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Cidadania

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Central de Libras amplia autonomia de pessoas surdas no DF

Resolver pendências do dia a dia, acompanhar consultas, participar de audiências ou buscar informações em órgãos públicos exige, antes de tudo, uma comunicação eficiente. No Distrito Federal, esse acesso tem sido ampliado para a população surda por meio da Central de Intermediação em Libras (CIL), serviço que promove a mediação entre cidadãos e instituições. Vinculada à Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF), a Central oferece apoio por meio da interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), acompanhando cidadãos surdos em atendimentos presenciais e eventos. Apenas em 2025, foram mais de 2,4 mil atendimentos. Neste ano, entre janeiro e 9 de junho, o número já passa de 1,1 mil, refletindo a demanda por acessibilidade e inclusão nos serviços públicos.  A Central de Interpretação de Libras funciona na Estação do Metrô da 112 Sul, na Praça do Cidadão | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília "A comunicação não pode ser uma barreira para que o cidadão exerça seus direitos. Com a CIL, ampliamos o acesso aos serviços públicos e fortalecemos a participação das pessoas surdas em diferentes áreas, como saúde, educação e assistência social” Willian Cunha, secretário da Pessoa com Deficiência A CIL também participa de ações e eventos promovidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ampliando o alcance da acessibilidade para a comunidade surda. De acordo com o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha, o serviço representa um importante instrumento de inclusão e cidadania. “Garantir o atendimento por meio da Central é assegurar que as pessoas surdas tenham acesso pleno às políticas públicas do GDF. Estamos falando de dignidade, respeito e, principalmente, inclusão. A comunicação não pode ser uma barreira para que o cidadão exerça seus direitos. Com a CIL, ampliamos o acesso aos serviços públicos e fortalecemos a participação das pessoas surdas em diferentes áreas, como saúde, educação e assistência social”, ressalta. Rotina descomplicada Entre os usuários do serviço está a vendedora Maria Izabel da Silva, de 44 anos, que utiliza a central para acompanhar atendimentos em diferentes serviços. Ela destaca a importância da presença do intérprete em situações mais complexas: “No médico, no dentista ou em outros atendimentos, a comunicação nem sempre é fácil e muitos ouvintes não têm paciência. Quando o intérprete está junto, eu consigo entender tudo o que está sendo explicado e me sinto mais segura. É um apoio muito importante para garantir o nosso direito à comunicação.”  A vendedora Maria Izabel da Silva utiliza o serviços da CIL: "Quando o intérprete está junto, eu consigo entender tudo o que está sendo explicado e me sinto mais segura"  Para o diretor da CIL, Waldimar Carvalho da Silva, o trabalho desenvolvido vai além da tradução. Sendo uma pessoa surda, ele afirma saber na pele a importância do espaço e explica que o serviço funciona como uma porta de entrada para a acessibilidade da comunidade, oferecendo apoio em situações que vão desde consultas médicas até entrevistas de emprego. [LEIA_TAMBEM]“Muitas vezes, a pessoa surda chega aqui sem conseguir entender um documento, resolver uma questão de saúde ou esclarecer um problema no trabalho. O intérprete faz essa mediação para que ela tenha acesso à informação de forma clara e consiga resolver suas demandas com autonomia”, afirma.  Atendimento presencial A Central de Intermediação em Libras fica na Estação do Metrô da 112 Sul, na Praça do Cidadão, funcionando de segunda a sexta, das 8h às 17h. A unidade dispõe de intérpretes que acompanham o usuário em locais que ele precisa de auxílio, como consultas e entrevistas de emprego, além de auxiliar em serviços públicos como a confecção de carteirinhas e outros documentos, podendo ser acessada por agendamento prévio ou demanda espontânea. As pessoas com deficiência auditiva também podem contar com o aplicativo gratuito DF Libras, um programa do GDF que dispõe de intérpretes 24h por videochamada para facilitar a comunicação no atendimento público. Contudo, nem todos possuem facilidade com a tecnologia, como os idosos - o que reforça a importância de um atendimento presencial. “Se o surdo precisa de algo urgente, tem o DF Libras 24h. Mas atendimentos, por exemplo, em que ele precisa entender um documento físico ou qualquer outro atendimento, são encontrados presencialmente aqui na unidade. A gente diz que o CIL é um lugar para resolver todos os problemas”, destaca o diretor Waldimar.  

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Regularização fundiária avança na região de Ceilândia durante o GDF na Sua Porta 

A Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), subsidiária integral da Terracap, participa da 6ª edição do programa GDF na Sua Porta, em Ceilândia, com atendimento voltado à regularização fundiária rural e à solução de pendências documentais relacionadas aos processos de concessão de uso de áreas rurais. A programação do GDF na Sua Porta segue até esta quarta-feira (3) e retorna entre os dias 8 e 12 de junho, próximo ao Restaurante Comunitário Ceilândia Centro (DJ Jamaika), sempre das 9h às 16h, oferecendo à população serviços de cidadania, saúde, assistência social, regularização fundiária e desenvolvimento econômico. Produtores rurais exibem documentos recebidos em atendimento no estante da Terracap | Foto: Divulgação/Terracap Durante a abertura do evento, nesta segunda-feira (1º), a governadora Celina Leão, acompanhada pelo presidente da Terracap, Júlio César Reis, e pelo presidente da ETR, Thúlio Moraes, entregou contratos de Concessão de Direito de Uso Oneroso (CDU) aos produtores Dimas Rodrigues de Souza, da Chácara Fundos da ONG, localizada no Núcleo Rural Córrego dos Currais, e Edson Amaramo Soares, da Chácara Goianinho nº 90, situada na Fazenda Guariroba.  “Os produtores rurais que têm processos em andamento ou desejam obter informações sobre regularização fundiária podem procurar o estande da ETR"  Júlio César Reis, presidente da Terracap Os documentos garantem maior segurança jurídica aos produtores rurais e representam o resultado de um trabalho de regularização desenvolvido pela ETR ao longo dos últimos anos na região.  Processos concluídos Nos últimos três anos, a empresa avançou na regularização dos núcleos rurais Córrego dos Currais, Córrego das Corujas e Boa Esperança, além de imóveis localizados na Fazenda Guariroba e na Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) JK. Somente nessa macrorregião, mais de 2 mil hectares foram analisados e mais de 130 contratos de concessão formalizados. Durante o evento, a ETR mantém um estande exclusivo para atendimento aos produtores rurais interessados em obter informações sobre processos de regularização, documentação e concessões de uso. O presidente da Terracap, Júlio César Reis, convidou os produtores da região a aproveitarem a presença da equipe técnica no evento. [LEIA_TAMBEM]“Os produtores rurais que têm processos em andamento ou desejam obter informações sobre regularização fundiária podem procurar o estande da ETR. Nossa equipe está preparada para orientar os ocupantes e dar encaminhamento às demandas relacionadas às áreas rurais”, afirmou Reis. A participação da ETR no GDF na Sua Porta reforça o compromisso da empresa com a promoção da segurança jurídica no campo e com o ordenamento das ocupações rurais do Distrito Federal. *Com informações da Terracap

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Centro de Atenção Psicossocial Infantil, em Taguatinga, celebra 13 anos 

Os 13 anos do Centro de Atenção Psicossocial Infantil Taguatinga (Capsi) foram celebrados com festa durante a tarde desta terça-feira (19). O evento, que aconteceu no espaço da própria unidade de saúde, ofereceu oportunidades para o exercício da cidadania e para o trabalho de integração do indivíduo à sociedade.  Servidores do Centro, crianças atendidas e familiares celebram os 13 anos da instituição | Foto: Divulgação/SES-DF  A comemoração acontece logo após o Dia Nacional da Luta Antimanicomial e o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, ambos celebrados em 18 de maio. Os temas foram apresentados por integrantes da equipe multiprofissional — constituída por psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e médicos — e abordados em roda de conversa com as famílias dos usuários do serviço de saúde. A abertura da festa deu-se, ainda, com a realização de assembleia dos usuários, promovida bimestralmente. A proposta oferece um espaço de participação ativa dos pacientes, familiares e servidores, como forma de favorecer a comunicação e estimular a construção do protagonismo dos pacientes.  “Os Caps têm a proposta de fortalecer o protagonismo do indivíduo na sociedade. Por isso, festejar é importante, as assembleias são importantes também. É o espaço em que a comunidade tem voz, inclusive, para decidir, em conjunto com a gente, como serão as nossas atividades" Glaucia Figueiredo, gerente do Centro de Atenção Psicossocial Infantil Taguatinga   “Os Caps têm a proposta de fortalecer o protagonismo do indivíduo na sociedade. Por isso, festejar é importante, as assembleias são importantes também. É o espaço em que a comunidade tem voz, inclusive, para decidir, em conjunto com a gente, como serão as nossas atividades", explica a gerente, Glaucia Figueiredo.  Dia de celebração e apoio As brincadeiras propostas pela equipe de animadores garantiram a diversão  das crianças. O evento contou com o apoio de parceiros. Há 20 dias, a comerciante Thais Butrago, 36, entrou pela primeira vez pelas portas do Capsi Taguatinga. Ela buscou o atendimento para os filhos Lara, 14, e Rodrigo, 11, por indicação da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Sentiu-se tão bem acolhida que fez questão de comparecer à festa de aniversário junto da filha mais velha. "Cheguei aqui muito fragilizada, com uma demanda muito difícil de lidar, que eu não sabia mais o que fazer, e eles me acolheram muito bem. Então, eu só tenho o que agradecer e desejar que o serviço continue e cresça muito mais", comemora a moradora de Taguatinga. Sofrimento grave e persistente [LEIA_TAMBEM]O Capsi é uma unidade da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Sistema Único de Saúde (SUS), que atende crianças e adolescentes de 3 a 18 anos incompletos com sofrimento psíquico grave e persistente, como de, de 3 a 16 anos incompletos, com transtornos relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas, e seus familiares. O serviço tem caráter aberto e comunitário. O comparecimento é espontâneo ou referenciado de outros serviços de saúde. Para o atendimento, é necessário ser morador das regiões administrativas de Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires ou Ceilândia, apresentar comprovante de residência e documento de identificação da criança ou adolescente e do responsável. O acolhimento é realizado, de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h — exceto na terça-feira pela manhã e nos feriados. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)  

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Esporte, inclusão e cidadania marcam início da 66ª edição dos Jogos Escolares do DF

O som vibrante das torcidas anuncia: os ginásios e equipamentos esportivos do Distrito Federal serão tomados por alegria e muita disposição nos próximos meses. Esse é o clima que embala a 66ª edição dos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF), competição que mobiliza estudantes das redes pública e privada de ensino em diversas modalidades esportivas, funcionando como qualificatória para as etapas nacionais. O evento, que acompanha a cidade desde a sua fundação, engaja a juventude em torno da prática desportiva, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de estudantes-atletas de diferentes idades.    Estudantes, educadores e autoridades participam da cerimônia de abertura da 66ª edição dos Jogos Escolares | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF O lançamento ocorreu no ginásio do Centro de Capacitação Física (Cecaf) do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), na última quarta-feira (13), com a presença de estudantes, educadores físicos, gestores e autoridades públicas. Na ocasião, a secretária interina de Educação do Distrito Federal, Iêdes Soares Braga, agradeceu o apoio de outras pastas e reforçou a importância da colaboração institucional para a execução do torneio. "Seria impossível se a gente não tivesse aqui o apoio da Secretaria de Esporte. Mais uma vez, muito obrigada pelo apoio da Câmara Legislativa, da Secretaria de Segurança Pública e de todas as demais secretarias. Muito obrigada a cada um de vocês”, destacou a gestora.  Além do crescimento técnico dos estudantes-atletas do Distrito Federal, o evento é um marco importante para a integração das escolas, contribuindo para a formação social, cultural e cidadã dos jovens. Na edição do ano passado, foram 18.950 discentes participando sendo aproximadamente 68% alunos da rede pública de ensino (13.049). Foram envolvidas ainda 372 instituições educacionais do DF, sendo 241 da rede pública, número equivalente a aproximadamente 65% das instituições participantes.    Nova edição dos Jogos Escolares traz adaptações no regulamento para garantir maior participação de estudantes paratletas  “Para além dessa competição, cada um de vocês sai daqui com um sentimento de parceria, de respeito, de companheirismo. É isso que a gente consegue no esporte, e esse é o nosso objetivo na Secretaria de Educação: que a gente tenha jogos escolares que sirvam, acima de tudo, para diminuir a evasão escolar, que promovam novos relacionamentos entre vocês, e que tragam na memória de cada um o exercício e o autoconhecimento”, ressaltou a secretária. A prática esportiva no ambiente escolar transcende a simples busca por medalhas. Ela atua como uma ferramenta pedagógica essencial que estimula a disciplina, o trabalho em equipe, a resiliência e a inteligência emocional. Ao proporcionar um ambiente de convivência saudável e de superação de desafios, os jogos ajudam a afastar os jovens de situações de vulnerabilidade, reforçando o compromisso da SEEDF com a educação integral e com a preparação dos estudantes para os desafios da vida em sociedade.    Secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga destacou que o esporte escolar atua como ferramenta de desenvolvimento cidadão A inclusão pelo esporte O Centro de Iniciação Desportiva Paralímpico (CIDP) de São Sebastião atua como núcleo de referência no acolhimento e desenvolvimento de estudantes-atletas do paradesporto no Distrito Federal. Para os educadores físicos da unidade, Alexandre Fachetti e Lucimar Neves, a competição tornou-se ainda mais inclusiva neste ano a partir de mudanças estratégicas no regulamento. "A novidade é que teremos duas competições paradesportivas, e estamos muito felizes com isso. Além das modalidades específicas do paradesporto, tivemos participação na natação convencional e, agora, no atletismo, levaremos nossos estudantes novamente para competir tanto na categoria regular quanto na adaptada", destaca Lucimar.  [LEIA_TAMBEM] Os professores defendem, ainda, que a mudança proporciona uma preparação mais robusta aos paratletas. "A inclusão nas modalidades regulares e a ampliação das competições de entrada, que passaram de uma para duas, representam um avanço excelente. Sem dúvida, os estudantes chegarão às Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, muito mais preparados e confiantes", ressalta Alexandre Fachetti.  Essas inovações visam a garantir que alunos com deficiência tenham espaços adequados e equitativos para demonstrar seus talentos, fortalecendo o poder transformador do esporte adaptado. Com a 66ª edição oficialmente iniciada, a expectativa é de arquibancadas cheias, superação de limites e a certeza de que o esporte escolar no Distrito Federal segue como um pilar fundamental para a cidadania, o bem-estar e a inclusão. *Com informações da SEEDF

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Programa Atendimento em Movimento chega ao Sol Nascente/Pôr do Sol

Instituído pela Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac), o projeto Atendimento em Movimento esteve presente nesta segunda-feira (11) no Sol Nascente/Pôr do Sol. A estrutura, montada na Avenida Trem Bão (Trecho 3), realizou mais de 20 atendimentos com o propósito central de facilitar o acesso da população aos serviços oferecidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Iniciado em 2024, o projeto já se consolidou como um canal direto entre governo e cidadão. Até o momento, registrou mais de 10 mil atendimentos, refletindo a importância de uma política pública baseada no diálogo e na presença territorial. O foco é levar informação, acolhimento e soluções imediatas à população.  Serviço ouve cidadãos em todas as 35 regiões administrativas do DF | Fotos: Divulgação / Seac-DF  Com uma equipe uniformizada e estrutura móvel composta por vans adaptadas, o projeto desloca-se até pontos estratégicos, garantindo agilidade e eficácia. A proposta é simples: estar onde o cidadão está. Serviços Oferecidos pela Seac: - Atendimento direto ao cidadão; - Esclarecimentos sobre serviços públicos; - Coleta de informações e demandas locais; - Encaminhamento de casos e articulação com outros órgãos do GDF.  Com atuação em todas as 35 Regiões Administrativas (RAs) do DF, o Atendimento em Movimento busca solucionar demandas por meio de articulações interinstitucionais, promovendo inclusão social e participação cidadã. “O Atendimento em Movimento representa o compromisso do governo em estar presente onde a população mais precisa. Cada visita é uma oportunidade de ouvir, acolher e construir soluções junto à comunidade. Nosso trabalho é guiado pelo respeito às realidades locais”, afirma a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz. Gestão Participativa  Essa atuação em campo permite que o governo tenha um panorama realista das necessidades locais, atuando com base na escuta ativa e no mapeamento de demandas para a construção de soluções personalizadas.  [LEIA_TAMBEM] Para João Antônio, morador da região, o serviço é fundamental: “É muito esclarecedor. Facilita o contato da comunidade com os órgãos do governo para tirar dúvidas essenciais. É uma forma de o governo mostrar que está mais perto da gente”. A administradora regional interina da RA, Michelle Aires, também destacou a iniciativa: “Nós da administração estamos sempre prontos para atender à comunidade; é nosso dever. Projetos como esse são fundamentais para mostrar que o GDF não só está presente, como busca aprimorar constantemente a prestação de serviços à população”. **Com informações da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol e da Seac-DF

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Projeto Pet ConVivência incentiva adoção de animais por escolas públicas

Muito além do ensino curricular, a escola é espaço fundamental para a transformação social e a formação de valores humanos. Reforçando esse compromisso, a assinatura da portaria conjunta, entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), institui o projeto Pet ConVivência e estrutura a presença de animais nas unidades escolares como uma prática pedagógica segura e orientada. O evento realizado nesta terça-feira (20) reuniu diretores de 58 escolas da rede pública que já convivem com pets nas respectivas unidades escolares, evidenciando que a presença de animais neste ambiente é uma realidade consolidada e, agora, reconhecida institucionalmente como ferramenta pedagógica. Com a presença dos pets nas escolas, as crianças poderão trabalhar valores como empatia e respeito à vida | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O Pet ConVivência propõe integrar os animais comunitários ao cotidiano escolar, fortalecendo valores essenciais à formação integral dos estudantes, como empatia, responsabilidade, respeito à vida e convivência ética. A iniciativa vai além do cuidado animal, utilizando essa convivência como estratégia para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã. Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a ser cuidadores ativos. Esse papel desenvolve a empatia e o senso de responsabilidade, uma vez que compreendem que aquele ser vivo depende da coletividade para estar bem. O resultado é um ambiente escolar mais humanizado, onde o cuidado com a vida torna-se o principal eixo da formação cidadã. Ganhos percebidos na prática  As experiências já vividas pelas escolas demonstram os impactos positivos da iniciativa. Milla, pet adotada pela Escola Classe (EC) 10 do Gama, reverbera o sucesso da ideia, surgida a partir de uma demanda interna da escola e evidenciando a necessidade de orientar e estruturar a convivência com animais no ambiente escolar.  A diretora da EC 10 do Gama, Edna Silva, afirma que a convivência com a cadela Milla transformou a rotina da unidade escolar Para a diretora da unidade, Edna Silva, o projeto trouxe ganhos significativos para o cotidiano escolar. “É um projeto que deu supercerto. Adotamos a Milla e ela foi um ganho muito grande para a nossa escola. Vimos um lado muito positivo, principalmente com alunos especiais. Os alunos adquiriram essa consciência do cuidado”, relatou. O projeto proporciona, ainda, uma integração entre o bem-estar animal e a educação inclusiva. No ambiente escolar, os pets atuam como reguladores emocionais, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). O contato com o animal funciona como uma âncora sensorial, reduzindo níveis de ansiedade e auxiliando na organização interna do aluno em momentos de sobrecarga. Essa transformação é visível no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, como relata a diretora Juliana Gomes de Assunção. “Temos hoje a Melissa, um pet de apoio aos autistas e às crianças em geral. Quando o estudante se desregula, ele chega próximo da gata e vai se acalmando, o que nos possibilita retomar o diálogo e a aprendizagem”, explica. Além do suporte pedagógico, a iniciativa foca em animais que enfrentam barreiras para adoção, como os de pelagem preta ou idosos, utilizando essa convivência para combater preconceitos e promover a empatia desde cedo. Acolhimento universal Os secretários Cristiano Cunha, de Proteção Animal, e Hélvia Paranaguá, da Educação, comemoraram a parceria entre as pastas O projeto também chama a atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o abandono animal e suas causas estruturais. Diante dos desafios do Distrito Federal com a superpopulação de cães e gatos, a escola torna-se um espaço estratégico de sensibilização para estudantes, famílias e a comunidade local, contribuindo para a ruptura desse ciclo. Para o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha, interromper o abandono exige o envolvimento de todos. “Cães e gatos foram para as ruas por ação ou omissão da própria sociedade. Envolver a escola nesse processo é compreender que essa é uma responsabilidade coletiva. A escola não é apenas uma instituição da comunidade, mas um de seus principais agentes transformadores”, destacou. O CEF 02 da Estrutural é um dos grandes exemplos de como o Projeto Pet ConVivência pode ressignificar realidades. A implantação de um gatil estruturado permitiu que a escola liderasse uma mudança de mentalidade na região, promovendo o acolhimento desses animais e consolidando uma nova cultura de cuidado que envolve estudantes, famílias e moradores. "Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa" Juliana Gomes, gestora do CEF 02 da Estrutural “Quando cheguei à escola, me deparei com gatos sendo jogados lá dentro. As crianças não sabiam lidar com eles. Então começamos a trabalhar que os gatos são seres que merecem cuidado e respeito. Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”, afirma Juliana Gomes, gestora da unidade precursora da ação.  Para ampliar o incentivo à adoção e acolhimento de animais pelas escolas, a SEEDF planeja o aporte de recursos específicos. Durante a oficialização da parceria, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, anunciou medidas para garantir o bem-estar dos animais adotados pelas escolas da rede. "Vamos propor uma bonificação do PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para as escolas que aderirem ao projeto. Esse recurso extra servirá para apoiar as escolas no cuidado a esses animais, como a compra de ração e a construção de estruturas de acolhimento", afirmou a secretária. Hélvia reforçou, ainda, que os animais são referência de amor e carinho e que a escola deve ser um reflexo desse cuidado. *Com informações das secretaria de Educação e de Proteção Animal

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Parceria reforça educação antirracista nas escolas da rede pública do DF

A construção de uma sociedade sem racismo começa na sala de aula. Para tornar esse compromisso uma ação contínua, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) recebeu, nesta segunda-feira (5), representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). A reunião formalizou uma parceria para fortalecer a aplicação da Lei Federal nº 10.639/2003, que garante o ensino da história e das culturas afro-brasileira e africana nas escolas. O encontro entre a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, e o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, reforçou a importância de ir além de ações isoladas e garantir que o tema racial esteja presente no currículo escolar de forma contínua. O objetivo é oferecer aos estudantes da rede pública uma formação que estimule a cidadania, o pensamento crítico e o respeito à diversidade. Secretária Hélvia Paranaguá recebe representantes da OAB-DF para alinhar estratégias de promoção da igualdade racial nas escolas | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Para a gestão da SEEDF, a parceria institucional é fundamental na ampliação do alcance das políticas públicas já em desenvolvimento. A educação antirracista não é apenas um cumprimento legal, mas uma ferramenta de justiça social que empodera a juventude e combate desigualdades históricas na base. “Educar para a equidade racial é plantar sementes de justiça para o futuro. Essa união de esforços com a OAB fortalece nossa missão de não apenas combater o racismo, mas de construir ativamente uma cultura escolar onde a história e a cultura afro-brasileira sejam protagonistas”, destacou a secretária Hélvia Paranaguá. Durante a reunião, representantes da OAB-DF ressaltaram a importância de monitorar o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A visão compartilhada pelas instituições é a de que garantir o ensino da história e da cultura afro-brasileira é cuidar do presente para transformar o futuro, assegurando que nenhuma criança cresça sem reconhecer o valor de sua própria história e identidade. Políticas em ação "Educar para a equidade racial é plantar sementes de justiça para o futuro" Hélvia Paranaguá, secretária de Educação O compromisso firmado dialoga diretamente com ações já implementadas pela secretaria. De acordo com dados recentes da pasta, a rede pública de ensino do Distrito Federal conta com mais de 377 projetos voltados à educação das relações étnico-raciais (ERER). Iniciativas como o projeto Taguatinga Plural, agraciado com o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, demonstram a potência pedagógica das escolas na valorização da diversidade. Além disso, a SEEDF regulamentou recentemente a Política Distrital de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola e Indígena (Portaria nº 1.313/2025). Essa normativa, somada à criação do Protocolo de Consolidação da Educação Antirracista, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), oferece diretrizes claras para que as unidades escolares atuem na prevenção e no enfrentamento ao racismo. Formação docente [LEIA_TAMBEM]Para que a teoria se concretize na prática, o investimento no capital humano é essencial. Por meio da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), a secretaria tem intensificado a oferta de percursos formativos. Entre 2006 e 2024, mais de 3.600 matrículas foram registradas em cursos sobre história e cultura afro-brasileira. Atualmente, formações como Educação para as Relações Étnico-Raciais e as Amefricanidades como Potência Pedagógica preparam professores para atuar como agentes multiplicadores dessa consciência em sala de aula. *Com informações da Secretaria de Educação do DF  

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