Ceilândia recebe 5ª Blitz Educativa de Prevenção aos Incêndios Florestais
A 5ª Blitz Educativa de Prevenção aos Incêndios Florestais de 2026 será realizada na próxima sexta-feira (12), das 8h às 12h, na Praça do Restaurante Comunitário de Ceilândia. A ação integra a programação do Programa GDF na Sua Porta 2026, iniciativa do Governo do Distrito Federal que leva serviços públicos e ações de cidadania diretamente à população. Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), a mobilização tem como objetivo conscientizar motoristas, passageiros e moradores sobre os riscos e a proibição da queima de lixo e de restos de poda, principais causas dos incêndios florestais registrados no Distrito Federal. 5ª Blitz Educativa de Prevenção aos Incêndios Florestais de 2026 será realizada na próxima sexta-feira (12), das 8h às 12h, na Praça do Restaurante Comunitário de Ceilândia | Fotos: Divulgação/Sema-DF Durante a operação, os veículos que trafegarem pelo local serão abordados por equipes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). Representantes de órgãos ambientais e instituições parceiras orientarão a população sobre práticas que favorecem o surgimento de queimadas e os impactos causados ao meio ambiente, à saúde pública e à qualidade de vida. Segundo o secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Rafael Santana, a participação da população é essencial para fortalecer as ações de prevenção durante o período de estiagem. “Essas ações educativas são fundamentais para o fortalecimento da prevenção aos incêndios florestais e da proteção ao Cerrado. Quando unimos poder público, estudantes e população, conseguimos ampliar a conscientização ambiental e reduzir práticas que colocam em risco nossas áreas de preservação”, afirmou. “Essas ações educativas são fundamentais para o fortalecimento da prevenção aos incêndios florestais e da proteção ao Cerrado" Rafael Santana, secretário do Meio Ambiente A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância das ações de conscientização para reduzir os incêndios florestais e fortalecer a proteção ambiental durante o período de estiagem. "Ao levar informação e conscientização diretamente à população, fortalecemos a proteção do nosso Cerrado e dos recursos naturais do Distrito Federal. A participação dos estudantes, dos órgãos públicos e da comunidade demonstra que a preservação ambiental é uma responsabilidade compartilhada e que cada cidadão tem um papel fundamental na redução das queimadas e na construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, destacou Celina. A realização da blitz durante o Programa GDF na Sua Porta amplia o alcance das ações de conscientização ambiental ao aproveitar a grande circulação de moradores para disseminar informações sobre a prevenção dos incêndios florestais, a proteção dos recursos naturais e a importância da participação da sociedade na preservação ambiental. A ação contará com a participação de 30 estudantes do 5º ano da Escola Classe 03 de Ceilândia. Além de contribuírem para a conscientização dos motoristas e da comunidade, os alunos atuam como multiplicadores de informações ambientais em suas famílias e comunidades. Muitos deles vivem em áreas rurais e ajudam a disseminar práticas de prevenção aos incêndios florestais. Ação contará com a participação de 30 estudantes do 5º ano da Escola Classe 03 de Ceilândia A atuação conjunta dos órgãos participantes contribui para a redução dos focos de incêndio e das áreas queimadas nas unidades de conservação da região, incluindo parques ecológicos e a Floresta Nacional de Brasília. A iniciativa busca fortalecer a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade do Distrito Federal. A blitz integra as ações do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Distrito Federal (PPCIF), coordenado pela Sema-DF. Participam da atividade representantes da Sema, do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), do Detran-DF, da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), além de outras instituições parceiras. "A participação dos estudantes, dos órgãos públicos e da comunidade demonstra que a preservação ambiental é uma responsabilidade compartilhada e que cada cidadão tem um papel fundamental na redução das queimadas e na construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações” Celina Leão, governadora O PPCIF reúne ainda órgãos e entidades como o Jardim Botânico de Brasília (JBB), a Secretaria de Saúde, a Defesa Civil, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), a Marinha do Brasil, a Aeronáutica, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Blitz Educativa de Prevenção aos Incêndios Florestais Data: 12 de junho de 2026 Horário: das 8h às 12h Local: Praça do Restaurante Comunitário de Ceilândia (DF) *Com informações da Sema-DF
Ler mais...
Definida comissão julgadora do programa Jovem Senador 2026 no DF
A Secretaria de Educação (SEEDF) constituiu a comissão julgadora para selecionar as redações na etapa distrital do programa Jovem Senador 2026. As três melhores redações do Distrito Federal serão escolhidas até o dia 29 de maio e seguirão para a etapa nacional, coordenada pelo Senado Federal. A comissão é composta por três servidores da Diretoria de Ensino Médio (Diem) e da Subsecretaria de Educação Básica (Subeb). A equipe foi formada em conformidade com o regulamento do programa, com os seguintes representantes: · Augusto Perdigão Barros · Carina de Aquino Calheiros · Leandro Pereira Mendes Os jovens senadores de 2025 viveram a experiência de acompanhar de perto a rotina do Senado Federal durante uma semana | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Neste ano, os estudantes devem produzir redações com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”. Na etapa regional, foi encaminhada à Diem uma redação representando cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Dessas, três serão selecionadas para a etapa nacional. É vedada a participação de estudantes que tenham sido jovens senadores em edições anteriores ou que sejam parentes até segundo grau, em linha reta, colateral ou por afinidade, de senador, de secretário de Educação do seu estado ou do Distrito Federal, ou de integrantes da equipe organizadora do programa Jovem Senador no Senado Federal, de coordenadores estaduais do programa e de membros das comissões julgadoras das escolas, das regionais de ensino, das secretarias de Educação e do Senado Federal. [LEIA_TAMBEM]As próximas datas do programa são: · Anúncio da escolha do jovem senador representante do DF pelo Senado Federal: até o dia 12 de junho; · Resultado nacional pelo Senado Federal: até o dia 26 de junho. Ao fim da etapa nacional, os autores das 27 redações selecionadas — um de cada unidade da federação — e seus professores orientadores terão a oportunidade de passar uma semana no Senado Federal, de 17 a 21 de agosto, e vivenciar de perto o ambiente legislativo. Em cada etapa, serão observados os critérios de avaliação previstos no regulamento do programa. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Educação em tempo integral amplia oportunidades de aprendizagem da rede pública do DF
A educação em tempo integral segue em expansão no Distrito Federal. De acordo com dados do Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o total de estudantes atendidos nessa modalidade na rede pública direta e conveniada passou de cerca de 46,7 mil, em 2019, para 51,2 mil, em 2024 — um aumento de 4,5 mil estudantes, o que representa crescimento de 9,7%. Segundo a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da Secretaria de Educação (SEEDF), Vera Lúcia de Barros, a ampliação da jornada escolar entre 2019 e 2024 é fruto de um processo contínuo de fortalecimento da política pública. “Esse resultado expressa o esforço do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada e assegurar que mais crianças e jovens tenham oportunidades educativas integradas e de qualidade”, declara. Dados de 2024 apontam que 26,7 mil estudantes da educação infantil estão matriculados em período integral da rede pública de ensino do Distrito Federal | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Os dados mostram a presença da modalidade em diferentes etapas de ensino. Em 2019, do total de matrículas em tempo integral, cerca de 21 mil estavam na educação infantil, 22,6 mil no ensino fundamental e 1,7 mil no ensino médio. Havia ainda 888 matrículas na educação profissional, 107 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 239 na educação especial. Em 2024, a ampliação foi registrada principalmente na educação infantil, que passou a contar com 26,7 mil estudantes. O ensino fundamental registrou 20,7 mil matrículas, e o ensino médio chegou a 2,2 mil. Também houve crescimento na educação profissional, que passou para 1.395 matrículas. Já em 2025, foram investidos mais de R$ 15,5 milhões em ações de manutenção das unidades atendidas pelo Programa Escola em Tempo Integral (Peti) e pelo Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (Emti), além de cerca de R$ 7 milhões aplicados na aquisição de equipamentos tecnológicos. Os investimentos fazem parte do Peti, instituído pela Lei nº 14.640/2023, que prevê assistência técnica e financeira da União para a criação e ampliação de matrículas nessa modalidade. Na educação integral, os alunos recebem cinco refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar Impacto real Na prática, a política se reflete no cotidiano dos alunos, como na Escola Classe Santa Helena, localizada em Sobradinho, onde todas as turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental funcionam em jornada ampliada. A unidade atende 132 estudantes, que permanecem na escola das 7h30 às 17h30, com dez horas diárias de atividades pedagógicas e formativas. Além das disciplinas do currículo regular, os estudantes participam de projetos voltados para matemática, língua portuguesa, cidadania, tecnologia, meio ambiente, ciência e saúde. Também fazem parte da rotina atividades culturais, esportivas, artísticas e práticas de desenvolvimento motor. Os alunos contam, ainda, com acompanhamento alimentar ao longo do dia, com cinco refeições: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar — o que garante segurança alimentar e apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social. [LEIA_TAMBEM]O modelo influencia positivamente na rotina de famílias como a da dona de casa Sandra Batista dos Santos, 42 anos, mãe solo de três filhos. Entre eles está a filha de 7 anos, Jennifer Vitória, que estuda na Escola Classe Santa Helena. Para a mãe, a escola oferece segurança e um apoio fundamental no cuidado com a menina, que tem cardiopatia. “Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia, fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada. A rotina da escola ajudou muito no meu dia a dia e no dela em casa. Mesmo no fim de semana, ela mantém os hábitos saudáveis que aprendeu na escola. Saber que é um serviço público com essa qualidade é maravilhoso”. A pequena Jennifer confirma: “Eu gosto de tudo, acho a escola excelente, os cuidados são ótimos e as professoras ensinam muito bem. Antes eu não sabia ler nem escrever, mas agora já estou sabendo”, comemora. Sandra Batista dos Santos, dona de casa: "Eu me sinto totalmente segura. Desde o primeiro dia fui bem acolhida pela equipe da escola, procuraram conhecer nossas necessidades, me sinto muito amparada. Minha filha recebe todas as refeições, é muito bem cuidada" Desenvolvimento pedagógico Segundo a diretora da unidade, Isabel Cristina dos Reis de Souza, a educação integral tem impacto direto no desenvolvimento pedagógico e social de comunidades em situação de extrema vulnerabilidade econômica, como crianças de assentamentos e acampamentos. “A educação integral é um diferencial para essas famílias. As crianças ficam dez horas na escola, fazem cinco refeições e recebem uma educação de qualidade. Conseguimos criar vínculos muito fortes com os estudantes e com as famílias. Nossa escola teve um dos melhores Índices de Desenvolvimento da Educação (Ideb) de Sobradinho, e isso mostra como a educação integral contribui para o desenvolvimento das crianças”, afirma. A Escola Classe Santa Helena, como muitas unidades integrais no DF, também desenvolve atividades esportivas por meio de projetos como ciclismo e basquete, que trabalham coordenação motora, integração entre os estudantes e valores de convivência. O professor de basquete do Centro de Iniciação Desportiva (CID), Demetrius Lopes, ressalta que a atividade física ministrada na unidade complementa esse trabalho ao incentivar a convivência e o espírito coletivo entre os estudantes. “É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles”, observa. Demetrius Lopes, professor de basquete: "É um esporte de equipe, então busca trabalhar também a socialização dos meninos, os conceitos básicos de movimentação, lateralidade, capacidade física e, principalmente, essa parte de integração entre eles" Já o professor de ciclismo do CID, Alex Acosta, destaca o potencial inclusivo da modalidade: “Todo esporte tem o seu momento competitivo, e às vezes os menos habilidosos eram os mais empolgados. Então cada modalidade pode agregar mais”. Para o psicólogo e vice-diretor da escola, Thiago Lacerda Guimarães, a permanência ampliada permite diversificar as experiências educacionais, fortalecer o convívio entre os estudantes e ampliar as oportunidades de desenvolvimento. “Atendemos uma comunidade bastante diversa: temos crianças de alto padrão e crianças com grande dificuldade social, moradores de acampamentos e áreas rurais. Aqui, essas realidades convivem juntas, então a escola atende todos os públicos para oferecer a melhor qualidade de ensino na rede pública, durante as dez horas por dia que as crianças ficam conosco — um tempo que amplia as vivências e as oportunidades de aprendizagem”, reforça.
Ler mais...
Estudantes de escolas públicas recebem formação sobre prevenção à violência e cultura de paz nas escolas
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), promove, nos dias 9 e 10 de abril, a 8ª edição do Programa Formativo de Promotores de Segurança Cidadã. A iniciativa reunirá cerca de 400 estudantes da rede pública de ensino do Plano Piloto e Paranoá, no Auditório Coronel José Nilton Matos, no Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), no Setor Policial Sul. Com foco na prevenção à violência no ambiente escolar, a ação traz uma programação dinâmica, com palestras, oficinas e atividades interativas conduzidas por profissionais da segurança pública e instituições parceiras. Entre os temas abordados estão bullying, cyberbullying, saúde emocional, violência contra crianças e adolescentes e valorização da vida — assuntos diretamente ligados à realidade dos jovens. O evento também aposta em linguagem acessível e participação ativa dos estudantes, incluindo atrações culturais como a apresentação da Banda Show do CBMDF e uma batalha de MCs, ampliando o engajamento do público jovem. SERVIÇO Evento: 8ª edição do Programa Promotores de Segurança Cidadã Data: 9 e 10 de abril, das 14h às 17h Local: Auditório Coronel José Nilton Matos — CBMDF (Setor Policial Sul) *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
Ler mais...
CED 01 do Riacho Fundo promove debate sobre cyberbullying
Discutir o uso seguro das redes sociais tem se tornado cada vez mais necessário dentro das escolas. Nesta terça-feira (7), cerca de 300 estudantes do Centro Educacional (CED) 01 do Riacho Fundo participaram de uma palestra sobre cyberbullying, com orientações sobre riscos no ambiente digital e a importância do respeito nas interações online. A atividade integrou a programação do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, conforme a Lei nº 13.277/2016. A data busca chamar a atenção para a prevenção de diferentes formas de violência e reforçar o papel da escola na construção de um ambiente acolhedor. Participaram do encontro a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação (SEEDF), Ana Beatriz Goldstein; a coordenadora de Educação para o Consumo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carla Daniela Araújo; e a especialista em regulação da Anatel, Fabiana Vasconcelos de Souza. “Este é um dia importante para reforçar que o trabalho da Secretaria de Educação no combate ao bullying e ao cyberbullying acontece o ano todo, não se limita a uma data específica. Temos uma programação contínua, com palestras e ações em parceria com órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria de Saúde e a Anatel”, destacou Ana Beatriz Goldstein. Atividade reuniu alunos do CED 01 do Riacho Fundo para discutir sobre respeito e segurança no ambiente digital | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Orientação e prevenção Durante o encontro, foram abordados temas como segurança na internet, exposição nas redes sociais e os impactos do cyberbullying na vida dos jovens. A iniciativa destacou os riscos do ambiente digital e orientou os estudantes sobre comportamentos mais seguros, além de reforçar a importância do respeito e da empatia nas interações online. A ação integra as iniciativas da Anatel voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet e apresentou, de forma direta, os principais riscos do uso inadequado das plataformas digitais. “No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental” Carla Daniela Araújo, coordenadora de educação para o consumo da Anatel “A internet é uma ferramenta incrível, que permite estudar, comunicar-se e divertir-se, mas também exige cuidado. As crianças e adolescentes precisam evitar expor sua rotina, não compartilhar informações pessoais ou fotos íntimas e sempre agir com respeito e empatia. No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental”, destacou Carla Daniela Araújo. Especialistas orientam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante com os filhos sobre o uso da internet. Com o acesso cada vez mais amplo ao ambiente digital, crianças e adolescentes passam a interagir com pessoas de diferentes lugares, o que exige atenção redobrada quanto aos riscos. A recomendação é que as famílias se informem sobre o tema e criem um ambiente de confiança para que os jovens se sintam seguros em relatar situações estranhas ou desconfortáveis vividas no meio online. “O mundo online ampliou o contato das crianças com outras pessoas, então é fundamental que pais e responsáveis conversem sempre com seus filhos. A internet tem muitos benefícios, mas também apresenta riscos. Por isso, é importante manter um canal de confiança aberto, para que a criança procure um adulto sempre que algo parecer estranho ou inseguro”, orienta a coordenadora. [LEIA_TAMBEM]Ambiente seguro Para a direção da escola, a ação contribui diretamente para o fortalecimento da cultura de paz no ambiente escolar. O diretor do CED 01, Júlio Moronari, enfatizou que a palestra é fundamental para a segurança de toda a comunidade escolar. “Ao unirmos a expertise técnica da Anatel com a nossa sensibilidade pedagógica, oferecemos aos estudantes e professores ferramentas reais para identificar, prevenir e interromper ciclos de violência nas redes”, explicou Moronari. “Nossa gestão permanece aberta ao diálogo com as famílias e a comunidade, reforçando que a escola é, e sempre será, um território de paz, proteção e respeito à diversidade.” *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Delegação do Uzbequistão visita Centro Educacional 08 do Gama
A Secretaria de Educação (SEEDF) recebeu, na manhã desta terça-feira (7), autoridades educacionais do Uzbequistão, membros do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A visita institucional ao Centro Educacional (CED) 08 do Gama integra a programação da 61ª reunião do conselho, realizada em Brasília entre os dias 7 e 10 deste mês, promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A agenda teve como objetivo apresentar práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal e fortalecer o intercâmbio internacional na área educacional. Durante a visita, o chefe do Instituto Nacional de Excelência Pedagógica do Uzbequistão, Abduvali Ismailov, destacou o interesse em compreender o funcionamento do sistema educacional brasileiro e suas estratégias de melhoria. O CED 08 do Gama recebeu autoridades educacionais do Uzbequistão, integrantes do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) | Fotos: André Amendoeira/SEEDF “Estávamos ansiosos para conhecer as iniciativas de uma escola local no Brasil e entender como o país tem desenvolvido suas políticas educacionais, especialmente a partir dos resultados do Pisa. Isso é muito relevante para nós, que somos de um país em rápido desenvolvimento e buscamos aprimorar nossas práticas com base em experiências bem-sucedidas”, afirmou. Ainda segundo o gestor, a evolução do Brasil nos indicadores educacionais chamou a atenção da delegação internacional. “Observamos que, ao longo do tempo, o Brasil utilizou os resultados do Pisa como base para implementar melhorias consistentes no sistema educacional, alcançando avanços importantes. Queremos compreender como novas metodologias e políticas são aplicadas na prática e como isso contribui para a qualidade da educação”, completou. [LEIA_TAMBEM]Projetos inovadores O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: “É uma grande honra para o CED 08 receber representantes do Inep e do Instituto Nacional de Educação do Uzbequistão. Este momento reafirma o papel da escola pública como espaço de transformação social e de busca permanente pela excelência”. A unidade escolar tem se consolidado como referência na rede pública do Distrito Federal, com resultados expressivos em avaliações educacionais. “Esse trabalho nos colocou entre as dez melhores escolas do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], com uma gestão pedagógica focada em acompanhamento contínuo, uso de dados e intervenções rápidas. Nossas práticas estão alinhadas às competências avaliadas pelo Pisa, priorizando o pensamento crítico e a resolução de problemas”, explicou o diretor. Além dos indicadores, o protagonismo estudantil também se destaca nas conquistas acadêmicas da escola. “Temos estudantes premiados anualmente na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas [Obmep], além de um número expressivo de aprovados na Universidade de Brasília [UnB]. Esses resultados refletem um trabalho coletivo, com professores comprometidos e uma cultura escolar que acredita no potencial de todos os estudantes”, afirmou Valdevino. O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: "É uma grande honra para o CED 08" Ensino integral e protagonismo estudantil Com 533 estudantes matriculados no ensino médio, o CED 08 do Gama funciona em regime de educação em tempo integral. A estrutura ampliada permite o desenvolvimento de projetos pedagógicos, científicos e de acolhimento, além de oferecer suporte contínuo à aprendizagem, com foco em avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A escola também investe em espaços de estudo e iniciativas voltadas para o bem-estar dos estudantes, fortalecendo um ambiente que estimula tanto o desempenho acadêmico quanto o protagonismo juvenil. No último ano, a escola conquistou o bicampeonato no Circuito de Ciências da SEEDF, com o projeto de extração de citronela voltado para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A iniciativa envolveu o cultivo da planta, a extração de óleos essenciais com materiais de baixo custo e a produção de soluções acessíveis para a comunidade. “A gente percebeu a gravidade dos casos de dengue no Distrito Federal e quis desenvolver algo que pudesse ajudar a diminuir esse problema. Foi assim que surgiu o projeto com a citronela, pensando em soluções acessíveis e de baixo custo, como velas, difusores e outros produtos que ajudam a afastar o mosquito”, explicou a estudante Júlia Damásio, 17 anos, ex-aluna do CED 08 e uma das responsáveis pela iniciativa. As estudantes Júlia Damásio e Cinthya Dourado, do CED 08 e responsáveis pela iniciativa que conquistou o primeiro lugar no circuito distrital de ciências Os pilares da avaliação A ação integrou a agenda institucional da SEEDF, com intermediação da diretora de Avaliação Educacional da pasta, Gizelle Xavier. A gestora destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A visita reforça o intercâmbio de experiências e o reconhecimento das práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal”, apontou. “Essa troca contribui para o fortalecimento da cooperação entre os países participantes do Pisa e amplia o diálogo internacional na área educacional”. Gizelle explicou que o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Diferentemente de avaliações tradicionais, que priorizam a memorização de conteúdos, o exame busca medir o nível de preparo de estudantes de 15 anos para os desafios da vida adulta e da cidadania”, destacou a gestora. A avaliação concentra-se em três áreas principais: leitura, matemática e ciências. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Escolas do DF recebem ações de combate ao bullying em abril
No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, a Secretaria de Educação (SEEDF) reforça a importância de construir um ambiente escolar respeitoso e acolhedor. Ao longo do mês, diversas ações estão sendo realizadas nas escolas da rede pública com foco na prevenção da violência. “Desde 2023, a Secretaria de Educação vem fortalecendo as ações de convivência escolar. Realizamos um diagnóstico da rede, estruturamos protocolos de atuação em situações de violência e ampliamos parcerias com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), Polícia Federal, Secretaria de Saúde (SES-DF) e conselhos tutelares. Hoje, temos um trabalho robusto e consolidado na promoção da cultura de paz”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas, Ana Beatriz Goldstein. No Distrito Federal, a Secretaria de Educação tem intensificado ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying no ambiente escolar | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF No Distrito Federal, a SEEDF tem intensificado ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento do bullying no ambiente escolar. A proposta é incentivar valores como respeito, empatia, solidariedade e convivência pacífica entre alunos, professores e toda a comunidade escolar. A formação continuada de professores também é prioridade, com cursos, palestras e workshops que capacitam os educadores a identificar, prevenir e intervir em situações de bullying, além de trabalhar habilidades socioemocionais em sala de aula. “Também investimos fortemente na formação dos profissionais de educação. Já alcançamos cerca de 15 mil servidores, além de realizarmos ações preventivas com estudantes. Nosso foco é orientar e prevenir, promovendo uma convivência escolar mais saudável”, completou Goldstein. Orientação educacional A orientação educacional, em parceria com pedagogos e psicólogos escolares do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem (Seaa), atua diretamente na prevenção, no acolhimento, na intervenção educacional e no acompanhamento de situações de violência, incluindo o bullying. Esse trabalho contribui para o desenvolvimento integral e fortalece a cultura de paz no ambiente escolar. 15 mil Servidores da SEEDF que já participaram de ações de prevenção ao bullying Entre as iniciativas da Secretaria está o Guia de Valorização da Vida – Orientações e prevenção ao bullying, automutilação e suicídio na escola. O material orienta profissionais da educação a atuarem de forma preventiva, promovendo reflexões e práticas que contribuem para o desenvolvimento integral dos estudantes e o fortalecimento dos vínculos escolares. Outro instrumento é o Caderno Orientador – Convivência Escolar e Cultura de Paz, que oferece suporte a professores, gestores e demais profissionais da educação no trabalho com temas relacionados à convivência escolar. A SEEDF também conta com o fluxo de encaminhamento de estudantes com demandas de saúde mental e/ou dificuldades no desenvolvimento e aprendizagem, realizado em parceria com a SES-DF. A iniciativa garante atendimento integrado e fortalece o acompanhamento dos estudantes que necessitam de apoio. Ações contínuas nas escolas A secretaria desenvolve iniciativas permanentes para sensibilizar, orientar e apoiar a comunidade escolar. Entre elas, estão ações de conscientização, como o programa Namoral, que promove reflexões sobre ética, respeito e integridade entre estudantes, professores e famílias. A criação de protocolos de atuação garante diretrizes claras para lidar com casos de violência, assegurando o acolhimento das vítimas e a responsabilização adequada dos envolvidos. Já o Caderno de Projetos — Cultura de Paz nas Escolas reúne práticas desenvolvidas nas unidades escolares, incentivando a replicação de ações que promovem ambientes mais inclusivos. Outras estratégias incluem programas de mediação de conflitos, que estimulam a resolução pacífica de desentendimentos, e o acompanhamento psicossocial de estudantes, com apoio de profissionais especializados. Ações do mês Ao longo de abril, diversas atividades estão sendo realizadas nas unidades escolares e nas coordenações regionais de ensino, envolvendo estudantes, professores, gestores e famílias. Entre elas, destacam-se palestras sobre segurança nas redes, realizadas em parceria com a Anatel, além de workshops, cursos de formação e programas como o Promotores da Segurança Cidadã. A programação inclui ainda seminários, rodas de bate-papo com famílias, lives sobre protagonismo estudantil e formações específicas para educadores. Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas: "Nosso foco é orientar e prevenir, promovendo uma convivência escolar mais saudável" Confira a programação de abril: Terça (7) — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: 200 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: 14h · Local: Centro Educacional 01 do Riacho Fundo II Quarta (8) — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: 200 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: 14h · Local: Auditório da CRE Recanto das Emas Quarta (8) — Projeto Vem Comigo! · Atividade: workshop “Problemas de convivência escolar – ações perturbadoras e ações violentas” e apresentação do projeto · Público-alvo: profissionais das escolas da CRE Guará · Horário: matutino e vespertino · Local: Auditório do CIL Guará [LEIA_TAMBEM]Quinta (9) e sexta (10) — Programa Promotores da Segurança Cidadã (SSP-DF) · Atividade: palestras · Público-alvo: 400 estudantes do 9º ano do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: das 13h30 às 17h · Local: Auditório do CBMDF Cel. José Nilton Matos (SAIS Área Especial 4, Lote 05 – Complexo Abmil) Sexta (10) — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: 200 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: 14h · Local: Auditório da CRE Recanto das Emas Dia 14 — 4º Seminário de Segurança Pública Escolar · Público-alvo: Batalhão de Policiamento Escolar e SEEDF · Observação: palestra de Ana Beatriz, das 10h às 11h Dia 16 — Projeto Vem Comigo! · Atividade: curso de formação para professores (Módulo I) Dias 16 e 17 — Programa Promotores da Segurança Cidadã (SSP-DF) · Atividade: palestras · Público-alvo: 260 estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Horário: das 8h30 às 11h30 · Local: Auditório do CBMDF – Cel. José Nilton Matos Dia 22 — Anatel vai à escola · Atividade: palestra sobre segurança nas redes · Público-alvo: estudantes do ensino fundamental (anos finais) e do ensino médio · Local e horário a definir Dia 23 — Programa Guardiões da Infância (Polícia Federal) · Atividade: palestra para professores · Tema: “Prevenção aos crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes” · Horário: das 14h às 15h · Local: Auditório Neusa França Dia 24 — Programa Promotores da Segurança Cidadã (SSP-DF) · Atividade: evento em celebração ao aniversário do “Turminha Mais Segura” · Público-alvo: estudantes da CRE Sobradinho · Horário: das 14h às 17h · Local: Auditório da Polícia Civil do DF Dia 28 — Conversas para a Paz · Atividade: live sobre protagonismo estudantil · Transmissão: YouTube da Eape Dia 30 — Projeto Vem Comigo! · Atividade: bate-papo com famílias · Tema: “Crise de gerações: em busca de uma melhor comunicação entre pais e filhos” · Horário: 19h · Local: Biblioteca do CEM 01 do Guará. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Alunos da rede pública de ensino vão ao Cine Brasília em atividade pedagógica
Com pipoca nas mãos e atenção voltada para a tela, cerca de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal ocuparam, nesta terça-feira (24), as poltronas do Cine Brasília para uma experiência que foi além do entretenimento. A atividade integra o projeto Territórios Culturais, iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), que promove vivências pedagógicas em espaços culturais da capital. Mais do que uma ida ao cinema, a proposta articula aprendizado, identidade e patrimônio, transformando a experiência em ferramenta pedagógica. "Não é um passeio só de vir ao cinema. Ele tem muita personalidade. Trabalha perspectivas relacionadas ao patrimônio, à educação patrimonial e também ao que o filme está trazendo, à importância de uma produção brasileira. É uma oportunidade para que os alunos percebam que não existem somente filmes da Disney ou produções internacionais. Nós temos uma produção muito pulsante no Brasil", afirmou Ilane Nogueira, responsável pelo projeto Territórios Culturais. Cerca de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal compareceram à sessão de cinema no Cine Brasília, nesta terça-feira (24) | Foto: Mary Leal/SEEDF O filme exibido foi Aba e Sua Banda, lançamento de 2025 que conta a história de um festival em um reino de frutas. Com linguagem acessível, a produção dialoga diretamente com estudantes do 1º ao 6º anos do ensino fundamental. Antes da sessão, as escolas recebem material pedagógico preparado pela equipe do projeto, ampliando o aproveitamento da atividade em sala de aula. Participaram da ação sete unidades escolares: Escola Classe (EC) 02 do Guará, EC 316 Sul, EC 11 de Sobradinho, EC 15 de Ceilândia, EC 501 de Samambaia, EC 05 do Cruzeiro e, como convidada, uma turma do projeto Parque Educador, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 306 Norte. O acesso foi garantido com transporte e ingressos gratuitos. [LEIA_TAMBEM]Do cinema ao patrimônio cultural A escolha do Cine Brasília também carrega simbolismo. Inaugurado em 22 de abril de 1960, um dia após a fundação da capital, o espaço integra o conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer e é reconhecido como patrimônio histórico. A visita, portanto, também funciona como uma aula viva sobre a cidade. Para Danielle Gomes, supervisora pedagógica da EC 05 do Cruzeiro, o impacto é imediato. "É ampliar o acesso à cultura e à arte. Aqui nós temos estudantes que hoje, pela primeira vez, estão num cinema. E em um lugar histórico, patrimônio da nossa cidade", disse. O Territórios Culturais também promove atividades em outros pontos históricos, como o Catetinho, o Museu da República e o Memorial dos Povos Indígenas. A proposta é transformar esses espaços em extensões da escola, ambientes em que o aprendizado ganha significado a partir da vivência. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Livro com trabalhos de estudantes da rede pública do DF é lançado no 2º Congresso da Felicidade
No Dia Internacional da Felicidade, celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na sexta-feira (20), o Museu Nacional da República recebeu educadores, pesquisadores e gestores públicos para o 2º Congresso da Felicidade de Brasília. Na ocasião, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) marcou presença no evento e lançou o livro Escola da Felicidade, que reúne os trabalhos vencedores de estudantes de 16 escolas públicas participantes do concurso Educação para Felicidade. A iniciativa é uma parceria entre a SEEDF, a Aliança das Mulheres que Amam Brasília (AmaBrasília) e o Movimento Brasília Capital da Felicidade. O concurso convidou os estudantes a expressar, por meio de desenhos, o que significa para eles uma educação para a felicidade e como seria uma escola onde se sentem felizes. Os trabalhos vencedores receberam prêmios de R$ 4 mil por escola e serviram de inspiração para a apresentação no 2º Congresso da Felicidade. Livro 'Escola da Felicidade' reúne trabalhos de estudantes da rede pública que participaram do concurso Educação para Felicidade | Foto: André Amendoeira/SEEDF O evento contou com a participação da subsecretária de Educação Básica da SEEDF, Iêdes Braga, que conduziu uma palestra sobre o papel da escola na formação integral dos estudantes. Para Iêdes Braga, a escola precisa ir além da transmissão de conteúdo. "Não basta o estudante sair da escola com todos os conceitos internalizados. Nós precisamos formar seres humanos integrais", afirmou. A subsecretária trouxe ao debate um dos desafios mais persistentes deixados pela pandemia: o distanciamento afetivo e o aumento da ansiedade entre os jovens. Mesmo diante das dificuldades, Iêdes destacou o comprometimento das equipes da SEEDF em tornar o ambiente escolar mais leve e acolhedor. "Temos desafios, temos dificuldades, mas temos, acima de tudo, um pessoal disposto a tornar a vida do nosso estudante mais leve, mais serena, mais tranquila. Porque isso gera condições para chegar ao estado de felicidade que precisamos", declarou. A subsecretária de Educação Básica Iêdes Braga conduziu uma palestra sobre o papel da escola na formação integral dos estudantes Bem-estar coletivo O congresso, realizado pelo Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro (IPCB), reuniu especialistas nacionais e internacionais. Um dos destaques foi a presença de Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão, país referência mundial em políticas de bem-estar. O evento também apresentou os resultados da pesquisa Felicidade no Distrito Federal, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). [LEIA_TAMBEM]Eduardo Ruy Ramos, diretor do Movimento Brasília Capital da Felicidade, explicou que a ciência da felicidade vai além do sentimento individual. Segundo ele, há dimensões coletivas e sociais que envolvem relacionamentos, senso de propósito, significado e emoções positivas — conceitos da psicologia positiva que embasam o trabalho apresentado no congresso. Para a subsecretária Iêdes Braga, a transformação começa dentro das escolas. "Para tornar Brasília a capital da felicidade, nós temos que começar pela escola. É na escola que acontecem as grandes transformações", disse. Ela defendeu que a felicidade no ambiente escolar não pode ser tratada como algo superficial, mas como uma política pública de fato — diretamente ligada à aprendizagem e ao futuro das crianças. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Programa Pontes para o Mundo abre edição 2026 com lançamento no Cine Brasília
Nesta segunda-feira (23), às 10h, o Cine Brasília será palco do lançamento da edição 2026 do programa Pontes para o Mundo, iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) que oferece aos alunos da rede pública de ensino a oportunidade de viver uma experiência acadêmica internacional. O evento reunirá estudantes, educadores e autoridades para apresentar um documentário sobre o nascimento do programa, em 2025, e anunciar as novidades para o próximo ciclo. Durante a atividade, também serão compartilhados relatos de participantes que já vivenciaram o intercâmbio, destacando os impactos acadêmicos, culturais e pessoais da experiência. Arte: SEEDF Criado para ampliar horizontes educacionais e fortalecer a formação dos jovens do Distrito Federal, o Pontes para o Mundo proporciona aos alunos do ensino médio a oportunidade de estudar por até três meses em instituições educacionais no exterior, vivendo em ambiente intercultural e aprimorando habilidades acadêmicas, linguísticas e socioemocionais. O lançamento da edição 2026 marca um novo momento de expansão do programa, que enviará 400 estudantes para o Reino Unido, Canadá, França e Espanha. A iniciativa reafirma o compromisso da educação pública do DF com a internacionalização e a formação de estudantes preparados para atuar em um mundo cada vez mais conectado. Lançamento da edição 2026 do programa Pontes para o Mundo Data: Segunda-feira (23) Local: Cine Brasília — 106/107 Sul Horário: 10h *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Programa Saberes Socioemocionais é lançado para a comunidade escolar do DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou, nessa quinta-feira (19), o programa Saberes Socioemocionais, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A iniciativa começa pelos anos iniciais e finais do ensino fundamental e será ampliada gradualmente para o ensino médio e para a comunidade escolar em geral. O programa Saberes Socioemocionais, inicialmente voltado para estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, foi lançado nessa quinta (19) | Foto: Andressa Rios/SEEDF Na prática, o programa propõe inserir, de forma estruturada, o desenvolvimento de competências socioemocionais no cotidiano escolar. A proposta é trabalhar habilidades como empatia, responsabilidade, convivência e tomada de decisão, com foco na formação integral dos estudantes e na melhoria do ambiente escolar. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essas competências influenciam diretamente o desempenho acadêmico, a saúde mental e a trajetória profissional ao longo da vida. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou o cenário vivido nas unidades de ensino e o impacto direto nas relações escolares. “Quero começar reconhecendo e honrando cada profissional que está aqui. Falar de educação hoje é, antes de tudo, falar de pessoas e, mais do que nunca, de emoções. Vivemos um tempo desafiador, não só no Distrito Federal ou no Brasil, mas no mundo. Antes de entrar aqui, conversava com uma coordenadora regional que relatou a situação de uma professora que sofre agressões diárias de um aluno. Essa é a nossa realidade: dura, cruel e desafiadora”, observou. [LEIA_TAMBEM]O secretário-executivo Isaías Aparecido também resgatou o período crítico da pandemia e seus efeitos ainda presentes no cotidiano escolar: “Para mim, é um momento de muita emoção estar aqui depois de quatro, cinco anos à frente da Secretaria de Educação. Enfrentamos um período extremamente difícil, com o retorno às aulas presenciais e uma responsabilidade enorme, diante do risco de perdas de colegas e estudantes. Até hoje, lidamos com os resquícios daquele tempo, buscando retomar a melhoria da qualidade e dos resultados da educação”. Na rotina das escolas, os impactos já são percebidos. “Nós temos uma demanda diária de atendimentos, procura de estudantes com crises de ansiedade, questões emocionais que, muitas vezes, eles não conseguem identificar o que estão sentindo”, relatou a orientadora educacional Danielle Valverde, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Dra. Zilda Arns, no Itapoã. “O programa vem num momento muito oportuno. A gente precisa começar a falar de questões socioemocionais de forma sistematizada na escola, entender que, mesmo que haja um desconforto inicial, é possível atravessar aquele rio de sentimentos e chegar na outra margem, transformado. O estudante, sabendo lidar com a emoção, não transborda para os conflitos”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Construção de escola pública em Arniqueira ampliará oferta de vagas na região
Na terça-feira (17), a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, visitou a obra do Centro Educacional (CED) Arniqueira. A unidade de ensino está sendo construída em um terreno com mais de 7 mil m², com área total edificada superior a 5 mil m². A unidade contará com dois pavimentos, acessíveis por rampas e escadas, e terá capacidade para atender 657 estudantes por turno, ampliando significativamente a oferta de vagas na região. A estrutura inclui 18 salas de aula, auditório, biblioteca, sala de música, sala de artes plásticas, sala multimídia, laboratório, espaços de apoio pedagógico, além de ambientes administrativos. O projeto contempla, ainda, cozinha industrial, refeitório, pátio coberto, quadra poliesportiva coberta com vestiários, bicicletário, guarita, estacionamento e demais equipamentos necessários ao funcionamento escolar. Com investimento de R$ 13 milhões, a obra teve início em novembro de 2023. A execução está sob a responsabilidade de empresa privada contratada, com fiscalização da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e recursos provenientes da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Em construção, o Centro Educacional (CED) Arniqueira terá 18 salas de aula, com capacidade para receber 657 estudantes por turno | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Reforço na educação Durante a visita, a secretária destacou o conjunto de ações planejadas para ampliar a oferta de vagas escolares na região. “Aqui em Arniqueira, nós temos essa entrega e também um Centro de Educação da Primeira Infância. Além disso, há três projetos de novas construções em andamento em Águas Claras, que é muito próxima. São várias escolas sendo entregues e planejadas para essa região, que segue em crescimento e demanda novas unidades”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]A gestora ressaltou ainda que os estudos em andamento consideram o perfil e as necessidades específicas da população local. “Temos áreas já destinadas a equipamentos públicos e estamos avaliando a melhor utilização desses espaços. A depender da demanda, podem ser implantadas diferentes tipologias de unidades, como centros de línguas ou novas escolas. Tudo isso está sendo planejado para atender Arniqueira, Areal e Águas Claras de forma integrada”, completou Hélvia. A Secretaria de Educação (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Infraestrutura Escolar (SIAE), já realiza a licitação do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) da Praça Tiziu, em Águas Claras. Além dessa obra, uma Escola Classe (EC) está prevista para a Avenida Parque Águas Claras, e um Centro Educacional (CED) é planejado para as proximidades da Praça Perdiz. Ambos estão em fase de atualização da documentação para a abertura das licitações. Hélvia Paranaguá, secretária de Educação: "São várias escolas sendo entregues e planejadas para essa região, que segue em crescimento e demanda novas unidades" Novas obras e integração urbana Para a administradora regional de Arniqueira, Telma Rufino, a entrega da unidade representa um marco para a comunidade. “Esse é o maior equipamento público que estamos recebendo na região. Vai beneficiar diretamente toda a região administrativa, que hoje não conta com uma escola desse porte”, destacou. Telma Rufino ressaltou ainda a importância da integração viária para garantir acesso aos novos serviços. “Está sendo construída uma via que vai ligar diferentes pontos da região e facilitar o deslocamento até esses equipamentos públicos. Além disso, há previsão de terminal rodoviário, unidade de saúde e outros serviços essenciais”, acrescentou. O secretário-executivo de Obras, Erinaldo Sales, reforçou que os investimentos são resultado de um esforço conjunto entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal. “É um trabalho integrado entre Administração Regional, Secretaria de Obras e Infraestrutura e Secretaria de Educação para garantir infraestrutura completa a uma cidade que cresce rapidamente”, pontuou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Programa Carência Zero homenageia servidores da Educação no DF
Servidores da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) que atuam no programa Carência Zero foram homenageados em um encontro realizado na quinta-feira (12), em Brazlândia. A iniciativa reconheceu o trabalho das equipes responsáveis por organizar a contratação e a alocação de professores nas escolas da rede pública. Realizado todos os anos, especialmente no período entre o fim de um ano letivo e o início do seguinte, o Carência Zero mobiliza diversas áreas da secretaria para garantir que as escolas iniciem as aulas com docentes em sala. A ação é coordenada pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep) e envolve principalmente a contratação de professores temporários, além de todo o processo administrativo necessário para cadastro e pagamento desses profissionais. Durante o encontro, a secretária de Educação Hélvia Paranaguá destacou o esforço das equipes responsáveis pelo programa e lembrou que, em anos anteriores, era comum que escolas enfrentassem falta de docentes por meses — cenário que começou a mudar com a criação do Carência Zero. “Hoje estamos aqui para celebrar quem trabalha para colocar professor em sala de aula. Houve um tempo em que muitas escolas passavam meses sem professores de algumas disciplinas. Com o Carência Zero, isso começou a mudar. É um trabalho intenso, que envolve muita gente, mas também é muito gratificante saber que os estudantes iniciam o ano letivo com seus professores. Meu sentimento é de gratidão a todos os servidores que fazem parte desse esforço coletivo”, afirmou a gestora. Encontro em Brazlândia homenageou servidores que atuam no programa Carência Zero, responsável por organizar a contratação de professores Trabalho coletivo A iniciativa é coordenada pela Sugep, em parceria com a Diretoria de Servidores Efetivos e Temporários (Diset) e outras áreas da secretaria que contribuem para a execução das atividades. Também participam as Unidades Regionais de Gestão de Pessoas (Unijeps) das 14 coordenações regionais de ensino, responsáveis por apoiar o processo de contratação nas regionais. Outro apoio importante vem dos chamados padrinhos e madrinhas do programa — servidores que atuam temporariamente nas regionais durante o período mais intenso de contratações. Eles ajudam na resolução de demandas e funcionam como ponte entre escolas, regionais e a administração central. [LEIA_TAMBEM]Durante o evento, servidores receberam certificados, troféus e placas de homenagem pelo trabalho realizado ao longo do programa. Também foi exibido um vídeo com registros das atividades desempenhadas pelas equipes durante o processo de contratação e organização dos professores. A programação contou ainda com uma palestra da professora aposentada Robervania Feitosa, atualmente coach, que abordou temas como saúde mental no trabalho e propósito profissional. A atividade incluiu uma dinâmica com os participantes. A assessora especial e webmaster Renata Lima também contribuiu para o funcionamento do programa ao organizar e atualizar a página do Carência Zero no site da SEEDF, onde são publicadas as convocações de professores. “Meu trabalho é manter a página do Carência Zero atualizada com as convocações de professores. Durante esse período, ficamos de prontidão para publicar as informações e ajudar a garantir que as escolas iniciem o ano letivo com docentes em sala de aula”, afirmou. Servidores receberam certificados, troféus e placas de homenagem em reconhecimento ao trabalho realizado ao longo do programa Novo sistema Uma das novidades deste ano foi a implementação do Educa.df, sistema criado dentro da estratégia de transformação digital da Secretaria de Educação. A ferramenta reúne informações de gestão de pessoas e de outras áreas da pasta em um único ambiente digital. A implantação representou um desafio adicional para as equipes envolvidas no programa, mas deve contribuir para tornar os processos mais ágeis e organizados. Atuação permanente O trabalho relacionado ao Carência Zero segue ao longo de todo o ano. Afastamentos, licenças e outras movimentações na rede exigem a convocação constante de novos professores temporários. O coordenador regional de ensino de Sobradinho, Isaac Aguiar de Castro, destacou que o programa é resultado de um esforço coletivo que envolve centenas de servidores. “Coordenar o Carência Zero é um grande desafio, mas também muito gratificante. Conseguimos colocar cerca de 14 mil professores em sala de aula em uma semana, graças ao trabalho de mais de 400 servidores que atuam diariamente para garantir educação de qualidade aos estudantes”, afirmou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
GDF inaugura segundo Cepi em Taguatinga com mais de 200 vagas para primeira infância em período integral
O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o segundo Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) de Taguatinga nesta quinta-feira (12). Localizado na EQNL 9/11, o Cepi Manacá atenderá mais de 200 crianças de 4 meses a 3 anos completos em período integral, em uma estrutura moderna com dez salas de aula. A obra foi executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com investimento de R$ 6.417.023,65, e representa mais um avanço na ampliação da rede pública de ensino da capital. O governador Ibaneis Rocha inaugurou o Cepi Manacá, a segunda creche da cidade, nesta quinta (12) | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Presente na solenidade, o governador Ibaneis Rocha destacou o compromisso do governo com a oferta de vagas para a população, com a construção de 27 unidades em diversas regiões administrativas desde 2019. “[Taguatinga] não tinha nenhuma, agora já tem duas para atender as famílias daqui da região. Uma obra muito bem feita, em espaço modular, com capacidade de receber aproximadamente 200 crianças. [Somado] com a outra que já entregamos, de quase 200 vagas, são 400 crianças na creche. E esse é um presente que o Governo do Distrito Federal e a Secretaria de Educação, em parceria com a Novacap, entrega para as mães de toda essa região”, observou. Ibaneis Rocha também reforçou a importância dos equipamentos para o desenvolvimento das crianças e o apoio à rotina familiar. “Quem ganha com isso são as mães, que têm um local com saúde, bem preservado, com alimentação garantida, com excelentes monitores para deixar os seus filhos às 7h da manhã, saindo às 17h, depois de fazer cinco refeições diárias. Isso tudo faz com que nós tenhamos crianças que passam a ser bem educadas, bem cuidadas e têm toda a capacidade de se preparar para o futuro. Então, para nós é motivo de muita alegria”, salientou o chefe do Executivo. “Ainda temos mais 17 creches que serão construídas até o ano que vem e acabamos com todo esse problema. Lembrando que eram 26 mil crianças fora da creche. Hoje nós estamos com essa fila praticamente zerada”. A obra possui área total construída de 1.311,97 m² e foi executada pela Olímpio Construções Eireli-ME, com fiscalização da Novacap. Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com contrapartida do GDF. A estrutura conta com dez salas de aula, espaço multiuso, sala de professores, cozinha, vestiários, banheiros adaptados para pessoas com deficiência (PcD), lavanderia, rouparia, sala da secretaria, almoxarifado, lactário, fraldários, sala da direção, playground e pátio coberto. Segundo a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o Cepi Manacá vai oferecer educação de qualidade aos pequenos, com atividades essenciais para a primeira infância. “A criança é estimulada e já começa o processo de aprendizagem. Vai aprendendo o que é quente, o que é frio, o que é mais duro, o que é molinho. É todo um trabalho que é feito pelos nossos professores com essas crianças, além da oferta de refeições para elas e de insumos para as mães, desde fralda, toalha, tudo isso que a mãe recebe para ter o seu filho na creche. Então, é um atendimento integral para que as crianças já iniciem a sua trajetória na educação pública do Distrito Federal”, explicou a secretária. Com 1.311,97 m² de área construída, a unidade tem dez salas de aula, espaço multiuso, lactário, fraldários, playground e pátio coberto, entre outras estruturas Estrutura moderna e educação de qualidade Mais de 200 crianças de 4 meses a 3 anos completos darão os primeiros passos na jornada educacional no Centro de Educação da Primeira Infância Manacá. “Esse Cepi era muito esperado pela comunidade e, com a inauguração, começamos a atender as crianças hoje mesmo”, afirma a diretora da unidade, Gisele Fiqueira. “A equipe é formada por professores e monitores, nutricionistas, cozinheiros e equipes de limpeza e de portaria. Nosso planejamento pedagógico, organização e formações são voltados e pautados pelos documentos norteadores da educação infantil e pelo Currículo em Movimento, para priorizar o protagonismo infantil”. O motorista de aplicativo Alysson do Amaral, 30 anos, comemorou a inauguração da unidade. “O Cepi é de grande importância para a gente, que vamos ter onde deixar nossos filhos”, afirmou ele, que é pai da pequena Verônica, de 1 ano. “Viemos fazer a matrícula e conhecer o espaço, que é ótimo. Tudo novinho, será muito bom para ela. As creches particulares têm valores bem exorbitantes, elevados, e esse Cepi aqui ajuda muito”. Alysson do Amaral, motorista de aplicativo: "Viemos fazer a matrícula e conhecer o espaço, que é ótimo. Tudo novinho, será muito bom para ela" Outro pai que está contente com a entrega é o autônomo Renato Júnior de Oliveira, 46. A filha dele, a pequena Olivia, tem apenas 8 meses e dará os primeiros passos na educação na próxima semana. “Eu e a mãe dela viemos fazer a matrícula e ela já começa na segunda-feira. Estávamos precisando dessa creche, é bem perto da nossa casa”, revelou. “Isso ajuda financeiramente, ajuda a família, tanto o pai quanto a mãe, que podem trabalhar sem esquentar a cabeça, porque o filho está sendo bem cuidado por profissionais de qualidade”.
Ler mais...
Servidoras da educação pública do DF ocupam dois terços dos cargos de liderança na rede
No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), histórias de dedicação ajudam a mostrar a força da presença feminina na rede pública de ensino do Distrito Federal. Na Secretaria de Educação (SEEDF), mulheres são maioria entre os profissionais e também ocupam grande parte dos cargos de liderança. Conheça histórias de profissionais como Josicleide da Silva, que contribui diariamente para o cuidado com o ambiente escolar, e da supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes, que há mais de duas décadas atua na formação de estudantes. Organização e limpeza A pernambucana Josicleide chegou a Brasília ainda criança, com apenas 3 anos, acompanhando a família em busca de melhores oportunidades. Ela construiu sua vida no Distrito Federal, onde estudou em escola pública e criou o filho, atualmente com 29 anos. Hoje com 47 anos, Josicleide atua como auxiliar de serviços gerais na Escola Classe (EC) 314 Sul e destaca o orgulho que sente em contribuir para o ambiente escolar. Para a moradora do Sol Nascente, o cuidado com o espaço também faz parte do processo educativo. A auxiliar de serviços gerais Josicleide da Silva é uma das responsáveis pela limpeza da Escola Classe (EC) 314 Sul: "Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. As crianças chegam, veem tudo organizado, limpinho, e isso faz diferença" | Foto: Mary Leal/SEEDF “Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. A gente sabe que a limpeza da escola é importante para que os alunos se sintam bem e acolhidos. As crianças chegam, veem tudo organizado, limpinho, e isso faz diferença. Para mim também é muito especial estar ali todos os dias. No ano passado, eu perdi meu esposo, e o carinho das crianças e o apoio da escola me ajudaram muito a seguir em frente.” Josicleide também explica que, apesar das dificuldades que muitas mulheres enfrentam ao longo da vida, é possível seguir em frente com coragem e determinação. Ela finaliza homenageando suas colegas de trabalho Stefani Graf de Jesus, Raimunda Almeida da Silva e Celma Lopes dos Santos. [LEIA_TAMBEM]“A mulher, às vezes, pensa que não vai conseguir superar as dificuldades da vida, mas consegue, sim. Quero que todas as mulheres acreditem em si mesmas, em especial as minhas colegas de trabalho. Que vocês sejam guerreiras e consigam vencer todos os obstáculos da vida! Feliz Dia das Mulheres!” Presença feminina na rede A secretaria conta atualmente com um quadro de 22.431 servidoras em atividade, o que representa 68,51% do total de profissionais da rede, que somam 32.742 servidores. A presença feminina também é predominante nos cargos de liderança. Dos 4.474 cargos comissionados existentes na secretaria, 2.977 são ocupados por mulheres, o equivalente a 66,54% das funções. A maior concentração feminina está em cargos como supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria — funções diretamente ligadas à organização pedagógica e administrativa das unidades escolares. Entre os cargos comissionados ocupados por mulheres, destacam-se 1.231 supervisoras, 488 vice-diretoras, 479 diretoras e 438 chefes de secretaria, além de outras posições de gestão, como assessoras, gerentes e coordenadoras regionais. Arte: SEEDF Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a presença feminina é fundamental para o funcionamento e o desenvolvimento da rede pública de ensino. “A educação pública do Distrito Federal é construída diariamente pelo trabalho e pela dedicação de milhares de mulheres que atuam nas escolas e nas unidades administrativas. São profissionais que contribuem para garantir um ambiente acolhedor e uma educação de qualidade para nossos estudantes.” Um feito histórico para a educação no DF foi a nomeação da secretária Hélvia Paranaguá, na segunda-feira (2), para a presidência do Conselho Nacional de Educação. A conquista, justamente no início desse novo ciclo, reforça o papel do DF no cenário educacional brasileiro e amplia sua participação nas decisões que impactam diretamente as políticas públicas da área, destacando, mais uma vez, a presença e a liderança feminina em cargos de gestão. Paixão por ensinar Outra história que representa a presença feminina na educação pública é a da supervisora pedagógica Fernanda. Com 23 anos dedicados à educação, sendo dez deles na SEEDF, ela construiu sua trajetória movida pela paixão de ensinar. Formada em pedagogia e com início no magistério, a profissional conta que o interesse pela área surgiu ainda na infância, quando já demonstrava afinidade com o universo das crianças. Embora esteja fora da sala de aula há cerca de três anos, ela lembra com carinho da convivência diária com os estudantes: “Eu sempre fui apaixonada por crianças. Fiz magistério e depois segui para a Pedagogia, e esse caminho foi se confirmando ao longo da minha trajetória. O contato com os alunos é muito gratificante, porque acompanhamos o crescimento deles”. A supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes construiu sua trajetória na educação movida pela paixão de ensinar Para a servidora, a forte presença feminina na educação tem raízes históricas e culturais. “A presença majoritária de mulheres na educação, principalmente nas séries iniciais, tem muito de histórico e cultural. Durante muito tempo, a professora foi associada ao papel de cuidadora, algo próximo da figura da ‘tia’. Muitas mulheres entraram na área ainda na época do magistério, quando nem era exigido o ensino superior, e essa característica acabou mantendo-se ao longo dos anos.” A educadora também falou sobre os desafios da educação, que fazem parte da rotina nas escolas. “Um dos grandes desafios hoje é que muitas famílias acabam terceirizando para a escola responsabilidades que antes eram mais presentes dentro de casa, como ensinar valores, respeito e convivência. Isso torna o trabalho ainda mais complexo, porque além de ensinar os conteúdos, também precisamos educar para a vida.” Mesmo diante das dificuldades, Fernanda afirma que a motivação continua sendo o impacto da educação na vida dos estudantes. “O que me motiva todos os dias é saber que estamos ajudando a formar pessoas. A educação tem esse poder de transformar vidas, e acompanhar o desenvolvimento das crianças é algo que dá sentido ao nosso trabalho”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Prédio histórico do GDF é reformado e transformado em polo de educação profissional na Candangolândia
O prédio que abrigou a primeira sede da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), na Candangolândia, e funcionou por anos como a administração regional da cidade passa a ter uma nova função com foco no futuro. Depois de uma ampla restauração, o espaço agora abriga mais um Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro, inaugurado nesta quinta-feira (5) pelo governador Ibaneis Rocha, com a oferta de cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) voltados à qualificação de jovens e adultos do Distrito Federal. A abertura de mais um polo de educação é fruto de uma parceria do Governo do Distrito Federal com as instituições do Sistema S. “Em todas as áreas, aquela em que mais investimos ao longo desses oito anos de governo foi a de qualificação profissional. Hoje, temos diversos programas. Formamos anualmente mais de vinte mil pessoas para o mercado de trabalho e temos feito grandes parcerias com o Sistema S para continuar nessa caminhada”, afirmou Ibaneis Rocha. Governador Ibaneis Rocha inaugurou nesta quinta (5) mais um Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro, desta vez na Candangolândia | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Para o chefe do Executivo, o espaço funcionará também para resgatar a história da capital federal: “É um dia de muita alegria realmente ver esse prédio histórico totalmente restaurado, com uma memória de tudo aquilo que se passou na nossa capital, mas também com um olhar de futuro para essas crianças e esses adolescentes que tanto precisam de qualificação profissional”. Com possibilidade de abrigar até 180 alunos simultaneamente, o Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro iniciará suas atividades com a oferta de cursos em parceria com a Secretaria de Educação. No local, alunos do ensino médio da rede poderão participar de qualificações como Técnico em Administração e Técnico em Desenvolvimento de Sistemas, ambos nos períodos matutino e vespertino. As formações contemplam áreas estratégicas como gestão e tecnologia, reconhecidas pela alta demanda no mercado, ampliando as possibilidades de inserção profissional e geração de renda para a comunidade. De acordo com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o ensino técnico simultâneo ao ensino médio aumenta as chances de o aluno ingressar no mercado de trabalho, além de colaborar para sua permanência na escola. “Hoje temos 4.500 estudantes nessa parceria com o Senac do Distrito Federal e queremos chegar a 10 mil. Então, o aluno sai do ensino médio já com uma profissão. Essa é a trajetória. Eles saem muito mais preparados, inclusive para ingressar na universidade. Já temos dados de que quem faz o médio concomitante sai muito mais preparado e o número de ingressos nas universidades e de permanência é bem maior”, defendeu a titular da pasta. Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, a expectativa é que novas parcerias sejam firmadas com o Executivo local: “Ninguém faz nada sozinho. Quando há união, isso frutifica. E é o que vem acontecendo, principalmente em relação aos polos que estamos abrindo — já abrimos em São Sebastião, Planaltina, Santa Maria, Brazlândia, recentemente no Recanto das Emas e agora aqui, na Candangolândia. E isso é importante: colocarmos a qualificação próxima às casas das pessoas, principalmente das mais carentes e também dos alunos que saem de um turno para outro, com pouco tempo para se alimentar e poder fazer um contraturno. O Senac tem procurado fazer isso para que essas parcerias frutifiquem”. Para além do Técnico no Médio, segundo o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a nova unidade vai abrir, de forma inédita, vagas para outros programas de capacitação. “Teremos o programa Técnico no Ensino Médio, em parceria com a Secretaria de Educação, e vamos trazer para cá também, de maneira pioneira, o programa Jovem Aprendiz, para que os alunos tenham a primeira experiência profissional perto de onde moram”, ressaltou. José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF: "Isso é importante: colocarmos a qualificação próxima às casas das pessoas, principalmente das mais carentes e também dos alunos que saem de um turno para outro" A história por trás da primeira sede da Novacap O prédio foi erguido em 1956 e teve papel estratégico na construção da capital federal. Foi dali que o engenheiro Israel Pinheiro, então presidente da Novacap, coordenou parte das obras que transformaram o projeto idealizado pelo presidente Juscelino Kubitschek em Brasília. Décadas depois, o espaço histórico passa por um processo de manutenção que une preservação da memória e investimento em educação. Parte da estrutura foi transformada em um Centro de Memória dedicado à história da construção da capital, enquanto outra área passa a sediar o novo polo de qualificação profissional do Senac-DF. Presente na solenidade de inauguração, a neta de Israel Pinheiro, Maria Paula Pinheiro, de 64 anos, se emocionou ao acompanhar a homenagem feita ao avô. “Quando eu entrei aqui, comecei a chorar, porque é uma história de luta, uma história de amor e de dor. Imagina: eles entraram aqui no meio do nada e conseguiram fazer tudo isso. Então é uma mistura da história familiar com a história de Brasília, que é um sonho”, relatou. “[O uso do espaço pelo Senac] é maravilhoso, exatamente porque Israel Pinheiro vem de uma família que se preocupava com a educação. Eu quero que essa parceria cresça muito para a gente poder divulgar a educação profissional, principalmente, que eu acho que é o que o país precisa”, completou. O Polo de Educação Profissional Israel Pinheiro consegue receber até 180 alunos simultaneamente; serão oferecidas qualificações como Técnico em Administração e Técnico em Desenvolvimento de Sistemas Não é só o prédio histórico que agora abriga o Senac da Candangolândia: o Governo do Distrito Federal, nos últimos oito anos, tem atuado na conservação e preservação da história da cidade e da capital federal por meio da manutenção de espaços culturais na região. Um exemplo é a reforma da Praça da Bíblia, considerada hoje um dos principais pontos de convivência da Candangolândia. Com investimento de R$ 320 mil, a obra atendeu a uma antiga demanda da comunidade e incluiu serviços de pavimentação, com 1,7 km de calçadas, novo paisagismo e ampliação do espaço para atividades culturais, religiosas e de lazer. [LEIA_TAMBEM]“É com muito prazer que eu venho aqui entregar essa última construção histórica da Candangolândia que estava fechada. Fizemos esse compromisso com a população daqui e da região de restaurar todos os equipamentos públicos dessa cidade e cumprimos a nossa missão”, acrescentou o governador Ibaneis Rocha. Polo de Educação Profissional Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 polos de educação profissional gerenciados pelo Senac. Desse total, seis foram inaugurados na gestão do governador Ibaneis Rocha graças à parceria do sistema com o Executivo local. Recentemente, foram entregues novas unidades no Recanto das Emas e em Planaltina.
Ler mais...
Caic Profº Anísio Teixeira celebra 34 anos como referência em Ceilândia
O Centro de Atenção Integral à Criança Anísio Teixeira (Caic AT), em Ceilândia Norte, completou 34 anos no último sábado (28/2). A data foi celebrada com uma programação, na sexta-feira (27/2), que reuniu alunos, professores e comunidade em um dia de reflexão, gratidão e atividades que reafirmam o compromisso da escola com o desenvolvimento integral dos estudantes. “A história dessa escola remonta a 1992, quando foi idealizada com foco em um projeto de educação integral para o desenvolvimento completo dos estudantes. Desde o início, o espaço foi pensado para integrar lazer, saúde e educação em um só lugar”, afirma Laiana Aguiar dos Santos Miranda, diretora do Caic AT há três anos e professora da rede pública do DF há oito. O aniversário de 34 anos do Caic Anísio Teixeira teve programação especial para alunos e professores | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF A programação do aniversário começou com um momento cívico, incluindo a execução do Hino Nacional, seguido de uma pausa para refletir sobre as conquistas das últimas três décadas. Em seguida, os alunos foram convidados a pensar sobre a escola que têm e a que gostariam de ter, produzindo trabalhos expostos nos murais da instituição. O dia ainda contou com o tradicional Parabéns pra você e um almoço especial. A estrutura do Caic AT é um dos seus principais diferenciais. A escola dispõe de ginásio, piscina — que também oferece aulas de hidroginástica para pessoas da terceira idade da comunidade —, cozinha experimental e laboratório de informática. Atualmente, a unidade atende cerca de 800 estudantes em 42 turmas, da educação infantil ao quinto ano do ensino fundamental. [LEIA_TAMBEM]A trajetória da escola guarda memórias de um projeto ainda mais amplo. A professora Anadege de Farias Silva, que está na instituição desde a implantação, lembra que o modelo original ia muito além da sala de aula. “Tinha teatro, dança, culinária, música, com professores específicos para cada área. E não era só isso: tinha parte médica, dentista, pediatra — tudo aqui dentro. Os meninos tinham esse atendimento integral na escola”, recorda. O Caic nasceu de uma política federal que previa a criação de unidades do Centro Integrado de Atenção à Criança em todo o país. Com o fim do programa nacional, em 1998, as unidades passaram à gestão dos estados e do Distrito Federal, e parte dos serviços foi descontinuada. Ainda assim, o espírito do projeto original nunca deixou a escola. “Ainda oferecemos educação integral parcial, aproveitando nossa infraestrutura para oficinas, horta e atividades complementares, sempre inspirados em Anísio Teixeira, grande defensor da educação holística”, ressalta Laiana. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Eape abre inscrições para mais de 70 percursos formativos no 1º semestre de 2026
Começou o ano letivo, e a Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) está com inscrições abertas para os percursos formativos do primeiro semestre de 2026. Ao todo, são mais de 70 cursos gratuitos voltados a servidores da Secretaria de Educação (SEEDF), entre efetivos, temporários e profissionais de instituições parceiras. O período de inscrição segue até este domingo (8), exclusivamente pelo site da Eape. Entre as opções disponíveis estão cursos como Inteligência Artificial na Educação, Canva Maker: Inovando a Prática Docente, Libras – Básico I, A Arte de Contar Histórias e Gestão Escolar Pública Democrática, além de formações em Educação Midiática, Educação Ambiental, Metodologias Ativas, Recomposição das Aprendizagens e Política Nacional do Ensino Médio. Arte: SEEDF A iniciativa integra a política de formação continuada da SEEDF e tem como objetivo fortalecer as práticas pedagógicas e valorizar os profissionais da educação. Os percursos são organizados em diferentes temáticas, como Competências Digitais, Educação e Sustentabilidade, Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, Direitos Humanos, Gestão Educacional, Ludicidade, Práticas Inovadoras e Recomposição da Aprendizagem. Os cursos têm ofertas semestrais e anuais, nos formatos presencial e online. Além dos percursos formativos, os cursistas matriculados também podem participar de oficinas, seminários, webinários, videoconferências, lives, podcasts, palestras e congressos promovidos pela Eape. [LEIA_TAMBEM]Como se inscrever Para participar, o servidor deve acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle) da Eape, escolher o curso e a turma do seu interesse e preencher o formulário de cadastro no momento da inscrição. As informações fornecidas poderão ser utilizadas pelos formadores para contato, se necessário. Todas as informações detalhadas, incluindo a lista completa de percursos e orientações para inscrição, serão divulgadas nos canais oficiais da Eape e da SEEDF. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Panorama da ProvaDF 2025 é apresentado em encontro nesta terça (24)
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou, nesta terça-feira (24), uma reunião técnica para apresentar e analisar os resultados da ProvaDF 2025. O encontro ocorreu no Auditório Neusa França, na sede da pasta, e reuniu representantes das 14 Coordenações Regionais de Ensino, além de gestores e equipes pedagógicas dos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo foi aprofundar a leitura dos dados das avaliações aplicadas aos estudantes do 2º e do 5º anos e subsidiar decisões pedagógicas para o próximo ciclo letivo. Mais do que a divulgação de números, a reunião teve como foco o uso das informações como ferramenta de gestão e de promoção da equidade educacional. O encontro reuniu coordenadores regionais de todas as 14 Coordenações Regionais de Ensino, chefes de unidades, articuladores de avaliação, coordenadores intermediários de apoio dos anos iniciais e articuladores regionais do Programa Alfaletrando | Foto: Mary Leal/SEEDF Na abertura do encontro, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a consolidação do SipaeDF como política estruturante da rede pública. “O SipaeDF é um divisor de águas para a nossa rede. Ele consolida uma política estruturante, que garante previsibilidade, transparência e foco na aprendizagem. Não se trata de uma ação isolada, mas de um sistema permanente que fortalece a gestão pedagógica e assegura que cada decisão seja orientada por evidências concretas”. A gestora também informou que foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) o resultado do processo que definiu o Cebraspe como responsável pela aplicação da ProvaDF pelos próximos cinco anos. “A definição do Cebraspe para a aplicação das avaliações pelos próximos cinco anos garante estabilidade, qualidade técnica e segurança ao processo. Estamos fortalecendo uma política de Estado, assegurando que o SipaeDF continue sendo um instrumento efetivo de melhoria da aprendizagem em toda a rede”. A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, ressaltou o alcance da avaliação. “A divulgação dos resultados da Prova DF 2025 representa muito mais do que a apresentação de números. Estamos falando de um diagnóstico técnico, construído com rigor, que alcança mais de 58 mil estudantes em todas as regionais de ensino”. A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, destacou que a divulgação dos resultados representa um marco no processo de acompanhamento da aprendizagem Leitura pedagógica dos resultados Os dados apresentados, disponibilizados na plataforma do CAEd, ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora, foram detalhados em exposições técnicas voltadas ao uso pedagógico das informações pelas escolas. A analista de avaliação educacional Edyenis Frango destacou avanços nas proficiências médias. “Tanto nos resultados de matemática como de língua portuguesa, para as etapas avaliadas, segundo e quinto ano do ensino fundamental, a gente vê um crescimento nessa proficiência média, o que indica que os estudantes estão conseguindo desenvolver mais habilidades com relação aos dados da avaliação do ano passado. Isso mostra que as ações que a rede realizou no último ano letivo se refletem na melhoria dos resultados gerais”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a especialista, a plataforma permite monitoramento contínuo e planejamento mais preciso. “Por meio da plataforma, as escolas conseguem visualizar seus resultados pontuais, os dados dos estudantes e das turmas, analisar o quanto avançaram em 2025 e planejar intervenções mais assertivas. Trouxemos propostas que podem ser aplicadas já no início do ano letivo, apoiando professores e coordenadores no enfrentamento dos desafios”. Próximos passos Com a consolidação dos resultados, a Secretaria de Educação inicia a etapa de devolutivas às escolas e o aprofundamento das análises pedagógicas. As evidências devem orientar o planejamento de 2026, com prioridade para ações de alfabetização e recomposição das aprendizagens nos anos iniciais. A expectativa é que os dados sirvam de base para o aprimoramento das estratégias pedagógicas e para o fortalecimento das políticas educacionais, com impacto direto no desempenho dos estudantes da rede pública do Distrito Federal.
Ler mais...
Parceria entre GDF e Senac-DF forma 1,5 mil estudantes no Técnico no Ensino Médio
Cerca de 1,5 mil estudantes da rede pública do Distrito Federal celebraram, neste domingo (22), a conclusão do programa Técnico no Ensino Médio, resultado da parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Educação, e o Senac-DF. Esta é a primeira turma a concluir o ciclo inaugural, iniciado em 2023. A cerimônia de formatura, realizada no Pavilhão do Parque da Cidade, reuniu familiares, professores, gestores e autoridades em um momento que marca o fim da etapa escolar e o início da trajetória no mercado de trabalho para os jovens. O programa permite que os alunos cursem o ensino médio em um turno e, no outro, realizem a formação técnica no Senac-DF. Ao final, recebem, além do diploma da educação básica, uma qualificação profissional, o que amplia as chances de inserção no mercado de trabalho ou de continuidade dos estudos. O programa Técnico no Ensino Médio formou aproximadamente 1,5 mil estudantes do seu ciclo inaugural, iniciado em 2023 | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou que a integração entre formação acadêmica e técnica fortalece o ensino público e amplia as perspectivas para os jovens. “O aluno já sai com uma profissão técnica. Então, é um estudante que pode ingressar no mercado de trabalho, não só com o ensino médio regular, mas com o ensino técnico profissional também. São diversos cursos, nas mais diversas áreas, que levam nossos alunos a saírem com essa formação. Isso, para nós, é a realização de um sonho”, afirmou. O Senac-DF é responsável pela oferta dos cursos, com estrutura pedagógica, laboratórios e docentes especializados, enquanto a Secretaria de Educação articula a participação das escolas da rede pública, garantindo que a formação técnica esteja integrada à rotina escolar de forma organizada e acessível. [LEIA_TAMBEM]Para o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a iniciativa contribui diretamente para o desenvolvimento social e econômico do Distrito Federal. “São mais de 1,4 mil alunos de ensino médio concluindo o ensino técnico com diploma, mais chance de inserção no mercado de trabalho, maior renda. Saem agora com uma profissão pronta para serem inseridos no mercado de trabalho no momento que a economia de Brasília tanto precisa”, ressaltou. Os formandos são de diversas escolas do DF e concluíram cursos técnicos em áreas como administração, análises clínicas, contabilidade, desenvolvimento de sistemas, design de interiores, eventos, gastronomia, hemoterapia, informática, nutrição e dietética, programação de jogos digitais, recursos humanos, secretariado e segurança do trabalho. Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do Distrito Federal: "O aluno já sai com uma profissão técnica. Então, é um estudante que pode ingressar no mercado de trabalho, não só com o ensino médio regular, mas com o ensino técnico profissional também" O próximo ciclo, que ainda está com inscrições abertas, está previsto para começar na próxima segunda-feira (23). Segundo a secretária Hélvia Paranaguá, as vagas foram ampliadas graças ao apoio do Legislativo do DF. “Tivemos uma ampliação do número de vagas em função da parceria que firmamos com a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Vários deputados colocaram reforço de emenda parlamentar e a gente pôde, então, sair das 1,5 mil vagas para 4 mil. Mas a nossa meta é chegar a 10 mil”, anunciou a titular da pasta. Entre os formandos, a conquista representa uma porta de entrada para novas oportunidades profissionais e acadêmicas. O estudante Gustavo Costa Santos, 17 anos, de São Sebastião, contou que soube do programa pela escola e decidiu apostar na área administrativa. “Quando eu vi o Senac, eu vi uma oportunidade na minha frente e pensei: ‘Vou tentar um caminho novo, uma coisa que eu comecei a gostar e que eu quero seguir adiante’”, disse. Para ele, a formação amplia as possibilidades para o futuro. “A administração pega bastante coisas em geral, como logística e outras áreas. Acho que isso vai me ajudar bastante, até para administrar uma empresa no futuro.” Gustavo Costa Santos, estudante: "Quando eu vi o Senac, eu vi uma oportunidade na minha frente e pensei: ‘Vou tentar um caminho novo, uma coisa que eu comecei a gostar e que eu quero seguir adiante’" A estudante Rebeca Karoline de Souza Moraes, 18 anos, de Santa Maria, também destacou o impacto da formação técnica em sua trajetória. “Sou uma pessoa muito grata por ter tido essa oportunidade. Eu me sinto privilegiada de sair do ensino médio com um diploma e com outra formação tão importante. É uma oportunidade única, porque somos a primeira turma que ingressou nesse projeto. Saber que algo que começou conosco vai seguir ajudando mais jovens é muito importante”, afirmou. O próximo ciclo começa nesta semana e ainda conta com vagas abertas para estudantes da rede que desejem participar. Para se inscrever, basta acessar o site do Senac-DF.
Ler mais...
Encontro Sabor de Escola apresenta novidades no cardápio da rede pública
A combinação entre técnica e criatividade ganhou destaque, na sexta-feira (6), durante o 3º Encontro Sabor de Escola. Realizado na Escola de Sabores Oscar, na Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), o evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Eape no YouTube e marcou um avanço na política de alimentação escolar do Distrito Federal, ao apresentar novos ingredientes e proteínas que passam a integrar o cardápio das mais de 500 mil refeições servidas diariamente nas unidades escolares. “Aproveitamos este espaço da Eape para criar uma escola técnica, que se tornou um nicho de trabalho não só para o mercado, mas também para a própria Secretaria. Nosso objetivo é formar profissionais qualificados, com uma compreensão profunda sobre nutrição e o valor dos alimentos”, reforçou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ao destacar a importância da escola para a comunidade escolar durante a live. A diversidade do cardápio escolar da rede pública do DF foi celebrada no Encontro Sabor de Escola | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF A merendeira Josilene Páscoa Santos, primeira campeã do concurso Sabor de Escola e representante da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Santa Maria, compartilhou como a formação mudou a sua visão sobre a cozinha no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 209. “Meu sonho é dar aula aqui na Escola de Sabores. O conhecimento que adquiri faz toda a diferença para conquistar o paladar das crianças. Ver a alegria delas ao comer é o que me motiva”, relatou emocionada. [LEIA_TAMBEM]Luz, câmera e sabor! Durante a live, o público acompanhou o preparo de receitas que unem valor nutricional e boa aceitação pelos estudantes. O destaque foi o uso de produtos in natura, com a redução de alimentos processados e a priorização da saúde dos alunos. Para a nutricionista e gerente de Planejamento Alimentar, Thalita do Carmo Pereira, a estratégia é clara. “O peito de frango e o patinho moído são cortes menos gordurosos, que vêm para oferecer maior variedade. Quanto mais produtos in natura inserimos, melhor é a qualidade biológica do que nossos estudantes consomem”, explicou. Live demonstrou o preparo das refeições, exemplificando como podem ser utilizados os novos ingredientes da alimentação escolar Confira as combinações apresentadas: · Proteína bovina: acém em cubos refogado ao molho de tomate, acompanhado de macarrão parafuso ao alho e óleo, feijão, abóbora e pepino fresco. · Versatilidade do frango: filé de peito acebolado servido com arroz, feijão, beterraba e um inovador refogado de batata-doce. · Lanche nutritivo: patinho moído servido no pão, acompanhado de suco natural de abacaxi. · Sobremesas saudáveis: curau de milho-verde com canela e iogurte natural batido com mel, cereais e abacaxi picado. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Elogios a servidores do GDF crescem mais de 28% desde 2022
O número de elogios direcionados a servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) mantém trajetória de crescimento e consolida uma relação mais colaborativa entre a população e o serviço público. Considerando o recorte a partir de 2022 — ano seguinte ao lançamento do atual sistema Participa DF, ocorrido em dezembro de 2021 — os registros passaram de 15.384 elogios para 19.755 em 2025, o que representa um aumento acumulado de 28,4% no período. Os elogios são registrados pela própria rede de ouvidorias do Distrito Federal, por meio do portal Participa DF, pelo telefone 162 ou presencialmente em qualquer ouvidoria dos órgãos do GDF. Além de reclamações, denúncias, solicitações e sugestões, o sistema permite que o cidadão reconheça formalmente o bom atendimento e os serviços públicos que estão funcionando de forma satisfatória, fortalecendo o controle social e a melhoria contínua da gestão. Em 2025, os órgãos distritais mais elogiados pela população foram a Secretaria de Saúde (SES-DF), com 9.582 registros, seguida pela Secretaria de Educação (SEEDF), com 3.128 elogios. Na sequência aparecem a Secretaria de Transporte e Mobilidade (641), a Polícia Militar do Distrito Federal (527) e a Fundação Hemocentro de Brasília (447). No ano passado, os órgãos mais elogiados pela população foram a Secretaria de Saúde, com 9.582 registros, e a Secretaria de Educação, com 3.128 elogios | Foto: Divulgação/CGDF Desde 2022, as áreas de Saúde e Educação lideram de forma contínua o ranking de elogios, reflexo do contato direto e cotidiano com a população e do impacto dos serviços essenciais prestados por seus profissionais. Eurides Domingos, aposentada e moradora do Gama, já fez 42 elogios na rede de ouvidorias do DF. “Sempre usei os meios públicos para dizer o quanto esses profissionais se doam a favor dos pacientes e não são reconhecidos pelos seus esforços ao próximo.” Os registros de reconhecimento são variados e abrangem diferentes frentes de atuação do serviço público. Entre os elogios mais frequentes estão manifestações direcionadas a servidores públicos individualmente, ao atendimento em unidades hospitalares, ao atendimento em unidades básicas de saúde, ao serviço prestado por órgãos e entidades do GDF, ao atendimento médico, ao trabalho realizado por servidores terceirizados, a professores, à conduta de motoristas de ônibus, a unidades educacionais públicas e ao atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A diversidade dos registros evidencia a amplitude do reconhecimento da população aos serviços que impactam diretamente o dia a dia do cidadão. [LEIA_TAMBEM]Para a ouvidora-geral do Distrito Federal, Daniela Pacheco, o crescimento dos elogios demonstra o fortalecimento da cultura de participação e reconhecimento. “Quando o cidadão registra um elogio, ele valoriza o trabalho do servidor público e contribui para indicar quais serviços estão dando certo. Esse retorno é fundamental para orientar a gestão e aprimorar continuamente o atendimento à população”, destaca. O controlador-geral do DF, Daniel Lima, ressalta que o reconhecimento formal também é um importante instrumento de gestão pública. “Os elogios registrados nas ouvidorias mostram que o servidor do GDF faz a diferença na vida das pessoas. Esse reconhecimento fortalece as equipes, estimula boas práticas e ajuda o governo a identificar experiências que podem ser ampliadas e replicadas”, afirma. Em 2025, a rede de ouvidorias do DF contabilizou 319.912 manifestações no total. Desse universo, 19.755 foram elogios, o que corresponde a 6,17% dos registros. Embora representem uma parcela específica das manifestações, os elogios cumprem um papel estratégico: reconhecer o bom atendimento, valorizar o servidor público e incentivar a população a participar ativamente da melhoria dos serviços oferecidos pelo GDF. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
Ler mais...
Merenda escolar do DF amplia variedade e padroniza cardápio para iniciar ano letivo
A alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal começa o ano letivo com novidades importantes e reforço na qualidade nutricional. A Secretaria de Educação (SEEDF) ampliou o número de proteínas oferecidas nas refeições e, pela primeira vez, adotará um cardápio único para todas as escolas, incluindo as unidades do campo. A medida garante padronização, regularidade no abastecimento e equidade no atendimento aos estudantes. Ao todo, o cardápio passa a contar com 12 tipos de proteínas de origem animal, entre carnes in natura e ovos. Estão incluídos peito de frango congelado, coxa e sobrecoxa de frango, coxinha da asa, filé de tilápia, acém bovino em cubos, acém bovino moído, patinho bovino moído, lombo suíno e paleta suína em peça e em pedaços. A merenda escolar da rede pública reúne mais de 80 itens, abrangendo também legumes, frutas, grãos e produtos da agricultura familiar. Entre as novidades desse segmento estão o tomate-cereja, o quiabo e o mel. Já por meio de licitação, foram incorporadas frutas como laranja e manga. Produtos como canela em pó, farinha de mandioca, leite de coco e cacau retornam ao cardápio, ampliando as possibilidades nutricionais e culinárias das refeições. O depósito central de alimentação escolar da SEEDF está abastecido para iniciar o ano letivo de 2026 | Foto: Marco Delgado/SEEDF As novidades foram apresentadas durante visita técnica da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, e da subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus, ao depósito central de alimentação escolar, localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SAAN). O espaço está completamente abastecido para atender todas as escolas da rede desde o início das aulas, com planejamento antecipado e contínuo, que já soma quatro anos de organização e aprimoramento do armazenamento e da logística. “Pela primeira vez, toda a rede pública de ensino do Distrito Federal contará com o mesmo cardápio, o que assegura equidade e qualidade na oferta da alimentação escolar. Isso significa que todos os estudantes, independentemente da região ou da modalidade da escola, terão acesso às mesmas refeições, entregues dentro do prazo e com o padrão que defendemos”, afirmou a secretária. [LEIA_TAMBEM]A gestora também ressaltou que a alimentação escolar é parte essencial da política educacional. “Cuidar da merenda é cuidar do estudante. Quando garantimos uma alimentação adequada, variada e de qualidade, estamos contribuindo diretamente para o aprendizado, para a permanência na escola e para o desenvolvimento integral dos nossos alunos”, destacou. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais enfatizou que o trabalho envolve planejamento técnico e articulação entre diferentes áreas da Secretaria. “A visita ao depósito mostra que a alimentação escolar é tratada com seriedade, desde a compra até a distribuição. O estoque completo no início do ano letivo dá segurança às escolas e reforça o compromisso da Secretaria com a continuidade e a qualidade do serviço”, explicou Fernanda Mateus. Com o cardápio unificado, a ampliação das proteínas e a inclusão de novos alimentos, a Secretaria de Educação garante regularidade no fornecimento da merenda escolar e reforça o cuidado diário com os estudantes da rede pública do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Pdaf destina mais de R$ 241 milhões às escolas públicas do DF em 2025
O Programa de Descentralização de Recursos para Apoio à Manutenção e Modernização das Escolas (Pdaf) recebeu, em 2025, R$ 241,7 milhões destinados à manutenção, modernização e ao funcionamento de 708 escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal e 14 Coordenações Regionais de Ensino (CREs). Também foi no ano passado que a rede pública passou a contar de forma integral com o cartão Pdaf, ferramenta que facilitou a execução dos recursos e reforçou os mecanismos de controle e transparência dos gastos. Para 2026, a Secretaria de Educação (SEEDF) informa que já há previsão orçamentária de R$ 150 milhões em recursos do Tesouro do DF. Em anos anteriores, os valores também foram expressivos: cerca de R$ 230 milhões em 2024 e aproximadamente R$ 260 milhões em 2023, considerado o maior volume já executado pelo programa. Os recursos permitem que as escolas atendam necessidades de manutenção, façam pequenas reformas dentro dos limites de dispensa de licitação previstos na Lei nº 14.133, invistam em projetos pedagógicos e promovam melhorias nos ambientes escolares. No Centro de Ensino Fundamental 2 da Asa Norte, que atende mais de 400 alunos, os recursos do Pdaf têm sido utilizados para transformar o ambiente escolar. A diretora Viviane de Lima explica que o recurso garante maior autonomia à gestão escolar, ao permitir a compra de materiais didáticos e de pequenas reformas de forma ágil, conforme a necessidade da unidade. “Com o recurso disponível na conta da escola, é possível contratar a empresa e executar o serviço no momento adequado. Agora, com o cartão Pdaf, esse processo ficou ainda mais simples, trazendo mais serenidade e segurança para a gestão”, afirma. Para 2026, a Secretaria de Educação (SEEDF) informa que já há previsão orçamentária de R$ 150 milhões em recursos do Tesouro do DF | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Para a gestora, esse investimento impacta diretamente no processo de aprendizagem. Além disso, segundo ela, todas as decisões sobre o uso dos recursos passam pela comunidade escolar. Antes da execução, é elaborada uma ata de prioridades com a participação do conselho escolar e, após as intervenções, a escola realiza reuniões de prestação de contas e compartilha relatórios, vídeos e apresentações com as famílias. “A comunidade acompanha e sabe como o dinheiro público está sendo utilizado”, afirma. O diretor de Operacionalização e Execução do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira do Pdaf, Carlos Chiodi, ressalta que o programa não substitui o fornecimento centralizado da SEEDF. “Quando determinado item já é disponibilizado pela sede, como papel A4, por exemplo, a escola não pode adquiri-lo com recursos do programa. Dessa forma, o Pdaf atua como uma ferramenta de suplementação, permitindo atender demandas específicas que não são contempladas pelos contratos centralizados”, afirma. A principal importância do programa, segundo ele, está na autonomia concedida às escolas. “Quem conhece a realidade da escola é o próprio diretor”, destaca. Isso permite que cada unidade invista em projetos pedagógicos próprios, melhorias estruturais, pintura artística, revitalização de salas de leitura, bibliotecas físicas ou digitais, sempre de acordo com o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e com as decisões tomadas junto à comunidade escolar. Para este ano, Carlos destaca que os valores previstos podem ser suplementados ao longo de 2026, tanto por reforço do Tesouro quanto por emendas parlamentares. Assim, o montante final do Pdaf poderá variar em relação ao registrado em 2025, mas os recursos básicos já estão assegurados. Prestação de contas e transparência A importância do Pdaf vai além do repasse de recursos e se reflete diretamente na forma como o dinheiro público é acompanhado, registrado e fiscalizado. De acordo com a diretora de prestação de contas do programa, Mírcia Ribeiro, após a definição das prioridades em cada escola, a execução dos recursos ocorre de forma totalmente digital, por meio da plataforma EducaDF. O diretor de Operacionalização e Execução do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira do Pdaf, Carlos Chiodi, ressalta que o programa não substitui o fornecimento centralizado da SEEDF No sistema, os fornecedores são previamente credenciados e ficam aptos a prestar serviços ou fornecer materiais às unidades escolares. A escola acessa a plataforma, solicita o serviço ou material necessário e emite a ordem de serviço. Após a entrega e o pagamento, a prestação de contas é feita de forma pontual, ou seja, a escola presta contas exatamente do que foi investido. Após essa etapa, entra em funcionamento o sistema de prestação de contas, que foi modernizado em parceria com o Banco de Brasília (BRB). “Diferentemente do modelo antigo, a prestação de contas deixou de ser global e passou a ser pontual, ou seja, a escola presta contas exatamente daquilo que foi gasto”, destaca Mírcia. As informações, como notas fiscais, ordens de serviço e comprovantes bancários, são inseridas em um aplicativo desenvolvido pelo BRB e ficam disponíveis em um painel de controle, ao qual os gestores da Secretaria têm acesso para realizar a conciliação bancária e a análise dos dados. A diretora explica que essa mudança trouxe ganhos significativos em eficiência e controle. Até 2023, as prestações de contas eram feitas de forma física, com envio de grandes volumes de documentos às regionais de ensino e, posteriormente, à área central da Secretaria. Esse modelo gerava um acúmulo expressivo de processos e atrasos na análise. Além de dar mais agilidade ao processo, o novo sistema fortalece a rastreabilidade dos recursos. A SEEDF passou a contar com um banco de dados detalhado das aquisições feitas pelas escolas, o que contribui para o planejamento das ações da rede e amplia a transparência para a sociedade. “Uma nova plataforma, em desenvolvimento em parceria com o BRB e a Subsecretaria de Tecnologia da Informação, permitirá que pais e responsáveis acompanhem, em tempo real, como cada escola está utilizando os recursos públicos”, explica Mírcia. De acordo com a diretora de prestação de contas do programa, Mírcia Ribeiro, após a definição das prioridades em cada escola, a execução dos recursos ocorre de forma totalmente digital, por meio da plataforma EducaDF Na Escola Classe 308 Sul, que conta com 300 estudantes, a diretora Maria das Graças de Oliveira destaca que o Pdaf tem papel fundamental no dia a dia da unidade por garantir autonomia financeira e agilidade na resolução de demandas cotidianas. Segundo ela, o programa permite que a escola tenha recursos em caixa para atender necessidades imediatas, utilizando a plataforma EducaDF. “Hoje, se precisarmos de material de expediente, entramos no sistema, levantamos a demanda junto com servidores e professores, listamos os itens necessários e fazemos a solicitação diretamente”, explica. A diretora ressalta que o processo se tornou mais simples e eficiente, já que os fornecedores credenciados aparecem automaticamente no sistema, com contato disponível para diálogo direto. “A gente conversa, explica exatamente o que precisa, define a qualidade do material, porque não queremos produtos sem qualidade. O fornecedor entrega, a gente registra e faz o pagamento”, afirma. Com o EducaDF, segundo ela, não é mais necessário reunir diversos orçamentos ou certidões, já que toda a regularização dos fornecedores está integrada à plataforma, o que facilita significativamente a rotina da gestão escolar. Como funciona O Programa de Descentralização de Recursos para Apoio à Manutenção e Modernização das Escolas (Pdaf) é um programa complementar e suplementar de recursos para as escolas. O dinheiro chega às unidades de ensino por duas fontes: recursos do Tesouro do Distrito Federal e emendas parlamentares. No caso dos recursos do Tesouro, a distribuição é feita por meio de duas portarias anuais, publicadas no primeiro e segundo semestres, com base em um valor per capita calculado a partir do Censo Escolar do ano anterior. As emendas parlamentares têm caráter totalmente discricionário e são definidas pelos deputados distritais. Esses recursos chegam à Secretaria de Educação por meio do Sistema de Controle de Emendas Parlamentares (Sisconep) e são descentralizados às escolas por portarias específicas. Quando os limites são ultrapassados, os valores excedentes são destinados às Coordenações Regionais de Ensino correspondentes, sem prejuízo ao atendimento das unidades escolares indicadas. Atualmente, as escolas da rede pública contam com cartão Pdaf que começou a ser implementado em 2023, de forma piloto, na Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia. Em 2024, a iniciativa foi ampliada para todas as regionais e, no segundo semestre do mesmo ano, passou a ser testada também em escolas das regionais de Brazlândia e do Núcleo Bandeirante. Já em 2025, o sistema foi expandido para toda a rede pública de ensino do Distrito Federal, contemplando todas as escolas aptas a utilizar o cartão. Integrado às plataformas EducaDF e ao sistema do Banco de Brasília (BRB), o cartão Pdaf funciona como instrumento de pagamento e controle dos recursos descentralizados. A ferramenta substituiu procedimentos anteriores, como a exigência de três orçamentos e o pagamento por cheque, consolidando em um único meio a execução, o registro e a fiscalização dos gastos realizados pelas unidades escolares.
Ler mais...
Centro Interescolar de Esportes oferece 2 mil vagas em 2026
O Centro Interescolar de Esportes (Cief), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), está com matrículas abertas para o ano letivo de 2026. São duas mil vagas gratuitas destinadas a crianças e adolescentes de 9 a 17 anos, distribuídas em diferentes modalidades esportivas. Entre as opções oferecidas estão basquete, vôlei, jiu-jítsu, futsal, handebol, musculação, atletismo, beach tennis, skate e natação. O início das aulas está previsto para 12 de fevereiro. A matrícula deve ser feita presencialmente, com a documentação do estudante e do responsável legal, na secretaria escolar do Cief, localizado no Setor de Grandes Áreas Sul (SGAS) 907/908. A unidade funciona de segunda a quinta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 16h30. O Cief, localizado na Asa Sul, oferece duas mil vagas gratuitas a crianças e adolescentes de 9 a 17 anos | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Estrutura e cronograma A unidade dispõe de 18 espaços voltados à prática esportiva, entre eles dois campos de grama, três ginásios, piscina, pista de atletismo, pista de skate, quadra de areia, quadras externas, salas de ginástica, de lutas, de musculação e um dojô. As aulas ocorrem três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas ou às terças, quintas e sextas, em dois turnos: das 7h15 às 12h15 e das 13h30 às 18h30. Cada estudante pode se inscrever em até duas modalidades, além da musculação. As vagas remanescentes para estudantes da rede privada estarão abertas a partir do dia 19 de janeiro. Novidade A partir de 2026, o Cief amplia sua atuação e passa a oferecer atividades esportivas para os responsáveis dos alunos matriculados. Entre as opções estão clube de corrida, musculação e beach tennis. Entre as opções oferecidas pelo Cief estão basquete, vôlei, jiu-jítsu, futsal, handebol, musculação, atletismo, beach tennis, skate e natação Documentos necessários para a matrícula do estudante · Declaração escolar · Duas fotos 3×4 · Cópia do documento do estudante · Cópia do documento do responsável · Cópia do comprovante de residência · Cópia da tipagem sanguínea com fator RH [LEIA_TAMBEM]Documentos necessários para a matrícula do responsável · Duas fotos 3×4 · Cópia do documento de identidade · Cópia do comprovante de residência · Cópia da tipagem sanguínea com fator RH · Cópia do contracheque (somente para servidores da SEEDF) *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Saiba como ter acesso aos cartões Creche, Material Escolar e Uniforme da rede pública do DF
Com o início do ano letivo da rede pública do Distrito Federal marcado para fevereiro, famílias podem contar com três benefícios importantes para garantir o acesso e a permanência dos estudantes na escola: os cartões Creche, Material Escolar e Uniforme Escolar. Os auxílios são coordenados pela Secretaria de Educação (SEEDF) e atendem a públicos distintos, desde a primeira infância até o ensino médio, com concessão automática ou mediante solicitação. Os programas atuam em frentes diferentes, mas complementares. Enquanto o Cartão Creche amplia o acesso à educação infantil, o Cartão Material Escolar e o Cartão Uniforme Escolar asseguram que estudantes já matriculados tenham condições adequadas para adquirir itens essenciais para o início das atividades escolares. Na prática, as medidas ajudam a reduzir desigualdades, promovem autonomia dos alunos e fortalecem o vínculo com a escola desde o começo do ano letivo. Confira, nesta matéria elaborada pela Agência Brasília, as principais dúvidas sobre cada um dos benefícios. Os cartões Creche, Material Escolar e Uniforme Escolar garantem o acesso e a permanência dos estudantes do Distrito Federal na escola | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Cartão Creche: mais acesso à educação infantil Criado para atender à demanda por vagas na educação infantil, o Cartão Creche é um auxílio financeiro mensal destinado ao pagamento de mensalidades em creches privadas credenciadas, enquanto a criança aguarda vaga na rede pública. O benefício atende a alunos de 4 meses a 3 anos e 11 meses e tem valores que variam conforme a etapa: R$ 1.472,46 para berçário I; R$ 1.051,76 para berçário II; e R$ 920,29 para maternal I e II. Para solicitar, o responsável legal deve fazer a pré-inscrição pelo telefone 156 ou pelo Portal Cidadão. Em seguida, é necessário comparecer à Unidade Regional de Planejamento Educacional e Tecnologia na Educação da Coordenação Regional de Ensino escolhida, com documentos da criança e do responsável, como certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência e caderneta de saúde. As solicitações entram em um cadastro único e são classificadas conforme critérios sociais e tempo de espera. [LEIA_TAMBEM]Entre janeiro e novembro de 2025, o Cartão Creche impactou a vida de mais de 87 mil beneficiários. Para isso, o GDF investiu R$ 85.357.864,70. Segundo a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Matheus, o benefício cumpre um papel estratégico. “Quando a gente fala do Cartão Creche, ele vem para realmente diminuir as filas de espera nas creches. Mesmo sendo uma instituição privada, a gente consegue inserir nossos alunos por meio do programa”, explicou. De 2019 para cá, a lista de espera caiu de 24 mil para cerca de 1,5 mil crianças — todas com previsão de atendimento para 2026. Isso só foi possível graças ao trabalho deste Governo do Distrito Federal na construção de novas creches, na ampliação da rede pública e no fortalecimento do Cartão Creche. O Cartão Creche atende alunos de 4 meses a 3 anos e 11 meses e tem valores que variam conforme a etapa: R$ 1.472,46 para berçário I; R$ 1.051,76 para berçário II; e R$ 920,29 para maternal I e II | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Cartão Material Escolar: mais autonomia e igualdade O Cartão Material Escolar concede um crédito anual para compra exclusiva de materiais em papelarias credenciadas. O benefício é automático para estudantes de 4 a 17 anos matriculados na rede pública e pertencentes a famílias beneficiárias do Bolsa Família. Os valores são de R$ 320 para educação infantil e ensino especial e de R$ 240 para o ensino médio. Não é necessário fazer solicitação; basta que o estudante esteja matriculado e com os dados atualizados. O cartão físico deve ser retirado no Banco de Brasília, após consulta no aplicativo GDF Social, mediante apresentação de documento com foto e CPF. Para Fernanda Matheus, o impacto vai além do apoio financeiro. “O material escolar é um benefício que traz um reconhecimento para o aluno na questão de conseguir escolher o próprio material. Ele vai até a papelaria e compra o caderno que quer, do personagem que quer. O aluno passa a ter o mesmo material que aquele que compra no particular”, acrescentou a subsecretária. Em 2025, o Cartão Material Escolar beneficiou mais de 167 mil alunos, demandando um investimento de R$ 51.524.160 por parte deste GDF. O Cartão Material Escolar concede um crédito anual para compra de materiais em papelarias credenciadas | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Cartão Uniforme Escolar: mais pertencimento Recentemente anunciado pelo governador Ibaneis Rocha, o Cartão Uniforme Escolar começa a ter vigência no ano letivo de 2026. Ele é concedido automaticamente a todos os estudantes matriculados na educação básica da rede pública do DF, desde que os dados estejam atualizados na escola. Para 2026, o valor é de R$ 282,99 por estudante, destinado exclusivamente à compra das peças em malharias credenciadas. A retirada do cartão é feita no BRB, mediante apresentação de documento com foto e CPF do responsável. De acordo com a subsecretária, a entrega dos cartões começou em 22 de dezembro e segue até 21 de janeiro. Já o crédito estará disponível a partir do dia 26, garantindo tempo hábil antes do início das aulas, marcado para 12 de fevereiro. “O uniforme traz essa garantia de pertencimento ao aluno, porque ele vai experimentar a própria roupa, não vai ficar folgada ou pequena, e vai fazer os ajustes necessários”, explicou Fernanda Matheus. A previsão é que o Cartão Uniforme Escolar atenda todos os 442,3 mil alunos da rede pública de ensino. Para implementar o programa, este GDF prevê investir R$ 125.187.984,24 em 2026. Em 2026, o Cartão Uniforme Escolar vai conceder R$ 282,99 por estudante, destinado à compra das peças em malharias credenciadas | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília É possível acumular? O Cartão Creche não é acumulável com os demais, pois é destinado exclusivamente à primeira infância. Já os cartões Material Escolar e Uniforme podem ser utilizados conjuntamente, desde que o estudante atenda aos critérios de cada programa. A Secretaria de Educação orienta que as famílias mantenham sempre os dados atualizados nas escolas e nos sistemas oficiais para garantir o acesso aos benefícios, que têm papel fundamental na inclusão, no bem-estar e na permanência dos estudantes na rede pública de ensino do Distrito Federal.
Ler mais...
Educação apresenta plano de obras para expansão da rede pública do DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou, nesta quinta-feira (18), a 2ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor de Infraestrutura Educacional (Cogin), marcando o encerramento das atividades de 2025. O encontro contou com a presença da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, e foi marcado pela entrega simbólica do Plano de Obras 2026-2027, documento estratégico que norteia as ações de infraestrutura da rede pública de ensino. “O planejamento das obras é feito com base na demanda real da rede. A partir de dados do 156 e da intenção dos estudantes, a secretaria identifica onde há necessidade e define o tipo de escola a ser construída. Hoje, só são realizadas obras onde existe demanda”, explicou Hélvia Paranaguá. Com vigência de quatro anos, o plano de obras tem como objetivo ampliar, conservar e melhorar a infraestrutura das escolas, além de aumentar a oferta de vagas em todas as etapas da educação básica. O documento é baseado no Diagnóstico de Infraestrutura Física (DIF), que reúne as principais demandas das escolas públicas, como construção, reforma, ampliação e manutenção dos prédios escolares. A 2ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor de Infraestrutura Educacional (Cogin) marcou o encerramento das atividades de 2025 do colegiado | Fotos: Mary Leal/SEEDF A representante da Assessoria Especial da SEEDF e presidente do Cogin, Luizabete Batista Tavares, destacou a importância do plano entregue à secretária. “O documento garante transparência sobre o que a secretaria tem feito e fará na área de infraestrutura. A comunidade e os órgãos de controle terão acesso às informações, em respeito aos princípios da transparência”, afirmou. Relatório de atividades Durante a reunião, foi apresentado o relatório de atividades do Cogin em 2025, com o balanço das ações, deliberações e avanços realizados pelo comitê ao longo do ano. A pauta também incluiu a apresentação do selo oficial da Política Distrital de Infraestrutura Educacional (PDIE) pela Assessoria de Comunicação (Ascom), símbolo que representa o compromisso da pasta com a melhoria contínua da infraestrutura escolar. Outro destaque foi a discussão sobre os impactos da Lei Complementar nº 220/2025, que exige alterações no arcabouço legal da PDIE para adequação ao novo marco legal. A SEEDF também apresentou a página oficial da PDIE, reforçando o compromisso com a transparência na gestão dos recursos públicos destinados à infraestrutura educacional. O encontro foi marcado pela entrega simbólica do Plano de Obras 2026-2027, documento que norteia as ações de infraestrutura da rede pública de ensino Cogin O Cogin, instituído pelo Decreto nº 46.070, de 2024, e regulamentado pela Portaria nº 196, de 2025, é um órgão colegiado permanente, de caráter consultivo e deliberativo, responsável por assegurar que as ações de infraestrutura sejam planejadas, executadas e monitoradas de forma integrada, transparente e eficiente. O comitê é composto por representantes das unidades orgânicas da SEEDF e promove a articulação intersetorial e o planejamento de obras com base em critérios técnicos. [LEIA_TAMBEM]A secretária Hélvia Paranaguá destacou que a SEEDF está na vanguarda do GDF em governança, com foco na transparência. “Todos os atos da administração pública precisam estar acessíveis à sociedade. O plano de obras será integrado ao sistema EducaDF, que permite acompanhar o andamento de cada obra. As regiões administrativas, os gestores e os órgãos de controle poderão monitorar, em tempo real, as intervenções em execução”, explicou. A secretária também ressaltou a importância do planejamento integrado. “Sem um planejamento adequado, a obra poderia ser concluída sem mobiliário, equipamentos de cozinha, computadores ou cadeiras. Por isso, enquanto a obra é executada, todo esse processo é planejado para que a unidade seja entregue pronta para uso, sem atrasos após a conclusão”, afirmou. A próxima reunião do Cogin será extraordinária e está prevista para o dia 5 de fevereiro de 2026. Na ocasião, serão apresentados e aprovados o Plano de Trabalho do Comitê para o novo exercício e o Calendário Anual de Reuniões. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Escola Técnica de Santa Maria celebra a formação de profissionais
O Centro de Educação Profissional (CEP) Escola Técnica de Santa Maria realizou, na segunda-feira (15), a cerimônia de colação de grau dos cursos técnicos e de qualificação profissional. O evento reuniu estudantes que, ao lado de colegas e familiares, celebraram o encerramento de uma importante etapa acadêmica. Ao todo, a instituição formou 482 novos profissionais neste ciclo. Estudantes celebram a conquista do diploma durante cerimônia na Escola Técnica de Santa Maria | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, prestigiou a formatura e destacou o papel da educação na transformação de vidas e realidades. “Nosso objetivo deve ser a felicidade. Desejo que cada um de vocês possa encontrar a felicidade nas atividades que irão desenvolver”, declarou. Para Maria Eduarda do Nascimento, formanda do curso de Desenvolvimento de Sistemas, o diploma representa um diferencial competitivo: “É uma via mais rápida de entrar no mercado de trabalho com capacitação. O curso nos introduz de forma ágil, mas com muita qualificação”. [LEIA_TAMBEM]Ela ressaltou ainda que a formação vai além da técnica, destacando o papel dos docentes. “Os professores e a coordenação estão de parabéns. Esse ano e meio foi de aprendizado para a vida toda, tanto no nível técnico quanto nas vivências. O que posso dizer é que aqui é uma porta aberta para aqueles que desejam evoluir profissionalmente e pessoalmente”, completou. O diretor da Escola Técnica de Santa Maria, Elijaime Nunes, aproveitou a ocasião para reconhecer o trabalho realizado pela equipe pedagógica. “Todo mundo lembra de um professor que foi importante na sua trajetória”, afirmou o gestor, reforçando o papel da docência na construção do futuro de cada estudante. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Corregedoria da Educação fortalece cultura de integridade na rede pública do DF
A Corregedoria da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) deu início à execução do plano de ação “De ponta a ponta… De ponto a ponto… Um encontro!”, desenvolvido no contexto do programa Corregedoria em Ação. A iniciativa tem como objetivo estreitar o relacionamento com as unidades escolares, promover diálogo qualificado com servidores e disseminar práticas que reafirmem a responsabilidade no exercício da função pública. Desde outubro de 2025, nove unidades escolares já receberam a visita da equipe da Corregedoria, alcançando 198 servidores, entre professores, coordenadores, diretores e demais profissionais. As visitas ocorreram em regiões como Plano Piloto, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Guará, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Planaltina e Brazlândia. A última visita foi realizada no dia 10 deste mês, na Escola Classe 01 do Incra 08, em Brazlândia. Iniciativa da Corregedoria da SEEDF tem como objetivo estreitar o relacionamento com as unidades escolares, promover diálogo qualificado com servidores e disseminar boas práticas | Foto: Pedro Cavalcante de Miranda/SEEDF A corregedora da Educação da SEEDF, Ana Paula Gadelha, destacou os resultados alcançados pela iniciativa. “Estamos muito satisfeitos com os resultados iniciais da ação. Nosso objetivo principal é promover a prevenção, qualificar o diálogo e reforçar a responsabilidade no exercício da função pública, levando informações claras sobre o papel da corregedoria, o regime disciplinar e os fatores que mais frequentemente resultam em processos administrativos disciplinares, como previsto no artigo 180 da Lei nº 840/2011”, afirmou. A iniciativa busca aproximar a corregedoria da realidade cotidiana das escolas da rede pública de ensino por meio de encontros presenciais realizados durante os períodos de coordenação coletiva. Nessa fase inicial, o planejamento contempla uma escola classe vinculada a cada uma das coordenações regionais de ensino. [LEIA_TAMBEM]Durante os encontros formativos, a corregedoria esclarece, em linguagem acessível, seu papel institucional, os principais aspectos do regime disciplinar e os fatores que mais frequentemente resultam na instauração de processos administrativos disciplinares e sindicâncias. O caráter preventivo e educativo da ação reforça o compromisso da pasta com a integridade e o cuidado com seus servidores. A corregedora ressaltou que o trabalho é fundamental para reduzir desvios de conduta, ampliar a segurança dos servidores em sua atuação cotidiana e fortalecer a cultura de integridade em toda a rede pública de ensino. “O que nos motiva a continuar e expandir esta iniciativa é a avaliação positiva dos servidores participantes. Temos recebido retornos entusiasmados, com muitos afirmando como foi importante e esclarecedora esta ação para o trabalho diário, chegando, inclusive, a solicitar novas visitas. Essa resposta comprova que o caminho para a integridade é o diálogo, a confiança e a prevenção”, complementou Ana Paula. De acordo com o planejamento, as unidades escolares remanescentes serão contempladas no primeiro trimestre de 2026, após o início do ano letivo. “Seguiremos de ponta a ponta, levando este conhecimento a todas as coordenações regionais de ensino e fortalecendo o compromisso com a qualidade do serviço prestado à nossa sociedade”, finalizou a corregedora. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Estudantes do CEF 11 de Ceilândia lançam livro inspirado no DF
Os estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 de Ceilândia lançaram, na sexta-feira (12), no auditório do Campus Ceilândia da Universidade de Brasília (UnB), o livro P.Q.P – Palavras que provocam: escrevendo o meu lugar no mundo. A obra é resultado de um percurso formativo viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), que envolveu a realização de oficinas de escrita criativa e visitas a patrimônios culturais do Distrito Federal, com destaque para espaços de Ceilândia. Ao todo, 45 estudantes do 9º ano do CEF 11 participaram da iniciativa, produzindo poemas, contos e manifestos que ampliaram seus olhares sobre o território, as memórias e as próprias trajetórias, fortalecendo o protagonismo juvenil. Projeto promoveu oficinas de escrita criativa e passeios culturais a patrimônios do Distrito Federal | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Idealizador do projeto, o psicólogo escolar do CEF 11, André Santos, explicou que a iniciativa nasceu da necessidade de fortalecer o vínculo dos jovens com o território: “O PQP nasceu da minha vivência como psicólogo escolar. Percebi que os alunos tinham muita necessidade de trabalhar a questão do território, então propus um projeto maior. Levamos os estudantes para saídas a locais culturais do DF e recuperamos suas vivências nas oficinas de escrita. O produto final de tudo isso é o livro que lançamos hoje, a culminância de todo esse processo”, contou. A diretora do CEF 11, Alzira Formiga, destacou a importância de garantir que os estudantes tenham acesso ao patrimônio cultural do Distrito Federal e ocupem esses espaços como protagonistas, ressaltando que experiências como as do projeto ampliam o repertório cultural, fortalecem o pertencimento e estimulam a autoria. [LEIA_TAMBEM]“Esse projeto trouxe muito aprendizado e ampliou a dimensão cultural e social dos nossos estudantes. Tenho certeza de que esses meninos estarão, amanhã, ocupando universidades e faculdades, porque receberam uma carga riquíssima de conhecimento”, ressaltou. Ela acrescentou que espera ver o projeto crescer e alcançar outras escolas de Ceilândia e do Distrito Federal, ampliando o acesso dos jovens à leitura, à escrita e às vivências culturais nos territórios onde vivem. O evento de lançamento contou ainda com a presença de escritores e artistas brasilienses. A escritora Maíra Valério, coordenadora editorial e curadora da obra, destacou que o P.Q.P. é, antes de tudo, um projeto de educação patrimonial e escrita criativa, que aproxima os estudantes da arte em suas múltiplas formas. Responsável por ministrar parte das quatro oficinas, Maíra ressaltou que se surpreendeu com o forte interesse dos jovens pelos caminhos da escrita e pelas visitas aos espaços culturais. Segundo ela, as atividades combinaram técnicas e gêneros literários com conversas, trocas de referências e vivências do próprio território, permitindo que os estudantes transformassem suas experiências em criação e, ao final, participassem coletivamente da produção do livro que agora chega ao público. Já a escritora e oficineira Meimei Bastos, mestre em Culturas e Saberes pela UnB, contou que ministrar as oficinas do Palavras que provocam foi uma experiência marcante, especialmente pelo contato direto com os territórios dos estudantes. “A partir das vivências nos próprios lugares onde esses jovens moram, criamos textos que revelam as potências da periferia. Levamos a poesia do papel para o corpo e para a voz, e o resultado foram produções muito potentes, como eu já esperava de jovens periféricos”, afirmou. Os alunos foram surpreendidos pela riqueza cultural dos espaços visitados, reconhecendo aspectos da história e da arte da região que antes passavam despercebidos Novos talentos Entre os talentos revelados pelo projeto está Letícia Machado, de 15 anos, que transformou sua vivência no PQP em um passo decisivo para a trajetória como jovem escritora. O texto que produziu, Territórios, agora publicado no livro do projeto, foi indicado por André Santos para concorrer ao Prêmio Candanguinho 2025, iniciativa que reconhece talentos da escrita entre estudantes do Distrito Federal. Concorrendo com mais de 1.200 candidatos, Letícia conquistou o 3º lugar do prêmio, resultado que ela atribui diretamente ao estímulo e às experiências proporcionadas pelo projeto. “Foi uma experiência que eu vou levar para a vida. A cerimônia foi no Teatro Nacional, e foi emocionante comemorar com meus pais e amigos”, relembrou. Os passeios aos patrimônios culturais também foram marcantes para Letícia, que descobriu, em Ceilândia, lugares aos quais antes não tinha acesso, ampliando seu contato com a história da cidade e com artistas locais. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Governo do DF sanciona lei que amplia valorização da carreira do magistério público
O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou, nesta quinta-feira (11), a Lei nº 7.806/2025, que altera a legislação de 2013 e promove a reestruturação da carreira do magistério público do Distrito Federal. A medida traz mudanças significativas na composição das tabelas de vencimentos e nos critérios de progressão funcional, com efeitos financeiros programados para vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. A Lei nº 7.806/2025 traz mudanças significativas na composição das tabelas de vencimentos e nos critérios de progressão funcional da carreira do magistério público do Distrito Federal | Foto: Divulgação/SEEDF Uma das principais inovações da nova lei é a fixação de percentuais de remuneração baseados na titulação acadêmica, garantindo valorização proporcional ao nível de especialização do servidor. Com a inclusão do Artigo 17-A, as tabelas de vencimentos passam a respeitar os seguintes percentuais em relação à tabela base de graduação (Etapa III): • Especialização (Etapa IV): 10% • Mestrado (Etapa V): 20% • Doutorado (Etapa VI): 30% [LEIA_TAMBEM]A legislação também introduz o conceito oficial de “aptidão” no estatuto da carreira (Art. 2º, Inciso XVIII). A medida define a aptidão como uma declaração emitida ao servidor após análise de formação e verificação de habilidades teóricas e práticas. O objetivo é assegurar que os profissionais possuam as competências necessárias para atuar em atendimentos e ofertas educacionais específicas, conforme regulamentação da Secretaria de Estado de Educação (SEEDF). Reajustes e aposentadoria A nova lei incorpora os reajustes previstos anteriormente na Lei nº 7.316/2023 às novas tabelas de vencimentos (Anexos II a VII). Além disso, o texto assegura que as alterações se aplicam, no que couber, aos servidores aposentados e aos beneficiários de pensão que possuem paridade vinculada à carreira do Magistério Público. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Novas regras reforçam educação de adolescentes em medidas socioeducativas no DF
A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e a Secretaria de Educação (SEEDF) formalizaram, nesta sexta-feira (12), a Portaria Conjunta nº 32/2025, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O novo normativo atualiza e consolida diretrizes para oferta, implementação, acompanhamento e avaliação da política pública de escolarização de adolescentes e jovens em internação provisória, em cumprimento de medidas socioeducativas — internação, internação-sanção, semiliberdade e meio aberto (Liberdade Assistida e Prestação de Serviço à Comunidade) —, além daqueles atendidos pelo Núcleo de Atendimento Integrado (NAI). A iniciativa reforça o compromisso das duas pastas com o direito à educação, previsto na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A portaria substitui normas anteriores, atualiza fluxos de trabalho e aprimora a articulação intersetorial, garantindo que cada etapa da escolarização seja assegurada durante todo o percurso socioeducativo. Novo normativo atualiza e consolida diretrizes para oferta, implementação, acompanhamento e avaliação da política pública de escolarização de adolescentes e jovens em internação provisória | Fotos: Divulgação/Sejus-DF Garantia de acesso, permanência e acompanhamento escolar Entre as principais responsabilidades da Secretaria de Educação está a oferta de ensino de qualidade em todas as modalidades e etapas, incluindo Educação Básica, Educação Profissional e Atendimento Educacional Especializado (AEE). A SEEDF também passa a assegurar matrícula a qualquer tempo — independentemente de documentação —, reserva de vaga em escolas de origem e acompanhamento contínuo da trajetória escolar desses estudantes. A pasta também será responsável pela atuação pedagógica nos Núcleos de Ensino das Unidades de Internação Socioeducativas (Nuens), pela formação continuada dos profissionais envolvidos e pela elaboração de orientações, fluxos e diretrizes que nortearão o trabalho educativo no sistema socioeducativo. A SEEDF ainda disponibilizará servidores para atuação no NAI, garantindo suporte técnico e pedagógico. [LEIA_TAMBEM]Integração entre socioeducação e escolarização Já a Sejus-DF, por meio da Subsecretaria do Sistema Socioeducativo (Subsis), terá papel central na mobilização dos adolescentes para o processo educativo, garantindo acesso aos espaços de aprendizagem, acompanhamento da evolução escolar e estrutura adequada para o funcionamento das atividades pedagógicas dentro das unidades de internação. A secretaria também será responsável por implementar ações de incentivo à frequência, assegurar materiais didáticos e condições de estudo, viabilizar atividades externas autorizadas e manter fluxos de comunicação com a SEEDF sobre a rotina escolar, movimentações internas e eventuais interrupções de atividades. A portaria ainda reforça que a Sejus deve garantir o acompanhamento de adolescentes em semiliberdade e meio aberto, apoiar projetos pedagógicos e ofertar cuidados específicos, como atenção à saúde mental e atendimento a jovens com deficiência. A portaria conjunta atualiza fluxos de trabalho e aprimora a articulação intersetorial, garantindo que cada etapa da escolarização seja assegurada durante todo o percurso socioeducativo Ações conjuntas e governança da política As duas secretarias passam a compartilhar responsabilidades em diversas frentes, como o acompanhamento das atividades educacionais, a formação continuada de profissionais, a avaliação constante da política pública, a definição de espaços físicos adequados e a articulação para o cumprimento de direitos educacionais. A portaria também determina reuniões periódicas de coordenação intersetorial, transparência para órgãos de controle e indicação de representantes de cada secretaria para monitorar a execução da política. Não há transferência de recursos financeiros entre as pastas — cada uma arcará com suas despesas dentro do planejamento orçamentário. Com a publicação, ficam revogadas as Portarias Conjuntas nº 10/2018 e nº 14/2025. A nova regulamentação entra em vigor na data de sua publicação. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
Ler mais...
Convênio firmado entre Educação e IFB oferece estágio para licenciandos do DF
A Secretaria de Educação (SEEDF) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) a renovação do Convênio de Concessão de Estágio Obrigatório nº 14/2025 com o Instituto Federal de Brasília (IFB). A medida garante que estudantes de licenciatura realizem estágio supervisionado, sem remuneração, nas escolas da rede pública e em unidades administrativas da pasta. “Essa colaboração fortalece a aproximação entre teoria e prática, permitindo que futuros professores compreendam o cotidiano das nossas escolas e contribuam para o aprimoramento das práticas pedagógicas”, afirmou a chefe da Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), Linair Moura. O acordo, válido por cinco anos, atualiza a parceria iniciada em 2021 e contempla cursos presenciais e à distância, além de prever ações de cooperação técnica entre as instituições. A parceria abrange as licenciaturas presenciais em biologia, física, química, letras (espanhol, inglês e português), matemática, pedagogia, educação física, computação, dança, geografia, além dos cursos EaD. Convênio que garante vagas de estágio supervisionado para estudantes de licenciatura é renovado | Foto: Álvaro Henrique/SEEDF Prática pedagógica integrada O convênio amplia as possibilidades de formação dos licenciandos ao oferecer vivência direta na rotina da rede pública. Os estágios supervisionados permitem o desenvolvimento de competências essenciais ao exercício profissional, favorecendo uma formação alinhada às demandas reais da educação básica. A chefe do Núcleo de Convênios, Contratos e Estágios (NCCE/Eape), Tânia Cristina Porto, ressaltou que a colaboração representa um compromisso direto com a qualidade da formação docente. “Não estamos apenas formalizando um convênio, mas investindo no futuro da docência. Isso garante aos estudantes de licenciatura a oportunidade insubstituível de vivenciar a prática pedagógica em um ambiente real, complementando de forma crítica e humanizada sua formação teórica”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Ela destacou ainda o caráter colaborativo da parceria, que beneficia tanto os licenciandos quanto a rede pública. “Para a Secretaria de Educação é uma via de mão dupla: recebemos a energia, o conhecimento atualizado e as novas metodologias que vêm da academia, enriquecendo o dia a dia das nossas escolas. Ao mesmo tempo, contribuímos diretamente para a formação de professores mais preparados, engajados e conectados com a realidade da rede pública”, completou. A parceria também promove um ambiente de cooperação entre docentes do IFB e profissionais da SEEDF. Esse intercâmbio qualifica tanto as práticas pedagógicas das escolas quanto a formação acadêmica, estimulando inovação, atualização metodológica e o aperfeiçoamento contínuo dos processos educativos. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Ouvidoria da Educação realiza encontro anual para discutir melhorias no atendimento ao público
Em clima de encerramento do ano letivo de 2025, a Ouvidoria da Secretaria de Educação (SEEDF) reuniu, na quarta-feira (10), os servidores que atuam como pontos focais das subsecretarias, coordenações regionais de ensino (CREs) e demais setores da pasta para avaliar desafios, apresentar avanços e fortalecer a escuta qualificada. O encontro ocorreu na sede do órgão, no auditório Neusa França, no shopping ID. Encontro reuniu servidores no auditório Neusa França, na sede da SEEDF, para debater a escuta na gestão pública | Foto: André Amendoeira/SEEDF A programação contou com palestra da promotora de Justiça aposentada Rose Meire Cyrillo, pesquisadora e consultora especializada em ouvidoria, prevenção de assédios e integridade. Em sua fala, ela destacou o papel estratégico das ouvidorias para além do registro de manifestações e defendeu práticas que ultrapassem o simples recebimento de reclamações. Rose Meire ressaltou que ouvir é uma ferramenta essencial da gestão pública. Segundo ela, a escuta qualifica a relação com o público e vai além do cumprimento das exigências legais. “Numa visão sistêmica, a escuta é o começo de uma jornada de compreensão, elaboração de propostas e de ações voltadas para a resolução de conflitos”, afirmou. A especialista recorreu ainda a uma metáfora para ilustrar a perspectiva ampliada esperada do ouvidor. “Brinco, poeticamente, que ele se aproxima da figura da libélula e não do elefante, que tem orelhas grandes. A libélula habita diferentes meios e possui visão de 360 graus, refletindo essa perspectiva panorâmica que a ouvidoria deve ter”, completou. [LEIA_TAMBEM]Reconhecimento A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Franciscleide Ferreira, participou do encerramento e destacou a importância vital dos servidores que atuam na ponta do atendimento. Ela parabenizou a ouvidora da SEEDF, Evelyne Queiroz, e toda a rede de colaboradores pelo empenho e sensibilidade no trato com a população. “Dizemos que há pessoas que estão no lugar certo e na função certa, e esse é o caso da Evelyne, que possui características pessoais de distinção e um olhar cuidadoso que agregam muito ao trabalho institucional. Sem esse perfil, talvez o trabalho não fosse tão consistente e robusto como é hoje. Sabemos que não é só talento, há muito esforço envolvido”, ressaltou. A subsecretária também destacou o impacto direto do trabalho dos pontos focais na vida do cidadão e na imagem da secretaria. “É por meio de vocês que o cidadão chega até nós. Quando alguém é ouvido, sente-se parte, sente-se contemplado. Mesmo que a resposta não seja exatamente a esperada, o simples fato de alguém prestar atenção à demanda faz com que a pessoa se sinta respeitada. De fato, vocês são a voz da nossa comunidade escolar dentro da instituição”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Última turma do Pontes para o Mundo retorna ao Brasil após três meses no Reino Unido
A estudante Maria Fernanda Caldeira, de 17 anos, estava entre os 19 jovens que retornaram à capital na manhã deste domingo (7), após três meses de intercâmbio pelo programa Pontes para o Mundo. Emocionada, ela e os colegas viajantes falaram sobre suas experiências no exterior, os estudos e a saudade do Brasil. O reencontro com familiares e amigos foi acompanhado pela secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá. Apaixonada por dança e estudante do renomado NPTC Group of Colleges, no Reino Unido, Maria Fernanda contou que o período longe de casa trouxe amadurecimento, novas amizades e uma convivência calorosa com a família anfitriã. “Enquanto eu estava vivendo lá, parecia que o tempo passava devagar, por causa da saudade; mas agora, olhando para trás, sinto como se os três meses tivessem voado. Fiz amizades incríveis, especialmente na aula de dança, e minha host family me acolheu de um jeito leve e divertido. A gente passava horas conversando, criando uma rotina que fez toda a diferença. Foi uma experiência que eu vou levar para a vida”, disse. A jovem destacou que a vivência ampliou seus horizontes pessoais e acadêmicos, enquanto sua mãe, Luciana Caldeira, acompanhava tudo a distância, com o coração apertado, mas tranquila por saber que a filha estava feliz e bem acolhida. “A Maria Fernanda já viaja muito por causa das competições de dança, então conseguimos lidar bem com a distância, apesar da saudade. Falávamos praticamente todos os dias por vídeo, e ver a felicidade dela lá fora deixava meu coração em paz. Se depender de mim, ela volta para estudar no exterior amanhã; eu apoio de olhos fechados”, afirmou. Maria Fernanda foi recebida pela mãe, Luciana Caldeira, no Aeroporto Internacional de Brasília após três meses de intercâmbio no Reino Unido | Fotos: Ícaro Henrique/SEEDF Reencontro O retorno dos estudantes trouxe clima de festa ao Aeroporto Internacional de Brasília, com famílias e amigos à espera, cartazes, flores e muitos abraços. Entre eles estava Jairo Santos, pai de Ana Clara, 16 anos, que acompanhou a distância os três meses da filha na Inglaterra. Protetor, ele admitiu que a preocupação deu lugar ao orgulho ao ver o amadurecimento da jovem, que enfrentou desafios, cuidou de si e voltou para casa mais independente. “No começo, bate aquela preocupação de pai protetor, né? A gente fica longe, sem saber o que pode acontecer. Mas, ao mesmo tempo, era o sonho dela, e com sonho a gente não brinca. Ela se dedicou, estudou e conquistou essa oportunidade pelo próprio mérito. Ver que conseguiu se virar, até quando ficou doente, me enche de orgulho.” Entre os estudantes que viveram intensamente os três meses de intercâmbio está Igor Pereira dos Santos, 17, que realizou o programa no País de Gales. Ele contou que a experiência e a convivência com a família anfitriã foram marcantes e transformadoras. “Ficar no País de Gales foi uma das melhores experiências da minha vida. Minha host family me acolheu como se eu fosse da família e me ensinou a olhar o mundo de um jeito mais amplo. Os estudos também fizeram muita diferença, porque pude conhecer outras formas de aprender e me desafiar. Quero muito voltar para continuar meus estudos lá. Esse intercâmbio abriu portas que eu nem imaginava”, declarou. Igor Pereira dos Santos, intercambista: "Ficar no País de Gales foi uma das melhores experiências da minha vida. Quero muito voltar para continuar meus estudos lá. Esse intercâmbio abriu portas que eu nem imaginava" Para Hélvia Paranaguá, a volta da última turma simbolizou o fechamento de um ciclo vitorioso. “A chegada dessa última turma simboliza o encerramento de um ciclo muito vitorioso. Acompanhar o desembarque e ouvir cada estudante sobre sua experiência no exterior é gratificante e mostra que o programa funciona e vale a pena. Estou muito feliz”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]A secretária falou ainda sobre os próximos passos do Pontes para o Mundo: “O programa é um verdadeiro sucesso. Estamos trabalhando para que, em 2026, mais alunos possam vivenciar essa experiência. Nossa meta é ampliar o número de participantes, passando dos atuais 101 para 400 alunos, e não apenas no Reino Unido, mas também em outros países, como Espanha, Canadá e Japão. Ano que vem traremos mais detalhes. Vai ser incrível”. O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela Secretaria de Educação (SEEDF), que oferece a estudantes da rede pública do DF a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição ocorreu entre setembro e dezembro de 2025, no Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados para diferentes colleges na Inglaterra, País de Gales e Escócia. Para transformar a iniciativa em um programa permanente, a pasta encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Governador Ibaneis Rocha e primeira-dama recepcionam estudantes do programa Pontes para o Mundo
O retorno dos estudantes ao Brasil marcou o encerramento da primeira edição do Pontes para o Mundo, programa de intercâmbio internacional criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Na chegada de parte do grupo ao Aeroporto Internacional de Brasília, formado por 27 alunos e dois servidores da Secretaria de Educação (SEEDF), o governador Ibaneis Rocha e a primeira-dama Mayara Noronha Rocha estiveram presentes para recepcionar os participantes após cerca de 17 semanas de imersão no Reino Unido. “Eu tô aqui quase em lágrimas”, admitiu Ibaneis Rocha. “A emoção das famílias e desses adolescentes é uma coisa que nos inspira muito a continuar com programas importantes como esse, que dão oportunidade desses adolescentes conhecerem o mundo e terem novas experiências que vão engrandecê-los para o resto das suas vidas”, disse. O governador Ibaneis Rocha recepcionou grupo de intercambistas do programa Pontes para o Mundo, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília, nesta sexta (5) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Durante a recepção, o chefe do Executivo reforçou a importância da continuidade do programa nos próximos anos. “O fato da gente dar essa oportunidade é muito bom. Então é pedir a Deus que aqueles que me seguirem no governo e me sucederem continuem com esse programa de imensa importância”. Para o próximo ano, já estão confirmadas 400 vagas e a expansão para outros países. A ideia do GDF é também transformar em um programa permanente. Idealizadora e madrinha do Pontes para o Mundo, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha destacou a importância estratégica do programa para o futuro dos estudantes. “Hoje em dia não é mais luxo, é uma necessidade preparar nossos estudantes para se relacionarem com profissionais do mundo. É através desse tipo de programa que a gente vai conseguir expandir e sair do nosso quadradinho para o mundo afora e, ao mesmo tempo, trazer investimento, tecnologia e ensinamento do mundo para dentro do Distrito Federal. Eu tenho um super orgulho desse programa que veio para revolucionar”, completou. Recepção calorosa A recepção celebrou o sucesso da iniciativa, que ofereceu vivência internacional gratuita a jovens do Distrito Federal. Ao todo, 101 estudantes viajaram ao exterior nesta primeira edição, passando por instituições de ensino de países de língua inglesa — Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte — onde tiveram contato direto com práticas educacionais que fortalecem tanto a formação acadêmica quanto o domínio do inglês. O programa, idealizado para ir além das salas de aula, proporcionou aos participantes uma rotina diversificada, combinando aprendizado formal com atividades culturais, visitas técnicas e experiências de convivência que estimulam a autonomia, a adaptação e a visão de mundo. Durante todo o período, os estudantes também contaram com suporte socioemocional e com cobertura completa de deslocamento, alimentação e hospedagem. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a relevância do programa para a vida dos estudantes. “Os meninos que estão desembarcando hoje não são os mesmos que embarcaram em setembro. Eles adquiriram autonomia, independência, autoestima elevada e proficiência na língua inglesa, falando muito bem, fluentes e apaixonados pelo o que eles viram”, afirmou. “A gente quer que eles tenham essa perspectiva de ter outros espaços para eles atuarem, trabalharem e viverem”. Hélvia Paranaguá, secretária de Educação: "Os meninos que estão desembarcando hoje não são os mesmo que embarcaram em setembro. Eles adquiriram autonomia, independência, autoestima elevada e proficiência na língua inglesa" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Transformação de vida A chegada de grupo ao Brasil simboliza o início de uma nova jornada para os jovens que vivenciaram o intercâmbio. É o que espera Felipe Berg, 16 anos, estudante CED 6 de Ceilândia e morador do Pôr do Sol, que esteve em Chester, na Inglaterra. “É uma oportunidade única para qualquer estudante do Distrito Federal. Essa experiência já está mudando minha vida. Primeiramente, porque eu não tinha o inglês como segunda língua. Eu estudo russo. Mas esse intercâmbio foi um motivo para eu conseguir realmente aprender, falar e desenvolver o inglês. Acho que essa experiência vai abrir portas para bolsas em universidades internacionais”, comemorou. Ivonildes Botelho, cabeleireira: "Esse projeto foi um sonho realizado. Ele sempre sonhou em estudar fora do país, mas financeiramente eu não me via em condição de mandar ele" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A mãe de Felipe, a cabeleireira Ivonildes Botelho, 47, concordou que a experiência transformou o filho. “Esse projeto foi único. Abriu asas para ele voar. Ele não é mais a mesma pessoa. Ele amadureceu muito, muito mesmo. Ele está vindo transbordando em tudo”, disse. “Esse projeto foi um sonho realizado. Ele sempre sonhou em estudar fora do país, mas financeiramente eu não me via em condição de mandar ele”, completou. Sobre a sensação de rever o filho, ela disse: “É muita ansiedade, mas também muita gratidão. Essa vaga foi um presente de Deus. Foram dias muito difíceis. Eu senti falta dele em tudo”. Para Hugo Gaudino, 17, estudante do CEM Elefante Branco, na Asa Sul, a viagem foi a realização de um sonho. Ele estudou em Warwickshire, na Inglaterra. “Mudou a minha vida inteira ir para Inglaterra. Foi uma experiência muito boa. Fiquei muito feliz e ainda estou muito feliz e grato”, comentou. Hugo Gaudino, estudante do CEM Elefante Branco: "Mudou a minha vida inteira ir para Inglaterra. Foi uma experiência muito boa. Fiquei muito feliz e ainda estou muito feliz e grato" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ele disse que pretende dar continuidade a experiência internacional. “Eu pretendo cursar fora do Brasil teatro musical. Quero continuar trabalhando e, um dia, talvez, ajudar outras pessoas igual a mim, estudantes de escola pública. Acho que levantar a voz é uma das coisas que mais me motivam”, acrescentou. A mãe de Hugo, a professora Giselda da Silva, 49, disse que preparou o filho a vida inteira para essa experiência. “Eu treinei o Hugo para ser livre. Então ele se divertiu muito, viveu experiências novas e fez amizades com vários adolescentes internacionais da idade dele. E já está com planos de voltar. Eu, como mãe, quero que ele voe”.
Ler mais...
Alunas do CEM Urso Branco são medalhistas na Olimpíada de Geografia
Em uma conquista especial para a educação pública do Distrito Federal, as alunas Isabela Santos de Almeida, de 16 anos, e Isadora da Silva Brito, 17, do segundo ano do ensino médio do Centro de Ensino Médio (CEM) Urso Branco, no Núcleo Bandeirante, conquistaram medalhas de bronze na 10ª fase nacional da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG). É a primeira vez que a escola alcança medalhas na etapa nacional da competição. O evento, realizado em Campinas (SP) entre os dias 25 e 28 de novembro, reuniu aproximadamente 190 estudantes de todo o Brasil, representando 67 equipes. As alunas do CEM Urso Branco ficaram entre os 100 melhores competidores do país, garantindo a medalha de bronze. As estudantes do CEM Urso Branco ficaram entre os 100 melhores competidores do país, conquistando a medalha de bronze | Foto: Giordano Bazzo/SEEDF A jornada até Campinas A viagem contou com o apoio do Governo do DF, que custeou as passagens e parte da hospedagem, além do suporte do Sindicato dos Professores (Sinpro) e da própria escola, que organizou uma campanha de arrecadação para complementar os recursos. “Dedicamos tempo aos estudos para nos prepararmos. A professora compartilhou conosco os conteúdos, e cumprimos nossas responsabilidades da melhor forma possível”, relatou Isabela Santos de Almeida. [LEIA_TAMBEM]Além das provas, as alunas também aproveitaram para conhecer a cidade, visitando o parque e o bairro do Taquaral. “Adoramos conhecer pessoas de diversas regiões do Brasil. Fizemos amizades, especialmente com o pessoal do Espírito Santo (ES) e do Norte”, completou Isabela. Desafios Durante três dias, as alunas enfrentaram diferentes modalidades de avaliação. No primeiro dia, pela manhã, fizeram uma prova escrita sobre temas da atualidade, meio ambiente, COP30 e conflitos políticos. À tarde, realizaram uma segunda etapa, voltada à cartografia e à interpretação de mapas. No dia seguinte, participaram de um teste de múltipla escolha em vídeo, com o tempo cronometrado. “Inicialmente, não consegui acreditar. Quando anunciaram meu nome para a medalha de bronze, fiquei em choque. Meu corpo tremia”, recordou Isabela. “Logo depois, anunciaram o nome da Isadora também, e fiquei extremamente feliz por conquistarmos as medalhas juntas.” Para Isadora da Silva, o aspecto mais marcante foi a convivência. “Construímos uma conexão que transcendeu o ambiente escolar. Estabelecemos laços de amizade e confiança. Foi uma experiência muito rica.” O esforço coletivo foi essencial para viabilizar a participação das alunas na etapa nacional da olimpíada; da esquerda para a direita: Ilka Lima Hostensky, Isadora da Silva Brito, Dreithe Thiago Ribeiro e Isabela Santos de Almeida Preparação O sucesso foi resultado do trabalho consistente conduzido pela professora Ilka Lima Hostensky, que atua há 26 anos na rede pública. “Fizemos um grupo de estudos, elas se dedicaram, e o resultado foi maravilhoso”, destacou a educadora. A professora ressaltou a importância da conquista. “É uma forma de transformar a vida desses alunos, mostrar que existe educação pública de excelência, ampliar horizontentes, incentivar desafios e abrir portas.” Ilka enfatizou que o resultado é fruto de esforço coletivo. “Nenhum evento que a gente participa é feito por uma pessoa só. Sem o apoio da gestão, dos colegas dos professores e da coordenação, não teríamos conseguido.” Apoio institucional fundamental O diretor do CEM Urso Branco, Dreithe Thiago Ribeiro, reforça o papel da escola para os resultados atingidos pelas estudantes. “Para esses alunos talentosos, a estrutura de suporte oferecida é crucial. Sem ela, suas conquistas não seriam possíveis. Quando ficamos sabendo da classificação, virou festa aqui. Elas viraram celebridades, todo mundo quer saber como foi”, comemorou Dreithe. Olhando para o futuro, as alunas já planejam novas participações. “Gostaríamos de participar novamente e chegar à fase nacional mais uma vez. Penso também em competir nas Olimpíadas de História, mas meu foco principal continuará sendo Geografia”, revelou Isadora. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Novo CEM 10 de Ceilândia encerra primeiro ano letivo em prédio reconstruído após quase uma década fechado
O Centro de Ensino Médio (CEM) 10, no Setor P Sul, em Ceilândia, encerra em 2025 o primeiro ano letivo desde sua reabertura. A volta dos estudantes ao prédio reconstruído e inaugurado em fevereiro pelo governador Ibaneis Rocha mudou a rotina da comunidade escolar. Agora, cerca de 850 alunos frequentam diariamente um espaço moderno, seguro, próximo de casa e equipado para apoiar o ensino-aprendizagem. Interditado em 2016 por problemas estruturais e funcionando desde então em uma escola provisória, o CEM 10 tinha limitações severas: salas inadequadas, falta de equipamentos, ausência de espaços de atendimento especializado e deslocamentos diários de ônibus que afetavam o desempenho dos estudantes. Para além da infraestrutura nova, moderna e tecnológica, o retorno ao prédio original reformado devolveu também dignidade, motivação e pertencimento à comunidade da região. Os alunos do CEM 10 de Ceilândia encerraram o primeiro ano letivo na nova escola, que agora oferece um espaço moderno, seguro e próximo de casa | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O supervisor pedagógico do colégio, Luiz Carlos Camargo Oberst, explica o impacto da mudança desde o primeiro dia do ano letivo: “A gente estava na escola provisória no Setor de Indústria, que tinha uma estrutura bem precária, bem provisória mesmo. Poucas salas de aula, poucos recursos para atender os alunos. Todos os dias precisava de um transporte para levar os alunos, e isso gerava muito custo para o governo também”. Para ele, o impacto do novo prédio vai além da estética: “A gente recebeu equipamentos, carteiras novas, estrutura administrativa também, uma mesa com computador para que a gente possa trabalhar, que eram coisas básicas que a gente nem tinha.” Agora com televisões, projetores, ventilação e espaços climatizados, a escola garante uma nova relação com o estudante. “Os alunos passam a ter uma noção maior de pertencimento. Essa escola é a escola deles, da comunidade deles. Lá na provisória não havia isso, porque eles sabiam que era algo temporário”, defende. Depois de ser totalmente reformado, o CEM 10 de Ceilândia passou a oferecer televisões, projetores, ventilação e espaços climatizados Mais estrutura no ensino Para a aluna do 3º ano, Bianca Cartagenes Diniz, de 18 anos, a diferença é evidente. “Constantemente tinha muita goteira, faltava luz. A sala era um pouco escura também. Isso atrapalhava bastante os nossos estudos. A minha sala era muito cheia, e agora são menos alunos porque temos mais turmas. Ficou bem dividido”, compartilha. “Eu me sinto confortável aqui”, elogia Bianca. “Depois que eu vim pra cá, eu achei que absolutamente tudo melhorou, já que aqui os professores têm mais liberdade para poder ensinar”, conclui. Bianca Cartagenes Diniz, aluna do 3º ano: "Depois que eu vim pra cá, eu achei que absolutamente tudo melhorou, já que aqui os professores têm mais liberdade para poder ensinar" Nathalia Ivonete Leite Dantas, também do 3º ano, recorda as dificuldades na escola provisória: “Eu tinha que acordar muito cedo para pegar o ônibus. Lá dava sensação de mal-estar, por causa da estrutura. Era desconfortável. Eu chegava cansada e não tinha ânimo para estudar, a estrutura também não me estimulava”. Essa realidade mudou com a reabertura do CEM 10, que trouxe novas perspectivas para a aluna: “Eu fiquei mais animada. É mais confortável ficar nessa escola do que na outra. O que eu mais gosto daqui é que é tudo muito colorido, tem muito espaço e recursos para a gente”. A estudante Nathalia Ivonete Leite Dantas está feliz com o novo espaço: "É mais confortável ficar nessa escola do que na outra. O que eu mais gosto daqui é que é tudo muito colorido, tem muito espaço e recursos para a gente" Entregas aguardadas pela comunidade O novo prédio reúne 32 turmas distribuídas nos turnos matutino e vespertino. A escola agora comporta laboratórios, espaços pedagógicos adequados, sala de recursos, áreas de convivência e infraestrutura tecnológica que não existiam na instalação provisória. A reabertura do CEM 10 integra um ciclo amplo de investimentos na rede pública de ensino do Distrito Federal. Somente em 2025, o GDF destinou R$ 101,1 milhões para obras inauguradas ao longo do ano, incluindo construções e reconstruções, reformas e ampliações. Ainda de acordo com a Secretaria de Educação, 17 escolas foram entregues em 2025, e a previsão é de que 28 novas obras sejam concluídas até o fim de 2026, fortalecendo ainda mais a estrutura educacional.
Ler mais...
Professor da rede pública do DF quebra recorde de três décadas com ouro no Sul-Americano de Atletismo
A educação pública do Distrito Federal ganhou destaque internacional no Campeonato Sul-Americano de Atletismo Master, realizado entre os dias 24 e 30 de novembro, em Santiago, no Chile. O professor Wellington Luiz Silva de Souza, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Ponte Alta do Gama, conquistou o ouro na marcha atlética e estabeleceu uma marca histórica. O professor Wellington Souza, do CEF Ponte Alta do Gama, exibe a medalha de ouro conquistada no Chile | Fotos: Victor Bandeira/SEEDF Convocado pela Associação Brasileira de Atletismo Master (Abram), o educador disputou as provas de cinco e dez quilômetros. O retorno a Brasília, neste domingo (30), foi marcado por emoção e reconhecimento. Wellington foi recebido no aeroporto pela secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, em uma celebração que destacou não apenas as medalhas, mas também seu feito inédito. "Não pude deixar de vir recepcionar nosso atleta, que já venceu diversas competições e leva o nome da educação do Distrito Federal para o mundo. É um exemplo de dedicação que inspira não apenas os colegas professores, mas principalmente nossos estudantes, mostrando que esporte e educação caminham juntos para grandes conquistas", ressaltou Hélvia Paranaguá. [LEIA_TAMBEM]A participação do docente no Chile foi coroada com um feito impressionante. "Em Santiago, participei de duas provas e bati o recorde brasileiro que estava há 30 anos sem ninguém conseguir bater", relatou Wellington. A conquista reafirmou a qualidade técnica do profissional que atua diariamente nas escolas da rede pública. "Foi muito bom saber que hoje sou o melhor da América do Sul nos dez quilômetros e que bati o recorde brasileiro na marcha atlética. É uma felicidade total. Fui na expectativa de ganhar, mas não esperava um resultado tão positivo assim", comemorou o atleta. Wellington também fez questão de ressaltar o apoio institucional recebido para viabilizar sua jornada. "Gostaria de agradecer à Secretaria de Educação por ter oportunizado a participação nesta competição. Só tenho gratidão a todos vocês que estão valorizando o profissional da educação", afirmou. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, recepcionou o professor no desembarque em Brasília Legado de família O exemplo de Wellington ultrapassou os muros da escola e se reflete dentro de casa. A filha Gabriela Beatriz Barros, 15 anos, segue seus passos na marcha atlética e já soma conquistas como os títulos de campeã brasileira sub-18 e sub-16, além de participações nos Jogos da Juventude. “Desde pequena vejo meu pai marchando e competindo. Sempre o admirei e queria ser como ele. Comecei a praticar a marcha, ele é meu técnico e está sempre presente”, contou a jovem atleta. Aos 15 anos, a estudante Gabriela Beatriz segue os passos do pai, acumulando títulos de campeã brasileira sub-16 e sub-18 Para Gabriela, ver o pai alcançar o topo do pódio internacional foi a validação de um esforço construído em conjunto. “É muito emocionante saber que alguém tão próximo está em um nível tão alto. A gente sempre treina junto, faz rodagem, e é muito gratificante ver nosso trabalho dando frutos”, completou. O feito de Wellington Luiz Silva de Souza no Chile agora serve de combustível para inspirar os alunos do CEF Ponte Alta do Gama, provando que a disciplina ensinada na quadra de esportes pode quebrar barreiras e recordes internacionais. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Distrito Federal foi destaque nas Paralimpíadas Escolares 2025
A delegação do Distrito Federal deu um show de talento e determinação nas Paralimpíadas Escolares 2025. Durante os cinco dias de competições, de 24 a 28 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo, o DF reafirmou sua força no esporte paralímpico escolar, conquistando o 6º lugar no ranking nacional e deixando um legado de orgulho. No tênis de mesa, a delegação do Distrito Federal levou duas medalhas de prata e quatro de bronze | Foto: Fernanda Feitoza/SEEDF Entre os destaques, o futebol de sete brilhou com uma campanha consistente até chegar à final contra os donos da casa, São Paulo. Na arquibancada, familiares, colegas e torcedores vibravam a cada lance. Em uma partida equilibrada e emocionante, decidida nos pênaltis, o Distrito Federal garantiu o ouro. [LEIA_TAMBEM]A equipe também conquistou os troféus de melhor goleiro e artilheiro, reconhecimentos que coroaram o esforço diário desses jovens atletas. Além disso, dois jogadores — Yan Lima, 17 anos, e Davi Oliveira, 17 — foram contemplados com a Bolsa Atleta, incentivo nacional que transforma vidas e abre portas para futuros campeões. “O jogo foi difícil para os dois lados, mas estou muito feliz por levar esse troféu para o meu estado”, comemorou Davi Andrade, artilheiro da competição e aluno do Centro de Ensino Médio (CEM) 417 de Santa Maria. O desempenho do DF também se destacou em outras modalidades. No tênis de mesa, com muita técnica, os atletas conquistaram duas medalhas de prata e quatro de bronze, celebradas como verdadeiras vitórias pessoais por eles e suas famílias. No parabadminton, a dedicação e o talento renderam duas medalhas de ouro e quatro de prata, em jogos repletos de energia e emoção. Samuel Falcão (à esquerda) e Kaique Sousa conquistaram medalhas de ouro e de prata no parabadminton A bocha, modalidade que exige precisão e estratégia, também brilhou na competição, garantindo um ouro, uma prata e um bronze. Cada ponto foi intensamente comemorado por quem conhece a dedicação desses jovens atletas. “Eu tenho muito apoio familiar e, por isso, acredito que posso conquistar muitas coisas. Fico muito feliz em estar aqui na competição”, afirmou a estudante Carolina Cammarota, 14 anos. Na natação, foram cinco medalhas de ouro, oito de prata e três de bronze, além de vários atletas que superaram seus próprios recordes pessoais. A cada virada e a cada braçada, o público acompanhou histórias de coragem que inspiram qualquer amante do esporte. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Circuito de Ciências 2025 destaca protagonismo da EJA e participação inédita do sistema prisional
A Secretaria de Educação (SEEDF) realizou, na noite de terça-feira (25), a etapa final do Circuito de Ciências 2025. A cerimônia de premiação, no Auditório Neusa França, na sede da pasta, mobilizou escolas das 14 coordenações regionais de ensino (CREs) com projetos de iniciação científica e soluções inovadoras para desafios reais das comunidades escolares e da sociedade. O evento celebrou o protagonismo dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Neste ano, a temática central foi “Água para quê?”, e os estudantes apresentaram trabalhos que exploraram o recurso natural sob diferentes perspectivas, destacando sua importância para o planeta, para a regulação do clima e para o desenvolvimento das comunidades. Estudantes e educadores ocuparam o Auditório Neusa França, na noite de terça (25), para celebrar os projetos vencedores do Circuito de Ciências 2025 | Foto: Vinicius Gabriel/SEEDF Ciência inclusiva A participação inédita de estudantes do sistema prisional, representados pelo Centro Educacional (CED) 01 de Brasília, foi um dos destaques. Eles foram premiados por desenvolver um projeto sobre tratamento e melhoria da água dentro do presídio. A escola conquistou o 1º lugar na categoria E (2º segmento) e o 2º lugar na categoria F (3º segmento), mostrando que a educação científica pode superar barreiras físicas e sociais. A professora de matemática Luciana Braga, que representou os alunos na premiação, reforçou o papel democratizante do evento. “A educação transforma vidas, e é isso que buscamos fazer no sistema prisional. Trabalhamos com pessoas que vivem à margem da sociedade, e acreditamos que a educação pode chegar até lá e transformar a vida delas. O Circuito de Ciências democratizou o saber no momento em que a ciência entrou no presídio”, disse. [LEIA_TAMBEM]A educadora também reforçou a relevância social das iniciativas: “A maioria dos nossos alunos vêm de comunidades carentes do DF. Por isso, é fundamental ter uma alternativa simples e de baixo custo para o tratamento de água”. Impacto na comunidade O trabalho social também marcou o projeto vencedor da Categoria F (3º Segmento EJA). A estudante Ester Gouveia Pardim, de 18 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de São Sebastião, integrou a equipe que desenvolveu um sistema de filtração caseira para garantir acesso a água potável. Para ela, o trabalho foi um exercício de empatia e aprendizado com a realidade. “Fizemos uma pesquisa de campo e conversamos com moradores que utilizam água de poços. Queríamos entender a rotina deles e saber se passavam mal por causa dessa água. Ter esse contato com a realidade da nossa comunidade foi muito impactante. Trouxemos amostras e, após o processo científico, ficamos felizes que nosso trabalho deu certo, mas tristes por confirmar que aquelas pessoas consumiam água contaminada”, relatou. Ester reforçou que o projeto oferece uma solução simples e econômica. “Em todas as nossas apresentações, mostramos o quanto nosso trabalho representa empatia”, finalizou a jovem cientista. A professora Luciana Braga recebeu uma premiação em nome dos estudantes do sistema prisional e ressaltou a importância de projetos de baixo custo para o tratamento da água Projetos premiados Categoria D – Primeiro segmento EJA · 1º lugar: Conta fácil: decifrando a conta de água e promovendo o consumo consciente (CEF 03 – Planaltina) · 2º lugar: Plantas medicinais e uso racional da água: sistema eletrônico de irrigação reprogramado para residências e hortas comunitárias (CED PAD-DF – Paranoá) · 3º lugar: Captação de águas da chuva para cultivo sustentável de horta orgânica e demais utilidades (CEF 113 – Recanto das Emas) Categoria E – Segundo segmento EJA · 1º lugar: Ciências e cidadania na EJA: filtro caseiro e Sodis [sistema de desinfecção de água] para melhoria da qualidade da água (CED 01 de Brasília) · 2º lugar: Microplásticos na água: um problema invisível (CEF 113 – Recanto das Emas) · 3º lugar: Alternativas para garantir acesso a recursos vitais (CEF 03 – Planaltina) Categoria F – Terceiro segmento EJA · 1º lugar: Filtração caseira: uma alternativa para o acesso à água potável em uma comunidade de São Sebastião – DF (CEM 01 – São Sebastião) · 2º lugar: Uma alternativa para o tratamento de água (CED 01 de Brasília) · 3º lugar: Profissões aquáticas e botânica (CEM 04 – Ceilândia). *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Delegação do DF estreia com medalha no segundo bloco das Paralimpíadas Escolares
A delegação do Distrito Federal começou com destaque sua participação no segundo bloco das Paralimpíadas Escolares 2025, realizadas na capital paulista. Em um dia marcado por superação, técnica e espírito esportivo, os estudantes-atletas do DF conquistaram resultados expressivos e mostraram a força da rede pública. O grande momento veio no tatame, quando o estudante Patrick Araujo, 12 anos, da Escola Classe Paraná (Planaltina), garantiu a medalha de prata no judô, colocando o DF no pódio logo na estreia das competições. “Eu estou muito feliz com a minha medalha”, comemorou Patrick. Patrick Araujo, estudante de Planaltina, conquistou a primeira medalha da delegação do DF no segundo bloco da competição | Foto: Fernanda Feitoza/SEEDF Na natação, os representantes do DF tiveram atuações consistentes e festejaram a melhora de seus tempos, resultado direto de meses de preparação intensa. A evolução das marcas individuais reforça o potencial do grupo para os próximos dias de competição. “Estou bastante satisfeita porque consegui baixar minha marca e estou curtindo muito estar aqui“, declarou a nadadora Júlia Moura, 13 anos. Os atletas da bocha, do tênis de mesa e do parabadminton também estrearam com vitória, dando ao DF um início promissor nas três modalidades. As disputas foram equilibradas, mas os estudantes demonstraram foco e confiança para alcançar as primeiras conquistas. [LEIA_TAMBEM]“Eu fui a primeira atleta do DF a jogar (parabadminton) hoje e comecei vencendo. Estou muito feliz!”, celebrou Evelyn Andrade, 16 anos, estudante do CEM 01 do Riacho Fundo. Seu parceiro de equipe, David Lima, 15 anos, do Centro Olímpico de Samambaia, também estreou com vitória no parabadminton. “Eu joguei contra um atleta do Espírito Santo e consegui vencer“, comentou. No futebol PC (paralisia cerebral), o time do Distrito Federal entrou em quadra mostrando entrosamento, garantindo a vitória expressiva por 5 x 0, logo no primeiro confronto, contra o Pará. As competições seguem até sexta-feira (28), e a delegação do DF está confiante de que irá ampliar o número de medalhas. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Paralimpíadas Escolares 2025: DF é vice-campeão no rúgbi em cadeira de rodas
A participação do Distrito Federal no rúgbi em cadeira de rodas foi um dos destaques das Paralimpíadas Escolares 2025, realizadas no Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP). Em uma disputa nacional marcada por intensidade e superação, a equipe brasiliense conquistou o segundo lugar no torneio, que reuniu atletas da capital, de São Paulo e da Paraíba (PB). O desempenho do time brasiliense mostrou força, organização e uma evolução nítida ao longo das partidas. As apresentações envolveram desde placares elásticos — como a vitória por 27 x 5 sobre a Paraíba — até confrontos duros e altamente competitivos, especialmente contra a equipe paulista. Equipe de Rugby em cadeira de rodas do Distrito Federal durante partida no Centro Paralímpico Brasileiro de São Paulo | Fotos: Victor Bandeira/SEEDF Modalidade técnica transformadora O rúgbi em cadeira de rodas exige critérios específicos de elegibilidade, já que é direcionado a pessoas com deficiência física nos membros inferiores. Essa característica torna o crescimento da modalidade no ambiente escolar ainda mais significativo. O treinador Wezer Eduardo Oliveira explica a dimensão dessa transformação. “Eu me apaixonei pelo rúgbi e cada vez mais vejo o impacto que esse esporte tem, tanto na funcionalidade quanto na questão social. É um esporte extremamente técnico e físico, criado por tetraplégicos e depois expandido para pessoas com tetra-equivalência, como o Diogo, que tem metade do braço, e desmistifica a ideia de que essas pessoas não são capazes. Muito pelo contrário, eles jogam em alto nível", reforçou o técnico. [LEIA_TAMBEM]Impacto social A participação na competição nacional evidencia o amadurecimento dos atletas do DF, que puderam experimentar um torneio intenso, com jogos dinâmicos e contato direto com estratégias, regras e níveis técnicos mais sofisticados. Esse processo é potencializado pela estrutura da rede pública do Distrito Federal, que conta com iniciativas como o Centro Integrado de Educação Física (Cief). Essa base sólida possibilita aos estudantes evoluírem como atletas e também como cidadãos, reforçando autonomia, cooperação, disciplina e autoestima. Camisa 10 e referência do time, Diogo Souza foi porta-bandeira da delegação do DF na cerimônia de abertura das Paralimpíadas de 2025 Referência na quadra Entre as grandes histórias da participação brasiliense, destaca-se a atuação de Diogo Souza, 17 anos, número 10 da equipe e porta-bandeira do Distrito Federal na abertura do evento. Em todas as partidas do torneio, Diogo demonstrou garra, técnica e inteligência de jogo, sendo decisivo tanto nos momentos de pressão quanto nas vitórias elásticas. O desempenho do atleta simboliza o potencial e o impacto do esporte na formação dos jovens — um esportista que cresce dentro da competição, aprende com os desafios e inspira seus companheiros. "Gosto muito de esportes de adrenalina, as pancadas me cativam. Eu pratico o rúgbi desde criança, e já estou ansioso para participar das próximas competições", afirmou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Alunos da rede pública do DF participam de ação na Câmara dos Deputados em apoio à vacina contra HPV
Em mobilização pelo Dia Mundial de Eliminação do Câncer de Colo de Útero, celebrado em 17 de novembro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Salão Nobre da Câmara dos Deputados recebeu, na quarta-feira (19), estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 106 do Recanto das Emas para um ato solene com autoridades das secretarias de Educação (SEEDF) e de Saúde (SES-DF) e do grupo Mulheres do Brasil para debater a importância da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). Estudantes do CEF 106 do Recanto das Emas participaram da mobilização pelo Dia Mundial de Eliminação do Câncer de Colo de Útero, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados | Foto: Sandro Araújo/SES-DF Para a diretora de Atendimento e Apoio à Política do Estudante da SEEDF, Larise Cavalcante, da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape), a parceria entre as pastas foi fundamental para promover uma campanha efetiva de vacinação contra cânceres associados ao HPV que acometem jovens de 10 a 19 anos. “O evento faz parte do Programa Saúde na Escola, que trata da imunização dos estudantes para diferentes doenças, além do HPV. O grupo Mulheres do Brasil entrou em contato conosco para reforçar a adesão às vacinas e sensibilizar alunos, famílias e professores”, explicou a servidora. Larise Cavalcante também destacou a relevância da iniciativa por dar protagonismo aos estudantes nas decisões sobre sua própria saúde, além de fornecer informações confiáveis e com base científica. [LEIA_TAMBEM]O ato solene foi uma continuidade das campanhas Outubrinho Rosa e Novembrinho Azul, que promovem a conscientização sobre os impactos do HPV na saúde de meninas e meninos, destacando a vacinação como ferramenta essencial de proteção, em debates realizados nas escolas do Recanto das Emas. A coordenadora regional de ensino, Mariana Ayres, afirmou estar honrada por sua rede ter sido a primeira a receber a campanha. “Ficamos muito felizes em contribuir com essa parceria entre educação e saúde”, destacou. Além da palestra, com espaço para esclarecimento de dúvidas sobre o vírus, os alunos da CEF 106 que ainda não haviam se vacinado contra o HPV puderam receber a imunização no evento. A estudante do 9º ano Emily Yasmin, 14 anos, disse ter ficado orgulhosa de participar da ação. “Fiquei contente de poder tomar essa vacina, que é tão importante para a minha geração e para a proteção de mais pessoas”, compartilhou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Com resultados concretos, combate ao racismo nas escolas do DF é referência nacional
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) vem consolidando uma política contínua de enfrentamento ao racismo e promoção da equidade racial que começa a chamar atenção nacionalmente. Recentemente, o Ministério da Educação concedeu à secretaria o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, destinado às redes que desenvolvem ações estruturantes voltadas às relações étnico-raciais e à educação escolar quilombola. Dias depois, a pasta apresentou outro marco importante: o lançamento do Protocolo Antirracista para as escolas do DF, elaborado em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Movimento Negro Unificado. Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o reconhecimento do MEC confirma que o trabalho realizado nos últimos anos está produzindo resultados reais. “Esse selo mostra que o DF está no caminho certo. Combater o racismo não é uma ação pontual, é uma política contínua que precisa envolver toda a rede. Estamos comprometidos em garantir que nossas crianças e jovens estudem em ambientes que acolham, respeitem e valorizem suas identidades”, afirmou. Segundo ela, o selo é também um incentivo para que a secretaria aprofunde as iniciativas já em andamento e avance na implementação de novas ações estruturantes. SEEDF recebeu o selo de reconhecimento do MEC por suas políticas educacionais voltadas à equidade racial e quilombola na rede pública | Foto: Jotta Casttro/SEEDF O selo do MEC e o prêmio de R$ 400 mil para ações de equidade racial vieram como resultado de um conjunto de políticas que inclui o fortalecimento da formação de professores pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), o acompanhamento de estudantes quilombolas e a criação de um grupo de trabalho específico para ações de enfrentamento ao racismo na rede. Esse esforço ganhou um novo capítulo com o lançamento do Protocolo Antirracista, documento de 103 páginas que orienta a prevenção, identificação e enfrentamento de casos de racismo nas escolas públicas e privadas do DF. O material foi construído ao longo de meses com participação de gestores, professores, organizações da sociedade civil e órgãos de proteção, como a Defensoria Pública e a Delegacia Especializada em Crimes por Discriminação Racial. O texto apresenta orientações pedagógicas, procedimentos administrativos e diretrizes para acolhimento de vítimas, além de definições sobre diferentes tipos de racismo: estrutural, institucional, recreativo, religioso e ambiental. [LEIA_TAMBEM]A lista de ações da pasta inclui ainda a adesão ao Plano Nacional de Equidade e Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola; a realização de encontros formativos sobre educação antirracista com os profissionais da educação; a criação do Selo Lélia Gonzalez para, em 2026, premiar as escolas que têm projetos antirracistas no DF; e a publicação de duas edições do Caderno Pedagógico de Consciência Negra, que estão disponíveis no site da SEEDF. Para Hélvia Paranaguá, o caminho que se abre agora é ainda mais desafiador e, justamente por isso, mais necessário. “Ter um protocolo antirracista nas mãos de cada escola e receber o reconhecimento do MEC mostra que estamos avançando, mas não encerra a nossa missão. Combater o racismo exige persistência, vigilância e um trabalho diário, dentro e fora da sala de aula. Seguiremos firmes para que a equidade racial seja uma realidade para todos os estudantes do Distrito Federal e para que nossas ações sejam referência para o Brasil”, declarou a secretária. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Creche Jardim II no Paranoá transforma rotina de famílias e estimula o desenvolvimento das crianças na área rural
“O Henrique tinha 1 ano e pouquinho quando começou aqui. Hoje, ele já sabe as cores, sabe contar, reconhece letras e até tenta escrever o nome. Se estivesse só em casa, não teria aprendido tanto”, lembra Juliana Silva, mãe da criança de 4 anos e uma das representantes das primeiras famílias atendidas pela Creche Jardim II, inaugurada em 2023. Depois de matricular o filho na unidade, Juliana Silva conquistou a independência financeira. Agora é educadora social do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Jardim II. “Antes eu ficava em casa cuidando dele o tempo todo. Era difícil, porque o pai dele saía para trabalhar, e eu ficava sobrecarregada. Depois da creche, eu consegui até um serviço. Ele fica aqui e eu lá na escola trabalhando. Ele fica pertinho, e eu trabalho tranquila”, conta Juliana. A Creche Jardim II, localizada no Núcleo Rural Jardim, foi inaugurada em 2023 e atende 15 crianças de 1 a 4 anos | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Aprendizado integral Outra pessoa que também viu a rotina mudar foi Franciele Andrade de Oliveira. Ela é mãe de Heitor, de 3 anos, que frequenta a creche desde o ano passado. “Morando na zona rural, era complicado resolver as coisas. Ou eu pagava alguém para ficar com ele ou levava pra cidade e ficava rodando o dia inteiro. Agora, com a creche, eu posso trabalhar e ele aprende muito”, diz. Assim como Juliana Silva, Franciele trabalha como educadora social do CEF Jardim II. “Tendo uma creche, a gente consegue até mesmo trabalhar. E, por coincidência, eu consegui trabalhar no mesmo ambiente em que ele estuda. Eu tenho um sobrinho que é da mesma idade que ele, que não frequenta creche. Dá pra ver a diferença. Tem gente que acha que creche é só largar o filho, mas lá tem pedagogia, tem estudo”, destaca a mãe. Juliana Silva, educadora social e mãe do Henrique: "Antes eu ficava em casa cuidando dele o tempo todo. Depois da creche, eu consegui até um serviço" Para a diretora do CEF Jardim II, Simone Teixeira — unidade que administra a creche, localizada no Núcleo Rural Jardim, no Paranoá —, o espaço representa um avanço importante para as famílias da região. “Essa creche era um sonho antigo da comunidade. Nós estamos em uma área rural, com muitas famílias carentes. Algumas mães não conseguiam trabalhar porque não tinham onde deixar os filhos. Hoje, elas conseguem emprego, renda e tranquilidade. A creche mudou a vida dessas famílias”, afirma. Simone Teixeira explica que a creche tem três salas de aula, dois parques — um de madeira e outro com brinquedos e caixa de areia — e um pequeno playground na entrada. Atualmente, 15 crianças, de 1 a 4 anos, são atendidas em tempo integral. “Elas chegam às 7h30. Aqui tem café da manhã, lanche, almoço, jantar. Além do horário do sono, banho, atividades pedagógicas, brincadeiras. A creche não é um lugar só para deixar as crianças. É um ambiente de aprendizagem, eles têm rotina e tudo isso faz parte do desenvolvimento”, ressalta a diretora. Franciele Andrade de Oliveira, educadora social e mãe do Heitor: "Tem gente que acha que creche é só largar o filho, mas lá tem pedagogia, tem estudo" Infância segura O Governo do Distrito Federal (GDF) se aproxima da marca de 30 creches construídas desde 2019, em um esforço para zerar a fila de espera por vagas na educação infantil. Nesse período, a lista de espera caiu de 24 mil para cerca de 1,5 mil crianças, todas com previsão de atendimento até o próximo ano.
Ler mais...
Lançada licitação para conclusão das obras de creche no Recanto das Emas
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) abriu a Licitação Eletrônica nº 013/2025, voltada para a contratação da empresa especializada em engenharia que dará continuidade à construção do Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) no Recanto das Emas. O valor estimado é de aproximadamente R$ 6,9 milhões. O projeto tem como objetivo dar continuidade à obra de uma creche na Quadra 112, com capacidade para atender até 396 crianças em dois turnos e mais 188 em período integral. A disputa ocorrerá em 22 de dezembro, às 9h. As propostas podem ser enviadas até as 8h59 do mesmo dia, exclusivamente pelos sites oficiais da Novacap e do Banco do Brasil. Licitação para conclusão de Cepi no Recanto das Emas tem valor estimado de aproximadamente R$ 6,9 milhões | Foto: Divulgação/Novacap “Trata-se de mais uma importante obra que vai favorecer diretamente as famílias da região e, com isso, fortalecer a educação para a primeira infância no Distrito Federal”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite. O prazo total para concluir o trabalho é de 300 dias corridos, contados a partir da emissão da Ordem de Serviço, com previsão de entrega para o segundo semestre de 2026. A Secretaria de Educação (SEEDF) será responsável por acompanhar toda a execução e garantir que o serviço seja entregue à comunidade. [LEIA_TAMBEM]Segundo a titular da pasta, Hélvia Paranaguá, cada passo dado na infraestrutura devolve às famílias a tranquilidade de saber que seus filhos terão um espaço seguro, acolhedor e preparado para o desenvolvimento integral. “A ampliação de vagas em creches e Cepis é uma prioridade do governo. Para muitas mães, especialmente as que trabalham fora, ter um apoio perto de casa muda a rotina da família. Investir na primeira infância é investir no futuro do DF, porque é nos primeiros anos de vida que se fortalecem as bases do aprendizado, da convivência e da autonomia.” O edital da licitação pode ser consultado nos sites da Novacap e do Banco do Brasil. Para mais informações, também é possível entrar em contato pelos telefones (61) 3403-2321 e (61) 3403-2322 ou pelo e-mail nlc@novacap.df.gov.br. *Com informações da Novacap
Ler mais...
Atletas do DF chegam a São Paulo para disputa das Paralimpíadas Escolares 2025
A delegação do Distrito Federal chegou, nesta segunda-feira (17), a São Paulo para participar das Paralimpíadas Escolares 2025. O grupo tem 115 integrantes, entre atletas, técnicos e equipe de apoio, e participou, à noite, da cerimônia oficial de abertura, que marcou o início das competições. Ao todo, 28 paratletas da rede pública de ensino do DF disputam medalhas no primeiro bloco, que vai até sábado (22), em modalidades como atletismo, rúgbi, halterofilismo e tênis em cadeira de rodas. Os estudantes chegaram animados para o evento esportivo, que representa não só uma disputa, mas também integração, diversão e convivência. Na chegada, os paratletas tiveram a oportunidade de conhecer o ex-jogador de futebol Cafu, ídolo nacional e símbolo do esporte brasileiro. Um dos fatores notáveis da competição é a sua estrutura. Todas as 15 modalidades e a cerimônia de abertura ocorrem no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, considerado um dos mais bem-equipados do mundo. A escolha do local permite que os estudantes possam competir no mesmo ambiente usado por atletas de alto rendimento. Estudantes da delegação do DF chegaram a São Paulo nessa segunda (17) para a cerimônia de abertura das Paralimpíadas Escolares 2025 | Fotos: Victor Bandeira/SEEDF Inspiração Um dos destaques da delegação é o estudante Diogo Souza, de 17 anos, atleta do rúgbi. Nesta edição, ele teve a honra de carregar a tocha paralímpica durante a cerimônia de abertura do evento. Praticante do esporte há nove anos, ele conta que sua paixão pela modalidade está ligada à intensidade das partidas. “Gosto muito de esportes de adrenalina. O que mais me cativou no rúgbi foram as pancadas”, revela o jovem, que atualmente treina três vezes por semana. A participação de Diogo em 2025 tem um significado especial. Sua mãe, Francisca de Souza, relembra os desafios enfrentados após a edição de 2023, quando o estudante foi acometido por uma meningite severa. “Ele veio, mas, quando voltou para casa, adoeceu gravemente. Foi bem difícil. Os médicos nos deixaram inseguros, falavam que ele podia ter sequelas, não lembrar das coisas. Se fosse o caso, ele não poderia mais praticar o esporte também”, conta Francisca. Apesar das incertezas, a determinação do atleta falou mais alto. “Confiamos em Deus. Ele por si só recuperou a mente, lembrou de tudo e pediu para ir treinar. Ele tem paixão por esse esporte”, orgulha-se a mãe. O apoio da família é constante, e o objetivo de Diogo é seguir carreira no paradesporto. Porta-bandeira do DF, Diogo Souza, ao lado de sua mãe, Francisca de Souza, durante a cerimônia de abertura das Paralimpíadas Escolares 2025 Uniforme A delegação do DF recebeu kits completos, com uniformes e equipamentos. O material tem sido elogiado por treinadores, familiares e pelos próprios estudantes, dando uma identidade à delegação e inspirando os competidores na representação do Distrito Federal em uma das mais importantes competições do país. O secretário-executivo da Secretaria de Educação (SEEDF), Isaías Aparecido, que acompanha o grupo, destacou a importância dos uniformes e enviou uma mensagem de incentivo: “Esse uniforme foi pensado com muito carinho. Desejo boa sorte a todos os atletas, que continuem brilhando. Obrigado por representarem tão bem o DF. Que sejam campeões”. [LEIA_TAMBEM]Formação e cidadania As Paralimpíadas Escolares 2025 consolidam-se não apenas como uma competição, mas como um verdadeiro celeiro de transformação social. Em um cenário em que o Brasil ocupa o quinto lugar no quadro geral de medalhas paralímpicas, o evento reafirma o papel fundamental da base escolar na manutenção e no crescimento dessa potência esportiva global. A pista, a quadra e a piscina tornam-se, assim, territórios de força, inspiração e orgulho nacional. A magnitude desta edição reflete o vigor do paradesporto brasileiro: são 2.056 atletas reunidos com o propósito de superar limites. A cerimônia de abertura teve desfile das bandeiras dos estados, juramento do árbitro e presença de autoridades que reforçaram o compromisso governamental com a inclusão. Durante a solenidade, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), José Antônio Ferreira Freire, enfatizou a indissociabilidade entre o aprendizado em sala de aula e a prática esportiva: “É essa união que assegura o caminho para que vocês conquistem não apenas medalhas, mas uma formação completa: para serem grandes atletas e, acima de tudo, grandes cidadãos”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Programa Guardiões da Infância planeja novas ações para 2026
A Secretaria de Educação (SEEDF), em parceria com a Polícia Federal, deu um grande passo no combate aos crimes cibernéticos relacionados a abuso sexual, crimes de ódio e outros que afetam o público infantojuvenil. Na sexta-feira passada (14), foi assinado o Memorando de Entendimento do programa Guardiões da Infância, que já é desenvolvido desde 2024, capacitando profissionais da educação e adolescentes. Com a assinatura do acordo, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, firmaram a continuidade da parceria com o intuito de estabelecer diretrizes para a cooperação entre as instituições. Com isso, o programa já planeja novas ações para 2026. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinaram o Memorando de Entendimento na sexta (14) | Foto: Fernanda Feitoza/SEEDF Hélvia Paranaguá destacou a relevância desse documento para a comunidade escolar: “Este é um momento muito importante para nós, para a sociedade inteira, a começar pelas famílias, que precisam ser os primeiros guardiões das crianças. Protegê-los é um dever de todos, não só do Estado — mas na ausência da família, nós temos que ir além e levar condição e capacitação para que os nossos profissionais de educação possam intervir junto a essas situações que têm se tornado corriqueiras, infelizmente, nas nossas escolas públicas, privadas e na nossa sociedade”. Há mais de um ano, o programa Guardiões da Infância tem realizado capacitações para profissionais da educação e agentes envolvidos na proteção de crianças e adolescentes. Além de produzir materiais educativos e informativos sobre prevenção, identificação e respostas a situações de abuso, a iniciativa também conta com a realização de eventos voltados à conscientização e orientação da comunidade escolar. "Essa proposta simboliza o compromisso da PF e da SEEDF com a promoção da segurança e da defesa dos direitos humanos" Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal Já foram realizadas 665 palestras com a formação de 43.168 pessoas. Na rede pública do DF, o projeto já formou 1.564 adolescentes e 790 professores. Atuando de forma voluntária, os policiais federais têm levado a cultura digital para as escolas e também para as famílias. Compromisso com a proteção das crianças O diretor-geral da Polícia Federal falou sobre a urgência de firmar esse acordo. “Essa proposta simboliza o compromisso da PF e da SEEDF com a promoção da segurança e da defesa dos direitos humanos, num cenário em que os abusos a crianças e adolescentes se tornaram desafios urgentes, sobretudo no ambiente digital”, observou Andrei Rodrigues. Ele ainda complementou: “Grupos e indivíduos têm utilizado a internet e redes sociais como meio para disseminar intolerância, discriminação e violência. Diante desse contexto, a atuação da Polícia Federal torna-se cada vez mais estratégica e multidisciplinar, envolvendo não apenas a repressão penal, mas a prevenção e a educação digital”. [LEIA_TAMBEM]A chefe da Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas, Ana Beatriz Goldstein, explicou os próximos passos do programa para 2026. “A partir de março do ano que vem, vamos fazer um calendário integrado com orientações e formações para estudantes, profissionais e famílias”, anuncia. “A intenção é que essas capacitações cheguem até os Cras [centros de referência de assistência social] e os Creas [centros de referência especializados em assistência social], pois quando falamos que precisamos da família na escola, muitas vezes falamos de uma mãe solo que não pode estar na escola no dia a dia. Então, se a família não vem, nós vamos até ela.” *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Brazlândia define cozinheiras semifinalistas do concurso Sabor de Escola
A cozinha esteve a todo vapor na etapa regional de Brazlândia do concurso Sabor de Escola, realizada na última quinta-feira (13), no Centro de Educação Profissional (CEP) — Escola Técnica de Brazlândia (ETB). O evento reuniu 11 cozinheiras que elevaram os sabores afetivos da merenda escolar, proporcionando um momento emocionante para o público e um desafio aos jurados que avaliaram as refeições. A edição foi marcada pelo entusiasmo dos alunos dos Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Professor Benedito Carlos de Oliveira, do Centro de Ensino Infantil (CEI) 03, dos centros de ensino fundamental (CEFs) 01 e 03, do Centro Educacional (CED) 04, do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 e das escolas classe (ECs) 03 e Maria da Torre de Brazlândia. As vencedoras da etapa regional do concurso Sabor de Escola, em Brazlândia, foram as merendeiras Aldenice Lino da Silva (à esquerda) e Lauriane de Lima | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Entre as 11 participantes, as vencedoras da etapa foram Aldenice Lino da Silva e Lauriane de Lima, ambas do Caic de Brazlândia. Aldenice apresentou um rocambole com salada cremosa — a merendeira inovou ao utilizar uma massa de arroz fresca para enrolar a proteína, criando texturas agradáveis em uma refeição balanceada e nutritiva. “Experiência única e maravilhosa. Eu tinha a sensação de que ia ganhar. Que bom que todo mundo gostou! É uma receita realmente maravilhosa! Quero ir para a final e ganhar os 15 mil reais”, afirmou a cozinheira. [LEIA_TAMBEM]Lauriane conquistou os jurados com um lombo suíno ao molho imperial agridoce. “Estou muito feliz de estar aqui. É a terceira vez que participo e estou confiante de que, desta vez, posso vencer. Estou muito feliz mesmo”, celebrou a cozinheira. Apesar de não terem chegado à semifinal, as demais participantes também enriqueceram a competição com ideias que contam histórias e remetem à identidade cultural de Brazlândia, muito ligada à produção do morango. Luzia Cristiane dos Santos, cozinheira da EC Maria da Torre, apresentou a tilápia ao “beijo de morango”. O nome é simbólico: exalta tanto a afetividade envolvida na relação entre cozinheiras e estudantes quanto destaca o morango, símbolo da região e ingrediente essencial da agricultura familiar local. A cozinheira relatou que os morangos utilizados vêm de cooperativas locais, contribuindo para o fortalecimento da economia regional e, ao mesmo tempo, alimentando os estudantes. “Muitas vezes, os produtos são dos pais dos estudantes, que são produtores locais. Então, é comum as crianças desfrutarem de um morango que é fruto do trabalho dos próprios pais”, destacou a merendeira. Estudantes da rede pública de Brazlândia estiveram presentes e apoiaram as merendeiras de suas escolas Educação e alimentação integral Os Caics são centros de ensino integral inspirados nos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), idealizados pelo antropólogo Darcy Ribeiro e implantados no Rio de Janeiro na década de 1980. Esses modelos tornaram-se referência nacional na educação de tempo integral e influenciaram a criação dos Caics, que se espalharam pelo país a partir dos anos 1990. Como escolas de referência em ensino integral, os Caics têm como proposta formar cidadãos completos. Os alunos estudam os conteúdos curriculares básicos e participam de atividades complementares importantes para o desenvolvimento humano, incluindo práticas artísticas e esportivas. Esses centros também têm um papel fundamental na alimentação escolar, oferecendo refeições do café da manhã ao jantar, sendo cinco refeições por dia para cada estudante e servindo, em média, duas mil refeições diárias em cada unidade. Ana Maria Santiago, diretora do Caic de Brazlândia, destacou o papel desempenhado pelas merendeiras no âmbito da educação integral do Distrito Federal. “Sem o profissionalismo aliado ao carinho das nossas cozinheiras, os gêneros alimentícios seriam apenas itens sem atrativo para os alunos. Elas estão sempre dispostas a encontrar a melhor forma de fazer a criança consumir, evitando o desperdício", observou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Aluna da rede pública do DF representará o Brasil no Sul-Americano de judô no Paraguai
Aos 14 anos, a judoca brasiliense Laura Mayumi Tamada, aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 03 da Asa Sul, se prepara para representar o Brasil nos Jogos Sul-Americanos Escolares 2025, que ocorrerão em Assunção, no Paraguai, entre os dias 30 de novembro e 8 de dezembro. A vaga foi conquistada após a vitória na série ouro dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), realizados em Uberlândia (MG) no início do ano. Aluna do CEF 03 da Asa Sul, a judoca Laura Mayumi Tamada vai representar o Brasil nos Jogos Sul-Americanos Escolares 2025 | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Além do apoio do programa do Governo do Distrito Federal (GDF) Compete Brasília, que auxilia atletas em deslocamentos para eventos esportivos fora da cidade, Laura conta que o suporte da escola onde estuda é crucial para continuar rendendo no esporte. Ao se mudar para Brasília, aos 11 anos, a jovem ingressou na rede pública e encontrou acolhimento no CEF 03, onde atualmente cursa o 9º ano. A mãe de Laura, Thawana Tamada, destaca a importância do incentivo do GDF e da rotina de treinos para que a filha concilie esporte e escola. “Aqui em Brasília sentimos muito incentivo ao esporte. O judô é maravilhoso para o desenvolvimento, mas não é barato. Temos três filhos e gastos altos. Esses benefícios ajudam a manter a Laura no caminho certo”, reconhece a comerciante. Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, é motivo de grande orgulho ver uma estudante-atleta como Laura representar o Brasil em uma competição internacional. “Nosso compromisso é seguir apoiando histórias como a da Laura, por meio de programas como o Compete Brasília e o Bolsa Atleta, que garantem que o talento dos nossos jovens encontre oportunidades reais de crescimento e reconhecimento”, declarou. A jovem conquistou a vaga na competição internacional ao vencer na série ouro dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), realizados em Uberlândia no início deste ano | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Incentivo que transforma Laura sempre contou com o apoio da equipe pedagógica para conciliar os estudos com as viagens. “Quando eu falto por causa das competições, os professores me ajudam a repor o conteúdo e as faltas são justificadas. Esse apoio faz toda diferença. Sem ele, eu não conseguiria equilibrar tudo”, destacou a judoca. A jovem começou no judô ainda criança, aos 6 anos, quando morava em São Paulo e estudava em uma escola particular. Podendo escolher entre jazz, balé e judô, ela optou pela arte marcial. “Eu fazia balé e jazz, mas era péssima nisso. Acabei escolhendo o judô e foi amor à primeira luta”, contou. Desde então, se dedica ao esporte com rotina intensa de treinos e competições. Laura reforça ainda que a escola pública não perde para a particular: “O CEF tem uma estrutura muito boa. O ensino e os professores são muito bons”. Além de ter conquistado o ouro nos Jogos Escolares, a judoca acumula participações em campeonatos nacionais e agora está prestes a competir fora do país. “Vai ser meu primeiro campeonato internacional. Estou ansiosa, mas muito feliz. Representar o Brasil é uma honra enorme, porque mesmo sendo minha primeira experiência fora, eu sei que o Brasil é um país muito forte no judô”. Thawana Tamada, mãe da atleta: "Aqui em Brasília sentimos muito incentivo ao esporte. O judô é maravilhoso para o desenvolvimento, mas não é barato. Temos três filhos e gastos altos. Esses benefícios ajudam a manter a Laura no caminho certo" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília O técnico Lucas Costa Marques destaca que o desempenho de Laura é resultado direto da disciplina e da rotina intensa de treinos. “Ela é muito dedicada dentro e fora do tatame, cuida da alimentação, dos estudos e treina de quatro a cinco horas por dia, somando judô, parte física e jiu-jítsu”. Para o treinador, essa combinação de foco e confiança evidencia o potencial da atleta. “Ela tem muita garra e autoconfiança. Sabemos que a vida de qualquer atleta exige investimentos altos, como kimono, alimentação e suplementos, então o incentivo que ela recebe do GDF para competir fora de Brasília é fundamental”, comemora. [LEIA_TAMBEM]A atleta embarca para o Paraguai no fim do mês com a delegação brasileira, levando na bagagem o kimono, o sorriso e o orgulho de ser uma estudante da rede pública, além da determinação que não falta. “Meu sonho é chegar às Olimpíadas. O judô mudou minha vida. Quando entrei, eu era muito agitada. O esporte ajuda especialmente nas competições, porque sou muito competitiva, então ajuda a extravasar. Quando estou dentro do tatame, sai um peso enorme das costas, é um sentimento muito bom, algo que nunca senti em nenhum outro lugar. Eu vivo por isso — treinando, pensando e sonhando com o esporte.” Acompanhando de perto cada passo da filha, o pai de Laura, Fabrício Tamada, ressalta o orgulho de vê-la chegar tão longe: “Ver a Laura representando o Brasil no exterior é muito emocionante. Acompanhamos desde o início, quando ela ainda engatinhava no judô. Primeiro foram as competições regionais, depois os campeonatos nacionais, e agora ela conquistou a vaga para o Sul-Americano. É uma satisfação enorme e nos deixa muito felizes ver toda a evolução dela”. Lucas Costa Marques, técnico da Laura: "Sabemos que a vida de qualquer atleta exige investimentos altos, como kimono, alimentação e suplementos, então o incentivo que ela recebe do GDF para competir fora de Brasília é fundamental" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Do DF para o mundo A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, aponta que ter uma estudante brasiliense representando o Distrito Federal e o Brasil em uma competição internacional é uma consequência positiva do trabalho integrado do GDF. “Esse resultado é fruto do talento dos nossos alunos e do empenho da nossa rede em incentivar o esporte escolar. Temos investido e participado ativamente de jogos escolares, como os JEBs e outras competições, porque acreditamos no poder transformador do esporte na formação integral dos nossos estudantes.” A diretora do CEF 03 da Asa Sul, Belmaria Teles de Faria, reforça o orgulho em ver o nome da escola chegar tão longe. “A Laura está conosco desde o 6º ano e sempre teve o suporte da equipe. A escola dá todo o apoio necessário para que ela possa competir sem prejuízo aos estudos. O esporte tem um papel fundamental na formação dos alunos, e ver uma estudante da rede pública representando o Brasil é motivo de muita alegria”, afirmou.
Ler mais...
Seminário incentiva hábitos alimentares equilibrados nas escolas do DF
O VII Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal, realizado na segunda-feira (10) pela Secretaria de Educação (SEEDF), reuniu gestores, nutricionistas, professores e representantes das redes pública e privada para discutir boas práticas e políticas voltadas à alimentação equilibrada no ambiente escolar. O encontro, no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP-DF), contou com palestras de nutricionistas do Programa de Alimentação Escolar (PAE) do Tocantins, apresentações, o lançamento de uma série de videocasts educativos e a premiação de experiências exitosas em Educação Alimentar e Nutricional (EAN). O VII Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal debateu boas práticas e políticas para uma alimentação equilibrada no ambiente escolar | Fotos: Mary Leal/SEEDF A assessora especial da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape) da SEEDF, Patrícia Lacerda, ressaltou a importância de compartilhar experiências bem-sucedidas nas redes pública e privada de ensino. Segundo ela, o seminário marca o encerramento de um ciclo de intenso trabalho e cooperação. “Este é o momento de reunir todos os parceiros desta caminhada para apresentar o que foi construído, os desafios superados e os avanços alcançados. Fizemos muito ao longo do ano e continuaremos fazendo ainda mais”, concluiu. Orientações para uma alimentação saudável Nayara de Menezes, presidente do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal e nutricionista da SEEDF, destacou que o seminário faz parte de um movimento contínuo de fortalecimento das ações de educação alimentar e nutricional nas unidades escolares. “Este é um espaço de articulação entre diferentes setores do governo e da sociedade civil, que trabalham juntos para garantir que a alimentação saudável esteja no centro das práticas educativas e das escolhas diárias das comunidades escolares”, afirmou. “Nosso papel é promover a alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do DF, regulamentando o que é comercializado nesses ambientes e estimulando ações educativas que vão além da merenda” Nayara de Menezes, presidente do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do DF Nayara lembrou que o fórum foi instituído por decreto em 2015, em conformidade com a Lei Distrital nº 5.146/2013, que estabeleceu diretrizes para o PAE. O espaço reúne representantes de diversos conselhos e órgãos públicos. “Nosso papel é promover a alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do DF, regulamentando o que é comercializado nesses ambientes e estimulando ações educativas que vão além da merenda. O objetivo é valorizar boas práticas e inspirar mais escolas a desenvolver projetos que unam saúde, aprendizado e cidadania”, acrescentou a nutricionista. Horta como espaço de aprendizado O projeto “Horta com Bases Agroflorestais da Escola Classe 12 de Sobradinho: Espaço Arco-Íris” foi um dos premiados na Mostra de Experiências Exitosas em Educação Alimentar e Nutricional, apresentada durante o seminário. A iniciativa, desenvolvida pela professora Íris Soares Lourenço, integra educação ambiental, alimentar e nutricional em um único espaço, transformando a horta escolar em um ambiente de aprendizagem, convivência e sustentabilidade. Com o objetivo de aproximar os estudantes das ciências e dos saberes populares, o projeto incentiva a autossustentabilidade e o protagonismo da comunidade escolar. A horta agroflorestal tem promovido práticas saudáveis e o cuidado coletivo com o meio ambiente. “A experiência também estimula o envolvimento das famílias, fortalecendo vínculos e ampliando a consciência sobre alimentação saudável e preservação ambiental”, enfatizou a professora. Servidores da Escola Classe 12 de Sobradinho foram premiados na Mostra de Experiências Exitosas em Educação Alimentar e Nutricional Desafios da segurança alimentar Adriano Gomes, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e assessor técnico do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do DF, explicou que, durante o seminário, foi apresentado um manifesto originado de um movimento nacional para repensar os desafios da segurança alimentar no país. Segundo ele, a fome passou a manifestar-se também nos centros urbanos, o que levou o governo federal a criar políticas específicas para esses territórios. “Em 2023, percebeu-se que a fome estava mudando de forma e, hoje, ela se entranha nas cidades. Por isso, foi criada a Estratégia Alimenta Cidades, uma política que reconhece a importância dos ambientes alimentares, como as escolas, na formação de hábitos saudáveis”, contou. Adriano salientou que o texto orienta ações voltadas à educação alimentar e nutricional, à restrição de produtos ultraprocessados e à limitação da publicidade comercial no ambiente escolar. “O decreto depende da adesão dos estados, municípios e do Distrito Federal, que precisam adaptar as diretrizes federais às suas realidades locais. Aqui no DF, queremos garantir que as políticas cheguem de forma efetiva a todas as escolas”, afirmou. A SEEDF já realiza um importante trabalho de atualização das leis relacionadas à alimentação escolar, e o manifesto consolida esse esforço. O documento foi elaborado de forma participativa e busca sensibilizar a sociedade. “Ele apresenta dados como o fato de que 25% das crianças do DF estão com sobrepeso, e nove em cada dez consomem alimentos ultraprocessados, o que evidencia uma relação direta entre consumo e adoecimento. Nossa expectativa é avançar na promoção da educação alimentar”, disse. O pesquisador e assessor técnico do Fórum, Adriano Gomes, explicou que o Manifesto pela Alimentação Saudável surgiu de um movimento nacional Avanços A gerente de Supervisão Técnica e Educação Alimentar e Nutricional da Secretaria de Educação, Juliene Moura, destacou que o Distrito Federal se mantém na vanguarda da alimentação escolar saudável graças às parcerias com a agricultura familiar. Segundo ela, o trabalho conjunto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) tem aprimorado a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes e valorizado os produtores locais. “O DF vem construindo esse resultado há mais de dez anos, qualificando a agricultura familiar em parceria com diversas instituições. Hoje, já alcançamos 30% das compras com recursos federais provenientes da agricultura familiar e, no próximo ano, esse número deve chegar a 45%, apenas com hortifrutis frescos. Isso fez os índices de consumo de ultraprocessados caírem drasticamente nas escolas”, ressaltou. Juliene também reforçou que o Fórum e o Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável ampliam a importância de estender essa qualificação às escolas particulares, garantindo um ambiente alimentar mais equilibrado em todo o DF. Ela explicou que, enquanto as unidades públicas já aboliram cantinas comerciais, o desafio agora é proteger os estudantes do entorno e das redes privadas. “As escolas públicas têm avançado cada vez mais na oferta de alimentos naturais e nutritivos, mas queremos que as unidades particulares também sigam esse caminho. A alimentação saudável precisa ser uma cultura em toda a comunidade escolar, não apenas uma política da rede pública”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Festival celebra diversidade cultural indígena e africana em Taguatinga
O Festival Taguatinga Plural reuniu, na última semana, estudantes de 34 escolas — da educação infantil ao ensino médio — no Alameda Shopping, para celebrar e apresentar os trabalhos desenvolvidos a partir do projeto. Criada em 2021 pela professora Janaína Almeida, a iniciativa promove ações pedagógicas voltadas à reflexão sobre o antirracismo e à valorização das contribuições das culturas indígena e africana para a formação da sociedade brasileira. Durante três dias de eventos, alunos de diferentes séries aproveitaram apresentações culturais, shows musicais e palestras | Foto: Victor Bandeira/SEEDF O evento, anteriormente chamado de Cidade Cor, foi agraciado nesta edição com o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, que reconhece redes de ensino que desenvolvem políticas educacionais voltadas à equidade racial e quilombola. O atual coordenador do Taguatinga Plural, professor André Lúcio Bento, contou que o projeto também recebeu financiamento do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). [LEIA_TAMBEM]Durante os dias 5, 6 e 7 de novembro, o shopping transformou-se em um espaço de celebração cultural, reunindo pinturas, esculturas e outras produções manuais dos estudantes, além de apresentações artísticas e musicais. Segundo André Lúcio Bento, a proposta do festival é ampliar o debate sobre diversidade e reconstruir a forma como as escolas abordam a história dos povos indígenas e africanos. Ele destacou que, diferentemente de outras gerações, hoje crianças e adolescentes têm a oportunidade de discutir temas que antes eram invisibilizados ou tratados de maneira estereotipada. “O projeto busca reparar o papel dos povos que ajudaram a formar a identidade brasileira, promovendo uma abordagem mais justa e aprofundada dessas temáticas em sala de aula”, explica André. Alunos da educação infantil fizeram uma apresentação sobre a cultura africana Até 2023, a iniciativa abrangia apenas ações voltadas à resistência ao racismo e era realizada em uma das escolas participantes. Com o aumento do número de redes de ensino que aderiram ao Taguatinga Plural, o projeto transformou-se em um festival aberto ao público. “A ideia de levar o evento para fora do ambiente escolar surgiu para que a comunidade tivesse maior acesso ao que as escolas estão desenvolvendo”, explicou o professor. Os temas relacionados à cultura e à história indígena e quilombola também foram incorporados ao leque de diversidade do festival. “As escolas têm autonomia para definir suas abordagens, já que existem diversas tribos e etnias indígenas e africanas. Isso amplia as possibilidades de trabalho dos professores com os alunos”, ressaltou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Estudantes da Estrutural participam da aula inaugural do Programa Forças no Esporte
Nessa segunda-feira (3), a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com o Exército Brasileiro, realizou a abertura do Programa Forças no Esporte (Profesp) no ginásio da Divisão de Educação Física do Comando Militar do Planalto. O evento reuniu autoridades militares, representantes da educação, alunos da Escola Classe 1 da Estrutural e seus familiares. A iniciativa tem como objetivo promover a inclusão social e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes por meio de atividades esportivas, educativas e de cidadania. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a importância da parceria para fortalecer o esporte e a formação integral dos estudantes. “Aqui, no coração do Comando do Planalto, nasce uma parceria que representa o que há de mais bonito na educação: o aspecto social e cidadão. Ela promove respeito, disciplina, empatia e valores cívicos, indo muito além das quadras esportivas”, afirmou. Crianças aprendem e se divertem com esportes, música e cidadania no Programa Forças no Esporte | Foto: André Amendoeira/SEEDF Educação e esporte A Escola Classe 1 da Estrutural foi a primeira unidade do DF selecionada para participar do Profesp. Ao todo, 100 alunos com idades entre 6 e 9 anos serão atendidos pelo programa. As crianças participarão de atividades de educação física, esportes, musicalização e formação em valores cívicos, sempre no contraturno escolar, às terças e quintas-feiras, no ginásio esportivo do Comando Militar do Planalto. Todos os participantes receberão uniformes, transporte e alimentação. Daliane Martins, mãe do estudante Davi Pierre Martins, de 8 anos, demonstrou entusiasmo com a participação do filho no programa. “Estou muito feliz que o Davi vá participar dessas aulas. Sei que será uma oportunidade incrível para ele se desenvolver, aprender brincando, praticar esportes e adquirir novos valores. Tenho certeza de que essa experiência fará diferença na vida dele e trará muita alegria”, afirmou. Daliane Martins, mãe de Davi, celebra a oportunidade do filho praticar esportes em um ambiente acolhedor A diretora da escola, Géssica Moreira, comemorou a escolha da unidade para inaugurar o Forças no Esporte na rede pública do DF e ressaltou a importância do programa para o desenvolvimento dos alunos. “Fomos a escola escolhida para participar desse projeto em parceria com o Exército, e com certeza ele fará muita diferença para as crianças. Será um espaço novo, com atividades que despertam o interesse pedagógico, a aprendizagem e o crescimento pessoal”, disse. [LEIA_TAMBEM]Já o comandante militar do Planalto, Ricardo Carmona, destacou que a iniciativa reforça a união entre educação e esporte, promovendo formação integral e oportunidades de crescimento para os estudantes do Distrito Federal. “É motivo de grande satisfação e alegria receber esses alunos. Hoje, temos crianças iniciando o Programa Forças no Esporte e esperamos que, a cada dia, elas se tornem pessoas melhores, despertando para o esporte e, quem sabe, para belas carreiras nessa área”, ressaltou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Gama recebe a 12ª edição do projeto Defensoria nas Escolas
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) levará, na quinta (6) e na sexta-feira (7), a 12ª edição do projeto Defensoria nas Escolas à Escola Classe 22, localizada na EQ 33/39, no Setor Central do Gama. A ação, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), busca aproximar a instituição da comunidade escolar, oferecendo serviços jurídicos gratuitos, orientações e atividades de educação em direitos diretamente no ambiente escolar. Das 9h às 16h, a Unidade Móvel de Atendimento Itinerante da DPDF estará disponível para atender demandas como pensão alimentícia, guarda, divórcio, reconhecimento voluntário de paternidade com exame de DNA, direito do consumidor, questões de moradia e outros atendimentos essenciais, especialmente voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Além do atendimento jurídico, a Escola de Assistência Jurídica (Easjur) da DPDF realizará encontros e conversas com estudantes, pais e professores, abordando temas como prevenção à violência, direitos da criança e do adolescente, cidadania, uso consciente das redes sociais e resolução pacífica de conflitos. O Defensoria nas Escolas tem como objetivo proporcionar o acesso à Justiça, por meio de atendimento jurídico gratuito e exclusivo ofertado pela Unidade Móvel de Atendimento Itinerante e encontros educativos | Foto: Divulgação/DPDF Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, a chegada do Defensoria nas Escolas ao Gama não apenas fortalece os laços da comunidade com o sistema jurídico, mas também cria um espaço de diálogo, educação e cidadania, tanto para os jovens quanto para suas famílias. “O projeto representa o nosso compromisso de levar conhecimento sobre direitos e garantir o acesso à Justiça para toda a população, especialmente nas regiões mais carentes. Ver a comunidade do Gama abraçar essa iniciativa com tanto entusiasmo é um sinal de que estamos no caminho certo”, destacou. O defensor público e coordenador do projeto, Rodrigo Duzsinski, ressalta que a iniciativa é mais do que uma prestação de serviço: é uma ponte de diálogo com a população. “Quando a Defensoria entra na escola, está levando informação, acolhimento e soluções. Nosso objetivo é criar um ambiente em que as pessoas conheçam e exerçam seus direitos, prevenindo conflitos e fortalecendo a cidadania”, afirmou. "Ao abrir as portas das unidades escolares para esse trabalho, damos um passo importante na formação de uma geração mais consciente dos seus direitos e deveres" Hélvia Paranaguá, secretária de Educação “A atuação da Defensoria nas escolas é uma demonstração clara de que políticas públicas eficazes se constroem com presença, escuta e diálogo. Ao abrir as portas das unidades escolares para esse trabalho, damos um passo importante na formação de uma geração mais consciente dos seus direitos e deveres. É um projeto que educa, orienta e previne. E o compromisso da Secretaria de Educação é garantir que essa iniciativa chegue a todas as regiões administrativas, fortalecendo a escola como espaço de proteção, cidadania e justiça”, disse a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Em edição anterior, realizada em Santa Maria, a dona de casa Mariana Souza aproveitou a presença do projeto para realizar o exame de DNA do filho e garantir que o nome do pai constasse na certidão de nascimento. “Eu nunca imaginei que resolveria algo tão importante dentro da escola. O exame foi rápido e gratuito, e agora ele tem garantido o direito de ter o nome do pai na certidão. Isso é dignidade, é futuro”, contou. O Defensoria nas Escolas já passou por diversas regiões administrativas do DF, beneficiando milhares de famílias e reforçando o papel da instituição como agente de transformação social. No Gama, a expectativa é alcançar um grande público e ampliar a rede de apoio e proteção à comunidade. [LEIA_TAMBEM]Projeto Defensoria nas Escolas Lançado em abril de 2024 no Centro de Ensino Médio 1 (Centrão) de Planaltina, o Defensoria nas Escolas é fundamental para promover a educação em direitos, prevenir conflitos e fortalecer a cidadania entre estudantes e comunidades do DF. O projeto tem como objetivo proporcionar o acesso à Justiça, por meio de atendimento jurídico gratuito e exclusivo ofertado pela Unidade Móvel de Atendimento Itinerante e encontros educativos ministrados por defensores públicos do DF e pela Subsecretaria de Atividade Psicossocial (Suap), promovidos pela Easjur em escolas públicas do DF. A iniciativa impactou quase 20 mil estudantes, familiares, diretores e gestores da rede pública em suas nove primeiras edições, passando por Ceilândia, Plano Piloto, Riacho Fundo, Taguatinga, Sobradinho, São Sebastião, Samambaia, Recanto das Emas, Paranoá e Santa Maria. Até o fim de 2025, todas as regiões administrativas do DF serão contempladas. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)
Ler mais...
CEF 102 da Asa Norte recebe criadores da aprendizagem criativa
O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 102 da Asa Norte recebeu, na última quinta-feira (30), uma visita especial: o professor Mitchel Resnick e o pesquisador Leo Burd, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Referências internacionais em inovação educacional e criadores do conceito de aprendizagem criativa, eles conheceram de perto os projetos pedagógicos da escola, reconhecida como um dos principais exemplos de transformação educacional no Distrito Federal. Os pesquisadores participaram da 5ª Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa, cuja abertura ocorreu no Centro Sesi de Formação em Educação, no Setor Bancário Norte, com a palestra magna “Por que precisamos, mais do que nunca, de aprendizes criativos, curiosos, conscientes e colaborativos?”. Presente ao evento, a diretora do CEF 102 Norte, Viviane Lima, convidou os cientistas a visitarem a escola, que se inspira diretamente nos quatro princípios da aprendizagem criativa — projetos, paixão, pares e pensar brincando —, iniciativas que orientam a construção de experiências significativas no ambiente escolar. O pesquisador Leo Burd e o professor do MIT, Mitchel Resnick, visitaram o CEF 102 Norte, que se inspira na aprendizagem criativa | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF “Buscamos criar oportunidades em que os estudantes desenvolvam algo que faça sentido para eles, trabalhem em colaboração com os colegas e aprendam de forma divertida e experimental. Quando o aluno se envolve com um projeto que desperta sua paixão, o aprendizado torna-se mais profundo e prazeroso”, afirmou Viviane. Durante a visita, Resnick destacou a importância de conhecer experiências inovadoras e fortalecer laços entre escolas e universidades em torno de um mesmo propósito educativo. “Foi inspirador visitar a escola, conhecer a diretora e ver de perto o trabalho que estão desenvolvendo”, declarou. Para o professor, o desenvolvimento da criatividade nas escolas é essencial diante das transformações aceleradas do mundo contemporâneo. “Para que desenvolvam sua criatividade, precisamos dar às crianças oportunidades reais para criar — seja escrevendo, contando histórias animadas no computador ou explorando outras formas de expressão”, afirmou. Resnick também é o criador do Scratch, linguagem de programação visual e comunidade online que permite que jovens de todo o mundo criem suas próprias histórias interativas, jogos e animações. Ele defende que a aprendizagem criativa, inspirada no modelo do jardim de infância tradicional, deve ser estendida para todas as idades em um processo contínuo de imaginar, criar, brincar, compartilhar e refletir. Durante a visita aos laboratórios do CEF 102 Norte, Resnick destacou a importância de fortalecer laços entre escolas e universidades Referência em inovação Durante a visita, Resnick e Burd conheceram o Projeto #102Inova, criado em 2021 pela diretora Viviane Lima. A iniciativa busca resgatar o interesse dos estudantes pela aprendizagem e promover a transformação dos espaços escolares, das práticas pedagógicas e das relações humanas. Para o pesquisador Léo Burd, a aprendizagem criativa nasce de projetos conectados à realidade dos estudantes e das comunidades. “Se queremos formar jovens preparados para o trabalho, para a democracia e para a vida, precisamos de uma educação diferente, uma que valorize projetos com sentido, colaboração e liberdade para explorar ideias de forma crítica e criativa”, afirmou. Burd elogiou o trabalho desenvolvido na escola, ressaltando que a inovação não depende de grandes recursos, mas de propósito e engajamento. “É muito inspirador ver o que está sendo feito aqui com os recursos que a escola tem. No sorriso das crianças, na forma como os professores interagem e no clima da escola, a gente percebe o impacto dessa transformação.” Para 2025, o CEF 102 Norte prepara-se para inaugurar um laboratório maker com canetas e impressoras 3D, somando-se aos já existentes laboratórios de informática e ciências naturais Ambiente humanizado Para a estudante do 9º ano Ana Clara Costa, 15 anos, estudar em uma escola que aposta em projetos de aprendizagem mudou completamente a forma como ela vê a educação. Acostumada a um modelo tradicional em que os alunos permaneciam o tempo todo em sala de aula, ela diz ter redescoberto o prazer de aprender ao participar das atividades. “Na escola antiga, era tudo muito parado, a gente só copiava do quadro e esperava o tempo passar. Aqui é diferente. As aulas têm jogos, experimentos, o professor leva a gente para o laboratório, e isso torna o aprendizado muito mais divertido. Até matemática fica interessante”, contou. Ana Clara destacou ainda que o modelo de salas temáticas e ambientes de aprendizagem contribui para o dinamismo do dia a dia escolar. “Quando a gente muda de ambiente, parece que o cérebro desperta. É como se dissesse: ‘Agora é hora de geografia, agora é de ciências’. Eu amo essa escola! Quero que outras pessoas conheçam e vivam essa experiência, que marca a gente para sempre”, afirmou. O projeto da escola apoia-se em três eixos principais: reorganização dos espaços físicos, tornando-os mais acolhedores; inovação das práticas pedagógicas, com metodologias ativas e projetos integradores; e valorização das relações humanas, fomentando o respeito e o protagonismo. “Queremos que o aluno sinta vontade de aprender e participar. A inovação aqui não está apenas na tecnologia, mas na forma como repensamos as relações”, destacou a diretora. Durante a visita à escola, Resnick e Burd conheceram professores e alunos do Projeto #102Inova, criado em 2021 Gincana gamificada Entre as ações já realizadas, a escola promove uma gincana gamificada inspirada na saga Harry Potter, em que os estudantes são divididos em quatro “casas” que acumulam pontos ao longo do ano, estimulando a participação em atividades esportivas e acadêmicas. A escola também se destaca como a primeira da rede pública do DF a adotar a plataforma educacional da Apple, com 30 iPads e parceria com uma consultoria educacional especializada. “Temos dois laboratórios móveis com equipamentos e aplicativos educacionais que podem ser reservados pelos professores, o que amplia muito as possibilidades de aula”, explicou Viviane. [LEIA_TAMBEM]Para 2025, o CEF 102 Norte prepara-se para inaugurar um laboratório maker com canetas e impressoras 3D, somando-se aos já existentes laboratórios de informática e ciências naturais. A professora de informática, Janaína Rosa Corsino, contou que a novidade tem despertado grande entusiasmo entre os estudantes. Segundo ela, a ideia começou a ser estruturada neste ano, em parceria com o Projeto Mais Ciência, da Universidade de Brasília (UnB), e já tem rendido atividades criativas. “Os alunos estão empolgados. Produziram maquetes de como gostariam que o laboratório fosse, com cortadoras a laser e outros equipamentos”, relatou. Para Janaína, o aprendizado por projetos está transformando a forma como os alunos se envolvem com o conhecimento e com o trabalho em equipe. O novo espaço, segundo ela, será um ambiente para desenvolver autonomia e pensamento criativo. “Os meninos poderão explorar a criatividade, colaborar uns com os outros e compartilhar ideias”, destacou a professora. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
CEF 04 de Ceilândia vai representar o Distrito Federal na etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Cartografia
O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 04 de Ceilândia acaba de alcançar um marco expressivo na Olimpíada Brasileira de Cartografia (Obrac). A escola conquistou o primeiro lugar na etapa regional do Centro-Oeste, garantindo vaga na fase nacional da competição, que será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 17 e 22 de novembro. A conquista reflete o empenho de alunos e professores em projetos que envolvem mapeamento, geografia e análise espacial — temas que vêm ganhando destaque nas escolas públicas do Distrito Federal. Essa vitória não apenas eleva o nome da instituição, mas também inspira outras unidades de ensino a investir em competições científicas e interdisciplinares. Equipe do CEF 04 de Ceilândia classificou-se em primeiro lugar na etapa regional do Centro-Oeste da Olimpíada Brasileira de Cartografia | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Para os estudantes, a olimpíada revelou um universo diferente do que imaginavam. “Quando falamos sobre cartografia com nossos pais, achávamos que íamos desenhar mapas, mas aprendemos como se faz o mapa, como pegar os dados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, conta Maísa Xavier, de 14 anos, aluna do 9º ano. Ela destaca que esse conhecimento tem um propósito claro em seu futuro: “Quero ser pesquisadora, e as informações fornecidas pelo IBGE podem me ajudar”. A experiência prática com mapeamento digital surpreendeu toda a equipe. “Foi legal entender como é confeccionado o material de estudo e pesquisa”, complementa Maísa, demonstrando como a olimpíada transformou a percepção dos estudantes sobre as ferramentas acadêmicas que usam diariamente. Trabalho em equipe A segunda etapa da olimpíada exigiu criatividade e colaboração. Os estudantes desenvolveram um jogo educativo com temática de caça ao tesouro, abordando questões sobre quilombos e educação antirracista no Brasil. “Produzimos um jogo em que os alunos respondiam pistas sobre os quilombos e a educação antirracista, e foram classificados de acordo com as respostas”, explica David Souza Landim, 15 anos. Para Uriel Lima Cruz, 14, o segredo do sucesso foi claro: “Trabalho em equipe, com certeza, para a criação dos mapas e do jogo”. Ele também vê o aprendizado como um investimento no futuro. “Quando precisarmos de emprego, podemos colocar isso no currículo.” Orgulho do CEF 04 de Ceilândia, a professora Vanessa Cristina Vasconcelos e seus alunos tornaram-se exemplo e referência na escola Dedicação Os alunos são unânimes ao reconhecer o papel fundamental da docente Vanessa Cristina Vasconcelos, que atua há 11 anos na rede pública de ensino. “Grande parte da nossa vitória é por conta da professora. Ela é um grande exemplo de como fazer as coisas de forma séria e bem feita. Ela trabalhou de forma independente, enquanto em outras olimpíadas há grupos de apoio com vários professores envolvidos”, afirma Maísa. Vanessa revela que precisou trabalhar a autoconfiança dos estudantes desde o início. “Na primeira etapa, a Maísa falou: ‘Professora, não temos chance contra as escolas privadas’. Eu respondi: ‘Vocês não têm noção de como são inteligentes e capazes’. Toda vez que eles diziam: ‘Eles vão ser melhores que a gente’, eu respondia: ‘Nosso trabalho está muito bom’”, relembra. A estratégia incluiu saídas de campo que ampliaram os horizontes dos alunos. “Levei eles para a UnB e disse: ‘Aqui é só o início, vocês vão estudar aqui’. Essas saídas abriram os horizontes deles, tiraram essa ideia de que escola pública é ruim”, conta Vanessa. Expectativas A viagem para a etapa nacional representa muito mais que uma competição. A equipe do CEF 04, formada por quatro alunos e pela professora Vanessa Cristina, embarca no dia 17 de novembro rumo ao Rio de Janeiro, retornando no dia 22. Durante esses cinco dias, os estudantes participarão de uma programação intensa, que inclui visitas técnicas, minicursos, a prova de corrida de orientação e a cerimônia de premiação. A competição final reúne as três melhores equipes do Brasil, cada uma composta por quatro alunos e um professor-coordenador Todas as despesas — transporte, hospedagem, alimentação e deslocamentos locais — são custeadas pela Obrac, garantindo que os estudantes possam se dedicar integralmente à competição e ao aprendizado. Para Israel Thyago Corrêa, 14 anos, o que ele e os colegas estão vivenciando é a realização de algo inimaginável. “Nunca imaginei, é uma oportunidade única.” Israel nunca visitou o Rio de Janeiro e reconhece o desafio à frente: “Vai ser difícil, são os primeiros de cada região. Mas vamos dar o nosso máximo”. Melhores equipes do país A competição final reúne as três melhores equipes do Brasil, cada uma composta por quatro alunos e um professor-coordenador. A equipe vencedora receberá medalhas, troféu e, no caso da escola pública melhor classificada, bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para os quatro alunos, válidas para 2026, desde que estejam matriculados. As equipes que ficarem em segundo e terceiro lugares também serão reconhecidas com medalhas de prata e bronze. Orgulho A diretora do CEF 04, Maria Madalena Araújo, não esconde a emoção ao ver a conquista dos estudantes. “Para nós é um orgulho muito grande, porque, como poderíamos imaginar que de uma cidade com tantas dificuldades sairia algo tão positivo, voltado para a aprendizagem e o futuro desses meninos?” [LEIA_TAMBEM]A gestora destaca ainda o trabalho da professora Vanessa: “Ela é muito aplicada e dedicada aos estudantes. Quando colocou na cabeça deles que seria importante participar desse concurso, que eles são alunos capazes e inteligentes, e que conseguiriam ir além do que as famílias imaginam, eles acreditaram na palavra dela”. A Obrac A Olimpíada Brasileira de Cartografia é um evento bienal coordenado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), voltado para estudantes do 9º ano dos ensinos fundamental e médio, com idades entre 13 e 19 anos, de escolas públicas e privadas. A competição é estruturada em etapas progressivas que desafiam os participantes em diferentes aspectos do conhecimento cartográfico. Na etapa I, de caráter teórico, os estudantes passam por fases eliminatórias que testam seus conhecimentos fundamentais. Já na etapa II, de natureza prática, as equipes elaboram mapas, produzem vídeos e desenvolvem relatórios que são avaliados por critérios técnicos e criativos. Apenas as três equipes com melhor desempenho nessas etapas avançam para a grande final no Rio de Janeiro. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Ginastas do DF conquistam dez medalhas nos Jogos Escolares Brasileiros 2025
A equipe de ginástica artística masculina do Distrito Federal brilhou nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) Sub-14 2025, realizados em Uberlândia (MG) entre os dias 5 e 28 de outubro. O espetáculo de técnica e dedicação dos estudantes-atletas Henrique Peres, de 12 anos, do La Salle, e Henzo Lopes, de 13, do Colégio Origem, rendeu resultados expressivos e ajudou o DF a conquistar o terceiro lugar geral por equipes na disputa. O grupo também contou com o atleta Rafael Sado Isaac, de 13 anos, do Colégio Eleva, que reforçou a equipe brasiliense. O time foi comandado pelo técnico Carlos Augusto, conhecido como Carlinhos, eleito o terceiro melhor treinador da série ouro e o segundo melhor da série prata. Os ginastas do Distrito Federal conquistaram dez medalhas, sendo quatro de ouro, duas de prata e quatro de bronze | Foto: Ícaro Henrique/SEEDF No total, os ginastas do DF conquistaram dez medalhas, sendo quatro de ouro, duas de prata e quatro de bronze. Entre os destaques individuais, Henrique Peres deu um verdadeiro show nas provas do cavalo e das paralelas, conquistando o ouro em ambas as categorias da série ouro. Ele também garantiu bronze no salto, prata nas argolas e bronze na barra. Já Henzo Lopes subiu ao pódio em várias provas: foi campeão no cavalo e nas paralelas (série prata), vice-campeão no solo (série prata) e ainda conquistou bronze na barra e nas argolas (série ouro). [LEIA_TAMBEM]Para o técnico Carlinhos, o resultado é fruto de muito trabalho e dedicação dos jovens atletas. “Eles treinaram com disciplina e alegria. O mais importante é ver que estão crescendo não só como atletas, mas também como pessoas. Essas medalhas representam o esforço diário, o apoio das famílias e o amor pelo esporte”, destacou o treinador. Henrique Peres, que conquistou duas medalhas de ouro, falou com entusiasmo sobre a experiência: “Foi muito emocionante representar o DF. Eu treinei bastante e fiquei muito feliz com o resultado. Quero continuar evoluindo e, quem sabe, chegar à seleção brasileira um dia”, contou o ginasta. Maior competição escolar do país Os Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) são organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e reúnem estudantes de todo o país em diversas modalidades esportivas. A edição de 2025 aconteceu em Uberlândia (MG) e contou com a participação de mais de oito mil atletas de escolas públicas e particulares. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Sala interativa do Jardim de Infância 603 do Recanto das Emas incentiva a leitura
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou, na sexta-feira (24), a inauguração da sala de leitura interativa do Jardim de Infância (JI) 603 do Recanto das Emas. O novo espaço, que tem como tema o Cerrado, foi apresentado à comunidade escolar em um evento que contou com a presença de autoridades e estudantes. A sala conta com uma biblioteca composta por mais de 200 obras literárias, além de fantoches, palco para apresentações e telas interativas que tornam o ambiente mais dinâmico e acolhedor. Com investimento de R$ 300 mil, a obra foi viabilizada por meio de emenda parlamentar do deputado distrital João Cardoso. A sala de leitura interativa é um espaço pensado para estimular a criatividade, a imaginação e o prazer pela leitura | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância da leitura como instrumento de transformação e reforçou o caráter pedagógico do novo espaço. “Essa entrega representa o esforço coletivo de uma equipe comprometida em oferecer experiências significativas aos nossos estudantes. Cada detalhe foi cuidadosamente planejado para que a sala se tornasse um ambiente vivo de aprendizado, onde as crianças possam ser autoras das próprias histórias”, afirmou. A coordenadora regional de ensino do Recanto das Emas, Mariana Ayres, enfatizou a relevância do projeto para a promoção da leitura. “A sala foi pensada com muito carinho, e cada detalhe reflete o amor pela educação. O tema Cerrado valoriza nossa identidade cultural e estimula as experiências sensoriais dos estudantes”, afirmou. Ela acrescentou que a regional pretende expandir a iniciativa para outras escolas, garantindo mais espaços que inspirem arte, poesia e conhecimento. O espaço conta com acervo de mais de 200 obras literárias, além de fantoches e objetos lúdicos Investimento Durante a inauguração, o deputado distrital João Cardoso, autor da emenda que possibilitou a criação do espaço, ressaltou a importância do investimento na educação pública e na promoção da leitura desde a infância. “Como professor da rede pública e pai de oito filhos que estudaram em escolas públicas, sei da importância de garantirmos ambientes que estimulem o aprendizado. Ver esse espaço temático voltado para o Cerrado tornar-se realidade é motivo de alegria, pois representa a aplicação correta de um recurso público que retorna em benefício direto para a comunidade escolar”, destacou. A diretora do JI 603, Fabíola Farias, ressaltou o cuidado e o empenho da equipe na criação do novo espaço, planejado ao longo de dois anos: “Foi um sonho realizado com muito carinho por todos da escola. Cada detalhe foi pensado para acolher nossos estudantes e despertar neles o amor pela leitura e pela natureza do Cerrado, que representa o solo, o ar e a água que nos cercam”. O estudante Miquéias Leotério, autor e ilustrador de quatro livros infantis, esteve no evento, divulgando o livro 'O Ladrão de Sonhos', sua obra mais recente Inspiração O evento contou com a participação especial do escritor e ilustrador mirim Miquéias Leotério da Paixão, de 12 anos, ex-aluno do Jardim de Infância 603 e atualmente estudante do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 801 do Recanto das Emas. Miquéias divulgou sua obra mais recente, O Ladrão de Sonhos. O jovem também é autor dos livros Super-Heróis 1, Super-Heróis 2 e Universo da Diversão. O estudante iniciou a leitura aos 5 anos e, desde então, recebeu apoio constante da família e da escola, o que lhe permitiu desenvolver suas habilidades literárias. O pontapé inicial foi a participação no projeto Estante Mágica, que incentiva a criação literária nas escolas públicas. Miquéias tinha apenas 6 anos e impressionou por desenvolver e ilustrar sozinho um livro nessa idade. [LEIA_TAMBEM]“As ideias vêm da minha criatividade. Desde os 6 anos, comecei a escrever e ilustrar minhas próprias histórias, e cada livro é uma maneira de mostrar o que imagino e sinto. Gosto de inventar personagens e aventuras que façam as pessoas se divertirem e sonharem”, contou o escritor. A mãe do estudante, Valcy Leotério, é uma de suas maiores incentivadoras e conta que a leitura sempre fez parte da família: “Sempre apresentamos livros a ele, contamos histórias e estimulamos a leitura em casa. Desde pequeno, Miqueias encantou-se pelos livros, e quando ele participou do primeiro projeto escolar, nós apoiamos totalmente. Hoje, ver quatro livros publicados é motivo de muito orgulho e certeza de que o incentivo da família e da escola faz toda a diferença”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
CEF 14 de Taguatinga aprova implantação do modelo de gestão compartilhada de ensino
A comunidade escolar do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 14 de Taguatinga aprovou, em consulta pública, a adesão ao modelo de gestão compartilhada entre as secretarias de Segurança Pública (SSP-DF) e Educação (SEEDF). O resultado obteve 79,01% de aprovação entre pais, estudantes, professores e servidores. Com a nova adesão, o Distrito Federal passa a contar com 40 escolas no programa, das quais 15 serão implementadas a partir do início do próximo ano letivo. A iniciativa, instituída em 2019, tem como foco oferecer educação de qualidade em um ambiente escolar mais seguro, promovendo a cultura de paz e o fortalecimento dos vínculos comunitários. O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 14 de Taguatinga aprovou, em consulta pública, a adesão ao modelo cívico-militar | Fotos: Divulgação/SEEDF O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou o apoio do Governo do Distrito Federal e o compromisso de ampliar o programa. “A gestão compartilhada é uma das políticas mais transformadoras do nosso governo porque une o que há de mais essencial: segurança, educação e oportunidade. Compartilho com o governador Ibaneis o entendimento de que investir na escola é investir no futuro”, afirmou. Para o subsecretário das Escolas de Gestão Compartilhada, coronel Alexandre Ferro, o resultado reforça a confiança da comunidade no projeto. “Levamos esse modelo para regiões de maior vulnerabilidade social, onde o mapa da violência apontava altos índices de criminalidade. Quando a segurança pública entra como parceira da educação, o cenário muda. As escolas tornam-se espaços de convivência, disciplina e oportunidades, o que faz diferença real na vida dos jovens”, ressaltou. Atualmente, as escolas de gestão compartilhada contam com o apoio de equipes da Polícia Militar (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), que atuam de forma integrada com os educadores. Além da disciplina e do fortalecimento dos valores cívicos, as unidades promovem atividades esportivas, culturais e musicais, reforçando a formação integral dos estudantes. Entre as 15 escolas que integram o projeto há mais tempo, três figuram entre os melhores desempenhos da rede pública no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): o CEF 1 do Núcleo Bandeirante, o CEF 19 de Taguatinga e o CED 416 de Santa Maria. Com a nova adesão, o Distrito Federal passa a contar com 40 escolas no programa, das quais 15 serão implementadas a partir do início do próximo ano letivo Atualmente, cerca de 28 mil alunos estudam em unidades que adotam o modelo de gestão compartilhada. São elas: · Centro Educacional 3, de Sobradinho · Centro Educacional 1, da Estrutural · Centro Educacional 7, da Ceilândia · Centro Educacional 308, do Recanto das Emas · Centro Educacional Condomínio Estância III, de Planaltina · Centro de Ensino Fundamental 407, de Samambaia · Centro Educacional 1, do Itapoã · Centro de Ensino Fundamental 19, de Taguatinga · Centro de Ensino Fundamental 1, do Núcleo Bandeirante · Centro de Ensino Fundamental 1, do Riacho Fundo II [LEIA_TAMBEM]· Centro de Ensino Fundamental 1, do Paranoá · Centro Educacional 2, de Brazlândia · Centro Educacional 416, de Santa Maria · Centro de Ensino Fundamental 5, do Gama · Centro de Ensino Fundamental 507, de Samambaia · Centro de Ensino Fundamental 4, de Planaltina · Centro de Ensino Fundamental 1, do Lago Norte · Centro de Ensino Médio 1, do Riacho Fundo · Centro de Ensino Fundamental 16, de Taguatinga · Centro de Ensino Fundamental 17, de Taguatinga · Centro de Ensino Fundamental 12, de Taguatinga · Centro de Ensino Fundamental 427, de Samambaia · Centro de Ensino Fundamental 4, do Guará · Centro Educacional Myriam Ervilha, de Água Quente · Centro de Ensino Fundamental 103, de Santa Maria *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)
Ler mais...