GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em intervenções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22). Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento. “A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para ser contemplado programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão. Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas. Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais. “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Reformas Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade. Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas. Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade” Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica. “Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou. O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”. O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.
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Escolas, shoppings, feira e UBSs: saiba onde se vacinar neste sábado (9) no DF
Vacinas contra doenças como sarampo, febre amarela e coqueluche estarão disponíveis em 52 locais de atendimento neste sábado (9). Os pontos incluem dois shoppings — um no Plano Piloto e outro no Jardim Botânico —, escolas, a Feira Central de Ceilândia e 47 unidades básicas de saúde (UBSs). A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde (SES-DF). Para receber o imunizante, é importante apresentar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Os imunizantes serão ofertados para pessoas de diferentes faixas etárias, conforme o calendário de vacinação e os grupos prioritários das campanhas. Adolescentes e adultos, por exemplo, poderão receber doses contra febre amarela, hepatite B, difteria e tétano (dT), além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Jovens de 10 a 14 anos poderão tomar a vacina contra a dengue. Já idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, como professores e caminhoneiros, integram os públicos-alvo da vacinação contra a gripe (influenza). [LEIA_TAMBEM]É importante apresentar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. As equipes irão conferir os registros e avaliar a necessidade de aplicação de doses. A SES-DF reforça que é possível se vacinar em qualquer posto disponível, independentemente do local de residência. Não haverá atendimento no domingo (10). Na segunda-feira (11), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Novo teste amplia a detecção precoce do câncer de colo do útero no DF
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) está entre os pioneiros no Brasil na realização do novo teste de DNA-HPV, um método moderno e inovador para rastreamento do vírus responsável pelo câncer de colo do útero, disponibilizado na rede pública de saúde. Iniciado em março, o projeto-piloto já analisou aproximadamente 500 amostras de pacientes das regiões de saúde Sudoeste — que engloba Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente — e Oeste, incluindo Brazlândia, Ceilândia e Pôr do Sol/Sol Nascente. O objetivo é atender 3,5 mil mulheres até o fim de junho e identificar os principais desafios na implantação do programa para expandi-lo a todo o DF. Segundo o gerente de Biologia Médica do Lacen-DF, Fabiano Costa, a principal vantagem da nova tecnologia é a maior sensibilidade e precisão no diagnóstico precoce. “Esse é um teste mais sensível, capaz de detectar com mais rapidez a presença do vírus HPV de alto risco, antes mesmo do surgimento das lesões no colo do útero”, afirmou. Projeto-piloto de implantação do novo teste de DNA-HPV já analisou cerca de 500 amostras e deve atender 3,5 mil mulheres até junho | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Análise inovadora O exame de DNA-HPV permite a detecção de 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados a alto risco oncogênico. A maior sensibilidade do método reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, além de possibilitar intervalos maiores entre as coletas quando o resultado é negativo. “Dos 14 genótipos que estão envolvidos com alto risco oncogênico, dois deles, o 16 e o 18, estão relacionados a até 70% dos casos de câncer de útero, por isso, a importância do exame detectar precocemente”, reforçou. A amostra é coletada de forma semelhante ao papanicolau, na junção escamocolunar (JEC) do colo do útero, com o uso de espátula e escovinha para análise por PCR. A periodicidade recomendada é de cinco em cinco anos. Arte: Agência Saúde DF Implementação A implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) foi estabelecida pelo Ministério da Saúde e está sendo adotada de forma gradual em 12 estados brasileiros. Anualmente, está prevista a realização de exames em um quinto da população feminina. Para maior efetividade da medida, foi definida uma ordem de prioridade, nos primeiros anos, para o rastreamento de mulheres com maior risco de desenvolver a doença. O exame de DNA-HPV permite a detecção de 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados a alto risco oncogênico Diagnóstico Nos casos em que o resultado indica a presença dos tipos 16 ou 18, a paciente é encaminhada para a realização de colposcopia. Quando o resultado é negativo, a recomendação é repetir o exame a cada cinco anos. “Se detectada a presença de outros tipos de HPV de alto risco, a mesma amostra é encaminhada para citologia reflexa, que será realizada no Núcleo de Citologia, situado no Hospital Materno Infantil (Hmib), para avaliar se há presença de alteração celular. O objetivo é identificar precocemente as lesões cancerígenas”, completou Costa. [LEIA_TAMBEM]O especialista também reforça que casos positivos de HPV não significam diagnóstico de câncer de colo de útero. O exame de biologia molecular aliado à citologia reflexa e/ou à colposcopia definirá a conduta clínica para cada situação. As amostras são coletadas nas unidades básicas de saúde (UBSs) e encaminhadas ao Lacen-DF para análise. Após a liberação dos resultados, as equipes da atenção primária serão responsáveis pelo acompanhamento e orientação das pacientes, além dos encaminhamentos necessários, conforme cada caso. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mais de mil novos servidores da Saúde são acolhidos em evento de integração no DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) acolheu, nesta terça-feira (5), mais de mil novos servidores nomeados no início deste ano. A integração envolveu técnicos de enfermagem, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, agentes de Vigilância Ambiental (Avas), agentes comunitários de saúde (ACSs) e auditores. O objetivo foi apresentar as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura organizacional da pasta. Encontro teve como objetivo apresentar as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura organizacional da pasta | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O programa de integração, coordenado pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), é considerado uma etapa estratégica para fortalecer o vínculo institucional e garantir que os novos profissionais iniciem suas atividades alinhados às políticas de saúde e às responsabilidades de cada função. Durante o encontro, o secretário-executivo de Gestão Administrativa, Valmir Lemos, destacou a importância do compromisso com o serviço público. “A cada dia que vocês saem para trabalhar, pensem no quão difícil foi para vocês chegarem até a SES-DF e lembrem que o serviço não é o fim, é o meio. Se você estiver fazendo o seu melhor e a sua equipe o melhor, com certeza, a saúde estará ganhando.” A subsecretária de Gestão de Pessoas (Sugep), Eliete Santana, reforçou o caráter humano da atuação na saúde: “Hoje não é apenas o início de uma jornada profissional, é o início de uma missão. O que une vocês é o cuidado, a escuta”. Recém-nomeada, a cirurgiã-dentista Carolina de Figueiredo destacou a importância da experiência no SUS: “Você pode realmente ajudar, passar para as pessoas a importância da saúde, do autocuidado” Demanda A subsecretária de Atenção Integral à Saúde (Sais), Raquel Mesquita, ressaltou que a chegada dos novos servidores atende a uma demanda da rede pública. “Esse não é um sonho só de vocês, nós também estávamos ansiando por essas nomeações. Contem conosco para prover um melhor ambiente de saúde”, declarou. [LEIA_TAMBEM]Recém-nomeada, a cirurgiã-dentista Carolina de Figueiredo relembrou o esforço até a aprovação. “Sempre acreditei que daria certo. Quando saiu o anúncio das nomeações, fiquei muito feliz. O meu nome estava entre os convocados”, celebrou. Já atuando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Samambaia, a profissional destacou a receptividade da equipe e a importância da experiência no SUS. “Chego na SES-DF com a sensação de que, na rede pública, posso colocar em prática a ontologia que idealizo. Poderei realmente ajudar as pessoas”, revelou Carolina. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Carro da Vacina leva imunização a pontos de grande circulação em Ceilândia
O Carro da Vacina esteve em Ceilândia neste sábado (2), levando a imunização contra diversas doenças e infecções graves a pontos de grande circulação. A ação itinerante da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passou pela Feira Permanente da Guariroba e pelo Fort Atacadista do Sol Nascente, ofertando à população doses do calendário vacinal adulto e infantil. Carro da Vacina esteve na Feira Permanente da Guariroba e no Fort Atacadista do Sol Nascente neste sábado (2) | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Zildene Bitencourt, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização (Nvepi) da Região Oeste, ressaltou que a estratégia tem se mostrado eficaz para ampliar a cobertura vacinal na capital. “O Carro da Vacina é a estratégia que utilizamos para levar a imunização para mais perto do cidadão. Estamos sempre mapeando nosso território, identificando locais com maior dificuldade de acesso e onde há maior concentração de pessoas”. O coordenador do Carro da Vacina, Alessandro Gutemberg, reforçou que o serviço, que opera aos finais de semana em locais de grande movimento, alcança quem não consegue ir a uma UBS durante a semana. “A ação vem facilitar a vida da população, porque há pontos onde a cobertura não chega tão próximo ao paciente. O que fazemos é levar a vacina até onde o povo está”. [LEIA_TAMBEM]Saúde mais perto de casa Quem aproveitou para se proteger foi o aposentado Elson Joaquim da Silva, 69 anos. Ele contou que não conseguiu se vacinar durante a semana, mas pôde se imunizar contra a influenza e a covid-19 no sábado. “Eu vi na televisão ontem, dizendo: ‘Ó, vai ter na Feira da Guariroba, vacina da covid, tal, tal e tal’. Eu moro aqui perto, na 10, daí ficou mais perto de casa. Facilitou muito, porque num dia de sábado a gente sempre tá à toa, então eu vim pra cá”. Outra que elogiou a iniciativa foi a também aposentada Luiza Dias da Silva, 75 anos. “A vacinação ter vindo pra cá facilitou muito. Eu costumo me vacinar num posto lá embaixo”, disse. “Quando minha filha pode me levar, vou com ela, mas quando não pode, vou a pé. Aí é muito longe, e eu tenho problema de coluna, né? Mas assim, pertinho, foi uma boa”. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Equoterapia marca encerramento do Abril Azul para pacientes do Cretea-DF
O Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do Distrito Federal encerrou, na quinta-feira (30), o ciclo de atividades promovidas em alusão ao Abril Azul com uma visita ao espaço de Equoterapia Cris César. Pacientes da unidade e familiares participaram de um momento de socialização, cuidado terapêutico e integração. Ao longo do mês de abril, o Cretea-DF promoveu uma programação diversificada, com visitas a espaços recreativos, como o planetário, e bate papos, entre outras atividades. Para encerrar o período, foi realizada uma vivência terapêutica e educacional por meio da equoterapia, método que utiliza o cavalo como recurso para o desenvolvimento biopsicossocial. Pacientes do Cretea-DF encerram Abril Azul com atividade de equoterapia, na quinta (30) | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A gerente do Cretea-DF, Viviane Veras, destaca que os passeios fazem parte da proposta terapêutica. “Não é um passeio qualquer, ele é terapêutico. Colocamos em prática o que ensinamos para as crianças, por exemplo, os treinos de habilidade social feitos dentro do consultório e levados para a vivência. Trazer a criança para o meio externo e para a sociedade é tão benéfico quanto ficar dentro do consultório”, explica. Ela também ressalta o impacto das experiências oferecidas. “Proporcionar vivências para crianças que talvez nunca tiveram essa oportunidade é muito emocionante. Na sessão de equoterapia, por exemplo, teve criança que nunca tinha tido contato com cavalo, nunca havia montado ou alimentado o animal”, acrescenta. [LEIA_TAMBEM]Gabriela Anchieta, 34 anos, participou de todas as atividades do mês com a filha Emanuele, 5, e se emocionou com a evolução. “Estou radiante de felicidade. Fico emocionada, porque a minha filha tinha medo de animais grandes e ver hoje essa evolução de socialização me dá vontade de explodir de alegria”, relata. Durante a atividade, as crianças puderam alimentar, acariciar e montar os animais em um circuito planejado. Toda a ação foi acompanhada por profissionais do espaço e do Cretea-DF. Claudineia Santos, 36 anos, acompanhou o filho Heitor, 8, e elogiou a iniciativa. “Achei excelente, uma experiência muito incrível. Meu filho é atendido pelo Cretea desde janeiro e começou a se desenvolver melhor, está interagindo mais. Hoje, ele montou no cavalo sem preocupações”, afirma. O administrador do espaço, Julio Henrique Cesar, destacou a importância da parceria. “Foi um prazer receber o pessoal do Cretea. Essa interação é muito importante para a equoterapia, que vem sendo cada vez mais difundida no Distrito Federal como complemento ao tratamento de diversas condições”, diz. Na visita ao espaço de Equoterapia Cris César, as crianças puderam alimentar, acariciar e montar os animais em um circuito planejado Abril Azul Abril é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ações voltadas à ampliação do conhecimento, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão. Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões de comportamento repetitivos, o TEA atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal — o equivalente a 1,2% da população, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Vacinação contra gripe, sarampo e febre amarela ocorre em 52 pontos do DF neste sábado (25)
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 52 locais de vacinação neste sábado (25). A lista inclui o Venâncio Shopping, no Plano Piloto; a Feira do Produtor, em Ceilândia; escolas no Sol Nascente e em São Sebastião; e 47 unidades básicas de saúde (UBSs) em 21 regiões administrativas. É possível se imunizar em qualquer um desses postos, independentemente do local de residência. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da pasta. Para se vacinar, orienta-se levar documento de identificação válido com foto, caderneta de vacinação e comprovação de pertencimento a um dos grupos prioritários | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O foco estará na proteção, principalmente, contra o vírus influenza. A vacina é aplicada em grupos considerados mais vulneráveis, de acordo com diretrizes do Ministério da Saúde. Estão incluídos crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; idosos a partir de 60 anos; pessoas com comorbidades ou deficiências; indígenas e quilombolas; e profissionais de diversas áreas. Mais informações aqui. Em todos os locais, orienta-se levar documento de identificação válido com foto, caderneta de vacinação e comprovação de pertencimento a um dos grupos prioritários. Nos casos de profissões, pode ser apresentado crachá, contracheque ou outro documento que comprove a atividade. Já para pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente, é necessário apresentar exames ou relatório médico. [LEIA_TAMBEM]Outras vacinas A ação deste sábado também incluirá outros imunizantes, aplicados conforme as faixas etárias. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por exemplo, podem receber doses contra a dengue. Adultos podem ser vacinados contra sarampo e febre amarela. Já as crianças contam com uma série de vacinas, sempre aplicadas conforme o calendário de rotina. Não haverá atendimento no domingo (26). Já na segunda-feira (27), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal de funcionamento.
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Exame para diagnóstico de osteoporose está disponível na Central de Radiologia de Taguatinga
"Aqui é próximo de onde eu moro. Facilita muito". Moradora de Samambaia, Maria da Conceição Nascimento, 58 anos, foi encaminhada para realizar o exame de densitometria óssea após relatar dores recorrentes nas pernas e comemorou ao saber que faria o procedimento na Central de Radiologia de Taguatinga (CRT), localizada próxima à Avenida Hélio Prates. Também realizado nos hospitais de Base (HBDF) e Universitário de Brasília (HUB), o serviço passou a ser oferecido na CRT desde o início de abril. "É uma ótima iniciativa. Tenho certeza de que vai ajudar muita gente", celebra Maria. O exame de imagem é considerado o principal método para medir a densidade mineral óssea e diagnosticar precocemente a osteoporose. A Central de Radiologia de Taguatinga (CRT) tem realizado, desde o início do mês, o exame de densitometria óssea, eficaz no diagnóstico precoce de osteoporose | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Fortalecimento da assistência Desde o início do mês, quando passou a funcionar regularmente, a central já realizou mais de 125 exames. A unidade da Região de Saúde Sudoeste — que engloba Águas Claras, Arniqueira, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente — tem capacidade para atender até 24 pacientes por dia, sendo 12 por turno. O diretor regional de Atenção Secundária, Marcos André Viana, ressalta que a novidade fortalece a assistência à população. "A oferta da densitometria óssea na CRT amplia a capacidade diagnóstica da rede pública de saúde do DF, beneficiando pacientes, com mais acesso e agilidade na realização do exame", pontua. Moradora de Samambaia, Maria da Conceição Nascimento comemora a realização da densitometria óssea na CRT: "É uma ótima iniciativa. Tenho certeza de que vai ajudar muita gente" Diagnóstico por imagem A densitometria óssea é um procedimento simples e indolor, capaz de identificar a osteoporose antes que ocorram as primeiras fraturas. No último ano, foram realizados mais de oito mil exames na rede pública, segundo o Portal InfoSaúde-DF. Para ter acesso aos serviços de radiologia e diagnóstico por imagem, é necessária a realização de consulta médica. Durante o atendimento, o profissional de saúde poderá solicitar o exame por meio do Sistema de Regulação, que organiza o fluxo de pacientes para consultas, exames e cirurgias. A comunicação do agendamento ocorre por mensagem ou ligação telefônica. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega ao Paranoá com serviços de saúde da mulher
Nesta sexta-feira (16), a carreta do programa Agora Tem Especialistas iniciou os atendimentos no Paranoá. A unidade itinerante está instalada no estacionamento do Hospital da Região Leste (HRL) e vai oferecer serviços voltados à prevenção e ao cuidado da saúde da mulher, com exames como mamografia e ultrassonografia. A carreta atende mulheres previamente reguladas — ou seja, que já estavam na fila de espera —, funcionando como uma porta adicional dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade móvel, iniciativa do Ministério da Saúde (MS), além dos exames de imagem, as pacientes também passam por consultas com médicos ginecologistas. Carreta permanecerá por 30 dias no estacionamento do Hospital da Região Leste, com oferta de mamografias, ultrassonografias e outros serviços | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Milton Pereira Junior, destacou que o objetivo é reduzir o tempo de espera pelos atendimentos especializados. “É importante destacar que, até hoje, registramos mais de 3 mil mulheres atendidas e mais de 6,5 mil exames. Aqui, a gente tem a consulta, a mamografia e o ultrassom, e faz até a biópsia”, declarou. [LEIA_TAMBEM]A superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo, ressaltou os benefícios da ação para a população local. “Aqui na Região Leste, observamos uma demanda por serviços maior devido às peculiaridades e à extensão do território. Essa carreta traz alívio para quem acompanha diariamente as filas”. A região engloba Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. Gláucia Alves, de 46 anos, foi uma das pacientes atendidas e aprovou o serviço. “Achei excelente, foi muito rápido e todos foram muito atenciosos. Foi a primeira vez que venho nesses serviços de carreta e gostei. Amanhã volto para ver o resultado do exame”, comentou. A unidade permanecerá no Paranoá por 30 dias, com funcionamento de segunda a sábado. Não se trata de um serviço de porta aberta, sendo destinado exclusivamente a pacientes que já se encontravam nas filas da regulação. Gláucia Alves foi uma das pacientes atendidas: "Achei excelente, foi muito rápido e todos foram muito atenciosos. Foi a primeira vez que venho nesses serviços de carreta e gostei” Estrutura A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera com capacidade para até 60 pessoas sentadas. Os consultórios itinerantes percorrem diferentes regiões administrativas (RAs) desde outubro do ano passado e já passaram por Taguatinga, Ceilândia e Planaltina. O programa Agora Tem Especialistas foi criado com o objetivo de ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por exames e procedimentos. As unidades móveis de atendimento especializado realizam ações em municípios do Amazonas, Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
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Mais de 1,7 mil casos de LER/Dort são registrados na rede pública do DF em 2025
Cuidar da saúde no ambiente de trabalho vai além de evitar acidentes: significa garantir qualidade de vida e bem-estar ao trabalhador no dia a dia. Com esse foco, a campanha Abril Verde mobiliza a população para a prevenção de doenças ocupacionais, muitas vezes silenciosas, mas com impactos significativos. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), divulgou o mais recente Informe Epidemiológico em Saúde do Trabalhador, com dados sobre casos de lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort), que acendem um importante alerta. Os dados, extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), abrangem o período de 2015 a 2025. Ao longo desses anos, foram registrados 2.254 casos de LER/Dort. Somente em 2025, houve 1.744 notificações, o que corresponde a 43,9% de todos os registros do período, evidenciando crescimento expressivo. Sintomas mais comuns de LER/Dort incluem dores crônicas, formigamento ou dormência em diversas partes do corpo e fadiga muscular | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF “A conscientização da população sobre acidentes de trabalho é fundamental para a promoção, prevenção e vigilância da saúde do trabalhador. As ações educativas e de vigilância estão fazendo com que mais casos sejam identificados e corretamente registrados”, ressalta a diretora de Saúde do Trabalhador da SES-DF, Elaine Morelo. Esse aumento nos registros também está relacionado ao trabalho contínuo dos Cerests na sensibilização dos profissionais de saúde sobre a importância da notificação de agravos relacionados ao trabalho, além das ações de busca ativa realizadas pelos próprios centros e pelos núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar. [LEIA_TAMBEM]LER/Dort O termo abrange doenças, lesões e síndromes que afetam o sistema musculoesquelético, causadas, mantidas ou agravadas pelas condições de trabalho. Os sintomas mais comuns incluem dores crônicas, formigamento ou dormência em diversas partes do corpo e fadiga muscular. Entre os principais fatores de risco estão aspectos psicossociais, como estresse excessivo e situações de assédio, além de movimentos repetitivos, postura inadequada, esforço físico intenso e tempo insuficiente para recuperação. “O reconhecimento dos fatores de risco e dos primeiros sinais de LER/Dort é essencial para evitar o agravamento dessas condições. Quando sintomas como dor, formigamento ou fadiga muscular são identificados logo no início, aumentam as chances de recuperação e diminui-se o risco de evolução para quadros crônicos”, reforça Morelo. Campanha Abril Verde mobiliza a população para a prevenção de doenças ocupacionais | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Ocupações afetadas Os dados também revelam que algumas ocupações concentram maior número de casos. O trabalho doméstico lidera, com cerca de 10% das notificações. Em seguida, aparece a construção civil, com destaque para pedreiros, que representam 6,7% dos registros — o que evidencia a necessidade de ações preventivas mais direcionadas a esses setores. O diagnóstico de LER/Dort é realizado com base no histórico ocupacional do trabalhador, associado à avaliação clínica. Entre os diagnósticos mais frequentes no DF estão dorsalgia (dor nas costas), dor articular, tendinite e lesões no ombro — condições que impactam diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral. Segundo a diretora, o diagnóstico precoce é fundamental tanto para trabalhadores quanto para empregadores. “Para o trabalhador, a identificação antecipada aumenta significativamente as chances de recuperação, evita danos permanentes, reduz a dor e preserva a capacidade funcional e a qualidade de vida. Para os empregadores, contribui para reduzir afastamentos, custos e riscos legais. Além disso, permite ajustes no ambiente de trabalho, tornando-o mais seguro e produtivo”, afirma. Entre as ocupações que concentram maior número de notificações está a de pedreiro, que representa 6,7% dos registros | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Prevenção A prevenção das LER/Dort passa por ações integradas entre trabalhadores, empregadores e poder público. Entre as medidas recomendadas estão a adoção de pausas regulares durante a jornada, a adequação dos postos de trabalho com foco em ergonomia, a redução de movimentos repetitivos e o incentivo à prática de atividades físicas. Já empresas e governo têm papel estratégico na promoção de ambientes mais seguros, por meio de políticas de saúde do trabalhador, fiscalização e melhorias nas condições de trabalho, contribuindo para ambientes mais saudáveis. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Uso de profilaxia contra o HIV mais que triplicou no DF desde 2023 e ultrapassa meta nacional
A cobertura da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) no Distrito Federal mais que triplicou nos últimos três anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que a taxa de uso passou de 3,39 em 2023 para 10,26 em fevereiro deste ano, mostrando a efetividade do trabalho contínuo do GDF para expandir o acesso à medicação. Atualmente, o tratamento preventivo é distribuído em mais de 20 equipamentos de saúde em diversas regiões administrativas, de modo gratuito, confidencial e seguro. O Ministério da Saúde utiliza o indicador de razão PrEP para avaliar a cobertura da medicação, que mostra quantas pessoas estão em uso para cada nova pessoa com HIV vinculada ao tratamento. Segundo o ministério, para que haja implementação dessa estratégia, a região deverá ter, no mínimo, uma razão de 3,0 — ou seja, três pessoas em PrEP para cada caso novo de HIV. O DF começou a implementação da PrEP em 2018, com oferta exclusiva do tratamento por meio do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin). Em 2023, o combate foi descentralizado com a oferta da medicação por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), que é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seguida, outro avanço: a qualificação de enfermeiros e farmacêuticos da APS para que pudessem prescrever o tratamento — função que até então era restrita aos médicos. Camila Damasceno, referência técnica distrital (RTD) e Medicina de Família e Comunidade, explica que o modelo adotado no DF já é reconhecido nacionalmente. “Hoje o Ministério da Saúde usa o Distrito Federal como exemplo de expansão da PrEP, tanto pela ampliação da atenção primária quanto pela inclusão de outras categorias profissionais”, ressalta. Em 2025, a estratégia de prevenção também passou a ser ofertada diretamente no sistema prisional do DF. A estratégia também acompanha uma mudança de entendimento sobre o público-alvo. “Antes, era voltada para populações específicas. Hoje, a PrEP é para quem deseja se proteger e não tem contraindicação. Ela faz parte da prevenção combinada, junto com preservativo, testagem regular e vacinação contra infecções sexualmente transmissíveis, além da PEP [profilaxia pós-exposição], que é indicado para quando há suspeita da exposição ao vírus”, esclarece. Atualmente, o tratamento preventivo está disponível em mais de 20 equipamentos de saúde em diversas regiões administrativas, de modo gratuito, confidencial e seguro | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Damasceno salienta que a expectativa é que a ampliação do acesso contribua para a redução de novos casos de HIV, a exemplo do que já ocorreu em outros estados. “São Paulo conseguiu reduzir em cerca de 45% os casos novos de HIV em menos de dez anos, e a gente sabe que a PrEP é uma das principais estratégias para isso”, afirma. Quando usada corretamente, a profilaxia pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção. O tratamento consiste na ingestão de comprimidos, permitindo que o organismo esteja preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. “É uma medicação simples, de uso diário ou sob demanda, com poucos exames e um perfil de efeitos colaterais muito seguro”, reforça ela. Atualmente, a medicação está disponível em 26 equipamentos do DF: 20 unidades básicas de saúde (UBSs) — Sobradinho, Planaltina, Paranoá, São Sebastião, Gama, Santa Maria, Cruzeiro Novo, Lago Sul, Asa Norte, Asa Sul, Águas Claras, Recanto das Emas, Candangolândia, Estrutural, Guará, Brazlândia e Ceilândia —, policlínicas de Planaltina, de Ceilândia, de Taguatinga e do Gama; Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) — sendo este com exclusividade para pacientes do próprio espaço. Perfil De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), desde o início da distribuição no DF até fevereiro deste ano, 7.646 pessoas iniciaram a profilaxia. Deste total, 5.654 tiveram dispensa de medicamentos nos últimos 12 meses e 1.522 estão descontinuadas (não retiram a mais de 12 meses). Dados extraídos do portal do Ministério da Saúde mostram que 68% dos casos são originários de serviços públicos e 32% de serviços privados. O público analisado é formado por gays e homens que fazem sexo com homens (89,6%), homens heterossexuais (3,6%), mulheres cis (3,4%), mulheres trans (2,3%), homens trans (0,6%), pessoas não binárias (0,4%) e travestis (0,2%). A faixa etária com maior registro de acesso ao medicamento é de 30 a 39 anos (45,8%), seguida por 40 a 49 anos (22%), 25 a 29 anos (18,1%), 50 anos ou mais (7,8%); 18 a 24 anos (18,1%) e menores de 18 anos (0,1%). Além disso, 50% dos pacientes se definiram como brancos, 36% como pardos e 13% como pretos. Em relação à escolaridade, a ampla maioria respondeu que soma 12 anos ou mais de estudos. Público-alvo A profilaxia contra o HIV é disponibilizada a qualquer pessoa interessada, incluindo adolescentes, a partir de 15 anos, pesando 35 kg ou mais, sem necessidade de autorização dos pais. A dispensa dos medicamentos ocorre após consultas e exames para avaliar a situação da saúde do indivíduo. O HIV é transmitido principalmente por meio dos fluidos corporais específicos durante relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação (se não houver assistência oportuna). Veja abaixo onde a PrEP está disponível no DF. → UBS 1 Sobradinho → UBS 5 Planaltina → Policlínica de Planaltina → UBS 3 Paranoá → UBS 9 São Sebastião → UBS 3 Gama → Policlínica do Gama → UBS 2 Santa Maria → UBS 1 Cruzeiro Novo → UBS 1 Lago Sul → Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB) → UBS 1 Asa Norte → Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) → UBS 1 Asa Sul → UBS 1 Águas Claras → UBS 4 Recanto das Emas → Policlínica de Taguatinga → UBS 1 Candangolândia → UBS 1 Estrutural → UBS 1 Guará → UBS 2 Guará → UBS 3 Ceilândia → UBS 7 Ceilândia → UBS 16 Ceilândia (Sol Nascente) → Policlínica de Ceilândia II → UBS 1 Brazlândia.
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Chikungunya: rede pública do DF oferece diagnóstico e alerta sobre sintomas
O período de chuvas no Centro-Oeste deve prosseguir até o início de maio, e um dos principais problemas dessa época é a proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito. Mais associado à transmissão da dengue, esse vetor também pode transmitir outras doenças menos conhecidas, como a chikungunya. A temporada de chuvas no DF é caracterizada pela proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “A chikungunya é uma doença de notificação compulsória e representa riscos importantes à saúde, por conta de seu potencial de causar dor articular intensa e incapacitante. Esse quadro pode evoluir para a forma crônica, persistindo por meses ou até anos e comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Aline Factur, enfermeira da área técnica de arboviroses da Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF). A especialista ressalta que, em casos mais graves, a doença pode apresentar manifestações sistêmicas, incluindo acometimentos neurológicos — como encefalite, mielite e síndrome de Guillain-Barré — e complicações cardíacas, renais e respiratórias. “Embora os óbitos sejam raros, casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para morte, especialmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades, o que reforça a importância da vigilância, do diagnóstico oportuno e do acompanhamento adequado dos casos”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Sintomas Os principais sintomas da chikungunya são mal-estar, dor muscular, cefaleia (dor de cabeça), manchas avermelhadas pelo corpo que não coçam e, como sinais mais característicos da doença, vermelhidão e dor aguda nas articulações — joelhos, tornozelos, mãos, cotovelos e ombros. A infecção pelo arbovírus chikungunya pode evoluir em três fases clínicas. A primeira, a fase aguda, é caracterizada por febre alta e dor intensa nas articulações, com duração aproximada de cinco a 14 dias. Em seguida, há uma fase em que a febre cessa, mas as dores articulares persistem por um período de 15 a 90 dias. Estima-se que mais de 50% dos pacientes desenvolvam ainda uma terceira etapa, a fase crônica, quando as dores articulares perduram por mais de 90 dias após o aparecimento dos sintomas. O quadro pode se prolongar por meses ou anos, com impactos importantes na qualidade de vida da pessoa. Arte: SES-DF “A chikungunya pode apresentar desafios no reconhecimento dos casos porque, nas fases iniciais, seus sinais e sintomas são muito semelhantes aos de outras arboviroses, especialmente dengue e zika. Febre de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar geral são manifestações comuns a essas doenças. Além disso, todas são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, pontua Aline Factur. De acordo com a profissional, mesmo na fase crônica, a doença pode ter o diagnóstico ignorado, já que dores nas articulações são comuns a outros problemas de saúde. Ela enfatiza a necessidade de suspeição clínica e atenção epidemiológica constante para o vírus — introduzido no Distrito Federal apenas em 2015, mas com registro contínuo de casos confirmados ao longo dos anos e tendência de aumento anual. “Na rede da SES-DF, os exames laboratoriais confirmatórios para chikungunya são disponibilizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo utilizado o mesmo kit de exame para a confirmação de dengue”, lembra. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Vacinação contra febre amarela em crianças está abaixo da meta no DF
Pais e responsáveis devem ficar atentos. A vacinação contra a febre amarela em crianças no Distrito Federal está abaixo da meta. Atualmente, a cobertura é de 85,6% entre menores de 1 ano — percentual inferior aos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde. O dado reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Os pais de Cecília Lustoza, de 10 meses, sabem dessa necessidade e levaram a filha para tomar a primeira dose do imunizante em uma sala de vacinação da Secretaria de Saúde (SES-DF), na Administração Regional de Águas Claras. "A vacina é muito importante porque é a melhor forma de prevenir doenças. Precisamos aproveitar que o SUS [Sistema Único de Saúde] disponibiliza esse imunizante para manter a saúde das crianças em dia", ressaltou o pai, Eduardo Lustoza. A pequena Cecília Lustoza, de 10 meses, recebeu a primeira dose da vacina contra a febre amarela; esquema será completado com reforço aos 4 anos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Recomendação O esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e uma de reforço aos 4 anos. Crianças a partir de 5 anos que tenham recebido apenas a primeira dose devem completar o esquema com o reforço. Para quem não possui registro de vacinação, a recomendação é de dose única para pessoas de 5 a 59 anos. Indivíduos com 60 anos ou mais podem ser imunizados mediante avaliação médica individualizada. As vacinas estão disponíveis em mais de 170 salas de vacinação distribuídas pelo DF. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, destaca a relevância da imunização: "A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e representa a principal forma de prevenção contra a doença. Manter a caderneta atualizada é fundamental para proteger as crianças. A Rede de Frio possui 27 mil doses, e as salas de vacinação, outras 23 mil em estoque". [LEIA_TAMBEM]Pessoas com histórico de alergia grave a ovo de galinha ou à gelatina devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Doença A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de evolução rápida e gravidade variável. Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Nos casos graves, podem ocorrer febre alta, hemorragia, pele e olhos amarelados (icterícia) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Filas de emergência na rede pública do DF podem ser consultadas online
Antes de sair de casa em busca de atendimento de emergência, moradores do Distrito Federal já podem verificar, pela internet, quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública. A consulta é feita por meio do monitoramento das portas do Serviço Hospitalar de Emergência (SHE), ferramenta da Secretaria de Saúde (SES-DF) que passou a disponibilizar ao público dados antes restritos à gestão interna. O painel exibe, em tempo real, informações como número de pacientes em atendimento, quantidade de pessoas na fila, tempo médio de espera e perfil da demanda por especialidades médicas. O serviço pode ser acessado gratuitamente, tanto pelo celular quanto pelo computador. Usuários do SUS que buscam atendimento de emergência já podem saber quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública do DF | Foto: Arquivo/Agência Brasília De acordo com o subsecretário de Planejamento em Saúde da SES-DF, Rodrigo Vidal, a ferramenta impacta diretamente a vida das pessoas, facilitando o acesso aos serviços públicos e incentivando o aprimoramento constante do atendimento: “Esse painel representa uma mudança na gestão pública em saúde ao colocar, na palma da mão do cidadão, informações em tempo real sobre as emergências do DF. Acredito que a transparência é sempre um propulsor de melhoria do serviço público: quando a informação é aberta, gera participação, cobrança e evolução, fortalecendo a confiança no SUS”. A medida permite que a população escolha onde buscar atendimento com mais informação e também amplia o controle social sobre os serviços de saúde. “Não conhecia o painel, mas achei eficiente porque mostra os hospitais com clareza, é intuitivo e fácil de usar. Também é uma ótima ferramenta para o governo monitorar o que está acontecendo nos hospitais e propor novas políticas de acordo com o que está acontecendo”, afirma Marina Pacheco, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). [LEIA_TAMBEM]A iniciativa foi reconhecida no Prêmio Ipê de Inovação em Transparência Pública 2025, promovido pela Controladoria-Geral do DF e pelo Conselho de Transparência e Controle Social. “Com a abertura desses dados, ampliamos a transparência e damos ao cidadão mais autonomia para tomar decisões. Ao mesmo tempo, valorizamos iniciativas que melhoram a gestão pública”, afirma o controlador-geral do DF, Daniel Lima. Além de atender à população, o sistema continua sendo utilizado por gestores e profissionais de saúde, contribuindo para a melhor distribuição da demanda entre as unidades hospitalares. O Dia da Transparência Pública do DF é celebrado em 3 de abril. A transparência é o que garante que o governo publique informações de interesse da população e a população possa fiscalizar e participar ativamente. Também é possível pedir informações que não estão públicas, seguindo as regras da Lei de Acesso à Informação. Acesse o Portal da Transparência e acompanhe o trabalho realizado pelo GDF. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
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Comitê distrital reforça vigilância sobre uso de agrotóxicos no DF
O cuidado com a saúde de quem vive e trabalha no campo ganhou novo impulso no Distrito Federal. No último mês, o Comitê Distrital de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vispea-DF), da Secretaria de Saúde (SES-DF), realizou reunião com a equipe técnica do Ministério da Saúde para alinhar ações e fortalecer a atuação em 2026. O encontro marcou o início das atividades do comitê neste ano e teve como foco a apresentação do programa federal e orientações para o avanço da Vispea no DF. A iniciativa reuniu representantes de diversas áreas da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, além do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e da área de assistência à saúde. [LEIA_TAMBEM]Vigilância e prevenção no território A atuação da Vispea-DF é voltada principalmente às populações que vivem em áreas rurais, mais expostas ao uso de defensivos agrícolas, seja pelo manuseio inadequado, seja pela proximidade de locais onde os produtos são aplicados. Entre as ações desenvolvidas estão o monitoramento da presença dessas substâncias na água para consumo humano e nos alimentos consumidos pela população do DF, além da produção de boletins informativos e da articulação entre diferentes áreas da saúde. De acordo com o coordenador do comitê, João Suender, o trabalho tem impacto direto na qualidade de vida dessas comunidades. “A saúde dessas pessoas importa para o SUS [Sistema Único de Saúde] e o programa visa contribuir para reduzir esses impactos na prevenção de doenças e promoção de saúde”, afirma. Além de proteger trabalhadores rurais, o comitê também acompanha possíveis efeitos dos produtos na saúde da população em geral, reforçando a importância da vigilância contínua e da integração entre setores. O boletim do Comitê Vispea-DF pode ser acessado por meio deste link. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Rede pública do DF amplia acesso à saúde feminina
Ao longo de março, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) promoveu uma série de ações voltadas à saúde da mulher, com foco na prevenção, no cuidado integral e na ampliação do acesso aos serviços. A mobilização integrou a campanha Março Lilás, dedicada ao enfrentamento do câncer do colo do útero. Com atendimentos ampliados e atividades educativas, unidades das sete Regiões de Saúde reforçaram a oferta de exames preventivos, vacinação e métodos contraceptivos. A iniciativa aproximou os serviços da população e incentivou o acompanhamento contínuo, fortalecendo a Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do sistema. A Secretaria de Saúde promoveu uma série de ações voltadas à saúde da mulher, com foco em prevenção, cuidado integral e ampliação do acesso | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Iniciativas como as do Março Lilás mostram como é possível levar serviços essenciais, como exames preventivos e métodos contraceptivos, mais perto das mulheres. Seguimos comprometidos em fortalecer esse cuidado contínuo, com equipes qualificadas e foco na promoção da saúde e na qualidade de vida das mulheres do DF”, afirma o coordenador de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes. Saúde em ação Em Ceilândia, que compõe a Região de Saúde Oeste, iniciativas de grande alcance reforçaram o acesso ao planejamento reprodutivo. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), uma força-tarefa de inserção de dispositivo intrauterino (DIU) atendeu 227 mulheres desde novembro do ano passado. A ação marcou o encerramento de um projeto conduzido pela equipe de enfermagem do centro obstétrico da unidade. A UBS 17 de Ceilândia promoveu uma força-tarefa de inserção do Implanon, beneficiando 98 mulheres com o método contraceptivo | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Ainda na região, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia promoveu uma força-tarefa de inserção do Implanon, beneficiando 98 mulheres. O método contraceptivo, reversível e sem estrogênio, tem duração de até três anos. A atividade contou com a participação de 40 profissionais, entre gestores, farmacêuticos, equipes de enfermagem, residentes e médicos de diferentes regiões do DF, além de contribuir para a capacitação de novos profissionais aptos a realizar esse serviço na rede da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]Na Região Sudoeste, a UBS 5 de Taguatinga mobilizou mais de 50 profissionais em uma ação que atendeu cerca de 160 mulheres em um único dia. Foram oferecidos exames preventivos, métodos contraceptivos de longa duração (Larc), assistência odontológica e Práticas Integrativas em Saúde (PIS). Encerrando a programação do mês, uma grande mobilização em São Sebastião reuniu, no último sábado (28), serviços de saúde, cidadania e bem-estar. A ação, realizada em parceria com outras instituições, contou com vacinação, testagem para infecções sexualmente transmissíveis (IST), inserção de DIU, práticas integrativas, além de atividades educativas, culturais e de promoção à saúde. Ao longo de todo o mês, outras unidades da Secretaria de Saúde também promoveram ações voltadas à saúde da mulher. Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa ou do trabalho e conheça os serviços oferecidos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mês de conscientização sobre a doença de Chagas alerta para cuidados e risco de contaminação
Descrita cientificamente pela primeira vez em 1909 pelo infectologista brasileiro Carlos Chagas, a doença de Chagas ainda é uma preocupação de saúde pública. Entre janeiro de 2023 e junho de 2025, foram notificados 1.156 casos somente no Distrito Federal. No ano passado, foram registrados 161 óbitos. No mês de conscientização sobre o tema, a Secretaria de Saúde (SES-DF) ressalta a importância da disseminação de informações sobre como prevenir e buscar tratamento para a enfermidade. A doença de Chagas é provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro, principalmente por meio de suas fezes, que podem contaminar alimentos. Também pode ocorrer contaminação por acidentes em laboratório e pela chamada transmissão vertical, quando a gestante transmite ao bebê. A manifestação pode ser assintomática ou causar febre, mal-estar, inchaço em um dos olhos, fraqueza, dor de cabeça e dores no corpo. Essa é a chamada fase aguda, quando há possibilidade de tratamento e cura. Já na fase crônica, que pode se manifestar anos ou até décadas após a infecção, podem surgir problemas cardíacos (insuficiência cardíaca e arritmias) e digestivos (como megaesôfago e megacólon), condições que podem representar risco de morte. Artes: SES-DF Atendimento A principal porta de entrada para atendimento é a rede de unidades básicas de saúde (UBSs). Pessoas com sintomas sugestivos, como alterações cardíacas ou digestivas, devem procurar avaliação. Também há testagem de pessoas assintomáticas quando existe vínculo epidemiológico, como quem mora ou já morou em áreas com registro de presença de barbeiros, pessoas que tiveram contato com o inseto, familiares de pessoas diagnosticadas com a doença de Chagas e indivíduos que realizaram transfusão de sangue antes de 1992. [LEIA_TAMBEM]"A conduta depende do contexto. Não há recomendação automática de testagem indiscriminada. A avaliação é feita caso a caso", explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta. De acordo com a gestora, embora a doença não seja considerada endêmica no DF, o território é classificado como de alta vulnerabilidade para doença de Chagas crônica (DCC), segundo índice que considera taxas de morbimortalidade, acesso aos serviços de saúde e outros indicadores epidemiológicos. O DF está entre as três unidades federativas com maior vulnerabilidade, atrás de Goiás e Minas Gerais. "É importante considerar características específicas do DF que podem influenciar esses indicadores, tais como intenso fluxo migratório e perfil demográfico da população residente, incluindo indivíduos que adquiriram a infecção em outras unidades da Federação e que evoluem para a forma crônica anos após a exposição. Temos também concentração de serviços de saúde de média e alta complexidade, além de maior capacidade de diagnóstico e de registro da doença", acrescenta. A SES-DF também realiza ações de busca ativa, com testagem ampliada, incluindo gestantes. A bióloga Vilma Ramos Feitosa destaca a importância de ter cuidado com os insetos barbeiros e de acionar a Vigilância Ambiental | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Prevenção Além das ações de vigilância sanitária para garantir a segurança alimentar no DF, a orientação é consumir alimentos higienizados. Também é importante evitar contato com o inseto barbeiro, que costuma se esconder em frestas de paredes, entulhos e em locais como galinheiros e estábulos. Recomenda-se a instalação de telas metálicas apropriadas nas janelas, além do uso de medidas de proteção individual — como repelentes e roupas de mangas longas — durante atividades noturnas, como caça, pesca ou pernoite em áreas de mata. O que fazer ao encontrar um barbeiro Caso a pessoa encontre um barbeiro, a orientação é acionar a Vigilância Ambiental da SES-DF pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. "Assim que a solicitação é recebida, o resultado é retornado o mais breve possível, com a identificação do inseto ao morador ou interlocutor", explica a bióloga Vilma Ramos, da Gerência de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo. Em 2025, a Diretoria de Vigilância Ambiental recebeu 112 chamados por suspeita de presença de insetos barbeiros, dos quais 47 foram confirmados. Em 2026, até o início de março, já foram capturados seis exemplares. As equipes também analisam os insetos coletados para verificar a presença do Trypanosoma cruzi. Dos seis barbeiros analisados em 2026, dois estavam contaminados. Atenção com pacientes crônicos A Secretaria de Saúde também mantém cuidados específicos com as pessoas que já vivem com a doença. O acompanhamento regular é fundamental para identificar precocemente possíveis complicações e reduzir o risco de formas graves. Pessoas diagnosticadas com doença de Chagas devem realizar avaliações cardíacas e digestivas periódicas, conforme orientação das equipes de saúde. Esse cuidado é importante para reduzir complicações e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Rede pública de saúde do DF reduz descarte de vacinas para menos de 1%
A Secretaria de Saúde (SES-DF) ampliou o percentual de aproveitamento do estoque de vacinas. Em 2024, 2,8 milhões de doses foram aplicadas, enquanto 36,5 mil (1,27%) foram descartadas por terem atingido o prazo de validade. Já em 2025, ao mesmo tempo em que o número de doses aplicadas subiu para 2,9 milhões, a quantidade de vacinas vencidas caiu para 27,3 mil, chegando a uma taxa de perda de 0,94%. "Nosso foco é assegurar o aproveitamento máximo das vacinas recebidas”, afirma a gerente da Central Distrital da Rede de Frio da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. De acordo com a servidora, há três frentes principais de trabalho para garantir esse resultado: investimento em logística, estratégias de busca ativa da população e capacitação das equipes. Em 2025, a Secretaria de Saúde perdeu menos de 1% das vacinas por atingirem o prazo de validade, o que reflete o sucesso das estratégias de imunização | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Investimento e ação Em 2022, a Central de Rede de Frio, localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), recebeu incremento em seu parque tecnológico com a aquisição de novas câmaras frias, somando 10 mil litros de capacidade de armazenamento. Somente esse investimento foi de R$ 298 mil. No ano passado, a área de armazenamento, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), foi ampliada de 12 para 16 refrigeradores, cada um com volume de 400 litros. A manutenção de equipamentos nas unidades básicas de saúde (UBSs), além da disponibilidade de insumos como seringas, permite que a SES-DF mantenha mais de cem salas de vacinação em funcionamento todos os dias úteis. Em paralelo, há ações de busca ativa da população elegível para vacinação. Somente em 2025, equipes da SES-DF aplicaram 154,9 mil doses em 1.085 ações extramuros, como são chamadas as atividades realizadas em praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados, órgãos públicos e outros locais com grande circulação de pessoas, além do Carro da Vacina, que percorre áreas como núcleos rurais. "Ao ampliar pontos, horários e formatos de atendimento, a Secretaria de Saúde facilita o acesso das pessoas à vacinação durante as atividades do dia a dia, reduzindo barreiras como tempo e deslocamento", explica a gerente da Central de Rede de Frio. Busca ativa: somente no ano passado, equipes da SES-DF aplicaram 154,9 mil doses em 1.085 ações extramuros, realizadas em praças, shoppings e locais de grande circulação| Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde DF Essas ações são possíveis tanto por conta dos investimentos em logística, como a disponibilidade de veículos e de caixas térmicas, quanto pelo planejamento detalhado das atividades. "Todas as caixas de vacina têm mapa de controle de temperatura, que é verificada e registrada de hora em hora, conforme as recomendações técnicas. Já a quantidade de seringas é calculada proporcionalmente ao número de doses que serão levadas para a ação", detalha Zildene Bitencourt, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região Oeste de Saúde, responsável pela área de Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Brazlândia. Iniciado em 2022 como um projeto-piloto nessas regiões administrativas, como estratégia para ampliar a oferta das vacinas contra a covid-19, o Carro da Vacina foi aprimorado e hoje leva à população imunizantes previstos no calendário de rotina, que previnem contra diversas doenças, como febre amarela, tétano, sarampo, covid-19, gripe, coqueluche e pólio, entre outras. A exceção é a BCG, aplicada em recém-nascidos ainda na maternidade. A iniciativa da SES-DF também foi ampliada com a chegada de mais veículos, e, atualmente, o projeto é replicado em outras regiões administrativas. Arte: Agência Saúde DF Capacitação de servidores Manter as cem salas de vacina e realizar as ações extramuros, ao mesmo tempo em que se mantém uma porcentagem baixa de perdas, depende da capacitação de servidores. Por isso, entre 2024 e 2025, a Central de Rede de Frio realizou 43 treinamentos, alcançando quase dois mil profissionais. Em cada um desses encontros, foram apresentados cuidados no manejo das vacinas, técnicas de aplicação, precauções para evitar perdas e boas práticas adotadas. Adesão das famílias Apesar do esforço da SES-DF para reduzir as perdas vacinais, a adesão das famílias é considerada fundamental, de acordo com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. "O Governo do Distrito Federal tem feito os investimentos necessários para a vacinação, porém é importante salientar a necessária adesão do público, especialmente pais e responsáveis, que devem levar as crianças e os adolescentes aos locais de vacinação", afirma. [LEIA_TAMBEM]Em 2024 e 2025, a principal vacina perdida foi a da covid-19. Hoje, a recomendação é a aplicação de doses para grupos específicos, como pessoas com comorbidades, idosos a partir dos 60 anos e crianças entre 6 meses e menores de 5 anos. No entanto, os dados da SES-DF apontam que apenas 17,8% das crianças dessa faixa etária estão protegidas. A meta é de 90%. Outro alerta é para as vacinas contra a dengue destinadas ao público de 10 a 14 anos. A campanha foi iniciada em fevereiro de 2024, e já foram aplicadas 183,4 mil doses até janeiro de 2026 nesse grupo, mas a cobertura ainda está longe da meta de 90%. Para a primeira dose, a cobertura é de 64,1%, e apenas 39% do público-alvo completou o esquema vacinal de duas doses. O pior resultado é entre crianças de 10 anos: 41,9% tomaram a primeira dose, e apenas 16% completaram o esquema vacinal. Em cada sala de vacinação, ou mesmo nas ações extramuros, as equipes estão preparadas para analisar a caderneta de vacinação e avaliar a situação de pessoas de qualquer faixa etária. Dependendo do caso, as vacinas podem ser administradas na mesma hora. Em caso de perda da caderneta, é feita busca nos sistemas digitais de registro. Ampliação de público A ampliação do público-alvo, a fim de evitar a perda de doses por vencimento, é uma estratégia utilizada pela SES-DF. No entanto, essas e outras recomendações dependem do Ministério da Saúde, responsável pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), em razão das regras de uso. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Março Azul alerta para o câncer de intestino e reforça a importância da prevenção
O câncer de intestino pode se desenvolver de forma silenciosa, muitas vezes sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Essa característica torna o diagnóstico precoce ainda mais importante para aumentar as chances de tratamento e reduzir o risco de complicações. A campanha Março Azul 2026 chama a atenção da população para a importância dos exames preventivos e da adoção de hábitos saudáveis. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 53 mil pessoas devem ser diagnosticadas com câncer de intestino no Brasil em 2026. Também chamado de câncer colorretal, é um dos mais comuns no país, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata, quando excluído o câncer de pele não melanoma. Com o tema Jornada da Vida, a campanha reforça a necessidade de ampliar a detecção precoce da doença. A campanha Março Azul 2026 chama a atenção da população para a importância dos exames preventivos e da adoção de hábitos saudáveis no combate ao câncer de intestino | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Mesmo discreta no início, a enfermidade pode apresentar alguns sintomas com a progressão do quadro. Entre eles estão sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal persistente, anemia e perda de peso sem causa aparente. Ao perceber qualquer um desses sinais, é importante buscar avaliação médica. Para o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Gustavo Ribas, a prevenção continua sendo um dos caminhos mais eficazes para reduzir o impacto da doença. [LEIA_TAMBEM]“A prevenção é especialmente relevante em campanhas como o Março Azul. São ações simples, como ter uma dieta saudável, rica em fibras, manter o controle do peso, praticar atividades físicas e evitar o consumo de carnes processadas, álcool e tabagismo. Também é importante realizar consultas médicas regularmente, principalmente após os 45 anos”, afirma. Acesso Na rede pública do Distrito Federal, o acesso aos serviços começa, preferencialmente, nas unidades básicas de saúde (UBSs). Nelas, o paciente passa por avaliação inicial e pode receber solicitação de exames de rastreamento, como o teste de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, a pessoa é encaminhada para serviços especializados da rede, para investigação mais detalhada, que pode incluir a realização de colonoscopia. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram avanço na realização desses exames. Em 2025, foram realizados 4,4 mil exames de sangue oculto nas fezes no âmbito da SES-DF. O montante equivale a um aumento de quase 20% em relação a 2024 e de mais de 286% em relação a 2023, quando foram feitos 3.695 e 1.141 exames, respectivamente. Também chamado de câncer colorretal, o câncer de intestino é um dos mais comuns no país, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata | Foto: Divulgação/Ebserh Campanha A campanha é promovida em todo o país pela Sociedade Brasileira de Endoscopia e Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Entre as ações a serem realizadas pelas sociedades médicas estão a iluminação de prédios públicos nas principais cidades brasileiras e a divulgação do teste fecal imunoquímico, também conhecido como teste FIT ou exame de sangue oculto nas fezes. O presidente da Sobed, Eduardo Hourneaux, destaca que a detecção precoce pode levar a até 90% de chance de sucesso no tratamento. “Acreditamos que a prevenção do câncer de intestino precisa fazer parte da rotina das pessoas, começando com a conscientização sobre o tema”, ressalta. A recomendação é iniciar a prevenção antes mesmo dos 45 anos, especialmente para quem tem histórico da doença na família, uma vez que isso aumenta as chances de diagnóstico. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Cadastro atualizado no Meu SUS Digital garante atendimento agilizado nas unidades básicas de saúde do DF
Desde o fim do ano passado, a marcação de consultas em qualquer unidade básica de saúde (UBS) do Distrito Federal também pode ser feita por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Com isso, alerta a Secretaria de Saúde (SES-DF), torna-se ainda mais importante para os usuários da rede pública manterem os dados atualizados na plataforma. “Hoje, há facilidade para a troca de número de celular. Nisso, a gente acaba perdendo o contato com o paciente. Quando os dados estão desatualizados, esse contato fica mais complicado”, ressalta o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, Deilton Silva. “A secretaria está modernizando os sistemas e o próximo passo do agendamento online é o contato por WhatsApp. Vamos mandar mensagem para confirmação, o que é muito importante para reduzir o absenteísmo. O aplicativo tem um lembrete de agendamento, mas, ainda assim, vamos reforçar, avisando sobre a proximidade. Com os dados atualizados, o contato é mais assertivo, evitamos que as pessoas não compareçam sem aviso e conseguimos enviar informações não só sobre o agendamento, mas também sobre vacinas e outros serviços.” A atualização cadastral pode ser feita presencialmente na UBS de referência do paciente (para saber qual é a sua, clique aqui) ou virtualmente, pelo site Recadastra SUS. Nesse segundo caso, basta fazer login com a conta Gov.br e preencher os dados. Manter os dados atualizados no Meu SUS Digital permite que o usuário recebe mensagens pelo WhatsApp confirmando o agendamento de consultas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Consultas O Meu SUS Digital, sistema do Ministério da Saúde, passou a ser uma opção para marcação de consultas em UBSs em novembro do ano passado, sendo implementado de forma gradual nas 172 unidades do DF. Do lançamento até 10 de fevereiro, foram realizados 4.777 agendamentos. Pela ferramenta, é possível marcar consultas com médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família do DF sem sair de casa. Para isso, basta acessar o Meu SUS Digital e buscar pelo ícone “Agendamentos”, dentro da seção “Minha Saúde”. A partir daí, a própria plataforma indicará a UBS de referência, e o usuário deve escolher a categoria do profissional com o qual deseja atendimento (médico ou enfermeiro), selecionar o nome do profissional e buscar uma data para verificar a disponibilidade. [LEIA_TAMBEM]“A secretaria vem avançando na transformação digital. A adoção do agendamento online, integrado aos sistemas utilizados, vem justamente para implementar essa mudança. Não é uma simples adoção de tecnologia, é uma mudança de paradigma, inclusive na forma como o cidadão acessa o sistema de saúde, sempre colocando o cidadão no centro do cuidado. Hoje, ele tem essa possibilidade diretamente pelo celular, sem precisar ir à unidade, enfrentar filas ou ficar sujeito aos horários de atendimento. Pelo aplicativo, não há restrição de horário para marcar consulta; pode fazer no momento que for melhor”, aponta Deilton Silva. O secretário-executivo também explica que a escolha por utilizar o aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde, visou o conforto dos pacientes. “É um aplicativo que a população já utiliza, então não quisemos criar mais um app. Muitas pessoas têm limitações na capacidade do celular, então por que não aproveitar essa oferta de serviço? Também é importante para fortalecer a estratégia nacional de saúde digital, alinhando o Distrito Federal às diretrizes do Ministério da Saúde e à Rede Nacional de Dados em Saúde, promovendo interoperabilidade e continuidade do cuidado. Tudo em prol da população”, arremata. De novembro do ano passado até 10 de fevereiro, 4.777 agendamentos de consultas na rede pública do DF foram feitos pelo Meu SUS Digital Atenção Primária As unidades básicas são a porta de entrada para os principais problemas de saúde da população. Nelas, atuam equipes compostas por profissionais como enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, qualificados para atender condições de saúde de usuários de todas as idades — de recém-nascidos a idosos. Há também uma equipe multiprofissional, com psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e farmacêuticos, entre outros. Em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para os serviços de urgência e emergência.
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Paciente reaprende a andar na Policlínica de Taguatinga
Família: é essa a palavra que Adriano Veras Sousa, 39 anos, mais repete ao contar a sua história. Era nos familiares que ele pensava nos meses em que permaneceu consciente, mas sem conseguir falar, andar, comer ou mesmo beber água, enquanto esteve internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Agora, é com o apoio dos entes queridos e de servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) que Adriano reaprendeu a falar, a se alimentar sozinho e a dar os primeiros passos. "Fiquei mais de um ano sem tomar banho de chuveiro. Sabe como é boa aquela água vindo? Passei a valorizar cada pequena coisa", conta. Adriano Veras Sousa ficou meses internado, sem poder se mexer nem se comunicar; ele conta que sua maior vontade era voltar a estar com a família | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A história do motorista é um exemplo tanto de superação pessoal quanto da importância do cuidado multiprofissional. Após 12 dias com o intestino preso, ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, sendo encaminhado ao HRT para uma cirurgia de desobstrução. Porém, o quadro clínico do paciente, então com 37 anos, apresentou piora inesperada, com perda gradual dos movimentos, sendo necessária a realização de traqueostomia para respiração, já que ele se encontrava sem qualquer movimento abaixo do pescoço. Além disso, sofreu paradas cardiorrespiratórias e edema cerebral. Era outubro de 2024. Quando acordou, Adriano logo percebeu todas as suas limitações. A única forma de se comunicar era emitir ruídos, o suficiente para a equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HRT perceber que ele estava consciente e oferecer conforto, contra o frio ou com mudanças de posição. "Eu pensava na minha mãe. Na minha esposa. No meu filho. Eu pensava em como eu iria jogar bola com ele de novo. Pensava nas pessoas que me esperavam do lado de fora. Eu queria pedir perdão se eu tivesse feito alguma coisa de errado. Mas eu sabia que iria voltar. Eu não podia morrer e deixar meu filho sozinho", relata, emocionado. [LEIA_TAMBEM]No Natal e na noite de Réveillon, ele preferiu dormir. Os meses passaram, e a vida voltou aos poucos. A experiência de comer a primeira comida pastosa e retomar os cuidados com a barba e os cabelos — com os profissionais — foram verdadeiros marcos da recuperação. Já em março, chegou a hora da primeira visita do filho, João Miguel, então com 10 anos de idade. Ele tinha novidades a contar: o Flamengo havia vencido o Vasco. "Eu nem lembro o placar. Eu sei que a gente ganhou. Eu contei para ele. E nós começamos a rir", lembra o menino. À época, o Flamengo havia vencido o Vasco da Gama por 2 x 1, de virada, pela semifinal do Campeonato Carioca, em partida disputada em 8 de março de 2025. Reaprender a andar Quem vê Adriano, atualmente, não imagina que, há pouco mais de um ano, ele não conseguia se comunicar e estava com braços, pernas e tronco paralisados. Agora, a fala já é praticamente normal. As mãos, ainda que não completamente estendidas, já permitem que ele se alimente de forma autônoma, vá ao banheiro, escolha os seriados na televisão e até faça um Pix no celular, como gosta de contar. "É gratificante. Eu tenho gratidão aos profissionais que me ajudaram", afirma. Hoje, o acompanhamento oferecido pela SES-DF se dá em duas frentes. Uma equipe no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) investiga uma série de suspeitas de doenças genéticas ou autoimunes que podem ter desencadeado desde a obstrução intestinal até o edema cerebral e as paradas cardiorrespiratórias. Em paralelo, na Policlínica de Taguatinga, segue o processo de reabilitação. Morador de Samambaia, ele conta com pai, mãe, irmão, esposa e filho para acompanhá-lo em cada visita às unidades de saúde. Acompanhado por equipes multiprofissionais da Secretaria de Saúde, Adriano conseguiu ficar de pé e já deu os primeiros passos Resultados Os resultados têm sido surpreendentes. Adriano foi submetido ao exame de eletroneuromiografia, procedimento que combina pequenos choques e agulhas finas para medir impulsos elétricos e a atividade muscular, avaliando a integridade dos nervos periféricos e dos músculos. "O exame mostrou que ele não tem nada de força e de movimentação, principalmente nas pernas. E então, por incrível que pareça, o Adriano foi ganhando força, apesar de o exame dele continuar a mostrar uma capacidade de ativação muscular muito ruim. Há aproximadamente duas semanas, conseguimos colocá-lo em pé, e ele andou alguns passos", conta o fisioterapeuta Hudson Azevedo Pinheiro. Com pós-doutorado na área e especializado em fisioterapia neurofuncional, o servidor da SES-DF não esconde a surpresa com a recuperação do paciente. "Estamos em processo de investigação diagnóstica", afirma. A equipe, formada por servidores e residentes, já preparou talas que vão ajudar Adriano a caminhar. A cada sessão, há pequenas vitórias. Não é possível, porém, afirmar se algum dia Adriano vai andar mais que alguns passos, dirigir ou desenvolver o talento futebolístico do filho canhoto para jogar na lateral esquerda. Mas ele está em casa. Está vivo. Está ao lado da família. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Semana do Sono no DF abre debate sobre impactos de noites maldormidas
Dificuldade para dormir, acordar várias vezes durante a noite ou levantar com a sensação de cansaço. Todos são sinais comuns de insônia, um problema que pode afetar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida. Quando o sono não ocorre de forma adequada, o organismo sofre impactos que vão desde irritabilidade e falta de concentração até prejuízos mais amplos à saúde física e mental. No Distrito Federal, o problema tem alcançado um número relevante de pessoas. De acordo com o mais recente perfil epidemiológico sobre o hábito de vida do brasiliense, divulgado neste ano pela Secretaria de Saúde (SES-DF), 31,1% dos adultos relatam sofrer com insônia. O levantamento também mostra que 20% dizem dormir menos de seis horas por noite, o que é considerado uma duração curta de sono. A Semana do Sono 2026 vai até quinta-feira (19), no auditório central do Hran; atividades são gratuitas e abertas à população | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “É nesse ponto que precisamos chamar a atenção. Muitas vezes, a insônia é causada por nossos hábitos. A exposição excessiva à luz emitida por telas de celulares, televisores e tablets, assim como a iluminação artificial, inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Além disso, a ausência de uma rotina adequada de sono contribui para o desenvolvimento da insônia”, explica a pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Os dados foram levantados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, com informações relativas aos anos de 2006 a 2024. Os indicadores relacionados à duração e à qualidade do sono passaram a ser monitorados pelo Vigitel em 2024. No primeiro dia de evento, especialistas falaram sobre a importância do sono para a saúde como um todo e o papel da melatonina no organismo Conscientização Em todo o Brasil, unidades de saúde promovem atividades durante a Semana do Sono 2026, um movimento dedicado à conscientização sobre o tema. A mobilização teve início na última sexta (13) e segue até quinta-feira (19). O objetivo da iniciativa é ajudar a população a reconhecer os sinais de um sono de má qualidade, identificar quando é necessário procurar um especialista e adotar hábitos que favoreçam noites mais reparadoras. [LEIA_TAMBEM]No DF, a abertura ocorreu no auditório central do Hran. As atividades são gratuitas e abertas ao público. Durante as ações, as equipes destacam que a falta de sono de qualidade afeta o dia a dia e pode contribuir para o desenvolvimento de diversas doenças que poderiam ser evitadas com a adoção de hábitos mais saudáveis. “Inicialmente, a privação de sono pode causar sonolência diurna, comprometimento da memória e déficits de atenção. A longo prazo, podem surgir hipertensão, diabetes e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Todas essas condições estão associadas à má qualidade do sono”, elenca Andrade. Confira aqui a programação dos próximos dias. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Dia Mundial do Rim tem exames gratuitos e orientações à população em diferentes pontos do DF
No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), diversas ações no Distrito Federal buscaram educar a população sobre a importância desse órgão vital. As atividades resultam de uma parceria entre a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). O Dia Mundial do Rim foi celebrado nesta quinta (12) com ações em diversos locais do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Em um espaço montado em frente ao shopping Conjunto Nacional, o público pôde fazer gratuitamente o exame de creatinina, utilizado para avaliar a saúde dos rins. Médicos nefrologistas também estiveram presentes para tirar dúvidas e orientar quem passava pelo local. Testar a creatinina permite medir a função renal e identificar com antecedência eventuais problemas que possam acometer os rins. "Essa iniciativa tem o objetivo de falar sobre prevenção e diagnóstico precoce, porque sabemos que, nas fases iniciais, as doenças renais não apresentam sintomas”, reforça o nefrologista da SES-DF e presidente da seção distrital da SBN, Luiz Roberto de Sousa. [LEIA_TAMBEM]Quem aproveitou para se examinar foi a aposentada Isaura Gomes da Silva, de 64 anos: “Eu acho essa ação tão importante. Assim que eu vi a notícia corri para fazer o exame, para saber como eu estou. Ainda bem que não tenho nada. Dessa preocupação, eu já me livrei". Houve ações também no prédio da Administração Central (ADMC) da SES-DF, onde servidores da pasta puderam aferir a pressão arterial e a glicemia capilar, além de realizar o exame de creatinina. Na ocasião, foram distribuídos folhetos educativos aos profissionais da saúde. Também ocorreram atividades no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com uma confraternização entre a equipe de nefrologia e os pacientes do hospital. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Chuvas alertam para presença de caramujo africano no DF
Com as chuvas frequentes, quintais e terrenos molhados com vegetação alta tornam-se ambientes ideais para o aparecimento do caramujo africano. O aumento da umidade favorece a atividade do molusco, que pode representar riscos à saúde caso não haja manejo adequado e cuidados contínuos. De acordo com o biólogo Israel Moreira, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde (SES-DF), a melhor maneira de evitar a proliferação do caracol é manter o controle constante. “A coleta deve ser diária ou ao menos três vezes por semana, especialmente após a chuva ou em horários mais frescos do dia, quando os animais estão mais ativos”, explica. Segundo o especialista, a infestação pode ser evitada ao manter os quintais limpos, com vegetação baixa e livres de entulho e restos de material de construção. Ao identificar o caracol africano em casa, o próprio morador pode fazer a coleta, sempre utilizando luvas ou sacos plásticos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O que fazer ao encontrar um? Caso identifique o molusco em casa, o próprio morador pode fazer a coleta, sempre utilizando luvas ou sacos plásticos. Os animais devem ser colocados em balde ou lata metálica. Também é fundamental procurar pelos ovos do caracol, que costumam estar semienterrados em locais úmidos, sob folhas, junto a entulhos e restos de construção. Tanto as conchas quanto os ovos devem ser esmagados com um martelo ou um pedaço de madeira. A quebra das conchas é necessária para evitar que acumulem água e se tornem possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, da febre chikungunya e da zika. [LEIA_TAMBEM]“Após esse processo, é necessário adicionar uma solução na proporção de um litro de água sanitária para três litros de água, o suficiente para deixar os caracóis submersos. É muito importante cobrir o recipiente para evitar fugas e deixar de molho por 24 horas”, orienta o biólogo. Passado esse período, os caracóis e os ovos devem ser drenados e colocados em saco resistente para descarte no lixo comum. Outra forma é enterrá-los. “Neste último caso, o material drenado pode ser colocado em valas com profundidade de 80 cm a 1,5 metro, revestidas por uma camada de cal virgem, que tem a função de impermeabilizar o solo e evitar que outros animais sejam atraídos. Esse processo deve ser feito longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos”, alerta Moreira. A população também pode acionar a Dival pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. Os profissionais vão identificar se o caracol é africano ou nativo e orientar o manejo. A população também pode acionar a Vigilância Ambiental; os profissionais farão a identificação do animal e darão orientações de manejo Como identificar Conhecido popularmente como caramujo africano — cujo nome correto é caracol africano (Achatina fulica) —, o animal é considerado uma espécie exótica e invasora no Brasil. Hermafrodita, pode se reproduzir de duas a cinco vezes ao ano e colocar de 50 a 400 ovos por ciclo reprodutivo. Os ovos são brancos ou amarelados, com tamanho semelhante ao de sementes de mamão. A concha do caracol africano é marrom-escura, com listras esbranquiçadas, e pode atingir até 15 centímetros de comprimento. Nela há uma abertura com borda afiada e cortante, além da ponta alongada na parte traseira. Essas características diferenciam-se das conchas das espécies nativas do Brasil, pertencentes ao gênero Megalobulimus, que apresentam coloração marrom-clara a rosada. A concha do caracol africano é marrom-escura, com listras esbranquiçadas, e pode atingir até 15 centímetros de comprimento Riscos à saúde Quando infectado por vermes, o molusco pode contaminar seres humanos por meio de superfícies de diferentes alimentos, provocando doenças como meningite eosinofílica (inflamação das membranas cerebrais) e enterite eosinofílica (doença crônica no intestino delgado). A infecção ocorre principalmente pela ingestão de larvas presentes em frutas, verduras e hortaliças que tiveram contato com o muco deixado pelo molusco. Também pode ocorrer ao tocar o animal sem proteção e, em seguida, levar as mãos à boca ou aos olhos antes de higienizá-las. Por isso, a proteção e a higienização adequada desses alimentos são indispensáveis. Recomenda-se deixá-los por 30 minutos em solução preparada com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água e, depois, enxaguá-los bem em água corrente antes do consumo. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Rede de Hortos Agroflorestais do DF recebe visita de órgão da ONU
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de um organismo internacional na última quinta-feira (5). Em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), a iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) despertou o interesse de autoridades estrangeiras. Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: "A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos eram justamente o exemplo que procuravam para apresentar ao mundo. "Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas", afirma Cirulli. [LEIA_TAMBEM]A 39ª edição da Conferência Regional da FAO ocorreu ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty. O CSA é a principal plataforma internacional e intergovernamental na área de segurança alimentar e nutrição, responsável por desenvolver e endossar recomendações científicas e orientações políticas. Projeção internacional Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: "É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo". A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Vigilância Sanitária intensifica fiscalização de clínicas de estéticas no DF
Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, comemorado no domingo (8), a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) intensificou, nesta semana, as vistorias em clínicas de estética no Distrito Federal. A ação busca garantir que os serviços sejam oferecidos com segurança e qualidade. “O objetivo é proteger a saúde e o bem-estar das mulheres do DF. Nesse sentido, a iniciativa foi realizada em conjunto com os núcleos de inspeção, abrangendo todas as regiões administrativas”, explica a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé. Vigilância Sanitária fiscalizou mais de 400 clínicas de estética nesta semana; ação foi intensificada por conta da proximidade do Dia das Mulheres | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Durante quatro dias de operação, 424 estabelecimentos foram inspecionados. A fiscalização verificou quesitos como conformidade técnica dos procedimentos, segurança do paciente e adequação da infraestrutura física e documental dos locais. Para a proprietária de uma das clínicas fiscalizadas, Marianne Moncaio, a atuação da vigilância é importante tanto para o negócio quanto para as clientes: “É uma preocupação que mostra ao consumidor que o estabelecimento está cumprindo todas as normas. Isso passa confiança”. Das 424 clínicas, 66 foram autuadas e 31 interditadas. Também foram apreendidos 811 produtos irregulares, como medicamentos e cosméticos. Durante quatro dias de operação, foram apreendidos mais de 800 produtos irregulares, como preenchedores, canetas emagrecedoras e toxinas botulínicas Procedimentos estéticos Realizar procedimentos estéticos em locais seguros e com profissionais qualificados é fundamental para evitar infecções e prevenir problemas graves. Ambientes adequados seguem protocolos de biossegurança, como esterilização e uso de materiais descartáveis e de qualidade. [LEIA_TAMBEM]O problema surge quando as pessoas não atentam para essas questões ao buscar serviços de beleza e estética. Como ressalta Olivé, é necessário sempre verificar se o local escolhido possui licenciamento da Vigilância Sanitária, além de analisar as condições do espaço e dos produtos e equipamentos utilizados. “Também é importante se informar sobre a formação e o registro do profissional que atua na clínica, perguntar sobre os produtos, verificar se estão íntegros e se possuem registro da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], além de pedir um orçamento claro e detalhado dos serviços e checar se a clínica oferece suporte após o procedimento”, elenca. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Carro da Vacina passa por área rural do DF neste sábado (7)
Sábado (7) é dia de ampliar a proteção da população do Distrito Federal contra doenças que podem ser evitadas com vacinas. Haverá atendimento a pessoas de todas as faixas etárias em 49 unidades básicas de saúde (UBSs), enquanto o Carro da Vacina percorrerá o Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde. [LEIA_TAMBEM]Estarão disponíveis vacinas contra doenças como febre amarela, pólio, meningite, covid-19, sarampo, tétano, difteria e hepatite. A aplicação ocorre conforme o Calendário de Vacinação, de acordo com a faixa etária de cada pessoa. A orientação da Secretaria de Saúde (SES-DF) é levar um documento de identificação e, se disponível, a caderneta de vacinação. Em cada local, as equipes estão preparadas para avaliar a situação vacinal e indicar a aplicação dos imunizantes. Se necessário, mais de uma vacina pode ser aplicada na mesma visita. Não haverá vacinação no domingo (8). Já na segunda-feira (9), mais de cem salas abrem para atendimento a partir das 7h. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Dia Mundial de Combate à Obesidade: rede pública do DF oferece tratamento multidisciplinar e contínuo
A obesidade é uma doença crônica causada por fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, emocionais e sociais. Por isso, seu tratamento deve ser feito de forma multidisciplinar e contínua, alinhando diferentes tipos de terapias. É o que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece aos seus usuários. Para algumas pessoas, o acompanhamento com endocrinologista e nutricionista é suficiente e as mudanças acontecem; para outras, porém, intervenções cirúrgicas podem ser a melhor opção. Esse é o caso de Maria do Socorro Ferreira, 58, que no último sábado (28) foi uma das pacientes atendidas na força-tarefa de cirurgia bariátrica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A iniciativa, estimulada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), reforça o Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado nesta quarta-feira (4). “É a realização de um sonho e, aqui no Hran, o atendimento foi muito além do que eu esperava, tanto da parte da nutricionista quanto do cirurgião e do endocrinologista. Tive e estou tendo muito apoio e assistência", comemora a paciente. Maria do Socorro realizou o sonho de fazer a cirurgia bariátrica para combater as dores crônicas e outras doenças associadas à obesidade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Maria do Socorro já havia tentado outros tratamentos, como mudanças na alimentação e a prática de exercícios físicos. Porém, a bariátrica foi recomendada como a melhor alternativa, já que também sofre de dores crônicas na coluna e nos joelhos, diabetes, pressão alta e gordura no fígado — condições que necessitam de acompanhamento médico urgente. "Contudo, a cirurgia deve sempre ser acompanhada de um tratamento mais amplo, pois não é uma solução mágica. É uma etapa que pode ser necessária para completar um leque de terapias", explica a chefe da Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran, Ana Carolina Fernandes. [LEIA_TAMBEM]Procedimento A cirurgia bariátrica é realizada no estômago, podendo incluir também o intestino. Os profissionais do Hran realizam o procedimento por meio da técnica de videolaparoscopia, isto é, pequenas incisões no abdome, o que possibilita reduzir o tempo de cirurgia e de internação. Para ter acesso ao serviço, o paciente deve, primeiro, ser atendido na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Em seguida, se for o caso, a pessoa é encaminhada a unidades como o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh), o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH) ou o próprio Hran. O Hran é referência em procedimento bariátrico no DF, onde são atendidos, em média, 700 pacientes por mês para avaliações Cuidado contínuo Há 18 anos, a Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran oferece o serviço, que já beneficiou mais de mil pessoas. Mensalmente, são atendidos, em média, 700 pacientes no setor, que é referência no DF para esse tipo de operação. No Hran, a equipe responsável é composta por profissionais de diferentes áreas: nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. "Nós fazemos a avaliação do paciente encaminhado pela UBS. Se realmente houver indicação de cirurgia, solicitamos os exames necessários para a inserção na lista de espera", detalha Fernandes. Após a intervenção, ainda há acompanhamento com o nutricionista e o cirurgião bariátrico. "O tratamento é contínuo e precisa ser mantido durante toda a vida", acrescenta a médica. Entre os sonhos, Maria do Socorro reconhece o tamanho da responsabilidade com a própria saúde. “Sei que não é a solução definitiva, é um caminho e muita coisa depende de mim. Mas já tenho vários planos para depois da cirurgia: quero viajar e ir à praia! Quero poder curtir meu neto e meu filho. Quero esquecer as dores crônicas e ter uma vida melhor”, desabafa. O Cedoh oferece tratamento multidisciplinar focado, principalmente, na mudança de hábitos dos pacientes Tratamento multidisciplinar A obesidade é uma das enfermidades crônicas que mais afeta crianças e adultos no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, 36,29% da população adulta brasileira está com algum nível da doença. Já no DF, dados da SES-DF mostram que, em 2024, 19,3% dos quase 336 mil pacientes avaliados estavam com obesidade grau I; 7,2% com grau II; e 3,5% com grau III. Na rede pública, os brasilienses podem contar com diversas unidades de tratamento. Uma delas é o Cedoh. “Aqui, recebemos pacientes de todas as faixas etárias. Temos nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas. É uma abordagem multidisciplinar, na qual todos esses profissionais trabalham integrados para levar informação e mudança nos hábitos”, conta a nutricionista do centro especializado Carolina Pessoa. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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DF planeja programa-piloto de combate à contaminação por chumbo
O Distrito Federal poderá, ao longo dos próximos cinco anos, ser palco de um programa-piloto de combate à contaminação por chumbo. A iniciativa, a ser desenvolvida em uma parceria entre Secretaria de Saúde (SES-DF), Ministério do Meio Ambiente e a organização não governamental Pure Earth, tem como objetivo proteger a população local e, ao mesmo tempo, servir de exemplo a ser replicado em estados e municípios. Em dezembro de 2025, foi realizada uma ação-piloto, com coleta de amostras e análise laboratorial de alimentos e cosméticos com potencial para presença de chumbo em suas composições. Nessa segunda-feira (2), o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) sediou o encontro para apresentação da equipe do projeto. O Lacen-DF recebeu, nesta segunda, a equipe do programa-piloto de combate à contaminação por chumbo, que conta com representantes da SES-DF, do Ministério do Meio Ambiente e da Pure Earth | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Perigos do chumbo A contaminação por chumbo pode ocorrer por meio de alimentos, água (encanamento), objetos (brinquedos, bijuterias, esmaltes, maquiagens) ou até por meio de tintas mais antigas, além de solo e poeira. Em caso de exposição a quantidades elevadas, a pessoa pode desenvolver uma doença chamada plumbismo, que afeta os sistemas neurológico, gastrointestinal e hematológico. Os efeitos são mais severos em crianças, podendo causar atraso no desenvolvimento cerebral. Aprimorar ações [LEIA_TAMBEM]O chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias da SES-DF, Allex Moraes, ressaltou que já existem ações para prevenir a contaminação por chumbo. "Nós temos a programação da Vigilância Sanitária para realizar inspeções. Também temos capacidade de fazer análises laboratoriais e de promover ações educativas", explica. Com a Pure Earth, o foco será avançar em aspectos como a identificação de produtos que possam conter concentrações de chumbo, aprimoramento de regulamentos, integração de esforços institucionais e até melhoria dos protocolos de fiscalização. "O Brasil e outros países fizeram um bom trabalho para reduzir a exposição ao chumbo. Porém, queremos diminuir qualquer tipo de exposição", afirma o presidente da Pure Earth, Drew McCartor. A organização atua em 46 projetos conduzidos no México, Peru, Colômbia, Gana, Índia, Bangladesh, Indonésia e Filipinas. Visita institucional Além de estreitar laços para o desenvolvimento futuro do programa, o encontro também incluiu visita aos laboratórios do Lacen-DF. A unidade da SES-DF é atualmente referência em diagnóstico, pesquisa e vigilância em saúde. Hoje, são realizados mais de 280 tipos de análises, conforme a necessidade da rede pública e de organizações parceiras. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Aberto credenciamento para Serviços Residenciais Terapêuticos no DF
Entidades interessadas em prestar Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) junto à Secretaria de Saúde (SES-DF) já podem inscrever-se no Edital de Credenciamento, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa segunda-feira (2). O prazo de envio das propostas e da documentação exigida é até as 18h de 16 de março, pelo e-mail inexigibilidade.sesdf@saude.df.gov.br. O objetivo é atender às necessidades assistenciais da pasta, em caráter complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da contratação de instituição especializada na prestação de SRT Tipo II (residências terapêuticas). De acordo com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a iniciativa fortalece o modelo de atenção humanizada adotado no DF. “Estamos ampliando a rede de cuidado em saúde mental com serviços que garantem acolhimento, dignidade e acompanhamento contínuo, permitindo que essas pessoas reconstruam suas trajetórias fora do ambiente hospitalar”, afirma o titular da pasta. O edital prevê a oferta de 116 vagas destinadas a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Os pacientes devem ser maiores de 18 anos, com internação de dois anos ou mais em unidades hospitalares psiquiátricas e/ou de custódia do DF e que não dispõem de moradia nem de suporte familiar, social ou financeiro que possibilite outra forma de reinserção social. Edital prevê a oferta de 116 vagas destinadas a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, maiores de 18 anos. Para ter acesso, os pacientes precisam preencher alguns requisitos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “A abertura do edital é um passo importante para a nossa rede, que possibilita expandir um serviço tão essencial, além de reforçar o compromisso da SES-DF com a política de desinstitucionalização em saúde mental, trazendo mais dignidade para a vida dessas pessoas”, avalia a subsecretária de Saúde Mental da pasta, Fernanda Falcomer. Sobre o serviço O SRT é um dispositivo estratégico da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e tem como finalidade promover cuidado em liberdade, autonomia e reinserção comunitária. As residências terapêuticas funcionarão como moradias inseridas no território, com acompanhamento de equipe multiprofissional e articulação com os serviços de saúde e assistência social. A medida fortalece a política de saúde mental do DF, alinhada às diretrizes da reforma psiquiátrica. “É um serviço que garante moradia digna e cuidado contínuo a pessoas que passaram anos em internação, possibilitando a reconstrução de vínculos e o exercício da cidadania em liberdade”, explica a gerente de Organização de Serviços de Saúde Mental da SES-DF, Emília Cardoso Andrade. Participação e envio de propostas As informações completas, com critérios técnicos de credenciamento, monitoramento e avaliação dos serviços, estão disponíveis no site oficial da SES-DF. O contrato terá vigência de cinco anos, contados a partir da assinatura, podendo ser prorrogado por até dez anos, conforme o limite estabelecido pelo artigo 106 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Residência em clínica médica do HRT fortalece cuidado na rede pública
Qualificar médicos recém-formados e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Esse é o propósito do Programa de Residência em Clínica Médica (PRM-CM) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que alia formação técnica rigorosa à prática assistencial, ampliando a presença de profissionais qualificados na rede pública do Distrito Federal. Os resultados se refletem na ampliação da resolutividade clínica, na organização do cuidado e no fortalecimento da atenção hospitalar à população. “Trata-se de um investimento direto na formação de especialistas comprometidos com a excelência e com o SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirma a supervisora do programa, Larissa de Freitas Oliveira. Atualmente, 30 residentes atuam em todos os setores clínicos da unidade; eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação sólida Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia. Os médicos em formação passam por enfermarias, emergência, Unidade de Cuidados Intermediários e ambulatórios de diversas áreas, além de realizarem rodízios em outras unidades, como o Instituto do Coração e o setor de pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Atualmente, 30 residentes — 15 do primeiro ano e 15 do segundo — atuam em todos os setores clínicos da unidade. Eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes, levando atualização científica constante ao hospital. “A graduação nem sempre proporciona a vivência prática necessária para lidar com a complexidade dos pacientes. A residência oferece treinamento em serviço, sob supervisão constante de preceptores, o que é fundamental para o amadurecimento clínico”, afirma a preceptora Leila Villas Boas. Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia Aprendizado contínuo Além da assistência, os residentes participam de aulas regulares, cursos como infectologia e parada cardiorrespiratória e desenvolvem um trabalho de conclusão, com possibilidade de publicação científica. No dia a dia, a imersão é intensa. Médico residente, Yan Porto destaca a diversidade de experiências vivenciadas no hospital. [LEIA_TAMBEM]“Compartilhamos experiências e conhecimento, e essa formação no HRT se reflete em nosso crescimento profissional e pessoal, fortalecendo a união do grupo e nos preparando para enfrentar os desafios de dois anos intensos, com alta demanda, mas de grande aprendizado. A amizade construída e o suporte mútuo tornam este programa essencial e gratificante”, diz. Para a residente Ana Carolina Carvas, que inicia o segundo ano, a formação também contribui para o desenvolvimento humano, ampliando competências que vão além da técnica. “A residência promove o desenvolvimento de habilidades interpessoais, como o trabalho em equipe, o respeito à hierarquia, a comunicação de ideias e a empatia”, afirma. Prestes a concluir o programa, Pedro Girotto destaca o impacto da experiência em sua trajetória: “Obtive a segunda maior nota do país para cardiologia no Exame Nacional de Residência e reconheço que o HRT foi decisivo nesse resultado. Aqui, aprendi que cuidar não é apenas prescrever. É orientar, explicar o tratamento, ajudar o paciente a acessar o medicamento e acompanhar cada etapa do processo”. Pioneiro da residência em clínica médica do HRT, o médico Jairo Zapata ajudou a estruturar o programa e formou gerações de especialistas Uma história que virou referência Primeiro programa de residência do HRT, criado na década de 1970, o curso de clínica médica consolidou-se como eixo estruturante da formação médica na unidade. Ao longo dos anos, foi ampliado, estruturado e passou a atrair profissionais de diferentes regiões do país, tornando-se referência na formação clínica na rede pública. Um dos pioneiros foi o médico Jairo Zapata, que ajudou a estruturar a residência e formou gerações de especialistas. Em reconhecimento ao seu trabalho, a enfermaria da clínica médica passou a se chamar Enfermaria Professor Dr. Jairo Martinez Zapata. “Deveria ser uma oportunidade acessível a todos os médicos recém-formados, com expansão das vagas no setor público. O residente está em aprendizado, sob orientação qualificada, e isso resulta em uma qualidade de atendimento ao paciente do SUS extraordinária”, destaca Zapata. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Rede pública de saúde do DF inicia entrega de equipamentos domiciliares para pacientes com problemas respiratórios
A Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciou, no dia 25 de fevereiro, a entrega de equipamentos de suporte ventilatório domiciliar a pacientes com distúrbios respiratórios. Entre os dispositivos estão os de pressão contínua nas vias aéreas (Cpap) e os de dois níveis (binível ou Bipap). Os aparelhos contribuem significativamente para a qualidade de vida, reduzem internações e favorecem o controle clínico. Dados dos aparelhos são monitorados à distância, permitindo que a equipe médica avalie os parâmetros clínicos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Uma das unidades a receber os aparelhos foi o Hospital de Apoio de Brasília (HAB). “Essa entrega é fundamental. Muitos pacientes com insuficiência respiratória crônica precisam do equipamento para dormir e, às vezes, para usar durante o dia”, explica o fisioterapeuta do HAB Dante Brasil. [LEIA_TAMBEM]Os dispositivos serão utilizados no domicílio de cada paciente. Maria Antônia da Silva, 76, recebeu o Bipap. Diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA), a aposentada já pensou nas vantagens práticas do aparelho: “Eu posso usar durante o dia, já que costumo voltar bem cansada para casa. Também vou utilizar à noite, pois irá me ajudar com a dor no peito e a ter um sono melhor”, acredita. Para diagnosticar distúrbios do sono, o exame recomendado é a polissonografia. Orientações e acesso aos cuidados em saúde nessa área podem ser obtidos na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Previsão da SES-DF é entregar 600 aparelhos, que serão utilizados pelos pacientes em suas casas Monitoramento à distância O serviço é prestado por meio de contrato com uma empresa terceirizada, responsável pela disponibilização e manutenção dos equipamentos. O contrato contempla a entrega de até 600 aparelhos para a rede pública. No documento, está prevista ainda a substituição das máscaras, cânulas e filtros de ar a cada seis meses pela contratada, além da troca em caso de defeitos. Um dos principais diferenciais do serviço é o monitoramento à distância dos dados de uso, permitindo que a equipe médica acompanhe o tratamento e avalie os parâmetros clínicos. No momento da entrega, os pacientes também recebem orientações completas sobre o funcionamento e a utilização adequada dos dispositivos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Hospital Regional do Gama passa a realizar exame para avaliação auditiva de recém-nascidos
Referência em número de partos no Distrito Federal, a maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG) ampliou a assistência oferecida aos recém-nascidos com a implantação de um novo exame para avaliação da saúde auditiva: o Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico (Peate), ou Bera (do inglês, Brainstem Evoked Response Audiometry), como é popularmente conhecido. Desde o início de fevereiro, o Peate passou a ser realizado ainda durante a internação, antes da alta hospitalar, com resultado e laudo no mesmo dia para bebês com indicadores de risco para deficiência auditiva. A coordenadora de fonoaudiologia da maternidade do HRG, Maria Paula Toledo, explica que a novidade representa um avanço importante no cuidado neonatal. “O HRG é, historicamente, um dos hospitais que mais realiza partos no DF, com mais de 300 por mês. Antes, realizávamos apenas o teste padrão da orelhinha. Agora, também estamos fazendo o Peate, que é um exame mais detalhado”. O Peate é um exame complementar ao teste da orelhinha e faz parte da triagem neonatal. Ele é indicado para recém-nascidos que apresentam indicadores de risco para perda auditiva | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Triagem neonatal O Peate é um exame complementar ao teste da orelhinha e integra a triagem neonatal, que inclui ainda os testes do olhinho, da linguinha, do coraçãozinho e do pezinho. Ele permite avaliar, de forma precoce, a integridade do sistema auditivo. Segundo a fonoaudióloga da maternidade do HRG, Priscila Oliveira, anteriormente os bebês eram encaminhados para outras unidades de saúde após a alta hospitalar. “Enfrentávamos uma taxa elevada de faltas, principalmente pela dificuldade de deslocamento das mães. Com a realização do exame aqui no HRG, o processo ficou mais ágil e acessível”, explica. [LEIA_TAMBEM]Como é feito O fluxo começa com o teste da orelhinha. Em caso de falha, é feito o reteste com o Peate. Para a realização do procedimento, é importante que o bebê esteja calmo, preferencialmente dormindo. Eletrodos são colocados na testa, nas bochechas e na nuca, e um dispositivo semelhante a um fone de ouvido é posicionado em cada orelha. O equipamento emite estímulos sonoros e registra a resposta elétrica do nervo auditivo, identificando eventuais alterações. Persistindo a falha, o recém-nascido é encaminhado ao serviço de saúde auditiva por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde. O equipamento possui tecnologia avançada que possibilita a avaliação de ambas as orelhas simultaneamente. O exame pode ser feito a partir das 30h de vida do bebê Entre os bebês atendidos está Maria Hellena Silva, com apenas quatro dias de vida, que realizou o Peate por apresentar indicador de risco. Para a mãe, Tatiara dos Santos, 31 anos, o novo serviço trouxe mais tranquilidade. “Saber que minha filha pôde fazer o exame aqui mesmo, sem precisar ir para outro hospital, foi um alívio. A gente se sente mais segura fazendo tudo ainda na maternidade”, diz. A chefe do Núcleo de Saúde Funcional do HRG, Kássia Araújo, ressalta que a audição é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. “Identificar precocemente possíveis perdas auditivas permite iniciar intervenções no momento certo, aumentando as chances de sucesso antes da fase escolar. A Secretaria de Saúde oferece um fluxo de atendimento para assegurar que as crianças recebam o suporte necessário antes do início da alfabetização”, acrescenta. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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DF registra melhor resultado da história no acompanhamento de saúde do Bolsa Família
O Distrito Federal alcançou um marco histórico no acompanhamento das condicionalidades de saúde do programa Bolsa Família. Na segunda vigência de 2025, o percentual de cobertura chegou a 86,6%, o melhor já registrado na capital. O índice corresponde à proporção de beneficiários que tiveram o acompanhamento em saúde realizado e devidamente registrado pelas equipes da Atenção Primária à Saúde (APS). “Esse resultado expressivo demonstra a capilaridade da APS e o trabalho comprometido das equipes que atuam diariamente junto às famílias beneficiárias, garantindo cuidado oportuno, vigilância ativa e acompanhamento qualificado”, destaca o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Afonso Mendes. Acompanhamento é feito nas unidades básicas de saúde, sendo obrigatório para receber o benefício do Bolsa Família | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O acompanhamento envolve a atuação de diversos profissionais da Secretaria de Saúde (SES-DF), como equipes das unidades básicas de saúde (UBSs), da Estratégia Saúde da Família (eSF) e agentes comunitários de saúde (ACS), além de gestores da pasta. Para a coordenadora distrital do Bolsa Família, Christiane Viana, o percentual alcançado significa que quase nove em cada dez pessoas do público-alvo foram acompanhadas. “O índice mostra a força da APS, com ações de busca ativa, organização do território, engajamento das equipes e articulação intersetorial. O rastreio é fundamental para assegurar que famílias em maior vulnerabilidade não fiquem sem cuidados essenciais”, explica. [LEIA_TAMBEM]Condicionalidades em saúde O acompanhamento de saúde do primeiro semestre deste ano(janeiro a junho) já começou. Mulheres de 14 a 44 anos, gestantes e crianças menores de 7 anos inscritas no programa devem passar pelo rastreio, realizado na UBS de referência. É necessário levar o cartão do Bolsa Família ou o Número de Identificação Social (NIS), documento com foto, caderneta da criança e, se for o caso, cartão da gestante. O cumprimento das condicionalidades de saúde é obrigatório e inclui, principalmente, a atualização do calendário vacinal e a avaliação nutricional de crianças, além do acompanhamento da gestação e da realização do pré-natal pelas beneficiárias. O descumprimento pode acarretar medidas como bloqueio, suspensão e, em último caso, desligamento do Bolsa Família. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Período chuvoso no DF exige atenção redobrada contra a dengue
A chuva que refresca o calor do verão pode esconder um perigo silencioso. Em poucos dias, a água acumulada em tampinhas esquecidas, calhas entupidas ou baldes deixados no quintal vira convite para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika, da febre amarela e da chikungunya. No Distrito Federal, onde a doença apresenta comportamento sazonal entre outubro e maio, a atenção precisa ser redobrada. Equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram, no último mês, a quadra 508 de Samambaia Sul em uma ação de prevenção, com vistorias domiciliares e orientações aos moradores. A iniciativa permite mapear os índices de infestação e direcionar estratégias de combate ao vetor. Agentes da Vigilância Ambiental da SES-DF percorreram a quadra 508 de Samambaia Sul em ação de combate ao mosquito da dengue | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A agente de vigilância ambiental (Ava) Sofia Quaresma lembra que a dengue é endêmica no DF, mas ganha força no período chuvoso. “Muita gente acredita que a casa está limpa, mas um restinho de água em um balde, no ralo pouco usado ou até no motor atrás da geladeira já é suficiente para o mosquito se reproduzir. A visita serve para reforçar cuidados e mostrar pontos que o morador nem sempre percebe”, explica. Durante a atividade, os agentes visitaram a casa de Conceição de Maria Araújo, 64 anos. No local, foram identificados recipientes com acúmulo de água da chuva, sendo que um deles apresentava larvas, que foram coletadas para análise. “É muito bom ter esses profissionais para nos orientar. Agora ficarei mais atenta”, afirma. Para a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental de Samambaia, Giselle Melo, o enfrentamento da dengue depende diretamente da parceria com a população. “Costumo dizer que 50% do resultado vem do agente orientando e os outros 50%, do morador colocando em prática o que aprendeu. Separar alguns minutos da semana para olhar o quintal, vedar caixas d’água e eliminar água parada é decisivo para quebrar o ciclo do mosquito”, ressalta. O trabalho dos agentes é primordial para identificar e combater os focos do mosquito da dengue Dados Com foco na prevenção, mais de 360 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram cerca de 1,8 milhão de residências no DF em 2025 e notificaram aproximadamente 25 mil ocorrências suspeitas de dengue, sendo 12 mil casos prováveis. O número representa redução de 96% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 278 mil casos prováveis no Distrito Federal. Neste ano, até a Semana Epidemiológica 05, foram notificados 1.132 casos suspeitos de dengue em residentes do Distrito Federal, dos quais 616 eram prováveis. Entre os casos prováveis, sete foram confirmados. Os Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF atuam na prevenção e no controle de fatores ambientais que impactam a saúde da população, com monitoramento de riscos de zoonoses, como dengue, leishmaniose e raiva; controle de vetores, como mosquitos e escorpiões; análise da qualidade da água; e realização de ações educativas voltadas à prevenção de doenças. As atividades são executadas de acordo com a demanda de cada região administrativa. Drones auxiliam no mapeamento de locais mais críticos; fotos tiradas pelo equipamento mostram onde há possíveis focos de água parada, permitindo ações mais precisas Combate ao mosquito As ações de enfrentamento às arboviroses são realizadas de forma ininterrupta, abrangendo residências e locais públicos. Entre as estratégias utilizadas está a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), tecnologia que cria uma camada protetora nas paredes internas, capaz de eliminar os mosquitos que pousam nesses locais. O produto apresenta baixa toxicidade para humanos e animais domésticos. Em 2025, foram feitas quase 60 aplicações da BRI, principalmente em locais com grande circulação de pessoas, como rodoviárias e feiras. Outra importante ferramenta de prevenção são as estações disseminadoras de larvicidas (EDLs). Cada unidade é composta por um balde preto, com boia e tela ao redor, impregnada com Pyriproxyfen — inseticida que atua como hormônio regulador do crescimento de insetos, impedindo que atinjam a fase adulta. Mais de 3,2 mil EDLs foram instaladas em diferentes regiões do DF no ano passado. As ovitrampas também tiveram papel fundamental no monitoramento e controle das arboviroses. Em 2025, as equipes de vigilância instalaram mais de 3,8 mil armadilhas. Nelas, um pote preto com água e levedo de cerveja estimula os mosquitos a depositarem seus ovos em uma placa de fibra de madeira (paleta) e na parede do recipiente. Embora as armadilhas se assemelhem a criadouros, são seguras, pois recebem inseticida para impedir o desenvolvimento das larvas. Inspeção identifica recipientes que podem acumular água da chuva e virar criadouro do Aedes aegypti Além das ações em solo, a SES-DF incorporou drones no enfrentamento às arboviroses. Os equipamentos auxiliam no mapeamento de territórios mais críticos. As imagens captadas indicam locais com possíveis focos de água parada, permitindo intervenções mais precisas. Ao todo, os drones realizaram varredura em 22 regiões administrativas, totalizando mais de 2,1 mil hectares mapeados e cerca de 3 mil possíveis criadouros identificados. Outra frente de atuação inovadora foi a liberação dos wolbitos, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. Os insetos com a Wolbachia se reproduzem com os exemplares selvagens, transmitindo a bactéria às próximas gerações. No DF, o programa registrou 14 semanas de produção e 13 de liberação de aproximadamente 13 milhões de “mosquitos amigos”. Nesse período, as ações de campo envolveram 68 rotas semanais, 14 mil pontos de soltura e 813 viagens para distribuição dos insetos em todo o território previsto. [LEIA_TAMBEM]Os agentes de vigilância ambiental da SES-DF receberão, no próximo mês, 683 tablets com caneta digitalizadora e pacote de dados móveis para substituir as fichas em papel. Com o equipamento, o registro das atividades passará a ser feito diretamente em aplicativos e sites oficiais. Os dispositivos vão agilizar o serviço, reduzindo retrabalho e minimizando o risco de perda de informações. Vacinação Até o momento, quase 222 mil doses da vacina contra a dengue foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no Distrito Federal. O imunizante previne formas graves da doença e está disponível nas salas de vacina da rede pública de saúde. No total, cerca de 312 mil doses foram aplicadas, considerando todos os públicos nas redes pública e privada. Apesar dos números expressivos, a vacinação contra a dengue ainda não alcançou a cobertura ideal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Medicamentos irregulares e sem registro são apreendidos no DF
A Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa) apreendeu, nesta sexta-feira (20), um grande volume de medicamentos em situação irregular. A ação contou com o apoio da Polícia Militar (PMDF) e foi desencadeada após denúncia anônima registrada na Ouvidoria. Ao todo, foram recolhidos centenas de produtos que circulavam sem os devidos registros sanitários ou com prazo de validade vencido, localizados em uma clínica veterinária. Durante a ação, os agentes identificaram diversas irregularidades graves. Entre os itens apreendidos e lacrados, destacam-se medicamentos para emagrecimento, como caixas de tirzepatida de marcas estrangeiras e manipuladas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também foram encontrados hormônios e anabolizantes, com ampolas de somatropina, testosterona e outros esteroides sem procedência comprovada, além de soluções diluentes e outros medicamentos com prazos de validade expirados. Centenas de medicamentos irregulares foram apreendidos na sexta (20), como caixas de tirzepatida de marcas estrangeiras e manipuladas sem registro na Anvisa | Fotos: Divulgação/SES-DF O gerente de medicamentos da Vigilância Sanitária, Felipe Randall's Silva Pereira, alerta que existem ações de proibição de comercialização e ordens de apreensão da Anvisa para lotes de tirzepatida oriundos de outros países, visto que não há registro desses produtos no Brasil. Além disso, quando se compram produtos de origem desconhecida, não há garantia de qualidade, segurança e eficácia. “Produtos injetáveis e estéreis devem passar por processos rigorosos de controle de qualidade”, alertou o gerente de medicamentos. [LEIA_TAMBEM]A diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, destaca que a comercialização de produtos sem registro da Anvisa ou de origem desconhecida representa risco iminente à vida, uma vez que não há garantias sobre a composição, o armazenamento ou a eficácia dessas substâncias, e que o rigor nas fiscalizações é fundamental para evitar que o mercado de produtos ilícitos ganhe espaço na capital. “Quando retiramos de circulação medicamentos sem registro ou vencidos, estamos prevenindo intoxicações graves, reações adversas severas e tratamentos ineficazes. A saúde pública do Distrito Federal exige que todos os insumos sigam padrões rigorosos de qualidade, e não toleraremos estabelecimentos que coloquem o lucro acima da segurança do paciente", ressalta a diretora. O estabelecimento onde os produtos foram encontrados foi autuado por infrações sanitárias com base nas leis federais nºs 5.991/73, 6.360/76 e 6.437/77. Todo o material foi devidamente lacrado e será submetido aos trâmites legais para destruição. A Vigilância Sanitária do DF reforça que a comercialização de produtos sem registro da Anvisa ou de origem desconhecida representa risco para a saúde Medicamentos de controle especial De acordo com a Portaria nº 344/1998, do Ministério da Saúde, medicamentos e substâncias sujeitas a controle especial, como os que foram recolhidos pela Vigilância Sanitária do DF, só podem ser comercializados em estabelecimentos devidamente licenciados. “Esses medicamentos só podem ser prescritos por médico e ser vendidos em estabelecimentos licenciados, como drogarias e farmácias de manipulação. Não podem ser comercializados nem em clínicas de estética, e muito menos em clínica veterinária, local onde foram apreendidos”, pontuou Olivé. A diretora da Vigilância Sanitária reforçou a importância de a população sempre verificar o registro de medicamentos e desconfiar de promessas de resultados milagrosos ou preços excessivamente baixos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Carro da Vacina leva imunização a São Sebastião neste sábado (21)
Neste sábado (21), moradores de São Sebastião contaram com os serviços do Carro da Vacina na Praça do Reggae, um dos pontos mais movimentados da cidade. A iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibilizou vacinas do calendário infantil e adulto (exceto BCG e dengue), além de testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (IST) e orientações de saúde. Ao todo, 154 doses de imunizantes foram aplicadas e 128 testes rápidos realizados. A praça, conhecida por reunir moradores ao longo de todo o dia e concentrar intenso fluxo no comércio local, foi escolhida estrategicamente como parada do veículo da SES-DF neste sábado para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. A Praça do Reggae, local de bastante movimento em São Sebastião, foi o local de parada do Carro da Vacina neste sábado (21) | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF Moradora da Vila São José, Rosimeire Auxiliadora Abrantes aproveitou a oportunidade para atualizar a caderneta com as vacinas contra hepatite e Covid-19. “Costumo vir todos os dias para tomar meu café e vi o Carro da Vacina estacionado aqui. Depois de consultar meu CPF, a enfermeira informou que eu estava com duas vacinas em atraso”, relatou. Para ela, a iniciativa facilita o acesso: “Às vezes procuramos o centro de saúde e há muita demanda. Aqui, eu achei ótimo e rápido”. [LEIA_TAMBEM]O estudante João Vitor Vieira, de 23 anos, que também aproveitou a ação, destacou a importância de manter o esquema vacinal atualizado. “Apesar da desinformação que circula sobre vacinas, acho muito importante se vacinar e se prevenir de todas as doenças possíveis”, afirmou. Responsável pela ação deste sábado, a enfermeira Patriciana Ribeiro ressaltou que a vacinação é uma das principais estratégias para prevenir doenças causadas por vírus e bactérias, além de reduzir casos graves e hospitalizações. “Manter o esquema vacinal em dia contribui para diminuir a incidência de doenças imunopreveníveis e os impactos no sistema de saúde”, explicou. João Vitor Vieira, estudante: "Apesar da desinformação que circula sobre vacinas, acho muito importante se vacinar e se prevenir de todas as doenças possíveis" Ação itinerante A região de saúde Leste, que abrange Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral, passou a contar com o Carro da Vacina desde o ano passado. Desde o início das atividades, o serviço itinerante já percorreu diversos pontos estratégicos e tem sido bem recebido pela população. O Carro da Vacina é uma estratégia da SES-DF para ampliar a cobertura vacinal e levar imunização diretamente às comunidades, especialmente àquelas com menor acesso às unidades básicas de saúde (UBSs). A proposta é facilitar o atendimento e alcançar pessoas que, por diferentes motivos, não conseguem comparecer às unidades fixas de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Dengue: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos precisam comparecer às unidades de saúde para imunização
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade precisam comparecer a uma das mais de cem salas de vacinação onde estão disponíveis imunizantes contra a dengue. Conforme dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 41,9% das crianças de 10 anos tomaram a primeira dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. Em nenhuma dessas idades foi atingida a meta de 90%, sequer para a primeira dose. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, ressalta que, apesar da queda de 95% no número de casos entre 2024 e 2025, a vacinação é fortemente recomendada. "Mesmo com a redução expressiva dos casos de dengue, o risco de novas epidemias não pode ser descartado. A vacina oferece proteção não apenas no curto prazo, mas também por muitos anos após a imunização, sendo uma estratégia eficaz e segura", afirma. Juliane Malta destaca que a vacinação é importante, inclusive, para quem já teve a doença. "Quem já foi infectado apresenta maior risco de desenvolver formas graves em uma nova infecção, em razão de um fenômeno imunológico característico da dengue, conhecido como exacerbação da doença mediada por anticorpos", explica. Vacinação contra a dengue teve elevada adesão nos primeiros dias, porém, o número de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos vacinados está aquém do esperado | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Vacinação em atraso A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, contabiliza 24.178 doses da vacina contra a dengue no depósito. Outras seis mil estão distribuídas para as redes de frio regionais e nos estoques das próprias unidades básicas de saúde (UBSs). O público atual, de 10 a 14 anos, é indicado pelo Ministério da Saúde e, por enquanto, não há indicação de ampliação. A data de validade das vacinas é julho de 2027. [LEIA_TAMBEM]Tereza Luiza Pereira ressalta que quem tomou a primeira dose e não voltou após os 90 dias, conforme recomendado, pode retornar para completar o esquema vacinal, mesmo em atraso. "Não é necessário reiniciar o esquema vacinal em caso de atraso. A conduta indicada é apenas completar o esquema, respeitando as orientações técnicas vigentes", esclarece. Também é possível aproveitar a ida à sala de vacina para tomar outros imunizantes, como o da HPV, por exemplo. A SES-DF orienta a população a comparecer a uma das salas de vacina com documento de identificação e a caderneta de vacinação. Caso esse documento tenha sido perdido, isso não impede o atendimento. "Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Assim, de acordo com as informações disponíveis no sistema ou prestadas pelo usuário, é feita uma avaliação mais precisa, garantindo segurança e efetividade", acrescenta a médica da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Gabriela Villar. Quem tomou a primeira dose da vacina contra a dengue mas não voltou para a tomar a segunda dose pode finalizar seu ciclo vacinal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Ação contra a dengue De fevereiro de 2024 a janeiro de 2026, a Secretaria de Saúde aplicou 183,4 mil doses de vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme indicado pelo Ministério da Saúde. A meta é chegar a 90% dessa população com as duas doses aplicadas. Esta, porém, não é a única estratégia de combate à doença. Ao longo de 2025, 362 servidores da SES-DF realizaram mais de 1,8 milhão de visitas domiciliares, tanto para levar informação quanto para combater focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Além disso, agentes de vigilância ambiental instalaram mais de 3,8 mil armadilhas para mosquitos (ovitrampas) e 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas. Outra estratégia é a disseminação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, com menor capacidade de transmitir doenças e com potencial para substituir as populações do mosquito inicial. Os resultados são acompanhados pelos boletins epidemiológicos. Em 2025, o Distrito Federal fechou o ano com queda de 96% nos casos prováveis de dengue. Ações de combate à dengue envolvem tanto o combate a focos do Aedes aegypti quanto o esclarecimento da população | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Vacinação de profissionais de saúde Os servidores que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs) vão começar a receber, nesta semana, a vacina contra a dengue. A imunização vai contemplar, primeiramente, os trabalhadores com maior exposição no território, como agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de vigilância ambiental (AVAs), equipes de consultório na rua (eCR) e equipes de saúde da família (eSF). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Fevereiro Roxo: campanha mobiliza cuidados sobre doenças crônicas
Neste mês, a campanha Fevereiro Roxo convida a população a olhar com mais atenção para o lúpus, a fibromialgia e a doença de Alzheimer. Como forma de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e do autocuidado, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a necessidade de buscar orientação médica ao perceber os primeiros sinais. O lema deste ano é “Se não houver cura, que no mínimo haja conforto". Embora sejam doenças incuráveis, é possível que o paciente tenha qualidade de vida. O acompanhamento começa nas unidades básicas de saúde (UBSs), com encaminhamento para serviços especializados quando necessário. O Lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e etnia, porém é prevalente em mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 45 anos | Imagem: Freepik Lúpus Doença inflamatória autoimune, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) ocorre quando o sistema imunológico ataca, por engano, tecidos saudáveis do corpo. Pode se manifestar de forma cutânea, com manchas avermelhadas em áreas expostas ao sol, como rosto, colo e braços, ou sistêmica, quando órgãos internos são afetados. [LEIA_TAMBEM]De acordo com o reumatologista da SES-DF e referência no assunto Rodrigo Aires, a doença não tem causa única nem é contagiosa. “Existe uma combinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e imunológicos que contribuem para o desenvolvimento do lúpus, o que explica por que ele se apresenta de formas tão diferentes entre os pacientes”, afirma. Os sintomas mais comuns são fadiga intensa, dores articulares e musculares, febre, inflamações e alterações na pele. Sem controle desses sinais, a enfermidade pode comprometer rins, coração e sistema nervoso. “Embora não tenha cura, o tratamento adequado permite controlar a atividade do lúpus, prevenir complicações e garantir mais qualidade de vida”, enfatiza Aires. Secretaria de Saúde oferece diversas práticas integrativas gratuitas que podem auxiliar no tratamento da fibromialgia e controle da dor | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde DF Fibromialgia A fibromialgia é caracterizada por dor muscular generalizada e crônica, provocando fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória, cansaço excessivo e depressão. Dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) indicam que cerca de 3% da população brasileira convivem com a síndrome, mais comum entre mulheres de 30 e 50 anos. O tratamento é individualizado e envolve medicamentos, atividade física e outras abordagens não medicamentosas. “O cuidado precisa ser multiprofissional e contínuo, com foco na redução da dor, melhora do sono e da funcionalidade”, explica o reumatologista. Na rede pública, um exemplo é o Grupo Supera Dor, da UBS 17 de Ceilândia, voltado a pessoas com dor crônica. A iniciativa trabalha o autocuidado e estratégias para melhorar a qualidade de vida. O residente em fisioterapia Gabriel Freitas Cândido destaca os benefícios da atividade coletiva: “As ações do grupo contribuem para o controle da dor, melhora da mobilidade e da funcionalidade, além de oferecer apoio psicossocial. Apresentamos ferramentas que possibilitem ao indivíduo manter a realização das atividades básicas de vida diária, mesmo na presença da dor, evitando a piora do quadro clínico." Tratamento do Alzheimer pode contribuir para a redução da evolução dos sintomas e proporcionar qualidade de vida | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Alzheimer Por sua vez, a doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo, marcado inicialmente pela perda de memória recente. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a condição é responsável por 60% a 70% dos casos de demência. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que cerca de 1,2 milhão de brasileiros convivem com a enfermidade, muitos sem diagnóstico. Com a progressão do Alzheimer, surgem sintomas como perda de memória remota (do passado), irritabilidade, falhas na linguagem e dificuldade de orientação no tempo e no espaço. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, em exames físicos e neurológicos e na análise das funções cognitivas. O tratamento adequado, iniciado precocemente, contribui para aliviar sintomas e estabilizar ou retardar a progressão da doença. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Carnaval: veja dicas para manter a hidratação na folia
Calor intenso, muita animação e horas seguidas de festa fazem parte do Carnaval no Distrito Federal. Para aproveitar a folia com disposição e evitar mal-estar, como a desidratação, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reúne orientações simples que ajudam os foliões a manter o corpo bem hidratado ao longo das comemorações. Durante os dias de festa, são comuns ambientes muito cheios e exposição ao sol, fatores que aumentam o calor e facilitam a perda de líquidos. Portanto, a hidratação deve ser frequente na rotina dos foliões. “A água é fundamental, mas pode ser intercalada com água de coco, sucos naturais e bebidas isotônicas, que ajudam a repor os eletrólitos perdidos com o suor”, orienta a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama. Durante os dias de carnaval, a perda de líquidos pelo suor é maior, principalmente em ambientes cheios e sob o sol | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Segundo a gestora, o álcool também aumenta a perda de líquidos pela urina. “A desidratação decorrente do consumo de bebidas alcoólicas, sem a devida reposição hídrica, pode causar confusão mental, dor de cabeça, sensação de fraqueza, cansaço, sonolência, tontura, queda da pressão, náuseas e vômitos”, elenca. Além dos líquidos, a alimentação contribui diretamente para a hidratação. Frutas ricas em água — como melancia, melão, abacaxi, laranja e morango — são boas aliadas. “As refeições devem priorizar alimentos mais leves e saudáveis, como cereais integrais, feijão, ovos, carnes magras, legumes, verduras e frutas, evitando preparações muito gordurosas, que dificultam a digestão”, aconselha a especialista. [LEIA_TAMBEM]Fique atento Também entram na lista de alertas os cuidados sanitários. A diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé, chama a atenção para a procedência da água e dos alimentos consumidos durante a folia. “É importante beber apenas água tratada, filtrada ou mineral engarrafada, sempre verificando se a embalagem está lacrada e dentro da validade”, afirma. Olivé reforça que, ao comer na rua, é importante evitar pratos muito manipulados, gordurosos e preparações com molhos, recheios e coberturas. Se for consumir molhos, prefira os industrializados, em embalagens do tipo sachê. “Alimentos preparados sem atenção às precauções sanitárias adequadas e sem controle de qualidade podem sofrer contaminação e provocar vômitos, diarreia e agravar a desidratação”. Água de coco, sucos e frutas como melancia e abacaxi podem ser bons aliados na hidratação do corpo para uma folia mais segura Atendimento Caso o folião apresente redução grave da consciência ou da coordenação motora, é preciso procurar atendimento médico de urgência nos prontos-socorros, como unidades de pronto atendimento (UPAs) e emergências dos hospitais da rede mais próximos. Em caso de perda completa da consciência, é necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por meio do número 192. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Carnaval com mais segurança: Samu reforça atendimento de urgência no DF
Para garantir mais segurança aos foliões, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) vai atuar com um esquema especial de atendimento durante o Carnaval 2026, entre sábado (14) e terça-feira (17). Nesse período, os eventos carnavalescos ocorrem de forma descentralizada, em várias regiões administrativas, com grande expectativa de público. Por isso, o Samu-DF preparou um protocolo operacional específico, com equipes posicionadas estrategicamente para assegurar resposta rápida em situações de emergência. Na região central de Brasília, onde está prevista maior concentração de pessoas, o serviço contará com equipes previamente alocadas no circuito dos blocos carnavalescos — entre a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional da República — e na Cidade da Segurança Pública — centro de operações durante o Carnaval —, localizada no estacionamento superior norte da Torre de TV. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funciona 24 horas por dia, e pode ser acionado pelo telefone 192 | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Estrutura A estrutura de atendimento será composta por uma Unidade de Suporte a Múltiplas Vítimas (USMV), duas unidades de suporte básico (USBs) e seis motocicletas de atendimento rápido. [LEIA_TAMBEM]As equipes serão formadas por enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores preparados para atuar em casos de urgência e emergência, como mal-estar, desidratação, quedas, traumas e outras intercorrências comuns em grandes eventos. Além disso, a Central de Regulação Médica de Urgências do Samu-DF seguirá funcionando normalmente e estará pronta para atender ocorrências em qualquer região do Distrito Federal durante o período festivo. “Definimos locais estratégicos e uma estrutura mínima de atendimento de urgência, considerando a grandiosidade dos eventos e, principalmente, a segurança da população”, destaca a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais. Nos dias de folia, o Samu contará com uma Unidade de Suporte a Múltiplas Vítimas (USMV), duas unidades de suporte básico (USBs) e seis motocicletas de atendimento rápido | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Samu-DF O Samu-DF integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e realiza atendimento pré-hospitalar móvel em situações clínicas, traumáticas, cirúrgicas e psiquiátricas. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e pode ser acionado pelo telefone 192, que oferece orientações imediatas e o envio de equipes especializadas quando necessário. Vinculado à Secretaria de Saúde (SES-DF), o Samu-DF conta com ambulâncias, motocicletas e helicóptero aeromédico para garantir atendimento ágil e salvar vidas. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Atenção básica de saúde ganha reforço com funcionamento da UBS 9 em Santa Maria
O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quarta-feira (11), a Unidade Básica de Saúde (UBS) 9 de Santa Maria para acompanhar de perto o funcionamento da estrutura e destacar o papel estratégico da atenção primária no Distrito Federal. A unidade faz parte da Rede de Atenção Primária à Saúde e atua como porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS), com serviços de promoção, prevenção, assistência e acompanhamento contínuo à população da região. Ibaneis Rocha visitou a UBS 9 de Santa Maria para acompanhar de perto o funcionamento da estrutura e destacar o papel estratégico da atenção primária no DF | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com o governador Ibaneis Rocha, a estrutura da unidade serve de referência para a expansão da rede. “É aqui que começa tudo na saúde, é exatamente na unidade básica de saúde para que depois, descoberto e feito o diagnóstico, seja encaminhado para a rede hospitalar. Então é esse modelo que nós temos que deixar implementado nessa expansão da atenção primária na nossa capital”, afirmou. O chefe do Executivo também destacou o cuidado com o ambiente físico da UBS. “Eu fiquei muito encantado com a forma da construção, trazendo leveza para a UBS, iluminação natural e bastante jardim. É uma obra que vai servir de modelo para outras que nós temos que fazer no Distrito Federal”, completou. Durante a agenda, foram apresentados os dados de produção assistencial e a estrutura das equipes que atuam na unidade. A UBS 9 conta com quatro equipes completas de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde (ACS). A média é de aproximadamente 300 atendimentos gerais por dia, o que demonstra a alta demanda e a relevância da unidade para a comunidade local. Entre os serviços ofertados estão laboratório; farmácia, com média de dispensação de cerca de 140 receitas diárias; e salas de vacinação, para curativos, procedimentos clínicos, inserção de PIS e ações do Programa Saúde na Escola (PSE). A unidade também atua como campo de estágio para formação profissional e conta com o Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde, ampliando sua atuação para além do atendimento direto ao paciente. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou a importância do investimento na atenção básica para reduzir a sobrecarga hospitalar. “A atenção primária à saúde é capaz de resolver cerca de 80% dos casos. A partir do momento que você investe mais em atenção primária, você diminui a sobrecarga nas nossas emergências”, explicou. Segundo ele, a unidade tem capacidade para atender cerca de 20 mil pessoas cadastradas. “Nós temos aqui quatro equipes de Saúde da Família, consultórios modernos, odontologia, sala de vacina, sala de medicação e um grande diferencial, que são as práticas integrativas para a população”, destacou. A UBS 9 conta com quatro equipes completas de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde (ACS) Moradora da região há 18 anos, a dona de casa Irailde Bento dos Santos, de 52 anos, comemora a chegada da unidade de saúde. “Isso aqui foi o melhor que aconteceu em 2025. Antes eu saía quatro horas da manhã para conseguir atendimento em outro posto, agora a gente chega e já é atendida”, contou. Para ela, o acolhimento faz a diferença. “O atendimento aqui é muito bom, a gente se sente bem”, afirmou. Também moradora da cidade, Maria de Jesus Nascimento, 64 anos, destacou a qualidade da estrutura. “Estou amando, porque ficou muito próximo da gente. Antes eu precisava ir para outro hospital, agora faço consulta e exame aqui mesmo”, disse. Sobre o espaço físico, ela elogiou: “Está tudo muito bonito. Parece até um hospital particular, às vezes até melhor”, concluiu. Essa é mais uma das entregas feitas por este Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a atenção básica como eixo estruturante do sistema de saúde. Desde 2019, o Executivo local entregou 14 unidades básicas de saúde construídas ou reformadas em diversas regiões administrativas, ampliando o acesso e reduzindo a sobrecarga de unidades hospitalares. Irailde Bento dos Santos, dona de casa: "Antes eu saía quatro horas da manhã para conseguir atendimento em outro posto, agora a gente chega e já é atendida" Santa Maria renovada Desde 2019, o GDF já entregou R$ 206 milhões em obras em Santa Maria, região administrativa com 121.635 moradores, priorizando mobilidade, educação, saúde e infraestrutura. Um dos maiores aportes foi no Setor Habitacional Ribeirão/Porto Rico, que recebeu obras de pavimentação, drenagem pluvial e sinalização, melhorando o acesso e reduzindo problemas históricos de poeira e alagamentos. A cidade também foi contemplada com a pavimentação e iluminação da VC-371 (Total Ville), a implantação da marginal da BR-040 e a construção da rodoviária, reforçando a integração do transporte público e a mobilidade regional. Maria de Jesus Nascimento, moradora de Santa Maria: "Está tudo muito bonito. Parece até um hospital particular, às vezes até melhor" Na educação, os investimentos garantiram a construção da Escola Técnica de Santa Maria e de dois centros de educação da primeira infância (Cepis) — creches nas quadras CL 201 e EQ 215/315 —, ampliando a oferta de vagas para crianças. Na saúde, Santa Maria ganhou duas unidades básicas de saúde desde 2019: uma segunda unidade da UBS 6, inaugurada em dezembro de 2023, e a UBS 9, entregue em setembro de 2025. Juntas, elas ampliam a cobertura da atenção primária e fortalecem o atendimento à população da região administrativa. A região também recebeu melhorias estruturantes, como a reforma da Barragem de Santa Maria, implantação de subestação na ADE Polo JK, esgotamento sanitário na QR 119, ciclovia ligando Santa Maria ao Gama e diversas ações complementares de iluminação pública, acessibilidade, abrigos de ônibus e recuperação viária.
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Mosquitos com bactéria para combate à dengue no DF são monitorados
Você deve lembrar-se de que, em setembro, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia foram liberados em dez regiões administrativas do Distrito Federal e em dois municípios de Goiás. Desde então, equipes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) têm monitorado se a bactéria realmente se estabilizou nos mosquitos transmissores de arboviroses em circulação. Equipes de Vigilância Ambiental monitoram se a bactéria Wolbachia se estabilizou nos mosquitos transmissores de arboviroses em circulação | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O procedimento envolve equipes multiprofissionais e intersetoriais. Por meio das ovitrampas, os agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) realizam a coleta dos ovos de mosquitos. A paleta com o material é levada ao Laboratório de Entomologia Médica (LEM), onde são identificadas as larvas de Aedes aegypti para serem enviadas a pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Neste mês, ocorre o quarto ciclo de monitoramento. As avaliações continuam para além de março, quando o cronograma inicial prevê o fim das solturas dos mosquitos produzidos pela biofábrica. “Esse é um método sustentável. As solturas terminam e a bactéria segue sendo transmitida à prole por meio da reprodução”, explica a bióloga do LEM, Kenia Cristina de Oliveira. “Também é um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação”, completa. Kenia Cristina, bióloga do LEM: "É um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação" Ações conjuntas Os wolbitos (mosquitos inoculados) são mais uma ferramenta no combate a doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. A bactéria Wolbachia impede que o inseto desenvolva essas arboviroses, interrompendo a transmissão das doenças. [LEIA_TAMBEM]A participação popular, porém, continua sendo uma abordagem imprescindível no enfrentamento às arboviroses, ressalta o gerente substituto de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF, Anderson de Morais. “Sozinha, nenhuma tecnologia oferece proteção completa à sociedade. Uma estratégia complementa a outra. Os cuidados dos moradores são parte fundamental na eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti dentro das próprias residências”, detalha. Além das ovitrampas e dos wolbitos, a SES-DF também adota: borrifação residual intradomiciliar (BRI); estações disseminadoras de larvicidas (EDLs); e drones para mapeamento de territórios mais críticos. Quase 2 milhões de visitas de Avas foram realizadas em residências no DF em 2025. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Elogios a servidores do GDF crescem mais de 28% desde 2022
O número de elogios direcionados a servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) mantém trajetória de crescimento e consolida uma relação mais colaborativa entre a população e o serviço público. Considerando o recorte a partir de 2022 — ano seguinte ao lançamento do atual sistema Participa DF, ocorrido em dezembro de 2021 — os registros passaram de 15.384 elogios para 19.755 em 2025, o que representa um aumento acumulado de 28,4% no período. Os elogios são registrados pela própria rede de ouvidorias do Distrito Federal, por meio do portal Participa DF, pelo telefone 162 ou presencialmente em qualquer ouvidoria dos órgãos do GDF. Além de reclamações, denúncias, solicitações e sugestões, o sistema permite que o cidadão reconheça formalmente o bom atendimento e os serviços públicos que estão funcionando de forma satisfatória, fortalecendo o controle social e a melhoria contínua da gestão. Em 2025, os órgãos distritais mais elogiados pela população foram a Secretaria de Saúde (SES-DF), com 9.582 registros, seguida pela Secretaria de Educação (SEEDF), com 3.128 elogios. Na sequência aparecem a Secretaria de Transporte e Mobilidade (641), a Polícia Militar do Distrito Federal (527) e a Fundação Hemocentro de Brasília (447). No ano passado, os órgãos mais elogiados pela população foram a Secretaria de Saúde, com 9.582 registros, e a Secretaria de Educação, com 3.128 elogios | Foto: Divulgação/CGDF Desde 2022, as áreas de Saúde e Educação lideram de forma contínua o ranking de elogios, reflexo do contato direto e cotidiano com a população e do impacto dos serviços essenciais prestados por seus profissionais. Eurides Domingos, aposentada e moradora do Gama, já fez 42 elogios na rede de ouvidorias do DF. “Sempre usei os meios públicos para dizer o quanto esses profissionais se doam a favor dos pacientes e não são reconhecidos pelos seus esforços ao próximo.” Os registros de reconhecimento são variados e abrangem diferentes frentes de atuação do serviço público. Entre os elogios mais frequentes estão manifestações direcionadas a servidores públicos individualmente, ao atendimento em unidades hospitalares, ao atendimento em unidades básicas de saúde, ao serviço prestado por órgãos e entidades do GDF, ao atendimento médico, ao trabalho realizado por servidores terceirizados, a professores, à conduta de motoristas de ônibus, a unidades educacionais públicas e ao atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A diversidade dos registros evidencia a amplitude do reconhecimento da população aos serviços que impactam diretamente o dia a dia do cidadão. [LEIA_TAMBEM]Para a ouvidora-geral do Distrito Federal, Daniela Pacheco, o crescimento dos elogios demonstra o fortalecimento da cultura de participação e reconhecimento. “Quando o cidadão registra um elogio, ele valoriza o trabalho do servidor público e contribui para indicar quais serviços estão dando certo. Esse retorno é fundamental para orientar a gestão e aprimorar continuamente o atendimento à população”, destaca. O controlador-geral do DF, Daniel Lima, ressalta que o reconhecimento formal também é um importante instrumento de gestão pública. “Os elogios registrados nas ouvidorias mostram que o servidor do GDF faz a diferença na vida das pessoas. Esse reconhecimento fortalece as equipes, estimula boas práticas e ajuda o governo a identificar experiências que podem ser ampliadas e replicadas”, afirma. Em 2025, a rede de ouvidorias do DF contabilizou 319.912 manifestações no total. Desse universo, 19.755 foram elogios, o que corresponde a 6,17% dos registros. Embora representem uma parcela específica das manifestações, os elogios cumprem um papel estratégico: reconhecer o bom atendimento, valorizar o servidor público e incentivar a população a participar ativamente da melhoria dos serviços oferecidos pelo GDF. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
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Cuidado que molda o futuro: órteses ajudam bebês a se desenvolver melhor
Aos 4 meses de idade, Murilo Teles já tem história para contar. Sua primeira órtese veio logo nas três primeiras semanas de vida, após chegar ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no fim de agosto de 2025. Desde então, cada ajuste e cada pequeno avanço integram uma jornada que une profissionalismo, tecnologia e cuidado, com foco em garantir conforto e desenvolvimento saudável ao pequeno. “Sou muito grata pelo serviço prestado. Ver a evolução do Murilo nos dá segurança e tranquilidade. É um processo, um passo por vez. Saber que ele está sendo cuidado desde tão pequeno faz toda a diferença para a nossa família”, conta a mãe, Mirtes Ribeiro, 43. Murilo nasceu com pé torto posicional direito e luxação no joelho esquerdo, o que levou à indicação de órteses para o alinhamento. Já o pé esquerdo apresenta uma alteração congênita e, por isso, o tratamento será realizado com gesso. O bebê Murilo Teles usa órtese voltada para o alinhamento do pezinho direito | Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF Cuidado especializado Desde 2022, a terapeuta ocupacional da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica distrital (RTD) na área, Hellen Delchova, confecciona órteses para bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HRC que apresentam a necessidade do dispositivo. “O intuito é estabilizar o segmento corporal, prevenir deformidades, contraturas e tratar lesões que precisam de algum tipo de imobilização”, explica. [LEIA_TAMBEM]Moldadas diretamente no membro do bebê, as órteses são produzidas sob medida, com termoplástico. Conforme a criança cresce, novas peças precisam ser confeccionadas para manter o encaixe adequado e a eficácia do tratamento. O processo envolve a retirada do molde, o aquecimento do material e a adaptação cuidadosa ao corpo da criança, sempre priorizando segurança e conforto. Os pacientes também são acompanhados no ambulatório de desenvolvimento neuropsicomotor, com atendimento de terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia. Essa estratégia já apresenta resultados. O joelho do pequeno Murilo, por exemplo, está hoje totalmente corrigido com o uso da órtese. “É um êxito que reforça a importância do nosso trabalho e do impacto positivo que a intervenção precoce e a tecnologia assistiva têm na qualidade de vida das crianças e de suas famílias. A possibilidade de mudar o curso da vida de uma criança no momento certo é extremamente valiosa”, afirma a RTD. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Ferramenta digital oferece apoio gratuito para o cuidado com a saúde mental
Cuidar da mente é um gesto de atenção consigo mesmo, que começa nos pequenos hábitos e se fortalece no dia a dia. Nesse sentido, a campanha Janeiro Branco convida a população a refletir sobre a saúde mental. Como forma de fortalecer e ampliar o acesso ao autocuidado, a Secretaria de Saúde (SES-DF) passou a disponibilizar a SAMia, uma plataforma digital que traz orientações, exercícios e espaços de escuta de forma simples e gratuita. “A assistente virtual da SES-DF oferece acolhimento e a possibilidade de qualquer usuário pensar sobre a sua saúde mental e, então, por meio de práticas simples e acessíveis, alcançar hábitos de vida mais saudáveis. A SAMia surge como uma parceira na prevenção do sofrimento psíquico e na promoção do bem-estar”, explica a subsecretária de Saúde Mental (Susam) da SES-DF, Fernanda Falcomer. SAMia reúne diferentes estratégias de bem-estar que podem ser utilizadas conforme a necessidade de cada pessoa | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Práticas de bem-estar A plataforma reúne diferentes estratégias que podem ser utilizadas conforme a necessidade de cada pessoa. Uma delas é o chat de conversa livre, que permite ao usuário relatar situações do cotidiano, desabafar e receber orientações de forma acolhedora, funcionando como um espaço de escuta e apoio emocional. Também é possível acessar exercícios de relaxamento e concentração, como técnicas de respiração guiadas por áudio, práticas de meditação e atividades cognitivas, incluindo o registro de pensamentos e exercícios de gratidão. A pessoa pode escolher o recurso que mais se adequa ao seu perfil e ao momento que está vivendo. Outro destaque da SAMia é a jornada da felicidade, recurso criado para incentivar o autocuidado no cotidiano. A proposta é realizar pequenas tarefas que demandam pouco tempo, mas contribuem para a sensação de bem-estar ao longo do dia. O ciclo tem duração de 30 dias e busca promover leveza, tranquilidade e melhora na qualidade de vida. Durante esse percurso, o usuário conta com o acompanhamento de um pet virtual, que evolui conforme o engajamento nas atividades. Com acesso simples e linguagem intuitiva, a assistente virtual pode ser utilizada em diferentes momentos da rotina, como em pausas no trabalho, nos deslocamentos ou em casa, reforçando a importância de reservar alguns minutos para cuidar da saúde mental. Ferramenta é projetada para ser anônima e pessoal, permitindo que a pessoa se expresse sem a preocupação de que suas conversas sejam acessadas por terceiros Acesso seguro e especializado A SES-DF destaca que as principais dificuldades no uso de inteligência artificial na saúde mental estão relacionadas a soluções abertas, que não são preparadas para essa finalidade específica. Por isso, a SAMia é uma IA fechada, construída exclusivamente com conteúdos desenvolvidos por uma equipe técnica composta por psiquiatras, psicólogos, neuropsicólogos e especialistas em segurança do paciente. Todo o desenvolvimento durou nove meses e incluiu revisão de literatura, análise de modelos internacionais, definição de fluxos, preparação dos conteúdos, alimentação da IA e diversas etapas de testes e modelagem. A plataforma foi programada apenas com informações validadas e criteriosamente selecionadas pela equipe, incluindo sinais de alerta para sofrimento psíquico grave e orientações para a busca imediata de atendimento presencial. [LEIA_TAMBEM]A ferramenta também está alinhada à Lei Distrital nº 37.844/2016 — que defende a assistência integral e humanizada e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) — e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando a privacidade do usuário, sem registro de informações pessoais. “O acesso à SAMia é feito de forma segura, sem registro de dados pessoais, o que garante a privacidade do usuário e a tranquilidade para utilizar a ferramenta. A plataforma é pensada para ser anônima, permitindo que a pessoa se expresse livremente, sem receio de que suas informações ou conversas sejam acessadas por terceiros”, afirma a especialista em saúde da Susam, Keyla Almeida. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mais de 40 locais estiveram abertos neste sábado (10) para atualização da caderneta de vacinação
“O Brasil é o único país do mundo que oferece vacina gratuita na entrada de um supermercado no final de semana”, fez questão de assinalar a aposentada Vera Lúcia da Silva, 62 anos. Moradora de Ceilândia Sul, ela aproveitou as compras para atualizar o esquema vacinal contra a Covid-19, com a quarta dose. O grande estabelecimento varejista serviu de apoio ao Carro da Vacina, ação itinerante que promove vacinação em Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol, áreas sob supervisão da Superintendência da Região de Saúde Oeste. Além desse ponto, mais de 40 locais estiveram abertos ao longo deste sábado (10) para a atualização da caderneta de vacinação. O Carro da Vacina esteve em um estabelecimento varejista de Ceilânsia Sul neste sábado (10) | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Ainda pela manhã, já havia pessoas aproveitando a ampliação da oferta de imunizantes contra a gripe, adotada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Até 31 de janeiro, qualquer pessoa a partir dos 6 meses de idade que não tenha recebido a dose em 2025 poderá procurar uma sala de vacina para garantir a proteção. Assim que deixou a academia, que funciona junto ao supermercado em Ceilândia, Mateus dos Reis, 39 anos, descobriu que poderia se beneficiar da prorrogação. “É a primeira vez que eu tomo essa vacina. Estou aproveitando pra ficar imune”, explica o gerente comercial. “A gripe vem de repente, pega a gente desprevenido. Dessa vez eu quero estar protegido”. Mateus dos Reis, gerente comercial: "É a primeira vez que eu tomo essa vacina. Estou aproveitando pra ficar imune" Locais de grande circulação Antes de chegar ao centro esportivo onde trabalha, Lindonaldo Vitorino, 59 anos, parou para fazer algumas compras com a irmã Marlete Vitorino, 47 anos. Além dos produtos adquiridos, saiu do local protegido com quatro doses de vacina, inclusive a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponível para adultos até 59 anos, limite que ultrapassará em maio. [LEIA_TAMBEM]Quem percebeu a oferta de vacina foi a caçula, que, com o esquema vacinal atualizado, serviu de incentivo ao familiar. “Fiz treinamento de cuidadora. Tenho que cuidar do meu mano”, declara. Mais de 90 pessoas receberam imunizantes da equipe do Carro da Vacina durante a manhã de sábado. Ao todo, foram aplicadas 282 doses, sendo as principais contra influenza, hepatites, difteria e tétano. “Nós vamos até esses lugares de grande circulação justamente para aproveitar o movimento e expandir a vacinação à população local”, explica o coordenador do Carro da Vacina, Alessandro Gutemberg. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Audiência pública vai debater padronização de raio-X fixo digital nos hospitais do DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) vai realizar, no dia 20 de janeiro, às 9h, audiência pública com a finalidade de padronizar o equipamento de raio-X fixo digital. O encontro será realizado em formato virtual, por meio da plataforma Zoom. Empresas, profissionais de saúde e a comunidade em geral poderão apresentar opiniões, sugestões e contribuições referentes às características técnicas do aparelho. O objetivo é promover a atualização do parque tecnológico da rede pública de saúde. [LEIA_TAMBEM]Para participar, o interessado deverá realizar inscrição, encaminhando e-mail para saa.assitec@saude.df.gov.br até 16 de janeiro, às 18h. Após a inscrição, serão disponibilizadas a senha de acesso ao ambiente virtual e as propostas de descritivos apresentadas pela SES-DF. O chamamento para a audiência foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 17 de dezembro de 2025. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Consumo de alimentos vencidos pode causar riscos graves à saúde
A Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta que ignorar o prazo de validade dos alimentos expõe o consumidor a diversos riscos. Os perigos vão além do desconforto gastrointestinal e podem levar a quadros de desidratação severa, insuficiência de órgãos e, em situações extremas, ao óbito. “A data de validade é estabelecida pelo fabricante após estudos rigorosos de estabilidade e é o respaldo legal para a segurança do alimento. Por isso, o consumo de produtos expirados não é recomendado, independentemente de ter passado um dia ou uma semana”, afirma a gerente substituta de Alimentos da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), Analda Lima. Secretaria de Saúde alerta: o prazo de validade dos alimentos deve ser respeitado | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Onde mora o perigo O risco do consumo de alimentos vencidos reside, principalmente, na intensa proliferação de micro-organismos e na decomposição química de suas próprias estruturas. Após o prazo final, o alimento se torna um ambiente ideal para o crescimento de bactérias como Salmonella, E. coli e Staphylococcus, além de fungos e toxinas. O alimento fora da validade pode gerar compostos químicos que contribuem para o aumento da toxicidade e do risco à saúde. A reação do organismo a essa carga tóxica e microbiana pode evoluir rapidamente para um quadro de desidratação aguda, especialmente em idosos e crianças. Arte: SES-DF “A perda excessiva de líquidos por diarreia e vômitos pode levar a um estado que exige intervenção médica imediata e, muitas vezes, internação. Em ocorrências de alta toxicidade, os patógenos e seus subprodutos podem acarretar lesões renais e hepáticas, causando insuficiência”, explica a gestora. Segundo Lima, é preciso, ainda, ficar atento a alimentos mal armazenados. Laticínios fora da refrigeração, por exemplo, estragam mesmo dentro do prazo de validade. Pães que recebem umidade, por sua vez, criam ambientes propícios ao crescimento de micro-organismos. “Estudos indicam que a ingestão desses compostos gerados pela deterioração de nutrientes pode aumentar a exposição a fatores de risco para certas doenças crônicas, incluindo neoplasias, gastrites e úlceras”, detalha Lima. Em caso de sintomas de intoxicação alimentar, recomenda-se buscar auxílio médico o mais breve possível. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Nomeação de mais de cem médicos reforça a rede pública de saúde
O Governo do Distrito Federal (GDF) nomeou, nesta segunda-feira (29), mais de cem médicos para reforçar a rede pública de saúde do DF. São 99 profissionais aprovados em concurso público, além de oito novos candidatos convocados para ocupar vagas de médicos psiquiatras que não tomaram posse dentro do prazo legal. Os nomeados têm 30 dias corridos para tomar posse, a contar da publicação do ato de nomeação. [LEIA_TAMBEM]Entre as especialidades com maior número de nomeações, destacam-se cirurgia geral, com 29 profissionais convocados, e ginecologia, com dez novos médicos. Também foram nomeados anestesiologistas, cirurgiões oncológicos, pediátricos e vasculares, profissionais da clínica médica, coloproctologistas, gastroenterologistas, hematologistas, neurocirurgiões e pediatras. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Transmissão de mãe para filho: DF ganha certificado por boas práticas contra HIV e sífilis
O Distrito Federal foi oficialmente certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) por eliminar a transmissão vertical da sífilis e do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Os selos reconhecem boas práticas no combate a essas infecções quando transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o aleitamento. O reconhecimento, recebido neste mês, concedeu ao DF o Selo Prata pela eliminação da transmissão do HIV e o Selo Bronze pela eliminação da sífilis. “Essa certificação legitima um esforço coletivo da Secretaria de Saúde [SES-DF], que envolve desde a busca ativa até o suporte especializado nas maternidades”, afirma a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da pasta, Beatriz Maciel. Segundo a gestora, os selos demonstram que a capital consolidou um fluxo de cuidado robusto, garantindo diagnóstico precoce e tratamento ininterrupto. “Nosso foco, agora, é avançar ainda mais nos indicadores para assegurar que nenhuma criança nasça com infecções que podem ser evitadas com um pré-natal de qualidade. Esta é a ferramenta mais poderosa para garantir mães e bebês saudáveis, livres do HIV e da sífilis, por exemplo”, destaca Maciel. Selos indicam fluxo de cuidado robusto no DF, garantindo que o diagnóstico chegue cedo e o tratamento seja ininterrupto | Foto: Laudemiro Bezerra/Ministério da Saúde Critérios de excelência Para receber os selos, o sistema de saúde deve comprovar taxa de transmissão vertical do HIV inferior a 2% e incidência em crianças menor que 0,5 caso por mil nascidos vivos. Além disso, é necessário alcançar mais de 95% de cobertura de exames de pré-natal e de oferta de tratamento antirretroviral. Quatro décadas após o primeiro registro nacional da aids, o Brasil alcança um marco histórico em sua trajetória, conforme indica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha: “Somos o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV. Os avanços que celebramos refletem uma construção coletiva, nacional e global, que consolidou o acesso gratuito à terapia antirretroviral e às estratégias modernas de prevenção”, avalia. [LEIA_TAMBEM]Conjuntura nacional O processo de certificação brasileiro teve início em junho de 2025, com a apresentação de relatórios técnicos à Opas/OMS. Os dados nacionais mostram um cenário otimista: entre 2023 e 2024, houve queda de 13% nos óbitos por aids no país, atingindo o menor patamar em três décadas. No DF, esse avanço se reflete na ampliação do acesso a ferramentas como as profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao HIV, além da distribuição de testes rápidos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Saiba onde se vacinar neste sábado (20) no Distrito Federal
Quem estiver com o esquema vacinal em atraso tem a chance de se proteger neste sábado (20). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibilizará 47 locais de atendimento para todas as faixas etárias. Os imunizantes serão aplicados conforme o calendário de rotina e, se necessário, a pessoa poderá receber mais de uma vacina na mesma ocasião. Em Ceilândia, além das unidades básicas de saúde, uma equipe fará atendimento na Praça da Bíblia, das 11h às 17h. Também haverá vacinação no Shopping Popular de Ceilândia, das 9h às 17h. Ao todo, o atendimento ocorrerá em 45 unidades básicas de saúde (UBSs), de Norte a Sul do Distrito Federal. A lista completa de endereços e horários está disponível no site da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]A orientação é levar documento de identidade e, se possível, a caderneta de imunização. É importante acessar o site da pasta para conferir endereço, horário de atendimento e quais vacinas estão disponíveis, conforme o Calendário de Vacinação. Mulheres a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade, poderão receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Não haverá vacinação no domingo (21). Na segunda-feira (22), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Sábado será dia de vacinação no Distrito Federal
Os moradores do Distrito Federal poderão se vacinar contra dengue, covid-19, gripe e outras doenças neste sábado (13). Em 52 locais de atendimento, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) estarão prontas para aplicar doses em pessoas a partir dos 6 meses de idade, de acordo com o indicado para cada faixa etária e para os grupos prioritários. [LEIA_TAMBEM]A orientação é levar documento de identidade e, se possível, a caderneta de imunização. Também é importante acessar o site da pasta para conferir endereços, horários de atendimento e quais vacinas estarão disponíveis, conforme o Calendário de Vacinação. Mulheres a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade, poderão receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Entre os pontos de atendimento está o evento GDF Mais Perto do Cidadão, que ocorre na manhã de sábado no estacionamento do Ginásio do Cave, no Guará. Também haverá ações especiais no Sol Nascente e na agrovila Café Sem Troco, localizada na zona rural do Paranoá. Os demais pontos de vacinação são unidades básicas de saúde (UBSs) distribuídas em 19 regiões administrativas. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Vacinação em dia: GDF envia mensagens para reforçar imunização de crianças e adolescentes
Para ampliar a cobertura vacinal e evitar o retorno de doenças graves no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) passou a enviar lembretes pelo aplicativo WhatsApp. As mensagens avisam pais e responsáveis quando há imunizantes atrasados em crianças e adolescentes. Entre outubro de 2024 e agosto deste ano, mais de 2 milhões de alertas já foram enviados. A ação alcançou 769 mil responsáveis; 84% interagiram com as mensagens, e, desses, 78% confirmaram a intenção de levar os filhos para vacinar. As mensagens avisam pais e responsáveis quando há imunizantes atrasados em crianças e adolescentes | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde DF Os avisos tratam de doses atrasadas que previnem doenças como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite, dengue, pneumonia, poliomielite e diarreias graves. Em cada mensagem, aparecem informações básicas da criança ou adolescente, como nome e último sobrenome, além de dados sobre a imunização que está pendente. [LEIA_TAMBEM]O sistema pergunta automaticamente se a pessoa que recebeu o alerta é a responsável. Se a resposta for “sim”, ela recebe a informação sobre qual vacina está em atraso, a doença que ela previne e o risco de não se imunizar. Na sequência, o sistema questiona em quantos dias a pessoa pretende ir a uma unidade básica de saúde (UBS) para regularizar a situação. É fundamental que os cidadãos respondam às mensagens automáticas, já que o mesmo sistema é utilizado para outros avisos importantes, como consultas e exames. A falta de interação pode levar à interrupção das notificações, inclusive de informações essenciais para a saúde da família. É fundamental que os cidadãos respondam as mensagens automáticas, já que o mesmo sistema é utilizado para outros avisos importantes, como consultas e exames | Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde DF Lembretes que salvam “Atualmente, 50 mil alertas são disparados diariamente. Enquanto houver crianças e adolescentes com pelo menos uma vacina atrasada, enviaremos mensagens aos responsáveis. No futuro, o objetivo é avisar antes mesmo do atraso. Já estudamos também ampliar a estratégia para gestantes e idosos”, afirma a gerente de Qualidade na Atenção Primária da SES-DF, Lídia Glasielle de Oliveira Silva. O cronograma prevê a inclusão de novos imunizantes até 2026, como tetraviral (SCRV), varicela (VAR), ACWY e BCG, entre outros. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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UBS 1 de São Sebastião oferece apoio para deixar de fumar
A Unidade Básica de Saúde 1 de São Sebastião implementou a segunda turma de prevenção e controle do tabagismo. Os encontros começaram na segunda (8) e seguem nos dias 10, 17 e 22 deste mês, a partir das 16h. No grupo, os participantes irão focar na cessação do uso da nicotina e na manutenção da abstinência, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). Com uma abordagem multiprofissional, a turma é acompanhada por médica, farmacêutica e fonoaudióloga. “A relevância do trabalho em grupo reside na combinação de dois fatores cruciais: o apoio social e a abordagem multiprofissional. O ambiente coletivo oferece um espaço de acolhimento e identificação, onde os participantes compartilham experiências, estratégias de enfrentamento e reforçam a motivação mútua", explica a fonoaudióloga da unidade, Marília Gabriela. Grupo antitabagismo da UBS 1 de São Sebastião segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), com foco na cessação da nicotina e manutenção da abstinência | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Impactos A primeira turma do projeto atingiu um resultado positivo: a taxa de sucesso ficou em quase 79%. Na prática, 11 pessoas conseguiram parar de fumar e outras três irão continuar o acompanhamento para se livrar do vício. Os encontros ocorrem na própria UBS 1 de São Sebastião, localizada no Centro de Múltiplas Atividades. [LEIA_TAMBEM]Luta contra o cigarro Globalmente, o tabagismo é um dos maiores desafios de saúde pública, sendo a principal causa de morte evitável e um fator de risco crítico para diversas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), o PNCT preconiza a abordagem terapêutica em grupo como uma estratégia acessível e altamente eficaz para a cessação do fumo, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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UTI neonatal do Hmib é reinaugurada após reforma completa
Nesta terça-feira (9), foi reinaugurada a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 3,1 milhões, o local passou por ampla reforma, resultando em um espaço mais moderno e especializado no cuidado de bebês prematuros e recém-nascidos. A vice-governadora Celina Leão e secretário de Saúde Juracy Lacerda conheceram a nova UTI neonatal do Hmib | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF No início deste ano, a UTI precisou ser fechada para reparos estruturais. Durante o período de obras, os setores e os leitos foram realocados. Ao longo da visita à nova estrutura, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou a importância do espaço. “Estamos muito felizes. Estivemos aqui em um momento de muita dificuldade, em que essa UTI teve de ser fechada; mas voltar aqui hoje é um dia de felicidade”, afirmou. “Foi todo um trabalho de equipe para inaugurar a área hoje”. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou que a modernização foi pensada para promover segurança e acolhimento aos recém-nascidos e às famílias. “A nova UTI neonatal foi planejada para garantir um cuidado mais qualificado, humanizado e com infraestrutura adequada ao que há de mais moderno no atendimento intensivo neonatal. É um avanço importante para toda a rede pública de saúde”, destacou. Uma das inovações é a iluminação individualizada e tênue, que acalma os bebês prematuros e aprimora o desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos Modernização O espaço, que comporta 45 leitos, foi modernizado e reorganizado para aprimorar o atendimento aos bebês. Foi realizada a setorização, além da implantação de novos sistemas de iluminação e climatização, adequados ao cuidado neonatal. Também houve revisão da rede de gases medicinais, instalação de monitorização contínua e modernização dos sistemas prediais — elétrico, hidráulico e de lógica — para suportar a climatização e os equipamentos. [LEIA_TAMBEM]O chefe da UTI neonatal do Hmib, Fabiano Gonçalves, destacou melhorias essenciais para o desenvolvimento dos recém-nascidos. “Hoje, nós temos uma iluminação individualizada e tênue, que é uma luz azul, que acalma o bebê, deixa ele mais tranquilo e faz o cérebro dele se desenvolver melhor. Outro grande avanço é a monitorização central dos sinais vitais de todos os leitos. Isso permite que médico, terapeutas, enfermeiros e técnicos consigam identificar se algum bebê está precisando de assistência”, explicou. Gonçalves também ressaltou a importância dos leitos separados. “A gente consegue individualizar, dando um atendimento mais presencial e peculiar para cada bebê, dando também mais privacidade para os pais e servidores que estão trabalhando com aquele bebê”, explicou o médico. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Ostomia é debatida entre profissionais, estudantes e usuários da rede de saúde do DF
Novembro foi marcado pela II Jornada Científica em Atenção às Pessoas com Ostomia e Incontinência (Jcapoi). Na quarta (26) e na quinta-feira (27), profissionais da saúde — em especial da enfermagem —, estudantes, cuidadores e pessoas que passaram pelo procedimento participaram do encontro. O evento foi organizado pela Associação dos Ostomizados do Distrito Federal (AOSDF) e pela Associação Nacional Movimento Ostomizados do Brasil (MOBR), em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Com o tema “Avançando no Cuidado: Ciência, Tecnologia e Humanização”, esta edição reforçou o compromisso da pasta com a formação continuada, a inovação em cuidados, a inclusão social e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência (PcD). Participaram da jornada profissionais da saúde, estudantes, cuidadores e pessoas com ostomia | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Ostomia A ostomia (ou estomia) é a abertura de um órgão ou víscera oca que permite sua comunicação com o meio externo, feita por meio de um procedimento cirúrgico no sistema respiratório, digestivo ou urinário. O objetivo é possibilitar a passagem de ar e alimentos ou a eliminação de urina, gases e fezes, conforme o órgão ligado ao estoma (orifício artificial). Diversas condições de saúde podem exigir a realização da cirurgia, como doença inflamatória intestinal, colite isquêmica, malformações congênitas, traumas por material perfurocortante e alguns tipos de câncer. [LEIA_TAMBEM]“Novembro Verde é o mês de conscientização da ostomia. Nesse contexto, propomos com a jornada, além da melhoria do padrão de cuidados, valorização, visibilidade e quebra dos paradigmas de exclusão das pessoas ostomizadas no Brasil”, ressalta a presidente da AOSDF e coordenadora nacional do MOBR, Ana Paula Batista. Conforme explica a gestora, existem vários tipos de estomia: colostomia (conexão do intestino grosso — o cólon — com o exterior), gastrostomia (estômago), ileostomia (do intestino delgado — o íleo) e traqueostomia (traqueia), entre outras. “No DF, atendidos pelo SUS [Sistema Único de Saúde], temos uma estimativa de 2,3 mil pacientes com ostomia de eliminação”, revela Batista. Ana Paula Batista, presidente da AOSDF: "Estimativas apontam que há 2,3 mil pessoas com ostomia de eliminação no DF" Rede distrital A Referência Técnica Distrital (RTD) de Enfermagem em Estomaterapia da SES-DF, Sabrine Mendonça, lembra que a pasta conta com 13 ambulatórios destinados a pessoas com estomia de eliminação. “As equipes de enfermagem estão preparadas para atender os pacientes de forma humanizada e com aperfeiçoamento técnico-científico constante", assegura. Trata-se de um serviço de porta aberta, disponível à população nos horários de funcionamento de cada ambulatório. O gerente de Serviços de Enfermagem na Atenção Primária e Secundária (Genfaps) da SES-DF, Ávallus Araújo, destaca que todas as regiões de saúde do DF contam com ao menos um ambulatório para pacientes ostomizados. “Algumas dessas regiões têm até duas unidades. Nesses polos, os enfermeiros, com profissionalismo e ciência, estão sempre disponíveis para prestar assistência a esse público específico", diz. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Saúde participa de fórum internacional de administração
A Secretaria de Saúde (SES-DF) participou, nesta sexta-feira (28), do XIX Fórum Internacional de Administração (FIA), realizado no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21. O fórum reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e lideranças de todo o país e do exterior. Com o tema “Legado, Futuro e Espiritualidade”, o encontro destacou o papel do administrador na construção de organizações mais éticas, tecnológicas e humanas. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, participou de um painel sobre gestão em saúde na era da conectividade, com foco em liderança com propósito e inovação humanizada. “A conectividade traz um grande ganho assistencial e financeiro, e deve ser tratada como estratégia de Estado. Deve ser realizada uma integração entre todos os nossos sistemas. Sem ter inteligência de dados, a gestão corre em viés e em decisões não assertivas. A conectividade serve como uma ponte para a gente cumprir alguns alvos de saúde”, disse o gestor da SES-DF. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, participou de um painel sobre gestão em saúde na era da conectividade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Medalha do Mérito da Administração Durante o evento, o secretário Juracy Lacerda, o subsecretário de Planejamento em Saúde, Rodrigo Vidal, e o coordenador de Planejamento e Orçamento da SES-DF, Lucas Bahia, receberam a Medalha do Mérito do Jubileu de Diamante da Administração. A honraria contempla não apenas administradores de formação, mas também personalidades de diferentes setores que prestaram relevantes serviços à área. Rodrigo Vidal destacou que a Medalha do Mérito da Administração é um reconhecimento de elevado valor: “É um orgulho receber esse título, conferido àqueles que representam o espírito da boa governança, da liderança ética e do compromisso com a eficiência e a transformação das organizações e da sociedade”. [LEIA_TAMBEM]A medalha foi concedida pelos conselhos regionais de administração para celebrar os 60 anos de regulamentação da profissão de administrador no Brasil (1965–2025). A distinção simboliza o reconhecimento àqueles que, com ética, competência e visão estratégica, contribuíram para o fortalecimento da boa gestão e para o avanço da administração como instrumento de transformação social e institucional. O administrador Lucas Bahia ressaltou o trabalho de planejamento, monitoramento, orçamento e avaliação desenvolvido na SES-DF: “Trabalhamos com muito compromisso visando à eficiência administrativa, à transparência dos processos e ao fortalecimento das práticas de gestão no SUS [Sistema Único de Saúde]”. Quase cem servidores da Secretaria de Saúde participaram do XIX FIA a convite do Conselho Regional de Administração do DF, visando à atualização e ao aprimoramento profissional de gestores e técnicos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mês da prematuridade lança alerta sobre importância do leite materno
O leite materno é fundamental para a recuperação de bebês prematuros e de baixo peso internados nas unidades neonatais do Distrito Federal. Entre janeiro e setembro de 2025, a Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou a coleta de 15.678 litros de leite humano, volume insuficiente para atender à demanda crescente. Em setembro, foram coletados 1.836 litros, número abaixo da meta mensal de 2 mil litros. No mesmo período, 12.114 recém-nascidos foram beneficiados pelo leite distribuído pela rede, sendo 1.347 somente em setembro. Um frasco de 300 ml pode alimentar até dez bebês, o que reforça a importância das doações. Um frasco de 300 ml de leite materno é capaz de nutrir até dez recém-nascidos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A queda nas coletas preocupa porque os prematuros são os mais dependentes do leite humano. Eles permanecem internados por longos períodos e, muitas vezes, a mãe enfrenta estresse, ansiedade e a separação do bebê — fatores que prejudicam a produção de leite nos primeiros dias após o parto. De acordo com Maria das Graças Cruz Rodrigues, coordenadora do Centro de Referência em Banco de Leite Humano do DF, a doação é determinante para garantir nutrientes essenciais, aumentar as chances de sobrevivência e melhorar o desenvolvimento desses recém-nascidos. Ela destaca ainda que a amamentação e a doação têm impacto ambiental positivo, reduzindo o uso de fórmulas industrializadas que demandam mais recursos naturais e geram resíduos. [LEIA_TAMBEM]O relatório mais recente da SES-DF mostra que, de janeiro a outubro de 2025, os bancos de leite humano (BLH) e postos de coleta realizaram 172.057 atendimentos, além de 22.608 visitas domiciliares. No período, foram registrados 13.406 bebês receptores e 17.588,6 litros de leite coletados. Apenas em outubro, foram 16.594 atendimentos, 2.519 visitas domiciliares, 513 doadoras e 1.910,7 litros coletados. A rede da SES-DF e do Corpo de Bombeiros Militar é responsável por mais de 87% dos atendimentos e 92% das coletas no Distrito Federal. De acordo com Gabrielle Medeiros, coordenadora do Grupo Distrital da Rede Cegonha e gerente de serviços de enfermagem obstétrica e neonatal da SES-DF, no mês dedicado à prematuridade é importante destacar que nenhum serviço de saúde atua sozinho quando o assunto é nascer e viver com qualidade: "Prevenir a prematuridade, garantir um cuidado seguro ao recém-nascido vulnerável e apoiar sua família é uma responsabilidade compartilhada, que exige ação coordenada e permanente da Rede Materna e Infantil do Distrito Federal". Os prematuros são os maiores dependentes do leite materno | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Remédio Ela ainda ressalta que a ciência já demonstrou que mesmo pequenas quantidades, como o colostro nos primeiros dias de vida, têm impacto direto na recuperação. "A colostroterapia reduz infecções, fortalece o sistema imunológico, favorece a maturação intestinal e muitas vezes representa a primeira proteção efetiva que o prematuro recebe na UTI Neonatal". Toda mulher que amamenta e tem leite excedente pode se tornar doadora. A coleta pode ser feita em casa, com orientação de equipes especializadas, e o Corpo de Bombeiros realiza o recolhimento do leite no domicílio mediante agendamento. Informações sobre postos de coleta e como doar estão disponíveis pelo telefone 0800 644 6445. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Alunos da rede pública do DF participam de ação na Câmara dos Deputados em apoio à vacina contra HPV
Em mobilização pelo Dia Mundial de Eliminação do Câncer de Colo de Útero, celebrado em 17 de novembro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Salão Nobre da Câmara dos Deputados recebeu, na quarta-feira (19), estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 106 do Recanto das Emas para um ato solene com autoridades das secretarias de Educação (SEEDF) e de Saúde (SES-DF) e do grupo Mulheres do Brasil para debater a importância da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). Estudantes do CEF 106 do Recanto das Emas participaram da mobilização pelo Dia Mundial de Eliminação do Câncer de Colo de Útero, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados | Foto: Sandro Araújo/SES-DF Para a diretora de Atendimento e Apoio à Política do Estudante da SEEDF, Larise Cavalcante, da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape), a parceria entre as pastas foi fundamental para promover uma campanha efetiva de vacinação contra cânceres associados ao HPV que acometem jovens de 10 a 19 anos. “O evento faz parte do Programa Saúde na Escola, que trata da imunização dos estudantes para diferentes doenças, além do HPV. O grupo Mulheres do Brasil entrou em contato conosco para reforçar a adesão às vacinas e sensibilizar alunos, famílias e professores”, explicou a servidora. Larise Cavalcante também destacou a relevância da iniciativa por dar protagonismo aos estudantes nas decisões sobre sua própria saúde, além de fornecer informações confiáveis e com base científica. [LEIA_TAMBEM]O ato solene foi uma continuidade das campanhas Outubrinho Rosa e Novembrinho Azul, que promovem a conscientização sobre os impactos do HPV na saúde de meninas e meninos, destacando a vacinação como ferramenta essencial de proteção, em debates realizados nas escolas do Recanto das Emas. A coordenadora regional de ensino, Mariana Ayres, afirmou estar honrada por sua rede ter sido a primeira a receber a campanha. “Ficamos muito felizes em contribuir com essa parceria entre educação e saúde”, destacou. Além da palestra, com espaço para esclarecimento de dúvidas sobre o vírus, os alunos da CEF 106 que ainda não haviam se vacinado contra o HPV puderam receber a imunização no evento. A estudante do 9º ano Emily Yasmin, 14 anos, disse ter ficado orgulhosa de participar da ação. “Fiquei contente de poder tomar essa vacina, que é tão importante para a minha geração e para a proteção de mais pessoas”, compartilhou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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