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Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Reforma amplia pronto-socorro de Brazlândia de 26 para 55 leitos

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O Hospital Regional de Brazlândia terá mais que o dobro de leitos no pronto-socorro: a capacidade passará de 26 para 55, com a reforma e a ampliação da unidade. A governadora Celina Leão visitou as obras neste sábado (10/10) e pediu que as equipes priorizem a área destinada ao tomógrafo, para permitir o início dos exames antes da conclusão de toda a construção. “O meu pedido hoje para a engenharia foi que eles fizessem primeiro essa parte, que voltasse a força total nessa parte, que já me libera o tomógrafo”, afirmou a governadora. A intenção, explicou, é que o hospital possa oferecer o atendimento mesmo com os demais serviços da obra em andamento. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento. “O médico não conseguia dar um laudo, aquele paciente ficava internado custando mais caro para o Sistema Único de Saúde do que comprar o tomógrafo e instalar”, disse. O contrato para concluir os serviços que ficaram pendentes após a rescisão com a empresa anterior tem valor de R$ 16,19 milhões. Segundo o resumo técnico da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a intervenção abrange 2.880,30 m² e inclui, além do pronto-socorro, reformas na agência transfusional, responsável pelo suporte às transfusões de sangue, na odontologia e no laboratório de análises clínicas. Também estão previstas uma unidade de cirurgia ambulatorial e intervenções na subestação de energia. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Mais atendimentos e novos serviços O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, informou que o projeto prevê atendimento de ortopedia, dois consultórios odontológicos e duas salas para pequenas cirurgias. Para ele, a estrutura permitirá atender em Brazlândia pacientes que hoje precisam buscar parte desses serviços em outras regiões administrativas. A tomografia é um desses casos. “Imagina uma pessoa que precisa de uma tomografia aqui. Essa pessoa tem que se deslocar até Ceilândia, numa ambulância”, afirmou. Segundo o secretário, ter o equipamento no hospital também oferece melhores condições para o diagnóstico e ajuda a atrair profissionais. A projeção apresentada por Juracy é ampliar a capacidade de cerca de 1,5 mil para até 6 mil atendimentos mensais. Esse patamar depende da formação das equipes necessárias ao funcionamento da nova estrutura. Retomada da obra O presidente da Novacap, Fernando Leite, explicou que a substituição da empresa e a necessidade de manter o hospital em funcionamento foram alguns dos desafios. “Nós tivemos que fazer uma obra com o hospital em funcionamento. Isso trouxe uma série de atrasos”, relatou. Sobre a construtora anterior, Leite afirmou: “Ela teve que desistir da obra”. Segundo ele, os procedimentos para rescindir o contrato e contratar outra empresa prolongaram a execução dos serviços. O presidente também destacou as características da construção, como a altura entre o piso e o teto e o tipo de laje, e associou essas escolhas ao conforto de pacientes e profissionais. “Mais conforto ambiental, melhor qualidade de vida para quem está trabalhando, para quem está sendo atendido”, disse. A Novacap busca concluir os serviços antes do prazo previsto no contrato. “Nós vamos acelerar essa obra. Isso que eu quero destacar”, afirmou Fernando Leite.

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Dia Mundial de Combate à Meningite destaca importância da prevenção

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Celebrado anualmente em 5 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Meningite destaca a importância de prevenir a doença, cujas formas podem ser prevenidas por um conjunto de vacinas aplicadas desde os primeiros dias de vida até a adolescência. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem mais de cem salas de vacina preparadas para atender as famílias e ampliar a proteção contra a doença. Os locais e horários de atendimento estão disponíveis neste site. A orientação aos pais ou responsáveis é ir até uma sala de vacina com um documento de identificação da criança e a caderneta de vacinação. As equipes de atendimento analisam a situação e indicam quais doses podem ser aplicadas, mesmo se houver atraso. A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os pacientes podem apresentar febre alta, dor de cabeça, dificuldade para mexer o pescoço, vômitos e náuseas. A doença exige avaliação médica imediata, e a necessidade de internação e o tratamento dependem da causa e da gravidade do quadro. Os profissionais de saúde alertam para a importância da prevenção. "A meningite é uma doença endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano", afirma o gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, Victor Bertollo Pôrto. Em 2025, foram registrados 106 casos e 11 óbitos no DF. Arte: Agência Saúde DF Vacinação Para prevenir diversas formas de meningite, há uma série de vacinas a serem aplicadas, começando pela BCG, aplicada preferencialmente ainda nas maternidades. Para manter a imunidade da criança, são aplicadas no início da vida: DTP-HB-Hib, pneumocócica conjugada VPC20/VPC10, meningocócica C e meningocócica ACWY. Juntos, esses imunizantes protegem contra diversos sorotipos de bactérias que podem causar a meningite, além de infecções virais gerais que podem evoluir para meningite. Considerando os esquemas dessas vacinas, há doses aplicadas aos 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15 meses, aos 4 anos e dos 11 aos 14 anos. "É de extrema importância seguir o calendário básico de vacinação porque foi pensado exatamente no momento ideal em que a criança vai gerar a melhor resposta e também o momento ideal de proteção para a criança, para que, quando ela for exposta àquele agente etiológico, ela já esteja protegida", afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Idosos e grupos especiais A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) também é indicada para idosos a partir de 85 anos e indivíduos com comorbidades ou condições que aumentam o risco de doença pneumocócica grave, como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). A página do serviço reúne informações sobre o atendimento. Populações indígenas a partir de 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação prévia com vacina pneumocócica conjugada também devem tomar a vacina VPC20. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Dia Mundial contra a raiva: vacinação no DF registra recorde de animais imunizados

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A vacinação contra a raiva alcançou 99.903 cães e gatos no Distrito Federal neste ano, o maior quantitativo registrado nos últimos anos. Foram imunizados 82.878 cães e 17.025 gatos, um aumento de 87,18% em relação a 2025. O resultado reforça a importância da vacinação para manter a raiva sob controle e proteger tanto os animais quanto a população. Apesar dos avanços, a doença continua exigindo atenção permanente, já que o vírus segue circulando entre animais. "É um resultado expressivo, com o maior quantitativo registrado nos últimos anos", celebra o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Wendel Medeiros. O assunto é sério e que ganhou data própria. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885. Hoje, mais de um século depois, a imunização de cães e gatos ainda é uma das principais formas de prevenção. "É um desafio estratégico da saúde pública a necessidade de fortalecer a percepção de risco contínuo, considerando que o vírus da raiva mantém circulação ativa", afirma Medeiros. Onde e como vacinar seu animal? Todos os cães e gatos, a partir dos três meses de vida, devem ser vacinados anualmente, inclusive fêmeas que estiverem prenhas ou amamentando. Caso o animal esteja doente, a equipe irá avaliar o caso. Mesmo que os pets vivam em casas ou apartamentos, é preciso levá-los para receber a dose, pois há chance de haver contato com outros animais, como morcegos. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Além das campanhas de vacinação, o imunizante está disponível de segunda a sexta-feira na sede da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental. A lista completa com endereços e horários de funcionamento está disponível neste link, atualizada conforme a disponibilidade do serviço. Para que o animal receba a dose, o tutor precisa ser maior de idade e levar um documento de identificação válido e com foto. Vale ressaltar que a vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada exclusivamente a cães e gatos. Quem tiver roedores, primatas ou suínos deve focar em outras medidas preventivas: evitar o contato e isolar animais que apresentem alteração de comportamento, como dificuldades de locomoção, alteração nos sons produzidos e salivação excessiva. Produtores com rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos também precisam ficar atentos à raiva. Nesses cenários, as ações preventivas ficam a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). Quais cuidados tomar? Caso cães ou gatos estejam com sinais de raiva, é preciso acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone (61) 3449-4434 (WhatsApp). Nunca tente manejar, tratar ou medicar o animal por conta própria. Destaca-se que a Vigilância Ambiental não é responsável por resgatar animais de rua. Outro cuidado fundamental é evitar o contato com animais como morcegos ou macacos, principalmente se estiverem mortos. A Vigilância Ambiental também pode ser contatada nesses casos. Vale lembrar que animais silvestres são protegidos por lei e matá-los é crime. Como a raiva é transmitida? O vírus causador da raiva, do gênero Lyssavirus, é transmitido pela saliva, por meio de mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. Em geral, o ciclo da doença é iniciado entre animais silvestres, passando para animais de criação ou animais domésticos, antes de haver casos em humanos. Em cães e gatos, a transmissão pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais da doença. Isso porque, no primeiro momento, o vírus se multiplica no local da lesão. Só depois migra para o cérebro e as glândulas salivares, causando os sintomas. Depois dessa fase, a possibilidade de óbito é de quase 100%. O que fazer em caso de mordida? Se houver acidentes com animais, lave imediatamente o ferimento com água e sabão. Em seguida, procure atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital para ser avaliado. Os profissionais do SUS são treinados para avaliar a ocorrência de acordo com as características do paciente, do ferimento e do animal envolvido. No momento da avaliação, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, de acordo com o risco identificado pelos profissionais de saúde. A conduta pode envolver vacina e/ou soro antirrábico. Quais são os sintomas em humanos? Nos seres humanos, os sinais da raiva são similares aos de várias outras doenças: febre, dor de cabeça, perda de apetite e náuseas. Porém, em poucos dias, surgem sintomas neurológicos, como alterações de comportamento, espasmos, convulsões, delírios, alucinações e paralisia. O paciente também sofre com dificuldade para beber água e deglutir alimentos, além de apresentar salivação intensa. Em seguida, há o estado de coma e, em quase todos os casos, o óbito. Vale lembrar que a raiva não é transmitida por ficar no mesmo ambiente que um animal contaminado nem pelo contato com fezes ou urina. Também não há contaminação em caso de mordidas ou picadas de répteis, insetos ou aves, pois a doença afeta apenas mamíferos. Casos no DF Desde a fundação de Brasília, em 1960, foram registrados somente dois casos de raiva humana no DF: em 1978 e em 2022, ambos tendo como resultado o óbito. "A situação dos casos de raiva em humanos está controlada no DF. Mas, a manutenção desse cenário seguro exige vigilância e imunização contínuas", explica a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de Vigilância Epidemiológica da SES-DF. Os agentes atuam de forma integrada na identificação e na investigação de situações suspeitas, na avaliação do risco de exposição e na adoção das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão. Vacina para prevenção O SUS também disponibiliza um esquema de vacinação pré-exposição para pessoas que têm mais chances de sofrer acidentes com animais ou entrar em contato com o vírus. É o caso de médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, biólogos e estudantes dessas áreas. Também tomam a vacina funcionários de zoológicos, de clínicas veterinárias e de propriedades rurais, entre outras categorias. Para receber as doses, o profissional pode procurar uma unidade de saúde e apresentar um documento que comprove o risco de exposição ao vírus da raiva, como crachá funcional, declaração laboral ou da faculdade. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Calor e tempo seco exigem cuidados redobrados com a saúde das crianças

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Manter as crianças hidratadas, o calendário de vacinação em dia e redobrar os cuidados com o preparo e a conservação dos alimentos estão entre as principais medidas para proteger a saúde infantil durante períodos de calor intenso e baixa umidade. Pais e responsáveis também devem ficar atentos aos sinais de desidratação e procurar atendimento caso a criança apresente sintomas de alerta. Uma das medidas mais eficazes para proteger o público infantil é manter o calendário de vacinação em dia. Exemplo disso é a vacina rotavírus humano (VRH), imunizante oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que previne formas graves de diarreia. O esquema é composto por duas doses: a primeira deve ser aplicada aos dois meses e a segunda aos quatro meses de idade. O cardápio das crianças também exige cuidados especiais, como detalha a referência técnica distrital (RTD) de pediatria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Juliana Araújo. “Com o calor na faixa entre 20° C e 50° C, os alimentos entram em uma zona propícia para a rápida multiplicação de bactérias e vírus. Por isso, é fundamental atentar-se às condições de preparo, higiene e acondicionamento”, explica. Refeições e lanches deixados fora de refrigeração por mais de duas horas ou preparados com muita antecedência oferecem riscos de contaminação. A orientação é manter alimentos quentes acima de 60° C e refrigerados abaixo de 5° C. Também é recomendável evitar ambientes muito quentes ou com aglomeração de pessoas. Se for necessário frequentar esses locais, a orientação é reforçar continuamente a ingestão de água. Por que o cuidado deve ser redobrado O período de calor intenso e baixa umidade relativa do ar favorece o aumento de infecções por vírus gastrointestinais, como norovírus, adenovírus e rotavírus. O ressecamento do solo facilita a suspensão de poeira com esses agentes infecciosos no ar. Além disso, o tempo seco causa o ressecamento das mucosas nasais e inibe o mecanismo natural que varre as impurezas das vias aéreas, reduzindo a proteção contra microrganismos. Por estarem em desenvolvimento, os bebês e as crianças são impactados de maneira especial por essas condições. Outro problema crítico é a desidratação, que ocorre de forma muito mais rápida nos pequenos. Como eles têm uma taxa metabólica elevada, a perda de líquidos pela transpiração e por eventuais diarreias ou vômitos pode evoluir rapidamente para quadros mais graves. Sinais de alerta e atendimento Os pais e responsáveis devem observar atentamente os sinais de desidratação infantil. É preciso buscar assistência médica imediata caso a criança apresente: diminuição perceptível ou ausência de urina; febre; boca, lábios e mucosas ressecados; olhos fundos e ausência de lágrimas ao chorar; letargia, prostração ou sonolência excessiva. As unidades básicas de saúde (UBS) são a principal porta de entrada para essa assistência. Na UBS, as equipes de Saúde da Família realizam o acolhimento, a classificação de risco e iniciam os procedimentos de reidratação, que buscam favorecer a absorção intestinal de água e eletrólitos. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado a um serviço de emergência. Clique aqui e confira o horário de funcionamento da UBS mais próxima da sua residência ou veja a lista completa de UBS do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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DF amplia capacidade de monitoramento de doenças

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Treze laboratórios da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passam, ao longo de 2026, por uma capacitação conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) para ampliar a capacidade de monitoramento de doenças causadas por microrganismos. O objetivo é garantir maior precisão em diagnósticos de doenças como meningite, tuberculose e infecções bacterianas, com possibilidade de ampliação para quadros causados por vírus e fungos. A chefe do Núcleo de Bacteriologia da Gerência de Biologia Médica do Lacen-DF, Glaura Caldo, explica que o ganho da capacitação é duplo. “A qualificação foca na capacidade dessas unidades em entregarem diagnósticos cada vez mais adequados para o paciente e, ao mesmo tempo, também tenham a capacidade de triar as bactérias necessárias para a vigilância epidemiológica", explica. Isso significa que exames coletados de pacientes em qualquer unidade da SES-DF, seja um hospital, uma unidade básica de saúde (UBS) ou um ambulatório, podem resultar em alertas sobre a presença de um novo tipo de doença na população. Teste prático O treinamento envolve um teste prático. O Lacen-DF envia amostras-teste para serem analisadas como se fossem exames de pacientes. Em seguida, os laboratórios regionais, a maioria localizada nos hospitais da SES-DF, precisam entregar o resultado. São avaliados tanto o tempo para a liberação do resultado quanto a precisão dos diagnósticos. O objetivo da iniciativa é garantir maior precisão em diagnósticos de doenças como meningite, tuberculose e infecções bacterianas, com possibilidade de ampliação para quadros causados por vírus e fungos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Também entra no foco a capacidade de utilização de equipamentos disponíveis nos laboratórios regionais, como o MicroScan WalkAway, capaz de fazer a identificação de bactérias e seu perfil de sensibilidade aos antimicrobianos. "Fazemos um controle de qualidade com cepas bem diferentes, incluindo amostras raras. Podemos ter a certeza que a população está muito bem assistida em todos os laboratórios. Mas sempre queremos aprimorar", conta Glaura Caldo. Profissionais que passam pela avaliação também aprovam a metodologia. “É uma espécie de ensaio de proficiência. Além de treinar os profissionais que estão fazendo os exames, conseguimos padronizar os laboratórios da rede”, opina o biomédico do Núcleo de Patologia Clínica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Samuel Araújo. O HRT tem o maior laboratório regional sob gestão direta da SES-DF, com 200 a 300 amostras para cultura microbiológica avaliadas por dia. A padronização é uma meta do Lacen-DF. Periodicamente, os resultados são discutidos com representantes dos 13 laboratórios para proposição de melhorias e troca de experiências. Um ganho mútuo de conhecimento. “Aprendemos com as melhores práticas. Incorporamos, por exemplo, conhecimentos sobre um processo para diferenciação de bactérias”, conta o biomédico do HRT. Além do HRT, também participam das capacitações servidores lotados nos setores de microbiologia dos laboratórios dos hospitais regionais de Planaltina (HRPl), Sobradinho (HRS), da Região Leste (HRL), Asa Norte (Hran), Guará (HRGu), Gama (HRG), Samambaia (HRSam), Ceilândia (HRC) e Brazlândia (HRBz), no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), no Laboratório Regional do Guará e no Laboratório Regional de Ceilândia. Juntos, esses laboratórios e o Lacen-DF integram uma rede que realiza mais de 15 milhões de exames ao ano. Novas tecnologias, mais serviços A diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes, ressalta que, ao longo dos anos, houve avanços nas técnicas empregadas, o que permite aprimorar os serviços à população. “A entrega aumentou graças ao advento da automação e de equipamentos que produzem muitos exames por minuto”, conta. Novos serviços também foram adicionados à rede. Hoje, o Lacen-DF é capaz de fazer a vigilância genômica das amostras. "É um passo que permite detectar o tipo de bactéria ou de vírus e saber até se é o caso de uma nova cepa", explica a diretora. Essa capacidade é especialmente necessária para a dengue, que tem quatro tipos já identificados. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)  

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Grupo é criado para aprimorar gestão das Farmácias de Alto Custo

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) criou, nesta terça-feira (25), o Grupo de Intervenção e Apoio à Gestão das Farmácias de Alto Custo. A iniciativa tem como objetivo otimizar e padronizar os processos de atendimento nas unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) da Asa Sul, de Ceilândia e do Gama. Instituído pela Ordem de Serviço nº 26/2026, o grupo vai atuar na identificação de gargalos e no acompanhamento de indicadores relacionados ao funcionamento das três unidades. Entre as prioridades estão a análise dos tempos de espera e da formação de filas, com identificação das causas de eventuais demoras no atendimento e na entrega de medicamentos. A equipe técnica também vai avaliar a força de trabalho, buscando adequar a distribuição dos profissionais às necessidades de cada unidade e acompanhar a produtividade. Na área de logística, serão monitorados o abastecimento e os níveis de estoque, com medidas preventivas para reduzir o risco de desabastecimento. Entre as prioridades das novas medidas estão a análise dos tempos de espera e da formação de filas | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Outra frente de atuação será a padronização dos processos de trabalho, com a harmonização dos procedimentos adotados nas três Farmácias de Alto Custo do DF. Gestão baseada em indicadores O trabalho será orientado pelo acompanhamento sistemático de indicadores de desempenho. A proposta é identificar antecipadamente problemas assistenciais, administrativos ou logísticos e, a partir desse diagnóstico, estabelecer planos de ação específicos para cada situação. Vinculado à Assessoria de Gestão Estratégica da Subsecretaria de Assistência Farmacêutica e Logística (SAFLOG), o grupo terá caráter temporário e permanecerá em atividade pelo período necessário ao aprimoramento da gestão e do funcionamento das unidades. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Sábado tem vacinação urbana e rural

O Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas, recebe neste sábado (4) uma equipe de vacinação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para facilitar o acesso da população local a vacinas que previnem doenças como sarampo, tétano e pólio. Já o Carro da Vacina leva vacinação itinerante ao trecho 3 do Sol Nascente. Também no sábado, 46 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em 20 Regiões Administrativas abrem as portas para atendimento à população. A lista completa com endereços e horários está disponível aqui. Salas de imunização contam com profissionais capacitados para tirar dúvidas a respeito da situação vacinal | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde DF É possível se vacinar independentemente do local de moradia, bastando levar um documento de identificação válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Estarão disponíveis vacinas para pessoas de todas as faixas etárias, sempre aplicadas conforme o indicado para cada idade e os grupos prioritários. Em cada local de atendimento, as equipes estão preparadas para identificar os imunizantes indicados para cada pessoa. No domingo (5), não haverá atendimento. As mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal na segunda-feira (6). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Horto agroflorestal é inaugurado no Complexo Penitenciário da Papuda

Há cinco anos, quando escolheu uma sala com janela voltada para o canteiro na Unidade Básica de Saúde Prisional (UBSP) 14 de São Sebastião, a enfermeira de Saúde da Família Renata Calorio imaginou um Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) ali no lado de fora. Nesta semana, durante a cerimônia de inauguração, viu o sonho tornar-se realidade. A nova unidade passa a funcionar dentro da Penitenciária do Distrito Federal IV (PDF IV), onde também ocorreu a solenidade de lançamento. Estavam presentes profissionais e gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) e representantes de órgãos que contribuíram com a implantação — Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Convívio social Aos internos, a proposta da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb), além de relacionar-se com o próprio cuidado em saúde, é oferecer uma chance de trabalho — tanto para a capacitação profissional quanto para a remição de pena. Aos profissionais do sistema prisional, a área verde favorece a melhoria da ambiência. A juíza titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF), Leila Cury, avalia que o projeto alinha-se à principal missão do sistema prisional: a ressocialização. "O reeducando irá, em algum momento, voltar para o convívio social. Atividades que trazem oportunidades de educação e trabalho ajudam a fazer com que ele saia daqui melhor do que quando entrou", afirma. Aos internos, a proposta da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos, além de relacionar-se com o próprio cuidado em saúde, é oferecer uma chance de trabalho | Foto: Divulgação/Seape-DF Cuidado integral Neste semestre, a residência multiprofissional em Atenção Básica com ênfase em práticas integrativas em saúde (PIS) incorporou a UBSP como um dos cenários da formação. As equipes de Saúde da Família que atuam no Complexo Penitenciário da Papuda disponibilizam modalidades de práticas integrativas em saúde (PIS), como terapia comunitária integrativa (com foco em luto), auriculoterapia e lian gong. O titular da Seape-DF, Wenderson Teles, reconhece que as ações da Rhamb e das PIS representam importante estratégia de promoção do cuidado integral. "Sabemos que muitos do nosso público têm o primeiro contato com os serviços de saúde no sistema prisional", destaca. Práticas integrativas As PIS são entendidas como formas de cuidado que abordam a saúde do ser humano em sua multidimensionalidade, baseadas em teorias e experiências de diferentes culturas de cuidado. O monitoramento da Rhamb, conforme instituído na SES-DF pela Portaria n.º 137, de 15 de abril de 2025, também é responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Lavagem nasal: técnica é usada no combate a gripes e resfriados

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem uma rede de unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e de hospitais para atender os pacientes. Porém, em casa já é possível tomar uma atitude que reduz o agravamento de gripes, além de ajudar até a evitar a doença. A lavagem nasal, prática com mais de cinco mil anos de história, é recomendada por sociedades médicas nacionais e internacionais como medida de higiene e tratamento das vias aéreas e pode ser realizada desde os primeiros dias de vida do bebê até por adultos e idosos. "A lavagem nasal é uma das principais medidas para higienização e desobstrução das vias áreas superiores, evitando assim a proliferação e agravamento dos quadros respiratórios obstrutivos e auxiliando na recuperação de infecções de vias aéreas superiores como também de quadros alérgicos. Pode ser usada em quadro de rinites, infecções respiratórias de vias aéreas superiores e até sangramento nasal leve, neste último caso após orientação médica", afirma a médica pediatra Juliana Queiroz, que é referência distrital em pediatria da SES-DF.  A lavagem nasal contribui para a limpeza mecânica de muco, crostas e contaminantes do ar. Os primeiros registros da limpeza nasal vêm da milenar medicina Ayurveda, originária da Índia, e há referências ao procedimento também na cultura greco-romana. No século XIX, a prática passou a ser difundida na medicina ocidental e, desde então, nunca mais saiu de cena. Como fazer? A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Em bebês até seis meses, a criança pode ser posicionada deitada de costas com a cabeceira elevada acima de 30 graus e a cabeça virada para o lado, irrigando a narina de cima. Outra opção é mantê-la sentada no colo do adulto, com a cabeça levemente inclinada para frente, enquanto o adulto estabiliza a mandíbula do bebê e apoia a própria bochecha na da criança para evitar movimentação. A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto. Em crianças maiores de dois anos, também é possível realizar a lavagem em pé, com o tronco projetado para frente e a cabeça rotacionada, sempre irrigando a narina que estiver para cima. Um truque útil é pedir à criança que abra a boca o que eleva o palato mole, fecha a nasofaringe e evita que a solução escoe para a boca. Independentemente da faixa etária, o dispositivo deve sempre ser direcionado lateralmente à narina, evitando trauma no septo nasal. A pressão deve ser suave e contínua, nunca forçada, e o jato direcionado em ângulo de 45 graus para cima em relação ao plano do palato. O melhor momento para fazer a limpeza é antes das mamadas, antes de dormir ou após o banho, já que o vapor ajuda a fluidificar o muco e facilita o procedimento. Essas últimas regras também valem para a limpeza nasal de pessoas maiores. A frequência de duas a três vezes ao dia é a mais comum nas recomendações clínicas. Os dispositivos utilizados, sejam seringas, sprays, jato contínuo ou frascos de alto volume, devem ser higienizados após cada uso e substituídos a cada três meses. Água ou soro fisiológico? A resposta é direta: soro fisiológico. A solução isotônica a 0,9% é a mais indicada para uso em crianças. A solução hipertônica, a 2% ou 3%, pode causar ardor e irritação da mucosa e apresenta maior frequência de efeitos adversos em comparação à isotônica. O soro industrializado, disponível em qualquer farmácia, é a opção mais prática. Para quem preferir preparar em casa, a orientação é dissolver nove gramas de cloreto de sódio, o popular sal de cozinha, em um litro de água filtrada e fervida. A solução deve ser mantida na geladeira após o preparo e nunca aplicada gelada. O ideal é usá-la em temperatura ambiente ou levemente aquecida. Contraindicações A lavagem nasal é segura, mas há situações em que ela não deve ser feita. Todas as contraindicações em crianças devem ser conversadas com profissionais de saúde. São consideradas contraindicações a suspeita de corpo estranho, disfagia com risco de aspiração, fissura palatina, defeitos da base do crânio e fraturas de face. Sangramentos ou feridas na região também pedem pausa imediata e consulta ao pediatra. Fazer a lavagem em excesso também pode ser prejudicial, pois remove a camada de muco responsável pela adesão de partículas, comprometendo o transporte mucociliar. O ideal é manter a frequência máxima de três vezes ao dia, ou conforme a orientação de profissionais de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Adolescentes de até 19 anos podem se vacinar contra o HPV no sábado (27)

Adolescentes de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, que nunca se vacinaram contra o papilomavírus humano (HPV) podem garantir a proteção neste sábado (27). É o último final de semana para aproveitar a ampliação da faixa etária: em 1º de julho, essa vacina volta a ser ofertada apenas a jovens entre  9 e 14 anos. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 48 locais de atendimento. A lista completa está disponível no site da pasta. Não haverá imunização no domingo (28) e, por conta do jogo do Brasil na segunda-feira (29), as salas de vacina reabrem apenas na terça-feira (30).  No sábado, além da vacinação contra o HPV, haverá outras doses disponíveis para pessoas de todas as faixas etárias, aplicadas conforme diretrizes estabelecidas. Por exemplo: para gestantes, idosos a partir de 60 anos e outros grupos prioritários é oferecido o imunizante em combate à gripe. Já crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a proteção contra a dengue. No sábado, além da vacinação contra o HPV, haverá outras doses disponíveis para pessoas de todas as faixas etárias, aplicadas conforme diretrizes estabelecidas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Outra vacina da lista é a da febre amarela: o esquema padrão é de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Já os adultos até 59 anos, que nunca se imunizaram antes, tomam uma dose única. Adultos também recebem a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola: é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em todos os casos, a SES-DF orienta levar documento de identificação válido e com foto e a caderneta vacinal. Caso tenha perdido esta última, a pessoa ainda assim deve comparecer a um dos locais de atendimento para uma análise vacinal.  Já quem fizer parte de grupos profissionais previstos para a vacinação contra a gripe, caso de professores, trabalhadores da saúde, caminhoneiros, dentre outros, precisa levar algum documento que comprove o exercício da ocupação, como crachá ou contracheque. Por fim, gestantes e pessoas com deficiências ou comorbidades previstas para a vacinação precisam levar exames, relatório médico ou outro tipo de comprovação. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Com mais cirurgias e menos espera, Opera DF devolve qualidade de vida a pacientes

Após cerca de um ano convivendo com dores e dormência na mão, a diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, procurou atendimento na rede pública e recebeu o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo — que ocorre quando o nervo mediano é comprimido no canal do punho. Com sintomas que dificultavam a rotina de trabalho e afetam a qualidade de vida, ela passou por consultas, exames e foi encaminhada para cirurgia. Moradora do Itapoã, Wilma destacou que a agilidade no procedimento e o bom atendimento prestado pela equipe de saúde fizeram toda a diferença. “Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata. Trajetória semelhante foi vivida pelo microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Após fraturar o escafoide — osso localizado no punho — durante uma partida de futebol, ele procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma. O microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva fraturou o punho e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como as de Wilma e Leonardo refletem os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em 2025, o programa OperaDF já registrou mais de 35 mil cirurgias entre setembro de 2025 e março deste ano, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados em torno de 23,4 mil procedimentos. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital. No mesmo período, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. Sobre o programa O OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, para reforçar a rede, foi feita a contratação de anestesiologistas para recompor o quadro dos centros cirúrgicos. “É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirma. O gestor acrescenta, ainda, que em 2025 o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, superando mais de 53 mil procedimentos. Ele reforça a importância de os interessados manterem os telefones atualizados, estarem atentos às notificações e confirmarem presença. “Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alerta Lacerda.   Especialidades A iniciativa também passou a incorporar novas especialidades, como a oftalmologia, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. Até o dia 1º deste mês, o programa contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados pelo OperaDF, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de atendimentos concluídos, com 1.290 operações. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos. O programa também contempla cirurgias como vasectomia, com mais de 1,2 mil operações contratadas, além de procedimentos como retirada da vesícula, tratamentos oftalmológicos, procedimentos na tireoide, correção de hérnias, cirurgias de próstata e retirada de cálculos urinários. Os dados fazem parte do balanço do OperaDF, que compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano  

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Diabetes é a principal causa de amputações no Brasil

O diabetes mellitus é uma doença causada por problemas na produção ou resistência à absorção de insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue e garante energia para o organismo. Essa deficiência pode resultar em uma série de complicações de saúde, que vão de disfunções cardiovasculares — afetando coração e vasos sanguíneos — a neuropatias diabéticas — problemas no sistema nervoso periférico, danificando nervos sensitivos e motores. As consequências do quadro podem ser graves. “O diabetes é a principal causa de amputações no Brasil, provocadas pela síndrome do pé diabético, uma complicação crônica da doença”, afirma a enfermeira Samaya Ribeiro, responsável pelo Ambulatório do Pé Diabético do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), da Secretaria de Saúde (SES-DF). De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 85% das amputações de membros inferiores são feitas em pacientes com pé diabético. A síndrome é caracterizada pelo aparecimento de feridas de difícil cicatrização, que gradativamente evoluem para úlceras e infecções mais graves, resultado dos níveis elevados de açúcar no sangue ou da circulação sanguínea deficiente nas extremidades do corpo. “Em geral, o usuário que chega ao Cedoh já sofreu vários níveis de acometimento. Nos pés, além do dano vascular, também há o comprometimento nervoso. O paciente descompensado apresenta uma irrigação sanguínea cada vez mais deficiente e, ao mesmo tempo, a alteração neurológica: ele perde completamente a sensibilidade dos membros. Esse é um processo gradativo. Muitas vezes ele só percebe uma lesão quando o trauma já evoluiu e a área já está necrosando. Com esse grau de comprometimento, infelizmente, nossa intervenção acaba por ficar bastante limitada”, comenta Samaya. O diabetes pode provocar disfunções cardiovasculares e neuropatias, originando a síndrome do pé diabético | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Diabetes tipo 2 e primeiros sintomas A enfermeira do Cedoh ressalta que a maioria dos pacientes com complicações nos pés enfrentam o diabetes tipo 2, ocasionado a partir de condições como sobrepeso, sedentarismo, alimentação inadequada e hipertensão. “Essa é uma doença que se desenvolve ao longo de muitos anos. Se o usuário é diagnosticado na idade adulta, geralmente já idoso, é porque ele já desenvolve a doença há, no mínimo, cinco anos”, afirma. Dos primeiros sinais até a necessidade de amputação do membro, decorre um longo caminho. Por parecer inofensivo, o primeiro sintoma costuma ser ignorado: o ressecamento dos pés. “O nome disso é ‘xerodermia’ e, nesse caso, significa que já existe um comprometimento das fibras nervosas que estimulam a produção de suor e sebo no pé. Então, o paciente vai ter sempre os pés ressecados independentemente de hidratá-los com creme. O ressecamento evolui rapidamente para fissuras; às vezes pegamos pacientes que chegam praticamente sem andar, porque há verdadeiras ‘crateras’ nos pés”, conta Samaya. Outro sintoma simultâneo é a diminuição do tato em mãos e pés, afetando a chamada sensibilidade protetora, que é uma sensibilidade extremamente fina, sutil. Esse sentido avisa — ao se calçar um sapato, por exemplo — se há a presença de alguma pedrinha ou se a palmilha está dobrada, se há algo de estranho. Em seguida o paciente perde a sensibilidade à dor, à pressão, à vibração — enfim, a pessoa perde a capacidade de discernir a temperatura. “Temos casos de pacientes que quiseram fazer um escalda-pés em casa, mas como não sentiam que a água estava quente demais, chegam aqui com queimaduras de segundo grau, porque enfiaram os pés em água fervente”, relata a enfermeira.  É nesse estágio do pé diabético que as lesões têm mais chances de se agravar, ao ponto de haver necrose no local. Mesmo a retirada de calos, se feita sem a devida higienização ou por alguém que não seja profissional de saúde, pode levar a infecções graves, tornando necessária a amputação do membro. Arte: Agência Saúde DF Acompanhamento contínuo A aposentada Maura Aleixo, de 77 anos, conhece bem essa história. Em tratamento no Ambulatório do Pé Diabético do Cedoh, ela relata sofrer com os efeitos do diabetes há mais de 40 anos. “Acho que estava com uns 30 anos quando começou. Surgiu um problema aqui no meu pé esquerdo, parecendo um calo. Fui num médico da minha cidade, em Unaí [MG], e ele me mandou fazer um exame de glicose no sangue. Deu 380 miligramas por decilitro, muito alto”, lembra. Embora o diagnóstico já tenha mais de quatro décadas, a síndrome do pé diabético é uma condição que não tem cura, apenas tratamento. “Desde lá venho tratando, e não sara. É assim: o pé melhora, mas quando fica bom torna a inchar, o ferimento abre de novo”, conta. A situação foi ainda pior na perna direita, em que Maura precisa utilizar hoje uma prótese ortopédica abaixo do joelho. “Tudo começou por causa de um bicho-de-pé. Foi minha filha que tirou, daí esse pé foi inchando, foi apodrecendo, no fim tive que amputar a perna. Isso foi em 1996, tudo por causa do diabetes”. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Sábado (20) tem vacinação em 19 regiões administrativas do DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) terá vacinação em 19 regiões administrativas neste sábado (20). É possível se vacinar independentemente do local de moradia, bastando levar um documento de identificação válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da pasta.  Estarão disponíveis vacinas para pessoas de todas as faixas etárias, sempre aplicadas conforme o indicado para cada idade e os grupos prioritários. A novidade é a vacina Ppneumocócica 20, indicada para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, de acordo com o histórico vacinal. Em cada local de atendimento, as equipes estão preparadas para identificar os imunizantes indicados para cada pessoa.  Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina contra a dengue; já idosos, crianças de até 5 anos, pessoas com comorbidades e profissionais como professores e caminhoneiros estão aptos a tomar a dose em combate à gripe (influenza). Nesses casos, é necessário levar documentação para comprovar fazer parte de um dos grupos prioritários. No domingo (21), não haverá atendimento. As mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal na segunda-feira (22). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Tempo frio exige atenção redobrada com saúde de idosos

Nas ruas, casacos, luvas e cachecóis indicam que é a vez de o frio visitar o Distrito Federal. Se jovens e adultos já sofrem com a queda de temperaturas, os idosos passam pelas consequências do tempo de modo mais severo, necessitando de cuidados específicos. “Durante os períodos de frio, observa-se aumento dos casos de infecções respiratórias, como gripe, covid-19 e pneumonia, além de doenças crônicas, como asma e bronquite. Nesse cenário, os idosos aparecem como um dos públicos mais vulneráveis”, explica Larissa de Freitas Oliveira, referência técnica distrital (RTD) em geriatria da Secretaria de Saúde (SES-DF).  Isso porque, à medida que o organismo envelhece, a redução de massa muscular e do tecido subcutâneo e as alterações na circulação sanguínea reduzem a capacidade de regular a temperatura corporal. Como resultado, os idosos têm mais dificuldade para produzir e conservar calor. Complicações As baixas temperaturas também provocam nesse grupo a vasoconstrição, quando os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor, o que pode aumentar a pressão arterial e exigir maior esforço do coração. “Diversos estudos demonstram associação entre temperaturas mais baixas e aumento da ocorrência de eventos cardiovasculares, incluindo infarto agudo do miocárdio e AVC [acidente vascular cerebral]”, argumenta a RTD. A aposentada Maria Clara da Silva Faria, de 88 anos, adotou novos hábitos para atravessar o período com mais segurança. Com o apoio da filha, Maria do Rosário Borges, 54, a rotina passou a incluir alguns cuidados extras. Idosos devem procurar avaliação médica em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa e apatia, entre outros sintomas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “Fico de olho para que ela não durma de cabelo molhado, intensifiquei o tempo ao sol, a ingestão de frutas cítricas, e a incentivo a beber água, porque, no frio, percebi que ela não sente sede”, comenta a filha. Dicas Para evitar riscos, é recomendável manter os ambientes protegidos de correntes de ar, utilizar roupas adequadas em camadas, cobertores e meias, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã. A alimentação deve ser equilibrada, com adequada ingestão de líquidos. Outro fator que merece destaque é a desidratação. É comum que idosos não sintam a necessidade fisiológica de ingerir líquidos, mesmo em períodos de temperaturas mais altas. No frio, essa vontade diminui ainda mais. A menor ingestão de líquidos pode favorecer tonturas, queda súbita da pressão arterial, confusão mental, constipação, infecções urinárias e piora da função renal. “Por isso, familiares e cuidadores devem incentivar a oferta regular de água ao longo do dia, independentemente da percepção de sede, observando sinais como boca seca, redução do volume urinário, urina mais escura, sonolência ou piora do estado geral”, orienta Larissa de Freitas Oliveira. Sinais de alerta Os idosos devem procurar avaliação médica em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa, dor no peito, palpitações, tontura, desmaios, confusão mental, sonolência excessiva, piora importante do estado geral ou sinais de desidratação. “Nessa população, infecções nem sempre se manifestam com febre, mas por meio de prostração, perda de apetite, fraqueza ou alterações comportamentais. Qualquer mudança aguda do estado habitual da pessoa idosa merece atenção”, alerta a médica. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Carreta da Saúde na Escola levará consultas e exames a estudantes da rede pública

A saúde dos estudantes da rede pública do Distrito Federal ganhará reforço com a criação da Carreta da Saúde na Escola. O Governo do Distrito Federal (GDF) sancionou a Lei nº 7.908/2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última quinta-feira (11), que cria o programa para levar atendimento médico e odontológico preventivo diretamente às escolas, com realização de exames, consultas e encaminhamentos para tratamento na rede pública de saúde. A norma, que ainda será regulamentada, tem como objetivo ampliar o acesso dos estudantes aos serviços de saúde e promover ações preventivas e curativas. Segundo a coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE) pela Secretaria de Saúde (SES-DF), Alana Siqueira, a integração entre saúde e educação é fundamental para a promoção do desenvolvimento integral dos alunos. “A articulação entre os setores favorece a identificação precoce de necessidades de saúde, o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção, o fortalecimento dos vínculos com as famílias e a construção de ambientes escolares mais saudáveis e acolhedores. Além disso, contribui para melhores condições de aprendizagem, permanência e qualidade de vida”, afirma. Na avaliação da diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Larisse Cavalcante, a iniciativa reforça essa integração ao aproximar os serviços de saúde da comunidade escolar e ampliar o atendimento preventivo aos estudantes da rede pública. Além dos atendimentos clínicos, a Carreta da Saúde na Escola desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Ao levar atendimentos preventivos diretamente ao ambiente escolar, a Carreta da Saúde na Escola favorece a identificação precoce de condições que podem interferir no desenvolvimento e na aprendizagem e possibilita encaminhamentos oportunos para o tratamento adequado”, enfatiza. Saúde itinerante A Carreta da Saúde na Escola funcionará como uma unidade móvel equipada para realizar consultas médicas e odontológicas, exames clínicos, triagens e encaminhamentos para serviços especializados. O atendimento será feito por equipes multidisciplinares compostas por médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. Segundo a publicação, as visitas serão realizadas por meio de um cronograma para atender progressivamente todas as escolas públicas do DF. Atendimentos Entre os procedimentos previstos estão consultas médicas de rotina, atendimentos odontológicos, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, avaliação de peso e altura, além de testes de visão. Quando necessário, os estudantes poderão ser encaminhados para exames especializados e acompanhamento na rede pública de saúde. A legislação também determina que os alunos diagnosticados com condições que exijam tratamento recebam encaminhamento prioritário para as unidades públicas de saúde. As famílias serão informadas sobre os resultados e orientadas sobre o processo de atendimento. Além dos atendimentos clínicos, o programa desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde. As atividades abordarão temas como alimentação saudável, higiene pessoal, saúde bucal, prevenção de doenças e cuidados com o bem-estar físico e mental. Parcerias estratégicas A lei prevê ainda que a implementação e a manutenção do programa possam contar com parcerias com entidades privadas que poderão contribuir para a aquisição de equipamentos, veículos e insumos necessários ao funcionamento das unidades móveis. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Planaltina recebe serviços de saúde em evento GDF Na Sua Porta

A partir desta segunda (15) até a próxima sexta-feira (19), das 9h às 16h, a população de Planaltina pode contar com serviços da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mais perto de casa. É o evento GDF na Sua Porta, que leva serviços do Governo do Distrito Federal (GDF) em uma estrutura itinerante e está instalada ao lado do Complexo Cultural de Planaltina. Na parte da saúde, são ofertados vacinação para pessoas de todas as faixas etárias, atenção na área de saúde mental, consultas de atenção primária à saúde, atendimento odontológico, entrega de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade social e vacinação antirrábica para cães e gatos. "É tudo de bom, é muito eficaz. Próximo de casa, de graça e rápido", elogiou a feirante Aridiane Farias, de 47 anos. Ela conta que a estrutura foi montada perto de casa, o que facilitou a rotina dela e da filha, Júlia Giovanna, que completou 17 anos nesta segunda-feira (15). Mãe de uma bebê de 7 meses, a adolescente aguardava para inserir o implanon, novo método contraceptivo disponível em unidades da SES-DF. "Eu fiquei sabendo que teria aqui e fiquei muito feliz", contou. De acordo com o diretor de Atenção Primária à Saúde da Região Norte, responsável pela área de Sobradinho e Sobradinho II, Fercal, Arapoanga e Planaltina, Alcir Galdino, ações como o GDF na Sua Porta ajudam a promover a importância dos cuidados da população. "Trazemos mais visibilidade para o que fazemos no dia a dia. É muito importante para as pessoas nos conhecerem, para explicarmos um pouco como é o funcionamento da atenção primária, para que as pessoas entendam essa oferta de serviço", ressaltou. Criado em março deste ano, o GDF na Sua Porta foi o primeiro ato oficial de Celina Leão como governadora | Foto: Matheus Oliveira/SES-DF Serviços e entregas A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou da abertura do GDF na Sua Porta. “O GDF na Sua Porta é um programa de cuidado”, afirmou a governadora. “Ele cuida da parte de zeladoria, da troca de parquinhos, das quadras que estão depredadas e faz um mapeamento dos espaços usados para descarte irregular de lixo. Toda vez que a gente entrega o GDF na Sua Porta, eu gosto muito depois de passar na cidade. Ela fica com outro visual, fica arrumada, limpa.” Em Planaltina, o pacote vai de obras de drenagem, calçadas e recuperação asfáltica a ações de lazer, esporte, iluminação, transporte e saneamento. Entre os serviços previstos estão a instalação de 13 pontos do programa De Cara Nova, dois papa-lixos, dois papa-entulhos no Setor Leste e no Vale do Amanhecer, obras em calçadas, manutenção e instalação de 27 pontos de encontro comunitário (PECs), limpeza da Praça do Museu e serviços em quadras esportivas. Criado em março deste ano, o GDF na Sua Porta foi o primeiro ato oficial de Celina Leão como governadora. A iniciativa leva gabinetes móveis e serviços públicos às regiões administrativas para ouvir demandas da população e organizar respostas de diferentes órgãos do governo. Antes de Planaltina, o programa passou por Itapoã, Paranoá, Riacho Fundo II, Samambaia, Colônia Agrícola 26 de Setembro e Ceilândia. Na edição mais recente, em Ceilândia, foram registrados mais de 14 mil atendimentos ao longo de sete dias. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Dia Nacional da Imunização alerta para importância das vacinas em todas as idades

Há um desafio cultural na vacinação a ser superado: muitas famílias se preocupam em garantir as doses de bebês, mas deixam de vacinar as crianças maiores, adolescentes, adultos e idosos. O tema ganhou destaque no Fórum Brasil Imune, realizado na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Brasília, nesta terça-feira (9), Dia Nacional da Imunização. Os dados do Distrito Federal mostram este cenário. Três vacinas estão com a cobertura acima da meta de 90%: a BCG, rotavírus e a primeira dose contra hepatite B. Todas são para bebês de até 4 meses. Por outro lado, a segunda dose da vacina contra a varicela (catapora), a ser tomada aos 4 anos de idade, teve adesão de 67,2%. Entre as crianças de 10 anos de idade, que já podem se vacinar contra a dengue, 41,9% tomaram uma dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. A meta também é de 90%. Não há dados específicos de coberturas de vacinas previstas para adultos, como as que protegem contra febre amarela, tétano e sarampo, mas na vacinação contra o vírus influenza, os grupos prioritários de adultos têm tido adesão abaixo de 40%. "Nós queremos envelhecer e envelhecer com saúde. A vacinação é importante para isso", afirma a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Ela diz que, para fazer frente a esse desafio, servidores têm sido treinados para indicarem a vacina de maneira ampla. "Se uma mãe, um pai, uma avó ou um avô leva uma criança para vacinar, também é importante verificar a situação vacinal do responsável", esclarece. Em maio, a SES-DF alcançou a marca de um milhão de vacinas aplicadas somente em 2026, um salto de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Novas rotinas, novas estratégias Durante o Fórum Brasil Imune, também foram debatidos desafios para a vacinação na atualidade, como famílias que têm pouco tempo disponível em rotinas cada vez mais complexas. "Nós não podemos aceitar ver o óbito de uma pessoa por uma doença para a qual temos vacina disponível", disse a representante da Organização Pan-Americana no Brasil, Lely Guzman. A meta é que as ações sejam cada vez mais adaptadas à realidade da população. No DF, por exemplo, apesar de ter mais de cem salas de vacinação, a SES-DF tem investido nas chamadas "ações extra muros", quando as equipes atuam em espaços de grande circulação de pessoas, como feiras, shoppings centers, mercados e eventos. Também há o programa Saúde na Escola, parcerias com órgãos públicos e Carros da Vacina, que fazem atividades itinerantes. Em maio, a SES-DF alcançou a marca de um milhão de vacinas aplicadas somente em 2026, um salto de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado. Em 2025, até o fim do ano, foram aplicadas 2,9 milhões de doses, cerca de 100 mil a mais que em 2024, quando foram registradas 2,8 milhões de doses. Vacinação de adolescentes e adultos Adolescentes entre 9 e 14 anos têm indicação prioritária para a vacina HPV, aplicada em dose única para prevenir infecções que podem causar diversos tipos de câncer. Até 30 de junho, adolescentes até 19 anos podem receber essa vacina, mas somente 11,3% do público entre 15 a 19 anos aderiu à campanha. Entre adultos, a vacinação segue um calendário que varia conforme a idade e o histórico individual. A dT, que protege contra tétano e difteria, deve ser reforçada a cada 10 anos a partir da vida adulta. Já a tríplice viral permanece indicada até os 59 anos, com duas doses para quem tem entre 20 e 29 anos e uma dose para aqueles entre 30 e 59 anos sem comprovação vacinal. Por fim, a hepatite B é recomendada para qualquer adulto não vacinado, independentemente da idade. Vacinas contra covid-19 e gripe (influenza) seguem com esquemas atualizados conforme orientações do Ministério da Saúde, especialmente para pessoas acima de 60 anos ou com condições de risco. Para o atendimento, é necessário apresentar um documento de identidade válido e com foto e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. As equipes verificam o histórico e avaliam a necessidade de novas doses. A imunização pode ser feita em qualquer ponto, independentemente do local de residência. Conheça os locais de aplicação dos imunizantes aqui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Centro Ludovico Pavoni tem áreas de diagnóstico e reabilitação reformadas na Asa Norte

O Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal-LP), na Asa Norte, passou por reforma em áreas de diagnóstico, reabilitação e acolhimento de pacientes. Conveniada à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a unidade integra a rede de assistência do Governo do Distrito Federal (GDF) e atende crianças, idosos e pessoas com deficiência auditiva, intelectual e com transtorno do espectro autista (TEA). Especializado em reabilitação, o Ceal-LP oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serviços de avaliação, diagnóstico, intervenção terapêutica, adaptação de aparelhos auditivos e acesso ao sistema de frequência modulada (FM), entre outros atendimentos. A reforma contemplou espaços usados no atendimento de bebês, crianças pequenas, idosos e familiares. Foram feitas troca de telhado, forro e piso, pintura, retirada de infiltrações, adequações nas redes elétrica, hidráulica e lógica, instalação de elevador, escadas de incêndio e portas corta-fogo, além de ajustes na recepção da clínica audiológica. Segundo a direção do Ceal-LP, as obras receberam investimentos de cerca de R$ 1 milhão em emenda parlamentar da senadora Leila Barros. O investimento reforça a estrutura física de uma unidade que mantém atendimento pelo SUS por meio de convênio com a SES-DF. Especializado em reabilitação, o Ceal-LP oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serviços de avaliação, diagnóstico, intervenção terapêutica, adaptação de aparelhos auditivos e acesso ao sistema de frequência modulada (FM) | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do Ceal-LP, Maria Inês Serra, afirma que a parceria com o poder público é decisiva para manter o atendimento às famílias. “Se a gente não tem a parceria do GDF, não consegue oferecer para essas famílias o que entende como diferencial na vida delas”, disse. “São crianças que mudam de vida por esse atendimento, com uma equipe robusta, com fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, neuropediatria e psiquiatria infantil”. Segundo Maria Inês, alguns espaços apresentavam limitações para o atendimento, realidade que mudou após a reforma. “Hoje temos um ambiente bonito, agradável, seguro, sem infiltrações, limpo e adequado para receber essas famílias”, aponta. O diretor do Ceal-LP, padre José Rinaldi, destacou que a reforma teve impacto direto em dois momentos centrais do atendimento: o diagnóstico e o início da reabilitação. “No diagnóstico, passam bebês e idosos. Na reabilitação, os bebês e as famílias são acolhidos para começar um caminho de estímulo, terapia e mudança de vida”, afirmou.   Para o padre, o cuidado com o ambiente também pesa na forma como pacientes e familiares enfrentam o tratamento. “A reforma nos deu a possibilidade de oferecer ambientes bonitos e agradáveis a bebês e idosos em momentos importantes da vida deles”, disse. “Quando o idoso perde a audição, corre o risco de se afastar da família e da sociedade. Com diagnóstico, aparelho adequado e acompanhamento, ele recebe uma nova qualidade de vida”. Atualmente, o Ceal-LP atende 420 crianças, segundo a coordenação da instituição. O centro oferece serviços como fonoterapia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, neuropediatria, psiquiatria infantil, otorrinolaringologia e assistência social. No caso da deficiência auditiva, o acesso ocorre pelo Sistema de Regulação (Sisreg), após encaminhamento de médico otorrinolaringologista da rede pública. Para reabilitação auditiva, deficiência intelectual e TEA, o acesso ainda não está regulado. Nesses casos, a unidade de saúde em que o usuário é atendido faz o encaminhamento ao Ceal-LP, que avalia o caso e orienta os próximos passos. Para o primeiro acesso, a família deve apresentar encaminhamento médico ou de especialista não médico da rede pública para entrada na lista de espera. Entre os exemplos do impacto do Ceal-LP está o de Lucas Vinícius Diniz, 22 anos; surdo desde o nascimento, ele começou a ser atendido na instituição ainda criança e hoje trabalha no local como auxiliar administrativo A prioridade para intervenção terapêutica contempla crianças de 6 meses a 7 anos, período considerado estratégico para o desenvolvimento. Segundo Maria Inês, a maior demanda hoje está no atendimento a crianças com autismo, com fila de espera superior a mil crianças. Uma história que volta ao ponto de partida Entre os exemplos do impacto do Ceal-LP está o de Lucas Vinícius Diniz, 22 anos. Surdo desde o nascimento, ele começou a ser atendido na instituição ainda criança e hoje trabalha no local como auxiliar administrativo. Com apoio da família e acompanhamento especializado, desenvolveu a comunicação oral, a leitura labial e o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Eu comecei aqui com uns 7 ou 8 anos. Tive o apoio dos meus pais e do padre, que me colocaram para ler. O primeiro livro foi O Pequeno Príncipe. Fui forçando a leitura labial”, contou Lucas. “Sem esse suporte, minha vida seria bem diferente.” Lucas usa implante coclear em um dos ouvidos. Sem o equipamento, sente apenas vibrações. Para ele, o acompanhamento recebido no Ceal-LP ajudou a enfrentar barreiras fora da instituição. “O mundo lá fora é difícil. Eu sei Libras, mas também é bom aprender português e outras formas de comunicação”, afirmou. Serviço Ceal-LP (SGAN 909, módulo B, Asa Norte) - Atendimento ambulatorial: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto feriados. - Informações sobre acesso ao serviço, documentos e andamento de solicitações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3349-9944 ou presencialmente.

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Saúde leva inserção de implanon e vacinação a Ceilândia durante GDF na Sua Porta

A população de Ceilândia recebe, desde segunda-feira (1º), a 6ª edição do programa GDF na Sua Porta. A iniciativa reúne atendimentos em diversas áreas, como saúde, educação e assistência social, além de orientações sobre cuidados com animais domésticos. A ação permanece em Ceilândia até o dia 12. A estrutura conta com serviços essenciais à população como cadastro social, atendimentos do Na Hora, da Defensoria Pública e outros. Na área da saúde, os moradores têm acesso à inserção de implanon (anticoncepcional), serviços de odontologia, vacinação, acompanhamento em saúde do programa Bolsa Família, distribuição de absorvente, atendimento de saúde mental e consultas com equipes de saúde da família. Segundo o diretor regional de Atenção Primária à Saúde, Vanderson Moreira, a presença da saúde em eventos do tipo fortalece o vínculo entre os serviços públicos e a comunidade. “É uma aproximação da saúde com o público. Ceilândia tem o privilégio de receber essa ação e de abrir as portas aos nossos serviços que ficam dentro das unidades básicas”, comentou. Moradores tiveram acesso à inserção de implanon, serviços de odontologia, vacinação, acompanhamento em saúde do Bolsa Família e entre outros | Foto: Jhontan Cantarelle/ Agência Saúde DF Acesso Mariana de Sousa, 18 anos, por exemplo, foi uma das moradoras da região que aproveitou a oportunidade para realizar a inserção do implanon. “Foi muito tranquilo, ajuda bastante quem não tem dinheiro para colocar”, comentou. O programa tem como objetivo atender demandas prioritárias da população de forma integrada, aproximando os serviços públicos dos cidadãos e encaminhando as solicitações que necessitam de continuidade aos órgãos competentes. Mariene do Nascimento, 43 anos, compareceu ao local para receber a vacina contra a gripe e descobriu que precisava atualizar outros imunizantes. “Como cuidadora, eu sempre tomo a vacina da gripe todo ano, mas não sabia que precisava de mais cinco”, comentou. “Acho ótimo esses tipos de eventos”, completou. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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DF tem 77 locais de atendimento para quem quer parar de fumar

Você trocaria algo caro e que faz mal por uma vida mais saudável e com mais tempo de qualidade ao lado de sua filha? Há oito meses, essa foi a decisão que a diarista Keila Maria de Abreu, de 40 anos, resolveu tomar. Com o apoio da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga, encarou de frente o desafio de parar de fumar e hoje já colhe os benefícios da decisão. "Um dia de trabalho meu era só para pagar o cigarro. Depois que parei, consegui comprar um guarda-roupa. E toda semana saímos para comer alguma coisa gostosa", comemora. A alegria contagiou a família: "Confesso que minha mãe ficou bem nervosa ao parar com o cigarro, mas hoje está mais tranquila, mais do que quando fumava todos os dias", elogia a filha Ana Luiza de Abreu, de 15 anos. A adolescente também celebra o bem-estar familiar: "A casa não está mais com cheiro ruim. Eu também estou respirando melhor". A quase 50 quilômetros dali, na UBS 3 de São Sebastião, outra mulher tem a mesma motivação para parar de fumar. A publicitária Hélida Wonstein, 40, não quer servir de mau exemplo para os filhos. Por esse motivo, neste mês, passou a frequentar o grupo de tabagismo da unidade de saúde. "Já consegui tirar aqueles cigarros que eram habituais no dia a dia, como aqueles depois de tomar um café", conta. Ela ainda não marcou o "dia D" para afastar o vício totalmente, mas está otimista: "Eu já parei uma vez. Vou conseguir de novo", promete. O grupo contra o tabagismo da Secretaria de Saúde destacam-se pela abordagem multidisciplinar e o acolhimento a um público diverso | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Abordagem multidisciplinar Histórias semelhantes são ouvidas diariamente nos 77 grupos para tratamento contra tabagismo em unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Equipes multiprofissionais oferecem apoio necessário com diversas abordagens, que vão desde o uso de medicamentos a dinâmicas coletivas. "Temos tratamento de reposição de nicotina e de controle da ansiedade, além de outras questões, mas o resultado é alcançado por meio de frentes distintas, com informação e atenção em áreas como psicologia e serviço social. É integral", explica a farmacêutica Cristiane Falcão, da UBS 2 de Taguatinga.  "Fazemos dinâmicas como perguntar o que o cigarro significa para cada um: as pessoas definem como amigo, como companhia, como relaxante. Depois perguntamos o que o cigarro já tirou: dinheiro, saúde, tempo com filho. Também informamos muito sobre a composição desses produtos, e as pessoas se surpreendem", acrescenta a farmacêutica Fernanda França, da UBS 3 de São Sebastião. Outro método de sucesso na unidade é a "cápsula do tempo", no qual pacientes registram seus anseios antes do tratamento e, 30 dias depois, podem ter orgulho da própria mudança. Prazo O caminho que leva a uma vida longe do vício não é linear e o tempo não se apresenta de forma igual para todo mundo. Há quem decida largar o cigarro com apenas um encontro. Mas há, também, pacientes que tentam várias vezes antes de conseguir completamente. "Com um apoio estruturado, a taxa de sucesso, no geral, varia entre 15% e 85%. Nosso objetivo é atingir pelo menos 30%", explica o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, Saulo Viana. Antônio Eustáquio diz que nunca é tarde para parar de fumar; aos 69 anos, comemorou 12 meses longe do cigarro, depois de descobrir um enfisema pulmonar Desafio para todas as idades Os grupos de tabagismo caracterizam-se pela diversidade, com pessoas de classes sociais, profissões e faixas etárias distintas. Aos 69 anos, o aposentado Antônio Eustáquio Russo diz que sempre é hora de largar o vício. "Nunca é tarde para nada. Se a pessoa quer ter uma qualidade de vida melhor, precisa buscar uma UBS que presta esse serviço e participar", aconselha. Ao descobrir o início de um enfisema pulmonar, Antônio decidiu procurar a UBS 2 de Taguatinga. "Comecei a fumar aos 13 anos. Foram 55 anos de cigarro", conta. Ele disse ter dispensado apoio de fármacos durante o tratamento, preferindo a experiência de conversar com os profissionais e com outros pacientes. "A minha decisão de parar tem que ser definitiva", opina. É a trilha que o estudante Mateus Mota quer adotar. Aos 20 anos, ele diz que a futura carreira na área de educação física não condiz com o tabagismo: "Como eu posso melhorar a vida, a saúde e o físico de alguém se não faço isso por mim?", reflete.  O vício começou aos 17 anos, com a versão eletrônica, o vape. Em seguida, vieram os cigarros tradicionais. Mateus já participou do primeiro encontro, na UBS 3 de São Sebastião. A meta é parar de fumar e comemorar os 21 anos sem cigarro. "O grupo ajuda porque você abre um pouco sua percepção e começa a ver a sua doença, o seu vício. Hoje, sinto vergonha de fumar", relata.  *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Governadora cria SUS Candanga para ampliar consultas e cirurgias

A governadora Celina Leão assinou, nesta quinta-feira (28), o projeto de lei que institui a Tabela SUS Candanga. A iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) busca fortalecer a saúde pública e ampliar a capacidade de atendimento da rede, uma vez que institui um mecanismo complementar de financiamento e contratação de serviços de saúde. “Com a Tabela SUS Candanga, nós vamos conseguir agilizar os atendimentos, operar mais especialidades e reduzir as filas. Antes, nós levávamos de seis meses a um ano para fazer um credenciamento por especialidade. Agora, a nossa expectativa é diminuir em até 80% a fila da saúde nos próximos seis meses, garantindo mais dignidade e cuidado para a população do Distrito Federal”, afirmou. Celina Leão: "Antes, nós levávamos de seis meses a um ano para fazer um credenciamento por especialidade. Agora, a nossa expectativa é diminuir em até 80% a fila da saúde nos próximos seis meses, garantindo mais dignidade e cuidado para a população do Distrito Federal” | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília O programa foi desenvolvido pela Secretaria de Saúde (SES-DF) como uma medida estratégica para reduzir as filas de consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados na rede pública. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o programa representa um grande passo na gestão da saúde pública. “Nós precisamos buscar caminhos para não deixar a população sofrendo com o tempo de espera. Com a Tabela SUS Candanga, vamos credenciar a rede privada e acionar esses serviços de forma mais rápida, sem precisar abrir um edital para cada procedimento. Isso vai reduzir o tempo de espera, dar mais equilíbrio às filas e garantir um atendimento mais digno para a população”, destacou.   Rede complementar Por meio desse mecanismo complementar de financiamento e contratação de serviços de saúde, o GDF poderá ampliar os atendimentos por meio de parcerias com instituições privadas e filantrópicas, de forma regulada e transparente. Pelo modelo, a SES-DF poderá realizar contratações complementares quando houver insuficiência comprovada da rede pública ou impossibilidade de ampliação imediata da capacidade própria do Estado. "Com a Tabela SUS Candanga, vamos credenciar a rede privada e acionar esses serviços de forma mais rápida, sem precisar abrir um edital para cada procedimento", destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda Mais agilidade A iniciativa prevê a criação de uma tabela distrital complementar para determinados procedimentos especializados. O objetivo é corrigir defasagens históricas nos valores praticados pela tabela nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar a capacidade de contratação e execução dos atendimentos. Entre as principais diretrizes do programa estão a redução do tempo de espera na regulação e o fortalecimento da capacidade operacional da rede pública. O programa também prioriza especialidades com maior demanda reprimida. Controle público A regulamentação do SUS Candanga estabelece critérios técnicos para credenciamento das unidades parceiras, metas de atendimento, parâmetros assistenciais e fluxos de regulação. O programa ainda prevê acompanhamento institucional permanente, com divulgação de informações no Portal da Transparência, avaliação periódica dos resultados assistenciais e fiscalização dos quantitativos realizados.

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Creas Recanto das Emas promove seminário sobre proteção de crianças e adolescentes

Nesta quarta-feira (27), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Recanto das Emas promoveu o I Seminário de Proteção a Crianças e Adolescentes. A primeira edição do evento mobilizou a rede de proteção socioassistencial da região, levando informação e prevenção, em alusão ao Maio Laranja, mês de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes. Divididos em duas turmas, de manhã e à tarde, cerca de 40 adolescentes participaram de palestras que alertam para os riscos da violência sexual e mostram como funciona a rede de apoio no Recanto das Emas, onde procurar auxílio em situações de abuso e onde denunciar e quais os sinais de violência que pais e filhos devem ficar atentos. Com idades entre 15 e 17 anos, os participantes convidados são atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) ofertado no Instituto Proeza, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) parceira da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF), gestora da Creas. O ambiente foi preparado com decorações e espaço para fotos, proporcionando um momento descontraído e agradável para que os adolescentes pudessem se sentir confortáveis e acolhidos. “A equipe do Creas Recanto das Emas desenvolveu esse I Seminário de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes com o objetivo de atuar diretamente nessa prevenção, informando sobre os tipos de violência, orientando os sinais de abuso e ensinando como e onde denunciar. É promover uma cultura de proteção. Dessa forma, fortalecemos o autocuidado e o acesso à rede de proteção, porque acreditamos que a informação é uma das principais ferramentas para reduzir essas violações de direitos”, explica a gerente do Creas Recanto das Emas, Mérien Sampaio. A primeira edição do evento mobilizou a rede de proteção socioassistencial da região, levando informação e prevenção, em alusão ao Maio Laranja, mês de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes | Foto: Divulgação/Sedes-DF Para finalizar as ações, foram entregues certificados de participação no seminário, folhetos informativos relacionados aos temas abordados e um lanche preparado especialmente para eles. Atendido no Instituto Proeza, Arthur Costa, 16 anos, aproveitou as palestras para se informar melhor. “Na minha opinião, o seminário foi de extrema importância, porque acho que as crianças de hoje em dia deveriam ser ensinadas, desde sempre, a como se proteger”, afirmou. A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, destaca a importância dessa integração da rede de apoio à comunidade. “A articulação entre o Creas, as instituições parceiras e os órgãos de proteção é essencial para fortalecer a rede de apoio às crianças, aos adolescentes e às famílias. Quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos ampliar o alcance das ações de prevenção, orientação e enfrentamento à violência, especialmente neste mês de mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”, enfatiza. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes)

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Unidade pioneira de cirurgia bariátrica no DF completa 1 ano de funcionamento

Em evento realizado neste sábado (23), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), servidores e pacientes comemoraram um ano de atividade da Unidade de Cirurgia Bariátrica do hospital. O local é pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal e oferece atendimento humanizado e estrutura dedicada a pacientes com obesidade. O espaço conta com seis consultórios, utilizados por uma equipe multiprofissional composta por cirurgiões, psicólogos, endocrinologistas, profissionais de enfermagem e nutricionistas. A unidade é equipada com 16 cadeiras especiais para pessoas com obesidade, além de armários e ar-condicionado em cada sala, proporcionando mais conforto e acessibilidade aos usuários do SUS. “A nova estrutura trouxe mais dignidade para o paciente. Ele agora possui uma unidade específica, um espaço mais amplo e confortável, em que todo o atendimento bariátrico é feito no mesmo ambiente. Aqui há várias especialidades voltadas unicamente para o seu quadro”, ressalta o diretor do Hran, Bruno Bacelar. “As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conta Sandra Regina Ramos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A referência técnica administrativa (RTA) do Hran e cirurgiã bariátrica responsável pela unidade, Ana Carolina Fernandes, afirma que o espaço representa a humanização do atendimento ao usuário. “O serviço de cirurgia bariátrica já existe há 18 anos no Hran, mas esse novo espaço reforça a importância e o comprometimento com pacientes obesos ou que tenham doenças metabólicas que necessitam do tratamento cirúrgico para melhora das comorbidades”, avalia. À frente da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o médico Juracy Lacerda prestigiou o evento e aproveitou para advertir sobre a importância de monitorar as taxas de obesidade. A condição está associada a doenças metabólicas graves como diabetes, hipertensão e doenças neurológicas. “Nós sabemos que a obesidade está em amplo crescimento no Brasil e no mundo. Quando analisamos os dados, nós vemos um aumento dos casos não só na população adulta, mas também na população infantil. Esse crescimento reforça a necessidade de trabalharmos com afinco em políticas de controle do sobrepeso na população”, afirma o secretário de Saúde. Esperança Próxima de ser chamada pelo complexo regulador (CRDF) para realizar a cirurgia bariátrica no Hran, Sandra Regina Ramos, 60, elogia o atendimento recebido na unidade e a atenção que os profissionais do hospital vêm dando ao seu caso. Ela conta esperar ansiosamente por ter de volta sua autonomia e qualidade de vida após o procedimento. “A bariátrica, para mim, é uma coisa muito importante, porque eu vou poder voltar a trabalhar, a cuidar de mim mesma. As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Sábado tem vacinação em 18 regiões administrativas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá equipes de vacinação trabalhando em 18 regiões administrativas (RAs) neste sábado (23). É possível ser atendido em qualquer um dos locais, independentemente do endereço de residência. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da SES-DF. Para se vacinar, é importante levar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. As equipes conferem os registros e avaliam a aplicação de doses. Isso porque as vacinas são aplicadas conforme o calendário, indicado para cada faixa etária e para os grupos prioritários. Idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, como professores e caminhoneiros, podem tomar doses contra a gripe (influenza). Já a vacina contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Há indicações para todas as faixas etárias: adolescentes e adultos, por exemplo, precisam ser vacinados contra o sarampo. No domingo (24), haverá um local de atendimento em Ceilândia. Já na segunda-feira (25), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas. No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento. “Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta. Mais proteção O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação. Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas. O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica. Acesso ampliado Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital. “O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.  

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Caminhada pela doação de leite humano celebra importância do ato que salva vidas

Neste domingo (24), a Secretaria de Saúde (SES-DF), com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF), realiza a II Caminhada pelo Dia Mundial de Doação de Leite Humano do Distrito Federal, um momento de conscientização, acolhimento e celebração da vida. Programada para começar às 9h no Estacionamento 13 do Parque da Cidade, a atividade reunirá famílias, profissionais de saúde, doadoras, mães, crianças e toda a sociedade em apoio aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso que dependem do leite humano para crescer com mais saúde e esperança. O evento é gratuito e aberto a toda a população, mas precisa de inscrição, que pode ser feita aqui.  Além da caminhada, há previsão ainda de atividades recreativas, orientações educativas e conversa sobre amamentação e cuidados com o bebê. Evento contará com atividades recreativas, orientações educativas e rodas de conversa sobre amamentação e cuidados com o bebê | Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF Rede de apoio à amamentação No DF, a rede conta com 14 bancos de leite humano (BLHs) e sete postos de coleta (PCLHs), dos quais nove BLHs e dois PCLHs são operados pela SES-DF. Os BLHs são casas de apoio à amamentação, onde as famílias encontram profissionais capacitados para dar orientações e sanar dificuldades que possam surgir. “Por meio de atendimentos em todas as unidades, profissionais de saúde orientam sobre o posicionamento, a pega, como extrair leite das mamas quando estão muito cheias e ainda apoia no ajuste da mamada quando mamãe e bebê ainda estão aprendendo”, explica Maria das Graças Cruz, coordenadora das políticas de aleitamento materno da SES-DF. Os bancos de leite humano ou postos de coleta de leite humano realizam atendimento de porta aberta, ou seja, sem agendamentos para as famílias. II Caminhada pela Doação de Leite Humano Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek – Estacionamento 13 Horário: 9h às 12h Inscrições site Sympla. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Hospital Regional de Taguatinga agiliza cirurgias para tratamento da doença de Chagas

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, nesta quinta-feira (21), dois procedimentos cirúrgicos de miotomia endoscópica peroral (Poem, sigla em inglês). A nova técnica permite recuperação clínica rápida para pacientes que sofrem de acalasia, condição na qual o esôfago perde a capacidade de empurrar o alimento e a válvula de entrada para o estômago não se abre, impedindo a alimentação. A maioria dos pacientes acometidos sofre com a doença de Chagas. "A recuperação após o Poem é significativamente mais rápida do que a cirurgia tradicional. Em geral, a alta hospitalar ocorre no mesmo dia ou em até 24 horas após o procedimento", explica a gastroenterologista do HRT Sara Cardoso Rose. Segundo a médica, essa melhora acelerada não apenas impacta a qualidade de vida, como também reduz os custos hospitalares quando comparada à operação tradicional. "É um benefício importante para o sistema público de saúde", complementa. Poem é um procedimento minimamente invasivo, realizado por endoscopia, garantindo melhor tempo de recuperação para os pacientes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Procedimento Além dos especialistas na área, o procedimento conta com a participação de equipes de anestesiologia, enfermagem, radiologia e de internação. Não é realizada nenhuma incisão: tudo é feito por meio da boca, como uma endoscopia. Com uso da tecnologia, o foco é criar um pequeno túnel na parede interna do esôfago para cortar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. O paciente permanece sob monitorização avançada e são realizados exames antes e depois do Poem. Até 79% dos operados conseguem beber líquidos em até 24 horas. O primeiro Poem no HRT foi realizado em 2025 e, agora, já foram 12 procedimentos do tipo somente neste ano. "Hoje, o hospital de Taguatinga é um dos poucos centros no Brasil que oferecem a tecnologia na rede pública", destaca o gastroenterologista do HRT Técio de Araújo. O Hospital de Base (HBDF) também disponibiliza o Poem. Para o especialista, o serviço é fundamental para atender a população que mais necessita, especialmente considerando a alta incidência de doença de Chagas no país. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Caps AD Itapoã celebra 15 anos de cuidado e acolhimento com a população

Nesta quarta-feira (20), o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) do Itapoã celebrou 15 anos de atuação com uma programação especial que reuniu 90 usuários da unidade. Realizado no próprio espaço de saúde, o evento promoveu uma manhã de atividades voltadas para a valorização dos serviços prestados, para a conscientização sobre saúde mental e para o fortalecimento dos vínculos entre usuários, familiares e equipe multiprofissional. Além de palestras conduzidas por profissionais de saúde, a programação contou com momentos de escuta das demandas dos participantes e um café da manhã de confraternização, promovendo integração e acolhimento entre servidores e a comunidade. A programação do aniversário também trouxe reflexões sobre a luta antimanicomial – movimento que, celebrado em 18 de maio, reforça a importância do cuidado em saúde mental em liberdade e da garantia de um tratamento humanizado, pautado na inclusão social, no respeito aos direitos e na convivência comunitária. Caps AD Itapoã realiza atendimento em atenção multidisciplinar a pacientes a partir dos 16 anos de idade e seus familiares em relação aos transtornos decorrentes do uso de álcool e drogas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Serviço Referência para a Região de Saúde Leste do Distrito Federal, o serviço atende moradores do Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Jardim Botânico e demais áreas de abrangência, alcançando uma população estimada em aproximadamente 1,2 milhão de habitantes. Ao longo desses 15 anos, o Caps AD Itapoã tem desempenhado papel fundamental na assistência, na reabilitação psicossocial e na reinserção social de usuários e familiares. “A data representa não apenas a celebração da história da unidade, mas também o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais. Com dedicação, compromisso e sensibilidade, a equipe multiprofissional tem superado desafios cotidianos para garantir uma assistência qualificada e acolhedora à população, consolidando o serviço como referência no cuidado às pessoas em sofrimento decorrente do uso de álcool e outras drogas”, destaca a supervisora do Caps AD Itapoã, Cleyse Alencar. A unidade conta com uma ampla programação terapêutica, oferecendo diariamente atividades coletivas, atendimentos individuais, grupos, ações de promoção da saúde, estratégias de redução de danos e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Para ingressar no serviço, não é necessário agendamento prévio: basta comparecer à unidade para o primeiro acolhimento. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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InterCaps de Futsal promove integração e reforça cuidado em saúde mental no DF

A saúde mental e o esporte caminharam lado a lado, nesta terça-feira (19), durante a segunda edição do InterCaps de Futsal. O campeonato reúne equipes formadas por pacientes de diferentes centros de atenção psicossocial (Caps) do Distrito Federal. O objetivo é proporcionar lazer e convivência, integrando o plano terapêutico dos participantes e promovendo socialização e autonomia. Segundo o terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (Caps AD) III de Ceilândia, Paulo Vinicius Cruz, a competição ajuda a reforçar o protagonismo dos pacientes sobre o próprio tratamento. “É um momento para perceberem que são muito mais que pessoas em situação de vulnerabilidade ou uso extremo. São cidadãos capazes de integrar, por exemplo, um torneio, como iguais”, analisou. Na edição deste ano, participaram equipes dos Caps de Ceilândia, Candango, Samambaia, além dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) de Sobradinho e Recanto das Emas. O engajamento dos pacientes tem mostrado resultados positivos, de acordo com o terapeuta. “O campeonato é assunto o ano inteiro. Eles treinam toda semana, pensam na vitória." O objetivo é proporcionar lazer e convivência, integrando o plano terapêutico dos participantes e promovendo socialização e autonomia | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Esporte como ferramenta terapêutica VB, 40 anos, participou do campeonato pela primeira vez e relatou os impactos positivos da atividade física para a sua saúde mental. “É algo que distrai a cabeça, tira o foco das coisas ruins”, contou. “Eu gosto bastante das atividades do Caps, dos professores, enfermeiros e da equipe em geral." A residente de enfermagem em saúde mental Érica Pedrosa destacou o papel do esporte na ressocialização dos usuários. “As pessoas podem conviver, jogar, se reunir. É uma forma de se reeducarem e serem inseridas dentro da sociedade, visando um objetivo em comum." O que são os centros psicossociais? Abertos e comunitários, os Caps oferecem atendimento a pessoas com transtornos mentais graves ou persistentes, além de indivíduos em sofrimento psíquico decorrente do uso prejudicial de álcool e outras drogas. As equipes atuam de forma interdisciplinar e são compostas por diferentes profissionais como psiquiatras, clínicos gerais, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos, de acordo com a modalidade de cada centro. O atendimento pode ser por demanda espontânea — quando a própria pessoa busca o serviço —, por encaminhamento de outros especialistas da rede de saúde ou ainda por setores, como assistência social, educação e justiça.  Como acessar Apesar de os centros acolherem sem a necessidade de encaminhamento, a porta de entrada preferencial são as unidades básicas de saúde (UBSs), onde é feita uma avaliação inicial e o direcionamento, quando necessário. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Novos servidores do Samu são capacitados para fortalecer atendimento no DF

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) realiza, até a próxima sexta-feira (22), a semana de capacitação voltada aos novos servidores da instituição. A formação é promovida pelo Núcleo de Educação em Urgências (NEU) e prepara os profissionais para atuar no atendimento pré-hospitalar móvel com mais segurança, integração e qualidade assistencial. Ao todo, 32 técnicos em enfermagem participam das atividades, que incluem treinamentos em suporte básico ao trauma, suporte básico em pediatria, saúde mental, regulação médica e atuação em viaturas. A programação também prevê cursos complementares obrigatórios, como emergência clínica, emergência obstétrica e o curso de resposta e atendimento a múltiplas vítimas. Além das aulas teóricas e práticas, os servidores participam de estágio supervisionado nas ambulâncias como terceiros tripulantes e recebem treinamento em rádio operação, fortalecendo a comunicação entre as equipes assistenciais e a Central de Regulação. Ao todo, a capacitação soma 85 horas de curso e 46 horas de estágio. Treinamento ocorre durante toda a semana e reúne 32 técnicos em enfermagem; objetivo é capacitar profissionais para um atendimento mais seguro, ágil e humanizado | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Atendimento seguro e humanizado A chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu-DF, Carolina Cunha, destacou que o treinamento é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais seguro e humanizado à população. “Esse momento é essencial para alinhar protocolos, fortalecer o trabalho em equipe e preparar os profissionais para os desafios do atendimento de urgência e emergência. Nosso objetivo é oferecer um cuidado cada vez mais qualificado e seguro para os pacientes”, afirmou a enfermeira. Para a técnica em enfermagem Jeieli Chaves Viana, a capacitação representa uma importante oportunidade de aprendizado e troca de experiências. “O curso amplia nosso conhecimento técnico e fortalece a integração da equipe. No atendimento pré-hospitalar enfrentamos situações adversas, tanto pelas condições do ambiente quanto pela gravidade das ocorrências. Por isso, trabalhar em harmonia faz toda a diferença para garantir um atendimento eficiente e seguro”, destacou. O técnico em enfermagem Matheus Guterres Almeida também ressaltou a importância da preparação para atuar no Samu-DF.  “Fazer parte do Samu sempre foi um sonho. É um curso de grande importância para a minha carreira e uma oportunidade de aprimorar conhecimentos para servir a população e ajudar a salvar vidas”, disse. As atividades acontecem no NEU, das 7h às 18h, e reforçam o compromisso permanente do Samu-DF com a qualificação dos profissionais e o aprimoramento contínuo da assistência prestada à população do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Cefaleia: dor de cabeça frequente não deve ser ignorada

Aquela dor de cabeça que muita gente tenta ignorar ou tratar por conta própria pode esconder riscos importantes à saúde. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), aproximadamente 70% das mulheres e 50% dos homens no Brasil enfrentam o problema pelo menos uma vez ao mês. “Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça. As mais comuns são a cefaleia tensional, que provoca sensação de aperto ou peso na cabeça e costuma estar ligada ao estresse e à tensão muscular; e a enxaqueca, marcada por dor pulsante, geralmente de um lado só, além de náusea e sensibilidade à luz e ao barulho”, explica o neurologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) João Tatsch. No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, celebrado nesta terça-feira (19), especialistas da Secretaria de Saúde (SES-DF) alertam sobre a importância do diagnóstico correto, da prevenção e do uso consciente de medicamentos para evitar o agravamento das crises. Causas e sinais de alerta O cérebro de quem tem dor de cabeça crônica, especialmente a enxaqueca, é mais sensível a mudanças. Entre os principais gatilhos das crises estão noites mal dormidas, jejum prolongado, estresse, ansiedade, excesso de cafeína, mudanças bruscas na rotina, alterações hormonais e o uso inadequado de analgésicos. O cérebro de quem tem dor de cabeça crônica, especialmente a enxaqueca, é mais sensível a mudanças | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Embora a maioria dos casos seja considerada benigna, algumas situações exigem atendimento imediato. Dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço, confusão mental, alteração da fala ou fraqueza em um lado do corpo podem indicar quadros graves, como derrame. O perigo da automedicação Outro ponto que merece ser considerado é a automedicação. A referência técnica distrital (RTD) em Assistência Farmacêutica da SES-DF, Natasha Reis, destaca que o uso frequente de analgésicos pode causar danos sérios ao organismo. “Muitas pessoas acreditam que remédios para dor de cabeça são inofensivos por serem comuns, mas estudos mostram que medicamentos amplamente utilizados, como paracetamol, ibuprofeno, dipirona e combinações analgésicas podem causar sangramento gastrointestinal, lesão renal, hepatotoxicidade e cronificação da dor”, explica. O problema também está ligado à chamada cefaleia rebote, provocada pelo uso repetitivo de medicamentos para aliviar a dor. “Quando os analgésicos são usados de forma frequente, o cérebro reduz a resposta aos remédios. Esse efeito pode ocorrer quando analgésicos são utilizados por mais de 10 a 15 dias por mês, durante período superior a três meses”, detalha Reis. Onde buscar atendimento O tratamento das cefaleias começa com o diagnóstico adequado para identificar as causas primárias e secundárias. Pacientes com dores frequentes ou recorrentes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência para avaliação e acompanhamento. Caso seja necessário, o paciente será encaminhado via regulação ao especialista em neurologia nos ambulatórios da SES-DF. Já em casos súbitos, intensos ou acompanhados de febre, alteração na fala ou no movimento do corpo, o usuário deve dirigir-se imediatamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou ao pronto-socorro de um hospital da rede pública. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Secretaria de Saúde abre processo seletivo para médicos de família e comunidade

A Secretaria de Saúde (SES-DF) abriu, nesta segunda-feira (18), as inscrições para o processo seletivo simplificado destinado à contratação temporária e formação de cadastro reserva para médicos de família e comunidade. Ao todo, são ofertadas 114 vagas com carga horária de 40 horas semanais. Os profissionais selecionados atuarão prioritariamente na Atenção Primária à Saúde (APS), realizando assistência direta aos pacientes nas unidades da rede pública do Distrito Federal. O contrato temporário terá duração de um ano, sem possibilidade de prorrogação. A remuneração bruta total é de R$ 21.363,26, composta por vencimento básico de R$ 15.824,64, Gratificação de Incentivo ao Serviço Temporário de Médico (Gistem) no valor de R$ 3.956,16 e adicional de insalubridade de R$ 1.582,46. Para participar, é necessário possuir diploma de graduação em medicina reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica em medicina de família e comunidade reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica ou título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB). Secretaria de Saúde abre processo seletivo para médicos de família e comunidade | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Os candidatos também deverão anexar, no momento da inscrição, a certidão de Nada Consta expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), emitida há no máximo 90 dias da data de encerramento das inscrições, conforme previsto na Lei Distrital nº 7.462/2024. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site Avalia Concursos, até as 20h de sábado (23). O resultado final e a homologação do processo seletivo estão previstos para 8 de julho deste ano. A divulgação será feita no site da banca organizadora e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Sábado é dia de vacinação no Distrito Federal

Quem precisa se vacinar contra sarampo, febre amarela, tétano, coqueluche ou outras doenças poderá atualizar a caderneta de vacinação neste sábado (16). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 49 locais de atendimento, em 21 regiões administrativas diferentes. Destaque para o evento do Dia do Gengibre, no Park Way (Vargem Bonita). A lista completa com endereços e horários está disponível no site da SES-DF. O público-alvo são pessoas de todas as idades, considerando o indicado para cada faixa etária e os grupos prioritários. Por exemplo: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina contra a dengue. Idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, como professores e caminhoneiros, podem tomar doses contra a gripe (influenza). Haverá, ainda, outras vacinas para proteger contra doenças como febre amarela, sarampo, tétano e difteria. Vacinação é fundamental para proteger contra doenças evitáveis, como sarampo, tétano e febre amarela | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Em todos estes locais, é importante levar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. As equipes conferem os registros e avaliam a aplicação de doses. Vale lembrar que é possível se vacinar em qualquer local de atendimento, independentemente da residência.  Não haverá atendimento no domingo (16). Já na segunda-feira (17), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Rede pública de saúde do DF ultrapassa 1 milhão de atendimentos de enfermagem em 2026

Seja na rotina intensa dos hospitais, nas salas de vacinação ou nas unidades básicas de saúde (UBSs), há uma presença constante em todas as etapas do atendimento: o profissional da enfermagem. Nesta terça-feira (12), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) celebra o Dia Internacional da Enfermagem e do enfermeiro, data que reconhece a importância desses profissionais para o funcionamento da rede pública de saúde. Atualmente, a SES-DF conta com 3.502 enfermeiros em atividade. Desse total, 171 enfermeiros são obstetras, 2.651 generalistas, 655 de família e comunidade e 25 enfermeiros do trabalho. Rede que cuida Os números refletem a dimensão desse trabalho. Em 2025, as equipes de enfermagem da pasta realizaram mais de 3 milhões de procedimentos individuais. Apenas nos primeiros meses de 2026, já foram registrados mais de 1 milhão de atendimentos. Atualmente, a SES-DF conta com 3.502 enfermeiros em atividade | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Diretor de Enfermagem da SES-DF, Bruno Assis, destaca a representatividade da categoria na rede pública. “O enfermeiro desempenha papel fundamental na promoção da qualidade de vida da população no âmbito da SES-DF, atuando de forma integrada em todos os níveis de atenção à saúde", afirma. Na rede pública do DF, os enfermeiros realizam acolhimento, consultas, vacinação e acompanhamento de gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas nas UBSs. Nos ambulatórios especializados, acompanham casos de maior complexidade, com monitoramento terapêutico e orientações aos pacientes. Já nos hospitais e serviços de urgência e emergência, desempenham papel fundamental na assistência direta, no monitoramento clínico e na coordenação do cuidado, contribuindo para um atendimento seguro e humanizado. Dedicação que permanece No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a enfermeira Janete Carvalho transformou experiência em legado. Com mais de 40 anos dedicados à enfermagem, ainda antes da regulamentação da profissão, ela decidiu seguir como voluntária após a aposentadoria, em 2016, para evitar a interrupção do atendimento a pacientes com lesões graves. Em 2018, criou o ambulatório de feridas complexas da unidade e ajudou na formação de novos profissionais para garantir a continuidade do serviço. Convivemos diariamente com a dor dos pacientes e aprendemos a dar valor a nossa saúde e à capacidade de ajudar o próximo. Trabalhamos por amor e com competência para fazer diferença na vida deles”, afirma. Apenas nos primeiros meses de 2026, as equipes de enfermagem da SES-DF realizaram mais de 1 milhão de atendimentos, beneficiando mais de 1 milhão de pacientes No ambulatório de feridas complexas do Hran, as enfermeiras acompanham pacientes com lesões de difícil cicatrização, como úlceras, feridas crônicas e complicações decorrentes de outras doenças. O atendimento inclui avaliação clínica, curativos especializados, orientações aos pacientes e monitoramento da evolução dos casos. Há cinco anos no ambulatório de feridas complexas, a enfermeira Kaliane Falcão acumula 20 anos de atuação na SES-DF e também construiu sua trajetória profissional no Hran. “Gosto muito de atender a população e isso faz parte do meu objetivo profissional. O maior aprendizado da enfermagem é aprender a lidar com o ser humano todos os dias”, conta. Larissa Lourenço, que também integra a equipe, está há 12 anos na pasta e já atuou em todos os níveis de atenção. “Somos o elo entre o paciente e os outros profissionais. Estamos diretamente ao lado dele em todos os níveis de atenção. É uma profissão que exige dedicação, ética e responsabilidade”, ressalta. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Consulta pública ouve população sobre imóvel para Centro de Atenção Psicossocial

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) divulgou, nesta segunda-feira (11), a abertura de consulta pública para identificar imóveis disponíveis para locação, no Plano Piloto, destinados ao funcionamento do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD III) Brasília/Candango. O objetivo é subsidiar estudo técnico preliminar e levantar as opções de mercado antes da publicação do edital. Todas as informações estão disponíveis no Diário Oficial do Distrito Federal, páginas 62 a 65. Atualmente, o Caps AD III funciona no Setor Comercial Sul, porém o imóvel utilizado não apresenta mais condições adequadas para a continuidade dos atendimentos. O serviço deve permanecer na região central por questões de territorialidade, continuidade do cuidado e integração com a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).  Serviço funciona 24 horas, atendendo pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas | Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde DF Atendimentos O Caps AD III Candango atende cerca de 418 mil habitantes de regiões como Asa Norte, Asa Sul, Lago Norte, Lago Sul, Cruzeiro, Sudoeste, Varjão, entre outros. O serviço funciona 24 horas, inclusive fins de semana e feriados, atendendo pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas.  [LEIA_TAMBEM] Os interessados devem encaminhar as manifestações de interesse, assim como fotos do imóvel, para o e-mail: sucoas.dipac.gepos@saude.df.gov.br. Questionamentos também podem ser encaminhados para o mesmo e-mail, em até 10 dias úteis contados a partir da publicação.  Serviço:  Confira o texto completo da consulta pública aqui.  *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Rede ColaboraAPS visita horto agroecológico da UBS de Águas Claras

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Águas Claras, localizada no Areal, abriu as portas, nessa quinta-feira (7), para uma visita técnica da Rede ColaboraAPS ao Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb). A atividade integra a programação do 3º Encontro Nacional da Rede Colaborativa de Inovações em Atenção Primária à Saúde (APS). O roteiro em Brasília inclui visitas à Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb) — uma iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) em parceria com a Fiocruz Brasília, instituída pela Portaria nº 137, de abril de 2025.  “Conhecer a Rhamb do DF mostra que a saúde também nasce da terra e do cuidado com o ambiente”, avalia a agente da Rede ColaboraAPS, Maísa Melara. “Queremos que essas ideias circulem e ganhem novos territórios. Quem vem aqui sai inspirado a adaptar e implementar algo parecido em suas próprias unidades”, acrescenta. Até sexta-feira (8), cerca de 150 representantes de todas as regiões do país participam de atividades no DF, consolidando o intercâmbio de práticas que buscam transformar a APS no Brasil. Os dois primeiros encontros nacionais ocorreram no início deste ano, no Rio de Janeiro. A visita ao horto agroflorestal da (UBS) 2 de Águas Claras integra a programação do 3º Encontro Nacional da Rede ColaboraAPS | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Foco nas crianças Durante a visita, representantes de diversos estados conheceram de perto o Horto Kids Agrovida, projeto desenvolvido pela servidora da UBS 2 de Águas Claras, Miriam Matos. Criada em agosto de 2025, a iniciativa propõe uma reconexão das crianças com a natureza como estratégia de promoção da saúde e do bem-estar. O programa une atividades educativas e práticas. No espaço, os jovens aprendem sobre plantas medicinais, cuidado ambiental e convivência comunitária, fortalecendo o vínculo com o território onde vivem. “Receber pessoas de todo o Brasil aqui na UBS 2 de Águas Claras mostra que o projeto tem força e pode inspirar outras realidades. É uma oportunidade de levar a ideia adiante e fortalecer um cuidado mais humano e próximo da população”, afirma Matos. Inovação A Rede ColaboraAPS é uma iniciativa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde. A proposta é incentivar a troca de experiências inovadoras desenvolvidas na APS brasileira, fortalecendo práticas que já demonstram resultados positivos no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto de hortos é o único da região Centro-Oeste indicado para compor o primeiro ciclo colaborativo de experiências inéditas da Rede ColaboraAPS. As ações escolhidas abrangem seis eixos temáticos centrais: acesso, equidade, formação, planejamento, resolutividade e sustentabilidade. Neste primeiro ciclo, das 472 experiências inscritas, 29 foram selecionadas. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Profissionais orientam pacientes sobre o uso racional de medicamentos

O que fazer quando você acaba de usar um medicamento que foi prescrito pelo médico? Joga a caixa fora? E se sobrar algum comprimido ou o resto de uma pomada, é possível armazená-los? Onde se deve guardar os medicamentos em casa? Estas foram algumas dúvidas respondidas pela farmacêutica Anna Giomo durante um evento realizado nesta terça-feira (5), na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Cruzeiro, em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. Além da palestra informativa, a celebração contou com aula de dança, café da manhã coletivo, um momento de descontração com bingo e uma feirinha de artesanato, organizada pelas mulheres da comunidade. “O objetivo é fazer com que eles saiam daqui com conhecimento e que possam levar para as suas casas e suas famílias informações sobre a forma correta de usar e armazenar medicamentos”, explicou a servidora da UBS. Conscientização O evento faz parte de um trabalho de educação em saúde que já é realizado pelos profissionais da UBS 1 do Cruzeiro todos os meses, sempre com um tema diferente. Dessa vez, foi escolhido o uso de medicamentos devido à data nacional. Pacientes da UBS 1 do Cruzeiro aprenderam sobre como usar, armazenar e descartar medicamentos corretamente | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Para fomentar os ensinamentos, os profissionais também enviaram lembretes nos grupos de WhatsApp da unidade durante a semana anterior ao evento para que, assim, eles pudessem levar os medicamentos que não estavam em uso e descartá-los na unidade de saúde. Vicenildes Borges Cardozo, 66, que frequenta diversas atividades promovidas na unidade, como aulas de alongamento, crochê e caminhada, ressaltou a importância de promover momentos de acolhimento para a comunidade. “Os eventos que acontecem aqui são muito bons, deixa a gente feliz porque todos da UBS nos acolhem e nos deixam muito à vontade. É importante também falar sobre os medicamentos, que às vezes a gente não sabe, não tem muita noção, sobre esses cuidados que precisamos ter”, relata. Uso racional de medicamentos Uma pesquisa de 2019, realizada pelo Datafolha e encomendada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), mostrou que mais da metade dos brasileiros (57%) que usaram remédios nos últimos 6 meses — antes do levantamento — havia se automedicado. O estudo mostrou que, de forma geral, 77% da população brasileira têm esse tipo de hábito. Arte: Agência Saúde DF Os dados são ainda mais preocupantes quando combinados com um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo mostra que cerca de 30% das internações hospitalares no Brasil estão relacionadas a erros no uso de medicamentos.  Como pontuou a farmacêutica Anna Giomo, a ação educativa foi de suma importância para os pacientes da UBS 1 do Cruzeiro. “Ressaltamos que só pode usar medicamento quando, de fato, for prescrito, que é importante usar os remédios de forma correta e, se tiver dúvida, consultar um profissional de saúde. Além disso, pontuamos que, quando o medicamento não estiver mais em uso ou estiver vencido, é necessário fazer o descarte correto — em UBSs ou farmácias — para não contaminar o meio ambiente”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Tecnologia avisa a pacientes se tem medicamento na rede pública de saúde

Sem filas, sem ligações difíceis e sem viagens perdidas. Pacientes do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) passaram a contar com uma ferramenta que permite consultar, pelo celular, a disponibilidade dos remédios antes de sair de casa. A solução, implantada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), utiliza um QR Code que dá acesso a um painel atualizado, trazendo mais autonomia e evitando deslocamentos desnecessários. Na prática o usuário recebe o código impresso na farmácia ambulatorial, depois de passar pela consulta. Em tratamento oncológico no HBDF, Iraci Marinho de Araújo toma medicamentos de uso contínuo e já percebeu a diferença na rotina. “Com o painel, ficou muito mais fácil. Agora consigo consultar pelo celular antes de sair de casa. Isso evita viagens perdidas e me dá mais tranquilidade”, conta. Segundo Iraci, cada facilidade faz diferença. “É simples, mas muda tudo. Dá mais segurança, mais autonomia”, completa. Para a superintendente de Administração e Logística do instituto, Bárbara Santos, a ferramenta representa mais do que uma inovação tecnológica. “Estamos oferecendo um cuidado que começa antes mesmo de o paciente chegar ao hospital. É uma forma de tornar a jornada mais simples, mais humana e mais eficiente”, destaca. Ferramenta intuitiva A ideia surgiu a partir de uma experiência real. O coordenador de Dados e Gestão da Informação do IgesDF, Gleidson Tavares, percebeu de perto a dificuldade de obter informações sobre a disponibilidade de medicamentos. “Ao acompanhar minha esposa, vi que essa incerteza não era um caso isolado. Muitos pacientes enfrentavam a mesma dificuldade. Foi isso que me motivou a buscar uma solução simples, que trouxesse mais transparência e reduzisse a ansiedade de quem depende desses medicamentos”, relata.  Ferramenta simples e intuitiva foi rapidamente assimilada por pacientes e funcionários em farmácia ambulatorial | Fotos: IgesDF/Divulgação A proposta foi rapidamente acolhida pela equipe da farmácia ambulatorial do HBDF e, em poucos dias, saiu do papel. “Foi um trabalho conjunto, com foco em criar uma ferramenta simples, intuitiva e realmente útil para o paciente”, explica Gleidson. Para a gerente de insumos do instituto, Jéssica Nobre, a iniciativa mostra a capacidade de o IgesDF transformar necessidades em soluções concretas. “A ideia surgiu em março e, pela relevância para o atendimento, foi rapidamente desenvolvida e implementada em abril. Hoje temos uma ferramenta funcional, com atualização automática e acesso fácil”, destaca. Mudança de rotina Na rotina da farmácia ambulatorial, os efeitos foram imediatos. A farmacêutica Shirley Vanessa observa uma mudança clara na forma como os pacientes utilizam o serviço. “Agora, eles conseguem se planejar melhor. Consultam a disponibilidade antes de sair de casa, o que reduz deslocamentos desnecessários e traz mais tranquilidade”, afirma. Segundo a farmacêutica, a ferramenta também melhorou a organização do atendimento. “Com menos ligações e interrupções, conseguimos focar mais no atendimento ao paciente. O acesso à informação ficou mais direto e o fluxo mais organizado”, avalia.  *Com informações do IgesDF

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Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes

Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta.  O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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População tem oferta de vacinas em feiras de Ceilândia

Quem foi fazer compras neste sábado (18) teve a oportunidade de colocar a vacinação em dia no Shopping Popular e na Feira Central de Ceilândia. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibilizou equipes para imunizar pessoas de todas as faixas etárias. Além das ações itinerantes, 46 unidades básicas de saúde abriram as portas no sábado em todo o DF. Em cada local de atendimento, os profissionais da SES-DF ofereceram vacinas conforme idade, profissão e doenças prévias. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos receberam a vacina da dengue. Já idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas receberam proteção contra a gripe (influenza). Também foram disponibilizadas vacinas para febre amarela, sarampo, tétano e difteria. Antônia Amaral, 40 anos, levou toda a família à Feira Central de Ceilândia para atualizar a caderneta no carro da vacina. “Já vacinei aqui ano passado. Aproveitei que fica mais perto para a gente e é no sábado. Só não vem quem não quer”, brinca. “Tomar a vacina ajuda a cuidar da saúde e prevenir doenças”, completou a filha Emanuela, 13 anos. Secretaria de Saúde disponibilizou equipes para imunizar pessoas de todas as faixas etárias em diversos pontos do DF | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A atendente Gabrielly Magalhães, 19 anos, aproveitou a ação no Shopping Popular para se imunizar contra o HPV. “Trabalho aqui, então foi muito prático para mim. O shopping é bem movimentado e muita gente que passa teve essa oportunidade. Tomei a HPV, que é muito importante, principalmente para as mulheres”, relata. O imunizante contra HPV está disponível para jovens, meninos e meninas, de 9 a 14 anos. Quem tem até 19 anos pode se vacinar até o final de junho. Feriado prolongado Por conta do feriado de Tiradentes e do aniversário de Brasília, não haverá vacinação na segunda (20) e na terça-feira (21). Durante o feriado prolongado, apenas serviços de emergência e urgência funcionam normalmente. Domingo (19), como de costume, não há vacinação. Na quarta-feira (22), as mais de cem salas de vacinação do DF voltam a abrir em horário normal. A lista completa com endereços e horários de atendimento está disponível no site da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Suplementos alimentares: quando são necessários e quais os riscos do uso sem orientação

O uso de suplementos alimentares tem crescido nos últimos anos, impulsionado principalmente por conteúdos nas redes sociais. No entanto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta que nem todos são necessários e que o consumo sem orientação pode trazer riscos à saúde. Multivitamínicos, magnésio, probióticos, óleo de peixe, vitamina C, colágeno, vitamina B12, proteína em pó, fibras e os chamados “pós verdes” estão entre os mais populares. Apesar da promessa de benefícios, a maioria das pessoas consegue obter os nutrientes necessários por meio de uma alimentação equilibrada. Segundo a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, a suplementação deve ser indicada apenas em situações específicas. “Se a pessoa tiver necessidades específicas ou carências nutricionais diagnosticadas, os suplementos fazem a diferença. Fora disso, não substituem uma alimentação saudável”, explica. Alimentação ainda é a principal fonte Uma dieta variada, com alimentos in natura (folhas, frutas, verduras, legumes, ovos, carnes e peixes) ou minimamente processados, é suficiente para suprir as necessidades da maior parte da população. “Nos alimentos, os nutrientes estão em equilíbrio e associados a compostos que favorecem sua absorção”, ressalta Carolina. “Se a pessoa tiver necessidades específicas ou carências nutricionais diagnosticadas, os suplementos fazem a diferença. Fora disso, não substituem uma alimentação saudável”, explica a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF A especialista reforça que o uso indiscriminado ou sem indicação de suplementos nutricionais pode causar prejuízos. “O excesso de alguns nutrientes pode provocar toxicidade ou desequilíbrios de outros nutrientes. A vitamina D em excesso, por exemplo, pode levar à calcificação de tecidos moles. Já o excesso de proteína pode sobrecarregar os rins em pessoas com doenças renais”, alerta. Quando a suplementação é indicada A suplementação pode ser necessária em casos como gestação, cirurgias bariátricas, deficiências nutricionais comprovadas ou condições clínicas específicas. Em algumas situações, também pode ser usada de forma preventiva, como nos programas do Ministério da Saúde que incluem a suplementação de vitamina A e ferro, do sal com iodo e suplementação de ácido fólico prévia à gestação ou no início dela. O uso deve ser sempre orientado por médico ou nutricionista. “Quando bem prescrito por esses profissionais, pode valer o investimento, mas sem avaliação e indicação técnica pode se tornar um gasto desnecessário ou até prejudicial”, avalia a gerente de nutrição da pasta. Onde buscar orientação A população pode contar com o suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) para orientação nutricional. As unidades básicas de saúde oferecem atendimentos individuais e coletivos voltados à promoção da alimentação saudável. Além disso, a SES-DF possui o Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED) com o objetivo de suprir as necessidades totais ou parciais de nutrientes dos pacientes cadastrados pelos profissionais de saúde. O programa inclui o fornecimento de suplementos energéticos-proteicos e módulos de nutrientes para o atendimento de situações específicas conforme o regulamento do programa e nota técnica com orientação de prescrição. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Saúde leva serviços e vacinação itinerante à população do Paranoá

A Secretaria de Saúde (SES-DF) levou uma série de serviços e atendimentos à população do Paranoá, por meio da segunda edição do programa GDF na Sua Porta. A iniciativa ocorre entre os dias 13 a 17 de abril, na Praça Central do Paranoá, reunindo diversos órgãos para oferecer serviços essenciais diretamente à comunidade. A ação contempla atendimentos nas áreas de saúde, educação e assistência social, além de orientações sobre cuidados com animais domésticos. A estrutura também conta com gabinetes móveis que disponibilizam serviços do Na Hora, da Defensoria Pública e delegacia móvel. Os atendimentos ocorrem das 9h às 16h. Criado em março, o programa tem como objetivo atender demandas prioritárias da população de forma integrada, aproximando os serviços públicos dos cidadãos e encaminhando as solicitações que necessitam de continuidade aos órgãos competentes. Durante a passagem pelo Paranoá, a Secretaria de Saúde ofertou atendimento clínico médico, acolhimento psicossocial para pessoas em situação de violência, vacinação, distribuição de kits bucais entre outros. GDF na Sua Porta é realizado em estrutura montada na Praça Central do Paranoá e reuniu diferentes entidades | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Patrícia Venâncio, 33 anos, aproveitou a ocasião para atualizar a caderneta de vacinação da família. “Achei muito bom o evento. Vim todos os dias e, hoje, aproveitei para me vacinar”, comentou. A gerente de Áreas Programáticas da Região de Saúde Leste, Leinela Bergamo, destacou a importância da descentralização dos atendimentos. “É uma oportunidade de abranger várias demandas reprimidas”, reforçou. Bergamo também destacou a adesão da população. “A população tem procurado bastante os serviços. Por exemplo, até o terceiro dia de evento, foram mais de 2 mil kits de saúde bucal entregues”, completou. Letícia Santos, 18 anos, por exemplo, buscou atendimento para inserção do método contraceptivo Implanon. “O atendimento foi bem rápido. Pediram meu nome, meu CPF e fiz um teste de gravidez. Foi bem tranquilo”, contou. “O Implanon para mim é mais prático, mais acessível, dura mais e eu não vou esquecer de tomar”, completou. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Novo sistema do GDF vai agilizar entrega de medicamentos de alto custo

Visando modernizar a assistência farmacêutica no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) lança a Farmácia Digital, sistema de gestão de medicamentos de alto custo. A solução tem o objetivo de tornar a disponibilização de medicamentos mais ágil, organizada e acessível à população. A ferramenta, que utiliza a plataforma Sismedex, deve beneficiar cerca de 50 mil pacientes da rede pública de saúde do DF. O novo sistema monitora todo o ciclo do medicamento, desde a aprovação do pedido até a entrega final. Integrado ao Cartão Nacional de Saúde, a Farmácia Digital garante um controle rigoroso do histórico de cada paciente, evitando duplicidades e assegurando que o tratamento chegue a quem realmente precisa. Para o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, a implementação do sistema quebra paradigmas na gestão pública local: “Nosso objetivo é transformar a jornada do cidadão dentro do SUS. Com a Farmácia Digital, estamos retirando o peso da burocracia dos ombros do paciente. Agora, ele terá na palma da mão informações sobre o seu medicamento, com a segurança e a conveniência do agendamento digital. É a tecnologia garantindo o direito à saúde de forma digna e eficiente”. Segundo o subsecretário de Logística da SES-DF, Matheus de Moura Carvalho, os pacientes são os principais beneficiários da modernização do sistema. “Por meio da plataforma, a solicitação de medicamentos é realizada de forma totalmente eletrônica e a retirada é agendada. O paciente pode marcar dia e horário para buscar o remédio, eliminando o tempo de espera em filas.” Arte: Agência Saúde DF “Vamos melhorar a experiência dos pacientes. Também temos a opção de realizar a entrega direta no endereço do paciente, em casos específicos, com pleno controle e monitoramento da logística de entrega”, completa o subsecretário de Logística. Digitalização e sustentabilidade Além do benefício direto ao cidadão, a plataforma promove a gestão documental 100% digital. Isso significa que todo o processo administrativo é mantido eletronicamente, reduzindo o uso de papel e facilitando auditorias e o controle de estoque em tempo real. A Farmácia Digital também permite o acompanhamento clínico do paciente. Por meio do registro de consultas farmacêuticas, é possível monitorar a evolução do tratamento e garantir o cumprimento dos protocolos terapêuticos. Para a diretora de Assistência Farmacêutica da SES-DF, Sara Cristina Ramos, a implantação da Farmácia Digital representa um importante avanço, ao tornar o acesso aos medicamentos mais organizado, ágil e seguro. “Com a informatização dos processos e o acompanhamento integrado do paciente, conseguimos reduzir filas, qualificar o cuidado e aprimorar a gestão dos recursos públicos, sempre com foco em oferecer um atendimento mais digno e eficiente à população.” Inicialmente, a plataforma vai atender usuários dos medicamentos liraglutida e somatropina. A transição para o novo sistema será feita de forma gradual nas Farmácias de Alto Custo do DF. Servidores e farmacêuticos estão passando por treinamentos para operar a plataforma, que vai trazer um novo padrão de excelência na assistência farmacêutica da capital. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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GDF zera demanda reprimida e garante ressonância em três dias

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alcançou um marco histórico na assistência especializada: a plena capacidade de atendimento para exames de ressonância magnética. O avanço é fruto de uma estratégia que uniu a expansão da rede credenciada ao uso de tecnologia para otimizar o fluxo de pacientes. Atualmente, cerca de 5 mil ressonâncias são realizadas por mês pelo Sistema Único de Saúde do DF. Até o primeiro semestre de 2025, o DF contava com dez empresas credenciadas para a realização desses exames. Com o lançamento de um novo edital em agosto do ano passado, o número de parceiros saltou para 17 instituições, ampliando exponencialmente o volume de vagas disponíveis na rede pública. Tecnologia a serviço do paciente Não foi apenas o aumento da oferta que transformou o cenário. O Complexo Regulador do DF implementou a qualificação interna da fila, utilizando ferramentas de automação e inteligência artificial. Esse processo permitiu identificar duplicidades, atualizar contatos e garantir que o paciente certo realizasse o exame no tempo adequado. Atualmente, cerca de 5 mil ressonâncias são realizadas por mês pelo Sistema Único de Saúde do DF | Foto: Alberto Ruy/IgesDF “A melhoria dos processos internos foi fundamental. Hoje, a tecnologia nos permite gerir a demanda em tempo real, evitando o ócio das máquinas e garantindo agilidade no diagnóstico”, destaca a diretora do Complexo Regulador do DF, Célia Regina Vieira. O impacto das medidas é visível nos indicadores de atendimento. Em agosto de 2025, a demanda reprimida e as solicitações mensais chegavam a acumular um volume de 35 mil pedidos. Atualmente, o cenário é de equilíbrio e disponibilidade. “Uma solicitação de ressonância é atendida em menos de uma semana”, ressalta a gestora. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, destaca que, pela primeira vez, a oferta de vagas é maior que a demanda mensal, garantindo que novos pedidos sejam processados sem a formação de filas. “Com essa reestruturação, reafirmamos o nosso compromisso em reduzir o tempo de espera por diagnósticos complexos, oferecendo mais conforto e rapidez no tratamento dos cidadãos brasilienses." *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)  

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Vacinação em dia: Saúde já enviou mais de 6 milhões de mensagens para alertar sobre atualização da caderneta

Você já recebeu uma mensagem em seu celular perguntando se é responsável por uma criança ou adolescente e alertando sobre vacinas em atraso? A iniciativa é adotada desde 2024 pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e já disparou mais de 6 milhões de alertas sobre os imunizantes que não estão em dia. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e prevenir a reintrodução de doenças graves no Distrito Federal. No entanto, apesar do número significativo de mensagens enviadas por aplicativo, somente cerca de 800 mil tiveram interações dos usuários. Os comunicados consideram o calendário vacinal de rotina e a faixa etária do público-alvo. São imunizantes que previnem difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite, dengue, pneumonia, poliomielite e diarreias graves. Como funciona As mensagens são enviadas pelo aplicativo WhatsApp, por ser uma ferramenta de comunicação amplamente utilizada e bem aceita pela população. O sistema utilizado para o envio é o da Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC-DF) com as informações encaminhadas pela Secretaria de Saúde. Apesar do número significativo de mensagens enviadas por aplicativo, somente cerca de 800 mil tiveram interações dos usuários | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Segurança É importante ressaltar que os comunicados são seguros e não solicitam dados sigilosos ou restritos. O contato tem caráter informativo e pergunta apenas se a criança ou adolescente já foi imunizado e, caso não tenha ocorrido a vacinação, se há intenção de comparecer a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização da caderneta. Caso não haja interação, as notificações poderão ser cessadas. Por isso, é fundamental que o cidadão responda as mensagens automáticas, pois o sistema também é usado para outras comunicações relevantes. Para o diretor de Estratégia da Saúde da Família da SES-DF, Ricardo Ramos, a ferramenta é primordial para aprimorar os serviços da rede. “O envio de mensagens é uma estratégia para aproximar os serviços de saúde da população, facilitando o acesso à informação e contribuindo para que crianças e adolescentes mantenham a vacinação em dia, de forma prática e segura”, explica. Dúvidas comuns Apesar de iniciado há dois anos, o tema ainda levanta algumas dúvidas. Confira abaixo as respostas para as perguntas mais frequentes. Arte: Agência Saúde-DF *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Capsi Taguatinga promove passeio ao circo e reforça cuidado em saúde mental

A tarde desta segunda-feira (30) foi marcada por diversão e novas experiências para crianças e adolescentes do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) de Taguatinga, durante passeio ao Circo Real Português, no Taguaparque. A iniciativa teve como objetivo promover momentos de lazer, estimular a socialização e fortalecer os vínculos entre usuários, familiares e equipe de saúde fora do espaço clínico. “Estar aqui com as crianças, adolescentes e famílias, em um espaço como o circo, reforça o cuidado em liberdade que o Capsi propõe. Essas vivências no território contribuem diretamente para o bem-estar e para a reabilitação psicossocial de forma mais leve e significativa”, afirmou a gerente da unidade, Glaucia Figueiredo. Momentos que marcam Para Andreza Oliveira, mãe de Lucas Gabriel, 8 anos, o passeio foi importante na trajetória de cuidado do filho. “Foi muito positivo e gratificante. O Capsi foi um divisor de águas em nossa vida, e esses passeios fazem toda a diferença, porque muitas vezes a gente não consegue ter acesso a esse tipo de lazer”, contou. Passeio no circo busca promover lazer, estimular a socialização e fortalecer os vínculos entre usuários, familiares e equipe de saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Muito animado, Lucas Gabriel resumiu o sentimento vivido durante a atividade. “É muito legal, eu posso passear e me divertir. Obrigado, Capsi”, agradeceu. A proposta do serviço vai além do atendimento clínico e busca integrar cuidado e convivência. Integrante da equipe de saúde, o residente em psicologia Guilherme Bisinotto explica que experiências como essa mostram, na prática, o impacto dessa abordagem. “No circo, vimos o quanto essas vivências fazem sentido. O Capsi busca justamente integrar o cuidado com a comunidade, promovendo um atendimento mais próximo da realidade das crianças”, ressaltou. Cuidado que acolhe O Capsi de Taguatinga é um serviço especializado em saúde mental voltado a crianças e adolescentes de até 18 anos com sofrimento psíquico grave e persistente. O Capsi também atende jovens de até 16 anos, em casos de transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas. A unidade conta com equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. São realizados cerca de 250 atendimentos por mês. O serviço atende moradores de Taguatinga, Águas Claras, Areal, Arniqueiras, Vicente Pires, Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. O serviço é em modelo de porta aberta, sem necessidade de encaminhamento. O paciente é acolhido na chegada, passa por avaliação e, caso atenda aos critérios, inicia o acompanhamento na própria unidade. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, exceto feriados. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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'Descasque mais, desembale menos': essa é a regra de ouro para uma alimentação saudável

Contar calorias? Decidir entre carboidratos, gorduras e proteínas? E os micronutrientes? Ter uma alimentação saudável, em geral, pode ser bem menos complicado. A dica de ouro, apresenta a nutricionista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Kelva Aquino, está contida em uma única frase: “Descasque mais, desembale menos". De acordo com a profissional da Gerência de Vigilância Epidemiológica das Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (GVDANTPS), o lema incentiva o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. “Evitar alimentos ultraprocessados é evitar, também, altas doses de sódio, açúcar e gorduras. Os produtos industrializados são os que mais reúnem esses tipos de aditivos”, explica Aquino.  Outra dica, oferecida pelo nutricionista e coordenador do Comitê Central de Promoção da Saúde, no âmbito da SES-DF, Douglas Moreira, refere-se ao momento das compras: leia a lista de ingredientes dos alimentos que for escolher. "Se tiver vários nomes complicados de ler,  substâncias químicas que você não conhece e não tem na sua cozinha, possivelmente, é um alimento ultraprocessado e não saudável", descreve. "Dê preferência por ingredientes que você conhece", enfatiza. Foto: Agência Saúde-DF Promoção da saúde O Dia Nacional da Saúde e da Nutrição, celebrado em 31 de março, busca conscientizar as pessoas sobre a importância da alimentação saudável para a saúde. A alimentação não saudável é um dos principais fatores de risco para o adoecimento por doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), junto ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e à inatividade física. Em um recente relatório publicado pelo Ministério da Saúde, o consumo de alimentos ultraprocessados no Distrito Federal está acima da média nacional.  A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal referência no âmbito da promoção do bem-estar. As equipes de Saúde da Família (eSF) são capacitadas para fornecer orientações acerca de alimentação saudável, aleitamento, prevenção e tratamento de doenças. Alguns casos podem ser acompanhados pelas equipes multiprofissionais (eMulti). Encontre sua unidade de referência a partir do endereço de moradia. Para mais informações sobre o tema, é possível acessar, ainda, o Guia Alimentar para a População Brasileira. O documento, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, apresenta um conjunto de dados e recomendações que objetivam melhorar os padrões de alimentação e nutrição da sociedade como um todo. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Itapoã recebe serviços de saúde até quinta-feira

Até a próxima quinta-feira (2), das 9h às 16h, a Praça dos Direitos, em Itapoã, terá atendimento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para a população. São oferecidos serviços como vacinação, atendimento médico, orientação odontológica e acolhimento de saúde mental. A estrutura montada, que inclui o ônibus do Consultório na Rua, faz parte da primeira edição do programa GDF na Sua Porta, que reúne diversas secretarias e órgãos do Governo do Distrito Federal. Um dos primeiros a procurar os serviços de saúde foi o aposentado Eugênio Alves, 70 anos. "Eu acho que a casa mais perto daqui é a minha. Hoje eu realmente tive atendimento médico na porta da minha casa", conta. Ele foi verificar uma dor que tem sentido no joelho e aproveitou para uma avaliação geral, incluindo uma avaliação da pressão arterial. Já Rosileuda da Costa, 45 anos, que tem realizado tratamento oncológico no Hospital de Base, aproveitou o evento no Itapoã para se vacinar contra a gripe. "Eu gostei muito, foi rápido. Muito importante para não me expor muito", elogia. Governadora Celina Leão fez o lançamento do programa GDF na Sua Porta | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A abertura do projeto contou com a presença da governadora Celina Leão e de secretários de pastas do GDF. “São ações que fazem parte do dia a dia da população, que nós estamos escutando, tomando providência e realmente fazendo, como nós fizemos aqui na data de hoje”, reforça a chefe do Executivo. A iniciativa oferta serviços públicos itinerantes, por meio de gabinetes móveis, além da realização de mutirões integrados, com atendimentos de saúde, cadastro social, serviços do Na Hora, da Defensoria Pública, delegacia móvel e outras ações essenciais. A abertura foi marcada ainda pela assinatura de 17 entregas para a população, incluindo 15 ordens de serviço para obras de zeladoria e infraestrutura no Itapoã. Uma delas será a adequação de um prédio no Itapoã Parque para serviços na área de saúde. "Aqui nós teremos uma Unidade Básica de Saúde provisória para que a gente possa dar atendimento a essa população enquanto fazemos a construção de uma UBS tipo II", afirma o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Uma unidade deste porte tem capacidade para acomodar até quatro equipes de Saúde da Família (eSF). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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DF amplia rede de saúde mental com novas unidades, reforço de equipes e ações integradas

 O Governo do Distrito Federal (GDF) tem ampliado a rede pública de saúde mental com investimentos em estrutura, equipes e novas políticas para fortalecer o atendimento à população. Atualmente, o DF conta com 18 unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em funcionamento, distribuídas em todas as regiões de saúde, e prevê a construção de mais cinco, incluindo centros voltados ao público infantojuvenil e estruturas com atendimento 24 horas para usuários de álcool e outras drogas. A expansão da rede também inclui planejamento para novas unidades a partir de 2027 e a ampliação da capacidade de atendimento, com estimativa de cobertura para mais de um milhão de pessoas. Além disso, houve reforço no quadro de profissionais, com nomeação de médicos psiquiatras, ampliação da carga horária de equipes e recomposição de especialistas como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Com a ampliação da estrutura, o intuito da rede é acompanhar o aumento da procura por serviços. Dados do Portal de Informações e Transparência da Saúde do DF registram cerca de 423,9 mil procedimentos feitos nos Caps do DF, entre 2019 e 2025, com crescimento acumulado de 393% no período — passando de 17,7 mil procedimentos em 2019 para 87,5 mil em 2024 e evidenciando a ampliação da demanda por serviços de saúde mental na rede pública. Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Centralização Para dar mais agilidade à gestão e fortalecer a política pública, o GDF criou, em 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A medida permitiu avanços na organização da rede e na implementação de novas iniciativas, como o desenvolvimento de um sistema de monitoramento com uso de inteligência artificial para orientar o fluxo de pacientes e a criação do primeiro laboratório de inovação em saúde mental do país. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade. Ela destaca que, entre outros fatores, o aumento de procedimentos e de procura pelo Serviço de Saúde Mental na rede ocorreu em um contexto pós-pandemia, em âmbito nacional. Dados da SES-DF também indicam o perfil dos atendimentos, com maior incidência de ansiedade e depressão entre adolescentes e casos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias entre adultos, o que orientou a criação de serviços e unidades específicas para esse público. “Cada Caps é pensado para atender uma faixa de 200 mil pessoas. Com essas ampliações, estamos prevendo um aumento de capacidade para um milhão de atendimentos. Isso é necessário para garantirmos o acesso da comunidade. Conseguimos essa pauta de prioridade do governo e houve um investimento alto na recomposição do quadro de médicos psiquiatras. Para um serviço especializado como o Caps isso é muito valioso”, observa. O atendimento é organizado de forma integrada. Casos leves e moderados são acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), enquanto situações mais graves são direcionadas aos Caps, que contam com equipes multiprofissionais e atuação conjunta com serviços de urgência e emergência. Outro destaque do setor foi a implantação dos serviços residenciais terapêuticos, que oferecem moradia e acompanhamento a pessoas que viveram por anos em hospitais psiquiátricos e perderam vínculos familiares. A subsecretária recorda, ainda, que a política de saúde mental também envolve ações articuladas com outras áreas institucionais, como assistência social, educação, trabalho, cultura e esporte. “Programas de qualificação profissional, acesso a benefícios sociais, atividades culturais e esportivas e políticas de proteção social são considerados fatores importantes na promoção da saúde mental e na prevenção de adoecimentos”, completa. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Grupos de cura Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia. Funcionando uma vez por semana das 14h às 16h, a iniciativa foca na reabilitação social dos pacientes, trazendo a terapia proporcionada pela arte manual da confecção de bolsas, tapetes, mandalas e cachecóis de crochê, além de uma fonte de renda para quem decide levar para além do hobbie. A coordenadora do grupo, Eleni Alves Sardinha, destacou que a maioria dos frequentadores é usuário da unidade do Itapoã. “Esse aprendizado pode proporcionar autonomia, então o paciente começa a melhorar a autoestima e ter uma qualidade de vida melhor. O crochê trabalha várias partes do organismo humano, como a concentração e a criatividade. Já existem estudos até em relação ao Alzheimer, por trabalhar a parte cognitiva e a produção de dopamina, ajudando também na ansiedade e depressão”, ressalta. A costureira Lidiana Vieira da Cunha, de 37 anos, encontrou na atividade uma forma de lidar com o luto e os impactos emocionais após perder a filha de um mês de idade. “É um caminho de recuperação, porque eu fiquei em um quadro psicológico muito abalado de depressão. Aqui eu encontrei um apoio e também uma forma de deixar minha mente mais leve. A arte cura a mente, a alma e o espírito. Às vezes, a gente não consegue se levantar sozinho, então esse espaço e acolhimento é muito importante”, afirma. Já a dona de casa Maria Francisca da Silva, de 49 anos, relata que o crochê passou a fazer parte do dia a dia como ferramenta de enfrentamento da dependência química e controle da ansiedade: “Me faz muito bem. Quando eu estou estressada, faço crochê em casa com o que aprendi para ocupar minha mente. Minha doença tem recuperação a partir de querer viver, da minha boa vontade e do Caps, que me acolhe.” Para o auxiliar de contabilidade Reginaldo Ferreira Lima, 39, o grupo também representa uma forma de manter o foco no tratamento e reduzir pensamentos negativos: “Quando estamos fazendo crochê, não ficamos pensando muito nos problemas da vida. A gente esquece os problemas e passa a se concentrar nisso aqui.” A unidade, chamada de Caps AD, atende pessoas acima dos 16 anos com necessidades moderadas a graves. A quantidade de participantes do grupo varia, atingindo a quantidade máxima de 15 participantes. Também há passeios feitos esporadicamente com os pacientes para lugares de lazer na cidade, como Jardim Botânico e Zoológico, com transporte gratuito disponibilizado pelo GDF.

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Campanha de vacinação contra gripe começa no DF nesta quarta-feira (25)

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) começa, nesta quarta-feira (25), a campanha de vacinação contra a gripe (influenza). As 80 mil primeiras doses já foram recebidas na Rede de Frio Central e estão em fase de distribuição para mais de cem salas de vacina. A lista dos locais onde haverá aplicação está disponível no site da SES-DF. Conforme orientação do Ministério da Saúde, serão vacinadas pessoas de grupos prioritários, entre gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir dos 60 anos e pacientes com deficiências ou doenças crônicas, além de profissionais de áreas específicas. A estimativa da população prioritária para vacinação contra influenza no Distrito Federal é de 1.183.796 pessoas. A meta é chegar a 90% dessa população vacinada. Arte: Agência Saúde DF "A vacinação é extremamente importante para proteger as pessoas de se tornarem casos graves da doença, prevenindo hospitalizações e óbitos", reforça a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Ela ressalta que, nas próximas semanas, serão enviados lotes adicionais da vacina. "A Secretaria de Saúde poderá atender todas as pessoas dos grupos prioritários", afirma. Quem já se vacinou contra a gripe em anos anteriores deve se vacinar em 2026. Isso porque essa vacina é atualizada anualmente para proteger das principais cepas do vírus influenza em circulação. Neste ano, a vacina é trivalente, protegendo contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Em publicação, DF promove políticas de saúde a partir de evidências científicas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou, nessa quarta-feira (18), a edição de 2026 do Boletim Epidemiológico Anual (BEA). A publicação, já disponível por meio da revista científica Comunicação em Ciências da Saúde, traz dados que ajudam a compreender impactos e avanços na prevenção, no diagnóstico e tratamento de doenças como meningite, coqueluche, sarampo, dengue, tuberculose, doença de Chagas e doenças crônicas, além de estudos sobre violência contra mulheres e a respeito da experiência do ciclo de monitoramento da vigilância epidemiológica no DF. Durante a solenidade de lançamento, realizada na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou a importância de estudos como o BEA para balizar políticas públicas. O gestor acrescentou que o DF vive um período de transição epidemiológica, por conta de mudanças na população, o que deve acarretar novos cenários para atendimentos e desafios em termos de financiamento. "Estamos diante do envelhecimento da população de maneira abrupta e o aumento da expectativa de vida", explicou. O secretário lembrou ainda dos investimentos atuais para ampliar e melhorar a busca por evidências, incluindo o uso de tablets por Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais que realizam ações fora das unidades SES-DF. A pasta também tem investido em programas, softwares e outras medidas para ampliar a busca por evidências para a tomada de decisões. Do dado à ação A subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita Alves, ressaltou que o BEA é uma forma de transformar dados em ações. "Não estamos apenas discutindo dados. Estamos discutindo decisões que alteram trajetórias de vida", afirmou. Lançamento do Boletim Epidemiológico Anual (BEA) da SES-DF contou com apoio da Fepecs e da revista científica Comunicação em Ciências da Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Já o subsecretário de Vigilância à Saúde, Rodrigo Republicano, destacou o papel do setor como estratégico para proteger a população de epidemias e surtos. "As ações da vigilância muitas vezes não são vistas, mas são de extrema importância para que a saúde pública seja preservada", acrescentou. A diretora executiva da Fepecs, Inocência Rocha da Cunha Fernandes, lembrou que o tratamento científico dado a publicações como o BEA é fruto de um esforço coletivo para compreender o cenário da atualidade. "São servidores que se doam e se dedicam a um Sistema Único de Saúde melhor, a uma saúde melhor para o Distrito Federal", elogiou. Responsável pela condução dos trabalhos de elaboração do BEA, a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, destacou a importância de o evento de lançamento reunir servidores da epidemiologia, da pesquisa e da assistência à população. "Iniciativas como o BEA reafirmam um princípio fundamental da vigilância epidemiológica: a análise qualificada dos dados e a produção de evidências como base para orientar decisões e fortalecer as ações do SUS no território", finalizou. A solenidade contou ainda com a presença da coordenadora de Pesquisa e Comunicação Científica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal, Ana Claudia Godoy, e do editor executivo da revista Comunicação em Ciências da Saúde, Luciano de Paula Camilo. Monitoramento O BEA mostra, por exemplo, que entre 2019 e 2024, a incidência de casos de doença meningocócica caiu de 0,74 casos a cada 100 mil habitantes para 0,16. No mesmo período, a incidência de meningites provocadas pelo pneumococo fez o caminho inverso, subindo de 0,34 para 0,91. No caso da coqueluche, o BEA revela que, de 2006 a 2024, 61,2% dos casos afetaram crianças menores de um ano, o que vai levar ao reforço de ações para este público. Já para a tuberculose há um alerta, pois, entre 2021 e 2023, a incidência para grupos de 100 habitantes subiu de 10,1 para 13,4, ao passo em que, entre 2015 e 2023, a taxa de cura caiu de 72,2% para 53,7%, enquanto o abandono do tratamento aumentou de 5,3% para 14,7%. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Vigilância Ambiental analisa animais que representam risco à saúde no DF

O Laboratório de Entomologia Médica (LEM) tem como objetivo estudar animais que representam risco à saúde humana. A missão é clara: contribuir para a identificação, a prevenção e o controle dos fatores de risco relacionados ao meio ambiente. O trabalho é extenso. Na Secretaria de Saúde (SES-DF), é feita, por exemplo, a identificação de barbeiros — vetores do parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. O laboratório faz parte da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e conta com equipe composta por biólogos e técnicos em laboratório que, diariamente, debruçam-se sobre amostras de insetos e animais peçonhentos. “Aqui, participamos da coleta de amostras; fazemos análises laboratoriais e dos dados; prescrevemos recomendações e, muitas vezes, nós mesmos realizamos as intervenções necessárias”, detalha a bióloga do LEM, Kenia Cristina. Esses profissionais apontam, ainda, o uso de ferramentas como ovitrampas e geoprocessamento para identificar focos do Aedes aegypti. São eles também que indicam a implementação de ações como larvicidas, inseticidas e outras tecnologias para o monitoramento e o combate ao mosquito causador da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Identificação de barbeiros (vetores do parasita 'Trypanosoma cruzi', causador da doença de Chagas) é feita na unidade | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Aliados fundamentais Os Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) são aliados fundamentais do trabalho feito em laboratório. A atividade em campo, para coleta do material biológico, é a primeira etapa desse processo. Além do passo técnico, o monitoramento também conta com a participação da população, que comumente entrega espécimes encontrados à sede da Dival, localizada no Noroeste. Os animais também podem ser entregues em um dos 15 Núcleos de Vigilância Ambiental distribuídos pelo DF. “Tudo o que chega aqui, consideramos importante. É um sinal de que as pessoas estão mobilizadas, atentas e cuidando de suas casas, de suas famílias”, aponta a também bióloga do LEM Vilma Feitosa.  Vigilância em Saúde A Vigilância em Saúde trabalha na prevenção, promoção, redução, eliminação dos riscos e agravos à saúde da sociedade do DF. As atividades realizadas pela Dival cumprem o objetivo de conhecer e detectar as mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com finalidade de recomendar e antecipar medidas ou apontar ações de controle. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Programa Minha Saúde: Secretaria promove cuidados oftalmológicos

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) está promovendo a ação do Programa Minha Saúde — Etapa Oftalmologia — Eixo 1, de 5 a 7 de março, das 8h às 18h, ao lado da Administração Regional do Riacho Fundo II. Esta será a segunda ação do Programa Minha Saúde, que tem como objetivo a ampliação do acesso às ações de promoção, prevenção e cuidado em saúde ocular. O programa é executado por meio de termo de fomento firmado entre a SES-DF e a Beneficência Hospitalar de Cesário Lange (BHCL), no âmbito do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). Para participar, basta fazer um cadastro prévio, através do site: www.minhasaudedf.com.br. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Biblioteca é nova aliada no tratamento de transtornos mentais no Adolescentro

Centro de referência no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF), o ambulatório de bem-estar mental infantojuvenil Adolescentro agora conta com um novo recurso terapêutico: a Adoleteca. A biblioteca comunitária do espaço conta com mais de 400 livros catalogados de diversos gêneros literários, com autores clássicos e contemporâneos para leitores de todas as idades.   Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos. A gerente do Adolescentro, Bibiana Monteiro, diz que a inauguração de uma biblioteca na unidade era um sonho antigo. “Os profissionais já haviam elaborado esse projeto de incentivo à leitura para diminuir o tempo de tela dos jovens em celulares. Percebemos que, muitas vezes, os adolescentes e as famílias ficam grudados no aparelho enquanto aguardam atendimento", comenta. Projetos que ficam A Adoleteca resulta do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil, no qual os residentes que passam pelo Adolescentro precisam montar um projeto que fique para a unidade. “Os residentes tiveram a iniciativa de montar essa biblioteca. Eles pediram doações, catalogaram todas as obras e fizeram um QR Code para que os interessados levem os livros emprestados para casa ou façam novas doações”, explica Monteiro. Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Uma das organizadoras do projeto, a residente em saúde mental infantojuvenil Ana Beatriz Castro reforça que o acesso à cultura é um dos pilares da atenção psicossocial, impactando na formação da identidade e no senso de pertencimento dos adolescentes. “Durante os atendimentos em grupo, alguns jovens relataram gostar de ler e que isso era uma alternativa ao uso de telas e às redes sociais, mas também manifestaram dificuldade de acesso aos livros em função de não haver bibliotecas em suas escolas”, afirma. Atendimento Destinado a crianças e adolescentes entre 10 anos e 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade, o Adolescentro oferece consultas individuais com equipes formadas por profissionais de diversas áreas de formação, entre psicólogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras (especialistas em adolescência), fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas e odontólogos. A unidade também oferece grupos terapêuticos. Ao todo, são 15 grupos divididos de acordo com a situação do adolescente: ansiedade e depressão, déficit intelectual, transtornos alimentares, transtornos do espectro autista (TEA), diversidade e vítimas de violência sexual. Para ter acesso aos serviços do ambulatório, é preciso ser encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Sobradinho II e Planaltina ganham duas UBSs reformadas

A população de Planaltina, Arapoanga, Sobradinho, Sobradinho II e Fercal conta, agora, com duas unidades básicas de saúde (UBSs) reformadas. As melhorias incluíram intervenções no piso, parede e teto, além de readequações dos espaços internos. Todas as mudanças foram pensadas para levar mais conforto aos usuários e melhores condições de trabalho às equipes, com reflexo direto na ampliação da capacidade assistencial. "Vamos ganhar muito com um espaço mais amplo e adequado, bem como servidores melhor instalados. Nosso objetivo é prestar um bom atendimento à população sempre”, destaca a enfermeira da UBS 7 de Planaltina, Kaelly Thamara Sousa. A unidade localizada no Jardim Roriz passou por uma reestruturação que aumentou o número de consultórios (de três para seis) e criou salas exclusivas de curativos e acolhimento. Para as equipes, o local disponibiliza salas específicas aos agentes comunitários de saúde (ACSs) e novos espaços destinados à administração de medicamentos e ao funcionamento da farmácia. O banheiro masculino também foi ampliado, visando atender adequadamente pessoas com deficiência. UBS 6 de Sobradinho II passou por ampliação, passando a contar com três consultórios, além de salas de acolhimento separadas para cada equipe | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Pensando no conforto dos usuários, há, ainda, uma ala de espera externa coberta, oferecendo proteção contra a chuva e o sol. Os consultórios receberam aparelhos de ar-condicionado e a Sala de Vacina ampliou seus horários, atendendo todos os dias. Mais conforto Já a UBS 6 de Sobradinho II, situada no Vale das Acácias, no Setor de Mansões, conta com três consultórios, salas de acolhimento separadas para cada equipe — Vale das Acácias e Vila Rabelo — e salas específicas para medicação e curativos. Também foram instalados aparelhos de ar-condicionado nos consultórios e realizadas melhorias estruturais em pisos, paredes e teto. Para o supervisor da Gerência de Serviços da Atenção Primária 6 de Sobradinho, Rivaldo Gonçalves, a readequação atende especialmente a uma demanda antiga da região. “Antes, a equipe dedicada à população da Vila Rabelo fazia o atendimento na UBS 1 de Sobradinho II, um local mais longe. Com a revitalização, a comunidade é assistida em um espaço mais próximo dela", explica o gestor. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Implanon: novo método contraceptivo está disponível nas unidades básicas de saúde do DF

A rede pública de saúde do Distrito Federal já conta com o novo método contraceptivo incorporado, recentemente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Implanon, implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs). Ao todo, foram quase 10,1 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. Inicialmente, o contraceptivo será ofertado a grupos prioritários. Arte: Agência Saúde DF "Para alguns públicos, os métodos que haviam disponíveis até hoje não eram os mais indicados, seja porque apresentavam algum risco, seja porque realmente dependiam da usuária que, por qualquer motivo, não conseguia garantir o uso prescrito", explica Viviane Albuquerque, referência técnica em Saúde da Mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Saúde (SES-DF). A ampliação da população beneficiada acontecerá após o recebimento de novo quantitativo. Mais vantajoso Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, aplicada na parte interna do braço. Após o procedimento, o dispositivo pode atuar no organismo por até três anos. Inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local; após o procedimento, o dispositivo pode atuar no organismo por até três anos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Outra vantagem é a sua efetividade: o implante contraceptivo subdérmico apresenta taxa superior a 99%, sendo comparável à laqueadura. "É o método não cirúrgico de maior efetividade que existe", define Albuquerque. População elegível Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas UBSs. A SES-DF oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para aconselhamento integral e decisão compartilhada junto a profissional de saúde, procure a equipe de Saúde da Família em sua unidade de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Micose: verão exige atenção redobrada com a saúde da pele

Marcado por temperaturas elevadas, aumento da umidade e maior exposição a ambientes coletivos, o verão cria condições favoráveis para o surgimento das micoses, infecções causadas por fungos que se multiplicam com mais facilidade nessa estação. Atenta a esse período, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância dos cuidados diários para reduzir o risco de contaminação e evitar complicações. “Com o aumento da transpiração, o uso de roupas sintéticas que dificultam a ventilação da pele e a maior frequência a praias e piscinas, os fungos passam a ter condições ideais para crescer e se espalhar”, explica a dermatologista e coordenadora dos ambulatórios de Psoríase e Cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Letícia Oba. Entre as micoses mais comuns estão a tinea pedis, conhecida como pé de atleta, que provoca frieiras entre os dedos; a onicomicose, que atinge as unhas, deixando-as mais espessas, frágeis ou amareladas; a pitiríase versicolor, popularmente chamada de pano branco, caracterizada por manchas claras ou escuras no tronco e nos braços; e a candidíase cutânea, frequente em áreas de dobras, como axilas e virilhas, onde há atrito e umidade constante. Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, que descamam e causam coceira intensa, são os principais sintomas de micose | Foto: Divulgação/Agência Saúde DF Sinais de alerta Na pele, os principais sinais são manchas avermelhadas ou esbranquiçadas que descamam e causam coceira intensa. Nas unhas, a infecção pode causar alteração de cor, descolamento da borda ou aumento da espessura. Já no couro cabeludo, é comum o aparecimento de áreas de falha de cabelo (alopecia), descamação semelhante à caspa e coceira. As micoses são contagiosas e podem ser transmitidas tanto por contato direto com pessoas ou animais infectados quanto de forma indireta, por meio de objetos contaminados. “Toalhas, calçados, roupas, instrumentos de manicure mal esterilizados e até o piso de banheiros e vestiários podem servir como fonte de contaminação”, alerta a especialista. Idosos, pessoas com diabetes, pacientes com imunidade reduzida e atletas ou profissionais que permanecem muito tempo com calçados fechados formam o grupo de maior risco. Em caso de suspeita, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência, onde ocorre a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado com dermatologista em hospitais da rede pública do DF. Arte: Agência Saúde DF A médica ressalta que, quando não tratada corretamente, a micose pode abrir porta para infecções bacterianas mais graves, além de provocar perda permanente de unha ou cabelo e facilitar a transmissão para outras áreas do corpo e para outras pessoas. Prevenção diária Manter a pele bem seca após o banho, especialmente entre os dedos e nas dobras, evitar andar descalço em locais úmidos e públicos, dar preferência a roupas e meias de algodão e não compartilhar objetos de uso pessoal são atitudes simples que fazem a diferença. “Ficar muito tempo com roupa de banho molhada, repetir a mesma meia ou sapato sem deixar arejar, compartilhar toalhas ou calçados são alguns dos hábitos que favorecem a micose e precisam ser evitados”, orienta a médica. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Consultório na Rua oferta novo método contraceptivo a usuários do Centro POP de Taguatinga

A equipe do Consultório na Rua de Taguatinga esteve, nesta semana (9), no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) de Taguatinga. Dessa vez, os profissionais ofertaram ao grupo um novo método contraceptivo: o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon. O dispositivo, recém-incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), pode atuar no organismo por até três anos. A inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros, apenas com anestesia local - na parte interna do braço. Trata-se de um método altamente eficaz no planejamento reprodutivo, segundo a médica de Família e Comunidade do Consultório na Rua de Taguatinga, Samanta Rocha. “Para a nossa população, que às vezes não tem um território fixo e, por isso, tem dificuldade para fazer uso de anticoncepcionais orais ou injetáveis, o Implanon chega realmente como uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida e permitir um planejamento familiar mais adequado às pacientes." Implanon, recém-incorporado ao SUS, pode atuar no organismo por até três anos. A inserção é simples, rápida e gratuita | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O Implanon é um dos métodos contraceptivos disponibilizados pelo SUS, de forma gratuita. Para utilizá-lo, a paciente deve ser avaliada por profissionais da equipe de Saúde da Família (eSF) em sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Vale lembrar: apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Equipe qualificada O Consultório na Rua de Taguatinga é composto por profissionais de diversas áreas, a fim de oferecer um atendimento integral e periódico aos usuários. A equipe conta com médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, odontólogo, técnico em saúde bucal, psicólogo e assistente social. Além da implantação do novo contraceptivo, os servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) levaram à população em situação de rua atendimento clínico, testes rápidos para ISTs, vacinação e assistência psicossocial. Essas atividades ocorrem a cada 15 dias, em parceria com a unidade pública de Assistência Social do Distrito Federal. A estratégia busca ampliar o acesso aos serviços de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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População de Brazlândia vai ganhar mais uma UBS em março

Entre sons de ferramentas, movimento de trabalhadores e corredores ganhando forma, a nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Incra 8, em Brazlândia, avança para a última etapa. A previsão é de que as obras terminem no fim de março. Com investimento de aproximadamente R$ 11 milhões, a futura unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) atenderá a cerca de 10 mil usuários da região. “Essa UBS vai trazer um ganho importante para a comunidade de Brazlândia. O objetivo é ampliar o acesso aos serviços de saúde, qualificar o atendimento e fortalecer o vínculo entre as equipes e os moradores”, afirma o diretor regional de Atenção Primária à Saúde da Região Oeste, Vanderson Moreira. Atualmente, os serviços estão concentrados em pintura das paredes, instalação de portas e janelas e preparação para instalar aparelhos de ar-condicionado. Na área externa, a execução da calçada e o plantio do gramado também já foram iniciados. Estrutura Com início das obras em abril de 2025, o projeto arquitetônico foi desenvolvido a partir de diretrizes do Ministério da Saúde e da SES-DF, seguindo um padrão modular que permite ampliações futuras conforme a demanda da população. Com dois módulos interligados por passarelas cobertas, a estrutura receberá quatro equipes de Saúde da Família (eSF) e quatro de odontologia. O espaço contará com consultórios médicos e de enfermagem, farmácia e salas de vacinação e de curativos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O projeto também inclui edificações de apoio destinadas à instalação de equipamentos de infraestrutura, como central de gases medicinais e reservatórios de água, além de áreas técnicas para o depósito de resíduos. O entorno terá estacionamento, acessos, áreas de embarque e desembarque, garantindo acessibilidade e melhor organização do fluxo de pacientes e colaboradores. A construção da nova UBS é uma realização da SES-DF, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), tendo a empresa Civil Engenharia como a executora do projeto. Atendimento O espaço contará, entre outros ambientes, com consultórios médicos e de enfermagem, farmácia e salas de vacinação e de curativos. O intuito é proporcionar um atendimento mais completo e resolutivo. Além de atender moradores de áreas vizinhas, a unidade também receberá os usuários que hoje são acompanhados nas UBSs 7 e 9 de Brazlândia, favorecendo o acompanhamento contínuo de gestantes, crianças, idosos e pacientes com condições crônicas. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Caps II de Taguatinga oferece arte e cultura à comunidade local

As portas do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II de Taguatinga se abriram nesta quinta-feira (28) para oferecer arte e cultura à comunidade local. No primeiro encontro do ano, foi escolhido o tema Janeiro Branco. Associada a recomeços, reflexões e novos projetos, a campanha incentiva as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental. No roteiro, foram apresentadas informações sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e o Serviço de Assistência em Saúde Mental por meio de IA (SAMia). No âmbito da musicoterapia, a apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília, os exercícios de respiração guiada e a dança circular completaram a proposta do evento. A oferta das atividades se alinha ao principal projeto do Caps II de Taguatinga para o ano: o Movimenta Caps, que pretende oferecer oportunidades de arte e cultura aos usuários do serviço. "A maioria nunca tinha visto de perto um instrumento musical. Quando os músicos chegaram, muitos perguntaram o que era, pediram para tocar”, conta a gerente da unidade, Aline Canuto. “Queremos aproximar a cultura do contexto deles". A apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília e os exercícios de respiração guiada completaram a proposta do evento | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Inclusão da comunidade As assembleias nas unidades do Caps são espaços de participação ativa dos usuários, familiares e servidores. Os encontros — que, na unidade de Taguatinga, ocorrem na tarde da última quarta-feira de cada mês —, favorecem a comunicação entre a comunidade e estimulam a construção do protagonismo dos pacientes. Para Maria Lucia Alves, de 72 anos, o empenho da equipe multiprofissional é evidente. "Esse Caps é muito acolhedor. A equipe está sempre trazendo novidades, oferecendo oportunidades de convívio social. São bastante empenhados", reconhece a moradora do Setor M Norte, em Taguatinga. O filho dela, Flávio Alves Júnior, 43, faz tratamento na unidade desde 2007. Para a aposentada, o envolvimento ativo no serviço de saúde mental sempre foi uma prioridade: "Acho que cabe a nós vir e participar, não deixar ninguém desmotivar. É muito esforço para promover um evento como esse. O serviço não é só feito pelos profissionais, depende muito da gente também”. Rede de Atenção Psicossocial A Raps é formada por sete componentes que atuam em conjunto, oferecendo assistência conforme a necessidade de saúde mental da população. Os Caps disponibilizam cuidado a pessoas com sofrimento mental grave e persistente — ou com uso abusivo ou dependência de substâncias psicoativas (como álcool e outras drogas). Atualmente, são 18 centros psicossociais de todas as modalidades. Encontre aqui a unidade que atende a região administrativa onde você mora. Em casos de urgência ou emergência em saúde mental, é possível buscar diretamente os serviços de pronto-socorro, unidades de pronto atendimento (UPAs), unidades básicas de saúde (UBSs) ou ser levado por equipes especializadas, como do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) ou do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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