Organizada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a mostra buscou propiciar debates e troca de soluções entre as secretarias estaduais. As experiências bem-sucedidas abordaram pontos como: apoio técnico aos municípios e ações de educação permanente; ações para facilitar o acesso às vacinas; campanhas de comunicação e ações de enfrentamento da desinformação; e integração de dados. Tema central do encontro, a atuação da Atenção Primária à Saúde (APS) mostrou-se indispensável para o alcance da cobertura vacinal. “Falar de recuperação da imunização é, também, falar do fortalecimento da APS, de acolher e oferecer acesso", afirmou o diretor de Saúde da Família do MS, José Eudes Barroso. Representada principalmente pelas unidades básicas de saúde (UBSs), a APS foi apontada como fundamental para garantir acesso à vacinação e estreitar o vínculo com as comunidades.  “Esse evento é importante para destacar o papel essencial que o SUS tem no programa de imunização, principalmente pela capilaridade da atenção primária. As experiências comprovam essa capacidade de atuação”, argumentou a representante-adjunta da Opas, Elisa Prieto. [LEIA_TAMBEM] Desafios Embora mostre avanços, as ações de proteção ainda enfrentam desafios. Especialistas alertaram sobre a desinformação e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde.  Para a representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Kandice Falcão, presenciar o que tem sido feito pelo Brasil permite pensar em estratégias para enfrentar os desafios. “Quanto compartilhamos experiências, multiplicamos os resultados. Vivenciamos a capacidade de mobilização que o SUS tem.”   *Com informações da SES/DF

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Hospital Regional de Sobradinho ganha UTI reformada e equipamentos de ponta

Após receber uma ampla reforma, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Sobradinho (HRS) volta a operar com uma estrutura totalmente modernizada, novos equipamentos e maior capacidade de monitoramento dos pacientes. O investimento de R$ 1,5 milhão fortalece a rede pública de saúde do Distrito Federal ao qualificar o atendimento de alta complexidade, aumentar a segurança assistencial, oferecer melhores condições de cuidado para pacientes em estado crítico e melhorar as condições de trabalho das equipes multiprofissionais. A governadora Celina Leão entregou a unidade nesta terça-feira (16). “Estão acontecendo várias reformas de centros de UTI na nossa rede pública de saúde. Obras assim chegam a emocionar. Entregar um espaço adequado como esse, para nossa equipe de saúde, é dar uma condição de trabalho e melhorar o atendimento aos pacientes. É uma estrutura com todos os níveis de suportes. Toda semana nós estamos inaugurando espaços novos, 100% reformados e é com o que tem de mais moderno. Hoje nós não perdemos para nenhuma UTI particular. E é com monitoramento central e todos os leitos aqui também vão ter suporte de hemodiálise, para a gente não ficar transferindo o paciente com hemodiálise”, destacou a governadora. Governadora Celina Leão: "Entregar um espaço adequado como esse para nossa equipe de saúde é dar uma condição de trabalho e melhorar o atendimento aos pacientes. É uma estrutura com todos os níveis de suportes" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília   Um dos grandes destaques da nova UTI é a atualização tecnológica. A unidade foi equipada com um sistema de monitoramento global de leitos, permitindo que a equipe acompanhe os sinais vitais dos pacientes em tempo real. Além disso, o setor, agora, conta com equipamento portátil de hemodiálise, o que possibilita a realização de terapias contínuas ou agudas diretamente à beira do leito. Essa infraestrutura foi planejada para garantir o controle de infecções, promover maior privacidade e otimizar os fluxos de atendimento.   Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, as melhorias impactam diretamente a segurança do paciente crítico e a redução de eventos adversos, consolidando a humanização do cuidado. “Nós sabemos que, com o envelhecimento da população, temos uma demanda cada vez maior por esse tipo de leito, que é um leito nobre. E aqui nós revitalizamos 10 leitos de UTI. Antes, nem todos tinham pontos de diálise. Agora, temos 10 pontos de diálise na UTI. E também estão com isolamento e telemetria, ou seja, no posto de enfermagem, nós conseguimos acompanhar como estão os dados vitais do paciente. Isso é fundamental para trazer segurança aos nossos pacientes”, afirmou. “Nós sabemos que, com o envelhecimento da população, temos uma demanda cada vez maior por esse tipo de leito, que é um leito nobre. E aqui nós revitalizamos 10 leitos de UTI. Antes, nem todos tinham pontos de diálise. Agora, temos 10 pontos de diálise na UTI" Juracy Lacerda, secretário de Saúde A governadora Celina Leão aproveitou para reforçar a estratégia de inserir novos aparelhos de exames. “Aqui também já começou a reforma para chegar o tomógrafo. Nós estamos determinando que os hospitais tenham um tomógrafo, para a gente não transportar mais pacientes para fazer exames. Estamos fazendo um estudo também para ressonância, que é um pouco mais caro, mas a gente quer também em todos os nossos hospitais, para diminuir esse transporte de passageiros”, acrescentou. O diretor do HRS, Bruno Guedes, destaca que as obras simbolizam um salto importante para o hospital. “Essa reforma representa um sonho. Quando a gente vê a alegria dos servidores… O pessoal brinca que agora a gente tem o HRS Star, por conta do nível , qualidade e de toda a tecnologia, que é o que o nosso usuário merece. O paciente do SUS merece o melhor. Com a ampliação, são dois leitos a mais, o que representa 140 pacientes a mais atendidos em um ano. Hoje nós temos dois leitos com isolamento e 10 leitos com hemodiálise, e isso é um diferencial. O usuário vai encontrar uma estrutura bonita, funcional e limpa, mas vai encontrar também uma equipe muito bem treinada para fazer o acolhimento, para fazer gestão com indicadores. Hoje, o protocolo de segurança do paciente é fundamental, e agora está completamente instalado dentro da UTI. Então, a estrutura junto com a mudança do processo de trabalho, não vai ter UTI melhor”, comemorou. O investimento de R$ 1,5 milhão fortalece a rede pública de saúde do Distrito Federal ao qualificar o atendimento de alta complexidade Investimentos contínuos A reforma do HRS integra o processo contínuo do Governo do Distrito Federal (GDF) de fortalecimento da rede hospitalar, garantindo maior resolutividade e eficiência na assistência de alta complexidade. As obras, iniciadas no segundo semestre de 2025, englobaram uma reestruturação completa da unidade. As intervenções incluíram desde a renovação das instalações elétricas e hidráulicas e a modernização do sistema de climatização, até a readequação integral aos padrões técnicos e normas sanitárias vigentes. A nova estrutura física passa a contar com oito leitos de terapia intensiva e dois leitos destinados ao isolamento. Nessa segunda-feira (15), a governadora Celina Leão entregou as obras de modernização do pronto-socorro do Hospital Regional de Planaltina (HRPl) e um novo aparelho de tomografia para a unidade de saúde. As medidas, que tiveram investimento inicial de R$ 1 milhão em contratos de manutenção, adequaram a unidade para atender uma população estimada em quase 219 mil habitantes, além de moradores de municípios goianos do Entorno, como Água Fria e Formosa. As ações ocorreram durante a passagem do programa GDF na Sua Porta pela cidade. [LEIA_TAMBEM] Mais vagas para exames de imagem Segundo a Secretaria de Saúde, o DF tem 13 hospitais estruturados, mas nem todos terão tomógrafos, devido a limitações de espaço físico ou perfil assistencial. Os hospitais de Planaltina e Gama já receberam novos equipamentos, enquanto a substituição de tomógrafos está em andamento nos hospitais de Sobradinho, Ceilândia e Materno Infantil de Brasília. As próximas unidades contempladas serão Samambaia e Taguatinga. No total, serão sete tomógrafos. A distribuição dos aparelhos deve ocorrer da seguinte maneira: - Um em Planaltina, já entregue e instalado. - Seis para substituições: Hospital Regional do Gama já entregue e instalado; Hospital Regional de Ceilândia, em fase final de instalação; Hospital Regional de Sobradinho, em fase de entrega; Hospital Materno Infantil, em fase de entrega; Hospital Regional de Samambaia, em preparação para receber; e Hospital Regional de Taguatinga aguarda empenho para receber. A oferta de ressonância já está ampliada, e a fila, zerada. Hoje, há um equipamento no IgesDF de ressonância, com previsão de aquisição de mais quatro equipamentos para reforçar a rede.

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Botox oferecido pelo SUS ajuda pacientes a recuperar movimentos e qualidade de vida

Conhecida pelos usos estéticos, a toxina botulínica — botox — também é uma importante aliada no tratamento de pacientes com tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas. Referência nesse tipo de atendimento na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base realiza cerca de 240 atendimentos por mês, ajudando pacientes a recuperar movimentos, reduzir dores e ganhar mais qualidade de vida. Um dos pacientes beneficiados é Darlan Souza Sobrinho, de 44 anos. Depois de ser baleado na cabeça, em 2011, ele passou a conviver com limitações severas de mobilidade. As sequelas neurológicas provocaram o aumento involuntário da contração muscular, que dificulta movimentos simples do dia a dia. Desde então, a mãe dele, Maria Gonçalves de Souza, assumiu integralmente os cuidados com o filho. “Ele fica com o corpo todo rígido. Para colocá-lo no carro ou dobrar as pernas, por exemplo, é muito difícil. Exige bastante esforço", relata. O tratamento de Darlan Souza Sobrinho evoluiu depois do início do uso de toxina botulínica | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Na busca por mais conforto e qualidade de vida para Darlan, a família encontrou no Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), um importante aliado: o tratamento com aplicação de toxina botulínica. A aplicação ajuda a reduzir a atividade muscular excessiva e é indicada para casos de tremores, espasmos, distonias e outras condições que provocam contrações involuntárias. Segundo o neurologista Flávio Faria, do HBDF, o procedimento não cura a doença de base, mas proporciona alívio significativo dos sintomas e melhora a funcionalidade dos pacientes. "Essas doenças podem provocar contrações musculares involuntárias que causam dor e dificultam atividades simples, como movimentar o pescoço ou até mesmo abrir os olhos. A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente", explica. O especialista destaca que o tratamento precisa ser realizado periodicamente, geralmente a cada três meses, período correspondente à duração média dos efeitos da medicação. Além dos transtornos do movimento, a aplicação é indicada para pessoas com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico e paralisia cerebral. "A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente" Flávio Faria, neurologista Maria acompanha de perto os resultados no filho e afirma que as mudanças são perceptíveis após cada sessão. "Ele fica mais maleável, consegue movimentar melhor os braços e as pernas. Parece até mais leve. É um tratamento que ajuda muito", comemora. Referência na rede pública O ambulatório de aplicação de toxina botulínica do Hospital de Base é a principal referência da rede pública do Distrito Federal para esse tipo de tratamento. Entre os pacientes atendidos está Vilmar Neres de Sousa, que passou a sofrer com espasmos involuntários na face, especialmente na região da mandíbula. “Quando cheguei ao hospital, minha boca estava toda torta. Eu tinha dificuldade para conversar e até para me alimentar", relembra. Em acompanhamento desde 2020, ele afirma que a melhora após as aplicações é evidente. "Sinto muita diferença. É um tratamento que me ajuda bastante e faz toda a diferença na minha rotina", conta. [LEIA_TAMBEM]Acesso ao tratamento Pacientes que apresentam tremores, espasmos ou outros distúrbios do movimento devem procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para avaliação médica. Quando necessário, são encaminhados para atendimento especializado com fisiatra, neurologista ou neurocirurgião e, posteriormente, para o ambulatório do Hospital de Base. A toxina botulínica é disponibilizada gratuitamente pela rede pública, por meio das farmácias de alto custo. Os pacientes em tratamento retiram a medicação e a levam ao hospital para aplicação pelos especialistas. *Com informações do IgesDF  

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Pesquisa de profissional da ESP/DF recebe prêmio internacional

Uma pesquisa desenvolvida por Beatriz Maciel, ex-aluna da 11ª turma do mestrado profissional em Ciências para a Saúde da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e servidora da Secretaria de Saúde (SES-DF),  recebeu reconhecimento internacional na 22nd Biennial International Conference on Human Retrovirology: HTLV and related viruses, realizada na Filadélfia (EUA) entre os dias 3 e 6 deste mês. A pesquisa “Impact of antenatal HTLV-1/2 screening on vertical transmission in Distrito Federal, Brazil” demonstra a eficácia de medidas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir a transmissão vertical do HTLV, vírus que pode passar da mãe para o bebê durante a gestação, no parto ou na amamentação. O trabalho em formato de pôster recebeu a premiação Runner Up Poster Prize, um reconhecimento internacional pela qualidade científica, clareza da apresentação e relevância do tema. Os resultados mostraram que a identificação precoce das gestantes, aliada à adoção de medidas preventivas, como a não amamentação, o uso de cabergolina e a oferta de fórmula láctea infantil, contribuíram para interromper a transmissão do vírus da mãe para o bebê. O trabalho foi resultado da dissertação de mestrado da servidora, intitulada “Transmissão vertical do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) no Distrito Federal: uma realidade?”, orientada pela docente Aline Imoto. “Foi um momento muito emocionante, porque esse reconhecimento internacional valoriza uma pesquisa produzida a partir da realidade do SUS e voltada para um problema de saúde pública ainda pouco visibilizado”, destaca Beatriz Maciel. Segundo a pesquisadora, o estudo permitiu identificar desafios na organização da linha de cuidado e na orientação às mulheres e famílias acompanhadas pelos serviços de saúde | Foto: Divulgação Fapecs/DF DISSERTAÇÃO Segundo a pesquisadora, o estudo permitiu identificar desafios na organização da linha de cuidado e na orientação às mulheres e famílias acompanhadas pelos serviços de saúde. “O HTLV ainda é uma infecção pouco conhecida, apesar de seus impactos na saúde e do risco de transmissão vertical. Ao produzir dados locais e materiais educativos, a pesquisa contribui para dar visibilidade ao tema, apoiar profissionais de saúde e qualificar a orientação às gestantes e famílias”, afirma. O Distrito Federal realiza a testagem para HTLV no pré-natal desde 2013, antes mesmo da incorporação nacional do exame pelo SUS, o que contribuiu para a construção de uma experiência local relevante para a prevenção da transmissão vertical. “Esse reconhecimento internacional valoriza uma pesquisa produzida a partir da realidade do SUS e voltada para um problema de saúde pública ainda pouco visibilizado” Beatriz Maciel, pesquisadora   Além da dissertação, a pesquisa resultou na produção de cartazes e materiais educativos destinados a profissionais de saúde, gestantes e familiares, ampliando o alcance das informações sobre prevenção e cuidado. O desenvolvimento desses produtos contou com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para Beatriz Maciel, a principal contribuição do trabalho está na aproximação entre a produção científica e a prática dos serviços de saúde. “É uma pesquisa que nasce de uma demanda concreta da saúde pública e dialoga diretamente com a necessidade de organizar melhor a resposta ao HTLV no SUS”, disse. Segundo Beatriz, “ela une vigilância, assistência, educação em saúde e produção de tecnologias aplicadas ao cuidado”. O que é o HTLV O HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas) foi o primeiro retrovírus humano oncogênico causador de doença infecciosa a ser descoberto, na década de 1980. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LT CD4+) e possui a capacidade de imortalizá-las, fazendo com que percam sua função de defender o organismo. As formas de transmissão do HTLV são a vertical (de mãe infectada para o filho) durante a amamentação e, mais raramente, durante a gestação, relação sexual desprotegida (sem uso de preservativo) com parceiro infectado e o compartilhamento de seringas e agulhas.   *Com informações da Fapecs

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Comunicação não violenta fortalece liderança e contribui para atendimento mais humanizado no SUS

A construção de ambientes mais seguros, colaborativos e humanizados foi o foco do sétimo encontro da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quarta-feira (20). Com a palestra “Comunicação não violenta na liderança: construindo ambientes de confiança”, gestores e assessores refletiram sobre como a escuta ativa, a empatia e a qualidade das relações profissionais impactam diretamente o atendimento prestado aos pacientes nas unidades assistenciais do Sistema Único de Saúde (SUS).    Participantes da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) do IgesDF | Fotos: Divulgação/IgesDF "Quando você começa a aplicar a técnica da comunicação não violenta, você tem um ganho na equipe, constrói um ambiente mais seguro e, consequentemente, vai ter uma equipe com maior performance" Ronaldo Silvestre da Costa, assessor técnico da CPLAM e membro da CAC    A formação foi conduzida por Ronaldo Silvestre da Costa, assessor técnico da Coordenação de Planejamento e Monitoramento de Contratações (CPLAM) e membro da Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão (CAC). Durante o encontro, ele destacou que a comunicação não violenta vai além das relações internas e reflete diretamente na assistência oferecida à população. "Quando você começa a aplicar a técnica da comunicação não violenta, você tem um ganho na equipe, constrói um ambiente mais seguro e, consequentemente, vai ter uma equipe com maior performance. Isso reflete na ponta, em um atendimento com mais qualidade e uma escuta mais ativa do próprio paciente que busca os nossos serviços", afirma. Segundo Ronaldo, um dos principais desafios das organizações está na qualidade das relações interpessoais. Ele ressaltou que, muitas vezes, equipes tecnicamente qualificadas deixam de alcançar melhores resultados devido a falhas de comunicação e dificuldades no relacionamento entre os profissionais. "Às vezes, temos profissionais muito bons tecnicamente, mas as relações não estão boas. A liderança precisa identificar e trabalhar essas questões para fortalecer o time e melhorar a performance", explica.   No encontro foi abordada a importância da escuta ativa, da linguagem positiva, da validação de sentimentos e da criação de espaços seguros para diálogo  Ao longo da palestra, foram desenvolvidas atividades práticas que incentivaram os participantes a refletir sobre autenticidade, clareza na comunicação e construção de vínculos de confiança dentro das equipes. O palestrante também abordou a importância da escuta ativa, da linguagem positiva, da validação de sentimentos e da criação de espaços seguros para diálogo. "Muitas vezes, colocamos máscaras nos ambientes em que estamos. Precisamos refletir sobre que tipo de ambiente estamos construindo e se existe confiança dentro da instituição", destaca Ronaldo.  Observação sem julgamento [LEIA_TAMBEM]O debate também trouxe reflexões sobre liderança baseada em acolhimento, e não em medo. Ronaldo lembrou que, frequentemente, profissionais deixam empresas, equipes ou projetos não pelo trabalho em si, mas pela forma como são tratados no dia a dia. Durante o encontro, foram apresentados princípios da Comunicação Não Violenta (CNV), como observação sem julgamento, empatia, escuta ativa e expressão respeitosa de sentimentos e necessidades. A metodologia busca transformar a comunicação por meio do diálogo construtivo e da compreensão mútua, fortalecendo relações profissionais mais saudáveis. Para o palestrante, iniciativas como o PDL representam um investimento direto no desenvolvimento humano dos colaboradores e na melhoria contínua dos serviços prestados pelo IgesDF. “O programa traz esse aspecto da formação. É uma pausa para refletir, compartilhar experiências e entender como boas práticas de comunicação podem melhorar nosso trabalho, dar mais fluidez aos processos e fortalecer a assistência prestada nas unidades”, conclui. Oportunidade de rever atitudes A analista executiva da assessoria de comunicação (Ascom) do instituto, Anna Beatriz Vieira, ressaltou que o momento gerou um ótima oportunidade para rever ações e atitudes do dia a dia. "O PDL nos cria cenários onde podemos acompanhar as experiências de outros setores e levá-las para nossa realidade", comenta.  "Capacitar os gestores nesse tema contribui diretamente para o desenvolvimento de equipes mais engajadas, para a melhoria do clima organizacional e para uma cultura institucional pautada na empatia e no respeito" Tatiana Marra, chefe do NUCDC O Programa de Desenvolvimento de Liderança promove encontros periódicos voltados para o fortalecimento das competências de liderança no IgesDF, estimulando o desenvolvimento humano, a melhoria das relações interpessoais e a construção de uma cultura organizacional mais acolhedora e eficiente. A iniciativa é desenvolvida pela Superintendência de Pessoas, por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), e integra as ações voltadas ao fortalecimento das lideranças da instituição. "Promover espaços de diálogo sobre comunicação não violenta é essencial para o fortalecimento das lideranças e para a construção de relações de trabalho mais saudáveis, respeitosas e colaborativas. Capacitar os gestores nesse tema contribui diretamente para o desenvolvimento de equipes mais engajadas, para a melhoria do clima organizacional e para uma cultura institucional pautada na empatia e no respeito", completa a chefe do NUCDC, Tatiana Marra. *Com informaçõs da IgesDF  

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Mais de mil novos servidores da Saúde são acolhidos em evento de integração no DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) acolheu, nesta terça-feira (5), mais de mil novos servidores nomeados no início deste ano. A integração envolveu técnicos de enfermagem, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, agentes de Vigilância Ambiental (Avas), agentes comunitários de saúde (ACSs) e auditores. O objetivo foi apresentar as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura organizacional da pasta. Encontro teve como objetivo apresentar as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura organizacional da pasta | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O programa de integração, coordenado pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), é considerado uma etapa estratégica para fortalecer o vínculo institucional e garantir que os novos profissionais iniciem suas atividades alinhados às políticas de saúde e às responsabilidades de cada função. Durante o encontro, o secretário-executivo de Gestão Administrativa, Valmir Lemos, destacou a importância do compromisso com o serviço público. “A cada dia que vocês saem para trabalhar, pensem no quão difícil foi para vocês chegarem até a SES-DF e lembrem que o serviço não é o fim, é o meio. Se você estiver fazendo o seu melhor e a sua equipe o melhor, com certeza, a saúde estará ganhando.” A subsecretária de Gestão de Pessoas (Sugep), Eliete Santana, reforçou o caráter humano da atuação na saúde: “Hoje não é apenas o início de uma jornada profissional, é o início de uma missão. O que une vocês é o cuidado, a escuta”. Recém-nomeada, a cirurgiã-dentista Carolina de Figueiredo destacou a importância da experiência no SUS: “Você pode realmente ajudar, passar para as pessoas a importância da saúde, do autocuidado” Demanda A subsecretária de Atenção Integral à Saúde (Sais), Raquel Mesquita, ressaltou que a chegada dos novos servidores atende a uma demanda da rede pública. “Esse não é um sonho só de vocês, nós também estávamos ansiando por essas nomeações. Contem conosco para prover um melhor ambiente de saúde”, declarou. [LEIA_TAMBEM]Recém-nomeada, a cirurgiã-dentista Carolina de Figueiredo relembrou o esforço até a aprovação. “Sempre acreditei que daria certo. Quando saiu o anúncio das nomeações, fiquei muito feliz. O meu nome estava entre os convocados”, celebrou. Já atuando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Samambaia, a profissional destacou a receptividade da equipe e a importância da experiência no SUS. “Chego na SES-DF com a sensação de que, na rede pública, posso colocar em prática a ontologia que idealizo. Poderei realmente ajudar as pessoas”, revelou Carolina. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Profissionais de saúde do DF passam a usar plataforma científica para apoiar decisões clínicas

Decisões médicas mais seguras, diagnósticos mais precisos e atendimento mais qualificado para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) passou a oferecer a colaboradores e pesquisadores acesso gratuito à ClinicalKey, uma das principais plataformas internacionais de conteúdo científico na área da saúde. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Emanuela Dourado, a iniciativa reforça o compromisso com uma assistência cada vez mais qualificada e centrada no paciente. “Ao ampliar o acesso ao conhecimento científico atualizado, aprimoramos a tomada de decisão dos profissionais, promovemos maior segurança ao paciente e consolidamos o instituto como um ambiente de ensino, pesquisa e inovação”, destaca. Arte: IgesDF A ferramenta reúne livros, periódicos, protocolos clínicos, diretrizes, calculadoras médicas e conteúdos multimídia que auxiliam profissionais a tomar decisões mais rápidas, seguras e baseadas em evidências dentro das unidades de saúde. Na prática, isso representa mais precisão na assistência, redução de riscos e maior segurança para o paciente. Mais do que uma base de dados, a ClinicalKey funciona como um ambiente de aprendizagem que aproxima a produção científica da rotina hospitalar, fortalecendo a atuação de médicos, enfermeiros, residentes, pesquisadores e demais integrantes da equipe multiprofissional. Disponível para toda a equipe, a plataforma integra diferentes áreas em torno de um objetivo comum: transformar informação qualificada em decisões mais assertivas. Seja na assistência, na pesquisa ou na gestão, o acesso ao conhecimento passa a ocupar papel ainda mais estratégico na construção de uma saúde pública mais eficiente e segura. Profissionais mais qualificados, atendimento mais seguro "Queremos impulsionar a formação contínua de residentes, estagiários e colaboradores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão da prática assistencial" Paulo Estevão, gerente de Ensino da Diep De acordo com o gerente de Ensino da Diep, Paulo Estevão, no ritmo intenso das unidades de saúde — onde cada decisão impacta diretamente a vida dos pacientes —, o acesso imediato a revisões clínicas, protocolos e diretrizes atualizadas se torna um diferencial importante. “A ferramenta contribui para decisões mais seguras, reduz a variabilidade de condutas e fortalece intervenções mais eficazes e consistentes”, pontua. Segundo o gestor, a disponibilização da plataforma também busca ampliar o acesso à informação científica de qualidade e acompanhar as exigências de unidades de saúde em constante evolução. “Queremos impulsionar a formação contínua de residentes, estagiários e colaboradores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão da prática assistencial. Isso se reflete diretamente na qualidade do cuidado oferecido à população”, afirma. Acesso facilitado e monitoramento Para ampliar o uso da ferramenta, a Diep disponibilizou, por meio de QR Code, o acesso ao formulário de solicitação de cadastro, divulgado nos computadores utilizados pelos colaboradores do Instituto. A plataforma também pode ser acessada pelo portal interno. [LEIA_TAMBEM]A ClinicalKey será acompanhada por indicadores que permitirão medir seu alcance e impacto. O monitoramento de acessos, tempo de uso e áreas mais consultadas ajudará a orientar novas ações e fortalecer a conexão entre ensino, pesquisa e assistência. “Com isso, o IgesDF consolida um ambiente em que o conhecimento não apenas circula, mas transforma realidades e qualifica, de forma contínua, o cuidado oferecido à população do Distrito Federal”, finaliza Paulo Estevão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Base capacita equipes em técnica a laser para tratar próstata

Uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da próstata começa a ser estudada por profissionais do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O procedimento a laser é menos invasivo, reduz riscos durante a cirurgia e permite uma recuperação mais rápida para o paciente. A capacitação começou nesta sexta-feira (24) e segue até sábado (25), reunindo especialistas e equipes da unidade. O treinamento aborda uma cirurgia realizada com laser de alta potência, indicada principalmente para homens com hiperplasia prostática benigna — aumento da próstata que não é câncer, mas pode causar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga sempre cheia e necessidade frequente de ir ao banheiro. Profissionais do Hospital de Base passam por treinamento para a utilização de nova técnica cirúrgica no tratamento da próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF A técnica, chamada enucleação da próstata com laser, permite a retirada do excesso de tecido prostático com mais precisão e menor sangramento, reduzindo o tempo de internação e as chances de complicações no pós-operatório. O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, destaca que a busca por novas tecnologias faz parte do compromisso do instituto com a qualidade da assistência. “Quando a eficácia, o benefício ao paciente e a viabilidade financeira são comprovados, começamos a estudar a incorporação dessas soluções. Estamos muito otimistas com os resultados e com as evidências já publicadas sobre essa técnica”, afirma. "A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população" Paulo Saad, superintendente do HBDF Embora o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar essa tecnologia ao atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Capacitação prática Durante o curso, oito pacientes que aguardavam na fila de regulação foram atendidos e beneficiados com o procedimento. As cirurgias foram conduzidas pelo urologista Thiago Sato, referência nacional na técnica, com a participação de seis especialistas do corpo clínico do HBDF. Para ampliar o alcance do treinamento, os procedimentos foram transmitidos em tempo real para outros profissionais de saúde, que acompanharam as cirurgias e puderam esclarecer dúvidas durante as intervenções. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, destaca que a formação de profissionais qualificados faz parte do compromisso do IgesDF com a saúde pública. “A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população”, acrescenta. Ainda que o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar a tecnologia ao SUS Técnica mais segura Realizado por via endoscópica, o procedimento dispensa cortes externos, o que reduz o risco de complicações e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente. O chefe do setor de Urologia do Hospital de Base, Bruno Pinheiro, afirma que a capacitação prepara os profissionais do HBDF para o momento em que o equipamento estiver disponível na rede pública. [LEIA_TAMBEM]“Essa tecnologia vai chegar ao SUS mais cedo ou mais tarde, e já estamos preparando nossos profissionais para utilizá-la. O Hospital de Base é referência em saúde em todo o Centro-Oeste e, quando ela for incorporada, estaremos prontos para oferecer esse atendimento”, explica. O especialista detalha que, atualmente, pacientes submetidos ao método convencional permanecem internados, em média, por quatro dias. Com o uso do laser, esse tempo pode ser reduzido significativamente. “Com essa técnica, em muitos casos, a alta pode acontecer já no dia seguinte”, pontua. Quando procurar atendimento Homens que apresentam sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga devem procurar avaliação médica. O atendimento inicial pode ser realizado nas unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para especialistas, quando necessário. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Profissional orienta sobre relações mais saudáveis dentro e fora de unidades de saúde do DF

Em unidades de saúde, a forma como profissionais se comunicam entre si e com os pacientes pode influenciar diretamente a qualidade do atendimento e até a saúde mental de quem busca ajuda. Escuta atenta, acolhimento e empatia fazem diferença tanto na rotina das equipes quanto na relação com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras e envolve também a maneira como as mensagens são transmitidas e recebidas. “A cada oportunidade de comunicação e expressão, podemos utilizar nosso repertório de experiências para criar conexões mais humanas e respeitosas. Em um ambiente de saúde, isso faz ainda mais diferença, porque muitas vezes o paciente já chega fragilizado e precisa, antes de tudo, ser acolhido”, afirma. Segundo a especialista, o cuidado com a forma de se comunicar deve ser constante, especialmente em um contexto em que questões emocionais estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas e também no ambiente hospitalar. “A relevância da comunicação na saúde mental exige competência, responsabilidade e dedicação. Não se trata apenas do que é dito, mas de como isso chega ao outro. A forma como uma informação é transmitida pode gerar segurança ou aumentar ainda mais a ansiedade e o sofrimento”, destaca. A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras e envolve também a maneira como as mensagens são transmitidas e recebidas | Foto: Divulgação/IgesDF A psicóloga ressalta que a saúde mental não está restrita ao ambiente clínico e faz parte de diferentes espaços da vida, como o convívio familiar, o trabalho e as relações sociais. No ambiente hospitalar, isso também se reflete na relação entre colegas de equipe, familiares e pacientes. “Desenvolver habilidades de escuta e expressão ajuda a enfrentar situações complexas com mais equilíbrio. Muitas vezes, um atendimento mais humanizado começa justamente na forma como ouvimos e respondemos ao outro”, pontua. Fernanda Souza reforça que buscar ajuda especializada é fundamental sempre que houver dificuldade em lidar com emoções ou situações do cotidiano. “A saúde mental atravessa fronteiras e chega dentro das nossas casas. Lidar com esse universo de complexidades, muitas vezes, requer apoio profissional. Isso é um passo importante no cuidado com a própria saúde e pode fazer toda a diferença”, orienta. Mais do que palavras, a forma de se comunicar também pode ser uma ferramenta de acolhimento, prevenção e cuidado, dentro e fora das unidades de saúde. Onde buscar atendimento em saúde mental no DF A população do Distrito Federal conta com uma rede pública estruturada e gratuita para o cuidado em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Confira abaixo os principais pontos de atendimento. ⇒ Centros de atenção psicossocial (Caps): são serviços especializados que oferecem acompanhamento psicológico e psiquiátrico para pessoas com sofrimento mental, incluindo casos de ansiedade, depressão e uso abusivo de álcool e outras drogas ⇒ Unidades básicas de saúde (UBSs): funcionam como a principal porta de entrada do SUS. Realizam escuta qualificada, acolhimento inicial e, quando necessário, encaminhamento para serviços especializados ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) e prontos-socorros: indicados para situações de urgência e crise, garantindo atendimento imediato na rede pública ⇒ O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece escuta gratuita e sigilosa pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia, além de atendimento por chat no site. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega ao Paranoá com serviços de saúde da mulher

Nesta sexta-feira (16), a carreta do programa Agora Tem Especialistas iniciou os atendimentos no Paranoá. A unidade itinerante está instalada no estacionamento do Hospital da Região Leste (HRL) e vai oferecer serviços voltados à prevenção e ao cuidado da saúde da mulher, com exames como mamografia e ultrassonografia. A carreta atende mulheres previamente reguladas — ou seja, que já estavam na fila de espera —, funcionando como uma porta adicional dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade móvel, iniciativa do Ministério da Saúde (MS), além dos exames de imagem, as pacientes também passam por consultas com médicos ginecologistas. Carreta permanecerá por 30 dias no estacionamento do Hospital da Região Leste, com oferta de mamografias, ultrassonografias e outros serviços | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Milton Pereira Junior, destacou que o objetivo é reduzir o tempo de espera pelos atendimentos especializados. “É importante destacar que, até hoje, registramos mais de 3 mil mulheres atendidas e mais de 6,5 mil exames. Aqui, a gente tem a consulta, a mamografia e o ultrassom, e faz até a biópsia”, declarou. [LEIA_TAMBEM]A superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo, ressaltou os benefícios da ação para a população local. “Aqui na Região Leste, observamos uma demanda por serviços maior devido às peculiaridades e à extensão do território. Essa carreta traz alívio para quem acompanha diariamente as filas”. A região engloba Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. Gláucia Alves, de 46 anos, foi uma das pacientes atendidas e aprovou o serviço. “Achei excelente, foi muito rápido e todos foram muito atenciosos. Foi a primeira vez que venho nesses serviços de carreta e gostei. Amanhã volto para ver o resultado do exame”, comentou. A unidade permanecerá no Paranoá por 30 dias, com funcionamento de segunda a sábado. Não se trata de um serviço de porta aberta, sendo destinado exclusivamente a pacientes que já se encontravam nas filas da regulação. Gláucia Alves foi uma das pacientes atendidas: "Achei excelente, foi muito rápido e todos foram muito atenciosos. Foi a primeira vez que venho nesses serviços de carreta e gostei” Estrutura A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera com capacidade para até 60 pessoas sentadas. Os consultórios itinerantes percorrem diferentes regiões administrativas (RAs) desde outubro do ano passado e já passaram por Taguatinga, Ceilândia e Planaltina. O programa Agora Tem Especialistas foi criado com o objetivo de ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por exames e procedimentos. As unidades móveis de atendimento especializado realizam ações em municípios do Amazonas, Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Vacinação contra febre amarela em crianças está abaixo da meta no DF

Pais e responsáveis devem ficar atentos. A vacinação contra a febre amarela em crianças no Distrito Federal está abaixo da meta. Atualmente, a cobertura é de 85,6% entre menores de 1 ano — percentual inferior aos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde. O dado reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Os pais de Cecília Lustoza, de 10 meses, sabem dessa necessidade e levaram a filha para tomar a primeira dose do imunizante em uma sala de vacinação da Secretaria de Saúde (SES-DF), na Administração Regional de Águas Claras. "A vacina é muito importante porque é a melhor forma de prevenir doenças. Precisamos aproveitar que o SUS [Sistema Único de Saúde] disponibiliza esse imunizante para manter a saúde das crianças em dia", ressaltou o pai, Eduardo Lustoza. A pequena Cecília Lustoza, de 10 meses, recebeu a primeira dose da vacina contra a febre amarela; esquema será completado com reforço aos 4 anos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Recomendação O esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e uma de reforço aos 4 anos. Crianças a partir de 5 anos que tenham recebido apenas a primeira dose devem completar o esquema com o reforço. Para quem não possui registro de vacinação, a recomendação é de dose única para pessoas de 5 a 59 anos. Indivíduos com 60 anos ou mais podem ser imunizados mediante avaliação médica individualizada. As vacinas estão disponíveis em mais de 170 salas de vacinação distribuídas pelo DF. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, destaca a relevância da imunização: "A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e representa a principal forma de prevenção contra a doença. Manter a caderneta atualizada é fundamental para proteger as crianças. A Rede de Frio possui 27 mil doses, e as salas de vacinação, outras 23 mil em estoque". [LEIA_TAMBEM]Pessoas com histórico de alergia grave a ovo de galinha ou à gelatina devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Doença A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de evolução rápida e gravidade variável. Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Nos casos graves, podem ocorrer febre alta, hemorragia, pele e olhos amarelados (icterícia) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Equipe do Hospital da Criança de Brasília visita centros internacionais de terapias avançadas nos Estados Unidos

Entre 23 e 27 de fevereiro, pesquisadores do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) visitaram dois dos maiores expoentes mundiais em saúde e biotecnologia: o The Ohio State University Wexner Medical Center e o Nationwide Children’s Hospital, ambos na cidade de Columbus, nos Estados Unidos. A iniciativa, viabilizada com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), integra o plano estratégico do HCB para a implementação de um programa próprio de terapias avançadas (celular e gênica), focado em oferecer tratamentos de alta complexidade de forma sustentável na rede pública. O coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB, Ricardo Camargo, e a bióloga Bruna Guido participaram de reuniões técnicas, visitas laboratoriais e intercâmbio científico com especialistas que atuam na linha de frente do desenvolvimento dessas terapias.  Ricardo Camargo e Bruna Guido representaram o HCB em visita a instituições dos EUA | Foto: Divulgação/HCB O encontro foi articulado pelo diretor do Programa de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do The Ohio State University Wexner Medical Center, Marcos de Lima, cuja colaboração permitiu a troca de experiências com lideranças globais que estão moldando o futuro da terapia celular e genética. Além das conexões estabelecidas com os centros americanos, os pesquisadores iniciaram diálogos para ampliar parcerias nacionais, incluindo projetos em desenvolvimento com a Universidade de Brasília (UnB) e com outros centros brasileiros que já avançam na implementação dessas terapias. Da pesquisa à clínica A visita técnica permitiu aos pesquisadores do HCB compreender, de forma aprofundada, como grandes centros internacionais estruturam programas de terapias avançadas desde a pesquisa básica e a produção laboratorial até a aplicação clínica em pacientes. Os profissionais do hospital tiveram acesso a todas as etapas do fluxo de desenvolvimento dessas terapias, incluindo laboratórios especializados, unidades de transplante de medula óssea, ambientes de produção celular e as chamadas salas limpas, que são instalações com controle rigoroso de partículas e esterilidade necessárias para a manipulação segura de células destinadas ao tratamento médico. Essa metodologia de aliar pesquisa laboratorial ao atendimento no leito do paciente é conhecida como pesquisa translacional e é um diferencial do atendimento ofertado pelo HCB. O hospital é habilitado pelo Ministério da Saúde como unidade de referência para aplicação da terapia gênica nos pacientes, mas ainda não desenvolve essas terapias avançadas no laboratório do hospital. "A visita nos permitiu conhecer em profundidade a estrutura assistencial, regulatória e de manufatura, os modelos de integração entre pesquisa translacional e prática clínica, além dos resultados concretos obtidos por esses programas" Bruna Guido, bióloga Bruna Guido ressalta que a experiência nos Estados Unidos foi essencial para entender outros modelos de gestão hospitalar que integram ciência e assistência em unidades de referência que se dedicam à pesquisa de alto nível: "A visita nos permitiu conhecer em profundidade a estrutura assistencial, regulatória e de manufatura, os modelos de integração entre pesquisa translacional e prática clínica, além dos resultados concretos obtidos por esses programas. Mais do que observar processos, foi uma oportunidade de discutir estratégias, desafios e perspectivas futuras da terapia celular com lideranças que vêm moldando esse campo globalmente". Inovação pode transformar o tratamento de doenças graves As chamadas terapias avançadas, que incluem terapia celular e terapia gênica, representam uma das áreas mais promissoras da medicina contemporânea. Essas tecnologias permitem modificar células do próprio paciente para combater doenças complexas, como determinados tipos de câncer, imunodeficiências e doenças genéticas.   O intercâmbio com profissionais estrangeiros trará mais informações para médicos do HCB usarem no tratamento de crianças no DF Em terapias celulares, por exemplo, células do sistema imunológico podem ser coletadas do paciente, modificadas em laboratório para reconhecer células doentes e, posteriormente, reimplantadas no organismo para atuar diretamente no combate à doença. Apesar dos resultados clínicos expressivos observados em diversos países, o acesso, no Brasil, ainda é limitado devido aos altos custos e à complexidade da infraestrutura necessária para produzir essas terapias. Ricardo Camargo defende a necessidade de desenvolver capacidade tecnológica como algo estratégico: “Hoje muitas dessas terapias são produzidas fora do Brasil e enviadas para aplicação clínica. Quando conseguimos desenvolver metodologias e infraestrutura localmente, ampliamos o acesso e reduzimos custos, tornando esse tipo de tratamento mais viável dentro do SUS”, aponta.  “Quando conseguimos desenvolver metodologias e infraestrutura localmente, ampliamos o acesso e reduzimos custos, tornando esse tipo de tratamento mais viável dentro do SUS" Ricardo Camargo, coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB Ainda segundo Camargo, estruturar um programa dessa natureza exige planejamento a longo prazo, investimentos em infraestrutura e articulação institucional. “Desde 2022 temos trabalhado no desenho de um programa de terapias avançadas no hospital. Isso faz parte do planejamento estratégico da instituição. Ainda precisamos de estrutura e financiamento para que isso se concretize, mas a visita foi fundamental para entendermos quais caminhos técnicos e regulatórios seguir para uma implementação sustentável", explica o coordenador. A adoção de terapias avançadas no Brasil tem potencial para gerar impactos estruturantes no sistema público de saúde. Embora inicialmente mais complexas, essas terapias podem reduzir a necessidade de múltiplos tratamentos prolongados, hospitalizações recorrentes e ciclos repetidos de quimioterapia. Além de melhorar desfechos clínicos, isso pode tornar a jornada do paciente mais curta e com maior qualidade de vida ao longo do tratamento. “Nosso objetivo é transformar o conhecimento em impacto concreto na vida dos pacientes. Cada visita técnica, cada parceria internacional e cada intercâmbio científico fortalecem a base necessária para ampliar o acesso dos pacientes ao que há de mais avançado em termos de terapias”, destaca Bruna Guido. [LEIA_TAMBEM]A gerente de Pesquisa do HCB, Cristiane Salviano, enfatizou o papel fundamental das parcerias interinstitucionais e do fomento da FAPDF para a viabilização da missão científica internacional. “Vejo nesta visita a oportunidade de estreitar laços entre grupos de pesquisa e pesquisadores seniores, o que promove a troca de conhecimentos, experiências e o desenvolvimento conjunto de tecnologias. Essa interlocução nos permite vivenciar novas soluções, especialmente no campo das terapias avançadas — o futuro no tratamento do câncer e de outras doenças complexas”, afirma a gerente. Salviano ressalta, ainda, o caráter competitivo e meritocrático da seleção. “A visita foi fomentada por um edital da FAPDF no qual nossos pesquisadores concorreram com pares de outras instituições e foram selecionados pelo mérito de suas trajetórias. O HCB também aportou recursos para a iniciativa, mas o apoio da fundação demonstra uma preocupação estratégica com a internacionalização e valida o perfil de excelência do nosso corpo científico", explica. Para a gerente, o sucesso na captação de recursos reflete o alto nível de formação das equipes do hospital: “A aprovação nesses editais, tanto para visitas técnicas quanto para projetos de pesquisa, confirma que temos profissionais com currículos sólidos e competitividade para buscar fomento externo, fortalecendo a inovação dentro da nossa unidade”. *Com informações do HCB  

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Saúde do DF recebe selo por reduzir pela metade de espera por exames respiratórios no SUS

O Governo do Distrito Federal conquistou o selo Esmeralda do programa Cidade Abraçar, certificação que reconhece o fortalecimento da atenção primária no diagnóstico e no cuidado de pacientes com doenças respiratórias. A cerimônia de entrega da placa de reconhecimento foi realizada nesta segunda-feira (26), na sede da Secretaria de Saúde (SES-DF). A iniciativa trouxe ganhos diretos para a população do DF e para a gestão da saúde. A partir do apoio técnico do programa, a SES-DF mapeou toda a jornada do paciente com sintomas respiratórios, identificando gargalos históricos e reorganizando fluxos que antes geravam longas esperas e dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A jornada do paciente na linha de cuidado respiratória caiu de quase dois anos para cerca de 12 meses | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF  Entre os principais benefícios para a rede pública estão a padronização do fluxo de solicitação de espirometria pela atenção primária, a implantação da estratificação de risco após o exame e o monitoramento mensal da fila de espera. Essas medidas permitiram priorizar os casos mais graves, otimizar o uso dos serviços e dar mais previsibilidade ao cuidado prestado no SUS. Como resultado prático da parceria, o tempo de espera para a realização da espirometria foi reduzido pela metade e a jornada do paciente na linha de cuidado respiratória caiu de quase dois anos para cerca de 12 meses, entre julho e novembro de 2025. Ao longo do último ano, mais de 2,5 mil exames foram realizados e mais de 320 profissionais da rede pública foram capacitados, fortalecendo a capacidade técnica das equipes e qualificando o atendimento em todas as regiões do DF. "O trabalho conjunto fortalece a organização do SUS e garante uma entrega de valor real ao paciente, com mais acesso, mais agilidade e mais qualidade no cuidado" Juracy Lacerda, secretário de Saúde Durante a entrega do selo, o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, destacou que a integração entre os diferentes níveis de atenção da rede pública, com o suporte do programa, foi decisiva para alcançar esses resultados. “Esse trabalho conjunto fortalece a organização do SUS e garante uma entrega de valor real ao paciente, com mais acesso, mais agilidade e mais qualidade no cuidado”, afirmou. O secretário reforçou que a SES-DF seguirá investindo na consolidação da Linha de Cuidado Respiratória, ampliando ações de diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes. “Nosso compromisso é estruturar um cuidado cada vez mais eficiente em pneumologia, assegurando atendimento adequado para quem depende do SUS”, completou. O programa Cidade Abraçar, coordenado pela farmacêutica Boehringer Ingelheim, oferece suporte técnico a gestores públicos para qualificar a atenção básica e estruturar linhas de cuidado sustentáveis. O selo Esmeralda é concedido aos entes que atendem a critérios técnicos rigorosos, como capacitação das equipes, organização dos fluxos assistenciais e acompanhamento sistemático das filas. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa debate o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”

A velocidade das inovações tecnológicas já transformou o mundo, e a saúde pública não ficou para trás. No Distrito Federal, avanços em digitalização, pesquisa aplicada e novos modelos de cuidado mostram que o futuro deixou de ser projeção para se tornar realidade. É nesse contexto de transformação acelerada que o V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep 2025) do Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do DF (IgesDF) começou na segunda-feira (17), reforçando que, na saúde do DF, o futuro é agora. O Ciep vai até a próxima quarta-feira (19) com uma programação dedicada à ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde. O evento reúne autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes para debater soluções que impulsionam a modernização do SUS. A cada edição, o Congresso cresce de forma consistente. Neste ano, atingiu seu maior público: mais de 1.800 inscritos, superando o número do ano anterior. O resultado consolida o evento como uma das maiores referências em inovação em saúde no Distrito Federal. O Ciep vai até a próxima quarta-feira (19) com uma programação dedicada à ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde | Fotos: Fábio Porto/IgesDF A solenidade contou com a presença da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão; do presidente do IgesDF, Cleber Monteiro; da diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado; do vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel; do secretário de Economia, Daniel de Carvalho; do presidente da FAP-DF, Leonardo Reisman; do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino; e da diretora da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), Viviane Peterle. Conectando ciência, gestão e inovação O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destacou que o Ciep marca um novo ciclo de colaboração institucional e uso estratégico da tecnologia. “Hoje estamos reunidos para mais do que uma troca de conhecimentos: queremos transformar ciência e tecnologia em ação concreta no SUS. Cada inovação discutida aqui, cada ferramenta e cada parceria firmada nos aproxima de uma rede mais humana, moderna e eficiente”, comenta. Para a diretora da Diep, Emanuela Dourado, o congresso reforça o papel do IgesDF como articulador de soluções que aproximam conhecimento científico da prática assistencial. “Conectar saberes significa integrar pesquisa, ensino e prática clínica. Este congresso é uma ponte entre o presente da gestão e o futuro tecnológico da saúde”, afirma. A vice-governadora Celina Leão destacou o compromisso do Executivo com a qualificação da saúde. “O DF avança quando unimos ciência, gestão e compromisso público para oferecer uma saúde mais digna e eficiente à população”, reforça. O secretário de Economia, Daniel de Carvalho, lembrou que a inovação depende de políticas públicas modernas e investimentos estratégicos. “Inovação é olhar para o que já existe sob uma nova perspectiva. Espaços como este nos permitem repensar processos e qualificar as políticas públicas”, aponta. O presidente da FAP-DF, Leonardo Reisman, comentou que o Distrito Federal possui uma produção científica consolidada e crescente. “Temos grande produção científica em saúde no DF. O desafio agora é fazer com que esse conhecimento chegue à prática assistencial e transforme a vida das pessoas”. Além das discussões técnicas, o Ciep 2025 oferece programação diversificada, incluindo feira tecnológica, atividades multicêntricas, apresentações científicas e espaços de integração entre estudantes, profissionais e especialistas. O Futuro é Agora O historiador Leandro Karnal conduziu a palestra magna do Ciep 2025, instigando reflexões sobre responsabilidade, adaptação e protagonismo diante dos desafios da saúde pública. Ao apresentar o tema O Futuro é Agora, enfatizou que a inovação deve ser uma prática diária: “O seu tempo é hoje. A inovação na saúde exige preparo, responsabilidade e adaptação contínua”, ressalta. Karnal também evocou a frase do psiquiatra Carl Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”, lembrando que, mesmo diante dos avanços tecnológicos, o cuidado humanizado permanece no centro das ações em saúde. FAP-DF reforça aposta na inovação em saúde Parceira histórica do congresso, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) reafirmou seu compromisso com a ciência aplicada à saúde. Os investimentos recentes incluem projetos voltados à modernização da gestão, inovação tecnológica e desenvolvimento de soluções para a rede pública. O historiador Leandro Karnal conduziu a palestra magna do Ciep 2025, instigando reflexões sobre responsabilidade, adaptação e protagonismo diante dos desafios da saúde pública A cooperação com o IgesDF permitiu avanços em pesquisas clínicas, programas de capacitação e iniciativas de fomento que impactam diretamente o cuidado aos pacientes. Com previsão de novos editais e linhas de financiamento para 2025, a FAP-DF sinaliza continuidade no apoio às iniciativas que ampliam o alcance e a qualidade das ações em saúde. Quatro anos de história consolidam o CIEP como referência no país Desde sua primeira edição, o CIEP se consolidou como um dos principais eventos da saúde pública no Distrito Federal. Em quatro anos, reuniu milhares de participantes, impulsionou a produção científica, promoveu debates estratégicos e aproximou universidades, centros de referência e profissionais da rede pública. O crescimento constante, coroado com o recorde de mais de 1.800 inscritos em 2025, reforça a força e a credibilidade do evento no cenário nacional. Entre os temas já abordados estão humanização, tecnologia, governança, pesquisa aplicada e formação multiprofissional. Em 2025, o Ciep chega à sua quinta edição mais estruturado, articulado e alinhado aos desafios contemporâneos da saúde pública, reafirmando seu papel como vitrine de conhecimento e transformação. O que esperar dos próximos dias A programação segue com conversas, workshops, sessões científicas, debates temáticos, rodas de conversa e atividades práticas que abordam inteligência artificial na saúde, inovações assistenciais, qualificação da gestão e tecnologias emergentes. O público poderá ainda visitar a feira tecnológica, participar de experiências interativas e acompanhar a exposição de trabalhos científicos que demonstram o potencial de transformação da saúde pública no DF. *Com informações do Instituto de Gestação Estratégia de Saúde do DF (IgesDF)

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Dia do Servidor: Profissional completa 50 anos de trabalho no Hospital Regional de Brazlândia

Você se lembra ou tem ideia de como era o mundo meio século atrás? Em 1975, o estado da Guanabara deixava de existir, o já bicampeão da Fórmula 1 Emerson Fittipaldi disputava ponto a ponto com o austríaco Niki Lauda, Pelé começava a jogar no New York Cosmos e, na televisão, a primeira versão da novela Roque Santeiro era proibida de ir ao ar pela ditadura militar. No Distrito Federal, uma jovem de apenas 20 anos começava a trabalhar no recém-inaugurado Hospital Regional de Brazlândia (HRBz). “Naquela época havia pouquíssimos funcionários. Era só um médico, e ele fazia tudo — atuava na ginecologia, na maternidade, na pediatria, na clínica médica, na ortopedia…”, lembra a servidora da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Marilene de Abreu, hoje com 70 anos, dos quais 50 foram dedicados ao HRBz. Marilene de Abreu começou a trabalhar no Hospital Regional de Brazlândia em 1975 | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde DF “No começo eu achava que ia permanecer pouco tempo, porque eu pensava: ‘Não posso ficar, não, essa é uma profissão muito sofrida, muito difícil’”, admite Marilene. “Mas, daí, comecei a ver como os pacientes que chegavam dependiam do nosso trabalho —  até hoje, as pessoas são bem necessitadas. Então, a gente tinha que fazer de tudo: executava o serviço técnico, de enfermagem, atuava como psicólogo, como assistente social… Com o tempo, fui me apegando àquilo, tomando gosto mesmo, e fiquei.” Nascida em Brazlândia, Marilene entrou no HRBz como atendente de enfermagem — cargo que já não existe mais na SES-DF —, mas, em poucos meses, conseguiu uma bolsa de estudos para se tornar auxiliar de enfermagem. Não muito tempo depois, concluiu outra capacitação e subiu mais um degrau, tornando-se técnica de enfermagem. Durante todo esse período, dedicou-se à unidade pediátrica do hospital, auxiliando no nascimento e na recuperação de incontáveis novos brasilienses. Em setembro, a servidora ganhou uma placa em homenagem aos serviços prestados Pacientes e colegas de trabalho Por um acaso do destino, um dos bebês a receber seus cuidados foi Alessandra Correa, hoje gerente de enfermagem do próprio HRBz. “Marilene me deu assistência no meu primeiro mês de nascida, quando minha mãe me trazia à pediatria. Eu tinha asma e vivia sendo atendida aqui”, conta. Alessandra também faz questão de falar da emoção que é trabalhar ao lado daquela que considera sua “diva”. “Para mim é uma honra, porque mostra a excelência do trabalho da enfermagem — a Marilene é sinônimo de compromisso, responsabilidade e cuidado. Ela tem o coração muito grande e conhece todos pelo nome. Ela não trata os pacientes pelo número do leito, faz questão de aprender o nome das crianças, das mães, dos acompanhantes.” Homenagem Quando Marilene completou 50 anos de serviços prestados à população de Brazlândia, em setembro, os servidores do HRBz organizaram uma festa de comemoração. Fizeram uma vaquinha, mandaram confeccionar uma placa de homenagem e encomendaram uma joia dedicada à servidora, como lembrança dos amigos do hospital. Marilene afirma que são muitas as memórias do local, formadas ao longo de cinco décadas — além dos inúmeros pacientes, foi também no HRBz que nasceram seus três filhos e, mais tarde, seus sete netos. [LEIA_TAMBEM]Mas há outro nascimento que desperta o mesmo orgulho em Marilene: ela viu surgir o Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde do mundo. Marilene conta que a implementação do SUS “trouxe a ideia de que a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Ela continua: “Antes havia o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social]. Naquela época, quem pagava o INPS tinha prioridade de atendimento sobre quem não podia pagar. Só depois que todos os que tinham o INPS eram atendidos é que se podia socorrer quem não tinha. Muitas vezes, quem não tinha dinheiro morria sem atendimento”, recorda. Com a criação do SUS, Marilene é categórica ao afirmar que o HRBz, a SES-DF e a saúde pública brasileira passaram por uma revolução. “Foi uma transformação profunda. Passou a vir gente de todo canto para ser acolhida aqui. Foi a partir da universalização do acesso que passou a existir a humanização do atendimento. Eu sou fã número 1 do SUS.” Os colegas de trabalho do HRBz organizaram uma festa em comemoração aos 50 anos de Marilene no hospital: "Servir ao outro é um privilégio que poucos compreendem, e meu coração está cheio quando vejo que cumpri com amor e carinho essa trajetória" Lição de vida Hoje, com o dia da aposentadoria se aproximando, Marilene de Abreu põe na balança da própria história os dias dedicados à missão maior da enfermagem: estar sempre na linha de frente do cuidado à população. “Acho que fiz parte da história do hospital, com ética, amor, coragem e humor, todos os dias”, conta. “E acho que sempre trabalhei fazendo o melhor que eu podia, até hoje. Ser útil com amor, com coragem… Acho que o legado que eu vou deixar é esse”. Questionada sobre o que aconselharia às novas gerações que pensam em trilhar o mesmo caminho iniciado há 50 anos, a servidora não hesita em responder. “Eu digo que estudem e que nunca deixem o afeto de lado. A técnica cura o corpo, mas o cuidado cura a alma. E que o SUS continue gratuito, humano e acessível. É importante que nós façamos o melhor — o mundo precisa de humanidade, de amor, de carinho, de gratidão. Servir ao outro é um privilégio que poucos compreendem, e meu coração está cheio quando vejo que cumpri com amor e carinho essa trajetória.” *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Secretaria de Saúde e IgesDF iniciam retorno de servidores

A Secretaria de Saúde (SES-DF) e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) deram início ao processo de retorno de servidores cedidos pela pasta nos últimos anos. A medida contempla, inicialmente, cerca de 390 servidores. O retorno dos servidores também atende a uma determinação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que, após auditoria no Contrato de Gestão entre Secretaria e IgesDF, recomendou ações de controle e acompanhamento dos gastos com pessoal, incluindo a observância do limite contratual de despesas com recursos humanos e a adequação dos repasses financeiros ao instituto. Cerca de 390 servidores cedidos ao IgesDF vão retornar para a Secretaria de Saúde | Fotos: Breno Esaki/ Arquivo Agência Saúde-DF Esses trabalhadores foram cedidos há seis anos, na criação do IgesDF, e agora voltam a compor o quadro ativo da SES-DF. A decisão tem como objetivo otimizar a gestão de pessoal e melhorar a cobertura de atendimento em todo o sistema de saúde pública do Distrito Federal. “A recomposição do quadro da Secretaria com profissionais experientes é uma medida estratégica, que fortalece diretamente a atenção à população. Estamos falando de um reforço importante, principalmente em áreas com maior necessidade de pessoal”, destaca o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. "O atendimento à população é nossa prioridade. Por isso, esse processo será feito com transparência, planejamento e responsabilidade" Juracy Lacerda, secretário de Saúde O processo será realizado de forma gradual e coordenada, garantindo a continuidade dos serviços nas unidades geridas pelo IgesDF. À medida que os servidores retornarem à SES, o instituto poderá convocar profissionais do cadastro reserva ou abrir novos processos seletivos para reposição das vagas. “Esse movimento é positivo para todos. Fazermos o retorno dos servidores à SES, que precisa deles, e, ao mesmo tempo, conseguimos recompor nosso quadro com novas contratações. Estamos alinhados com a secretaria para garantir que nenhuma unidade fique descoberta”, afirmou o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. Na primeira etapa do retorno, aproximadamente 390 servidores, incluindo equipes de enfermagem, multiprofissional e do setor administrativo, voltam à Secretaria de Saúde. O cronograma será escalonado, e cada vaga liberada será preenchida em tempo real, sem deixar a população desassistida. [LEIA_TAMBEM]“O atendimento à população é nossa prioridade. Por isso, esse processo será feito com transparência, planejamento e responsabilidade”, conclui o secretário de Saúde. Sobre o IgesDF Criado para modernizar a gestão do Hospital de Base e de outras unidades de saúde do DF, o IgesDF adota um modelo baseado em metas, resultados e eficiência, inspirado em boas práticas do setor privado. O instituto busca garantir mais agilidade, qualidade e transparência nos serviços prestados à população dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Oficina Regional Centro-Oeste reúne escolas de saúde pública em Brasília

O auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) recebeu, nesta terça-feira (12), representantes de instituições formadoras de educação em saúde para a Oficina Regional Centro-Oeste. Organizado pela Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola), com apoio da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), o evento tem dois dias de duração e apresenta como objetivo principal o fortalecimento e desenvolvimento de novas estratégias na formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento é uma oportunidade de trabalhar um planejamento conjunto para 2025, segundo a diretora da ESP-DF, Fernanda Monteiro | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Nesta terça-feira (12), primeiro dia do encontro, foram apresentadas as mesas-redondas ‘’O Papel das Escolas na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde” e “Fortalecimento das Escolas na Região Centro-Oeste: Desafios e avanços das Escolas de Saúde Pública e vivências da Comissão de Integração Ensino-Serviço”, além de atividades dos grupos de trabalho que realizaram um planejamento das escolas do Centro-Oeste para o ano de 2025. “A expectativa é que o encontro possibilite muito crescimento e uma troca de saberes. O Distrito Federal tem muito a contribuir com os outros estados” Inocência Rocha Fernandes, diretora-executiva da Fepecs Já no segundo dia de oficina, as discussões serão voltadas para os projetos das escolas em interface com o Ministério da Saúde (MS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Também serão consolidadas as atividades realizadas nas discussões dos grupos de trabalho e apresentada uma carta para a RedEscola, contendo os desafios e perspectivas das escolas, levando em consideração as realidades locais dos estados da região. Na abertura do encontro, a diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes, expressou sua satisfação em receber o evento na Fundação e destacou que há mais de 20 anos a instituição trabalha na especialização, formação e qualificação dos profissionais da saúde. “A expectativa é que o encontro possibilite muito crescimento e uma troca de saberes. O Distrito Federal tem muito a contribuir com os outros estados, assim como também poderemos aprender com as experiências deles. Que possamos sair daqui com uma belíssima carta para levar para o encontro no final do mês, no Rio de Janeiro”, afirmou. A diretora da ESP-DF, Fernanda Monteiro, lembrou que o evento vem sendo pensado ao longo de um ano e demonstra uma grande representatividade para as escolas envolvidas, já que é uma oportunidade de “trabalhar um planejamento conjunto para 2025, e pensar o que as escolas podem fazer juntas”. Ela destacou, ainda, que a oficina tem também o papel de reforçar a importância das escolas de saúde pública e no avanço da educação em saúde no Brasil.“É um passo importante e muito especial para nós, pois esse é o primeiro ano de realização do evento após a formalização da ESP-DF”, disse. Realizada, a diretora concluiu: “nos orgulhamos de sediar o evento na região Centro-Oeste”. Presente à solenidade de abertura, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, classificou o momento como único e lembrou o empenho durante todo o processo de formalização para a criação da escola de saúde pública do DF. Também fizeram parte da mesa de abertura a coordenadora da Secretaria Técnica e Executiva da RedEscola, Márcia Cristina Rodrigues Fausto, e a representante do Ministério da Saúde (MS), Lorena Albuquerque. Reunindo representantes das escolas de saúde pública do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o evento conta com uma programação de mesas-redondas, apresentações de grupos de trabalho e cultural, além de momentos de debate, sempre abordando questões estratégicas para o fortalecimento das escolas do SUS na região Centro-Oeste e fomentando a troca de experiências. *Com informações da Fepecs  

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Participe da escolha da logomarca da Escola de Saúde Pública

A Escola de Saúde Pública (ESP-DF) lançou, nesta quarta-feira (21), uma enquete para escolha da sua logomarca com participação da comunidade, que terá papel fundamental na definição da identidade visual institucional. Mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), a ESP-DF teve sua criação formalizada em junho, tendo como principal missão o fortalecimento da educação em saúde no DF. Arte: Divulgação/Fepecs Após um intenso processo criativo, a ESP apresenta quatro propostas de logo para votação de servidores, alunos, residentes e de toda a comunidade. Os interessados em escolher a que melhor representa a instituição de ensino já podem votar. Para os servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF), da Fepecs e da própria ESP, a votação também será disponibilizada pela intranet e segue até o dia 28 deste mês, às 20h. “[A escolha de uma logo] é vital para a construção da imagem de uma escola de saúde pública, impactando sua identidade, comunicação e relacionamentos com a comunidade”, lembra a diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes. Ela lembra, ainda, que uma identidade visual bem-elaborada é também um símbolo da missão, valores e reputação da instituição. “A proposta de decidir coletivamente na escolha da logo permite imprimir a identidade da escola sob a ótica da comunidade, servidores, alunos e residentes, fortalecendo a participação de todos na construção da história da ESP-DF”, reforça a diretora da ESP, Fernanda Monteiro. Logo vencedora O resultado da votação será apresentado no dia 29, durante o segundo dia de programação do III Seminário de Educação Permanente em Saúde da Fepecs, com a participação de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O encontro será realizado nos dias 28 e 29, no auditório da Fepecs, com temática voltada aos desafios e potencialidades nas vivências do Sistema Único de Saúde (SUS). Na oportunidade, a nova estrutura da ESP-DF será apresentada oficialmente aos servidores da SES-DF e de outros órgãos parceiros, como o Ministério da Saúde (MS). Para votar, basta clicar no formulário de votação. *Com informações da Fepecs

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Seminário debate oportunidades e riscos do modelo de Organizações Sociais de Saúde

O Tribunal de Contas da União (TCU) sediou, nesta segunda-feira (27), o seminário “Oportunidades e Riscos do Modelo de Organizações Sociais de Saúde”. O evento teve como objetivo debater as potencialidades e os desafios do modelo de Organizações Sociais de Saúde (OSS) do terceiro setor para o Sistema Único de Saúde (SUS). A secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, que representou o Conass no evento, enfatizou que o seminário é essencial para trazer conhecimento a todos os secretários de saúde do país | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF O seminário foi promovido pelo TCU em parceria pelo Instituto Rui Barbosa, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross). Na mesa de abertura, a secretária-geral de Controle Externo do TCU, Ana Paula Sampaio, ressaltou a importância do encontro. “O propósito desse evento é criar um espaço para discutirmos esse modelo que comporta muitas críticas e polêmicas. Precisamos compreender os problemas, as oportunidades que esse modelo trouxe e os riscos que ele apresenta para podermos aprimorar e contribuir para que o serviço de saúde seja prestado da melhor forma possível”, afirmou. Representando o Conass, a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, enfatizou que o seminário é essencial para trazer conhecimento a todos os secretários de saúde do país. “Neste fórum, obteremos segurança jurídica e aprenderemos a consolidar conhecimentos, de modo que os gestores iniciantes não tenham receios. Este modelo pode ser exitoso, desde que haja uma organização com expertise, experiência, transparência, e com o entendimento de que o objetivo maior é fortalecer o SUS. Isso envolve entregar uma saúde de qualidade, ágil, humanizada e que atenda às necessidades da nossa população”, ressaltou. Durante o evento, gestores de Organizações Sociais de Saúde e servidores de órgãos de controle interno e externo das esferas federal e estadual participaram de palestras e mesas de discussão sobre os diferentes aspectos do modelo de OSS. A secretária de Controle Externo de Desenvolvimento Sustentável do TCU, Vanessa Lopes de Lima, abriu os trabalhos com uma palestra sobre a importância de uma gestão eficiente e transparente para o sucesso do modelo. Também foram apresentados os riscos do modelo OSS e os impactos para o poder público ao implementar este formato. O ciclo de palestras seguirá nesta terça-feira (28), no Auditório Ministro Pereira Lira, no TCU. Entre os temas estão as oportunidades de melhoria na transparência do modelo OSS e congêneres e as oportunidades do modelo para o poder público e para as instituições do terceiro setor. Clique aqui e saiba mais sobre o seminário. *Com informações da SES-DF

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Conferência Distrital discute futuro do trabalho e educação na saúde

Com o tema “Democracia, Trabalho e Educação na Saúde para o Desenvolvimento: Gente que faz o SUS acontecer”, a 2ª Conferência Distrital de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (CDFTES) foi promovida nas regiões de saúde Sul e Centro-Sul nesta quinta-feira (23). “Daqui vão sair grandes temas para discussões no âmbito distrital e nacional”, afirma o chefe de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde, Ab-Diel Andrade | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Os encontros têm o objetivo de compartilhar experiências, trocar conhecimentos e buscar soluções para os desafios comuns no trabalho e na educação da saúde. Um dos principais objetivos é discutir, de forma aprofundada, a gestão do trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). Na conferência da Região de Saúde Sul, Ab-Diel Andrade, chefe de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde, destacou que as etapas do DF vão subsidiar a conferência nacional do Ministério da Saúde. “Aqui são construídas as propostas que mudarão o curso da gestão do trabalho e educação em saúde. Esse espaço promove o debate, a integração da sociedade no processo de construção de uma política pública mais eficiente e mais adequada ao controle social, bem como atender as necessidades da população”, afirma. “É uma ação coletiva, na qual as discussões também têm uma grande importância na construção da cidadania, do empoderamento e da autonomia dos usuários do SUS”, afirmou o usuário do Caps II Cleyton Silva | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde-DF As propostas mais votadas na 2ª CDGTES serão apresentadas na 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (CNGTES), que será realizada em dezembro deste ano. Participação e integração Usuário do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Riacho Fundo, Cleyton Silva acompanhou a Conferência da Região de Saúde Centro-Sul e acredita que a integração entre os profissionais e a sociedade é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas de saúde. “É uma ação coletiva, na qual as discussões também têm uma grande importância na construção da cidadania, do empoderamento e da autonomia dos usuários do SUS”, disse. Ronan Garcia, superintendente da Região Centro-Sul, destacou a importância do encontro para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS). “É um dos caminhos para dar maior visibilidade aos servidores da Saúde que lutam pelos seus direitos em prol de atender as necessidades da população”, afirmou. Já o Superintendente da Região Sul, Willy Pereira Silva Filho, celebrou a participação dos profissionais e da sociedade nos debates. “O evento é um tempo que a gente tem para olhar para todos os elementos que compõem o SUS. Não é só parede, não são apenas os equipamentos. Mas são pessoas, são os usuários e os servidores”. *Com informações da SES-DF

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Grupo prioritário deve se vacinar contra covid-19 e influenza no DF

Gesto individual com repercussão coletiva, a vacinação é uma das ferramentas sanitárias mais eficazes para conter a propagação da covid-19 e da influenza, protegendo não apenas o indivíduo vacinado, mas também toda a comunidade ao redor, mitigando os riscos de que as pessoas imunizadas desenvolvam quadros graves das doenças. A vacinação protege não apenas o indivíduo imunizado, mas também toda a comunidade ao redor, reduzindo os riscos de se desenvolver quadros graves das doenças | Fotos: Lucio Bernardo Jr./ Agência Brasília No Distrito Federal e em todo país, os imunizantes contra a influenza e covid-19, além de uma série de outras vacinas de rotina, podem ser encontrados gratuitamente na rede pública de saúde e são aplicadas em dose única. No caso da gripe, a vacina adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente, ou seja, protege contra três cepas do vírus da influenza. Para o novo coronavírus, é ofertada um imunizante bivalente que atua tanto para as novas variantes quanto para a cepa original. “Muita gente está deixando de se vacinar dentro dos prazos estabelecidos pelas normas do Ministério da Saúde” Ibaneis Rocha, governador do DF De 2021 para cá, já foram aplicadas mais de 7,3 milhões de doses da vacina contra a covid-19, sendo 687.469 doses bivalentes. Já no que diz respeito à imunização contra a influenza, o DF aplicou, desde 19 de março, 89.976 doses (27% das doses disponíveis em estoque) – uma média de 5.623 aplicações por dia O governador Ibaneis Rocha destaca que, mesmo com os números expressivos, a cobertura vacinal do DF ainda está abaixo do ideal. “Nós temos que lembrar que estamos em um momento de crise por conta do aumento dos casos de dengue e da covid também, que está voltando”, diz. “Muita gente está deixando de se vacinar dentro dos prazos estabelecidos pelas normas do Ministério da Saúde”, prossegue o chefe do Executivo. Quem pode se vacinar Os prazos citados pelo governador dizem respeito ao calendário vacinal estabelecido pelo Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), que, para este ano, restringiu a aplicação das doses bivalentes de reforço contra o novo coronavírus aos integrantes do chamado grupo de risco da doença. Isto é, pessoas com maior probabilidade de sofrer complicações graves e até mesmo irem a óbito, uma vez infectadas. Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio da SES-DF: “A vacinação é ofertada exatamente para os grupos prioritários. E esse grupo é escolhido exatamente por ser composto por aquelas pessoas que mais adoecem” De acordo com especialistas, a priorização deste público-alvo é uma ação estratégica para proteger aqueles com maior vulnerabilidade e, consequentemente, reduzir a carga sobre o sistema de saúde. A escolha também contempla a sazonalidade dos vírus respiratórios. “Nessa época do ano, em que entramos no outono, esses vírus começam a circular com maior intensidade”, explica Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). “Sendo assim, a vacinação é ofertada exatamente para os grupos prioritários. E esse grupo é escolhido exatamente por ser composto por aquelas pessoas que mais adoecem, mais se hospitalizam e, infelizmente, mais vão a óbito. Então é muito importante estar com a vacinação em dia e protegido para que essas situações não aconteçam”, detalha a servidora da pasta.     Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Governo do Distrito Federal (@gov_df) Fazem parte do grupo prioritário: idosos com idade superior a 60 anos; trabalhadores da saúde; gestantes; puérperas; indígenas; pessoas em situação de rua; professores do ensino básico e superior; pacientes de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do sistema portuário e rodoviário urbano; integrantes das Forças Armadas; e população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas. Especificamente no caso da covid-19, também é urgente a imunização de quem nunca se vacinou contra a doença ou que está com alguma das doses atrasadas. O mesmo vale para crianças com idades entre seis meses e seis anos, cuja infecção pelo novo coronavírus pode trazer riscos sérios e sequelas graves. O nutricionista Giovanni Rocha tomou vacina para evitar quadros graves da influenza: “Há um aumento de casos da doença nesse período agora” Foi a fim de evitar quadros graves da influenza que Giovanni Rocha, 26 anos, recorreu à Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte, nesta quinta-feira (4), para se imunizar contra a enfermidade. “Tomei a vacina da gripe e, como a gente sabe, há um aumento de casos da doença nesse período agora. Também sabemos que a influenza pode ser muito pior que um resfriado comum, podendo levar a casos graves de internação ou até mesmo morte entre pacientes com comorbidades e de grupos de risco”, avalia o nutricionista. Outra brasiliense que também aproveitou a oferta de vacinas na rede pública para colocar a caderneta em dia foi a professora Juliana Araújo de Paula, 36. Por estar gestante, a servidora da Secretaria de Educação também está no grupo prioritário. “Vim tomar a vacina da influenza e aproveitei para tomar a dTpa, que também é do esquema vacinal de gestantes”, narra. A professora Juliana Araújo está grávida e, além do imunizante contra a influenza, tomou a dTpa, vacina que faz parte do esquema vacinal de gestantes Para ela, vacinar-se é um ato de cidadania. “É fundamental que as pessoas se cuidem e usufruam dessa política pública tão importante. E o mesmo vale para o reforço, que também faz parte do esquema vacinal previsto; assim o corpo fica devidamente protegido das doenças”, completa. O brasiliense que estiver atrasado em relação às doses da covid-19 e que deseja, assim como Giovanni e Juliana, se imunizar contra o vírus da gripe deve procurar a UBS mais próxima de sua residência (confira aqui os endereços) com a caderneta de vacinação e um documento de identificação em mãos. Pessoas portadoras de doenças crônicas devem apresentar atestados comprovando a condição clínica. Caso faça parte do grupo de profissões previsto, é preciso comprovar a ocupação profissional com crachá ou contracheque, entre outros documentos que possam identificar o trabalhador. Arte: Agência Brasília Vacinas seguras Todas as vacinas ofertadas pelo PNI são eficazes e seguras. Cada dose é resultado de um rigoroso processo de desenvolvimento e aprovação, conduzidos por órgãos regulatórios como a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a quem compete a análise de qualidade dos imunobiológicos adquiridos e distribuídos pelo SUS. Além disso, até chegar ao braço dos brasilienses, todo imunizante passa por um complexo processo de distribuição, coordenado pelo Ministério da Saúde. Uma prova da eficácia das vacinas está justamente no controle da pandemia da covid-19, que só foi possível graças à administração das doses. Iniciada em 2021, a Campanha Nacional de Imunização viabilizou o controle dos índices de transmissibilidade, a queda de internações e de óbitos decorrentes de complicações causadas pela doença.

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População terá acesso a informações sobre estoque de medicamentos

A Secretaria de Saúde (SES-DF) está desenvolvendo um novo painel de acesso a medicamentos que permitirá a qualquer cidadão acompanhar o estoque de remédios na rede de saúde. Elaborada pela Diretoria de Assistência Farmacêutica (Diasf), a plataforma está em fase experimental e passa por validação interna. O painel foi apresentado nesta quinta-feira (4), no auditório do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), com lançamento marcado para maio. Profissionais de saúde conheceram o novo painel, que terá linguagem acessível e facilidade para encontrar informações | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde “Buscamos deixar tudo mais intuitivo, com passo a passo, campo de busca, o que fazer, em qual farmácia seu medicamento se encontra” Gabrielle Kéfrem, farmacêutica da SES-DF “Além de ser utilizado pelos profissionais, o painel poderá ser acessado pelo usuário do SUS, para que saiba onde encontrar os medicamentos, em quais farmácias e quais documentos necessários”, explicou a farmacêutica Nicole Menezes,  uma das apresentadoras do painel. A criação da plataforma levou em consideração os objetivos da Diasf, de atuar de forma a apoiar as ações que garantam acesso universal e qualificado a medicamentos. Para isso, foram avaliados fatores como disponibilidade, acessibilidade geográfica, adequação, aceitabilidade, priorizando a desburocratização do acesso. “Buscamos deixar tudo mais intuitivo, com passo a passo, campo de busca, o que fazer, em qual farmácia seu medicamento se encontra”, complementou a farmacêutica Gabrielle Kéfrem, da SES-DF, que também participou da apresentação do painel.  O evento de apresentação teve debates e mesas-redondas sobre acesso a medicamentos na rede pública. Os participantes assistiram a palestras com o professor Rafael Santana, do Departamento de Farmacêuticos da Universidade de Brasília (UnB), e com a consultora da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Kathiely Martins dos Santos. *Com informações da Secretaria de Saúde

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DF ultrapassa um milhão de cadastros atualizados no SUS

Sete meses após lançar a campanha Recadastra SUS, o Distrito Federal chegou a 1.054.928 cadastros atualizados no Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho feito pela saúde pública da capital é importante para que o governo conheça os pacientes e mantenha o atendimento e a gestão no melhor funcionamento possível. Desse total de atualizações, mais de 97% foram feitas presencialmente nas unidades de saúde. Outros 13.219 cadastros foram atualizados na internet e 9.283 pelo Disque Saúde (160). A Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça que a população não precisa ir até uma unidade física para fazer esse trabalho, sendo mais confortável e prático usar o meio digital ou o telefone. Assim, a campanha segue nos canais disponibilizados, seja fisicamente, pela internet ou pela opção 5 do Disque Saúde. [Olho texto=”“É muito importante a atualização para que possamos dar continuidade nos atendimentos, diminuindo o absenteísmo das consultas reguladas, o que é um ganho expressivo no agendamento desses pacientes”” assinatura=”Rodrigo Vidal, subsecretário de Planejamento em Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] O governo comemora a marca de um milhão de cadastros atualizados e o que essa parceria com a população reflete nos serviços. Além de garantir que o serviço de saúde seja prestado para o usuário, ter os dados dos pacientes colabora para a rede pública planejar e identificar necessidades específicas das regiões. “Temos percebido a mudança da cultura do paciente que procura a unidade de saúde. Hoje, ele se importa mais, e isso se deve à divulgação na imprensa e nas mídias sociais. Além de procurar o serviço, ele cobra a atualização do cadastro”, afirma o subsecretário de Planejamento em Saúde, Rodrigo Vidal. A atualização do cadastro pode ser feita presencialmente nas unidades de saúde, pelo site portalcidadao.df.gov.br/recadastrasusdf ou pela opção 5 do Disque Saúde | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Um exemplo dessa questão dos dados em dia é ser possível mapear os casos de incidência de dengue nas regiões administrativas, onde há mais ou menos atendimentos, e agir. “Os dados cadastrais do paciente estão melhores hoje; o endereçamento dele, mais atualizado que no passado, então isso tem ajudado no enfrentamento diário da dengue e em vários outros instrumentos de planejamento”, acrescenta o subsecretário. Atendimento otimizado Embora simples ajudam muito a saúde pública o fornecimento dos contatos de e-mail, telefone, WhatsApp, especialmente, e endereço. O contato para exames e consultas, por exemplo, é feito logo após esses procedimentos serem autorizados pelo Complexo Regulador, responsável pelo agendamento dos serviços. Se o cidadão é contatado e comparece ao serviço que procurou, colabora para o funcionamento da fila de atendimento na saúde.‌ [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Dados de 2023 mostram que o absenteísmo na rede pública passou da casa dos 40%. Foram 351.892 consultas, com 153.654 faltas, o que corresponde a 43% do total. No caso dos exames, foram 476.807 agendamentos, dos quais 193.141 não registraram comparecimento do paciente, ou seja, 41% de absenteísmo. O prejuízo é grande: quando um paciente não comparece e não cancela o procedimento, cria-se um espaço impossível de ser preenchido em tempo hábil pelas equipes e prejudica-se o trabalho dos profissionais destacados para exames e consultas especializadas. Como os dados cadastrados são compartilhados com a central de relacionamento responsável por avisar os pacientes dos procedimentos, mantê-los atualizados é essencial para o bom funcionamento da rede de saúde, inclusive na hora de remarcações. “É muito importante a atualização para que possamos dar continuidade nos atendimentos, diminuindo o absenteísmo das consultas reguladas, o que é um ganho expressivo no agendamento desses pacientes”, aponta Rodrigo Vidal.

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DF já atende à nova lei federal de divulgação de estoques de medicamentos

O governo federal deu um passo importante para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS), tornando obrigatória a divulgação dos estoques de medicamentos nas farmácias vinculadas ao sistema. Atenta a medidas de transparência, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) já adota a prática desde 2020. No portal InfoSaúde-DF, qualquer cidadão consegue acessar as informações. Agora obrigatória por lei, divulgação dos estoques de medicamentos das farmácias vinculadas ao SUS é praticado pela Secretaria de Saúde do DF desde 2020 | Foto: Tony Winston/Agência Saúde [Olho texto=”  “Além de aumentar a transparência das informações, essa prática oferece benefícios tanto aos usuários quanto aos profissionais da área” ” assinatura=”Mariana Mantovani, gerente das Farmácias de Alto Custo” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os estoques de medicamentos da Atenção Primária, que engloba as farmácias das unidades básicas de saúde (UBSs), e do Componente Especializado (medicamentos de alto custo) estão disponíveis para consulta. Atualizados diariamente, os painéis permitem a filtragem por unidade de saúde, tornando o acesso mais fácil e conveniente. “A divulgação dos estoques é de grande importância na garantia do acesso equitativo e eficaz à saúde”, avalia a gerente das Farmácias de Alto Custo, Mariana Mantovani. “Além de aumentar a transparência das informações, essa prática oferece benefícios tanto aos usuários quanto aos profissionais da área”. Uma vez a par da disponibilidade, explica a gestora, os profissionais podem otimizar recursos e prescrever opções que estão disponíveis na rede, garantindo o acesso do paciente ao tratamento. Como acessar Para acessar os estoques de medicamentos, basta visitar a página Sala de Situação do portal InfoSaúde-DF. Na seção “Gestão de Recursos”, a aba “Abastecimento” reúne os painéis “Medicamentos das UBSs” e “Medicamentos das farmácias especializadas (Alto Custo)”, facilitando a busca de informações para os cidadãos. A atualização ocorre de segunda a sexta-feira, três vezes ao dia. Os dados são extraídos diretamente dos bancos do Sistema Alphalink (Trakmateriais), seguindo a posição de estoque atualizada do sistema de gerenciamento de materiais. Somente em agosto, esse portal somou mais de 13 mil acessos para verificação dos níveis do estoque. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Patrícia Branco, 34, acessa a plataforma mensalmente para acompanhar informações sobre um medicamento utilizado no tratamento da filha Julia Taynara Lopes, 8. “É muito boa, me ajuda a saber o dia em que posso ir buscar a medicação e isso facilita bastante”, compartilha sobre a experiência com a ferramenta. “Essa ferramenta facilita a participação popular no acompanhamento e na fiscalização no que tange à aplicação de recursos públicos destinados à aquisição de medicamentos, além de tornar mais acessíveis as informações essenciais que compõem a rede de atendimento do SUS no DF”, resume o chefe da Assessoria de Gestão Estratégica de Projetos (Agep), Vinicius Lopes. Nova lei federal Publicada em 23 de agosto deste ano, a lei federal nº 14.654 acrescenta um dispositivo à lei nº 8.080/1990, que criou o Sistema Único de Saúde (SUS). A nova legislação exige que as instâncias gestoras forneçam informações de forma acessível ao público, com atualização quinzenal, contribuindo para evitar desperdícios, desabastecimentos e práticas irregulares. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF 

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GDF lança editais para mais 4 mil cirurgias eletivas

O Governo do Distrito Federal lança, nesta quarta-feira (26), mais três editais para a realização de cirurgias eletivas na rede de saúde complementar. Serão 935 procedimentos na área de urologia (incluindo 126 de vasectomia e 510 de próstata), 2.935 em otorrinolaringologia (destaque para 2.100 retiradas de amígdalas) e 297 de coloproctologia. Nos últimos dois meses, foram lançados, por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), outros editais para a contratação de cirurgias de varizes, tireoide e oftalmologia. Ao todo, serão quase 7 mil cirurgias contratadas. O investimento total passa dos R$ 24,9 milhões e inclui, além dos procedimentos, consultas anestésicas, pré e pós-operatórias, exames e internações, conforme a necessidade. As empresas interessadas têm até 30 dias para apresentarem propostas e precisarão passar por qualificação técnica, econômico-financeira, jurídica, fiscal, social e trabalhista. As sugestões serão avaliadas ainda por uma banca examinadora da SES. O lançamento dos editais de credenciamento, previsto na legislação de complementaridade do Sistema Único de Saúde (SUS), é precedido pela autorização do Conselho de Saúde do Distrito Federal. A iniciativa conta com recursos do governo do Distrito Federal (GDF), de emendas parlamentares e do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, do governo federal. Há a expectativa de realizar até 25 mil cirurgias eletivas com essa modalidade. O investimento total passa dos R$ 24,9 milhões e inclui, além dos procedimentos, consultas anestésicas, pré e pós-operatórias, exames e internações, conforme a necessidade | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde Além das contratações na rede complementar, os próprios hospitais da rede pública ampliaram a produção cirúrgica, com registro de 28% de aumento no número de procedimentos realizados. Fato possível por meio da contratação de novos servidores, aquisição de equipamentos, compra de insumos e melhorias na gestão. Força-tarefa Em contratos já firmados com sete hospitais da rede de saúde complementar, a SES está ofertando 849 cirurgias eletivas. Desse total, 400 procedimentos foram feitos em 30 dias, dentre eles, hernioplastia umbilical, hernioplastia inguinal e remoção cirúrgica do útero e da vesícula. Este edital de credenciamento complementa outros contratos assinados em outubro de 2022, quando foram realizadas 2.384 cirurgias dessas mesmas áreas. RecadastraSUS A melhora na dinâmica de realização das cirurgias também é resultado das iniciativas de recadastramento dos usuários do SUS. Pelo telefone 160 ou pessoalmente em uma unidade básica de saúde (UBS) é possível atualizar os dados de contato para facilitar o chamamento. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] É preciso ter em mãos o comprovante de residência ou, caso não tenha o documento, uma declaração escrita à mão informando o endereço de moradia, CPF ou cartão do SUS e documento de identidade (RG) ou certidão de nascimento. Também são coletadas informações sobre os dados pessoais e sociodemográficos, assim como sobre a situação de moradia e de saúde. *Com informações da SES

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Serviços de hemodiálise no DF terão incentivo anual de R$ 5,8 milhões

Os serviços de hemodiálise realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal devem ter um reforço estimado de R$ 5,8 milhões no financiamento anual. A Secretaria de Saúde (SES-DF) homologou 12 locais que realizam o procedimento para receber incentivos adicionais do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), do Ministério da Saúde. “Esses recursos serão muito bem-vindos para a aquisição de insumos”, afirma o secretário-adjunto de Gestão em Saúde, Jansen Rodrigues. A decisão do colegiado de gestão da SES-DF foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta segunda-feira (24), seguindo critério previsto na Portaria nº 762/2023 do Ministério da Saúde. O documento institui incentivo financeiro de custeio por equipamento de hemodiálise em uso no SUS. A Secretaria de Saúde homologou 12 locais que realizam hemodiálise para receberem incentivos financeiros do Ministério da Saúde | Fotos: Matheus Oliveira/Arquivo/Agência Saúde Com o incremento de recurso, será possível realizar a compra de medicamentos, agulhas e outros materiais de consumo necessários para as sessões de hemodiálise. “Isso pode permitir a ampliação dos turnos de funcionamento das unidades de hemodiálise. Em Taguatinga, por exemplo, o funcionamento noturno praticamente duplicou o consumo de insumos”, complementa o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Maurício Fiorenza. Em fevereiro do ano passado, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) passou a realizar o atendimento noturno, no horário das 19h às 23h, o que permitiu ofertar 40 vagas semanais a mais. Os hospitais regionais de Sobradinho, Asa Norte, Santa Maria e Gama também contam com ambulatórios de hemodiálise, além do Hospital de Base e do Hospital da Criança. Atendimentos Em 2022, a SES-DF realizou 167 mil sessões de hemodiálise, entre serviços oferecidos em unidades da própria rede pública e por meio de contratos em clínicas de saúde suplementar Ao todo, ao longo de 2022, a pasta realizou 167 mil sessões de hemodiálise, entre serviços oferecidos em unidades da própria rede pública e por meio de contratos em clínicas de saúde suplementar. De acordo com o censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia, o Distrito Federal registra anualmente cerca de 2.280 pessoas que se submetem a diálise, seja hemodiálise ou pelo método peritoneal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A gerente de Controle de Credenciamento e Habilitação da Secretaria de Saúde, Karla Franco, lembra, ainda, o apoio para o custeio dos contratos com a saúde suplementar. “É a primeira vez que vamos receber o incentivo”, explica. Para ampliar a oferta de hemodiálise e liberar leitos na rede pública, a SES-DF também incluiu o serviço em contratos de prestação de serviço. A hemodiálise é um tratamento para pacientes com falência da função renal que remove impurezas do sangue. Por meio de acesso vascular, uma máquina filtra o sangue. Para acessar o serviço é preciso passar por uma avaliação inicial e ter a indicação do especialista. Feito isso, o paciente é inserido no sistema de regulação da SES-DF e, depois, chamado para realizar o procedimento. Saiba mais no site da Secretaria de Saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Participação popular marca abertura da 11ª Conferência Distrital de Saúde

Brasília é sede, até esta quarta-feira (31), da 11ª Conferência Distrital de Saúde, etapa preparatória para a 17ª Conferência Nacional de Saúde. O evento, realizado a cada quatro anos, é um dos mais importantes espaços de diálogo entre governo e sociedade para a construção das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Com o tema Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia – Amanhã vai ser outro dia, a conferência está organizada em torno de quatro eixos: O Brasil que temos. O Brasil que queremos; O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas; Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia; e Amanhã vai ser outro dia para todas as pessoas. O caráter participativo e democrático da gestão do SUS marcou as falas da abertura, na noite de segunda (29). A solenidade começou com a assinatura por representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) do 3º Termo de Ajuste ao 111º Termo de Cooperação, que trata do fortalecimento do controle e da participação social no SUS na capital federal. A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, destacou a importância do engajamento público para a construção do SUS | Fotos: Tony Winston/Agência Saúde “Este é o SUS que a gente sonha, que desde a redemocratização a gente quis que acontecesse: que é do povo, para o povo e pelo povo e que continuará honrando e orgulhando a todos nós. Não apenas salvando vidas, mas também fortalecendo a democracia participativa”, ressaltou a presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), Jeovânia Rodrigues Silva, ao inaugurar a série de discursos. [Olho texto=”“Essa mesa é realmente plural e democrática. Porém, ela, junto com esse público que está aqui presente, tem um único objetivo: discutir saúde, uma saúde de qualidade”” assinatura=”Celina Leão, vice-governadora do DF” esquerda_direita_centro=”direita”] A representante dos trabalhadores foi homenageada pela secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, em nome do CSDF. Também receberam homenagens a secretária executiva do CSDF, Andressa Cristina de Oliveira Silva Cavalcante, e toda a comissão organizadora da 11° Conferência Distrital de Saúde. Lucilene destacou a importância do engajamento público para a construção do SUS. “Lembremos que os desafios enfrentados pelo sistema de saúde são políticos, pois não podem ser resolvidos somente na esfera técnica. Esses só poderão ser solucionados com os esforços conjuntos dos indivíduos e da sociedade brasileira, exigindo um engajamento contínuo. O SUS é da sociedade e somente ela pode defendê-lo”, enfatizou. A abertura da conferência contou com a participação dos três poderes, de entidades continentais, nacionais e distritais e da sociedade civil A mesa de abertura contou com a participação de 18 integrantes, representantes dos três poderes; de entidades continentais, nacionais e distritais; e da sociedade civil. “Essa mesa é realmente plural e democrática. Porém, ela, junto com esse público que está aqui presente, tem um único objetivo: discutir saúde, uma saúde de qualidade”, afirmou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Preparativos para a 17ª Conferência Nacional de Saúde [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os grupos de trabalho atuarão durante todo o segundo dia para a entrega das moções. As diretrizes e propostas do DF serão lidas e aprovadas na Plenária Deliberativa na manhã do terceiro dia. Ao fim do evento, serão eleitas as pessoas delegadas para a 17ª Conferência Nacional de Saúde. As deliberações emitidas na conferência nacional, a ser realizada de 2 a 5 de julho deste ano, devem ser contempladas no próximo ciclo de planejamento da União e servir de subsídio para a elaboração do Plano Nacional de Saúde e Plano Plurianual, de 2024- 2027. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Assistente social na Saúde promove direitos e políticas públicas

Com 250 profissionais em seus quadros, o Serviço Social da Secretaria de Saúde (SES) marca presença em diferentes setores para viabilizar o acesso da população a direitos e políticas públicas. Neste Dia do Assistente Social (15), destaca-se o papel do setor que, na rede pública, carrega a responsabilidade de assegurar garantias básicas aos pacientes. Waleska Fernandes, do Caps AD III de Samambaia: “Não faço nada no lugar do paciente; ofereço o caminho para que ele seja o sujeito de suas próprias ações” | Fotos: Tony Winston/Agência Saúde “O assistente social, no cenário da proteção social, é um profissional que vai contribuir para a materialização e para o fortalecimento dos princípios do SUS [Sistema Único de Saúde], para a universalidade, a integralidade e a equidade da política pública de saúde”, resume e assinala a gerente de Serviço Social da SES, Priscila Nolasco. O trabalho de profissionais do serviço social deve ser articulado com equipes multiprofissionais. “Minha atuação busca promover a inserção social, o fortalecimento do protagonismo do indivíduo, da sua autonomia e da sua cidadania”, exemplifica a assistente social Waleska Fernandes, que há dez anos trabalha no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (Caps AD) III de Samambaia. “Não faço nada no lugar do paciente; ofereço o caminho para que ele seja o sujeito de suas próprias ações”. A rotina no Caps é ampla. A unidade funciona 24 horas e recebe pacientes por demanda espontânea ou encaminhamento de outras unidades de saúde. O exercício da assistência social em atendimentos individuais ou grupos terapêuticos permite desde a obtenção de documentos essenciais até o acesso a políticas públicas voltadas à alimentação, à moradia e ao emprego para as pessoas que se encontram em tratamento. Jamila Trevizan, do Hospital de Apoio: “Quando cuidamos de um paciente, estamos lidando com a saúde do todo, de toda uma família, de uma comunidade inteira” [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Saúde integrada Uma das oito profissionais do Núcleo de Serviço Social do Hospital de Apoio de Brasília (HAB), a assistente social Jamila Trevizan dedica-se desde 2017 ao atendimento em cuidados paliativos. “Preocupamo-nos para além da dor física dos pacientes – não só com o próprio tratamento, mas com os filhos, com o sustento da família, com as intervenções que possam vir a receber”, pontua. “Quando cuidamos de um paciente, estamos lidando com a saúde do todo, de toda uma família, de uma comunidade inteira. Cada pessoa é um mundo específico”. Para quem trabalha nessa área, o cotidiano segue a observância ao conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS) segundo o qual “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”.  *Com informações da Secretaria de Saúde

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Cuidar, a maior missão da enfermagem na rede pública

No Distrito Federal, atuam 600 equipes de Saúde da Família (eSF) – cada uma encarregada do atendimento de até 4.000 pessoas. Em sua composição, que vai além da recomendação nacional, estão o médico, dois técnicos de enfermagem, quatro agentes comunitários e o enfermeiro. Nesta sexta-feira (12) é comemorado o Dia Internacional do Enfermeiro. Entre os eventos programados, representantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb) participam da 84ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), que este ano tem como tema “A valorização do trabalho em enfermagem com desenvolvimento sustentável e bem viver”. Em 2022, a categoria foi responsável por 56% dos quase três milhões de atendimentos individuais (consultas e de urgência) na Atenção Primária à Saúde (APS) distrital. Os dados são do InfoSaúde. Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), o maior e mais complexo sistema de saúde pública do mundo, há diferentes níveis de assistência. Uma delas é a APS, a porta de entrada para o atendimento. Para que boa parte do trabalho desenvolvido pela assistência primária flua, existem as unidades básicas de saúde (UBSs), espaços dedicados a ações e atendimentos de prevenção e de promoção à saúde comunitária. Para além da assistência clínica, o foco é estar próximo às pessoas e promover a qualidade de vida da população. Essa atenção integral, que considera o cuidado sua maior missão, é característica inerente à profissão de enfermagem. “Quando analisamos a história do SUS e do trabalho do enfermeiro, identificamos uma completa afinidade. A Estratégia de Saúde da Família existe para melhorar a saúde da comunidade sob sua responsabilidade – o que exige um olhar para o território, o ambiente e o contexto em que o indivíduo está inserido”, explica o gerente de serviços de enfermagem na APS, Ávallus André Alves Araújo. Ávallus Araújo explica que o enfoque no cuidado sempre manteve a enfermagem em associação com a Estratégia de Saúde da Família | Fotos: Tony Winston/ Agência Saúde Coordenação de equipe O papel do enfermeiro transita por diversas vias. Entre elas, o acolhimento a uma família inteira: acompanha o crescimento da criança, afere a pressão do pai, aplica a vacina na avó, participa dos exames de rotina da mãe, puxa a orelha do avô que não apareceu na consulta. Na outra ponta da rotina, está a gestão, habilidade que desponta de forma espontânea nos papéis de coordenação. O usuário assistido pela Equipe 7 (Roxa) da UBS 1 de Águas Claras, por exemplo, ao buscar o primeiro atendimento, além do cadastro regular nos sistemas oficiais, tem também os seus dados incluídos em uma planilha própria. Assim, o enfermeiro Edmon Martins Pereira consegue estruturar o perfil populacional e monitorar as demandas previsíveis de cada uma das mais de três mil pessoas atendidas pela equipe. Um grupo na rede WhatsApp – criado pelo enfermeiro para abrigar toda a comunidade – contribui para o esclarecimento de dúvidas e apresentação de informações sobre a rotina e os eventos da UBS. “Por esse meio, a equipe consegue sanar boa parte das questões apresentadas pela população. Estando bem-informada, às vezes a pessoa sequer precisa vir até a unidade”, explica Edmon. Para ele, nem sempre é necessário ao paciente procurar o atendimento no hospital. “Se ele chegou lá, alguma falha minha existiu. Sou eu quem deve encaminhá-lo para a assistência hospitalar – e apenas quando não consigo resolver a demanda na unidade”, complementa. No último ano, a equipe do enfermeiro foi a que atendeu ao menor número de demandas espontâneas da UBS 1 de Águas Claras. A população atendida pelo Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (Saif) do Areal faz parte do território assistido pela equipe multiprofissional. Assim que passou a trabalhar na unidade, em dezembro de 2019, Edmon empreendeu a instalação de um consultório dentro do estabelecimento de assistência social. A população vulnerável, com dificuldade de adesão aos cuidados prestados na UBS, possui, desde o início de 2020, um espaço próprio para exames e consultas com a equipe de saúde. “O atendimento, sendo prestado aqui no consultório ou lá na UBS, é sempre de ótima qualidade. Sempre que nos encontramos, um simples cumprimento já faz toda a diferença”, atesta Waldemir José Braga de Souza, morador do Saif Areal. O enfermeiro Edmon Pereira monitora de perto os mais de 3.000 pacientes que atende na UBS 1 de Águas Claras Vínculo e capacidade de iniciativa Entre a grande variedade de cenários em que o profissional de enfermagem da atenção primária trabalha, a zona rural apresenta uma realidade particular. A enfermeira Carine Quadros de Melo atua desde 2014 junto à população da Fercal – situada às margens da Área de Proteção Ambiental (APA) Cafuringa. É tempo suficiente para que ela tenha participação efetiva na história da comunidade. “Ela acompanhou minha primeira gravidez em 2017, na UBS 2, do pré-natal até os anos iniciais de crescimento do meu filho. Na gestação seguinte,que apresentava risco, foi ela que também me recebeu na UBS 3 e esteve presente durante todo o processo”, conta Cleidiane da Silva da Cruz, mãe de Murilo e Benício. “Posso dizer que a enfermeira Carine faz parte da minha vida e da minha família. Eu tenho plena confiança em tudo o que ela faz.” Recentemente, a enfermeira comprou um chip telefônico para melhorar o contato direto com os pacientes. Além disso, com o intuito de expandir o leque de serviços à comunidade, Carine se organizou com a equipe para fim de coletar material para exames laboratoriais. Em um acordo com o Hospital de Sobradinho (a 10 km da UBS), as amostras são recolhidas semanalmente, às quintas-feiras, para análise clínica. “Qualquer coisa que a gente consiga para aprimorar o dia a dia da assistência é uma grande vitória. Enche-me de orgulho ser enfermeira e poder contribuir diretamente para a melhoria da vida das pessoas”, afirma Carine. A enfermeira Carine de Melo acompanhou a gestação e crescimento dos dois filhos de Claudiane da Cruz Olhar sistêmico e afetivo A relação de proximidade com o paciente exige da enfermagem atenção e zelo. Além do cumprimento do calendário vacinal, a equipe de imunização de que participa a enfermeira Gabriela Barasuol, da UBS 3 do Guará 2, busca informar e atender as mais diversas queixas da população. “A cada dia, a comunidade demonstra essa necessidade de instrução. Normalmente, quem chega aqui busca uma vacina específica. Nós conferimos e, se for o caso, oferecemos também outra que esteja liberada para a pessoa. Trata-se não só de dar aquilo que ela vem procurar; mas também estar atenta a tudo que pode ser ofertado ao usuário do serviço”, assegura a profissional. A equipe da sala de vacina da UBS 3 do Guará 2 conta com a contribuição de duas técnicas de enfermagem. Ellen Gonçalves de Carvalho é uma delas e dedica-se há 12 anos à imunização. Nessa trajetória, entre as várias melhorias no serviço, a presença obrigatória do enfermeiro como responsável técnico na sala de vacina recebe destaque. “Hoje, conseguimos manter uma relação direta com a farmácia. Com isso, aumentamos a possibilidade de atender ao usuário e apresentar soluções aqui mesmo. Nós e o serviço ganhamos muito com essa autonomia profissional”, destaca. A autonomia profissional favorece o trabalho em equipe da enfermeira Gabriela Barasuol e da técnica de enfermagem Ellen de Carvalho Inspirar para transformar [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A competência e a presteza manifestada em serviço pelos profissionais da enfermagem inspiram os colegas que atuam ao redor. “São pessoas com essa vontade e determinação, que fazem a diferença, que nos fazem seguir firmes e confiantes nesse trabalho de construção do SUS”,, diz a supervisora de Serviços de Atenção Primária da  Gestores dos Serviços de Atenção Primária à Saúde (Gsap) 01 de Águas Claras, Wânia Lúcia Gomes, entusiasmada pelo bom desempenho da Equipe 7, da qual faz parte o enfermeiro Edmon Pereira. Todo enfermeiro, cada um de acordo com as especificidades do seu cenário de atuação, desempenha atividades gerenciais, zelando pela comunidade em que trabalha. “O profissional da enfermagem é esse que busca algo a mais. Ele quer fazer a diferença, transformar a realidade. A intenção não é unicamente ‘tratar a doença’ e dispensar o paciente. Busca-se, por meio do vínculo, melhorar todas as condições comunitárias que favoreçam ao indivíduo o pleno progresso em saúde”, resume o gerente Ávallus Araújo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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DF vai ganhar unidade da Santa Casa de Misericórdia

O Distrito Federal caminha para ter a sua primeira unidade da Santa Casa de Misericórdia, espaço de saúde dedicado a cuidar dos mais necessitados e um braço forte do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. A costura do acordo ocorreu durante jantar de comemoração dos 60 anos da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), em Brasília, com a presença da governadora em exercício, Celina Leão. A construção de uma Santa Casa no DF tem como objetivo melhorar o atendimento à população no SUS. Para tirá-la do papel, o Governo do Distrito Federal (GDF) agora trabalha na formatação de um projeto e destinação de um terreno, para que posteriormente a confederação viabilize os recursos para o hospital. A chefe do Executivo local abriu as portas para a CMB expandir o serviço e atender a população do DF. Presentes no Brasil desde o século XVI, as Santas Casas são responsáveis por sustentar enfermos e inválidos e dão assistência a recém-nascidos abandonados na instituição. Segundo a CMB, dos 7,3 mil hospitais do país, 1,8 mil são Santas Casas e hospitais filantrópicos, responsáveis por mais da metade da demanda de média e alta complexidade do SUS. Ainda de acordo com a confederação, em 830 municípios brasileiros, as Santas Casas e hospitais filantrópicos são o único equipamento de saúde para atendimento. “Nós teremos uma unidade da Santa Casa. Vamos fazer a destinação do lote para que seja construído esse espaço e viabilizar a vinda dessa importante instituição de saúde para o Distrito Federal”, afirma Celina Leão. “Nós teremos uma unidade da Santa Casa. Vamos fazer a destinação do lote para que seja construído esse espaço e viabilizar a vinda dessa importante instituição de saúde para o Distrito Federal”, afirma Celina Leão | Foto: Divulgação/CMB Coordenador da Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, o deputado federal Antonio Brito (PSD-BA) explica que a construção não terá ônus para o GDF. Diz também que os parlamentares estão comprometidos a colaborar com emendas e a buscar mais recursos junto à sociedade civil. “O DF é a única unidade da federação que não tem uma Santa Casa. O gesto da governadora em exercício é importantíssimo para o país. É um ato de amor, de filantropia dotar Brasília de um equipamento que daqui a décadas poderá ter muitas destinações. Brasília vai entrar na rede filantrópica do Brasil e do mundo e nós, deputados, aplaudimos a iniciativa e a sensibilidade da governadora Celina Leão”, elogia Antonio Brito. “A governadora em exercício, Celina Leão, se disponibilizou a doar um terreno para a instalação de uma Santa Casa no Distrito Federal e a CMB tem interesse em construir essa unidade. Vamos enviar um ofício ao GDF para a entrada do processo de doação desse terreno e, estando essa parte concretizada, iniciarmos o projeto para viabilizar a implantação”, detalha o presidente da CMB, Mirocles Véras. Segundo o presidente, a CMB vai dialogar com o Governo Federal e as bancadas do Congresso Nacional na busca por recursos e emendas parlamentares que ajudem a construir um hospital filantrópico de alta complexidade. “Estamos trabalhando junto ao governo do DF para que a tramitação ocorra o mais rápido possível”, acrescenta. Mais pela saúde Tratada com prioridade, a saúde tem sido atendida com a construção e renovação de hospitais, modernização dos equipamentos e reforço de pessoal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Recentemente, a governadora em exercício empossou mais de 1,2 mil profissionais da área – sendo 437 médicos – e anunciou a construção de um hospital de retaguarda com 200 leitos para acolher pacientes de hospitais e das unidades de pronto atendimento (UPAs). Atualmente, o GDF trabalha para construir 17 unidades básicas de saúde (UBSs) e quatro hospitais, um deles de especialidades oncológicas – já em execução – e os outros no Recanto das Emas, Guará e São Sebastião. Além disso, o governo planeja ter o Hospital do Servidor, para atender o funcionalismo público. Outro anúncio recente é o trabalho para a unificação de todos os sistemas utilizados pelos profissionais da saúde pública. Por fim, o GDF vai impulsionar as cirurgias eletivas, com um aporte de R$ 34 milhões, valor capaz de realizar mais de 18 mil procedimentos. Os recursos serão destinados por deputados distritais e federais.

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Publicada a convocação para a 11ª Conferência Distrital de Saúde

Brasília, 28 de setembro de 2022 – As etapas preparatórias da 11ª Conferência Distrital de Saúde (CDS) serão realizadas no período de 1º a 31 de março de 2023. A Portaria nº 626, de convocação para a conferência, foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial do Distrito Federal. A 11ª CDS é uma etapa preparatória da 17ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), que vai ocorrer de 1º a 31 de maio de 2023, também em Brasília. O tema da 11ª CDS e da 17ª CNS será: “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia!”. A 11ª CDS será presidida pela secretária de Saúde do Distrito Federal e, em sua ausência ou impedimento, pelo secretário adjunto de Assistência à Saúde, e será coordenada pela presidente do Conselho de Saúde do DF. O regimento e a comissão organizadora da 11ª CDS serão aprovados pelo Conselho de Saúde do DF (CSDF), homologados pela secretária de Saúde e publicados em formato de resoluções e portarias. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Audiência destaca atuação do Instituto de Cardiologia do DF

Nesta quinta-feira (25), a partir das 15h, uma comitiva formada por profissionais e pacientes do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) participará de audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para falar da importância da instituição frente ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, o médico e gerente geral de assistência, André Watanabe, e a superintendente do ICTDF, Valda César, apresentarão os dados do instituto. O secretário de Saúde do DF, general Manoel Pafiadache, discorrerá sobre a atuação do ICTDF. A audiência pública será presidida pelo deputado distrital Jorge Vianna, membro titular da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc) da CLDF, e contará com depoimentos de pacientes atendidos pelo instituto. *Com informações do ICTDF

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Portal InfoSaúde-DF lança painel sobre transplantes 

A população do Distrito Federal passa a contar com mais uma ferramenta para acompanhar, de forma transparente, as informações sobre transplantes. O portal InfoSaúde-DF agora conta com o Painel de Transplantes, onde é possível consultar dados sobre os procedimentos cirúrgicos desta natureza realizados na capital federal, tais como fila de espera por órgão, número de pacientes transplantados e locais onde foram feitos cada um. “O painel foi construído de modo que se tenha clareza nos dados publicados, pensado para ser algo mais didático e cumprir com o objetivo de fornecer transparência e facilitar o acesso à informação”, destaca a diretora da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), Camila Vieira Hirata. A CET-DF é responsável pela coordenação das atividades de transplantes no âmbito do DF que abrange a rede de saúde pública e particular. Em 2021, foram um total de 329 pacientes transplantados. Atualmente, 956 pessoas aguardam transplantes no DF. Desses, 530 esperam um rim. O cidadão pode consultar no painel a quantidade de pessoas na fila para cada órgão, lembrando que essa espera é única e engloba pacientes da rede pública e privada. [Olho texto=”Os pacientes que precisam de transplante são inseridos em uma lista única, controlada por um programa informatizado do Sistema Nacional de Transplantes” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] “A CET-DF está envolvida em toda a cadeia do processo de doação e transplante, como cadastro dos doadores para que os órgãos sejam disponibilizados para os receptores e gerenciamento da lista única de espera. Aqui no DF também temos núcleos que compõem a CET e realizam a busca ativa de doadores, promovem a cultura de doação, capacitações, credenciamento de equipes, além de todas as atividades de coordenação inerentes ao processo de doação e transplante”, esclarece Camila. Como funciona a fila de espera? De acordo com a diretora da CET-DF, os pacientes que precisam de transplante são inseridos em uma lista única, controlada por um programa informatizado do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A lista é regionalizada, ou seja, aquele potencial receptor será acompanhado pela equipe do estado onde está inscrito e vai realizar o procedimento também nessa localidade. “Primeiramente, os órgãos doados no Distrito Federal serão disponibilizados para os pacientes que precisam do transplante aqui no DF e o sistema informatizado do SNT vai fazer o cruzamento das informações considerando critérios de compatibilidade, gravidade do paciente e tempo na lista de espera”, aponta. Caso não seja identificado um receptor compatível aqui no DF, é possível fazer uma oferta para a Central Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, e se houver receptor de outro estado apto a receber, o órgão poderá ser transplantado nesse paciente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Como entrar na fila de espera? Primeiro é preciso passar por avaliação com consultas e exames específicos com profissionais autorizados a realizar transplantes, nos estabelecimentos públicos ou privados. Se for constatado que o paciente realmente tem a indicação do transplante, ele é inserido pela própria equipe transplantadora na lista única de espera. Quem pode ser doador? Segundo Camila, existem dois tipos de doadores. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, medula óssea ou parte do pulmão, desde que concorde com a doação e que não haja prejuízo para a sua saúde. Pela lei, cônjuges e parentes até o quarto grau podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial. O doador falecido é aquele que a família autorizou a doação após o seu falecimento. São pessoas que sofreram alguma lesão cerebral irreversível decorrente, por exemplo, de acidente vascular cerebral (AVC) ou vítimas de acidentes de trânsito com trauma crânioencefálico. “Para que a doação seja realizada, é necessário a confirmação de um diagnóstico bem criterioso, chamado diagnóstico de morte encefálica, que envolve exames clínicos e de imagem realizados por médicos especializados”, afirma a diretora da CET-DF. Ela chama a atenção ainda para a importância de que as pessoas conversem com seus familiares sobre o seu desejo de ser um doador, uma vez que, no Brasil, a doação só será feita após a autorização familiar do falecido. Quais transplantes são realizados no DF? No Distrito Federal, é possível realizar, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os seguintes transplantes de órgãos e tecidos: coração, rim, fígado, córneas e medula óssea. A rede privada oferece as mesmas modalidades e mais o transplante de tecido musculoesquelético. Para mais informações sobre o assunto, acesse a Carta de Serviços – Transplantes. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Mãe escreve carta a profissionais que cuidaram da filha

Na avaliação de Ângela, se não fosse pelo empenho, dedicação e experiência da equipe que acompanhou o caso de sua filha, talvez Cecília não estivesse em casa ainda | Foto: Breno Esaki / Agência Brasília Satisfeita com todo o atendimento que teve desde sua gestação até hoje, sete meses após o nascimento de sua filha, e, também, com o acompanhamento dela na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Ângela Ribeiro dos Santos, 34 anos, fez questão de escrever uma carta de agradecimento aos profissionais da unidade. [Olho texto=”“Eu estava no Hmib desde o parto da minha filha, até o último dia 7 de abril, quando recebemos alta. Foram meses de muita luta e angústia, mas hoje vejo que somos vitoriosas, porque minha filha superou os prognósticos dados pelos médicos desde o início, de que ela teria pouco tempo de vida após o parto ou nem sobreviveria”” assinatura=”Ângela Ribeiro dos Santos, 34 anos, mãe de Cecília, sete meses” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Desde as oito semanas de gravidez, Ângela foi informada de que sua filha, a pequena Cecília, possuía más formações congênitas como hidrocefalia, encéfalo celiofectal, esquizencefalia e estômago colapsado. Ela fez todo o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seu parto ocorreu no Hmib, no dia 24 de agosto, quando estava com 33 semanas. “Eu estava no Hmib desde o parto da minha filha, até o último dia 7 de abril, quando recebemos alta. Foram meses de muita luta e angústia, mas hoje vejo que somos vitoriosas, porque minha filha superou os prognósticos dados pelos médicos desde o início, de que ela teria pouco tempo de vida após o parto ou nem sobreviveria”, relata. Na avaliação de Ângela, se não fosse pelo empenho, dedicação e experiência de toda a equipe médica que acompanhou o caso de sua filha, talvez Cecília não estivesse em casa ainda. “Ao longo destes sete meses, a Cecília fez duas cirurgias e teve o acompanhamento da área de Cuidados Paliativos que me ajudaram na maneira de cuidar da minha filha. Também recebi o acompanhamento da psiquiatra e psicóloga, pois antes da gestação da Cecília eu sofri três abortos, precisava cuidar da minha saúde mental”, explica. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Cecília fez uma traqueostomia no final do ano, e apesar de algumas complicações, conseguiu sair da ventilação mecânica. Agora, que recebeu alta hospitalar, será acompanhada pela equipe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) e terá consultas de rotina no ambulatório do Hmib. “Não tenho do que reclamar do SUS, fui muito bem acolhida desde a gravidez. A equipe que acompanhou a minha filha foi sensacional, só tenho a agradecer”, finaliza.   *Com informações da Secretaria de Saúde

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Oficinas de saúde reforçam a importância do serviço humanizado

Superintendentes do Hospital de Base e do Hospital Regional de Santa Maria participaram do evento, que observou todos os protocolos de segurança sanitária | Foto: Davidyson Damasceno / Iges-DF Para oferecer um atendimento com cada vez mais qualidade, chefes setoriais das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) participaram, nesta segunda-feira (11), do primeiro dia de interações do Circuito de Oficinas do Projeto Humanizar. Os encontros foram feitos no Hospital de Base (HB), na parte da manhã, e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no turno da tarde. Nos próximos dois dias, terça (12) e quarta-feira (13), o evento será voltado aos demais colaboradores do instituto. “Todas as áreas devem estar integradas neste processo de humanização, desde os gestores até os auxiliares lá na ponta. É preciso oferecer o atendimento com a maior qualidade possível, não apenas na prestação do serviço, mas principalmente no respeito aos direitos dos pacientes”, reforçou a organizadora do evento, Larissa Miriam Andrade, assessora da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). Atividade lúdica no HRSM durante oficina nesta segunda-feira | Foto: Davidyson Damasceno / Iges-DF O circuito de oficinas abrange os seguintes temas: ? Apresentação pessoal ? Direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde ? Gentileza no atendimento ? Gestão humanizada ? Identificação do paciente grave ? Libras ? Solução de conflitos de forma produtiva Os superintendentes do Hospital de Base e do Hospital de Santa Maria participaram do evento desta segunda-feira. “É fundamental o atendimento humanizado nos hospitais públicos, com acolhimento do paciente desde a entrada na unidade até a saída. O tratamento apresenta resultados bem melhores quando há essa preocupação”, afirmou Lucas Seixas, responsável pelo HB. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A principal lição dessas oficinas é saber que hospitais podem ter tecnologias de ponta, os melhores médicos e as melhores técnicas, mas se não entregarem afeto e acolhimento ao paciente, não estão oferecendo nem metade do tratamento de que ele precisa”, completou o superintendente do HRSM, Willy Pereira. Sobre o Humanizar Criado em 19 de novembro de 2019, o projeto Humanizar segue as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. A proposta é melhorar a relação entre pacientes, familiares e profissionais, com acolhimento logo às portas de entrada das unidades de saúde. Inicialmente o projeto foi implementado no Hospital de Base, depois levado para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e para as seis UPAs administradas pelo Iges-DF. Atualmente o projeto é composto por 111 colaboradores, entre gestores, consultores, analistas e auxiliares.   * Com informações do Iges-DF

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