MAC distribui 120 cestas e ajuda pacientes com câncer a seguir o tratamento
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para quem enfrenta um tratamento contra o câncer, a preocupação nem sempre está apenas na doença. As despesas com alimentação, transporte e outras necessidades da família também podem pesar no orçamento. É nesse momento que o apoio de voluntários faz a diferença. Nesta terça-feira (1º/7), o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) entregou 120 cestas básicas a pacientes oncológicos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), além de ovos, leite e lanches. Cada cesta é composta por 32 itens, entre arroz, feijão, flocão e café. A iniciativa, realizada mensalmente, busca contribuir para a alimentação das famílias e ajudar os pacientes a manterem o foco no tratamento. Há três anos em acompanhamento no Hospital de Base para tratar um melanoma, um tipo de câncer de pele, Francisco de Assis Costa dos Santos é um dos pacientes beneficiados. Para ele, receber os alimentos representa uma economia importante para a família. A iniciativa, realizada mensalmente, busca contribuir para a alimentação das famílias e ajudar os pacientes a manterem o foco no tratamento | Foto: Divulgação/IgesDF “Com isso, já diminuímos muito os gastos. Com o dinheiro que compraríamos isso, a gente pode investir em carne, verdura ou até pagar outras contas. Ajuda muito”, relata. A presidente do MAC, Lilian Rejane, explica que o trabalho vai além da segurança alimentar. Segundo ela, o suporte também pode contribuir para que os pacientes tenham melhores condições de seguir o tratamento. “Muitos que recebem a notícia de que estão com câncer se preocupam imediatamente com suas famílias e com como vão conseguir se alimentar. Essas cestas são um incentivo para que eles sigam com o tratamento. Às vezes, sem esse suporte, não teriam condições de continuar”, conta. Cuidado que vai além da cesta O trabalho dos voluntários também está nos pequenos gestos. Durante a entrega desta terça-feira, os pacientes cadastrados receberam sanduíche natural preparado pela equipe, além de bebida láctea, suco e uma fruta. “Estamos sempre pensando em como acrescentar, como fazer um pouco mais. Tentamos aliviar o peso de um tratamento que é muito difícil”, explica Lilian. Ativo há quase quatro décadas, o MAC mantém uma rede de apoio voltada aos pacientes oncológicos do Hospital de Base. Além dos alimentos, o grupo também auxilia com passagens de ônibus, principalmente para pacientes que vêm de Goiás para realizar o tratamento no Distrito Federal. A iniciativa ajuda a evitar que o custo do deslocamento pese ainda mais no orçamento familiar e se torne um obstáculo para a continuidade do atendimento. Aos 84 anos, Izabel Correia de Freitas também conhece de perto a importância desse suporte. Todos os meses, ela busca os alimentos em nome da filha, que é paciente do hospital. “É algo que ajuda demais, faz muita diferença para a gente”, afirma. A entrega das cestas é destinada a pacientes em tratamento oncológico no Hospital de Base. Para ter acesso ao benefício, é necessário ser encaminhado por um assistente social da unidade. *Com informações do IgesDF
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Pacientes em tratamento oncológico vivem dia de lazer e acolhimento no Capital Moto Week
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Entre o ronco das motos, estruturas metálicas, atrações do parque e a movimentação de um dos maiores festivais do país, um grupo viveu o Capital Moto Week de uma forma especial. Vinte pacientes em tratamento oncológico no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), atendidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, participaram de um dia de lazer, acolhimento e promoção da saúde na Vila do Bem. A experiência começou pelo camarote do evento, de onde as participantes puderam conhecer a dimensão do festival e observar a movimentação dos palcos e motoclubes. Depois, seguiram para as atrações espalhadas pelo espaço, com atividades como passeio de moto, roda-gigante, tirolesa, brincadeiras e serviços de saúde e autocuidado. Para a gestora da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Larissa Bezerra, a primeira participação da instituição no Capital Moto Week representou a oportunidade de oferecer às pacientes um momento distante da rotina hospitalar e criar novas lembranças durante o tratamento. "Estamos muito felizes e emocionadas por trazer 20 mulheres em tratamento oncológico para viver essa experiência. Desde a chegada, elas comentavam sobre o palco, o camarote e todas as atrações. Ver os sorrisos e sentir a vibração delas é muito gratificante", relata. Larissa destaca que a Rede Feminina atua como uma ponte entre pessoas dispostas a ajudar e pacientes que precisam de acolhimento durante o enfrentamento da doença. "Quando conseguimos aproximar esses dois lados, alcançamos nossa missão. Mais do que participar de um evento, elas foram recebidas com carinho e tiveram a oportunidade de criar novas lembranças", afirma. Márcia Ferreira, nascida e criada em Brasília, nunca havia participado do Capital Moto Week. Convidada pela Rede Feminina, ela aproveitou o dia para superar alguns receios e experimentar atividades que antes pareciam distantes. A experiência começou pelo camarote do evento, de onde as participantes puderam conhecer a dimensão do festival e observar a movimentação dos palcos e motoclubes | Foto: Divulgação/IgesDF "Para mim, está sendo um sonho. Venci o medo, fui à roda-gigante, andei de moto e agora estou de olho na tirolesa", contou, bem-humorada. "Eu só ouvia falar do evento. Poder viver tudo isso ao lado das minhas amigas está sendo maravilhoso." Parceria A CEO do Capital Moto Week, Juliana Jacinto, conheceu o trabalho da Rede Feminina durante uma visita ao Hospital de Base e se identificou com o lema da instituição: "doar amor, enxugar lágrimas e provocar sorrisos". A partir desse encontro, surgiu o convite para levar as pacientes ao festival. "A ideia é construir uma cidade para a família e para todos. Por meio da Vila do Bem, abrimos os portões não apenas para o entretenimento, mas também para serviços, conscientização, apoio e esperança", afirma. "São dois projetos que acreditam na transformação por meio do acolhimento. Proporcionar um dia como esse aquece o coração e mostra que um grande evento também pode ser um espaço de inclusão e cuidado", acrescenta. Um espaço para todos A Vila do Bem surgiu após as ações sociais realizadas durante a pandemia e passou a integrar a programação do Capital Moto Week como um espaço voltado à inclusão de crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. Durante três dias, o local oferece gratuitamente atendimentos de saúde, orientações médicas, atividades recreativas, serviços de beleza e a oportunidade de conhecer diferentes ambientes do festival. Embaixador social do Capital Moto Week e idealizador da Vila do Bem, Rogério Barba explica que o projeto busca aproximar pessoas que muitas vezes conheciam o festival apenas pela televisão. "A Vila do Bem nasceu para integrar essas pessoas ao evento e proporcionar um dia de alegria. É muito emocionante ver crianças, adolescentes e adultos entrando nesse espaço, participando das atividades e percebendo que também fazem parte dessa cidade que construímos aqui", destaca. Para ele, o alcance da ação vai além do entretenimento. O projeto também abre espaço para orientações, serviços, convivência e valorização de iniciativas sociais desenvolvidas no Distrito Federal. Uma cidade dentro de Brasília Com uma estrutura de aproximadamente 400 mil metros quadrados e a participação de mais de 250 motoclubes, o Capital Moto Week reúne atrações musicais, gastronomia, parque de diversões e diferentes experiências ligadas ao universo das motocicletas. Segundo a organização, mais de 856 mil pessoas circularam pelo evento na edição anterior. Ao final da programação, Márcia já acumulava histórias para dividir com a família e com as amigas. Entre uma atração e outra, resumiu o sentimento compartilhado pelo grupo. "Estou aproveitando cada momento. Hoje é dia de desfrutar essa experiência maravilhosa ao lado de pessoas que eu amo. E estou de olho na tirolesa, acho que vou enfrentá-la." *Com informações do IgesDF
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Cuidar da boca também é cuidar do coração
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Escovar os dentes, usar fio dental e visitar o dentista regularmente ajudam a prevenir cáries e outras alterações bucais. Mas o que muita gente não sabe é que, em determinadas situações, esses cuidados também podem contribuir para proteger o coração. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial. Nesses casos, infecções na cavidade oral podem representar um risco adicional. Segundo a cardiologista Simone Souza, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a principal preocupação é a endocardite infecciosa, uma inflamação que pode ocorrer quando bactérias da boca alcançam a corrente sanguínea e se instalam em estruturas cardíacas mais vulneráveis. “Pessoas com alterações nas válvulas cardíacas, sejam elas naturais ou substituídas por próteses, devem receber um acompanhamento mais cuidadoso. Em procedimentos odontológicos que podem causar sangramento, por exemplo, a conduta precisa ser avaliada de forma individualizada”, explica. Cirurgia A relação entre saúde bucal e saúde cardiovascular fica ainda mais evidente antes de cirurgias cardíacas. No HRSM, a avaliação odontológica integra o protocolo de segurança adotado no pré-operatório desses procedimentos. “Quando o paciente vai realizar uma cirurgia, como ponte de safena, o pré-operatório inclui uma avaliação criteriosa. É fundamental que ele esteja sem focos de infecção na boca para reduzir o risco de complicações durante e após o procedimento”, destaca Simone. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial | Foto: Divulgação/IgesDF É o caso do aposentado Carmelito Pereira do Nascimento, de 66 anos. Após sofrer um infarto, ele aguarda a realização de uma ponte de safena. Durante a avaliação odontológica, a equipe identificou a necessidade de remover um fragmento de raiz dentária que poderia causar complicações futuras. “Estou sendo muito bem-atendido por toda a equipe. Saber que eles estão cuidando de todos os detalhes me deixa mais confiante para a cirurgia”, elogia o paciente. Segundo a cirurgiã-dentista especialista em estomatologia do HRSM, Dryele Ferreira Flores, essa atenção é necessária porque a saúde bucal está diretamente ligada ao funcionamento do organismo. “A boca não está separada do restante do corpo. Por isso, problemas como gengivite e periodontite, inflamações causadas pelo acúmulo de placa bacteriana, não devem ser negligenciados e precisam ser acompanhados adequadamente”, afirma. Cuidados simples A frequência das consultas odontológicas varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Quem convive com doenças periodontais, por exemplo, costuma precisar de acompanhamento mais frequente para evitar o agravamento do quadro. Independentemente da condição de saúde, algumas medidas ajudam a preservar a boca e reduzir riscos: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, utilizar fio dental diariamente, manter uma alimentação equilibrada com menor consumo de açúcar, evitar o tabagismo e realizar consultas periódicas com o dentista. “Uma boa higiene oral e o acompanhamento profissional são fundamentais para todos. Para quem tem problemas cardíacos, essa atenção se torna ainda mais importante, pois manter a saúde bucal em dia também é uma forma de proteger o coração”, conclui a cirurgiã-dentista. Os atendimentos odontológicos na rede pública do Distrito Federal começam nas unidades básicas de saúde (UBSs), que oferecem consultas, ações de prevenção, tratamentos e orientações sobre saúde bucal. Quando há necessidade de atendimento especializado, o paciente é encaminhado pela própria UBS para um centro de especialidades odontológicas (CEO). Em situações de urgência, como dor intensa, infecção, sangramento ou traumatismos, deve ser procurada uma unidade da rede pública com pronto atendimento odontológico. *Com informações do IgesDF
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Azia frequente exige atenção para evitar complicações
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A sensação de queimação no peito ou na garganta após uma refeição pesada é comum e, na maioria das vezes, passageira. Quando a azia passa a ocorrer várias vezes por semana, prejudica o sono, interfere na rotina ou leva ao uso frequente de medicamentos, deixa de ser apenas um desconforto ocasional e pode indicar problemas de saúde que exigem avaliação médica. Segundo o clínico geral e gastroenterologista do Hospital Cidade do Sol (HSol), Álvaro Modesto, a principal doença associada à azia frequente é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), caracterizada pelo retorno repetido do conteúdo do estômago para o esôfago. O médico alerta, entretanto, que nem toda sensação de queimação no tórax tem origem no sistema digestivo. “Algumas doenças cardíacas também podem causar desconforto ou queimação no peito. Por isso, o sintoma não deve ser automaticamente atribuído à azia, especialmente quando aparece acompanhado de outros sinais”, esclarece. Sinais que exigem atenção Além da frequência, algumas manifestações associadas à azia indicam a necessidade de procurar avaliação médica. Dificuldade ou dor para engolir, sensação de alimento parado, perda de peso sem explicação, vômitos persistentes, sangue no vômito, fezes muito escuras, anemia e piora progressiva dos sintomas estão entre os principais sinais de alerta. Quando a queimação no peito ocorre junto com falta de ar, suor frio, náuseas, tontura ou dor que se espalha para o braço, as costas ou a mandíbula, a orientação é buscar atendimento de urgência. Nesses casos, o desconforto pode ter origem cardíaca. Quando a queimação no peito ocorre junto com falta de ar, suor frio, náuseas, tontura ou dor que se espalha para o braço, as costas ou a mandíbula, a orientação é buscar atendimento de urgência | Foto: Divulgação/IgesDF “Um sintoma frequente não deve ser simplesmente incorporado à rotina. Conviver com azia recorrente ou depender constantemente de medicamentos são sinais de que vale a pena procurar avaliação”, orienta Álvaro. Automedicação pode mascarar o problema Os antiácidos podem aliviar episódios pontuais de azia, queimação e má digestão. Como são facilmente encontrados nas farmácias e podem ser adquiridos sem receita médica, muitas pessoas recorrem a esses medicamentos com frequência. No entanto, o uso contínuo e sem acompanhamento profissional pode mascarar doenças, atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de efeitos adversos e de interações medicamentosas. De acordo com o especialista, quando existe a necessidade constante de medicação, o mais adequado é investigar a causa da azia, em vez de apenas aliviar temporariamente o desconforto. A experiência de Fernando Campos, de 56 anos, reforça a importância de associar o tratamento às mudanças de hábitos. “Precisei recorrer a medicamentos e percebi uma melhora gradual na qualidade de vida. Hoje, consigo controlar melhor os sintomas ao equilibrar a alimentação”, relata. Mudanças de hábitos ajudam no controle Evitar refeições muito volumosas, não se deitar logo após comer e manter um intervalo de algumas horas entre a última refeição e o horário de dormir são medidas que podem reduzir os episódios de azia. Também é importante observar quais alimentos e bebidas desencadeiam o desconforto, já que essa resposta varia de pessoa para pessoa. Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos muito gordurosos, parar de fumar e controlar o peso, quando necessário, também podem contribuir para a melhora. Para quem apresenta sintomas principalmente à noite, a elevação adequada da cabeceira da cama pode ser recomendada após avaliação profissional. “Na maioria das vezes, é possível controlar os sintomas com mudanças de hábitos e, quando necessário, tratamento medicamentoso. A avaliação permite identificar a causa, prevenir complicações e garantir um cuidado seguro”, conclui Álvaro. Em caso de azia recorrente ou de dúvidas sobre os sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos quadros acompanhados de sinais que possam indicar alterações cardíacas, o atendimento de urgência deve ser buscado imediatamente. *Com informações do IgesDF
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Humanização transforma tarde de paciente no Hospital de Santa Maria
Depois de cerca de um mês internado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), João Antônio Lourenço, 32 anos, viveu um reencontro que emocionou familiares e profissionais da unidade. A pedido da família, ele recebeu a visita dos cães de estimação Thor e Mel, uma iniciativa que levou um pouco da rotina de casa para o ambiente hospitalar e reforçou a importância da humanização durante o tratamento. João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação. Sensibilizada com o pedido, a equipe da clínica médica organizou o reencontro seguindo todos os protocolos de segurança e higiene. A mãe de João, Denise Lourenço, conta que a expectativa pelo reencontro era grande. "Ele estava ansioso para voltar para casa e reencontrá-los. Quando surgiu a possibilidade desta visita, ficamos muito felizes. Acho que esse momento trouxe mais ânimo e força para ele continuar o tratamento e seguir firme na recuperação até poder voltar para casa", afirma. João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação | Foto: Divulgação/IgesDF A iniciativa foi organizada por uma equipe multiprofissional, envolvendo profissionais do serviço social, psicologia, fisioterapia e demais áreas assistenciais. Antes da visita, os familiares receberam orientações sobre os cuidados necessários, como vacinação, banho e higiene dos animais, garantindo que o encontro acontecesse com segurança para todos. Segundo a assistente social Sarah Luiza Azevedo, ações como essa fazem parte da política de humanização adotada pela unidade. "Organizamos tudo com antecedência para que esse momento acontecesse de forma segura. Quando conseguimos aproximar o paciente daquilo que faz parte da sua vida, também fortalecemos o cuidado e o bem-estar durante a internação", explica. Para Sarah, ouvir os pacientes e suas famílias é um dos pilares de uma assistência verdadeiramente humanizada. "Muitas vezes, ninguém conhece melhor as necessidades do paciente do que os próprios familiares. Quando existe esse diálogo aberto, conseguimos construir um cuidado mais completo, respeitando a história, os vínculos e aquilo que faz sentido para cada pessoa durante o tratamento", ressalta. Para o superintendente do Hospital Regional de Santa Maria, Lucas da Silva Santos, a humanização também passa pelo reconhecimento das necessidades emocionais de cada paciente. "Cuidar vai além dos procedimentos e dos tratamentos. Sempre que é possível, buscamos oferecer uma assistência que considere o paciente em sua integralidade, respeitando sua história, seus vínculos afetivos e aquilo que contribui para seu bem-estar. São gestos como esse que tornam o cuidado ainda mais humano", destaca. Entre lambidas, afagos e olhares de carinho, Thor e Mel transformaram a tarde de João em um cenário de reencontro e afeto, mostrando que a humanização também está presente em gestos simples, capazes de fortalecer quem enfrenta o tratamento. *Com informações do IgesDF
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Transparência ganha novo formato no IgesDF
A prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ganhou um novo formato para facilitar o acesso da população às informações sobre a gestão da saúde pública. Lançada nesta quarta-feira (1º), a publicação mensal IgesDF em Evidência apresenta, em linguagem simples, visual e acessível, os principais indicadores, investimentos e resultados do instituto, permitindo que qualquer cidadão compreenda como os recursos públicos são aplicados e quais serviços são entregues à população. Embora essas informações já sejam encaminhadas mensalmente à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), conforme previsto no Contrato de Gestão, agora elas passam a ser apresentadas em um formato mais didático, com textos objetivos, gráficos, infográficos e recursos visuais que facilitam a compreensão por qualquer cidadão. Eliane Abreu (C), presidente do IgesDF: "A transparência deixa de ser uma obrigação quando passa a ser um valor" | Fotos: Ualisson Noronha Mais do que divulgar números, a publicação busca responder às principais dúvidas da população sobre o funcionamento do instituto: quanto é investido, como os recursos são aplicados, quantos procedimentos e atendimentos foram realizados, como está a satisfação dos usuários e quais resultados vêm sendo alcançados pela instituição. "Precisamos traduzir para o cidadão aquilo que fazemos todos os dias. Produzimos muitas informações, mas elas precisam chegar às pessoas de forma clara, para que entendam o papel do instituto na saúde pública" Eliane Abreu, presidente do IgesDF Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, a iniciativa representa um avanço na relação entre a instituição e a sociedade. "A transparência deixa de ser uma obrigação quando passa a ser um valor", destaca. Segundo ela, esse compromisso exige que as informações estejam ao alcance de todos. "Precisamos traduzir para o cidadão aquilo que fazemos todos os dias. Produzimos muitas informações, mas elas precisam chegar às pessoas de forma clara, para que entendam o papel do instituto na saúde pública. Em meio a uma avalanche de dados, a população precisa de informação qualificada, acessível e confiável", explica. O IgesDF em Evidência reúne informações sobre investimentos, custos operacionais, despesas, produção assistencial, indicadores de desempenho, satisfação dos usuários, ouvidoria, ensino, pesquisa e inovação, permitindo acompanhar, mês a mês, a atuação do instituto. A publicação transforma dados técnicos em informações compreensíveis, fortalecendo o controle social e aproximando a população da gestão da saúde pública. Lançamento do novo formato de prestação de contas: iniciativa amplia a transparência e a qualidade das informações disponibilizadas Reconhecimento dos órgãos de controle Durante o lançamento, representantes dos órgãos de controle destacaram que a iniciativa amplia a qualidade das informações disponibilizadas e fortalece uma gestão baseada em evidências. Para o controlador-geral do Distrito Federal, Daniel Lima, os resultados alcançados pelo instituto refletem uma administração orientada por planejamento, inovação e responsabilidade. "O cumprimento das metas do contrato de gestão, a implantação de soluções como as teleconsultas e o planejamento das compras de medicamentos com base em dados e histórico de consumo refletem uma gestão mais eficiente, inovadora e comprometida com a população", afirma. "O grande mérito dessa iniciativa é colocar os números em evidência. Quando a sociedade conhece os dados, entende melhor o contexto, os desafios e os resultados da gestão" Luiz Roberto Domingues, presidente da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão do IgesDF A promotora de Justiça da 3ª Promotoria de Defesa da Saúde do Distrito Federal, Hiza Carpina Lima, ressaltou que a transparência também passa pela capacidade de contextualizar os resultados. "Os números precisam contar histórias. É importante mostrar não apenas o resultado alcançado, mas também os desafios enfrentados para alcançá-lo. É isso que permite à sociedade compreender melhor a realidade da assistência e reconhecer o esforço de quem trabalha diariamente para oferecer um atendimento de qualidade", frisa. O presidente da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão (CAC-IgesDF), Luiz Roberto Domingues, também ressaltou a importância de ampliar o acesso às informações institucionais. "O grande mérito dessa iniciativa é colocar os números em evidência. Quando a sociedade conhece os dados, entende melhor o contexto, os desafios e os resultados da gestão. Informação acessível fortalece a confiança e qualifica o debate sobre a saúde pública", avalia. Consulta pública [LEIA_TAMBEM]O IgesDF em Evidência amplia o acesso às informações públicas, fortalece o controle social e permite que qualquer cidadão acompanhe, de maneira clara, a aplicação dos recursos e os resultados entregues pela instituição. Durante o lançamento, o gerente-geral estratégico de Planejamento, Orçamento e Auditoria de Faturamento do IgesDF, Túlio Araújo, apresentou a publicação aos participantes. Segundo ele, a iniciativa representa um novo passo na política de transparência do Instituto. "Mais do que números, os indicadores mostram os nossos desafios diários e o trabalho das equipes para responder às necessidades da população. A transparência desses dados permite acompanhar as estratégias adotadas pelo IgesDF para fortalecer a assistência e entregar cada vez mais qualidade no cuidado aos pacientes", esclarece. A publicação é liderada pela Gerência Geral de Planejamento, Orçamento e Auditoria de Faturamento (GGPAF). O projeto editorial é supervisionado pela Gerência Estratégica de Monitoramento, Avaliação e Desenvolvimento Institucional (Gemad) e desenvolvida pela Coordenação Estratégica de Informação Institucional (COEII). O IgesDF em Evidência está disponível para consulta pública no Portal da Transparência do instituto e pode ser acessado por qualquer cidadão. Além da versão resumida, a página também disponibiliza a prestação de contas completa, conforme previsto no contrato de gestão. Acesse: - IgesDF em Evidência - Prestação de Contas *Com informações do IgesDF
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HRSM recebe doação para ampliar atendimento em cirurgias faciais
Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam tratamento para correção de deformidades faciais terão um reforço importante no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A unidade recebeu, na quinta-feira (18), uma doação de insumos ortodônticos que serão utilizados no tratamento de pacientes submetidos à cirurgia ortognática, procedimento indicado para corrigir alterações no posicionamento dos ossos da face e da mandíbula. A iniciativa beneficia pacientes acompanhados pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial da unidade e deve contribuir para ampliar a capacidade de atendimento, reduzindo o tempo de espera e facilitando o acesso ao tratamento especializado. Entre os materiais doados estão alicates, instrumentais e outros insumos ortodônticos. A doação foi viabilizada pelo Rotary Club de Brasília Leste, integrante do Distrito 4530 do Rotary Internacional, organização que desenvolve projetos sociais e humanitários voltados ao fortalecimento de áreas como saúde, educação e desenvolvimento comunitário. Segundo a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, a contribuição chega em um momento importante para uma especialidade que exige acompanhamento prolongado dos pacientes. "Esses insumos serão empregados em processos complexos, que podem se estender por cerca de três anos. Quando conseguimos tornar essa jornada mais eficiente, ganhamos agilidade na assistência", explica. A iniciativa beneficia pacientes acompanhados pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial da unidade | Foto: Divulgação/IgesDF Para a governadora do Rotary no período 2020/2021, Vera Ávila, apoiar instituições públicas faz parte da missão da organização e busca atender às necessidades identificadas pela própria comunidade. "Nosso trabalho é ouvir as demandas que chegam de hospitais, escolas, creches e outras instituições públicas. A partir delas, mobilizamos recursos para gerar benefícios concretos para a população e contribuir com serviços que façam a diferença na vida das pessoas", afirma. As doações são viabilizadas por uma rede internacional de colaboração. Segundo o presidente do Rotary Club de Brasília Leste, José Humberto Ávila, as contribuições vêm de diversos países. "É uma rede global de solidariedade trabalhando para fortalecer serviços essenciais." Ao agradecer a parceria, Erika Maurienn destacou o impacto da doação na qualidade do atendimento oferecido aos pacientes. "Cada recurso recebido representa uma oportunidade de aprimoramento. Conseguimos oferecer mais resolutividade, segurança e melhores perspectivas para quem aguarda a correção de uma deformidade facial", conclui. *Com informações do IgesDF
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Pacientes da ortopedia do Hospital de Base participam de festa junina
Por algumas horas, os corredores da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deixaram de ser apenas um espaço de tratamento e recuperação para se transformar em um ambiente de celebração, música e encontros. Nesta quinta-feira (18), pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem, que levou momentos de descontração e acolhimento à rotina hospitalar. A programação reuniu música ao vivo, forró, quadrilha improvisada, decoração temática, comidas típicas e até a leitura de um cordel, proporcionando uma tarde diferente para pacientes que enfrentam longos períodos de internação em decorrência de fraturas, cirurgias e outros tratamentos ortopédicos. A enfermeira Thailla Rocha da Silva, organizadora da ação, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de tornar a internação mais leve para quem permanece dias ou até semanas longe de casa. "Nossos pacientes costumam ficar a partir de 15 dias internados com a gente, e isso é muito tempo para ficar longe da família. A ideia é fazer com que eles possam se divertir e afastar a mente do hospital, nem que seja por uns minutos", detalha. Internada há quase dois meses após sofrer uma fratura no fêmur, Lucilene Pereira dos Santos, 55 anos, fez questão de acompanhar toda a programação. Da cadeira de rodas, cantou, bateu palmas e aproveitou cada momento da festa. Pacientes internados participaram de uma festa junina organizada pela equipe de enfermagem | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF "Nós ficamos com a cabeça cheia depois de ficar tanto tempo internado, mas essa festa foi ótima pra dar uma aliviada. Foi maravilhoso", comenta. Além da programação cultural, a celebração contou com cachorro-quente, canjica, curau, pipoca, paçoca, bolos e salgados. Tudo foi organizado pela própria equipe de enfermagem com apoio de doações da comunidade. O compromisso de incluir todos os pacientes também marcou a iniciativa. Pessoas com mobilidade reduzida ou impossibilitadas de caminhar foram levadas até os corredores para participar da comemoração. Foi o caso de Boa Ventura de Jesus Ribeiro Neto, de 49 anos. Internado há 18 dias após uma cirurgia no quadril e com previsão de alta para o mesmo dia, fez questão de participar da festa antes de deixar o hospital. "Sou nordestino e não resisto a uma festa junina. É muito ruim ficar acamado tanto tempo, mas assim deu pra dar uma distraída e curtir o momento com todo mundo", comemora. Com bom humor, o paciente brincou que a comemoração acabou se tornando uma despedida da equipe. "Organizaram uma despedida para mim", disse, sorrindo. *Com informações do IgesDF
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IgesDF abre seleção para áreas estratégicas da saúde com salários de até R$ 18 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para novos processos seletivos simplificados destinados à formação de cadastro de reserva em áreas consideradas estratégicas para a assistência especializada e o funcionamento da rede pública de saúde. As oportunidades são para engenheiro eletricista, técnico de enfermagem em mobilidade, médico pediatra cardiologista ecocardiografista e fonoaudiólogo neonatal e pediátrico. As remunerações variam entre R$ 3.264,48 e R$ 18.115,68, conforme o cargo e a carga horária previstos em edital. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, de acordo com a necessidade das unidades administradas pelo instituto. Todos os cargos oferecem benefícios como auxílio-transporte, alimentação conforme acordo coletivo de trabalho e jornada, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário. Infraestrutura e apoio assistencial O Edital nº 048/2026 prevê cadastro reserva para engenheiro eletricista, com remuneração bruta de R$ 11.601,54 e carga horária mínima de 40 horas semanais. A vaga é destinada a profissionais com formação em engenharia elétrica, registro ativo no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e experiência em elaboração de projetos, acompanhamento de obras, manutenção predial e fiscalização de contratos. Experiência em manutenção hospitalar, projetos elétricos e elaboração de planos de contingência são considerados diferenciais. Já o Edital nº 049/2026 contempla cadastro reserva para técnico de enfermagem — mobilidade, com remuneração de R$ 3.264,48 e jornada mínima de 36 horas semanais. Os candidatos devem possuir formação técnica em enfermagem, registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e experiência mínima de seis meses em remoção de pacientes. Remunerações variam entre R$ 3.264,48 e R$ 18.115,68, conforme o cargo e a carga horária prevista em edital | Foto: Divulgação Iges/DF Assistência especializada à criança O Edital nº 050/2026 prevê cadastro reserva para médico pediatra cardiologista ecocardiografista, com remuneração bruta de R$ 18.115,68 para carga horária mínima de 24 horas semanais. Para participar, é necessário possuir formação em medicina, residência ou título de especialista em Pediatria, área de atuação em cardiologia pediátrica, especialização em ecocardiografia pediátrica, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e experiência comprovada na área. Também está aberta seleção para fonoaudiólogo neonatal e pediátrico, prevista no Edital nº 051/2026, com remuneração de R$ 4.155,57 e jornada mínima de 30 horas semanais. A vaga exige graduação em fonoaudiologia, registro profissional ativo, formação complementar voltada à área hospitalar com atuação em neonatologia e pediatria e experiência mínima de seis meses no atendimento a pacientes de média e alta complexidade. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do IgesDF, disponível em Processo Seletivo — IgesDF, onde também estão disponíveis os editais completos e os cronogramas das seleções. Os editais têm como objetivo a formação de cadastro reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial e operacional das unidades da rede. Com a abertura das seleções, o IgesDF fortalece equipes que atuam diretamente na assistência especializada à população e na manutenção da infraestrutura necessária para o funcionamento seguro e eficiente dos serviços de saúde. *Com informações do Iges/DF
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Hospital Cidade do Sol apresenta experiência do DF em cuidados paliativos em encontro nacional
O Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi escolhido pelo Ministério da Saúde para apresentar a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, realizado nesta sexta-feira (8), em Brasília. O evento, sediado na Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), celebrou os dois anos da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) e reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A experiência apresentada durante o encontro foi conduzida pelo chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do IgesDF, o médico paliativista Arthur Amaral. Ele compartilhou os avanços do projeto Conti Comigo, iniciativa desenvolvida no HSol desde junho de 2025 e que já atendeu 170 pessoas, entre pacientes de 23 a 103 anos. Criado para oferecer assistência a pacientes com dores crônicas ou doenças que causam sofrimento intenso, o projeto foi inspirado no legado do médico Rodrigo Conti, ex-diretor do IgesDF e defensor de uma assistência centrada no acolhimento. A iniciativa busca fortalecer um modelo de cuidado baseado em respeito, dignidade e atenção integral ao paciente. O HSol apresentou a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, nesta sexta (8), em Brasília | Foto: Divulgação/IgesDF Representação nacional Segundo Arthur Amaral, a escolha do Hospital Cidade do Sol pelo Ministério da Saúde demonstra que o trabalho desenvolvido no Distrito Federal vem se consolidando como referência nacional. “É uma honra para nós sermos escolhidos para representar nossas vivências em um evento deste porte, que reúne experiências de todo o país. É um sinal de que, apesar de ser uma política nova, caminhamos lado a lado com aquilo que há de mais importante nos cuidados paliativos: o cuidado centrado na pessoa”, pontua. Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico O médico também reforçou a importância de ampliar o debate sobre o tema e combater percepções equivocadas ainda existentes sobre esse tipo de assistência: “É importante entender que cuidados paliativos não são apenas para pacientes em fim de vida. Eles devem ser oferecidos a qualquer pessoa com doença grave que traga sofrimento. Nosso objetivo é garantir mais conforto, dignidade e qualidade de vida”. Segundo ele, fortalecer essa política dentro do Sistema Único de Saúde é um compromisso ético. “É um dever nosso, enquanto profissionais de saúde e cidadãos, não apenas debater, mas lutar pelo aumento de ações como essa no SUS. Somente assim construiremos uma saúde que pensa em todas as etapas da vida de uma pessoa, inclusive em seus dias finais”, completa. A coordenadora do Núcleo Nacional de Cuidados Paliativos do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo, destacou que o trabalho desenvolvido pelo IgesDF se tornou uma referência importante para o fortalecimento da política no país. “A experiência do IgesDF representa um marco importante para o desenvolvimento da política, porque integra o atendimento hospitalar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e outras unidades da rede. Isso facilita a identificação e o encaminhamento dos pacientes que precisam desse cuidado em um momento delicado”, ressalta. O encontro reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no SUS Para o gerente-geral substituto do HSol, Leandro Queza, participar do encontro nacional reforça a importância de ampliar e consolidar esse tipo de assistência na rede pública: “Momentos como esse mostram que as ações desenvolvidas no Hospital Cidade do Sol estão trazendo resultados importantes e precisam ser continuamente fortalecidas. É um reconhecimento que nos motiva a seguir ampliando esse cuidado cada vez mais humano”. Além da apresentação de experiências de diferentes estados brasileiros, a programação do II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos incluiu debates sobre o plano operativo da Política Nacional de Cuidados Paliativos e estratégias para ampliar o acesso ao atendimento em todo o país. [LEIA_TAMBEM]Como funciona o atendimento Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico. O acompanhamento busca melhorar a qualidade de vida, aliviar sintomas e oferecer suporte também às famílias. No IgesDF, o atendimento é realizado por equipes multiprofissionais e envolve integração entre hospitais, UPAs e outras unidades da rede pública de saúde, facilitando o encaminhamento e a identificação precoce dos pacientes que podem se beneficiar desse cuidado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Falta de ar que vai e volta pode esconder asma fora de controle
A sensação de não conseguir puxar o ar direito começou de forma leve. No início, a administradora Jaqueline Mendonça, 34 anos, achou que era apenas cansaço. Com o tempo, vieram o chiado no peito, a tosse à noite e a dificuldade para subir escadas. As crises passaram a aparecer sem aviso. “Teve um dia em que parecia que o ar não entrava. Foi assustador. Eu só usava bombinha quando piorava, mas não sabia que precisava tratar todos os dias”, conta. A história de Jaqueline se repete entre milhões de brasileiros. Neste 5 de maio, o Dia Mundial de Combate à Asma chama atenção justamente para esse ponto. O tema deste ano, definido pela Global Initiative for Asthma (Gina), reforça que garantir acesso a inaladores anti-inflamatórios ainda é uma necessidade urgente para evitar crises e mortes que poderiam ser prevenidas. A Gina é uma organização médica internacional, colaboradora da Organização Mundial da Saúde (OMS). A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Não tem cura, mas pode ser controlada. O problema é que, na prática, muitos pacientes ainda tratam apenas os sintomas, e não a doença em si. A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo | Fotos: Divulgação/IgesDF “A asma não aparece só na crise. A inflamação está presente o tempo todo e precisa ser controlada de forma contínua”, explica a pneumologista do IgesDF, Nancilene Melo. Segundo a especialista, o tratamento correto inclui o uso regular de inaladores com corticoide, muitas vezes associados a broncodilatadores. Esses medicamentos atuam diretamente na causa da doença e reduzem o risco de agravamento. Quando a melhora engana Depois de procurar atendimento e iniciar o tratamento adequado, Jaqueline percebeu melhora rápida. A respiração voltou ao normal e as crises desapareceram. Foi aí que cometeu o erro mais comum. “Eu parei de usar a medicação porque estava me sentindo bem. Em pouco tempo, tudo voltou. Foi quando entendi que precisava tratar a doença, não só a crise”, relata. A interrupção do tratamento é um dos principais fatores de descontrole da asma. O uso isolado de broncodilatadores, que aliviam a falta de ar na hora, mas não tratam a inflamação, ainda é frequente. “Muita gente usa apenas a bombinha de alívio. Isso melhora na hora, mas mantém a doença ativa. O risco é a crise voltar mais forte”, alerta Nancilene. Onde buscar atendimento no DF No Distrito Federal, o tratamento da asma é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a atenção básica até casos mais complexos. Um dos principais é o Hospital de Base do Distrito Federal, que conta com ambulatórios especializados em doenças respiratórias e alérgicas. Ao todo, o DF possui cerca de 27 centros de referência para atendimento de pacientes asmáticos, distribuídos em hospitais regionais e unidades de saúde, garantindo acesso ao diagnóstico, acompanhamento e medicação. Para ter acesso a esses centros, a porta de entrada são as unidades básicas de saúde (UBSs). Ao todo, o DF possui cerca de 27 centros de referência para atendimento de pacientes asmáticos Informação também é tratamento No Brasil, a primeira semana de maio concentra ações de conscientização sobre a doença, com campanhas educativas e discussões sobre novas terapias. Entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Fundação Proar reforçam a importância da adesão ao tratamento. Para especialistas, ampliar o acesso aos medicamentos é essencial, mas não suficiente. Entender a doença faz parte do cuidado. “Quando o paciente compreende que a asma é uma condição crônica, como diabetes ou pressão alta, ele passa a cuidar melhor e evita complicações”, afirma a pneumologista. Viver bem é possível Hoje, Jaqueline mantém o tratamento regular e não teve novas crises graves. Voltou a fazer exercícios e retomou a rotina sem limitações. “Eu achei que ia ter que conviver com isso para sempre daquele jeito. Hoje eu sei que dá para ter qualidade de vida, mas tem que fazer o tratamento certo”, diz. A principal mensagem do Dia Mundial de Combate à Asma é clara. Com acesso ao tratamento adequado e uso contínuo da medicação, é possível controlar a doença e evitar que a falta de ar limite a vida de milhões de pessoas. *Com informações do IgesDF
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Falta de ar e cansaço podem indicar doença respiratória rara e grave
“De repente, começou uma falta de ar absurda. Eu sentia como se estivesse me afogando no ar”, relembra Juliana Vieira Mendes ao falar sobre uma crise respiratória que levou ao diagnóstico de hipertensão pulmonar. A paciente conta que havia notado outros sintomas ao longo de seis meses, como cansaço, tonturas e inchaço nas pernas, mas não imaginou que pudessem indicar algo mais grave. “Eu deixei pra lá um monte de coisinhas que eram muito importantes. Foi acontecendo de forma muito sutil, então eu fui dando outras explicações. Achei que era porque tinha trabalhado muito, ou porque não estava fazendo exercícios e estava sedentária. Mas hoje, vejo que eu só não liguei os pontos”, relata. Juliana possui esclerose sistêmica, uma doença autoimune crônica que causa o endurecimento da pele e pode afetar órgãos internos, estando associada ao desenvolvimento da hipertensão pulmonar. A paciente recebeu o diagnóstico em uma instituição particular, mas foi orientada a buscar o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência no tratamento da doença. Depois de passar por uma crise respiratória, Juliana Vieira Mendes foi diagnosticada com hipertensão pulmonar | Fotos: Divulgação/IgesDF “Eu fiquei muito feliz de conseguir vir para o Base, porque os médicos e especialistas da rede pública são excelentes. Eu sabia que a qualidade do atendimento que eu receberia seria de alto nível e muito confiável, então eu realmente fiquei muito aliviada. A hipertensão pulmonar é uma condição muito grave e os sintomas são dramáticos, mas estar aqui me dá mais esperança”, comemora. Neste 5 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, o alerta é para a importância de reconhecer os sinais e buscar avaliação médica o quanto antes. A doença é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões e pode surgir a partir de diferentes condições, como problemas cardíacos, doenças respiratórias, doenças autoimunes ou a presença de coágulos antigos. [LEIA_TAMBEM]No HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), uma equipe especializada acompanha pacientes com a condição. A unidade realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar. Segundo o pneumologista Ygor Mourão, identificar corretamente o tipo de hipertensão pulmonar é essencial para definir o tratamento. “O cuidado varia de acordo com a causa, e isso exige uma avaliação detalhada em centros especializados. O Hospital de Base é uma das referências no Distrito Federal nesse tipo de atendimento”, explica. O especialista ressalta que a hipertensão pulmonar pode ter diferentes causas e, por isso, é dividida em cinco grupos. Entre eles, estão casos ligados a alterações nas artérias pulmonares, doenças do coração, problemas respiratórios, presença de coágulos e situações com múltiplos fatores associados. A classificação é essencial para definir o tratamento adequado. Falta de ar sem causa aparente, cansaço progressivo, tontura e inchaço nas pernas estão entre os principais sinais de alerta. Diante desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), para avaliação inicial. A partir desse atendimento, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal. O HBDF realiza, em média, 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar Diagnóstico precoce faz diferença Por envolver diferentes fatores, a hipertensão pulmonar pode atingir pessoas de qualquer idade e não possui formas específicas de prevenção. O desconhecimento sobre a doença, no entanto, ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico rápido. “Essa variedade de condições faz com que muitos pacientes demorem a chegar ao especialista e iniciar o tratamento. Quanto mais falarmos sobre o tema, maiores são as chances de diagnóstico precoce e de evitar estágios mais avançados”, afirma o médico. O processo de investigação envolve diferentes especialidades e exames específicos, disponíveis principalmente em hospitais de alta complexidade. Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença atinge entre dois e cinco adultos por milhão, a cada ano, no mundo. O acompanhamento contínuo é fundamental para o controle da doença e a melhora da qualidade de vida, especialmente em casos associados a outras condições, como doenças autoimunes. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Profissionais de saúde do DF passam a usar plataforma científica para apoiar decisões clínicas
Decisões médicas mais seguras, diagnósticos mais precisos e atendimento mais qualificado para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) passou a oferecer a colaboradores e pesquisadores acesso gratuito à ClinicalKey, uma das principais plataformas internacionais de conteúdo científico na área da saúde. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Emanuela Dourado, a iniciativa reforça o compromisso com uma assistência cada vez mais qualificada e centrada no paciente. “Ao ampliar o acesso ao conhecimento científico atualizado, aprimoramos a tomada de decisão dos profissionais, promovemos maior segurança ao paciente e consolidamos o instituto como um ambiente de ensino, pesquisa e inovação”, destaca. Arte: IgesDF A ferramenta reúne livros, periódicos, protocolos clínicos, diretrizes, calculadoras médicas e conteúdos multimídia que auxiliam profissionais a tomar decisões mais rápidas, seguras e baseadas em evidências dentro das unidades de saúde. Na prática, isso representa mais precisão na assistência, redução de riscos e maior segurança para o paciente. Mais do que uma base de dados, a ClinicalKey funciona como um ambiente de aprendizagem que aproxima a produção científica da rotina hospitalar, fortalecendo a atuação de médicos, enfermeiros, residentes, pesquisadores e demais integrantes da equipe multiprofissional. Disponível para toda a equipe, a plataforma integra diferentes áreas em torno de um objetivo comum: transformar informação qualificada em decisões mais assertivas. Seja na assistência, na pesquisa ou na gestão, o acesso ao conhecimento passa a ocupar papel ainda mais estratégico na construção de uma saúde pública mais eficiente e segura. Profissionais mais qualificados, atendimento mais seguro "Queremos impulsionar a formação contínua de residentes, estagiários e colaboradores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão da prática assistencial" Paulo Estevão, gerente de Ensino da Diep De acordo com o gerente de Ensino da Diep, Paulo Estevão, no ritmo intenso das unidades de saúde — onde cada decisão impacta diretamente a vida dos pacientes —, o acesso imediato a revisões clínicas, protocolos e diretrizes atualizadas se torna um diferencial importante. “A ferramenta contribui para decisões mais seguras, reduz a variabilidade de condutas e fortalece intervenções mais eficazes e consistentes”, pontua. Segundo o gestor, a disponibilização da plataforma também busca ampliar o acesso à informação científica de qualidade e acompanhar as exigências de unidades de saúde em constante evolução. “Queremos impulsionar a formação contínua de residentes, estagiários e colaboradores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão da prática assistencial. Isso se reflete diretamente na qualidade do cuidado oferecido à população”, afirma. Acesso facilitado e monitoramento Para ampliar o uso da ferramenta, a Diep disponibilizou, por meio de QR Code, o acesso ao formulário de solicitação de cadastro, divulgado nos computadores utilizados pelos colaboradores do Instituto. A plataforma também pode ser acessada pelo portal interno. [LEIA_TAMBEM]A ClinicalKey será acompanhada por indicadores que permitirão medir seu alcance e impacto. O monitoramento de acessos, tempo de uso e áreas mais consultadas ajudará a orientar novas ações e fortalecer a conexão entre ensino, pesquisa e assistência. “Com isso, o IgesDF consolida um ambiente em que o conhecimento não apenas circula, mas transforma realidades e qualifica, de forma contínua, o cuidado oferecido à população do Distrito Federal”, finaliza Paulo Estevão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre seleção para farmacêutico de pesquisa clínica
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu processo seletivo para o cargo de farmacêutico administrativo com atuação em pesquisa clínica. As inscrições começaram nesta segunda-feira (27) e seguem até 3 de maio, exclusivamente pela plataforma oficial do instituto. A seleção de farmacêuticos administrativos é voltada à formação de cadastro reserva, com contratações realizadas conforme a demanda do IgesDF | Foto: Divulgação/IgesDF A seleção faz parte das estratégias do IgesDF para fortalecer a produção científica e qualificar a assistência em saúde, ampliando a atuação em pesquisas clínicas nas unidades geridas pelo instituto. A oportunidade é voltada à formação de cadastro reserva, com contratações realizadas conforme a demanda da instituição. A carga horária mínima prevista é de 40 horas semanais, com remuneração bruta de R$ 6.192,94. [LEIA_TAMBEM]Requisitos e benefícios Para participar, é obrigatório ter graduação em farmácia reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), além de pós-graduação completa na área da saúde. Também é exigido registro ativo no Conselho Regional de Farmácia (CRF), bem como experiência mínima de seis meses em pesquisa clínica e em projetos científicos na área da saúde. Os profissionais selecionados terão direito a benefícios como auxílio-transporte, alimentação (conforme acordo coletivo e local de trabalho), clube de vantagens com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no aniversário. Para mais informações, acesse o site do processo seletivo. *Com informações do IgesDF
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Hospital Regional de Santa Maria completa 18 anos com histórias de cuidado e dedicação
Prestes a completar 18 anos, na próxima quinta-feira (30), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) chega à maioridade com uma marca que vai além da estrutura. A história da unidade é construída por quem vive o hospital todos os dias. Entre desafios, mudanças e conquistas, profissionais de diferentes gerações mostram como o serviço evoluiu ao longo do tempo e segue em transformação. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva acompanhou de perto momentos decisivos dessa trajetória. Integrante da primeira chamada de colaboradores após a entrada do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em 2019, ela vivenciou um período de intensa adaptação. “Cheguei para atuar no pronto-socorro, no box de emergência, mas encontrei um cenário desafiador. Foi necessário adaptar o atendimento para a enfermaria, onde recebíamos pacientes graves, entubados, em um ambiente que não era o ideal. Foi um momento crítico”, relembra. Apesar das dificuldades, ela também acompanhou avanços importantes na estrutura e na assistência. “Logo depois, houve a inauguração do novo box de emergência, totalmente reestruturado e com equipamentos mais modernos. Foi uma transformação muito relevante”, destaca. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva acompanhou mudanças importantes no Hospital Regional de Santa Maria ao longo de seis anos | Fotos: Divulgação/IgesDF Entre as experiências vividas, a pandemia de covid-19 permanece como o período mais marcante. “No início, não sabíamos exatamente como lidar com aquela realidade. Mesmo assim, a equipe se manteve unida e foi fundamental para atravessarmos aquele cenário. Tivemos perdas, mas também muitas recuperações, e cada paciente que melhorava deixava uma marca profunda em todos nós”, observa a atual chefe do Serviço de Enfermagem da Maternidade. Se, de um lado, há quem tenha acompanhado a evolução da unidade ao longo dos anos, de outro estão profissionais que chegam trazendo novas perspectivas e reforçando o compromisso com o cuidado. É o caso da fisioterapeuta Jéssica Orlando de Oliveira, que atua na clínica médica há cerca de um ano, somando sua experiência prévia na área da saúde ao cotidiano do hospital. “Atuar no serviço público nos mostra o quanto os pacientes precisam e são gratos. Perceber que você impacta positivamente a vida das pessoas transforma também a sua própria trajetória, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal”, destaca a profissional. Ao falar sobre o que pretende deixar como contribuição, ela resume: “Trabalhar com amor e fazer sempre o melhor pelo paciente”. O ambiente também é um diferencial. “A equipe é acolhedora, e isso faz diferença no dia a dia. É um lugar onde as pessoas realmente se ajudam”, pontua Jéssica. Jéssica Orlando de Oliveira, fisioterapeuta: "Perceber que você impacta positivamente a vida das pessoas transforma também a sua própria trajetória, tanto no aspecto profissional quanto pessoal" Novas histórias em construção A renovação também faz parte da rotina do HRSM. Profissionais que chegam à unidade encontram um espaço de aprendizado e integração, como a fisioterapeuta Karoline Beatriz Souza Tavares, do Centro Obstétrico, admitida no início deste mês. [LEIA_TAMBEM]“Fiquei surpresa de forma muito positiva. É um ambiente organizado e limpo, o que transmite segurança. Além disso, fui muito bem-recebida pela equipe, que tem sido essencial nesse processo de adaptação, mostrando a rotina e auxiliando no dia a dia”, relata. Entre os mais jovens, a trajetória de Letícia Bonfim Nepunuceno representa o início de um caminho profissional. Aos 19 anos, ela ingressou como menor aprendiz, em março, e já projeta o futuro na área da saúde. “Sempre quis trabalhar no IgesDF, e estar aqui, ainda mais perto de casa, foi melhor ainda”, diz. No começo, a adaptação veio acompanhada de insegurança, mas, com o tempo, deu lugar à confiança na rotina e no aprendizado. Letícia Bonfim Nepunuceno, estudante de enfermagem: "Aqui eu aprendo todos os dias. E isso faz toda a diferença para quem está começando" Hoje, cursando enfermagem, ela ressalta o quanto a vivência prática tem feito diferença na formação e no dia a dia dentro da unidade. “Estou no posto de enfermagem e tenho aprendido bastante. A equipe me acolheu muito bem, o que fez toda a diferença. Hoje me sinto tranquila e feliz por estar aqui”, afirma. A experiência de quem está começando ajuda a traduzir o que sustenta o hospital ao longo dos anos. “Aqui eu aprendo todos os dias. E isso faz toda a diferença para quem está começando”, conclui Letícia. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base capacita equipes em técnica a laser para tratar próstata
Uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da próstata começa a ser estudada por profissionais do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O procedimento a laser é menos invasivo, reduz riscos durante a cirurgia e permite uma recuperação mais rápida para o paciente. A capacitação começou nesta sexta-feira (24) e segue até sábado (25), reunindo especialistas e equipes da unidade. O treinamento aborda uma cirurgia realizada com laser de alta potência, indicada principalmente para homens com hiperplasia prostática benigna — aumento da próstata que não é câncer, mas pode causar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga sempre cheia e necessidade frequente de ir ao banheiro. Profissionais do Hospital de Base passam por treinamento para a utilização de nova técnica cirúrgica no tratamento da próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF A técnica, chamada enucleação da próstata com laser, permite a retirada do excesso de tecido prostático com mais precisão e menor sangramento, reduzindo o tempo de internação e as chances de complicações no pós-operatório. O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, destaca que a busca por novas tecnologias faz parte do compromisso do instituto com a qualidade da assistência. “Quando a eficácia, o benefício ao paciente e a viabilidade financeira são comprovados, começamos a estudar a incorporação dessas soluções. Estamos muito otimistas com os resultados e com as evidências já publicadas sobre essa técnica”, afirma. "A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população" Paulo Saad, superintendente do HBDF Embora o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar essa tecnologia ao atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Capacitação prática Durante o curso, oito pacientes que aguardavam na fila de regulação foram atendidos e beneficiados com o procedimento. As cirurgias foram conduzidas pelo urologista Thiago Sato, referência nacional na técnica, com a participação de seis especialistas do corpo clínico do HBDF. Para ampliar o alcance do treinamento, os procedimentos foram transmitidos em tempo real para outros profissionais de saúde, que acompanharam as cirurgias e puderam esclarecer dúvidas durante as intervenções. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, destaca que a formação de profissionais qualificados faz parte do compromisso do IgesDF com a saúde pública. “A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população”, acrescenta. Ainda que o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar a tecnologia ao SUS Técnica mais segura Realizado por via endoscópica, o procedimento dispensa cortes externos, o que reduz o risco de complicações e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente. O chefe do setor de Urologia do Hospital de Base, Bruno Pinheiro, afirma que a capacitação prepara os profissionais do HBDF para o momento em que o equipamento estiver disponível na rede pública. [LEIA_TAMBEM]“Essa tecnologia vai chegar ao SUS mais cedo ou mais tarde, e já estamos preparando nossos profissionais para utilizá-la. O Hospital de Base é referência em saúde em todo o Centro-Oeste e, quando ela for incorporada, estaremos prontos para oferecer esse atendimento”, explica. O especialista detalha que, atualmente, pacientes submetidos ao método convencional permanecem internados, em média, por quatro dias. Com o uso do laser, esse tempo pode ser reduzido significativamente. “Com essa técnica, em muitos casos, a alta pode acontecer já no dia seguinte”, pontua. Quando procurar atendimento Homens que apresentam sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga devem procurar avaliação médica. O atendimento inicial pode ser realizado nas unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para especialistas, quando necessário. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Espaço sensorial oferece conforto e acolhimento a crianças autistas no Hospital Regional de Santa Maria
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) conta com um cantinho especial para oferecer conforto e acolhimento às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA): o Espaço Humanizar TEA. Inaugurado em outubro do ano passado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o local foi projetado para reduzir estímulos visuais e sonoros, proporcionando tranquilidade aos pequenos, e desenvolver habilidades psicomotoras por meio de brinquedos e atividades lúdicas. O ambiente funciona como um suporte terapêutico dentro do hospital. As crianças neurodivergentes atendidas pelo equipamento podem ser encaminhadas ao espaço conforme avaliação da equipe durante a internação ou período de espera. Na sala, elas têm acesso a artigos voltados à motricidade fina e que auxiliam na regulação emocional, como paineis sensoriais, blocos de montar, quebra-cabeças e jogos de encaixe. O atendimento contempla uma única criança por vez, acompanhada do responsável, por equipe multiprofissional. O superintendente do hospital, Diêgo Figueiredo, salienta que a sala reforça o compromisso da rede pública com a inclusão e a humanização no cuidado em saúde. “A pauta dos transtornos do neurodesenvolvimento vem tomando cada vez mais espaço. São pacientes que também apresentam outras condições clínicas e acabam precisando desse atendimento complementar”, explica. “Vimos a necessidade de adaptar um ambiente para esses pacientes, garantindo segurança e qualidade na assistência.” O ambiente funciona como um suporte terapêutico dentro do hospital | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O ambiente foi planejado para quebrar a rotina hospitalar tradicional, com redução do ruído externo e iluminação adequada. “O hospital costuma ser um ambiente muito frio. Aqui, a criança consegue se acalmar, brincar e até se desenvolver, porque o brinquedo também estimula aspectos motores e cognitivos”, destaca Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, setor responsável pela execução e pela articulação institucional da iniciativa. De acordo com ela, o impacto vai além do conforto imediato. “Uma criança em crise, muitas vezes, não consegue permanecer em um ambiente com muitas pessoas. Esse espaço ajuda na regulação, permitindo que a assistência aconteça com mais sucesso”, afirma Anucha, acrescentando que o mobiliário e brinquedos foram doados pela GPS Foundation, sem a utilização de recursos próprios do IgesDF. A terapeuta ocupacional Bárbara Úrsula, uma das responsáveis pela assistência no espaço, observa que os artigos disponíveis no ambiente ajudam a tornar a experiência das crianças menos estressantes e mais humanizadas. “Aqui, temos recursos que muitas vezes essas crianças não têm acesso em casa. Ter isso disponível no SUS é muito importante e faz diferença no atendimento.” As unidades de pronto atendimento (UPAs) de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I, Recanto das Emas também disponibilizam espaços lúdicos e terapêuticos para tornar o atendimento infantil mais acolhedor. Os Espaços Humanizar Kids contam com paredes coloridas, brinquedos inclusivos, livros e painéis interativos, pensados para reduzir o estresse e a ansiedade de crianças e responsáveis durante a espera.
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IgesDF abre seleção para compra de ventilômetro para unidades de saúde
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu o Edital nº 023/2026 para a aquisição de um ventilômetro Wright, equipamento utilizado para avaliar a respiração de pacientes com mais precisão, especialmente em casos graves. O dispositivo portátil mede o volume de ar que entra e sai dos pulmões. Na prática, auxilia as equipes de saúde no ajuste de ventiladores mecânicos e na definição de condutas clínicas com mais segurança. O uso do ventilômetro reduz riscos relacionados à ventilação inadequada, como a entrada insuficiente de ar ou a expansão excessiva dos pulmões, que podem causar complicações | Foto: Divulgação/IgesDF O equipamento é utilizado principalmente em unidades como UTIs, centros cirúrgicos e enfermarias, onde a avaliação rápida da função respiratória é essencial para o cuidado do paciente. Com o uso do ventilômetro, é possível reduzir riscos relacionados à ventilação inadequada, como a entrada insuficiente de ar ou a expansão excessiva dos pulmões, que podem causar complicações. Os interessados em participar do processo podem consultar os critérios e requisitos no site oficial do instituto. As propostas devem ser enviadas entre os dias 22 de abril e 6 de maio, até as 23h55, pela plataforma Apoio Cotações. [LEIA_TAMBEM]O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no portal do IgesDF. Serviço · Objeto: aquisição de ventilômetro Wright para unidades de saúde do IgesDF · Edital de Seleção de Fornecedores: nº 023/2026 · Identificação SEI: 04016-00027893/2024-06 · Número da cotação: 1506420 · Período de envio de propostas: de 22 de abril a 6 de maio, até as 23h55 · Plataforma: Apoio Cotações *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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DF registra mais de 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave no ano
A circulação de vírus respiratórios se antecipou neste ano no Brasil, mas, no Distrito Federal, o cenário ainda é de atenção, não de alarme. Segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o DF permanece em nível de alerta, acompanhando a tendência nacional. Ainda assim, houve interrupção no crescimento dos casos, sinalizando um momento de estabilização. De janeiro até agora, o Distrito Federal registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maior parte não está ligada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas a outros vírus respiratórios. Entre eles, o rinovírus, o metapneumovírus e o vírus sincicial respiratório concentram 56,8% dos casos. A influenza responde por 3,5%, enquanto a Covid-19 corresponde a 2%. Em parte das ocorrências, o agente causador ainda não foi identificado. Em relação aos óbitos, foi registrada uma morte por influenza A e outras cinco sem identificação do vírus responsável. Neste ano, o DF registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG); a maior parte não está ligada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas a outros vírus respiratórios | Foto: Alisson Noronha/IgesDF Quando a gripe deixa de ser simples A SRAG é uma evolução de quadros gripais comuns. Os primeiros sintomas podem parecer leves, como febre, coriza e tosse, mas o agravamento ocorre quando há dificuldade para respirar. O clínico geral Gabriel Rabelo explica que alguns sinais indicam alerta. “Os principais sintomas que diferenciam um quadro mais grave são a febre persistente e o desconforto respiratório, especialmente a falta de ar”, destaca. Segundo ele, o acompanhamento é essencial. “Mesmo com o tratamento inicial, se os sintomas não melhorarem, é importante retornar ao médico para investigar outras doenças, como pneumonia ou Covid-19”, orienta. No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos Grupos como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver formas graves. Crianças exigem atenção redobrada No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos, o que acende um alerta para pais e responsáveis. O pediatra Ricardo André da Silva reforça que a respiração é o principal indicativo de gravidade. “O que mais observamos nas crianças é o desconforto respiratório. O aumento da frequência respiratória ou a presença de retrações no peito e no abdômen são sinais importantes de alerta”, explica. O especialista também chama atenção para a transmissão dentro de casa. “Muitas vezes a criança adoece porque alguém próximo está gripado. Pode ser um parente, amigo ou vizinho. A criança se aproxima, e isso facilita a transmissão. Por isso, é importante evitar contato quando alguém estiver doente”, alerta. Vacinação é a principal proteção A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes. A campanha contra a gripe segue até 30 de maio, com doses gratuitas nas unidades básicas de saúde (UBSs). Entre os públicos prioritários estão crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana também podem se imunizar contra o vírus sincicial respiratório, ajudando a proteger os bebês nos primeiros meses de vida. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes por SRAG | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Prevenção no dia a dia faz diferença Com a circulação antecipada dos vírus respiratórios, medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão: · Evitar contato com pessoas gripadas; · Higienizar as mãos com frequência; · Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral; · Não sair de casa ao apresentar sintomas. Quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]É importante buscar uma unidade de saúde diante de sinais de agravamento, como: · Respiração acelerada; · Esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado); · Febre persistente; · Cansaço excessivo ou sonolência; · Dificuldade para se alimentar. No Distrito Federal, o IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas em unidades como: · UPA de Sobradinho; · UPA de São Sebastião; · UPA de Ceilândia I; · UPA do Recanto das Emas. A combinação entre vacinação e cuidados no dia a dia é o principal caminho para reduzir o impacto das doenças respiratórias e proteger a população. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Unidades de saúde são mobilizadas com ações de prevenção e cuidado no Abril Verde
Com ações voltadas para a prevenção de acidentes e o cuidado com a saúde dos trabalhadores, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realiza, ao longo de abril, uma programação especial nas unidades da rede em referência ao Abril Verde. As atividades ocorrem no Hospital de Base, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e na unidade do PO 700. A programação inclui ginástica laboral, palestras educativas e ações de engajamento, além de outras iniciativas distribuídas ao longo do mês. O Abril Verde é um movimento nacional voltado para a redução de acidentes e doenças ocupacionais por meio da promoção de uma cultura de prevenção. A campanha está ligada ao Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado em 28 de abril, data instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) após um acidente ocorrido em 1969, nos Estados Unidos, que resultou na morte de dezenas de trabalhadores. Durante as atividades, serão reforçadas medidas que fazem parte da rotina nas unidades, como o uso adequado de equipamentos de proteção individual e coletivos (EPIs e EPCs), a identificação de riscos, o correto manuseio de materiais perfurantes e a atenção a comportamentos que podem comprometer a segurança, como pressa, distração, cansaço e uso do celular. Organizadas pela Gerência de Saúde e Segurança no Trabalho (GESST), responsável pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), as ações integram a programação do Abril Verde nas unidades do IgesDF. A programação inclui ginástica laboral, palestras educativas e ações de engajamento, além de outras iniciativas distribuídas ao longo do mês. | Foto: Bruno Henrique/IgesDF A gerente de Saúde e Segurança do Trabalho do IgesDF, Uyara Mendes, destaca a importância das relações interpessoais no ambiente profissional. “Pessoas estão adoecendo pessoas, e estamos aqui para ajudar a mudar esse comportamento e mitigar riscos, tornando o ambiente de trabalho mais saudável”, afirma. A chefe substituta do Núcleo de Segurança no Trabalho, Vitória Guimarães, reforça o conceito ampliado de saúde. “O bem-estar não é caracterizado apenas pela ausência de doença. Pelo contrário: é estar bem física e mentalmente”, ressalta. Mais cuidado com quem cuida Com foco na valorização e no bem-estar dos profissionais, o IgesDF também investe em iniciativas voltadas à qualidade de vida dos colaboradores. Entre elas, está a parceria com a AllCare e a Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda (Assefaz), por meio do programa Assefaz Social, que oferece serviços voltados para o cuidado dentro e fora do ambiente de trabalho. Os colaboradores contam ainda com auxílio-saúde, que possibilita a adesão a plano com custo reduzido, conforme faixa etária e remuneração, além de telemedicina gratuita 24 horas, com atendimento em clínica geral e pediatria. Durante o mês, equipes da AllCare e da Assefaz estarão presentes nas unidades para esclarecer dúvidas e orientar sobre os benefícios disponíveis. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF lança edital para ampliar serviço de laudos
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu seleção para contratar empresa especializada em teleradiologia. A contratação inclui a análise de exames de tomografia computadorizada e radiografia (raio X), contribuindo para diagnósticos mais rápidos e maior segurança no atendimento aos pacientes. O serviço é voltado exclusivamente à emissão de laudos médicos, sem incluir a realização dos exames, fornecimento de equipamentos ou atuação presencial de profissionais. A prestação atenderá todas as unidades administradas pelo IgesDF e também considera a ampliação da rede, com novas unidades de pronto atendimento (UPAs) previstas para inauguração ainda em 2026. [LEIA_TAMBEM]As propostas podem ser enviadas entre os dias 13 e 17 de abril, até as 23h55, pela plataforma Apoio Cotações. Os critérios de participação e demais detalhes estão disponíveis no edital publicado no site do instituto. Serviço · Objeto: emissão de laudos de exames de imagem (teleradiologia) · Processo SEI: 04016-00009754/2026-54 · Plataforma: Apoio Cotações · Cotação: 1500948 · Período para envio de propostas: 13 a 17 de abril (até 23h55) · Edital: nº 014/2026 *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Seleção busca laboratório para realizar exames no Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abre seleção para contratar laboratório de apoio responsável pela realização de exames especializados no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A empresa contratada vai realizar exames de média e alta complexidade, que auxiliam no diagnóstico e na definição do tratamento dos pacientes atendidos na unidade. Esses exames são importantes em casos mais complexos, como doenças hematológicas, em que os resultados laboratoriais são fundamentais para orientar a conduta médica. [LEIA_TAMBEM]As empresas interessadas podem consultar os critérios de participação e os documentos do processo no site oficial do IgesDF. O prazo para envio das propostas vai do dia 13 ao dia 17 deste mês, pela plataforma usada pelo instituto. Serviço · Objeto: Contratação de laboratório de apoio para o Hospital de Base · Edital: nº 13/2026 · Processo SEI: 04016-00063237/2025-40 | Cotação: 1500529 · Período para envio de propostas: 13 a 17 de abril. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Pequenos protagonistas transformam rotina e emocionam no Hospital Regional de Santa Maria
Mães e pais que vivem o dia a dia da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) tiveram um dia diferente no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A rotina intensa ganhou uma pausa marcada por ternura. Inspirada pela Páscoa, a iniciativa levou bebês internados na unidade a participarem de um ensaio fotográfico realizado na última terça-feira (7). Durante a preparação para as fotos, pais e mães acompanharam cada detalhe, atentos a cada gesto e a cada olhar. Érica de Carvalho Sá aguardava emocionada pela vez do filho no ensaio. Augusto nasceu com 32 semanas e segue em recuperação, enquanto a família sonha com o momento de levá-lo para casa, em Planaltina (GO). “Eu não sabia que teria esse ensaio, foi uma surpresa linda. Só de ver a preparação já emociona. Aqui encontramos profissionais muito humanos, que cuidam dos nossos filhos e também da gente”, destaca. Natanael não nasceu prematuro, mas precisou de cuidados na UTIN antes de ir para casa. A mãe, Ana Cláudia Gomes do Carmo, não tirava os olhos do filho e se encantou com a experiência. “Vê-lo assim, todo arrumadinho, traz uma alegria muito grande. A gente até esquece um pouco o peso da internação, e tudo fica mais leve”, conta. Durante a preparação para as fotos, pais e mães acompanharam cada detalhe, atentos a cada gesto e a cada olhar | Foto: Tati Araújo/Divulgação Vinda do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a família está há poucos dias no HRSM. Ana Cláudia destaca a forma como todos foram recebidos desde a chegada. “Fomos acolhidos com muito carinho. Eu me senti cuidada, assim como o pai e o irmão dele, que não saem daqui por nada”, relata. Humanização que gera memórias afetivas Mais do que uma ação pontual, a iniciativa faz parte da proposta da UTIN de promover atividades em datas especiais, aproximando famílias e equipe multiprofissional. Segundo a chefe do Serviço de Enfermagem da unidade, Lorena Mendes, a atividade também marca a retomada de uma prática que estava suspensa há cerca de um ano. “Passamos por um período de mudanças na equipe, o que direcionou nossos esforços para outras prioridades. Agora, com o time reorganizado, conseguimos resgatar este tipo de ação, que sempre fez diferença no cuidado com as famílias”, explica. Mais do que imagens, a experiência representa acolhimento e a construção de memórias afetivas durante a internação, fase que, para muitas famílias, é atravessada por incertezas e expectativas. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa faz parte da proposta da UTIN de promover atividades em datas especiais, aproximando famílias e equipe multiprofissional “Nosso objetivo é tornar este período o menos difícil possível. Sabemos que é uma fase delicada, por isso buscamos levar mais tranquilidade e afeto. Queremos que as mães guardem uma lembrança bonita desta etapa”, finaliza Lorena. *Com informações do IgesDF
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Teleconsulta em UPAs do DF amplia atendimentos e reduz tempo de espera
Mais de 18,9 mil atendimentos por teleconsulta foram registrados nas unidades de pronto atendimento (UPAs) desde 13 de maio de 2025, quando o modelo remoto foi instituído, até 25 de março deste ano. O serviço é uma estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) para agilizar o atendimento à população e reduzir o tempo de espera nas unidades. Pacientes classificados como de baixo risco (pulseira verde) são atendidos por médicos à distância, enquanto as equipes presenciais ficam direcionadas aos casos mais graves. Atualmente, a teleconsulta está disponível em dez UPAs: Vicente Pires, Gama, Ceilândia II, Samambaia, Paranoá e Brazlândia oferecem o serviço para adultos; Recanto das Emas e Sobradinho atendem crianças e adolescentes; enquanto Ceilândia I e São Sebastião contemplam todas as faixas etárias. Nas próximas semanas, o modelo será ampliado para unidades do Núcleo Bandeirante e do Riacho Fundo. A implantação do modelo tem apresentado resultados positivos. Dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) mostram que a adesão entre pacientes de baixo risco é de cerca de 31,6%. Desse total, mais de 87% dos casos atendidos remotamente são resolvidos sem necessidade de encaminhamento para consulta presencial. De 13 de maio de 2025 até 25 de março deste ano, mais de 18,9 mil atendimentos por teleconsulta foram registrados nas UPAs do DF | Foto: Divulgação/IgesDF A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital do IgesDF, Amandha Roberta, explica que a teleconsulta foi pensada para enfrentar um comportamento recorrente da população, que busca atendimento diretamente nas UPAs mesmo em situações de menor gravidade. “A gente sabe que existe uma cultura de procurar a UPA mesmo para casos leves. Esses pacientes, classificados como verdes, acabavam aguardando por horas e, muitas vezes, desistiam do atendimento”, afirma. Segundo ela, esse cenário pode contribuir para o agravamento dos quadros clínicos e a sobrecarga do sistema. “O paciente com pulseira verde que não é atendido pode voltar depois com uma condição mais grave, sendo reclassificado como amarelo. Isso gera um consumo muito maior de recursos. Com a teleconsulta, conseguimos garantir o atendimento desses casos leves e liberar a equipe presencial para situações mais críticas”, destaca. “Quando atendemos um paciente remotamente, com quadros de cefaleia, dor abdominal ou dor leve, o médico que está na unidade pode atender o paciente mais grave, que está convulsionando ou tendo um AVC, por exemplo”. [LEIA_TAMBEM]A médica de família e comunidade Mônica Montenegro integra a equipe da central de atendimento remoto, localizada no Setor de Indústrias de Abastecimento (SIA). “Temos acesso ao sistema completo, desde o que foi verificado na triagem até os sinais vitais aferidos. No teleatendimento, conversamos com o paciente sobre as queixas e avaliamos a conduta, como solicitação de exames laboratoriais e prescrição de medicamentos”, explica. Segundo ela, os principais atendimentos envolvem sintomas respiratórios leves, diarreia e lombalgia mecânica relacionada a esforço, entre outros. Na prática, o paciente passa pela triagem na UPA com a equipe de enfermagem e, se for classificado como de baixo risco e o quadro permitir, pode optar pela teleconsulta. Com o consentimento formal, é encaminhado a uma sala específica dentro da própria unidade, onde ocorre o atendimento por vídeo com um médico da central remota. Um técnico de enfermagem permanece com o paciente durante a chamada para auxiliar no uso da tecnologia e no acompanhamento clínico. Quando há necessidade de medicação ou avaliações complementares, o profissional presta suporte e o fluxo é ajustado dentro da própria unidade. A teleconsulta está disponível em dez UPAs do Distrito Federal; nas próximas semanas, o modelo será ampliado para unidades do Núcleo Bandeirante e do Riacho Fundo Quando procurar UBS ou UPA Com funcionamento 24 horas, as UPAs atendem urgências e emergências de média gravidade, com oferta de exames laboratoriais, raio-x, medicação e acompanhamento clínico. Quando necessário, estabilizam o paciente e o encaminham para hospitais. Desde 2019, sete UPAs foram construídas pelo GDF e outras seis estão em construção. Já as unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada do sistema. Com equipes da Estratégia Saúde da Família, concentram ações de prevenção, promoção da saúde, controle de doenças crônicas e atendimento a casos não urgentes. Pelo portal InfoSaúde DF, é possível identificar a UBS de referência e acessar serviços como pré-natal, vacinação e acompanhamento de hipertensão e diabetes.
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Hospital de Base leva hemodiálise ao leito e reduz riscos para pacientes internados
Para pacientes internados em estado mais delicado, um simples deslocamento dentro do hospital pode representar risco. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), essa realidade começa a mudar. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a utilizar uma tecnologia que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito, reduzindo movimentações e tornando o cuidado mais seguro. O sistema, chamado Genius, marca um avanço importante na assistência hospitalar ao levar o tratamento até o paciente. Antes, a hemodiálise dependia de pontos fixos de água, o que exigia o transporte de pessoas, muitas vezes em condição clínica sensível, até áreas específicas do hospital. Agora, o procedimento pode ser feito no próprio local, com mais estabilidade e conforto. O sistema Genius permite que sessões de hemodiálise sejam realizadas no leito, evitando o transporte de pacientes em estado mais delicado | Foto: Divulgação/IgesDF A mudança impacta diretamente a segurança assistencial. Ao evitar deslocamentos, a nova tecnologia reduz o risco de quedas, intercorrências durante o transporte e outras complicações que podem surgir nesses trajetos. Segundo o chefe do Serviço de Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, a inovação também melhora a organização do cuidado e amplia o acesso ao tratamento. “O sistema Genius permite maior flexibilidade na assistência hospitalar. Como pode ser utilizado em diferentes setores, independentemente da estrutura de água, amplia o acesso ao tratamento e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, explica. [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial está na possibilidade de personalização. O equipamento conta com um tanque abastecido com solução de diálise preparada em uma moderna estação de tratamento, cuja composição pode ser ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente antes do início do procedimento. A combinação entre mobilidade e ajuste individual contribui para maior eficiência e melhor resposta clínica. Ao todo, foram adquiridas 10 máquinas, com capacidade para atender mais de 900 sessões de hemodiálise por mês em pacientes internados. O reforço amplia a capacidade assistencial do hospital e melhora o fluxo de atendimento. A paciente Francisca Souza Araújo, de 40 anos, que convive com diabetes e doença renal, foi uma das primeiras a utilizar o equipamento. Em tratamento há três anos, ela destacou a diferença na experiência. "É uma ótima ideia para quando o paciente está muito debilitado e com dificuldade de sair do leito. Se é algo que tem possibilidade de melhorar a situação da pessoa internada, eu acho muito bom", comemora. A tecnologia também deve chegar ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ampliando o alcance do serviço na rede pública. A previsão é que cinco equipamentos sejam instalados na unidade até o fim de maio, fortalecendo a assistência e garantindo mais acesso ao tratamento para a população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Cuidado adaptado muda experiência de pacientes com autismo no Hospital de Santa Maria
Para muitos pacientes com autismo, uma consulta médica pode representar mais do que um atendimento de rotina. Sons intensos, luzes fortes e ambientes imprevisíveis podem gerar desconforto, ansiedade e até impedir a continuidade do cuidado. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), essa realidade começa a mudar com a adaptação dos espaços e uma abordagem construída a partir das necessidades de cada paciente. Na unidade, o cuidado começa antes mesmo de qualquer procedimento. A equipe ajusta o ambiente e a forma de atendimento para evitar sobrecarga sensorial e garantir mais tranquilidade, especialmente para crianças. Luzes podem ser reduzidas, sons são controlados e o atendimento segue o ritmo de cada um. Eduardo Figueiredo Martins, 16, passa pelas consultas assistindo a desenhos animados; televisão na sala ajuda a reduzir a ansiedade | Fotos: Divulgação/IgesDF As mudanças fazem parte de uma reorganização da assistência, que passou a priorizar previsibilidade, conforto e acolhimento. Ao longo dos últimos anos, fluxos, ambientes e condutas foram ajustados para tornar o serviço mais acessível e seguro. Na odontologia, cada etapa é planejada de forma individualizada. Antes de iniciar o atendimento, os profissionais buscam entender a rotina, as preferências e as sensibilidades do paciente. A partir dessas informações, o espaço é adaptado e, sempre que possível, são utilizados instrumentos mais silenciosos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população “Cada paciente reage de uma forma. Por isso, adaptamos tudo o que for necessário para garantir mais conforto. Às vezes, pequenas mudanças fazem toda a diferença para que o atendimento aconteça de forma tranquila”, relata o dentista Diego Sindeaux. Estratégias simples também ajudam a criar vínculo e segurança. Aos 16 anos, Eduardo Figueiredo Martins encontrou uma forma de passar pelas consultas com mais tranquilidade: assistindo a desenhos animados durante o atendimento. A presença da televisão na sala contribui para reduzir a ansiedade e facilitar a realização dos procedimentos. Para a mãe, Vivian Figueiredo Santana, o acolhimento faz diferença no dia a dia. “O atendimento aqui é maravilhoso, melhor que em todos os lugares por onde passamos. Fico muito tranquila em saber que meu filho está com profissionais preparados para atendê-lo”, conta. Mensalmente, entre 28 e 30 pacientes são encaminhados ao serviço por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A unidade também realiza atendimentos por demanda espontânea, principalmente em situações de urgência. Comunicação O cuidado no HRSM vai além do ambiente físico e se estende ao ambulatório de linguagem infantil, voltado a pacientes com dificuldades na comunicação, fala e compreensão. Entre os casos atendidos estão atraso no desenvolvimento da linguagem oral, dificuldade na expressão de ideias, trocas de sons na fala, gagueira e desafios no processo de leitura e escrita. "Trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada" Thayná Martins, fonoaudióloga do HRSM Para crianças com autismo, a primeira consulta é dedicada à escuta dos pais ou responsáveis. A partir dessa avaliação, é definido um plano terapêutico individualizado. Em geral, o acompanhamento começa com 14 sessões de fonoterapia, com duração de uma hora cada. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado para continuidade do cuidado por meio da regulação. “A maioria das crianças com autismo apresenta alguma condição associada, como o TDAH. Uma característica comum é a dificuldade na comunicação. Aqui, trabalhamos com terapias específicas para que o paciente consiga se expressar melhor. Cada plano é construído de forma individualizada”, explica a fonoaudióloga Thayná Martins. O ambulatório funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. Espaço sensorial Como parte dessa estratégia, o hospital implantou o Espaço Humanizar TEA, ambiente sensorial voltado exclusivamente a crianças com autismo. O local foi planejado para reduzir estímulos excessivos e oferecer mais conforto, especialmente durante o tempo de espera. [LEIA_TAMBEM]Além de funcionar como área de acolhimento, o espaço também pode ser utilizado em atendimentos específicos. Em algumas situações, equipes multiprofissionais realizam o cuidado no próprio local, evitando a exposição a ambientes mais intensos. Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista, o equivalente a 1,2% da população. O transtorno é mais frequente entre homens e costuma se manifestar ainda na infância. Como acessar o serviço O acesso aos atendimentos ocorre principalmente por meio do Sistema de Regulação da SES-DF, com encaminhamento realizado pelas Unidades Básicas de Saúde e pelos hospitais regionais. No caso da odontologia do HRSM, o atendimento é feito via regulação, com suporte também para casos de urgência por demanda espontânea. Para o acompanhamento no ambulatório de linguagem infantil, é necessário procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento. O serviço funciona às quartas-feiras no período da tarde e às quintas e sextas-feiras em tempo integral, atendendo pacientes da região Sul. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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UPA de Ceilândia passa a oferecer teleconsulta pediátrica
Com a chegada das temperaturas mais baixas, sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar voltam a levar crianças às unidades de saúde. Para dar mais agilidade a esse atendimento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia passou a oferecer teleconsulta pediátrica e se torna a quarta unidade do Distrito Federal com o serviço voltado exclusivamente para o público infantil. Situações como essa já fazem parte da rotina da unidade. A auxiliar de serviços gerais Laura Pereira da Silva viveu essa experiência ao levar o filho de 2 anos para atendimento. Em poucos minutos, ele foi atendido por vídeo, com acompanhamento da equipe de enfermagem. “Eu cheguei preocupada, como toda mãe fica. Quando falaram da teleconsulta, confesso que fiquei na dúvida, mas foi muito rápido. Saí mais tranquila”, conta. Laura Pereira da Silva, auxiliar de serviços gerais, aprovou o atendimento remoto para o filho: "Quando falaram da teleconsulta, confesso que fiquei na dúvida, mas foi muito rápido. Saí mais tranquila" A teleconsulta pediátrica começou a ser oferecida na unidade nesta quarta-feira (1º) e integra a estratégia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) para ampliar a capacidade de resposta da rede em períodos de maior procura por atendimento. Nesse contexto, a ampliação do serviço acompanha um comportamento já conhecido nesta época do ano, quando a queda das temperaturas costuma aumentar a demanda por atendimentos respiratórios infantis. "O atendimento se torna mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora" Juliete Souza, gerente da UPA do Paranoá Rede amplia teleconsulta nas UPAs O Distrito Federal conta atualmente com 11 UPAs com teleatendimento, número ampliado recentemente com a implantação do serviço na UPA do Paranoá, inaugurada no dia 31, fortalecendo a cobertura em diferentes regiões administrativas. Além disso, quatro unidades oferecem atendimento remoto voltado exclusivamente para o público infantil: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e, agora, Ceilândia. Dentro dessa estratégia, a organização do atendimento é um dos principais ganhos apontados pelas equipes. De acordo com a gerente de Assistência das UPAs do IgesDF, Adriana Gonçalves, a ampliação do serviço contribui diretamente para esse processo. “A teleconsulta pediátrica garante mais agilidade aos casos de menor complexidade e permite que a equipe presencial concentre esforços nos atendimentos mais graves”, explica. Atualmente, o Distrito Federal conta com 11 UPAs com teleatendimento; dessas, quatro são voltadas exclusivamente para o público infantil: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia Como funciona o atendimento Na prática, o atendimento segue um fluxo estruturado dentro da própria unidade, mesmo sendo realizado por vídeo. Tudo começa na classificação de risco. Pacientes com pulseira verde, que indica menor gravidade, podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado o termo de consentimento à família. Em seguida, a criança é encaminhada para uma sala preparada para o atendimento remoto. No local, um profissional de enfermagem permanece ao lado durante toda a consulta, auxiliando no que for necessário e garantindo que a comunicação com o médico ocorra de forma adequada. [LEIA_TAMBEM]Durante a teleconsulta, o médico faz perguntas, avalia o quadro clínico e orienta o tratamento. Ao final, a família já sai com orientações, encaminhamentos e, quando necessário, prescrição médica. Com o serviço em funcionamento, os impactos já começam a ser percebidos no dia a dia das unidades. Para a gerente da UPA do Paranoá, Juliete Souza, a teleconsulta contribui para melhorar o fluxo desde a chegada do paciente. “O atendimento se torna mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora”, afirma. Na rotina das equipes, a mudança também é significativa. “A implantação representa um avanço na forma de cuidar, trazendo mais agilidade e resolutividade para o atendimento”, destaca a supervisora de Enfermagem da unidade, Roberta Seabra. Segundo a gerente da UPA de Ceilândia, Graziele Faria, a aceitação do serviço tem crescido entre os pacientes. “Já observamos mais agilidade no atendimento dos casos de menor complexidade. Isso ajuda a reduzir o tempo de permanência e manter o fluxo mais organizado”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Páscoa muda a rotina de crianças internadas no Hospital de Santa Maria
Faltando poucos dias para a Páscoa, a rotina da pediatria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) ganhou uma pausa diferente nesta terça-feira (31). Entre leitos e corredores, o coelhinho da Páscoa percorreu a unidade com brincadeiras, atividades e distribuição de chocolates, levando momentos de descontração às crianças internadas. Com pintura facial, oficina de balões e desenhos para colorir, a ação criou um ambiente mais leve para pacientes em tratamento longe de casa. A iniciativa também envolveu familiares e colaboradores, aproximando as equipes e fortalecendo o vínculo com as crianças. O coelhinho da Páscoa visitou a pediatria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) nesta terça (31) | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Internada há seis dias com o filho Samuel Heitor, de 4 anos, Ana Cláudia da Silva se emocionou com a surpresa. “Eu não imaginava que pudesse ter algo assim dentro do hospital. Para os pequenos é uma alegria e, para nós, como mães, traz um alívio. Ajuda a sair da rotina e deixa o dia mais leve”, conta. O superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, acompanhou a atividade e destacou o esforço das equipes. “Esta iniciativa mostra o quanto nossas equipes estão comprometidas em oferecer um cuidado mais humano. Sabemos dos desafios que as crianças enfrentam e poder proporcionar um momento de acolhimento como este é gratificante para todos nós”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Alívio em meio ao tratamento A ação foi promovida pelo Programa Humanizar, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que atua no fortalecimento do acolhimento, da escuta qualificada e da orientação a pacientes e acompanhantes. Para a gerente de Humanização e Experiência do Paciente, Stephanie Sakayo, atividades como essa contribuem diretamente para o bem-estar emocional. “Quando conseguimos tirar o foco, ainda que por alguns momentos, da sequência de exames e procedimentos, contribuímos para o bem-estar emocional. E isso reflete positivamente na resposta ao tratamento, como já apontam diversos estudos”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre processo seletivo para enfermeiros e técnicos de enfermagem em UTI neonatal
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para processos seletivos simplificados destinados à formação de cadastro reserva para atuação em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais das estruturas administradas pelo instituto. As oportunidades são para enfermeiro e técnico de enfermagem, com carga horária semanal mínima de 36 horas. As inscrições começaram nesta segunda-feira (30) e seguem até as 23h59 de 5 de abril. Todo o processo deve ser feito exclusivamente pelo site oficial do instituto. Os editais oferecem benefícios institucionais, como auxílio-transporte, alimentação conforme acordo coletivo de trabalho e jornada, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário. IgesDF está com inscrições abertas para processos seletivos destinados à formação de cadastro reserva; as oportunidades são para enfermeiro e técnico de enfermagem | Foto: Divulgação/IgesDF Oportunidades na UTI neonatal Técnico de enfermagem – UTI neonatal (Edital nº 021/2026) A seleção também é para cadastro reserva, com remuneração bruta de R$ 3.123,57 e carga horária semanal mínima de 36 horas. Os candidatos devem apresentar: • certificado de curso técnico em enfermagem reconhecido pelo MEC; • registro no Coren como técnico de enfermagem; • experiência mínima de seis meses em UTI neonatal. [LEIA_TAMBEM]Entre os cursos desejáveis estão capacitações em atendimento ao trauma, suporte avançado de vida pediátrico, terapia intensiva pediátrica e punção venosa em pediatria. Enfermeiro – UTI neonatal (Edital nº 22/2026) O processo seletivo é para cadastro reserva, com remuneração de R$ 4.894,57 e jornada semanal de 36 horas. Entre os requisitos obrigatórios estão: • graduação em enfermagem reconhecida pelo MEC; • registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (Coren); • pós-graduação completa em Enfermagem em UTI neonatal ou UTI neonatal e pediátrica; • experiência mínima de seis meses como enfermeiro em UTI neonatal. Também serão considerados diferenciais cursos como suporte avançado de vida pediátrico (Pals ou equivalente). *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria reforça segurança no uso de medicamentos
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a analisar as prescrições médicas antes da liberação dos medicamentos, reforçando a segurança dos pacientes. A mudança antecipa a avaliação feita pela equipe de farmácia clínica e ajuda a reduzir riscos no uso dos remédios durante a internação, com o apoio da plataforma digital MV Soul, que integra as etapas de prescrição, análise e dispensação de medicamentos no hospital. Na prática, o modelo posiciona o farmacêutico clínico como peça central na análise das prescrições. “Após a prescrição médica, a solicitação seguia diretamente para a farmácia hospitalar, onde era feita a dispensação. A avaliação do farmacêutico clínico ocorria apenas depois disso”, explica Thales Teódulo, chefe do Serviço de Farmácia Clínica. Agora, no HRSM, as prescrições médicas são analisadas por farmacêuticos antes da liberação dos medicamentos | Fotos: Divulgação/IgesDF Com o novo fluxo, a lógica foi invertida: primeiro, o farmacêutico clínico avalia a prescrição no sistema; após a liberação, a farmácia hospitalar realiza a dispensação para a equipe de enfermagem. Essa antecipação permite identificar inconsistências, como erros de dose, interações medicamentosas, duplicidades terapêuticas e inadequações clínicas, reduzindo riscos e promovendo o uso mais seguro e racional dos medicamentos. O processo ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, contemplando todas as prescrições emitidas nesse período. Em situações de urgência, o fluxo é flexibilizado para garantir agilidade, com liberação automática das prescrições e continuidade da assistência. [LEIA_TAMBEM]Implantação gradual e expansão do modelo A implementação no HRSM ocorre de forma progressiva. A primeira etapa, iniciada em outubro de 2025, contemplou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e a clínica médica. Agora, a prática avança para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e para a pediatria. O projeto foi idealizado por Thales e pelo farmacêutico clínico Elisson Oliveira, com base em experiência iniciada em 2024 no Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade também administrada pelo IgesDF que, à época, se destacou como pioneira na implementação da rastreabilidade completa de medicamentos em toda a sua estrutura. A análise prévia permite identificar inconsistências, como erros de dose, interações medicamentosas, duplicidades terapêuticas e inadequações clínicas A adesão das equipes médicas tem sido positiva, impulsionada pela familiaridade com o modelo. “Não houve resistência dos médicos, porque muitos já atuam em hospitais privados, onde esse trâmite é comum. Alguns, inclusive, relataram que sentiam falta desse fluxo na rede pública”, afirma Elisson. Segundo ele, os principais desafios iniciais estiveram relacionados ao alinhamento das atribuições entre farmácia clínica e hospitalar, etapa já consolidada entre as equipes. Atualmente, cerca de 260 prescrições são avaliadas por dia na unidade, número que reflete o volume assistencial e a capacidade operacional do serviço. Ainda pouco difundido na rede pública, o modelo coloca o HRSM como o segundo hospital do Distrito Federal a adotar essa prática, contribuindo diretamente para o fortalecimento da segurança do paciente. A iniciativa segue em expansão, com previsão de implementação em toda a unidade até o fim deste ano. “A expectativa é consolidar, de forma definitiva, uma cultura institucional pautada na qualidade do cuidado, na segurança do paciente e na excelência dos processos assistenciais”, conclui Thales. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Novos equipamentos vão agilizar diagnósticos no Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou, nesta segunda-feira (16), o Edital nº 15/2026 para a aquisição de novos equipamentos médicos destinados ao serviço de anatomia patológica do Hospital de Base. O investimento vai ampliar a precisão e a agilidade dos exames, fundamentais para a identificação de doenças e a definição de tratamentos, fortalecendo o atendimento oferecido aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O edital tem como objeto a compra de equipamentos voltados à rotina da anatomia patológica, conforme estabelecido no Elemento Técnico nº 41/2026. A iniciativa reforça o compromisso do instituto com a excelência dos serviços prestados nas unidades de saúde sob sua gestão. Essencial no processo de identificação de doenças, especialmente em análises microscópicas de tecidos, o serviço de anatomia patológica desempenha papel estratégico na definição de tratamentos e condutas clínicas. A atualização dos equipamentos amplia a precisão dos exames, contribui para diagnósticos mais rápidos e qualifica ainda mais o atendimento ao paciente. O serviço de anatomia patológica trabalha na identificação de doenças, especialmente em análises microscópicas de tecidos | Foto: Divulgação/IgesDF Prazo para envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e participação de empresas especializadas, o período de recebimento das propostas será de 10 dias úteis, entre 16 e 27 de março, até as 23h55 (horário local), exclusivamente pelo endereço eletrônico emendas.propostas@igesdf.org.br. De acordo com a equipe técnica responsável pela contratação, a iniciativa busca assegurar que o hospital mantenha a capacidade de realizar cirurgias cardíacas com segurança e qualidade, garantindo o suporte especializado necessário para esses procedimentos. [LEIA_TAMBEM]O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site do IgesDF, conforme endereço eletrônico informado no documento oficial. Serviço · Objeto: Aquisição de equipamentos médicos destinados ao serviço de anatomia patológica · Edital: nº 15/2026 · Período para envio de propostas: de 16/3/2026 a 27/3/2026 · Endereço eletrônico para envio: emendas.propostas@igesdf.org.br *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Março Verde reforça a importância da saúde dos olhos
Coçar os olhos, passar horas em frente às telas ou adiar consultas médicas podem parecer atitudes inofensivas. No entanto, esses hábitos podem colocar em risco um dos sentidos mais importantes do corpo humano: a visão. Durante o Março Verde, mês dedicado à conscientização sobre a saúde visual, especialistas alertam para a importância da prevenção e do acompanhamento oftalmológico regular. A campanha busca chamar a atenção da população para os cuidados necessários e para a detecção precoce de doenças que podem levar à perda da visão. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que milhões de brasileiros convivem com algum tipo de problema visual — e muitos sequer realizaram uma avaliação oftalmológica ao longo da vida. O conselho estima que cerca de 34 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência visual. Segundo o oftalmologista especialista em glaucoma Edney de Resende Moura Filho, a rotina moderna tem contribuído para o aumento das queixas relacionadas à visão. “Hoje passamos muitas horas em frente ao computador, celular e televisão. Esse excesso de exposição às telas pode causar fadiga ocular, ressecamento, ardência e até dor de cabeça. Pequenas pausas durante o uso de dispositivos eletrônicos e consultas regulares com o oftalmologista fazem grande diferença para preservar a saúde dos olhos”, explica. Março Verde chama a atenção para a importância do acompanhamento oftalmológico regular para preservar a saúde dos olhos | Fotos: Divulgação/IgesDF Mudança de hábito A professora Geiza Lima, de 60 anos, percebeu recentemente que algo não estava bem. Após meses enfrentando dificuldade para ler mensagens no celular e dores de cabeça frequentes, decidiu procurar atendimento médico. “Eu achava que era só cansaço. Quando fiz o exame, descobri que o grau tinha aumentado e precisava trocar os óculos. Depois disso, a diferença foi enorme”, conta. A experiência fez com que ela passasse a cuidar melhor da própria saúde. Hoje, Geiza mantém consultas regulares e procura fazer pausas durante o trabalho no computador. “Antes eu ficava horas seguidas olhando para a tela. Agora eu paro um pouco, descanso os olhos e tento prestar mais atenção nesses sinais”, relata. [LEIA_TAMBEM]Doenças que podem afetar a visão Entre os problemas mais comuns estão catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética — condições que podem evoluir de forma silenciosa e comprometer a visão quando não diagnosticadas precocemente. Por isso, o acompanhamento médico é considerado essencial, principalmente para idosos, pessoas com diabetes ou com histórico familiar dessas doenças. “Destaco aqui o glaucoma, uma doença silenciosa e que muitas vezes não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso, exames oftalmológicos periódicos são fundamentais para permitir o diagnóstico precoce e evitar a perda visual”, alerta o oftalmologista. Visão embaçada, dor ocular, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar à noite podem indicar problemas e devem ser avaliados por um especialista Como cuidar da saúde dos olhos O especialista destaca que atitudes simples no dia a dia ajudam a preservar a saúde visual. Confira algumas recomendações: → Faça consultas regulares com o oftalmologista Exames periódicos permitem identificar precocemente alterações e doenças. → Faça pausas ao usar telas A regra 20-20-20 é recomendada: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para algo a cerca de seis metros de distância. → Evite coçar os olhos O hábito pode provocar irritações, lesões e infecções. → Use óculos de sol com proteção UV A exposição excessiva ao sol pode causar danos ao longo do tempo. → Mantenha uma alimentação equilibrada Alimentos ricos em vitamina A, ômega-3 e antioxidantes ajudam a preservar a saúde. No DF, quem precisa de atendimento oftalmológico deve procurar primeiro uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que faz a avaliação inicial e o encaminhamento para atendimento especializado Fique atento a sinais de alerta Visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, dor ocular ou sensibilidade à luz devem ser avaliadas por um especialista. Para o oftalmologista, o principal objetivo do Março Verde é estimular a população a olhar com mais atenção para a própria saúde. “Os olhos muitas vezes só dão sinais quando o problema já está avançado. A prevenção é o melhor caminho para preservar a visão e garantir qualidade de vida”, conclui. No Distrito Federal, o primeiro passo para quem precisa de atendimento é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação inicial, caso seja necessário, o paciente será inserido no sistema de regulação e encaminhado para atendimento especializado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Novas UPAs no Guará e em Águas Claras ampliam atendimento de urgência no DF com 65 leitos cada
As unidades de pronto atendimento (UPAs) do Guará e de Águas Claras — atualmente em construção — devem ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde do Distrito Federal. As estruturas fazem parte do plano de expansão conduzido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). No Guará, cerca de 90% da estrutura predial já foi executada. As equipes trabalham atualmente nas etapas de alvenaria, nas instalações hidráulicas e elétricas e na concretagem dos pisos. De acordo com a engenheira responsável pela obra, Gisele Dias, o cronograma segue conforme o planejamento. “As próximas etapas incluem a continuidade desses serviços e, depois, a urbanização externa”, explica. Já a UPA de Águas Claras está com aproximadamente 80% da estrutura concluída. No local, também estão em andamento serviços de alvenaria, instalações hidráulicas e elétricas e a concretagem dos pisos. “Atualmente, estamos executando a concretagem dos pisos e a passagem das instalações hidráulicas e elétricas”, afirma o engenheiro responsável pela obra, João Pereira. Nas obras da UPA do Guará, equipes trabalham atualmente nas etapas de alvenaria, instalações hidráulicas e elétricas e concretagem dos pisos | Fotos: Divulgação/IgesDF Menos deslocamento para a população Além de ampliar o acesso à rede pública de saúde, as novas unidades contarão com 65 leitos cada e devem reduzir a necessidade de deslocamento da população para regiões mais distantes em busca de atendimento. De acordo com o gerente de Obras e Fiscalização do IgesDF, Matheus Martins, as novas UPAs também vão ajudar a reorganizar o fluxo de pacientes na rede de saúde. “Muitas vezes, o paciente procura um hospital por não ter uma unidade de pronto atendimento mais próxima. Com as novas UPAs, serão mais leitos e atendimento especializado, o que contribui para diminuir o tempo de espera e melhorar o fluxo assistencial”, explica. [LEIA_TAMBEM]As localizações das unidades foram definidas estrategicamente para facilitar o acesso da população. No caso da UPA de Águas Claras, por exemplo, a unidade está situada próxima a pontos de transporte coletivo, como uma estação de metrô a menos de 700 metros, o que facilita a chegada de pacientes de diferentes regiões. Fiscalização O andamento das obras é acompanhado de perto pela equipe técnica do instituto, com visitas frequentes ao canteiro e medições mensais para verificar a execução dos serviços. Segundo o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, esse acompanhamento garante maior controle sobre a aplicação dos recursos públicos e mais segurança na execução das obras. “Nada é pago sem que a equipe técnica confirme que o serviço foi executado corretamente. Nosso trabalho é acompanhar cada etapa para assegurar que as unidades sejam entregues com qualidade e dentro do prazo”, pontua. As novas UPAs contarão com estruturas modernas, incluindo sistemas de climatização, geradores de energia e usinas fotovoltaicas, que contribuem para reduzir o consumo de energia elétrica e garantir maior segurança no funcionamento das unidades. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, avalia que, com a conclusão das obras e a entrega das unidades, o atendimento à população deve ganhar mais agilidade: “As novas UPAs significam mais estrutura, agilidade e qualidade no atendimento aos pacientes do Distrito Federal”. A UPA de Águas Claras está situada próxima a pontos de transporte coletivo, como uma estação de metrô a menos de 700 metros, o que facilita a chegada de pacientes Expansão Além das 13 unidades já em funcionamento, outras sete estão em construção. Cada uma contará com 65 leitos, sendo 33 destinados ao atendimento de adultos e 32 pediátricos. A expectativa é ampliar o acesso da população aos serviços de urgência e emergência e contribuir para reduzir a demanda nos hospitais da rede pública. Para Cleber Monteiro, a ampliação da rede representa mais estrutura e agilidade no atendimento: “Nosso foco é garantir que cada investimento feito se traduza em mais cuidado e acesso para quem precisa”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base trata criança com malformação rara na pálpebra
Uma pequena mancha abaixo do olho direito de Anthony Theo, poucos dias após o nascimento, foi o primeiro sinal de que algo não estava bem. O que parecia apenas um machucado começou a escurecer e aumentar de tamanho ao longo das semanas, despertando a preocupação da família. “Foi desesperador. Eu nunca tinha visto nada parecido”, lembra a mãe do menino, Amanda Kelen Rodrigues da Silva. Hoje, com 1 ano e 9 meses, o menino passou por tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O caso envolveu uma rara malformação na pálpebra causada por um tumor benigno e exigiu tratamento especializado da equipe de oftalmologia. O Hospital de Base atende, em média, três casos por ano de tumores benignos na região ocular com características semelhantes. Por isso, após passar por outros serviços de saúde, mãe e filho chegaram ao HBDF, onde o caso foi acompanhado pela oftalmologista Stefânia Diniz. Segundo a médica, a condição é considerada incomum. Nascido com uma malformação rara na pálpebra, Anthony Theo passou por tratamento e cirurgia no Hospital de Base | Fotos: Divulgação/IgesDF Tratamento especializado O tratamento foi realizado em duas fases. Inicialmente, a equipe aplicou bleomicina, um medicamento usado para diminuir a lesão, reduzindo seu tamanho antes da etapa seguinte. Foram administradas três doses, com intervalo médio de 30 dias entre elas, o que permitiu diminuir a massa em mais da metade do tamanho original. Com a redução do tumor, foi possível realizar a cirurgia para retirada da parte remanescente da lesão e reconstrução da pálpebra. “Cauterizamos a área afetada e reconstruímos o local com um enxerto de pele retirado da parte de trás da orelha”, explica a cirurgiã oftalmologista. [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que a cicatriz se torne pouco perceptível ao longo do crescimento da criança. Anthony seguirá em acompanhamento periódico com a equipe de oftalmologia do hospital e realizará exames de vista para verificar se houve algum impacto na função visual. Para a mãe do menino, o atendimento recebido no Hospital de Base foi fundamental durante todo o processo. “Eu tinha muito receio de ele crescer com isso no rosto, de o tumor aumentar ainda mais e causar vergonha. Eu ainda não me acostumei a ver o rostinho dele assim tão lindo, mas daqui pra frente vai ser só alegria”, relata. *Com informações da Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Dia Mundial da Obesidade: diagnóstico vai além da balança
Neste 4 de março, Dia Mundial da Obesidade, especialistas alertam que o diagnóstico da doença não pode mais ser baseado apenas no Índice de Massa Corporal (IMC). Um novo conjunto de recomendações amplia os parâmetros de avaliação e passa a considerar o impacto real do excesso de gordura na saúde, propondo uma análise mais completa e individualizada de cada paciente. Especialistas alertam: o diagnóstico de obesidade não pode mais ser baseado apenas no Índice de Massa Corporal (IMC) | Fotos: Divulgação/IgesDF Em 2025, a Comissão para Definição de Obesidade Clínica da revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology, composta por 56 especialistas de diferentes países, publicou um artigo que reformula os critérios para identificação da condição e propõe uma abordagem mais precisa e personalizada. Até então, o diagnóstico era baseado principalmente no IMC, calculado pela divisão do peso pela altura ao quadrado. Valores iguais ou superiores a 30 indicam obesidade. No entanto, segundo o documento, o uso isolado desse indicador pode não refletir com exatidão a composição corporal e os riscos metabólicos associados ao excesso de gordura. [LEIA_TAMBEM]Pessoas com elevada massa muscular, por exemplo, podem apresentar IMC acima de 30 sem acúmulo excessivo de gordura. Por outro lado, indivíduos com IMC inferior a 30 podem ter alto percentual de gordura corporal e alterações metabólicas relevantes. Essa limitação motivou a atualização das diretrizes internacionais. Para a endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a mudança representa um avanço importante na prática clínica. “Já acompanhei atletas com alta massa muscular que apresentavam IMC na faixa de obesidade, mas sem excesso de gordura. Também atendi pacientes com IMC abaixo de 30 e percentual de gordura elevado. O novo formato permite uma avaliação mais precisa e individualizada”, explica a médica. A analista executiva Beatriz Duarte relata que vivenciou situação semelhante antes da atualização dos critérios: “Quando comecei o acompanhamento médico, meu IMC estava em 29, o que indicava sobrepeso. Mas, ao realizar um exame de avaliação corporal, descobri que meu percentual de gordura estava alto. Hoje entendo que havia risco e que a avaliação mais detalhada fez diferença para buscar orientação adequada”. Segundo a especialista, a ampliação dos parâmetros contribui para diagnósticos mais precisos, intervenções mais oportunas e redução do estigma associado à obesidade. A proposta é direcionar o cuidado às necessidades específicas de cada paciente, com base em evidências clínicas e no impacto do excesso de gordura sobre órgãos e sistemas. A medição da circunferência da cintura, a relação cintura-quadril e a avaliação do percentual de gordura corporal também devem ser levados em consideração no diagnóstico da doença Novos critérios Entre as recomendações estão a medição da circunferência da cintura, a relação cintura-quadril e a avaliação do percentual de gordura corporal. O diagnóstico também passa a considerar a presença de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e distúrbios respiratórios, além de possíveis comprometimentos funcionais decorrentes do excesso de gordura. O modelo estabelece ainda duas classificações: obesidade clínica, quando já há doença instalada ou prejuízo funcional relacionado ao acúmulo de gordura; e obesidade pré-clínica, caracterizada pela ausência de sintomas, mas com risco elevado à saúde. De acordo com a especialista, a obesidade é considerada um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo, associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras condições crônicas. “A adoção de parâmetros mais abrangentes busca fortalecer a prevenção e qualificar o cuidado oferecido à população”, avalia. No fim de 2025, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), em parceria com outros órgãos, publicou um artigo que reforça a definição apresentada pela The Lancet e acrescenta a avaliação do risco cardiovascular individual como critério relevante para definição do tratamento. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Aberto edital para aquisição de sistemas de videoendoscopia para o Hospital de Base
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 013/2026 para a aquisição de quatro sistemas de videoendoscopia flexível destinados ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade diagnóstica da unidade e ampliar a oferta de exames na rede pública. Os equipamentos permitem a realização de exames internos por meio de um tubo fino e flexível acoplado a uma microcâmera de alta definição. A tecnologia possibilita a visualização, em tempo real, de estruturas do aparelho digestivo e respiratório, auxiliando na identificação de lesões, inflamações, sangramentos e tumores. Além de registrar imagens e vídeos, o sistema também pode ser utilizado para a coleta de material para biópsia e para a realização de pequenos procedimentos terapêuticos, reduzindo a necessidade de cirurgias mais invasivas. O sistema de videoendoscopia flexível permitem realizar exames internos por meio de um tubo fino acoplado a uma microcâmera de alta definição | Foto: Divulgação/IgesDF Envio de propostas O período para recebimento das propostas é de 10 dias úteis, entre 2 e 13 de março, até as 23h55 (horário local). O envio deve ser feito exclusivamente pelo portal eletrônico Apoio Login. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o analista de Compras do instituto, Pedro Henrique Mendes, a aquisição reforça o compromisso da gestão com a qualificação da assistência prestada à população do Distrito Federal. “Atuamos diariamente para garantir o melhor atendimento possível aos cidadãos que buscam nossas unidades”, ressalta. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. Serviço · Objeto: Aquisição de sistema de videoendoscopia para o Hospital de Base do Distrito Federal · Edital: nº 013/2026 · Período para envio de propostas: de 2 a 13 de março · Portal eletrônico: Apoio Login *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria capacita fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais em cuidados paliativos
Cuidar também é aliviar. É preservar autonomia, reduzir sofrimento e garantir dignidade em todas as fases da vida. Com esse propósito, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (26), de uma capacitação em cuidados paliativos realizada no auditório do Hospital Regional de Santa Maria. A iniciativa fortalece a assistência prestada a pacientes com doenças graves ou que ameaçam a vida, ampliando a atuação das equipes na promoção do conforto, da funcionalidade e da qualidade de vida. Durante o encontro, foram abordados conceitos fundamentais dos cuidados paliativos, com destaque para o trabalho multiprofissional e para a importância da manutenção da capacidade funcional ao longo do tratamento. Os participantes também discutiram estratégias voltadas ao controle de sintomas, à preservação da autonomia e à oferta de um cuidado que considera não apenas as condições clínicas, mas também os aspectos emocionais e sociais de cada paciente. Segundo a chefe do Serviço de Saúde Funcional do Hospital Regional de Santa Maria, Danielle Fontenele, a capacitação reafirma o compromisso das equipes com uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada. A iniciativa fortalece a assistência prestada a pacientes com doenças graves ou que ameaçam a vida, ampliando a atuação das equipes na promoção do conforto, da funcionalidade e da qualidade de vida | Foto: Divulgação/IgesDF “Falar sobre cuidados paliativos é tratar de atenção integral, humanização e responsabilidade profissional. Mesmo quando não há possibilidade de cura, sempre há espaço para o cuidado, e a fisioterapia tem papel essencial nesse contexto”, destaca. A palestra foi ministrada pela fisioterapeuta Ellen Morbeck, especialista em oncologia e cuidados paliativos, que conduziu a atividade de forma voluntária. Durante a apresentação, ela compartilhou experiências da prática clínica e reforçou a importância de os profissionais compreenderem os princípios que orientam essa abordagem, especialmente no que se refere à manutenção da funcionalidade. “A atuação da fisioterapia e da terapia ocupacional está diretamente relacionada à capacidade funcional do paciente. Quando há perda dessa funcionalidade em casos de doenças graves, isso pode indicar pior evolução do quadro clínico. Por isso, esses profissionais têm papel estratégico no cuidado e na compreensão das diferentes dimensões do sofrimento humano”, explica. A especialista também abordou o manejo adequado dos sintomas que mais impactam a qualidade de vida, como dor, fadiga, caracterizada por um cansaço intenso, e dificuldade para respirar. “Esses sinais são comuns em diversas enfermidades e exigem intervenções específicas para promover conforto e reduzir o sofrimento”, esclarece. Para o fisioterapeuta Augusto Alves, a capacitação trouxe contribuições práticas para o dia a dia profissional. “Já acompanhava o trabalho da palestrante nas redes sociais e admiro muito a forma como ela aborda o tema. Foi um momento de grande aprendizado, especialmente em relação ao uso de oxigênio, que ainda gera dúvidas na rotina assistencial”, avalia. A ação foi organizada pelo Serviço de Saúde Funcional e pela equipe de Cuidados Paliativos do hospital, com apoio do Núcleo de Educação Permanente e do Núcleo de Tecnologias Educacionais. A transmissão completa está disponível no canal oficial do IgesDF, no YouTube. *Com informações do IgesDF
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Novo centro cirúrgico do Hospital de Base amplia atendimento de alta complexidade no DF
Referência em alta complexidade no Centro-Oeste e um dos maiores hospitais públicos do país, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) está prestes a vivenciar um dos maiores marcos de sua história. Com 65 anos de funcionamento, a unidade entra na fase final de construção do novo complexo cirúrgico, uma estrutura moderna, tecnológica e alinhada aos melhores padrões da medicina atual. A obra, com previsão de conclusão para abril, representa um salto estrutural na assistência à saúde da população do DF e consolida um importante investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) na rede pública hospitalar. O novo complexo cirúrgico do Hospital de Base entrou na fase de acabamento; serão 16 salas, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Nesta quarta-feira (25), o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda, visitou a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), para acompanhar o andamento das obras e conhecer de perto a nova estrutura. “Além de modernizar a estrutura cirúrgica, ampliamos espaços físicos para atender melhor a população do Distrito Federal. É uma conquista para pacientes e para todos os profissionais que atuam aqui” Paulo Saad, superintendente do HBDF “Estamos entregando um centro cirúrgico altamente moderno, à altura da importância do Hospital de Base para o Distrito Federal. É um salto de qualidade para a assistência, com mais segurança para pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais”, afirmou o secretário. Ao todo, o novo espaço contará com 16 salas operatórias, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas, além de sala de recuperação pós-anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio destinadas às equipes assistenciais e à logística hospitalar. Os ambientes serão dotados de sistemas integrados que conectam equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos e a segurança do paciente. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, também acompanhou a visita técnica e destacou o impacto estrutural da obra para a unidade. “Essa obra representa não só modernização, mas a adequação completa às normas atuais de segurança do paciente, controle de infecções e fluxos hospitalares, que foram atualizadas ao longo dos anos”, completou. Segundo Monteiro, a nova estrutura vai refletir diretamente no atendimento à população: “Além do novo espaço, teremos equipamentos e instrumentos modernos. É uma transformação necessária para um hospital que atende milhares de pessoas todos os dias”. O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda (de costas), visitou as obras do centro cirúrgico nesta quarta (25): "É um salto de qualidade para a assistência, com mais segurança para pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais" Ampliação do atendimento O local foi escolhido de forma estratégica para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo de pacientes, equipes e materiais. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade, conhecidos como cirurgias de day use. “Serão procedimentos mais rápidos, em que o paciente entra, é operado e recebe alta no mesmo dia. Isso amplia a capacidade de atendimento do hospital e melhora o fluxo assistencial”, destacou o presidente do IgesDF. [LEIA_TAMBEM]Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, a implantação do novo complexo e a readequação da estrutura atual representam um avanço operacional significativo: “Além da melhoria da qualidade assistencial, esperamos aumento de produção, processos mais eficientes e maior fluidez no atendimento diário”. Mais segurança e conforto Projetado dentro dos mais altos padrões técnicos, o novo complexo foi concebido tendo como focos a segurança do paciente, o controle de infecções e o conforto de usuários e profissionais. A estrutura contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, equipes e materiais. De acordo com o superintendente de Engenharia do IgesDF, Adisson Gabriel, a obra já está na fase de acabamento, com instalação de revestimentos e portas: “Já concluímos toda a parte de infraestrutura. O projeto incorpora o que há de mais moderno em termos de engenharia hospitalar para garantir uma estrutura adequada à assistência”. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, reforça que a entrega representa uma mudança de patamar para o hospital: “Estamos falando de um avanço histórico para o Hospital de Base. Além de modernizar a estrutura cirúrgica, ampliamos espaços físicos para atender melhor a população do Distrito Federal. É uma conquista para pacientes e para todos os profissionais que atuam aqui”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Bebê nasce dentro de carro e mobiliza equipe do Hospital Regional de Santa Maria
O que seria apenas o trajeto até a maternidade terminou com um parto dentro do carro e minutos de apreensão até a chegada ao hospital. Diana surpreendeu a família ao nascer antes do previsto e mobilizou a equipe do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que administrou os primeiros cuidados ainda na chegada à unidade. “Eu ainda não consigo colocar em palavras tudo o que aconteceu. É tudo muito novo, é minha primeira filha. Jamais pensei que viveria um parto assim, dentro do carro”, conta a mãe, Mariana Dickinson, ainda emocionada ao relembrar a experiência. Na manhã da última sexta-feira (20), Mariana procurou um hospital particular na Asa Sul onde havia planejado o nascimento. As contrações já tinham começado, mas ela, depois de passar o dia no hospital, apresentava três centímetros de dilatação. Após avaliação médica, recebeu orientação para retornar para casa, no Gama, onde mora com o companheiro. Algumas horas depois, o trabalho de parto evoluiu rapidamente. “Cheguei em casa, tomei banho e fui me deitar. As contrações ficaram muito mais intensas, uma atrás da outra. Senti uma ardência diferente. Minha sogra comentou que poderia ser a dilatação avançando. Pouco depois, percebi que a bolsa havia rompido”, conta. Diante da rapidez dos acontecimentos, a família decidiu seguir para a unidade pública mais próxima, o Hospital Regional de Santa Maria, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Mas Diana tinha pressa. Ao chegar ao HRSM, a família pediu ajuda. A equipe do hospital foi avisada e a movimentação tomou conta dos corredores. A ginecologista e obstetra da unidade, Gabriela Dornelas, conta que a equipe agiu rapidamente ao perceber a situação | Foto: Divulgação/IgesDF “No caminho, minha sogra olhou e disse que a minha filha já estava nascendo”, lembra Mariana. O companheiro, Rafael Dutra, que dirigia o veículo, parou imediatamente. Foi quando a avó paterna, Maria Luciene Feitosa, orientou que ele seguisse até o hospital enquanto ela assumia os procedimentos do parto. Coragem e instinto Colaboradora na sede administrativa do IgesDF, Maria Luciene nunca havia vivenciado situação semelhante. Ainda assim, agiu movida pelo instinto. “Quando vi, metade do rostinho já estava para fora. A Mariana estava muito cansada, mas eu pedia que respirasse fundo e fizesse força. A gente só pedia a Deus que desse tudo certo”, recorda. Após o nascimento, veio o momento de maior tensão: a bebê não chorava. “Eu não tenho experiência na área da saúde, então precisava manter a calma. Tentei fazer a sucção, mas não consegui. Com muito cuidado, coloquei o dedo na boquinha dela para retirar a secreção. Em seguida, virei-a de cabeça para baixo e, graças a Deus, ela chorou. Naquele instante, meu coração se acalmou, e só agradeci”, relata a avó, emocionada. Atendimento imediato Ao chegarem ao HRSM, ainda dentro do carro, a avó comunicou aos seguranças que tinha acabado de fazer o parto da neta e que o cordão umbilical precisava ser cortado. A equipe foi avisada, e a movimentação tomou conta dos corredores. A ginecologista e obstetra da unidade, Gabriela Dornelas, conta que a equipe agiu rapidamente ao perceber a situação. “Sempre que começo o plantão, deixo algumas luvas extras no bolso do uniforme. Eu estava passando quando ouvi um burburinho sobre um parto no carro. Na mesma hora, já fui colocando as luvas e me apressando, porque a recém-nascida ainda estava com o cordão umbilical, e a placenta não havia sido expulsa. Fizemos os primeiros atendimentos ainda dentro do carro”, descreve. Segundo a médica, a resposta da equipe foi imediata: “As meninas da enfermagem já estavam com todo o material aberto. Fizemos os primeiros atendimentos, avaliamos com atenção tanto a mãe quanto a bebê, verificando se estava tudo bem. Felizmente, deu tudo certo”. Para o pai, Rafael, a lembrança ainda mistura tensão e gratidão. “Na hora, foi puro nervosismo, a gente fica sem saber o que fazer. Mas quando chegamos ao hospital e vimos que estava tudo bem, veio um alívio enorme. É uma sensação indescritível. Minha mãe foi essencial naquele momento”. Diana nasceu com 39 semanas e seis dias de gestação. Mãe e filha receberam alta na segunda-feira (23) e passam bem. *Com informações do IgesDF
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Encontro qualifica profissionais para atuação em crises de saúde mental
Diante de uma crise em saúde mental, cada palavra e cada decisão podem fazer a diferença no cuidado do paciente. Pensando na importância de uma atuação preparada e sensível nesses momentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta sexta-feira (20), um encontro voltado ao manejo de pacientes em situações de urgência psicológica. Realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a atividade foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e reuniu colaboradores e estudantes interessados na temática. O objetivo foi fortalecer o trabalho em equipe, aprimorar a comunicação terapêutica e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população. O método 'A E I O U' — sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar — foi apresentado durante o encontro | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o encontro, foram discutidas estratégias de intervenção em momentos de crise, além de desafios ainda presentes no tratamento psiquiátrico, como o preconceito e o estigma social. A importância da escuta qualificada e da atuação integrada da rede de cuidado também esteve entre os principais pontos debatidos. Entre as estratégias apresentadas esteve o método “A E I O U”, sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar. A proposta orienta a atuação dos profissionais desde o primeiro contato com o paciente, priorizando a criação de vínculo, a compreensão das necessidades e a proteção contra riscos adicionais. [LEIA_TAMBEM]A assistente social Beatriz Liarte, responsável pela mediação do encontro, destaca que não existe uma fórmula única para lidar com situações de crise. “Hoje eu fiz uma intervenção de uma forma, mas amanhã posso precisar utilizar uma abordagem totalmente diferente. Não é algo padronizado”, explica. Segundo ela, além do cuidado clínico, é fundamental pensar na reinserção social e no preparo do paciente para a vida em comunidade. “O paciente precisa ser preparado para viver em sociedade”, afirma. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Especialistas alertam para efeitos do álcool e de outras drogas no cérebro e no organismo
Socialmente aceito, o álcool ainda é visto como inofensivo por grande parte da população. No entanto, trata-se de uma substância tóxica, capaz de provocar dependência, danos cerebrais, doenças graves e até morte. No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado nesta sexta-feira (20), médicos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) chamam a atenção para um problema silencioso que compromete o corpo, a mente e as relações sociais. “O álcool é uma substância altamente tóxica, capaz de provocar danos significativos ao cérebro e aos neurônios. A síndrome de abstinência alcoólica está entre as mais graves quando comparada a outras substâncias e pode evoluir para a forma gravíssima do quadro, com alta taxa de mortalidade”, explica Sérgio Cabral Filho, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal. Segundo o médico, além dos prejuízos diretos ao organismo, o álcool também aumenta o risco de comportamentos perigosos. “Em estado de alteração, a pessoa pode ficar mais agressiva, se envolver em brigas, dirigir alcoolizada ou sofrer intoxicação alcoólica grave, que pode levar ao coma”, acrescenta. De acordo com o especialista, o consumo de álcool, drogas ilícitas e até alguns medicamentos, como sedativos e opioides, pode causar dependência porque essas substâncias atuam diretamente no sistema de recompensa do cérebro. Elas aumentam a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, reforçando o comportamento de uso. “Algumas drogas, como heroína e crack, liberam grandes quantidades dessa substância e têm alto potencial de vício. Além disso, há pessoas com maior predisposição à dependência por características neurológicas próprias”, aponta. No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado nesta sexta-feira (20), médicos do IgesDF chamam a atenção para um problema silencioso que compromete o corpo, a mente e as relações sociais | Foto: Bruno Henrique/IgesDF Dependência química é doença e exige cuidado A dependência química costuma se manifestar por prejuízos progressivos na vida pessoal, profissional e social. Entre os principais sinais estão perda de interesse por atividades antes prazerosas, isolamento, queda no desempenho no trabalho ou nos estudos e foco excessivo no consumo. “Quando a pessoa passa a viver em função da próxima dose e perde objetivos de vida, esse é um sinal importante de dependência. Muitas vezes, ela também rompe vínculos sociais e familiares”, destaca o psiquiatra. O apoio familiar, segundo ele, é fundamental, especialmente porque a dependência pode comprometer a capacidade de reconhecer o problema ou de buscar ajuda espontaneamente. O estigma ainda é um dos principais obstáculos para o tratamento. Muitos pacientes evitam procurar assistência por medo de julgamento ou discriminação. “A dependência química é uma doença. Quando ela se instala, a pessoa perde a liberdade de escolha sobre o uso. O que ela pode escolher é iniciar o tratamento. Com apoio adequado, é possível recuperar a autonomia”, afirma. O especialista também ressalta a relação entre dependência e saúde mental. Embora algumas pessoas utilizem substâncias como forma de aliviar sintomas de ansiedade ou depressão, a maioria dos casos de dependência surge pelo efeito direto da droga no cérebro. Uma vez instalada, pode desencadear ou agravar transtornos psiquiátricos, como depressão, crises de ansiedade, pânico e até quadros psicóticos. Pessoas com predisposição genética, como histórico familiar de esquizofrenia, por exemplo, apresentam risco aumentado. “Se há vulnerabilidade genética e o uso começa cedo, isso pode antecipar ou desencadear quadros psiquiátricos graves”, alerta. Quando há associação entre dependência e outro transtorno mental, o tratamento da dependência deve ser priorizado. “Se o paciente apresenta depressão e dependência alcoólica, por exemplo, é essencial tratar primeiro a dependência para depois abordar adequadamente o quadro depressivo”, observa. A prevenção entre adolescentes e jovens exige atenção redobrada, já que o cérebro ainda está em desenvolvimento e mais suscetível aos efeitos tóxicos das substâncias. “Essas substâncias podem comprometer o desenvolvimento cerebral e desencadear quadros psiquiátricos graves, às vezes irreversíveis. O diálogo em casa e nas escolas é fundamental”, reforça o psiquiatra. Álcool pode causar danos físicos graves e irreversíveis Do ponto de vista clínico, o álcool pode afetar praticamente todos os órgãos. A supervisora da Residência Médica em Hepatologia do Hospital de Base, Liliana Mendes, destaca que fatores biológicos tornam algumas pessoas ainda mais vulneráveis. “As mulheres têm menor capacidade de metabolizar o álcool no estômago, o que faz com que a mesma quantidade ingerida resulte em níveis mais elevados no sangue, aumentando o risco de danos aos órgãos". Entre as principais complicações estão doenças cardiovasculares, pancreatite, lesões gastrointestinais e enfermidades hepáticas graves. “O álcool pode provocar hepatite alcoólica, esteatose hepática e cirrose. Em estágios avançados, pode levar a hemorragia digestiva, acúmulo de líquido no abdômen e até câncer de fígado”, adverte. Segundo a especialista, ainda persiste a ideia equivocada de consumo seguro. “Não existe quantidade segura de álcool. Mesmo pequenas doses podem provocar inflamação hepática e agravar doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão”. Outro ponto de atenção é a associação entre transtornos psiquiátricos, compulsão alimentar e consumo de álcool, especialmente após cirurgia bariátrica. “Se a compulsão não for tratada, o paciente pode substituir a comida pelo álcool após a cirurgia. Isso reforça a importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico”, enfatiza a hepatologista. Para a especialista, campanhas de conscientização devem ampliar o debate sobre os impactos do álcool e das drogas na saúde, indo além dos riscos no trânsito. Tratamento é possível e acessível O tratamento da dependência envolve desintoxicação, acompanhamento médico, suporte psicológico e, em alguns casos, uso de medicamentos. A rede pública oferece atendimento especializado por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), com equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. “A motivação é uma ferramenta essencial no tratamento. Mesmo diante de recaídas, o mais importante é retomar o plano terapêutico o quanto antes”, orienta o psiquiatra Sérgio Cabral. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Aberto edital para compra de aparelhos cardiológicos para hospitais e UPAs do DF
Para reforçar o atendimento de urgência e emergência na rede pública do Distrito Federal, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, nesta terça-feira (10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o Edital nº 009/2026 para a compra de nove cardioversores, equipamentos fundamentais em situações críticas, como arritmias e paradas cardíacas. O cardioversor é um equipamento médico utilizado para aplicar choques elétricos no coração, com o objetivo de restabelecer o ritmo cardíaco normal. O dispositivo também é amplamente empregado durante procedimentos cirúrgicos e no monitoramento de pacientes, contribuindo para a estabilidade dos batimentos e para a segurança assistencial. Edital prevê a compra de nove cardioversores, equipamentos fundamentais em situações críticas, como arritmias e paradas cardíacas | Foto: Divulgação/IgesDF Prazo para envio das propostas O período de acolhimento das propostas será de cinco dias úteis, entre 10 e 19 de fevereiro. Os interessados devem encaminhar a documentação exclusivamente pela plataforma Apoio Cotações, conforme orientações descritas no edital. No campo “assunto” da mensagem, é obrigatória a identificação do número do ID da cotação, conforme descrito no documento oficial. [LEIA_TAMBEM]O edital completo, com todas as especificações técnicas e condições de participação, está disponível no site oficial do IgesDF e na plataforma Apoio Cotações. Todos os comunicados e atualizações sobre o processo de aquisição serão divulgados exclusivamente pelos canais oficiais do Instituto. O IgesDF reforça que é responsabilidade dos interessados acompanhar as publicações, não sendo aceita a alegação de desconhecimento das informações divulgadas. Serviço · Objeto: aquisição de cardioversores para unidades de saúde geridas pelo IgesDF · Edital: 009/2026 · Período para envio de propostas: de 10 a 19 de fevereiro · Plataforma: Apoio Cotações *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Tecnologia que gera economia e aumenta a segurança de pacientes é implantada no Hospital Cidade do Sol
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) implantou um sistema eletrônico no Hospital Cidade do Sol (HSol) para ampliar a rastreabilidade de medicamentos, reduzir o uso de papel e reforçar a segurança do paciente. A tecnologia moderniza a rotina das equipes e fortalece o controle dos insumos adquiridos com recursos públicos. Na prática, a tecnologia funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como Palm, utilizado para a leitura de códigos de barras presentes nas embalagens de medicamentos e insumos. Esses códigos são gerados durante o processo de unitarização, prática já adotada em todas as unidades geridas pelo IgesDF, que garante a identificação individual de cada item, com informações precisas e registradas em sistema. Antes da implantação, a conferência dos medicamentos era feita manualmente, com registros em papel e checagens demoradas, o que exigia atenção redobrada das equipes. Com a automatização, a leitura dos códigos substituiu anotações manuais e eliminou a necessidade de impressões, tornando o fluxo mais rápido, seguro e sustentável. Segundo a superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Bárbara Santos, o novo modelo representa um avanço significativo. “O sistema automatiza a leitura de medicamentos, soros e seringas, substituindo conferências manuais. Isso agiliza o processo e reduz riscos, garantindo que o paciente receba exatamente o que foi prescrito”, explica. Na prática, a tecnologia funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como PALM, utilizado para a leitura de códigos de barras presentes nas embalagens de medicamentos e insumos | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Além de reforçar a segurança assistencial, a mudança impacta diretamente a gestão de recursos públicos. A estimativa é de economia diária de cerca de mil folhas de papel A4, reduzindo custos e o impacto ambiental. “Ao adotar um fluxo sem papel, fortalecemos a governança, a transparência e o cuidado com o dinheiro público”, destaca Bárbara. Passo a passo do projeto O farmacêutico responsável técnico do HSol, Misael Silva da Silveira, explica que o projeto foi desenvolvido dentro da própria unidade, que atua como hospital modelo do IgesDF. “A proposta é expandir essa experiência para outras unidades. O sistema permite monitoramento, rastreabilidade e maior controle em todas as etapas da dispensação”, afirma. Um dos principais ganhos está na redução do tempo gasto pelas equipes. A checagem e separação dos medicamentos, que antes levavam entre uma hora e uma hora e meia e ocorriam quatro vezes ao dia, agora são concluídas em cerca de 30 minutos. O resultado é mais tempo disponível para atividades assistenciais e de cuidado direto ao paciente. A farmacêutica hospitalar Carolinny da Silva Dantas detalha o funcionamento do novo fluxo. “Acessamos o sistema eletrônico, filtramos as prescrições por horário e preparamos os medicamentos conforme cada turno. Tudo é feito de forma digital, sem impressão, o que torna o trabalho mais organizado e eficiente”, relata. O sistema também atua como uma importante barreira de segurança. Em caso de qualquer divergência entre o medicamento separado e o prescrito, um alerta é emitido automaticamente. “Isso evita erros de medicação e garante que cada paciente receba um kit individual validado, com informações como nome, leito e data de nascimento”, reforça Misael. Continuação da iniciativa Para a gerente do Hospital Cidade do Sol, Julia Gurgel, a automatização da farmácia marca um novo momento para a unidade. “Reduzir etapas manuais diminui riscos de erro, otimiza o tempo das equipes e amplia a rastreabilidade dos medicamentos. Isso reflete diretamente na qualidade do atendimento aos pacientes”, avalia. Com os resultados positivos no HSol, o IgesDF já planeja ampliar o uso do sistema. A tecnologia começa a ser implantada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e, na sequência, deve chegar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). “A iniciativa reforça o compromisso do IgesDF com inovação, controle eficiente dos insumos adquiridos com recursos públicos e, principalmente, com um atendimento cada vez mais seguro à população”, conclui Bárbara Santos. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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GDF investe em equipamentos para fortalecer a reabilitação de pacientes
Com foco na qualificação da reabilitação física e na ampliação da capacidade assistencial, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou, nesta segunda-feira (02), o Edital nº 005/2025 para a aquisição de seis dinamômetros digitais destinados ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Os dinamômetros digitais são equipamentos utilizados para medir a força muscular de forma simples e precisa. Ao apertar o aparelho com a mão, o visor indica a intensidade da força aplicada, permitindo que os profissionais de saúde avaliem a condição física dos pacientes e acompanhem a evolução do tratamento. A tecnologia contribui para diagnósticos mais seguros e para a definição de condutas terapêuticas mais eficazes, especialmente nos processos de reabilitação de lesões musculares. Os dinamômetros digitais são equipamentos utilizados para medir a força muscular de forma simples e precisa | Foto: Divulgação/IgesDF O investimento vai otimizar e ampliar os atendimentos realizados pelo serviço de fisioterapia da unidade, fortalecendo a assistência prestada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e apoiando o trabalho das equipes no acompanhamento da recuperação funcional. Prazo para envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e a participação de empresas especializadas, o período de recebimento das propostas será de 10 dias úteis, entre 2 e 13 de fevereiro de 2026, até as 23h55, horário local. As propostas devem ser enviadas exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. Segundo o analista de Compras do instituto, Pedro Henrique Mendes, investimentos como esse refletem o compromisso da gestão com a melhoria contínua da assistência. “Nossa prioridade é garantir um atendimento de qualidade, com recursos que apoiem o trabalho das equipes e contribuam diretamente para a recuperação dos pacientes”, destaca. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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O perigo da desidratação em idosos
Olheiras, boca seca, cansaço excessivo, tontura e fala desconexa. Esses sintomas, que muitas vezes são interpretados como sinais iniciais de doenças neurológicas, como o Alzheimer, podem indicar um quadro de desidratação severa. A condição afeta todo o organismo e pode provocar queda da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e até confusão mental. “A desidratação em idosos é mais comum do que se imagina e pode ter consequências graves, como infecções urinárias, alterações na pressão e alterações neurológicas, que podem inclusive levar a internações”, alerta o médico Álvaro Modesto, do Hospital Cidade do Sol. Segundo ele, o envelhecimento natural do corpo diminui a sensação de sede e a capacidade de reter água. “Mesmo com baixos níveis de líquidos, o idoso pode não sentir vontade de beber água”, explica. Com o passar dos anos, a pele fica mais fina, a massa muscular diminui e a proporção de água no corpo cai. Além disso, variações de temperatura e o uso de alguns medicamentos, em especial os diuréticos, contribuem para a perda de líquidos. “O centro cerebral que regula a sede fica menos sensível com a idade, dificultando a percepção da necessidade de hidratação. Além disso, também há uma redução na eficiência dos hormônios que atuam como defesa do nosso organismo nos casos de desidratação”, completa o especialista. A desidratação em idosos é comum: o envelhecimento natural do corpo diminui a sensação de sede e a capacidade de reter água | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Uma história que serve de alerta Em uma manhã de inverno, Solimar Campos, de 82 anos, começou a sentir tontura e um cansaço diferente. A filha, que mora em outra cidade, percebeu durante uma ligação por vídeo que a mãe estava confusa e com a fala lenta. Preocupada, pediu a um vizinho que a levasse ao pronto-socorro. O diagnóstico foi desidratação grave. [LEIA_TAMBEM]“Eu não senti sede nenhuma, achei que era só o calor. Quando vi, estava fraca e sem forças para ficar em pé”, conta. Depois do susto, Solimar mantém uma garrafa de água sempre por perto, e a filha programa lembretes no celular da mãe para garantir que ela beba líquidos ao longo do dia. Sinais que merecem atenção · Boca e língua secas · Tontura, cansaço e fraqueza · Urina escura e em menor quantidade · Confusão mental ou sonolência · Batimento cardíaco acelerado Olheiras, boca seca, cansaço excessivo, tontura e fala desconexa são alguns dos sintomas da desidratação severa | Foto: Divulgação/IgesDF Como prevenir · Oferecer líquidos com frequência — água, água de coco, sucos naturais e chás de ervas —, mesmo sem pedido. Incluir alimentos ricos em água: melancia, abacaxi, melão, laranja, pepino e sopas. · Criar uma rotina de hidratação: manter garrafa ou copo por perto e estabelecer horários fixos para beber líquidos. · Monitorar o consumo: observar a quantidade ingerida ao longo do dia. Caso o idoso apresente sinais graves, como queda acentuada da pressão, desmaios ou confusão mental, a orientação é procurar atendimento médico de urgência. “Prevenir a desidratação é um cuidado simples, mas que pode ser um diferencial para o desfecho clínico do paciente”, conclui Álvaro. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base se torna referência no DF em tratamento com imunoterapia
Desde a infância, a estudante Pâmela Kauane, de 19 anos, convivia com crises alérgicas intensas que afetavam diretamente sua rotina. “Minha alergia atacava muito, com coceiras e placas vermelhas pelo corpo. Tinha dias em que eu não conseguia dormir de tanto que coçava. Às vezes, bastava um vento para tudo piorar”, relembra. O cenário começou a mudar após o início do tratamento de imunoterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “A vacina ajudou bastante, inclusive a diminuir os remédios que eu precisava tomar. Minha alergia era tão forte que chegava a obstruir meu nariz, dificultando a respiração. Hoje, além do controle das crises, sinto uma melhora significativa no meu bem-estar”, relata a jovem. A imunoterapia dessensibiliza o sistema imunológico, permitindo que o organismo tolere melhor o contato diário com os agentes alergênicos | Fotos: Divulgação/IgesDF Pâmela integra o grupo de aproximadamente mil pacientes que recebem mensalmente o tratamento no HBDF. A imunoterapia é indicada principalmente para pessoas com quadros alérgicos graves causados por ácaros e que não apresentam boa resposta ao uso contínuo de medicamentos. O método atua na dessensibilização do sistema imunológico, permitindo que o organismo tolere melhor o contato diário com os agentes alergênicos, reduzindo sintomas como crises de rinite. Como funciona a imunoterapia O serviço é destinado a pacientes com idade entre 4 e 60 anos. O encaminhamento para atendimento no Hospital de Base pode ser realizado por qualquer alergista da rede pública de saúde. Assim que o paciente dá entrada na unidade, a imunoterapia pode ser iniciada. Atualmente, não há fila de espera para a aplicação das vacinas. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o chefe do Serviço de Alergia, Thales Antunes, a imunoterapia também pode trazer benefícios a pacientes com asma grave e outras alergias respiratórias associadas à sensibilidade a ácaros. “É importante destacar que o tratamento não representa uma cura definitiva, mas proporciona um controle mais eficaz da doença. Durante o uso das vacinas, muitos pacientes apresentam redução significativa ou até desaparecimento dos sintomas”, explica. Os resultados, segundo o especialista, variam de acordo com cada organismo, mas a maioria dos pacientes apresenta melhora clínica relevante. O tratamento começa com uma fase de indução, com aplicações semanais durante cerca de três meses. Após esse período, as doses passam a ser mensais, com duração total que pode variar de três a cinco anos. “Esse tempo prolongado é fundamental para que o organismo desenvolva tolerância. Assim, quando o tratamento é encerrado, a expectativa é que, mesmo sem a vacina, o contato com o ácaro cause impactos muito menores na saúde respiratória do paciente”, completa o médico. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Como lidar com a frustração das metas não cumpridas no fim do ano
Com a aproximação do fim do ano, é comum que muitas pessoas façam um balanço das metas traçadas em janeiro e percebam que parte delas não saiu do papel: o curso que ficou para depois, o emagrecimento adiado, a viagem que não aconteceu, a poupança que não cresceu. Essa constatação, apesar de frequente, pode despertar sentimentos de frustração, culpa e ansiedade, e até contribuir para quadros de depressão quando não há acompanhamento adequado. A não concretização de metas traçadas no início do ano pode gerar ansiedade, culpa e frustração nas pessoas | Fotos: Divulgação/IgesDF De acordo com a psicóloga clínica do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Vanessa Vilela, o desafio não está em deixar metas para trás, mas na forma como cada pessoa interpreta esses resultados. “O fim de ano costuma trazer uma cobrança excessiva, como se a vida precisasse acompanhar o calendário. Quando a pessoa percebe que não deu conta de tudo, tende a se culpar, esquecendo que cada conquista tem seu próprio tempo e que imprevistos fazem parte do processo”, explica. A profissional destaca que o período de dezembro naturalmente desperta reflexões. “A gente olha para as metas de janeiro e percebe que algumas não se concretizaram. Isso é normal, especialmente em um ano cheio de demandas e desafios. O mais importante é entender que frustração não significa fracasso”, reforça. Pequenas pausas ao longo do dia fazem diferença: alguns minutos de respiração profunda, uma breve caminhada ou um momento de silêncio contribuem para regular o sistema nervoso e reduzir a ansiedade Segundo Vanessa, a frustração surge do desencontro entre expectativa e realidade, e isso não define o valor pessoal de ninguém. “Muitas vezes criamos metas rígidas, comparamos nossa trajetória com a dos outros e esquecemos que objetivos precisam ser flexíveis, assim como a própria vida”, diz. A psicóloga orienta que o primeiro passo é não se definir pelas metas que não foram cumpridas. Dividir os objetivos em partes menores pode ajudar no processo. “Muitas vezes, as metas parecem ‘fracassadas’ apenas porque eram grandes demais ou pouco específicas. Ao fragmentá-las, o processo fica mais leve. Também é importante distinguir o que realmente dependia ou não de nós. Às vezes, o avanço não aconteceu por fatores externos, e isso não diminui nossa competência”, explica. História de quem aprendeu a recomeçar A gerente Rejane Pinheiro, 49 anos, vivenciou essa experiência no fim do ano passado. Após não concluir um curso e perder o foco no plano de emagrecimento e autocuidado, passou a se sentir desmotivada e ansiosa. “Eu me comparava com outras pessoas e achava que não tinha feito nada de útil no ano. Foi quando busquei ajuda e percebi que estava sendo muito dura comigo mesma”, relata. Com acompanhamento psicológico, ela aprendeu a celebrar pequenas conquistas e a traçar metas mais alcançáveis. “Hoje eu entendo que o importante é manter o movimento, não a perfeição”, completa. Vanessa Vilela, psicóloga clínica do IgesDF: "Muitas vezes criamos metas rígidas, comparamos nossa trajetória com a dos outros e esquecemos que objetivos precisam ser flexíveis, assim como a própria vida" Dicas para reduzir a ansiedade no fim do ano Para lidar com a ansiedade comum nesse período e reduzir o impacto da autocrítica, a psicóloga do IgesDF reforça a importância de ajustar expectativas e reconhecer limites pessoais. “Nem tudo precisa ser resolvido agora. Perguntar-se o que é prioridade no momento e o que pode esperar ajuda a diminuir a pressão”, destaca Vanessa. Ao reorganizar demandas e evitar sobrecarga, é possível atravessar esse período com mais leveza e equilíbrio. [LEIA_TAMBEM]Outro ponto essencial é aprender a estabelecer limites e não acumular compromissos além do que é possível cumprir. Dizer não de forma gentil, assertiva e consciente também é um cuidado emocional. Para complementar esse movimento de autorregulação, pequenas pausas ao longo do dia fazem diferença: alguns minutos de respiração profunda, uma breve caminhada ou um momento de silêncio contribuem para regular o sistema nervoso e reduzir a ansiedade. Por fim, conectar-se com atividades que trazem bem-estar ajuda a criar uma base emocional mais estável. Hobbies, rituais familiares, contato com a natureza e práticas espirituais funcionam como âncoras que fortalecem o equilíbrio interno, especialmente em períodos de maior pressão. Essas ações, somadas, favorecem uma rotina mais saudável e acolhedora. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base inaugura novo arco cirúrgico e reforça capacidade assistencial
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) inaugurou, nesta quinta-feira (18), um novo arco cirúrgico, equipamento essencial para procedimentos que exigem visualização interna precisa e em tempo real durante as cirurgias. Além de ampliar o parque tecnológico do hospital, o aparelho contribui para tornar os procedimentos mais seguros e eficientes. O investimento fortalece a autonomia cirúrgica da maior unidade hospitalar do Distrito Federal, amplia o acesso da população a procedimentos complexos e reafirma o compromisso do Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF) com uma saúde pública moderna, segura e resolutiva. A nova tecnologia representa uma versão mais moderna e avançada dos outros oito aparelhos do tipo já existentes no Hospital de Base. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) inaugurou um novo arco cirúrgico, equipamento que contribui para tornar os procedimentos mais seguros e eficientes | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF O nome arco cirúrgico faz referência ao formato em “C” do aparelho, que permite mobilidade e a captação de imagens em diferentes ângulos, sem a necessidade de movimentar o paciente durante o procedimento. O recurso é utilizado em cirurgias de ortopedia, cardiologia, neurologia, urologia e gastroenterologia. Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, o novo equipamento incorpora avanços tecnológicos importantes, como menor emissão de radiação e integração imediata ao sistema de prontuário eletrônico, o que possibilita acesso mais rápido às imagens durante os procedimentos. “Com a visualização imediata, o médico não precisa esperar a revelação de filmes radiográficos para confirmar se um procedimento foi bem-sucedido. Ele já consegue ver na hora”, detalha. [LEIA_TAMBEM]Na prática, esses avanços impactam diretamente a rotina cirúrgica da unidade. Além de reduzir a dependência de equipamentos mais antigos, o novo arco cirúrgico amplia a capacidade cirúrgica com suporte de imagem, otimiza o uso das salas operatórias e contribui para a redução das filas de espera. A especialista clínica Maria Carolina Campelo destaca que o aparelho garante maior eficiência tanto em procedimentos complexos quanto nos de menor porte. “Essa máquina tem resolução muito alta, o que permite ampliar a imagem com bastante zoom e visualizar a região operada com muitos detalhes e alta acurácia”, complementa. Para a gestão do IgesDF, a entrega do equipamento reforça uma estratégia mais ampla de modernização da rede. O presidente do Instituto, Cleber Monteiro, ressalta que o novo arco cirúrgico representa um avanço concreto na qualidade da assistência prestada pelo Hospital de Base. “Temos buscado tecnologias que vão realmente fazer a diferença para o paciente, e isso é a nossa razão de ser. Podem ter certeza de que estamos em tratativas para adquirir outros equipamentos do mesmo nível, para que todos tenham acesso ao melhor equipamento possível”, afirma. O nome arco cirúrgico faz referência ao formato em “C” do aparelho, que permite mobilidade e a captação de imagens em diferentes ângulos, sem a necessidade de movimentar o paciente durante o procedimento Modernidade e benefícios A aquisição do novo arco cirúrgico representa uma solução tecnicamente superior, mais segura e alinhada à política institucional de redução de riscos e modernização da infraestrutura hospitalar. A Gerência de Engenharia Clínica do IgesDF foi responsável pela especificação técnica do equipamento e pela condução de todo o processo de instalação, assegurando conformidade regulatória, segurança operacional e plena integração à rotina assistencial do Hospital de Base. O investimento foi de R$ 1,27 milhão, viabilizado por emendas parlamentares da bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria aposta em cuidado contínuo para pacientes com dor crônica
Todas as semanas, Vanda Linhares sai de casa, em Valparaíso (GO), com um objetivo claro: não faltar aos encontros do grupo terapêutico para pessoas com dor crônica do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Diagnosticada com depressão grave e em investigação para fibromialgia, ela encontrou no projeto um espaço de acolhimento, aprendizado e alívio. “Este é meu quarto encontro. Procuro não faltar, porque me faz bem”, conta. Vanda faz parte do grupo atendido pelo Ambulatório da Dor do HRSM, um projeto estruturado em 12 encontros semanais que reúne pacientes que convivem, diariamente, com dores persistentes e limitantes. Mais do que tratar sintomas, a proposta é ensinar o paciente a compreender sua condição, reconhecer crises e desenvolver autonomia para lidar com a dor no dia a dia. O acompanhamento é multiprofissional e integrado. Desde a entrada no serviço, a enfermagem realiza a triagem e aplica escalas de dor. A farmácia clínica avalia a adesão ao tratamento, orienta sobre o uso correto dos medicamentos e monitora possíveis interações. O serviço social identifica fatores sociais que podem interferir no cuidado, enquanto a nutrição orienta sobre dietas com potencial anti-inflamatório. O Ambulatório da Dor do HRSM é um projeto estruturado em 12 encontros semanais que reúne pacientes que convivem, diariamente, com dores persistentes e limitantes | Foto: Divulgação/IgesDF A linha de cuidado também inclui fisioterapia, psicologia e terapia ocupacional. Na fisioterapia, os pacientes aprendem exercícios e técnicas de alívio. Já os atendimentos psicológicos oferecem suporte emocional e psicoeducação, fundamentais para quem convive com dor constante. A terapia ocupacional avalia como a dor interfere nas atividades diárias e propõe adaptações para preservar a funcionalidade e a independência. Segundo a chefe do Serviço de Psicologia do HRSM, Paola Palatucci Bello, o projeto foi criado para responder a uma demanda crescente. “São pessoas que precisam aprender a manejar a dor no cotidiano. Nos 12 encontros, trabalhamos a compreensão da doença, o reconhecimento das crises e estratégias para reduzir o sofrimento, inclusive diminuindo a busca recorrente pelo pronto-socorro”, explica. A psicóloga Maria Aparecida Pacheco destaca que a dor crônica está diretamente relacionada à saúde mental. “Dormir e acordar todos os dias sentindo dor fragiliza qualquer pessoa. Isso pode desencadear ansiedade, tristeza profunda e quadros depressivos. Cuidar da mente é parte essencial do tratamento”, afirma. Para a fisioterapeuta Thayze Braga, o foco está em oferecer ferramentas práticas que possam ser usadas fora do ambiente hospitalar. “Trabalhamos alongamentos, relaxamentos e auriculoterapia. Quando o paciente entende que a dor não precisa ser um fator limitante e que existem técnicas para lidar com ela, a qualidade de vida melhora. Isso também reduz o uso excessivo de medicações”, observa. Entre as condições mais acompanhadas pelo Ambulatório da Dor estão artrite, fibromialgia, diabetes, lesões lombares, dores musculares e neuropáticas, além de quadros oncológicos. Ao final dos 12 encontros, os pacientes são encaminhados para continuidade do cuidado na atenção primária e, sempre que possível, para práticas integrativas próximas de suas residências. *Com informações do IgesDF
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Alergia: quando o medicamento vira risco
Uma dor de cabeça poderia ter sido apenas um incômodo para Vinícius Couto, 55 anos, não fossem outras reações que ele passou a apresentar ao tomar remédios para dor. Ainda jovem, ele começou a perceber que algo não estava certo sempre que usava esse tipo de medicamento. Primeiro surgiu um formigamento discreto, depois manchas vermelhas espalhadas pela pele. “Por volta de 1992, quando eu tinha 22 anos, comecei a sentir um formigamento estranho sempre que tomava remédio para dor”, lembra. A comparação entre os medicamentos que usava revelou o gatilho da reação: a dipirona. “Com paracetamol não acontecia nada. Já com dipirona, a reação surgia e ficava cada vez mais intensa.” Cerca de 7% da população apresenta alergia a algum medicamento; no último ano, 32,4% das reações alérgicas graves no Brasil foram desencadeadas por remédios | Fotos: Divulgação/IgesDF Mesmo atento, acabou ingerindo o medicamento sem querer algumas vezes, e os sintomas retornavam imediatamente. O episódio mais grave aconteceu anos depois, durante uma viagem de carro. Para aliviar uma dor de cabeça, ele tomou um comprimido sem verificar a composição. Minutos após o uso, a reação começou, e não havia farmácia por perto. “Demorei mais de uma hora para achar um antialérgico, e a reação evoluiu. Tive erupção, bolhas e descamação pelo corpo. Algumas manchas permanecem até hoje”, relata. Desde então, a prevenção passou a ser regra. “Nunca mais tomei nenhum medicamento sem verificar antes. E sempre confirmo com os médicos os componentes do que me prescrevem”, afirma. Casos como o de Vinícius são mais frequentes do que se imagina. O alergologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Vítor Pinheiro, alerta que cerca de 7% da população apresenta alergia a algum medicamento. Dados do Registro Brasileiro de Anafilaxia mostram que, no último ano, 32,4% das reações alérgicas graves foram desencadeadas por remédios, o que reforça a gravidade do tema. A data de 14 de dezembro, Dia do Alergista, funciona como um lembrete da importância desses profissionais no cuidado diário, especialmente em um cenário em que a automedicação e a falta de informação ainda colocam vidas em risco. Vítor Pinheiro, alergologista do IgesDF: "Entre os sintomas mais frequentes estão coceira, vermelhidão e inchaço, mas podem ocorrer também alterações respiratórias, gastrointestinais, cardiovasculares e até neurológicas" O que é alergia a medicamentos? Segundo Vítor Pinheiro, as reações de hipersensibilidade a medicamentos, popularmente chamadas de alergias medicamentosas, são respostas adversas inesperadas que podem ocorrer mesmo quando o remédio é utilizado na dose correta. “Essa reação pode surgir com medicamentos comuns, como antibióticos e anti-inflamatórios. Entre os sintomas mais frequentes estão coceira, vermelhidão e inchaço, mas podem ocorrer também alterações respiratórias, gastrointestinais, cardiovasculares e até neurológicas”, explica. [LEIA_TAMBEM]Pacientes que já tiveram algum episódio de alergia apresentam maior probabilidade de desenvolver novas reações com outros medicamentos. O especialista reforça que o uso contínuo de várias medicações aumenta o risco de interações e efeitos colaterais inesperados. Medicamentos que mais causam reações Entre os fármacos mais associados a quadros de hipersensibilidade estão: • Antibióticos, como penicilinas, sulfonamidas e macrolídeos; • Anti-inflamatórios não esteroidais, como dipirona, paracetamol e aspirina; • Quimioterápicos utilizados no tratamento do câncer; • Anestésicos. Arte: IgesDF Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, que considera os sintomas e o histórico do paciente. Primeiro, são verificados os medicamentos suspeitos e o tipo de reação. Depois, podem ser necessários exames complementares. “Os testes cutâneos são hoje o principal método para avaliar sensibilização, mas, em muitos casos, é necessário realizar testes de provocação para confirmar o medicamento responsável e apontar alternativas seguras. Esses exames devem ser feitos em centros especializados e por profissionais capacitados”, orienta o especialista. Os testes permitem identificar o princípio ativo que desencadeou a reação e evitam que o paciente seja exposto novamente ao agente causador. Vítor reforça que reconhecer e comunicar a alergia é parte essencial do cuidado. “Em caso de suspeita, é importante registrar tudo o que ocorreu. Guardar as caixas dos medicamentos usados, fotografar as lesões, anotar o início e a duração dos sintomas e levar essas informações para a consulta. Orientar a rede de apoio também é fundamental, porque, em uma emergência, isso pode salvar vidas.” Testes cutâneos são o principal método para avaliar sensibilização, mas, em muitos casos, é necessário realizar testes de provocação para confirmar o medicamento responsável e apontar alternativas seguras Fique atento Se você ou alguém da sua família já apresentou alguma reação suspeita após o uso de um medicamento, procure um alergologista. Apenas esse especialista pode avaliar os riscos e indicar os testes adequados. Quando a alergia é confirmada, evitar a automedicação torna-se indispensável. Uma vez estabelecido o diagnóstico, é importante lembrar que a alergia a determinado medicamento costuma acompanhar o paciente por toda a vida. “Por isso, é essencial evitar qualquer produto que contenha o mesmo princípio ativo, seja em creme, colírio, comprimido, solução oral ou injetável. Informar sua condição aos profissionais de saúde pode ser a diferença entre um tratamento seguro e uma reação grave”, alerta o médico. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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UPAs do Distrito Federal recebem investimento de R$ 2,5 milhões em um ano para obras
Em um ano, de novembro de 2024 para cá, o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IgesDF) investiu R$ 2,5 milhões em obras nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Centro de Distribuição (CD) do DF. Foram, ao todo, 117 serviços executados nas 13 unidades espalhadas por diferentes regiões administrativas. Tudo para conferir um melhor atendimento aos moradores da capital federal. "Em 2019, o IgesDF assumiu a gestão de seis UPAs, que a gente chama de UPAs sêniores, que tinham mais de uma década de utilização. A partir daí, a gente estabeleceu um plano contínuo para que essas unidades continuassem operando", explica a gerente de Manutenção e Infraestrutura do Instituto, Luana Lucchini. A UPA do Núcleo Bandeirante ganhou uma nova caixa d'água que garantiu a segurança hídrica da unidade | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As unidades a que ela se refere são as de Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho. Parte das obras feitas de 2024 para cá foram nesses locais. "A gente teve a execução de duas novas caixas d'água no Núcleo Bandeirante e Ceilândia, que eram parte desse plano de melhorias feito em 2019 para garantir a segurança hídrica das unidades", aponta Lucchini, acrescentando que, entre as UPAs sêniores, apenas a do Recanto das Emas ainda não teve o sistema hídrico restaurado — o que ocorrerá em breve. [LEIA_TAMBEM]Outra obra de destaque foi a modernização e a ampliação do Centro de Distribuição, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). "Ele é responsável pelo abastecimento de todas as unidades. Era um galpão apenas e, no fim de 2024, a gente fez a ampliação e a verticalização, o que viabilizou um aumento significativo da capacidade de armazenamento", detalha a gerente. "Com isso, a gente melhora a distribuição e o abastecimento [das UPAs]", completa. Os investimentos contemplaram, ainda, a adequação do espaço para atendimento pediátrico no Recanto das Emas, em Ceilândia, São Sebastião e Sobradinho; e psiquiátrico no Núcleo Bandeirante. Também estão sendo feitas áreas de descompressão — destinadas aos profissionais — em algumas unidades, usando materiais reaproveitados das obras do centro cirúrgico do Hospital de Base, igualmente gerido pelo IgesDF; e aprimoramentos no parque tecnológico, com troca de equipamentos. "É um trabalho contínuo de melhorias", arremata Luana Lucchini. O IgesDF também é responsável por outras sete UPAs construídas do zero desde 2019: Paranoá, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Brazlândia, Vicente Pires e uma segunda em Ceilândia Novas UPAs Além das seis unidades que já existiam, o IgesDF hoje também é responsável por outras sete UPAs construídas do zero desde 2019: Paranoá, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Brazlândia, Vicente Pires e uma segunda em Ceilândia. Todas elas também recebem manutenções constantes. Segundo a gerente de Manutenção e Infraestrutura, estão previstas a construção de outras sete, sendo que seis já estão com os contratos em execução: Águas Claras, Água Quente, Sol Nascente, Guará, Estrutural e Taguatinga.
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IgesDF reforça cuidados com equipamentos clínicos e inicia ciclo de conscientização e treinamentos
Até outubro deste ano, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) destinou mais de R$ 35 milhões para a aquisição de equipamentos de alta tecnologia destinados ao Hospital de Base (HBDF), ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ao Hospital Cidade do Sol (HSol) e às 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. Parte desses investimentos ocorreu por meio de convênios com o Ministério da Saúde e por emendas parlamentares. Para garantir o uso adequado e preservar o parque tecnológico, o Instituto iniciou, nesta semana, uma campanha de conscientização acompanhada de um ciclo de treinamentos sobre boas práticas no manuseio dos dispositivos clínicos. As equipes já participam de capacitações oferecidas pelos fabricantes sempre que um novo equipamento é instalado, e esta nova etapa inclui uma requalificação voltada aos cuidados diários e ao uso responsável dos aparelhos. A iniciativa reforça orientações essenciais para manter os dispositivos em pleno funcionamento, entre elas o uso apropriado, a limpeza correta, o transporte cuidadoso, o armazenamento adequado e a atenção durante toda a operação. Esses cuidados reduzem danos, evitam interrupções e asseguram que os pacientes recebam atendimento contínuo e seguro. Profissionais do HBDF realizam estudo de caso em aparelho de tecnologia 3D | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Manutenção necessária O assessor da superintendência do HBDF, Márcio Pascoal, explica que recebe diariamente chamados relacionados ao funcionamento dos equipamentos. Muitos problemas surgem por desgaste natural ou falhas técnicas, mas há situações em que o uso inadequado resulta em paralisações temporárias. Segundo Pascoal, a equipe de manutenção busca solucionar os problemas com a maior agilidade possível, mas alguns reparos dependem de peças específicas ou exigem mais tempo de execução. O profissional destaca que a adoção de boas práticas ajuda a evitar danos mais graves. “Existem situações em que o dano é mais complexo ou envolve componentes que precisam de mais tempo para serem substituídos. Por isso é fundamental conscientizar os colaboradores sobre o uso correto e o cuidado diário, evitando interrupções prolongadas e prejuízos ao atendimento”, afirma. A gerente de Manutenção e Infraestrutura do IgesDF, Luana Lucchini, reforça a importância do cuidado contínuo. “Cada equipamento das nossas unidades é uma ferramenta essencial para salvar vidas. Pequenos descuidos podem gerar grandes prejuízos para a equipe e para os pacientes. Cuidar bem dos aparelhos é também cuidar de quem cuida”, observa. A chefe do Serviço de Enfermagem em Radiologia do HBDF, Eva Fernanda Muniz, destaca que a atenção aos equipamentos de imagem é determinante para a segurança dos profissionais e dos pacientes. Ela cita a ressonância magnética como exemplo. “Esse equipamento requer atenção especial, principalmente quanto à presença de objetos metálicos que podem ser atraídos violentamente pela máquina. Além de causar danos ao aparelho, esses objetos podem ferir quem estiver no ambiente”, explica. Avisos na entrada da sala de ressonância magnética do Hospital de Base reforçam os cuidados necessários com o equipamento Investimento em alta tecnologia Para qualificar ainda mais a assistência e garantir maior eficiência nos cuidados em toda a rede, o IgesDF vem ampliando seu parque tecnológico com equipamentos modernos e infraestrutura renovada. Entre os principais investimentos está a construção do novo Centro Cirúrgico do HBDF, que contará com 16 salas equipadas com tecnologia de ponta, incluindo duas destinadas a procedimentos robóticos. O Hospital de Base também recebeu, em 2025, um novo angiógrafo e uma ressonância magnética, única do tipo na rede pública do Distrito Federal. O aparelho realiza cerca de 15 exames de alta resolução por dia em áreas como neurologia, ortopedia, cardiologia, oncologia e obstetrícia. A tecnologia também gera economia aproximada de 800 reais por exame, antes realizado em clínicas conveniadas. [LEIA_TAMBEM]No HRSM, o novo tomógrafo tem capacidade para processar entre 180 e 200 exames por dia, o que agiliza diagnósticos, melhora o fluxo assistencial e oferece imagens mais precisas para a equipe médica. Nas UPAs, o IgesDF entregou gasômetros capazes de analisar rapidamente parâmetros metabólicos e respiratórios dos pacientes. Além disso, seguem em construção sete novas unidades de Pronto Atendimento, que irão ampliar o acesso da população ao atendimento de urgência e emergência no Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Sala odontológica do Hospital de Santa Maria é referência em inclusão no DF
No Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta quarta-feira (3), a história de Victor Cauã, 13 anos, mostra o impacto do atendimento humanizado na área da saúde. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ele realiza seus procedimentos odontológicos no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Para a mãe do adolescente, Daniele Fernandes, a diferença é perceptível e emocionante. “Quando você encontra um lugar preparado para receber seu filho do jeito certo, muda tudo. Com profissionais especializados, o atendimento é mais leve, mais ágil. Tanto os pais quanto as crianças se sentem acolhidos, calmos, tranquilos”, conta. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), cada paciente encontra mais do que um atendimento. Recebe acolhimento, escuta qualificada e respeito ao jeito único de cada pessoa. Entre tantas iniciativas, uma delas simboliza de forma especial esse compromisso: a sala odontológica exclusiva para pessoas com deficiência, que já transformou rotinas, experiências e sorrisos. Daniele conheceu o serviço por meio de encaminhamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, da Secretaria de Saúde (SES-DF), e reforça a agilidade do processo. “Foi tudo muito rápido. Os profissionais são muito bons, muito cuidadosos. A experiência tem sido excelente”, afirma. Daniele Fernandes leva seu filho, Victor Cauã, para realizar procedimentos odontológicos no HRSM: "Quando você encontra um lugar preparado para receber seu filho do jeito certo, muda tudo" | Fotos: Divulgação/IgesDF Tratamento especializado Em um único dia, Victor passou por extração, restauração e limpeza. Isso foi possível graças ao preparo da equipe. O responsável pelo atendimento é Diego Sindeaux, dentista especializado no cuidado de pessoas com deficiência. Ele explica que cada pessoa exige uma abordagem personalizada e, por isso, não existe um protocolo único. “Os autistas são nossa maior demanda e também um grande desafio. Sempre conversamos com a família para entender hábitos, sensibilidades e preferências. A partir disso, adaptamos tudo: luz, sons, equipamentos. Se a criança tem sensibilidade à luminosidade, evitamos o refletor. Se o barulho incomoda, substituímos a caneta elétrica para limpeza por instrumentos manuais”, detalha o profissional. [LEIA_TAMBEM]Um ambiente preparado para acolher A sala especializada foi sendo adaptada ao longo dos anos para atender pacientes com diferentes necessidades. O ambiente é mais amplo, silencioso, confortável e oferece maior privacidade — fatores essenciais para quem apresenta hipersensibilidades ou dificuldades sensoriais. Segundo Diego, além de pacientes autistas, o espaço recebe crianças com síndromes raras, pessoas com paralisia cerebral, deficiência intelectual e pacientes com condições clínicas mais complexas, como aqueles que passaram por Acidente Vascular Cerebral (AVC) recente ou estão em preparo para transplantes. A estrutura também foi planejada para receber cadeirantes, com portas mais largas e espaço adequado para a transferência segura para a cadeira odontológica. “Muitas deficiências podem ser atendidas no posto de saúde, como a auditiva ou visual. Aqui chegam os casos que realmente precisam de um local específico”, destaca. A sala também conta com régua de oxigênio para pacientes traqueostomizados ou que utilizam respirador, garantindo segurança nos casos mais delicados. Todos os meses, entre 28 e 30 pacientes são agendados pelo Sistema de Regulação da SES-DF (SISREG). Além disso, cerca de cinco atendimentos mensais são de demanda espontânea, geralmente em casos de urgência. Diego Sindeaux, dentista especializado no cuidado de pessoas com deficiência: "Muitas deficiências podem ser atendidas no posto de saúde, como a auditiva ou visual. Aqui chegam os casos que realmente precisam de um local específico" Humanização que faz diferença Para garantir um atendimento tranquilo, a equipe recebe treinamento contínuo. A comunicação é feita passo a passo, os instrumentos são apresentados antes e o ambiente é ajustado conforme as necessidades de cada pessoa. “Temos uma TV na sala, e isso ajuda muito. Alguns pacientes só conseguem relaxar assistindo a um desenho ou ouvindo música. Lembro-me de um menino que só aceitava o atendimento se tocasse forró, então começávamos o procedimento ouvindo o cantor favorito dele”, relata Diego. Para a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, o impacto do serviço ultrapassa o cuidado técnico. “Histórias como a de Victor mostram que inclusão se faz com preparo, empatia e presença. E é isso que o Hospital de Santa Maria entrega todos os dias: um atendimento que acolhe, transforma e ilumina caminhos que antes pareciam difíceis”, conclui. A equipe do HRSM recebe treinamento contínuo. A comunicação é feita passo a passo, os instrumentos são apresentados antes e o ambiente é ajustado conforme as necessidades de cada pessoa Espaço sensorial pioneiro para crianças autistas Além do atendimento especializado em odontologia, o Hospital Regional de Santa Maria inaugurou o Espaço Humanizar TEA, no final de outubro. O local é o primeiro ambiente sensorial da rede pública do Centro-Oeste voltado exclusivamente a crianças com TEA. O projeto nasceu da sensibilidade ao observar as dificuldades enfrentadas por famílias atípicas durante longas esperas. O espaço foi planejado para acolher crianças neurodivergentes e seus cuidadores, garantindo conforto, segurança e inclusão. Mais que uma sala de espera, também pode funcionar como ambiente terapêutico. Em situações específicas, equipes multiprofissionais podem realizar atendimentos no próprio local, evitando deslocamentos para áreas com maior estímulo sensorial. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Congresso debate uso de inteligência artificial e inovações na saúde pública
A programação dedicada à inovação, ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde seguiu, na última quarta-feira (19), no V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep 2025), organizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Os debates abordaram como novas tecnologias, pesquisas e ferramentas digitais podem fortalecer o atendimento e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo do dia, temas como o uso de inteligência artificial na saúde, inovações para o diagnóstico precoce de câncer, terapias genéticas, avanços em cardiologia e desafios regulatórios e jurídicos ganharam destaque. A estudante de Nutrição Edna Albuquerque acompanhou a programação e elogiou os conteúdos apresentados. “Os temas estão sempre interligados e se conectando. Essas palestras estão abrindo mais a minha mente e me deixando mais segura”, afirmou. Último dia do Ciep 2025 abordou temas como temas uso de inteligência artificial na saúde, inovações para o diagnóstico precoce de câncer, terapias genéticas, avanços em cardiologia e desafios regulatórios e jurídicos | Fotos: Divulgação/IgesDF Pesquisas oncológicas e inteligência artificial A abertura dos trabalhos no último dia do congresso foi conduzida pelo oncologista Gustavo Ribas, gestor da Secretaria de Saúde (SES-DF), que apresentou atualizações recentes sobre as pesquisas relacionadas ao câncer de pulmão. Em seguida, a diretora-geral do Complexo Regulador em Saúde do DF, Mônica Iassanã, destacou a relevância e os desafios da regulação em saúde. Um dos temas centrais do dia foi o uso de inteligência artificial (IA) para aprimorar processos assistenciais. O pesquisador líder do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Brasília (UnB), Nilton Correia da Silva, reforçou que a tecnologia pode aperfeiçoar fluxos e reduzir burocracias no ambiente hospitalar. Com o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”, o Congresso do IgesDF teve início na segunda-feira (17) e reuniu autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes “O tempo que um profissional perde atrás de uma mesa, lidando com burocracia, é o tempo que ele poderia usar para se dedicar aos pacientes. A IA pode ajudar a organizar o cotidiano, para que haja mais tempo para os profissionais de saúde cuidarem melhor dos pacientes”, destacou. O pesquisador também ressaltou que a integração de sistemas é um dos principais potenciais da tecnologia: “A saúde, muitas vezes, precisa interagir com vários sistemas diferentes. Por meio da tecnologia, podemos criar formas para que essas plataformas conversem entre si, organizando e alimentando dados de maneira mais eficiente”. Embora reconheça o potencial da IA, o pesquisador reforçou que ela não substitui o trabalho humano. “Sempre vai haver a necessidade da verificação humana. Não podemos depender cegamente da tecnologia”, completou. Tecnologias que impulsionam a saúde Em sua palestra “Da Inovação à Prática: A Incorporação da Robótica e de Novas Tecnologias no SUS”, o cirurgião torácico Daniel Sammartino destacou como o avanço tecnológico ampliou a precisão e a eficiência do diagnóstico oncológico. O médico explicou que novas ferramentas permitiram melhorar a detecção e o avanço, o estágio do câncer no momento do diagnóstico. De acordo com o especialista, a taxa de sobrevivência de pacientes diagnosticados tardiamente com câncer de pulmão é de cerca de 20% após cinco anos — um avanço em relação aos 15% registrados anteriormente. O aumento é atribuído principalmente à detecção precoce viabilizada por exames mais modernos. [LEIA_TAMBEM]Terapias genéticas e avanços em cardiologia Outro destaque do último dia do Ciep 2025 foi o bate-papo sobre terapias gênicas, que reuniu Ana Karine Bittencourt, diretora-presidente do Instituto Deaf1; Ricardo Titze, coordenador do laboratório de tecnologia para terapia gênica da UnB; Raphael Bonadio, pesquisador da UnB; e a empresária Naiara Freire. Os especialistas discutiram o potencial de tratamentos baseados em genética para doenças raras e para o transtorno do espectro autista. A cardiologia também teve espaço relevante na programação. O cardiologista Diandro Marinho Mota abordou a importância da espiritualidade no cuidado cardiovascular, enquanto Gabriel Kanhouche, chefe da Hemodinâmica do Hospital de Base do DF, apresentou a evolução das cirurgias transcateter. Em seguida, Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia do HBDF, destacou os resultados de projetos que fortaleceram a comunicação entre equipes médicas. Já o cardiologista Marcelo Ulhoa, coordenador do Programa de Transplante Cardíaco do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), trouxe um panorama sobre os desafios do transplante de coração no país. Palestras focaram novas tecnologias, pesquisas e ferramentas digitais que podem fortalecer o atendimento e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) Judicialização da saúde e encerramento A programação seguiu com um debate sobre judicialização na saúde, mediado pelo diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, com participação da cardiologista Edna Maria, da promotora de Justiça Hiza Maria e de Túlio Cunha, da Superintendência Jurídica do IgesDF. Os participantes discutiram as repercussões legais e assistenciais das decisões judiciais na rotina dos serviços. Para encerrar, o doutor em Biofísica Diego Nolasco apresentou a palestra “Pense como um Cientista”, ressaltando a importância da curiosidade, da pesquisa e da análise crítica no desenvolvimento de soluções inovadoras para a saúde. Conectando saberes Com o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”, o Congresso do IgesDF teve início na segunda-feira (17) e reuniu autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes. Esta edição alcançou seu maior público: mais de 1.800 inscritos, consolidando o CIEP como uma das principais referências em inovação em saúde no Distrito Federal. O Ciep 2025 foi organizado pela Agência Sisters e contou com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), patrocínio da Financeira BRB e parceria das empresas AstraZeneca, Noxtec, Brakko, Concimed, Alabia, B2IF e Infinity Medical. O evento também recebeu apoio institucional da Caesb, Hospcom, Instituto Deaf1 e Samu. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Infectologia, trauma e inovação marcam o segundo dia do Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa
O segundo dia do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep), do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), abordou temas como infectologia, trauma e inovação aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Centro de Convenções Brasil 21 reuniu profissionais de saúde, gestores e pesquisadores em uma programação marcada pela integração entre ciência, tecnologia e práticas assistenciais que fortalecem o sistema de saúde pública. As mesas de discussão aprofundaram assuntos como antimicrobianos, equidade no acesso a tratamentos e orientações sobre antibioticoterapia. Segundo dia do V Ciep abordou temas como infectologia, trauma e inovação aplicada ao SUS | Fotos: Divulgação/Núcleo de Tecnologias Educacionais “É fundamental discutir não só os avanços científicos, mas também como torná-los acessíveis a toda a população”, destacou o médico infectologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital Moinhos de Vento, Alexandre Zavascki. Ainda durante a manhã, o eixo de gestão hospitalar apresentou soluções voltadas à eficiência e à inovação. A diretora de Operações da empresa de TI Noxtec, Louise Lyra, explicou como ecossistemas digitais aperfeiçoam processos assistenciais e administrativos. Em seguida, o diretor-executivo da empresa de gestão hospitalar Concimed, Rodrigo de Araújo Dias, discutiu o papel da automação e da inteligência financeira no fortalecimento da saúde pública. Tarde dedicada ao trauma e à prevenção de acidentes A programação da tarde iniciou com foco no atendimento pré-hospitalar e no trauma. O diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF), Victor Arimatea, abriu o bloco com a palestra Atendimento Pré-Hospitalar em Acidentes de Trânsito. “O treinamento em equipe é decisivo para salvar vidas”, reforçou. "Estamos construindo pontes entre ciência e prática clínica para garantir que cada avanço chegue ao paciente de forma segura e eficiente" Emanuela Dourado, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF Em seguida, a médica da Cirurgia do Trauma do Hospital de Base, Ana Cristina Neves, e a enfermeira da mesma unidade, Karina Simplício, abordaram a importância dos centros de trauma e da qualificação multiprofissional para o atendimento a vítimas de acidentes. O médico assistente da Cirurgia do Trauma da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thiago Calderan, apresentou o Projeto P.A.R.T.Y., programa educativo que conscientiza jovens sobre riscos de acidentes por meio de simulações e vivências reais. “Quando os jovens vivenciam na prática os danos que um acidente pode causar, eles internalizam a responsabilidade de forma muito mais profunda”, ressaltou Calderan. A mesa-redonda reuniu os palestrantes sob a moderação do cirurgião do trauma do Hospital de Base, Rodrigo Caselli. “O trauma é uma das poucas doenças verdadeiramente evitáveis. Com educação, prevenção e atendimento adequado, podemos salvar muitas vidas”, apontou. Na sequência, o intensivista e presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Rodrigo Biondi, apresentou o tema Hiperpotassemia, jornada do paciente na emergência e farmacoeconomia. “A hiperpotassemia ocorre quando o nível de potássio no sangue sobe acima do normal, podendo causar alterações cardíacas graves e exigindo intervenção rápida”, explicou. O encerramento do dia reuniu o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Sousa de Lima, e o cirurgião ortopedista e especialista em traumatologia, Frederico Arruda, para discutir tecnologia, inovação e transformação da saúde. “Fico honrado com o convite. Sou professor por paixão, e falar sobre inteligência artificial para um público tão diverso e multiprofissional é enriquecedor”, pontuou Arruda. Encontro reuniu profissionais de saúde, gestores e pesquisadores em uma programação focada em ciência, tecnologia e práticas assistenciais que fortalecem o SUS Intercâmbio científico e participação ativa O congresso também apresentou pesquisas sobre inteligência artificial aplicada à cirurgia pediátrica, simulações imersivas para treinamento em emergências, impactos do cigarro eletrônico, biomateriais inteligentes para feridas diabéticas, higienização das mãos, além do desenvolvimento de filmes bioadesivos para tratamento de lesões. Os participantes interagiram em tempo real por meio do painel digital, enviaram perguntas, retiraram certificados e visitaram a feira de inovação com soluções tecnológicas para gestão e assistência. “Estamos construindo pontes entre ciência e prática clínica para garantir que cada avanço chegue ao paciente de forma segura e eficiente”, afirmou a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Dourado. [LEIA_TAMBEM]Programação A programação segue nessa quarta-feira (19), último dia do congresso. A agenda completa está disponível no site V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa. O Ciep 2025 é organizado pela Agência Sisters e conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), patrocínio da Financeira BRB e parceria de empresas como AstraZeneca, Noxtec, Brakko, Concimed, Alabia, B2IF e Infinity Medical. Também recebe apoio institucional da Caesb, Hospcom, Instituto Deaf1 e Samu. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Temporada de chuvas no DF aumenta os casos de doenças respiratórias
Com a chegada das chuvas intensas no Distrito Federal, acende um alerta para os cuidados com a saúde nesta época do ano. A combinação entre calor e umidade cria o cenário ideal para o aumento de doenças respiratórias, viroses e alergias, exigindo atenção redobrada da população. Combinação de calor com umidade propicia o aumento de doenças respiratórias, viroses e alergias | Foto: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF Para muitas pessoas, o problema começa dentro da própria casa. O aumento da umidade estimula o aparecimento de mofo, fungos e ácaros, principais responsáveis por crises alérgicas e respiratórias. A advogada Carolina Araújo, moradora de Sobradinho, conta que a filha de 7 anos precisou de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região após uma crise de falta de ar provocada pela umidade. “Depois das chuvas, o quarto dela amanheceu com cheiro forte de mofo. Em poucos dias, começou a tossir muito e ter dificuldade para respirar. Agora, estamos deixando as janelas abertas durante o dia e lavando as paredes com água sanitária”, relata. Aumento da umidade estimula o aparecimento de mofo, fungos e ácaros, principais responsáveis por crises alérgicas e respiratórias | Fotos: Divulgação/IgesDF Prevenção De acordo com a pneumologista do Hospital de Base (HBDF), Nancilene Melo, nessa época de chuva é possível observar um aumento significativo de pessoas à procura de atendimento com sintomas gripais, crises de asma e rinite alérgica. “Com o aumento da umidade e da temperatura, há maior circulação de vírus respiratórios e fungos. Pessoas com histórico de asma, bronquite ou rinite precisam redobrar a atenção, evitando ambientes fechados e úmidos e mantendo as vacinas em dia”, orienta a especialista. [LEIA_TAMBEM]Ela explica que sintomas como tosse persistente, falta de ar, chiado no peito e febre não devem ser ignorados. “A automedicação pode mascarar sinais de agravamento. O ideal é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica”, reforça. Dicas para cuidar da saúde A especialista reforça algumas recomendações simples que ajudam a prevenir doenças e manter o bem-estar durante o período de chuvas: • Mantenha ambientes ventilados para evitar mofo e fungos; • Lave roupas e lençóis com frequência e, se possível, seque-os ao sol; • Use máscaras durante a limpeza de locais com poeira ou mofo; • Mantenha a hidratação e a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e a Covid-19; • Evite carpetes e cortinas pesadas que acumulam poeira. Arte: IgesDF Atenção redobrada Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas são os mais afetados pelas mudanças climáticas e pela umidade. Para a pneumologista Nancilene, a prevenção é o melhor caminho. “Nessa época, é comum que infecções leves evoluam rapidamente para bronquite ou pneumonia. Ao primeiro sinal de piora, é importante buscar atendimento médico”, reforça. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa destaca soluções reais para desafios da saúde pública no DF
O segundo dia do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF destacou os avanços tecnológicos que vêm redefinindo a área da saúde. Especialistas, pesquisadores e profissionais se reuniram para uma imersão em soluções que apontam novos caminhos para o cuidado em rede. Com o tema “Conectando saberes e tecnologias para o futuro da saúde”, a programação de terça-feira (18) apresentou pesquisas aplicadas, demonstrações práticas e iniciativas que evidenciam o potencial transformador da ciência no serviço público. O conteúdo reforçou como inovação e conhecimento caminham juntos para fortalecer a assistência e impulsionar melhorias no atendimento à população. Nesta terça (18), o V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF destacou o papel dos avanços tecnológicos na área da saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF Participando pela primeira vez do evento, o ortopedista e especialista em trauma do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Frederico Arruda, destacou o impacto positivo da iniciativa. “Eu não participei das edições anteriores, mas fiquei muito impressionado com a proposta. É uma oportunidade única de integração multiprofissional e troca de conhecimento em saúde”, conta. A residente em medicina preventiva e social Anamaria Macedo achou inspirador ver como a inovação pode tornar o cuidado mais fácil, mais efetivo e sempre centrado na pessoa. “A rotina da assistência é exaustiva, e muitas vezes encontramos profissionais cansados e desmotivados. Eventos como este nos dão um novo fôlego e reforçam a importância da pesquisa para melhorar o cuidado”, destaca. Frederico Arruda, ortopedista: "Eu não participei das edições anteriores, mas fiquei muito impressionado com a proposta. É uma oportunidade única de integração multiprofissional e troca de conhecimento em saúde" Tecnologia, gestão e soluções no atendimento Além de palestras e debates, o público pôde conferir de perto a Feira Tecnológica, que reúne instituições, empresas e equipes da linha de frente da saúde para apresentar produtos, serviços e tecnologias de última geração. Tudo é voltado ao cuidado ao paciente, à gestão hospitalar e ao aprimoramento dos processos internos. O Samu realizou demonstrações de equipamentos, simulações de treinamentos e atualização de protocolos, destacando avanços no atendimento pré-hospitalar e nas práticas de urgência. Anamaria Macedo, residente em medicina preventiva e social: "Eventos como este nos dão um novo fôlego e reforçam a importância da pesquisa para melhorar o cuidado" Inovações e pesquisa no DF O espaço da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) foi um dos mais visitados, reunindo projetos que ilustram o potencial da ciência aplicada à saúde pública. Entre as inovações apresentadas está o dispositivo de captura do mosquito da dengue, desenvolvido para monitoramento inteligente, equipado com sensores de temperatura e umidade. O sistema é capaz de capturar imagens de insetos e classificá-los com o apoio da inteligência artificial, auxiliando no mapeamento de áreas críticas e no direcionamento de políticas públicas de combate às arboviroses. O estande da FAPDF reuniu projetos que ilustram o potencial da ciência aplicada à saúde pública, como um dispositivo de captura do mosquito da dengue Produção científica A Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do IgesDF apresentou os 40 trabalhos científicos aprovados nesta edição do Ciep, que abordam temas alinhados à inovação e ao fortalecimento da saúde pública. Os estudos foram divididos nas categorias: • Relato de caso/série de casos; • Revisão sistemática; • Ensaios clínicos (controlado e randomizado); • Estudos observacionais. [LEIA_TAMBEM]No total, 32 trabalhos foram expostos em formato pôster digital, disponíveis em totens interativos que facilitaram a navegação e a apresentação dos dados. Outros oito trabalhos foram selecionados para apresentação oral, avaliados por uma banca especializada composta por profissionais com titulação de mestrado e doutorado, garantindo rigor técnico e metodológico. “Cada trabalho apresentado reafirma a trajetória que estamos construindo na pesquisa em saúde. Valorizamos o rigor científico que sempre orientou o serviço público, ao mesmo tempo em que impulsionamos novas soluções capazes de transformar o cuidado no DF”, afirma a diretora da Diep, Emanuela Dourado. A premiação, que contemplará primeiro, segundo e terceiro lugares em cada modalidade, será anunciada na cerimônia de encerramento, nesta quarta-feira (19), último dia do congresso. Confira a programação do último dia no site do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa. *Com informações do IgesDF
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Durante congresso em Brasília, infectologista norte-americano reforça importância da desinfecção do ambiente hospitalar
O infectologista norte-americano John Boyce defendeu, durante palestra nesta terça-feira (18), a manutenção do investimento em protocolos de desinfecção e o desenvolvimento de novas tecnologias para melhorar o combate a microrganismos. O profissional foi um dos convidados do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep 2025) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O norte-americano John Boyce foi um dos convidados do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa, do IgesDF | Foto: Divulgação/Ciep 2025 Segundo o infectologista, os protocolos atuais de desinfecção hospitalar podem e precisam ser aperfeiçoados. Ele explica que, na maioria dos locais, a equipe de limpeza realiza a higienização uma vez por dia, mas os espaços podem possuir bactérias resistentes e fungos ou serem infectados novamente com frequência. Além disso, a falta de higienização sistemática das mãos por funcionários da saúde ajuda a disseminar bactérias. "Precisamos garantir que os profissionais da limpeza conheçam bem os protocolos, para que saibam quais produtos usar em quais superfícies, a frequência necessária de limpeza em cada ambiente e até a quantidade correta de produto que precisa ser usada", esclarece. [LEIA_TAMBEM]Para um melhor cenário, o especialista recomenda mais investimento de hospitais em controle de infecção, inclusive em pesquisas para aperfeiçoar o processo. "No futuro, até a inteligência artificial pode nos ajudar a monitorar a higiene das mãos. E com a limpeza rotineira, pode até ajudar a detectar um surto de infecção de forma precoce, contribuindo para uma resposta mais rápida", completa. O médico pontua, ainda, que há espaço para que a indústria contribua com o desenvolvimento de produtos de limpeza mais eficientes, visto que ainda não existe um desinfetante que seja capaz de eliminar todas as bactérias. Para ele, essas melhorias precisam ser atreladas às medidas preventivas já utilizadas atualmente, como o uso de máscaras e luvas, além de colocar pacientes com organismos resistentes em isolamento para prevenir a disseminação. Apesar das dificuldades, Boyce se mantém otimista de que hospitais ao redor do mundo se tornem um ambiente mais seguro. "Não será fácil e não vai acontecer de um dia para o outro, mas eu acho que, com o tempo, nós seremos capazes de trazer melhorias", declara. John Boyce: "Precisamos garantir que os profissionais da limpeza conheçam bem os protocolos, para que saibam quais produtos usar em quais superfícies, a frequência necessária de limpeza e até a quantidade correta de produto que precisa ser usada" | Foto: Divulgação/IgesDF Ciep 2025 O Congresso segue até quarta-feira (19), e teve as palestras desta manhã de terça-feira voltadas para temas de infectologia e gestão hospitalar. Outros temas abordados envolvem protocolos do trauma, novos procedimentos em cardiologia, tratamentos em oncologia, entre outras discussões. "Espaços como este, que reúnem profissionais da saúde para aprender sobre novas tecnologias e os entraves nos processos atuais, são muito promissores", elogia Boyce. O tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde” tem reunido autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes para debater soluções que impulsionam a modernização do SUS. Com uma programação dedicada à ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde, a edição deste ano atingiu seu maior público: mais de 1.800 inscritos, superando o número do ano anterior. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria moderniza gestão da nutrição e aposenta controles manuais
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) deu um passo importante rumo à modernização. A unidade está implantando o primeiro fluxo digital da assistência e do faturamento nutricional do Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvida pelo Serviço de Nutrição Dietética do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a iniciativa representa um marco na melhoria da qualidade do cuidado e na eficiência dos processos dentro do hospital. O HRSM está implantando o primeiro fluxo digital da assistência e do faturamento nutricional do Sistema Único de Saúde (SUS) | Fotos: Divulgação/IgesDF A mudança nasceu da necessidade de pôr fim aos antigos controles manuais, que geravam retrabalho e consumiam tempo das equipes. Antes da digitalização, os nutricionistas registravam à mão informações como nome do paciente, doença, dieta e movimentação entre leitos em folhas de papel A4. Quando o paciente mudava de setor, todo o registro precisava ser refeito — um processo demorado e sujeito a falhas. [LEIA_TAMBEM]Com a chegada do sistema MV, a equipe viu a oportunidade de automatizar o registro dessas informações. O projeto começou com a criação de um mapa digital da nutrição clínica, substituindo planilhas em Word e Excel. Em seguida, o sistema evoluiu e passou a integrar também o faturamento nutricional, ampliando ainda mais os ganhos da transformação digital. Hoje, todo o processo é feito de forma integrada. Nutricionistas e técnicos em nutrição inserem os dados diretamente no sistema do hospital, o que permite rastrear cada etapa do atendimento — desde a prescrição médica até a solicitação da dieta pelo profissional responsável. “Com o novo sistema, todas as etapas da prescrição e do acompanhamento nutricional ficaram integradas e automáticas. Hoje conseguimos rastrear quem solicitou, quem prescreveu e em quanto tempo o atendimento foi realizado, garantindo mais eficiência e qualidade no cuidado ao paciente”, destaca Patrícia Fabianne Silva dos Santos, chefe do Serviço de Nutrição Dietética do HRSM. Agora, nutricionistas e técnicos em nutrição inserem os dados diretamente no sistema do HRSM, o que permite rastrear cada etapa do atendimento A implantação contou com o acompanhamento e a aprovação do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN), que participou de todas as etapas do projeto para garantir o cumprimento das normas da profissão. “Tivemos esse cuidado desde o início e, recentemente, recebemos uma nova visita técnica que confirmou que o projeto está totalmente em conformidade com as regras”, explica Patrícia. Para a gerente multiprofissional do HRSM, Luciana Gomes, os resultados vão muito além da tecnologia. O novo sistema tornou o atendimento mais ágil, reduziu o retrabalho das equipes, melhorou a comunicação entre os setores e aumentou a segurança das informações. “Mais do que um avanço tecnológico, o novo fluxo digital representa uma verdadeira mudança de cultura e de gestão, fortalecendo a integração entre as equipes e reafirmando o compromisso do Hospital de Santa Maria com a inovação e a excelência no atendimento público em saúde”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base moderniza serviços de cardiologia e oftalmologia
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, na última sexta-feira (7), dois editais para a aquisição de novos equipamentos médico-hospitalares destinados aos serviços de cardiologia e oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa integra o plano de modernização tecnológica do instituto, com foco em eficiência assistencial, inovação e melhoria da qualidade do atendimento prestado pelo SUS. Empresas interessadas podem enviar propostas a partir desta segunda-feira (10) até as 23h55 do dia 25 deste mês, pela plataforma Apoio Cotações. O IgesDF lançou dois editais para a aquisição de equipamentos médico-hospitalares destinados aos serviços de oftalmologia e cardiologia do HBDF | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Cardiologia O Edital nº 78/2025 (186701602) prevê a aquisição de três tipos de equipamentos que fortalecerão o serviço de cardiologia do Hospital de Base, ampliando a capacidade de diagnóstico de doenças cardiovasculares e garantindo maior precisão na estratificação de risco e no acompanhamento de pacientes com quadros de alta complexidade. Serão adquiridos: • Eletrocardiógrafos, utilizados na realização de eletrocardiogramas para monitorar a atividade elétrica do coração; • Sistemas de monitorização tipo Holter, que registram continuamente o ritmo cardíaco ao longo de várias horas; [LEIA_TAMBEM]• Equipamentos para teste ergométrico, fundamentais na avaliação do desempenho cardíaco sob esforço físico. Oftalmologia Já o Edital nº 79/2025 (186668834) contempla a compra de modernos dispositivos oftalmológicos voltados à otimização de exames e procedimentos cirúrgicos. O investimento permitirá ampliar o acesso da população aos atendimentos especializados, reduzir o tempo de espera e elevar o padrão de qualidade e precisão diagnóstica do serviço de oftalmologia do HBDF. Com essa atualização tecnológica, os pacientes serão diretamente beneficiados com atendimentos mais seguros, confortáveis e eficazes, contribuindo para a redução da morbidade ocular e para o uso mais eficiente dos recursos assistenciais. Novas aquisições visam a melhorar a eficiência assistencial e a qualidade do atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal Gestão estratégica e transparência As novas aquisições fazem parte da política de gestão estratégica do IgesDF, que prioriza a execução de emendas parlamentares e a substituição de equipamentos obsoletos, assegurando melhores condições de trabalho aos profissionais e excelência no cuidado aos pacientes. Segundo o analista de compras Pedro Nogueira, os convênios federais têm papel essencial nesse avanço. “Esses recursos permitem investir em novas tecnologias e melhorias que fazem diferença no dia a dia das unidades de saúde”, destaca. Os editais estão disponíveis no site do IgesDF, na plataforma de compras e no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), reafirmando o compromisso do instituto com a transparência e o uso responsável dos recursos públicos. Acesse: • Edital nº 79/2025 – Equipamentos de Oftalmologia; • Edital nº 78/2025 – Equipamentos de Cardiologia. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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