Boletim do Comércio Exterior do DF aponta crescimento no terceiro trimestre
De acordo com o Boletim do Comércio Exterior, produzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), referente ao terceiro trimestre de 2025, as exportações do DF somaram US$ 98,5 milhões, representando um crescimento de 23,2% em relação ao segundo trimestre do ano e mantendo-se estável em relação ao mesmo período de 2024. A soja foi o principal produto exportado pelo Distrito Federal no trimestre, totalizando cerca de US$ 36 milhões e representando cerca de 36,5% do valor total exportado no período. As exportações de soja apresentaram o melhor desempenho desde o segundo trimestre de 2024, totalizando 87,2 mil toneladas líquidas em volume exportado. A China se manteve como o principal destino das exportações, somando US$ 33,9 milhões, cerca de 34,4% do total exportado pelo DF no trimestre. O país é o principal destino da soja exportada pela capital, absorvendo 93,% do volume exportado do produto. Soja foi o principal produto exportado pelo DF no trimestre | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Além da soja, os produtos da agroindústria avícola também tiveram papel expressivo nas exportações trimestrais. Entre os produtos que lideram a pauta exportadora da capital federal, destacam-se peitos desossados de galinha e peitos, coxas e sobrecoxas formando uma só peça, que somaram US$ 25,6 milhões, com forte demanda do Oriente Médio e da Ásia, especialmente da Arábia Saudita, que ampliou o volume de exportações em 12,4% em relação ao segundo trimestre de 2025. As importações do Distrito Federal alcançaram US$ 579,7 milhões no terceiro trimestre, com variação nominal de 1,6% em relação ao trimestre anterior. O resultado contribui para o saldo negativo observado na balança comercial, caracterizada pelo maior volume de importações em relação às exportações, devido à incorporação de compras públicas, principalmente de produtos farmacêuticos, produtos químicos medicinais e botânicos, que totalizaram US$ 490,5 milhões no período. A coordenadora de Análise Econômica e Contas Regionais, Adrielli Santos, destaca que “o desempenho do terceiro trimestre reforça a vocação agroexportadora do Distrito Federal, liderada pela soja e pela carne de aves. A tendência de safra recorde na produção de grãos em nível nacional também se reflete no DF, onde as estimativas apontam para uma produção de 328 mil toneladas de soja em 2025”, diz. *Com informações do IPEDF
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Vazio sanitário da soja acaba neste sábado (30)
Termina neste sábado (30) o período de suspensão do cultivo da soja. Desde 1º de julho, os produtores rurais do Distrito Federal estavam impedidos de manter pés da planta viva, como forma de bloquear o ciclo de vida do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. O período de suspensão do cultivo da soja no DF termina neste sábado (30). Desde 1º de julho, os produtores rurais estavam impedidos de manter pés da planta viva. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília Durante o vazio sanitário, não houve notificação de produtores por descumprimento da Lei Distrital nº 4.885, de 11 de julho de 2012. As 200 propriedades produtoras do grão foram fiscalizadas pelas equipes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Nas atividades de campo, foi constatada a adesão dos agricultores à medida. “Não tivemos notificação nem aplicação de multa. E as denúncias de descumprimento que recebemos não se confirmaram”, informa a gerente de Sanidade Vegetal, da pasta da Agricultura, Marília Angarten. [Relacionadas esquerda_direita_centro=””] Muitos produtores optaram por substituir o cultivo após a colheita da soja. Em muitos casos, a rotação de cultura foi feita com o milheto, de nome científico Pennisetum glaucum. Evitar o aparecimento da ferrugem asiática é fundamental para não ocorrerem perdas de produtividade. Isso porque a doença causa o amarelecimento precoce de folhas e caules e prejudica o enchimento de grãos. Edição: Raquel Flores
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Fiscalização do vazio sanitário da soja é intensificada
Com o início do vazio sanitário da soja, período em que os produtores devem eliminar as plantas vivas do cultivo, a fiscalização foi intensificada. Desde 1º de julho, equipes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural podem aplicar multas a quem descumprir a medida. Até 30 de setembro, equipes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vão percorrer as 200 propriedades em todo o Distrito Federal. Foto: Tony Winston/Agência Brasília As sanções vão de R$ 15 mil a R$ 50 mil e obrigatoriedade de eliminação dos pés de soja. Até 30 de setembro, serão vistoriadas 200 propriedades em todo o Distrito Federal. O impedimento tem o objetivo de quebrar o ciclo de vida do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A doença é a principal causa de perdas na lavoura, uma vez que leva ao amarelecimento precoce de folhas e caule e prejudica o enchimento dos grãos. A eliminação das plantas pode ocorrer de forma química, com a aplicação de herbicidas; ou mecânica, com o uso de maquinário para remexer o solo. Outra opção é colocar o gado para se alimentar dos pés de soja, ainda que não seja a mais comum. A escolha da técnica é feita de acordo com as características de cada propriedade, como extensão, relevo e condições climáticas, como explica o fiscal agropecuário da Secretaria da Agricultura Adailton Guimarães. “O produtor tem muitas alternativas. Há instrumentos para todos os casos”, defende. Outras culturas podem ser plantadas na área em que havia soja O vazio sanitário não significa necessariamente que a terra fique sem produção. Após a colheita da soja, os produtores podem fazer o plantio de outras culturas, como o sorgo, que tem menos demanda hídrica. No caso de estiagem intensa, é possível plantar espécies como o Pennisetum glaucum, popularmente conhecido como milheto. O objetivo é não deixar a terra exposta. A adesão ao período de suspensão do cultivo tem sido ampla no Distrito Federal. “Os produtores daqui são bem conscientes. Tanto que, no ano passado, só tivemos uma autuação”, conta a fiscal agropecuária Carina Ichida. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] As regiões de fronteira com Goiás e Minas Gerais exigem atenção especial da fiscalização. “Já vimos situações em que o produtor respeitou o vazio na área da propriedade que ficava no DF, mas manteve o plantio de soja na parte que ficava em Goiás”, relata Carina. Nesse caso, a pasta da Agricultura do DF informa à do estado vizinho sobre o problema. “Além disso, contamos com a ajuda dos próprios produtores para denunciar os desrespeitos”, afirma o fiscal agropecuário Karlos Santana. Em caso de suspeita de descumprimento do vazio sanitário, deve-se alertar a pasta da Agricultura. Denúncias podem ser enviadas pelo telefone (61) 3051-6422 ou por meio do endereço eletrônico gsv.defesa.seagri@gmail.com. Edição: Paula Oliveira
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Vazio sanitário da soja começa no sábado (1º) em todo o DF
A partir de sábado (1º), produtores de soja do Distrito Federal devem eliminar todas as plantas vivas da cultura — o chamado vazio sanitário. Durante 90 dias, os agricultores estão proibidos de semear ou de manter pés do cultivo. Lavoura de soja na região de Planaltina: a partir de sábado (1º) fica proibido por 90 dias o cultivo da planta no DF. Foto: Tony Winston/Agência Brasília – 13.1.2016 A medida visa à quebra do ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A doença é a principal causa de perdas na lavoura, uma vez que leva ao amarelecimento precoce de folhas e caule e prejudica o enchimento dos grãos. A eliminação das plantas pode ocorrer de forma mecânica, como remexer o solo por meio de maquinário ou ao colocar o gado para se alimentar dos pés de soja. O uso de aditivos químicos para morte do cultivo também é uma opção. O impedimento vai até 30 de setembro. Equipes da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural farão fiscalização em toda a área plantada de soja na última safra. São cerca de 71 mil hectares de lavoura em 200 propriedades em todo o território. [Numeralha titulo_grande=”71 mil” texto=”Quantidade de hectares ocupados com plantação de soja em 200 propriedades” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Quem desobedecer à restrição será notificado e está sujeito a multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil, além da obrigatoriedade de erradicar as plantas vivas, conforme determina a Lei Distrital nº 4885, de 11 de julho de 2012. O vazio sanitário tem o objetivo de tirar do fungo a oferta de alimento, no caso, o pé de soja. Além disso, a suspensão do cultivo serve para pôr fim ao microorganismo que estiver presente no ambiente mesmo após a retirada da planta. Pesquisas mostram que o fungo consegue sobreviver de 55 dias a 60 dias no solo. “Por isso, no DF estabeleceu-se o prazo de 90 dias, tempo superior ao ciclo de vida dele”, conta a gerente de Sanidade Vegetal da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Marília Angarten. Prevenção protegerá a lavoura na próxima semeadura Sem ter como se desenvolver, o microorganismo também não produz esporos, unidades de reprodução. “Dessa forma, quando chegar a próxima semeadura, em novembro, a ferrugem asiática não atinge tão fortemente a lavoura”, explica a gerente de Sanidade Vegetal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Reduzir a incidência de ferrugem asiática resulta também em economia na produção, uma vez que demanda menor aplicação de fungicidas. “O produtor gasta menos com agrotóxicos e tem maior produtividade”, destaca Marília. Em caso de suspeita de descumprimento do vazio sanitário, deve-se alertar a pasta da Agricultura. Denúncias podem ser enviadas pelo telefone (61) 3051-6422 ou por meio do endereço eletrônico gsv.defesa.seagri@gmail.com. Edição: Vannildo Mendes
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Governo de Brasília constata a adesão de produtores ao vazio sanitário da soja
Produtores agrícolas do Distrito Federal não podem cultivar soja até 30 de setembro – a restrição do cultivo, chamado de vazio sanitário do grão, começou em 1º de julho. O objetivo é que as plantas do cultivo anterior sejam eliminadas para reduzir a proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, que causa a ferrugem asiática, uma praga que pode prejudicar as próximas colheitas. Para garantir o cumprimento da determinação e dar mais segurança aos agricultores, desde o início do período, técnicos da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural fiscalizam as lavouras de soja, rodando por volta de 350 quilômetros por dia. “Os produtores são muito conscientes, eles sabem da importância do vazio e, inclusive, denunciam”, afirma a gerente de Sanidade Vegetal da secretaria, a engenheira agrônoma Marília Bittencourt Angarten. Técnicos da Secretaria da Agricultura fiscalizam lavouras de soja para garantir o cumprimento do vazio. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília O órgão é o responsável pela fiscalização. As ações, diárias nesta época, começam por volta das 8 horas. Geralmente em duplas, os técnicos fazem a varredura por áreas de plantação que podem ter descumprido a medida. Até segunda-feira (18), a equipe havia identificado a irregularidade em apenas duas propriedades de 140 vistoriadas. Após ser identificado um descumprimento do período do vazio, o produtor tem 15 dias corridos para se justificar. A explicação é apresentada aos técnicos, que fazem as considerações e as apresentam à Diretoria de Sanidade Agropecuária e Fiscalização, que decide sobre a multa. Caso seja a primeira infração, o valor será de R$ 15.001. Nas ocorrências seguintes, o valor é dobrado até atingir o limite de R$ 50 mil. Segundo o técnico da secretaria Adaílton Soares Guimarães, é importante que, depois de eliminar as plantas, o produtor continue a monitorar a lavoura. “Uma chuva fora de época pode fazer com que nasçam alguns pés de soja”, exemplifica. Qualquer pessoa pode alertar as autoridades sobre suspeitas de descumprimento do vazio sanitário pelo telefone (61) 3051-6422 ou pelo e-mail gsv.defesa.seagri@gmail.com. Controle da produção A produção de soja em Brasília é usada geralmente para ração de aves e de suínos e para fabricação de óleo. Como a soja precisa de irrigação, o período da seca é o mais propício para o vazio. “O que define o período do vazio é o calendário da safra”, explica Guimarães. Nesse período, o agricultor pode cultivar outras plantações. De acordo com Marília Bittencourt Angarten, o vazio sanitário da soja “é uma questão de sustentabilidade da produção. São 90 dias para que a plantação se desenvolva sem a ferrugem asiática ou pelo menos em um estágio reduzido”. Desde 2001 no Brasil, a ferrugem asiática causou prejuízo de R$ 3,8 bilhões nas lavouras brasileiras. Por isso, em 2007, foi assinada uma instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que orienta os produtores a seguir o vazio e evitar a ferrugem. Segundo o ministério, a medida é adotada em outras 13 unidades da Federação: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Vazio sanitário do feijão Assim como a soja, o feijão passa por um período de restrição para proteger a colheita. O vazio sanitário do grão dura um mês (de 20 de setembro até 20 de outubro). Para o alimento, a ameaça é o vírus do mosaico, transmitido pela mosca-branca. Os danos causados pelo inseto podem ser diretos, pela sucção da seiva e pela injeção de toxinas, e indiretos, pela excreção de substância açucarada que favorece o crescimento do fungo. [Relacionadas]
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