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câncer de mama

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Câncer de mama: saiba onde buscar atendimento e tratamento na rede pública do DF

O diagnóstico precoce salva vidas e representa a principal estratégia para o sucesso no combate ao câncer de mama. Para assegurar o acesso rápido ao cuidado, a rede pública do Distrito Federal conta com um protocolo estruturado que acompanha o paciente desde a primeira triagem até o suporte oncológico completo. Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 1% dos pacientes seja do sexo maculino. Se você precisa de avaliação, saiba exatamente onde ir e como funciona o fluxo de assistência. Por onde começar A porta de entrada para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem apresentar sintomas. Para descobrir a UBS de referência, basta consultar este site e informar o CEP da residência. Também é preciso ficar atenta aos sinais de alerta que exigem ida imediata ao médico. Os principais sintomas são: Nódulo palpável (geralmente indolor); Alterações na pele da mama (como vermelhidão ou retração); Saída de secreção pelo mamilo; Mudança no formato ou tamanho da mama; Inchaço na axila; Inversão do mamilo; Dor mamária. A porta de entrada para o acolhimento é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente | Foto: Divulgação Onde fazer a mamografia Na própria UBS, o médico solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e dá agilidade à entrega dos laudos. Após a marcação, a paciente é informada sobre a data, o local e o horário. - A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF: Hospital Regional de Sobradinho (HRS) Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) Hospital da Região Leste (HRL) Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) Hospital Regional de Samambaia (HRSam) Hospital Regional de Taguatinga (HRT) Hospital Regional do Gama (HRG) Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) Hospital Regional de Ceilândia (HRC) Atendimento com especialista e biópsia Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS, a paciente vai direto para a consulta com um mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e demora, em média, menos de 30 dias para acontecer. Durante a consulta, se o nódulo for palpável e houver necessidade, o próprio mastologista já faz a biópsia no consultório. Caso o nódulo não seja evidente, a equipe agenda o procedimento em uma unidade de radiologia para ocorrer de forma guiada por imagem (por meio de mamografia, ecografia ou ressonância). Tratamento ágil Se o diagnóstico de câncer se confirmar, a paciente segue imediatamente para o tratamento. Essa rapidez integra protocolos criados para garantir diagnóstico e suporte rápidos, coordenados e humanizados. O plano terapêutico é montado de forma individualizada para cada caso. Dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente, o tratamento nos aparelhos de saúde do DF pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, com o acompanhamento integral da equipe médica e o suporte necessário para o cuidado completo.

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Exercícios físicos ajudam mulheres a enfrentar os desafios do pós-câncer de mama

A decisão de estudar o impacto do exercício físico em mulheres em remissão do câncer de mama nasceu de experiências pessoais marcantes na vida da professora Gislane Ferreira de Melo. A perda de familiares e de uma orientadora para a doença despertou nela o desejo de compreender não apenas os efeitos físicos do câncer, mas também as dimensões emocionais e sociais que acompanham essa jornada. Hoje, essa vivência se transforma em ciência. Professora dos programas de pós-graduação em Educação Física e em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), Gislane coordena, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto que investiga como a prática orientada de exercícios físicos pode amenizar os efeitos colaterais da hormonioterapia e melhorar a qualidade de vida de mulheres em fase de remissão. Gislane Ferreira de Melo: “Muitas mulheres chegam às sessões com dores, cansaço extremo e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos” | Foto: Divulgação/Brunno Garcia da Silva O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e, mesmo após o término das etapas mais agressivas do tratamento — como cirurgia, quimioterapia e radioterapia — muitas pacientes ainda precisam conviver, por anos, com os efeitos colaterais da hormonioterapia. Dores articulares, fadiga crônica, alterações de humor, distúrbios do sono e impacto na vida social fazem parte da rotina de milhares de mulheres em fase de remissão da doença. É nesse contexto que se insere o projeto “Interação entre Exercício Físico e Hormonioterapia em Mulheres em Remissão do Câncer de Mama”, desenvolvido na UCB, com apoio da FAPDF por meio do edital Demanda Espontânea (2024). A iniciativa investiga de forma integrada como um protocolo estruturado de exercícios físicos pode amenizar os efeitos colaterais do tratamento hormonal e contribuir para o bem-estar físico, emocional e social dessas mulheres. Origem internacional e impacto local Atividades aeróbicas integram o protocolo de exercícios do projeto | Foto: Divulgação O projeto é inspirado no programa internacional Get Real & Heel, desenvolvido há mais de 15 anos na University of North Carolina at Chapel Hill (UNC), nos Estados Unidos. A partir dessa experiência, a pesquisadora foi autorizada a implementar o protocolo no Brasil, dando origem ao Get Real & Heel Brasil, que passou a funcionar de forma contínua na UCB. Atualmente, o programa atende a cerca de 30 mulheres sobreviventes do câncer de mama — muitas delas em uso de hormonioterapia, oferecendo sessões gratuitas de exercício físico supervisionado, três vezes por semana, com duração média de uma hora e meia. Exercício como estratégia terapêutica As sessões coletivas combinam exercícios aeróbicos, força e equilíbrio, promovendo ganhos físicos e também o fortalecimento do vínculo entre as participantes | Foto: Divulgação O diferencial do projeto está na abordagem personalizada e no acompanhamento multiprofissional das participantes. Antes de iniciar as atividades, cada mulher passa por uma avaliação ampla, que inclui histórico clínico e oncológico, tipo de tratamento realizado, uso de medicamentos, além de avaliações físicas, funcionais, psicológicas e sociais. As sessões combinam exercícios aeróbicos, treinamento de força, atividades de mobilidade, equilíbrio e flexibilidade. A intensidade e o volume dos exercícios são ajustados individualmente, respeitando as limitações e necessidades de cada participante, sempre com monitoramento contínuo de sinais vitais, percepção de esforço, presença de dor e resposta ao treinamento. Segundo a coordenadora, o exercício físico deixa de ser uma atividade genérica e passa a atuar como uma estratégia terapêutica não farmacológica, integrada ao cuidado em saúde, especialmente importante durante o longo período de uso da hormonioterapia. Acompanhamento integral Além dos ganhos físicos, o projeto acompanha de forma sistemática os impactos psicológicos, biológicos e sociais da prática de exercícios. São avaliados indicadores como ansiedade, depressão, autoestima, imagem corporal, qualidade do sono, qualidade de vida, suporte social e medo de recorrência da doença. O estudo também analisa biomarcadores moleculares e inflamatórios, além de utilizar ferramentas de inteligência artificial e machine learning para identificar padrões, interações entre variáveis e respostas ao treinamento ao longo do tempo. Essa abordagem permite compreender a saúde das participantes como um processo dinâmico, influenciado pela interação entre tratamento medicamentoso, exercício físico e contexto psicossocial. O acompanhamento individualizado permite que cada participante evolua no seu ritmo, respeitando limites físicos e necessidades específicas durante o uso da hormonioterapia | Foto: Divulgação Entre os principais benefícios relatados estão a redução de dores musculares e articulares, diminuição da fadiga, melhora da disposição para as atividades diárias, maior tolerância ao esforço físico e melhora do sono. “Observamos, ao longo do acompanhamento, que muitas mulheres chegam às sessões com dores, cansaço extremo e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos. O exercício físico passa a ser um recurso de enfrentamento, de reconstrução da autoestima e de retomada da autonomia”, destaca a pesquisadora. Na prática, essas transformações se refletem em maior adesão ao tratamento, melhora da capacidade funcional, retomada de atividades cotidianas e fortalecimento do senso de pertencimento e de apoio mútuo entre as participantes. Os impactos também se estendem ao bem-estar emocional. Muitas mulheres relatam redução de sintomas de ansiedade e depressão, aumento da autoestima, ressignificação da imagem corporal e maior confiança em seus próprios corpos após o tratamento oncológico. O projeto promove a construção de vínculos afetivos duradouros entre as participantes, formando uma rede de apoio baseada na escuta, na troca de experiências e no sentimento de pertencimento No aspecto social, o projeto promove a construção de vínculos afetivos duradouros entre as participantes, formando uma rede de apoio baseada na escuta, na troca de experiências e no sentimento de pertencimento. Atualmente, o programa apresenta índices mínimos de faltas e não registra desistências, reflexo do modelo de acolhimento adotado. Benefícios para o Distrito Federal Além do impacto direto na vida das participantes, o projeto contribui para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, fortalece a produção científica na área da oncologia do exercício e gera dados que podem subsidiar políticas públicas de saúde. Entre os desdobramentos previstos estão a realização de palestras em hospitais do Distrito Federal, a divulgação científica dos resultados e a possibilidade de implantação de programas semelhantes como estratégia complementar ao tratamento oncológico na rede pública de saúde. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como essa destacam o papel da pesquisa aplicada na promoção da saúde e da qualidade de vida da população. “A FAPDF tem como missão apoiar projetos que transformem conhecimento científico em impacto social. Este estudo reúne ciência de excelência, inovação e cuidado humanizado, com benefícios concretos para as mulheres do Distrito Federal.” Para Gislane, a iniciativa tem potencial para se tornar um modelo de referência em cuidado integral e humanizado para mulheres em remissão do câncer de mama, articulando pesquisa, extensão, formação de recursos humanos e impacto social. Além das atividades físicas, o projeto promove momentos de integração e convivência, fortalecendo a rede de apoio e o sentimento de pertencimento entre as mulheres acompanhadas | Foto: Divulgação/Acervo do projeto [LEIA_TAMBEM]A coordenadora ressalta que o apoio da fundação foi decisivo para que a iniciativa pudesse se consolidar como um projeto contínuo, articulando pesquisa, extensão e formação de recursos humanos. “O financiamento permitiu a aquisição de materiais e equipamentos, a formação da equipe, a realização das avaliações clínicas, físicas e psicológicas, além da viabilização da coleta sistemática de dados ao longo do acompanhamento das participantes”, destaca. O fomento ainda garantiu condições institucionais para transformar a iniciativa em uma ação de longo prazo, com impacto social, científico e formativo no Distrito Federal. *Com informações da FAPDF  

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Carreta de Mamografia oferece 700 exames gratuitos para mulheres atendidas pelo SUS; saiba como agendar

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) promove, entre os dias 29 de janeiro e 4 de fevereiro, uma carreta de saúde que vai disponibilizar gratuitamente 700 exames de mamografia em diferentes regiões administrativas. A iniciativa conta com a parceria da Fundação Laço Rosa, instituição sem fins lucrativos que atua na defesa dos direitos de pacientes com câncer de mama. Os atendimentos serão realizados por meio de unidades móveis, que vão circular por pontos estratégicos do Distrito Federal. Segundo a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a ação reforça o cuidado com a saúde feminina e amplia a prevenção. “Estamos levando essa ação para mais perto das mulheres, porque sabemos que o exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura em até 95%. Essa prevenção é uma forma de autocuidado feminino”, afirma. Carreta da Secretaria da Mulher vai disponibilizar gratuitamente 700 exames de mamografia em diferentes regiões do DF | Foto: Mariana Raphael/Arquivo Agência Saúde DF Diagnóstico precoce Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram avanço na realização de mamografias diagnósticas e de rastreamento no Distrito Federal na faixa etária-alvo, entre 50 e 69 anos. Em 2024, foram realizados 15.881 exames, número que subiu para 17.307 em 2025. Para o médico mastologista Farid Buitrago, referência técnica em mastologia da SES-DF, o diagnóstico precoce tem impacto direto na redução da mortalidade pela doença. “A mamografia é o único exame que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama. Quando feita regularmente, a cada dois anos, pode diminuir as mortes entre 30% e 40%, pois permite identificar o tumor antes dos sintomas”, explica o doutor. Podem participar da ação itinerante mulheres a partir de 40 anos, beneficiárias do Sistema Único de Saúde (SUS) e que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses. Mulheres com menos de 40 anos também poderão fazer o exame, desde que apresentem pedido médico ou indicação clínica. Os agendamentos podem ser feitos previamente por meio de link disponibilizado pela Secretaria da Mulher. O preenchimento do cadastro não garante a vaga. Caso a mulher seja contemplada com o exame, a equipe entrará em contato por WhatsApp ou ligação telefônica para que seja possível escolher o melhor horário para o atendimento, de acordo com a disponibilidade diária. Além dos exames, a iniciativa inclui atividades de acolhimento, orientação e conscientização sobre a saúde da mulher, com foco na importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Podem participar da ação mulheres a partir de 40 anos, beneficiárias do SUS, que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Atendimento itinerante O calendário de atendimentos começa nos dias 29 e 30 de janeiro, na Cidade Estrutural, no estacionamento lateral da Unidade Básica de Saúde (UBS) nº 1. No dia 31 de janeiro, a carreta estará em Ceilândia, no estacionamento da Casa da Mulher Brasileira, com atendimento das 9h às 15h. Em 1º de fevereiro, a ação segue para o Eixo Monumental, no estacionamento do Planetário. No dia 2 de fevereiro, o atendimento retorna a Ceilândia, novamente no estacionamento da Casa da Mulher Brasileira, das 9h às 17h. [LEIA_TAMBEM]Já no dia 3 de fevereiro, as unidades móveis estarão na Rodoviária do Plano Piloto, na plataforma superior. A ação será encerrada no dia 4 de fevereiro, no Congresso Nacional, na Alameda dos Estados. Farid Buitrago reforça a importância da realização periódica do exame. “A mamografia é rápida, dura em média cinco minutos, não exige preparo específico e, após o exame, a mulher pode seguir normalmente sua rotina. Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, mesmo sem sintomas. O diagnóstico precoce é fundamental para salvar vidas”, destaca o médico. Serviço • 29 e 30 de janeiro: Cidade Estrutural – estacionamento lateral da UBS nº 1 • 31 de janeiro: Ceilândia – estacionamento da Casa da Mulher Brasileira • 1º de fevereiro: Eixo Monumental – estacionamento do Planetário • 2 de fevereiro: Ceilândia – estacionamento da Casa da Mulher Brasileira • 3 de fevereiro: Rodoviária do Plano Piloto – plataforma superior • 4 de fevereiro: Congresso Nacional – Alameda dos Estados

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Acordo assinado entre Secretaria de Saúde do DF e Instituto BRB visa agilizar acesso a mamografias

A Secretaria de Saúde (SES-DF) e o Instituto BRB de Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Socioambiental assinaram, nesta sexta-feira (14), um acordo de cooperação do projeto De Peito Aberto. A parceria tem como propósito ampliar o acesso a exames de diagnóstico precoce do câncer de mama no Distrito Federal. O foco é reduzir a lista de espera, fortalecer a rede de atenção oncológica e promover diagnóstico precoce e cuidado humanizado. “Esse acordo representa um marco de colaboração entre o setor público e o terceiro setor, evidenciando a nossa capacidade de articulação. O projeto reforça o compromisso da SES-DF com a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado integral à saúde da mulher, especialmente no combate ao câncer de mama”, destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Parceria entre SES-DF e Instituto BRB visa agilizar acesso a exames de diagnóstico de câncer de mama | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A nova parceria com a Secretaria prevê a realização gratuita de mamografias, punções de mama, exames anatomopatológicos, imunohistoquímicos e emissão de laudos, beneficiando mulheres atendidas pelo Serviço Único de Saúde (SUS).  "Vamos oferecer acesso digno e ágil ao diagnóstico precoce do câncer de mama, salvando vidas e fortalecendo a rede pública de atenção à saúde da mulher no Distrito Federal”, avaliou a coordenadora da área de oncologia do Comitê de Planejamento da Saúde do DF, Paula Muraro.  [LEIA_TAMBEM]Durante o evento, a presidente do Instituto BRB, Karina Bruxel, reforçou o compromisso com a responsabilidade social. A gestora apresentou as principais iniciativas da organização, que tem na saúde um de seus eixos estratégicos de atuação. “Em 2021, participamos da construção da unidade acoplada ao Hospital Regional de Samambaia [HRSam] e, desde então, mantemos uma parceria contínua com o Hospital da Criança de Brasília [HCB]”, destacou. Agora, o objetivo é reforçar a atuação na área de saúde, um dos eixos estratégicos do Instituto BRB. “O Projeto De Peito Aberto é uma união de esforços entre o Instituto BRB e o Instituto Sabin que transforma investimento social em futuro. Cada mamografia realizada acelera diagnósticos, reduz desigualdades e aumenta, de forma concreta, as chances reais de cura", explicou. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Novo medicamento amplia tratamento de câncer de mama no DF

Neste Outubro Rosa, o tratamento contra o câncer de mama ganhou um importante reforço na rede pública de saúde do Distrito Federal. A Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta sexta-feira (24), 190 unidades do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde. A terapia é voltada ao tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença, caracterizada pelo crescimento acelerado das células tumorais. Os medicamentos, de 100 mg e 160 mg, foram recebidos no Parque de Apoio da SES-DF e serão disponibilizados a pacientes em tratamento no Hospital de Base (HBDF), no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e no Hospital Universitário de Brasília (HUB). O Trastuzumabe Entansina é indicado para mulheres que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III. DF recebeu 190 unidades do Trastuzumabe Entansina, medicamento inédito incorporado ao SUS para o tratamento de câncer de mama | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF De acordo com o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, Gustavo Ribas, a chegada do novo tratamento representa um marco para a oncologia pública do Distrito Federal. “Essa medida representa um avanço no tratamento oncológico, proporcionando um aumento na sobrevida dessas pacientes, com estimativas de melhora próximas a 50%”, avalia. O especialista estima que cerca de 500 mulheres na capital sejam beneficiadas com o medicamento. “Embora cada caso deva ser avaliado individualmente, um grande número de mulheres que se enquadram nos critérios de elegibilidade poderá ser atendido. Adicionalmente, aproximadamente 230 pacientes que estão aguardando cirurgia no DF poderão ser incluídas nesse programa de tratamento”, explica. As unidades da SES-DF integram a primeira remessa recebida pelo Ministério da Saúde, que iniciou a distribuição para diversas secretarias estaduais. O órgão federal receberá quatro lotes do medicamento, com novas entregas programadas para dezembro de 2025, março e junho de 2026. Na rede de saúde pública do DF, o Trastuzumabe Entansina será disponibilizado para pacientes em tratamento no Hospital de Base, no HRT e no HUB Tratamento de câncer Em relação aos exames de rastreamento de mama, de janeiro a junho de 2024 foram realizadas 11,4 mil mamografias na rede pública, enquanto, no mesmo período de 2025, foram 13,9 mil — crescimento de 22%. No total, em todo o ano passado, foram feitos 23.430 exames. Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária para rastreamento do câncer de mama no SUS. Agora, mulheres entre 40 e 49 anos, mesmo sem sintomas, podem realizar a mamografia gratuita, antes indicada apenas a partir dos 50. A idade máxima também passou de 69 para 74 anos, medida que busca antecipar o diagnóstico, já que quase um quarto dos casos da doença no país ocorre entre 40 e 49 anos. [LEIA_TAMBEM]Em 2023, foram realizadas 487 cirurgias relacionadas a câncer de mama na rede pública do DF. Em 2024, o número chegou a 452 procedimentos. De janeiro a julho deste ano, foram 265 operações do tipo. As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada para o diagnóstico. As pacientes devem procurar atendimento ao identificar alterações nas mamas, como nódulos, secreções, dores ou assimetria mamária. Havendo necessidade, serão encaminhadas para atendimento especializado. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Projeto Realize com Pipoca leva 300 mulheres ao cinema

A Secretaria da Mulher (SMDF) promoveu na manhã de sábado (18), no Shopping JK, em Taguatinga, uma edição especial do projeto Realize com Pipoca, em alusão à campanha Outubro Rosa, de prevenção do câncer de mama. A ação reuniu mais de 300 mulheres em uma sessão de cinema que celebrou o fortalecimento feminino e o acesso à cultura. A atriz Suzana Pires, protagonista do filme Câncer com Ascendente em Virgem, participou do encontro e recebeu o público com simpatia e mensagens de incentivo. O filme, que mistura drama e comédia, retrata a trajetória de Clara, professora de matemática e influenciadora educacional que recebe o diagnóstico de câncer de mama. A personagem enfrenta o tratamento com coragem e redescobre a própria força, em uma história que desperta reflexão sobre superação, autoconhecimento e propósito. “O GDF trabalha para criar oportunidades e fortalecer espaços de convivência que ofereçam lazer, aprendizado e reconhecimento" Celina Leão, vice-governadora A vice-governadora do DF, Celina Leão, destaca que o Governo do Distrito Federal tem investido em políticas que unem cuidado, inclusão e valorização da mulher. “O GDF trabalha para criar oportunidades e fortalecer espaços de convivência que ofereçam lazer, aprendizado e reconhecimento. Cada ação voltada às mulheres reafirma o nosso compromisso com o cuidado e o respeito”, afirma. O público recebeu pipoca, refrigerante e um atendimento especial preparado pela equipe da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres. O ambiente foi planejado para garantir conforto e leveza a todas as convidadas. Além de assistir ao filme, as mulheres puderam conversar sobre o câncer de mama e trocar experiências sobre o tratamento e prevenção da doença | Fotos: Moisés de Oliveira Pereira/SMDF “Cultura e lazer também são instrumentos de empoderamento. O encontro reforça o quanto é importante olhar para as mulheres com atenção e oferecer experiências que as façam se sentir valorizadas”, explica a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. Entre as participantes, histórias de transformação também emocionaram o público. “Morava em outro estado e nunca pensei que pudesse encontrar qualidade de vida e acolhimento como no DF. Aqui tudo é diferente: somos tratados com respeito, tem tanta coisa boa. Hoje, por exemplo, estou no cinema; no dia a dia tenho atendimento na área da saúde, meus filhos têm material escolar gratuito e já usei vários serviços da Secretaria da Mulher. Fiz três cursos e hoje me sinto outra mulher”, contou Graziella Souza. Programa Realize Trazendo como diferencial o foco no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, o Programa Realize é direcionado ao planejamento profissional e ocorre por meio de oficinas, workshops, palestras e dinâmicas interativas. A proposta é despertar o autoconhecimento e o desenvolvimento de competências comportamentais capazes de estimular o protagonismo e fomentar a sustentabilidade socioemocional da autonomia econômica buscada por mulheres em situação de vulnerabilidade. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Políticas para Mulheres, Renata D’Aguiar, ressaltou o cuidado com cada detalhe da ação, desde a escolha do filme até o acolhimento das participantes. “A iniciativa mostra que cuidar vai além de oferecer serviços: é sobre criar momentos que despertam autoestima, união e pertencimento. Ver tantas mulheres reunidas, trocando olhares e histórias, é a prova de que o caminho é seguir fortalecendo essas ações”, destacou. O projeto Realize com Pipoca integra as ações do Programa Realize, fortalecendo o compromisso do GDF e da Secretaria da Mulher do Distrito Federal em promover iniciativas culturais que aproximam o governo das mulheres e estimulam o desenvolvimento pessoal e emocional. *Com informações da Secretaria da Mulher do DF

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Corrida da Esperança colore a Esplanada em apoio a pacientes com câncer

Brasília foi tomada por uma onda cor-de-rosa de emoção e solidariedade na tarde deste sábado (18). A 1ª Corrida da Rede Feminina de Combate ao Câncer transformou a Esplanada dos Ministérios em um grande encontro de fé, superação e amor ao próximo. Centenas de pessoas participaram da prova movidas por um mesmo propósito: apoiar quem enfrenta a doença com coragem e esperança. “Cada passo dado foi um gesto de amor e solidariedade. Ver tantas pessoas unidas por essa causa é emocionante. Hoje, não corremos por nós mesmos, corremos por cada paciente que precisa de acolhimento, força e esperança”, destacou Larissa Bezerra, presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília (RFCC). A 1ª Corrida da Rede Feminina de Combate ao Câncer reuniu centenas de pessoas na Esplanada dos Ministérios neste sábado (18) | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Emoção Entre os participantes estava Iraci Santos, paciente em tratamento há nove anos, que cruzou a linha de chegada com um sorriso no rosto e o coração cheio de gratidão. “Estou muito feliz. Vim representando todos os pacientes oncológicos. Foi emocionante correr com as minhas amigas. Sempre fui muito bem acolhida no Hospital de Base. Só tenho a agradecer por esse momento e a todos os voluntários da Rede e do IgesDF”, contou. O voluntário Thaylo Regis, que ajudou na organização, também comemorou o sucesso do evento. “Esse era um sonho antigo que hoje se tornou realidade. Foi o resultado do esforço de todos — voluntários, parceiros e patrocinadores”, afirmou. Famílias, pacientes e colaboradores se uniram em um mesmo propósito. Muitos vestiram rosa, outros usaram camisetas com frases de apoio e amor. Após o percurso, o público aproveitou uma programação especial com ações de saúde, espaço de convivência e apresentações musicais. Iraci Santos, paciente em tratamento há nove anos: "Estou muito feliz. Vim representando todos os pacientes oncológicos. Foi emocionante correr com as minhas amigas" Do esporte à esperança Com percursos de 5 km e 10 km, além de 2,5 km de caminhada, toda a renda das inscrições foi revertida para os projetos da Rede Feminina, que apoia pacientes oncológicos com doação de kits de higiene, lenços, perucas, lanches, cestas básicas e oficinas de autoestima. “A primeira corrida da Rede foi feita com muito amor e dedicação. Nasceu da base construída pela minha mãe, Verinha, e pela dona Tereza, que também já foi presidente da Rede. Escolhemos o mês de outubro, quando se reforça a prevenção do câncer de mama, para unir esporte, solidariedade e conscientização. Nossa maior vontade com essa corrida é despertar o ato voluntário e o desejo de ajudar o próximo”, completou Larissa Bezerra. Após a corrida, o público aproveitou uma programação especial com ações de saúde, espaço de convivência e apresentações musicais Um legado que inspira gerações A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília nasceu do sonho e da sensibilidade de Verinha Bezerra, mulher que transformou a dor em empatia e construiu um dos projetos de voluntariado mais respeitados do Distrito Federal. Diagnosticada com câncer, ela encontrou na solidariedade uma forma de enfrentar a doença — e decidiu que ninguém deveria trilhar esse caminho sozinho. Há mais de duas décadas, a Rede começou com poucas voluntárias visitando pacientes nos hospitais, oferecendo lenços, palavras de conforto e, principalmente, esperança. Com o tempo, o grupo cresceu e passou a firmar parcerias com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), instituições públicas e empresas privadas. [LEIA_TAMBEM]Verinha faleceu em setembro de 2024, mas o legado que deixou segue vivo em cada gesto das voluntárias. “Minha mãe nos ensinou que o cuidado não se limita ao tratamento médico, ele também mora na escuta, no abraço e na fé. A Rede existe para perpetuar esse olhar humano e acolhedor”, afirmou Larissa Bezerra, atual presidente da RFCC. O sucesso da primeira edição já inspira novos planos. A Rede Feminina pretende incluir a corrida no calendário anual de eventos solidários, ampliando o alcance das ações de voluntariado — um passo a mais na caminhada que une esporte, solidariedade e esperança. *Com informações da Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Pacientes de câncer de mama no Hospital de Base contam com rede de cuidado que cura corpo e alma

Aos 53 anos, Regina Sousa Bispo descobriu que o câncer de mama não destrói apenas células, ele mexe com sonhos, com a autoestima e com o sentido da vida. Foram sete meses até o diagnóstico definitivo. Os exames de imagem não mostravam nada. Apenas a biópsia revelou o tumor. “Quando ouvi o resultado, foi como se tivessem me dito: você vai morrer. Eu vivia com uma faca no pescoço”, lembra. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Regina recebeu o diagnóstico, passou por uma mastectomia radical e pela retirada de dez linfonodos. Regina Sousa Bispo se desestabilizou ao descobrir o câncer de mama: "Aos poucos, com o apoio da equipe do Hospital de Base, eu fui voltando a me enxergar com carinho" | Foto: Divulgação/IgesDF Foi também na unidade que ela enfrentou os efeitos colaterais da quimioterapia e iniciou a reviravolta no processo de recuperação. "Você sai da cirurgia e não se reconhece. Perdi o cabelo, oito dentes, o corpo mudou. Mas, aos poucos, com o apoio da equipe do Hospital de Base, eu fui voltando a me enxergar com carinho", conta. Hoje, em remissão, ela segue o acompanhamento rigoroso a cada três meses. “Oncologistas, mastologistas, enfermeiras, psicólogos e, principalmente, as meninas do centro de infusão — todos aqui têm uma empatia ímpar. Sempre me senti cuidada e orientada com gentileza. A gente passa a querer viver bem a cada dia, mesmo com medo e cansada. Se eu tiver só um dia de vida, quero vivê-lo bem, maquiada e de cabeça erguida”, completa. Valquíria Espíndola nunca se sentiu sozinha na luta contra o câncer | Foto: Divulgação Essa mesma força move Valquíria Espíndola, de 47 anos, que descobriu o câncer durante o autoexame. “Eu mesma senti o caroço e procurei ajuda médica. Foi o começo de uma luta, mas nunca estive sozinha”, conta. Em tratamento há um ano, ela está prestes a concluir a quimioterapia e se prepara para a cirurgia. “Desde o início, o pessoal me acolheu muito bem. As meninas da Rede Feminina, os médicos, todos me deram apoio. No Centro de Infusão, o carinho é constante. É isso que nos dá coragem para seguir.” Os dois lados do atendimento No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19), a gerente geral de assistência do Hospital de Base, Fernanda Hak, reforça que o tratamento vai muito além da técnica. “A técnica é essencial, mas é o cuidado que transforma. As cicatrizes e os fios que voltam a crescer são só parte da história. O que floresce mesmo é a coragem de recomeçar”, destaca. “Eu sei o que é ouvir aquele diagnóstico e sentir o mundo parar" Arlene da Conceição Vilela, colaboradora do Programa Humanizar Entre tantas mãos que acolhem, está a de Arlene da Conceição Vilela, colaboradora do Programa Humanizar, iniciativa que promove acolhimento e respeito nas unidades de saúde geridas pelo IgesDF. Antes de ser quem oferece conforto, Arlene foi quem precisou dele. Descobriu o câncer de mama em 2018, passou por cirurgia, radioterapia e cinco anos de tratamento. “Eu sei o que é ouvir aquele diagnóstico e sentir o mundo parar. Por isso, faço de tudo para tratar cada paciente com amor. Um sorriso e uma palavra amiga nos ajudam a curar a alma”, afirma. Com voz calma e fé inabalável, Arlene resume o que aprendeu com a doença e com o trabalho. “Deus está no controle de tudo. Depois vêm os médicos, o tratamento e o carinho do Humanizar. É isso que sustenta a gente.” Perto dali, outras mulheres recebem apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que atende cerca de mil pacientes por mês e é coordenada por Larissa Bezerra. “Muitas chegam arrasadas, sem saber como vão enfrentar a doença. Nosso papel é mostrar que a vida continua, que há beleza, vaidade e amor mesmo no meio do tratamento”, explica Larissa. Atualmente, a entidade, com sede no Hospital de Base, mantém 40 projetos, como o de doação de perucas, próteses mamárias, sutiãs adaptados e lenços. “Uma peruca pode parecer algo pequeno, mas devolve identidade e autoestima. Já vimos mulheres chorarem de emoção por se verem de novo no espelho”, relata. Larissa Bezerra: "Nosso papel é mostrar que a vida continua, que há beleza, vaidade e amor mesmo no meio do tratamento" | Foto: Divulgação/IgesDF A Rede também acolhe pacientes de outras regiões e mantém uma casa de apoio no Núcleo Bandeirante, onde voluntários e doadores ajudam a garantir o cuidado contínuo. Compromisso com o cuidado [LEIA_TAMBEM]A chefe de enfermagem do ambulatório onco-hematológico, Larissa Dias, reforça que o acolhimento começa desde o primeiro contato com a paciente. “Hoje conseguimos iniciar o tratamento de forma rápida. Se a paciente chega com o diagnóstico, muitas vezes já encaixamos a quimioterapia para o dia seguinte. Nosso foco é garantir que ninguém espere por cuidado”, explica. Com os avanços recentes no tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as chances de cura aumentam e, com elas, cresce também a esperança. Para Larissa, o diferencial do Hospital de Base está no olhar integral. “Não é só sobre o medicamento. É sobre orientar, conversar, explicar efeitos colaterais, oferecer suporte psicológico e nutricional. É sobre estar presente em cada fase. Hoje, o câncer de mama tem tratamento eficaz e muitas pacientes saem curadas. Mas o que realmente transforma é o cuidado humano, o olhar atento, o toque gentil. Isso é o que cura de verdade”, reforça. *Com informações do IgesDF  

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Câncer de mama: Prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas

Miriam Francelina da Silva, 59 anos, lembra o dia em que percebeu algo diferente. “Eu não sentia dor. Apenas quando levantei o braço e senti uma leve pontada. Ao examinar o local, percebi um caroço que não estava presente antes”. O diagnóstico de câncer de mama veio em 2024. Hoje, quase no fim do tratamento, ela faz questão de alertar outras mulheres: “Cuidar de si é uma prioridade que pode salvar a sua vida”. Miriam Francelina da Silva, paciente do HRT em tratamento do câncer de mama: “Cuidar de si é uma prioridade que pode salvar a sua vida” | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse é o tipo de câncer mais comum entre adultos, com mais de 2,3 milhões de novos casos anuais. No Brasil, é também o mais incidente entre as mulheres e a principal causa de morte por câncer na população feminina. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2023 foram registrados mais de 20 mil óbitos, e para 2025 a estimativa é de mais de 73 mil novos casos. Para o chefe da oncologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), José Lucas Pereira Júnior, a conscientização é essencial. “A doença tem aumentado, inclusive entre as mais jovens. Por isso, exames regulares são indispensáveis a partir dos 40 anos”, alerta. Sônia Maria da Silva (com microfone na mão) descobriu o câncer após fazer o autoexame: "O diagnóstico veio e precisei passar por cirurgia. Estou bem e sigo em acompanhamento no HRT" Sinais e cuidados A partir dos 35 anos, a incidência da doença cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. É fundamental estar atento a sinais como nódulos, alterações na pele, secreção no mamilo e mudanças no formato da mama. O Ministério da Saúde estima que 17% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e redução do consumo de álcool e cigarro. [LEIA_TAMBEM]Sônia Maria da Silva, 79 anos, descobriu o câncer após o autoexame. “Durante o banho, senti um caroço grande na mama direita e procurei o médico. O diagnóstico veio e precisei passar por cirurgia. Estou bem e sigo em acompanhamento no HRT”, conta a moradora de Taguatinga, integrante do grupo Florescer — iniciativa do hospital que oferece apoio emocional a mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico. O médico ressalta que o autoexame é um aliado, mas não substitui os exames clínicos. “A mamografia e a ultrassonografia são fundamentais para identificar o câncer em estágios iniciais”. Entre janeiro e junho de 2025, a rede pública do DF realizou 13,9 mil mamografias, contra 11,4 mil no mesmo período de 2024. No ano passado, foram 23.430 exames. Formado exclusivamente por mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico no HRT, o grupo Florescer se reúne às quartas-feiras, das 8h às 10h, na unidade de oncologia para oferecer apoio emocional, acolhimento e bem-estar Atendimento A porta de entrada para o diagnóstico são as unidades básicas de saúde (UBSs), onde as pacientes passam por avaliação e, se necessário, são encaminhadas ao especialista. As mamografias são realizadas nos hospitais regionais e, quando há alterações, a rede pública oferece exames complementares, como ultrassonografia mamária e biópsia. A Secretaria de Saúde (SES-DF) distribui a capacidade de exames entre os mamógrafos de unidades como o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital da Região Leste (HRL), Hospital de Base (HBDF), Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu), Centro de Radiologia de Taguatinga e os hospitais regionais de Samambaia, Gama, Taguatinga, Ceilândia, Santa Maria e Asa Norte. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Número de mamografia cresce 21,8% na rede pública do DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou cerca de 13 mil mamografias no primeiro semestre de 2025. O número representa um aumento de 21,8% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram realizados mais de 11 mil procedimentos. A mamografia é fundamental para a detecção de qualquer problema com os seios, inclusive o câncer de mama, cujo diagnóstico precoce é a melhor forma de aumentar a taxa de cura. O exame é indicado a mulheres a partir dos 50 anos ou aquelas abaixo dessa faixa etária que apresentam sintomas e alterações na mama. Maria Gorete Gomes, 60, é uma das usuárias que passam pelo exame regularmente. “Não tenho nenhum tipo de doença, mas acho muito importante realizar a mamografia. É melhor prevenir”, conta. Após avaliação e indicação clínica, as pacientes são direcionadas para realizar o exame de mamografia por meio do sistema de regulação da Secretaria de Saúde | Foto: Mariana Raphael/Arquivo Agência Saúde-DF Diagnóstico precoce Referência Técnica Distrital em Mastologia da SES-DF, Farid Buitrago destaca que, apesar de desconfortável, o exame é essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Isso porque, embora seja significativo, o autoexame não substitui a imagem. "No autoexame não há a exatidão da mamografia, que continua sendo a melhor forma de identificar lesões quando ainda nem são palpáveis", destaca o profissional. É o caso de Maria da Conceição da Silva, 75. Após passar por uma ultrassonografia, foi encaminhada para uma consulta com o mastologista da rede pública. Depois de dez dias, Maria já estava de frente para o mamógrafo. Nesse dia, o exame detectou uma alteração classificada como BI-RADS 4, indicativa de suspeita de câncer de mama. Hoje, a moradora de Ceilândia está em processo de investigação, com biópsias e exames complementares em unidades da SES-DF.  A filha, Nair Silva, 48, demonstrou gratidão pela rapidez dos direcionamentos e destacou a importância da mamografia para a prevenção e o diagnóstico precoce. “Foi muito rápido e é importante demais. O exame mostra o que um ultrassom não indica de início e foi fundamental para pegar essa alteração desde o começo”, lembra. Maria Gorete Gomes, 60, realiza o exame regularmente: "Acho muito importante para prevenir" | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Em 2023, foram realizadas 487 cirurgias referentes ao câncer de mama na rede pública do DF. Em 2024, o número chegou a 452 procedimentos e, de janeiro a julho deste ano, foram 265 operações do tipo.  Como ser atendido A porta de entrada para o atendimento são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde o paciente é avaliado. As mamografias são feitas nos hospitais regionais do DF. Se houver alterações, é possível, ainda, realizar exames mais específicos na rede pública, como a ultrassonografia mamária e a biópsia. A capacidade de realização dos exames é distribuída entre os mamógrafos disponíveis pela SES-DF, em suas unidades: Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital da Região Leste (HRL), Hospital de Base (HBDF), Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu), Centro de Radiologia de Taguatinga e hospitais regionais de Samambaia (HRSam), Gama (HRG), Taguatinga (HRT), Ceilândia (HRC), Santa Maria (HRSM) e Asa Norte (Hran). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Carretas de saúde vão ampliar a assistência especializada no DF a partir deste mês de outubro

A partir de outubro, mês dedicado à prevenção do câncer de mama, carretas itinerantes de serviços de saúde vão circular pelas regiões administrativas da capital federal para ampliar a assistência. A iniciativa é fruto da parceria entre o programa Agora tem Especialistas, do Ministério da Saúde (MS), e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A primeira ação terá como foco a saúde da mulher, em alusão ao Outubro Rosa, e ocorrerá em Sol Nascente e Ceilândia. Serão oferecidas consultas com ginecologistas e exames complementares. A previsão é que a carreta funcione por 30 dias consecutivos. Parceria entre a Secretaria de Saúde do DF e o Ministério da Saúde levará serviços especializados às regiões administrativas a partir de outubro | Foto: Divulgação/SES-DF A estrutura e os profissionais responsáveis pelos atendimentos são do programa “Agora tem Especialistas”, do MS. Os pacientes contemplados serão aqueles em fila de regulação do Distrito Federal, convocados conforme os critérios de gravidade e tempo de espera. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou que o serviço representa um reforço no atendimento. “A parceria com o Ministério da Saúde é de extrema importância para prover uma melhor assistência aos nossos pacientes e amenizar as filas. É uma parceria que já trouxe avanços no rastreio do câncer de colo de útero, rede nacional de dados em saúde e agora com as carretas de especialistas”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o secretário de Atenção Especializada à Saúde do MS, Mozart Sales, a articulação entre o Distrito Federal e o governo federal permitiu a implantação do programa. “O programa Agora tem Especialistas é uma iniciativa estratégica, criada com o objetivo claro de ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera na atenção especializada. Temos mantido um diálogo muito importante com o secretário Juracy, essa parceria com o Distrito Federal é fundamental para levarmos assistência de qualidade diretamente à população que aguarda por atendimento. Iniciaremos em outubro com a carreta Saúde da Mulher, oferecendo serviços de prevenção ao câncer de mama, colo do útero e ginecologia. Esta parceria é uma porta que se abre para transformar a espera em cuidado e fortalecer a rede de saúde do DF”, declarou. Além da Saúde da Mulher, outras carretas estão previstas, com foco em diferentes especialidades, como oftalmologia e exames complementares. O cronograma ainda será divulgado. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Câncer de mama: com apoio da FAPDF, pesquisa investiga novos caminhos para conter a metástase

O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil e uma das principais causas de morte por câncer no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 73.610 novos casos por ano no país no período de 2023 a 2025. No Distrito Federal, a estimativa é de 1.030 novos casos anuais no mesmo período, com uma taxa de incidência ajustada de 49,8 casos por 100 mil mulheres. Esse cenário reforça a relevância de pesquisas como a desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) — dados do INCA, Estimativas 2023-2025: Controle do Câncer de Mama, que conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Apoiada pelo programa FAPDF Learning (BIO Learning 2023), a UnB desenvolve um projeto que busca compreender o papel da enzima SETDB1 em etapas críticas da progressão tumoral, como crescimento celular descontrolado, capacidade de migração e invasão e a chamada transição epitélio-mesenquimal (EMT) — processo em que células tumorais ganham mobilidade e tornam-se capazes de formar metástases.  A pesquisa é conduzida por Ana Cristina Moura Gualberto, bióloga imunologista, doutora e mestre pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atualmente pesquisadora de pós-doutorado no Laboratório de Patologia Molecular do Câncer da UnB, coordenado por Fábio Pittella. “Há evidências crescentes de que a SETDB1 regula vias associadas à metástase. Nosso objetivo é elucidar, com precisão, como a ausência dessa enzima altera o comportamento tumoral”, afirma Ana Cristina. Pesquisa conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal | Foto: Divulgação/FAPDF O papel da FAPDF e da equipe Segundo a pesquisadora, o apoio da FAPDF teve impacto direto: “O suporte da FAPDF foi fundamental para viabilizar este projeto, garantindo insumos de alto custo, fortalecendo a infraestrutura laboratorial e promovendo a formação de novos talentos científicos no Distrito Federal”, afirma Ana Cristina Moura Gualberto. A equipe conta com Fábio Pittella, referência internacional em patologia molecular do câncer, além das professoras Jacy Gameiro e Sara Malaguti, especialistas em imunologia e oncologia experimental. Alunos de doutorado e graduação completam o time, participando de análises de biologia molecular e experimentos funcionais. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como esta reforçam o compromisso da Fundação em apoiar pesquisas de impacto direto para a sociedade: “O câncer de mama atinge milhares de mulheres todos os anos e representa um grande desafio para a saúde pública. Apoiar uma pesquisa que busca compreender mecanismos da metástase e abrir caminhos para novas terapias é investir não apenas em ciência de ponta, mas também em qualidade de vida e esperança para a população do Distrito Federal e do Brasil.” “O câncer de mama atinge milhares de mulheres todos os anos e representa um grande desafio para a saúde pública. Apoiar uma pesquisa que busca compreender mecanismos da metástase e abrir caminhos para novas terapias é investir não apenas em ciência de ponta, mas também em qualidade de vida e esperança para a população do Distrito Federal e do Brasil" Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF O que é SETDB1? A SETDB1 é uma metiltransferase, isto é, uma enzima que adiciona grupos químicos chamados metil a proteínas — especialmente às histonas, moléculas que organizam o DNA dentro da célula e regulam se determinados genes ficam “ligados” ou “desligados”. Esse tipo de modificação é conhecido como epigenética, porque altera o funcionamento do gene sem mudar a sequência do DNA. Nos tumores de mama e em outros tipos de câncer, como fígado, pulmão e leucemias, a SETDB1 aparece frequentemente desregulada, o que está relacionado à maior agressividade e potencial de formação de metástases. Evidências científicas mostram que essa enzima participa de mecanismos que desligam genes supressores de tumor e ativam vias ligadas à invasão e proliferação celular. Segundo Ana Cristina, compreender detalhadamente esse papel é essencial: “Ainda há lacunas sobre os mecanismos moleculares finos da SETDB1. Ao eliminarmos esse gene com o sistema CRISPR/Cas9, conseguimos observar de forma causal o que muda na célula tumoral — desde seu comportamento até as vias biológicas que regulam sua agressividade.” Como a pesquisa é feita O estudo usa a técnica CRISPR/Cas9 — uma espécie de “tesoura genética” capaz de cortar o DNA em pontos específicos — para inativar o gene SETDB1 em linhagens de células de câncer de mama. Esse processo é chamado de knockout, que significa a eliminação completa da função de um gene, permitindo observar como sua ausência altera o comportamento celular. A partir daí, a equipe compara as células editadas com células não modificadas em uma série de ensaios: Proliferação: mede o crescimento acelerado das células; Clonogenicidade: avalia a capacidade de uma única célula formar colônias e dar origem a novas populações; Migração e invasão: verificam como as células se deslocam e atravessam barreiras simuladas em laboratório; Transição epitélio-mesenquimal (EMT): medida por marcadores como E-caderina (associada ao estado epitelial) e N-caderina (associada ao estado mesenquimal), que indicam o potencial de mobilidade da célula tumoral; Perfil molecular: análises de RNA-seq, um tipo de sequenciamento que mostra quais genes estão sendo expressos em determinado momento, revelando redes regulatórias influenciadas por SETDB1; Confirmação genética: por meio de PCR em tempo real (qRT-PCR), técnica que mede a quantidade de RNA de genes específicos, indicando se eles estão mais ou menos ativos após o knockout. Ensaio de invasão celular: utilizando uma camada de matrigel (substância que imita a matriz extracelular presente entre as células do corpo humano), avalia-se se as células tumorais conseguem atravessar essa barreira, processo essencial para a formação de metástases Os experimentos também se estendem a modelos animais, para verificar se as alterações observadas em laboratório se confirmam no organismo vivo. Comparado a técnicas mais antigas, como o RNA de interferência (RNAi) — que apenas reduz temporariamente a atividade de um gene — o CRISPR/Cas9 oferece knockout permanente, maior precisão e possibilidade de criar modelos estáveis para estudos de longo prazo. Resultados esperados e impacto A expectativa é que o knockout da enzima SETDB1 leve a uma redução do potencial metastático, com menor proliferação, migração e invasão das células tumorais. Além disso, a análise transcriptômica — isso é, o estudo do conjunto de RNAs produzidos pela célula em determinado momento, que revela quais genes estão ativos e em que intensidade — deve indicar novos alvos terapêuticos e biomarcadores — características biológicas que servem como sinais para diagnóstico ou monitoramento de doenças. “A edição gênica nos dá um modelo estável e preciso. Isso reforça a confiabilidade dos achados quando cruzamos resultados em células, em animais e em análises moleculares”, explica a pesquisadora.[LEIA_TAMBEM] No futuro, essa linha de investigação pode dar origem a testes de diagnóstico baseados em epigenética e até a novas terapias personalizadas, que visem diretamente a SETDB1 ou vias associadas. Já existe, inclusive, uma patente em análise relacionada à produção de vetores lentivirais — vírus modificados em laboratório e usados como ferramentas seguras para introduzir genes em células. Essa tecnologia é fundamental tanto para o projeto atual quanto para outras aplicações da ferramenta CRISPR. Com isso, a pesquisa alia ciência de ponta, inovação tecnológica e potencial translacional, aproximando-se de soluções que podem impactar diretamente a prática clínica. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal

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