IgesDF abre seleção para seis áreas com salários de até R$ 16 mil
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para seis novos processos seletivos simplificados. As oportunidades são para médico cirurgião vascular, médico ecografista vascular com doppler, enfermeiro estomaterapeuta, técnico de necropsia, analista de carreira e desempenho e analista de contratos, com remunerações que chegam a R$ 16.030,94. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto. As cargas horárias mínimas variam entre 12 horas e 40 horas semanais. Os cargos oferecem benefícios como auxílio-transporte, alimentação para jornadas superiores a seis horas, conforme previsão em acordo coletivo de trabalho, na forma de alimentação in natura ou auxílio-refeição, quando não houver fornecimento de alimentação no local de trabalho, além de auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio maternidade e paternidade estendidos e auxílio funeral, conforme os normativos internos e os acordos coletivos de trabalho. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo IgesDF | Foto: Divulgação/IgesDF Especialidades médicas Com remuneração bruta de R$ 16.030,94 e carga horária mínima de 24 horas semanais, a seleção para médico cirurgião vascular está prevista no Edital nº 101/2026. Para concorrer, é necessário possuir graduação em Medicina reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), residência ou título de especialista em Cirurgia Vascular e experiência mínima de seis meses na especialidade. Entre os diferenciais estão experiência no manejo de doenças arteriais obstrutivas periféricas, incluindo tratamentos clínico, cirúrgico e intervencionista, além de formação em angiorradiologia e cirurgia endovascular ou em radiologia intervencionista e angiorradiologia. Na área de ecografia vascular, o Edital nº 102/2026 oferece oportunidade para médico ecografista vascular com doppler, com remuneração bruta de R$ 9.057,84 e jornada mínima de 12 horas semanais. Os candidatos devem possuir graduação em Medicina, registro no CRM, residência ou título de especialista em radiologia, cirurgia vascular ou angiologia e certificado de área de atuação em ecografia vascular com doppler. Também é exigida experiência mínima de seis meses na realização desses exames. Enfermagem Para enfermeiro estomaterapeuta, a remuneração bruta é de R$ 4.894,57, com carga horária mínima de 36 horas semanais. A oportunidade integra o Edital nº 103/2026. Podem participar profissionais com graduação em Enfermagem reconhecida pelo MEC, registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren), pós-graduação em andamento em estomaterapia ou dermatologia e experiência mínima de seis meses em uma dessas áreas. Área técnica O processo destinado a técnico de necropsia oferece remuneração bruta de R$ 2.524,83 e jornada mínima de 36 horas semanais. A seleção está prevista no Edital nº 104/2026. Os candidatos devem possuir curso técnico completo em Necropsia e experiência mínima de seis meses na função. Entre os requisitos desejáveis estão cursos de anatomia humana, anatomia patológica ou medicina legal, com carga horária mínima de 40 horas. Carreira e desempenho Na área de gestão de pessoas, o cargo de Analista III – Carreira e Desempenho tem remuneração bruta de R$ 5.886,92 e carga horária mínima de 40 horas semanais, conforme o Edital nº 105/2026. A oportunidade é destinada a profissionais graduados em administração, gestão de recursos humanos, processos gerenciais, gestão pública ou psicologia, com pós-graduação na área de gestão de pessoas ou gestão de remuneração. Também são exigidas experiências mínimas de seis meses em cargos e salários, gestão e análise de indicadores de recursos humanos e acompanhamento de custos de pessoal, além de cursos de Cargos e Salários e Excel. Entre os diferenciais estão experiência com implantação de plano de cargos e salários e avaliação de desempenho, além de cursos de Treinamento e Desenvolvimento ou Avaliação de Desempenho e do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Contratos Já para Analista II — Contratos, o salário bruto é de R$ 5.119,06, com jornada mínima de 40 horas semanais. A vaga integra o Edital nº 106/2026. Podem participar profissionais graduados em Administração, Direito, Gestão Pública ou Gestão Hospitalar, com pós-graduação completa ou em andamento em áreas relacionadas à gestão e fiscalização de contratos, Direito Administrativo, Gestão Pública ou Gestão Hospitalar. Também são exigidos curso de gestão ou fiscalização de contratos, com carga horária mínima de 40 horas, e experiência mínima de seis meses como analista na área de contratos administrativos. Curso do SEI, capacitação em Excel e experiência com contratos em instituições de saúde, ambiente hospitalar ou administração pública são considerados diferenciais. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site processoseletivo.igesdf.org.br, onde também estão disponíveis os editais completos e os cronogramas das seleções. Os processos permitirão que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial, técnica e administrativa das unidades da rede. Com a abertura das seleções, o IgesDF amplia seu banco de profissionais para fortalecer as equipes e contribuir para a qualidade e a capacidade de atendimento à população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Aberta seleção para enfermeiro de urgência e emergência
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para processo seletivo simplificado para enfermeiro com atuação em urgência e emergência. A remuneração bruta é de R$ 4.894,57, com carga horária mínima de 36 horas semanais. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto. O cargo oferece benefícios como auxílio-transporte, alimentação para jornadas superiores a seis horas, conforme previsão em Acordo Coletivo de Trabalho, na forma de alimentação in natura ou auxílio-refeição, quando não houver fornecimento de alimentação no local de trabalho, além de auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio maternidade e paternidade estendidos e auxílio funeral, conforme os normativos internos e os acordos coletivos de trabalho. Requisitos Previsto no Edital nº 100/2026, o processo seletivo é destinado a profissionais com graduação em Enfermagem reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e pós-graduação, ainda que em andamento, em Enfermagem em Urgência e Emergência. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto | Foto: Divulgação/IgesDF Também é exigida experiência mínima de seis meses como enfermeiro na área de urgência e emergência. Entre os requisitos desejáveis estão curso de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), com carga horária mínima de 16 horas, além de experiência com protocolos de acolhimento e classificação de risco, como Manchester ou os adotados pela Secretaria de Saúde. O edital também considera como diferencial a experiência em processos de acreditação hospitalar. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site processoseletivo.igesdf.org.br, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma da seleção. A seleção permitirá que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Com a abertura do processo, o IgesDF amplia seu banco de profissionais capacitados para atuar em situações de urgência e emergência, contribuindo para o fortalecimento da assistência prestada nas unidades da rede. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre seleção para assistente social com atuação psicossocial
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro reserva para assistente social com atuação psicossocial. A remuneração bruta é de R$ 3.639,02, com carga horária mínima de 30 horas semanais. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto. O cargo oferece benefícios como auxílio-transporte, alimentação para jornadas superiores a seis horas, conforme previsão em Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), na forma de alimentação in natura ou auxílio-refeição, quando não houver fornecimento de alimentação no local de trabalho, além de auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio maternidade e paternidade estendidos e auxílio funeral, conforme os normativos internos e os acordos coletivos de trabalho. Requisitos Previsto no Edital nº 099/2026, o processo seletivo é destinado a profissionais com graduação em serviço social reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e registro ativo no Conselho Regional de Serviço Social (Cress). Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto | Foto: Divulgação/IgesDF Também é exigida pós-graduação completa em áreas como serviço social na saúde, saúde pública, saúde coletiva, atenção psicossocial, saúde mental, direitos humanos, políticas públicas, proteção social, violência e garantia de direitos ou gestão em saúde, além de experiência mínima de seis meses como assistente social. Entre os requisitos desejáveis estão experiência em programas ou projetos voltados à assistência de pessoas em situação de vulnerabilidade ou violência e atuação integrada com serviços da Rede de Atenção à Saúde, do Sistema Único de Assistência Social (Suas) ou do Sistema de Garantia de Direitos. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site processoseletivo.igesdf.org.br, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma da seleção. O edital tem como objetivo a formação de cadastro reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Com a abertura da seleção, o IgesDF amplia seu banco de profissionais para fortalecer o atendimento psicossocial, a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade e a articulação com diferentes serviços da rede de saúde e assistência social. *Com informações do IgesDF
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Reorganização de fluxos vai tornar mais ágil o atendimento na ortopedia do HBDF
Reduzir o tempo de espera entre as etapas da internação, agilizar a liberação de leitos e ampliar o acesso ao tratamento ortopédico. Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou uma série de reuniões e oficinas para reorganizar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado. O trabalho é coordenado pela Superintendência de Qualidade e Melhoria de Processos (Sumec), em parceria com a Gerência-Geral de Assistência (Gegas) do Hospital de Base, e utiliza ferramentas da metodologia Lean Healthcare, amplamente empregada para identificar oportunidades de melhoria e aumentar a eficiência dos serviços. Para a gerente-geral de Assistência do Hospital de Base, Ana Patrícia de Paula, a reorganização dos fluxos representa uma mudança na forma como o cuidado é conduzido dentro da unidade. O projeto busca fortalecer a integração entre as equipes para que o paciente tenha uma assistência mais contínua, segura e organizada durante toda a internação. A estratégia também incorpora o conceito de navegação do paciente, modelo que acompanha de forma organizada toda a trajetória da internação. O objetivo é garantir que as informações circulem entre as equipes de forma segura e que cada etapa do atendimento aconteça no momento adequado, favorecendo a continuidade do cuidado até a alta hospitalar. A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas para analisar toda a jornada da internação, desde a realização de exames e procedimentos cirúrgicos até transferências e planejamento da alta hospitalar, tornando o atendimento mais eficiente e integrado | Foto: Divulgação/IgesDF "O paciente precisa estar no centro de todas as decisões. Quando cada profissional compreende seu papel e atua de forma integrada com as demais equipes, conseguimos oferecer uma assistência mais segura, reduzir o tempo entre as etapas do cuidado e proporcionar uma experiência melhor para quem está internado", afirma. Para a gerente-geral de Excelência Operacional, Isabel Lima, um dos principais ganhos da iniciativa é a visão ampliada sobre a assistência prestada. "O mapeamento permite enxergar o processo como um todo, identificar o que agrega valor ao paciente e compreender as necessidades de cada área envolvida", destaca. Na prática, os resultados já começam a ser percebidos pelas equipes que atuam diretamente na unidade. A enfermeira da ortopedia Thailla Rocha acompanha de perto as discussões e observa avanços importantes na integração entre os profissionais. "A comunicação entre enfermagem, transporte, radiologia, gestão de leitos e demais setores envolvidos se fortaleceu significativamente, permitindo mais agilidade em etapas essenciais para o cuidado ao paciente", afirma. Segundo ela, essa aproximação tem contribuído para tornar a assistência mais fluida e organizada. "A realização de exames, o planejamento das cirurgias, as admissões, transferências e altas passaram a ocorrer de forma mais alinhada entre as equipes, reduzindo etapas desnecessárias e favorecendo uma condução mais eficiente da jornada do paciente", ressalta. Trabalho integrado As oficinas reúnem representantes da ortopedia, enfermagem, gestão de leitos, radiologia, transporte interno, higienização, hotelaria e outros setores que participam diretamente da jornada do paciente. Para a coordenadora de Melhoria Contínua, Bruna Canedo, reunir todos os envolvidos em um mesmo processo é o que permite identificar oportunidades de melhoria de forma mais eficiente. "Quando todas as equipes analisam juntas o fluxo completo, conseguimos identificar oportunidades de melhoria e direcionar esforços para tornar o processo mais integrado e eficiente", explica. Durante os encontros, os profissionais mapeiam cada etapa da assistência, identificando tempos de espera, pontos de atenção e possibilidades de aperfeiçoamento. A análise permitiu visualizar desde o planejamento da alta hospitalar até a realização de exames, o transporte interno, a higienização dos leitos e a comunicação entre os setores, criando uma base sólida para a elaboração de um plano de ação voltado à melhoria contínua. A iniciativa também beneficia pacientes que aguardam atendimento especializado. Com processos mais integrados e previsíveis, os leitos podem ser liberados mais rapidamente, ampliando a capacidade de atendimento da unidade e reduzindo o tempo de espera por novas internações. Para Bruna Canedo, o impacto vai além dos indicadores operacionais. "O principal resultado esperado é construir um fluxo cada vez mais eficiente, permitindo que o paciente receba a assistência necessária no tempo adequado e que as equipes atuem de forma mais integrada ao longo de toda a jornada hospitalar", pontua. As reuniões seguem em andamento e darão origem a novas ações de melhoria ao longo dos próximos meses. A expectativa é consolidar um modelo cada vez mais colaborativo, no qual diferentes áreas atuem de forma integrada para aprimorar os fluxos assistenciais da ortopedia do Hospital de Base. Mais do que otimizar processos, a iniciativa busca tornar a utilização dos recursos hospitalares mais eficiente, fortalecendo a capacidade de atendimento e beneficiando diretamente a população atendida. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Capacitação amplia acolhimento e cuidado à população LGBTQIA+ em hospitais do DF
Encerrando o mês de junho, reconhecido internacionalmente como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nessa segunda-feira (30), um encontro multiprofissional voltado para o fortalecimento da assistência prestada à população LGBTQIA+ nos serviços de saúde. A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero, discutindo práticas clínicas inclusivas, humanizadas, éticas e baseadas no respeito às diferenças. A proposta é qualificar o atendimento, reduzir barreiras de acesso e fortalecer o vínculo entre profissionais e pacientes. O enfermeiro do IgesDF Maxsuel Dias explica que a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o conhecimento dos profissionais sobre as demandas específicas da população LGBTQIA+, desde a desconstrução de preconceitos até a oferta de um atendimento mais qualificado. “São especialidades que a comunidade costuma ter demandas específicas e que podem não receber o acolhimento necessário por falta de preparo ou por preconceito", explica. A psicóloga Sandra Alves elogiou a iniciativa. "Esse conhecimento é fundamental para que eu possa oferecer o melhor apoio possível e garantir que meu atendimento seja cada vez mais acolhedor e respeitoso com o paciente", ressalta. A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre diversidade sexual e de gênero, discutindo práticas clínicas inclusivas, humanizadas, éticas e baseadas no respeito às diferenças | Foto: Divulgação/IgesDF Reunião de especialistas Desde 2011, o Brasil conta com a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, criada para garantir o acesso da população LGBTQIA+ aos serviços de saúde e combater a discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços, especialistas apontam que ainda existem desafios para tornar o atendimento plenamente inclusivo. A fisioterapeuta pélvica Isabela Felix Alencar de Sousa destacou que o respeito à identidade de gênero e à sexualidade é essencial para estabelecer uma relação de confiança com o paciente. "Sem respeitar o gênero e a sexualidade, é impossível construir um vínculo terapêutico e oferecer um tratamento de qualidade", afirma. Segundo ela, é preciso reverter o despreparo profissional a partir de materiais informativos, políticas públicas, reestruturação curricular, desconstrução cultural e criando uma equipe inclusiva. "Toda a equipe precisa estar preparada, desde os recepcionistas, que fazem o primeiro contato com o paciente, até médicos e técnicos", completa. Convidado especial do encontro, o médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES), Bruno Pereira Stelet, ressaltou que falar sobre sexualidade deve fazer parte da prática cotidiana dos profissionais de saúde, como componente essencial de um atendimento integral. "Não podemos presumir informações sobre o paciente. Precisamos perguntar de forma respeitosa e criar um ambiente seguro para que ele possa falar abertamente sobre suas necessidades", observa. Especialista em fenomenologia existencial e sexologia clínica, Alã Nunes destacou que o acolhimento começa na escuta qualificada e na forma como os profissionais se relacionam com quem busca atendimento. "O preconceito pode aparecer de maneira sutil, na linguagem utilizada, em julgamentos ou até em ambientes pouco acolhedores", explica. Para ele, não é necessário dominar todas as especificidades da população LGBTQIA+ para prestar um atendimento de qualidade. "O acolhimento transforma o cuidado. Não é preciso conhecer todas as experiências da população LGBTQIA+, mas ouvir, validar, respeitar e cuidar sem preconceitos", afirma. O médico infectologista Lino Neves da Silveira ressaltou que compreender a realidade de cada paciente contribui diretamente para um cuidado mais efetivo. "Precisamos oferecer a cada pessoa aquilo de que ela realmente necessita, considerando suas demandas específicas", resume. Segundo o especialista, o preconceito ainda é um dos fatores que afastam essa população dos serviços de saúde. "Os estigmas fazem com que muitos pacientes tenham receio de procurar atendimento. Como consequência, acabam chegando aos serviços apenas quando a situação já está mais grave, o que dificulta o tratamento e pode comprometer os resultados", conclui. Promovido pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio do Núcleo de Educação Permanente (Nudep), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), o encontro foi realizado nos formatos presencial e online e reuniu profissionais de diferentes áreas, promovendo um debate multidisciplinar e ampliando as reflexões sobre o tema. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Diabetes gestacional exige diagnóstico precoce para proteger mãe e bebê
Encerrando a série de orientações em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, especialistas chamam atenção para um tipo da doença que exige acompanhamento ainda mais cuidadoso: o diabetes gestacional. A condição pode surgir durante a gravidez, muitas vezes sem provocar sintomas, e aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê quando não é identificada e tratada precocemente. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação. Por isso, manter o acompanhamento médico e realizar todos os exames recomendados é fundamental para identificar precocemente alterações nos níveis de glicose e iniciar o tratamento quando necessário. Embora muitas gestantes não apresentem sintomas, algumas podem perceber sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço intenso, visão embaçada, tonturas e inchaço. Ana Caroline da Silva faz parte dessa estatística. Na quarta gestação, foi a primeira vez que recebeu o diagnóstico, aos sete meses de gravidez. "Comecei a inchar muito e sentir tonturas. Procurei atendimento médico e, no exame da curva glicêmica, o resultado veio alterado", relata. Moradora do Pedregal, no Novo Gama (GO), Ana Caroline está internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência no atendimento a gestantes de alto risco da região Sul do Distrito Federal e Entorno. Ela permanece sob os cuidados da equipe médica, que avalia a melhor conduta para o caso. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação | Foto: Divulgação/IgesDF A ginecologista e obstetra do pré-natal de alto risco da unidade, Ana Carolina Ramiro, alerta que manter os níveis de glicose elevados durante a gestação pode comprometer a saúde da mãe e do bebê. "Os bebês podem sofrer com a redução da oxigenação ainda dentro do útero. Em situações mais graves, infelizmente, há risco de morte fetal. Além disso, essas mulheres têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida", explica. Segundo a especialista, o diabetes gestacional ocorre principalmente devido à ação de hormônios produzidos pela placenta, que aumentam a resistência à insulina durante a gravidez. Como consequência, o pâncreas precisa trabalhar mais para manter o equilíbrio da glicose no organismo. Em algumas mulheres, porém, essa compensação não acontece de forma suficiente, provocando o aumento do açúcar no sangue. O diagnóstico pode ser realizado por meio da glicemia de jejum ainda no primeiro trimestre da gestação ou entre a 24ª e a 28ª semana, com a realização do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como exame da curva glicêmica. Hábitos saudáveis ajudam na prevenção Embora possa acometer qualquer gestante, algumas mulheres apresentam maior predisposição para desenvolver diabetes gestacional. Entre os principais fatores de risco estão idade materna avançada, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, hipertensão durante a gravidez, síndrome dos ovários policísticos e gestação múltipla. Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos e contribui para uma gravidez mais segura. "Atividades como caminhada, hidroginástica ou dança podem fazer toda a diferença durante a gestação. Também é importante manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de açúcar, dormir bem, controlar o estresse e comparecer a todas as consultas do pré-natal. São cuidados simples que ajudam a proteger a saúde da mãe e do bebê", orienta Ana Carolina. Atendimento especializado para gestantes de alto risco Para garantir esse cuidado, o ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realiza diariamente atendimentos voltados ao pré-natal de alto risco. O acesso ao serviço tem início nas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames especializados. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que organiza o acesso às vagas disponíveis. Segundo a ginecologista e obstetra Ana Carolina Ramiro, o diabetes gestacional costuma regredir após o parto. "Mesmo assim, essas mulheres devem manter acompanhamento médico, porque apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. O seguimento no pós-parto é fundamental para monitorar a glicemia, identificar precocemente possíveis alterações e adotar medidas que contribuam para a manutenção da saúde da mãe", orienta. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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UPAs do DF reforçam assistência no atendimento de complicações da diabetes
Às vésperas do Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas alertam que reconhecer os sinais de descompensação da doença e procurar atendimento rapidamente pode evitar complicações graves. Entre janeiro e maio deste ano, as 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) atenderam 604 pacientes com diabetes e complicações relacionadas à doença. As UPAs têm papel fundamental no atendimento de urgência a pacientes que apresentam alterações agudas da glicemia, como hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose diabética. Nesses casos, a assistência rápida permite estabilizar o quadro clínico e, quando necessário, encaminhar o paciente para unidades de maior complexidade. Foi exatamente essa assistência que fez a diferença para Jorge Chaves, de 46 anos. Nesta semana, ele procurou a UPA de Vicente Pires após apresentar um quadro de cetoacidose diabética, uma complicação grave da doença que exige atendimento imediato. "Sou uma pessoa com diabetes e precisei buscar ajuda na UPA de Vicente Pires por causa de uma emergência causada pela doença. Fui atendido rapidamente por profissionais preparados, que logo iniciaram o tratamento. Em momentos como esse, procurar uma UPA faz diferença", relata. As UPAs têm papel fundamental no atendimento de urgência a pacientes que apresentam alterações agudas da glicemia, como hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose diabética | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o gerente da unidade, Jackson Teixeira, os quadros mais frequentes estão relacionados às alterações agudas da glicemia. Pacientes costumam procurar atendimento após apresentarem sintomas como fraqueza intensa, tonturas, náuseas, vômitos, sonolência ou mal-estar. "Quanto mais cedo ocorre a assistência, maiores são as chances de estabilização clínica e recuperação do paciente", destaca. As UPAs integram uma rede de cuidado que funciona de forma articulada. Após a avaliação e o tratamento inicial, os pacientes podem receber alta com orientações ou, quando necessário, ser encaminhados para hospitais de maior complexidade. "As unidades têm papel estratégico porque garantem a estabilização dos quadros agudos e contribuem para a continuidade do cuidado dentro da rede pública de saúde", acrescenta o gestor. Atendimento integrado A nutricionista da UPA de Vicente Pires, Bruna Pires, conhece essa realidade de dois lados. Além de ser profissional de saúde, ela convive com o diabetes. "O acompanhamento adequado, a alimentação equilibrada, o uso correto das medicações e o monitoramento da glicemia são fundamentais para manter a qualidade de vida e prevenir complicações", afirma. Bruna observa que muitos pacientes chegam às unidades assustados e inseguros diante de uma descompensação da doença. Por isso, o acolhimento é tão importante quanto o tratamento clínico. "Muitas vezes, a pessoa precisa de orientação e tranquilidade para entender o que está acontecendo e quais serão os próximos passos do cuidado", ressalta. Em Brazlândia, a coordenadora de enfermagem da UPA, Rayane Pergentino, explica que as ocorrências mais frequentes atendidas pelas equipes são episódios de hipoglicemia, hiperglicemia e complicações relacionadas ao pé diabético, condição que pode provocar perda de sensibilidade nos pés, dificultar a cicatrização e aumentar o risco de infecções. Segundo ela, reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda rapidamente pode evitar agravamentos. "Quanto mais cedo a descompensação é identificada e tratada, maiores são as chances de evitar complicações e restabelecer o equilíbrio do organismo com segurança", pontua. Embora as UPAs sejam responsáveis pelo atendimento dos quadros agudos e emergenciais, o acompanhamento contínuo do diabetes é realizado principalmente nas unidades básicas de saúde (UBSs), geridas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), onde os pacientes recebem acompanhamento multiprofissional, orientações e monitoramento regular da doença. "Manter o tratamento conforme orientação da equipe de saúde, monitorar a glicemia regularmente e adotar hábitos saudáveis continuam sendo as principais formas de prevenir complicações. Ainda assim, quando surgem sinais de descompensação, as UPAs permanecem preparadas para oferecer assistência rápida e qualificada", conclui Rayane. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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HBDF recebe prêmio internacional por atendimento a pacientes com AVC
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi reconhecido durante o Global Stroke Alliance 2026, em São Paulo, pela excelência no atendimento prestado a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A unidade conquistou, pela segunda vez, a certificação Diamante da iniciativa internacional Angels, a mais alta categoria do programa, que avalia indicadores de qualidade assistencial, agilidade no atendimento e a eficiência dos serviços especializados no cuidado ao AVC. Na prática, a certificação atesta que os pacientes atendidos no Hospital de Base contam com uma assistência cada vez mais rápida e alinhada às melhores práticas internacionais, fator decisivo para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação após um AVC. A iniciativa Angels atua globalmente no apoio à implementação de protocolos e à qualificação da assistência ao AVC, incentivando hospitais a aprimorarem continuamente seus processos e resultados clínicos. A certificação é concedida com base em critérios rigorosos relacionados à rapidez do atendimento, à adesão às boas práticas e à qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. De acordo com a neurologista do HBDF Letícia Costa Rebello, o reconhecimento está diretamente ligado ao desempenho das equipes na assistência aos pacientes." Recebemos a certificação Diamante, que é a mais alta categoria da iniciativa. Esse resultado demonstra que conseguimos atender nossos pacientes com mais rapidez e qualidade, algo fundamental quando falamos de AVC, porque tempo é cérebro e cada minuto faz diferença para reduzir sequelas e melhorar o prognóstico", explica. Segundo a médica, esta é a segunda vez que o Hospital de Base recebe a premiação, reforçando a consolidação da unidade como referência no cuidado ao AVC. "Além do reconhecimento recebido durante o congresso, em julho receberemos uma placa que ficará exposta no hospital. Isso mostra o comprometimento das nossas equipes e nos motiva a continuar aprimorando nossos indicadores e a qualidade da assistência oferecida à população", afirma. Reconhecimento pela qualidade assistencial A certificação foi entregue durante encontro promovido pela Rede Brasil AVC e pela Sociedade Brasileira de AVC, com participação do Ministério da Saúde. O evento, encerrado na última sexta-feira (19), reuniu especialistas, gestores e instituições de diferentes regiões do país para discutir estratégias de fortalecimento da linha de cuidado do AVC e ampliação do acesso ao tratamento. O Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), também vem se destacando pela participação em pesquisas voltadas ao aprimoramento do tratamento oferecido na rede pública. A unidade participou do estudo Resilient, que produziu evidências científicas comprovando a eficácia da trombectomia mecânica no SUS, e segue envolvida em outras pesquisas na área. Durante o congresso, o protagonismo do HBDF em estudos clínicos em andamento também foi reconhecido em razão do elevado número de pacientes recrutados. Segundo a neurologista e pesquisadora Júlia Carolina Ribeiro, tanto os resultados já publicados quanto o desempenho atual das equipes contribuem para fortalecer o tratamento do AVC no país. "Essa conquista representa o esforço coletivo de todos os envolvidos, desde os pacientes que confiaram nas pesquisas até os profissionais da assistência e da pesquisa que tornaram esse trabalho possível", completa. Produção científica que gera resultados O estudo contou com o apoio da Gerência de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) do IgesDF, responsável por fortalecer a produção científica e a inovação em saúde nas unidades administradas pelo Instituto. Para a gerente da área, Ana Carolina Lagôa, o reconhecimento evidencia a capacidade do Hospital de Base de aliar assistência qualificada e desenvolvimento científico em benefício da população. "A participação em iniciativas como essa demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido por nossos pesquisadores e equipes assistenciais. Também reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa clínica dentro da rede pública, permitindo que o conhecimento produzido gere benefícios concretos para os pacientes", destaca. No Hospital de Base, os estudos envolvem profissionais da neurologia, neurocirurgia, enfermagem e equipes de pesquisa clínica, fortalecendo a integração entre assistência, inovação e produção científica. Referência no cuidado ao AVC O acidente vascular cerebral está entre as principais causas de morte e incapacidade no país. Por isso, reduzir o tempo entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento é essencial para preservar funções neurológicas, aumentar as chances de recuperação e diminuir o impacto das sequelas. O Global Stroke Alliance é um movimento internacional criado para estimular melhorias na assistência ao AVC. Lançado no Brasil em 2020, reúne profissionais, gestores e instituições comprometidos com a redução de mortes e incapacidades provocadas pela doença por meio da organização de sistemas de cuidado baseados em evidências científicas e nas melhores práticas assistenciais. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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HRSM utiliza 253 câmeras para ampliar a segurança de pacientes e profissionais
Mais de 71 mil pessoas passaram pela portaria central do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) entre janeiro e abril deste ano. O intenso fluxo de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais exige uma estrutura permanente de monitoramento para reforçar a segurança na unidade. Desse total, 40.525 acessos foram de acompanhantes, 14.685 de visitantes e 16.433 classificados como trânsito geral, o que representa uma média de quase 600 pessoas por dia passando pelo principal acesso do hospital. Para atender a essa demanda, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) conta com uma estrutura de videomonitoramento formada por 253 câmeras, sendo 20 delas equipadas com recursos de inteligência artificial. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos, auxiliando na prevenção de ocorrências e dando suporte às equipes responsáveis pela proteção do patrimônio e das pessoas. Para ampliar a eficiência desse monitoramento, uma cooperação técnica entre a Superintendência de Operações (Suope) do IgesDF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) permite o compartilhamento de registros, contribuindo para a análise de situações ocorridas tanto dentro quanto no entorno da unidade. Na prática, os recursos tecnológicos têm se mostrado importantes aliados das equipes de vigilância patrimonial. De acordo com o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Antônio Araújo, a ferramenta desempenha papel fundamental na apuração de ocorrências. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos | Foto: Divulgação/IgesDF "Recebemos com frequência relatos de objetos esquecidos e casos de furtos de celulares. Com o apoio das câmeras, conseguimos rastrear movimentações, verificar o que aconteceu e reunir informações que auxiliam na apuração dos fatos", explica. Além do registro de ocorrências, a plataforma utiliza recursos de análise inteligente capazes de identificar movimentações incomuns, invasões de perímetro e aglomerações, ampliando a capacidade de prevenção e de resposta das equipes. Monitoramento em tempo real Para o chefe do Núcleo de Monitoramento Remoto (Numor) do IgesDF, Daniel Rabelo, o videomonitoramento vai além da vigilância e se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão hospitalar. "Ter uma visão ampla do que acontece nos diferentes espaços faz a diferença. O acompanhamento em tempo real contribui para que todos se sintam mais seguros durante sua permanência no hospital", afirma. A sensação de segurança também é percebida por quem frequenta a unidade. Entre eles está Regina da Silva, que acompanha a mãe, Rosalina da Silva, internada há duas semanas. "A gente sempre fica atento aos nossos pertences, mas saber que existe uma estrutura acompanhando o ambiente traz mais tranquilidade", relata. Todo o processo é coordenado pela Gerência Operacional do IgesDF e segue protocolos rigorosos de sigilo e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo que o monitoramento ocorra de forma responsável e alinhada às normas vigentes. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Profissionais do HRSM vivenciam rotina de pacientes com bolsa de estomia para fortalecer atendimento humanizado
Como tomar banho, dormir, trabalhar ou simplesmente se sentir confortável usando uma bolsa de estomia? Para compreender melhor a realidade dos pacientes que convivem com o dispositivo, profissionais da clínica médica do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) trocaram o papel de cuidadores pelo de pacientes durante uma dinâmica de sensibilização promovida na unidade. A iniciativa permitiu que enfermeiros e técnicos de enfermagem experimentassem parte dos desafios enfrentados diariamente por pessoas que utilizam bolsas de estomia. O dispositivo é utilizado por pacientes que passaram por cirurgias no intestino ou no sistema urinário, permitindo a coleta de fezes ou urina por meio de uma abertura criada no abdômen. Mais do que reforçar conhecimentos técnicos, a proposta buscou desenvolver empatia e fortalecer a humanização no atendimento prestado aos pacientes. A ação foi realizada no HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), diante do aumento do número de pacientes atendidos na unidade que passaram por cirurgias e necessitam utilizar bolsas de estomia, seja em decorrência de câncer ou de outras condições clínicas complexas. "Muitos profissionais ainda tinham insegurança para realizar alguns cuidados e demonstravam receio por falta de familiaridade com a situação. Então pensamos em uma estratégia que pudesse aproximar a equipe dessa experiência", explica Vitor Firmino, enfermeiro estomaterapeuta do HRSM. O dispositivo é utilizado por pacientes que passaram por cirurgias no intestino ou no sistema urinário, permitindo a coleta de fezes ou urina por meio de uma abertura criada no abdômen | Foto: Divulgação/IgesDF Cada participante recebeu uma bolsa de estomia para fixar no próprio abdômen e foi orientado a realizar os cuidados de rotina necessários para o uso do dispositivo. O desafio era permanecer o maior tempo possível utilizando a bolsa durante as atividades do dia a dia. Para tornar a experiência ainda mais motivadora, a ação contou com premiações para os participantes que permanecessem mais tempo na dinâmica. Entre os brindes estavam almoços em restaurantes, chocolates, bolos e até sessões de hidratação capilar. Quando a experiência muda o olhar A proposta rapidamente conquistou adesão entre os profissionais. Cerca de 60% da equipe da Clínica Médica participou voluntariamente da atividade, reunindo aproximadamente 30 colaboradores. Uma das idealizadoras da iniciativa, a estomaterapeuta Cristiane Fernandes, conta que o resultado foi além do esperado. "Nosso objetivo era reforçar os conhecimentos técnicos, mas fomos surpreendidos pela sensibilidade de cada participante. Ao vivenciar na prática os desafios de usar uma bolsa de estomia, eles passaram a enxergar essa realidade de forma muito mais humana", destaca. Entre os participantes estava a enfermeira Edna Soares, que já acompanhou familiares que precisaram utilizar o dispositivo. Para ela, a experiência proporcionou uma nova compreensão sobre as dificuldades enfrentadas pelos pacientes. "Mesmo por pouco tempo, foi possível perceber o desconforto que ela provoca. A pele fica irritada, surge a coceira, é difícil encontrar uma posição confortável para dormir e isso acaba gerando desgaste emocional. Além das limitações físicas, muitas pessoas enfrentam vergonha, insegurança e receio de passar por situações constrangedoras", relata. Segundo Edna, compreender essas dificuldades faz diferença na forma de acolher e orientar quem passa por esse processo. "Hoje existem bolsas mais seguras e confortáveis, que oferecem mais qualidade de vida. Por isso, também precisamos incentivar a independência e mostrar que é possível manter a rotina, conviver socialmente e seguir em frente sem se sentir excluído", afirma. Para a enfermeira, a iniciativa reforçou a importância de um atendimento cada vez mais humanizado. "Foi uma vivência muito rica. Quem precisa usar esse dispositivo merece ser tratado com respeito, atenção e sensibilidade. Estamos falando de pessoas que necessitam não apenas de assistência, mas também de compreensão e acolhimento", conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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UPAs do DF registram mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios em maio
Mais de 8,6 mil atendimentos por sintomas respiratórios foram realizados nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal em maio. O aumento da procura, de 11,7% em relação a abril, acompanha o avanço dos quadros respiratórios registrados nesta época do ano. Os grupos que mais buscaram atendimento foram adultos entre 20 e 29 anos e crianças de 1 a 4 anos, faixa etária mais vulnerável às doenças típicas desta época do ano. Foi a preocupação com a persistência dos sintomas que levou a auxiliar administrativa Ana Paula Figueiredo, 32 anos, a procurar atendimento para a filha de 2 anos. “Eu achei que era só uma gripe, mas quando ela começou a ficar mais molinha e não queria comer, fiquei preocupada. Na unidade explicaram o que precisava observar e saí mais tranquila”, conta. As doenças típicas deste período continuam entre os principais motivos de procura pediátrica. Atualmente, a assistência infantil está disponível nas unidades de Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia. Em maio, as unidades do Recanto das Emas e de Sobradinho registraram os maiores volumes de atendimentos relacionados a sintomas respiratórios, com 1.261 e 1.260 registros, respectivamente. De acordo com o pediatra Wilson Luiz Maldonado de Aguiar, da UPA do Recanto das Emas, a maioria dos casos envolve infecções leves das vias aéreas superiores. “As manifestações mais frequentes são tosse, coriza, febre baixa e obstrução nasal. Nos bebês menores de seis meses também observamos dificuldade para mamar e redução da alimentação”, observa. Os grupos que mais buscaram atendimento foram adultos entre 20 e 29 anos e crianças de 1 a 4 anos, faixa etária mais vulnerável às doenças típicas desta época do ano | Fotos: Divulgação/IgesDF Apesar de muitos quadros evoluírem de forma favorável, alguns sinais exigem atenção imediata dos responsáveis. “Febre persistente, prostração, dificuldade para respirar, recusa alimentar, sinais de desidratação e alterações importantes no comportamento da criança merecem avaliação médica. Em bebês menores de três meses, qualquer episódio de febre deve ser investigado”, alerta. O médico ressalta ainda que a baixa umidade contribui para agravar os sintomas. “O clima seco irrita as vias respiratórias, favorece crises alérgicas e pode prolongar a recuperação de quem já está doente”, afirma. Segundo a coordenadora médica da UPA do Gama, Juliana de Almeida Barros, as alergias também aumentam nesta época do ano. “Neste período, há um agravamento das crises asmáticas, rinite, sinusite e infecções respiratórias. Muitas pessoas chegam às unidades quando os sintomas já estão mais intensos”, adverte. Apesar do aumento da demanda, a maior parte dos pacientes apresentou quadros considerados leves. Dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pelas 13 UPAs do DF, mostram que 53% dos atendimentos receberam classificação verde, destinada a casos de menor urgência. Outros 34% foram classificados como amarelos, enquanto os casos mais graves, identificados pelas pulseiras laranja e vermelha, representaram pouco mais de 9% dos registros. Como funciona o atendimento Uma das principais dúvidas dos usuários das UPAs está relacionada ao tempo de espera. O atendimento segue critérios clínicos definidos durante a classificação de risco, realizada logo após o cadastro. A gerente-geral de Assistência das UPAs, Adriana Gonçalves, explica que o processo vai muito além da simples identificação dos sintomas. “Os enfermeiros avaliam sinais vitais, intensidade das queixas, tempo de evolução do problema, condições de saúde preexistentes e possíveis sinais de agravamento. É essa análise que determina a prioridade do atendimento, garantindo mais segurança aos pacientes”, explica. Entre os sinais que recebem atenção imediata estão falta de ar intensa, dor no peito, alterações neurológicas e suspeitas de infecção grave. Nem sempre quem chega primeiro é atendido primeiro. A especialista reforça que a ordem de chegada não é o principal critério para definir quem tem preferência no atendimento. “Nosso objetivo é identificar rapidamente quem corre maior risco de agravamento. Isso permite direcionar recursos e assistência para quem realmente precisa de atendimento imediato”, destaca. Apesar do aumento da demanda, a maior parte dos pacientes apresentou quadros considerados leves Pacientes classificados como Pouco Urgente (verde) e Não Urgente (azul) podem seguir fluxos assistenciais diferenciados, incluindo a possibilidade de atendimento por teleconsulta, serviço disponível nas 13 unidades do DF. “O teleatendimento atua como uma ferramenta complementar ao atendimento presencial. Após o acolhimento e a classificação de risco, os pacientes pouco urgentes ou não urgentes têm a opção da teleconsulta. Se durante a avaliação, o médico identificar a necessidade de exame físico ou de uma abordagem presencial, o atendimento pode ser convertido, garantindo a continuidade da assistência e o adequado direcionamento do paciente”, complementa Adriana. Segundo o superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, as unidades têm organizado seus fluxos internos para priorizar pacientes conforme a gravidade clínica e garantir atendimento oportuno aos casos mais urgentes. “Mesmo diante desse cenário, as equipes seguem atuando de forma coordenada para garantir acolhimento, classificação de risco e continuidade do cuidado aos usuários”, destaca. Quando procurar ajuda Especialistas recomendam procurar avaliação médica principalmente em situações como: - dificuldade para respirar; - febre persistente ou muito alta; - sinais de desidratação; - sonolência excessiva; - piora rápida do quadro; - recusa alimentar, especialmente em crianças; - lábios arroxeados; - redução importante da ingestão de líquidos. Manter vacinação atualizada, beber bastante água, realizar lavagem nasal com soro fisiológico e evitar ambientes fechados ajudam a reduzir complicações. Especialistas reforçam que procurar ajuda logo nos primeiros sinais de piora pode evitar agravamentos e acelerar a recuperação. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Pacientes com pressão alta precisam redobrar os cuidados nos dias frios
Pessoas com hipertensão precisam redobrar os cuidados durante os períodos de frio, quando mudanças naturais do organismo e alterações na rotina podem favorecer o aumento da pressão arterial. Com a chegada dos dias mais frios no Distrito Federal, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), alertam para a importância de monitorar a pressão e manter hábitos saudáveis. Nesta semana, o Distrito Federal registrou a menor temperatura do ano e, com a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, a previsão é de continuidade do clima ameno nos próximos dias. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial. Por isso, além das mudanças de hábitos típicas da estação, o período exige atenção especial de pessoas que convivem com hipertensão. O cardiologista do HBDF, Matheus Cunha explica que essas respostas do organismo ao frio são naturais, mas podem representar riscos para pacientes hipertensos. “Existem relatos de que a incidência de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) seja maior durante os meses mais frios. Essas são algumas das principais complicações associadas à pressão arterial elevada. Portanto, mesmo que o clima não seja um fator determinante, ele pode ter uma relação indireta com esses eventos”, afirma. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, as mudanças de comportamento comuns nessa época do ano também podem contribuir para o aumento da pressão arterial. “Durante os períodos de frio, as pessoas tendem a consumir mais alimentos quentes, gordurosos e ultraprocessados. Além disso, a prática de atividade física e a ingestão de água costumam diminuir”, exemplifica. Por isso, o cardiologista recomenda que pacientes com hipertensão monitorem a pressão arterial com regularidade, especialmente nos dias de temperaturas mais baixas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial. A estimativa é de que metade dessas pessoas sequer saiba que possui a doença. A condição faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue por todo o organismo. Prevenção e cuidados O controle da pressão arterial está diretamente relacionado à adoção de hábitos saudáveis. Entre as principais recomendações estão: - Manter o peso adequado; - Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; - Praticar atividade física regularmente; - Reservar tempo para lazer e descanso; - Não fumar; - Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; - Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; - Controlar doenças crônicas, como diabetes. Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs e faz parte da porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para o controle da hipertensão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Materiais reaproveitados viram espaços de bem-estar em UPAs no DF
Estruturas retiradas durante obras do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganharam uma nova função: se transformaram em locais de convivência e descanso nas unidades de pronto atendimento (UPAs), administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A proposta une sustentabilidade, reaproveitamento de recursos e atenção ao bem-estar de profissionais e pacientes. As primeiras instalações já foram entregues nas UPAs de Recanto das Emas e Ceilândia II. Os locais contam com bancos para descanso, tomadas para carregamento de dispositivos eletrônicos e paisagismo pensado para tornar o ambiente mais acolhedor. Além de servirem como ponto de pausa para colaboradores, também podem ser utilizados em atividades terapêuticas, fisioterapia e ações ao ar livre com pacientes. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher. Para a chefe do núcleo, Paula Paiva, a criação desses locais representa mais um avanço no compromisso institucional com as pessoas. Segundo ela, os espaços foram planejados para oferecer momentos de descanso e recuperação emocional em unidades marcadas por alta demanda assistencial. A proposta surgiu a partir de uma demanda identificada pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher | Foto: Divulgação/IgesDF “Investir em áreas voltadas ao descanso é investir diretamente na saúde física e mental dos profissionais que diariamente se dedicam ao cuidado da população”, destaca. Um dos diferenciais está no reaproveitamento de componentes retirados de uma área do HBDF, que atualmente passa por reformas para receber o novo centro cirúrgico da unidade. De acordo com a gerente de manutenção e infraestrutura, Tatiana Tostes, a proposta surgiu da necessidade de dar uma destinação útil aos elementos removidos durante a obra. A partir da atuação integrada entre equipes de projetos, manutenção, infraestrutura, obras e fiscalização, foi possível transformar um desafio operacional em solução inovadora. “Conseguimos unir sustentabilidade, economia de recursos e humanização em um único projeto. Todo o planejamento foi realizado para que o benefício pudesse chegar a todas as UPAs da rede e também ao Hospital Cidade do Sol”, explica. Responsável pela execução das intervenções, o gerente de Obras e Fiscalização, Matheus Martins, afirma que as entregas ocorreram entre abril e junho nas UPAs de Ceilândia II e Recanto das Emas e que novas unidades já recebem melhorias. “As obras já foram iniciadas nas UPAs de Ceilândia I, Vicente Pires e Riacho Fundo, que serão as próximas a receber os espaços”, informa. Na UPA de Recanto das Emas, a novidade rapidamente passou a fazer parte da rotina dos colaboradores. Para a gerente da unidade, Idê Ingrid Rodrigues, a iniciativa representa um cuidado que vai além da assistência. “Acredito que investir em espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores é também pensar na qualidade da assistência prestada aos pacientes. Quando nossos profissionais se sentem acolhidos, valorizados e têm um ambiente adequado para momentos de descanso e integração, conseguimos fortalecer o atendimento humanizado e oferecer uma assistência ainda melhor à população”, afirma. Mais do que uma obra física, o projeto simboliza uma nova forma de pensar a infraestrutura institucional, transformando estruturas que antes seriam descartadas em locais capazes de promover acolhimento, saúde e qualidade de vida para quem cuida e para quem é cuidado. Para o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel, a iniciativa demonstra como olhar para as pessoas e para o meio ambiente pode contribuir diretamente para a promoção da saúde. “Mais do que construir ambientes, buscamos criar locais que gerem acolhimento, conforto e qualidade de vida. Esse projeto mostra que é possível aliar eficiência, sustentabilidade e humanização em benefício das pessoas”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre seleção para áreas estratégicas da saúde com salários de até R$ 16 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para novos processos seletivos simplificados destinados à formação de cadastro de reserva em áreas consideradas estratégicas para o funcionamento da rede pública de saúde. As oportunidades são para analista de faturamento, analista de humanização, médico cirurgião de cabeça e pescoço e fisioterapeuta neonatal e pediátrico. As remunerações variam entre R$ 4.451,35 e R$ 16.030,94, conforme o cargo e a carga horária prevista em edital. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, de acordo com a necessidade das unidades administradas pelo instituto. Todos os cargos oferecem benefícios como auxílio-transporte, alimentação conforme acordo coletivo de trabalho e jornada, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário. As oportunidades são para analista de faturamento, analista de humanização, médico cirurgião de cabeça e pescoço e fisioterapeuta neonatal e pediátrico | Foto: Divulgação/IgesDF Áreas administrativas e gestão hospitalar O Edital nº 041/2026 prevê cadastro de reserva para Analista I — Faturamento, cargo voltado para o suporte administrativo e financeiro relacionado aos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A remuneração é de R$ 4.451,35 para jornada mínima de 40 horas semanais. Para participar, é necessário possuir ensino superior completo, curso de faturamento hospitalar, capacitação no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e experiência mínima de seis meses em faturamento no âmbito do SUS. Já o Edital nº 042/2026 contempla cadastro de reserva para Analista I — Humanização, também com remuneração de R$ 4.451,35 e carga horária mínima de 40 horas semanais. A oportunidade é destinada a profissionais das áreas de administração, gestão hospitalar, psicologia, serviço social, enfermagem, recursos humanos, comunicação social e pedagogia, com experiência em atendimento em ambiente hospitalar ou clínicas médicas e formação relacionada à Política Nacional de Humanização. Assistência especializada O Edital nº 043/2026 prevê cadastro de reserva para médico cirurgião de cabeça e pescoço, com remuneração bruta de R$ 16.030,94 para carga horária mínima de 24 horas semanais. Os candidatos devem possuir graduação em medicina, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM), residência médica com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ou título reconhecido pela especialidade, além de experiência mínima comprovada na área. Também está aberta seleção para fisioterapeuta neonatal e pediátrico, prevista no Edital nº 044/2026, com remuneração de R$ 5.259,97 e jornada mínima de 30 horas semanais. Para participar, é exigida graduação em Fisioterapia, especialização ou residência concluída nas áreas neonatal e/ou pediátrica, registro profissional ativo e experiência hospitalar mínima de seis meses. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do IgesDF, disponível em processoseletivo.igesdf.org.br, onde também estão disponíveis os editais completos e os cronogramas das seleções. Os editais têm como objetivo a formação de cadastro de reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial e administrativa das unidades da rede. Com a abertura das seleções, o IgesDF reforça áreas ligadas à assistência especializada, gestão hospitalar e experiência do paciente, fortalecendo equipes que atuam diretamente na qualidade do cuidado prestado à população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Obesidade infantil exige atenção das famílias aos primeiros sinais
Foi dentro de casa que a assistente administrativa Thaynara Aguiar percebeu que algo não estava bem com a filha, Vallentina Louzeiro, de 7 anos. “Ela comia muito rápido e em grandes quantidades. Muitas vezes, repetia a refeição e, se sobrasse comida do irmão, também queria comer. Foi quando comecei a entender que precisava olhar para aquela situação com mais atenção”, relembra. A preocupação aumentou à medida que os sinais se tornavam mais evidentes. Além do ganho de peso, Vallentina passou a sentir dores nos joelhos e enfrentou comentários desagradáveis na escola. “Como mãe, fiquei muito preocupada. Ver minha filha tão pequena sofrendo com dores e sendo alvo de 'brincadeiras' por causa do peso me fez perceber que era hora de agir”, conta. Dores nas pernas, dificuldade para acompanhar brincadeiras, mudanças no comportamento e sofrimento emocional são alguns dos sinais de alerta para a obesidade infantil. O problema vem aparecendo cada vez mais cedo entre crianças e adolescentes. O alerta ganha ainda mais relevância diante de um cenário preocupante: segundo relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma em cada cinco crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos está acima do peso no mundo. Ao todo, são cerca de 391 milhões de jovens nessa condição, sendo que quase metade já convive com a obesidade. No Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), especialistas do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforçam a importância da adoção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida e do olhar atento das famílias. Dores nas pernas, dificuldade para acompanhar brincadeiras, mudanças no comportamento e sofrimento emocional são alguns dos sinais de alerta para a obesidade infantil | Foto: Divulgação/IgesDF Pequenas mudanças, grandes resultados Segundo o pediatra do HRSM, Luis Henrique Costa, o aumento dos casos de excesso de peso entre crianças está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida observadas nos últimos anos. “Atualmente, alimentos industrializados, congelados e prontos para consumo costumam ser mais acessíveis e práticos do que opções frescas. Quando isso se soma ao excesso de tempo diante das telas, à redução das atividades físicas e a hábitos alimentares inadequados, o resultado é o crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade infantil”, explica. Segundo o especialista, o excesso de peso na infância pode aumentar o risco de problemas como hipertensão, diabetes, dores articulares, alterações hormonais e impactos emocionais que podem acompanhar a criança ao longo da vida. No caso da Vallentina, a mudança começou dentro de casa. A mãe, Thaynara, revisou a rotina alimentar da família retirando refrigerantes, doces e outros produtos ultraprocessados do dia a dia. Também passou a orientar a filha a comer com mais calma e a respeitar os sinais de saciedade. “Entendi que ela consumia aquilo que estava disponível. Então, a responsabilidade também era minha. Começamos a fazer escolhas melhores e a construir uma relação mais equilibrada com a comida”, afirma. Com as mudanças na rotina, Vallentina perdeu cerca de cinco quilos e passou a apresentar mais disposição, melhora no bem-estar e mais qualidade de vida. A nutricionista da unidade, Ingrid Oliveira, destaca que a prevenção começa dentro de casa e não depende de mudanças radicais. Segundo ela, pequenas escolhas feitas diariamente podem fazer grande diferença na saúde das crianças. “Quanto mais colorido for o prato, melhor. Frutas, legumes e verduras devem fazer parte da alimentação do dia a dia”, orienta. Ingrid ressalta que os impactos de uma alimentação inadequada vão muito além do ganho de peso. De acordo com a especialista, o organismo não foi preparado para receber tantos alimentos ultraprocessados e produtos artificiais. “Esse consumo excessivo pode comprometer o crescimento, a saúde óssea, o equilíbrio hormonal e até o bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Por isso, estimular hábitos saudáveis desde cedo é uma forma de promover mais saúde e qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital Regional de Santa Maria mantém posição entre os hospitais públicos mais elogiados do DF
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) manteve-se entre os três hospitais públicos mais elogiados do Distrito Federal, segundo levantamento do Painel de Ouvidoria do DF referente ao período de 1º de janeiro a 2 de junho de 2026. O resultado reforça o volume de elogios registrados pelos usuários em relação ao atendimento, ao acolhimento das equipes e à assistência oferecida pela unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Os dados são da plataforma ParticipaDF, sistema oficial do Governo do Distrito Federal (GDF) que reúne manifestações de ouvidoria e pedidos de acesso à informação. Além do HRSM, aparecem entre os hospitais mais elogiados o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e o Hospital Regional do Gama (HRG). Para João Paulo Barbosa de Farias, chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do HRSM, os registros refletem experiências positivas vividas por pacientes e familiares durante o atendimento. “Esta avaliação demonstra o reconhecimento da população ao trabalho desenvolvido diariamente pelos nossos profissionais. É um resultado que reflete a qualidade dos serviços prestados e uma política institucional baseada no respeito, na humanização e na valorização das pessoas”, destaca. Para João Paulo Barbosa de Farias, chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do HRSM, os registros refletem experiências positivas vividas por pacientes e familiares durante o atendimento | Foto: Divulgação/IgesDF Em 2025, o hospital recebeu 917 elogios e conquistou, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação entre os hospitais mais elogiados do DF. Além do acompanhamento das manifestações registradas, a unidade passou a promover a entrega de certificados aos setores mencionados pelos usuários, valorizando o trabalho desenvolvido pelas equipes. “Temos atuado de forma efetiva na divulgação dos elogios recebidos. Durante os treinamentos in loco, as equipes são informadas e parabenizadas pelas manifestações positivas encaminhadas pelos cidadãos”, afirma João Paulo. Reconhecimento que transforma experiências Entre os relatos registrados na Ouvidoria, um deles chamou atenção pela riqueza de detalhes e pela valorização dos profissionais envolvidos na assistência. Aos 68 anos, Waldemar Rodrigues de Rezende procurou atendimento no HRSM após meses de tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária. Na unidade, passou por investigação clínica que identificou um tumor na próstata e recebeu acompanhamento ao longo de todo o processo de cuidado. Grato pela assistência recebida, fez questão de registrar sua experiência junto à Ouvidoria. Em seu depoimento, destacou a atuação da assistente administrativa do Núcleo de Regulação Cirúrgica (Nurch), Maria Eduarda Gois, e do gerente de Regulação do HRSM, Jonatham Henrique Pereira. “Pessoas carismáticas, prestativas e resolutivas. Ajudam a solucionar as questões burocráticas sempre que surgem”, escreveu. O paciente também elogiou os médicos urologistas Rodrigo Rossi, Pedro Paulo Carvalho e Ruytemberg Oliveira Rodrigues, além das equipes de enfermagem. “Excelentes e atenciosos, demonstraram grande comprometimento durante todo o atendimento. Continuem sempre assim”, registrou. Como registrar elogios e manifestações O Núcleo de Ouvidoria do HRSM orienta pacientes e acompanhantes a utilizarem os canais oficiais para registrar elogios, sugestões, reclamações, denúncias ou solicitações de informação. Além de contribuir para a melhoria contínua dos serviços, os registros permitem identificar e valorizar profissionais e setores que se destacam no atendimento à população. As manifestações podem ser realizadas por meio dos seguintes canais: - Plataforma ParticipaDF; - Atendimento presencial no Núcleo de Ouvidoria do HRSM; - Central de Atendimento 162. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre seleção para médico patologista com salário de R$ 13,3 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro de reserva para médico patologista. A remuneração bruta é de R$ 13.359,56, com carga horária mínima de 24 horas semanais. A seleção, prevista no Edital nº 038/2026, busca fortalecer a área de anatomia patológica nas unidades administradas pelo instituto, considerada estratégica para o apoio diagnóstico e para a condução segura dos tratamentos. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade da rede. Entre os benefícios oferecidos estão auxílio-transporte, alimentação conforme acordo coletivo de trabalho e jornada, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário. Para participar do processo seletivo, é necessário possuir graduação em medicina reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ou título de especialista em patologia emitido pela Associação Médica Brasileira (AMB) ou pela Sociedade Brasileira de Patologia. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade da rede | Foto: Divulgação/IgesDF Também é exigida experiência mínima de seis meses como médico patologista na área de anatomia patológica. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do IgesDF, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma do seleção. O processo seletivo tem como objetivo a formação de cadastro de reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Com a abertura do edital, o IgesDF reforça equipes responsáveis por etapas essenciais do diagnóstico e amplia a capacidade de resposta dos serviços especializados oferecidos à população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base implantará cirurgia robótica no novo complexo cirúrgico
Representantes da empresa chinesa de cirurgia robótica Tuodao Medical, do Grupo Yijiahe, visitaram o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta quinta-feira (28). A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), se prepara para incorporar a cirurgia robótica à assistência pública com a inauguração do novo complexo cirúrgico, atualmente em fase final de construção e com entrega prevista ainda para este ano. O encontro promoveu troca de experiências e discussões sobre uma possível parceria futura para aquisição de equipamentos cirúrgicos voltados à nova estrutura, que contará com 16 salas operatórias, incluindo duas equipadas para procedimentos robóticos, uma delas destinada à pesquisa, ao ensino e à formação profissional. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde. Um dos espaços destinados à tecnologia também funcionará como ambiente de ensino e pesquisa, ampliando oportunidades de aprendizado prático para residentes e equipes cirúrgicas. A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Ferraz, afirma que a iniciativa deve ampliar a capacidade de formação dentro da unidade. “Vamos ampliar nossas pesquisas e, tendo uma sala de cirurgia robótica, conseguiremos qualificar ainda mais os nossos residentes. Com isso, todos os profissionais cirúrgicos que passarem pelo Hospital de Base sairão qualificados”, destaca. Além da ampliação tecnológica, a proposta é fortalecer o Hospital de Base como espaço de desenvolvimento profissional e produção de conhecimento na área da saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, a implantação da cirurgia robótica representa um avanço importante para a assistência prestada à população. “Além de ser o maior hospital do Centro-Oeste, como hospital-escola, ter esse tipo de tecnologia avançada disponível para uso da população é extremamente significativo”, afirma. Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o novo complexo cirúrgico representa um avanço para a assistência e para a capacidade técnica da unidade. “A chegada da cirurgia robótica fortalece o Hospital de Base como referência em alta complexidade e amplia o acesso da população a tecnologias cada vez mais modernas e seguras”, ressalta. Durante a visita técnica, os representantes conheceram a estrutura hospitalar e as instalações do novo complexo cirúrgico. A expectativa é que o encontro represente um avanço nas articulações voltadas à modernização do hospital. Cirurgias mais precisas e formação especializada Os equipamentos previstos para o novo complexo cirúrgico funcionarão como alternativa às videocirurgias, procedimentos realizados com pequenas incisões e auxílio de câmeras, já utilizados atualmente pela equipe. A tecnologia poderá ser aplicada em cirurgias gerais, oncológicas, proctológicas, ginecológicas, torácicas, cardíacas e de cabeça e pescoço. O cirurgião torácico do HBDF, Humberto Alves de Oliveira, explica que os equipamentos funcionam como ferramentas de apoio aos médicos, aumentando a precisão e a segurança dos procedimentos. “Esses equipamentos deixam as cirurgias muito mais precisas por vários motivos, como melhor visibilidade, maior quantidade de membros atuando e mais amplitude de movimentos”, explica. A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras, Bárbara Santos, destaca que a iniciativa faz parte da estratégia institucional de modernização da assistência. “Queremos que nossos médicos tenham acesso ao que há de melhor no mercado para podermos entregar resultados positivos”, completa. Com a chegada dos equipamentos, o Hospital de Base poderá se tornar o primeiro hospital público do Brasil a contar com um centro de treinamento em cirurgia robótica e o primeiro hospital público do Centro-Oeste a disponibilizar esse recurso. Estrutura moderna, mais segurança e conforto Projetado dentro de padrões técnicos voltados à segurança assistencial e ao controle de infecções, o novo complexo cirúrgico foi concebido para melhorar as condições de atendimento e trabalho na unidade. O complexo também contará com sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos, áreas de apoio assistencial e setores voltados à logística hospitalar. Os ambientes serão equipados com sistemas integrados capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, ampliando a precisão dos procedimentos. A unidade também contará com climatização adequada, melhor circulação interna, ambientes amplos e fluxos separados para pacientes, profissionais e materiais. O local foi definido estrategicamente para integrar diferentes serviços hospitalares e otimizar o fluxo interno. Com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o espaço atualmente utilizado será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria reforça atuação farmacêutica nos cuidados paliativos
Segurança no uso de medicamentos, alívio de sintomas e mais qualidade de vida estiveram no centro de uma capacitação realizada com farmacêuticos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), nesta quarta-feira (27). O treinamento reforçou o papel desses profissionais na assistência multiprofissional e no cuidado centrado nas necessidades de pacientes em cuidados paliativos. Com o tema “Atuação do Farmacêutico nos Cuidados Paliativos”, o encontro reuniu profissionais da assistência para discutir práticas mais humanizadas, seguras e voltadas às necessidades individuais dos pacientes, além de promover atualização técnica e troca de experiências sobre a atuação farmacêutica em situações de maior complexidade clínica e emocional. A palestra foi conduzida pela farmacêutica Priscilla Tavares, que ressaltou a importância da assistência medicamentosa em contextos de maior complexidade clínica e emocional. “O especialista tem papel essencial na segurança do paciente, principalmente em situações mais sensíveis, em que o manejo adequado dos medicamentos impacta diretamente na qualidade de vida”, afirma. Durante o treinamento, foram abordados temas como individualização terapêutica, prevenção de interações medicamentosas, redução segura da dose ou suspensão de medicamentos, realizada de forma planejada e supervisionada, além da construção de planos terapêuticos alinhados às necessidades e ao conforto dos pacientes. Com o tema “Atuação do Farmacêutico nos Cuidados Paliativos”, o encontro reuniu profissionais da assistência para discutir práticas mais humanizadas, seguras e voltadas às necessidades individuais dos pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo Priscilla, os cuidados paliativos vão além do controle da dor e dos sintomas físicos. “Ele envolve escuta, acolhimento e decisões que respeitem a individualidade e a dignidade de cada paciente”, explica. O chefe do serviço de farmácia clínica do HRSM, Thales Teódulo, destaca que iniciativas como essa fortalecem a participação do farmacêutico dentro da equipe multiprofissional. “Essa atuação também é nossa. Precisamos estar presentes na ponta, participando junto à equipe multiprofissional e contribuindo para uma assistência cada vez mais segura e de qualidade”, afirma. A médica paliativista do HRSM, Brunna Rezende, também reforçou o impacto da assistência farmacêutica no cuidado aos pacientes. “Os farmacêuticos têm a capacidade de melhorar sintomas, proporcionar mais conforto e até influenciar positivamente no processo de recuperação do paciente”, pontua. Quem também aprovou a iniciativa foi a farmacêutica clínica Vanessa Lima. “O tema foi extremamente enriquecedor. A palestrante conseguiu aprofundar o assunto de forma clara, prática e muito acessível, abordando diferentes aspectos dos cuidados paliativos”, comenta. A iniciativa foi organizada por áreas ligadas à educação permanente e à gestão do conhecimento do IgesDF. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Caderneta digital promete facilitar acompanhamento da gravidez
Todos os dias, o pronto-socorro da ginecologia e obstetrícia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebe gestantes em busca de atendimento por diferentes situações. Além dos documentos pessoais, existe um item considerado essencial pelas equipes de saúde: a Caderneta da Gestante, responsável por reunir informações importantes sobre o pré-natal e o histórico da gravidez. No entanto, segundo profissionais da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é comum que algumas pacientes esqueçam a versão física em casa, o que pode dificultar o acesso rápido a informações importantes durante o atendimento. “Muitas mulheres chegam precisando de assistência e acabam não trazendo a caderneta. Isso dificulta o acesso às informações do pré-natal e ao histórico da gestação, que são fundamentais para a equipe”, explica a chefe de serviço do centro obstétrico do HRSM, Priscila Pinheiro. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. A ferramenta permite acessar pelo celular informações como consultas, exames, vacinas, histórico da gravidez e orientações médicas. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital | Foto: Divulgação/IgesDF No HRSM, a novidade é vista como um avanço importante para agilizar atendimentos e garantir mais segurança às pacientes, principalmente em situações de urgência. “Vamos conseguir acessar as informações independentemente do local onde essa mulher realizou o pré-natal, algo que hoje ainda apresenta falhas. E, com tudo no celular, a equipe poderá visualizar o histórico da gestação em qualquer atendimento”, destaca Priscila. Mais praticidade no dia a dia Grávida de seis meses, Tamires Alves conta que ainda não conhecia a nova funcionalidade e gostou da possibilidade de concentrar as informações da gestação no celular. “Eu já usava o Meu SUS Digital por causa das vacinas, mas não sabia que agora também seria possível acompanhar a gravidez pelo aplicativo. Achei muito útil, porque deixa tudo mais organizado e acessível no dia a dia”, afirma. À espera do bebê há nove meses, Jacilene dos Santos acredita que a novidade ainda precisa chegar ao conhecimento de mais mulheres. “Muita gente ainda nem sabe que isso existe. Acho que poderia ser mais divulgado nas consultas e nos postos de saúde”, comenta. Para Priscila Pinheiro, a versão digital representa um avanço importante no cuidado às gestantes, especialmente em atendimentos de urgência e casos de pré-natal de alto risco. “Em muitos casos, quando perguntadas sobre exames ou procedimentos realizados, elas não conseguem explicar exatamente o que foi feito. Com esse acesso facilitado, é possível dar continuidade adequada ao atendimento e aprimorar ainda mais o cuidado prestado”, finaliza. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Teleconsulta nas UPAs do DF supera 23 mil atendimentos em um ano
Há um ano, o Distrito Federal passava a contar com uma experiência inédita na saúde pública brasileira: a primeira teleconsulta implantada dentro de uma unidade de pronto atendimento (UPA). O serviço, iniciado em maio de 2025 na UPA de Vicente Pires, transformou a dinâmica de atendimento nas unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e já soma 23.477 atendimentos realizados. Criada para atender pacientes classificados com menor gravidade, a estratégia ajudou a reduzir o tempo de espera nas UPAs e permitiu que as equipes presenciais concentrassem esforços nos casos mais urgentes. Do total de consultas realizadas neste primeiro ano, apenas 12,3% precisaram ser convertidas para atendimento presencial, geralmente em situações que exigiam exame físico complementar. Os resultados refletem a expansão gradual do serviço ao longo dos últimos 12 meses. Depois da implantação pioneira em Vicente Pires, todas as outras unidades já contam com a teleconsulta: Gama, Ceilândia I e II, Samambaia, São Sebastião, Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo II e Recanto das Emas. Nesse período, a média mensal de atendimentos saltou de 456, em maio de 2025, para 2.853 em abril deste ano. Além das consultas médicas, o serviço também realizou 13.746 prescrições de medicamentos, 7.133 solicitações de exames laboratoriais e 3.159 exames de imagem. Entre os atendimentos feitos remotamente, 422 foram pediátricos, nas quatro UPAs que contam com a especialidade: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia 1. Criada para atender pacientes classificados com menor gravidade, a estratégia ajudou a reduzir o tempo de espera nas UPAs | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Para a gerente de Regulação em Saúde do IgesDF, Lilian dos Santos, os números demonstram que o modelo trouxe ganhos importantes para o funcionamento das unidades e para a experiência dos pacientes. “Os dados assistenciais já demonstram resultados relevantes, especialmente na redução do tempo de espera dos pacientes classificados como verdes. A equipe médica presencial passou a ter maior disponibilidade para se dedicar aos casos de maior gravidade, contribuindo para mais fluidez dos fluxos e melhor utilização dos recursos assistenciais”, afirma. Mais do que tecnologia Segundo Lilian, um dos principais aprendizados ao longo da implantação foi compreender que a tecnologia, sozinha, não sustenta a qualidade do atendimento. “A teleconsulta vai muito além dos equipamentos e sistemas. O modelo fortaleceu aspectos fundamentais da assistência, como escuta qualificada, acolhimento e ampliação do acesso ao atendimento médico. No Centro de Telessaúde, o profissional consegue dedicar integralmente aquele momento ao paciente, com atenção direcionada e maior disponibilidade para esclarecer dúvidas”, destaca. A chefe do Núcleo de Telessaúde do IgesDF, Amandha Roberta Fernandes, afirma que a iniciativa consolidou uma nova forma de atendimento dentro da rede pública do DF. “O método alia inovação, acesso e acolhimento para garantir atendimento mais ágil e orientação qualificada. É um projeto construído diariamente com dedicação e integração entre diversas áreas do instituto. Tenho muito orgulho de conduzir essa operação, que também carrega o compromisso de oferecer uma assistência mais acessível e eficiente para a população”, ressalta. Na UPA de Vicente Pires, primeira unidade a receber o serviço, o gerente Jackson Alves afirma que a teleconsulta deu um salto de qualidade no fluxo assistencial. “Houve maior agilidade nas condutas médicas e ampliação do acesso da população aos serviços de saúde. É uma ferramenta que fortalece a capacidade de resposta das unidades e acompanha as necessidades da população”, pontua. Já na UPA do Recanto das Emas, onde o serviço funciona exclusivamente para o público pediátrico, a gerente Idê Ingrid Rodrigues relata que o modelo trouxe mais tranquilidade a pacientes e familiares, principalmente nos períodos de maior movimento. Atualmente, os principais motivos de atendimento registrados pela teleconsulta envolvem casos de gastroenterite, síndromes respiratórias e sintomas gerais “A teleconsulta pediátrica otimizou o fluxo de acolhimento, especialmente nos períodos de maior demanda. Hoje, a população já reconhece esse fluxo como mais rápido e eficiente, o que fortalece a confiança no serviço”, afirma. Expansão do serviço Atualmente, os principais motivos de atendimento registrados pela teleconsulta envolvem casos de gastroenterite, síndromes respiratórias e sintomas gerais, demandas frequentes nas UPAs e que exigem respostas rápidas para evitar agravamentos e sobrecarga nas unidades. De acordo com Amandha Roberta Fernandes, o instituto também trabalha na modernização da estrutura tecnológica do serviço. “Estamos realizando estudos para a aquisição de estetoscópios e otoscópios digitais, equipamentos que irão ampliar a capacidade de avaliação clínica remota e oferecer ainda mais segurança aos atendimentos. O projeto também prevê reforço das equipes médicas do Núcleo de Telessaúde e ampliação da oferta do serviço”, explica. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, afirma que a teleconsulta representa um dos principais avanços recentes na modernização da assistência pública do Distrito Federal. “Celebrar um ano da teleconsulta nas UPAs é celebrar uma transformação importante na forma de cuidar da população. O IgesDF vem investindo em inovação sem perder aquilo que é essencial na saúde: o olhar humano, o acolhimento e o compromisso com cada paciente que procura nossas unidades. Estamos construindo uma rede mais preparada, ágil e conectada às necessidades do cidadão”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre seleção para farmacêutico hospitalar com salário de R$ 6,1 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro reserva para farmacêutico hospitalar. A remuneração bruta é de R$ 6.192,94, com carga horária mínima de 40 horas semanais. A seleção, prevista no Edital nº 029/2026, busca reforçar a assistência farmacêutica nas unidades administradas pelo instituto, área estratégica para o controle, o armazenamento e a distribuição segura de medicamentos na rede pública de saúde. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade das unidades. Entre os benefícios oferecidos estão auxílio-transporte, alimentação conforme acordo coletivo de trabalho e jornada, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário. Para participar do processo seletivo, é necessário possuir graduação em Farmácia reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro ativo no Conselho Regional de Farmácia (CRF) e experiência mínima de seis meses como farmacêutico hospitalar. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade das unidades | Foto: Divulgação/IgesDF Entre os diferenciais considerados na seleção estão pós-graduação em Farmácia Hospitalar ou Logística Farmacêutica, além de cursos voltados a boas práticas de distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos, controle de substâncias da Portaria 344, normas relacionadas a medicamentos de alta vigilância e rastreabilidade de medicamentos. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do IgesDF, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma do processo seletivo. O processo seletivo tem como objetivo a formação de cadastro reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Com a abertura do edital, o IgesDF reforça a qualificação das equipes e amplia a segurança dos processos relacionados à assistência farmacêutica, contribuindo para um atendimento mais eficiente e seguro à população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Apoio profissional auxilia mães a superar desafios da amamentação
Os primeiros dias de amamentação costumam trazer dúvidas, inseguranças e adaptações, especialmente para mães de primeira viagem, que ainda estão conhecendo a rotina e os sinais do bebê. Nesse período, contar com orientação profissional pode fazer toda a diferença para tornar o processo mais seguro e tranquilo. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse suporte é oferecido por meio do Banco de Leite Humano (BLH), que acompanha as mães e presta assistência especializada em amamentação. Foi em busca desse apoio que Nairana Almeida retornou ao HRSM com o filho, Isaac, de apenas 10 dias. Mãe de primeira viagem, ela conta que enfrentou dificuldades logo após o nascimento do bebê por não produzir leite imediatamente. “Ele estava tomando fórmula no copinho e eu fiquei triste porque queria muito amamentá-lo. Recebi alta, fui para casa e ainda não tinha leite. Mas depois, com as orientações que recebi aqui, tudo melhorou. Hoje já tenho leite e estou amamentando direitinho”, relata. Pega correta e fatores individuais podem influenciar Durante o retorno ao BLH, Nairana aproveitou para esclarecer dúvidas e acompanhar a evolução da maneira como o filho se posiciona e suga o peito durante a amamentação, método conhecido como "pega do bebê". Ela também observou algumas dificuldades na sucção, que seguem em avaliação pela equipe multiprofissional. No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais auxiliam mães no período de amamentação | Foto: Divulgação/IgesDF A pediatra Lorena Oliveira, que atendeu Isaac, explica que não existe uma única postura correta para amamentar. Segundo ela, a melhor forma será sempre aquela em que a mãe estiver confortável, desde que o bebê esteja bem alinhado, com a barriga voltada para a mãe, boca bem aberta, bochechas cheias durante a sucção e sem causar dor à lactante. “Se a mãe sente dor durante a amamentação, é sinal de que algo não está certo”, orienta. A especialista ressalta que, além da técnica, outros fatores podem interferir no processo, como alterações anatômicas no mamilo, prematuridade, boca pequena do bebê ou freio lingual alterado, situações que podem dificultar a pega mesmo quando a posição está correta. Manejo adequado e atenção aos engasgos Embora a produção abundante de leite seja positiva, o fluxo muito intenso também pode trazer desafios. Nesses casos, segundo a pediatra, o bebê pode ter dificuldade para acompanhar a saída do leite e acabar se engasgando. “Orientamos que a mãe esvazie um pouco a mama antes da mamada e utilize posições em que o bebê fique mais elevado, o que ajuda no controle do fluxo”, recomenda. Caso o bebê se engasgue, mas continue tossindo e reagindo normalmente, a recomendação é apenas retirá-lo do peito e colocá-lo em posição ereta até que se reorganize. Logo após a amamentação, recomenda-se manter o bebê com a cabeça mais elevada do que o tronco por alguns minutos. Embora popularmente conhecida como “posição de arroto”, a prática é indicada principalmente para favorecer o esvaziamento gástrico e reduzir episódios de refluxo. “Não é necessariamente para o bebê arrotar. O objetivo é facilitar a digestão e evitar que o leite retorne”, afirma Lorena. "Esse cuidado pode ser mantido conforme a necessidade de cada criança, especialmente durante o primeiro ano de vida", completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre seleção para médico otorrinolaringologista com salário de R$ 13,3 mil
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu, nesta terça-feira (5), as inscrições para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro reserva para médico otorrinolaringologista. A remuneração bruta é de R$ 13.359,56, com carga horária mínima de 24 horas semanais. A seleção, prevista no Edital nº 028/2026, busca reforçar a assistência especializada nas unidades administradas pelo instituto, ampliando a capacidade de atendimento em diagnósticos e tratamentos relacionados a doenças do ouvido, nariz e garganta. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade da rede. Entre os benefícios oferecidos estão auxílio-transporte, alimentação conforme acordo coletivo de trabalho e jornada, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário. Para participar do processo seletivo, é necessário possuir graduação em medicina reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ou título de especialista em otorrinolaringologia emitido pela Associação Médica Brasileira (AMB) ou pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). O IgesDF abriu, nesta terça-feira (5), as inscrições para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro reserva para médico otorrinolaringologista | Foto: Divulgação/IgesDF Também é exigida experiência mínima de seis meses como médico otorrinolaringologista. Entre os diferenciais considerados na seleção estão experiência em cirurgias otorrinolaringológicas e em atendimentos de urgência na área, além de formação complementar, como subespecializações em áreas como cirurgia otológica, rinossinusal, de base de crânio, craniomaxilofacial ou de cabeça e pescoço. Títulos de mestrado e doutorado também são considerados. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do IgesDF, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma do processo seletivo. O processo seletivo tem como objetivo a formação de cadastro reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Com a abertura do edital, o IgesDF reforça a qualificação das equipes e amplia a oferta de atendimento especializado, contribuindo para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais resolutivos na rede pública de saúde do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Profissional orienta sobre relações mais saudáveis dentro e fora de unidades de saúde do DF
Em unidades de saúde, a forma como profissionais se comunicam entre si e com os pacientes pode influenciar diretamente a qualidade do atendimento e até a saúde mental de quem busca ajuda. Escuta atenta, acolhimento e empatia fazem diferença tanto na rotina das equipes quanto na relação com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras e envolve também a maneira como as mensagens são transmitidas e recebidas. “A cada oportunidade de comunicação e expressão, podemos utilizar nosso repertório de experiências para criar conexões mais humanas e respeitosas. Em um ambiente de saúde, isso faz ainda mais diferença, porque muitas vezes o paciente já chega fragilizado e precisa, antes de tudo, ser acolhido”, afirma. Segundo a especialista, o cuidado com a forma de se comunicar deve ser constante, especialmente em um contexto em que questões emocionais estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas e também no ambiente hospitalar. “A relevância da comunicação na saúde mental exige competência, responsabilidade e dedicação. Não se trata apenas do que é dito, mas de como isso chega ao outro. A forma como uma informação é transmitida pode gerar segurança ou aumentar ainda mais a ansiedade e o sofrimento”, destaca. A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras e envolve também a maneira como as mensagens são transmitidas e recebidas | Foto: Divulgação/IgesDF A psicóloga ressalta que a saúde mental não está restrita ao ambiente clínico e faz parte de diferentes espaços da vida, como o convívio familiar, o trabalho e as relações sociais. No ambiente hospitalar, isso também se reflete na relação entre colegas de equipe, familiares e pacientes. “Desenvolver habilidades de escuta e expressão ajuda a enfrentar situações complexas com mais equilíbrio. Muitas vezes, um atendimento mais humanizado começa justamente na forma como ouvimos e respondemos ao outro”, pontua. Fernanda Souza reforça que buscar ajuda especializada é fundamental sempre que houver dificuldade em lidar com emoções ou situações do cotidiano. “A saúde mental atravessa fronteiras e chega dentro das nossas casas. Lidar com esse universo de complexidades, muitas vezes, requer apoio profissional. Isso é um passo importante no cuidado com a própria saúde e pode fazer toda a diferença”, orienta. Mais do que palavras, a forma de se comunicar também pode ser uma ferramenta de acolhimento, prevenção e cuidado, dentro e fora das unidades de saúde. Onde buscar atendimento em saúde mental no DF A população do Distrito Federal conta com uma rede pública estruturada e gratuita para o cuidado em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Confira abaixo os principais pontos de atendimento. ⇒ Centros de atenção psicossocial (Caps): são serviços especializados que oferecem acompanhamento psicológico e psiquiátrico para pessoas com sofrimento mental, incluindo casos de ansiedade, depressão e uso abusivo de álcool e outras drogas ⇒ Unidades básicas de saúde (UBSs): funcionam como a principal porta de entrada do SUS. Realizam escuta qualificada, acolhimento inicial e, quando necessário, encaminhamento para serviços especializados ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) e prontos-socorros: indicados para situações de urgência e crise, garantindo atendimento imediato na rede pública ⇒ O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece escuta gratuita e sigilosa pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia, além de atendimento por chat no site. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Debate amplia cuidado odontológico a pessoas com autismo na rede pública
Promover um cuidado mais humano, qualificado e acessível às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com esse foco, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizou, nesta terça-feira (7), o III Encontro Científico sobre Autismo, no auditório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A iniciativa, do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), apostou na troca de experiências e na atualização técnica para qualificar o atendimento às pessoas com TEA na rede pública de saúde do DF. A proposta é incentivar abordagens individualizadas e fortalecer um cuidado mais acessível, resolutivo e alinhado às necessidades de cada paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o compromisso com o tema ultrapassa a gestão e dialoga com experiências reais. “Quando falamos de autismo, falamos de aprendizado diário. Eu mesmo vivencio isso dentro de casa, com minha neta, e sei o quanto cada atendimento, cada consulta, cada avanço faz diferença. É um processo de construção contínua. Por isso, nosso papel é facilitar, buscar soluções e garantir que as equipes tenham condições de oferecer o melhor cuidado possível”, enfatiza. Representando o Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), o presidente Domingos Brito destacou o impacto da iniciativa. “O Distrito Federal já é referência nacional em diversas linhas de cuidado no SUS, e iniciativas como esta demonstram que estamos no caminho certo. É um tema que exige atualização constante, troca de experiências e, principalmente, sensibilidade”, pontua. A proposta é incentivar abordagens individualizadas e fortalecer um cuidado mais acessível, resolutivo e alinhado às necessidades de cada paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/IgesDF Atendimento mais individualizado No HRSM, o cuidado já é organizado com foco nas necessidades de cada paciente. Para o superintendente da unidade, Diego Fernandes, o encontro fortalece esse caminho. “Temos estruturado serviços com um olhar cada vez mais individualizado. Cada paciente possui suas particularidades, e o cuidado precisa respeitar isso. No HRSM, já avançamos nesse sentido, tanto na odontologia quanto no pronto-socorro infantil, com ambientes pensados para esse público”, salienta. À frente do Serviço de Odontologia do hospital e da organização do evento, Érika Maurienn destaca a evolução do atendimento ao longo dos anos. “Há 15 anos realizamos esse tipo de atendimento e acompanhamos uma evolução significativa ao longo do tempo. Foram muitos desafios, mas também importantes conquistas, que reforçam a possibilidade de oferecer um serviço de excelência dentro do SUS”, afirma. A cirurgiã-dentista e pesquisadora do Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (CETEA) da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), Juliana Grossi, ressalta o papel do conhecimento na transformação da saúde pública. “Que este encontro represente não apenas aprendizado, mas um ponto de partida para mudanças concretas na prática e nas políticas públicas, promovendo uma saúde mais equânime e acessível”, diz. Avanços em Santa Maria No Hospital Regional de Santa Maria, o atendimento a pessoas com autismo vem sendo estruturado com foco na adaptação do ambiente e na individualização do cuidado. Luzes mais suaves, controle de estímulos e organização do atendimento conforme o ritmo de cada paciente ajudam a reduzir ansiedade e tornar a experiência mais acolhedora, especialmente para crianças. Na odontologia, cada etapa é planejada de forma personalizada, a partir das necessidades e sensibilidades de cada paciente. O acesso ao serviço ocorre principalmente por encaminhamento via Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, com atendimento também em casos de urgência por demanda espontânea. A unidade recebe, em média, até 30 pacientes por mês e vem ampliando estratégias para garantir um cuidado mais acessível, seguro e adaptado às diferentes realidades. Segundo o presidente do IgesDF, já existe um projeto de expansão do serviço odontológico no hospital. “Queremos um atendimento ainda mais completo, estruturado e que realmente atenda quem precisa. Nem todos têm condições de buscar esse cuidado fora do SUS, e é justamente por isso que precisamos fortalecer a rede pública, com qualidade e sensibilidade”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Quarta idade avança no Brasil e desafia rede de saúde a se adaptar
O brasileiro está vivendo mais, e, no Distrito Federal, essa mudança já impacta diretamente a organização dos serviços de saúde. O envelhecimento populacional vem avançando nas últimas décadas e evidencia um fenômeno cada vez mais presente: o aumento do número de pessoas com 80 anos ou mais, a chamada quarta idade. O termo é utilizado por especialistas para designar essa etapa da vida em que a longevidade se intensifica, mas também traz novos desafios sociais e de saúde, exigindo acompanhamento mais próximo e contínuo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022, indicam que o Brasil já conta com cerca de 4,6 milhões de pessoas com mais de 80 anos. Entre os idosos, a faixa etária mais numerosa é de 65 a 69 anos, com 7,9 milhões de brasileiros, mas o grupo que mais cresce é justamente o de idade mais avançada. Na contramão, a população mais jovem vem diminuindo. Pessoas com 0 a 14 anos somam 40,1 milhões, 19,7% da população. Já a expectativa de vida no país chegou a 77 anos, sendo maior entre as mulheres (80,5 anos) do que entre os homens (73,6 anos). Esse cenário reflete uma mudança marcada pela redução das taxas de natalidade e pelo aumento da longevidade, tendência observada em diversos países e que amplia a presença de idosos em idades cada vez mais avançadas. Realidade que já impacta a rede de saúde No Distrito Federal, essa transformação já é percebida na rotina das unidades de saúde. Hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), como o Hospital Cidade do Sol, convivem com o aumento do número de pacientes em idades mais avançadas, muitos deles em situação de internação prolongada. Gilberto Gomes Barbosa tem quase 70 anos de idade, está internado há três meses no HSol por problemas cardíacos, e dedica tempo à produção literária e musical | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o médico Álvaro Modesto, chefe de Núcleo Médico do HSol, esse novo perfil exige mudanças na forma de cuidar. “Na prática, isso já aparece no dia a dia dos hospitais. Temos mais pacientes acima dos 80 anos, muitos com necessidade de acompanhamento contínuo e apoio para atividades básicas. Isso muda a forma como organizamos o cuidado”, explica. Com mais pessoas vivendo por mais tempo, cresce também a necessidade de acompanhamento por parte de familiares, como filhos e cônjuges, além do suporte da rede de saúde. “As famílias também precisam se adaptar a essa realidade. Pais e avós estão vivendo mais e, muitas vezes, precisam de um cuidado mais próximo na rotina”, acrescenta o médico. Cuidado contínuo e qualidade de vida O aumento da chamada quarta idade também exige uma abordagem mais integrada dentro dos serviços de saúde. Questões como mobilidade, uso correto de medicamentos, alimentação e acompanhamento clínico ganham ainda mais importância. Para o ortopedista Rodrigo do Carmo, chefe do serviço de ortopedia do Hospital de Base do Distrito Federal, o cuidado adequado faz diferença na autonomia dos pacientes. “Depois dos 80 anos, o acompanhamento ajuda a reduzir riscos e contribui para que o idoso mantenha autonomia e qualidade de vida”, explica. Em unidades do IgesDF, o atendimento a esse público envolve equipes multiprofissionais e, em muitos casos, acompanhamento contínuo ou internações prolongadas, especialmente entre pacientes com maior grau de dependência. Gilberto Gomes Barbosa é um desses exemplos. Aposentado e com quase 70 anos de idade, está internado há três meses no HSol por problemas cardíacos. Mesmo durante a internação, ele mantém a independência e não precisa de acompanhante permanente. Ainda assim, recebe visitas frequentes de irmãos e amigos, que passam pelo hospital sempre que a rotina de trabalho e estudos permite. A família, segundo ele, fica tranquila ao saber que está bem assistido pela equipe de saúde. “Tenho sido muito bem tratado. Minha família fica tranquila e eu procuro aproveitar o tempo me mantendo ocupado enquanto estou aqui”, ressalta Gilberto Gomes Barbosa. Além da rotina de cuidados com a saúde, o paciente também dedica tempo à produção literária e musical. Ele é escritor e compositor e afirma que sempre gostou de escrever. Atualmente, já tem cinco livros publicados e trabalha em uma nova obra inspirada na própria experiência durante a internação no Hospital Cidade do Sol. Desafio que tende a crescer O crescimento da população com mais de 80 anos segue uma tendência global. Projeções indicam que, até 2050, o mundo terá cerca de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais, ampliando o debate sobre políticas públicas, cuidados de longo prazo e organização do apoio familiar. No Distrito Federal, o desafio já é presente: não se trata apenas de viver mais, mas de garantir que essa longevidade venha acompanhada de qualidade de vida, autonomia e acesso a uma rede de saúde preparada para atender uma população cada vez mais envelhecida. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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No Hospital de Base, pacientes com bolsa de colostomia e feridas ganham apoio para voltar à rotina
Aceitar uma mudança no próprio corpo depois de uma cirurgia pode ser um dos momentos mais desafiadores na vida de um paciente. A aposentada Vandelice Santos de Santana, 66 anos, viveu esse processo após o tratamento de um câncer colorretal, quando precisou passar a usar uma bolsa de colostomia. “Tive muita dificuldade para aceitar. No começo, eu não conseguia nem olhar pra ela. Meu filho que colocava pra mim”, relembra. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen. Ela passa a ser necessária quando o intestino ou o ânus deixam de funcionar normalmente, exigindo novos cuidados no dia a dia. Por trás dessa adaptação está a estomaterapia, uma especialidade da enfermagem ainda pouco conhecida, mas essencial para a qualidade de vida dos pacientes. O estomaterapeuta é o profissional responsável por orientar, acompanhar e tratar pessoas com estomas, que são aberturas cirúrgicas que conectam órgãos ao exterior do corpo, além de atuar no cuidado de feridas complexas e incontinências. No Hospital de Base do Distrito Federal, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a referência nesse atendimento é a enfermeira estomaterapeuta Alexandra Lino. Ela sempre trabalhou na área cirúrgica, e decidiu se especializar por sentir falta de conhecimentos aprofundados para poder prestar uma assistência melhor aos pacientes. "Eu sempre me deparava com áreas de extrema complexidade, como abdomens abertos e estomas de difícil manejo, então a estomaterapia me pareceu muito interessante", explica. A bolsa de colostomia é um dispositivo utilizado para coletar fezes e outros resíduos por meio de uma abertura feita no intestino grosso, no abdômen | Fotos: Divulgação/IgesDF A especialista conta que a profissionalização abriu novas oportunidades e a preparou para ajudar pacientes que estavam sofrendo. "A estomaterapia me proporcionou conhecimento para superar desafios diante das realidades de cada um. Aqui no Hospital de Base, que é referência em complexidades, sempre tive o suporte para atuar junto dos pacientes e trazer a qualidade de vida que eles precisavam diante de situações muito críticas", detalha. Alexandra foi a colaboradora responsável por acompanhar e orientar sobre o preparo e o manejo da bolsa de colostomia de Vandelice e outros incontáveis pacientes. Mais do que ensinar a parte técnica, o acolhimento também é essencial nesse processo. “O cuidado em si é simples, mas se torna difícil porque a bolsa de colostomia altera totalmente a vida do paciente, o que impacta muito principalmente no psicológico”, explica a enfermeira. Somente em 2025, o Hospital de Base realizou mais de 2,5 mil atendimentos relacionados ao cuidado com estomas. Segundo a especialista, muitos pacientes conseguem fazer o manejo sozinhos em casa, mas alguns precisam de acompanhamento mais próximo por causa de complicações ou dificuldades na adaptação. “Cada paciente traz uma história diferente. Muitos fazem perguntas que têm vergonha de fazer para outras pessoas, até mesmo para a equipe médica. E a família também precisa participar, porque passa a fazer parte dessa nova rotina”, relata. Ainda cercado por preconceitos, o uso da bolsa de colostomia exige sensibilidade no atendimento. Para a especialista, a empatia faz toda a diferença. “É essencial mostrar ao paciente que ele não está sozinho. Isso muda completamente a forma como ele enfrenta essa fase”, completa a enfermeira. Hoje, Vandelice diz que conseguiu superar esse período e retomou a rotina com autonomia. “Eu cuido da minha casa, lavo roupa, ando sozinha pra todo canto. Levo uma vida boa e normal”, comemora. Apoio especializado na adaptação e recuperação Além do acompanhamento de pacientes com estomas, o estomaterapeuta também atua no tratamento de feridas complexas e no manejo de incontinências, ajudando a prevenir complicações e acelerar a recuperação. Esse profissional avalia as lesões, orienta a higiene da pele, indica os curativos mais adequados e acompanha a evolução dos casos, principalmente quando o paciente tem dificuldade para realizar o autocuidado. Esse acompanhamento contribui para a cicatrização e garante mais conforto e segurança. É o caso de André Luiz Nagashima Silva, de 41 anos, que teve metade do pé amputado após uma complicação causada por uma bolha. Desde então, ele faz acompanhamento até a cicatrização completa do ferimento. “Tenho recebido um ótimo atendimento desde o começo. É um momento de adaptação, e ter esse apoio é muito reconfortante”, relata. Entre as principais condições tratadas estão úlceras venosas, lesões causadas pelo diabetes, como o pé diabético, e lesões por pressão. Esses casos exigem acompanhamento contínuo devido ao risco de complicações. No Hospital de Base, o atendimento em estomaterapia é voltado a pacientes que já estão em tratamento na unidade, garantindo uma assistência integrada. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF reabre edital para contratação de empresa de transporte de pacientes
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) republicou o Edital nº 02/2026 para contratar empresa especializada em transporte de pacientes entre unidades de saúde da rede pública. O serviço inclui Transporte Sanitário Coletivo (vans), ambulâncias de suporte básico e avançado, para remoções inter-hospitalares e entre unidades da rede, incluindo atendimento a adultos, crianças e recém-nascidos. A republicação atende a uma aprovação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Os veículos deverão ser devidamente equipados com insumos, acessórios necessários à manutenção da vida e equipamentos de salvamento, com disponibilização de equipes multiprofissionais qualificadas e certificadas, além de bases operacionais e central de regulação própria, para atendimento ininterrupto. O transporte inter-hospitalar de alta complexidade (tipo D) é destinado ao atendimento de pacientes críticos, com quadros clínicos instáveis ou com risco iminente de instabilização, demandando cuidados intensivos e contínuos. Já o transporte de suporte básico (tipo B), é voltado a pacientes estáveis, não críticos, que necessitam de complementação diagnóstica, transferência para leitos de enfermaria ou alta hospitalar em condições que impeçam o deslocamento por meios próprios. Para atender os pacientes pediátricos e neonatais, haverá disponibilização de ambulâncias do tipo D equipadas especificamente para o atendimento neonatal, bem como a inclusão de ambulâncias dos tipos D e B adaptadas para o transporte pediátrico, com bebê-conforto ou cadeirinha de transporte veicular e demais dispositivos e equipamentos compatíveis com as especificidades desse público. O transporte inter-hospitalar de alta complexidade (Tipo D) é destinado ao atendimento de pacientes críticos, com quadros clínicos instáveis ou com risco iminente de instabilização, demandando cuidados intensivos e contínuos | Foto: Divulgação/IgesDF A contratação é atividade estratégica de suporte às ações de saúde, com impacto direto na prevenção, diagnóstico, tratamento e alívio de sintomas de diversas patologias. Como participar Empresas interessadas podem consultar todos os detalhes técnicos, critérios de participação e requisitos do processo nos documentos oficiais disponíveis no site do Instituto. O prazo para envio de propostas está aberto do dia 6 ao dia 10 de abril de 2026. Segundo a equipe técnica responsável, a medida busca assegurar que as unidades mantenham a capacidade de ofertar serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que se trata de atividade estratégica de suporte às ações de saúde, com impacto direto na prevenção, diagnóstico, tratamento e alívio de sintomas de diversas patologias, assegurando a mobilidade segura e adequada dos pacientes. O edital completo, elemento técnico e os anexos estão disponíveis no site oficial do IgesDF. Serviço Objeto: contratação de empresa especializada na remoção externa de pacientes Edital: nº 02/2026 Período para envio de propostas: de 6 a 10 de abril de 2026 Portal eletrônico: http://www.apoiocotacoes.com.br *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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DF intensifica vacinação contra gripe entre profissionais de saúde
Em um momento de maior circulação de vírus respiratórios, proteger quem está na linha de frente também é proteger os pacientes. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), iniciou a vacinação contra a gripe para todos os trabalhadores da unidade, incluindo equipes próprias e terceirizadas. A ação segue o calendário oficial do Distrito Federal, iniciado no dia 25 deste mês, e prioriza profissionais da saúde, considerados mais expostos ao risco de infecção. “Garantir a vacinação dentro do próprio hospital facilita o acesso e fortalece a proteção de quem cuida e de quem é cuidado”, explica a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima. Para ampliar a adesão, a unidade organizou horários estendidos. A vacinação ocorre de segunda a sábado, das 7h30 às 18h, durante os meses de março e abril, além de ações no período noturno. A estratégia busca alcançar trabalhadores com diferentes jornadas, especialmente aqueles com mais de um vínculo. Entre os profissionais já imunizados está a médica endocrinologista Juliana Figueiredo. Para ela, a vacinação é uma responsabilidade coletiva. “Além de proteger a nossa saúde, a vacina ajuda a interromper a transmissão dentro do hospital, preservando pacientes que já estão mais vulneráveis”, afirma. A campanha também será realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), com previsão para a segunda quinzena de abril, ampliando a proteção entre trabalhadores das unidades administradas pelo IgesDF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) iniciou a vacinação contra a gripe para todos os trabalhadores da unidade, incluindo equipes próprias e terceirizadas | Foto: Divulgação/IgesDF O que é a gripe A gripe, ou influenza, é uma infecção respiratória aguda com alta capacidade de transmissão. No Brasil, circula durante todo o ano, com picos em determinadas épocas. Os vírus influenza A e B são os principais responsáveis por epidemias sazonais. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) indicam que, em 2025, houve predominância de rinovírus (34,1%) e influenza A (32,9%) entre os casos com identificação viral. Também foram registrados Sars-CoV-2, vírus sincicial respiratório, adenovírus, metapneumovírus e influenza B. Quem pode se vacinar A vacinação contra a gripe no Distrito Federal é voltada aos grupos prioritários, que somam mais de 1,1 milhão de pessoas. Estão incluídos: - crianças de 6 meses a menores de 6 anos; - idosos a partir de 60 anos; - gestantes; - pessoas com doenças crônicas ou deficiências; - profissionais de áreas essenciais. As doses estão disponíveis em mais de cem salas de vacina nas unidades básicas de saúde. A orientação é procurar a unidade mais próxima para garantir a proteção. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Aberta seleção para manutenção de câmaras mortuárias em hospitais
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 09/2026 para contratar empresa especializada na manutenção das câmaras mortuárias do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), com serviços contínuos e fornecimento de peças. A contratação prevê manutenção preventiva, corretiva e preditiva, realizada de forma contínua e em intervalos programados, para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos e reduzir falhas operacionais. O sistema de conservação de corpos é considerado essencial para o funcionamento hospitalar, pois exige operação ininterrupta para assegurar a realização de exames, investigações e demais procedimentos técnicos. Sem manutenção adequada, falhas podem comprometer atividades sensíveis, gerar custos adicionais e impactar diretamente o trabalho médico, científico e o atendimento às famílias. Segundo a equipe técnica responsável, a medida busca assegurar que as unidades mantenham a capacidade de ofertar serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com equipamentos complexos operando de forma segura e contínua. A contratação prevê manutenção preventiva, corretiva e preditiva, realizada de forma contínua e em intervalos programados, para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos e reduzir falhas operacionais | Foto: Divulgação/IgesDF Prazo para envio de propostas As propostas poderão ser enviadas entre 30 de março e 6 de abril de 2026, pelo portal eletrônico http://www.apoiocotacoes.com.br. O edital completo e os anexos estão disponíveis no site oficial do IgesDF. Serviço Objeto: Contratação de empresa especializada na manutenção e conservação de câmaras mortuárias do HBDF e HRSM Edital nº 09/2026 Período para envio de propostas: de 30 de março a 6 de abril de 2026 Portal eletrônico: http://www.apoiocotacoes.com.br *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Profissionais de saúde são treinados para identificar sinais de violência contra mulheres e acolher as vítimas no DF
A cada quatro minutos, uma mulher sofre violência física no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em muitos casos, os primeiros sinais surgem nos serviços de saúde e passam despercebidos. Diante desse cenário, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) capacita profissionais para reconhecer esses indícios e garantir acolhimento adequado às vítimas. Na manhã desta terça-feira (24), profissionais participaram de uma capacitação voltada à identificação e ao acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica, realizada no auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A formação reuniu equipes de diferentes áreas da assistência e teve como foco qualificar a escuta, ampliar a capacidade de reconhecer sinais muitas vezes silenciosos e garantir encaminhamentos adequados dentro da rede de proteção. Durante o encontro, a assistente social do IgesDF e palestrante Beatriz Sousa Liarte destacou que os indícios de violência nem sempre são evidentes no momento do atendimento. “A mulher raramente chega ao serviço de saúde relatando diretamente a agressão. Muitas vezes, ela apresenta queixas que parecem desconectadas, mas que, quando analisadas com atenção, podem revelar uma situação de vulnerabilidade”, afirma. Entre os principais alertas estão as chamadas queixas inespecíficas, como consultas frequentes sem diagnóstico definido, dores crônicas sem causa aparente, faltas recorrentes a atendimentos, tanto da mulher quanto dos filhos, e a presença de parceiros com comportamento controlador. Também chamam atenção sinais na saúde sexual e reprodutiva, como infecções sexualmente transmissíveis de repetição, lesões sem explicação consistente, início tardio do pré-natal, dor durante a relação sexual e gestações não planejadas. “O corpo fala e, muitas dessas manifestações, são respostas dos abusos e precisam ser acolhidas com escuta ativa e responsabilidade profissional”, reforça Beatriz. A formação reuniu equipes de diferentes áreas da assistência e teve como foco qualificar a escuta, ampliar a capacidade de reconhecer sinais muitas vezes silenciosos e garantir encaminhamentos adequados dentro da rede de proteção | Foto: Divulgação/CGDF No campo da saúde mental, sintomas como ansiedade, depressão, estresse, insônia, dificuldade de concentração e comportamentos autodestrutivos também podem estar associados à violência e exigem avaliação integrada. A forma de abordagem é determinante para garantir segurança e vínculo. A orientação é evitar questionamentos que gerem julgamento ou culpabilização e priorizar uma postura empática e acolhedora. O primeiro passo é assegurar o cuidado integral à paciente, atendendo às necessidades imediatas, sejam físicas ou psicológicas. Em seguida, é essencial registrar todas as informações em prontuário, incluindo anamnese, exame físico, condutas adotadas e encaminhamentos. “O preenchimento da ficha de notificação de violência também integra esse processo, assim como a orientação sobre o registro de ocorrência policial. Mas isso sempre com cautela, para não afastar a mulher do serviço de saúde”, enfatiza a assistente social. O fluxo inclui ainda o encaminhamento para outros pontos da rede de saúde e para serviços da rede intersetorial de enfrentamento à violência, conforme a necessidade de cada caso. Notificação é obrigatória A capacitação também reforçou a obrigatoriedade da notificação compulsória dos casos de violência. O procedimento consiste na comunicação às autoridades sanitárias e deve ser realizado mesmo diante de suspeitas. A notificação é sigilosa e não tem caráter de denúncia. Nos casos de violência sexual ou tentativa de suicídio, o prazo para registro é de até 24 horas. Já as situações de violência doméstica sem violência sexual devem ser notificadas em até sete dias, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Desde a Lei nº 13.931/2019, os casos de violência contra a mulher passaram a integrar oficialmente a lista de agravos de notificação compulsória, fortalecendo o monitoramento e as políticas públicas de enfrentamento. Uma nova edição da capacitação será realizada na próxima sexta-feira (27), também no HRSM, com o objetivo de ampliar a participação de profissionais de outros plantões. A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep), pela Gerência de Gestão do Conhecimento (GGCON) e pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre edital para aquisição de novos aparelhos de raio-X
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu edital para a aquisição de novos aparelhos de raio-X, nas modalidades fixa e móvel, destinados às unidades de saúde sob sua administração. A iniciativa busca ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a realização de exames essenciais para o diagnóstico médico na rede pública do DF. O prazo para envio das propostas começou nesta segunda-feira (16) e segue até as 23h55 do dia 27 de março. Os equipamentos serão utilizados em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), contribuindo para maior agilidade na realização de exames e no suporte às decisões clínicas. A contratação será realizada por meio do Edital nº 17/2026, que estabelece as especificações técnicas, os quantitativos e as condições para participação. O critério de julgamento será o menor preço por item, em modo de disputa fechado, entre as propostas que atenderem às exigências previstas. O Instituto orienta que os fornecedores interessados realizem a leitura completa do edital para verificar o atendimento aos requisitos técnicos e às condições estabelecidas. A aquisição dos novos equipamentos deve contribuir para reduzir o tempo de espera por exames e dar mais precisão ao diagnóstico, impactando diretamente a qualidade da assistência prestada aos pacientes. Como participar Os interessados devem enviar suas propostas por meio da plataforma Apoio Cotações, vinculada ao Processo SEI nº 04016-00026785/2025-99. Edital nº 17/2026 — Aquisição de aparelhos de raio-X fixo e móvel. Período de envio de propostas: até 27 de março de 2026, às 23h55 E-mail para contato: emendas.propostas@igesdf.org.br *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Novas camas obstétricas reforçam assistência ao parto no Hospital Regional de Santa Maria
Gestantes atendidas no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) agora contam com mais conforto e segurança durante o parto. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu novas camas obstétricas do tipo PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), que permitem que a mulher permaneça no mesmo leito desde o início do trabalho de parto até o período pós-parto imediato. Os equipamentos passam a integrar a estrutura do centro obstétrico da unidade, que realiza, em média, 350 partos por mês, sendo mais de 53% deles partos normais. Projetadas especificamente para o atendimento obstétrico, as camas evitam deslocamentos desnecessários dentro da unidade, proporcionando mais conforto à gestante, maior segurança ao recém-nascido e melhores condições de trabalho para as equipes assistenciais. A implantação dos novos equipamentos também foi acompanhada de capacitação técnica para profissionais da assistência e da hotelaria hospitalar. O treinamento orientou as equipes sobre o funcionamento das camas e reforçou protocolos voltados à segurança materno-infantil. Os equipamentos passam a integrar a estrutura do centro obstétrico da unidade, que realiza, em média, 350 partos por mês, sendo mais de 53% deles partos normais | Foto: Guilherme Bastos/IgesDF Para a gerente da maternidade do HRSM, Ivonete Rodrigues, a chegada das novas estruturas representa um avanço na qualidade do atendimento oferecido às pacientes. “São camas pensadas exclusivamente para o momento do nascimento, que facilitam a condução do parto normal e oferecem melhores condições para as mães. Ficamos muito satisfeitos com essa conquista”, destaca. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami), do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN) e da Rede Alyne, que incentivam uma assistência mais respeitosa, menos intervencionista e centrada na autonomia da mulher durante o parto. A aquisição das camas obstétricas foi viabilizada por meio de emenda parlamentar da deputada distrital Jaqueline Silva. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base amplia em 77% as urgências cardíacas
Dor no peito, falta de ar e mal-estar são sinais que exigem atendimento imediato. É diante desses quadros que o sistema de urgência entra em ação. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025. Esse aumento se deve à reorganização da porta de entrada da urgência e emergência e à integração dos serviços, o que ampliou o acesso e tornou o cuidado mais ágil e seguro para a população. A mudança faz parte de um processo de reestruturação conduzido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que redefiniu fluxos internos e fortaleceu a integração entre pronto-socorro, cardiologia clínica, hemodinâmica e unidades de internação. A reorganização permitiu ampliar a capacidade de resposta da unidade, com maior resolutividade já no primeiro atendimento. “Passamos a atender não apenas casos complexos, mas também pacientes com problemas cardiovasculares de menor gravidade ou em fase inicial de investigação. Isso possibilita diagnóstico mais precoce e início mais rápido do tratamento”, explica Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia. Com a nova organização, o atendimento começa com triagem específica para sintomas cardíacos, avaliação médica imediata e realização de exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais. A avaliação rápida do risco do paciente, feita logo na chegada ao hospital, ajuda a equipe médica a decidir com mais precisão a conduta, seja observação, seja internação ou encaminhamento para procedimento especializado. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os atendimentos relacionados ao coração tiveram um salto de 77% em 2025 | Foto: Divulgação/IgesDF Além de ampliar o volume de atendimentos no Hospital de Base, a reorganização também contribuiu para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, permitindo que cada serviço atue de forma mais alinhada ao seu perfil assistencial. Atendimento que salva vidas Jonas Morais Sousa, de 53 anos, já havia sofrido dois infartos, em 2019 e 2020. Em janeiro deste ano, voltou a apresentar mal-estar e procurou o Hospital de Base. Após avaliação e exames, permaneceu internado. Mas uma infecção renal adiou a cirurgia cardíaca. Após estabilização clínica, ele foi submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida como ponte de safena, no dia 16 de fevereiro. Em recuperação, Jonas agradeceu o atendimento recebido. “Tudo o que tenho a dizer é parabéns a todos os profissionais. Cada um exerce sua função com dedicação, sempre com o mesmo objetivo. Desde a primeira vez em que infartei e fiquei internado aqui, só tenho a agradecer. Fui bem atendido e realizei todos os exames de que precisei”, afirmou. A aquisição de um novo angiógrafo em 2024 ampliou a estrutura tecnológica da unidade, que passou a contar com dois equipamentos em funcionamento na Hemodinâmica. Em 2025, o número de procedimentos realizados no setor cresceu 33% em comparação com o ano anterior. “Conseguimos expandir a oferta de exames e intervenções, o que impacta diretamente na rapidez do diagnóstico e no início do tratamento”, afirma Gabriel Kanhouche, chefe do setor. Como funciona o atendimento O fluxo começa na classificação de risco do pronto-socorro, com protocolo específico para sintomas cardiovasculares. Após avaliação médica e exames, o paciente pode ser encaminhado para observação, internação ou procedimento especializado. Mesmo depois da alta hospitalar, o acompanhamento ambulatorial garante a continuidade do cuidado. *Com informações do IgesDF
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Novos profissionais reforçam atendimento odontológico no Hospital Regional de Santa Maria
O atendimento odontológico no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) ganhou reforço com a chegada de 57 novos integrantes entre estagiários e residentes, que passam a atuar na assistência e na formação em saúde dentro da unidade. O acolhimento ocorreu na última terça-feira (3) e marca o início de um novo ciclo de aprendizado, qualificação profissional e fortalecimento do cuidado oferecido à população. Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o hospital passa a contar com profissionais em formação nas áreas de urgência e emergência, radiologia odontológica e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Já os estagiários são estudantes de Odontologia do Centro Universitário Uniceplac, do Centro Universitário Icesp e do Centro Universitário Iesb, que passam a vivenciar a rotina hospitalar em um dos principais serviços da região. A recepção foi conduzida pela equipe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM. Durante o acolhimento, os novos integrantes visitaram diferentes setores da unidade para conhecer a estrutura e compreender o fluxo assistencial, aproximando-se desde o primeiro dia da dinâmica hospitalar que irão integrar. Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o hospital passa a contar com profissionais em formação nas áreas de urgência e emergência, radiologia odontológica e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) | Foto: Divulgação/IgesDF Para a chefe do serviço, Erika Maurienn, o momento simboliza mais do que a chegada de novos profissionais em formação. “Receber esses residentes e estagiários é investir diretamente na qualidade da assistência que oferecemos. O hospital é um espaço de aprendizado intenso, mas também de muita responsabilidade. Nosso objetivo é formar profissionais preparados, sensíveis às necessidades do paciente e comprometidos com o serviço público”, destaca. Residência em urgência e emergência Um dos principais avanços deste ano é a abertura inédita do programa de residência em urgência e emergência odontológica. Até então, o HRSM ofertava vagas apenas nas áreas de imaginologia e radiologia, terapia intensiva e anomalias dentofaciais. A ampliação fortalece a linha de cuidado e amplia a capacidade de resposta em casos de trauma e situações de maior complexidade. Recém-formado no fim de 2025, Felipe Ribeiro Cardoso inicia a residência em urgência e trauma em odontologia. Segundo ele, o primeiro contato com a unidade contribuiu para reduzir a ansiedade e fortalecer a confiança. “Já entendemos como o hospital funciona, quem são os profissionais que estarão ao nosso lado e como as residências se integram. Esse acolhimento faz diferença”, afirma. Também residente da área, Amanda Vitória do Nascimento, formada em fevereiro deste ano, destacou a oportunidade de conhecer diferentes setores logo no início das atividades. “Conhecer a maternidade, observar procedimentos com recém-nascidos e visitar a UTI nos dá uma visão real da responsabilidade que teremos. Fomos muito bem recebidos e estou na expectativa de ganhar prática, aprender cada vez mais e contribuir com um atendimento de qualidade para a população”, disse. Para Erika Maurienn, a chegada do novo grupo representa renovação e compromisso com a assistência. “Cada residente e estagiário que chega traz novas perspectivas e vontade de aprender. É assim que fortalecemos o cuidado e garantimos que a população continue recebendo um atendimento cada vez mais qualificado”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base registra maior número de cirurgias da sua história em 2025
O Hospital de Base do Distrito Federal atingiu, em 2025, a maior marca de cirurgias de sua história e ultrapassou a barreira de 15 mil procedimentos realizados em um único ano. Ao todo, foram 15.166 cirurgias, número 7,5% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados 14.107 procedimentos. O recorde mensal também foi superado três vezes, nos meses de maio, julho e setembro. O resultado foi alcançado no ano em que o hospital completou 65 anos de funcionamento e reflete um conjunto de medidas adotadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração da unidade. As ações tiveram como foco organizar melhor a rotina do hospital, acompanhar os resultados de perto e ampliar a capacidade de atendimento cirúrgico. Entre as estratégias implementadas está o projeto Lean, iniciado em 2023. A metodologia busca reduzir desperdícios e tornar o atendimento mais eficiente. No centro cirúrgico, a iniciativa impactou diretamente a organização da agenda cirúrgica e o monitoramento do horário de início das cirurgias. O chefe do centro cirúrgico, Danillo Almeida de Carvalho, destaca que a metodologia permitiu aprimorar o uso das 16 salas operatórias e reduzir períodos de ociosidade. “O Lean nos ajudou a qualificar o trabalho das equipes e a diminuir o tempo ocioso. Houve envolvimento integrado das equipes de limpeza, enfermagem e anestesiologia, o que foi determinante para os resultados”, afirma. Segundo o médico, a reorganização também permitiu ampliar o uso das salas no período noturno para procedimentos de emergência, contribuindo para dar mais agilidade lista de espera cirúrgica. O superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, avalia que o crescimento reflete o comprometimento da gestão com a melhoria contínua: "Estamos empenhados em trazer inovação e sempre aumentar a qualidade do Hospital de Base, que já é uma referência em saúde". Ao todo, e, 2025, foram 15.166 cirurgias, número 7,5% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados 14.107 procedimentos | Foto: Divulgação/IgesDF Crescimento nas especialidades A ampliação da produção cirúrgica impactou diretamente a população, com aumento em diversas especialidades. A urologia apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 24%. O número de procedimentos passou de 1.374 em 2024 para 1.708 em 2025. Os procedimentos de otorrinolaringologia registraram aumento de 14% no período. Já ortopedia e trauma cresceram juntas 9% na comparação anual e somaram 2.943 cirurgias, o que representa quase uma em cada cinco realizadas no hospital. Novo centro cirúrgico Em fase final de construção, o novo centro cirúrgico deve ampliar ainda mais a capacidade de atendimento da unidade. A estrutura contará com 16 salas operatórias, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas, além de uma sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos e áreas de apoio destinadas às equipes assistenciais e à logística hospitalar. Arte: IgesDF Além disso, com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o antigo centro cirúrgico será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. São aqueles mais rápidos, em que o paciente é operado e recebe alta no mesmo dia. Isso amplia a capacidade de atendimento do hospital e melhora o fluxo assistencial. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Fevereiro Roxo reforça cuidado a pacientes com dor crônica no Hospital de Santa Maria
Dor que não aparece em exames, mas limita movimentos, afeta o sono e compromete o dia a dia. Essa é a realidade de quem convive com fibromialgia, síndrome crônica que exige acompanhamento contínuo e cuidado multidisciplinar. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), pacientes com dor crônica contam com suporte especializado por meio do Ambulatório da Dor. É essa estrutura que hoje acompanha a rotina de Rosalina Lopes, 54 anos. Diagnosticada há sete anos, ela só buscou acompanhamento especializado no ano passado. Desde então, integra os encontros do ambulatório e relata melhora significativa. “Tem dias em que minhas mãos e braços doem muito. Quando venho para cá e faço infiltração de bloqueio, chego em casa bem mais aliviada”, conta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira convive com fibromialgia. A cada dez pessoas diagnosticadas, entre sete e nove são mulheres, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos. Apesar da maior incidência feminina, a síndrome também pode atingir homens, idosos, adolescentes e até crianças. Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia e outras doenças correlatas como condições que podem configurar deficiência. A legislação prevê atendimento multidisciplinar e a capacitação de profissionais especializados, ampliando o olhar sobre a complexidade do quadro. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), pacientes com dor crônica contam com suporte especializado por meio do Ambulatório da Dor | Foto: Divulgação/IgesDF A fibromialgia provoca dor difusa, sobretudo em músculos e tendões. Também pode estar associada a cansaço persistente, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e concentração, além de sintomas depressivos. Embora não seja progressiva, ainda não há cura, o que torna o acompanhamento contínuo essencial para garantir mais qualidade de vida. Para a reumatologista do HRSM, Rafaela Cruz, um dos maiores desafios enfrentados pelos pacientes é justamente a invisibilidade da doença. “A fibromialgia é uma doença invisível. Não há uma alteração física aparente, como em uma fratura, por exemplo. Trata-se de uma resposta exacerbada à dor. O paciente sente de forma real e intensa, mas isso nem sempre é percebido por quem está ao redor”, explica. Segundo a médica, o diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas apresentados. “Não existem exames laboratoriais ou de imagem que confirmem a doença. O cérebro interpreta sinais comuns como extremamente dolorosos, e fatores como ansiedade e depressão podem agravar esse processo”, detalha. Como funciona o Ambulatório da Dor no HRSM O atendimento às pessoas com dores crônicas acontece por meio do Ambulatório da Dor, projeto estruturado em 12 encontros semanais. A proposta vai além do controle dos sintomas. O foco está na educação em saúde, na compreensão da condição e no fortalecimento da autonomia para o enfrentamento diário. Durante o programa, os participantes contam com acompanhamento multiprofissional. Na fisioterapia, aprendem exercícios, alongamentos e técnicas voltadas ao alívio da dor. O suporte psicológico oferece acolhimento emocional e psicoeducação, fundamentais para quem convive com sofrimento contínuo. Já a terapia ocupacional avalia os impactos nas atividades diárias e propõe adaptações que preservem funcionalidade e independência. Para a fisioterapeuta Thayze Braga, o objetivo é oferecer estratégias aplicáveis fora do ambiente hospitalar, ajudando o paciente a lidar melhor com os sintomas no dia a dia. “Trabalhamos alongamentos, relaxamentos e auriculoterapia. Quando o paciente entende que existem recursos para lidar com a dor e que ela não precisa ser totalmente limitante, há melhora na qualidade de vida e até redução do uso excessivo de medicamentos”, destaca. O acesso ao grupo ocorre por encaminhamento médico. De acordo com a chefe do Serviço de Psicologia do HRSM, Paola Palatucci Bello, pacientes regulados para a reumatologia passam por avaliação e, ao ser identificado um padrão de dor persistente, podem ser direcionados ao programa. “O encaminhamento é entregue à enfermagem, que organiza a lista de espera. À medida que novos grupos são formados, os pacientes são chamados. Cada turma reúne, em média, 15 participantes”, explica. Usuários atendidos pela ortopedia também podem ser incluídos, desde que atendam aos critérios clínicos estabelecidos. Neste mês de conscientização, o HRSM reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento especializado, oferecendo atendimento multiprofissional e acolhedor às pessoas com fibromialgia e outras condições associadas à dor crônica. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Som alto no Carnaval pode causar perda auditiva
O zumbido após um ou mais dias de folia não deve ser encarado como algo normal se persistir. A sensação de ouvido tampado, audição abafada ou dificuldade para entender o que as pessoas falam pode indicar que houve agressão às partes internas do ouvido responsáveis pela audição. Durante o Carnaval, trios elétricos e caixas de som podem ultrapassar níveis seguros de ruído, com risco de danos temporários ou permanentes. Médico otorrinolaringologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), João Henrique Zanotelli explica que existem dois tipos principais de lesão relacionados ao excesso de ruído. “O trauma acústico agudo acontece após uma exposição intensa em curto período, como ficar muito próximo a uma caixa de som. A pessoa pode perceber a audição ‘abafada’ e apresentar chiado ou zumbido. Em alguns casos é temporário, mas nem sempre. Já a exposição repetida e prolongada pode levar à perda auditiva progressiva e irreversível, porque as células da audição não se regeneram”, explica. Segundo o especialista, uma orientação simples para saber se o volume está perigoso é observar se é preciso gritar para conversar com alguém ao lado. “Se você precisa elevar muito a voz para ser ouvido, o ambiente provavelmente está acima do nível seguro. Como referência, exposições a 90 decibéis não deveriam ultrapassar quatro horas por dia. Já a 100 decibéis, o tempo seguro cai para cerca de uma hora, e perto de trios elétricos o volume pode ser ainda maior”, alerta. “Quanto maior a intensidade do som, menor é o tempo seguro de exposição.” Durante o Carnaval, trios elétricos e caixas de som podem ultrapassar níveis seguros de ruído, com risco de danos temporários ou permanentes | Foto: Divulgação/IgesDF Medidas simples fazem diferença A fonoaudióloga do HBDF Thaynara dos Santos, profissional que atua diretamente na prevenção e no cuidado com a audição, reforça que os sintomas iniciais não devem ser banalizados. “Zumbido, sensação de ouvido tampado, sensibilidade aumentada aos sons e dificuldade para entender a fala indicam que as células auditivas sofreram fadiga. Exposições frequentes podem causar perda auditiva causada pelo ruído excessivo, além de zumbido crônico e dificuldade permanente para compreender fala, principalmente em ambientes ruidosos”, afirma. Ela orienta que atitudes simples podem reduzir os riscos, como manter distância das caixas de som e dos trios elétricos, evitar permanecer por muitas horas seguidas no mesmo ponto e fazer pausas em ambientes silenciosos. Alternar dias de maior exposição com períodos de descanso também é recomendado. O advogado Paullo Inácio, de 36 anos, admite que nunca deu muita atenção ao tema. “Não costumo me preocupar com os riscos do som alto durante o Carnaval. O único cuidado que tomo é ficar longe das caixas de som”, conta. Ele relata que já sentiu zumbido após eventos e que, nesses casos, procura apenas um local silencioso até melhorar. Descansar os ouvidos ajuda, mas especialistas alertam que a repetição dessas situações aumenta o risco de dano definitivo. Uma das formas mais eficazes de prevenção é o uso de protetores auriculares, que são acessíveis, discretos e não impedem a diversão. “Os protetores podem reduzir o som que chega ao ouvido entre 15 e 35 decibéis, dependendo do modelo. Há opções simples vendidas em farmácias e lojas de material de construção. A pessoa continua curtindo a música, mas com menor risco de lesão”, orienta Thaynara. Crianças, idosos e pessoas que já apresentam perda auditiva precisam de cuidado especial. O sistema auditivo infantil ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a vulnerabilidade ao dano. A recomendação é evitar proximidade das caixas de som e utilizar protetores adequados para a idade. Já idosos e pessoas com queixas auditivas devem limitar o tempo de exposição e reforçar a proteção. Quando procurar atendimento médico? O otorrinolaringologista João Henrique Zanotelli alerta que alguns sintomas indicam necessidade de avaliação, principalmente se não houver melhora após ficar em um local silencioso e dar um descanso para os ouvidos. É importante buscar atendimento se houver: - zumbido persistente por mais de 24 a 48 horas; - dor no ouvido; - sensação contínua de ouvido tampado ou audição reduzida; - tontura ou outros sintomas associados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Diagnóstico rápido e tratamento especializado fortalecem combate à leucemia no DF
Aos 30 anos, o consultor Alysson Borges ouviu uma notícia que muda qualquer vida: diagnóstico positivo para leucemia. O impacto foi imediato, mas a reação também veio com firmeza e esperança. “Quando recebi o diagnóstico, eu pensei: quero ficar curado. Vou enfrentar de cabeça erguida. Eu vou vencer. Você automaticamente fica triste. Ninguém quer passar por isso”, relembra. Os primeiros sintomas pareciam comuns: tosse persistente, febre alta, cansaço intenso e sonolência. Ao se alimentar, Alysson sentia como se algo estivesse entalado na garganta. “Parecia que eu estava sufocando”. A busca por atendimento o levou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá foi feito o encaminhamento ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde faz o tratamento para Leucemia. Diagnóstico precoce pode salvar vidas A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma desordenada, prejudicando a produção saudável do organismo. A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a chefe do Serviço de Hematologia do HBDF, Laura Ferraz, o quadro pode provocar anemia, sangramentos e infecções, o que exige atenção rápida. “Fadiga constante, palidez, infecções frequentes, febre recorrente, sangramentos espontâneos, manchas roxas sem causa aparente, dor nos ossos e falta de ar são sintomas que não devem ser ignorados. Nas leucemias agudas, os sinais costumam evoluir em poucos dias ou semanas. Já nas crônicas, podem surgir de forma mais lenta, ao longo de meses”, explica. Referência no tratamento de cânceres hematológicos na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base concentra o diagnóstico e o cuidado desses pacientes, com atendimento especializado e equipe formada por diferentes profissionais da saúde. A gerente de operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias, destaca que o fluxo é ágil e sem demora para iniciar o tratamento. “Hoje temos uma triagem sem fila de espera. O paciente chega com os exames, fecha o diagnóstico e já sai com o tratamento programado. Em média, são cerca de 15 dias entre o diagnóstico, a liberação das medicações e o início da terapia”, informa. Tratamento moderno e acompanhamento especializado Para Alysson, o maior desafio tem sido enfrentar as sessões de quimioterapia e radioterapia. “A quimioterapia é difícil, tem reações, é um processo pesado. Mas eu coloco na minha mente que aquela medicação é o que vai me curar. É o que vai me fazer ficar bem”, conta. Além da quimioterapia convencional, o Hospital de Base oferece medicamentos mais modernos, muitos com menos efeitos colaterais, e faz encaminhamento para transplante de medula óssea quando há indicação clínica. “Hoje temos respostas muito positivas aos tratamentos. É fundamental que o paciente mantenha o acompanhamento regular e confie na equipe”, reforça Larissa Dias. Atualmente em remissão, Alysson destaca o apoio recebido durante todo o processo. “A força não vem só de dentro. Vem da família, dos amigos, dos profissionais de saúde e até de outros pacientes. Sou muito grato ao IgesDF, ao Hospital de Base e ao SUS. Desde o início fui muito bem atendido. Tenho confiança de que vou vencer. É uma luta que a gente trava junto”, afirma. Campanha reforça conscientização e orienta população Este mês é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia e à importância do diagnóstico precoce. A mobilização busca informar a população sobre sinais de alerta, incentivar a doação de medula óssea e reforçar que o tratamento está disponível gratuitamente na rede pública. A porta de entrada para o cuidado começa na rede básica de saúde. Ao identificar sintomas como anemia, fraqueza e palidez, a UBS solicita exames iniciais e, diante de suspeita, encaminha o paciente ao Serviço de Hematologia do Hospital de Base. A campanha também reforça a importância do cadastro como doador de medula óssea, que pode salvar vidas e ampliar as chances de cura de pacientes que precisam de transplante. “Neste Fevereiro Laranja, a principal mensagem é que informação salva vidas. O IgesDF e o Hospital de Base seguem comprometidos em oferecer diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidado humanizado, garantindo assistência qualificada do primeiro sinal à continuidade do cuidado”, reforça Laura Ferraz. Para doar medula óssea no Distrito Federal, cadastre-se no Hemocentro de Brasília. Para mais informações entre no site do Hemocentro.
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IgesDF alcança 77% das metas em 2025 e fortalece gestão com foco no cidadão
Planejar, acompanhar resultados e corrigir fluxos antes que os problemas virem crise. Essa tem sido a linha de ação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que completou, em 2025, o primeiro ano de execução do seu planejamento estratégico com avanços concretos na gestão e reflexos diretos no atendimento à população. Ao longo do ano, o instituto atingiu mais de 77% das metas estipuladas, realizou 12 reuniões operacionais, promoveu mais de 30 análises críticas, acompanhou mais de 40 indicadores estratégicos e estruturou quatro mapas de prioridades, ferramenta que organiza objetivos e direciona ações para cada área. Os resultados foram apresentados durante o Encontro de Balanço Estratégico 2025, realizado nesta terça-feira (10), que reuniu gestores para avaliar forças e fragilidades no comparativo entre 2024 e 2025 e alinhar os próximos passos do IgesDF. Promovido pela Coordenação de Planejamento Estratégico da Superintendência de Qualidade e Melhoria Contínua, o encontro marcou um momento simbólico de amadurecimento institucional. Para o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Sousa, o primeiro ciclo foi decisivo para ajustes e aprendizado. Promovido pela Coordenação de Planejamento Estratégico da Superintendência de Qualidade e Melhoria Contínua do IgesDF, o encontro marcou um momento simbólico para a Instituição | Foto: Divulgação/IgesDF “Foi um ano de muita calibração. Ajustamos rotas ao longo do caminho e tiramos lições importantes para avançar em 2026. A saúde é um sistema complexo e, por muito tempo, fomos levados apenas a apagar incêndios. O planejamento é o caminho para mitigar crises e alcançar resultados mais sustentáveis”, afirma. Gestão mais madura e orientada por indicadores Clayton destaca que investir em planejamento é fundamental para romper ciclos históricos de improviso na gestão pública. “Sem planejamento, ficamos presos à lógica de resolver problemas pontuais, sem mudar a realidade estrutural. A partir de 2026, o IgesDF passará a acompanhar cerca de 300 metas em todas as unidades, com processos contínuos de calibração ao longo do ano e maior peso para aquelas com maior impacto assistencial”, completa. O balanço estratégico evidenciou a evolução da maturidade gerencial do instituto, com análises mais qualificadas de forças e fragilidades. Para o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, a mudança já é perceptível no dia a dia das equipes. “Hoje, gestores e equipes conhecem suas metas, entendem o contrato de gestão e questionam resultados. Em 2024, isso não existia. O instituto evoluiu rapidamente, saindo da análise de números absolutos para discutir qualidade, valor e resultado assistencial”, avalia. Resultados que chegam ao cidadão Os avanços do planejamento estratégico já refletem diretamente no atendimento à população. Um dos destaques é a ouvidoria, que reduziu em 48% o prazo médio de resposta aos usuários, passando de 20 dias, limite máximo previsto na Lei nº 13.460/2017, para 10,3 dias. Essa lei estabelece regras de proteção e defesa dos direitos do cidadão que utiliza serviços públicos. No eixo de governança e integridade, mais de 4 mil colaboradores participaram de capacitações em compliance, termo usado para definir ações voltadas ao cumprimento de normas e à prevenção de irregularidades, um crescimento de 27% em relação a 2024. Já na comunicação institucional, o IgesDF registrou aumento expressivo no engajamento digital. O alcance nas redes sociais saltou de 65,5 milhões para 79,9 milhões, registrando crescimento de 22% na interação com a população. Ensino, pesquisa e inovação em alta A área de ensino e pesquisa também apresentou resultados significativos em 2025. O instituto publicou mais de 150 artigos científicos e ampliou em 19% os recursos captados pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), alcançando R$ 1,5 milhão em investimentos, um acréscimo de R$ 260 mil a mais do que no ano anterior. Para a titular da Diep, Emanuela Dourado, o planejamento estratégico foi essencial para engajar equipes e fortalecer a cultura institucional. “Muitas equipes sequer conheciam o contrato de gestão. Com o planejamento, passaram a entender seu papel dentro da Instituição. Isso gerou engajamento, motivação e uma competitividade saudável”, destaca. Guardiões das metas e próximos passos Outro ponto de destaque do ciclo 2025 foi a atuação dos Guardiões das Metas, grupo responsável por acompanhar e apoiar a execução das metas estratégicas nos setores. Segundo o coordenador de Planejamento Estratégico do IgesDF, Luiz Fillipe Rodrigues, a iniciativa aproximou o planejamento da rotina operacional das unidades. “Com os aprendizados do primeiro ano, o IgesDF inicia 2026 em um novo patamar de maturidade, com foco na gestão por indicadores, maior integração entre áreas, planejamento financeiro, orçamentário e de compras, além do aumento da eficiência assistencial”, finaliza. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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GDF investe em novos equipamentos para fortalecer a fisioterapia no Hospital de Santa Maria
Com foco na ampliação e na qualificação dos atendimentos de fisioterapia, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou, nesta segunda-feira (2), o Edital nº 004/2025 para a aquisição de halteres e tornozeleiras destinados ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O investimento vai otimizar os atendimentos realizados na unidade e fortalecer os serviços oferecidos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O edital prevê a compra de três halteres de 1 kg, três de 2 kg e três de 3 kg, além de quatro kits de tornozeleiras, cada um composto por pares de 1 kg, 2 kg, 3 kg, 4 kg e 5 kg. Os equipamentos serão utilizados pelo departamento de fisioterapia do hospital, contribuindo para a recuperação funcional e a reabilitação dos pacientes. Além do fornecimento dos materiais, a empresa selecionada será responsável pela manutenção dos equipamentos durante todo o período de garantia, assegurando a qualidade e a durabilidade dos itens adquiridos. Os equipamentos serão utilizados pelo departamento de fisioterapia do hospital, contribuindo para a recuperação funcional e a reabilitação dos pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF Prazo para envio de propostas Com o objetivo de garantir ampla concorrência e a participação de empresas especializadas, o período para o envio das propostas é de 10 dias úteis, entre 2 e 13 de fevereiro de 2026, até as 23h55 (horário local). O processo será realizado exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. De acordo com o analista de Compras do Instituto, Pedro Henrique Mendes, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a melhoria contínua dos serviços de saúde. “Esses investimentos reafirmam o empenho do IgesDF na qualificação da saúde pública e no cuidado com a população do Distrito Federal”, destaca. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF.
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Capacitação reforça preparo de equipes e amplia a segurança no atendimento pediátrico do Hospital de Santa Maria
Com a chegada do período de maior circulação de vírus respiratórios, aumenta o número de crianças com quadros graves que exigem atendimento imediato, tornando ainda mais essencial o preparo das equipes de saúde. Diante desse cenário, a pediatria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), promoveu, na última quinta-feira (22), uma tarde de capacitação voltada à atualização técnica e ao fortalecimento da assistência prestada à população infantil. A atividade foi realizada no Centro de Simulação Realística da unidade e reuniu médicos pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com foco em dois temas decisivos para a segurança dos pacientes: intubação orotraqueal, procedimento utilizado para garantir a respiração da criança em situações graves, e parada cardiorrespiratória. De acordo com o chefe do Serviço de Pediatria, Fernando Martins, a iniciativa reforça o compromisso permanente com a qualificação das equipes e com a melhoria contínua do cuidado. “Temos profissionais experientes e engajados, mas a medicina está em constante atualização. Precisamos reciclar conhecimentos e incorporar novas diretrizes para garantir uma assistência cada vez mais organizada e segura, tanto para a equipe médica quanto para a enfermagem”, destaca. O primeiro bloco do treinamento foi conduzido pela pediatra Thais Mendonça, que abordou a intubação orotraqueal. Segundo ela, a capacitação é fundamental diante do perfil assistencial do hospital e da sazonalidade das doenças respiratórias, que ocorre entre os meses de março e agosto. A pediatra Maurisa Rosa abordou o tema da parada cardiorrespiratória (PCR) e ressaltou a importância do tempo de resposta para a sobrevivência das crianças | Foto: Divulgação/IgesDF “Temos um pronto-socorro pediátrico de alta complexidade e, nesta época do ano, há um aumento significativo de crianças com quadros graves, que podem evoluir rapidamente para a necessidade de ventilação invasiva e intubação. É essencial que o pediatra esteja preparado para manejar essas situações, especialmente em bebês menores de um ano, que são os mais vulneráveis”, explica. Na sequência, a pediatra Maurisa Rosa abordou o tema da parada cardiorrespiratória (PCR) e ressaltou a importância do tempo de resposta para a sobrevivência das crianças. “Quanto mais tempo a criança permanece em parada, maior é o risco de hipóxia cerebral, caracterizada pela redução do fornecimento de oxigênio ao cérebro, e de complicações graves. Quando conseguimos reverter rapidamente o quadro e restabelecer a circulação, reduzimos a mortalidade e melhoramos significativamente o prognóstico”, afirma. Após as aulas teóricas, os participantes avançaram para a etapa prática, com simulações de situações reais vivenciadas no pronto-socorro pediátrico. A pediatra Blenda Cunha acompanhou o treinamento e destacou a importância da capacitação para a rotina assistencial da unidade. “O que vemos aqui reflete exatamente o nosso dia a dia. Atendemos muitas crianças graves, tanto de Brasília quanto do Entorno Sul. Casos de parada cardiorrespiratória e necessidade de intubação são frequentes, principalmente no período sazonal, quando a demanda aumenta ainda mais. O curso está excelente e muito alinhado com a realidade do serviço”, avalia. Cuidado e prevenção Durante o primeiro semestre de 2025, o HRSM realizou 12.888 procedimentos de emergência pediátrica, volume que evidencia a alta demanda assistencial da unidade e reforça a importância de manter as equipes permanentemente preparadas, sobretudo nos meses de maior circulação de doenças respiratórias. Segundo a pediatra Thais Mendonça, a atenção deve ser redobrada para evitar complicações, especialmente durante esse período. “Esses quadros podem evoluir rapidamente, e agir no tempo certo impacta diretamente na recuperação do paciente. A orientação às famílias é evitar o contato com pessoas doentes, reforçar a higiene das mãos e ter atenção especial com recém-nascidos, que ainda não completaram o esquema vacinal”, reforça. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Centro de Trauma do Hospital de Base é recomendado a receber certificação nacional de excelência
O Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi recomendado, nesta quinta-feira (22), para receber a Certificação por Distinção da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma, no nível Platinum, o segundo mais alto da categoria. O reconhecimento atesta o compromisso da unidade com a melhoria contínua da qualidade assistencial e da segurança do paciente, além de consolidar o HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), como referência nacional no atendimento ao trauma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação. As demais unidades certificadas estão localizadas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. O processo é conduzido pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma das principais acreditadoras do Brasil, e envolve uma análise criteriosa e aprofundada dos serviços prestados. Para o superintendente do HBDF, Paulo Saad, a certificação reafirma a vocação do hospital para o atendimento a eventos traumáticos e representa o reconhecimento da qualidade do cuidado oferecido à população. “Esse documento é o resultado do esforço de muitas pessoas que trabalham juntas para salvar vidas e será o pontapé inicial para a busca de novas certificações em outros setores do hospital, que também atuam com excelência”, destaca. Segundo ele, a decisão de buscar uma certificação nacional foi um passo audacioso, pois exigiu submeter os serviços a um processo rigoroso de avaliação. “Nós nos colocamos à disposição para ter nossos processos julgados, analisados e auditados. O objetivo final não é apenas receber uma certificação, mas aprimorar, de forma contínua, a qualidade do serviço prestado”, afirma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o processo de certificação, foram avaliados o perfil epidemiológico da população atendida, o volume de pacientes vítimas de trauma, a agilidade no atendimento, a conformidade com protocolos de segurança e outros critérios técnicos relacionados à assistência. O chefe do Trauma do HBDF, cirurgião Renato Lins, ressalta que o reconhecimento reflete o trabalho desenvolvido pelas equipes e confirma que a unidade segue no caminho certo. “Isso demonstra que estamos preparados para oferecer o melhor atendimento possível às vítimas de trauma no Distrito Federal. É um resultado muito importante para todos nós e reforça a qualidade do serviço prestado”, pontua. Já o superintendente da Qualidade do IgesDF, Clayton Sousa, enfatiza que a certificação simboliza, acima de tudo, o compromisso permanente com a segurança do paciente. “Significa que o Hospital de Base está comprometido com o aprendizado contínuo, a melhoria permanente e a busca constante pela excelência”, afirma. Ele acrescenta que a certificação também gera impactos positivos na gestão. “Quando os processos são aprimorados, há menos desperdício e mais efetividade. Isso permite uma utilização mais racional dos recursos, com economia e melhor direcionamento dos investimentos”, explica. Análise da linha de cuidado A linha de cuidado do paciente politraumatizado é estruturada em quatro grandes fases, todas avaliadas de forma minuciosa pelos responsáveis pela certificação: o Centro de Trauma, o Centro Cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o andar de internação da Cirurgia Geral. Cada etapa possui objetivos assistenciais específicos e precisa atender a critérios técnicos detalhados. A auditoria final ocorreu ao longo de dois dias, período em que representantes do IQG inspecionaram as áreas avaliadas, dialogaram com os colaboradores, analisaram a efetividade dos protocolos e constataram a qualidade dos serviços prestados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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UPAs do DF recebem ações voltadas ao cuidado com a saúde mental
Música, escuta ativa e diálogos sobre saúde mental marcaram as ações da campanha Janeiro Branco realizadas nesta semana nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e em polos administrativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em meio à rotina intensa de quem atua diariamente no atendimento à população, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), por meio do Projeto Acolher, levou às unidades a ação Prosa e Melodia. A iniciativa promoveu momentos de acolhimento, integração e sensibilização. Psicólogos conduziram conversas leves e informativas, reforçando a importância do autocuidado e destacando que profissionais que cuidam do outro também precisam ter sua saúde mental preservada. As atividades integram a programação do Janeiro Branco nas unidades geridas pelo IgesDF. O ciclo de ações teve início no dia 12 deste mês, passando pelas UPAs do Gama, Planaltina, Samambaia e Recanto das Emas. No dia 13, foi a vez das equipes de São Sebastião e Paranoá. Já no dia 14, as ações chegaram às UPAs de Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho e Vicente Pires, sempre com o objetivo de fortalecer o bem-estar e estimular a escuta ativa no ambiente de trabalho. O propósito central da campanha é contribuir para a construção de um ambiente institucional mais humano, saudável e confiável. Segundo os organizadores, o cuidado com a saúde mental dos colaboradores impacta diretamente a qualidade da assistência prestada ao cidadão, formando uma cadeia positiva que começa no trabalhador e se reflete no atendimento ao paciente. A iniciativa promoveu momentos de acolhimento, integração e sensibilização | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a campanha evidencia o compromisso do Instituto com quem sustenta diariamente a saúde pública. “Sabemos que a rotina dentro de uma UPA exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional. Criar espaços como este significa reconhecer o valor do colaborador e proteger sua saúde mental, garantindo um atendimento mais humanizado à população. O Janeiro Branco materializa uma política de valorização do trabalhador, baseada no diálogo, na escuta e na aproximação entre gestão e equipes”, destaca. Colaborador em primeiro lugar Segundo a chefe do Nuvid, Paula Paiva, a adesão crescente dos profissionais demonstra que a saúde mental deixou de ser um tabu dentro da instituição. “O principal objetivo da ação é conscientizar os colaboradores sobre a importância do autocuidado para o bem-estar pessoal e para a qualidade do atendimento ao público. Vamos percorrer todas as unidades geridas pelo Instituto. Somente nas UPAs, cerca de 800 colaboradores serão diretamente impactados, com foco na redução da ansiedade e no estímulo à presença no momento atual”, afirma. Na UPA de Brazlândia, a gestão percebe de perto os efeitos da iniciativa. O gerente substituto da unidade, Igor Cavalcante, relata que os profissionais se sentiram valorizados. “O nosso cotidiano é muito intenso. Somos cerca de 160 colaboradores, além de terceirizados. Nesse cenário, ações como essa promovem acolhimento, conscientização e valorização, contribuindo para um ambiente menos pressionado e para a melhoria direta da qualidade do atendimento à população”, pontua. Para o gerente da UPA do Núcleo Bandeirante, Neviton Batista, cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma opção, mas uma necessidade. “Pessoas emocionalmente saudáveis trabalham melhor, se relacionam melhor e têm mais qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. Lidamos diariamente com pressão, sobrecarga e responsabilidades que não ficam do lado de fora quando entramos na instituição”, observa. O propósito central da campanha é contribuir para a construção de um ambiente institucional mais humano, saudável e confiável No dia 15, a ação também foi realizada no PO700, sede administrativa do IgesDF, reunindo colaboradores de diversos núcleos em um momento de diálogo, música e incentivo à busca por apoio e cuidados com a saúde física e mental. Na mesma data, as UPAs de Ceilândia I e II também receberam as equipes do Projeto Acolher. Proposta continuada O Projeto Acolher já é reconhecido internamente por atender a uma demanda essencial dos trabalhadores. Entre os serviços ofertados estão atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura, nutrição, meditação, Reiki e ginástica laboral, além de ações pontuais como o “Prosa e Melodia”. A técnica de segurança do trabalho Luzia Tânia, que atua na UPA de Brazlândia, destaca a importância da iniciativa. “Atos como esse promovem a saúde mental dos colaboradores. Aqui criamos um painel com frases motivacionais, incentivando cuidados como a prática de atividades físicas e de lazer para aliviar o estresse da rotina hospitalar. O cuidado com a saúde mental impacta diretamente a qualidade do trabalho e a prevenção de acidentes”, ressalta. O calendário de ações segue ao longo do mês, incluindo atividades no Centro de Distribuição, no dia 21, e será estendido às unidades administrativas e hospitalares do IgesDF. Para Paula Paiva, o Janeiro Branco vai além de um marco simbólico. “Para o IgesDF, proteger a saúde mental é parte de uma gestão contínua. Isso preserva talentos, fortalece o espírito de equipe e melhora a qualidade do serviço público de saúde. Em um cenário de demandas crescentes, cuidar de quem cuida é um compromisso institucional”, finaliza. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Base recebe dois novos aparelhos de anestesia
O centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu, nesta quinta-feira (8), dois novos aparelhos de anestesia que vão reforçar a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada à população. Essenciais em cirurgias que necessitam de anestesia geral, os equipamentos são responsáveis tanto pela manutenção da anestesia quanto pela ventilação mecânica do paciente durante os procedimentos. Conhecido popularmente como carrinho de anestesia, o equipamento é móvel e pode ser utilizado em diferentes salas cirúrgicas. Com a chegada das duas novas unidades, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passa a contar com 15 aparelhos do tipo em funcionamento. Essenciais em cirurgias que necessitam de anestesia geral, os equipamentos são responsáveis tanto pela manutenção da anestesia quanto pela ventilação mecânica do paciente durante os procedimentos | Foto: Divulgação/IgesDF “Com o carrinho de anestesia, nós temos um gás anestésico que passa por todo o sistema ventilatório e o paciente é anestesiado. Ele não sente dor, não sente estímulo cirúrgico e também não respira por si mesmo, por isso usamos o ventilador do equipamento”, explica a coordenadora do Centro Cirúrgico, Nadja Corrêa Graça. O chefe da Anestesiologia, Iuri Ferreira Lopes, destaca que os novos aparelhos reforçam a segurança na hora de cuidar dos pacientes. “Poder contar com esse tipo de equipamento faz toda a diferença, já que com eles nós podemos entregar os anestésicos de forma segura e fazer a ventilação de forma adequada. Isso nos deixa muito confortáveis durante uma operação”, explica. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria inaugura tomógrafo de última geração e amplia capacidade de atendimento
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) inaugurou, nesta quinta-feira (4), um tomógrafo computadorizado de 64 a 80 cortes que representa um salto significativo na capacidade diagnóstica da unidade. O novo equipamento moderniza a estrutura hospitalar, fortalece a assistência prestada à população e amplia a oferta de exames complexos com mais rapidez, segurança e precisão. A aquisição, realizada com recursos federais e viabilizada por emenda parlamentar do senador Izalci Lucas, substitui um tomógrafo de seis canais, já defasado e insuficiente para a demanda da unidade. Com mais de 400 leitos, pronto-socorro de grande porte e alto volume ambulatorial, o HRSM necessitava de um equipamento mais robusto para acompanhar o crescimento dos atendimentos e a necessidade de diagnósticos mais ágeis. O presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Cleber Monteiro, destacou o impacto da entrega. “É uma grande satisfação colocar em funcionamento um equipamento que respeita a história deste hospital e projeta o futuro da nossa rede. O novo tomógrafo não é apenas tecnologia, é uma resposta concreta às necessidades da população. Mais resolutividade significa menos deslocamentos e diagnósticos mais ágeis”, afirma. O novo equipamento moderniza a estrutura hospitalar, fortalece a assistência prestada à população e amplia a oferta de exames complexos com mais rapidez, segurança e precisão | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Mais precisão e maior capacidade diagnóstica Com o novo tomógrafo, o HRSM poderá realizar entre 180 e 200 exames por dia, dependendo da complexidade dos casos. A ampliação da capacidade de atendimento deve reduzir filas, agilizar diagnósticos e favorecer decisões clínicas mais rápidas, beneficiando pacientes de Santa Maria, das unidades de pronto atendimento (UPAs), das unidades básicas de saúde (UBSs) e de municípios do Entorno. O superintendente do HRSM, Frederico Costa, ressalta que o momento marca o fortalecimento da unidade. “Esse equipamento nos dá mais autonomia, amplia nossa capacidade de resposta e garante diagnósticos mais rápidos e precisos. É um passo importante para a população que depende de nós”, afirma. Para a gerente de Apoio e Diagnóstico Terapêutico, Marlucy Mendes, a mudança será percebida imediatamente. “O novo tomógrafo vai facilitar o giro de leitos, agilizar resultados e aprimorar todo o fluxo interno do hospital”, destaca. O chefe da radiologia, Cristiano Dias, complementa que exames antes represados agora terão maior oferta. “Havia uma fila reprimida para exames com contraste e angiografias. Agora poderemos realizar estudos cardiológicos, de coronárias, abdômen e diversos outros com muito mais qualidade. É um ganho expressivo para toda a rede”, avalia. Com o novo tomógrafo, o HRSM poderá realizar entre 180 e 200 exames por dia, dependendo da complexidade dos casos Infraestrutura preparada para o novo equipamento Para receber o tomógrafo, o hospital passou por uma obra de adequação específica, que incluiu blindagem de piso, paredes e teto com mineral barita, instalação de climatização adequada e outras adaptações técnicas exigidas pelo fabricante. A intervenção foi executada pela engenharia do IgesDF, com investimento de aproximadamente R$ 130 mil. A gerente-geral de Engenharia, Tatiana Tostes, detalha o processo. “Todo o projeto foi desenvolvido pela nossa equipe. A obra foi essencial para garantir segurança radiológica e o funcionamento pleno do aparelho”, explica. Modernização contínua da rede pública O HRSM segue avançando em infraestrutura e tecnologia. O vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel, anunciou novidade importante para os próximos meses. “Em breve teremos, aqui na frente, a ressonância magnética. O projeto já está aprovado e o contrato, assinado. Esse reforço vai complementar de forma significativa a capacidade diagnóstica e ampliar a integração com o novo tomógrafo”, afirma. O diretor de Atenção à Saúde, Rodolfo Lira, ressalta o impacto direto para a comunidade. “Santa Maria deve se orgulhar de contar com um aparelho desse porte. O hospital já é o segundo maior do DF em volume de atendimentos e leitos e agora se consolida também em infraestrutura e tecnologia”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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O perigo por trás de um 'simples remédio'
Quem vê a aposentada Maria das Dores*, 69 anos, caminhando tranquilamente pelo shopping, não imagina o que ela carrega consigo: uma longa e silenciosa relação com a automedicação. Moradora de Ceilândia há quase 48 anos, ela criou vínculos com os farmacêuticos da região e, ao longo da vida, recorreu a eles sempre que aparecia alguma dor ou incômodo. A facilidade de acesso e a crença de que “um remedinho nunca faz mal” acabaram abrindo espaço para um comportamento que hoje Maria reconhece como prejudicial. A aposentada lembra que o hábito começou ainda na juventude, com comprimidos para dores de cabeça, garganta e cólica. Com o tempo, vieram as crises na coluna e, depois, a prática se estendeu aos cuidados com os filhos. O episódio mais grave ocorreu quando ela desenvolveu herpes zóster. Sem procurar atendimento médico, buscou orientação diretamente na farmácia. “O farmacêutico me indicou uma pomada e outros medicamentos. Depois, acabei tendo uma paralisia facial e comecei a tomar ainda mais remédios. Quando vi, estava cercada por cartelas e frascos”, relembra. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil está entre os países que mais praticam automedicação | Fotos: Divulgação/IgesDF A ficha caiu quando o filho a questionou sobre a quantidade de medicamentos que ela consumia. “Hoje eu sei que é perigoso, mas ainda tenho dificuldade de controlar. Tenho hipertensão, que é a única doença diagnosticada, mas ao menor sintoma já procuro um remédio”. Perigo silencioso A história de Maria não é exceção. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil está entre os países que mais praticam automedicação, um comportamento incentivado pela facilidade de compra, pela pressão do dia a dia e pela crença de que determinados remédios são inofensivos. O clínico e gastroenterologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Álvaro Modesto, alerta que a prática pode trazer efeitos colaterais graves, mascarar sintomas importantes e atrasar diagnósticos. “Cada organismo reage de um jeito. Um medicamento que funciona para um familiar ou vizinho pode ser perigoso para outra pessoa. Além disso, aliviar um sintoma não significa resolver o problema. Ele pode até se agravar por estar sendo escondido com o controle dos sintomas sem descobrir a causa”, afirma. Entre os riscos mais comuns estão as interações medicamentosas, quando um remédio anula ou potencializa o efeito do outro, as lesões no fígado e nos rins, especialmente relacionadas ao uso de analgésicos e anti-inflamatórios, e a resistência antimicrobiana, causada pelo uso inadequado de antibióticos. O clínico e gastroenterologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Álvaro Modesto, alerta que a prática pode trazer efeitos colaterais graves, mascarar sintomas importantes e atrasar diagnósticos No caso de pessoas idosas, o risco é ainda maior. “Nessa fase da vida, o metabolismo fica mais lento e os efeitos dos remédios tendem a ser mais intensos. Vale lembrar também que os idosos geralmente já fazem uso de medicação diária para doenças crônicas como hipertensão e diabetes. A combinação inadequada pode gerar tonturas, quedas, confusão mental e até internações”, explica Álvaro. O que o paciente deve fazer O especialista reforça que, ao primeiro sinal de sintomas, o ideal é procurar atendimento médico para avaliação correta. A automedicação só é segura em casos muito específicos e com limite definido por profissionais, como o uso pontual de analgésicos leves ou antitérmicos. Recomendações principais: · Nunca iniciar um medicamento sem orientação profissional. · Não usar indicação de vizinhos, familiares ou internet. · Guardar e tomar medicamentos apenas com prescrição atualizada. · Evitar misturar remédios sem avaliação médica. · Fazer acompanhamento regular para controle das doenças crônicas. Hoje, Maria das Dores tenta reescrever essa história. Apesar da dificuldade em abandonar o hábito, ela segue orientações médicas e, aos poucos, reduz a dependência emocional dos medicamentos. “Estou aprendendo que nem tudo precisa de remédio. Às vezes, o que eu precisava mesmo era de cuidado e atenção”. *Nome fictício para preservar a identidade da paciente. **Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Em evento no DF, urologista alerta que detecção precoce é essencial no combate ao câncer de próstata
A detecção precoce continua sendo a estratégia mais eficaz contra o câncer de próstata, o tipo de câncer mais frequente entre os homens no Brasil. O alerta foi dado pelo chefe do Serviço de Urologia do Hospital de Base e membro da Sociedade Brasileira de Urologia, Bruno Pinheiro Silva, durante palestra promovida nesta quarta-feira (19) pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa PO700) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “O mais importante é detectar cedo”, afirmou o especialista ao apresentar dados atuais sobre a doença, exames de rastreamento, fatores de risco, sintomas e cuidados essenciais para a saúde do homem. A palestra integra as ações do Novembro Azul. Segundo o urologista, a campanha já provoca mudanças reais no comportamento dos pacientes. “Percebo, no consultório, um aumento de 20% a 30% por ano na busca por exames.” O médico apresentou números que reforçam a necessidade de atenção. De acordo com ele, as estimativas apontam 71.730 novos casos no Brasil no triênio 2023–2025, com 48 mortes por dia registradas em 2024. Segundo projeção do Inca, o número de diagnósticos deve dobrar até 2040, chegando a cerca de 140 mil por ano. No recorte regional, o Distrito Federal apresenta a menor taxa de incidência do país (28,21 por 100 mil habitantes), enquanto a Bahia registra a maior (79,42 por 100 mil). A palestra do médico Bruno Pinheiro Silva integra as ações do Novembro Azul. Segundo o urologista, a campanha já provoca mudanças reais no comportamento dos pacientes | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Por que detectar cedo faz diferença? Identificar a doença no início pode garantir até 90% de chance de cura. O problema, segundo o especialista, é que cerca de 60% dos tumores ainda são descobertos tardiamente no Brasil. “Nas fases iniciais, há grande probabilidade de cura. Já no estágio avançado, a cura é improvável e o tratamento é muito mais agressivo”, explica. O rastreamento da doença envolve dois exames complementares: o PSA (antígeno prostático específico), coletado por meio de exame de sangue, e o exame de toque retal. “Antes da coleta, é importante evitar bicicleta, cavalo, moto, atividade sexual e exercícios intensos”, alerta o urologista. Fatores de risco que exigem atenção Entre os fatores de risco que exigem atenção está a idade do homem. “A incidência da doença aumenta após os 50 anos e, no caso de grupos de risco, pode começar mais cedo, por volta dos 45”, alerta Bruno. Homens negros apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença e costumam ter tumores mais agressivos. O histórico familiar é outro ponto importante, pois ter pai ou irmãos diagnosticados eleva significativamente as chances de desenvolver a doença. Além disso, a obesidade pode contribuir para a progressão do câncer para estágios mais avançados, reforçando a necessidade de cuidados contínuos e acompanhamento médico regular. O conteúdo impactou colaboradores que acompanharam a apresentação, como José Eduardo Nascimento, de 35 anos, que assistiu à palestra do próprio posto de trabalho. “Acompanhei daqui da minha estação e prestei atenção em cada detalhe. O que mais me chamou a atenção foi saber que homens negros têm mais risco de desenvolver a doença. Agora estou decidido a fazer meus exames e cuidar melhor da minha saúde”, afirma. “Antes da coleta, é importante evitar bicicleta, cavalo, moto, atividade sexual e exercícios intensos”, alerta o urologista | Foto: Divulgação/IgesDF Sintomas surgem tardiamente, por isso os exames são essenciais O câncer de próstata é uma doença silenciosa e, quando os sintomas aparecem, na maior parte das vezes, já está em estágio avançado. Entre os sinais que podem surgir estão dor ou dificuldade ao urinar, jato urinário fraco ou interrompido, necessidade de urinar várias vezes durante a noite, presença de sangue na urina ou no sêmen, dor óssea e fraqueza nas pernas. “Por isso, exames regulares são fundamentais, mesmo na ausência de sintomas”, reforça. Embora não exista uma forma de prevenção que elimine totalmente o risco, manter um estilo de vida saudável pode ajudar a reduzir a agressividade da doença. O médico orienta adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso e evitar o consumo de tabaco e álcool. Ao encerrar a palestra, Bruno Pinheiro fez um apelo: “Precisamos quebrar o tabu sobre o câncer de próstata. Homens, cuidem-se. E mulheres, continuem nos ajudando a cuidar.” *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Hospital de Santa Maria promove dia de conscientização sobre prematuridade no Novembro Roxo
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta terça-feira (18), um evento especial em alusão ao Novembro Roxo, campanha internacional de conscientização sobre a prematuridade. A iniciativa reforçou fatores de risco, destacou a importância do pré-natal adequado e valorizou o cuidado especializado oferecido aos bebês que nascem antes do tempo. Celebrado em 17 de novembro, o Dia Mundial da Prematuridade integra um mês inteiro de ações voltadas à promoção da sobrevivência e do desenvolvimento saudável dos prematuros. No Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos, o equivalente a um a cada dez nascimentos antes de 37 semanas de gestação, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país está entre os dez primeiros com maior número de partos prematuros no mundo. No HRSM, por exemplo, segundo a chefe do Serviço de Neonatologia, Phabyana Pereira de Araújo, a média é de 35% de prematuros entre todos os partos. “A nossa realidade da prematuridade é intensa aqui. São cerca de 320 a 350 partos por mês, sendo aproximadamente 120 prematuros. Vivenciamos a angústia, o anseio, a felicidade e as dificuldades desta longa internação junto às famílias”, comenta. Em meio às palestras, o evento foi marcado por um instante especial: a alta do pequeno Miguel Sousa, cujo retorno para casa coincidiu com a data da celebração. Miguel nasceu com apenas 23 semanas e dois dias, após a mãe, Jamile Eduarda Rosa, desenvolver uma infecção urinária que desencadeou o parto prematuro | Fotos: Divulgação/IgesDF O evento contou com a presença de profissionais de diversas especialidades, estudantes e mães que vivenciam ou já passaram pela prematuridade e mantêm vínculo com o hospital. A abertura foi conduzida pela chefe do Serviço de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), Lorena Mendes, que destacou a relevância do encontro para fortalecer práticas assistenciais e integrar equipes. “Recentemente, recebemos um bebê com apenas 580 gramas. A equipe tem experiência e habilidade para lidar com casos tão delicados e, por isso, preparamos este momento com muito carinho para todos”, afirma. Assuntos diversificados Ao longo da manhã, os participantes acompanharam uma série de palestras que abordaram diferentes aspectos do cuidado neonatal. Um dos temas em destaque foi a farmacocinética dos prematuros, que é a maneira como bebês nascidos antes do tempo processam os medicamentos em seus organismos, desde a absorção, passando pela metabolização e a excreção dos fármacos. As discussões também avançaram para estratégias de cuidado integral, passando pelo suporte ventilatório, pelo estímulo ao desenvolvimento neuropsicomotor, e pela postura fetal. Os profissionais também debateram mitos e verdades da neonatologia e ampliaram o olhar para além dos cuidados clínicos. A programação incluiu reflexões sobre a experiência das famílias, com ênfase no atendimento psicológico e no fortalecimento das redes de apoio que sustentam pais e cuidadores durante a internação dos recém-nascidos. Durante a tarde, as apresentações avançaram para temas como educação precoce voltada a bebês prematuros, inserção do pai nos cuidados durante a hospitalização, desenvolvimento das funções orais e desafios enfrentados pela família após a alta hospitalar. Especialistas compartilharam evidências e experiências que reforçam a importância da atuação multiprofissional para garantir um início de vida mais seguro e saudável. Para a chefe do Serviço de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), Lorena Mendes, o evento simboliza o compromisso com a humanização e a excelência no cuidado neonatal Um momento de emoção Em meio às palestras, o evento foi marcado por um instante especial: a alta do pequeno Miguel Sousa, cujo retorno para casa coincidiu com a data da celebração. Miguel nasceu com apenas 23 semanas e dois dias, após a mãe, Jamile Eduarda Rosa, desenvolver uma infecção urinária que desencadeou o parto prematuro. “Foram quase quatro meses internado. Eu achei que ele completaria os quatro meses aqui, mas graças a Deus isso não aconteceu. Ele foi muito bem assistido e muito bem cuidado e estou muito feliz em voltar para a casa”, disse Jamile, emocionada. Ao entrarem no auditório, mãe e filho passaram por um corredor de aplausos. O Novembro Roxo também destaca práticas fundamentais como o Método Canguru, que estimula o contato pele a pele entre pais e bebês, e a atuação de bancos de leite humano (BLH), essenciais para a nutrição e recuperação de recém-nascidos prematuros. No HRSM, essas iniciativas são referência e parte central do cuidado oferecido. Para Lorena Mendes, o evento simboliza o compromisso com a humanização e a excelência no cuidado neonatal. “Entre profissionais, famílias e convidados, o sentimento predominante foi o de união, aprendizado e esperança, especialmente de quem já viveu a difícil jornada da prematuridade e hoje celebra histórias de força e superação”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Ação de saúde bucal leva atendimento aos pacientes da UPA do Recanto das Emas
Com o objetivo de informar e conscientizar sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas promoveu, nesta quarta-feira (12), uma ação educativa voltada aos pacientes em observação médica. A iniciativa foi da equipe de odontologia da unidade, que é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A UPA do Recanto das Emas oferece atendimento odontológico de urgência e emergência, clínico e pediátrico, todos os dias. Mesmo com foco nesse tipo de atendimento, os profissionais perceberam a necessidade de levar orientações também aos pacientes internados ou em observação, ampliando o cuidado para além do tratamento imediato e emergencial. Segundo a coordenadora multiprofissional da unidade, Sarah Brenda de Souza, as ações de saúde bucal vêm sendo realizadas na unidade desde meados de outubro. Os profissionais visitam os pacientes internados, fazem avaliação odontológica, orientam sobre higiene bucal, entregam folhetos educativos, além de kits com escova e creme dental. “Essa ação tem sido muito importante, pois atendemos uma população bastante carente. Muitas vezes, os pacientes apresentam problemas que afetam não apenas a saúde bucal, mas também a geral”, explica Sarah. A UPA do Recanto das Emas oferece atendimento odontológico de urgência e emergência, clínico e pediátrico, todos os dias | Foto: Divulgação/IgesDF Durante a atividade desta quarta-feira, a equipe avaliou um paciente idoso diagnosticado com periodontite, uma inflamação crônica da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana. “Após a avaliação da cirurgiã-dentista e da técnica em saúde bucal, foi necessário realizar a extração de um dente, pois o paciente sentia dor e relatou que fazia muito tempo que não ia ao dentista. Isso mostra o quanto ações como essa são necessárias”, acrescenta a coordenadora. A cirurgiã-dentista Laís Guerra destacou que muitos pacientes nunca tiveram atendimento odontológico. “Alguns adultos jamais haviam passado por um dentista. E, entre as crianças, várias mães relataram que nunca levaram seus filhos para uma consulta, nem mesmo na fase da troca dos dentes”, relata. Ação constante Diante da demanda, a equipe decidiu repetir a ação pelo menos duas vezes por semana, reforçando a importância da higiene bucal e dos cuidados preventivos. Sarah Brenda também chama atenção para a relevância da visita da equipe a cada leito. “Muitos pacientes internados têm limitações físicas ou condições clínicas que dificultam a escovação diária. Esse reforço da importância da higiene bucal, faz toda a diferença”, destaca. A coordenadora reconhece o empenho das profissionais Laís Guerra e Evaine Nonato, idealizadoras da iniciativa. “Ficamos impactados com o olhar sensível delas e com o cuidado dedicado aos pacientes. Na UPA do Recanto das Emas, o atendimento vai além da parte clínica: é um cuidado integral, que valoriza a saúde como um todo”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Primeiro espaço sensorial para crianças autistas no Centro-Oeste é inaugurado na rede pública de saúde do DF
Em um gesto que une sensibilidade e inovação, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) inaugurou, nesta terça-feira (28), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Espaço Humanizar TEA, o primeiro ambiente sensorial da rede pública do Centro-Oeste voltado exclusivamente a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O local foi projetado para reduzir estímulos visuais e sonoros, proporcionando tranquilidade e bem-estar a pacientes e acompanhantes durante o atendimento hospitalar. A primeira-dama do Distrito Federal e madrinha social do projeto, Mayara Noronha Rocha, foi peça fundamental na mobilização de parceiros. Com a articulação dela, a GPS Foundation doou integralmente os itens necessários à implantação do espaço, garantindo a entrega sem custos para o hospital. “É impossível pensar em prosperidade sem a junção do setor público, privado e da sociedade civil. Quando há união, tudo nasce mais rápido. Este é mais que um espaço: é um gesto de acolhimento e inclusão”, destaca Mayara Noronha Rocha. A iniciativa nasceu de um olhar atento da superintendente do HRSM, Eliane Abreu, que percebeu as dificuldades enfrentadas por famílias atípicas nas longas esperas hospitalares. Para tornar o projeto realidade, ela contou com o apoio técnico da Gerência Geral de Humanização e Experiência do Paciente (GGHEX), responsável pela execução e pela articulação institucional. A primeira-dama do Distrito Federal e madrinha social do projeto, Mayara Noronha Rocha, foi peça fundamental na mobilização de parceiros | Fotos: Divulgação/IgesDF “Tenho um sentimento de dever cumprido. Vai muito além da gestão: é olhar para quem chega à nossa porta e precisa de um ambiente acolhedor. Isso faz diferença no cuidado, no tratamento e na forma como a saúde é vivida”, afirma Eliane. A voz das famílias O espaço foi recebido com entusiasmo por mães e cuidadores que convivem com a rotina de crianças neurodivergentes. Naiara Roque, empresária, mãe atípica e autista, participou da inauguração e ressaltou o impacto da iniciativa. “Eu sou autista e tenho dois filhos autistas também. Uma sala de espera adaptada faz toda a diferença para evitar crises e desconfortos. Ver o serviço público acolhendo essa causa faz o coração das famílias transbordar de alegria”. Inspiração Para o diretor de Atenção à Saúde do Instituto, Rodolfo Borges Lira, o projeto deve inspirar novas iniciativas. “Esta é mais uma parceria frutífera entre o IgesDF, o setor privado e o Governo do Distrito Federal. Nosso objetivo é que espaços como este se tornem comuns em toda a rede, garantindo dignidade e inclusão no atendimento pediátrico.” O espaço foi recebido com entusiasmo por mães e cuidadores que convivem com a rotina de crianças neurodivergentes A presidente da fundação, Vivianne Piquet, também celebrou a parceria. “Tenho um carinho muito especial pela causa dos autistas. Quando o IgesDF nos procurou, a vontade de ajudar se encaixou perfeitamente. É emocionante ver o resultado”. Cuidado que vai até a criança Mais do que uma sala de espera, o Espaço Humanizar TEA é também um ambiente terapêutico. Em casos específicos, médicos e equipes multiprofissionais poderão realizar atendimentos no próprio local, evitando o deslocamento das crianças para áreas com mais estímulos. “Os corredores hospitalares podem ser frios até para adultos. Por isso, essas adaptações são fundamentais para o bem-estar e para o atendimento humanizado”, explica Anucha Soares, gerente geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Ambulatório de Neurologia Cognitiva do Hospital de Base dobra atendimentos
Quando o aposentado Antônio Batista, de 86 anos, começou a esquecer nomes e se perder em caminhos conhecidos, a família acreditou que era apenas o peso da idade. “A gente acha que é normal, que todo idoso fica esquecido. Mas um dia percebemos que ele precisava de ajuda”, conta a filha, Fabiana da Silva. Foi no Ambulatório de Neurologia Cognitiva do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que Antônio encontrou respostas, tratamento e acolhimento. Nos últimos meses, o ambulatório tem se consolidado como um ponto de referência para pacientes do DF e do Entorno. O número de acompanhamentos mais que dobrou em um ano, passando de 120, em 2024, para 262, em 2025. “A maioria dos pacientes tem idade média de 70 anos, e os diagnósticos mais frequentes são de doença de Alzheimer e demência vascular, condições que exigem acompanhamento contínuo”. Para o neurologista e chefe do ambulatório, Carlos Uribe, o aumento reflete tanto a maior demanda quanto o empenho da equipe em ampliar a capacidade de atendimento | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o neurologista e chefe do ambulatório, Carlos Uribe, o aumento reflete tanto a maior demanda quanto o empenho da equipe em ampliar a capacidade de atendimento. “Passamos de um para dois turnos semanais, o que nos permitiu acolher mais pacientes e reduzir o tempo de espera. Hoje, cada consulta inicial é feita com atenção redobrada para levantar o histórico, definir hipóteses e encaminhar exames que vão desde análises laboratoriais até ressonância magnética ou punção lombar, quando necessário”, explica. Trabalho em equipe O ambulatório conta com uma equipe composta por um preceptor neurologista e residentes de neurologia e psiquiatria, que atuam de forma integrada na investigação dos casos. Essa abordagem multiprofissional fortalece o aprendizado dos jovens médicos e aprimora a qualidade da assistência. “Os residentes de psiquiatria e psiquiatria geriátrica também participam, buscando compreender o manejo das alterações cognitivas em idosos, algo cada vez mais comum com o envelhecimento populacional”, complementa Uribe. Para a médica residente Beatriz Pires, o ambiente é um espaço de aprendizado e empatia. “É uma das áreas mais ricas da neurologia. Recebemos casos em estágios muito diferentes. Alguns pacientes chegam no início do declínio da memória, o que nos dá chance de intervir precocemente. Outros, infelizmente, demoram a buscar ajuda e já chegam com o quadro mais avançado, muitas vezes por falta de acesso ou desconhecimento”, relata. Imagem: IgesDF Além do diagnóstico O acompanhamento no ambulatório é individualizado e adaptado à evolução de cada paciente. Alguns retornam a cada três ou quatro meses, outros mantêm contato mais próximo com a equipe, inclusive fora do horário de consulta, quando precisam de relatórios ou receitas. “Há pacientes que ficam conosco por anos, às vezes até o fim da vida. Cada história é única, e nossa missão é oferecer o máximo de dignidade e cuidado possível”, afirma Uribe. Para Beatriz, o papel da equipe vai além do diagnóstico. “Nosso compromisso é com a qualidade de vida de quem está doente e de sua família, orientando sobre o cuidado e as adaptações que a condição exige”. E para famílias como a de Antônio, cada consulta representa mais do que um ato médico, é um gesto de humanidade. “Aqui, meu pai é tratado com respeito e paciência. Eles não cuidam só da doença, cuidam da gente também”, declara a filha, Fabiana da Silva. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Em obras, novo centro cirúrgico do Hospital de Base vai ampliar atendimento
O novo centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) já começou a tomar forma. Com investimento de R$ 13.568.885,52 do GDF, o espaço está sendo erguido no antigo bloco de ligação da unidade, até então desativado. A nova estrutura substituirá o centro cirúrgico atual — que segue em funcionamento —, com o objetivo de modernizar a área e ampliar a capacidade de atendimento. “O Hospital de Base tem 65 anos. Na época em que foi construído, não existiam diversas normativas que temos hoje. O objetivo deste novo centro cirúrgico é modernizar toda a infraestrutura e adequar o espaço às normas vigentes, em um ambiente planejado para oferecer maior segurança e eficiência. Com isso, desativaremos o centro cirúrgico atual e teremos um novo local totalmente atualizado, proporcionando mais conforto aos pacientes e à equipe técnica”, explica a gerente-geral de Engenharia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Tatiana Tostes. O andar do centro cirúrgico propriamente dito já passou pela demolição das antigas divisórias e avança agora para a construção da divisão das salas cirúrgicas e demais etapas da obra | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Desenvolvido pelas equipes de arquitetura e engenharia do IgesDF, o projeto do novo centro cirúrgico conta com uma área exclusiva destinada à infraestrutura técnica e predial, onde estão concentrados os equipamentos de suporte — como sistemas de ar-condicionado e instalações elétricas —, permitindo a realização de manutenções sem interferir nas atividades cirúrgicas. Nessa área, a estrutura metálica dos dutos de ar-condicionado já foi instalada, e a demolição das antigas interferências foi concluída. O próximo passo será a execução da passarela metálica de acesso. O andar do centro cirúrgico propriamente dito já passou pela demolição das antigas divisórias e avança agora para a construção da divisão das salas cirúrgicas e demais etapas da obra. O espaço contará com 16 salas operatórias de pequeno e médio porte — sendo duas preparadas para procedimentos robóticos —, uma sala de recuperação pós-anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio para as equipes assistenciais. “O que esperamos agora é a modernização de todos os espaços. A expectativa é que possamos aumentar o número de cirurgias, a qualidade e a eficiência e, com isso, atender mais a população”, destaca o gerente de Serviços Cirúrgicos do IgesDF, Danillo Almeida de Carvalho. O Hospital de Base realiza, principalmente, cirurgias oftalmológicas, ortopédicas, de traumatologia e oncológicas, além de ser a referência em cirurgias cardíacas e neurocirurgias. Atualmente, a média é de 45 procedimentos por dia. Em setembro deste ano, a unidade bateu recorde, totalizando 1.332 cirurgias. Segurança e conforto As novas salas cirúrgicas terão sistemas integrados, capazes de conectar equipamentos e imagens em tempo real, além de facilitarem procedimentos como transplantes. Outro diferencial são os espaços para cirurgias robóticas, que garantirão mais precisão e segurança nos procedimentos, bem como a rápida desospitalização dos pacientes. Gerente-geral de Engenharia do IgesDF, Tatiana Tostes: “Desativaremos o centro cirúrgico atual e teremos um novo local totalmente atualizado, proporcionando mais conforto aos pacientes e à equipe técnica” O novo centro cirúrgico atenderá integralmente às normas sanitárias e exigências técnicas de controle de infecção hospitalar, garantindo ambientes mais seguros e adequados às boas práticas cirúrgicas. A obra está sendo conduzida por empresa contratada, com condução e fiscalização da equipe de engenharia do IgesDF. O Hospital de Base é considerado a principal referência em procedimentos de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal, além de ser reconhecido nacionalmente como modelo de atendimento especializado, ensino e pesquisa.
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Saúde para todos: 63,5% dos partos nas maternidades públicas da região Sul do DF são de mães do Entorno
Quando Thayane Pereira Silva, moradora da Cidade Ocidental (GO), descobriu que seu filho Artur nasceria prematuro, com apenas 34 semanas, optou pelo Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) após ouvir boas recomendações. O parto, realizado por cesariana, foi acompanhado de perto por profissionais de diversas áreas. “No início, recebi grande apoio da fisioterapia para tentar o parto normal e fui acompanhada de perto durante todo o processo. A cada troca de plantão, os profissionais me trataram com carinho e atenção. Foi, de fato, uma experiência surpreendente”, conta Thayane. Histórias como a dela se repetem todos os dias. A maternidade do HRSM, hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) é referência em gestações de alto risco e dispõe de estrutura moderna: 12 leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), leitos exclusivos para estabilização materna e recuperação pós-anestésica, três salas cirúrgicas e até um espaço terapêutico voltado ao bem-estar das famílias. Uma equipe multiprofissional — que inclui enfermeiras obstetras, médicas, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogas, assistentes sociais e outros profissionais — garante cuidado integral às gestantes. A maternidade do HRSM, hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) é referência em gestações de alto risco e dispõe de estrutura moderna | Foto: Alberto Ruy/IgesDF “O Hospital Regional de Santa Maria é exemplo de como uma gestão eficiente pode transformar realidades. Hoje, conseguimos acolher gestantes de alto risco com qualidade, segurança e humanidade. Cada parto realizado aqui representa não só um nascimento, mas também a confiança de famílias inteiras no trabalho desenvolvido pelo IgesDF e pelo Governo do Distrito Federal”, ressalta o presidente do instituto, Cleber Monteiro. A força desse acolhimento se reflete nos números. Entre janeiro e agosto de 2025, as maternidades públicas do DF registraram mais de 21,6 mil partos. Os hospitais regionais do Gama (HRG) e de Santa Maria (HRSM) juntos registraram 5.098 partos, dos quais 3.240, o que equivale à 63,5%, foram de mães residentes em cidades do Entorno goiano. Os dados constam do Painel Infosaúde, da Secretaria de Saúde (SES-DF). Arte: IgesDF No HRG, foram 2.555 partos até agosto, 1.842 de mulheres do Entorno (72,1%), e 713 de brasilienses. Já no HRSM, o total de partos é de 2.543, sendo 1.398 pacientes vindas de municípios vizinhos (55%) e 1.144 moradoras do DF. Entre as cidades que mais recorrem a essas duas unidades estão Valparaíso de Goiás (1.024), Luziânia (886), Novo Gama (793) e Cidade Ocidental (446). Para o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, esses números mostram a importância da rede pública de saúde do Distrito Federal não apenas para os brasilienses, mas também para milhares de famílias do Entorno. “É um desafio grande, mas que reforça o papel do DF como referência em atendimento especializado e humanizado. Estamos investindo em estrutura, tecnologia e profissionais para garantir que cada mãe e cada bebê tenham a assistência necessária”, revela. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF abre credenciamento para oferecer planos de assistência à saúde suplementar aos colaboradores
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) mantém aberto o Edital de Credenciamento nº 011/2025, destinado a empresas administradoras de planos de saúde autorizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O objetivo é disponibilizar aos colaboradores do IgesDF planos coletivos de saúde, com ou sem coparticipação. A cobertura inclui atendimento médico-hospitalar de urgência e emergência, consultas, exames, clínicas especializadas e outros serviços de saúde. Como participar O credenciamento busca ampliar a rede de atendimento e fortalecer a política de benefícios oferecida aos profissionais do Instituto. Empresas interessadas devem estar cadastradas na plataforma Apoio Cotações e enviar propostas até 21/4/2026. [LEIA_TAMBEM]Cada administradora credenciada deve oferecer, no mínimo, três operadoras distintas: uma de abrangência nacional, uma regional e uma com planos ambulatoriais. Também podem ser incluídos planos odontológicos e outros produtos adicionais, desde que atendam às exigências mínimas do edital. O processo segue o Regulamento Próprio de Compras e Contratações do IgesDF e está fundamentado nas Resoluções Normativas da ANS. A participação no credenciamento não implica obrigação de contratação pelo instituto. Serviço Credenciamento: Empresas administradoras de benefícios em saúde autorizadas pela ANS Finalidade: Oferecer planos de assistência à saúde suplementar aos colaboradores do IgesDF Processo SEI: nº 04016-00001645/2025-16 Prazo para propostas: 22/4/2025 a 21/4/2026 Plataforma: Apoio Cotações Site oficial: IgesDF E-mail para esclarecimentos: compras.servicos@igesdf.org.br *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Sedentarismo já atinge quase 2 bilhões de pessoas no mundo
O sedentarismo já é responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo e ameaça se tornar a próxima grande epidemia global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,8 bilhão de pessoas vivem abaixo do mínimo recomendado de atividade física, número que deve crescer ainda mais até 2030, elevando os casos de infarto, derrame e até câncer. A falta de atividade física está associada ao aumento de doenças cardíacas, obesidade, diabetes e até alguns tipos de câncer, como o de mama e o de cólon. Segundo estimativas internacionais, quase 500 milhões de pessoas podem desenvolver doenças graves relacionadas ao sedentarismo até o fim da década. No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Considerado o país mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano por doenças ligadas à inatividade física. De acordo com o IBGE, 47% dos brasileiros adultos são sedentários e, entre os jovens, o índice chega a 84%. Segundo estimativas internacionais, quase 500 milhões de pessoas podem desenvolver doenças graves relacionadas ao sedentarismo até o fim da década | Foto: Divulgação/IgesDF Para a cardiologista Alexandra Mesquita, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a situação exige atenção imediata. “O sedentarismo já pode ser considerado uma epidemia moderna. Ele eleva o risco de doenças cardiovasculares tanto quanto fatores clássicos como a hipertensão e a obesidade”, destaca. Entre os fatores que contribuem para esse cenário, está o uso prolongado de telas, como celulares e computadores, além da rotina de trabalho cada vez mais ligada ao ambiente online. Isso não apenas aumenta o tempo sentado, mas também altera padrões de sono, eleva a pressão arterial e favorece o ganho de peso. “A tecnologia trouxe inúmeros benefícios, mas também intensificou o sedentarismo. Precisamos contrabalançar isso com escolhas mais ativas no dia a dia”, reforça Alexandra Mesquita. A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana para reduzir os riscos. Mas, segundo os médicos, pequenas mudanças já fazem diferença. “O sedentarismo já pode ser considerado uma epidemia moderna. Ele eleva o risco de doenças cardiovasculares tanto quanto fatores clássicos como a hipertensão e a obesidade” Alexandra Mesquita, cardiologista “Não é preciso ser atleta para proteger o coração. Subir escadas, caminhar mais ao ar livre, pedalar, nadar, dançar e reduzir o tempo sentado já reduz o risco cardiovascular e ajuda a cuidar da saúde mental”, orienta a cardiologista. Para a médica, os números mostram que estamos avançando devagar no combate ao sedentarismo, mas ainda há um longo caminho a percorrer. “Precisamos de campanhas que incentivem a população e a estimulem a adotar hábitos mais saudáveis”, afirma Alexandra. Confira algumas dicas para combater o sedentarismo no dia a dia: - Suba escadas em vez de usar o elevador. Pequenas mudanças de hábito já contam como atividade física - Faça pausas no trabalho. Levante a cada hora e caminhe por alguns minutos - Reduza o tempo de tela para não passar horas seguidas diante do computador, celular ou TV - Sempre que puder troque o carro por caminhada ou bicicleta em trajetos curtos *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Abertos processos seletivos para médicos ginecologistas e enfermeiros especialistas em infecção hospitalar
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para dois processos seletivos que visam a formação de cadastro reserva em diferentes áreas da saúde. As oportunidades são destinadas a médicos ginecologistas e obstetras e a enfermeiros com especialização em Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). No caso do Edital nº 151/2025, a seleção é voltada para médicos ginecologistas e obstetras, com carga horária mínima semanal de 24 horas e remuneração bruta de R$ 15.292,32. Entre os requisitos, estão a conclusão do curso superior em medicina, residência ou título de especialista emitido pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e experiência mínima de seis meses na área. Já o Edital nº 150/2025 oferece vagas para enfermeiros especializados em Controle de Infecção Hospitalar, com carga horária mínima de 36 horas semanais e remuneração bruta de R$ 4.669,05. É necessário possuir diploma em enfermagem, pós-graduação completa em controle de infecção hospitalar, registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e experiência mínima de seis meses na função. Além da remuneração, os profissionais contratados terão direito a benefícios como auxílio-transporte, alimentação (conforme acordo coletivo), acesso a um clube de descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no aniversário. Os contratos poderão ser firmados em regime determinado, indeterminado ou intermitente, de acordo com a necessidade do IgesDF. Interessados devem acessar os editais completos e realizar a inscrição pelo site processoseletivo.igesdf.org.br/vagas até 7 de outubro. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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IgesDF apresenta avanços em gestão e inovação ao CRM-DF
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu a semana com uma apresentação estratégica ao Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF). Em reunião com a presidente da entidade, Lívia Pansera, a Diretoria de Atenção à Saúde (Diase) detalhou o Relatório de Gestão 2025 e projetos que estão transformando a assistência na rede. O diretor Rodolfo Lira destacou que, nos últimos dois anos, a adoção de painéis de Business Intelligence (BI) vem mudando a rotina das unidades: os gestores passaram a acompanhar em tempo real indicadores de atendimento e ocupação. “Dividir nosso planejamento e execução de ações com o CRM-DF é essencial. Nosso desejo é criar um fórum qualificado para trabalharmos cada vez mais próximos”, afirma. Telemedicina e médicos rotineiros Na sequência, o superintendente da Unidade de Atenção Pré-Hospitalar, Francivaldo Soares, apresentou dois projetos que vêm fazendo diferença nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O primeiro é a inclusão de médicos rotineiros, para garantir maior regularidade na assistência. O segundo é a telemedicina, já em funcionamento em cinco unidades, voltada a pacientes de baixa gravidade. A presidente do CRM-DF, Lívia Pansera, elogiou a iniciativa do IgesDF em manter a entidade informada sobre os avanços | Foto: Divulgação/IgesDF Entre os resultados alcançados estão a redução do tempo médio de permanência, a otimização dos pedidos de vagas em UTIs e a diminuição nos custos de internação. Em Samambaia e Ceilândia I, cirurgiões passaram a emitir pareceres diretamente nas UPAs, evitando transferências desnecessárias para hospitais. O superintendente do Hospital de Base (HBDF), Edson Gonçalves, acrescentou que 2025 já registra aumento no número de cirurgias, crescimento de consultas oncológicas e ampliação da oferta ambulatorial para esses pacientes. Retaguarda psiquiátrica e cuidados paliativos O psiquiatra do IgesDF, Sérgio Cabral, apresentou o novo modelo de retaguarda psiquiátrica nas UPAs. Iniciado como piloto no Núcleo Bandeirante e já expandido para Sobradinho e Vicente Pires, o projeto tem reduzido a permanência de pacientes internados e diminuído o número de transportes para pareceres. Já o médico paliativista Arthur Luz, chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos, mostrou que a área também avança no instituto. Estão em andamento um processo seletivo para novos especialistas, cursos de capacitação e a criação de fluxos de atendimento para pacientes que chegam às UPAs e precisam ser encaminhados ao Hospital Cidade do Sol (HSol). Integração com a classe médica A presidente do CRM-DF elogiou a iniciativa do IgesDF em manter a entidade informada sobre os avanços. “É fundamental manter esse canal de diálogo e garantir a transparência dos dados públicos. Nosso papel é assegurar a boa prática médica e oferecer mais segurança à assistência”, ressalta Lívia Pansera. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Comunicação sem barreiras marca o Dia Nacional do Surdo
Quando chegou ao Hospital de Base (HBDF), José Borges Filho não sabia se conseguiria se comunicar com a equipe. Surdo, já havia enfrentado inúmeras barreiras em outros lugares. Desta vez, porém, foi diferente. “Me sinto bem e acolhido. São raros os lugares onde vou e sou recebido por alguém com capacidades para me atender”, disse. O simples gesto de ser compreendido trouxe não apenas alívio, mas dignidade ao seu tratamento. Se do lado de José está a experiência de quem busca cuidado, do outro está a história de quem oferece esse cuidado diariamente. Gilson Batista Sousa Junior, 28 anos, residente de ortopedia do HBDF, convive com deficiência auditiva desde os dois anos, consequência de uma meningite. O que poderia ter sido uma barreira, ele transformou em força para seguir na medicina. “Cada dificuldade pode se transformar em uma oportunidade de superar barreiras e mostrar que a inclusão é sim possível”, afirma. As histórias de José e Gilson se somam ao trabalho de quem torna o Hospital de Base mais acessível. James de Souza Batista, recepcionista da Hematologia desde 2018, é fluente em Libras e se tornou essencial no atendimento a pacientes surdos. Foi ele quem acolheu José, traduzindo sentimentos em gestos capazes de transformar a experiência hospitalar. As histórias de José e Gilson se somam ao trabalho de quem torna o Hospital de Base mais acessível | Foto: Divulgação/IgesDF James não nasceu dentro da comunidade surda, mas fez da Libras uma ponte para o cuidado. “Sinto-me privilegiado por saber que, ao chegar, o paciente tem alguém para auxiliá-lo. Coloco-me no lugar deles. Se eu chegasse em um lugar e não pudesse ser atendido, ficaria frustrado”, conta. Sua dedicação é tão reconhecida que outros setores o procuram com frequência para apoiar atendimentos. “James é sempre elogiado por todos os pacientes, sejam eles usuários de Libras ou não”, reforça Luiz Henrique Ramos, chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea. Para ele, James é mais que um profissional: é prova viva de como a inclusão transforma a saúde pública. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), tem buscado unir inovação, humanização e inclusão em sua rotina. Em maio de 2025, o residente Gilson recebeu um presente que mudou sua rotina hospitalar: um par de óculos de realidade aumentada, doado pela Associação Amigos do Hospital de Base. O dispositivo projeta legendas em tempo real, permitindo acompanhar conversas, reuniões e até procedimentos com mais autonomia. “Essa tecnologia me proporcionou mais independência e abre caminho para que outros médicos e estudantes surdos possam enxergar a medicina como um espaço totalmente possível”, relata. Em maio de 2025, o residente Gilson recebeu um presente que mudou sua rotina hospitalar um par de óculos de realidade aumentada | Foto: Alberto Ruy/ IgesDF Desafios enfrentados Apesar dos avanços, Gilson lembra que ainda há barreiras. “A maior dificuldade continua sendo a comunicação em situações rápidas, como nas emergências. Um avanço importante seria a implementação de estratégias de equipe com treinamentos prévios para diferentes cenários. O preparo da equipe contribui para um hospital mais inclusivo e eficiente”. No Dia Nacional do Surdo, comemorado nesta sexta-feira (26), o IgesDF mostra que a inclusão é construída por muitas mãos: as que acolhem, as que salvam, as que traduzem e as que lutam por acessibilidade. Como resume Gilson: “Nunca permita que o medo dos obstáculos seja maior do que o desejo de realizar seus sonhos”. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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