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Seminário debate direitos humanos e inclusão na rede pública

Educadores da rede pública de ensino do DF participaram, nesta quinta-feira (28), do IV Seminário de Direitos Humanos e Diversidade: Pluralidade e Inclusão na Educação. Promovido pela Secretaria de Educação (SEEDF), o encontro teve como foco debates sobre inclusão, diversidade e o enfrentamento das violências estruturais no ambiente escolar.   Seminário teve como foco o respeito à diversidade e o combate à discriminação em ambiente escolar | Foto: Mary Leal/SEEDF “Precisamos ensinar às crianças que ser diferente é natural e que ninguém é melhor ou pior por isso” Iêdes Braga, secretária de Educação interina A secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, enfatizou a importância de promover, desde a primeira infância, uma educação baseada no respeito às diferenças e na inclusão. Segundo ela, muitas pessoas cresceram em uma sociedade em que a exclusão era vista como algo comum, e a escola tem papel fundamental na construção de uma nova cultura de convivência e respeito. “Precisamos ensinar às crianças que ser diferente é natural e que ninguém é melhor ou pior por isso”, declarou. “A escola tem um papel essencial na formação de cidadãos mais humanos, respeitosos e conscientes. Essas discussões precisam fazer parte do cotidiano das escolas. Temos orientações, cadernos e protocolos disponíveis para apoiar esse trabalho. É importante que os profissionais conheçam esses instrumentos e levem essa pauta para dentro das salas de aula.” Acolhimento no ambiente escolar A primeira mesa-redonda do seminário teve como tema “Violências estruturais e letramentos urgentes na educação: questões de gênero e diversidade na Secretaria de Educação”. O debate destacou a importância do respeito à diversidade e do combate a todas as formas de discriminação e violência no ambiente escolar. “É importante que professores, orientadores e toda a equipe escolar saibam o que está acontecendo para acolher esses alunos e ajudar no enfrentamento dessas situações” Rúbia Estefânia da Silva, professora e pesquisadora Participaram da mesa a professora da rede pública de ensino e pesquisadora Rúbia Stefânia Pinto da Silva, que atua em estudos sobre o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes e políticas públicas educacionais, e o professor Leonardo da Cunha Mesquita Café, pesquisador das áreas de gênero, diversidade sexual e educação.  Rúbia Stefânia alertou para situações de violência que fazem parte do cotidiano escolar e enfatizou a importância de a comunidade estar preparada para identificar e acolher os estudantes. A docente chamou a atenção para casos de assédio, compartilhamento de conteúdo íntimo, misoginia online, chantagem digital e sofrimento emocional enfrentado por crianças e adolescentes, especialmente meninas. “Essas violências estão dentro das escolas, e precisamos tratar esse assunto com seriedade”, pontuou. “Muitas vezes, os estudantes sofrem calados, têm vergonha e até deixam de frequentar a escola. É importante que professores, orientadores e toda a equipe escolar saibam o que está acontecendo para acolher esses alunos e ajudar no enfrentamento dessas situações.” [LEIA_TAMBEM]A professora também defendeu o fortalecimento das equipes escolares para lidar com situações de violência e acolher os estudantes de forma adequada: “Precisamos trabalhar o respeito e enfrentar todos os tipos de violência, inclusive a digital, que hoje faz parte da realidade dos estudantes. A escola não pode se calar diante das denúncias. Como servidores públicos, temos o dever de acolher, ouvir e agir”. Reflexões em sala de aula Leonardo Café ressaltou que trabalhar questões de gênero na escola não significa criar conteúdo fora da realidade dos estudantes, mas promover reflexões no dia a dia escolar. Segundo ele, atitudes simples como combater piadas preconceituosas e incentivar atividades mais inclusivas, ajudam na construção de um ambiente mais respeitoso.  “Falar sobre gênero na escola é fazer intervenções quando surgem situações de machismo, homofobia ou preconceito”, afirmou. “Não é inventar algo novo, mas transformar esses momentos em oportunidades de aprendizado e respeito. A escola precisa criar espaços mais inclusivos, onde diferentes vozes, corpos e experiências sejam reconhecidos.”   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Oficina de música gratuita para pessoas surdas está com inscrições abertas

As inscrições para a nova edição da Oficina de Música para Surdos estão abertas. Gratuito, o projeto promove experiências de musicalização acessíveis e inclusivas, voltadas tanto a pessoas surdas e com deficiência auditiva quanto a profissionais interessados em educação inclusiva. Para participar, os interessados devem se inscrever por meio do formulário.  O projeto promove experiências de musicalização acessíveis e inclusivas | Foto: Divulgação/Secec-DF  A iniciativa é realizada por educadores musicais do Distrito Federal e conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). As atividades trabalham percepção corporal, vibração, movimento e experimentação sensorial como formas de aproximar o público das vivências musicais. "A música não é só ouvir. Ela também é corpo, vibração e movimento" Danilo Cabral, idealizador do projeto Segundo o idealizador do projeto, Danilo Cabral, a iniciativa busca romper com a ideia de que a música é acessível apenas para ouvintes. “A música não é só ouvir. Ela também é corpo, vibração e movimento. Durante muito tempo, pessoas surdas e com deficiência auditiva foram afastadas das experiências musicais, como se a música dependesse apenas da audição”, afirma. “O acesso à cultura precisa ser construído com inclusão, escuta e oportunidades reais de participação. A oficina mostra como a arte pode criar pontes, ampliar experiências e garantir que pessoas surdas e com deficiência auditiva também ocupem plenamente os espaços da formação cultural”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. A programação contará com dez encontros gratuitos entre os dias 25 deste mês e 16 de junho, no Instituto Nossa Senhora do Brasil (Inoesb), na Asa Sul.  

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Educadores voluntários mudam rotinas e ampliam inclusão nas escolas do DF

Nas escolas públicas do Distrito Federal, há uma presença constante que nem sempre ganha visibilidade, mas impacta diretamente o dia a dia de estudantes em situação de vulnerabilidade: o educador social voluntário, que atua no acolhimento, na escuta e no acompanhamento desses alunos, aproximando escola, família e comunidade. O trabalho é lembrado em 28 de abril, data dedicada a esses educadores. Profissional importante no acompanhamento de estudantes em situação de vulnerabilidade, o educador social voluntário é o elo entre escola, família e comunidade | Foto: André Amendoeira/SEEDF A rede pública conta hoje com cerca de 8,5 mil profissionais nessa função, distribuídos em diferentes unidades. São profissionais que permanecem ao lado dos estudantes, ajudam na adaptação às atividades e contribuem para que a inclusão aconteça de forma efetiva dentro da sala de aula e fora dela. “O educador social voluntário é fundamental para que a inclusão aconteça de fato”, aponta a vice-diretora da Escola Classe Setor Militar Urbano (EC SMU), Virgínia Fernandes de Souza, que atua há 36 anos na rede pública de ensino do DF. “É ele que está ali com o aluno, incentivando, mediando. Quando a criança não quer fazer a atividade, ele conversa, dá uma voltinha pela escola e depois retorna com ela para a sala.” “Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela” Virgínia de Souza, vice-diretora da Escola Classe SMU Neste ano, uma mudança na carga horária ampliou a presença desses profissionais nas escolas. Eles passaram a cumprir cinco horas diárias junto aos estudantes — antes, eram quatro. “Essa uma hora a menos ficava muito difícil para a gente”, afirma Virgínia. O engajamento, enfatiza ela, vai além da ajuda de custo oferecida. O vínculo com os alunos aparece como principal motivação. “Eles estão aqui pelo amor que têm pelas crianças; a criança está esperando por eles”, explica. “Eles têm um papel fundamental na inclusão, no crescimento da criança e na comunicação com ela”. Quem são os educadores  Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgado em dezembro de 2024 mostra que a maioria dos educadores sociais voluntários é formada por mulheres, que representam 83,5% do total. Os homens correspondem a 14,8%. O estudo também aponta motivações e desafios da função no contexto da educação inclusiva. [LEIA_TAMBEM]Na prática, quem vive a experiência confirma os dados. Kátia Targino de Azevedo começou na função no início do ano letivo de 2025 e relata o impacto da atuação no próprio cotidiano: “Isso me motiva a me sentir viva”. O trabalho acompanha o estudante em diferentes momentos. Vai do apoio pedagógico a demandas básicas do dia a dia, como levar ao banheiro ou ajudar a controlar a ansiedade fora da sala. “Às vezes a criança precisa sair do ambiente de sala de aula, e é ele [o educador voluntário] que intermedia tudo isso”, resume Virgínia. A atuação exige paciência, atenção e disposição. Em troca, constrói vínculos que fazem diferença na permanência e no desenvolvimento dos alunos dentro da escola. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Nova presidente do Conselho de Educação do DF toma posse defendendo mais inclusão na rede de ensino

Tomou posse, nesta quinta-feira (5), a nova presidente do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF), Eliana Moysés Mussi, que comandará a instituição no biênio de 22 de dezembro de 2025 a 21 de dezembro de 2027. A vice-presidência será exercida por Erenice Natália Soares de Carvalho. A cerimônia simbólica marcou o início de uma gestão que promete intensificar o debate sobre políticas educacionais inclusivas. “Quando falamos de rede pública e rede privada, precisamos pensar na articulação de um sistema de ensino verdadeiramente inclusivo. É fundamental que todas as instituições tenham clareza sobre o que está determinado nas normatizações e que isso seja incorporado a um sistema mais amplo, que considere todo o ensino e dialogue com as forças governamentais e privadas para concretizar o objetivo final: a inclusão”, afirmou a presidente Eliana Moysés Mussi. Eliana Moysés Mussi: "É fundamental que todas as instituições tenham clareza sobre o que está determinado nas normatizações e que isso seja incorporado a um sistema mais amplo, que considere todo o ensino e dialogue com as forças governamentais e privadas para concretizar o objetivo final: a inclusão" | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Durante a posse, foi apresentado um relatório sobre educação especial no sistema de ensino do Distrito Federal, produzido pela presidente eleita em parceria com a técnica Renata Antunes de Souza. O documento apontou conquistas e desafios da área. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, destacou a evolução das políticas de inclusão nas últimas décadas. “Temos uma boa discussão para fazer. No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, buscava-se um mecanismo para garantir que as escolas privadas recebessem crianças com deficiência. Hoje, nenhuma escola pode mais recusá-las. Houve avanços importantes, mas ainda precisamos avançar mais. Esse diálogo é essencial para que possamos, juntos, fortalecer ainda mais a inclusão, especialmente diante de novos desafios que surgem ao longo do tempo", avaliou. "Essas articulações interinstitucionais são fundamentais para promover ações e políticas inclusivas de forma integrada, assegurando desde o apoio à saúde até a efetiva inclusão no ambiente escolar" Hélvia Paranaguá, secretária de Educação A secretária também ressaltou a importância de parcerias interinstitucionais para ampliar a segurança e o acolhimento nas escolas. “Em relação à Lei Lucas, implementada pela Lei nº 13.722/2018, firmamos parceria com o Corpo de Bombeiros. Essas articulações interinstitucionais são fundamentais para promover ações e políticas inclusivas de forma integrada, assegurando desde o apoio à saúde até a efetiva inclusão no ambiente escolar”, completou Hélvia Paranaguá. A nova gestão do Conselho de Educação do DF sinaliza prioridade para o fortalecimento das políticas de inclusão e o aprimoramento do diálogo entre as redes pública e privada de ensino. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Projeto Pet ConVivência incentiva adoção de animais por escolas públicas

Muito além do ensino curricular, a escola é espaço fundamental para a transformação social e a formação de valores humanos. Reforçando esse compromisso, a assinatura da portaria conjunta, entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), institui o projeto Pet ConVivência e estrutura a presença de animais nas unidades escolares como uma prática pedagógica segura e orientada. O evento realizado nesta terça-feira (20) reuniu diretores de 58 escolas da rede pública que já convivem com pets nas respectivas unidades escolares, evidenciando que a presença de animais neste ambiente é uma realidade consolidada e, agora, reconhecida institucionalmente como ferramenta pedagógica. Com a presença dos pets nas escolas, as crianças poderão trabalhar valores como empatia e respeito à vida | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O Pet ConVivência propõe integrar os animais comunitários ao cotidiano escolar, fortalecendo valores essenciais à formação integral dos estudantes, como empatia, responsabilidade, respeito à vida e convivência ética. A iniciativa vai além do cuidado animal, utilizando essa convivência como estratégia para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã. Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a ser cuidadores ativos. Esse papel desenvolve a empatia e o senso de responsabilidade, uma vez que compreendem que aquele ser vivo depende da coletividade para estar bem. O resultado é um ambiente escolar mais humanizado, onde o cuidado com a vida torna-se o principal eixo da formação cidadã. Ganhos percebidos na prática  As experiências já vividas pelas escolas demonstram os impactos positivos da iniciativa. Milla, pet adotada pela Escola Classe (EC) 10 do Gama, reverbera o sucesso da ideia, surgida a partir de uma demanda interna da escola e evidenciando a necessidade de orientar e estruturar a convivência com animais no ambiente escolar.  A diretora da EC 10 do Gama, Edna Silva, afirma que a convivência com a cadela Milla transformou a rotina da unidade escolar Para a diretora da unidade, Edna Silva, o projeto trouxe ganhos significativos para o cotidiano escolar. “É um projeto que deu supercerto. Adotamos a Milla e ela foi um ganho muito grande para a nossa escola. Vimos um lado muito positivo, principalmente com alunos especiais. Os alunos adquiriram essa consciência do cuidado”, relatou. O projeto proporciona, ainda, uma integração entre o bem-estar animal e a educação inclusiva. No ambiente escolar, os pets atuam como reguladores emocionais, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). O contato com o animal funciona como uma âncora sensorial, reduzindo níveis de ansiedade e auxiliando na organização interna do aluno em momentos de sobrecarga. Essa transformação é visível no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, como relata a diretora Juliana Gomes de Assunção. “Temos hoje a Melissa, um pet de apoio aos autistas e às crianças em geral. Quando o estudante se desregula, ele chega próximo da gata e vai se acalmando, o que nos possibilita retomar o diálogo e a aprendizagem”, explica. Além do suporte pedagógico, a iniciativa foca em animais que enfrentam barreiras para adoção, como os de pelagem preta ou idosos, utilizando essa convivência para combater preconceitos e promover a empatia desde cedo. Acolhimento universal Os secretários Cristiano Cunha, de Proteção Animal, e Hélvia Paranaguá, da Educação, comemoraram a parceria entre as pastas O projeto também chama a atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o abandono animal e suas causas estruturais. Diante dos desafios do Distrito Federal com a superpopulação de cães e gatos, a escola torna-se um espaço estratégico de sensibilização para estudantes, famílias e a comunidade local, contribuindo para a ruptura desse ciclo. Para o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha, interromper o abandono exige o envolvimento de todos. “Cães e gatos foram para as ruas por ação ou omissão da própria sociedade. Envolver a escola nesse processo é compreender que essa é uma responsabilidade coletiva. A escola não é apenas uma instituição da comunidade, mas um de seus principais agentes transformadores”, destacou. O CEF 02 da Estrutural é um dos grandes exemplos de como o Projeto Pet ConVivência pode ressignificar realidades. A implantação de um gatil estruturado permitiu que a escola liderasse uma mudança de mentalidade na região, promovendo o acolhimento desses animais e consolidando uma nova cultura de cuidado que envolve estudantes, famílias e moradores. "Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa" Juliana Gomes, gestora do CEF 02 da Estrutural “Quando cheguei à escola, me deparei com gatos sendo jogados lá dentro. As crianças não sabiam lidar com eles. Então começamos a trabalhar que os gatos são seres que merecem cuidado e respeito. Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”, afirma Juliana Gomes, gestora da unidade precursora da ação.  Para ampliar o incentivo à adoção e acolhimento de animais pelas escolas, a SEEDF planeja o aporte de recursos específicos. Durante a oficialização da parceria, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, anunciou medidas para garantir o bem-estar dos animais adotados pelas escolas da rede. "Vamos propor uma bonificação do PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para as escolas que aderirem ao projeto. Esse recurso extra servirá para apoiar as escolas no cuidado a esses animais, como a compra de ração e a construção de estruturas de acolhimento", afirmou a secretária. Hélvia reforçou, ainda, que os animais são referência de amor e carinho e que a escola deve ser um reflexo desse cuidado. *Com informações das secretaria de Educação e de Proteção Animal

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Estudantes de altas habilidades de Taguatinga publicam coletânea literária

Estudantes com altas habilidades da sala de recursos do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab) de Taguatinga lançaram, nesta terça-feira (11), o livro Entre Verso, Prosa e Sonhos: Viagens que só a escrita permite. A obra é uma coletânea de produções literárias dos próprios alunos. O livro reúne mais de 40 produções textuais de 28 estudantes-autores. O lançamento ocorreu no espaço cultural do Alameda Shopping, em Taguatinga. Os próprios estudantes-autores abrilhantaram o evento com apresentações de balé, flauta e um sarau de poemas autorais. Manuela de Andrade Montenegro, 12 anos, estudante do Cemab e uma das autoras do livro, descreveu a escrita como uma ferramenta de autogestão emocional. “O livro libera raiva, medo, não necessariamente sentimentos ruins, mas ele me deixa muito aliviada. Eu amo escrever poemas, é uma forma que tenho de liberar meus sentimentos. Desde pequena, minha paixão é escrever”, destacou. Ela também comentou sobre o desafio da produção: “Foi muito difícil. Todos os dias tivemos que estar em determinado horário, tivemos que organizar a sala, fazer as coisas. Mas eu gostei muito de participar”. Manuela de Andrade Montenegro autografou cópias da obra para presentear as famílias: "Eu amo escrever poemas, é uma forma que tenho de liberar meus sentimentos" | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Autoaceitação Quando perguntada sobre sua produção preferida, Manuela exaltou o texto da irmã mais velha, Isabela de Andrade Montenegro, 16 anos, também coautora da coletânea. A prosa Meu mundo azul narra, em tom autobiográfico, a jornada de autoaceitação e empoderamento de uma jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), encerrando com o trecho: “Hoje eu percebo que uma onda pode até me derrubar, mas ainda sou capaz de me levantar! Viva o autismo!”. Manuela também destacou as próprias produções: Mente de altas habilidades, que narra seu reconhecimento como estudante de altas habilidades a partir de uma amizade de escola; e O sonho não compreendido, poema sobre sonhos e a construção de um mundo com mais compaixão.  Metodologias que potencializam mentes As professoras Priscila Eduardo, Conceição Guisardi e Marta Mendes exaltaram a metodologia de trabalho usada na sala de recursos do Cemab [LEIA_TAMBEM] As salas de recursos para estudantes de altas habilidades são ambientes educacionais que potencializam o desenvolvimento dos alunos a partir de suas inclinações e aptidões. “A partir da teoria e metodologia de Joseph Renzulli, atuamos em três frentes. Trabalhamos diferentes gêneros textuais, de acordo com as aptidões dos estudantes. Assumimos um papel de mentora, de apoiar os estudantes de acordo com suas escolhas. Essas escolhas dizem mais do que o que está escrito, são os sentimentos”, afirmou a professora Conceição Guisardi, organizadora da coletânea. A professora itinerante Marta Mendes defendeu a estratégia, destacando a importância do enriquecimento curricular. Segundo ela, as condições das salas de recursos proporcionam um desenvolvimento ímpar, permitindo um trabalho de tutoria e a construção de um ambiente propício ao aprendizado. “A abordagem dá suporte e protagonismo para que os estudantes se desenvolvam em suas áreas de preferência”, reforçou. *Com informações da Secretaria de Educação do DF

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Preparatório para alunos com deficiência ou transtornos que vão fazer o Enem tem aula inaugural

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) representa, para milhares de jovens, a porta de entrada para o ensino superior. Pensando em garantir equidade de oportunidades a todos os estudantes da rede pública de ensino, a Secretaria de Educação (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), lançou, no sábado (16), a edição 2025 do projeto Enem Inclusivo e Especial, que promove aulões preparatórios para o Enem para estudantes com deficiência ou transtornos funcionais. A aula inaugural ocorreu no auditório do Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas) e marcou o início de uma jornada que seguirá com encontros aos sábados, até a data do exame. O programa é resultado de um amplo esforço coletivo que envolve professores, gestores, estudantes e famílias, em um movimento de mobilização comunitária. “O Enem Inclusivo e Especial nasceu do coração da professora Vera Lúcia Barros, com um propósito muito simples e profundo: garantir que todos tenham as mesmas oportunidades de chegar onde desejam. Cada detalhe foi pensado para os estudantes, desde as aulas com intérpretes de libras até o carinho e dedicação dos professores”, destacou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, durante a aula inaugural. Aula inaugural do Enem Inclusivo e Especial 2025 ocorreu no auditório do CESAS, no sábado (16) | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF A edição deste ano trouxe uma novidade importante: a parceria com o Senac-DF, que permite o uso de uma plataforma digital totalmente acessível. O recurso amplia a autonomia dos estudantes ao disponibilizar conteúdos com tecnologia assistiva, legendas, audiodescrição e apoio de professores especializados. “Nosso diferencial é a acessibilidade integral. Queremos que cada aluno encontre um espaço de aprendizado seguro e inclusivo”, reforçou a subsecretária Vera Lúcia Barros. Em 2025, o projeto conta com 41 estudantes matriculados especificamente no Enem Inclusivo e Especial, além de outros 50 atendidos pelo eixo de empregabilidade, que complementa a formação ao preparar os jovens para o mercado de trabalho. A proposta vai além do acesso ao ensino superior, contribuindo também para que esses estudantes conquistem independência e melhores oportunidades profissionais. Mais oportunidades, mais sonhos Exemplo disso é a trajetória de Luis Felipe Sales, ex-participante do projeto, que ingressou no curso de jornalismo por meio do Enem e, recentemente, conquistou seu primeiro emprego com carteira assinada. “Não foi fácil, fiquei quase um ano desempregado depois de formado, mas graças ao apoio do programa consegui uma oportunidade. Hoje trabalho na área administrativa de um hospital e já penso em novos passos para o meu futuro”, contou. Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá (D), participou da aula inaugural: "A educação é a chave que abre portas, mas é o coração de vocês que decide atravessá-las" [LEIA_TAMBEM]Com a experiência de quem já trilhou esse caminho, Luis Felipe também deixa um recado aos atuais estudantes do programa: “Para quem está começando no projeto, eu indico aproveitar ao máximo cada aula. Os professores e a equipe de apoio estão sempre prontos para ajudar, então não tenham vergonha de perguntar. Outra coisa importante é criar o hábito da leitura: ler todos os dias, revisar provas antigas, praticar exercícios e até usar técnicas de memorização, como a repetição. Também é fundamental cuidar da saúde, ter uma boa alimentação e reservar momentos de descanso, porque isso faz toda diferença na hora da prova. A dedicação vale a pena, porque os resultados chegam”. O Enem Inclusivo e Especial também se firma como espaço de troca, apoio emocional e motivação. Professores e monitores dedicam os sábados para garantir que os estudantes tenham reforço, estímulo e confiança no caminho até a prova. Além de aulas de conteúdo, os encontros promovem orientações sobre autocuidado, rotina de estudos e técnicas de memorização. “A educação é a chave que abre portas, mas é o coração de vocês que decide atravessá-las”, afirmou Hélvia Paranaguá ao incentivar os alunos. Mais do que preparar para um exame, o projeto representa um passo concreto rumo à universalização da educação pública, que acolhe as diferenças e valoriza talentos. “Nosso trabalho é mostrar que todos têm competências e capacidades, e que a inclusão é uma prática que transforma vidas. Sou muito grata a toda a equipe da Subin, aos professores, por poder fazer parte desse acontecimento tão importante que é o Enem Inclusivo e Especial”, celebrou a subsecretária Vera Lúcia Barros.  *Com informações da Secretaria de Educação

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Programa de saúde mental contempla estudantes da rede pública

A Secretaria de Educação (SEEDF) publicou, nesta quarta-feira (9), a Portaria nº 754, que institui o Programa de Saúde Mental dos Estudantes (PSME). A iniciativa tem como objetivo fortalecer a saúde mental de crianças e jovens da rede pública de ensino, promovendo ações e projetos que estimulem o desenvolvimento integral em um ambiente escolar mais saudável, acolhedor e inclusivo. O Programa de Saúde Mental dos Estudantes atenderá alunos de todas as etapas e modalidades da educação básica | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “Acreditamos que cuidar da saúde mental é tão essencial quanto garantir o acesso ao conhecimento”, afirma a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus. “O programa é uma resposta concreta à necessidade de construir espaços escolares mais humanos, onde o estudante se sinta seguro para aprender e se desenvolver.” O PSME foi desenhado para atuar em diferentes frentes, com ações preventivas e de intervenção precoce que consideram a complexidade das situações escolares. Entre os principais objetivos estão a conscientização sobre a importância do acolhimento, a implementação de atividades de educação emocional e o incentivo à participação ativa dos estudantes nas ações desenvolvidas. O PSME atenderá estudantes de todas as etapas e modalidades da educação básica, garantindo que as ações sejam inclusivas e adequadas às diferentes faixas etárias e contextos sociais. Envolvendo diretamente estudantes, educadores, gestores e famílias, o programa está alinhado à realidade dos alunos, considerando também marcadores sociais como classe, raça, gênero e território. “É fundamental que nossas ações reconheçam as diferenças e construam espaços de acolhimento que respeitem a diversidade de cada estudante”, pontua Larisse Cavalcante, diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF. Diretrizes e parcerias Entre as diretrizes do programa, estão o estímulo ao desenvolvimento de competências socioemocionais, a redução de estigmas sobre saúde mental e a articulação com políticas públicas de saúde e assistência social. A SEEDF prevê a integração do PSME ao Programa Saúde na Escola (PSE) e a elaboração de campanhas educativas para conscientizar a comunidade escolar sobre o tema. [LEIA_TAMBEM]“Queremos que as escolas se tornem verdadeiros polos de promoção da saúde mental, com ações contínuas e diálogo aberto com toda a comunidade”, afirma Larisse. A coordenação do programa caberá à Gerência de Projetos de Saúde do Estudante (GPSE), vinculada à Diretoria de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante (Diase), da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape). Apoio às Políticas Educacionais A equipe executora será composta por psicólogos efetivos da rede, que atuarão de forma técnica e estratégica para desenvolver projetos coletivos, sem a oferta de psicoterapia individual, permanecendo sob responsabilidade da rede de saúde, quando necessário. “Nosso papel é trabalhar com ações preventivas e de promoção da saúde mental, criando uma cultura de cuidado dentro das escolas”, explica Larisse. As coordenações regionais de ensino (CREs) terão um compromisso fundamental com o acompanhamento das ações e com o estímulo à adesão das escolas ao programa. Já as unidades escolares serão responsáveis por integrar as ações ao seu projeto político-pedagógico (PPP) e articular a participação da comunidade escolar. Intervenção em crises  O PSME também prevê intervenções em situações de crise, como rodas de bate-papo, atendimentos em grupo e ações de apoio à comunidade escolar. As escolas poderão solicitar o suporte por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), com articulação entre a equipe técnica e a rede de saúde e assistência social. Além das intervenções emergenciais, os projetos do programa trabalharão temas como prevenção ao uso de substâncias psicoativas, promoção de relações saudáveis, equidade de gênero, diversidade e valorização da vida. As ações serão planejadas para garantir continuidade e impacto real na saúde emocional dos estudantes.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Aulas gratuitas preparam alunos com necessidades especiais para o Enem

Estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades, superdotação ou outros transtornos funcionais podem participar do projeto Enem Inclusivo e Especial 2025. A ação, idealizada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), oferece aulas preparatórias acessíveis para que esses alunos tenham chances de alcançar uma vaga no ensino superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que está com as inscrições abertas até essa sexta-feira (6). As aulas contam com estrutura completa, adianta a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Ribeiro: “Vamos utilizar todos os recursos necessários: comandos de voz, leitores de tela, intérpretes de Libras, apoiadores e professores, atuando como profissionais de apoio” | Foto: Mary Leal/SEEDF O projeto conta com professores voluntários que ministram conteúdos das principais disciplinas do Enem, como matemática, física, química, redação, gramática, história, geografia, sociologia, filosofia, artes e língua estrangeira. Tudo adaptado às necessidades dos estudantes, com recursos de acessibilidade e atenção personalizada. “Desde o início do projeto, em 2019, já atendemos centenas de estudantes”, relata a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Ribeiro. “Para este ano, nossa expectativa é formar quatro turmas, cada uma com 15 alunos. As turmas reduzidas são essenciais porque atendemos estudantes com deficiência, o que demanda um acompanhamento mais próximo e personalizado.” Preparação especial As aulas preparatórias serão ministradas em agosto, no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas), local que oferece estrutura adequada para o projeto. “Lá contamos com um laboratório de informática adaptado, espaço fundamental para as atividades de tecnologia com uso da nossa plataforma acessível”, explica Vera Lúcia. “Vamos utilizar todos os recursos necessários: comandos de voz, leitores de tela, intérpretes de Libras, apoiadores e professores, atuando como profissionais de apoio.” A subsecretária destaca ainda a formação dos profissionais que participam da ação: “Nossos docentes são voluntários da própria rede pública, todos capacitados, pois nossa rede é inclusiva. Eles adaptam os conteúdos, trabalham com materiais acessíveis e oferecem um ensino realmente voltado para o desenvolvimento dos estudantes”. Chamada à comunidade escolar A Secretaria de Educação faz um apelo aos gestores, professores e coordenadores para que incentivem os estudantes com deficiência, TEA, altas habilidades ou transtornos funcionais a fazer inscrição no Enem 2025. “As aulas são aos sábados, e, por isso, é importante que os pais estejam juntos no processo, apoiando desde a inscrição até a presença nas aulas”, orienta Vera Lúcia. “A secretaria oferece o lanche, camisetas, material didático e toda a estrutura necessária”. Faça aqui sua inscrição. *Com informações da Secretaria de Educação    

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Mostra Cinema que Educa leva mais de 3 mil estudantes ao Cine Brasília

A Secretaria de Educação (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, promove, no Cine Brasília, a Mostra Cinema que Educa: Um Olhar Integral, levando aproximadamente três mil estudantes do ensino fundamental (anos iniciais) ao tradicional cinema da capital. O evento teve início na terça-feira (20) e segue até esta quinta (22). Iniciativa está alinhada à Base Nacional Comum Curricular, que propõe o desenvolvimento do pensamento reflexivo dos estudantes | Fotos: André Amendoeira/SEEDF O evento, ancorado na lei federal nº 13.083/2015, que instituiu a Semana do Brincar, exibe curtas-metragens premiados pelo 23º Festival de Cinema Infantil de Florianópolis que abordam temas como inclusão, respeito às diferenças e amizade. "Pensamos em realizar uma atividade importante para nossas crianças que atenda a esse momento festivo e, ao mesmo tempo, se transforme em um tema pedagógico para ser desenvolvido em sala de aula", explica Vera Lúcia Ribeiro de Barros, subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da SEEDF. A iniciativa está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que propõe o desenvolvimento do pensamento reflexivo dos estudantes diante de temáticas contemporâneas, fomentando o respeito às diferenças e promovendo o diálogo intercultural. Nesta quarta (21), segundo dia da mostra, estudantes da Escola Parque 304 Norte, Escola Classe (EC) 01 Itapoã e Escola Classe (EC) Rural Córrego do Atoleiro lotaram as sessões, totalizando cerca de 600 crianças. Entre elas estava Suridasha Azenath, de oito anos, aluna do 2º ano da EC 01 Itapoã. "Eu achei muito, muito, muito legal. Muito bom mesmo!", exclamou Suridasha com entusiasmo. Perguntada se já tinha ido antes ao cinema, ela respondeu: "Nunca! E o que eu achei mais legal hoje foi a parte do filme". Curta-metragem premiado de Brasília O curta-metragem Pioinc, dirigido pelo brasiliense Ricardo Makoto, que venceu o Festival de Cinema Infantil de Florianópolis, foi exibido na mostra  Um dos destaques da mostra é o curta-metragem Pioinc, dirigido pelo brasiliense Ricardo Makoto, vencedor no Festival de Cinema Infantil de Florianópolis. A obra conta a história de um passarinho sem uma das asas que é ajudado por um porquinho, com quem desenvolve uma amizade profunda. "O curta fala sobre amizade e compaixão. O passarinho caiu do ninho e é salvo pelo porquinho. Eles vivem vários desafios juntos", conta Makoto. "A mensagem é sobre essa jornada de amizade que surge entre dois bichinhos que são diferentes, mas a amizade é tudo, ela não vê diferença." [LEIA_TAMBEM] O diretor celebra a iniciativa da SEEDF: "Quando as crianças assistem a filmes bons, filmes com conteúdo, filmes que emocionam, filmes com arte, elas aprendem também. O aprendizado é incrível porque é emocional, eles nunca vão esquecer um filme no cinema que os emocione". Formação integral por meio da arte Érica Martins, diretora de Educação em Tempo Integral da Subsecretaria de Educação Integral e Inclusiva (Subin), explica que a ideia surgiu da necessidade de proporcionar às crianças o contato com a arte. "Quando falamos de educação em tempo integral, não se trata só de ampliar espaço ou tempo que esse estudante fica na escola, trata-se da formação integral do estudante. Por meio da arte, conseguimos trabalhar todas as formações humanas do ser humano", afirma. A temática da inclusão foi escolhida propositalmente. "Por que estamos trazendo essa temática no cinema? Porque a arte sensibiliza e, por meio da sensibilização, conseguimos reconhecer essas diferenças entre os estudantes e mostrar que é possível que todos convivam juntos", complementa Érica. Cada sessão da mostra recebe aproximadamente 540 estudantes, com idade entre seis e 11 anos, do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Segundo a diretora, cerca de 25 escolas participarão do evento ao longo dos três dias. *Com informações da SEEDF  

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Mais de 400 profissionais da Educação participam de seminário sobre práticas inclusivas

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) teve papel importante no seminário "Educação Inclusiva - 10 anos da Lei Brasileira de Inclusão", realizado, nesta quarta-feira (8), no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O evento reuniu mais de 400 profissionais da área de educação para discutir práticas inclusivas. O evento reuniu mais de 400 profissionais da área de educação para discutir práticas inclusivas | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Na abertura do seminário, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou o pioneirismo do DF nas políticas inclusivas. "O DF foi o precursor da inclusão do país, então a gente começou a política pública muito antes da lei. Para nós, não houve o impacto de 'tem que atender' porque já atendíamos, mas, sim, o reconhecimento da importância da inclusão na vida das crianças com deficiência". Durante a programação, que se estendeu das 8h30 às 17h, Hélvia ressaltou a estrutura disponível. "A rede tem toda uma base, os profissionais recebem formação para lidar com diversas deficiências no espaço regular. Quando a criança necessita de sala de recursos ou de preposta, nós temos. É uma rede preparada para um atendimento de qualidade". O seminário, que marca uma década da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), foi resultado de parceria entre MPDFT, Secretaria de Educação, Serviço Social da Indústria (Sesi) e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe). [LEIA_TAMBEM] Desafios Jane Carrijo, da diretoria da Educação Inclusiva e Especial (Dein), vinculada à Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) da SEEDF, também participou com a palestra "Os desafios da inclusão no Distrito Federal", abordando a relevância de superar a visão puramente clínica da deficiência e reconhecer o potencial de aprendizagem de todos os estudantes. "É essencial reconhecer que todas as pessoas têm capacidade de aprender, independentemente de suas limitações físicas, sensoriais, intelectuais ou sociais. A aprendizagem ocorre de maneiras diferentes para cada indivíduo, e cabe ao sistema educacional oferecer os meios, recursos e estratégias pedagógicas adequadas para garantir esse direito", ressaltou a servidora. A secretária de Educação enfatizou ainda os benefícios mútuos da inclusão: "Faz com que o aluno participe de um ambiente regular. Sua presença ajuda na convivência com crianças sem deficiência, que por sua vez desenvolvem um olhar mais acolhedor. É um caminho sem volta, de todos tendo a mesma oportunidade". *Com informações da SEEDF    

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