FAPDF lança chamada de iniciativa que apoia startups do DF e da Ride
De uma marca brasiliense de chocolates que começou com brownies vendidos na escola a uma feira digital que ajuda agricultores familiares a vender antes mesmo da colheita. De soluções biológicas para o cuidado ambiental nas cidades a plataformas voltadas para a segurança de mulheres viajantes, a saúde emocional materna e o desenvolvimento de ativos cosméticos a partir da biodiversidade do Cerrado. Essas são algumas das trajetórias que passaram pelo ecossistema de apoio a startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para ampliar esse impacto, a FAPDF lança, nesta terça-feira (30), o edital do 3º ciclo do programa Start BSB. A chamada pública tem como objetivo apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação apresentados por startups do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O terceiro ciclo do programa prevê investimento de mais de R$ 10 milhões e poderá selecionar até 100 projetos inovadores. Os recursos serão concedidos por meio de subvenção econômica, modalidade de apoio financeiro não reembolsável, ou seja, os valores não precisam ser devolvidos, desde que sejam aplicados conforme as regras previstas no edital. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride. A iniciativa busca apoiar o desenvolvimento de soluções, produtos, serviços e processos inovadores, contribuindo para a criação e o crescimento de negócios com potencial de impacto econômico, social e tecnológico. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride | Foto: Divulgação/FAPDF Além do apoio financeiro, as startups selecionadas contarão com atividades de capacitação, mentorias, acompanhamento técnico e ações de conexão com instituições, empresas e investidores. O objetivo é apoiar projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a estruturação inicial da ideia até a preparação para crescimento no mercado. Trajetórias que mostram o impacto do programa Entre as iniciativas apoiadas pelo Start BSB dos ciclos anteriores está a Exímio Cacau, marca brasiliense conduzida por jovens empreendedores que nasceu no ambiente escolar, com a venda de brownies e brigadeiros, e hoje reúne cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes. Com apoio do programa, a empresa estruturou a Exímio Lab, escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. Na agricultura familiar, a Óiaki se destaca como uma plataforma de comercialização digital, capacitação e inteligência artificial voltada a pequenos produtores rurais. A startup criou uma feira digital integrada ao WhatsApp e às redes sociais, permitindo que agricultores vendam diretamente aos consumidores, recebam pedidos e pagamentos antecipadamente e colham apenas aquilo que já está vendido. Com o apoio do Start BSB, a empresa validou seu modelo de negócio, iniciou a expansão nacional e cresceu 285% nos primeiros seis meses do programa. Na área ambiental, a Arbor Garden aposta em bioinsumos para levar soluções biológicas do campo para o ambiente urbano. A startup desenvolve produtos voltados para o fortalecimento de plantas, o cuidado com áreas verdes e o controle biológico de vetores como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Outro exemplo é o Sutiãs que Voam, plataforma colaborativa criada para tornar o turismo mais seguro e acolhedor para mulheres. A solução conecta viajantes a roteiros verificados e a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres, fortalecendo também a economia criativa local. A Mãe Borboleta também integra o conjunto de soluções apoiadas pelo programa. A startup propõe uma abordagem estruturada para ajudar mulheres a organizarem a rotina e cuidarem da saúde emocional, com conteúdos, comunidade, mentorias e eventos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna. Já a Biointech, criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade de Brasília (UnB), transforma conhecimento científico em soluções biotecnológicas. A startup desenvolve peptídeos bioinspirados em moléculas presentes no veneno de vespas do Cerrado, com aplicações voltadas à indústria de cosméticos. Essas trajetórias demonstram a diversidade de áreas atendidas pelo programa — agricultura familiar, alimentação, meio ambiente, turismo, saúde emocional, biotecnologia e economia criativa — e demonstram o papel da FAPDF no apoio a negócios inovadores capazes de transformar conhecimento, pesquisa e criatividade em soluções com impacto para a sociedade. Apoio em diferentes estágios O Start BSB está organizado em três eixos, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada projeto. O Eixo I, de ideação e desenvolvimento de habilidades, é voltado a iniciativas em fase inicial, que ainda estão estruturando a solução e desenvolvendo competências empreendedoras. Serão selecionados até 50 projetos, com apoio de R$ 53 mil para cada proposta contemplada. O Eixo II, de incubação e pré-aceleração, é destinado a startups que já estão desenvolvendo o modelo de negócio e validando a solução. Nessa etapa, serão selecionados até 30 projetos, com apoio de R$ 110 mil para cada proposta contemplada. Já o Eixo III, de aceleração, é voltado a startups em estágio mais avançado, que buscam fortalecer sua atuação, ampliar mercado e se preparar para receber investimentos. Serão selecionados até 20 projetos, com apoio de R$ 200 mil para cada proposta contemplada. Cada eixo também contará com bonificação para as startups mais bem classificadas, conforme o desempenho nas atividades previstas pelo programa. Como se inscrever Podem participar pessoas físicas ou empresas com projetos inovadores e vínculo com o Distrito Federal ou a Ride, conforme as regras do edital. No caso de pessoa física, se a proposta for aprovada, será necessário constituir empresa com sede no DF ou na Ride para a contratação e o recebimento dos recursos. As empresas participantes devem atender aos critérios previstos na chamada pública, incluindo sede e administração no DF ou na Ride, documentação regular e proposta compatível com as áreas apoiadas pelo programa. O edital contempla projetos em áreas como agronegócio, cidades inteligentes e sustentáveis, construção civil, economia circular, defesa, jogos eletrônicos, economia criativa, educação, energia, serviços financeiros, saúde, biotecnologia, bioeconomia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura avançada, microeletrônica, nanotecnologia, realidade aumentada, realidade virtual, governo digital, serviços, logística e demais tecnologias emergentes. As inscrições deverão ser realizadas pelo site oficial do Programa Start BSB, de 10 de julho a 3 de setembro. O resultado preliminar está previsto para 24 de setembro. O período para apresentação de recursos será nos dias 28 e 29 de setembro, e o resultado final está previsto para 15 de outubro. Após a divulgação do resultado final, os selecionados deverão cumprir as etapas de envio de documentação, constituição de empresa, quando necessário, e contratação junto à FAPDF, conforme os prazos estabelecidos no edital. Clique aqui e acesse o edital completo. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto apoiado pela FAPDF desenvolve tecnologia para controle de voo de foguetes
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) incentiva o desenvolvimento de uma tecnologia considerada estratégica para o setor aeroespacial brasileiro: o sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes. A pesquisa é realizada na Universidade de Brasília (UnB), no Laboratório de Propulsão Química (CPL), sob coordenação do professor Olexiy Shynkarenko. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil. A proposta tem como objetivo desenvolver e testar um sistema compacto de vetorização de empuxo em nível de maturidade tecnológica TRL 4, que corresponde à validação de componentes em ambiente de laboratório. Na prática, o empuxo é a força de propulsão gerada pelo motor para impulsionar o foguete. O sistema de vetorização de empuxo permite controlar a direção dessa força, corrigindo e orientando a trajetória durante o voo. Essa tecnologia é fundamental para veículos suborbitais, foguetes de sondagem e futuras aplicações em sistemas espaciais mais complexos. Segundo o professor Olexiy Shynkarenko, coordenador do projeto e do Laboratório de Propulsão Química da UnB, a equipe já dominava estudos de propulsão híbrida em motores de pequeno porte. O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo, conhecido pela sigla TVC, foi o passo seguinte para avançar da propulsão estática para o controle ativo de voo. “A capacidade de controlar a trajetória é o que viabiliza veículos espaciais guiados”, destaca o pesquisador. A tecnologia tem importância estratégica porque o controle de voo é uma das etapas mais sensíveis do desenvolvimento aeroespacial. Em situações de baixa velocidade ou em ambientes de vácuo, por exemplo, o controle por superfícies aerodinâmicas não é suficiente. Nesses casos, direcionar o empuxo do motor se torna essencial para manter a trajetória planejada. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil | Fotos: Divulgação/FAPDF Além do impacto científico, o domínio dessa tecnologia também contribui para a soberania tecnológica do país. De acordo com o pesquisador, sistemas desse tipo costumam ter acesso restrito no mercado internacional, o que reforça a necessidade de desenvolver soluções nacionais para reduzir a dependência de fornecedores externos. Da simulação ao teste em laboratório O projeto envolve diferentes etapas de pesquisa, desenvolvimento e validação. O trabalho começa com cálculos estruturais e simulações computacionais, usados para prever o comportamento do fluxo de gases, das temperaturas e dos esforços mecânicos envolvidos. Depois, a equipe desenvolve a parte mecânica do sistema, realiza a prototipagem e faz testes de integração com eletrônica e atuadores. Na etapa final, o sistema é acoplado a um motor de foguete em bancada de testes, permitindo a realização de ensaios em condições próximas às necessárias para validar a tecnologia em ambiente laboratorial. Esse processo é o que caracteriza o avanço do projeto para o TRL 4, nível que indica a validação de um componente em laboratório. Outro ponto importante é a preocupação em utilizar materiais, componentes e capacidades industriais disponíveis no Brasil. A equipe priorizou componentes comerciais, ligas metálicas de fácil acesso e processos convencionais de fabricação, de forma a tornar o sistema mais viável para produção nacional e reduzir gargalos de importação. Impacto para o Distrito Federal e para o setor aeroespacial O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo pode fortalecer a posição do Brasil no setor aeroespacial ao permitir que projetos nacionais avancem da fabricação de componentes isolados para a engenharia de sistemas integrados. A pesquisa também pode abrir oportunidades para empresas nacionais, startups e indústrias de alta tecnologia. Isso porque o sistema envolve áreas como atuadores eletromecânicos, aquisição de dados, algoritmos de controle e integração mecatrônica, conhecimentos que também podem ser aplicados em automação, robótica e sistemas de posicionamento de precisão. Para o Distrito Federal, o projeto contribui diretamente para a formação de recursos humanos qualificados, especialmente na área de Engenharia Aeroespacial da UnB. A proposta também tem potencial para ampliar a produção científica, gerar cooperações com empresas do setor e fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação local. Sistema de vetorização de empuxo desenvolvido para controle de voo de foguetes. O apoio da FAPDF foi essencial para que a pesquisa avançasse. O fomento possibilitou a ampliação da infraestrutura do Laboratório de Propulsão Química da UnB e inseriu o Distrito Federal em atividades práticas de desenvolvimento de subsistemas aeroespaciais. Para o professor Olexiy, o investimento permitiu elevar a pesquisa a um novo patamar. “O fomento da FAPDF viabilizou a infraestrutura necessária para elevar a pesquisa de vetorização de empuxo à fase de testes físicos”, afirma. Segundo o pesquisador, atualmente a UnB se destaca por trabalhar com sistemas de vetorização de empuxo de dois graus de liberdade, o que amplia a capacidade de controle e coloca a universidade em posição relevante entre instituições brasileiras que atuam na área. Estratégia para o setor O avanço da pesquisa também se conecta a um movimento mais amplo de fortalecimento do setor aeroespacial no Distrito Federal. Na última semana, foi lançado oficialmente o hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB), durante o SpaceBR Show 2026, realizado em São Paulo. A iniciativa, que tem a FAPDF e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, busca ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. O hub foi criado como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta reforça o ambiente de inovação no qual pesquisas como a de vetorização de empuxo estão inseridas, contribuindo para consolidar o Distrito Federal como um dos polos estratégicos do setor aeroespacial no país. Próximos passos A base técnica desenvolvida no projeto já começa a ser incorporada em novas pesquisas do laboratório. Um dos desdobramentos é o projeto SARA v3, apoiado pelo CNPq, que prevê um motor híbrido de 1 kN f, ou seja, com força de propulsão equivalente, aproximadamente, ao peso de 100 kg na Terra. A experiência acumulada com o apoio da FAPDF permitiu que esse novo motor fosse concebido já com suporte estrutural para vetorização de empuxo, preparando a tecnologia para futuras etapas de qualificação em bancada e integração em veículos experimentais. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Pesquisa apoiada pela FAPDF desenvolve aplicativo para orientar alimentação segura de pessoas idosas
Comer, engolir e se comunicar são ações presentes na rotina, mas podem se tornar mais desafiadoras com o envelhecimento ou após eventos como o acidente vascular encefálico (AVE). Alterações nessas funções podem afetar a saúde, a interação social e a independência da pessoa idosa. Para compreender melhor esse cenário, a Universidade de Brasília (UnB) desenvolve a pesquisa Comunicação, Cognição, Deglutição, Alimentação, Independência Funcional e Perfil Molecular de Idosos, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning, com investimento de R$ 500 mil. A iniciativa é coordenada por Cristina Lemos Barbosa, professora adjunta do curso de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB/FCE), com atuação nas áreas de disfagia, voz e qualidade de vida. Mestre em fisiopatologia experimental e doutora em ciências, também é membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) e da Dysphagia Research Society (DRS). O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição (termo usado para se referir ao ato de engolir). Quando há dificuldade nesse processo, chamada de disfagia, a pessoa pode apresentar riscos como desnutrição, desidratação e pneumonias aspirativas. “A alimentação segura é um dos pilares da saúde e da qualidade de vida. Dificuldades para mastigar ou engolir aumentam o risco de desnutrição, desidratação, pneumonias aspirativas e hospitalizações”, explica Cristina. Segundo a coordenadora, esses problemas podem afetar especialmente idosos mais frágeis e vulneráveis, mas muitas vezes passam despercebidos. Na prática, a pesquisa realiza avaliações clínicas padronizadas da cognição, independência funcional, força muscular, tosse, força de língua e segurança e eficiência da deglutição. O projeto também analisa marcadores moleculares em pacientes nas primeiras 72 horas após o AVE, com o objetivo de compreender como fatores biológicos podem influenciar a recuperação e a reabilitação. O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição | Foto: Divulgação/FAPDF Um dos principais resultados esperados é o desenvolvimento de um aplicativo em formato de jogo educativo, conhecido como Serious Game. A ferramenta será voltada à orientação de pessoas idosas, familiares e cuidadores sobre alimentação segura e eficiente. De acordo com Cristina, a ideia surgiu da necessidade de ampliar o acesso a informações confiáveis e baseadas em evidências. “Muitas complicações relacionadas à deglutição poderiam ser prevenidas com informação adequada. O formato de jogo educativo torna o aprendizado mais interativo, favorecendo o engajamento de idosos, familiares e cuidadores”, afirma. O aplicativo será desenvolvido a partir dos dados obtidos nas primeiras etapas da pesquisa, que avaliam adultos e idosos após acidente vascular encefálico (AVE), além de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade acompanhadas por serviço de gerontologia. A proposta é que a ferramenta considere as capacidades cognitivas, funcionais e físicas dos usuários, com linguagem clara, acessibilidade e facilidade de uso. A identificação precoce de dificuldades relacionadas à alimentação, deglutição ou cognição pode ajudar a reconhecer fatores de risco antes que ocorram complicações mais graves. Com isso, o projeto busca contribuir para intervenções mais oportunas, melhor planejamento do cuidado e preservação da independência funcional. Segundo a coordenadora, o apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar uma pesquisa interdisciplinar que integra assistência, ciência e inovação. Além de apoiar o desenvolvimento da tecnologia, o projeto contribui para a formação de estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, fortalecendo a produção científica no Distrito Federal. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Divulgado resultado final do Programa Centelha 3 DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado final do Programa Centelha 3 DF. Ao todo, 47 projetos foram aprovados na classificação geral da iniciativa, que incentiva a criação de empreendimentos inovadores e fortalece o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal. Ao todo, serão destinados mais de R$ 4,7 milhões à concessão de subvenção econômica à inovação para apoio às propostas aprovadas. Desse total, pouco mais de R$ 3 milhões são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/Finep), enquanto cerca de R$ 1,7 milhão corresponde à contrapartida da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Os recursos serão concedidos a até 47 projetos de inovação, com valor unitário de até aproximadamente R$ 101 mil, conforme a disponibilidade orçamentária prevista no edital. Além disso, cada projeto poderá contar com até R$ 50 mil para concessão de Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os recursos serão concedidos a até 47 projetos de inovação, com valor unitário de até R$ 100.968,95, conforme a disponibilidade orçamentária prevista no edital. Além disso, cada projeto poderá contar com até R$ 50 mil para concessão de Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ao todo, serão destinados mais de R$ 4,7 milhões à concessão de subvenção econômica à inovação para apoio às propostas aprovadas | Foto: Divulgação/FAPDF Entre os projetos aprovados estão soluções voltadas a áreas como inteligência artificial e machine learning, tecnologia social, impacto socioambiental, nanotecnologia, automação, biotecnologia e genética, blockchain, internet das coisas, manufatura avançada, química e novos materiais, design, mecânica e mecatrônica. A diversidade das propostas evidencia a capacidade do ecossistema local de gerar soluções para diferentes setores da sociedade, com aplicações em saúde, meio ambiente, educação, agricultura, acessibilidade, gestão pública, sustentabilidade, economia digital e inclusão social. No resultado final, os projetos aprovados contemplam diferentes localidades do DF, reforçando o papel do programa na descentralização das oportunidades de inovação. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o resultado final do Centelha 3 DF mostra a força criativa e empreendedora do Distrito Federal. "São projetos que nascem de problemas reais, em áreas estratégicas para a sociedade, e que agora terão a oportunidade de avançar com mais estrutura, orientação e apoio. O papel da FAPDF é justamente esse: criar condições para que boas ideias saiam do papel, ganhem maturidade e possam se transformar em negócios de base tecnológica com impacto econômico e social”, afirma Leonardo. Sobre o Programa Centelha O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros na modalidade de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte à estruturação dos empreendimentos. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação Certi. No Distrito Federal, o programa é executado pela FAPDF. A lista final dos projetos aprovados e suplentes está disponível no site da FAPDF. Clique aqui e acesse o resultado final.
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Startup Mãe Borboleta aposta em tecnologia para ajudar mulheres a organizar rotina e a cuidar da saúde emocional
A sobrecarga materna faz parte da rotina de muitas mulheres e, por muito tempo, foi tratada como algo natural. Cada vez mais esse tema tem ganhado visibilidade — inclusive no campo da inovação. É nesse contexto que surge a Mãe Borboleta, startup do Distrito Federal desenvolvida com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma abordagem estruturada para apoiar mães na organização da rotina e no cuidado com a saúde emocional. O que é ser uma “mãe borboleta”? O conceito que dá nome à startup traduz a proposta central do método: olhar para a maternidade de forma mais equilibrada, considerando não apenas o cuidado com os filhos, mas também o bem-estar e a identidade da mulher. “Ser uma mãe borboleta não é sobre ter tudo perfeito. É sobre aprender a cuidar de si sem culpa, fortalecer a autoestima e organizar a rotina de um jeito que a mulher também caiba nela. É sair da sobrecarga e descobrir leveza mesmo em meio ao caos”, afirma Suellen Martins. Quando a experiência pessoal vira inovação A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade. “A startup nasceu para preencher a lacuna entre o cuidado clínico mental e a vida prática, combatendo a invisibilidade materna e o esgotamento”, ressalta. Com formação voltada à saúde mental materna e atuação na área de saúde da mulher, a fundadora identificou uma carência importante: muitas mães não encontram suporte contínuo após o parto e ao longo dos desafios da maternidade. A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade | Fotos: Divulgação/FAPDF Foi a partir dessa percepção que surgiu o Método Mãe Borboleta, estruturado para apoiar mulheres no enfrentamento da sobrecarga emocional e organizacional. Do acolhimento presencial ao site O que começou com atendimentos individuais e encontros presenciais evoluiu para uma solução digital. Ao perceber que os resultados eram replicáveis, a startup estruturou um ecossistema acessível a mais mulheres. Hoje, a Mãe Borboleta reúne, em uma única plataforma: - conteúdos em áudio, vídeo e texto - comunidade segmentada - mentorias - agenda de eventos O diferencial está no foco: mais do que produtividade, a proposta é trabalhar a saúde emocional como base para reorganizar a rotina. A proposta da startup dialoga com movimentos globais voltados à maternidade consciente e ao enfrentamento do esgotamento parental. Ao integrar saúde mental e tecnologia, a solução busca ajudar mães a se reconectarem com sua identidade, longe das pressões e idealizações das redes sociais. Na prática, isso se traduz em um ambiente digital de escuta ativa e troca segura entre usuárias, inspirado na experiência dos encontros presenciais. Um método estruturado para sair da sobrecarga Base da solução, o Método Mãe Borboleta é composto por sete passos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna, combinando aspectos emocionais e práticos da rotina. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança Entre os pilares do método estão o desenvolvimento da autoresponsabilidade, a organização da rotina, o fortalecimento do autoconhecimento e a priorização do autocuidado — elementos que, segundo a fundadora, são essenciais para promover equilíbrio e bem-estar na maternidade. “O primeiro passo é a autoresponsabilidade — não pelo que acontece, mas pela forma como a mãe reage. Ao longo do processo, ela aprende a se priorizar, acolher o tempo da transformação e entender que sempre é possível recomeçar”, explica Suellen Martins. Crescimento e apoio à inovação A Mãe Borboleta opera com um modelo híbrido, que inclui assinatura da comunidade digital, mentorias, eventos e conteúdos editoriais. O público é formado, principalmente, por mulheres que buscam equilibrar carreira, autocuidado e maternidade, muitas delas empreendedoras ou profissionais liberais. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança. O apoio da FAPDF, por meio do programa Start BSB — iniciativa voltada ao fomento de startups inovadoras no Distrito Federal — foi decisivo para a estruturação e escalabilidade da solução. A Mãe Borboleta integra o Eixo I do programa, voltado à ideação e validação de modelos de negócio inovadores. O programa é executado em parceria com a Finatec, responsável por oferecer suporte técnico e estratégico às startups participantes. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Mãe Borboleta evidenciam o papel estratégico da inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no avanço de soluções voltadas à saúde da mulher. “Fortalecer o empreendedorismo feminino no Distrito Federal é uma prioridade, porque sabemos que, quando mulheres inovam, elas não apenas criam negócios, mas transformam realidades sociais inteiras. Quando olhamos para soluções como a Mãe Borboleta, vemos a tecnologia sendo aplicada de forma sensível e estratégica para enfrentar desafios reais da saúde da mulher, especialmente no campo da saúde mental materna”, afirma Reisman. Para Suellen, “o programa [Start BSB] permitiu estruturar a visão de negócio, superar desafios de modelagem e nos deu a validação institucional necessária para escalar a solução”. Próximos passos Entre os próximos passos, a startup prevê a ampliação da plataforma com novas funcionalidades e a expansão de suas ações para alcançar mais mulheres em diferentes contextos. A iniciativa também avança para outras frentes. O método deu origem ao livro Mãe Borboleta, com lançamento previsto para maio de 2026, ampliando o acesso ao conteúdo desenvolvido pela startup e fortalecendo sua proposta de apoiar mulheres em diferentes fases da maternidade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Tremores do Parkinson podem ser reduzidos com tecnologia inovadora
No contexto do Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante chamar atenção para os impactos dos tremores causados pela doença, que vão muito além de um sintoma clínico — eles afetam diretamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a condição, dificultando tarefas simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou se alimentar. Foi a partir dessa realidade que surgiu uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública BIO Learning, vinculada ao Programa FAPDF Learning (2023). A pesquisa é coordenada pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, que lidera uma equipe multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento da solução. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer mais autonomia e qualidade de vida às pessoas com Parkinson, por meio de uma solução tecnológica que acompanhe a evolução dos tremores ao longo do tempo”, destaca a coordenadora do projeto. A iniciativa resultou em um dispositivo vestível — ou seja, que pode ser utilizado diretamente no corpo — capaz de reduzir esses movimentos involuntários de forma inteligente e adaptável. Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto) Como funciona o dispositivo inteligente A tecnologia é baseada em estruturas chamadas metamateriais inteligentes — materiais projetados para responder de forma específica a determinados estímulos, como vibrações e movimentos. Esse tipo de material já é utilizado em tecnologias que controlam ondas sonoras, vibrações mecânicas e até na engenharia aeroespacial para reduzir impactos e ruídos. No caso do Parkinson, os tremores acontecem em frequências específicas, como um “ritmo” repetitivo do movimento involuntário. O dispositivo atua exatamente nessas frequências, funcionando como um filtro que reduz a intensidade dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. Além disso, o sistema conta com sensores capazes de registrar os padrões de movimento do paciente, permitindo acompanhar a evolução da doença e gerar dados que podem apoiar decisões clínicas. Um dos diferenciais está no uso de materiais piezoelétricos, capazes de transformar movimento em energia elétrica. Na prática, isso permite que o próprio dispositivo aproveite a energia gerada pelos tremores para alimentar seus sistemas internos, tornando a tecnologia mais eficiente. Diferencial em relação às soluções atuais As órteses tradicionais geralmente utilizam estruturas rígidas ou mecanismos passivos que limitam o movimento e precisam ser substituídas conforme a progressão da doença. A proposta do projeto é oferecer uma solução mais leve, adaptável e programável, capaz de acompanhar as mudanças nos padrões de tremor sem necessidade de troca constante do dispositivo. Outro avanço importante é a possibilidade de monitoramento contínuo, algo que ainda não está amplamente disponível nas soluções existentes no mercado. Os testes em laboratório já demonstram resultados promissores, com redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em faixas de baixa frequência — um dos principais desafios nessa área. Impacto direto na qualidade de vida Se chegar ao mercado, a tecnologia pode representar um avanço significativo no cuidado com pacientes com Parkinson, permitindo maior estabilidade e segurança na realização de atividades cotidianas. “Nosso principal objetivo é devolver autonomia às pessoas, permitindo que elas realizem tarefas simples do dia a dia com mais segurança e confiança”, destaca a coordenadora do projeto. Além disso, o projeto já conta com pedidos de patente, evidenciando seu potencial inovador e sua relevância no cenário científico e tecnológico. Formação de talentos e geração de inovação A iniciativa também se destaca pela formação de recursos humanos qualificados, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa, desenvolvimento de protótipos e experimentação. Com investimento de R$ 1 milhão da FAPDF, o projeto busca avançar no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL), escala que mede o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, desde os estágios iniciais até sua aplicação no mercado. Atualmente, a solução encontra-se no nível TRL 4 — fase de validação em laboratório — e tem como objetivo avançar para os níveis 5 e 6, que envolvem testes mais avançados e aproximação da aplicação prática. Apoio da FAPDF e próximos passos O apoio da FAPDF tem sido fundamental para viabilizar o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a aquisição de equipamentos, a estruturação de laboratório e a formação da equipe. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto avançasse do campo teórico para uma aplicação mais próxima da realidade”, destaca a coordenadora. “O fomento permitiu investir em infraestrutura, desenvolver protótipos e formar uma equipe qualificada para transformar essa pesquisa em uma solução concreta.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Startup desenvolve ativos para cosméticos a partir do veneno de vespas do Cerrado
O que o veneno de uma vespa do Cerrado pode ter a ver com cuidados com a pele? Para pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), a resposta está na biotecnologia. A partir de estudos sobre moléculas presentes nesses insetos, nasceu a Biointech, uma startup que transforma descobertas científicas em ativos para cosméticos. Criada a partir de pesquisas realizadas na Universidade de Brasília e fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do programa Start BSB, a empresa desenvolve peptídeos bioinspirados capazes de dar origem a novos ingredientes para a indústria de cosméticos. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Biointech demonstram o potencial da ciência para gerar inovação e desenvolvimento econômico. “Quando apoiamos a pesquisa científica, também abrimos caminho para o surgimento de novas tecnologias e empresas capazes de transformar conhecimento em soluções para a sociedade”, destaca. Da pesquisa científica ao nascimento da startup A história da Biointech começa no laboratório de neurofarmacologia da UnB, onde a professora Márcia Mortari pesquisava venenos de marimbondos em busca de novas moléculas capazes de tratar epilepsia refratária, um tipo da doença que não responde aos medicamentos disponíveis. Durante essas pesquisas surgiu uma molécula promissora chamada Neurovespina, que despertou o interesse em levar aquela descoberta científica para além do ambiente acadêmico. Foi nesse momento que surgiu a parceria que daria origem à Biointech. Pesquisas conduzidas no laboratório da Universidade de Brasília deram origem à Biointech | Foto: Divulgação/Biointech “Um dia, o João entrou na minha sala e perguntou se eu precisava de alguma coisa. Eu respondi que precisava de um sócio”, lembra Márcia Mortari, pesquisadora da UnB e cofundadora da startup. A partir desse encontro, Márcia uniu-se ao empreendedor João Davison Silva Ramalho, com quem fundou a Biointech em 2016, empresa criada para transformar descobertas científicas em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. “A Biointech nasceu com o propósito de transformar ciência de laboratório em soluções reais para pacientes e para a sociedade”, afirma João Davison Silva Ramalho, cofundador da empresa. O início dessa trajetória contou com o suporte financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Seleção Pública de Propostas para Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico ou de Inovação em Empresas Emergentes de Base Tecnológica — Startups Brasília, que contribuiu para impulsionar o desenvolvimento da empresa e a transformação da pesquisa acadêmica em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. Hoje, a Neurovespina já apresenta resultados promissores. Em parceria com o Hospital Veterinário da UnB, seis cães com epilepsia refratária estão sendo tratados com a molécula e apresentam controle total das crises. Biotecnologia inspirada na biodiversidade Com o avanço das pesquisas, a Biointech ampliou sua atuação e passou a explorar também aplicações na área cosmética. A empresa desenvolve peptídeos bioinspirados no veneno de vespas do Cerrado, capazes de atuar como ingredientes ativos em formulações para cuidados com a pele. Essas moléculas não são extraídas diretamente dos animais. A partir do estudo das substâncias presentes na natureza, os pesquisadores desenham versões seguras e eficientes em laboratório, produzidas por síntese química a partir de aminoácidos de origem vegetal. O processo garante maior controle, segurança e escalabilidade na produção. Dessa pesquisa, surgiu a Linha Tekohá, composta por cinco ativos biotecnológicos voltados para aplicações como tratamento de acne, redução de linhas de expressão, melasma, olheiras e inchaço na região dos olhos. Para João Davison Silva Ramalho, o diferencial da empresa está justamente na conexão entre ciência e inovação. “Nosso trabalho é pegar uma descoberta científica e transformá-la em tecnologia aplicada, criando ingredientes inovadores a partir de moléculas inspiradas na biodiversidade brasileira”, explica. Pesquisas da Biointech também resultam em soluções voltadas à saúde, com aplicações em estudos sobre epilepsia | Foto: Divulgação/Biointech O desenvolvimento dessas soluções também é impulsionado pela participação da Biointech no programa Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal voltada ao fortalecimento de startups inovadoras. No programa, a empresa é acelerada pela Cotidiano Aceleradora (Cooti), o que contribui para o amadurecimento do modelo de negócio e para a aproximação da startup com o mercado. Ciência, inovação e mercado Atualmente, o modelo de negócio da Biointech é predominantemente B2B (empresa para empresa), com foco no desenvolvimento e fornecimento de soluções biotecnológicas para empresas do setor cosmético, farmácias de manipulação e laboratórios de pesquisa. Além de comercializar seus próprios ativos, a startup também desenvolve peptídeos personalizados sob demanda, permitindo que empresas criem ingredientes exclusivos para novos produtos. A empresa também atua no desenvolvimento de soluções biotecnológicas e na distribuição de insumos utilizados por centros de pesquisa e laboratórios. Nos últimos anos, a Biointech tem ampliado sua presença no ecossistema de inovação, participando de eventos e feiras nacionais e internacionais do setor, como In-Cosmetics, In Beauty Portugal, Inova Sebrae e Campus Party, espaços voltados à conexão com parceiros, empresas e investidores. A empresa também vem expandindo suas frentes de pesquisa. Um dos projetos mais recentes envolve o desenvolvimento de um peptídeo com aplicação no setor agro, financiado pela Finep em parceria com o Ideelab. Para os próximos anos, a Biointech pretende ampliar sua capacidade de síntese de peptídeos em escala industrial e fortalecer seu papel como ponte entre universidade e indústria, contribuindo para transformar conhecimento científico em inovação tecnológica e novos produtos para o mercado. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Sai o resultado da primeira fase do Programa Centelha DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulga o resultado da Fase 1 do Programa Centelha no Distrito Federal. Ao todo, 200 ideias inovadoras avançam para a Fase 2 da iniciativa, que apoia a transformação de ideias em negócios de base tecnológica. Nesta edição, o programa registrou, só no DF, 692 projetos submetidos, apresentados por 1.554 empreendedores cadastrados. O volume de propostas demonstra a mobilização do ecossistema local e o interesse de empreendedores em estruturar soluções inovadoras com potencial de mercado. As propostas foram submetidas por proponentes de 30 regiões administrativas, alcançando 88% do território do Distrito Federal, o que evidencia capilaridade e abrangência da iniciativa. As propostas contemplam ampla diversidade de setores estratégicos. Entre as temáticas mais recorrentes estão inteligência artificial e machine learning, impacto socioambiental e tecnologia social, refletindo alinhamento às agendas contemporâneas de transformação digital, inovação sustentável e desenvolvimento social. Arte: FAPDF A maioria das ideias foi apresentada por equipes de pequeno porte, característica comum de empreendimentos em estágio inicial de maturação, indicando forte protagonismo de empreendedores individuais e pequenos times na construção de novos negócios inovadores. Sobre o Programa Centelha O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros na modalidade de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte à estruturação dos empreendimentos. Em sua terceira edição, o programa prevê investimento de R$ 155 milhões em todo o país, com expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Acesse o resultado clicando aqui. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Educa.Conecta: projeto leva internet e inclusão digital a escolas rurais do DF
Promover a inclusão digital e fortalecer a educação pública em áreas mais afastadas do Distrito Federal são desafios que exigem soluções estruturantes, baseadas em ciência, inovação e políticas públicas eficazes. Nesse contexto, o projeto Educa.Conecta se destaca como uma iniciativa que alia pesquisa aplicada, tecnologia e impacto social, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa foi desenvolvida por meio do edital Demanda Induzida (2021) da FAPDF, voltado ao fomento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação em áreas estratégicas, como ciência, tecnologia da informação, gestão pública e governo digital. O edital tem como foco apoiar projetos com potencial de gerar impacto social e subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Executado pela Universidade Católica de Brasília (UCB) sob a coordenação do professor doutor Carlos Enrique Carrasco Gutierrez, o Educa.Conecta tem como objetivo levar conectividade digital, energia sustentável e infraestrutura tecnológica a escolas públicas rurais do DF, criando condições para a ampliação do acesso às tecnologias da informação, a inovação pedagógica e a melhoria do desempenho educacional dos estudantes. Inclusão digital como estratégia de fortalecimento da educação A proposta do Educa.Conecta surgiu a partir da identificação de desafios relacionados ao acesso à internet e às tecnologias digitais no ambiente escolar, especialmente em unidades localizadas em áreas rurais. De acordo com Carlos Enrique, a experiência do ensino remoto implementado em 2020, durante a pandemia da covid-19, reforçou a importância da conectividade como elemento essencial para o processo educacional. Equipe técnica e pesquisadores em reunião de planejamento e acompanhamento das ações do projeto Educa.Conecta | Foto: Divulgação/Educa.Conecta “A conectividade e o acesso a recursos digitais são hoje componentes fundamentais para ampliar as possibilidades de aprendizagem e apoiar o trabalho pedagógico nas escolas”, destaca. Ao direcionar suas ações para escolas rurais, o projeto adota uma abordagem orientada à equidade, levando soluções tecnológicas a regiões que apresentam maiores desafios de infraestrutura e acesso, contribuindo para a ampliação de oportunidades educacionais. Tecnologia integrada à rotina escolar A implementação do Educa.Conecta teve início com a instalação de um laboratório tecnológico autossustentável nas escolas participantes. O espaço é equipado com computadores de alto desempenho, acesso à internet, garantindo autonomia energética e funcionamento contínuo dos equipamentos. Com a implantação da infraestrutura, a tecnologia passou a integrar a rotina escolar. Os alunos passaram a ter acesso regular ao laboratório, enquanto os professores incorporaram gradualmente o uso do espaço aos planos de aula. Diferentes disciplinas passaram a utilizar recursos digitais como apoio às atividades pedagógicas, ampliando as possibilidades de ensino e aprendizagem. Internet via satélite, energia sustentável e aprimoramento educacional Para assegurar conectividade em regiões onde a banda larga convencional não está disponível, o projeto adotou a internet via satélite, garantindo alcance, estabilidade e qualidade de sinal, independentemente da localização geográfica das escolas. Além disso, foram implantados sistemas de energia solar fotovoltaica, com baterias de alta capacidade, que asseguram o funcionamento dos equipamentos mesmo em locais com fornecimento elétrico instável. A solução contribui para a sustentabilidade ambiental e pode gerar redução de custos operacionais para as escolas. O Educa.Conecta também contempla ações de capacitação em iniciação digital para alunos e professores. As atividades são estruturadas a partir de diagnósticos prévios e organizadas de forma progressiva. Para os estudantes, as oficinas envolvem desde a familiarização com o computador até o uso da internet para pesquisas e acesso a conteúdos educacionais. Para os docentes, a formação combina capacitação técnica e pedagógica, apoiando a integração das tecnologias digitais ao processo de ensino-aprendizagem. Essas ações têm contribuído para maior engajamento dos alunos, diversificação das metodologias de ensino e fortalecimento das competências digitais da comunidade escolar. Impactos educacionais e sociais Com a chegada da conectividade e dos recursos digitais, o cotidiano escolar passou a incorporar novas práticas pedagógicas, como pesquisas online, uso de conteúdos multimídia e atividades interativas. Professores ampliaram suas estratégias de ensino, e os alunos demonstraram maior interesse e participação nas atividades escolares. Embora a conectividade esteja concentrada no ambiente escolar, os efeitos do projeto também se refletem nas famílias, a partir do fortalecimento do vínculo entre escola, estudantes e comunidade. A médio e longo prazos, a iniciativa tem potencial para contribuir com a melhoria do desempenho educacional, a permanência dos estudantes na escola e o fortalecimento da escola como espaço de inovação e inclusão digital. Além da implantação da infraestrutura, o projeto conta com uma estratégia consistente de monitoramento e avaliação de impacto, com produção de relatórios técnicos e artigos científicos que analisam os efeitos da conectividade digital sobre o desempenho educacional e indicadores socioeconômicos das comunidades atendidas. [LEIA_TAMBEM]Essa produção científica fortalece o caráter replicável do projeto e contribui para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à inclusão digital na educação, alinhando pesquisa, inovação e tomada de decisão baseada em evidências. Segundo o coordenador do Educa.Conecta, Carlos Enrique Carrasco Gutierrez, o fomento da Fundação foi decisivo para transformar a proposta em uma solução concreta para a educação pública rural. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto saísse do campo conceitual e se materializasse nas escolas. Sem esse investimento público, seria inviável implantar uma infraestrutura tecnológica desse porte, garantir conectividade estável e realizar o acompanhamento técnico e científico necessário para avaliar os impactos da iniciativa”, destaca. Com base nos resultados já observados, há expectativa de ampliação do Educa.Conecta para outras escolas e regiões do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), fortalecendo a inclusão digital como eixo estruturante da educação pública e ampliando o alcance das políticas públicas baseadas em evidências. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Divulgado edital do 5º Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação com premiação individual de até R$ 12 mil
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança, nesta quinta-feira (29), o edital do 5º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2026, a premiação é direcionada exclusivamente a projetos fomentados pela fundação e vai conceder prêmios individuais de até R$ 12 mil, conforme a categoria. Com o tema "A ciência está em todo lugar", o prêmio busca fortalecer a popularização da ciência no Distrito Federal e reconhecer talentos e iniciativas que geram impacto real no cotidiano da população. A proposta é mostrar ao público que a ciência está presente nas ações mais comuns do dia a dia, da água que chega limpa à torneira à vacina que salva vidas, e que o conhecimento produzido no DF transforma a vida das pessoas. Segundo o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a iniciativa é aguardada anualmente pela comunidade científica da capital. “O Prêmio FAPDF é um dos maiores reconhecimentos de valorização da ciência no Distrito Federal e um grande incentivo à popularização da ciência. É uma premiação esperada por pesquisadores da nossa capital, porque dá visibilidade aos talentos, fortalece a cultura científica e mostra como o conhecimento pode transformar a vida das pessoas”, afirma Reisman. Com o tema A ciência está em todo lugar, o prêmio busca fortalecer a popularização da ciência no Distrito Federal e reconhecer talentos e iniciativas que geram impacto real no cotidiano da população | Foto: Divulgação/FAPDF Nesta quinta edição, o Prêmio FAPDF contempla as seguintes categorias: - Pesquisador(a) destaque, nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas; - Pesquisador(a) inovador(a), com foco em inovações voltadas ao setor produtivo e ao setor público; - Startup inovadora, nas modalidades acelerada e não acelerada; - Profissional de comunicação, com atuação em divulgação e popularização da ciência, tecnologia e inovação; - Bolsista de iniciação científica e tecnológica, com destaque para a qualidade e relevância dos trabalhos de bolsistas apoiados pela fundação; - Servidor destaque da FAPDF, categoria que reconhece o trabalho do servidor efetivo ou comissionado que se destacou ao longo do ano no dia a dia da fundação. As inscrições para o 5º Prêmio FAPDF serão realizadas exclusivamente pelo Sistema de Informação e Gestão de Projetos (SIGFAP), conforme o cronograma do edital. Período de submissão dos trabalhos: de 4 de fevereiro a 23 de junho. A FAPDF reforça a importância de atenção no preenchimento das informações e no envio da documentação exigida. O edital completo está disponível no site fap.df.gov.br. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Lançado edital para apoiar projetos de extensão universitária com foco em inovação
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança o Edital de Seleção Pública de Projetos de Extensão, com o objetivo de apoiar projetos de extensão universitária inovadores desenvolvidos por instituições de ensino superior do Distrito Federal. A proposta é ampliar a integração entre universidade e sociedade, estimulando a aplicação prática do conhecimento científico em soluções voltadas a desafios sociais, ambientais e econômicos da região. Com investimento global de R$ 1 milhão, o edital prevê o apoio a cinco projetos de extensão universitária, com valor máximo de R$ 200 mil por proposta, fortalecendo ações alinhadas às diretrizes de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal e contribuindo para o desenvolvimento social e a formação acadêmica qualificada. O edital tem como objetivo fomentar programas de extensão que apresentem caráter inovador, alinhados às diretrizes de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal. As propostas devem demonstrar, de forma clara, como os resultados esperados contribuem para a resolução de problemas reais da sociedade, indo além das ações tradicionais de extensão universitária. Entre os focos da chamada estão a transferência de conhecimento da universidade para a sociedade, o desenvolvimento de soluções tecnológicas e sociais, a formação de recursos humanos qualificados e o fortalecimento de parcerias entre universidade, governo, setor produtivo e sociedade civil. Com investimento global de R$ 1 milhão, o edital prevê o apoio a cinco projetos de extensão universitária, com valor máximo de R$ 200 mil por proposta | Foto: Divulgação/FAPDF Como participar e quem pode se inscrever Podem submeter propostas as instituições públicas e privadas de ensino superior sediadas no Distrito Federal, desde que possuam programas de extensão. Cada instituição poderá apresentar apenas uma proposta como proponente principal, podendo participar como parceira em outros projetos. Os projetos devem envolver, obrigatoriamente, no mínimo duas instituições de ensino superior, fortalecendo a atuação em rede e a cooperação interinstitucional. Eixos estratégicos e itens financiáveis Os projetos inscritos devem estar alinhados a pelo menos um dos eixos estratégicos previstos no edital, que orientam o tipo de iniciativa que a FAPDF busca apoiar. Esses eixos abrangem propostas voltadas à inovação e à extensão tecnológica, à promoção da inclusão social e redução das desigualdades, à sustentabilidade ambiental, à inclusão digital e acessibilidade, ao apoio ao desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências, ao empreendedorismo inovador e à economia criativa, além de ações nas áreas de saúde, bem-estar, qualidade de vida, cultura e identidade regional. Para a execução dos projetos, os recursos poderão ser utilizados em despesas de custeio e capital, desde que diretamente relacionadas às atividades previstas. Entre os itens financiáveis estão a concessão de bolsas de extensão universitária para professores e estudantes, a aquisição de materiais necessários ao desenvolvimento das ações, a contratação de serviços técnicos especializados, despesas de deslocamento vinculadas à execução do projeto, custos com proteção de propriedade intelectual, bem como ações de comunicação e divulgação dos resultados. Também é permitida a aquisição de equipamentos e softwares, observados os limites estabelecidos no edital. Prazo e submissão das propostas As propostas devem ser submetidas exclusivamente pelo Sistema de Informação e Gestão da FAPDF (Sigfap), no período de 3 de fevereiro a 27 de março deste ano. O edital terá vigência até 31 de dezembro, e os projetos selecionados terão prazo de execução de 12 meses, contados a partir da liberação dos recursos. O resultado preliminar está previsto para publicação a partir de 30 de abril, com divulgação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e no site da FAPDF. Clique aqui e acesse todos os editais da FAPDF do ano de 2026. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Em pesquisa apoiada pela FAPDF, vacina avança como alternativa contra câncer de mama agressivo
O dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, além de marcar um momento de conscientização, reforça a importância de investir em ciência para ampliar as possibilidades de prevenção, diagnóstico e tratamento. Entre os estudos que avançam nesse caminho, destaca-se uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que tem desenvolvido uma vacina terapêutica in situ — aplicada diretamente no local do tumor, sem necessidade de preparo prévio em laboratório — com potencial para fortalecer a resposta natural do organismo contra o câncer de mama. A iniciativa é apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Demanda Induzida (2022), e coordenada pelo professor João Paulo Longo, do Instituto de Ciências Biológicas da UnB — reconhecido como Pesquisador Inovador do Setor Empresarial no 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, deste ano. Inovação baseada em décadas de pesquisa O projeto reúne mais de 20 anos de avanços em nanotecnologia, fototerapia e imunologia tumoral. Estudos anteriores do grupo demonstraram o controle de metástases pulmonares em modelos 4T1 — um dos mais agressivos para o estudo do câncer de mama. Momento de preparação das amostras que compõem as etapas experimentais da vacina terapêutica in situ | Foto: Arquivo Pessoal Esses resultados vêm sendo construídos por uma equipe multidisciplinar e já foram publicados em revistas científicas internacionais. Entre os autores, além do professor João Paulo Longo, estão pesquisadoras e pesquisadores como Camila Magalhães Caradador, Luana Cristina Camargo e outros integrantes do grupo de imunoterapia e nanobiotecnologia da UnB, que assinam estudos em periódicos como Current Pharmaceutical Design e Biomedicine & Pharmacotherapy. Essas pesquisas mostraram que fármacos como a doxorrubicina, uma quimioterapia capaz de destruir células tumorais, também ativam sinais que estimulam o sistema imunológico. Esse processo, chamado de morte celular imunogênica (MCI), ocorre quando as células cancerígenas liberam moléculas que atraem e ativam células de defesa, funcionando como um alerta natural do organismo. Esse entendimento abriu caminho para uma nova abordagem: transformar o próprio tumor em um ponto de ativação da resposta imune. E é esse o princípio da vacina terapêutica in situ. Aplicada diretamente no tumor ou ao redor dele, ela estimula o sistema imunológico dentro do próprio organismo, sem necessidade de preparo prévio em laboratório. Em vez de receber uma vacina pronta, o corpo reage aos sinais liberados pelo próprio tumor, tornando o processo mais direto e potencialmente mais aplicável na prática clínica. A partir desse princípio, o grupo desenvolveu um sistema emulgel nanoestruturado — um tipo de gel que combina água e óleo na mesma formulação, criando uma base estável capaz de carregar e liberar medicamentos de forma controlada no local aplicado. Nessa mistura, surfactantes permitem que o gel forme pequenas gotículas estáveis em contato com a água. Essas nanogotículas, extremamente pequenas (milhões de vezes menores que um grão de areia), atuam como veículos para transportar os fármacos. O sistema também incorpora imunoadjuvantes, substâncias que intensificam a resposta do sistema imunológico. João Paulo Longo no 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação | Foto: Marck Castro Segundo o professor Longo, essa estratégia cria “um depósito artificial que libera de forma controlada as moléculas produzidas pela morte celular imunogênica”, favorecendo a ativação de células de defesa, como dendríticas, monócitos e neutrófilos, essenciais para iniciar a resposta antitumoral. Como funciona a vacina terapêutica in situ Na etapa de aplicação, o emulgel atua como um veículo que entrega aos poucos fármacos capazes de induzir a MCI — como doxorrubicina, paclitaxel ou mitoxantrona — associados a imunoadjuvantes que reforçam a ativação do sistema imunológico. Por ser termossensível, a liberação dessas moléculas se intensifica com o aumento da temperatura na região, algo comum em processos inflamatórios ao redor do tumor. A MCI envolve três sinais bioquímicos principais: exposição de calreticulina — proteína que migra para a superfície da célula e sinaliza para que seja eliminada; liberação de ATP (adenosina trifosfato) — molécula que atua como alerta químico indicando dano; liberação de HMGB1 (High Mobility Group Box 1) — proteína que atrai células do sistema imunológico ao local. Esses sinais são chamados de DAMPs (Padrões Moleculares Associados a Dano), um conjunto de mensagens químicas que avisam ao sistema de defesa que o organismo precisa reagir. Para verificar se a vacina é capaz de induzir esses sinais ao longo do tratamento, o estudo segue um cronograma específico de aplicação das doses e acompanhamento da resposta imunológica. Esse esquema mostra a rotina experimental usada na pesquisa e ajuda a visualizar como o tumor reage ao longo das semanas. Avaliação, impactos e resultados esperados Os resultados da vacinação serão medidos por indicadores como: redução do tumor primário; controle de metástases pulmonares; presença de infiltrado linfocitário, grupo de células de defesa que indica ativação do sistema imunológico. Nos modelos pré-clínicos utilizados, o tumor primário é de mama, mas a disseminação costuma atingir o pulmão — por isso, esse órgão é monitorado como o principal local de metástase durante o estudo. Imagem obtida pelo sistema IVIS (In Vivo Imaging System), que utiliza luz para acompanhar o crescimento tumoral em modelos pré-clínicos. As duas imagens superiores mostram os grupos-controle: à esquerda, animais sadios; à direita, animais com tumores em progressão, identificados pelo brilho mais intenso. As imagens inferiores correspondem aos grupos imunizados, sendo que o grupo à direita apresentou a melhor resposta ao tratamento, com menor sinal tumoral | Foto: Divulgação As análises incluem: tomografia computadorizada, bioluminescência, técnica que utiliza luz emitida por células marcadas para acompanhar a evolução tumoral; imunohistoquímica, método que revela células do sistema imune nos tecidos. “Durante o estudo pré-clínico, conseguimos rastrear em tempo real como os tumores e as metástases evoluem após a vacinação. Isso nos dá uma visão precisa da eficácia do sistema e do tipo de resposta imunológica que conseguimos induzir”, explica o professor Longo. O sistema também é altamente personalizável, permitindo ajustes nos fármacos e nos componentes conforme o tipo de tumor, ampliando seu potencial para outras neoplasias sólidas. Desafios e próximos passos O desenvolvimento de um sistema nanoestruturado eficaz envolve desafios como: garantir a estabilidade da formulação; controlar a liberação dos fármacos; preservar a capacidade imunogênica nos tecidos subcutâneos. Após os resultados pré-clínicos, uma das próximas etapas é avançar para estudos em pacientes veterinários, estratégia já adotada pelo grupo em outros projetos e que pode contribuir para validações regulatórias e aplicações clínicas futuras. “A grande esperança das imunoterapias é oferecer tratamentos personalizados, menos tóxicos e mais eficazes”, afirma Longo. “Se conseguirmos resultados semelhantes aos obtidos em laboratório, poderemos estar diante de uma inovação acessível para um grande número de pacientes.” Apoio institucional e impacto para o Distrito Federal Para o professor Longo, o apoio da FAPDF tem sido decisivo para a consolidação da pesquisa em nanobiotecnologia e imunologia tumoral no Distrito Federal. “Grande parte dos equipamentos que utilizamos hoje foi adquirida com recursos da FAPDF, incluindo sistemas de imagem e infraestrutura laboratorial. Sem esse apoio, muitos desses estudos simplesmente não existiriam”, destaca. Ele reforça ainda o papel da fundação na formação de novos pesquisadores: “Alguns estudantes recebem bolsas, e grande parte dos materiais utilizados ao longo do projeto é financiada pela FAPDF”, conta. Para o presidente da fundação, Leonardo Reisman, iniciativas como esta mostram o impacto real da ciência produzida no DF: “Apoiar pesquisas que transformam a vida das pessoas é a essência da FAPDF. Projetos como este mostram que a ciência do Distrito Federal tem capacidade de gerar soluções reais para desafios que impactam milhares de famílias. A inovação não acontece apenas nos grandes centros internacionais — ela acontece aqui, nos nossos laboratórios, pelas mãos de pesquisadores comprometidos com o futuro da saúde brasileira”, afirma. Vacinas terapêuticas baseadas em MCI representam uma das frentes mais promissoras da oncologia contemporânea. Com menor toxicidade e maior personalização, esse tipo de abordagem tem potencial para ampliar o acesso a terapias mais seguras, eficazes e humanizadas — especialmente em um país onde o câncer de mama permanece entre as principais causas de mortalidade. *Com informações da FAPDF
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Pesquisadoras que marcaram a história da ciência no Distrito Federal serão homenageadas
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realiza, no dia 4 de novembro, às 19h, a cerimônia do 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, evento que nesta edição celebra também os 33 anos da Fundação. Neste ano, o prêmio presta uma homenagem especial a três mulheres que deixaram marcas profundas na história da pesquisa do Distrito Federal e seguem inspirando novas gerações de cientistas: Mercedes Bustamante, Maria Sueli Felipe e Rose Monnerat. A homenagem integra a série documental da FAPDF Memória Científica do DF, iniciativa que reconhece pesquisadores e pesquisadoras cuja trajetória ajudou a consolidar o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação da capital. As três cientistas têm diferentes trajetórias, mas compartilham o mesmo legado — o de transformar o Distrito Federal em referência em pesquisa e inovação. Sobre as homenageadas Mercedes Bustamante Bióloga e professora titular do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), Mercedes Bustamante é uma das maiores referências em ecologia e mudanças ambientais globais no Brasil. Sua trajetória, marcada por décadas de dedicação à pesquisa sobre o Cerrado e a sustentabilidade ambiental, teve impacto direto na formulação de políticas públicas e em ações de conservação em todo o país. Bióloga e professora titular do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), Mercedes Bustamante é uma das maiores referências em ecologia e mudanças ambientais globais no Brasil | Fotos: Divulgação/FAPDF Membro da Academia Brasileira de Ciências, Mercedes é reconhecida tanto por sua excelência acadêmica quanto por seu papel institucional na consolidação da ciência no Distrito Federal. Sua carreira também reflete uma parceria histórica com a FAPDF, que apoiou diversas etapas de sua produção científica. Maria Sueli Felipe Professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) e professora aposentada do Instituto de Biologia da UnB, Maria Sueli Felipe construiu uma trajetória sólida e inspiradora nas áreas de micologia, biotecnologia e biodiversidade. Pioneira nos estudos sobre fungos e microrganismos no Centro-Oeste, foi responsável por fortalecer a pesquisa em biologia e consolidar a UnB como referência nacional nesse campo. Professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) e professora aposentada do Instituto de Biologia da UnB, Maria Sueli Felipe construiu uma trajetória sólida e inspiradora nas áreas de micologia, biotecnologia e biodiversidade Ao longo de sua carreira, formou gerações de cientistas e se destacou pelo compromisso ético, pela excelência acadêmica e por sua atuação incansável em incentivar a presença de mulheres na ciência, deixando um legado de conhecimento e de exemplo humano. Rose Monnerat Pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat é doutora em genética e biologia molecular e uma das principais referências brasileiras em bioinsumos e controle biológico. Sua pesquisa contribuiu para o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agricultura, promovendo a redução do uso de agrotóxicos e a valorização da biodiversidade nacional. Pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat é doutora em genética e biologia molecular e uma das principais referências brasileiras em bioinsumos e controle biológico Com uma carreira voltada à inovação e à sustentabilidade, Rose representa o compromisso da pesquisa pública com um futuro mais equilibrado, tecnológico e ambientalmente responsável. Tributo Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a homenagem reflete o compromisso da Fundação em reconhecer o papel transformador da ciência e o protagonismo das mulheres que a constroem: “Celebrar essas três pesquisadoras é reconhecer o impacto humano e social da ciência e manter viva a nossa missão”, destaca Reisman. Assista aos episódios da série Memória Científica do DF: - Mercedes Bustamante - Maria Sueli Soares Felipe - Rose Monnerat *Com informações da FAPDF
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Aplicativo Ativa Mente une tecnologia e saúde para promover qualidade de vida aos idosos
Com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo o aplicativo Ativa Mente, uma inovação em gerontotecnologia — área que integra envelhecimento humano e tecnologia para promover qualidade de vida na terceira idade. A proposta é voltada à promoção do autocuidado, da saúde cognitiva e do bem-estar de idosos com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como diabetes e hipertensão. A iniciativa dá continuidade ao projeto Viva Bem, antes restrito ao acompanhamento de idosos com diabetes, e agora ampliado para um público mais diverso. O diferencial do Ativa Mente está na abordagem integral: além de funcionalidades já conhecidas, como lembretes de medicamentos e incentivo à prática de exercícios físicos, a nova versão incorpora estimulação cognitiva (memória, atenção e orientação), buscando preservar a autonomia do idoso e estimular corpo e mente de forma integrada. Do apoio à inovação O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning (2023), recebendo R$ 1 milhão em recursos. O investimento viabilizou a aquisição de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a concessão de bolsas de pesquisa, assegurando condições para que a equipe multidisciplinar da UnB conduzisse o trabalho com rigor científico. Idoso participa das etapas de validação do aplicativo Ativa Mente, que estimula corpo e mente para promover qualidade de vida | Foto: Arquivo pessoal Participam do projeto docentes e discentes de diferentes áreas — enfermagem, ciência da computação, design, psicologia e educação física —, sob a coordenação da professora Silvana Schwerz Funghetto, especialista em envelhecimento humano e tecnologias educacionais. Segundo a pesquisadora, o aporte da FAPDF foi determinante: “O apoio da fundação permitiu estruturar todas as etapas do projeto, desde a análise inicial até a validação junto aos usuários. Trata-se de um investimento que não apenas fortalece a ciência local, mas também responde a uma demanda social urgente”. Rigor científico e validação tecnológica O desenvolvimento do aplicativo segue o método Design Instrucional Contextualizado (DIC), estruturado em cinco etapas (análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação). A validação envolve oficinas participativas e testes com idosos do Distrito Federal, assegurando que a tecnologia atenda às reais necessidades do público-alvo. Para garantir qualidade e confiabilidade, o projeto utiliza instrumentos reconhecidos internacionalmente: - SF-36, questionário de 36 itens que mede a qualidade de vida relacionada à saúde, avaliando aspectos como vitalidade, capacidade funcional, dor e saúde mental; - System Usability Scale (SUS), escala simples e consolidada que mensura a usabilidade de sistemas digitais a partir da experiência dos usuários; - Technology Acceptance Model (TAM), modelo que avalia a aceitação tecnológica considerando utilidade percebida e facilidade de uso. [LEIA_TAMBEM]O conceito de autocuidado — central no projeto — diz respeito à capacidade do idoso de gerir sua própria saúde de forma ativa, fortalecendo sua autonomia e reduzindo a dependência de serviços de alta complexidade. Impactos e relevância social A Ativa Mente deverá alcançar o nível máximo de maturidade tecnológica (TRL 9 — estágio que indica plena prontidão de uso), com registro de propriedade intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e disponibilização gratuita nas plataformas Google Play e Apple Store. Além de apoiar o autocuidado dos idosos, a ferramenta permitirá gerar relatórios analíticos que poderão subsidiar políticas públicas e estratégias de atenção primária em saúde, contribuindo para a redução de internações hospitalares e para a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento da inovação já começou. O projeto recebeu menção honrosa em 2º lugar no II Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação e Gerontologia e no III Seminário Internacional de Inovação e Longevidade, realizados em São Paulo. Para a professora Silvana Schwerz Funghetto, a relevância da iniciativa vai além do desenvolvimento tecnológico: “O aplicativo não é apenas uma ferramenta de monitoramento, mas um aliado direto para que o idoso seja protagonista do seu cuidado, preservando sua independência e qualidade de vida por mais tempo”. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Hormônio do estresse no cabelo: técnica com nanopartículas promete diagnóstico rápido e sem exames invasivos
Um método inovador desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) promete transformar a forma como avaliamos o estresse crônico. A pesquisa, coordenada pelo professor Juliano Alexandre Chaker, utiliza fios de cabelo e nanopartículas de carbono para medir o cortisol, o chamado “hormônio do estresse”, com rapidez, precisão e sem necessidade de exames invasivos. Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Edital Learning 2023, o projeto une ciência de ponta e inovação tecnológica para oferecer diagnósticos acessíveis e confiáveis, com potencial de aplicação em saúde pública, toxicologia forense e meio ambiente. Inovação científica: como funciona o método O cortisol é um dos principais indicadores fisiológicos do estresse, mas sua medição tradicional em exames de sangue é altamente sensível a variações do momento da coleta. Situações cotidianas — como enfrentar um engarrafamento antes de ir ao laboratório — podem alterar significativamente os resultados. Além disso, os níveis de cortisol mudam ao longo do dia, acompanhando os ciclos circadianos, ou seja, o “relógio biológico” que regula nossas funções em um período de 24 horas, o que dificulta diagnósticos consistentes. A proposta da pesquisa é superar essas limitações utilizando o cabelo como matriz de análise. Trata-se de uma amostra não invasiva, que acumula não apenas cortisol, mas também outros glicocorticoides (hormônios produzidos pelas glândulas adrenais, acima dos rins), metais e poluentes. Cada centímetro de cabelo corresponde, em média, a um mês de registro biológico, permitindo que os pesquisadores realizem uma espécie de “linha do tempo” do estresse. Equipamento de espectrometria de massas MALDI-TOF, peça central do método inovador desenvolvido na UnB | Fotos: Arquivo pessoal/Juliano Alexandre Chaker Para viabilizar a análise, o grupo desenvolveu uma adaptação da técnica de espectrometria de massas MALDI-TOF (dessorção/ionização a laser assistida por matriz — tempo de voo, em inglês Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization — Time of Flight), um equipamento de alta precisão normalmente utilizado para estudar proteínas de alto peso molecular. O diferencial está no uso de nanopartículas de carbono como matriz ionizante, o que gera espectros mais limpos e possibilita a detecção de moléculas pequenas, como o cortisol, sem interferência de sinais sobrepostos. As amostras são aplicadas em placas específicas, que funcionam como suporte dentro do equipamento durante a leitura. Cada placa comporta centenas de pontos de análise e, uma vez posicionada no MALDI-TOF, os resultados são gerados em questão de segundos. Da coleta ao resultado em segundos O processo começa com a coleta de pequenas mechas de cabelo, que servem como amostra não invasiva. Em laboratório, o cortisol é extraído com solventes específicos, misturado às nanopartículas de carbono e aplicado em placas de análise. Cada placa comporta mais de 300 amostras e o equipamento processa cada uma em apenas cinco segundos, fornecendo resultados com altíssima precisão e em grande escala. Atualmente, o projeto se prepara para a fase de validação, que depende da aprovação do comitê de ética em pesquisa. A etapa prevê a coleta de amostras de cabelo de 50 voluntários, acompanhada de questionários sobre fatores de estresse. Os resultados obtidos com a técnica inovadora serão comparados a métodos de referência, como a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas — técnica considerada padrão-ouro, que separa os componentes de uma amostra antes de analisá-los, garantindo alta precisão, embora demande mais tempo e custo. Professor Juliano Alexandre Chaker, coordenador do Laboratório de Nanotecnologia Verde (NaVe/UnB), onde desenvolve pesquisas em nanotecnologia aplicada ao diagnóstico de estresse e toxicologia Assim, o estudo busca não apenas demonstrar rapidez e acessibilidade, mas também a equivalência em relação às técnicas tradicionais já consolidadas. Impactos esperados Segundo o professor Juliano Chaker, o objetivo é oferecer uma metodologia confiável e de baixo custo, que possa futuramente ser disponibilizada como serviço técnico especializado. “O potencial é enorme. Além do estresse crônico, podemos aplicar o método na toxicologia clínica e forense, incluindo a detecção de drogas de abuso e agentes intoxicantes em exames de rotina”, explica. Com resultados rápidos e a possibilidade de análises retrospectivas — olhando para meses de acúmulo registrados no cabelo — a técnica pode apoiar desde políticas públicas de saúde mental até investigações criminais, com ganhos em tempo, custo e confiabilidade. Apoio institucional e rede de colaboração O projeto conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Edital Learning 2023, que tem sido essencial para viabilizar bolsas, infraestrutura e atividades de pesquisa. “A FAPDF é fundamental para a vida do pesquisador no Distrito Federal. Sem esse apoio, seria inviável mantermos uma infraestrutura de ponta e formar novos talentos em áreas estratégicas como a nanotecnologia aplicada à saúde e ao meio ambiente”, afirma Juliano Chaker. A iniciativa é desenvolvida no Laboratório de Nanotecnologia Verde da Universidade de Brasília (UnB), coordenado pelos professores Juliano Alexandre Chaker e Marcelo Sousa, em parceria com programas de pós-graduação em Nanociência e Nanotecnologia da instituição. Além do fortalecimento acadêmico, o grupo mantém colaborações com órgãos como a Polícia Civil e a Polícia Federal, além de parcerias consolidadas em outros projetos com agências como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ambas vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Essa rede de cooperação reforça o caráter multidisciplinar da pesquisa, ampliando suas perspectivas de aplicação tanto na saúde pública quanto na toxicologia forense e ambiental. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Abertas inscrições para o 6º período dos programas Participa e Publica
O Programa Difusão Científica da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) está com inscrições abertas, de 4 a 7 de agosto, para o 6º período dos editais 02/2025 (FAPDF Participa) e 03/2025 (FAPDF Publica), voltados ao fortalecimento da produção e da circulação do conhecimento científico no Distrito Federal. Arte: FAPDF O edital FAPDF Participa seleciona propostas de apoio à participação em eventos, cursos de curta duração e visitas técnicas, com atividades previstas para os meses de outubro e novembro. Já o edital FAPDF Publica tem como objetivo incentivar a publicação de artigos científicos em todas as áreas do conhecimento, com foco na ampliação da visibilidade da produção científica do Distrito Federal em periódicos qualificados. Para participar, os interessados devem acessar o site da FAPDF, ler atentamente os editais e submeter as propostas dentro do prazo previsto. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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FAPDF divulga resultado preliminar do edital de pós-graduação
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado preliminar do Edital nº 05/2025 – Programa de Desenvolvimento de Pós-Graduação (PDPG), publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 1º de agosto. Arte: FAPDF O edital tem como objetivo apoiar programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) de instituições de ensino superior do Distrito Federal, fortalecendo a qualificação acadêmica, a produção científica e o impacto regional da pesquisa desenvolvida no DF. Prazo para recursos Conforme previsto na publicação, os interessados têm o prazo de três dias úteis, contados a partir de 1º de agosto, para apresentar recursos. O resultado preliminar está disponível no site da FAPDF. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Incêndios florestais e riscos químicos: pesquisa avalia impacto da fumaça na saúde dos bombeiros do DF
Com a intensificação e maior frequência dos incêndios florestais no Distrito Federal, um estudo fomentado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) está investigando os riscos químicos aos quais os bombeiros militares estão expostos durante o combate ao fogo. O projeto, intitulado “Avaliação de risco químico para bombeiros militares por exposição à fumaça em incêndios florestais no Distrito Federal”, é conduzido pela professora Eloísa Dutra Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o bombeiro militar e doutorando Fausto Jaime Miranda de Araújo, e foi selecionado pelo edital Demanda Espontânea (2022). Estudo visa contribuir para protocolos de segurança e políticas públicas com foco na saúde dos bombeiros militares | Foto: Divulgação/CBMDF A pesquisa é inédita no Brasil por avaliar a exposição dos bombeiros em condições reais de combate ao fogo, um desafio que coloca esses profissionais em contato direto com substâncias tóxicas e potencialmente cancerígenas. O estudo busca gerar dados concretos para embasar protocolos de segurança e políticas públicas voltadas à saúde ocupacional desses trabalhadores. Trajetória e motivação Com uma carreira consolidada na área da toxicologia, Eloísa Dutra Caldas é professora titular do Departamento de Farmácia da UnB desde 1997 e uma das principais referências no país em toxicologia ocupacional. Formada em química e mestre em química analítica pela UnB, fez doutorado em química ambiental pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com foco nos impactos de substâncias químicas na saúde humana. Há mais de 20 anos, coordena pesquisas que avaliam riscos e exposição a contaminantes, sempre com o objetivo de proteger a saúde de trabalhadores em situações críticas. A proposta do estudo nasceu a partir da experiência do bombeiro militar Fausto Jaime Miranda de Araújo, doutorando em ciências da saúde na UnB. Graduado em agronomia e com mestrado em toxicologia alimentar, Fausto sempre esteve envolvido em projetos de pesquisa, mas foi sua vivência no Corpo de Bombeiros que acendeu o alerta para a falta de medidas preventivas no combate a incêndios florestais. O bombeiro militar e doutorando Fausto Jaime Miranda de Araújo usa máscara respiratória e coletor de amostras para análise das partículas presentes na fumaça, logo após o combate ao incêndio | Foto: Fausto Jaime/Projeto de Avaliação de Risco Químico “Desde o início do meu trabalho na corporação, percebi que a exposição à fumaça é um problema grave, especialmente nos incêndios florestais, onde muitas vezes não usamos nem máscaras de proteção. O poder público não tem dado a atenção devida a esse risco; e, com as mudanças climáticas, os incêndios tendem a aumentar”, explica. Além da experiência prática, Fausto também se especializou em engenharia de segurança do trabalho, o que fortaleceu sua compreensão sobre os perigos invisíveis que cercam os bombeiros. Para ele, este é um problema de saúde pública global: “Somente recentemente a comunidade científica começou a dar atenção à proteção dos bombeiros florestais. O cenário mundial, com incêndios cada vez mais intensos e frequentes, reforça a urgência de pesquisas como a nossa”. O que a fumaça revela: substâncias tóxicas e desafios de análise [LEIA_TAMBEM]As primeiras análises indicam a presença de poluentes altamente tóxicos, como benzeno, tolueno, xileno, etilbenzeno, formaldeído, acroleína e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) — compostos reconhecidos por causar sérios danos ao organismo, incluindo doenças respiratórias e câncer. Em várias amostras, os níveis detectados ultrapassaram em muito os limites ocupacionais recomendados, chegando a ser centenas de vezes maiores, no caso do benzeno. Coletar essas informações em condições reais de combate ao fogo foi um desafio à parte. Para garantir dados fiéis à realidade, a equipe desenvolveu um sistema de monitoramento com bombas de coleta instaladas nos uniformes dos bombeiros, exigindo grande logística e apoio do Corpo de Bombeiros. Mais de 100 tentativas em diferentes focos de incêndio foram necessárias para obter 35 amostras válidas, revelando o quão complexa é a tarefa de mensurar a exposição a substâncias invisíveis no calor do combate. Impacto e próximos passos Mais do que um avanço científico, o estudo tem um papel social evidente: proteger a saúde dos bombeiros e, indiretamente, da população exposta à fumaça. Os resultados preliminares reforçam a necessidade urgente de medidas como o uso de equipamentos de proteção respiratória adequados, algo que ainda não é rotina na corporação. A equipe agora está na fase de análise detalhada dos dados e na preparação de artigos científicos. Também está prevista uma nova etapa com a coleta de material biológico, como amostras de urina, para avaliar de forma ainda mais precisa os impactos da exposição química no organismo dos bombeiros. Com apoio da FAPDF, a pesquisa busca transformar esses resultados em recomendações práticas e políticas públicas, contribuindo para protocolos de segurança mais rigorosos e ações de prevenção que beneficiem não apenas a corporação, mas toda a população do DF, que também sofre os efeitos da fumaça durante os períodos de queimadas. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Tecnologia leva realidade aumentada à indústria do Distrito Federal
Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto AuQUA-DF propõe soluções inovadoras que unem tecnologia de ponta à realidade produtiva do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O nome AuQUA é a sigla em inglês para Augmented-based Quality Assurance, que pode ser traduzido como Garantia de Qualidade Baseada em Tecnologias Aumentadas. A nomenclatura reflete o propósito do projeto de incorporar recursos avançados (como realidade imersiva, inteligência artificial e visão computacional) para otimizar processos de montagem e controle de qualidade no setor industrial. Protótipo do projeto AuQua DF em sua fase de testes | Fotos: Divulgação/FAPDF Coordenado pelo pesquisador Sanderson César Macêdo Barbalho, o projeto AuQUA-DF foi selecionado no âmbito do edital FAPDF Learning (2022). A iniciativa desenvolve um Sistema de Assistência ao Trabalhador Baseado em Inteligência Aumentada, voltado a operações manuais de montagem. A tecnologia fornece instruções dinâmicas por realidade aumentada (RA) e executa testes automatizados em tempo real, por meio de câmeras inteligentes e integração com dados CAD (modelos digitais de montagem criados por computador), experiências operacionais anteriores e conhecimento especializado. [LEIA_TAMBEM]Segundo o coordenador, o objetivo central é viabilizar esse sistema para pequenas e médias empresas, com foco em eficácia de custos e acessibilidade: “Estamos propondo um sistema baseado em câmeras e aprendizado profundo que permite fornecer instruções em tempo real e testar operações complexas de montagem, mesmo em ambientes com hardware limitado. Essa abordagem representa uma contribuição relevante para o campo da inteligência aumentada e sua aplicação prática na indústria”. O projeto conta com a participação de instituições de pesquisa renomadas, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de Araraquara e RWTH Aachen, da Alemanha. Também estão envolvidas empresas do setor industrial e tecnológico, como Extreme Digital Systems (EDS), Randon Implementos e Baldan Máquinas Agrícolas. Professor Sanderson César Macêdo Barbalho (à esquerda) com seus alunos do projeto AuQua DF Ao integrar tecnologias emergentes com metodologias participativas e foco na inclusão produtiva, o AuQUA-DF exemplifica como o apoio à pesquisa aplicada pode gerar soluções com impacto real no setor industrial. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Lançada segunda chamada do Start BSB, que apoiará mais 100 startups
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou nessa quinta-feira (26), no último dia do Innova Summit – evento que ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães –, o segundo ciclo do programa Start BSB. Após contemplar as primeiras 100 startups na fase inicial do projeto, a FAPDF abre nova chamada pública para selecionar outras 100, do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). Arte: FAPDF Considerado um dos maiores programas de fomento ao empreendedorismo inovador da região, o Start BSB é voltado à aceleração de startups e ao fortalecimento do ecossistema de inovação do DF e da Ride. A proposta é impulsionar ideias com alto potencial de impacto, oferecendo suporte técnico, mentorias, capacitação e conexões com o mercado e investidores, desde o estágio inicial até a consolidação no mercado. A meta do programa é alcançar 300 startups ao longo de três ciclos anuais, acelerando o desenvolvimento de negócios inovadores em diferentes estágios de maturidade, desde a criação da solução até sua entrada estruturada e sustentável no mercado. Eixos de atuação O Start BSB está estruturado em três eixos complementares: · Eixo I – Ideação e Pré-incubação Desenvolve competências empreendedoras e ajuda a estruturar ideias inovadoras; [LEIA_TAMBEM]· Eixo II – Incubação e Pré-aceleração Visa validar e consolidar modelos de negócio escaláveis; · Eixo III – Aceleração Focado na consolidação das empresas e captação de investimentos. Investimento O segundo ciclo do programa conta com um investimento total de R$ 12 milhões, distribuídos da seguinte forma: · Eixo I: R$ 4,5 milhões (R$ 1,5 milhão por ano); · Eixo II: R$ 3,9 milhões (R$ 1,3 milhão por ano); · Eixo III: R$ 3,6 milhões (R$ 1,2 milhão por ano). Cada fase é conduzida por instituições gestoras e executoras especializadas, selecionadas via chamadas públicas. Entre as parceiras estão a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Multiplicidades e o Camp – programa de aceleração promovido pela Cotidiano, responsável pela tração e desenvolvimento de startups em estágio inicial. Mais informações no site oficial do Start BSB ou na rede social do programa. Prêmio FAPDF Durante painel realizado no Auditório Master, o diretor-presidente da Fundação, Leonardo Reisman, falou sobre o 4º Prêmio FAPDF, cujas inscrições estão abertas até 15 de julho, no site da instituição, por meio do edital Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. A premiação reconhecerá pesquisadores, startups, servidores públicos e projetos inovadores em oito categorias. A iniciativa, que oferecerá valores em dinheiro, busca valorizar ações que promovam transformação social e avanços tecnológicos. As categorias contempladas incluem Estudante Destaque, Bolsista de Iniciação, Pesquisador Destaque, Pesquisador Inovador, Profissional de Comunicação, Iniciativa GovTech, Startup Acelerada e Startup Não Acelerada, com prêmios que chegam a R$ 12 mil para o primeiro lugar. O diretor-presidente da Fundação, Leonardo Reisman, participou do podcast Inova Talks, parte da programação do Innova Summit | Foto: Divulgação/FAPDF Inova Talks O diretor-presidente da FAPDF também participou do podcast Inova Talks, parte da programação do Innova Summit. E aproveitou para incentivar os participantes a aproveitarem o evento como um ponto de partida para suas próprias jornadas empreendedoras. “Não sejam apenas um ouvinte ou espectador de tudo o que estão vivenciando. Encarem o evento como um indutor de jornada, por que não? Como empreendedor ou empreendedora, essa faísca que pode surgir numa palestra ou numa interação tem o potencial de se transformar em um projeto, em uma ideia. E, nesse caminho, você pode contar com o Governo do Distrito Federal e com a FAPDF por meio dos diversos editais de apoio à inovação.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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FAPDF disponibiliza Cartilha de Prestação de Contas 2025
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) disponibilizou a Cartilha de Prestação de Contas FAPDF – MROSC 2025. O material tem como objetivo instruir as organizações da sociedade civil (OSCs) parceiras sobre os procedimentos recomendados na condução de projetos e na aplicação eficiente dos recursos públicos, em conformidade com o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). Arte: FAPDF A publicação foi elaborada com base na legislação vigente, incluindo a Lei Federal nº 13.019/2014, o Decreto Federal nº 8.726/2016, além dos decretos distritais nº 37.843/2016, nº 39.600/2018 e nº 45.755/2024. Essas normas estabelecem o conjunto de diretrizes legais que regulamentam as parcerias entre o poder público e as organizações da sociedade civil. Destinada exclusivamente às OSCs que firmam termos de colaboração ou fomento com a FAPDF, a cartilha reúne informações essenciais para assegurar a correta administração dos recursos, esclarecendo os cuidados e critérios que devem ser seguidos ao longo da execução financeira. Também reforça a importância de se cumprir o objeto pactuado, alcançar as metas previstas e realizar uma avaliação consistente dos resultados. [LEIA_TAMBEM]Mais do que atender às exigências legais, a publicação reafirma o compromisso da Fundação com a transparência institucional e a responsabilidade na gestão pública, promovendo uma relação mais clara e estruturada com as entidades parceiras. Ao longo da execução dos projetos, serão disponibilizados manuais específicos às OSCs, com foco na simplificação e padronização dos processos. A nova edição também destaca os princípios que norteiam o processo de prestação de contas: transparência, uso eficiente dos recursos, cumprimento do objeto proposto, monitoramento das ações e avaliação dos impactos gerados. A proposta é reduzir dúvidas e lacunas enfrentadas pelas organizações na condução de suas iniciativas, fortalecendo a integridade na utilização dos recursos públicos. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Com novas lideranças, GDF renova compromisso com ciência, tecnologia e inovação
Agência Brasília · COM NOVAS LIDERANÇAS, GDF RENOVA COMPROMISSO COM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Na última segunda-feira (26), a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) passaram por uma alternância de cargos conduzida com foco na integração institucional. Por decreto do governador Ibaneis Rocha, o então presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, assumiu o cargo de secretário da Secti, enquanto o ex-secretário Leonardo Reisman tornou-se o novo diretor-presidente da Fundação. A mudança reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à ciência, à tecnologia e à inovação. A parceria entre FAPDF e Secti, consolidada ao longo dos últimos anos, permanece como eixo estratégico para o desenvolvimento do Distrito Federal. Reunião com a equipe da FAPDF para agradecer a gestão de Marco Antônio Costa Júnior e dar boas-vindas à presidência de Leonardo Reisman | Foto: Divulgação/FAPDF Durante reunião com a equipe da Fundação, a transição foi marcada por um clima de acolhimento, emoção e reconhecimento. Marco Antônio, que esteve à frente da FAPDF por quase cinco anos, relembrou conquistas importantes e destacou que sua atuação na Secti será uma continuidade dos projetos desenvolvidos em parceria com a Fundação. “A FAPDF é uma casa que me ensinou muito. Sigo agora para a Secti com a responsabilidade de fortalecer ainda mais essa parceria que tanto contribuiu para o ecossistema de inovação do DF.” [LEIA_TAMBEM]Já o novo presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, reforçou o compromisso com a continuidade do trabalho. “Conheço de perto os desafios e as oportunidades da área. É uma honra assumir a presidência da Fundação e dar prosseguimento a uma agenda que transforma vidas por meio do conhecimento, da pesquisa e da inovação.” Com trajetórias sólidas e formações de destaque, os dois gestores simbolizam a promoção da produção científica e do desenvolvimento tecnológico regional. Leonardo Reisman é graduado em administração pública, mestre e doutor em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB), com certificações internacionais em inovação e políticas públicas. Já Marco Antônio Costa Júnior é economista pela UnB, mestre em economia e formado pelo General Management Program da Harvard Business School. Ambos trazem consigo experiências relevantes no setor público e privado, fortalecendo a convicção de que a atuação conjunta entre FAPDF e Secti seguirá promovendo avanços consistentes para o Distrito Federal. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Exposição virtual valoriza cultura indígena do Centro-Oeste
No dia 19 de abril, é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, data fundamental para reconhecer a diversidade e a resistência dos povos originários na formação do Brasil. A exposição virtual Bororo Vive se destaca como uma importante iniciativa voltada à valorização da cultura indígena, ao promover o acesso a informações sobre um dos povos mais antigos do Cerrado. Lançada em 2017, a mostra permanece disponível gratuitamente na internet, com conteúdo acessível e bilíngue. O projeto foi desenvolvido pelo Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pelo Programa de Difusão Científica, e tem como foco a popularização da ciência e a educação intercultural. O termo bororo significa ‘pátio da aldeia’, o que remete à tradicional disposição circular das casas de suas aldeias, formando um espaço central usado para rituais | Fotos: Divulgação/Museu Virtual Bororo Valorização cultural Voltada especialmente para alunos da educação básica, a mostra apresenta de forma visual e interativa a história, os rituais e a organização social dos bororo ou boe – povo indígena que vive há mais de 5 mil anos no Centro-Oeste do país e atualmente está concentrado em uma reserva no estado de Minas Gerais. A proposta surge da necessidade de incluir a presença indígena no Cerrado nos materiais didáticos e promover o respeito às culturas originárias. “Nosso objetivo foi criar um espaço de aprendizagem visual, onde os alunos pudessem conhecer mais sobre um povo com forte presença histórica, mas pouca visibilidade nos currículos escolares”, explica o professor Gilberto Lacerda, coordenador do projeto. O Brasil tem ainda aproximadamente 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas; cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar Tecnologia e acessibilidade A plataforma foi desenvolvida em Joomla, mesma tecnologia adotada por outras iniciativas do Museu Virtual da UnB. O conteúdo está disponível em Libras e em quatro idiomas estrangeiros (inglês, francês, espanhol e alemão), ampliando o alcance da exposição dentro e fora do Brasil. A construção da narrativa visual teve como base um acervo fotográfico inédito sobre o ritual funerário bororo, registrado pelo fotógrafo Kim-Ir-Sen Pires Leal, na década de 1980. O material foi organizado com o apoio do próprio autor das imagens e validado junto à comunidade Bororo, que teve acesso ao conteúdo e ao acervo. Rituais e identidade coletiva Um dos destaques da exposição é o funeral bororo, considerado por antropólogos como um dos rituais indígenas mais importantes do Brasil. Mais do que uma cerimônia de despedida, o funeral é um processo complexo que envolve cantos, danças e práticas simbólicas que equilibram a comunidade e reafirmam sua identidade coletiva. “A preservação desses rituais é fundamental para a resistência cultural dos bororo. Nosso papel, enquanto instituição de ensino e pesquisa, é contribuir para que esses saberes sejam respeitados e valorizados”, afirma o professor Gilberto Lacerda. Reconhecimento e perspectivas O projeto representa uma experiência bem-sucedida de como a ciência, aliada à tecnologia e à sensibilidade cultural, pode promover a inclusão e o reconhecimento dos povos originários. Embora não haja planos para expandir a exposição a outras etnias no momento, a iniciativa abre caminho para futuras ações interdisciplinares com foco na educação intercultural. A FAPDF, ao apoiar a realização da mostra, reforça seu compromisso com o fortalecimento da educação e da ciência no Distrito Federal. “Investir em projetos como o Bororo Vive é essencial para ampliar o acesso ao conhecimento e incentivar a valorização da diversidade cultural brasileira”, afirma o presidente da fundação, Marco Antônio Costa Júnior. A mostra foi baseada num acervo fotográfico inédito sobre o ritual funerário bororo, registrado pelo fotógrafo Kim-Ir-Sen Pires Leal na década de 1980 Acesso permanente A exposição Bororo Vive está disponível de forma permanente no portal do Museu Virtual da UnB. Educadores, estudantes e o público em geral podem acessá-la gratuitamente, contribuindo para a construção de uma sociedade mais informada e plural. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Start BSB dá início a novo ciclo de inovação
Na noite desta quarta-feira (3), o auditório da Finatec/UnB, em Brasília, foi palco do Start BSB NOW, evento que apresentou as primeiras startups selecionadas na segunda edição do Programa Start BSB. A iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) se consolida como um dos principais fomentos públicos para o empreendedorismo inovador no Brasil, com investimento total de R$ 41,85 milhões para apoiar 300 startups ao longo de três anos. Além de dar boas-vindas às 100 primeiras startups selecionadas, o evento reuniu autoridades como a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman; o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior; e o vice-presidente da fundação, Paulo Nicholas. Em sua fala de abertura do evento, o presidente da FAPDF e anfitrião do evento, Marco Antônio Costa Júnior, reforçou a importância do programa para a inovação local: “Queremos não apenas oferecer financiamento, mas criar um ambiente propício para que as startups cresçam, validem seus modelos de negócio e conquistem novos mercados”, afirma. O evento reuniu 250 pessoas, entre profissionais do ecossistema de inovação do DF e autoridades do governo do GDF | Foto: Divulgação/FAPDF A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, reforçou a importância da tecnologia para o setor produtivo. “O governo precisa investir em alternativas para energia verde, renovável, sustentável; e a tecnologia é sim um caminho essencial para alcançar isso”, destacou. Um dos momentos mais aguardados do encontro foi a palestra de Elton Euler, referência nacional no ecossistema de inovação e empreendedorismo. Nascido em Taguatinga, Elton foi um dos empreendedores contemplados pelo edital Startups Brasília, projeto embrionário lançado em 2015, que deu vida ao Start BSB – Programa FAPDF de Startups. Na época, sua empresa Mubbit Tecnologia da Informação Ltda foi selecionada para receber R$ 200 mil em subvenção econômica para desenvolver o projeto “Mubbit Fidelidade”. Embora a startup não tenha alcançado o sucesso esperado, a experiência moldou sua trajetória empreendedora. Hoje, Elton lidera um conglomerado empresarial de grande porte e é reconhecido como um dos grandes nomes do setor de inovação no Brasil. A participação no Start BSB NOW reforçou a importância do programa na formação de empreendedores resilientes e inovadores, que transformam desafios em oportunidades. Hoje, Elton possui mais de 3 milhões de seguidores no Instagram e é referência em inovação. “Até a FAPDF entrar na minha vida eu não sabia que eu tinha, na verdade, total desconhecimento sobre o que era empreender. Eu tive mais de 16 modelos de negócios que não deram certo”, afirmou Elton durante a palestra no auditório da Finatec lotado, com capacidade para 250 pessoas. O empresário apresentou imagens que revelam o início de sua trajetória, como morador de baixa renda de Taguatinga, onde vivia com sua mãe. Atualmente, Euler reside em uma mansão na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo, com mulher e filhos que usufruem de uma elevada qualidade de vida, conquistada após a persistência e determinação na carreira dos negócios. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto de ciência de dados contribui para políticas públicas de migração
Seja ela motivada por conflitos armados, crises climáticas, desastres ambientais ou escassez de alimentos, a migração é conceituada como um direito básico da humanidade. As experiências, memórias e identidades envolvidas no processo de mobilidade territorial são também os principais fatores responsáveis pela evolução da espécie humana. Compreender os deslocamentos e suas implicações é essencial para a construção de políticas públicas eficazes. Nesse contexto, a ciência de dados desempenha um papel crucial. A utilização da ciência de dados para entender e auxiliar a gestão das migrações internacionais é um dos grandes desafios da atualidade. No Distrito Federal, o Núcleo DataMigra, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), tem se destacado nessa missão ao integrar diferentes bases de dados, garantir a qualidade das informações e respeitar a segurança e a privacidade dos migrantes. Estudos sobre dados migratórios com apoio da FAPDF integram dados que respeitam normas de qualidade de informações, segurança e a privacidade dos migrantes | Foto: Arquivo/DataMigra) Segundo Leonardo Cavalcanti, pesquisador responsável pelo projeto, o DataMigra enfrenta desafios como a integração de múltiplas bases de dados e a necessidade de respeitar a proteção de dados sensíveis. “Nosso trabalho busca enfrentar esses desafios com o máximo rigor científico e responsabilidade ética”, afirma Cavalcanti. Para isso, o DataMigra promove oficinas para capacitar gestores e pesquisadores no uso da ferramenta, além de organizar visitas de estudantes da rede pública do DF à sala de situação de dados, ampliando a compreensão sobre as dinâmicas migratórias. “O apoio da FAPDF a iniciativas como o DataMigra reforça nosso compromisso com pesquisas que impactam diretamente a formulação de políticas públicas e a inclusão social”, destaca Marco Antônio Costa Júnior, presidente da FAPDF. Políticas públicas Com uma interface intuitiva e visualização dinâmica, o DataMigra permite a análise detalhada de fluxos migratórios, vistos emitidos, registros fronteiriços e integração no mercado de trabalho. Essas informações são fundamentais para que gestores elaborem políticas públicas mais eficazes e baseadas em evidências. “A nova versão do DataMigra BI foi lançada com o objetivo de subsidiar decisões governamentais com dados atualizados, promovendo a inclusão e a garantia de direitos dos migrantes”, explica Cavalcanti. O projeto também colabora com o Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), que publica relatórios periódicos sobre migrantes e refugiados no Brasil, fornecendo informações essenciais para o planejamento de políticas públicas. Vice-presidente da FAPDF, Paulo Nicholas participa do painel ‘Internacionalização: Elementos de Estratégia’, durante o evento na capital da França | Foto: Arquivo/FAPDF Imigração como fator de desenvolvimento Um dos principais destaques das pesquisas conduzidas pelo DataMigra é o impacto positivo da imigração na economia do Distrito Federal. Contrariando percepções negativas, os dados mostram que a presença de migrantes e refugiados tem ajudado a suprir a carência de mão de obra em setores estratégicos, como construção civil e tecnologia, contribuindo para o desenvolvimento local. “Os dados demonstram que a imigração não é um problema, mas um ativo para o crescimento econômico e social do Distrito Federal e do Brasil”, reforça Cavalcanti. Cooperação internacional e o futuro do estudo das migrações A relevância desse campo de estudo também se reflete na articulação acadêmica global. Em parceria com a Université Paris 8, o DataMigra tem promovido eventos internacionais para debater os desafios das migrações em meio a crises geopolíticas. “A cooperação entre pesquisadores de diferentes laboratórios e universidades potencializa nossos métodos e amplia o alcance das pesquisas”, conclui Cavalcanti. Um dos eventos de maior impacto nesse sentido foi o Colóquio Internacional realizado na Université Paris 8, na França, entre os dias 11 e 12 de março. O evento reuniu especialistas, acadêmicos renomados e policy makers para discutir políticas públicas sob uma perspectiva comparada entre Brasil e França. “O evento abordou diversas políticas públicas, incluindo as políticas migratórias de ambos os países e suas aplicações locais”, explica Cavalcanti. Durante o evento, o pesquisador apresentou a sala de situação de dados migratórios da UnB e o sistema DataMigra BI. “O DataMigra BI, apoiado pela FAPDF, é hoje um sistema de referência internacional na ciência de dados, principalmente pela capacidade de disponibilizar, com periodicidade, dados oficiais que passam por um rigoroso tratamento desde a coleta até a análise e divulgação”, destaca. Esteve presente no Colóquio, em Paris, o vice-presidente da FAPDF, Paulo Nicholas, o gestor destacou a importância da ciência e da tecnologia brasileira para uma noção de cidadania ampla. “Algo que me chamou atenção durante as visitas à França foi o fato de um dos cursos de engenharia, que tem sido prioridade, ser chamado de Engenharia da Soberania. Um curso que consiste em tudo que envolve ciência, tecnologia e inovação”, sua fala destaca o compromisso da gestão com a ciência vista de maneira ampla e plural. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto Escolas Inovadoras implementado no CEF 11 de Taguatinga recebe selo ODS de Educação
“É muito bom saber que a inovação caminha com a educação em direção a uma educação de qualidade e inclusiva.” As palavras da chefe de Governança da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Ana Aragão, expressam a satisfação de ver um projeto apoiado pela Fundação, certificado pelo selo ODS de Educação, durante a cerimônia realizada no dia 20 deste mês, no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Conheça os ODS Os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU formam um conjunto de 17 metas globais estabelecidas em 2015 para guiar a humanidade rumo a um futuro mais justo, sustentável e equilibrado. Eles abrangem desafios como a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades, a preservação do meio ambiente e o fomento à paz e à educação de qualidade. A proposta é que governos, empresas e a sociedade civil trabalhem juntos para atingir esses objetivos até 2030, promovendo um desenvolvimento que não comprometa os recursos das futuras gerações. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU são um conjunto de 17 metas globais estabelecidas em 2015 para guiar a humanidade rumo a um futuro mais justo, sustentável e equilibrado | Fotos: Divulgação/IPEDF Ação no DF A FAPDF esteve presente como suporte ao projeto Escolas Inovadoras, uma iniciativa da Secretaria de Educação (SEEDF), executada pela Universidade Católica de Brasília (UCB). O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11, em Taguatinga-DF, é uma das instituições de ensino contempladas pelo projeto, que consiste em melhorias tanto na estrutura de escolas da rede pública quanto em inovação pedagógica, orientando um ensino humanizado, multidisciplinar e que prepare os futuros profissionais da região não somente para o mercado de trabalho, mas também para uma sociedade mais justa e consciente. Michelle Paiva é coordenadora pedagógica e acredita que as transformações refletem diretamente na qualidade do ensino e no bem-estar da comunidade escolar. “Nossa proposta é diálogo e acolhimento. O CEF 11 é uma escola que está priorizando o aluno. Somos uma escola inclusiva, temos os alunos típicos, os alunos neurotípicos e os alunos PDC também. Então a gente tem que fazer essa mediação e essa integração”, destacou a profissional que é uma das representantes do corpo técnico da escola. Objetivos entregues Na cerimônia, 74 instituições de ensino foram certificadas com o selo ODS de Educação, um reconhecimento pelo compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Entre as contempladas, estão 26 universidades e institutos federais, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de dez universidades estaduais, 24 instituições privadas e comunitárias e 14 centros, colégios e escolas. A certificação destaca o papel dessas entidades na promoção de iniciativas que alinham ensino, pesquisa e extensão a práticas sustentáveis e socialmente responsáveis. O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11, em Taguatinga-DF, é uma das instituições de ensino contempladas pelo projeto A premiação reforça a importância da educação como pilar para o desenvolvimento sustentável, incentivando as instituições a ampliarem projetos que impactam diretamente suas comunidades. Universidades como a Federal de Alagoas (Ufal) e a Estadual do Maranhão (Uema) já desenvolvem ações voltadas para a inclusão social, inovação e preservação ambiental, refletindo os princípios dos ODS. Ao reconhecer esses esforços, o evento no Museu do Amanhã fortalece a rede de educação sustentável no Brasil, incentivando novas iniciativas e consolidando a academia como agente transformador na busca por um futuro mais equilibrado e justo. O projeto Escolas Inovadoras, representado pela Universidade Católica de Brasília, foi certificado por cumprir três dos ODS: – ODS 4 – Educação de Qualidade: procura garantir uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos, promovendo oportunidades de aprendizado ao longo da vida. Envolve desde o acesso universal à educação básica até a formação profissional, reduzindo desigualdades e preparando indivíduos para enfrentar desafios sociais e econômicos; – ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis: foca a criação de ambientes urbanos mais resilientes, acessíveis e sustentáveis. Isso inclui melhor planejamento urbano, moradia digna, transporte eficiente, preservação ambiental e redução do impacto das mudanças climáticas, garantindo que as cidades sejam lugares mais seguros e inclusivos para seus habitantes; – ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: reconhece que o alcance dos ODS depende da cooperação global. Incentiva alianças entre governos, setor privado e sociedade civil para mobilizar recursos, compartilhar conhecimentos e fortalecer capacidades, garantindo que as metas sejam atingidas de forma integrada e eficaz. Meta brasileira A iniciativa de premiar instituições de ensino focadas em melhorias educacionais estimula novas práticas inovadoras que expandem o ambiente da sala de aula e exploram as capacidades educacionais. O professor Carlos Longo, reitor da UCB, acredita que o projeto Escolas Inovadoras apoia o desenvolvimento do Distrito Federal. “É um prazer enorme estar aqui na Cidade Maravilhosa para receber o selo ODS de Educação, com a Secretaria de Educação do Distrito Federal e o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal”, declarou. A implementação de projetos na SEEDF é caracterizada pela união e esforço dos envolvidos. Assim avalia o secretário-executivo da pasta, Isaías Aparecido: “É um começo que a partir de agora terá continuidade na nossa rede de ensino”. A coordenadora regional de ensino de Taguatinga, Daniela Freitas, também avalia positivamente a certificação: “Trabalhamos durante todo o período a sustentabilidade dentro da educação e valores éticos muito importantes para que o indivíduo seja reconhecido dentro da nossa sociedade”. O coordenador do projeto e professor na UCB Renato Brito também declarou a satisfação no reconhecimento dos avanços obtidos por meio do projeto. “Pode ser um modelo não somente para toda rede educacional do Distrito Federal, como também para toda educação do país”, enfatizou o professor. “Estamos vivendo um marco do Instituto Selo Social que vem atuando nos últimos dez anos no fomento à iniciativas de impacto social que estejam alinhadas às ODS. A gente faz isso a partir dos esforços de um grupo de pessoas que dedicam suas vidas para estimular que atores de diversas partes do Brasil possam atuar em iniciativas que ajudem aquele território a ser melhor pra viver”, declara Fernando Assanti, presidente do Selo Social, instituição responsável pela iniciativa do evento. Sobre o Selo Social Fundado em 2005 como Associação Fala Guri, o Instituto Selo Social atua nacionalmente com o objetivo de fomentar o Desenvolvimento Social Local, o instituto investiu na mobilização, capacitação e integração dos três setores da sociedade. Em 2014, com o crescimento do programa Selo Social, a organização passou a ser reconhecida por esse nome, consolidando-se como referência na certificação e estímulo de iniciativas sociais alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Hoje, o Instituto Selo Social impacta diretamente comunidades em diversos estados brasileiros, incluindo Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e o Distrito Federal. Com uma metodologia independente de influências políticas e econômicas, a organização já apoiou mais de 500 instituições anualmente, promovendo parcerias estratégicas e incentivando boas práticas corporativas voltadas para a construção de um mundo mais justo e sustentável, alinhado à Agenda 2030. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Dia Internacional da Mulher: O impacto do Meninas Velozes na popularização da ciência
A data de 8 de março ganha, gradativamente, maior destaque e reflexões em diferentes setores conforme os direitos e acessos das mulheres vão se ampliando ao redor do mundo. Estimular que uma nova geração de mulheres esteja consciente de sua potência é também um compromisso da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que reforça seu compromisso com a equidade de gênero na ciência ao apoiar iniciativas como o programa Meninas Velozes. A iniciativa, coordenada pela professora Dianne Magalhães Viana, da Universidade de Brasília (UnB), visa a promover a inclusão de meninas da periferia nas engenharias e ciências exatas. “A FAPDF tem um papel essencial no desenvolvimento de pesquisas que não apenas impulsionam a inovação, mas também transformam realidades, reduzindo desigualdades históricas e fortalecendo a presença feminina nas ciências”, destaca Marco Antônio Costa Júnior, presidente da FAPDF. Estimular que uma nova geração de mulheres esteja consciente de sua potência é também um compromisso da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) | Foto: Divulgação/FAPDF Financiamento Graças ao apoio da FAPDF, o Meninas Velozes tem ampliado a compreensão sobre os desafios enfrentados por mulheres no acesso e permanência em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O financiamento permitiu a investigação de fatores sociais que influenciam a escolha profissional das meninas, além de possibilitar a criação de metodologias inovadoras baseadas em aprendizagem ativa. A parceria internacional com a professora Valerie Ganem, da Université Sorbonne Paris Nord, viabilizada pelo financiamento, fortaleceu a internacionalização do projeto. Em 2024, a professora Ganem atuou como pesquisadora visitante, aprofundando estudos sobre a afinidade das alunas com as ciências e matemáticas desde o ensino fundamental. A pesquisadora Maura Angelica Milfont Shzu, especialista em metodologias ativas e educação STEM, reforça a importância de ampliar a presença feminina nessas áreas. “A equidade de gênero em STEM impacta diretamente a economia, o bem-estar social e a justiça. Quanto mais mulheres em carreiras científicas, maior o desenvolvimento de soluções inovadoras e inclusivas”. Ela também alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à formação e permanência de mulheres, especialmente negras e de baixa renda, nas engenharias e ciências exatas. “Muitas desistem por falta de suporte e por enfrentarem ambientes hostis. Projetos como o Meninas Velozes são fundamentais para mudar esse cenário”, afirma. Transformando histórias A trajetória de Andressa Fonsêca Coelho, graduanda em Comunicação Social e atual mentora do projeto, é um reflexo do impacto do Meninas Velozes. “Entrei no programa no ensino médio, cheia de incertezas. Hoje, como monitora, ajudo outras meninas a se verem como parte desse mundo. A educação transforma e abre portas”, conta. Ela enfatiza que a mudança na percepção social sobre o papel das mulheres na ciência passa pela educação e representatividade. “Precisamos ver mais mulheres nessas carreiras, tanto nas universidades quanto no mercado de trabalho. Isso encoraja novas gerações”. Expandindo horizontes Para Laura Sousa, engenheira florestal e mestranda em Botânica pela UnB, a presença feminina é essencial para um futuro inovador e inclusivo. Desde 2013, o Meninas Velozes impactou mais de 560 alunas em 150 oficinas. Agora, em nível nacional, a iniciativa se expande com parcerias com universidades como UTFPR, UFU, UFRN e UFES, ampliando seu alcance e garantindo que mais meninas tenham acesso às ciências e engenharias. “Ao ocupar espaços historicamente negados às mulheres, o Meninas Velozes transforma vidas e abre caminho para novas gerações de cientistas e engenheiras”, conclui Laura. Com o apoio da FAPDF, a ciência brasileira se fortalece e avança na construção de um futuro mais justo, diverso e inclusivo para as mulheres e meninas do Distrito Federal e do Brasil. Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Marca de cosmético brasiliense une sustentabilidade e nanotecnologia
Corredores ocupados e coloridos por jovens universitários, pesquisadores e um público ativamente interessado pela novidade que a Cooil Cosméticos oferece para o mercado. Assim foi o lançamento da coleção mais recente da marca brasiliense que recebeu fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A partir do potencial inovador da nanotecnologia, um time de jovens pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) sob a liderança do pós-doutor Victor Carlos Mello da Silva utiliza sementes e materiais orgânicos que seriam descartados em escala industrial. “Espero que as próximas edições tenham muito mais inovação e ciência de qualidade. O crescimento de uma sociedade é medida também pela quantidade de doutores em proporção, só que eles não estão apenas na academia. Então é importante ter iniciativas como eventos, disciplinas, startups universitárias, para provar que cientistas podem trabalhar em outros setores como o setor produtivo”, pontua Victor. Na Cooil Cosméticos, a nanotecnologia é utilizada para que os produtos tenham maior durabilidade e absorção na pele | Fotos: Eliza Mendes/FAPDFFotos: Eliza Mendes/FAPDF Utilizada de forma disruptiva em setores como indústria, energia, medicina e alimentos, a nanotecnologia compreende, controla e utiliza materiais em escala muito pequenas, chamada de nanoescala. Na Cooil Cosméticos, essa tecnologia é utilizada para que os produtos tenham maior durabilidade e absorção na pele. Ao unir nanotecnologia com sustentabilidade e circularidade, a marca se estabelece como um importante ativo no ecossistema de inovação, não somente do Distrito Federal. A Cooil Cosméticos também aponta direções em perspectivas nacionais e internacionais quanto à potência do negócio, já que o material orgânico coletado para composição dos produtos possui diálogo direto, e pautado na ética, com as comunidades tradicionais com as quais interage. A empresa brasiliense aponta direções em perspectivas nacionais e internacionais quanto à potência do negócio Um exemplo disso é a parceria com a marca Amélias da Amazônia, que oferece insumos de seu óleo de andiroba 100% puro e artesanal para a Cooil Cosméticos. Trata-se de um empreendimento feminino liderado por mulheres da Flona do Tapajós, região Oeste do Pará. Ao relacionar a matéria-prima dos produtos com a população que representa o território de onde eles são retirados, a marca compreende com profissionalismo científico quais os impactos de uma indústria que não traça, esse caminho que inicia nas florestas e finaliza na pele dos consumidores finais. A marca criada na UnB busca se opor a esse ciclo. A pesquisa e o evento em torno da marca foram fomentados pelos editais Bio Heath Learning 04/2022 e Chamada – FAPDF Movimenta 01/2024, respectivamente. O resultado das iniciativas vão ao encontro com a missão da FAPDF, já que todo o processo de estudos e aplicação culminou num evento que proporcionou diálogo entre sociedade, instituição de pesquisa e setor produtivo. “É dessa forma que acreditamos na força das atividades de apoio e fomento realizadas na fundação, observando exemplos como este. O projeto, que segue inspirando novas gerações de inovadores da pesquisa e da ciência, tem entre os participantes cientistas já reconhecidos pelo Prêmio FAPDF nas últimas edições. É nessa ciência aplicada de maneira palpável e acessível que acreditamos que, oferecendo a baixo custo para população uma solução que auxilia na saúde e na autoestima das pessoas”, finaliza o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. *Com informações da FAPDF
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FAPDF fecha parceria para aplicativo sobre cuidados da saúde do idoso no DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) deu um passo importante no campo da inovação tecnológica voltada para a saúde, ao aprovar uma parceria com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para o desenvolvimento do projeto Geniio-S. A iniciativa tem como ação implementar uma plataforma digital que oferece aos idosos um ambiente virtual em que possam acessar informações sobre saúde, receber orientações personalizadas e monitorar seus dados em tempo real. A plataforma também será útil para cuidadores e familiares, que poderão acompanhar o estado de saúde dos seus idosos, promovendo um envelhecimento mais saudável e ativo. Com a expectativa de vida em alta, cresce a demanda por políticas públicas e iniciativas que garantam um envelhecimento ativo e com qualidade de vida | Foto: Divulgação/FAPDF “O projeto Geniio-S representa um importante avanço no campo da saúde e vai transformar a maneira como os idosos gerenciam suas vidas no Distrito Federal, de um modo geral. Investir em cuidados preventivos reduz a necessidade de tratamentos mais caros e complexos”, disse o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. O DF, assim como o restante do Brasil, enfrenta um processo acelerado de envelhecimento populacional. Com a expectativa de vida em alta, cresce a demanda por políticas públicas e iniciativas que garantam um envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Pensando nisso, a FAPDF está disponibilizando R$ 700 mil, por meio da Emenda Parlamentar, para apoiar esta iniciativa. “O projeto está alinhado com os objetivos institucionais da Fundação, que busca promover o progresso científico e tecnológico em áreas cruciais, como saúde e educação para a população idosa”, afirmou o coordenador da área de Tecnológica e de Inovação da FAPDF, Gilmar dos Santos Marques. A iniciativa é parte do plano de trabalho “Desenvolvimento de tecnologias para gestão do autocuidado”, que integra o Programa Educativo UniSER/UnB, uma colaboração entre a Universidade de Brasília (UnB) e parceiros estratégicos. O projeto começou a ser testado em 2021 na Unidade Básica de Saúde 06, em Ceilândia, envolvendo idosos da comunidade local. Os resultados iniciais foram animadores, com melhorias observadas em indicadores como índices bioquímicos, composição corporal e capacidade funcional dos participantes. O cronograma de desembolso e os procedimentos de fiscalização foram cuidadosamente analisados e considerados adequados, garantindo que os recursos sejam disponibilizados de acordo com as necessidades do projeto. A execução será monitorada por uma comissão designada, que avaliará o progresso físico e financeiro da parceria por meio de auditorias e visitas técnicas. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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FAPDF lança manual de aplicação da marca para seus parceiros
Para garantir a padronização e a correta aplicação da identidade visual em diferentes contextos, a FAPDF elaborou um Manual de Aplicação da Marca. Este documento orienta parceiros, colaboradores e instituições parceiras sobre as diretrizes de aplicação, garantindo a consistência visual em todos os materiais e plataformas. O Manual de Aplicação da Marca pode ser baixado neste link. A marca da FAPDF representa o compromisso do DF com o desenvolvimento científico e tecnológico. Composta por quatro elementos fundamentais – o símbolo, o logotipo, as cores e a assinatura completa – cada um desses componentes comunica aspectos essenciais da identidade e missão da Fundação. A marca da FAPDF representa o compromisso do DF com o desenvolvimento científico e tecnológico | Foto: Divulgação/FAPDF O símbolo em formato circular e estilizado à esquerda é uma abstração que sugere conexão, movimento e crescimento, remetendo à ciência e à inovação como processos contínuos e interligados. Essa forma circular também pode ser notada como um ícone de integração, em alusão à atuação da FAPDF como ponto de encontro entre governo, academia, setor produtivo e sociedade. Este símbolo, em amarelo, na versão original da marca, representa a letra C do conhecimento, da ciência e do compromisso. A escolha desse formato é uma referência ao caminho do desenvolvimento científico e tecnológico, inspirado nas curvas do cérebro humano, com relação ao processo contínuo de aprendizado, descoberta e inovação. Este elemento visual convida o observador a percorrer o “Caminho” da ciência, capturando a essência do apoio que a FAPDF oferece aos que buscam e apresentam soluções inovadoras em prol da melhoria da qualidade de vida, da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente da nossa região e do país. O logotipo em azul apresenta uma fonte sem serifa (não possui prolongamentos no fim das hastes das letras), com formas arredondadas e curvas suaves. Essas características representam a modernidade, o processo de continuidade do trabalho da Fundação, com foco na inovação. A perfeita legibilidade da fonte conversa com os princípios da FAPDF de integridade e transparência. As cores institucionais são representadas pelas variações das cores primárias azul e amarelo, mantendo um alinhamento com a identidade da marca do Governo do Distrito Federal (GDF). O azul da FAPDF possui uma tonalidade mais escura e acinzentada aproximando-se de um azul petróleo, que é associado à tranquilidade, à harmonia e ao estímulo do exercício intelectual. O amarelo é uma cor que também estimula o raciocínio e as atividades mentais, transmitindo inspiração, criatividade, concentração e foco. A associação do amarelo quente com o tom frio do azul, além de produzir um contraste que se complementam, é ideal para acentuar sensações de otimismo e prosperidade. A marca também é acompanhada por sua assinatura completa com o nome da Fundação por extenso abaixo do logotipo, que destaca o título desta instituição de apoio à pesquisa do Distrito Federal e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de um ecossistema científico e tecnológico inovador, por meio de projetos que impulsionam a sustentabilidade e as transformações positivas da capital do Brasil. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Mostra de tecnologia leva inovação para governo e empresas do Distrito Federal
O Centro de Convenções Ulysses Guimarães sedia a 6ª edição da mostra de tecnologia Brasília Mais TI, realizada pelo Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O evento é um ponto de encontro de especialistas, empresários, estudantes e entusiastas da tecnologia. As atividades começaram nesta terça (26) e seguem até quinta-feira (28). O propósito do evento é incentivar debates, networking e a disseminação de conhecimento tecnológico na capital federal | Foto: Divulgação/Secti-DF A mostra traz uma programação diversificada, incluindo painéis, exposições e hackathons, além de competições de robótica e ativações interativas com o público. Dentre os temas abordados estão: meio ambiente, governança digital e sustentabilidade, transformação social por meio da computação, inteligência artificial (IA) e mercado jurídico. “Esta mostra não é apenas um ponto de encontro para empresários e especialistas, mas também um espaço de colaboração, em que novas ideias podem florescer e transformar o nosso futuro” Marco Antônio Costa Júnior, presidente da FAPDF O propósito do evento é incentivar debates, networking e a disseminação de conhecimento tecnológico na capital federal. Além do presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, estiveram presentes na cerimônia de abertura, na tarde de terça, autoridades como o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Leonardo Reisman, além de representantes do setor privado do Distrito Federal. Uma das principais atrações da 6ª Brasília Mais TI é o Hackathon FAPDF. Os participantes têm a oportunidade de trabalhar em projetos que utilizam tecnologias emergentes, além de mostrar suas habilidades e inovações a um público mais amplo, incluindo representantes de empresas, investidores e autoridades governamentais. O vencedor do hackathon receberá prêmios e apoio para desenvolver ainda mais suas ideias. “Temos testemunhado como a tecnologia tem moldado nossa sociedade, gerando oportunidades e desafios. Esta mostra não é apenas um ponto de encontro para empresários e especialistas, mas também um espaço de colaboração, em que novas ideias podem florescer e transformar o nosso futuro”, disse Marco Antônio. Outro grande destaque desta edição é o lançamento do Observatório do Empreendedorismo Feminino, que atua para transformar o cenário de inovação ao discutir estratégias para fortalecer a presença das mulheres no setor tecnológico e empresarial. A mostra quer inspirar empresas de todos os portes a acelerarem seus processos de transformação digital, utilizando tecnologias emergentes como inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e análise de dados. “Vejo com alegria a quantidade de eventos de tecnologia que nossa capital recebe, como a Campus Party e o Inova Summit, entre outros. Acho que o Brasília Mais TI deixa um legado, porque é formatado pelo setor privado para o setor privado”, ressaltou Leonardo Reisman. Além da FAPDF, o evento conta ainda com a parceria do Sebrae Nacional, da Caixa Econômica Federal, e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), entre outros. “O governo necessita de soluções para serviços aos cidadãos. A tecnologia é uma porta fantástica porque provê essas soluções para o governo, para fazer a nossa cidade cada vez mais forte e referência em tecnologia para o Brasil”, disse o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino. Para saber mais, acesse: www.brasiliamaisti.com.br. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal
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Servidora da Saúde recebe primeiro lugar em prêmio de inovação e tecnologia
Uma servidora da Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu o primeiro lugar na categoria Iniciativa GovTech no Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A premiação, realizada na última semana (13), reconheceu destaques científicos e tecnológicos da capital federal. A servidora da Saúde Valéria Menezes conquistou o primeiro lugar na categoria Iniciativa GovTech no Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPDF | Foto: Divulgação/FAPDF A servidora efetiva da SES-DF, Valéria Menezes, venceu com o projeto “Siscargos – Sistema de Análise de Acumulação de Cargos” e destacou a sensação de dever cumprido. “Foram quase sete anos desde a ideia até a implementação. Sinto que precisamos inovar ainda mais, trazer novas tecnologias que possibilitem a desburocratização e celeridade na gestão, de forma que o resultado final reflita num melhor serviço à população”, declarou. Segundo Valéria Menezes, um processo que levava, no mínimo, 90 dias para análise e conclusão, foi reduzido para uma hora. “A automatização promoveu eficiência, reduzindo o tempo e os recursos necessários para realizar a tarefa manualmente”, destaca. A edição deste ano contemplou 38 finalistas, em oito categorias: Pesquisador Inovador; Pesquisador Destaque; Estudante Destaque; Startup Inovadora; Iniciativa GovTech; Servidor Destaque; Bolsistas de Iniciação Científica Destaque e Profissionais de Comunicação Destaque. A premiação para os três primeiros colocados foi de R$ 2 mil até R$ 12 mil, exceto para a categoria Iniciativa GovTech. “Sinto que precisamos inovar ainda mais, trazer novas tecnologias que possibilitem a desburocratização e celeridade na gestão, de forma que o resultado final reflita num melhor serviço à população”, afirmou Valéria Menezes Eficiência O SISCargos surgiu após a servidora da SES-DF observar a necessidade de um sistema para auxiliar na elaboração das escalas nos hospitais, sem incompatibilidade de horários. “Percebi que não havia tempo para os profissionais fazerem uma análise minuciosa devido às normas esparsas. Precisávamos de um sistema que fizesse isso por eles de forma automática”, explicou. Com isso, o sistema também supriu a necessidade do cumprimento de uma demanda do Ministério Público (MPDFT), que exige a Declaração Anual de Acumulação de Cargos de todos os servidores da SES-DF. O Siscargos facilitou a identificação de incompatibilidades de horários sem causar prejuízos, dando tranquilidade em relação à documentação de acúmulo de cargos exigida no momento da aposentadoria. “Com esse sistema, conseguimos a redução de custos com despesas indevidamente pagas em duplicidade e redução de multas aplicadas pelo Tribunal de Contas, além de desburocratizar os processos envolvendo o acúmulo de cargos, tornando-os mais práticos para todos os envolvidos. Em resumo, trouxe transparência, controle, inovação, agilidade e eficiência”, apontou. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Premiação celebra a ciência no Distrito Federal
Em uma noite marcada pelo reconhecimento e incentivo à ciência e à inovação, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) promoveu, na quarta-feira (13), a terceira edição do Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento, que reuniu mais de 350 convidados no Clube de Engenharia de Brasília, celebrou os destaques científicos e tecnológicos do Distrito Federal, reafirmando a missão da FAPDF, que neste mês de novembro comemora 32 anos. A governadora em exercício do DF, Celina Leão, esteve presente ao lado do presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, e de diversas autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF). “Sabemos o trabalho que a FAPDF tem feito no segmento da tecnologia e é importante destacar o papel desse órgão público para a promoção da inovação na capital”, destacou Celina. Sobre a FAPDF, a governadora em exercício Celina Leão observou que “é importante destacar o papel desse órgão público para a promoção da inovação na capital” | Fotos: Marck Castro/FAPDF Com premiação em dinheiro para os três primeiros colocados de cada categoria, a edição de 2024 do prêmio contemplou 39 finalistas, em áreas que reconhecem o trabalho de pesquisadores experientes e até estudantes do ensino médio. Os valores do prêmio variaram entre R$ 2 mil e R$ 12 mil. “Foi uma imensa alegria participar do 3º Prêmio FAPDF, uma oportunidade que representa um marco importante na trajetória de contribuição para a pesquisa no Distrito Federal. Fico muito feliz por ter contribuído para o desenvolvimento do conhecimento na medicina veterinária, para a formação dos futuros profissionais que terão o papel fundamental de cuidar da saúde dos nossos animais. Este reconhecimento reforça o compromisso com a pesquisa científica e a melhoria contínua da saúde animal e coletiva”, disse Luiza Sousa da Silva, bolsista de Iniciação Científica, premiada com o valor de R$ 3 mil pelo projeto “Avaliação do treinamento cirúrgico em cadáveres preservados com solução de cloreto de sódio a 30%”. A edição de 2024 do Prêmio FAPDF contemplou 39 finalistas, em áreas que reconhecem o trabalho de pesquisadores experientes e até estudantes do ensino médio; os valores variaram entre R$ 2 mil e R$ 12 mil “É muito difícil expressar em palavras a minha gratidão à FAPDF e todo o seu apoio em minha pesquisa. Este prêmio foi a concretização de um sonho e de muitos meses de trabalho”, afirmou Luísa Schuh Vargas, bolsista de Iniciação Científica, também premiada com R$ 3 mil pelo projeto “Novos ativos para inflamações cutâneas: Desenvolvimento de novo ingrediente de curcumina como alternativa terapêutica anti-inflamatória”. Entre as oito categorias prestigiadas, estavam a de Pesquisador Inovador, voltada para doutores que geraram impacto no setor produtivo ou público; Pesquisador Destaque; Estudante Destaque, para alunos do ensino médio; Startup Inovadora, tanto aceleradas quanto em fases iniciais; além de servidores que criaram soluções GovTech em órgãos públicos. Também foram reconhecidos Bolsistas de Iniciação Científica e Profissionais de Comunicação que contribuíram para a popularização da ciência no Distrito Federal. A última premiação da noite foi na categoria Servidor Destaque, concedida à servidora efetiva Camila da Costa, da Gerência de Tesouraria (Getes) da Diretoria de Orçamento, Contabilidade e Finanças (DIOCF), pelo seu compromisso e entregas à FAPDF neste ano. “Eu pensei em desistir de concorrer a este prêmio, mas fui estimulada por colegas de trabalho que me incentivaram a acreditar no potencial do meu projeto”, declarou Valéria Menezes de Oliveira, servidora efetiva da Secretaria de Saúde (SES-DF), vencedora na categoria Iniciativa GovTech com o projeto “Siscargos – Sistema de Análise de Acumulação de Cargos”. O presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, enfatizou a relevância do prêmio como um reconhecimento ao esforço dos profissionais que dedicam suas carreiras à inovação e ao conhecimento científico. “Esta noite é para celebrar cada pesquisador, estudante e profissional que contribui para fazer do DF um polo de inovação. O papel da FAPDF é construir pontes entre governo, academia e setor produtivo, sempre com foco em gerar impacto positivo para nossa sociedade”, afirmou. O evento reuniu mais de 350 convidados na noite de quarta (13), no Clube de Engenharia de Brasília, para celebrar os destaques científicos e tecnológicos do Distrito Federal Outro destaque da noite foi o lançamento do terceiro volume do periódico Diálogo Científico, que reúne 50 projetos de pesquisa fomentados pela Fundação. A publicação reafirma o compromisso da FAPDF em construir a memória científica do Distrito Federal. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, também prestaram homenagens ao trabalho da FAPDF, ressaltando a importância da união entre governo e pesquisa. “Não sei se vocês sabem, mas muitos investimentos da Fundação são destinados a projetos de educação, em parceria com a nossa secretaria”, pontuou Hélvia, reconhecendo o trabalho da FAPDF em prol de uma educação de qualidade com uso da tecnologia em sala de aula. Leonardo Reisman destacou a visão estratégica da Fundação, afirmando que a FAPDF “atende plenamente ao conceito de tríplice hélice ao unir governo, academia e empreendedores”. Para conhecer os finalistas do Prêmio FAPDF 2024, clique aqui. Todos os volumes do periódico Diálogo Científico estão disponíveis neste link. Quer participar da edição do Prêmio FAPDF de 2025? Preencha o pré-cadastro e a FAPDF estará ciente do seu interesse. *Com informações da FAPDF
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Brasília recebe pela primeira vez o festival de criatividade Pixel Show com apoio da FAPDF
Pela primeira vez, Brasília sedia o festival Pixel Show, um dos grandes eventos de economia criativa do país, que está em sua 19ª edição. Realizado com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti), o espaço foi aberto em uma cerimônia especial na tribuna de honra, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. Criado em 2005 pela plataforma Zupi, o Pixel Show é um festival que celebra diversas áreas da economia criativa, como arte digital, design, fotografia, cinema, moda, música e empreendedorismo. O evento atrai profissionais e entusiastas dessas áreas, sendo um espaço para troca de ideias, tendências e novas tecnologias. Criado em 2005 pela plataforma Zupi, o Pixel Show é um festival que celebra diversas áreas da economia criativa | Foto: Divulgação/FAPDF Para o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Jr., o evento é uma grande oportunidade para fomentar a economia criativa no DF. “O Pixel Show conecta profissionais, estudantes e empreendedores, criando um ambiente propício para networking e parcerias. É uma oportunidade para fortalecer a inovação e estimular novos negócios na capital federal”, disse. Este ano, a edição em Brasília vai contar com a presença de Tonico Novaes, CEO da Campus Party Brasil, e apoio do Ecossistema Gouvêa. Eles se uniram ao fundador do evento, Simon Szacher, para ampliar o alcance e enriquecer ainda mais a experiência dos participantes. “A gente está apostando em todos vocês que fazem parte do ecossistema criativo da nossa cidade, design, música, moda, entre tantos outros”, disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Leonardo Reisman. O festival vai trazer uma programação variada, com palestras, workshops, painéis, exposições e uma feira de arte. Nomes de destaque nacional e internacional, como Orkut Büyükkökten, engenheiro de software visionário, criador da rede social que leva o nome dele e que deu início ao ambiente de relacionamento social que encontramos hoje nas mídias sociais; David Carson, designer gráfico e ex-surfista, é considerado um dos criativos mais influentes dos anos 90; e Jordan Soles, vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da Rodeo FX, empresa canadense de efeitos visuais para cinema, televisão e publicidade, famosa por ter sido a criadora de efeitos para a série Game of Thrones. Esses e outros convidados vão compartilhar suas experiências em temas como criação de conteúdo, animação digital, branding, fotografia conceitual, inteligência artificial na arte e empreendedorismo criativo, durante os três dias de programação. Serviço Data: 22 a 24 de novembro Horário: A partir das 9h Local: Arena BRB Mané Garrincha Consulte a programação no site do evento *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto investe na modernização e no fortalecimento da Rádio Cultura
O projeto Rádio Cultura: passado, presente e futuro da comunicação pública no DF tem como foco preservar, modernizar e fortalecer a emissora pública, reconhecida por sua relevância cultural, histórica e social no Distrito Federal. Com um orçamento de R$ 1 milhão e duração de 24 meses, a iniciativa visa transformar a Rádio Cultura FM 100,9 em um modelo de comunicação pública contemporânea, adaptada aos avanços tecnológicos e capaz de engajar audiências diversas. Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O projeto foi proposto pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). “A Rádio Cultura tem a missão de difundir, irradiar e produzir cultura, educação, cidadania, entretenimento, informação de qualidade e prestação de serviços, buscando atingir um público cada vez mais amplo da nossa sociedade. Por isso, essa iniciativa de preservá-la, modernizá-la e fortalecê-la é muito relevante”, avaliou o secretário de Cultura, Claudio Abrantes. “A FAPDF reconhece a importância do fomento a projetos de pesquisa na área da cultura para o Distrito Federal. A Rádio Cultura tem um papel fundamental na democratização do acesso à informação e na valorização das nossas raízes, além de oferecer à população um espaço de aprendizado, reflexão e conexão com a identidade da capital”, disse o presidente da Fundação, Marco Antônio Costa Júnior. Confira alguns dos principais objetivos do projeto: ⇒ Preservar a memória institucional da emissora, relembrando sua história desde a fundação, em 1988, por meio de entrevistas e materiais de arquivo; ⇒ Desenvolver um plano estratégico que contemple a adaptação da emissora às inovações tecnológicas, otimizando processos de produção e distribuição de conteúdo; ⇒ Inserir a Rádio Cultura na Rede Nacional de Comunicação Pública, fortalecendo sua programação com conteúdo científico, cultural e social. Além de manter a transmissão via FM, o projeto explora o uso de tecnologias digitais para alcançar um público mais amplo; ⇒ Realizar estudos quantitativos e qualitativos sobre o perfil e as preferências do público; ⇒ Elaborar propostas para atualizar a estrutura legal e normativa da Rádio Cultura, com o objetivo de fortalecer sua posição institucional e garantir sua autonomia como veículo público. A ideia é que o projeto resulte na preservação e no fortalecimento da Rádio Cultura como um veículo de comunicação pública essencial, valorizando o patrimônio cultural do Distrito Federal, engajando a comunidade e promovendo a modernização dos processos de produção e distribuição de conteúdo. *Com informações da FAP-DF
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FAPDF celebra 32 anos de apoio à ciência e à tecnologia no Distrito Federal
Neste 4 de novembro, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) comemora 32 anos de dedicação ao desenvolvimento científico e tecnológico da capital do Brasil. Criada pela Lei nº 347, em 1992, e implementada no ano seguinte, a instituição assumiu um papel essencial no avanço do conhecimento, oferecendo suporte constante a pesquisadores, instituições e projetos inovadores que visam transformar o DF em um polo de excelência em ciência e tecnologia. A FAPDF se coloca como uma ponte entre o governo, a academia, o setor produtivo e a sociedade | Arte: FAPDF Desde o início, a missão da FAPDF é promover e apoiar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação, visando o bem-estar da população, o crescimento econômico sustentável e a preservação ambiental. Para isso, a Fundação se coloca como uma ponte entre o governo, a academia, o setor produtivo e a sociedade, facilitando o desenvolvimento de ideias inovadoras que se transformam em soluções concretas para os desafios regionais e nacionais. “Como presidente da FAPDF, tenho orgulho de fazer parte desse movimento há quatro anos, em prol do desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Desde que aceitei essa missão, a convite do governador Ibaneis Rocha, eu e toda a equipe da Fundação temos nos dedicado a aproximar a população das principais inovações científicas e tecnológicas produzidas em nossa capital, trabalhando para construir um futuro em que o conhecimento seja o maior patrimônio da nossa sociedade. Cada resultado alcançado nesses anos é mais um tijolo na construção da memória científica brasileira”, declara Marco Antônio Costa Júnior, presidente da FAPDF. Estrutura Ao longo de sua trajetória, a FAPDF passou por diversas reestruturações para aprimorar sua capacidade de apoio à pesquisa. Em 2000, incorporou o Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT-DF), expandindo sua atuação. Em 2019, foi integrada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), fortalecendo sua relação com as políticas públicas e consolidando seu papel estratégico na inovação regional. Em 2022, atualizações em seu Estatuto Social e Regimento Interno reforçaram essa estrutura, garantindo resposta ágil e eficiente às demandas contemporâneas de maneira ágil e eficiente. A missão da FAPDF é promover e apoiar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação, visando o crescimento econômico sustentável e a preservação ambiental | Foto: Divulgação/FAPDF Resultados A atuação da FAPDF ao longo dessas mais de três décadas gerou resultados expressivos. São centenas de projetos fomentados, com editais públicos que apoiam desde pesquisas acadêmicas até soluções tecnológicas para o setor produtivo. Áreas estratégicas como Bio, Agro, Tech e Gov recebem incentivos da Fundação, que busca constantemente promover iniciativas alinhadas com as demandas sociais e ambientais do Distrito Federal. Recentemente, a FAPDF também lançou programas que incentivam startups e o desenvolvimento de soluções GovTech, posicionando a capital como referência nacional em inovação governamental. A marca A identidade visual da FAPDF reflete a essência de sua missão. Com um símbolo circular em amarelo, que representa o caminho do conhecimento e o compromisso com a ciência, a marca expressa o movimento contínuo da pesquisa e da inovação. A escolha desse formato é inspirada nas curvas do cérebro humano, simbolizando o processo contínuo de aprendizado, descoberta e inovação. O logotipo azul, remete à transparência e integridade que norteiam as ações da Fundação. O futuro A Fundação investe em iniciativas que alavancam o potencial do Distrito Federal, desde a formação de novos pesquisadores até a criação de um ambiente propício à inovação e ao empreendedorismo. Nestes 32 anos, a FAPDF reafirma seu compromisso de continuar apoiando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, para que o DF continue a se destacar como um polo de conhecimento e inovação no país. No Brasil, cada estado possui uma Fundação de Amparo à Pesquisa (FAP), totalizando 26 FAPs estaduais e uma do Distrito Federal. Essas instituições atuam no financiamento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação em suas respectivas regiões. Conheça a data de criação de cada uma delas no mapa abaixo. Arte: FAPDF *Com informações da FAPDF
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Aplicativo vai gerenciar cuidados com a saúde de idosos do DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) deu um passo importante no campo da inovação tecnológica voltada para a saúde ao aprovar uma parceria com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para o desenvolvimento do projeto GENIIO-S. A iniciativa visa implementar uma plataforma digital que oferece aos idosos acesso a informações sobre saúde, orientações personalizadas e monitoramento de dados de saúde em tempo real. A ferramenta também será útil para cuidadores e familiares, que poderão acompanhar o estado de saúde dos seus idosos, promovendo um envelhecimento mais saudável e ativo. Aplicativo vai oferecer acesso a informações sobre saúde, orientações personalizadas e monitoramento de dados de saúde dos idosos em tempo real | Foto: Divulgação/FAPDF “O projeto GENIIO-S representa um importante avanço no campo da saúde e vai transformar a maneira como os idosos gerenciam a saúde no Distrito Federal, de um modo geral. Investir em cuidados preventivos reduz a necessidade de tratamentos mais caros e complexos”, disse o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. O DF, assim como o restante do Brasil, enfrenta um processo acelerado de envelhecimento populacional. Com a expectativa de vida em alta, cresce a demanda por políticas públicas e iniciativas que garantam um envelhecimento ativo e de qualidade. Pensando nisso, a FAPDF está disponibilizando R$ 700 mil, por meio de emenda parlamentar, para apoiar esta iniciativa. “O projeto está alinhado com os objetivos institucionais da Fundação, que busca promover o progresso científico e tecnológico em áreas cruciais, como saúde e educação para a população idosa”, afirmou o coordenador da área de Tecnológica e de Inovação da FAPDF, Gilmar dos Santos Marques. A iniciativa é parte do plano de trabalho “Desenvolvimento de Tecnologias para Gestão do Autocuidado”, que integra o Programa Educativo UniSER/UnB, uma colaboração entre a Universidade de Brasília (UnB) e parceiros estratégicos. O projeto começou a ser testado em 2021 na Unidade Básica de Saúde 06, em Ceilândia, envolvendo idosos da comunidade local. Os resultados iniciais foram animadores, com melhorias observadas em indicadores como índices bioquímicos, composição corporal e capacidade funcional dos participantes. O cronograma de desembolso e os procedimentos de fiscalização foram cuidadosamente analisados e considerados adequados, garantindo que os recursos sejam disponibilizados de acordo com as necessidades do projeto. A execução será monitorada por uma comissão designada, que avaliará o progresso físico e financeiro da parceria por meio de auditorias e visitas técnicas. *Com informações da FAPDF
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Divulgadas linhas de pesquisa que vão compor o Programa de Pesquisa para o SUS
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulga as linhas de pesquisas que vão compor a chamada pública da oitava edição do Programa Pesquisa para o SUS (Ppsus). Foram definidos cinco eixos temáticos: Gestão do SUS, Gestão do Trabalho e Educação, Atenção Integral à Saúde, Inovação em Saúde e Gestão de Recursos Financeiros e Orçamentários para o SUS. Arte: FAPDF O Ppsus traz uma gestão compartilhada em saúde, que tem por objetivo promover a descentralização do fomento à pesquisa no Distrito Federal. São investidos R$ 7,5 milhões por meio do programa no Distrito Federal, sendo R$ 2,5 milhões fomentados pela FAPDF e R$ 5 milhões pelo Ministério da Saúde. A descentralização e a gestão participativa envolvem gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e representantes da sociedade civil. O Ppsus é uma ferramenta essencial para aumentar a experiência e a produção científica dos pesquisadores, tornando-os mais competitivos no Brasil e no exterior. O programa tem como foco o desenvolvimento científico e tecnológico, a fim de atender as necessidades de saúde locais de cada estado, proporcionando melhorias nas condições de vida da população. “Esse programa é crucial para fortalecer o SUS [Sistema Único de Saúde] e garantir que as soluções inovadoras desenvolvidas pelos nossos pesquisadores possam ser aplicadas na prática, beneficiando diretamente a nossa população. A colaboração entre as diversas instituições e a participação ativa dos nossos pesquisadores são elementos-chave para o sucesso deste programa”, afirma o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. Na primeira etapa do programa, foi realizado o levantamento dos problemas de saúde pelos profissionais da área e gestores do Distrito Federal, com base em eixos temáticos levantados pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Na segunda etapa, foi feita a priorização dos problemas de saúde elencados pelos profissionais e gestores do DF. Na terceira, o grupo de trabalho promoveu consulta à comunidade científica distrital para sugestões de linhas de pesquisa. O investimento total para todo o Brasil é de R$ 170,8 milhões, destinados à aquisição de materiais de consumo e equipamentos, além da implementação de bolsas nos projetos aprovados. O programa promove a Oficina de Prioridades de Pesquisas em Saúde (OPP) em cada estado, organizada pelas fundações de amparo à pesquisa (FAPs), em colaboração com as secretarias estaduais de saúde; pelo Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF); pelo Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal
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Nova iniciativa da FAPDF debate ética e confiança no ambiente de trabalho
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança a nova trilha do conhecimento Ser íntegro é…, como parte da campanha interna Equipe FAPDF Integridade. Utilizando uma colaboradora virtual criada por inteligência artificial, o novo vídeo tem como objetivo conscientizar servidores e colaboradores sobre as características de uma pessoa íntegra e a importância da confiança no ambiente de trabalho. O conteúdo inclui orientações sobre ética e honestidade no serviço público e informações sobre como contatar a Comissão de Ética da Fundação. A campanha, que também celebra o sexto ano de criação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), envolverá a participação ativa dos servidores na criação das características dos personagens virtuais que representam situações do cotidiano do serviço público. Essas narrativas serão desenvolvidas a partir de enquetes internas, onde os colaboradores poderão sugerir nomes, idades e personalidades desses avatares. A proposta é promover a interação e o engajamento em torno dos temas. A iniciativa faz parte do compromisso da fundação em promover um ambiente de trabalho ético e transparente, em conformidade com o decreto federal de 2023, que instituiu o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação na Administração Pública. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Linguagem simples torna Cartilha de Prestação de Contas mais acessível
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou, nesta quarta-feira (7), sua Cartilha de Prestação de Contas elaborada em linguagem simples, para auxiliar pesquisadores e instituições que recebem recursos da entidade. Com isso, a FAPDF reforça sua responsabilidade com os recursos públicos empenhados, demonstrando seu compromisso com a transparência e a ética, além de seguir o que institui o Decreto nº 45.823, que trata da Política de Linguagem Simples e Direito Visual, objeto base para a elaboração da Cartilha. O lançamento ocorreu no Sebrae Lab, localizado no Parque Tecnológico da Granja do Torto, com transmissão simultânea pelo canal oficial da FAPDF no YouTube. Durante o lançamento da cartilha, o público pode tirar dúvidas sobre todo o processo de prestação de contas | Foto: Divulgação/ FAPDF “Gostaria de parabenizar a todos que se empenharam neste trabalho árduo, que foi a elaboração desta cartilha em linguagem simples. O GDF tem demandado cada vez mais transparência e eficiência no uso dos recursos públicos. Essa iniciativa é um pontapé inicial para mostrar aos pesquisadores um produto didático e menos formal. É um misto de orgulho e satisfação entregar mais este produto à sociedade”, observou o presidente da Fundação, Marco Antônio Costa Júnior. Raianne Lamounier, superintendente Científica, Tecnológica e de Inovação da FAPDF, em exercício, disse que a Fundação tem tanto interesse quanto cada pesquisador para que tudo dê certo, do início ao fim. “Que possamos trabalhar, planejar, acompanhar e prestar contas juntos. Tudo o que é mais interativo foi posto neste documento. É importante ser transparente sobre os obstáculos enfrentados, mas estamos neste caminho de readequação para facilitar todo o processo”, disse. A cartilha foi criada em formato de tutorial, com uso de ilustrações, esquemas, textos curtos e objetivos, detalhando os critérios e procedimentos estabelecidos Com uma linguagem mais acessível e simplificada em formato de tutorial, com uso de ilustrações, esquemas, textos curtos e objetivos, a cartilha detalha os critérios e procedimentos estabelecidos, a fim de dar mais clareza às solicitações. “A prestação de contas é composta de uma parte técnica e uma parte financeira. Sempre entramos em contato com o pesquisador para que não haja intercorrências”, disse a coordenadora de Acompanhamento e Avaliação da FAPDF, Vanessa Fernandes. O público presente no local, assim como os que acompanhavam a transmissão online, tiveram suas perguntas prontamente respondidas durante a programação. A equipe da FAPDF também informou que caso haja mais dúvidas sobre prestação de contas, os pesquisadores podem entrar em contato com a Coordenação de Acompanhamento e Avaliação (Cooac), por meio do telefone (61) 3462-8848 ou pelo e-mail cooac@fap.df.gov.br. *Com informações da FAPDF
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Prêmio reconhece iniciativas GovTech de órgãos públicos do DF
As iniciativas GovTech são fundamentais para impulsionar a modernização do setor público. Aplicam soluções tecnológicas inovadoras aos serviços de interesse público, impactando positivamente as políticas governamentais e a vida dos cidadãos. Pensando na relevância para o cenário de inovação no serviço público, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) traz a categoria GovTech à terceira edição do Prêmio FAPDF, que está com inscrições abertas até 31 de julho. Arte: FAPDF A categoria é destinada a órgãos públicos que utilizam soluções tecnológicas para melhorar os serviços e processos públicos federais ou distritais, a fim de criar soluções ágeis e eficientes para otimização da administração governamental. “O ecossistema tech no DF é uma força motriz para o progresso, empregabilidade e inovação para a nossa capital. Esta categoria foi criada para reconhecer os projetos e programas que melhoraram os processos públicos com uso da tecnologia, assim como dar visibilidade aos servidores envolvidos nesses trabalhos”, destaca o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. Além da iniciativa Govtech, o prêmio FAPDF contempla outras sete categorias que reconhecem os trabalhos de pesquisadores, servidores, estudantes do ensino médio e startups que se destacaram na promoção da ciência e da tecnologia no Distrito Federal e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Acesse o edital na íntegra. Para informações complementares e dúvidas sobre o prêmio, escreva para editalpremio2024@fap.df.gov ou ligue para a Coordenação de Bolsas e Eventos (Coobe) no telefone (61) 3462-8840.
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Inscrições para o Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação vão até 31 de julho
Incentivar e reconhecer pesquisas e ações de desenvolvimento tecnológico é o objetivo do Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que chega à terceira edição. Este ano serão R$ 157 mil distribuídos em premiações entre R$ 2 mil e R$ 12 mil para pesquisadores, servidores, startups, estudantes e profissionais de comunicação. Os trabalhos podem ser inscritos até 31 de julho pelo Sistema de Informação e Gestão de Projetos – SIGFAP. Ao todo, a premiação é dividida em oito categorias | Foto: Vinicius de Melo/Agência Brasília “Esse é um prêmio maravilhoso que premia em oito categorias startups aceleradas ou não, pesquisadores, destaques, bolsistas, servidores e comunicadores. Além de um belo troféu de reconhecimento desse trabalho, tem também uma premiação em dinheiro que chega até R$ 12 mil. Então é um grande incentivo para a gente continuar animando esse ecossistema de inovação do DF”, define o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. Ao todo, a premiação é dividida em oito categorias. Batizada de Pesquisador Inovador, a categoria é voltada para pesquisadores com título de doutorado há mais de cinco anos que tenham gerado inovação para o setor produtivo ou público. Há outra específica para alunos do ensino médio, Estudante Destaque. Startups aceleradas ou não sediadas no DF podem concorrer a Startup Inovadora. Cada categoria tem requisitos específicos para a inscrição que podem ser consultados no edital. Os trabalhos serão selecionados entre 1º de agosto e 16 de setembro Dentro da administração pública, há duas categorias. A primeira delas é Servidor Destaque, para os servidores da lotados na FAPDF responsáveis por otimizar processos. A outra é a Iniciativa GovTech, para ecossistemas de órgãos públicos da administração direta e indireta que aplicam inovação e tecnologia em processos e serviços públicos. A última categoria é direcionada a bolsista de Iniciação Científica e Tecnológica com bolsas da FAPDF. Cada categoria tem requisitos específicos para a inscrição que podem ser consultados no edital. Os trabalhos serão selecionados entre 1º de agosto e 16 de setembro. O resultado preliminar será divulgado em 23 de setembro e o resultado final em 24 de outubro. A entrega dos prêmios está prevista para novembro. *Com informações da FAPDF
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Programa de Fomento Estratégico recebe projetos alinhados ao conceito de cidade inteligente
Em meio ao avanço tecnológico global, o Distrito Federal se destaca na corrida para se tornar uma referência em cidade inteligente no Brasil. Pensando nisso, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) abriu o programa de fomento estratégico Gov Learning, do ecossistema de GovTech. A chamada pública está vinculada ao edital do programa FAPDF Learning, com valor total de investimento de R$ 8 milhões. O programa terá vigência de 24 meses. Criado para incentivar e apoiar a pesquisa científica básica e aplicada como instrumento de promoção e inovação tecnológica no DF, o FAPDF Learning é voltado para pesquisadores vinculados às instituições públicas ou privadas de ensino, pesquisa, institutos e centros de pesquisa, além de empresas de base tecnológica ou de desenvolvimento que tenham sede e administração no DF. Um dos grandes desafios é garantir que a transformação digital seja inclusiva e que ofereça acesso equitativo à internet de qualidade para todos | Foto: Divulgação/FAPDF O FAPDF Learning vai receber propostas de ações alinhadas à área de tecnologias aplicadas para o Governo do Distrito Federal. Em 2023, foram investidos R$ 6 milhões para o Gov Learning, e neste ano serão R$ 2 milhões a mais. Em 2020, o governo brasileiro assinou a Carta Brasileira de Cidades Inteligentes. O texto foi construído em parceria entre o Brasil e a Alemanha para apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável no Brasil (Andus). Os iniciadores e coordenadores do processo foram o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o Ministério das Comunicações (MC) e a agência alemã GIZ. De acordo com o documento, as cidades inteligentes são aquelas comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis, em seus aspectos econômico, ambiental e sociocultural. Um dos grandes desafios é garantir que a transformação digital seja inclusiva e que ofereça acesso equitativo à internet de qualidade para todos. Isso envolve a expansão da infraestrutura da cidade e permite que pesquisadores tenham a oportunidade de participar. A integração da tecnologia na vida cotidiana dos cidadãos é um dos pilares das cidades inteligentes. No Distrito Federal, isso se traduz em serviços públicos mais eficientes, como transporte, energia, água e coleta de lixo, que visam reduzir custos e impactos ambientais A integração da tecnologia na vida cotidiana dos cidadãos é um dos pilares das idades inteligentes. No Distrito Federal, isso se traduz em serviços públicos mais eficientes, como transporte, energia, água e coleta de lixo, que visam reduzir custos e impactos ambientais. Além disso, a tecnologia é vista como uma ferramenta essencial para alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Nova Agenda Urbana da ONU. “É a segunda vez que a FAPDF fomenta projetos para a indústria. O planejamento urbano é a chave que destranca as cidades inteligentes. O desenvolvimento e a aplicação de técnicas modernas de gestão estão diretamente relacionados ao nível de organização urbana da cidade. Entendemos que uma cidade inteligente é um espaço onde vivem governos e sociedades mais inteligentes, na qual a tecnologia é apenas um instrumento. Uma cidade inteligente é mais que um espaço urbano que utiliza tecnologia de ponta, mas um lugar que é pensado para as pessoas, com foco na inclusão social, na diminuição da desigualdade e pautada também pela sustentabilidade”, disse o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. Os resultados preliminares da chamada serão confirmados pela Superintendência Científica, Tecnológica e de Inovação (Sucti/FAODF), e os resultados finais serão homologados pelo conselho diretor. Os projetos podem ser submetidos até 13 de maio. Para conferir os requisitos para a participação, além dos demais critérios, basta acessar o edital clicando aqui. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Brasília sedia fórum sobre políticas científicas e tecnológicas
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) recebe, entre os dias 13 e 15 de março, o 63º Fórum Nacional Consecti & Confap, com a presença de representantes das fundações de apoio à pesquisa de todo o Brasil. O evento vai discutir temas prioritários às políticas científicas e tecnológicas do país e contará com a entrega de dois prêmios. O fórum reúne o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). As cerimônias de abertura e de entrega do Prêmio Confap de Boas Práticas em Fomento à CT&I e do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia & Inovação – Johanna Döbereiner, que está em sua terceira edição, serão realizadas no Sesi LAB de Brasília, na noite do dia 13 de março, a partir das 19h30, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Confap. “Um encontro que reúne presidentes e representantes de todas as FAPs do país é, sem dúvida, um dos mais importantes para a manutenção de um trabalho coletivo. Sediar este evento significa contribuir para o debate de temas prioritários às políticas científicas e tecnológicas no Brasil, além de reforçar nosso compromisso com as discussões sobre inovação no país”, afirma o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. A 3ª edição do Prêmio Confap de CT&I tem patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Fórum é uma realização do Consecti e do Confap, em parceria com a FAPDF. *Com informações da FAPDF
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Programa Reciclotech tem investimento de R$ 9 milhões e é ampliado
Foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (3) os extratos dos termos de colaboração referentes ao edital de chamamento público n° 15/2023. O intuito da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) é ampliar o programa referente à economia circular e logística reversa do projeto Reciclotech. O valor global dos recursos públicos da parceria é de R$ 9 milhões, dividido em R$ 2,25 milhões para cada OSC selecionada. O edital visa ao chamamento público de Organização da Sociedade Civil (OSC) para, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) e com a FAPDF, dar continuidade à implantação, execução e aprimoramento do sistema de logística reversa e economia circular de equipamentos eletrônicos do Distrito Federal. Os polos serão responsáveis por integrar a coleta, triagem e reciclagem de equipamentos eletrônicos do Distrito Federal, promovendo reaproveitamento de resíduos, descarte adequado e doação de equipamentos recondicionados | Foto: Divulgação/ FAPDF Quatro OSCs foram selecionadas para gerir o projeto em cinco macrorregiões, implantando o projeto em mais de 30 regiões administrativas. Cada macrorregião terá um polo principal, onde ocorrerão cursos de qualificação gratuitos. Serão implantados polos de economia circular (PEC) em cinco macrorregiões, além da formação de jovens e adultos em tecnologia da informação no período de 18 meses, prorrogáveis por igual período. Os polos serão responsáveis por integrar a coleta, triagem e reciclagem de equipamentos eletrônicos do Distrito Federal, promovendo reaproveitamento de resíduos, descarte adequado e doação de equipamentos recondicionados. As OSCs deverão oferecer cursos de profissionalização com duração mínima de 100 horas cada, capacitando jovens e adultos em ciência, inovação e tecnologias que estejam relacionadas ao nicho da cadeia produtiva do resíduo eletrônico e aos processos da economia circular. Mil toneladas [Olho texto=”“Fico satisfeita em saber que o programa foi ampliado, possibilitando que um número ainda maior de pessoas desfrute dos benefícios oferecidos pelo projeto”” assinatura=”Larissa Souza, coordenadora científica em exercício da FAPDF” esquerda_direita_centro=”direita”] A FAPDF tem apoiado o projeto Reciclotech há mais de três anos, estabelecendo uma parceria que contribuiu significativamente para o recondicionamento de mais de mil toneladas de lixo eletrônico. Para a coordenadora científica em exercício da FAPDF, Larissa Souza, o processo de recondicionamento e doação de computadores, a capacitação de jovens nas áreas relacionadas à tecnologia e a parceria com escolas “têm sido diferenciais marcantes”. “Fico satisfeita em saber que o programa foi ampliado, possibilitando que um número ainda maior de pessoas desfrute dos benefícios oferecidos pelo projeto”, avalia. RAs beneficiadas No caso do Termo n° 3/2023, a parceria foi realizada com a OSC Instituto Nova Ágora de Cidadania. O PEC será instalado na macrorregião Central de Brasília – abrangendo Asa Sul, Asa Norte, Cruzeiro, Varjão e Vila Planalto. O Termo de Colaboração n° 4/2023 foi celebrado com a OSC Comitê para a Democratização da Informática no Distrito Federal e Entorno (CDI-DF), com o intuito de instalar o polo na macrorregião Leste e Norte, atuando nas RAs Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Jardim Botânico, Planaltina, Sobradinho, Sobradinho II, Fercal, Lago Norte, Arapoanga e Noroeste. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Já o Termo n° 5/2023 cita a OSC Programando o Futuro, cuja instalação do PEC é na macrorregião Sul/Sudeste e Oeste, abrangendo Gama, Santa Maria, Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires, Brazlândia e Ceilândia. Por fim, o Termo n° 6/2023 tem a OSC Instituto de Desenvolvimento Ambiental e Sustentabilidade Arvoredo como parceira. Este instrumento tem por objeto a instalação do polo na macrorregião Centro Sul, abrangendo Candangolândia, Cidade Estrutural, Guará, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento. *Com informações da FAPDF
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Inteligência artificial em hospitais recebe investimentos de R$ 1,4 milhão
O resultado de chamada pública que vai aplicar R$ 1,4 milhão na implementação de um programa estruturado com inteligência artificial (IA) para gerenciamento de uso de antimicrobianos em ambientes hospitalares foi divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de terça-feira (2). O projeto selecionado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) foi o Programa de gerenciamento do uso de antimicrobianos em ambientes hospitalares guiado por inteligência artificial: plataforma AI-STW, da Universidade Católica de Brasília (UCB). O projeto selecionado é coordenado pelo doutor em clínica médica da UCB, Luiz Sérgio de Carvalho. A iniciativa é fruto da parceria da FAPDF com a Secretaria de Saúde (SES-DF) e com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Vinculada ao programa Desafio DF, a chamada pública tem como objetivo financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para melhoria dos resultados clínicos dos pacientes, por meio da implementação de programas estruturados de gerenciamento de uso de antimicrobianos. Esses programas incorporam ferramentas de inteligência de dados, aprendizado de máquina, aplicativos de tecnologia assistiva e envolvem uma equipe multiprofissional especializada. O uso inadequado de medicamentos aumenta o risco de surgimento da resistência antimicrobiana, um dos principais desafios para a saúde pública no mundo | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF O uso inadequado desses medicamentos aumenta o risco de surgimento da resistência antimicrobiana, um dos principais desafios para a saúde pública no mundo e considerada uma ameaça global pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, ações de controle de infecção, monitoramento e vigilância e uso racional e adequado de antimicrobianos podem garantir que esses medicamentos mantenham-se eficazes e consigam controlar as infecções, diminuindo o risco de propagação das doenças. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para a coordenadora científica em exercício da FAPDF, Larissa Souza, a parceria com a Secretaria de Saúde “é um ganho enorme para a saúde pública do DF”. “A FAPDF tem mantido boas parcerias com diversos órgãos do GDF que tem a pretensão, por meio de pesquisa, inovação, desenvolvimento científico ou tecnológico, de trazer benefícios significativos para a população e essa chamada descreve muito bem esse contexto”, destaca. Desafio DF A ideia do programa Desafio DF é promover chamadas específicas para seleção de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com vistas ao estudo de viabilidade de políticas públicas. *Com informações da Secretaria de Saúde e da FAPDF
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FAPDF: investimentos de R$ 140 milhões em ciência, tecnologia e inovação
“Houve um grande avanço em 2023, com as conquistas alcançadas pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Elas foram alicerçadas principalmente pela união dos pesquisadores, das instituições acadêmicas, do setor produtivo e do Governo do Distrito Federal. Priorizei as parcerias como fator preponderante para manter o compromisso de fomentar o desenvolvimento sustentável, impulsionando o ecossistema de inovação. Em relação à execução orçamentária, a FAPDF atingiu um marco significativo, ao bater um novo recorde, com investimentos de R$ 140 milhões em ciência, tecnologia e inovação. Essa expressiva cifra permitiu a publicação de 16 editais de fomento, destacando programas como o FAP Participa, o FAPDF Movimenta, o FAPDF Publica e a Demanda Espontânea. Essas iniciativas apoiam ativamente a comunidade acadêmica e científica, incentivando a participação em eventos, a publicação em revistas especializadas e a realização de encontros em ciência, tecnologia e inovação. O projeto Escolas Inovadoras foi um dos destaques do ano da FAPDF | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Além das chamadas internacionais, que disponibilizaram cerca de R$ 1 milhão, destaco projetos como o Mobiliza.DF, do programa Desafio DF, que capacitou profissionais da administração pública, visando impulsionar a inovação na região. Já o programa FAPDF Learning destinou R$ 72 milhões a projetos de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e de inovação nas áreas de bio, tech, gov e agro. Celebro também o aniversário de um ano e oito meses em órbita do AlfaCrux, o primeiro nanossatélite 100% construído com investimento de uma fundação. Nos últimos anos, a FAPDF destinou aproximadamente R$ 8 milhões a projetos que incorporam tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA). Nos próximos dois anos, o GDF, por meio da FAPDF, investirá R$ 20 milhões em pesquisas voltadas para o aperfeiçoamento da IA. Apoiar ideias inovadoras, que contribuam para a geração de emprego e renda, o bem-estar da população, a preservação do meio ambiente e o progresso nas áreas de ciência e tecnologia, é a missão desta gestão.” *Marco Antônio Costa Júnior, diretor-presidente da FAPDF
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Projeto Cidade mais Segura vence prêmio do programa Desafio DF
O resultado final do projeto Apoio técnico-científico voltado à melhoria da sensação de (in)segurança e aperfeiçoamento das políticas públicas de segurança no DF, a partir da perspectiva de Segurança Integral – vinculado ao programa Desafio DF – foi publicado nesta quinta-feira (14), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A proposta vencedora foi o projeto Cidade mais Segura, do coordenador Arthur Trindade Maranhão Costa. Com fomento de até R$ 2 milhões, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto demandado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) visa à qualificação da gestão das ações de manutenção da ordem pública voltadas para o aumento da sensação de segurança entre os moradores do DF. O Cidade mais Segura prevê dois programas de ações e serviços de manutenção da ordem pública voltados para o aumento da sensação de segurança | Fotos: Divulgação/ SSP-DF “Para isso, ele vai realizar um amplo diagnóstico sobre as percepções de medo da população, avaliar o funcionamento das instituições encarregadas de ações relacionadas à ordem pública e elaborar um plano estratégico para implantação da política de melhoria da sensação de segurança”, explicou a coordenadora científica da FAPDF, Ana Paula Aragão. Projetos-pilotos Além disso, o projeto vai qualificar e assessorar gestores públicos e agentes privados para redefinir a estrutura organizacional e modelo de gestão dos serviços a serem prestados nos principais programas e projetos. O Cidade mais Segura prevê, ainda, a implantação de uma infraestrutura necessária para execução de dois programas-pilotos de ações e serviços de manutenção da ordem pública voltadas para o aumento da sensação de segurança, a serem implantados no Setor Comercial Sul (SCS) e na Estação Rodoviária de Brasília (ERB). [Olho texto=”Dentro do cronograma, está prevista a realização de pesquisas sobre os principais aspectos sociodemográficos, que afetam a sensação de segurança da população” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Dentro do cronograma, está prevista a realização de pesquisas sobre os principais aspectos sociodemográficos, que afetam a sensação de segurança da população. Outro ponto importante é a elaboração de diagnósticos sobre o funcionamento das rotinas dos órgãos do Governo do Distrito Federal encarregados das principais ações de manutenção da ordem pública. De acordo com o Edital n° 01/2023 do Desafio DF, o resultado destas pesquisas e diagnósticos servirá de base para a elaboração de uma estrutura de governança da ordem pública, composta por indicadores, metas e comitês gestores. Cidade mais segura Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, “o estudo incluirá uma análise detalhada das rotinas dos órgãos de segurança pública e do governo” A estrutura de governança se insere no eixo denominado Cidade Mais Segura, que compõe o programa Segurança Integral, junto com outros quatro eixos. “A pesquisa que estamos conduzindo terá um papel fundamental no direcionamento das nossas iniciativas de segurança pública, especialmente aquelas delineadas no primeiro eixo, denominado Cidade Mais Segura, dentro da nossa política DF Mais Seguro – Segurança Integral”, frisa Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ainda de acordo com o secretário, este eixo tem como objetivo principal desenvolver ações que visem criar ambientes seguros, promovendo, assim, o exercício das liberdades individuais e fortalecendo a coesão social. “O estudo incluirá uma análise detalhada das rotinas dos órgãos de segurança pública e do governo, proporcionando insights valiosos para aprimorarmos nossa estrutura de gestão com base em indicadores, avaliações, ajustes e metas. Com isso, almejamos a contínua melhoria da sensação de segurança e qualidade de vida da população”, completa Avelar. *Com informações da FAPDF
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Premiação é entregue a pesquisadores e atuantes na área tecnológica
Com cerca de 200 convidados, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realizou, na noite de quarta-feira (13), a solenidade de entrega do II Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação e do lançamento do periódico Diálogo Científico FAPDF, volume 2. Na ocasião, também foram homenageadas 15 autoridades com a placa Honra Colaborativa FAPDF 2023, uma distinção da fundação em reconhecimento e agradecimento pela parceria, dedicação e confiança na missão da instituição. Entre os agraciados, o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão, secretários do Governo do Distrito Federal (GDF) e representantes de universidades, fundações, organizações e entidades. A vice-governadora Celina Leão fez um apelo à academia para ajudar a construir um Distrito Federal pautado na tecnologia, “porque gera transparência, atendimento ao cidadão e um DF como ele é, a capital da República” | Fotos: Divulgação/FAPDF A premiação e o lançamento da publicação visam à valorização dos pesquisadores e à qualidade da pesquisa produzida no DF. Receberam o prêmio representantes das categorias Pesquisador Destaque; Pesquisador Inovador; Estudante Destaque; Startup Inovadora; Profissional de Comunicação; Servidor Destaque; Iniciativa GovTech; e Bolsista de Iniciação Científica e Tecnológica com Bolsas da FAPDF. Realizado anualmente, a ideia do prêmio é homenagear destaques em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, que beneficiaram direta ou indiretamente a população do Distrito Federal. Os vencedores de cada categoria foram agraciados com certificados e premiação financeira. Nacional Além disso, o vencedor de cada categoria foi automaticamente indicado ao prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação – Johanna Döbereiner (3ª Edição), representando o Distrito Federal em âmbito nacional. Trata-se de uma iniciativa do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). O diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, aproveitou para anunciar o lançamento do 1º Fórum Confap 2024, em Brasília, em meados de março. O periódico, também anual, reúne os melhores projetos fomentados pela FAPDF. Neste volume, assim como no primeiro impresso, em 2022, há 50 pesquisas em diversas áreas do conhecimento. Abertura O diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio, agradeceu o apoio do governador Ibaneis Rocha e de toda a equipe do GDF “no fortalecimento das pesquisas locais” Anfitrião da noite, o diretor-presidente Marco Antônio, agradeceu à equipe da FAPDF pela realização do evento e aos presentes, lembrando que a fundação “tem se dedicado incansavelmente à promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e inovador em Brasília”. Também fez questão de agradecer o apoio do governador Ibaneis Rocha e de toda a equipe do GDF, “no fortalecimento das pesquisas locais”, bem como o reconhecimento dos convidados como peças importantes do ecossistema de inovação. Além do diretor-presidente, compuseram o dispositivo de honra a vice-governadora Celina Leão; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman; e o deputado federal Fred Linhares, que compõe a Comissão Permanente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados. Na oportunidade, o diretor-presidente fez a entrega simbólica do periódico às autoridades que estavam no dispositivo, representando os autores do livro. “A tecnologia é plural e cabe em qualquer lugar e acredito que é requisito indispensável para fazermos o DF e o Brasil avançarem”, observou o deputado Fred Linhares. Segundo o secretário Leonardo Reisman, um dos fatores condicionantes para o sucesso de um ambiente de inovação é a harmonia entre o governo, a universidade e a iniciativa privada. “A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal financia e apoia, de forma equânime, projetos apresentados por estes três atores do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. Vários dos principais programas do nosso setor puderam avançar e alcançar resultados positivos por terem o investimento da FAPDF”, ressaltou. Valorização Por sua vez, a vice-governadora fez questão de elogiar o trabalho da atual gestão da FAPDF. Celina Leão falou ainda sobre os desafios no DF e pediu ajuda aos gestores da área tecnológica. “A gente tem um desafio muito grande. Todos os atos de governo precisavam ser atos digitais. Nós queríamos que toda a receita que a pessoa busque no hospital fosse digital. Todas as consultas, digitais. Todos os médicos, com prontuários digitais. Todo o atendimento digital. A gente está nesse processo”, disse. Por fim, ao citar os cumprimentos do governador Ibaneis Rocha a todos os homenageados, fez um apelo à academia, professores, mestres, doutores presentes, para ajudarem a construir um DF pautado também na tecnologia, “porque gera transparência, atendimento ao cidadão e um DF como ele é, a capital da República”. Premiados da noite ? Categoria Pesquisador Destaque ? Na subcategoria Ciências Humanas: Em primeiro lugar, Maria Raquel Gomes Maia Pires. Em segundo lugar, Maria Fernanda Derntl. ? Na subcategoria Ciências Exatas: Em primeiro lugar, José Alexander Araújo. Em segundo lugar, Jaqueline Godoy Mesquita. Em terceiro lugar, Juan Félix Rodriguez Rebolledo. ? Na subcategoria Ciências da Vida: Em primeiro lugar, Sônia Nair Báo. Em segundo lugar, Guilherme Martins Gelfuso. Em terceiro lugar, Alexandre Rodrigues Caetano. ? Categoria Pesquisador Inovador ? Na subcategoria Inovação para o Setor Empresarial: Em primeiro lugar, João Paulo Figueiró Longo. Em segundo lugar, Marcílio Sérgio Soares da Cunha Filho. Em terceiro lugar, Sanderson César Macêdo Barbalho. ? Na subcategoria Inovação para o Setor Público: Em primeiro lugar, Cleidson Nogueira Dias. Em segundo lugar, Haydee Glória Cruz Caruso. Em terceiro lugar, Juliana Ferreira da Silva. ? Categoria Estudante Destaque ? Na subcategoria Escola Pública: Em primeiro lugar, a orientadora Marília dos Santos Pinheiro e o estudante Iuri Costa Cavalcante. Em segundo lugar, a orientadora Marília de Brito Ferreira e o estudante Gabriel Lima Silva; Em terceiro lugar, o orientador José Matheus Lima Gomes da Silva e a estudante Stephany Santana de Araújo. ? Na subcategoria Escola Privada: A orientadora Simone Monteiro e Silva e a estudante Sofia Rodrigues Passalacqua. ? Categoria Startup Inovadora ? Na subcategoria Startup Acelerada: Cooil Cosmetics e seu representante Victor Carlos Mello da Silva. ? Na subcategoria Startup Não Acelerada: Biointech Biotecnologia e seu representante João Daivison Silva Ramalho. ? Categoria Profissional de Comunicação Brunno de Melo Silva. ? Categoria Iniciativa GovTech Caliane Souza de Oliveira. ? Categoria Bolsista de Iniciação Científica ? Na subcategoria Ciências Humanas: Em primeiro lugar, João Grau Brigagão Cury. Em segundo lugar, Larissa Assis de Souza. Em terceiro lugar, Ana Carolina Duarte Martins. ? Na subcategoria Ciências Exatas: Em primeiro lugar, Gabriel Guimarães de Souza Braga de Albuquerque. Em segundo lugar, Matheus Ribeiro Vidal. Em terceiro lugar, Pollyanna da Silva Bomfim. ? Na subcategoria Ciências da Vida: Em primeiro lugar, Jéssica da Luz Costa. Em segundo lugar, Gustavo Lucas Ribeiro Batista. Em terceiro lugar, Ellen Monteiro Castro. ? Categoria Servidor Destaque Clarissa Regina Lima da Silva. ? Placa Honra Colaborativa FAPDF 2023 Governador Ibaneis Rocha; Vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão; Deputado federal Fred Linhares; Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Leonardo Reisman; Secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar; Secretário de Planejamento, Orçamento e Administração do DF, Ney Ferraz Júnior; Secretário da Controladoria Geral do DF, Daniel Alves; Presidente do Parque Tecnológico de Brasília, Gustavo Dias Henrique.; Presidente da Financiadora de Estudos e Projetos, Celso Pansera; Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Mercedes Bustamante; Presidente do Sindicato da Indústria da Informação do DF, Carlos Jacobino; Diretora-executiva da Escola de Governo do DF, Juliana Tolentino; Superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF, Rose Rainha; Representante da Universidade Católica de Brasília; Representante da Universidade de Brasília; Confap. *Com informações da FAPDF
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Prêmio de ciência, tecnologia e inovação será entregue na quarta-feira
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realizará a solenidade de entrega do II Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação e do lançamento do periódico Diálogo Científico FAPDF, volume 2. O evento ocorrerá na quarta-feira (13), às 19h, no Clube do Exército. A premiação e o lançamento da publicação visam à valorização dos pesquisadores e à qualidade da pesquisa produzida no DF. São beneficiárias do prêmio as seguintes categorias: pesquisador (a) destaque; pesquisador (a) inovador (a); estudante destaque; startup inovadora; profissional de comunicação; servidor (a) destaque; iniciativa GovTech; e bolsista de iniciação científica e tecnológica com bolsas da FAPDF. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A ideia do prêmio é homenagear destaques em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, que beneficiaram direta ou indiretamente a população do Distrito Federal. O periódico anual reúne os melhores projetos fomentados pela FAPDF. Neste volume, assim como no primeiro impresso, em 2022, há 50 pesquisas em diversas áreas do conhecimento. Entrega do II Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação e do lançamento do Periódico Diálogo Científico FAPDF, volume 2 Data: Quarta-feira (13) Horário: Das 19h à meia-noite Local: Salão Verde do Clube do Exército (Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2) Contato: Assessoria de Comunicação da FAPDF, pelo telefone 3462-8800 E-mail: imprensa.fapdf@fap.df.gov.br *Com informações da FAPDF
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Pesquisa utiliza jogos eletrônicos como ferramenta de promoção da saúde
Com primeiros registros há cerca de 5 mil anos, os jogos fazem parte da sociedade e podem ser usados para o aprendizado e até para a promoção da saúde, especialmente nas atuais versões eletrônicas, repletas de possibilidades proporcionadas pelas inovações digitais. O tema é abordado na 6ª Feira de Soluções para a Saúde, promovida até quarta-feira (29) pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, com patrocínio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, Marcelo Vasconcellos detalhou, em palestra na feira, os potenciais dos jogos para disseminar informações de saúde, criar redes de apoio para pacientes de doenças graves, fortalecer a adesão a tratamentos e atuar diretamente para a melhora do quadro geral de saúde. Para reforçar a importância de não deixar produtos tóxicos ao alcance de crianças, a Fiocruz desenvolveu o jogo ‘Quem deixou isso aqui?!’ | Foto: Divulgação “Há pesquisas que apontam o retardamento de sintomas de Alzheimer em idosos que participam de jogos digitais, como o World of Warcraft”, afirma o pesquisador. De ação e aventura, esse jogo permite que os jogadores assumam o papel de um personagem, controlando as ações e interagindo com outras pessoas online. Já jogos gestuais, por exemplo, os disponíveis em plataformas como Nintendo Wii ou o Xbox Kinect, ou de realidade virtual são usados para pacientes em reabilitação, inclusive amputados. Luta contra o câncer Outros exemplos também chamam a atenção pelos resultados alcançados com públicos específicos. A série de jogos Re-mission, desenvolvida com foco em jovens pacientes acometidos por câncer, conta a história de uma personagem destruindo a doença dentro de um corpo humano. “Esse jogo aumenta a adesão ao tratamento e amplia a qualidade de vida das crianças com a doença”, detalha Marcelo Vasconcellos. Já o That Dragon, Cancer é um experiência imersiva, em que o jogador é conduzido pela história de uma família que tem um bebê de 12 meses diagnosticado com a doença. Desenvolvido pela empresa Numinous Games e baseado na experiência vivida pelos criadores, o jogo tem o objetivo de desenvolver empatia por quem enfrenta o câncer ou possui parentes acometidos. Em palestra na 6ª Feira de Soluções para a Saúde, o pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz Marcelo Vasconcellos abordou o uso de jogos virtuais para retardamento do Alzheimer e para reabilitação de amputados, entre outras aplicações | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Entre os produtos brasileiros, o destaque vai para Quem deixou isso aqui?!, da FioCruz. Um verdadeiro desafio de ação em que uma criança caminha por uma casa e o jogador precisa retirar todos os produtos tóxicos do alcance dela, enquanto lida com distrações como atender o chefe ao telefone ou abrir a porta para visitas. A sequência – Quem deixou isso aqui?! De novo! – inclui na batalha virtual animais peçonhentos. Ganhando ou perdendo, o jogador recebe informações de como proceder em casos de intoxicação ou mordida de animais peçonhentos. Formatos mais tradicionais também são adotados para temáticas nem tão simples. O SUSlândia é um jogo de tabuleiro com situações bem conhecidas por gestores de saúde. Há cartas que envolvem resolver problemas do cotidiano desses profissionais: realizar novos concursos, reduzir a dependência de um tipo de medicação, lidar com a judicialização e atuar mesmo com restrições orçamentárias. Cada jogador pode assumir papéis tanto em unidades de saúde pública quanto da rede privada ou filantrópica, cada um com “poderes” e “fragilidades” parecidas com as características do mundo real. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Feira de inovações Diversas palestras integram a 6ª Feira de Soluções para a Saúde. Com o tema “Transformação digital na saúde”, o evento ocorre no Millenium Convention Center, em Brasília (DF), e reúne profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, trabalhadores do setor, movimentos sociais, estudantes, instituições de pesquisa, empresários e empreendedores. A programação conta ainda com oficinas, workshops, mesas de negociações e a Hackatona SUS Digital, que selecionará propostas para o enfrentamento a pandemias. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Feira apresenta soluções inovadoras na área de saúde
Mais de 60 inovações estão cadastradas na 6ª edição da Feira de Soluções para a Saúde. Pela primeira vez, entre os dias 27 e 28 de novembro, a capital federal sedia o evento, realizado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, e patrocinado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O objetivo é disseminar e incentivar possibilidades que auxiliem no enfrentamento de crises sanitárias apresentadas neste século. Entre as inovações, estão “Stella”, nome dado a um sistema nervoso artificial que auxilia na recuperação de pacientes que sofreram derrame, e ITB, solução online que monitora a situação de saúde das pessoas com tuberculose, minimizando o abandono de tratamento. Também constam aplicativos voltados à saúde da população LGBTQIAPN+ ou ao combate à dengue, drones que transportam amostras biológicas e plataforma de monitoramento da saúde que avalia dados biológicos captados pela câmera do celular. Arte: Divulgação/SES-DF Com o tema “Transformação Digital na Saúde”, a feira traz um portfólio de ideias já colocadas em prática ou em desenvolvimento que abordam temas como educação, ciência e tecnologia abertas, arboviroses, hanseníase, tuberculose, HIV/Aids, pesquisa clínica, judicialização da saúde, cuidado com a gestante e registro das ações dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). São projetos que visam, principalmente, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), local e nacionalmente. Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, que presidirá o evento, trata-se de um espaço diverso, fundamental para avaliar o progresso dos serviços da rede pública. “Esta feira representa uma oportunidade real para identificar soluções tangíveis aos desafios contemporâneos que enfrentamos. Teremos a oportunidade de mostrar iniciativas na área da ciência que são realidade e poderão impactar positivamente aos cuidados de saúde no futuro”. [Olho texto=”A Hacktona SUS Digital vai instigar 20 equipes aprovadas a apresentarem soluções a crises sanitárias e seus efeitos diretos ou secundários, como na covid-19. São três dias de maratona e o prêmio é de uma bolsa de estímulo à pesquisa no valor de R$ 150 mil” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A programação da feira inclui oficinas, palestras, rodas de conversa, mesas de negociação, pôsteres, bem como estandes e outras apresentações. Esta sexta edição reúne especialistas e entusiastas da área de saúde, previamente cadastrados. O intuito é promover parcerias institucionais de ciência, tecnologia e inovação, impulsionando o desenvolvimento e a aplicação de soluções únicas no cenário do DF. O subsecretário de Planejamento em Saúde, Rodrigo Vidal, enxerga o evento como uma oportunidade de avançar na informatização dos serviços da rede. “A feira é muito importante para estabelecermos e pensarmos em uma cultura de transformação digital na SES-DF. Esses três dias serão de imersão, na qual o conhecimento será ampliado.” Hackatona Uma das ações que merecem destaque na feira é a chamada Hacktona SUS Digital, que irá instigar 20 equipes aprovadas a apresentarem soluções a crises sanitárias e seus efeitos diretos ou secundários, como na covid-19. São três dias de maratona e o prêmio é de uma bolsa de estímulo à pesquisa no valor de R$ 150 mil. Ao final, cada equipe deverá entregar um documento detalhando a ideia e sua viabilidade. As quatro propostas que obtiverem as melhores avaliações serão escolhidas. O resultado será divulgado em 29 de novembro, último dia da feira. Na etapa de incorporação da tecnologia, valores de até R$ 400 mil serão distribuídos entre os projetos qualificados e indicados pela SES-DF, de acordo com as atividades, nível de complexidade e necessidade de equipamentos. Espaço para todas as ideias [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A diversidade é uma das características da feira. Ao lado de soluções criadas por equipes já veteranas, aparecem, por exemplo, projetos idealizados por alunas da educação básica do Rio de Janeiro, que propuseram uma ferramenta de apoio a mulheres em situações de violência. Aos aplicativos somam-se ainda um observatório que disponibiliza indicadores de ciência, tecnologia e inovação em saúde; um repositório que arquiva, preserva e compartilha dados digitais para pesquisa; e uma plataforma que concentra experiências bem-sucedidas de unidades e trabalhadores do SUS de todo o país. Vindos de diferentes regiões do Brasil, entre os objetivos dos autores dos trabalhados estão: facilitar a comunicação com os usuários, ampliar o conhecimento da população sobre seu status de saúde, oferecer ferramentas seguras e acessíveis de teleatendimentos e automatizar processos digitais. A primeira Feira de Soluções para a Saúde foi realizada em 2017, na Bahia, com foco no enfrentamento do zika vírus. A partir dela, outras questões de importância sanitária foram tema do evento. Hoje, o evento conta com um público participante estimado em mais de oito mil pessoas. Serviço 6ª Feira de Soluções para a Saúde ? Data: 27, 28 e 29 de novembro ? Local: Millenium Convention Center (Clube da Ascade – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Conjunto 10, Lote 18, Asa Sul). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pesquisas em saúde e em meio ambiente recebem R$ 23 milhões
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) tornou público, nesta sexta-feira (24), os resultados finais das chamadas do programa FAPDF Learning, vinculadas ao Edital 10/2023. As chamadas 01/2023, do Bio Learning, e 03/2023, do Gov Learning, referem-se a um programa permanente de apoio às pesquisas em áreas específicas. O total do valor investido pela FAPDF nas duas chamadas é de R$ 23 milhões. No caso do Bio Learning, a ideia é incentivar e apoiar a pesquisa científica básica e aplicada, tecnológica e de inovação, bem como a interação, de modo a contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de saúde e meio ambiente do Distrito Federal. O valor total da chamada Bio para contratação é de R$ 17 milhões e o investimento total nos 61 projetos aprovados é de R$ 45.852.838. Os 19 mais bem colocados serão contratados imediatamente. O programa FAPDF Learning fomenta a pesquisa aplicada no modelo de quádrupla hélice – Estado, Academia, Empresas e Sociedade Civil Organizada | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília O coordenador tecnológico e de inovação da FAPDF, Gilmar Marques, explica que o programa FAPDF Learning fomenta a pesquisa aplicada no modelo de quádrupla hélice – Estado, Academia, Empresas e Sociedade Civil Organizada -, considerando o estágio de desenvolvimento do projeto, utilizando a escala TRL na avaliação dos projetos. “Com isso, (o programa) visa acelerar o retorno da pesquisa, desenvolvimento tecnológico e da inovação, proporcionando retorno para a sociedade o mais rápido possível”, frisa Marques. Gov Learning [Olho texto=”Ainda em fase de contratação, os projetos inerentes ao Gov Learning fazem parte da seleção de propostas de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, cujo valor para o exercício de 2023 é de R$ 6 milhões” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Ainda em fase de contratação, os projetos inerentes ao Gov Learning fazem parte da seleção de propostas de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, cujo valor para o exercício de 2023 é de R$ 6 milhões. O valor total dos 11 projetos aprovados é de R$ 7.688.346,90. Serão contratados os oito primeiros colocados imediatamente. Com o intuito de desenvolver e fomentar o ecossistema de GovTech – ambiente digital no governo, o Gov Learning visa incentivar e apoiar a pesquisa científica básica e aplicada, tecnológica e de inovação, bem como a interação, de modo a contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de governo digital do Distrito Federal. Sobre o FAP Learning [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Trata-se de um programa de fomento estratégico que visa promover chamadas específicas para apoiar projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação, mediante apoio financeiro, nas seguintes macro áreas das linhas de pesquisas: Bio Learning; Tech Learning, Gov Learning e Agro Learning. O valor global do programa é de R$ 50 milhões, distribuído em diferentes recursos para cada um das chamadas. O público-alvo é formado por pesquisadores vinculados às instituições públicas ou privadas de ensino, pesquisa, institutos, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica ou de desenvolvimento, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no Distrito Federal. *Com informações da FAPDF
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Iniciativa vai desenvolver e integrar a cadeia produtiva do Entorno do DF
Incentivar o desenvolvimento dos municípios do Entorno do Distrito Federal é também investir na capital federal. Devido às relações econômicas, sociais e geográficas, 12 municípios goianos integram a Área Metropolitana de Brasília (AMB). Trata-se de um território composto por mais de 1,2 milhão de pessoas que se somam aos mais de 2,8 milhões de habitantes do DF. Termo de cooperação assinado pelo governador Ibaneis Rocha nesta quinta (23) envolve investimento de cerca de R$ 2 milhões | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Em mais uma ação de integração com o estado de Goiás, o Governo do Distrito Federal (GDF) firmou uma parceria com Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF) para fomentar o Programa Integrado de Desenvolvimento Regional e Transformação Digital das Cadeias Produtivas e Municípios da Ride-DF e Entorno (ExpoRide). A iniciativa visa gerar desenvolvimento tecnológico nas cidades selecionadas por meio da promoção do levantamento de dados e capacitação da cadeia produtiva, visando a geração de renda e emprego qualificado. [Olho texto=”“É um projeto que vai unir cada vez mais essas forças de trabalho que existem nos municípios do Entorno e no DF para podermos trabalhar de forma integrada, como pensou Juscelino que Brasília seria o motor de desenvolvimento de toda uma região”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A consolidação da parceria ocorreu na manhã desta quinta-feira (23), quando o governador do DF, Ibaneis Rocha, assinou o termo de cooperação por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). O investimento é de R$ 1.999.209,38. “Nós temos que cuidar da nossa região integrada, porque nós temos vários municípios que dependem da vida do Distrito Federal. Hoje damos um passo a mais ao lançar esse projeto para que possamos avançar no desenvolvimento [do setor produtivo] da Ride (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno) e do DF”, afirmou o chefe do Executivo, citando que o GDF já atua em parceria com os municípios em áreas como saúde e transporte e agora terá mais uma expansão. “Precisávamos ter um instrumento para integrar as cadeias produtivas e o Codese nos apresentou esse projeto no início do ano”, acrescentou. “Esse programa além de olhar para o futuro, retribui e reconhece a importância do Entorno para o DF”, destacou o secretário de Ciência e Tecnologia, Leonardo Reisman Ibaneis Rocha lembrou que o programa promoverá a integração do Distrito Federal com o Entorno que vai ao encontro com o que pensou o presidente Juscelino Kubitschek ao trazer a capital federal para o Centro-Oeste brasileiro. “É um projeto que vai unir cada vez mais essas forças de trabalho que existem nos municípios do Entorno e no DF para podermos trabalhar de forma integrada, como pensou Juscelino que Brasília seria o motor de desenvolvimento de toda uma região. É exatamente o que a gente busca fazer hoje à frente do Governo do Distrito Federal”, destacou o governador. Além do investimento financeiro, os órgãos do GDF participarão levando o conhecimento local para as cidades goianas. “Hoje os municípios do Entorno têm necessidade de melhoria institucional em várias áreas, como saúde, educação, desenvolvimento econômico e social, tecnologia e inovação. Por meio das capacidades que temos na nossa cidade vamos levar desenvolvimento tecnológico, inovação e inclusão digital para a Ride”, adiantou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman. “Esse programa além de olhar para o futuro, retribui e reconhece a importância do Entorno para o DF”, completou. “Brasília tem que pensar nessa integração e em soluções eficientes no Entorno para que possamos melhorar a nossa qualidade de vida e o Entorno possa ter capacidade de desafogar a pressão demográfica e de serviços públicos aqui no DF”, disse o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior O diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, reforçou que o projeto resultará em melhorias também para o Distrito Federal. “Pela proximidade, os problemas da Ride nos afetam diretamente aqui no Distrito Federal. Portanto, Brasília tem que pensar nessa integração e em soluções eficientes no Entorno para que possamos melhorar a nossa qualidade de vida e o Entorno possa ter capacidade de desafogar a pressão demográfica e de serviços públicos aqui no DF”, analisou. Os municípios participantes são Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás. Investimento em capacitação A iniciativa prevê uma agenda de ações dividida em cinco frentes de trabalho a serem realizadas até o primeiro semestre de 2024. “É um programa longo, de três anos. Estamos assinando agora a primeira fase em conjunto com a FAPDF e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, com o apoio do GDF”, explicou o presidente do Codese-DF, Leonardo Ávila. De acordo com ele, cada cidade terá quatro projetos selecionados para participar do programa, que serão selecionados com o apoio das prefeituras e da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A primeira etapa é a adesão e o engajamento dos municípios ao Modelo de Maturidade de Cidades Inteligentes Sustentáveis Brasileiro (MMCISB), seguida do levantamento de dados que fará o diagnóstico dos desafios de cada uma delas para o desenvolvimento econômico. A terceira consiste na capacitação de agentes públicos e empreendedores municipais. Já o quarto ciclo conta com a realização de maratonas de inovação, os chamados hacktowns, para a discussão de soluções que levem ao desenvolvimento e geração de renda nestas localidades. O encerramento será com a realização do evento ExpoRide em maio do ano que vem em Brasília, com palestras e workshops abordando os desenvolvimentos regional e tecnológico, inovação nas cadeias produtivas e as cidades inteligentes e estandes de exposição para os negócios atendidos nas etapas anteriores do programa. Para o prefeito de Valparaíso de Goiás e presidente da Amab, Pábio Mossoró, o programa é uma forma de aprofundar a integração entre os municípios da Ride e o Distrito Federal levando melhor qualidade de vida à população. “Esse diagnóstico das necessidades da região e o trabalho em parceria certamente vai melhorar a qualidade de vida e da prestação de serviço no Entorno. Quando você leva qualificação dá oportunidade para que os municípios estejam preparados para atender melhor seus moradores”, defendeu.
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Chamada pública selecionará projeto do novo Polo Criativo no SCS
Com o intuito de selecionar projetos de pesquisa para o desenvolvimento de estudos visando à criação do Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul (SCS), foi lançada, nesta quinta-feira (16), a Chamada Pública n° 7/2023, vinculada ao programa Desafio DF (Edital nº 1/2023). Para isso, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) fomentará até R$ 500 mil. [Olho texto=”“O projeto oferece uma oportunidade única para atrair novos investimentos e empresas, impulsionar a criação de empregos, fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do DF e promover uma economia sustentável, criativa e inclusiva”” assinatura=”Leonardo Reisman, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, lembra que a criação do Polo Criativo no SCS é uma iniciativa liderada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). “A pesquisa é um passo crucial para diagnosticar e implementar o Polo Criativo, parte de um esforço amplo [do Governo do Distrito Federal], realizado ao longo do último ano, para renovar a área central de Brasília”, explica. Reisman ressalta ainda a transformação da região em um centro de inovação, tecnologia e criatividade. “O projeto oferece uma oportunidade única para atrair novos investimentos e empresas, impulsionar a criação de empregos, fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do DF e promover uma economia sustentável, criativa e inclusiva”, destaca. A coordenadora científica da FAPDF, Ana Paula Aragão, concorda com o secretário: “Este empreendimento reflete a visão estratégica do Governo do Distrito Federal de consolidar o Setor Comercial Sul como epicentro de inovação, contribuindo significativamente para o desenvolvimento tecnológico e econômico do Distrito Federal”. Diagnóstico [Olho texto=”“Este empreendimento reflete a visão estratégica do GDF de consolidar o Setor Comercial Sul como epicentro de inovação, contribuindo significativamente para o desenvolvimento tecnológico e econômico do Distrito Federal”” assinatura=”Ana Paula Aragão, coordenadora científica da FAPDF” esquerda_direita_centro=”direita”] O lançamento desta chamada destaca a execução de um diagnóstico aprofundado no sistema local de inovação de Brasília, com foco no SCS. O resultado da pesquisa irá subsidiar a elaboração dessa estratégia de desenvolvimento. Essa etapa, aliada à sensibilização dos gestores, visa identificar o nível de maturidade do ecossistema, sendo fundamental para a criação do Polo Criativo Tecnológico. “A iniciativa, considerada um marco para a capital, posiciona o Setor Comercial Sul como referência em empreendimentos de base tecnológica. O sucesso desse esforço conjunto não apenas impulsionará a inovação e tecnologia, mas também estimulará o crescimento sustentável da região, criando um ambiente propício para a prática empreendedora”, frisa Ana Paula. *Com informações da FAPDF e da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti-DF)
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Projetos de pesquisa em segurança pública recebem fomento de R$ 2 milhões
Com o intuito de investir na segurança pública e no bem-estar da população de Brasília, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou, nesta terça-feira (14), a chamada pública n° 06/2023, vinculada ao Edital n°01/2023. Trata-se de um marco significativo no âmbito do programa Desafio DF da fundação, que fomentará, nesta iniciativa, até R$ 2 milhões. A chamada tem o intuito de selecionar projetos de pesquisa para o desenvolvimento de estudos do monitoramento, da avaliação e do aperfeiçoamento da política pública no setor. O projeto intitulado “Apoio técnico-científico voltado à melhoria da sensação de (in)segurança e aperfeiçoamento das políticas públicas de segurança no DF a partir da perspectiva de Segurança Integral”, foi publicado, nesta terça-feira no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Na opinião do secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, “o investimento em pesquisa é essencial para o aprimoramento constante de nossos processos de gestão, que tornam nosso trabalho cada vez mais próximo da realidade da população”. [Olho texto=”A chamada pública foi consolidada na perspectiva de segurança integral, a partir da qualificação da gestão das ações de manutenção da ordem pública, voltadas para o aumento da sensação de segurança e desenvolvimento do Programa DF Mais Seguro” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Por sua vez, a coordenadora científica da FAPDF, Ana Paula Aragão, ressalta a parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), destacando a positiva iniciativa do Executivo local. “A iniciativa demonstra um compromisso sério do Governo do Distrito Federal (GDF) em abordar as questões de segurança de maneira abrangente e eficaz”, considerou. “A parceria estabelecida com a Secretaria de Segurança do DF ressalta a abordagem colaborativa e integrada para enfrentar os desafios complexos que permeiam a sensação de segurança em nossa comunidade. Ao unir esforços entre setores público e privado, ciência e gestão, estamos construindo um caminho sólido em direção a soluções inovadoras e sustentáveis”, finalizou. Segurança Integral A chamada pública foi consolidada na perspectiva de segurança integral, a partir da qualificação da gestão das ações de manutenção da ordem pública, voltadas para o aumento da sensação de segurança e desenvolvimento do Programa DF Mais Seguro. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O secretário Sandro Avelar ratifica a prioridade da política de segurança para os brasilienses. “Outra questão primordial para nossa nova política de segurança, o DF Mais Seguro – Segurança Integral, é a aproximação com a comunidade acadêmica, com as universidades, no desenvolvimento de estudos conjuntos e no debate das políticas de segurança pública que visam, sobretudo, a melhoria da segurança e qualidade de vida da população”, frisou. Desenvolvido pela SSP-DF, o programa DF Mais Seguro – Segurança Integral é uma nova ferramenta de gestão para aumentar a participação da sociedade civil, e a atuação conjugada entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais, no debate e nas decisões de segurança pública, mediante o conjunto de eixos de segurança integral. Os cinco eixos – Cidade Mais Segura, Escola Mais Segura, Cidadão Mais Seguro, Mulher Mais Segura e Servidor Mais Seguro – estão alinhados com as demandas da população do DF. A ideia é promover a redução sustentável dos índices de criminalidade e violência, aumentar a sensação de segurança e melhorar a qualidade de vida do cidadão do DF. *Com informações da FAPDF e da SSP-DF
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Lançada chamada sobre propostas de monitoramento de risco no DF
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou na edição do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta quinta-feira (9), a Chamada Pública nº 04/2023 do Edital nº 01/2023, sobre o projeto de mapeamento e monitoramento das áreas de risco do Distrito Federal. A seleção de propostas é referente ao projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação do programa Desafio DF, fomentado pela FAPDF. Foram destinados para o programa, no exercício orçamentário de 2023, o valor de R$ 1.250.000. A partir desta quinta-feira (9), a chamada ficará aberta por 20 dias, para que os pesquisadores submetam à proposta. O programa é uma ação de fomento à pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico e inovação (PD&I), com o intuito de atender à demanda pública apresentada à fundação por órgãos e instituições da administração pública direta ou indireta do DF. Além do DF, os projetos de pesquisa selecionados têm impacto na Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do DF (Ride). [Olho texto=”Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), atualmente, existem 22 áreas de risco mapeadas no Distrito Federal.” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] A coordenadora científica da FAPDF, Ana Paula Aragão, ressalta sobre a importância do projeto. “Sabemos dos riscos diários que a população enfrenta em diversas cidades satélites, principalmente em regiões administrativas recentes, onde ainda não há grande estabilidade e estrutura”, explicou. “Esse projeto de mapeamento e monitoramento de áreas de risco do DF se torna essencial. Acredito que esse estudo se tornará base para projetos ainda maiores relacionados à segurança pública do Distrito Federal”, completou a coordenadora. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), atualmente, existem 22 áreas de risco mapeadas no Distrito Federal. Desafio DF A ideia do programa Desafio DF é promover chamadas específicas para seleção de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com vistas ao estudo de viabilidade de políticas públicas. O objetivo da chamada pública n°04 é a realização de monitoramento e mapeamento automatizados, efetivos e constantes de áreas de risco do Distrito Federal, porém baseados em parâmetros que sejam os mais eficientes para a gestão de desastres. Serviço Projeto: “Mapeamento e monitoramento das áreas de risco do DF” – Programa Desafio DF. Valor investido pela FAPDF: R$ 1.250.000,00. Total de áreas de risco mapeadas no DF: 22. *Com informações da FAPDF
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GDF vai investir R$ 20 milhões em Inteligência Artificial
Nos próximos dois anos, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), irá fomentar R$ 20 milhões em pesquisa voltados para o aperfeiçoamento da Justiça em Inteligência Artificial (IA) nas mais diversas áreas. O valor foi anunciado durante abertura do II Fórum de Aquecimento do Ecossistema de Inteligência Artificial (IA) na Justiça, na manhã desta sexta-feira (27), no auditório da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF). A proposta do Executivo local é construir um ecossistema ideal destinado ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial no DF. Para isso, foi instituído, por meio do Decreto n°44.969 de 19/09/23, um Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial do DF – coordenado pela FAPDF, em parceria com a Universidade do Distrito Federal (UnDF) -, com a missão de promover estudos e elaborações para a implementação de um laboratório de IA aplicada na região. Neste ano, a FAPDF fomentou cerca de R$ 2 milhões para apoiar o desenvolvimento do ecossistema de IA | Foto: Divulgação/FAP-DF Já em funcionamento, o grupo reúne diversas entidades, incluindo as secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF); Educação (SEEDF); Saúde (SES-DF); Planejamento, Orçamento e Administração (Seplad-DF) e Casa Civil, além de instituições de pesquisa, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) do governo federal, bem como órgãos de justiça, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Fomento em IA Neste ano, a FAPDF fomentou cerca de R$ 2 milhões para apoiar o desenvolvimento do ecossistema de IA. Nos últimos dois anos, cerca de R$ 6 milhões já foram investidos na área. Um exemplo dessa iniciativa é o programa FAPDF Learning, que atua em quatro macroáreas – Bio, Tech, Gov e Agro. No âmbito da IA, este programa está investindo, neste ano, R$ 3.746.174,40, em quatro projetos. Presente ao encontro na OAB-DF, o diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, ratificou essa iniciativa, lembrando que Brasília está à frente no investimento em pesquisa em IA, sendo um polo de inovação nessa temática mundial. “O Governo do Distrito Federal tem feito um trabalho muito preciso para fomentar e incentivar as ações relacionadas ao desenvolvimento da inteligência artificial”, frisou. “Nós estamos trabalhando inteligência artificial como algo institucional”, completou. Por sua vez, o coordenador do NiAJus, Ricardo Ramos, destacou a importância da tríade formada pelos eixos fundamentais do núcleo – capacitação, empreendedorismo e pesquisa – para o aquecimento do ecossistema. “O quarto eixo seria o desafio, como eixo transversal, catalisador desses diferentes eixos”, explicou. “Mas sem o apoio da FAPDF não teríamos como dar continuidade [ao projeto]. Foi por meio da visão do governador Ibaneis Rocha que chegamos a este fórum, para falarmos do aquecimento do ecossistema”, elogiou. II Fórum de Aquecimento do Ecossistema de Inteligência Artificial (IA) na Justiça discute soluções que automatizam as atividades dos tribunais, otimizando o trabalho de magistrados, servidores e advogados Fórum O intuito do fórum é a apresentação dos resultados conquistados por meio do Projeto Plataforma de Inteligência Artificial (IA) no Judiciário, sob a coordenação do professor Nilton Correia da Silva do AILab da UnB. No âmbito deste projeto, destacam-se a entrega de cinco soluções de IA de ponta para o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) e a criação do Núcleo de IA aplicada à Justiça, o NIAJus, com a realização de ações de capacitação em IA e empreendedorismo, com mais de 800 inscrições, abrangendo alunos dos cursos de TI, engenharias, direito, advogados e funcionários do Judiciário. Também presente à abertura do evento, o secretário em exercício da Secti-DF, Leonardo Reisman, falou sobre soluções digitais colaborativas que automatizam as atividades dos tribunais, otimizando o trabalho dos magistrados, servidores e advogados. Além de garantir mais produtividade, celeridade, governança e transparência dos processos. Segundo o secretário, embora nos últimos anos o crescimento do mercado das startups esteja em alta, especialmente as lawtechs – empresas de tecnologia que trabalham na área do direito – falta maior adesão das bancas e profissionais de advocacia aos serviços oferecidos. “Para alteração deste cenário, é essencial que os operadores de direito invistam no uso dessa tecnologia, que permite monitorar em tempo real ações protocoladas em tribunais e reduzir para uma média de 24 horas a solução de conflitos. A redução dos prazos com a ferramenta pouparia até 75% dos gastos que as corporações têm com custos processuais”, observou. Lançamento Destaque do evento, ao longo desta sexta-feira (27), o lançamento da plataforma de desafios Juggle visa apresentar problemas reais a serem resolvidos por estudantes, empreendedores e funcionários públicos interessados em contribuir para aperfeiçoar a justiça nas suas mais diversas áreas. Este projeto conta com a colaboração direta da FAPDF, que fomenta a pesquisa, bem como do TRF1 e do Biotic – como patrocinadores – dedicados ao fortalecimento do ecossistema tecnológico local. Há, também, a participação ativa de entidades como a OAB/DF, Sebrae, faculdade Senac e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), além da Universidade de Brasília (UnB). Também compuseram a mesa de abertura do evento, o diretor de Tecnologia da Informação da OAB-DF, Fernando Abdala; o diretor-presidente do Biotic, Gustavo Dias; a juíza federal da 3ª Vara Cívil e diretora do Foro da Seção Judiciária do DF (SJDF) Edna Márcia Ramos. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Posse da nova diretoria do Sinfor tem homenagem ao GDF
A cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), realizada na noite desta quinta-feira (26), contou com uma premiação em reconhecimento à atuação do Governo do Distrito Federal (GDF) na área de tecnologia e inovação. A outorga foi concedida à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), entidade do GDF, que foi agraciada com a estatueta Entidade Destaque de Apoio ao Setor TI. “O Prêmio Sinfor de TI homenageia e reconhece várias personalidades importantes que têm agregado ao setor. Nós estamos reconhecendo os maiores e melhores da tecnologia da informação e da inovação aqui do Distrito Federal”, explicou o novo presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino Lima. A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) foi agraciada com a estatueta Entidade Destaque de Apoio ao Setor TI | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília [Olho texto=”“Estamos reconhecendo os maiores e melhores da tecnologia da informação e da inovação aqui do Distrito Federal”” assinatura=”Carlos Jacobino Lima, presidente do Sinfor-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] Ao todo, a premiação distribuiu 13 estatuetas, além de mais cinco prêmios para empresários de startups que se destacaram durante o pitch na 5ª Mostra de Tecnologia Brasília Mais TI. O secretário de Governo do DF, José Humberto Pires de Araújo, representou o GDF durante a solenidade no Clube de Engenharia, no Setor de Clubes Sul, que integrou a programação da 5ª Mostra de Tecnologia Brasília Mais TI. Nova diretoria A nova diretoria do Sinfor-DF assume para o quadriênio 2023-2027. A presidência está a cargo de Carlos Jacobino Lima, enquanto as 1ª e 2ª vice-presidências estão Jarbas Ari Machado Júnior e Hiran Ricardo Franco da Silva, respectivamente. Também foram empossados vice-presidentes executivos, conselho de vice-presidentes, colégio de diretores, conselho fiscal e conselheiros junto à Federação das Indústrias do DF (Fibra). A eleição foi realizada em 24 de agosto, na sede do sindicato, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Vinculada à Fibra, o Sinfor-DF representa 180 empresas da capital federal da área de tecnologia atuando junto aos governos federal e local e à iniciativa privada. “O Sinfor sempre foi um grande parceiro do Distrito Federal. Temos aqui, dentro do sindicato, as maiores e mais representativas empresas de várias áreas de tecnologia que atendem às necessidades da cidade em várias áreas, como educação pública e saúde”, destacou Carlos Jacobino Lima. “Então acho que nós temos um papel fundamental na proposição de soluções para as principais questões que a tecnologia responde”, complementou.
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Programa FAPDF Learning divulga resultado de habilitação das propostas
O programa FAPDF Learning está mais próximo de distribuir os R$ 50 milhões previstos como fomento para a edição deste ano. Nesta semana, o projeto divulgou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) o resultado final de habilitação das propostas inscritas – que pode ser consultado neste site. Com o resultado da habilitação, as propostas serão avaliadas por especialistas técnicos que farão laudos a serem analisados por uma comissão de seleção que montará um ranking. Dessa lista sairá, nos próximos dias, o resultado final com os projetos a serem fomentados. O FAPDF Learning foi criado para incentivar e apoiar a pesquisa científica básica e aplicada como instrumento de promoção e inovação tecnológica | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As propostas do FAPDF Learning são divididas em quatro linhas de pesquisa: biotecnologia e meio ambiente (Bio Learning), agronegócio (Agro Learning), gestão pública (Gov Learning) e tecnologia da informação e comunicação (Tech Learning). Cada uma delas tem uma previsão orçamentária. Serão investidos R$ 17 milhões para o Bio Learning, R$ 14 milhões para o Agro Learning, R$ 13 milhões para o Tech Learning e R$ 6 milhões para o Gov Learning. Esse é o maior montante do projeto da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) já investido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). “Esse ano é um reflexo do trabalho da gestão atual do FAPDF. Lançamos o edital em 2021, contratamos e pagamos. Fizemos o mesmo em 2022. Isso fez com que as nossas submissões crescessem. Em 2023, vamos ter R$ 50 milhões para esse programa e temos R$ 260 milhões só em propostas”, revela o coordenador tecnológico e de inovação da FAPDF, Gilmar Marques. O programa de fomento estratégico disponibilizará de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão por projeto. Cada proposta tem prazo de execução de 24 meses, podendo ser prorrogado por mais 12 meses. Arte: FAP-DF Incentivo à pesquisa Criado para incentivar e apoiar a pesquisa científica básica e aplicada como instrumento de promoção e inovação tecnológica, o FAPDF Learning é voltado para pesquisadores vinculados às instituições públicas ou privadas de ensino, pesquisa, institutos, centros de pesquisa, empresa de base tecnológica ou de desenvolvimento que tenham sede e administração no DF. “Nosso objetivo é fomentar projetos que envolvam pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação de forma aplicada, visando um produto ou um serviço ao final do projeto”, revela o coordenador tecnológico e de inovação da FAPDF, Gilmar Marques. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O professor, empresário e pesquisador Paulo Sérgio Foina teve um projeto contemplado pelo FAPDF Learning em 2022 na categoria Tech. Trata-se de um mecanismo de rastreamento de coisas que podem ser desde pessoas até objetos. “O nosso projeto avalia o fluxo das coisas que circulam dentro da sociedade, o caminho que elas percorrem”, afirma Foina. Utilizando o bluetooth de baixa energia pelo celular, a tecnologia pode ser usada em shoppings, hospitais, escolas e condomínios. “Num shopping, conseguimos saber qual vitrine atrai mais e qual é o local por onde passam mais pessoas. Num hospital, dá para acompanhar o deslocamento de um bebê e acionar alarmes quando for feito por alguém não autorizado. Com as crianças, os pais podem monitorar a presença dos filhos e programar se houver um afastamento de uma quantidade de metros específica”, exemplifica. Com os recursos do governo, o projeto já está pronto e atualmente busca clientes para a utilização. Essa agilidade que o fomento dá foi elogiada pelo pesquisador. “Essa é a primeira vez que a FAPDF lança um edital de fomento para a indústria, antes os financiamentos eram só de projetos de pesquisa científicas. Agora, a FAPDF está financiando produtos, então faço questão de elogiar a percepção de que inovação não é só uma ideia de laboratório, mas quando é gerada uma nota fiscal”, comenta.
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