Governadora Celina Leão determina ampliação de programa de robótica após conquista de alunos da rede pública do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão determinou a ampliação do programa de robótica durante encontro, nesta quarta-feira (30/9), com estudantes da rede pública classificados para a etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). No Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), em Taguatinga, ela recebeu os integrantes da equipe PaTeC Itapoã 02, campeã estadual na categoria Resgate — Nível 2, e defendeu a formação tecnológica desde a escola. “Nós não podemos ter uma escola ultrapassada. Os meninos precisam sair da escola prontos para lidar com inteligência artificial, para lidar com robótica”, afirmou a governadora. “Esses jovens precisam de investimento e oportunidade. E é isso que nós determinamos agora para o nosso secretário, todos eles que estavam aqui, para ampliar esse programa.” Celina Leão: "Nós não podemos ter uma escola ultrapassada. Os meninos precisam sair da escola prontos para lidar com inteligência artificial, para lidar com robótica" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A equipe vencedora é formada por João Vítor Emídio Barbosa de Melo, Lara Mendes Pereira da Silva e Maria Luísa de Jesus — todos de 15 anos. Os estudantes conquistaram o primeiro lugar na etapa estadual, disputada em 5 de setembro, no Sesc Taguatinga Norte. Agora, vão representar o DF na fase nacional, de 23 a 29 de novembro, em João Pessoa (PB). Da programação à competição João Vítor começou a programar entre os 12 e os 13 anos. O interesse ganhou espaço para avançar no Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTeC), onde se preparou para a competição. “A partir do PaTeC, eu fui integrado mais a esse mundo da robótica”, contou. Para o futuro, ele já tem uma direção: “O que eu planejo é ficar nessa área mesmo, da robótica, da programação, que é a área que mais me desperta interesse”. “Se não fosse pelo PaTeC, acho que a gente não teria chegado, alcançado esse resultado” João Vítor Emídio Barbosa de Melo, estudante Na prova de resgate, o robô precisa seguir uma linha ao longo de uma pista e recolher bolinhas que representam vítimas, para depois colocá-las nos locais determinados. João Vítor explicou que programou, com o professor, a visão computacional usada pela equipe — recurso que permite ao robô interpretar imagens para executar as tarefas. Durante o encontro, o estudante também pediu a continuidade do projeto. “Se não fosse pelo PaTeC, acho que a gente não teria chegado, alcançado esse resultado”, disse à governadora. Formação e reconhecimento O PaTeC é um projeto do Instituto Eixos desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). A formação inclui robótica, programação em Python, raciocínio lógico e modelagem em três dimensões. O projeto já alcançou mais de 1.500 crianças e adolescentes da rede pública do Distrito Federal. Outra equipe do PaTeC reconhecida na etapa estadual foi a GryphosPaTeC-AHSD. Formado por Layla Saaid, Maria Luísa Miranda e Emily Vitória da Silva, o grupo recebeu o prêmio de Melhor Escola Pública na competição. Ao defender a expansão do ensino de robótica, Celina destacou a necessidade de articular as experiências existentes na rede. “Nós temos várias iniciativas em várias escolas públicas”, afirmou. A governadora defendeu um programa de estado que incorpore a robótica como ferramenta de atualização das escolas.
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Centro de Controle do Metrô-DF ganha novos painéis para reforçar segurança e eficiência operacional
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) investe em tecnologia e instala 300 novos painéis no Centro de Controle Operacional (CCO), que fica na sede do Complexo Administrativo e Operacional (CAO) da companhia. É ali onde trabalham os profissionais responsáveis por monitorar todo o tráfego do metrô, todos os dias, durante 24 horas, de olho nas telas de computadores. Assim, os equipamentos de alta resolução de imagem, irão oferecer mais qualidade e precisão das informações, essenciais para garantir a segurança dos usuários e dos serviços do sistema metroviário. “Essa solução contempla não só a modernização da tecnologia, como também assegura a longevidade e eficácia dos painéis, contribuindo para a eficiência operacional e para a maior compreensão e agilidade das estratégias adotadas pela equipe”, afirma o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral. “Além disso, o investimento substitui um sistema mais obsoleto, reduzindo os custos com as manutenções corretivas”, acrescenta. Os painéis foram instalados em formato de videowall, o que garante mais segurança e agilidade na hora de avaliar e interpretar os dados. A tecnologia permite visualizar, ao mesmo tempo, a situação do sistema de energia, dos pátios, das estações, de equipamentos, proporcionando uma visão global da operação. “Uma das vantagens desse novo formato é que ele possibilita exibir uma maior quantidade de imagens do sistema de Circuito Fechado de Televisão, aumentando a cobertura visual das estações, dos pátios e das demais instalações”, esclarece o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino. “O sistema poderá ser configurado conforme a situação operacional, dando prioridade à visualização de determinadas câmeras, alarmes, sistemas ou áreas”, afirma. Os painéis foram instalados em formato de videowall, o que garante mais segurança e agilidade na hora de avaliar e interpretar os dados | Foto: Paulo Barros/Divulgação A concentração das principais informações operacionais em um único ambiente visual – disponível, simultaneamente, para supervisores, controladores e demais profissionais envolvidos na operação – facilita a compreensão imediata do estado da linha e das ocorrências em andamento, melhorando a coordenação das ações e a tomada rápida de decisões. Isso reduz a necessidade de alternar diversas telas ou sistemas durante uma ocorrência no sistema. O novo layout ainda otimiza o acompanhamento da posição, da movimentação e do intervalo dos trens ao longo da linha, o que torna mais ágil a atuação para retomar a regularidade da operação. Por fim, a instalação dos novos painéis do Centro de Controle Operacional do Metrô–DF irá contribuir para o conforto e para a melhoria das condições de trabalho de toda a equipe. Os dados apresentados em telas, com imagens em alta resolução e em uma superfície maior, evitam a visualização nos monitores individuais, reduzindo a sobrecarga visual dos operadores. A leitura de diagramas, mapas, imagens e indicadores á distância, também otimizará a legibilidade e a ergonomia na rotina dos empregados. *Com informações da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF)
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Brasil.IA certifica mais 714 alunos em quatro regiões do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Nesta sexta-feira (28/8), 714 alunos da sétima etapa do projeto Brasil.IA celebram uma nova conquista com a formatura na capacitação tecnológica gratuita que contempla diferentes regiões do Distrito Federal. Os certificados serão entregues a participantes de quatro regiões administrativas: 171 em Taguatinga, 208 no Gama, 194 em Santa Maria e 141 em Planaltina. As cerimônias serão realizadas simultaneamente em quatro escolas — CEF 03 de Taguatinga, CEF 05 do Gama, CEF 308 de Santa Maria e CEF 04 de Planaltina. Desde 2025, o projeto Brasil.IA já teve mais de 9 mil pessoas inscritas em todo o DF | Foto: Divulgação/Secti-DF A iniciativa amplia o acesso da população a conhecimentos cada vez mais presentes no cotidiano e no mercado de trabalho, com formação em inteligência artificial e competências digitais. Com uma proposta prática e acessível, o projeto aproxima jovens e adultos de novas ferramentas tecnológicas, estimula o desenvolvimento de habilidades e amplia as possibilidades de qualificação diante das transformações provocadas pela inteligência artificial e pela digitalização. Os números mostram o alcance da iniciativa. Em 2025, o Brasil.IA registrou mais de 9 mil inscrições, mais de 7 mil alunos matriculados e mais de 4 mil pessoas certificadas, passando por pelo menos 16 regiões administrativas do DF. A expansão permite que a formação chegue mais perto das comunidades, facilitando o acesso ao conhecimento sem que os participantes precisem se deslocar para regiões centrais. Com esta certificação, o Brasil.IA reforça seu papel na democratização da tecnologia e na criação de novas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional. O avanço do projeto demonstra a importância de descentralizar a formação tecnológica e aproximar cada vez mais a população das possibilidades oferecidas pela ciência, tecnologia e inovação. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Capital LAB inicia ciclo de incubação de 20 projetos e fortalece o empreendedorismo científico no Distrito Federal
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Nesta quarta-feira (15/7), o programa Capital LAB deu início ao ciclo de incubação dos 20 projetos selecionados. O evento, realizado na sede do programa, no Setor Comercial Sul, marcou o começo da etapa prática de desenvolvimento dos negócios, reunindo participantes e equipe técnica. Durante os próximos cinco meses, as equipes terão acesso a mentorias, consultorias, oficinas e acompanhamento especializado para desenvolver ideias inovadoras e transformá-las em soluções para desafios da sociedade. Equipes selecionadas terão acompanhamento especializado durante os próximos cinco meses | Foto: Divulgação/Secti-DF O Capital LAB busca aproximar universidades, governo, empresas e pesquisadores, incentivando o empreendedorismo científico e transformando conhecimento em inovação. Além da incubação, o programa promove atividades de capacitação, hackathons, encontros com investidores e ações de difusão científica. Os 20 projetos foram escolhidos por meio de um processo seletivo que avaliou critérios como inovação, viabilidade, potencial de impacto e perfil das equipes. Ao longo da incubação, os participantes também contarão com infraestrutura de trabalho e suporte nas áreas jurídica, financeira, contábil e de comunicação. A iniciativa faz parte da estratégia de fortalecimento do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal. Ao longo de sua execução, o programa pretende alcançar diretamente mais de 4 mil pessoas por meio de capacitações, eventos, laboratórios universitários e ações voltadas para o empreendedorismo e para a inovação. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Alunos de escola do Lago Norte iniciam formação em robótica e inovação tecnológica
Alunos do 6º e 7º anos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 do Lago Norte, que integra o modelo de gestão compartilhada entre as secretarias de Segurança Pública (SSP-DF) e de Educação (SEEDF), participaram da primeira aula de robótica no Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec). As aulas são ofertadas por meio de uma iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e do Instituto Eixos de Gestão. Com um robô assistente (à direita), alunos assistem às aulas e desenvolvem noções importantes de tecnologia | Fotos: Divulgação/SSP-DF “Quando aproximamos nossos estudantes de ambientes de inovação, despertamos talentos, ampliamos horizontes e fortalecemos fatores de proteção social” Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública A atividade marcou a participação da escola nas ações do projeto, que também contempla estudantes dos colégios cívico-militares do Itapoã, de Ceilândia e da Estrutural. Ao todo, mais de mil vagas estão sendo ofertadas aos alunos dessas unidades, em atividades realizadas no contraturno escolar. “Quando aproximamos nossos estudantes de ambientes de inovação, despertamos talentos, ampliamos horizontes e fortalecemos fatores de proteção social”, afirma o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. “A gestão compartilhada busca oferecer oportunidades que contribuam para o desenvolvimento integral dos jovens, preparando-os para os desafios do futuro e incentivando o protagonismo, a criatividade e a construção de novos projetos de vida”, ressalta. Durante aproximadamente três horas, os estudantes participaram de oficinas de montagem e programação de robôs, treinamento em circuito de drones e atividades voltadas à cultura maker, sempre acompanhados por monitores especializados. A programação incluiu ainda a apresentação da estrutura do parque, com laboratórios de montagem, programação e testes, onde os robôs desenvolvidos pelos participantes são submetidos a desafios práticos, além da demonstração dos robôs mascotes do espaço. Parcerias Logística do curso é disponibilizada pelo Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec) “Proporcionar aos nossos alunos o contato com tecnologias que, muitas vezes, não fazem parte de seu cotidiano é uma experiência extremamente enriquecedora e capaz de ampliar perspectivas”, relata a subsecretária das Escolas de Gestão Compartilhada, Maria das Graças Costa. “Continuaremos buscando parcerias com o poder público e com a iniciativa privada, a fim de oferecer novos projetos em diferentes áreas, despertar talentos e ampliar o universo de oportunidades dessas crianças e jovens.” “Ver a curiosidade e o entusiasmo de cada um reforça que estamos no caminho certo, aproximando os jovens da tecnologia e mostrando que o futuro da inovação começa com oportunidades como essa”Gustavo Araújo, presidente do PaTec Toda a logística é disponibilizada pelo PaTec, que oferece lanche durante a permanência no local e transporte para buscar os estudantes nas escolas e levá-los de volta ao término das atividades. Isso garante acesso às oficinas sem comprometer a rotina escolar, uma vez que todas as atividades acontecem no período de contraturno. “Ver a curiosidade e o entusiasmo de cada um reforça que estamos no caminho certo, aproximando os jovens da tecnologia e mostrando que o futuro da inovação começa com oportunidades como essa”, avalia o presidente do PaTec, Gustavo Araújo. “Queremos que todos saiam daqui inspirados, descobrindo que a tecnologia e a robótica podem transformar ideias em oportunidades reais.” Imersão O Parque Tecnológico de Robótica foi concebido como um ambiente de aprendizagem prática e imersiva, aproximando estudantes das áreas de ciência, tecnologia, inovação e programação. Durante oito meses, os participantes terão acesso a conteúdos de robótica educacional, programação, pilotagem de drones e cultura maker, utilizando kits de alta tecnologia que integram hardware avançado e software proprietário para o desenvolvimento das atividades. [LEIA_TAMBEM]A vice-diretora do CEF 1 do Lago Norte, Franciscarla Ventura, enfatiza que essa vivência amplia as oportunidades para os alunos. “Aumenta o contato deles não só com a tecnologia, mas também com esse mundo novo da robótica”, aponta. “É muito gratificante poder dar essa oportunidade para os estudantes e fortalecer com eles esse vínculo de incentivo pelo futuro deles”. Além da formação tecnológica, os alunos que se destacarem poderão integrar equipes para representar suas escolas em competições de robótica no Distrito Federal e em outros estados. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Programa Ciência em Ação leva tecnologia e inovação a Sobradinho
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), em parceria com o Instituto Facilita, promove o Ciência em Ação 2026, que reúne tecnologia, inovação e experiências interativas, para toda a população. A iniciativa começou na terça-feira (30/6) e vai até esta quinta-feira (2), das 13h às 21h, no estacionamento do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, com uma programação gratuita voltada a crianças, jovens, estudantes, famílias e toda a comunidade. O objetivo do evento é democratizar o acesso ao conhecimento científico e tecnológico, aproximando o público das ferramentas e habilidades que fazem parte da transformação digital. Durante os três dias de programação, os visitantes poderão participar de workshops, palestras, oficina de robótica, hackathon, torneio de jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro e uma área de games no formato free to play (livres para jogar). Evento reúne tecnologia, inovação e experiências interativas para toda a população | Foto: Divulgação/Secti-DF “A ciência e a tecnologia precisam estar cada vez mais próximas das pessoas. Quando crianças, jovens e famílias têm contato com experiências inovadoras, abrimos portas para novas possibilidades e ajudamos a formar cidadãos preparados para os desafios do futuro”, destaca o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. A programação foi pensada para proporcionar experiências práticas e acessíveis, incentivando a criatividade, o pensamento crítico, a colaboração e a resolução de problemas. Mais do que uma atividade de lazer, o evento cria um ambiente de descoberta, no qual participantes podem experimentar novas tecnologias e compreender como elas impactam o cotidiano. Para a Secti-DF, iniciativas como o Ciência em Ação fortalecem o ecossistema de inovação do Distrito Federal ao despertar o interesse da população pela educação científica e tecnológica, promovendo inclusão digital, aprendizado e conexão entre comunidade, escolas, profissionais e iniciativas de inovação. SERVIÇO → Ciência em Ação 2026 → Data: até quinta-feira (2) → Horário: das 13h às 21h → Local: estacionamento do Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho → Entrada gratuita. *Com informações da Secti-DF
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Projeto apoiado pela FAPDF desenvolve tecnologia para controle de voo de foguetes
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) incentiva o desenvolvimento de uma tecnologia considerada estratégica para o setor aeroespacial brasileiro: o sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes. A pesquisa é realizada na Universidade de Brasília (UnB), no Laboratório de Propulsão Química (CPL), sob coordenação do professor Olexiy Shynkarenko. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil. A proposta tem como objetivo desenvolver e testar um sistema compacto de vetorização de empuxo em nível de maturidade tecnológica TRL 4, que corresponde à validação de componentes em ambiente de laboratório. Na prática, o empuxo é a força de propulsão gerada pelo motor para impulsionar o foguete. O sistema de vetorização de empuxo permite controlar a direção dessa força, corrigindo e orientando a trajetória durante o voo. Essa tecnologia é fundamental para veículos suborbitais, foguetes de sondagem e futuras aplicações em sistemas espaciais mais complexos. Segundo o professor Olexiy Shynkarenko, coordenador do projeto e do Laboratório de Propulsão Química da UnB, a equipe já dominava estudos de propulsão híbrida em motores de pequeno porte. O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo, conhecido pela sigla TVC, foi o passo seguinte para avançar da propulsão estática para o controle ativo de voo. “A capacidade de controlar a trajetória é o que viabiliza veículos espaciais guiados”, destaca o pesquisador. A tecnologia tem importância estratégica porque o controle de voo é uma das etapas mais sensíveis do desenvolvimento aeroespacial. Em situações de baixa velocidade ou em ambientes de vácuo, por exemplo, o controle por superfícies aerodinâmicas não é suficiente. Nesses casos, direcionar o empuxo do motor se torna essencial para manter a trajetória planejada. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil | Fotos: Divulgação/FAPDF Além do impacto científico, o domínio dessa tecnologia também contribui para a soberania tecnológica do país. De acordo com o pesquisador, sistemas desse tipo costumam ter acesso restrito no mercado internacional, o que reforça a necessidade de desenvolver soluções nacionais para reduzir a dependência de fornecedores externos. Da simulação ao teste em laboratório O projeto envolve diferentes etapas de pesquisa, desenvolvimento e validação. O trabalho começa com cálculos estruturais e simulações computacionais, usados para prever o comportamento do fluxo de gases, das temperaturas e dos esforços mecânicos envolvidos. Depois, a equipe desenvolve a parte mecânica do sistema, realiza a prototipagem e faz testes de integração com eletrônica e atuadores. Na etapa final, o sistema é acoplado a um motor de foguete em bancada de testes, permitindo a realização de ensaios em condições próximas às necessárias para validar a tecnologia em ambiente laboratorial. Esse processo é o que caracteriza o avanço do projeto para o TRL 4, nível que indica a validação de um componente em laboratório. Outro ponto importante é a preocupação em utilizar materiais, componentes e capacidades industriais disponíveis no Brasil. A equipe priorizou componentes comerciais, ligas metálicas de fácil acesso e processos convencionais de fabricação, de forma a tornar o sistema mais viável para produção nacional e reduzir gargalos de importação. Impacto para o Distrito Federal e para o setor aeroespacial O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo pode fortalecer a posição do Brasil no setor aeroespacial ao permitir que projetos nacionais avancem da fabricação de componentes isolados para a engenharia de sistemas integrados. A pesquisa também pode abrir oportunidades para empresas nacionais, startups e indústrias de alta tecnologia. Isso porque o sistema envolve áreas como atuadores eletromecânicos, aquisição de dados, algoritmos de controle e integração mecatrônica, conhecimentos que também podem ser aplicados em automação, robótica e sistemas de posicionamento de precisão. Para o Distrito Federal, o projeto contribui diretamente para a formação de recursos humanos qualificados, especialmente na área de Engenharia Aeroespacial da UnB. A proposta também tem potencial para ampliar a produção científica, gerar cooperações com empresas do setor e fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação local. Sistema de vetorização de empuxo desenvolvido para controle de voo de foguetes. O apoio da FAPDF foi essencial para que a pesquisa avançasse. O fomento possibilitou a ampliação da infraestrutura do Laboratório de Propulsão Química da UnB e inseriu o Distrito Federal em atividades práticas de desenvolvimento de subsistemas aeroespaciais. Para o professor Olexiy, o investimento permitiu elevar a pesquisa a um novo patamar. “O fomento da FAPDF viabilizou a infraestrutura necessária para elevar a pesquisa de vetorização de empuxo à fase de testes físicos”, afirma. Segundo o pesquisador, atualmente a UnB se destaca por trabalhar com sistemas de vetorização de empuxo de dois graus de liberdade, o que amplia a capacidade de controle e coloca a universidade em posição relevante entre instituições brasileiras que atuam na área. Estratégia para o setor O avanço da pesquisa também se conecta a um movimento mais amplo de fortalecimento do setor aeroespacial no Distrito Federal. Na última semana, foi lançado oficialmente o hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB), durante o SpaceBR Show 2026, realizado em São Paulo. A iniciativa, que tem a FAPDF e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, busca ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. O hub foi criado como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta reforça o ambiente de inovação no qual pesquisas como a de vetorização de empuxo estão inseridas, contribuindo para consolidar o Distrito Federal como um dos polos estratégicos do setor aeroespacial no país. Próximos passos A base técnica desenvolvida no projeto já começa a ser incorporada em novas pesquisas do laboratório. Um dos desdobramentos é o projeto SARA v3, apoiado pelo CNPq, que prevê um motor híbrido de 1 kN f, ou seja, com força de propulsão equivalente, aproximadamente, ao peso de 100 kg na Terra. A experiência acumulada com o apoio da FAPDF permitiu que esse novo motor fosse concebido já com suporte estrutural para vetorização de empuxo, preparando a tecnologia para futuras etapas de qualificação em bancada e integração em veículos experimentais. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto High Tech Course abre inscrições para formação online em cursos voltados para a tecnologia
O Projeto High Tech Course, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) junto com o Instituto Superar e Ilustrar Maestrias (Isim), oferece capacitação tecnológica gratuita para jovens e adultos a partir de 12 anos, com foco no desenvolvimento de competências voltadas às demandas da economia digital. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do formulário disponível no site oficial do projeto. As vagas são limitadas, com preenchimento por ordem de cadastro. As aulas começam em 20 de julho e seguem até 31 de dezembro, período em que os participantes terão acesso aos conteúdos e atividades formativas oferecidos pela plataforma. “A tecnologia está transformando a forma como vivemos, estudamos e trabalhamos. Por isso, investir na formação de novos talentos é fundamental para preparar nossos jovens e ampliar as oportunidades de inserção no mercado digital. O High Tech Course representa uma porta de entrada para que participantes de diferentes realidades possam desenvolver habilidades cada vez mais valorizadas e construir novas perspectivas profissionais”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. Ao todo, serão oferecidos 24 cursos online gratuitos em áreas de alta demanda do mercado de trabalho, como programação e desenvolvimento de software, inteligência artificial, design gráfico e digital, desenvolvimento de games, marketing digital, criação de conteúdo para internet, empregabilidade e carreira, empreendedorismo digital, ferramentas tecnológicas para negócios e transformação digital. As aulas começam em 20 de julho e seguem até 31 de dezembro, período em que os participantes terão acesso aos conteúdos e atividades formativas oferecidos pela plataforma | Foto: Divulgação/Secti-DF A iniciativa deve atender até 1.008 participantes, que terão direito à certificação gratuita após a conclusão das atividades. O impacto total pode alcançar aproximadamente 1.460 pessoas, considerando não apenas os alunos diretamente beneficiados, mas também o alcance indireto nas comunidades e redes de relacionamento dos participantes. Além dos cursos, o projeto contará com o High Tech Cast, podcast voltado para disseminação de conteúdos sobre tecnologia, inovação e mercado digital, com 24 episódios previstos ao longo da execução. O projeto também prevê recursos de acessibilidade, como tradução e interpretação em Libras, legendagem, audiodescrição e ferramentas de acessibilidade digital. Para a Secti-DF, a iniciativa reforça o compromisso de democratizar o acesso à ciência, tecnologia e inovação, ampliando oportunidades de qualificação profissional e aproximando a população das novas demandas do mercado de trabalho. A ação contribui para o desenvolvimento do ecossistema de inovação do Distrito Federal e para a formação de uma geração mais preparada para os desafios da economia digital. High Tech Course Modalidade: online e gratuito Inscrições abertas até o preenchimento das vagas, neste link. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)
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Governadora defende Brasília como hub tecnológico em reunião do Lide
A governadora Celina Leão defendeu, nesta quarta-feira (17), que Brasília tem condições de se consolidar como um dos principais polos tecnológicos do país. A declaração foi feita durante a abertura do 7º Brasília Summit, promovido pelo jornal Correio Braziliense em parceria com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Brasília Palace Hotel. Na abertura do encontro, Celina Leão afirmou: “Eu tenho como missão que Brasília seja a capital tecnológica, seja o Vale do Silício do Cerrado. Tenho certeza de que temos vocação para isso” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Eu tenho como missão que Brasília seja a capital tecnológica, seja o Vale do Silício do Cerrado”, declarou a chefe do Executivo. “Tenho certeza de que temos vocação para isso. Nós temos água suficiente para data center, temos capacidade energética e possibilidade de energia solar. Mas temos, principalmente, homens e mulheres que acreditam na força de quem entende.” Com o tema “Inteligência artificial e o impacto na gestão pública e privada”, o encontro reuniu autoridades, especialistas e empresários para discutir o uso da tecnologia na tomada de decisões, na gestão de recursos e na prestação de serviços à população. Atualização constante A Secretaria de Governança Digital e Integração foi criada em janeiro para coordenar todas as ações de tecnologia, inovação, serviços digitais e integração de dados na administração pública do DF Durante o discurso, Celina afirmou que o poder público precisa acompanhar as mudanças tecnológicas para não perder capacidade de resposta: “Se o poder público não se atualizar no momento que o mundo vive, ele já está sempre atrás do privado. Ele vai paralisar”. A governadora também citou a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração (SGDI), considerada como uma das primeiras medidas da gestão na área. A pasta foi lançada em abril para coordenar ações de tecnologia, inovação, serviços digitais e integração de dados na administração pública do Distrito Federal. Segundo Celina, a centralização das soluções digitais permite reduzir compras duplicadas, integrar sistemas e usar dados para orientar decisões em diferentes áreas do governo. “Quando você faz aquisição, faz para o GDF inteiro”, apontou. “Isso traz duas vantagens: primeiro, economia financeira; segundo, dados coligados. Você não tem sistema que não fala com sistema”. “É uma cidade pronta para receber o valor agregado que a tecnologia traz. A partir do momento em que a gente abraçar esse setor, Brasília será um dos maiores hubs tecnológicos do mundo” Governadora Celina Leão A saúde pública também foi destaque no encontro. Por meio do programa Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente, que conta com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), utilizam-se dados em tempo real e inteligência artificial para acompanhar a trajetória do paciente dentro da unidade de saúde, da entrada no hospital até a alta. “Nós temos hoje, no meu gabinete, todas as demandas do Distrito Federal monitoradas”, garantiu Celina. “Eu tenho um cirurgiômetro, sei quantas cirurgias acontecem no Distrito Federal por dia, quais hospitais estão mais lotados e quais ações preciso fazer.” Inteligência artificial e segurança pública Na segurança pública, Celina apontou o programa DF 360° como um dos exemplos do uso de inteligência artificial pelo governo. A plataforma integra videomonitoramento, dados operacionais e câmeras públicas e privadas para apoiar o trabalho das forças de segurança. “A gente consegue monitorar 4 milhões de placas de veículos por dia. Nós temos um dos maiores programas de monitoramento do país”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]O DF 360° reúne recursos como leitura de placas, reconhecimento facial e compartilhamento de imagens entre Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF). A plataforma também permite o cadastramento voluntário de câmeras privadas, ampliando a capacidade de monitoramento em áreas comerciais, residenciais e de grande circulação. Outro ponto destacado foi o Parque Tecnológico de Brasília, o Biotic. Celina lembrou que o GDF trabalha na assinatura que deve permitir a instalação de 65 empresas no espaço destinado ao setor de inovação. “É uma cidade pronta para receber o valor agregado que a tecnologia traz”, resumiu. “A partir do momento em que a gente abraçar esse setor, Brasília será um dos maiores hubs tecnológicos do mundo”.
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Play Curso II incentiva o protagonismo juvenil com produção de documentário na etapa de encerramento
Fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Cultural Estrela Ela, o projeto Play Curso II chega à fase final promovendo uma experiência prática que incentiva a criatividade, o trabalho em equipe, a comunicação e o desenvolvimento técnico por meio da produção de um documentário de caráter formativo. Oficinas desenvolvidas no projeto tiveram a tecnologia como foco principal | Foto: Divulgação/Secti-DF Durante as atividades do projeto, foram desenvolvidas as oficinas Fotografia digital, Crie com IA: edição de fotos, Design e inteligência artificial, Roteiros audiovisuais com inteligência artificial, Operação de câmera, Edição de vídeo, Inteligência artificial no dia a dia e Desenvolvimento de jogos digitais com Roblox Studio. O intuito do documentário, que será exibido em 30 de julho, é explorar as possibilidades existentes além do ato de jogar videogame, apresentando os games como uma importante expressão cultural, ferramenta de inovação tecnológica, oportunidade de carreira e um dos segmentos mais promissores da economia criativa. [LEIA_TAMBEM]Para o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino, o Play Curso II vai além da capacitação técnica: “O projeto desperta talentos, amplia horizontes e mostra aos jovens que a tecnologia e a economia criativa podem abrir portas para novas oportunidades profissionais e de transformação social. A produção deste documentário representa a aplicação prática de tudo o que foi aprendido, fortalecendo o protagonismo e a confiança desses participantes para construírem seus próprios caminhos”. O projeto contará com a participação de influenciadores ligados ao universo gamer, entre eles, o comunicador e criador de conteúdo Eldo Gomes, que vai participar das gravações do documentário. A iniciativa também tem caráter inclusivo e colaborativo, permitindo que alunos não residentes em Brasília tenham participação ativa na construção do projeto por meio do desenvolvimento remoto de roteiros e processos criativos. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Projeto Acelera Tech forma alunos em Santa Maria
Em parceria com o Instituto Bem Viver DF, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) promove nesta sexta (6), em Santa Maria, a cerimônia de formatura da primeira etapa da segunda edição do projeto Acelera Tech. Projeto investe em capacitação nas áreas de tecnologia, inovação e economia digital | Foto: Divulgação/Secti-DF “Investir em educação tecnológica é investir em inclusão, autonomia e geração de oportunidades para a população do Distrito Federal” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Esta etapa marca o início de um cronograma que também contemplará outras regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal ao longo dos próximos meses. A iniciativa oferece formação em tecnologia e inovação, contribuindo para o desenvolvimento de competências alinhadas às demandas do mercado de trabalho. “O Acelera Tech representa uma oportunidade concreta para que jovens e adultos desenvolvam novas habilidades e estejam mais preparados para os desafios de uma economia cada vez mais digital”, afirma o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Investir em educação tecnológica é investir em inclusão, autonomia e geração de oportunidades para a população do Distrito Federal.” [LEIA_TAMBEM]A cerimônia celebra a conclusão de mais uma etapa do projeto, que levou conhecimento e capacitação a jovens da região administrativa de Santa Maria, promovendo acesso a conteúdos voltados à tecnologia, inovação e economia digital. Durante o mês de maio, os alunos participaram de cursos nas áreas de informática, design gráfico e edição de vídeos mobile, adquirindo conhecimentos práticos voltados para a empregabilidade, para o empreendedorismo e para o uso estratégico das ferramentas digitais. Iniciativas como o Acelera Tech, reforça Rafael Vitorino, são estratégicas para ampliar o acesso à ciência e à tecnologia, estimular a formação de talentos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico do DF por meio da educação e da inovação. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Começa quinta edição do Lab Day 2026, que tem como foco energias renováveis
O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), em parceria com o Sebraelab e a Cotidiano Aceleradora, promove nesta terça (26) a quinta edição do Lab Day 2026, com o tema central voltado ao mercado de energias renováveis. O evento gratuito ocorre das 17h30 às 21h, no espaço do Sebraelab, localizado no próprio Biotic. Labday 2026 tem atividades que contemplam públicos diversificados com interesse em tecnologia e inovação | Foto: Divulgação/Biotic O Lab Day é um formato de evento corporativo e colaborativo que tem como foco a cultura de inovação, tecnologia e experimentação de ideias. Funcionando como um “dia de laboratório”, o projeto tem por objetivo aproximar quem cria a tecnologia de base científica (startups, cientistas e pesquisadores) do mercado tradicional e de investidores, transformando o conhecimento técnico em resultados econômicos e sustentáveis para a região. [LEIA_TAMBEM]O encontro desta terça-feira foi desenhado estrategicamente para conectar o ecossistema de inovação da capital federal a empresários, profissionais e empreendedores do setor. Com a correalização da Cotidiano Aceleradora, instituição de referência no fomento à cultura de startups, o evento ganha ainda mais força na identificação e no desenvolvimento de novos modelos de negócios focados em energia limpa. Ao longo da programação, o público terá acesso à apresentação de soluções tecnológicas de ponta voltadas para o segmento, além de um espaço dedicado ao networking qualificado e debates sobre as principais tendências do mercado. As vagas são limitadas, e os interessados em participar devem garantir a presença realizando a inscrição prévia no canal oficial do evento. Serviço ► Lab Day 2026 — Energias Renováveis • Data: terça-feira (26) • Horário: das 17h30 às 21h • Local: Sebraelab — Parque Tecnológico Biotic (Granja do Torto) • Evento aberto ao público em geral. • As inscrições podem ser feitas neste link. *Com informações do Parque Tecnológico de Brasília
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Projeto Gamifica certifica 80 alunos durante o GDF na Sua Porta
Fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto de Bombeiros de Responsabilidade Social (Ibres), o projeto Gamifica certificou, nesta quinta-feira (21), 80 alunos de 11 a 15 anos dos centros de ensino fundamental (CEFs) 407 e 507 de Samambaia. Acesso à formação tecnológica é o foco do projeto, que também investe em economia criativa | Foto: Divulgação/Secti-DF “O conhecimento abre portas e permite que esses jovens descubram seu potencial para construir o futuro que desejam” Leandro Reis, secretário-executivo da Secti-DF A capacitação abordou conhecimentos em produção audiovisual, comunicação digital, criatividade e novas tecnologias, preparando os participantes para um cenário cada vez mais conectado e dinâmico. As cerimônias de conclusão e certificação foram realizadas durante o programa GDF na Sua Porta, em Samambaia Sul. O evento faz parte da ampliação do Gamifica, com as carretas tecnológicas itinerantes que vão percorrer as 35 regiões administrativas do DF, promovendo capacitação gratuita em tecnologia, games e economia criativa. A iniciativa busca ampliar o acesso à formação tecnológica e criar novas oportunidades para jovens em diferentes regiões do DF. [LEIA_TAMBEM]“Quando investimos em capacitação tecnológica, estamos investindo em sonhos, talentos e possibilidades”, declarou o secretário-executivo Leandro Reis, que entregou os certificados. “O conhecimento abre portas e permite que esses jovens descubram seu potencial para construir o futuro que desejam.” Entre os estudantes certificados, a emoção e o entusiasmo marcaram a celebração. A aluna Lívia Leite, de 11 anos, elogiou a qualidade do curso e os conhecimentos adquiridos. “Eu achei tudo muito bom, porque tem muita qualidade e deu para aprender bastante coisa”, relatou. “Com certeza, vou aplicar os conhecimentos, principalmente de inteligência artificial”. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Pixel Show abre com a expectativa de reunir mais de 20 mil pessoas
A abertura do Pixel Show Brasília 2026 marcou, nesta quinta-feira (21), o início de um dos grandes festivais de criatividade, inovação e economia criativa da América Latina. Realizado na Arena BRB Mané Garrincha, o evento segue nesta sexta-feira (22) e no sábado (23), com expectativa de receber mais de 20 mil participantes ao longo da programação. Programação reúne material de interesse para diversos públicos até domingo (24) | Foto: Divulgação/Secti-DF Promovido em parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) e o Instituto de Pesquisas e Estudos em Distribuição e Varejo, o festival reúne estudantes, profissionais, empreendedores, artistas, desenvolvedores, representantes de startups e entusiastas da tecnologia em um ambiente marcado por troca de conhecimento, geração de oportunidades e fortalecimento da economia criativa. “É esse ambiente de inovação que queremos fortalecer cada vez mais no Distrito Federal” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Durante a programação, há palestras, painéis temáticos, workshops, masterclasses, experiências imersivas, espaços maker, exposições, atividades educacionais, apresentações culturais, rodadas de networking e ativações tecnológicas. O evento também conta com ambientes voltados à criatividade, inovação, inteligência artificial, games, audiovisual, design e empreendedorismo. Polo de inovação Um dos destaques da abertura foi a participação do humorista Maurício Meirelles, que levou ao público reflexões sobre comunicação, comportamento e as novas formas de interação no ambiente digital. Conhecido por unir humor, improviso e tecnologia em seus projetos, o artista protagonizou um dos momentos mais aguardados do primeiro dia do festival, reforçando a proposta do Pixel Show de conectar criatividade, inovação e as transformações da sociedade contemporânea. [LEIA_TAMBEM]“Eventos como o Pixel Show ajudam a consolidar Brasília como um polo nacional de inovação, tecnologia e economia criativa”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Rafael Vitorino. “Mais do que apresentar tendências, eles criam oportunidades, aproximam talentos do mercado, incentivam o empreendedorismo e mostram como a tecnologia pode transformar a vida das pessoas. É esse ambiente de inovação que queremos fortalecer cada vez mais no Distrito Federal.” Entre os visitantes que participaram da abertura estava a estudante de design Ana Clara Rodrigues, de 22 anos, que ficou impressionada com as experiências tecnológicas apresentadas pelo festival. “É muito inspirador ver tantas soluções, tecnologias e ideias criativas reunidas em um único espaço”, disse. “A gente consegue enxergar possibilidades para o futuro e perceber como inovação e criatividade podem gerar oportunidades reais de trabalho, aprendizado e crescimento profissional. Estou ansiosa para participar das atividades dos próximos dias”. Em Brasília, o festival fortalece o posicionamento da capital como um território estratégico para iniciativas ligadas à tecnologia, à transformação digital e à economia criativa, promovendo capacitação, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Parque Tecnológico de Robótica abre chamamento público para startups do Distrito Federal
Em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), o Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec) lançou, nesta segunda-feira (18), o chamamento público para seleção de startups que têm como foco tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções inteligentes. Startups com projetos em desenvolvimento são o alvo do programa | Foto: Divulgação/Secti-DF A iniciativa busca conectar empreendedores, pesquisadores e negócios inovadores comprometidos com a transformação tecnológica, o fortalecimento do ecossistema regional de inovação e a geração de impacto social no Distrito Federal. O programa é destinado a startups em diferentes estágios de desenvolvimento e contempla projetos com potencial de escalabilidade, inovação e aplicação prática em áreas estratégicas da nova economia. As inscrições já estão abertas. Quem pode participar Entre os segmentos contemplados pelo chamamento estão agrotechs, dronetechs, internet das coisas e telemetria, inteligência artificial, robótica e automação, climate techs, smart farming, geotecnologia, segurança inteligente, energia inteligente e educação tecnológica. [LEIA_TAMBEM]As startups selecionadas passarão a integrar o ecossistema de inovação do PaTec, tendo acesso à infraestrutura de coworking, sala exclusiva para startups, mentorias e networking com parceiros e investidores, além de oportunidades de conexão com editais e programas de inovação. A proposta do PaTec é consolidar um ambiente colaborativo capaz de impulsionar novos negócios, estimular soluções tecnológicas de impacto e fortalecer a cultura empreendedora e inovadora no DF. O PaTec Fruto de parceria entre a Secti-DF e o Instituto Eixos de Gestão, o PaTec está localizado na Quadra 2 do Setor Comercial Sul (SCS) e funciona como um hub de inovação, que oferece capacitação em pilotagem de drones, cultura maker, programação e robótica educacional para estudantes da rede pública. Faça sua inscrição preenchendo este formulário. *Com informações da Secti-DF
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Projeto leva laserterapia às UTIs neonatais do DF
Em uma unidade de terapia intensiva neonatal (Utin), cada procedimento exige precisão extrema. Recém-nascidos prematuros ou submetidos a cirurgias delicadas frequentemente enfrentam múltiplas punções, longos períodos de internação e processos complexos de recuperação. Foi nesse cenário que nasceu o projeto Luar (sigla para laserterapia e ultrassonografia na assistência ao recém-nascido), iniciativa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Projeto Luar tem como foco a busca de alternativas menos invasivas para o tratamento de bebês | Foto: Divulgação/FAPDF A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ceilândia, sob coordenação da professora e pesquisadora Laiane Medeiros Ribeiro, doutora em ciências, docente do programa de pós-graduação em enfermagem da UnB e especialista em neonatologia, enfermagem pediátrica, tecnologia e inovação. “O projeto Luar nasceu para oferecer alternativas menos invasivas, mais seguras e mais humanizadas para bebês extremamente vulneráveis”, explica Laiane. “A proposta sempre foi aproximar ciência, tecnologia e assistência clínica para melhorar o cuidado neonatal.” Luz ajuda na cicatrização Uma das frentes do estudo avalia o uso da laserterapia de baixa intensidade, técnica que utiliza feixes de luz com potência reduzida para estimular a regeneração dos tecidos. Diferentemente das aplicações de laser cirúrgico — usados para corte ou cauterização —, esse tipo de laser atua de forma não invasiva, ativando mecanismos celulares ligados à cicatrização. No projeto, a tecnologia foi aplicada em recém-nascidos submetidos a cirurgias relacionadas a condições graves, como gastrosquise (malformação em que parte do intestino se desenvolve fora do abdômen do bebê), obstrução intestinal, enterocolite (inflamação grave do intestino) e anomalias anorretais, como alterações congênitas na formação do ânus e do reto. A redução no tempo de internação hospitalar é uma das vantagens da laserterapia, que ajuda a diminuir complicações pós-operatórias A luz utilizada é absorvida pelas células e estimula processos biológicos importantes, como aumento da produção de energia celular, redução da inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e aceleração da produção de colágeno. Na prática, isso pode significar menos dor, menos edema e uma recuperação mais rápida. “A ferida inflama menos, cicatriza mais rápido e o bebê passa por menos desconforto”, enfatiza Laiane. Os resultados iniciais mostram que a laserterapia pode reduzir complicações pós-operatórias e diminuir o tempo de internação hospitalar — algo especialmente relevante em UTIs neonatais, onde cada dia de permanência representa riscos adicionais para o recém-nascido. Uso do ultrassom A segunda frente do projeto Luar investiga o uso da ultrassonografia durante a inserção do cateter central de inserção periférica (Picc, na sigla original em inglês). Esse cateter é utilizado em recém-nascidos criticamente enfermos para administração de medicamentos, fluidos e nutrição parenteral por longos períodos. Embora essencial, o procedimento costuma ser complexo, principalmente em bebês prematuros, que possuem vasos extremamente pequenos e frágeis. Utilização da ultrassonografia agrega mais precisão ao processo de identificar complicações Tradicionalmente, a inserção é feita por tentativa de punção e posterior confirmação radiológica. O problema é que múltiplas tentativas aumentam a dor, o estresse e o risco de complicações. Com a ultrassonografia à beira-leito, a equipe consegue visualizar os vasos em tempo real e acompanhar a passagem do cateter durante o procedimento. Além de dispensar parte da exposição à radiação, o método pode reduzir hematomas, tromboses, infiltrações e falhas no posicionamento do cateter. “A ultrassonografia permite maior precisão, reduz a necessidade de repetidas punções e ajuda a identificar complicações precocemente”, ressalta a pesquisadora. Tecnologia no cuidado neonatal Os estudos foram elaborados diretamente em UTIs neonatais de hospitais de referência do Distrito Federal, acompanhando recém-nascidos durante todo o período de internação. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia. Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência” Laiane Ribeiro, pesquisadora da UnB No caso da laserterapia, as aplicações ocorreram no pós-operatório imediato, com monitoramento constante dos sinais vitais e registro fotográfico da evolução das feridas. Já no estudo sobre ultrassonografia, os profissionais acompanharam dezenas de inserções de Picc utilizando avaliação ultrassonográfica em tempo real. “Nosso objetivo nunca foi apenas incorporar tecnologia, mas tornar o cuidado mais seguro, preciso e menos doloroso para os recém-nascidos”, resume Laiane Ribeiro. Enfermagem como protagonista O projeto também demonstra o papel da enfermagem na incorporação de novas tecnologias em saúde. Os enfermeiros envolvidos passaram por treinamentos teóricos e práticos para utilização tanto da laserterapia quanto da ultrassonografia aplicada ao Picc. A equipe desenvolveu protocolos clínicos, materiais educativos e fluxos assistenciais específicos para o ambiente neonatal. Segundo a pesquisadora, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidade e serviço de saúde, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia”, pontua Laiane. “Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência.” Além da aplicação clínica, o projeto Luar contribuiu para a formação de mestres, doutores, especialistas e estudantes de graduação envolvidos nas pesquisas, fortalecendo a produção científica e a enfermagem baseada em evidências no DF. Ciência e formação [LEIA_TAMBEM]Os recursos do edital permitiram a aquisição dos equipamentos utilizados nos estudos, incluindo aparelhos de laserterapia e ultrassom, além da compra de insumos, realização de treinamentos especializados e desenvolvimento de protocolos clínicos voltados ao cuidado neonatal. “Sem o fomento da FAPDF, a pesquisa não teria sido realizada na qualidade que conseguimos desenvolver”, enfatiza Laiane. “Esse apoio tornou possível transformar uma ideia em evidência científica com potencial de melhorar e até salvar vidas”. Os resultados vêm sendo apresentados em congressos científicos e publicados em revistas especializadas, ampliando o debate sobre inovação tecnológica aplicada à neonatologia. A equipe lembra que ainda há espaço para ampliar o uso dessas tecnologias na assistência neonatal brasileira. Entre os próximos passos estão estudos com amostras maiores, consolidação de protocolos clínicos e expansão das aplicações para outras condições neonatais. “O caminho ainda é longo, mas os resultados mostram que vale a pena investir em ciência aplicada ao cuidado neonatal”, conclui a coordenadora do projeto. “Tecnologias bem-utilizadas podem reduzir sofrimento, melhorar desfechos clínicos e transformar a experiência desses bebês e de suas famílias.” *Com informações da FAPDF
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Cultura popular e tecnologia chegam à Estrutural com o projeto Filhos da Terra
O projeto Filhos da Terra — Circuito de Educação Patrimonial segue sua programação no Distrito Federal e realiza, nos dias 14 e 15, uma série de atividades no CEF 2, na Cidade Estrutural. A iniciativa promove ações que integram cultura popular, tecnologia e educação patrimonial, com foco em estudantes de 10 a 15 anos do ensino fundamental I e II da rede pública. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF) e apoio do Instituto Neoenergia e da Neoenergia Brasília, o projeto prevê alcançar cerca de 2,5 mil estudantes em três regiões administrativas. O projeto Filhos da Terra proporciona o diálogo entre a educação e a tecnologia | Foto: Divulgação/Secec-DF “O projeto Filhos da Terra representa exatamente o que a secretaria acredita: que a cultura pode dialogar com a educação e a tecnologia para fortalecer o sentimento de pertencimento das novas gerações. Ao levar experiências de educação patrimonial para estudantes da rede pública, especialmente em cidades como a Estrutural, ampliamos o acesso à cultura e valorizamos as manifestações populares brasileiras como parte fundamental da nossa identidade coletiva”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. A proposta pedagógica combina atividades presenciais e recursos digitais para aproximar os jovens do patrimônio imaterial brasileiro. A programação reúne apresentações de cultura popular, conversas, vivências interativas e experiências com jogos digitais educativos que abordam manifestações como o maracatu e a congada. Atividades culturais também farão parte do projeto Na quinta-feira (14), as atividades serão realizadas das 9h30 às 14h, com apresentação cultural do Grupo de Capoeira da Mestra Monica, que leva ao público expressões tradicionais como capoeira, maculelê e sambadeiras, promovendo o contato direto com manifestações culturais brasileiras e fortalecendo a valorização das identidades locais. Já na sexta-feira (15), a programação segue no período da tarde com conversas e atividades de jogos digitais, incentivando o diálogo, a troca de experiências e a interação dos estudantes com conteúdos educativos de forma dinâmica e participativa. Um dos destaques do projeto é a atividade Game On, que utiliza estratégias de gamificação para estimular o engajamento dos estudantes. Por meio de jogos digitais, os participantes exploram elementos simbólicos, personagens e narrativas de tradições populares brasileiras em uma experiência lúdica e educativa. O projeto também contempla a formação de professores e educadores Além das ações com os estudantes, o projeto contempla a formação de professores e educadores, com acesso a videoaulas que apresentam a metodologia e as trilhas de conhecimento propostas. Como suporte pedagógico, as escolas recebem exemplares da coleção Cadernos de Cultura, que reúne registros de manifestações tradicionais brasileiras e pode ser utilizada em atividades em sala de aula. Durante as atividades, são disponibilizados tablets com acesso à internet para garantir a participação dos estudantes nas experiências digitais. Os participantes também recebem materiais educativos, incluindo conteúdos sobre o uso consciente da energia, ampliando o alcance das ações para além do ambiente escolar. O projeto é idealizado pelo fotojornalista e produtor cultural Eraldo Peres, que há quase uma década desenvolve iniciativas voltadas à documentação e valorização das culturas populares brasileiras. O Filhos da Terra já foi reconhecido nacionalmente, tendo sido finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco, concedido pelo Iphan. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Educação de Jovens e Adultos chega ao sistema prisional
A educação dentro do sistema prisional do Distrito Federal ganhou um novo formato. A Secretaria de Educação (SEEDF) abriu a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade a distância, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), ampliando o acesso ao ensino para pessoas privadas de liberdade. Laboratórios de informática já foram instalados nas sete unidades prisionais do Distrito Federal | Foto: Divulgação/Seape “A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência” Lilian Sena, diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica A iniciativa foi viabilizada com a instalação de laboratórios de informática nas sete unidades prisionais do DF, com financiamento do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A estrutura permite que as atividades ocorram em ambiente controlado, conciliando segurança e acesso à tecnologia. “A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência”, ressalta a diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica, Lilian Sena. O modelo foi construído a partir de um projeto pedagógico elaborado pelo Centro Educacional 01 de Brasília em conjunto com a equipe técnica da administração penitenciária. A proposta amplia o alcance das ações educacionais já existentes e busca garantir continuidade nos estudos dentro das unidades. Tecnologia e acesso [LEIA_TAMBEM]A experiência começou como projeto-piloto no Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Nessa primeira etapa, 11 estudantes passaram a ter acesso à formação básica com apoio de professores e uso de recursos digitais, o que amplia as possibilidades de inclusão educacional e tecnológica. “Além de ampliar a oferta educacional nas prisões, a EJA a distância possibilita uma formação básica de qualidade para os custodiados que não tinham acesso à educação no CPP”, explica a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Telma Cristiane. “Os 11 estudantes contemplados neste primeiro momento terão acesso à tecnologia, com suporte de professores qualificados. Tenho a certeza de que esse tipo de formação terá um impacto muito positivo na vida desses estudantes ao inseri-los no mundo digital, abrindo possibilidades sociais e profissionais para eles.” A proposta se insere em uma política mais ampla de reintegração social por meio da educação. A avaliação é que o acesso ao ensino e às ferramentas digitais contribui para a construção de novas perspectivas fora do sistema prisional. “Nosso entendimento é que o sistema prisional deve ser, ao mesmo tempo, espaço de responsabilização e de reconstrução de trajetórias. Essa iniciativa reforça o compromisso da secretaria em expandir projetos de estudo, trabalho e inclusão digital em toda a rede prisional do DF”, afirma o diretor de Políticas Penitenciárias da Seape, George Yves. *Com informações da Secretaria de Educação
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Ciência na Estrada recebe mais de 3 mil participantes na edição do Cruzeiro Velho
Entre os dias 22 e 26 deste mês, o projeto Ciência na Estrada reuniu mais de 3 mil pessoas na Feira Permanente do Cruzeiro Velho em torno de oficinas práticas, experiências imersivas e atividades educativas voltadas a diferentes faixas etárias. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex). Oficinas com experimentos científicos foram destaque na progamação do projeto | Foto: Divulgação/Secti-DF “Alcançar públicos de todas as idades, com interesse em temas como ciência e tecnologia, é gratificante”, afirma o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “O projeto Ciência na Estrada tem um grande impacto que promove inovação, curiosidade e desperta o interesse para novos talentos na área, tudo de maneira envolvente e acessível.” [LEIA_TAMBEM]Um dos destaques da programação foi a oficina Einstein Jr., que levou experimentos e atividades científicas ao público infantil, despertando a curiosidade e incentivando o aprendizado por meio da prática. Outra atração que fez sucesso foi o Ônibus Viagem Insólita, uma estrutura futurista que simulava uma nave espacial e oferecia experiências em realidade virtual 360 graus, além de conteúdos interativos e jogos digitais. O público também participou das atrações do Desafio Espacial, do Domo Planetário e da Arena Gamer, que ampliaram a conexão entre ciência, tecnologia e entretenimento. As atividades conduzidas pelo professor Umberto Mannarino também chamaram a atenção dos visitantes, reunindo palestras e experiências interativas que aproximaram ainda mais o público do conhecimento científico de maneira dinâmica e acessível. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Hospital de Base capacita equipes em técnica a laser para tratar próstata
Uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da próstata começa a ser estudada por profissionais do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O procedimento a laser é menos invasivo, reduz riscos durante a cirurgia e permite uma recuperação mais rápida para o paciente. A capacitação começou nesta sexta-feira (24) e segue até sábado (25), reunindo especialistas e equipes da unidade. O treinamento aborda uma cirurgia realizada com laser de alta potência, indicada principalmente para homens com hiperplasia prostática benigna — aumento da próstata que não é câncer, mas pode causar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga sempre cheia e necessidade frequente de ir ao banheiro. Profissionais do Hospital de Base passam por treinamento para a utilização de nova técnica cirúrgica no tratamento da próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF A técnica, chamada enucleação da próstata com laser, permite a retirada do excesso de tecido prostático com mais precisão e menor sangramento, reduzindo o tempo de internação e as chances de complicações no pós-operatório. O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, destaca que a busca por novas tecnologias faz parte do compromisso do instituto com a qualidade da assistência. “Quando a eficácia, o benefício ao paciente e a viabilidade financeira são comprovados, começamos a estudar a incorporação dessas soluções. Estamos muito otimistas com os resultados e com as evidências já publicadas sobre essa técnica”, afirma. "A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população" Paulo Saad, superintendente do HBDF Embora o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar essa tecnologia ao atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Capacitação prática Durante o curso, oito pacientes que aguardavam na fila de regulação foram atendidos e beneficiados com o procedimento. As cirurgias foram conduzidas pelo urologista Thiago Sato, referência nacional na técnica, com a participação de seis especialistas do corpo clínico do HBDF. Para ampliar o alcance do treinamento, os procedimentos foram transmitidos em tempo real para outros profissionais de saúde, que acompanharam as cirurgias e puderam esclarecer dúvidas durante as intervenções. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, destaca que a formação de profissionais qualificados faz parte do compromisso do IgesDF com a saúde pública. “A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população”, acrescenta. Ainda que o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar a tecnologia ao SUS Técnica mais segura Realizado por via endoscópica, o procedimento dispensa cortes externos, o que reduz o risco de complicações e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente. O chefe do setor de Urologia do Hospital de Base, Bruno Pinheiro, afirma que a capacitação prepara os profissionais do HBDF para o momento em que o equipamento estiver disponível na rede pública. [LEIA_TAMBEM]“Essa tecnologia vai chegar ao SUS mais cedo ou mais tarde, e já estamos preparando nossos profissionais para utilizá-la. O Hospital de Base é referência em saúde em todo o Centro-Oeste e, quando ela for incorporada, estaremos prontos para oferecer esse atendimento”, explica. O especialista detalha que, atualmente, pacientes submetidos ao método convencional permanecem internados, em média, por quatro dias. Com o uso do laser, esse tempo pode ser reduzido significativamente. “Com essa técnica, em muitos casos, a alta pode acontecer já no dia seguinte”, pontua. Quando procurar atendimento Homens que apresentam sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga devem procurar avaliação médica. O atendimento inicial pode ser realizado nas unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para especialistas, quando necessário. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Professor da rede pública do DF visita maior acelerador de partículas do mundo na Suíça
Levar o nome da educação pública do Distrito Federal a um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo é motivo de orgulho para o professor Felipe Lemos Cabral, do Centro Educacional (CED) do Lago Sul. Escolhido entre mais de 100 candidatos de todo o país, o docente de física participa, na Suíça, de um programa internacional no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), instituição que abriga o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC). A programação começou dia 17 de abril e segue até 27, com sete dias de atividades presenciais. Nesse período, os participantes visitam instalações científicas, acompanham palestras, oficinas práticas e atividades culturais. O professor conheceu de perto o LHC e dois dos principais experimentos em funcionamento no local: o LHCb e o CMS, equipamentos que contribuíram para a descoberta do bóson de Higgs, em 2012, um dos marcos da física moderna. Felipe Lemos Cabral: "entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade" | Foto: Arquivo Pessoal “Foi um momento de muita alegria e expectativa. Também entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade. Acredito que a minha trajetória profissional contribuiu para a seleção, com destaque para a experiência em eventos científicos, atuação em sala de aula nas escolas públicas do DF, gestão escolar e participação no Programa de Escola Intercultural Bilíngue do DF (Pebi)”, afirma Felipe. Para explicar de forma simples o que acontece em um acelerador de partículas, o professor resume que o objetivo é estudar a matéria que forma o universo. “O acelerador de partículas busca entender do que tudo é feito e como funciona. Ele estuda estruturas menores que um átomo, usando altas energias e colisões entre partículas”, explicou. Detector de partículas do CERN, na fronteira entre Suíça e França, integra o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo e referência em pesquisas científicas | Foto: Divulgação/CERN Educação inovadora A estudante Sara Cerri, de 18 anos, do 3º ano do ensino médio do CED Lago Sul, falou sobre a importância do incentivo oferecido pelo professor Felipe e destacou a paixão dela pela física, área que pretende seguir no futuro. “Sou apaixonada pela disciplina e pretendo estudar essa área no futuro. Gosto de entender o que está acontecendo ao meu redor, como as coisas funcionam e os movimentos do mundo. Também quero agradecer ao professor Felipe, que sempre me incentiva, me ajuda muito e está ao meu lado sempre que preciso.” A aluna Giovanna Rosa, de 17 anos, acredita que a experiência internacional vivida pelo professor Felipe Lemos levará benefícios para toda a escola. Para ela, o contato com novas culturas, ideias e formas de ensino amplia a visão de mundo e fortalece a educação pública. “Essa experiência do professor Felipe vai agregar muito para a escola e para os estudantes, porque ele vai voltar com novos conhecimentos e novas formas de ensinar. Quando a gente tem contato com outras culturas e outras realidades, aprende coisas que talvez nunca conheceria aqui. Eu vivi isso no Reino Unido e sei o quanto essa troca amplia a nossa visão de mundo e inspira novas conquistas pessoais, acadêmicas e profissionais”, afirma ela, que participou da primeira edição do projeto Pontes pelo Mundo. Estudantes do CED do Lago Sul, ao lado do diretor Vitor Rios, celebram a participação de Felipe Lemos Cabral em programa internacional de Física na Suíça | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF. Para o diretor do CED do Lago Sul, Vitor Rios, a participação de Felipe Lemos Cabral no programa internacional reforça o compromisso da escola com uma educação inovadora e conectada com o mundo. Segundo ele, o professor atua na unidade desde 2024, tendo uma boa relação com os estudantes e abertura para novas práticas pedagógicas. “Felipe chegou à escola em 2024 e rapidamente se destacou pelo trabalho com os alunos e pela disposição em buscar novas possibilidades de ensino. Temos certeza de que essa vivência internacional, com contato com professores de vários países e com a Física de ponta, vai enriquecer ainda mais as suas aulas. Aqui, valorizamos metodologias ativas, projetos e o protagonismo estudantil, em que o aluno também pesquisa e constrói conhecimento com a orientação do professor.” Ao retornar ao Brasil, o professor pretende compartilhar o conhecimento com estudantes e colegas da rede pública. “Essa experiência é transformadora. Estou mais preparado para aproximar a pesquisa científica dos meus alunos e mostrar novas possibilidades de carreira e estudo”, disse. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Governadora Celina Leão cria Secretaria de Governança Digital e Integração
O Governo do Distrito Federal deu um passo na modernização dos serviços públicos com a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração, que será responsável pela área de tecnologia e inovação do governo. A criação da pasta foi assinada pela governadora Celina Leão, por meio do Decreto nº 48.467 publicado nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Clemilton Oliveira Rodrigues Junior vai comandar a nova Secretaria de Governança Digital e Integração | Foto: Arquivo pessoal “Estou desmembrando a Setic [Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação] para criar a Secretaria de Governança Digital e Integração. A ideia é, por meio dela, disponibilizar ferramentas de gestão para todo o GDF e, então, não ter sistemas sobrepostos. A partir de agora, estamos todos integrados em um governo que vai ser 100% digital”, explicou a chefe do Executivo. [LEIA_TAMBEM]Para comandar a nova pasta, foi nomeado Clemilton Oliveira Rodrigues Junior. Segundo o governo, a expectativa é tornar os serviços públicos mais rápidos, integrados e fáceis de acessar. “Nos próximos meses, teremos muito trabalho. Queremos implementar um sistema em que o cidadão terá acesso a todas as suas informações em um só lugar. A pessoa vai abrir, colocar o CPF e a biometria e terá acesso às consultas marcadas, às bolsas que recebe, à frequência das crianças na escola e aos prontuários disponíveis, por exemplo”, esclareceu Celina Leão. Com a mudança, a antiga Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação, que fazia parte da Secretaria de Economia, foi extinta.
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Tremores do Parkinson podem ser reduzidos com tecnologia inovadora
No contexto do Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante chamar atenção para os impactos dos tremores causados pela doença, que vão muito além de um sintoma clínico — eles afetam diretamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a condição, dificultando tarefas simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou se alimentar. Foi a partir dessa realidade que surgiu uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública BIO Learning, vinculada ao Programa FAPDF Learning (2023). A pesquisa é coordenada pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, que lidera uma equipe multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento da solução. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer mais autonomia e qualidade de vida às pessoas com Parkinson, por meio de uma solução tecnológica que acompanhe a evolução dos tremores ao longo do tempo”, destaca a coordenadora do projeto. A iniciativa resultou em um dispositivo vestível — ou seja, que pode ser utilizado diretamente no corpo — capaz de reduzir esses movimentos involuntários de forma inteligente e adaptável. Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto) Como funciona o dispositivo inteligente A tecnologia é baseada em estruturas chamadas metamateriais inteligentes — materiais projetados para responder de forma específica a determinados estímulos, como vibrações e movimentos. Esse tipo de material já é utilizado em tecnologias que controlam ondas sonoras, vibrações mecânicas e até na engenharia aeroespacial para reduzir impactos e ruídos. No caso do Parkinson, os tremores acontecem em frequências específicas, como um “ritmo” repetitivo do movimento involuntário. O dispositivo atua exatamente nessas frequências, funcionando como um filtro que reduz a intensidade dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. Além disso, o sistema conta com sensores capazes de registrar os padrões de movimento do paciente, permitindo acompanhar a evolução da doença e gerar dados que podem apoiar decisões clínicas. Um dos diferenciais está no uso de materiais piezoelétricos, capazes de transformar movimento em energia elétrica. Na prática, isso permite que o próprio dispositivo aproveite a energia gerada pelos tremores para alimentar seus sistemas internos, tornando a tecnologia mais eficiente. Diferencial em relação às soluções atuais As órteses tradicionais geralmente utilizam estruturas rígidas ou mecanismos passivos que limitam o movimento e precisam ser substituídas conforme a progressão da doença. A proposta do projeto é oferecer uma solução mais leve, adaptável e programável, capaz de acompanhar as mudanças nos padrões de tremor sem necessidade de troca constante do dispositivo. Outro avanço importante é a possibilidade de monitoramento contínuo, algo que ainda não está amplamente disponível nas soluções existentes no mercado. Os testes em laboratório já demonstram resultados promissores, com redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em faixas de baixa frequência — um dos principais desafios nessa área. Impacto direto na qualidade de vida Se chegar ao mercado, a tecnologia pode representar um avanço significativo no cuidado com pacientes com Parkinson, permitindo maior estabilidade e segurança na realização de atividades cotidianas. “Nosso principal objetivo é devolver autonomia às pessoas, permitindo que elas realizem tarefas simples do dia a dia com mais segurança e confiança”, destaca a coordenadora do projeto. Além disso, o projeto já conta com pedidos de patente, evidenciando seu potencial inovador e sua relevância no cenário científico e tecnológico. Formação de talentos e geração de inovação A iniciativa também se destaca pela formação de recursos humanos qualificados, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa, desenvolvimento de protótipos e experimentação. Com investimento de R$ 1 milhão da FAPDF, o projeto busca avançar no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL), escala que mede o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, desde os estágios iniciais até sua aplicação no mercado. Atualmente, a solução encontra-se no nível TRL 4 — fase de validação em laboratório — e tem como objetivo avançar para os níveis 5 e 6, que envolvem testes mais avançados e aproximação da aplicação prática. Apoio da FAPDF e próximos passos O apoio da FAPDF tem sido fundamental para viabilizar o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a aquisição de equipamentos, a estruturação de laboratório e a formação da equipe. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto avançasse do campo teórico para uma aplicação mais próxima da realidade”, destaca a coordenadora. “O fomento permitiu investir em infraestrutura, desenvolver protótipos e formar uma equipe qualificada para transformar essa pesquisa em uma solução concreta.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Lançado chamamento público para Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação no DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou, nesta terça (7), um edital de chamamento público com o objetivo de selecionar proposta de Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), individualmente ou em rede, para a implementação do Observatório de Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação do Distrito Federal (OPCTI-DF). A iniciativa integra a estratégia da fundação de fortalecer a governança em ciência, tecnologia e inovação (CT&I), com foco na qualificação da tomada de decisão e no acompanhamento de resultados das políticas públicas no Distrito Federal. O Observatório O Observatório de Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação do Distrito Federal é uma plataforma integrada voltada à organização, análise e visualização de dados sobre o sistema de CT&I no DF. Na prática, a proposta consiste em reunir informações, como dados de pesquisas, investimentos e produção científica, e transformá-las em análises e indicadores que apoiem decisões estratégicas e ampliem a transparência das ações públicas. [LEIA_TAMBEM]A estrutura também deverá incluir painéis, relatórios analíticos e ferramentas que permitam acompanhar, de forma sistemática, os resultados das políticas de fomento. Público-alvo e participação O chamamento é destinado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação, públicas ou privadas sem fins lucrativos, que poderão submeter propostas de forma individual ou em rede. As propostas devem apresentar um plano de trabalho técnico-científico detalhado, com definição de metas, cronograma de execução e composição da equipe responsável. O edital prevê até R$ 7,5 milhões para execução do projeto, com vigência estimada de 48 meses. A iniciativa tem caráter estruturante e visa a consolidar uma infraestrutura pública permanente de inteligência e dados aplicada às políticas de CT&I no Distrito Federal. As instituições interessadas têm o prazo de 15 dias corridos, a partir da publicação do edital, para envio das propostas por meio eletrônico, conforme orientações disponíveis no site da FAPDF. Acesse o edital completo. *Com informações da FAPDF
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Incubadora Digital chega a Taguatinga e Vicente Pires com cursos de empreendedorismo e tecnologia
Taguatinga e Vicente Pires serão palco de muito aprendizado nas próximas semanas com o programa Incubadora Digital, promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). Lançada no ano passado, a iniciativa busca ampliar o acesso da população a cursos de empreendedorismo e inovação. As atividades são gratuitas e seguem até 1º de maio. Em Taguatinga, a estrutura do programa foi instalada no Taguaparque, atrás do Centro Cultural. Em Vicente Pires, está no estacionamento da Administração Regional. Para participar, basta ter 14 anos ou mais e efetuar a inscrição online ou presencialmente. As turmas ocorrem em dois turnos — das 8h às 12h e das 13h às 17h. O programa Incubadora Digital chega a Taguatinga e Vicente Pires com aulas pela manhã e à tarde | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília São oferecidos cursos de informática básica e tecnologia, marketing digital e produção de conteúdo, empreendedorismo e modelos de negócio, vendas online, audiovisual, operações com drones e inovação digital. Além das formações, os participantes também têm acesso a mentorias e à possibilidade de ingressar no processo de incubação de projetos, com acompanhamento técnico voltado ao desenvolvimento de negócios. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, enfatiza a importância de levar capacitação gratuita para perto dos cidadãos. “A Incubadora Digital representa um avanço importante na democratização do acesso à tecnologia no Distrito Federal. Estamos levando qualificação, oportunidades e ferramentas práticas diretamente para a população, estimulando o empreendedorismo e preparando cidadãos para as demandas reais do mercado”, salienta. [LEIA_TAMBEM]O programa é desenvolvido em parceria com o Instituto Sociocultural Humanidade Diversificada e Unida (Hdun) e já passou por diversas regiões administrativas. As estruturas móveis já alcançaram moradores de Planaltina, Arapoanga, Sobradinho, Sobradinho II, Fercal, Paranoá, Itapoã, Varjão, Lago Norte, Lago Sul, Jardim Botânico, São Sebastião, Riacho Fundo e Candangolândia. Os inscritos recebem uniforme e material educativo, e aqueles que concluírem os cursos receberão certificados. As carretas têm capacidade para comportar até 30 estudantes em cada turno, totalizando 60 pessoas por dia, e são equipadas com laboratórios completos, incluindo computadores, drones, estúdios para gravação de podcasts e outros equipamentos. Em dezembro do ano passado, o programa ganhou um ponto avançado fixo no Setor Comercial Sul (Quadra 02, Bloco C, Lote 115 — Edifício Paulo Sarasate). No local, são oferecidas capacitações gratuitas e atividades voltadas para o desenvolvimento de negócios, nas quais ideias e empresas selecionadas recebem auxílio profissional para impulsionar o crescimento estratégico. Acompanhe as atualizações pela rede social do programa.
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Brasília Virtual chega com inteligência artificial, games e formação digital
Entre sexta-feira (10) e o dia 19 deste mês, estará em cartaz no DF o Brasília Virtual, evento voltado à ciência, tecnologia, inovação e formação de novos talentos no universo digital. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e a ONG Líderes do Brasil. Brasília Virtual terá programação diversificada, incluindo campeonatos com premiação | Foto: Divulgação/Secti-DF “O Brasília Virtual é um evento que incentiva a capacitação profissional por meio de transformações científicas e tecnológicas” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação São esperadas cerca de 9 mil pessoas durante esse período. Com uma programação diversificada, o Brasília Virtual, no shopping Pátio Brasil, aproxima o público das principais tendências científicas e tecnológicas da atualidade. Haverá simuladores imersivos, campeonatos gamers com premiação, palestras e oficinas com especialistas, abordando temas como inteligência artificial, universo dos games e formação digital, em um ambiente dinâmico de aprendizado, networking e troca de experiências. “O Brasília Virtual é um evento que incentiva a capacitação profissional por meio de transformações científicas e tecnológicas”, resume o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Convidamos jovens, estudantes, profissionais da área de tecnologia e todos que tenham interesse em participar e adquirir conhecimento de uma maneira democrática e interativa.” [LEIA_TAMBEM]Um dos destaques é o hackathon, que contará com premiação total de R$ 30 mil, incentivando a criação de soluções inovadoras e o desenvolvimento de projetos com impacto real. Equipes de quatro a seis participantes vão enfrentar desafios práticos, desenvolvendo soluções em um ambiente colaborativo e de alta intensidade criativa. As inscrições para participar da competição estão disponíveis no link da bio do Instagram do Brasília Virtual. A entrada é gratuita, mediante retirada antecipada de ingressos pela plataforma Sympla, respeitando a capacidade do espaço. Brasília Virtual → Data: 10 a 19 deste mês → Local: shopping Pátio Brasil. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Impulsiona Saúde, na fase de incubação, convida participantes a transformar ideias em negócios
Está aberta à participação de interessados a fase de incubação do projeto Impulsiona Saúde, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto Multiplicidades. Nesta etapa, os participantes poderão ingressar no projeto e ajudar a transformar ideias em estrutura. Programa tem como público-alvo estudantes, empreendedores, pesquisadores e demais interessados em inovação em saúde | Foto: Divulgação/Secti-DF O programa oferece capacitação técnica, mentorias especializadas, suporte estratégico e conexão com especialistas, empreendedores e instituições do ecossistema de inovação. A chamada é voltada a estudantes, empreendedores, desenvolvedores, pesquisadores e profissionais interessados em inovação em saúde, especialmente aqueles vinculados à educação técnica e profissional do DF. “São oportunidades inovadoras para transformar ideias em soluções, com desafios reais e situações em que a criatividade aliada à tecnologia e ao conhecimento podem fazer a diferença na saúde pública”, explica o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. [LEIA_TAMBEM]A fase de incubação é a principal etapa do programa, com duração de seis meses (de abril a outubro deste ano). Nessa etapa, os participantes terão acesso a capacitações técnicas e conceituais para estruturação de negócios, mentorias especializadas com profissionais do mercado, suporte técnico e estratégico para validação de soluções, conexão com o ecossistema de inovação (especialistas, instituições e parceiros) e atividades híbridas (online e presenciais), incluindo encontros, workshops e eventos. Ao longo do programa, os participantes também vivenciam momentos-chave, como meetups e networking com o ecossistema, feira de negócios e workshop de pitch. Impulsiona Saúde Data: de sexta-feira (10) a outubro Inscrições neste link. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Startup do DF lidera desafio tecnológico internacional e conecta pesquisadores brasileiros à inovação
O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) promoveu, nesta semana, mais uma etapa do programa internacional Leaders in Innovation Fellowships (LIF Global), reunindo jovens pesquisadores brasileiros em torno de um desafio baseado em uma solução tecnológica desenvolvida por uma startup residente do Distrito Federal. Startup brasiliense que representa o Brasil no programa internacional foi indicada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) | Foto: Divulgação/Biotic A escolhida para representar o Brasil na iniciativa foi a Polus, startup brasiliense especializada em soluções inteligentes para gestão e controle de sistemas de refrigeração industrial. A indicação foi do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa integra uma rede global que também atua em países como Índia e Colômbia, conectando ciência, empreendedorismo e mercado. Criado pela Royal Academy of Engineering, do Reino Unido, o LIF Global apoia pesquisadores na transformação de inovações tecnológicas em negócios de impacto. Com duração aproximada de sete meses, a iniciativa reúne treinamentos, mentorias e conexões internacionais, com etapas nos países participantes e uma fase final no Reino Unido, onde os projetos são apresentados a investidores e especialistas do ecossistema global. No Brasil, o programa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pela seleção dos participantes e pela articulação local. Busca de soluções “Estar no LIF Global posiciona a Polus em um ambiente internacional de inovação, aproximando a empresa de pesquisadores, instituições e oportunidades que podem acelerar o desenvolvimento da nossa solução e sua expansão para outros mercados”, afirma o CEO da Polus, Luiz Filipe Guerra. “Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única” Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento Selecionados pelo CNPq, os participantes são pesquisadores com atuação empreendedora em diferentes regiões do país. Durante o encontro no Biotic, eles foram desafiados a analisar dados reais da operação da Polus para identificar padrões de ineficiência em sistemas de refrigeração, uma das principais fontes de custo energético da indústria. A dinâmica aproximou ainda mais a pesquisa do mercado e ampliou a aplicabilidade prática das soluções apresentadas. “Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única”, avalia Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento. “Sabemos que o Brasil tem um enorme potencial de inovação, e testemunhar a excelência técnica e empreendedora da Polus nos confirma que é possível construir excelência nacional. Ter a oportunidade de conhecer a Polus por meio da parceria com o LIF da Royal Academy of Engineering foi um grande privilégio. Somos profundamente gratos por essa oportunidade.” Jovens empreendedores [LEIA_TAMBEM]Antes da etapa prática, os pesquisadores visitaram o Biotic e conheceram o ecossistema de inovação do Distrito Federal. Durante a visita, tiveram contato com startups formadas por jovens empreendedores que já atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas e na geração de negócios, reforçando o ambiente dinâmico e colaborativo do parque. Fundada por ex-alunos da Universidade de Brasília (UnB), a Polus surgiu a partir de uma solução artesanal de medição de energia e consolidou-se como referência nacional no controle inteligente de sistemas de refrigeração industrial. Hoje, a empresa controla e otimiza remotamente, com uso de inteligência artificial, centenas de câmaras frias em 15 estados brasileiros, atuando em todas as regiões do país e promovendo ganhos de eficiência energética, segurança operacional e sustentabilidade. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação” Gustavo Dias Henrique, presidente do Biotic Além do desafio realizado no Brasil, o programa prevê novas etapas voltadas ao desenvolvimento dos participantes. Os pesquisadores deverão apresentar seus próprios negócios em um evento fechado com representantes da Embaixada Britânica e do CNPq antes de avançarem para a fase internacional, que inclui a possibilidade de participação em uma etapa final no Reino Unido. Oportunidades Voltado principalmente a projetos em estágio inicial, muitos ainda em fase de prova de conceito, o programa busca impulsionar o amadurecimento dessas iniciativas por meio da conexão entre ciência, mercado e oportunidades globais. “Quando conectamos pesquisadores a problemas reais de startups, aceleramos a transformação do conhecimento em soluções de impacto”, pontua o presidente do Biotic, Gustavo Dias Henrique. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação.” A atividade no Brasil marca um novo momento do programa, com maior integração entre os participantes e o ecossistema local. Ao reunir pesquisadores, startups e instituições públicas em torno de desafios concretos, o parque tecnológico firma sua posição como um dos principais polos de inovação do país, mostrando que, a partir de Brasília, soluções brasileiras não apenas nascem, mas também ganham escala e projeção internacional. *Com informações do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic)
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Programa Centelha divulga resultado final da Fase 1
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado final da Fase 1 – Ideias Inovadoras do edital referente ao programa Centelha 3. A etapa corresponde à análise inicial das propostas submetidas e define quais ideias avançam para as próximas fases da iniciativa. Nesta fase, foram identificados projetos com potencial inovador e perspectivas de evolução para empreendimentos de base tecnológica. As 200 propostas classificadas seguem agora para a Fase 2, que envolve o aprimoramento das soluções e a consolidação dos modelos de negócio. Arte: Divulgação/FAPDF As propostas abrangem diferentes áreas e setores estratégicos, demonstrando a pluralidade e a capacidade de geração de soluções inovadoras no território. Outro ponto de destaque é a predominância de iniciativas em estágio inicial, conduzidas por empreendedores individuais ou equipes reduzidas — perfil característico de projetos em fase de ideação e validação. Com a progressão para a etapa seguinte, os participantes terão acesso a capacitações, mentorias e orientações especializadas, voltadas ao desenvolvimento e à estruturação dos empreendimentos. O programa [LEIA_TAMBEM]O Centelha tem como finalidade impulsionar a criação de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no país. A iniciativa oferece apoio por meio de recursos financeiros, capacitações e suporte técnico ao longo do processo de desenvolvimento dos projetos. Em sua terceira edição, o programa amplia o fomento à inovação, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema empreendedor e para o surgimento de soluções com potencial de impacto econômico e social. A iniciativa é promovida em nível nacional pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a FAPDF e a Fundação Certi. Clique aqui e acesse a lista completa das propostas selecionadas na Fase 1. Conheça o site oficial do programa. *Com informações da FAPDF
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GDF oferece curso online de programação e inteligência artificial
Moradores do Distrito Federal com 16 anos ou mais podem se inscrever no Aprova VP, projeto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) que oferece formação online em programação e inteligência artificial. Em plataforma própria, o curso reúne videoaulas, materiais complementares, simulados e certificado. Formato do curso permite que o jovem acompanhe o conteúdo de acordo com sua rotina | Foto: Divulgação/Secti-DF “Nosso objetivo é transformar o DF em um celeiro de talentos tecnológicos, garantindo que a inovação seja um caminho real para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para a nossa população” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação “O projeto Aprova VP consolida o compromisso do Governo do Distrito Federal em democratizar o acesso ao conhecimento de ponta”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. “Com mais de 560 participantes já inscritos na plataforma, estamos oferecendo uma trilha formativa que vai da programação full stack à inteligência artificial aplicada aos negócios, áreas que são o motor da nova economia.” Segundo o secretário, o formato amplia o alcance da política pública de qualificação ao permitir que o conteúdo seja acompanhado de acordo com a rotina de cada aluno. “O grande diferencial é a flexibilidade: por ser 100% online e acessível inclusive por dispositivos móveis, permitimos que o cidadão se qualifique conforme seu próprio ritmo”, explica. “Nosso objetivo é transformar o DF em um celeiro de talentos tecnológicos, garantindo que a inovação seja um caminho real para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para a nossa população”. Eixos de formação A trilha formativa foi organizada em quatro eixos: programação full stack, com introdução ao desenvolvimento web por meio de HTML, CSS e JavaScript; linguagens de programação, com noções de Python e Java; visão geral da inteligência artificial; e inteligência artificial aplicada aos negócios, tendo como focos processos empresariais, marketing digital e análise de dados. [LEIA_TAMBEM]Como o curso é 100% online e baseado em aulas gravadas, o conteúdo fica disponível na plataforma para que cada participante acompanhe as disciplinas no próprio ritmo. Cada curso tem carga horária de 66 horas e certificado de conclusão. O ambiente virtual também permite acompanhar acessos, progresso individual e participação em simulados e atividades avaliativas. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secti-DF e o Instituto Planalto e integra a política do GDF de ampliar o acesso à qualificação tecnológica no Distrito Federal. O projeto é voltado a adolescentes, jovens e adultos, com foco em inclusão digital e desenvolvimento profissional. As inscrições estão abertas e são feitas pela internet, com liberação do conteúdo após o cadastro na plataforma do projeto. Serviço Aprova VP — Cursos gratuitos de tecnologia ⇒ Público-alvo: pessoas a partir de 16 anos ⇒ Inscrições pelo site do projeto.
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Projeto Hackacity Impulsiona Saúde será lançado nesta quarta (11)
Em parceria com o Instituto Multiplicidades, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) lança nesta quarta-feira (11), na Escola Técnica do Guará, o projeto Hackacity Impulsiona Saúde. O objetivo é aproximar estudantes e profissionais dos setores de tecnologia e saúde e de inovação dos desafios reais da saúde pública. O evento começa às 9h e terá uma palestra com o tema “Tecnologia na saúde: a combinação entre atendimento humanizado e recursos digitais”, abordando desafios e possibilidades da integração entre inovação tecnológica e cuidado centrado nas pessoas. Recursos digitais de alta tecnologia permitirão o aprendizado do tema proposto | Foto: Divulgação/Secti-DF Em meio a experiências práticas e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas às demandas atuais, o projeto contará com um hackathon — evento colaborativo que reúne programadores, designers e especialistas para desenvolver soluções tecnológicas inovadoras — que prioriza os estudantes da rede de educação profissional técnica do DF, com incubação aberta para interessados em empreender na área da saúde, bootcamp (treinamento intensivo para capacitar profissionais da tecnologia) com hospitais parceiros e oportunidades para startups implantarem soluções desenvolvidas na Incubadora Multiplicidades, durante a execução do projeto. [LEIA_TAMBEM]“É uma excelente oportunidade de aprendizado que une qualificação profissional e tecnologia, sempre aliadas às necessidades reais da saúde pública”, enfatiza o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “É um contexto de transformação digital que integra setores por meio de inovação e prática.” As inscrições podem ser feitas de até o dia 22 deste mês, pelo site oficial do programa. As incubações começam nos dias 27 e 28, para etapa de ideação, e se estendem até setembro. As facilitações e mentorias serão híbridas, com encontros online e presenciais. Projeto Hackacity Impulsiona Saúde → Lançamento: quarta-feira (11) → Horário: 9h → Local: Escola Técnica do Guará (EQ 17/19, Lote A, Guará II) → Inscrições neste site. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
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Space Today Experience retorna a Brasília a partir de quinta-feira (5)
De quinta-feira (5) a domingo (8), Brasília recebe um dos maiores eventos da cultura geek do país: o Space Today Experience, na Arena BRB Mané Garrincha. Sucesso na primeira edição, o evento amplia a experiência do público e firma-se como um dos principais encontros de popularização científica do Brasil. Com o geofísico e youtuber Sérgio Sacani como criador e à frente da coordenação, o festival reúne pesquisadores, comunicadores, criadores de conteúdo e personalidades da internet em uma programação que conecta conhecimento e entretenimento. Evento é aberto ao público, sem classificação indicativa, e ingressos devem ser retirados pela plataforma Sympla | Foto: Divulgação/Secti-DF “O Space Today reúne o estímulo ao conhecimento aliado às experiências imersivas que inspiram novas vocações e despertam a curiosidade do público de todas as idades” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal Grandes nomes já confirmaram presença, entre eles, o físico César Lenzi, professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP); o economista, biólogo e apresentador Richard Rasmussen; o youtuber Biólogo Henrique; e o piloto e especialista em aviação Lito Sousa. Novos convidados serão anunciados em breve, ampliando a diversidade de temas e debates que envolvem esse universo inovador. “O Space Today reúne o estímulo ao conhecimento aliado às experiências imersivas que inspiram novas vocações e despertam a curiosidade do público de todas as idades”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Rafael Vitorino. “É acessível e envolvente.” [LEIA_TAMBEM]A programação envolve palestras, podcast ao vivo, simuladores imersivos, experiências interativas, painéis, espaços temáticos, áreas instagramáveis, ativações de marca e projetos parceiros. Entre os destaques, haverá um espaço exclusivo do Canva, com ativações, palestras, produção de conteúdo e ferramentas digitais, conectando tecnologia e expressão criativa. Outra novidade está no concurso de cosplay e nos campeonatos gamer. Space Today Experience 2026 – 2ª edição ⇒ Data: de quinta-feira (5) a domingo (8) ⇒ Horário: quinta e sexta-feira, das 14h às 20h; sábado e domingo, das 14h às 21h ⇒ Local: Arena BRB Mané Garrincha ⇒ Ingressos: gratuitos, mediante retirada pela plataforma Sympla. *Com informações da Secti-DF
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Projeto Escola Digital para Jovens chega a Brazlândia com tecnologia, inovação e oportunidades para o futuro
Até domingo (27), a Praça da Bíblia, em Brazlândia, recebe o projeto Escola Digital para Jovens. A ação começou nesta quarta-feira (25), das 10h às 17h. Jovens de 14 a 21 anos podem se inscrever gratuitamente para participar da formação tecnológica e digital, que contará com oficinas tecnológicas e painéis temáticos sobre novas tecnologias. A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) e o Instituto Planalto, que abordam a proposta de aproximar os participantes de temas essenciais à vida acadêmica e profissional, com competências digitais, criatividade e pensamento crítico, ampliando oportunidades e perspectivas para a juventude do Distrito Federal. Iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) e o Instituto Planalto | Foto: Divulgação/Secti Para o secretário da pasta, Rafael Vitorino, “ações voltadas à inclusão digital abrem portas para novas oportunidades, intensificam a troca de experiências em relação ao setor tecnológico e contribuem para o desenvolvimento social, democratizando o conhecimento”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Ao longo de três dias, a programação oferece conteúdos, ferramentas e práticas tecnológicas que, em sua maioria, não fazem parte do cotidiano escolar ou familiar. Destinada prioritariamente aos adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, estudantes da rede pública e residentes de Brazlândia, a estrutura se alinha às demandas do mundo contemporâneo, reforçando a importância do investimento na formação digital da juventude e contribuindo para a construção de novos caminhos educacionais e profissionais para jovens do DF. As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto, com vagas limitadas conforme a capacidade de atendimento das atividades propostas, que devem atender cerca de 300 jovens. *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF)
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Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração
Nesta quarta-feira (18), foi apresentado o balanço das ações do Carnaval 2026 que envolveram Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Polícia Militar do DF (PMDF), Polícia Civil do DF (PCDF), Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). Ações integradas garantiram que públicos de todas as idades pudessem brincar o Carnaval em segurança | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O resultado destacou a atuação coordenada e ostensiva e o uso intensivo de tecnologia e estratégias preventivas, que garantiram um ambiente de tranquilidade para foliões locais e turistas. Com presença massiva das forças de segurança, o Distrito Federal firmou-se como destino de carnaval organizado e seguro e sem registro de ocorrências graves. Durante o período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos e estações de transporte, resultando na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. A atuação preventiva também contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial — que possibilitaram o cumprimento de dois mandados de prisão — e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento por meio da Delegacia Eletrônica na Cidade da Segurança Pública. No trânsito Efetivo da Secretaria de Segurança trabalhou direto durante todo o período de folia | Foto: Divulgação/SSP-DF O Detran-DF efetuou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares a mais e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado. Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A integração entre as forças foi apontada como o principal diferencial do planejamento, aliado a campanhas educativas amplamente divulgadas à população, especialmente sobre a prevenção ao furto de celulares — crime que representa cerca de 70% das ocorrências patrimoniais no período. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado”, reforça o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para quem os bons resultados refletem a soma entre policiamento ostensivo, tecnologia, transparência na divulgação dos dados e participação da sociedade. “Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população.” Entre sábado (14) e terça (17), a DF Legal registrou cerca de 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos. Foram duas interdições por apresentação irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. A Vara da Infância e da Juventude (VIJ) orientou 216 ambulantes, bares e caixeiros sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Uma inovação foi a revista realizada ao final dos blocos, em que os foliões eram orientados a mostrar o celular desbloqueado aos policiais, numa ação para coibir furtos e roubos de celulares. “Sabemos que muitos crimes são de oportunidade, especialmente furtos de celular; por isso, nas abordagens de retorno, o policial solicitava que a pessoa apenas mostrasse o aparelho desbloqueado, como forma simples de comprovar a posse”, relata o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “Essa medida preventiva tem caráter educativo, inibe a ação criminosa e reforça a sensação de segurança para quem vem apenas celebrar”. Polícia Militar Com um efetivo médio de 2 mil policiais por dia, a PMDF garantiu um carnaval seguro nos quatro dias de folia no DF. Até o fim da operação, a Polícia Militar apreendeu 106 porções de drogas , 459 armas brancas, uma arma de fogo e dois foragidos. As principais linhas de abordagem foram montadas próximo aos blocos, nas saídas do metrô e na Rodoviária do Plano Piloto. Assim, foi possível evitar que, além das armas brancas, armas de fogo e entorpecentes, 595 objetos proibidos adentrassem nos locais das festividades. 3.600 Número de veículos que passaram por abordagem da PMDF A PMDF seguiu com a tradicional campanha de identificação infantil. A corporação montou um estande móvel nos blocos infantis e disponibilizou uma carteirinha para impressão no portal da corporação. Ao todo, foram confeccionadas 1.868 identificações. A Sala Lilás Itinerante, modalidade de atendimento humanizado voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência ou importunação, esteve plenamente operacional durante o Carnaval. Foram nove registros de utilização do espaço e 300 panfletos distribuídos, o que demonstra a eficácia das medidas preventivas e o pronto suporte oferecido àqueles que transitaram pelos eventos. No trânsito, os policiais militares abordaram 3.600 veículos, tendo registrado 492 motoristas dirigindo sob a influência de álcool. “Estamos vivendo o terceiro ano consecutivo de um Carnaval marcado por organização, planejamento e resultados positivos para a segurança pública do Distrito Federal”, ressaltou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka. “Também é fundamental reconhecer a colaboração da sociedade, que compreendeu a importância das abordagens e revistas, e da imprensa, que contribuiu para orientar e conscientizar. Segurança se constrói de forma coletiva.” Polícia Civil Durante a Operação Carnaval 2026, a Polícia Civil do DF registrou 291 ocorrências, conforme levantamento do Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI/PCDF). Desse total, 38 resultaram em flagrante, evidenciando a pronta atuação das equipes ao longo do período festivo. No Carnaval de 2025, foram contabilizadas 337 ocorrências e 41 flagrantes, o que representa uma redução no total de registros em 2026, demonstrando a efetividade do planejamento operacional e das ações integradas de segurança. Policiamento ostensivo esteve presente nos lugares com maior concentração de gente A análise dos dados revela que aproximadamente 70% das ocorrências do Carnaval 2026 referem-se a furtos de celular, e que cerca de 90% dos registros concentraram-se na região de Brasília, especialmente no Plano Piloto, onde há maior fluxo de foliões. Em 2026, foram 220 celulares furtados e 24 aparelhos apreendidos, frente a 212 subtraídos e sete apreendidos no ano anterior. Entre as naturezas mais frequentes após o furto de celular (70%), destacam-se furto a transeunte (6,8%), furtos diversos (6,4%), roubo a transeunte (5,3%), furto mediante fraude (3,2%), ato infracional por criança ou adolescente (2,1%), lesão corporal (1,8%), desobediência (1,8%), porte de substância entorpecente (1,8%) e lesão corporal recíproca (1,4%). “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança” José Werick, delegado-geral da Polícia Civil do DF No período, a PCDF instaurou 14 inquéritos policiais, 17 termos circunstanciados e oito procedimentos de apuração de ato infracional, totalizando 39 procedimentos, número próximo aos 40 registrados em 2025, o que reforça a estabilidade da resposta investigativa mesmo com a redução geral de ocorrências. “Em relação ao crime mais recorrente, que é a subtração de aparelhos celulares, seguimos aplicando o Protocolo de Rastreamento Final, que tem permitido identificar autores, recuperar dispositivos e devolvê-los aos legítimos proprietários”, explica o delegado-geral da PCDF, José Werick. “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança.” Bombeiros Durante os quatro dias de festividades, foram empregados 1.019 bombeiros militares e 124 viaturas, distribuídos nos principais pontos de concentração de público e plataformas oficiais do evento. Ao longo dos quatro dias, foram registrados 230 atendimentos. Do total de atendimentos, 12 pessoas precisaram de transporte hospitalar, sendo três remoções realizadas em cada dia da operação. A maior parte das ocorrências esteve relacionada a atendimentos de baixa gravidade, com predominância de casos clínicos, especialmente associados ao consumo excessivo de álcool, além de registros de quedas da própria altura e mal súbito. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade” Coronel Moisés Barcelos, comandante-geral do CBMDF Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF promoveu 46 vistorias técnicas em eventos carnavalescos para verificação das condições de segurança contra incêndio e pânico. As ações tiveram como objetivo assegurar que as estruturas montadas atendessem às normas de segurança, contribuindo para a redução de riscos e maior proteção aos foliões. “Pelo terceiro ano consecutivo, atuamos de forma alinhada, com presença ostensiva e pronta resposta, contribuindo para consolidar Brasília como destino seguro também no período de folia”, enfatiza o comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Barcelos. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade.” Detran O Detran-DF atuou na Operação Folia Segura entre os dias 12 e 17 deste mês, contemplando Samambaia, Planaltina, Taguatinga, Santa Maria, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Plano Piloto, Águas Claras, Itapoã, Sobradinho e Varjão. Durante o período, houve 2.655 abordagens e aplicação de 2.341 testes de etilômetro. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós” Hugo Figueiredo, diretor-adjunto do Detran-DF As ações resultaram na autuação de 133 condutores por alcoolemia, além de 193 veículos não licenciados e 82 motoristas inabilitados. Também foram flagrados 13 condutores com a CNH suspensa, 57 veículos com descarga livre e registradas 321 infrações diversas. “Os resultados deste Carnaval demonstram uma evolução consistente na segurança viária do Distrito Federal”, ressalta o diretor-adjunto do Detran-DF, Hugo Figueiredo. “O mais importante é que observamos uma redução significativa nos indicadores em comparação aos anos anteriores e, sobretudo, não tivemos nenhuma ocorrência fatal no período. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós.” Entre os dias 5 e 13 deste mês, as equipes de educação promoveram ações de pré-Carnaval em bares de diversas regiões administrativas, por meio do projeto Rolê Consciente, alcançando aproximadamente 8 mil pessoas. No mesmo período, o projeto Pneu Seguro também foi intensificado, com orientações sobre a importância da revisão veicular antes de viagens em feriados prolongados e o alerta sobre os riscos da mistura entre bebida alcoólica e direção, totalizando dez ações e cerca de 6 mil condutores atendidos. Além disso, foram efetuadas 12 blitzes educativas nas vias do DF, impactando aproximadamente 5 mil condutores, incluindo motociclistas. Equipes do Detran elaboraram ações educativas durante a festa| Foto: Divulgação/Detran-DF Durante o período de folia, as equipes do Detran-DF promoveram o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, nas proximidades dos blocos Baratinha e Baratona. Durante quatro dias, cerca de 15 mil pessoas receberam orientações sobre segurança viária, com foco especial na prevenção da alcoolemia ao volante. O Detran-DF participou ainda de diversos blocos com a campanha “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir”. A estimativa é que mais de 80 mil pessoas tenham sido impactadas pela campanha ao longo do Carnaval. DF Legal Entre sábado e terça, a Secretaria DF Legal registrou quase 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos de Carnaval. No total, foram duas interdições de eventos que ocorriam de maneira irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. As equipes apreenderam ainda um total de 309 garrafas de vidro de bebidas alcoólicas sendo comercializadas irregularmente por ambulantes. [LEIA_TAMBEM]“A DF Legal atuou firmemente no Carnaval de Brasília em mais um ano”, afirma o chefe da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais da pasta, Flávio Monteiro. “Nossa ação de conferência das licenças de eventos e ambulantes garantiu um Carnaval seguro e sem incidentes. A PMDF atuou em conjunto conosco todos os dias, favorecendo assim a excelência no trabalho realizado.” A secretaria observou as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público. Já os ambulantes precisavam ser licenciados e não podiam comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos. Vara da Infância e da Juventude A Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) atuou com 60 agentes de proteção. Ao todo, foram 19 abordagens de adolescentes ingerindo bebida alcoólica e 216 orientações a ambulantes, bares e caixeiros, sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Também houve a fiscalização e presença em 27 locais, em sua maioria eventos e blocos carnavalescos públicos, além de alguns eventos privados. Os agentes prestaram atendimento a sete crianças perdidas e registraram uma ocorrência de primeiros socorros, lavrando oito termos de entrega sob responsabilidade. “O trabalho dos agentes de proteção é fundamental”, aponta a supervisora do Núcleo de Apuração e Proteção da Vara da Infância e da Juventude do TJDFT, Ana Luísa Müller. “É muito positivo perceber que a população tem se conscientizado, especialmente quando encontramos ambulantes exibindo avisos sobre a proibição da venda de bebida alcoólica para menores de idade. Também é muito gratificante conseguir entregar uma criança perdida aos responsáveis ou realizar a proteção de um adolescente em situação de risco por consumo de álcool.” *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Projeto Gamifica conta com investimento de R$ 15 milhões
A partir desta quinta-feira (12), estarão abertas as inscrições para o projeto Tecnologia em Jogo-Gamifica, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) executada em parceria com o Instituto de Bombeiros de Responsabilidade Social (Ibres). Com capacitação em uma das áreas que mais crescem no mercado de tecnologia, projeto prevê abranger mais de 22,4 mil pessoas ao longo deste ano | Foto: Divulgação/Secti-DF “Ao levar essa formação para todas as regiões do DF, estamos democratizando o acesso à tecnologia e preparando nossos jovens para os desafios do mercado de trabalho moderno, fortalecendo todo o ecossistema de inovação da capital” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação O objetivo é oferecer a jovens do Distrito Federal capacitação em uma das áreas que mais crescem no mercado de tecnologia. Interessados devem fazer o cadastro pelo site oficial do programa para garantir a participação no projeto, que prevê prestar mais de 22,4 mil atendimentos ao longo de um ano. Com um investimento total de R$ 15 milhões, o Gamifical promove inclusão digital, inovação tecnológica e qualificação no universo dos jogos eletrônicos. O atendimento será descentralizado para ampliar o acesso: haverá 16 polos fixos de formação distribuídos em Ceilândia, Taguatinga, Guará, Brazlândia, Candangolândia, Gama, Samambaia, Lago Norte e Lago Sul. Nas outras 26 regiões administrativas (RAs) do DF, o atendimento será prestado por duas carretas tecnológicas itinerantes; assim, no total, o projeto alcançará as 35 RAs do DF. [LEIA_TAMBEM]O público-alvo são jovens de 12 a 29 anos, especialmente estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social. A formação híbrida combina aulas presenciais e online nos cursos de Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos, Design de Jogos Eletrônicos e Marketing Aplicado a Jogos Eletrônicos. Além dos cursos, estão previstas mentorias em e-Sports, oficinas de empreendedorismo, torneios presenciais e ações de inovação, como a transformação de TV Box em PCs educacionais. “O Tecnologia em Jogo não é apenas sobre entretenimento, é sobre transformar a paixão pelos games em uma profissão sólida”, aponta o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. “Ao levar essa formação para todas as regiões do DF, estamos democratizando o acesso à tecnologia e preparando nossos jovens para os desafios do mercado de trabalho moderno, fortalecendo todo o ecossistema de inovação da capital.” *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)
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Tecnologia que gera economia e aumenta a segurança de pacientes é implantada no Hospital Cidade do Sol
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) implantou um sistema eletrônico no Hospital Cidade do Sol (HSol) para ampliar a rastreabilidade de medicamentos, reduzir o uso de papel e reforçar a segurança do paciente. A tecnologia moderniza a rotina das equipes e fortalece o controle dos insumos adquiridos com recursos públicos. Na prática, a tecnologia funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como Palm, utilizado para a leitura de códigos de barras presentes nas embalagens de medicamentos e insumos. Esses códigos são gerados durante o processo de unitarização, prática já adotada em todas as unidades geridas pelo IgesDF, que garante a identificação individual de cada item, com informações precisas e registradas em sistema. Antes da implantação, a conferência dos medicamentos era feita manualmente, com registros em papel e checagens demoradas, o que exigia atenção redobrada das equipes. Com a automatização, a leitura dos códigos substituiu anotações manuais e eliminou a necessidade de impressões, tornando o fluxo mais rápido, seguro e sustentável. Segundo a superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Bárbara Santos, o novo modelo representa um avanço significativo. “O sistema automatiza a leitura de medicamentos, soros e seringas, substituindo conferências manuais. Isso agiliza o processo e reduz riscos, garantindo que o paciente receba exatamente o que foi prescrito”, explica. Na prática, a tecnologia funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como PALM, utilizado para a leitura de códigos de barras presentes nas embalagens de medicamentos e insumos | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Além de reforçar a segurança assistencial, a mudança impacta diretamente a gestão de recursos públicos. A estimativa é de economia diária de cerca de mil folhas de papel A4, reduzindo custos e o impacto ambiental. “Ao adotar um fluxo sem papel, fortalecemos a governança, a transparência e o cuidado com o dinheiro público”, destaca Bárbara. Passo a passo do projeto O farmacêutico responsável técnico do HSol, Misael Silva da Silveira, explica que o projeto foi desenvolvido dentro da própria unidade, que atua como hospital modelo do IgesDF. “A proposta é expandir essa experiência para outras unidades. O sistema permite monitoramento, rastreabilidade e maior controle em todas as etapas da dispensação”, afirma. Um dos principais ganhos está na redução do tempo gasto pelas equipes. A checagem e separação dos medicamentos, que antes levavam entre uma hora e uma hora e meia e ocorriam quatro vezes ao dia, agora são concluídas em cerca de 30 minutos. O resultado é mais tempo disponível para atividades assistenciais e de cuidado direto ao paciente. A farmacêutica hospitalar Carolinny da Silva Dantas detalha o funcionamento do novo fluxo. “Acessamos o sistema eletrônico, filtramos as prescrições por horário e preparamos os medicamentos conforme cada turno. Tudo é feito de forma digital, sem impressão, o que torna o trabalho mais organizado e eficiente”, relata. O sistema também atua como uma importante barreira de segurança. Em caso de qualquer divergência entre o medicamento separado e o prescrito, um alerta é emitido automaticamente. “Isso evita erros de medicação e garante que cada paciente receba um kit individual validado, com informações como nome, leito e data de nascimento”, reforça Misael. Continuação da iniciativa Para a gerente do Hospital Cidade do Sol, Julia Gurgel, a automatização da farmácia marca um novo momento para a unidade. “Reduzir etapas manuais diminui riscos de erro, otimiza o tempo das equipes e amplia a rastreabilidade dos medicamentos. Isso reflete diretamente na qualidade do atendimento aos pacientes”, avalia. Com os resultados positivos no HSol, o IgesDF já planeja ampliar o uso do sistema. A tecnologia começa a ser implantada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e, na sequência, deve chegar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). “A iniciativa reforça o compromisso do IgesDF com inovação, controle eficiente dos insumos adquiridos com recursos públicos e, principalmente, com um atendimento cada vez mais seguro à população”, conclui Bárbara Santos. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hackathon: 128 inscritos entram na disputa por soluções para modernizar o Participa DF
O 1º Hackathon em Controle Social do Governo do Distrito Federal — Desafio Participa DF encerrou o período de inscrições com 128 participantes inscritos, o que demonstra o forte interesse da sociedade em contribuir com soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da transparência e da participação social no DF. Lançado durante a Semana Internacional de Controle e Combate à Corrupção, em novembro de 2025, o Hackathon é uma iniciativa inédita da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) com patrocínio do Fundo Distrital de Combate à Corrupção, que busca aproximar governo e cidadão por meio da inovação. O desafio convida os participantes a criarem soluções que aprimorem o Participa DF, plataforma que reúne, em um único ambiente digital, os serviços de ouvidoria e de acesso à informação do GDF. Do total de inscrições, 82 foram destinadas à categoria acesso à informação e 46 à categoria ouvidoria | Foto: Divulgação/CGDF Do total de inscrições, 82 foram destinadas à categoria acesso à informação e 46 à categoria ouvidoria, evidenciando o engajamento de desenvolvedores, designers, estudantes e profissionais de tecnologia com os desafios propostos pela CGDF. Na categoria acesso à informação, os participantes deveriam desenvolver modelos capazes de identificar automaticamente pedidos que contenham dados pessoais, contribuindo para uma classificação mais segura e alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Já na categoria ouvidoria, o desafio consistia na criação de uma versão PWA (Progressive Web App) do Participa DF, que permita o envio de manifestações por texto, áudio, vídeo e imagem, com acessibilidade plena, protocolo automático e possibilidade de anonimato. [LEIA_TAMBEM]As soluções inscritas passarão por avaliação técnica, que ocorrerá de 2 a 20 de fevereiro, conduzida pela subcontroladoria de Tecnologia da Informação e da subcontroladoria de Transparência e Controle Social e da Ouvidoria-Geral, todas unidades da CGDF. O resultado será divulgado em 23 de fevereiro, com transmissão pelo canal TV Controladoria DF, no YouTube. A premiação total é de R$ 30 mil, distribuída entre os três primeiros colocados de cada categoria. O controlador-geral do Distrito Federal, Daniel Lima, comemora o número expressivo: “O sucesso de inscrições do Desafio Participa DF mostra que a inovação aberta é uma ferramenta poderosa para aproximar governo e cidadão e fortalecer a transparência pública.” Para o subcontrolador de Tecnologia da Informação da CGDF, Jefferson Paravidine, “o mais interessante desse desafio é que é o cidadão melhorando uma ferramenta que, no fim, irá trazer o benefício de volta para ele mesmo”. *Com informações da CGDF
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Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, abre matrículas para o primeiro semestre de 2026
A Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, inicia o ano letivo de 2026 com oportunidades para estudantes que buscam ampliar a formação por meio da arte, do esporte e da tecnologia. Na próxima semana, entre 2 e 4 de fevereiro, a unidade escolar estará com o período de matrículas aberto para o primeiro semestre deste ano. O atendimento será prestado por ordem de chegada, das 8h às 16h, de forma ininterrupta. Estudantes da rede pública podem escolher entre mais de 20 modalidades de oficinas na Escola Parque Anísio Teixeira | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A escola é voltada a estudantes regularmente matriculados na rede pública de ensino do Distrito Federal, do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio. A unidade não atende estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), de escolas militares ou da rede privada. “A gente acredita que a educação integral acontece quando a gente une o esporte, a arte e a tecnologia para formar um cidadão mais crítico e consciente do seu papel na sociedade” Gilson Cézar Pereira, vice-diretor da Escola Parque Anísio Teixeira A Escola Parque de Ceilândia oferece um amplo catálogo de atividades, com vagas para turmas que funcionam às segundas e quartas, terças e quintas ou apenas às sextas-feiras. As aulas de segunda e quarta-feira também são destinadas aos estudantes das escolas de educação em tempo integral da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia. O vice-diretor da Escola Parque Anísio Teixeira, Gilson Cézar Pereira, aponta a diversidade de modalidades como o pilar central da unidade. “O nosso propósito aqui na Escola Parque é oferecer um ambiente onde o estudante se sinta desafiado a descobrir novos talentos”, afirma. “A gente acredita que a educação integral acontece quando a gente une o esporte, a arte e a tecnologia para formar um cidadão mais crítico e consciente do seu papel na sociedade”. O modelo O modelo das escolas parque no Distrito Federal é mais do que uma oferta de oficinas: é a materialização da visão do educador Anísio Teixeira para uma educação verdadeiramente integral. Inspirado pelo filósofo John Dewey, o conceito visa à formação completa do aluno, integrando o ensino acadêmico das escolas classe com atividades artísticas, físicas e culturais no contraturno. [LEIA_TAMBEM]Reconhecido como patrimônio cultural do DF, esse sistema pedagógico promove o desenvolvimento amplo do estudante e fortalece o sentimento de pertencimento à cidade. Unidades como a da 308 Sul e a de Ceilândia funcionam como polos de cultura e esporte, transformando a rotina escolar em uma experiência enriquecedora que vai muito além da sala de aula tradicional. A iniciativa reforça o compromisso da SEEDF com a universalização de oportunidades, garantindo que o jovem da rede pública tenha acesso a ferramentas que estimulem sua criatividade, saúde e protagonismo social. Veja abaixo as oficinas disponíveis. Artes e cultura → Artes visuais, balé, canto, dança, teatro, violão, violino, teclado e guitarra Esportes → Basquete, futsal, vôlei, tênis de quadra, tênis de mesa, natação, esportes na areia e xadrez Artes marciais e fitness → Jiu-jítsu, muay thai, ginástica rítmica e fitness Tecnologia → Cultura digital. Para a matrícula, são necessários os seguintes documentos: → Declaração escolar atualizada (referente ao mês de janeiro); → Cópia do RG e CPF do responsável; → Cópia do RG e CPF do estudante (em caso de ausência do RG, levar cópia da Certidão de Nascimento); → Duas fotos 3x4 recentes do estudante. * Com informações da Secretaria de Educação
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IgesDF completa sete anos e fortalece a urgência e emergência com modelo de gestão
Esperar menos por atendimento, encontrar unidades mais organizadas, realizar exames com mais rapidez e receber cuidado com mais respeito — essas mudanças ajudam a traduzir, no dia a dia da população, o impacto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que completa sete anos em 2026, consolidado como referência de um novo modelo de gestão na saúde pública e como um dos principais pilares da rede de urgência e emergência. Criado para dar mais agilidade, eficiência e capacidade de resposta à saúde pública, o instituto ampliou atendimentos, modernizou unidades, reorganizou fluxos assistenciais e fortaleceu o cuidado prestado à população. Ao longo desse período, também incorporou tecnologia para acelerar diagnósticos e ampliar a resolutividade do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF. O presidente do instituto, Cleber Monteiro (primeiro à direita), ressalta: “O IgesDF foi criado justamente para dar agilidade aos processos, permitir decisões mais rápidas e garantir que o cuidado chegue no tempo certo ao paciente” | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “A saúde não é estática; ela é dinâmica, urgente e lida com vidas”, enfatiza o presidente do instituto, Cleber Monteiro. “O IgesDF foi criado justamente para dar agilidade aos processos, permitir decisões mais rápidas e garantir que o cuidado chegue no tempo certo ao paciente.” Instituída pela Lei Distrital nº 6.270, de 30 de janeiro de 2019, a organização surgiu a partir da transformação do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), criado em 2017. A proposta foi garantir maior autonomia administrativa e financeira para unidades estratégicas da rede pública, permitindo mais rapidez em compras, contratações e na manutenção de serviços essenciais. Desde 2019, esse modelo passou a ser associado à reorganização de processos e ao fortalecimento de serviços em áreas críticas, com reflexos diretos na experiência do usuário e na capacidade de resposta da rede, especialmente em períodos de alta demanda. Expansão da rede Nos primeiros anos de atuação, a gestão do IgesDF foi ampliada para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e para as unidades de pronto atendimento (UPAs). A expansão fortaleceu a rede de urgência e emergência do Distrito Federal, com padronização de processos, reforço das equipes e melhorias na infraestrutura das unidades que funcionam como porta de entrada do SUS. A partir de 2021, novas UPAs passaram a operar em regiões como Ceilândia, Paranoá, Brazlândia e Riacho Fundo II. Com funcionamento 24 horas, essas unidades aproximaram o atendimento da população, reduziram a sobrecarga dos hospitais regionais e contribuíram para a diminuição do tempo de espera. “A ampliação das UPAs leva a assistência mais perto de quem precisa, com mais resolutividade para os usuários do SUS”, pontua o vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel. Investimentos em tecnologia e infraestrutura marcaram a atuação do IgesDF logo após a fase mais crítica da pandemia Pouco tempo após sua criação, o instituto enfrentou um dos maiores desafios da história da saúde pública: a pandemia da covid-19. Nesse período, a unidade ampliou rapidamente leitos de UTI, contratou profissionais em caráter emergencial e adquiriu equipamentos essenciais, como respiradores e monitores. A capacidade de resposta ágil foi decisiva para garantir assistência à população em um cenário de colapso do sistema de saúde em todo o país. “Foi um momento de decisões difíceis e urgentes”, relembra Cleber Monteiro. “Cada leito aberto e cada profissional contratado representavam uma chance real de salvar vidas”. Com a superação da fase mais crítica da pandemia, o IgesDF intensificou os investimentos em tecnologia e infraestrutura. A aquisição de equipamentos de alta complexidade, como tomógrafos e ressonâncias magnéticas, ampliou a capacidade diagnóstica das unidades e contribuiu para a redução das filas por exames. Paralelamente, o IgesDF reforçou os programas de cirurgias eletivas para enfrentar a demanda reprimida, alcançando volumes históricos de procedimentos. “Mais tecnologia e melhores fluxos significam mais cirurgias realizadas, menos cancelamentos e mais qualidade no cuidado ao paciente”, explica o diretor de Atenção à Saúde, Edson Ferreira. Desempenho estratégico Em 2024, a incorporação do Hospital Cidade do Sol (HSol) marcou mais um avanço na expansão do instituto. A unidade passou a desempenhar papel estratégico no atendimento hospitalar, especialmente no suporte a pacientes clínicos e na retaguarda da rede, contribuindo para desafogar hospitais de maior complexidade. Sob a gestão do IgesDF, o hospital teve reorganização dos fluxos assistenciais, ampliação da capacidade de atendimento e fortalecimento das equipes multiprofissionais. Idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha (E), o programa Humanizar já fazia parte do instituto antes da Lei nº 15.126, que atualizou os princípios do SUS e instituiu a atenção humanizada como diretriz obrigatória Além das mudanças estruturais, a humanização do atendimento consolidou-se como eixo permanente da gestão. Projetos voltados ao acolhimento, à melhoria da ambiência hospitalar e à escuta qualificada dos pacientes passaram a integrar a rotina das unidades, impactando diretamente a forma como o cidadão é recebido no sistema público de saúde. Em abril de 2025, a Lei nº 15.126 atualizou os princípios do SUS e instituiu a atenção humanizada como diretriz obrigatória nos serviços de saúde. Quando a mudança entrou em vigor, o IgesDF já vivenciava essa realidade por meio do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Reorganização de fluxos “Humanizar é compreender que o paciente chega fragilizado e precisa ser acolhido com respeito, empatia e cuidado” Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, ressalta: “O instituto estava à frente do seu tempo. Quando a lei mudou, o Humanizar já era uma realidade consolidada. Outras instituições nos procuram para entender como estruturamos esse modelo. Humanizar é compreender que o paciente chega fragilizado e precisa ser acolhido com respeito, empatia e cuidado”. Ao completar sete anos no Distrito Federal, o instituto apresenta resultados que refletem modernização e reorganização da rede. Nos últimos dois anos, obras, novos equipamentos e ajustes nos processos assistenciais fortaleceram o atendimento no Hospital de Base (HBDF), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Hospital Cidade do Sol (HSol) e nas 13 UPAs. No HBDF e no HRSM, a reorganização dos fluxos cirúrgicos aumentou a produtividade e reduziu cancelamentos. A instalação de equipamentos, como ressonância magnética, vídeo eletroencefalograma e angiógrafos, ampliou a autonomia das unidades e acelerou diagnósticos. Reformas modernizaram setores críticos, administrativos e refeitórios, preparando os hospitais para maior complexidade assistencial. No HRSM e no HSol, adaptações estruturais fortaleceram serviços existentes e ampliaram o escopo de atendimentos. [LEIA_TAMBEM]A tecnologia também ganhou protagonismo com a expansão da teleconsulta nas UPAs, encurtando encaminhamentos e elevando a resolutividade. Sistemas de videomonitoramento reforçaram a segurança, e o agendamento ambulatorial no HBDF tornou o fluxo mais organizado e previsível. Paralelamente, o Distrito Federal iniciou seu maior ciclo de expansão das UPAs, com seis unidades em obra e uma em contratação, totalizando 20 UPAs em funcionamento 24 horas em áreas de alta demanda. O cuidado humanizado seguiu avançando. Programas voltados à escuta e ao acolhimento de públicos sensíveis passaram a integrar a rotina assistencial. No HRSM, ambientes sensoriais melhoraram o atendimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Nas UPAs, o programa Humanizar aproximou equipes e usuários, enquanto a retaguarda psiquiátrica contribuiu para a redução do tempo de permanência em crises. Administração integrada Com isso, o IgesDF marca seu sétimo ano com uma rede mais estruturada, tecnológica e próxima da população. Os avanços se refletem no cotidiano de quem depende do SUS, com mais previsibilidade nas cirurgias, melhor distribuição das urgências pela cidade, ambientes mais adequados para públicos específicos e melhores condições de trabalho para os profissionais. “Quando falamos em sete anos do IgesDF, falamos de pessoas, de profissionais que sustentaram a saúde do DF nos momentos mais críticos e de pacientes que tiveram suas vidas transformadas por esse trabalho”, conclui Cleber Monteiro. *Com informações do IgesDF
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M-TECH 2026 abre inscrições para cursos gratuitos em tecnologia e empreendedorismo
Brasília avança na preparação de profissionais para as carreiras do futuro com o lançamento do M-TECH 2026, projeto gratuito que une capacitação em tecnologia, inovação e desenvolvimento humano. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com a Brasil Startups, e tem como foco conectar a população do DF às oportunidades da economia digital. Voltado a jovens e adultos entre 16 e 65 anos, o M-TECH 2026 oferece uma jornada formativa completa, combinando cursos presenciais em programação, inteligência artificial, marketing digital e desenvolvimento web, além de mentorias e palestras voltadas ao fortalecimento de competências como liderança, comunicação, inovação e planejamento de carreira. “O M-TECH 2026 é uma porta de entrada para o futuro, que amplia o acesso ao conhecimento tecnológico e fortalece o ecossistema de inovação do Distrito Federal” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação “O M-TECH 2026 é mais do que um curso. É uma porta de entrada para o futuro, que amplia o acesso ao conhecimento tecnológico e fortalece o ecossistema de inovação do Distrito Federal, preparando pessoas para ocupar espaços estratégicos no mercado de trabalho”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. A formação técnica é dividida em dois níveis. O curso básico, com carga horária de 132 horas, é destinado a quem está iniciando na área e aborda lógica de programação, Python, inteligência artificial aplicada, desenvolvimento web, marketing digital, chatbots e a construção de um projeto final com portfólio. Além de aulas presenciais, o projeto oferece formação comportamental e mentorias online | Foto: Divulgação/Secti-DF Já o curso avançado, com 160 horas, aprofunda conhecimentos em Python e IA, banco de dados, aplicativos mobile e criação de sistemas e negócios digitais, permitindo que os participantes desenvolvam soluções reais. Além do conteúdo técnico, o projeto se diferencia pela formação comportamental e pelas mentorias online, estruturadas em ciclos que abordam temas como protagonismo, empreendedorismo, criação de MVPs, trabalho em equipe e networking. A proposta é formar profissionais completos, capazes de unir conhecimento técnico, visão estratégica e atitude inovadora. As inscrições estão abertas e podem ser feitas por meio do formulário online. As vagas são limitadas e as aulas iniciam no dia 9 de fevereiro. *Com informações da Secti-DF
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