Integração de dados garante acompanhamento contínuo e mais segurança a pacientes do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A partir da integração de dados promovida pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), pacientes atendidos no Distrito Federal que iniciaram o acompanhamento em outros estados passam a ter seu histórico clínico acessível de forma rápida e segura pelas equipes médicas locais. A iniciativa garante que informações vitais acompanhem o cidadão em qualquer serviço de saúde, fortalecendo a continuidade do cuidado e a segurança assistencial em todo o país. Para consolidar essa transformação tecnológica, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participa, nesta semana (21 e 22/9), da sétima oficina do Projeto de Federalização da RNDS. O encontro reúne cerca de cem representantes da saúde pública de todo o país para marcar a conclusão da etapa estadual, declarando o Distrito Federal e os estados oficialmente aptos a integrarem o fluxo nacional de dados em saúde. A RNDS é a plataforma nacional desenvolvida para permitir o compartilhamento seguro de informações de saúde entre os diferentes estabelecimentos da rede pública e privada conectada ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Realizamos muitos partos de alto risco de pacientes que vêm de Goiás, por exemplo. Com a RNDS, vamos poder trocar informações sobre o paciente, não importa de onde ele seja”, destaca o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, Deilton Lopes. Durante o encontro, gestores e técnicos trocam experiências, avaliam resultados da implantação e alinham diretrizes para a governança digital na rede | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Efeitos práticos para a população e profissionais A interoperabilidade promovida pela RNDS e consolidada na interface do aplicativo Meu SUS Digital traz impactos diretos para o cidadão e para os profissionais da saúde. Na prática, a integração garante ao paciente um acesso mais rápido ao seu histórico de saúde, além da consulta direta a exames e vacinas no aplicativo. “Essa transparência reduz a necessidade de repetir dados ou solicitar exames já realizados em outras instâncias, oferecendo maior continuidade do cuidado nas transições entre municípios ou estados. Isso confere mais segurança aos atendimentos de urgência e às situações de maior risco”, completa o secretário-executivo da SES-DF. Para as equipes de saúde e gestores da rede, a mudança proporciona acesso direto a dados clínicos relevantes para a tomada de decisão no momento do atendimento. O novo modelo otimiza a comunicação entre as unidades do SUS e reduz a fragmentação das informações no prontuário. “Além disso, fortalece o acompanhamento ao paciente e traz mais eficiência para o gerenciamento de fluxos prioritários da gestão pública, como a regulação de leitos, a vigilância epidemiológica e os registros do programa de vacinação”, finaliza o representante da SES-DF. Governança digital Durante o encontro, gestores e técnicos trocam experiências, avaliam resultados da implantação e alinham diretrizes para a governança digital na rede. “Estamos passando por uma transição tecnológica para, assim, mudar o desfecho da saúde das pessoas”, avalia o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Felipe Ferré. A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva, sublinha que o avanço extrapola o campo tecnológico. “Nenhuma tecnologia é consolidada se não for construída na matéria viva da dimensão humana”, pontua, ao defender a pactuação contínua entre os entes federativos. Promovido pelo Ministério da Saúde, Conass, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o evento teve a presença da diretora do DataSUS, Paula Xavier; do coordenador-geral de Inovação e Interoperabilidade do Ministério da Saúde, Robson Willian Matos; do assessor técnico do Conasems, Michael Diana de Oliveira; e da representante do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Wilma da Silva. *Com informações da SES-DF
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Vacinação no DF vai além dos postos de saúde e UBSs
Muito antes da Constituição Federal de 1988 e da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil criou a base do que seria um dos maiores programas de vacinação do mundo. Em 18 de setembro de 1973, o Ministério da Saúde lançou a proposta do que hoje é chamado de Programa Nacional de Imunizações (PNI), institucionalizado em 1975 e incorporado ao SUS em 1990. Nesta sexta-feira (18), data que marca o aniversário do PNI, o Distrito Federal apresenta avanços no número de doses aplicadas nos últimos anos. Ao todo, são 136 salas de vacinação espalhadas por todo o Distrito Federal. Há atendimento em locais de grande concentração populacional, como a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul e a UBS 5 de Taguatinga, além de unidades que atendem regiões mais afastadas, como a UBS do Engenho das Lages, próxima ao limite com Santo Antônio do Descoberto (GO), e no PAD-DF, na área rural do Paranoá. Ao todo, são 136 salas de vacinação espalhadas por todo o Distrito Federal | Fotos: Divulgação Também há pontos externos em funcionamento contínuo, como o posto de vacinação na Rodoviária do Plano Piloto, com atendimento diário das 8h às 12h e das 13h às 17h. Aos sábados, há pelo menos 40 locais de vacinação disponíveis em diferentes regiões administrativas, incluindo ações extramuros. A população também pode encontrar pontos de vacinação mais próximos de locais que fazem parte da rotina, como praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados, órgãos públicos e outros locais de grande circulação. Além disso, o Carro da Vacina leva a imunização a pontos do DF mais distantes das salas de vacinação fixas e a espaços de grande circulação, como a Torre de TV, estádios de futebol e parques. Alguns locais de vacinação deste sábado (19) Shopping Boulevard (Setor Terminal Norte, Asa Norte), das 9h às 16h Atacadão Dia a Dia (QNN 9, Conjunto I, Ceilândia), das 9h às 16h Chácara Bettel (DF-130, São Sebastião), das 9h às 16h Paróquia São José Operário (Rua 8, Vila São José, Vicente Pires), das 9h às 15h. Confira todos os locais disponíveis neste link.
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Entenda a diferença entre as unidades de atendimento
A escolha da unidade de saúde conforme os sintomas busca agilizar o atendimento de casos graves no Distrito Federal. A rede pública é dividida em níveis de atendimento: as unidades básicas de saúde (UBSs) atuam na prevenção e acompanhamento; as unidades de pronto atendimento (UPAs) recebem urgências de média complexidade; e os hospitais públicos atendem alta complexidade, emergências e especialidades. Unidades básicas de saúde As UBSs são a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecem consultas em clínica médica, saúde da família, pediatria, ginecologia, enfermagem e odontologia. Também oferecem vacinação, planejamento familiar, pré-natal, acompanhamento no puerpério, curativos, troca de sondas, acompanhamento de hipertensão e diabetes, exames preventivos (Papanicolau), consultas de puericultura e inserção de métodos contraceptivos (DIU e Implanon). O atendimento nas UBSs ocorre por consultas agendadas e acolhimento de demandas do dia | Fotos: Divulgação Sintomas leves ou moderados, como febre baixa, tosse leve, dor de garganta, dor de cabeça e diarreia moderada, passam por avaliação em UBSs. As unidades também fazem renovação de receitas de uso contínuo e solicitação de exames de rotina. O atendimento ocorre por consultas agendadas e acolhimento de demandas do dia. É necessário apresentar documento oficial com foto, CPF, Cartão SUS (se houver) e comprovante de residência atualizado. Este último documento é necessário para a vinculação do paciente à equipe responsável pelo território onde mora. Unidades de pronto atendimento As UPAs integram a rede de urgência e emergência de média complexidade 24 horas por dia. As unidades oferecem atendimento para quadros agudos, estabilização, leitos de observação por até 24 horas, exames laboratoriais de urgência, radiografias e administração de medicamentos injetáveis. Não é exigido encaminhamento prévio. A UPA é indicada para febre alta persistente, dores intensas no abdômen, vômitos persistentes, desidratação moderada ou grave, falta de ar ou crise asmática moderada, cortes para sutura simples, ferimentos com sangramento moderado e alterações de pressão arterial com tontura ou dor de cabeça intensa. Hospitais públicos Já os hospitais regionais e unidades de referência atendem a alta complexidade, emergências cirúrgicas e especialidades. Dispõem de centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva (UTIs), exames de imagem (tomografia e ressonância magnética) e prontos-socorros em cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, ortopedia, traumatologia, neurocirurgia, oftalmologia, cardiologia e queimados. Os hospitais funcionam durante toda a semana, 24 horas por dia, não exigem encaminhamento e atendem casos de emergência mesmo sem documentos O atendimento hospitalar é indicado para suspeita de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), fraturas expostas ou com deformidades, acidentes de trânsito graves, quedas de altura, queimaduras extensas ou profundas, sangramentos incontroláveis, trabalho de parto avançado, sangramento gestacional, perda de consciência, dor intensa no peito, perda de força em um lado do corpo, paralisia súbita, falta de ar grave e convulsões. Os hospitais funcionam a semana inteira, 24 horas por dia, não exigem encaminhamento e atendem casos de emergência mesmo sem documentos. Protocolos Nas UPAs e hospitais, a ordem de atendimento segue o Protocolo de Classificação de Risco, pela Triagem de Manchester — um sistema criado em novembro de 1994 na cidade de Manchester, na Inglaterra, por um grupo colaborativo de médicos e enfermeiros conhecido como Manchester Triage Group. O método nasceu da necessidade de substituir triagens puramente intuitivas por um sistema científico, auditável e baseado no risco clínico real do paciente. A cor vermelha indica atendimento imediato; laranja, em até dez minutos; amarela, até 60 minutos; verde, até 360 minutos; e azul, até 720 minutos. Casos verdes e azuis possuem perfil de atendimento para UBS. Pacientes com demandas de baixa gravidade atendidos em hospitais ou UPAs passam pela triagem e podem ser orientados a procurar a UBS. E, quando uma UBS ou UPA identifica a necessidade de internação em UTI ou cirurgia de alta complexidade, a unidade presta o atendimento inicial e aciona o Complexo Regulador em Saúde do DF ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) para a transferência. Endereços, horários de funcionamento e serviços estão disponíveis neste portal e na Carta de Serviços ao Cidadão, disponível neste link.
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Conferência de saúde fortalece participação popular na construção do SUS
A participação popular no Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou destaque durante a 12ª Conferência Regional de Saúde da Região Norte (Planaltina, Sobradinho e Sobradinho II, Fercal e Arapoanga). O encontro reuniu usuários, trabalhadores e gestores para discutir desafios e propostas para a saúde pública, além de eleger os delegados para a etapa distrital. Conferência Regional busca discutir desafios e propostas para a saúde pública no âmbito local | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde O intuito das conferências regionais é analisar o contexto local, identificar prioridades e elaborar propostas que contribuam para o fortalecimento do SUS. Dessa forma, as necessidades reais da população passam a ser consideradas no planejamento das políticas públicas. “As conferências permitem que setores da sociedade dialoguem para elaborar um plano distrital de saúde. Aqui, recebemos sugestões de melhoria, propostas e diretrizes para a composição desse documento" Domingos de Brito Filho, presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal A superintendente da Região de Saúde Norte, Débora Cristina Fernandes, ressaltou o papel do diálogo e da construção coletiva durante os debates: “O nosso compromisso é dialogar com respeito, exercendo o direito de fala, mas também respeitando o outro. É olhar, de fato, para o que está acontecendo, não só apontar os defeitos, mas propor soluções". Participação popular Representando os interesses dos usuários, o presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), Domingos de Brito Filho, destacou que a participação popular aproxima a gestão de demandas concretas: “As conferências permitem que setores da sociedade dialoguem para elaborar um plano distrital de saúde. Aqui, recebemos sugestões de melhoria, propostas e diretrizes para a composição desse documento. É um espaço para que a população mostre à Secretaria de Saúde onde é preciso aprimorar". O envolvimento da sociedade civil nesses encontros foi sublinhado pelo representante do Conselho Regional de Saúde de Sobradinho, Fernando Alexandre Jacinto. “Nós todos, como sociedade civil, precisamos nos capacitar como conselheiros. Precisamos diagnosticar o que é possível executar em nossa regional”, afirmou. Propostas vão contribuir para o fortalecimento do SUS, buscando garantir que necessidades da população sejam atendidas [LEIA_TAMBEM]Já a representante do Conselho Regional de Saúde de Planaltina, Keith Morais Barreto, do segmento dos trabalhadores, apontou o papel democrático dos conselhos e conferências. "O controle social é a maior democracia do SUS, e passa por nós. A população deve ter esse canal para dizer onde está a vulnerabilidade, a carência; e, a partir delas, elaborar políticas públicas”, avaliou. Próximas etapas Em cada uma das sete etapas regionais, serão debatidas propostas para compor um único documento. Esse texto será apresentado na 12ª Conferência Distrital de Saúde, que ocorrerá em 2027. Essas diretrizes servirão, ainda, como subsídios para instrumentos orçamentários e de gestão, como o Plano Plurianual (PPA) e o Plano Distrital de Saúde (PDS). Em seguida, as contribuições do DF vão compor o Relatório Consolidado Nacional, que também contará com as propostas e diretrizes de outros estados. O documento será levado para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para ocorrer em julho de 2027. *Com informações da SES-DF
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Representantes do GDF participam do 17º Congresso Internacional da Rede Unida
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participa, até sexta-feira (26), do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, em São Luís (MA). Com o tema “Sabedoria e soberania com alegria”, o evento reúne pesquisadores, gestores, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e instituições de ensino de todo o Brasil e de diversos países para debater os desafios contemporâneos da formação em saúde, da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), da participação social e da produção do cuidado. Fabiano Martins (E), coordenador do curso técnico em enfermagem da ESP/DF, com Felipe Proenço de Oliveira, do Ministério da Saúde, e Juliana Machado, gerente de ensino técnico da ESP/DF: “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde” | Foto: Divulgação/Fepecs Os representantes da ESP/DF são Juliana Larissa Machado, gerente de ensino técnico, e Fabiano dos Anjos Pereira Martins, coordenador do curso técnico em enfermagem. Eles participam de atividades científicas, debates e encontros institucionais voltados para o fortalecimento das redes colaborativas e a qualificação da formação profissional em saúde. A participação da ESP/DF conta também com o trabalho “Formação técnica em enfermagem no SUS-DF: inovação pedagógica por competências e integração ensino-serviço”, que foi selecionado para apresentação na modalidade de comunicação oral. [LEIA_TAMBEM]Segundo Fabiano Martins, esse estudo apresenta a experiência de construção e consolidação do projeto pedagógico do curso técnico em enfermagem da instituição, destacando estratégias de formação por competências, integração ensino-serviço, avaliação por evidências e fortalecimento dos cenários de prática no SUS. “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde”, afirma. Reuniões Além da participação nas discussões e atividades do congresso, a equipe participou de um encontro com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (MS), Felipe Proenço de Oliveira, reconhecido por sua contribuição à formulação de políticas públicas. Juliana e Fabiano também se reuniram com Francisca Valda da Silva, conselheira nacional de saúde e representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), e com Fernanda Lou Sans Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Mais de 6,5 mil Implanons já foram disponibilizados pela rede pública do DF
De fevereiro até o fim de maio deste ano, a rede pública de saúde do DF distribuiu e colocou 6.692 unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel (Implanon). O mais recente método contraceptivo incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido oferecido a todas as meninas e mulheres de 14 a 49 anos. Colocação do Implanon é rápida, requerendo apenas anestesia local; dispositivo é considerado de alta eficácia | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “É um método moderno, reversível e o mais eficaz que nós temos em uso por período prolongado, atualmente, de até três anos; a taxa de falha é inferior a 0,05%", descreve Viviane Albuquerque, referência técnica distrital (RTD) em saúde da mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Saúde (SES-DF). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, o Implanon é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local na parte interna do braço. “Não existe o melhor método do mundo; existe aquele que é o melhor para o seu corpo e para a sua rotina” Viviane Albuquerque, referência técnica distrital em saúde da mulher da Secretaria de Saúde Inicialmente limitado a grupos prioritários, o medicamento tinha 10,1 mil unidades à disposição. Com o aumento de profissionais capacitados para fazer a inserção e a soma de 5,5 mil novos dispositivos, a oferta foi ampliada. Atualmente, todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF possuem o contraceptivo. Implanon não é chip para estética Apesar de semelhanças, o método contraceptivo não se confunde com os chamados “chips da beleza”. Esses últimos são, na verdade, implantes hormonais produzidos por farmácias de manipulação que contêm esteróides anabolizantes ou hormônios androgênicos (como testosterona). O comércio desses dispositivos com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo, é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Esqueça as promessas de corpo perfeito associadas a implantes hormonais que são vistas na internet”, adverte Viviane Albuquerque. “Não é disso que se trata. O Implanon não exerce nenhuma ação nesse sentido, somente evita a gravidez.” Adaptação ao método Tratando-se de um dispositivo contraceptivo hormonal, lembra a especialista, são previstas reações indesejadas, comuns nos primeiros meses, enquanto o corpo adapta-se à ferramenta. Os principais efeitos estão relacionados a mudanças no ciclo menstrual, alterações na pele e no cabelo, sensibilidade nos seios e dor de cabeça, além de variações de peso corporal. [LEIA_TAMBEM]O Implanon não é a única opção de alta eficácia disponível na rede pública de saúde. A SES-DF oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. A secretaria ressalta que apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); o Implanon tem como foco a gravidez. “Não existe o melhor método do mundo; existe aquele que é o melhor para o seu corpo e para a sua rotina”, orienta a médica. “Além disso, há métodos que se complementam”. Toda a população em idade fértil tem acesso aos contraceptivos a partir do atendimento nas UBSs. Para aconselhamento integral e decisão compartilhada junto a profissional de saúde, recomenda-se procurar a equipe de Saúde da Família em sua unidade de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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HRSM recebe doação para ampliar atendimento em cirurgias faciais
Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam tratamento para correção de deformidades faciais terão um reforço importante no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A unidade recebeu, na quinta-feira (18), uma doação de insumos ortodônticos que serão utilizados no tratamento de pacientes submetidos à cirurgia ortognática, procedimento indicado para corrigir alterações no posicionamento dos ossos da face e da mandíbula. A iniciativa beneficia pacientes acompanhados pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial da unidade e deve contribuir para ampliar a capacidade de atendimento, reduzindo o tempo de espera e facilitando o acesso ao tratamento especializado. Entre os materiais doados estão alicates, instrumentais e outros insumos ortodônticos. A doação foi viabilizada pelo Rotary Club de Brasília Leste, integrante do Distrito 4530 do Rotary Internacional, organização que desenvolve projetos sociais e humanitários voltados ao fortalecimento de áreas como saúde, educação e desenvolvimento comunitário. Segundo a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, a contribuição chega em um momento importante para uma especialidade que exige acompanhamento prolongado dos pacientes. "Esses insumos serão empregados em processos complexos, que podem se estender por cerca de três anos. Quando conseguimos tornar essa jornada mais eficiente, ganhamos agilidade na assistência", explica. A iniciativa beneficia pacientes acompanhados pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial da unidade | Foto: Divulgação/IgesDF Para a governadora do Rotary no período 2020/2021, Vera Ávila, apoiar instituições públicas faz parte da missão da organização e busca atender às necessidades identificadas pela própria comunidade. "Nosso trabalho é ouvir as demandas que chegam de hospitais, escolas, creches e outras instituições públicas. A partir delas, mobilizamos recursos para gerar benefícios concretos para a população e contribuir com serviços que façam a diferença na vida das pessoas", afirma. As doações são viabilizadas por uma rede internacional de colaboração. Segundo o presidente do Rotary Club de Brasília Leste, José Humberto Ávila, as contribuições vêm de diversos países. "É uma rede global de solidariedade trabalhando para fortalecer serviços essenciais." Ao agradecer a parceria, Erika Maurienn destacou o impacto da doação na qualidade do atendimento oferecido aos pacientes. "Cada recurso recebido representa uma oportunidade de aprimoramento. Conseguimos oferecer mais resolutividade, segurança e melhores perspectivas para quem aguarda a correção de uma deformidade facial", conclui. *Com informações do IgesDF
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População está convidada a opinar sobre saúde pública no DF
Começou nesta terça-feira (16), no campus da UDF na Asa Sul, o ciclo de conferências regionais de saúde do Distrito Federal. Até o dia 1º de julho, serão sete encontros para reunir usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da área e gestores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), com foco em debater prioridades e propostas a serem apresentadas na 12ª Conferência Distrital de Saúde, que ocorre em 2027. A participação nesses encontros regionais é livre para toda a população. Ciclo das conferências de saúde reúne gestores do Sistema Único de Saúde, trabalhadores e usuários | Fotos: Foto: Divulgação/SES-DF "É um espaço extremamente importante e cada vez mais necessário. É um dos raros momentos em que usuários, trabalhadores e gestores se reúnem para refletir, para dialogar e para construir coletivamente os caminhos da saúde pública" Jaíra Ramos, moradora da Vila Planalto que participa dos debates desde os anos 1990 É o caso de Jaíra Ramos, moradora da Vila Planalto, de 67 anos, que participa desde a primeira Conferência Distrital de Saúde, no início dos anos 1990. "É um espaço extremamente importante e cada vez mais necessário. É um dos raros momentos em que usuários, trabalhadores e gestores se reúnem para refletir, para dialogar e para construir coletivamente os caminhos da saúde pública", afirma. Esta primeira conferência regional teve mais de 200 inscritos, dos três segmentos de participantes, da Região Central de Saúde, hoje formada por Plano Piloto, Cruzeiro, Sudoeste, Lago Norte, Lago Sul e Varjão. Cada conferência regional debate a realidade de sua região, elabora propostas específicas e elege as pessoas delegadas que irão representá-la na etapa distrital. Principal gestor da SES-DF na área, o superintendente da Região Central de Saúde, Paulo Roberto da Silva Júnior, destaca a relevância do diálogo proposto no encontro. "É muito importante debater ideias e trazer as melhores propostas para o fortalecimento do SUS. Os usuários estão cada vez mais precisando de atendimento e precisamos expandir, por exemplo, a área de saúde mental", observa. Etapas regionais da Conferência Distrital de Saúde discutem realidades locais no DF para elaboração de propostas "Quando a SES-DF apoia esse processo de conferências está apoiando que os cidadãos efetivamente participem das decisões. É a materialização do compromisso previsto na Constituição, em que a população é parte integrante das decisões do planejamento de saúde" Ab-Diel Andrade, chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social da SES-DF Representante do segmento de trabalhadores, e atualmente membro do Conselho de Saúde do Distrito Federal e coordenadora da 12ª Conferência do DF, a técnica em enfermagem Fátima Rôla sublinha a participação da sociedade civil organizada. "Nas conferências, é possível achar caminhos para até mesmo formular políticas públicas que melhorem os nossos serviços e a qualidade do atendimento", acrescenta. Da opinião à política pública O chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social da SES-DF, Ab-Diel Andrade, ressalta o papel da Secretaria para apoiar a realização dos eventos. "Quando a SES-DF apoia esse processo de conferências, apoia a participação social, está apoiando que os cidadãos efetivamente participem das decisões. É a materialização do compromisso previsto na Constituição, em que a população é parte integrante das decisões do planejamento de saúde", explica. [LEIA_TAMBEM]Essas etapas regionais representam o primeiro passo no processo de participação social do SUS, que pode resultar em medidas com efeitos em todo o país. Em cada uma das sete etapas regionais haverá discussão de propostas que vão compor um único documento e serão levadas à 12ª Conferência Distrital de Saúde, que ocorrerá em 2027. Essas diretrizes e propostas já vão servir como subsídios para instrumentos orçamentários e de gestão, como o Plano Plurianual (PPA) e o Plano Distrital de Saúde (PDS). Em seguida, as contribuições do Distrito Federal estarão presentes no Relatório Consolidado Nacional, que também contará com as propostas e diretrizes de todos os estados. Este documento será levado para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para ocorrer daqui a pouco mais de um ano, em julho de 2027. Confira a agenda das próximas etapas regionais ♦ Região Norte • Planaltina, Arapoanga, Sobradinho I, Sobradinho II e Fercal • Data: 25/06/2026 (quinta-feira) • Horário: 8h às 18h • Local: Teatro de Sobradinho • Inscrições: https://forms.gle/TSHsGGbmHXa29ego6 ♦ Região Oeste • Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol • Data: 25/06/2026 (quinta-feira) • Horário: 8h às 18h • Local: Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) Ceilândia • Inscrições: https://forms.gle/D6LDZDtJmCnCjznP8 ♦ Região Centro-Sul • Candangolândia, Estrutural, Guará, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) • Data: 26/06/2026 (sexta-feira) • Horário: 8h às 18h • Local: Clube da Saúde • Inscrições: https://forms.gle/GrQ87aHjzp786ZjZ9 ♦ Região Leste • Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico • Data: 27/06/2026 (sábado) • Horário: 8h às 18h • Local: Escola Técnica do Paranoá • Inscrições: https://forms.gle/SdCgUJFiVBJ3GfZm7 ♦ Região Sul • Gama e Santa Maria • Data: 30/06/2026 (terça-feira) • Horário: 8h às 18h • Local: Auditório do Hospital Regional de Santa Maria • Inscrições: https://forms.gle/XRJG5xGS6su8HNsMA ♦ Região Sudoeste • Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente • Data: 01/07/2026 (quarta-feira) • Horário: 8h às 18h • Local: Faculdade Estácio de Taguatinga • Inscrições: https://forms.gle/Fmn3frorKUnmkZR27 *Com informações da SES-DF
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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega a Ceilândia
Os atendimentos oferecidos pela carreta do programa Agora Tem Especialistas, instalada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), começaram nesta semana. Com foco no diagnóstico precoce de doenças e a definição de tratamentos, a ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) com o apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (de camiseta amarela), visitou as instalações do serviço móvel neste sábado | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos” Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde Neste sábado (13), a estrutura recebeu a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de gestores da SES-DF. Totalmente estruturada com insumos, equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade móvel de saúde oferta exames de tomografia e ultrassonografia para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) previamente agendados e encaminhados pela SES-DF. Somadas, a cada semana, serão oferecidas quase 600 vagas. Os exames de ultrassonografia são exclusivos para pacientes da Região de Saúde Oeste, que compreende Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol. “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos”, afirma a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita. Agendamentos [LEIA_TAMBEM]Os atendimentos do programa Agora Tem Especialistas no HRC tiveram início na segunda-feira (8). A previsão é que continue no local por 60 dias. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Neste sábado, foram agendados 15 pacientes. Esta é a sexta unidade móvel em operação no Distrito Federal. Nas primeiras quatro, mais de 5,7 mil pessoas foram atendidas. Outra carreta do programa, voltada para a saúde da mulher, está atualmente instalada no estacionamento do Hospital Regional do Gama (HRG). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Mutirão amplia acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde na Estrutural
Moradoras da Cidade Estrutural tiveram acesso, neste sábado (13), a uma ação integrada de saúde promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que segue ao longo deste final de semana, reúne diversos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), no estacionamento da UBS 1 da região, para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e aos cuidados preventivos. O destaque foi a disponibilização do método contraceptivo de longa duração Implanon, voltado a mulheres de 14 a 49 anos de idade. Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a governadora Celina Leão declarou: “É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília 12 mil Total de unidades de Implanon que o Ministério da Saúde vai doar ao DF Durante o evento, a governadora Celina Leão ressaltou a importância do serviço para facilitar o planejamento familiar, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. “O Implanon é um sucesso”, lembrou. “Existe muita demanda, e hoje o ministro já anunciou que vai nos doar mais 12 mil unidades”, prosseguiu a chefe do Executivo. "É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa.” O secretário da Saúde, Juracy Lacerda, enfatizou que a iniciativa integra os esforços do GDF para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde e fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde em diferentes regiões administrativas: “Essa ação perpassa uma iniciativa de saúde simples, pois está trazendo dignidade, autonomia e fortalecimento para muitas mulheres. A população da Estrutural tem o maior índice de gravidez na adolescência, e temos um público muito jovem, então é uma certeza que a ação hoje desenvolvida vai refletir bons números para a população”. Dignidade e independência Geovanna Marinho (E), que engravidou aos 16 anos, fez o implante: “O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos” Mãe desde cedo, a designer de sobrancelhas Geovanna Marinho buscava um método contraceptivo de longa duração para dar continuidade ao planejamento familiar. Como o custo do Implanon na rede privada lhe seria um obstáculo, ela comemorou a oportunidade de poder se submeter ao procedimento de graça pelo SUS. “Eu engravidei com 16 anos e tive trauma da minha gravidez”, relatou. “Eu me esquecia da injeção todo mês, então isso aqui é o melhor para mim. O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos.” “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres” Alexandre Padilha, ministro da Saúde Além da oferta do método contraceptivo, a população teve acesso a atendimentos e orientações em saúde. A operadora de caixa Kaethlen Mayara Rodrigues foi uma das mulheres que aproveitaram todos os serviços no local. “Eu achei muito legal porque faltava isso aqui na nossa cidade”, elogiou. “Além do Implanon, também fiz testes, tomei vacina e vou passar pelo dentista. Ter tudo isso perto da nossa casa ajuda muito quem precisa e nem sempre consegue se deslocar para outros lugares.” Método eficaz A rede pública de saúde do DF começou a utilizar o novo método contraceptivo no início deste ano. Foram quase 15,5 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. De janeiro a maio de 2026, foram inseridos 6,6 mil desses implantes subdérmicos. Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). [LEIA_TAMBEM]Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, aplicada na parte interna do braço. “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O dispositivo protege pelo menos durante três anos para o risco da gravidez, ou seja, garante o planejamento familiar e a prevenção da gravidez durante três anos. É um método muito importante, sobretudo para as mulheres mais jovens. Graças a essa decisão de incorporar ao SUS, agora a mulher pode implantar e ficar três anos segura”. População elegível Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas unidades básicas de saúde (UBSs). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos proporcionam proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Arte: Agência Saúde-DF
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Junho abre as etapas da 12ª Conferência Distrital de Saúde
As etapas regionais da 12ª Conferência Distrital de Saúde (12ª CDS) já têm data marcada: entre este mês e julho. Além de profissionais da saúde, o encontro reúne representantes da sociedade em geral para discutir formulação, avaliação e aprimoramento das políticas públicas de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Inscrições devem ser feitas de acordo com as datas disponibilizadas em cada região | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A 12ª CDS é organizada em etapas regional e distrital. Primeiramente, há sete conferências— uma em cada região de Saúde do Distrito Federal. Posteriormente, os relatórios das etapas regionais são consolidados em um documento único, cujas propostas de impacto para todo o DF são discutidas e votadas na etapa distrital. Processo ascendente Relatório Consolidado Nacional servirá de base para a Conferência Nacional de Saúde do próximo ano “As diretrizes e propostas aprovadas e compiladas no relatório final da conferência servem como referência política e técnica essencial para a elaboração dos planos de saúde para os quatro anos seguintes”, explica Douglas Oliveira, presidente da Comissão Permanente do Controle Social (CPCS) da Assessoria de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Elas subsidiam os principais instrumentos orçamentários e de gestão, como o PPA [Plano Plurianual] e o PNS [Plano Nacional de Saúde], garantindo que o dinheiro público seja investido nas prioridades apontadas pela população”, complementa. Após aprovado, o relatório final é oficialmente enviado à comissão organizadora nacional, na qual as diretrizes aprovadas no DF são juntadas aos relatórios dos demais estados, compondo o Relatório Consolidado Nacional. Esse instrumento serve de base para as deliberações e votações da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), prevista para julho de 2027. Participação social Para participar das etapas regionais, usuários, trabalhadores e gestores da saúde devem inscrever-se por meio dos formulários (veja abaixo), de acordo com a região de saúde escolhida. A inscrição é individual e pode ser feita para mais de uma etapa. Nesta primeira etapa, a comunidade local debate a realidade de sua região, elabora propostas específicas e elege as pessoas delegadas que irão representá-la na etapa distrital. O funcionamento das conferências baseia-se numa representação paritária, permitindo que cada segmento contribua com uma visão única e complementar. [LEIA_TAMBEM]Veja, abaixo, como se inscrever em cada região de saúde. Região Central • Data: dia 16, das 8h às 18h • Local: Centro Universitário UDF • Inscrições: https://forms.gle/38WebxzthP8KkuVYA Região Norte • Data: dia 25, das 8h às 18h • Local: Teatro de Sobradinho • Inscrições: https://forms.gle/TSHsGGbmHXa29ego6 Região Oeste • Data: dia 25, das 8h às 18h • Local: Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) Ceilândia • Inscrições: https://forms.gle/D6LDZDtJmCnCjznP8 Região Centro-Sul • Data: dia 26, das 8h às 18h • Local: Clube da Saúde • Inscrições: https://forms.gle/GrQ87aHjzp786ZjZ9 Região Leste • Data: dia 27, das 8h às 18h • Local: Escola Técnica do Paranoá • Inscrições: https://forms.gle/SdCgUJFiVBJ3GfZm7 Região Sul • Data: dia 30, das 8h às 18h • Local: Auditório do Hospital Regional de Santa Maria • Inscrições: https://forms.gle/XRJG5xGS6su8HNsMA Região Sudoeste • Data: 1º de julho, das 8h às 18h • Local: Faculdade Estácio de Taguatinga • Inscrições: https://forms.gle/Fmn3frorKUnmkZR27. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Maio Laranja: Hospital da Criança fortalece rede de proteção contra o abuso e a exploração sexual
Durante o Maio Laranja — campanha nacional de conscientização e enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, instituída pela Lei nº 14.432/2022 — o debate em torno da saúde pediátrica ganha ainda mais visibilidade. Inserido no Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) consolida sua atuação institucional como estratégica para a proteção da infância e da adolescência. Hospital da Criança de Brasília atua com protocolos que priorizam segurança, escuta protegida e responsabilização adequada dos casos | Foto: Divulgação/HCB Isso se dá por meio da estruturação de fluxos assistenciais e de governança voltados à identificação, acolhimento e encaminhamento de casos suspeitos ou confirmados de abuso e exploração sexual de pacientes. O HCB compõe a rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) e opera com protocolos técnicos que priorizam a segurança, a escuta protegida e a responsabilização adequada dos casos. A identificação dessas situações ocorre, em grande medida, a partir da sensibilidade clínica e social das equipes assistenciais, que estão capacitadas para reconhecer sinais físicos, comportamentais e contextuais compatíveis com situações de violência. O atendimento desses casos no HCB é conduzido de forma multiprofissional, com o protagonismo das áreas assistenciais — como o serviço social e a psicologia hospitalar — e administrativa, por meio do Departamento Jurídico, que desempenham papel central na avaliação, acolhimento e encaminhamento. Identificação de violência Para que esse ecossistema de cuidado e proteção das crianças e adolescentes atendidos funcione com eficácia, a premissa reside na agilidade da identificação de violência por qualquer profissional de saúde, atuando em conjunto e considerando que não é preciso ter certezas ou comprovações jurídicas para se dar início à notificação. O fluxo institucional do HCB foi desenhado a partir do princípio de proteção integral de pessoas menores de idade previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A supervisora do serviço social do HCB, Damares Santos, lembra que a suspeita, por si só, é o gatilho necessário para a ação. “A gente não precisa comprovar ou confirmar que realmente a violência aconteceu”, explica. “A partir de uma suspeita, a gente já dá início ao processo de notificação”. O primeiro profissional a receber o relato ou notar a evidência preenche a ficha de notificação compulsória, um documento que preserva a identidade do notificador e exige o preenchimento detalhado de todos os campos para alimentar o sistema de proteção. A psicologia hospitalar também desempenha um papel fundamental no acolhimento e na escuta qualificada das possíveis vítimas e de suas famílias. “A escuta deve ser cuidadosa, sem induções, respeitando o tempo e a condição emocional da criança”, pontua o psicólogo João Lucas Assunção, do HCB. “A prioridade é preservar sua integridade psíquica e contribuir com informações técnicas que subsidiem a rede de proteção”. “Quando há suspeita de violência, o olhar se amplia para compreender o contexto familiar, social e os fatores de vulnerabilidade envolvidos. Nosso compromisso é garantir que essa criança seja protegida e que os órgãos competentes sejam acionados com responsabilidade técnica” Damares Santos, supervisora do serviço social do HCB No cotidiano hospitalar, explica ele, os sinais de alerta e de risco podem surgir de diferentes formas. Algumas situações são identificadas por exames físicos; outras, por mudanças de comportamento, desenhos, brincadeiras ou relatos feitos por crianças e adolescentes durante o vínculo com as equipes da unidade de saúde. “Às vezes, o paciente consegue estabelecer uma relação de confiança com um profissional e verbaliza o que está acontecendo; em outros casos, o comportamento já desperta atenção da equipe”, relata o psicólogo. “A gente vai fortalecendo esse vínculo e trabalhando com a criança ou adolescente, ou mesmo com o familiar, para que eles consigam compreender o que estão vivendo e possam acessar apoio.” Atuação coordenada O HCB possui fluxos próprios para lidar com quaisquer suspeitas de violência e violações de direitos que possam causar impactos e sequelas à saúde dos pacientes atendidos. “A violência também precisa ser notificada, da mesma forma que outras doenças e agravos à saúde”, lembra Damares Santos. “O hospital não atua apenas no atendimento clínico”, detalha a gestora. “Quando há suspeita de violência, o olhar se amplia para compreender o contexto familiar, social e os fatores de vulnerabilidade envolvidos. Nosso compromisso é garantir que essa criança seja protegida e que os órgãos competentes sejam acionados com responsabilidade técnica.” A produção de informações qualificadas é o que permite ao poder público mapear o crescimento das demandas e estruturar políticas públicas direcionadas e eficientes para o combate e tratamento dessas situações. “Se a gente não notificar, o Estado não sabe que precisa cuidar disso”, pontua Damares. Assim, a notificação interna cumpre um papel estratégico na saúde coletiva, servindo de base para o planejamento de ações de prevenção e assistência em larga escala. A notificação compulsória de violência do HCB não tem a atribuição de ser um registro de ocorrência policial: seu objetivo é o monitoramento epidemiológico e geração de dados quantitativos e qualitativos; além de configurar uma evidência importante para o acionamento dos equipamentos públicos de proteção da infância. Conforme dados do serviço social da unidade de saúde, de 2024 a 2025, houve a redução de aproximadamente 35,8% no número de notificações de violência a pacientes atendidos no HCB; no entanto, de janeiro a março deste ano, 35% das notificações de violência contra os pacientes se referem a situações de abandono e negligência; e outros 30% de ordem psicológica e moral. “Nós só procuramos o Judiciário nos casos muito graves, porque nós precisamos acompanhar o caso, entender primeiro o que acontece com aquela família” Priscila Lima, gerente jurídica do Hospital da Criança A partir da formalização da suspeita de violência, o hospital adota dois caminhos simultâneos e complementares para garantir a segurança da criança ou do adolescente. No primeiro, o serviço social e a psicologia hospitalar encaminham a ficha de notificação compulsória ao Serviço de Vigilância Epidemiológica do HCB, que se encarrega de encaminhá-la ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), responsável pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória. O segundo caminho foca a proteção imediata e direta do paciente, mobilizando o departamento jurídico do hospital para acionar os órgãos externos competentes. “Nós só procuramos o Judiciário nos casos muito graves, porque nós precisamos acompanhar o caso, entender primeiro o que acontece com aquela família”, explica a gerente jurídica do hospital, Priscila Lima. A articulação com a rede de proteção externa é o que viabiliza a interrupção do ciclo de violação de direitos, pois o ambiente hospitalar não possui o escopo para conduzir investigações ou acompanhamentos sociais de longo prazo. “Quando acontece a situação de violência, a gente não tem nem braço, nem expertise para poder atender o caso em toda sua complexidade e especificidade; por isso é que a gente precisa fazer esse contato com a rede de proteção da infância, porque ela tem instituições que são específicas para tratar de violência”, enfatiza Damares Santos. Esse acionamento ocorre de maneira territorializada, ou seja, o caso é direcionado para equipamentos públicos próximos à residência da família, como o Conselho Tutelar e as unidades dos centros de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav), de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi). “Tudo aquilo que interfere no processo de saúde e doença do paciente precisa ser considerado. Uma situação de violência pode comprometer o tratamento, afastar a criança do cuidado e interromper o acesso dela à saúde” João Lucas Assunção, psicólogo do HCB O hospital mantém um canal de comunicação imediato com órgãos essenciais, por meio do qual aciona instituições como a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Desde 2022, o HCB possui um Termo de Colaboração com a 1ª Vara da Infância e Juventude (VIJ), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que visa dar celeridade na comunicação de casos suspeitos e à criação de mecanismos de proteção dos pacientes e famílias. Para Priscila Lima, a interlocução que o HCB conduz, de forma estruturada e contínua com outras instituições, assegura que as autoridades competentes disponham das informações necessárias para a defesa dos direitos dos pacientes atendidos, incluindo o afastamento do possível agressor, o acompanhamento familiar e a responsabilização criminal, quando necessário. Conscientização e vigilância coletiva A educação em saúde é outro foco do HCB, que busca orientar pais, mães, responsáveis e cuidadores sobre a importância da prevenção. Para João Lucas Assunção, é fundamental que as famílias estejam atentas a mudanças bruscas no comportamento das crianças, como isolamento excessivo, regressão de marcos do desenvolvimento, medo inexplicável de pessoas específicas ou alterações no padrão de sono, comunicação e alimentação. [LEIA_TAMBEM]O olhar atento para essas situações faz parte da compreensão de que saúde infantil envolve aspectos físicos, emocionais e sociais. Violências e violações de direitos impactam diretamente a adesão ao tratamento, a recuperação clínica e a qualidade de vida dos pacientes. “Tudo aquilo que interfere no processo de saúde e doença do paciente precisa ser considerado”, ressalta o psicólogo. “Uma situação de violência pode comprometer o tratamento, afastar a criança do cuidado e interromper o acesso dela à saúde”. Os especialistas do hospital recomendam que, diante de qualquer suspeita de abusos contra crianças e adolescentes, é importante não silenciar. A atuação responsável da sociedade, aliada ao trabalho técnico das instituições, é determinante para interromper situações de violência e garantir um ambiente seguro para o desenvolvimento infantil. Os profissionais lembram ainda que o Disque 100 é um serviço nacional gratuito e anônimo, disponível para qualquer pessoa que presencie ou suspeite de violações de direitos humanos. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil, de qualquer telefone fixo ou móvel (celular). *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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Unidade pioneira de cirurgia bariátrica no DF completa 1 ano de funcionamento
Em evento realizado neste sábado (23), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), servidores e pacientes comemoraram um ano de atividade da Unidade de Cirurgia Bariátrica do hospital. O local é pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal e oferece atendimento humanizado e estrutura dedicada a pacientes com obesidade. O espaço conta com seis consultórios, utilizados por uma equipe multiprofissional composta por cirurgiões, psicólogos, endocrinologistas, profissionais de enfermagem e nutricionistas. A unidade é equipada com 16 cadeiras especiais para pessoas com obesidade, além de armários e ar-condicionado em cada sala, proporcionando mais conforto e acessibilidade aos usuários do SUS. “A nova estrutura trouxe mais dignidade para o paciente. Ele agora possui uma unidade específica, um espaço mais amplo e confortável, em que todo o atendimento bariátrico é feito no mesmo ambiente. Aqui há várias especialidades voltadas unicamente para o seu quadro”, ressalta o diretor do Hran, Bruno Bacelar. “As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conta Sandra Regina Ramos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A referência técnica administrativa (RTA) do Hran e cirurgiã bariátrica responsável pela unidade, Ana Carolina Fernandes, afirma que o espaço representa a humanização do atendimento ao usuário. “O serviço de cirurgia bariátrica já existe há 18 anos no Hran, mas esse novo espaço reforça a importância e o comprometimento com pacientes obesos ou que tenham doenças metabólicas que necessitam do tratamento cirúrgico para melhora das comorbidades”, avalia. À frente da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o médico Juracy Lacerda prestigiou o evento e aproveitou para advertir sobre a importância de monitorar as taxas de obesidade. A condição está associada a doenças metabólicas graves como diabetes, hipertensão e doenças neurológicas. “Nós sabemos que a obesidade está em amplo crescimento no Brasil e no mundo. Quando analisamos os dados, nós vemos um aumento dos casos não só na população adulta, mas também na população infantil. Esse crescimento reforça a necessidade de trabalharmos com afinco em políticas de controle do sobrepeso na população”, afirma o secretário de Saúde. Esperança Próxima de ser chamada pelo complexo regulador (CRDF) para realizar a cirurgia bariátrica no Hran, Sandra Regina Ramos, 60, elogia o atendimento recebido na unidade e a atenção que os profissionais do hospital vêm dando ao seu caso. Ela conta esperar ansiosamente por ter de volta sua autonomia e qualidade de vida após o procedimento. “A bariátrica, para mim, é uma coisa muito importante, porque eu vou poder voltar a trabalhar, a cuidar de mim mesma. As profissionais do Hran são pessoas maravilhosas, que enchem de esperança a minha vida”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Valorização da formação profissional marca cerimônias do Dia do Técnico em Enfermagem
Compromisso coletivo e emoção marcaram as cerimônias institucionais realizadas com os estudantes do curso técnico profissionalizante em enfermagem da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). As solenidades ocorreram nesta quarta-feira (20), em comemoração ao Dia do Técnico em Enfermagem, e reuniram as turmas matutina e noturna. Entrega dos jalecos marcou, na solenidade, o foco no reconhecimento da importância da profissão | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Não se trata apenas da formação técnica, mas da capacidade de enxergar o ser humano em sua integralidade” Fernanda Monteiro, diretora da ESP/DF “Esta solenidade representa muito mais do que a apresentação dos símbolos da profissão”, declarou a diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha. “Ela marca o início de uma trajetória construída com ética, responsabilidade e dedicação à vida. A Fepecs e a Escola de Saúde Pública do Distrito Federal têm orgulho de contribuir para a formação de profissionais tecnicamente preparados e comprometidos com o cuidado e com os princípios do SUS.” Por sua vez, a diretora da ESP/DF, Fernanda Monteiro, enfatizou: “A entrega desse jaleco é um marco na vida de vocês, mas também é um marco para a Escola de Saúde Pública. Um dos objetivos da instituição é justamente a formação de técnicos comprometidos com o cuidado em saúde. Não se trata apenas da formação técnica, mas da capacidade de enxergar o ser humano em sua integralidade”. Ritual da Luz representou a transmissão dos conhecimentos de enfermagem Representando o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF), Tila Viana reforçou: “A enfermagem é uma profissão que nos dá a honra de acompanhar o nascimento de uma vida e também de amparar o ser humano em seus momentos mais frágeis, que é o adoecimento. Mas o trabalho vai além disso, e vocês também atuarão na prevenção e na orientação da população. O técnico de enfermagem é essencial dentro do território quando falamos de saúde pública. Não existe saúde sem o técnico de enfermagem”. Rituais [LEIA_TAMBEM]Um dos momentos importantes foi a entrega dos jalecos aos quase 60 estudantes do curso. Os futuros técnicos em enfermagem receberam a vestimenta das mãos de docentes, preceptores, familiares e representantes da Coordenação de Ensino Técnico da ESP/DF. As cerimônias também contaram com homenagens às professoras Maria Ivone Levay e Maria Laudelina Marques, reconhecidas pela contribuição à formação em enfermagem e pela dedicação ao longo de suas trajetórias profissionais. Durante a programação, os estudantes acompanharam, ainda, a apresentação dos símbolos da enfermagem e participaram do Ritual da Luz — com a passagem da lâmpada e o acendimento de velas, representando a transmissão da missão da enfermagem e do conhecimento. Posteriormente, os estudantes participaram de uma caminhada pelas dependências da Fepecs e cantaram o Hino da Enfermagem. Ao final, os futuros profissionais firmaram um compromisso coletivo com os princípios éticos e sociais que orientam a atuação na área da saúde. *Com informações da Fepecs
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Aberto processo para modernizar sistemas de atendimento nas unidades de saúde
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu processo para aquisição de aparelhos de TV, terminais de autoatendimento e computadores compactos que serão utilizados nas unidades administradas pelo instituto. A iniciativa busca modernizar os sistemas de chamada de pacientes, melhorar a organização do atendimento e oferecer mais agilidade e conforto à população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Novos terminais vão dar mais agilidade ao processo de autoatendimento nas unidades de saúde | Foto: Divulgação/IgesDF Os equipamentos serão distribuídos entre hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) geridos pelo IgesDF, incluindo unidades em fase de construção. Os aparelhos de TV serão utilizados como painéis de chamada, auxiliando na comunicação visual e na organização do fluxo de pacientes dentro das unidades. Já os terminais de autoatendimento devem contribuir para melhorar etapas do atendimento e reforçar a modernização dos serviços prestados à população. Os computadores compactos serão utilizados para dar suporte ao funcionamento dos sistemas tecnológicos das unidades. Melhora no fluxo Os novos equipamentos vão substituir aparelhos atualmente utilizados nos serviços de saúde, alguns desses recebidos anteriormente por meio de doações. A atualização tecnológica busca assegurar maior estabilidade operacional e reforçar o funcionamento dos serviços assistenciais. [LEIA_TAMBEM]O registro de preços será feito por meio do Edital nº 033/2026. O critério de julgamento será o menor preço por item, em modo de disputa fechado, entre as propostas que atenderem às exigências previstas no processo. “Os painéis e terminais ajudam a organizar o fluxo de atendimento, melhoram a comunicação com os pacientes e oferecem mais suporte às equipes assistenciais”, enfatiza o coordenador de Telecomunicações do IgesDF, Hirlei Nascimento. “Por isso, é fundamental manter esses equipamentos atualizados e em pleno funcionamento.” Os fornecedores interessados devem fazer a leitura completa do edital para verificar os requisitos técnicos e as condições estabelecidas no processo seletivo. As propostas devem ser enviadas por meio da plataforma Apoio Cotações. Serviço ♦ Aquisição de TVs, terminais de autoatendimento e computadores compactos → Edital de Seleção de Fornecedores nº 033/2026 → Identificação SEI: 04016-00153572/2025-39 → Número da cotação: 1537411 → Período para envio de propostas: de 18 a 29 deste mês, até as 23h55 → Plataforma: www.apoiocotacoes.com.br. *Com informações do IgesDF
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UBS 6 Ceilândia promove encontro sobre autismo
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 6 de Ceilândia, no P Sul, promoveu nesta segunda-feira (27) o Dia D de conscientização sobre o autismo, parte da campanha Abril Azul. O encontro buscou promover maior conhecimento, combater preconceitos e detalhar a rede de atendimento da Secretaria de Saúde (SES-DF). Heloísa Arcosi, mãe de um jovem autista, publicou um livro no qual fala sobre sua experiência: “É fundamental ter paciência, entender o autismo do seu filho, porque cada um é diferente” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Estamos sempre de portas abertas para acolher esse público e suas famílias”, afirmou a gerente da unidade, Isabela Lopes. “Além disso, também fazemos ações para qualificar a assistência dos servidores. É importante dar voz aos pacientes e seus familiares, de forma a promover a troca de experiências e ouvir a respeito das principais dúvidas e expectativas da população.” “O paciente com autismo não consegue ficar muito tempo dentro da unidade, então procuramos sempre acolher o mais rápido possível” Ângela Rocha, técnica de enfermagem da UBS 6 de Ceilândia Uma das familiares presentes foi a cuidadora de idosos Heloísa Arcosi. Mãe de um rapaz de 25 anos diagnosticado com autismo, ela compartilhou a experiência no livro Meu Asperger Favorito, no qual relata a jornada do filho desde a descoberta do diagnóstico até a saída de casa após tornar-se profissional em tecnologia da informação. “É fundamental ter paciência, entender o autismo do seu filho, porque cada um é diferente”, pontuou ela. “É muito bom poder falar sobre o assunto e compartilhar as vivências.” Servidores também participaram do encontro e apresentaram o fluxo de atendimento da SES-DF. “O paciente com autismo não consegue ficar muito tempo dentro da unidade, então procuramos sempre acolher o mais rápido possível”, relatou a técnica de enfermagem Ângela Rocha. Atendimento especializado Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o DF possui cerca de 34,5 mil pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA). A rede de 183 UBSs da SES-DF é a principal porta de entrada para acessar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os programas na área de saúde mental. Essas unidades promovem o rastreio a longo prazo de diversas condições. Os pacientes também são acompanhados pelas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), incluindo os voltados à população infantojuvenil (Capsi), e os especializados em reabilitação (CERs). [LEIA_TAMBEM]Em dezembro de 2025, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), com foco em diagnóstico precoce e acompanhamento multidisciplinar. Localizada na Estação 108 Sul do Metrô, a unidade recebe pacientes encaminhados pela Central de Regulação, após passarem pelas UBSs. Somente em 2025, a rede pública de saúde do DF registrou mais de 8,2 mil atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS) e quase 135 mil procedimentos na Atenção Especializada e na rede contratada. Abril Azul O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Ao longo de todo o mês, ações da campanha são dedicadas à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. *Com informações da Secretaria de Saúde
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OperaDF já registrou mais de 400 cirurgias oftalmológicas neste ano
De fevereiro a abril deste ano, mais de 400 cirurgias oftalmológicas foram feitas no âmbito do OperaDF, programa do Governo do Distrito Federal (GDF) criado para reduzir a fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Com investimento de R$ 22 milhões originários de emenda parlamentar do deputado Rafael Prudente, mais de 6,5 mil procedimentos nos olhos devem ser realizados pelo programa. Lucídia Marinho: “Estou muito feliz de estar aqui, de ter recebido essa graça, de terem me chamado. Estou muito esperançosa de que agora vou enxergar tudo” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Até o momento, já foram autorizadas cerca de 1,5 mil cirurgias oftalmológicas. Os procedimentos eletivos incluem o implante de lente artificial, técnica utilizada na cirurgia de catarata, e a vitrectomia, indicada para quadros como descolamento de retina, hemorragia intraocular e corpos estranhos dentro do olho. Entre setembro de 2025 e março deste ano, o OperaDF já ultrapassou 23 mil cirurgias realizadas em toda a rede pública e por meio da contratação de hospitais particulares e anestesistas da rede privada. A iniciativa reorganiza a fila e amplia a capacidade de fazer intervenções vasculares, gerais, de cabeça e pescoço, urológicas e oftalmológicas pelo SUS. [LEIA_TAMBEM]Dentro do OperaDF, foram feitas 20 cirurgias de catarata em apenas um dia no Hospital de Olhos do DF. Uma das pacientes foi a aposentada Maria de Lourdes Souza, de 70 anos, que tinha dificuldades em ler letras muito pequenas ou em identificar de longe os ônibus que costumava pegar. “Eu já tinha feito cirurgia no olho esquerdo há uns 20 anos”, relatou. “Não tem muito tempo, eu fui fazer um tratamento médico, e a doutora me mandou ao oftalmologista. Lá descobri que eu estava com a catarata bem acentuada no olho direito — isso foi em janeiro. Dali, já me botaram na regulação.” Lucídia Marinho, 80, também elogiou o serviço: “Estou muito feliz de estar aqui, de ter recebido essa graça, de terem me chamado. Ontem mesmo fui avisada para vir. Por onde passei, fui bem-recebida. Estou muito esperançosa de que agora vou enxergar tudo”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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UTI do Hospital da Região Leste é reconhecida entre as mais eficientes do país
Entre as melhores do país e única da rede pública do Distrito Federal a alcançar esse reconhecimento, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Região Leste (HRL) conquistou no mês passado a certificação de UTI Eficiente, categoria que atesta boas práticas assistenciais aliadas ao uso adequado de recursos. UTI do Hospital da Região Leste é destaque na avaliação da Associação de Medicina Intensiva Brasileira | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A certificação foi concedida pelo programa UTIs Brasileiras, uma iniciativa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com a Epimed Solutions criada para reconhecer e premiar as UTIs que demonstraram excelência em desempenho e qualidade no atendimento a pacientes críticos ao longo de cada ano. Em 2025, cerca de 800 hospitais foram monitorados pelo programa. Desses, 332 alcançaram os melhores resultados e receberam o reconhecimento, sendo 115 na categoria UTI eficiente. Em comparação ao ciclo anterior, houve crescimento de 29,3% na participação de unidades públicas, passando de 58 para 75 unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) entre os reconhecidos. Trabalho coletivo A conquista reflete uma combinação de fatores como equipe altamente dedicada, gestão participativa com o envolvimento de múltiplos profissionais e protocolos bem-definidos. Na prática, isso se traduz em mais segurança, decisões clínicas mais assertivas e melhores resultados para os pacientes. Sidney Sotero, chefe da UTI do HRL, comemora a distinção: “Os profissionais estão constantemente engajados em processos de melhoria contínua, o que demonstra o comprometimento com resultados cada vez melhores” “É o reconhecimento de uma equipe que se dedica a oferecer o melhor atendimento ao usuário do SUS, com foco na excelência da assistência”, afirma a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco. “O principal fator que contribuiu para essa certificação foi o espírito de coletividade e colaboração da equipe”, reforça o chefe da UTI do hospital, Sidney Sotero. “Os profissionais estão constantemente engajados em processos de melhoria contínua, o que demonstra o comprometimento com resultados cada vez melhores.” [LEIA_TAMBEM]A UTI do HRL conta com uma equipe multiprofissional formada por médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e odontólogos intensivistas, entre outros. O setor possui dez leitos, sendo quatro destinados ao pós-operatório de cirurgias eletivas, incluindo procedimentos complexos, como cirurgias de coluna — área em que o hospital é referência na região Centro-Oeste. Entre os indicadores avaliados, um dos principais é a mortalidade ajustada, que analisa o risco de óbito dos pacientes internados. “A taxa de mortalidade ajustada na UTI do HRL é de aproximadamente 0,5, indicando que, a cada dois pacientes com expectativa de óbito, apenas um falece”, detalha Sotero. “Esse resultado reflete a qualidade da assistência, o cuidado e o empenho da equipe”. O programa Criado em 2015, o programa UTIs Brasileiras é considerado o maior banco de dados epidemiológicos de leitos de terapia intensiva do mundo. O monitoramento contínuo permite reunir informações sobre taxas de ocupação, número de leitos, desfechos clínicos e evolução na recuperação de pacientes, caracterizando o perfil epidemiológico das UTIs no Brasil. *Com informações da Secretaria de Saúde
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IgesDF prorroga inscrições para bolsas de iniciação científica com auxílio mensal de R$ 500
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) prorrogou o prazo de inscrições para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) 2026–2027. Ao todo, são ofertadas 10 bolsas, com auxílio mensal de R$ 500, destinadas a estudantes de graduação interessados em desenvolver projetos na área da saúde. Confira o edital. As bolsas terão duração de até 12 meses e são voltadas a alunos regularmente matriculados em cursos da área da saúde ou de tecnologia e inovação, desde que os projetos estejam vinculados a temas relacionados à assistência e ao sistema de saúde. No programa, os jovens terão contato com métodos, produção de conhecimento e aplicação prática no contexto do SUS | Foto: Divulgação/IgesDF Mais do que o apoio financeiro, o programa funciona como porta de entrada para a pesquisa científica, permitindo que os estudantes tenham contato direto com métodos, produção de conhecimento e aplicação prática no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). “A iniciação científica é, muitas vezes, o primeiro contato do estudante com a pesquisa aplicada à saúde. É uma oportunidade concreta de aprender, testar e produzir conhecimento que pode, de fato, melhorar os serviços de saúde e o SUS" Emanuela Dourado, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF A iniciativa também aproxima os participantes dos grupos de pesquisa do IgesDF e fortalece a integração entre graduação, pós-graduação e instituições de ensino parceiras. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Dourado, a experiência pode marcar o início da trajetória profissional dos estudantes na área científica. "A iniciação científica é, muitas vezes, o primeiro contato do estudante com a pesquisa aplicada à saúde. É uma oportunidade concreta de aprender, testar e produzir conhecimento que pode, de fato, melhorar os serviços de saúde e o SUS”, ressalta. Podem participar estudantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e de instituições públicas e privadas conveniadas ao IgesDF para estágio curricular obrigatório. Entre elas estão Uniceplac, Ceub, UCB, UnB, Unieuro, UDF, Anhanguera Educacional, Estácio Brasília, Faculdade LS, Icesp, Upis, Unidesc, Senac-DF, Unyleya e outras instituições parceiras. *Com informações do IgesDF
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Aberto processo seletivo para preceptoria em programas de residência médica
Entre os dias 16 e 20 deste mês, servidores efetivos da Secretaria de Saúde (SES-DF) interessados em atuar como preceptores nos programas de residência médica da rede pública poderão se inscrever no processo seletivo aberto pela pasta. O edital publicado prevê 65 vagas, distribuídas entre diferentes especialidades e unidades de saúde da rede pública do Distrito Federal. Profissionais selecionados vão acompanhar e orientais médicos residentes durantea formação | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A seleção é destinada exclusivamente a servidores efetivos do quadro da SES-DF, que vão desenvolver atividades de ensino em serviço nos cenários de prática da rede pública de saúde. Os profissionais selecionados terão como principal função acompanhar e orientar médicos residentes durante o processo de formação, contribuindo diretamente para o aprimoramento da qualificação profissional e para o fortalecimento da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). As vagas para preceptoria de ensino em residência médica estão detalhadas no Anexo I do edital, com indicação do número da vaga, programa de residência, especialidade médica, Comissão de Residência Médica (Coreme), unidade de saúde, local de execução das atividades e período de atuação. Os profissionais selecionados receberão a Gratificação pela Atividade de Preceptoria (GAP), conforme a função exercida dentro do programa de residência. [LEIA_TAMBEM]A coordenadora de cursos de pós-graduação lato sensu e extensão da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Vanessa Campos, lembra que que a novidade para essa seleção é a disponibilização de vagas para preceptores dos novos programas de cardiologia integrada, neurologia integrada, medicina de família e comunidade na atenção domiciliar. “Também teremos vagas em aberto de programas antigos”, anuncia. Como se inscrever As inscrições serão feitas exclusivamente de forma eletrônica, por meio de link que estará disponível no endereço eletrônico ESP em Andamento, no site da Fundação de Ensino e Pesquisa e Ciências da Saúde (Fepecs). Toda a documentação necessária deverá ser digitalizada e reunida em um único arquivo, que deverá ser anexado no campo indicado do formulário de inscrição online, devidamente preenchido e assinado. O processo seletivo será realizado por meio de prova de títulos, de caráter classificatório e eliminatório, conforme os critérios de pontuação estabelecidos no formulário disponível no Anexo II do edital. A avaliação dos candidatos ficará a cargo de banca examinadora designada pela Direção-Geral da Esp/DF. De acordo com o cronograma, o resultado final está previsto para 2 de abril. Já a designação dos preceptores começa em 3 de abril. *Com informações da Fepcs
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Rede pública vai receber 41 novos pediatras para fortalecer assistência infantil no DF
Em meio à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforçou a linha de frente do atendimento infantil. Nesta terça-feira (3), 22 novos pediatras passam a integrar as equipes das unidades com assistência pediátrica da rede, ampliando a capacidade de resposta a essa fase de maior demanda, que tradicionalmente ocorre entre março e julho. Além do Hospital Regional de Santa Maria, várias unidades de pronto atendimento terão novos pediatras em seus quadros | Foto: Arquivo/Agência Brasília Outros 19 profissionais também foram aprovados e estão na fase de entrega de documentação. Os 41 pediatras vão atuar nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que concentram parte significativa da demanda pediátrica da rede. Recém-contratada, a médica Karolina Moura celebra a nova etapa profissional. É a primeira experiência dela sob regime CLT. Vinda do Mato Grosso, escolheu o Distrito Federal para atuar no HRSM. “Estou muito feliz e motivada para contribuir com a equipe e com o atendimento às crianças”, afirma. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs” Elaine Silvestre, superintendente de Pessoas do IgesDF Já Ediana Pantoja trilhou um caminho diferente. Concursada como enfermeira na Secretaria de Saúde (SES-DF), ela foi aprovada no processo seletivo para pediatra no Instituto e agora inicia a atuação na UPA de São Sebastião. “É a realização de um projeto profissional; tenho boas expectativas para esse novo desafio”, destaca. Planejamento e integração Antes do início dos plantões, os profissionais passam por integração institucional, etapa considerada estratégica para alinhar protocolos assistenciais, fluxos internos e diretrizes de humanização. O processo inclui a apresentação de indicadores e orientações sobre o funcionamento das unidades. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs”, esclarece a superintendente de Pessoas do IgesDF, Elaine Silvestre. A Superintendência de Pessoas atua de forma integrada com a Diretoria de Atenção à Saúde e com as superintendências das unidades para dimensionar corretamente o quadro de pediatras, fortalecer o cadastro reserva e garantir agilidade nas reposições e ampliações temporárias. “É um trabalho silencioso, mas essencial para assegurar que as crianças atendidas pelo SUS [Sistema Único de Saúde] recebam assistência qualificada, humanizada e no tempo adequado”, explica Elaine. Foram 55 candidatos aprovados no processo seletivo, originalmente destinado a 41 vagas; assim, haverá um cadastro reserva O processo seletivo, de 41 vagas, foi concluído com 55 candidatos aprovados. Com isso, há um cadastro reserva de 14 profissionais, o que possibilita novas convocações conforme a necessidade da rede. A expectativa é que os 19 pediatras restantes concluam a entrega da documentação nos próximos meses. Capacidade de resposta Além da contratação de novos pediatras, o IgesDF já iniciou o atendimento por teleconsulta pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas. A implantação desse sistema ocorre dentro de um planejamento discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Futuramente, as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com o atendimento por videochamada nessa especialidade. Ao ampliar o atendimento antes do período mais crítico, as unidades geridas pelo IgesDF se antecipam à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. O modelo amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. Alta de vírus respiratórios [LEIA_TAMBEM]A circulação de vírus respiratórios atinge principalmente crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa. Entre os quadros mais comuns está a bronquiolite viral aguda (BVA), infecção que compromete os bronquíolos — estruturas mais delicadas dos pulmões — e lidera as internações de crianças de até dois anos nesse período. O cenário reforça a importância da medida. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), em 2024, o aumento das síndromes respiratórias no Distrito Federal tornou-se mais expressivo a partir de abril, marcando o início do período de maior circulação dos vírus. Já em 2025, o cenário se mostrou ainda mais desafiador: até setembro, o DF registrou crescimento de 37% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior. Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como respiração acelerada, esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado intenso), recusa alimentar e sonolência excessiva. Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas no Hospital Regional de Santa Maria e nas Upas de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas. *Com informações do IgesDF
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Residentes aprovados em processo seletivo são recepcionados em evento de acolhimento integrado
Nesta sexta-feira (27), novos residentes da rede pública de saúde foram homenageados. Com o tema “Acolher para cuidar”, o auditório Planalto, no Ulysses Centro de Convenções, recebeu cerca de mil aprovados no processo seletivo promovido pela Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), instituição formadora no campo das especializações. Entre médicos e outras 15 categorias profissionais, o desejo era o mesmo: comemorar a conquista e começar a nova trajetória de trabalho. Distribuídos pelas unidades de saúde da rede pública do DF, os novos residentes vão atuar acompanhados por preceptores e tutores e vivenciar o dia a dia de quem trata, acolhe, salva e cura pessoas. Terão a oportunidade de se especializar com a certeza de fazer parte de uma das residências mais concorridas do país, que é considerada padrão ouro, tamanha a referência dos programas oferecidos. Novos residentes se especializam para atuar junto ao SUS, reforçando a qualidade da saúde pública do DF | Fotos: Divulgação/Fepecs “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam” Celina Leão, vice-governadora Durante a solenidade de abertura, gestores e autoridades destacaram a importância de os residentes atuarem no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), que propicia o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores necessários à profissão. O evento simboliza uma nova etapa na formação profissional e tem como objetivo promover a integração entre as diferentes áreas da saúde, o alinhamento institucional e o fortalecimento da saúde pública. A vice-governadora Celina Leão lembrou que se trata da “maior contratação de residentes do DF”, e citou sua mãe, Maria Célia Leão, que estava na plateia, como exemplo de dedicação ao estudo: “Aos 83 anos, é mestranda na área da saúde”. Celina também falou sobre a importância dos novos residentes para a rede pública e fez um pedido: “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam”. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, também saudou os novos residentes e seus familiares: “Lembrem-se do juramento que fizeram e não desanimem diante do cansaço de 60 horas semanais de trabalho. Valorizem o cuidado centrado no paciente”. Presente à solenidade, a diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Inocência Rocha, ressaltou: “Os novos residentes representam uma melhora no atendimento à população do DF, com cuidado, eficiência e qualidade, reforçando o papel formador do SUS”. Também participaram da mesa de abertura representantes do Ministério da Saúde (MS), da Comissão de Residência Médica (Coreme) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). A diretora da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Fernanda Monteiro, relembrou a própria trajetória na residência “há 24 anos”. Natural do Rio Grande do Sul, a gestora se especializou em saúde pública e disse ter se “apaixonado”, pois “vivenciei verdadeiramente o SUS”. De acordo com ela, “a residência é uma oportunidade de ter ideias inovadoras e questionar as políticas públicas para aprimorá-las”. Após sua residência, Fernanda traçou seu caminho até chegar ao Ministério da Saúde (MS), onde atuou durante 11 anos na área da saúde da criança. Hoje, servidora da Secretaria de Saúde (SES), continua uma "defensora do SUS e acreditando na formação e capacitação de profissionais como um dos pilares mais importantes". Coordenadora da pós-graduação lato sensu e extensão, Vanessa Guimarães Campos parabenizou os aprovados no processo seletivo para as residências. “Vocês são os melhores dentre dez mil candidatos”, exaltou. Ela agradeceu o investimento do governo local, de R$ 164 milhões por ano em bolsas para residências, e lembrou aos residentes: “Qualifiquem os campos educacionais disponibilizados pela Secretaria de Saúde”. Homenagens Entre os homenageados especiais, estavam novos residentes, um representante do Ministério da Saúde e a vice-coordenadora da Comissão de Residência Médica (Coreme) Durante a solenidade, a equipe da ESP-DF promoveu homenagens. O primeiro a ser chamado foi o residente Lucas Moura de Oliveira, pela conquista da nota mais alta na residência médica para o programa de anestesiologia. Em seguida, subiu ao palco Layane dos Santos Silva, que obteve a nota mais alta na residência multiprofissional para o programa de vigilância em saúde e epidemiologia. Representando o Ministério da Saúde, Felipe Proenço foi homenageado pela liderança de um programa de especialistas que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Além dele, a vice-coordenadora da Coremu, Dalila Matilde Rezende, recebeu homenagem por sua liderança e apoio às demandas da entidade distrital. Histórico [LEIA_TAMBEM]Iniciada em 1964, a residência médica foi estabelecida no Hospital de Base, com a antiga Comissão de Internos, Residentes e Estagiários (Cinre). Em 2001, passou a ser vinculada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) que, hoje, é mantenedora da ESP-DF. No início dos anos 1980, eram ofertadas cerca de 110 vagas anuais de residência médica pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal. Já na década de 1990, o número de vagas teve um aumento significativo e passou para 302 anuais. Em 2017, foram ofertadas 444 vagas, por meio de edital público, e, em 2024, o número passou para 554. Atualmente, são oferecidos 120 programas de residência médica, com destaque para três inéditos: neurologia em rede, cardiologia em rede e ecocardiografia. No âmbito das residências em áreas profissionais, o marco inicial foi em 1992, com oferta de menos de 30 vagas. Em 2015, foi instituída a residência multiprofissional, que hoje abrange 21 programas e 15 categorias diferentes. Com oferta de 434 vagas anuais, a novidade deste ano é a residência em análises clínicas. O ano de 2026 será lembrado como uma referência positiva, pois está recebendo o maior número de residentes desde a década de 1960. *Com informações da Fepecs
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Hmib moderniza UTI neonatal com central de monitoramento
Com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, a Secretaria de Saúde (SES-DF) implementou uma central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 264 mil, a tecnologia, chamada telemetria, permite o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos bebês. Equipamento permite acompanhar continuamente os principais parâmetros vitais dos leitos dos recém-nascidos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “É um ganho para o SUS, para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente” Virgínia Lira, pediatra neonatal do Hmib “O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib. “Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar.” Como funciona No Hmib, os painéis estão distribuídos em pontos estratégicos da unidade. Há uma central principal de vigilância, na qual todos os painéis com leitos — das alas azul e verde (mais graves) e amarela (intermediários) — estão interligados. Por meio deles, as equipes acompanham, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados. [LEIA_TAMBEM]Além disso, cada ala conta com painéis instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicas de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato às informações dos leitos sob sua responsabilidade. Pelo sistema, é possível monitorar frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória. Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados, enquanto os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta conta ainda com alarmes sonoros, ajustáveis conforme a avaliação das equipes. “É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde convoca usuários para atualizar dados cadastrais
Com o objetivo de melhorar a comunicação e tornar mais efetiva a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta que os usuários atualizem seus dados. A medida beneficia, principalmente, o paciente, facilitando o agendamento de consultas, exames e cirurgias. Atualizar os dados é importante para garantir atendimento aprimorado e eficiente | Arte: Agência Saúde-DF As informações corretas auxiliam os profissionais de saúde no atendimento e contribuem para um cuidado mais eficiente e seguro. Em caso de mudança de telefone, endereço, e-mail, WhatsApp, entre outros, o usuário deve atualizar esses dados no SUS. Como atualizar A atualização cadastral pode ser feita diretamente na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente ou durante as visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde. Também pode ser feita por meio do aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde, ou diretamente pelo site Recadastra SUS DF, utilizando o login do gov.br. A dificuldade em acionar o paciente durante um tratamento acarreta prejuízo direto na saúde dele. “Quando não o encontramos por conta de um número de telefone errado, o paciente fica sem resultados de exames, perde consultas e cirurgias agendadas e também deixa de ser contatado para atualizar suas vacinas”, alerta o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Com cadastros mais completos, também é possível identificar as principais demandas e traçar estratégias bem direcionadas, com o real dimensionamento da demanda. Absenteísmo [LEIA_TAMBEM]Dados da SES-DF mostram que o absenteísmo ultrapassou os 300 mil registros na Atenção Primária à Saúde (APS) em 2025, sendo cerca de 149 mil no primeiro semestre e 159 mil no segundo. Os números representam um acréscimo de 33,04% em relação ao ano anterior, quando foram registrados mais de 230 mil casos de absenteísmo. Desde o teste do pezinho até as cirurgias, é essencial ter o contato do paciente ou do responsável. “Ainda que o paciente não tenha alterado informações pessoais recentemente, é fundamental que ele acesse seus dados e confira se tudo está preenchido corretamente”, reforça o secretário de Saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Gravidez precoce: Saúde promove mais de 250 ações educativas com adolescentes em 2025
A gestação precoce pode trazer implicações significativas à vida das jovens mães e de suas famílias e ao desenvolvimento dos filhos e do sistema de saúde como um todo. Visando à conscientização dos jovens sobre o tema, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) promoveu, em 2025, 256 atividades coletivas com adolescentes. Método contraceptivo gratuito e reversível, o implanon age no corpo durante até três anos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF As ações focaram a temática de saúde sexual e reprodutiva e alcançaram mais de 10 mil jovens. Parte importante dessas iniciativas ocorreu em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE). [LEIA_TAMBEM]Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação nessa fase aumenta a chance de complicações, além de agravar problemas socioeconômicos já existentes. Embora nem todas as gestações na adolescência sejam não planejadas, dados do Ministério da Saúde apontam que 66% das ocorrências nessa faixa etária são indesejadas. Segundo a responsável pela área técnica de Saúde da Mulher na SES-DF, Viviane Albuquerque, o número leva a crer que essas situações ocorrem, muitas vezes, por desinformação e/ou falta de apoio de redes familiares e comunitárias. “A gravidez precoce pode elevar o risco de morte da mãe e do bebê, acarretando riscos como prematuridade, anemia, aborto espontâneo, eclâmpsia e depressão pós-parto”, avalia. “No âmbito social, é uma das principais causas de abandono escolar, e isso vai repercutir negativamente na vida dessas meninas”. Acolhimento As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada preferencial para os serviços da SES-DF, oferecendo, de forma gratuita, os principais métodos contraceptivos: camisinhas, “pílulas do dia seguinte”, comprimidos anticoncepcionais de rotina, aplicação de injeções hormonais mensais ou trimensais e inserção do dispositivo intrauterino (DIU), assim como marcação das primeiras consultas para a realização da laqueadura tubária e da vasectomia. “Geralmente as adolescentes vêm acompanhadas das mães, mas não é necessária a autorização dos responsáveis para serem atendidas; aqui, fazemos o teste rápido de gravidez e, confirmada a gestação, já é feita a abertura do pré-natal” Ivea Viana, enfermeira da UBS 1 da Estrutural Além disso, na rede da SES-DF está em fase inicial a colocação do implanon (implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel), método reversível que age no organismo por até três anos. No DF, são públicos-alvo meninas adolescentes de 14 a 19 anos; mulheres em situação de rua vivendo com HIV/aids; mulheres trans; indígenas; puérperas de alto risco. A enfermeira Ivea Viana, da UBS 1 da Estrutural, lembra que, para buscar atendimento em uma unidade, basta levar um documento de identidade com foto e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). “Geralmente as adolescentes vêm acompanhadas das mães, mas não é necessária a autorização dos responsáveis para serem atendidas; aqui, fazemos o teste rápido de gravidez e, confirmada a gestação, já é feita a abertura do pré-natal”, explica. Isso significa que as jovens têm acesso a uma rede de apoio assim que ingressam na UBS. Caso a gravidez seja o resultado de violência sexual, a unidade tem por dever legal preencher uma notificação — é o caso das relações sexuais com menores de 14 anos. “Quando a paciente chega grávida, iniciamos o acompanhamento da gestação, do estado emocional da mãe e passamos todas as orientações”, detalha a enfermeira. “Se a gestação é resultado de um abuso, seguimos os critérios do Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei [PIGL], no Hospital Materno Infantil de Brasília [Hmib], independentemente de a gravidez ocorrer na adolescência ou não — mulheres vítimas de estupro têm direito a esse suporte.” De acordo com a norma federal, no Hmib, a gestante recebe atendimento multidisciplinar. Já a decisão de prosseguir ou não com a gravidez cabe à mulher ou, quando esta for legalmente incapaz, a seu representante legal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil: diagnóstico precoce é essencial para sobrevida de crianças
Celebrado em 15 de fevereiro, o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil ganha, no Distrito Federal, um contorno de vanguarda tecnológica e rede de cuidado da infância importantes. O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) é um centro de referência nacional especializado no atendimento oncológico infantojuvenil, que opera sob protocolos de referência praticados nas melhores instituições do mundo. Isso garante ao paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso ao que há de mais moderno na medicina de precisão. Hospital da Criança de Brasília registra cura de 80% de casos de leucemia linfoide aguda | Fotos: Divulgação/HCB Em mais de 14 anos de história, o HCB mantém indicadores de sobrevida que se equiparam aos grandes centros especializados tanto no Brasil quanto no exterior. Uma dessas conquistas foi a cura de 80% dos casos de leucemia linfoide aguda (LLA) tratados na unidade — resultado superior à taxa média na América Latina e Caribe (aproximadamente 55%), conforme dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Diferentemente das neoplasias em adultos, nas quais os crescimentos anormais, desordenados e excessivos de células no organismo são frequentemente associados a fatores ambientais e estilo de vida (como tabagismo ou dieta), o câncer infantil é predominantemente de natureza embrionária, sendo considerado uma condição de saúde rara — por definição da Organização Mundial da Saúde, uma doença pode ser considerada rara quando incide até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes, e o câncer infantil, por sua vez, incide em menos de 0,2% da população pediátrica. Taxas No HCB, as diferentes características biológicas dos tumores infantis definem um desafio a ser superado e uma possibilidade investigativa importante para a oncologia pediátrica: embora sejam tumores agressivos e de curto período de latência, eles apresentam uma resposta significativamente superior aos protocolos modernos de quimioterapia e imunoterapia. “A cada ano você descobre subtipos diferentes da mesma doença, e vão se desenhando formas de tratamentos específicos para cada doença; então, o que hoje se consegue no Hospital da Criança é essa união ainda muito mais estreita, porque estamos no mesmo local” Isis Magalhães, diretora técnica e interina de Ensino e Pesquisa do HCB Segundo o relatório Perfil Epidemiológico da Incidência de Câncer no Brasil e Regiões, divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar, de 2026 a 2028, cerca de 7.560 novos casos de câncer (todas as neoplasias) em crianças e adolescentes (até 19 anos), correspondendo a uma taxa bruta de incidência de 134,81 casos por milhão. Ainda conforme o relatório, há uma predisposição leve de possível maior incidência de câncer em meninos, 3.960 casos (52,4%), enquanto, em meninas, a taxa permeia 3.600 novos casos (47,6%). Contudo, a ciência aponta boas possibilidades. Para a diretora técnica e interina de Ensino e Pesquisa do HCB, Isis Magalhães, a estruturação de centros de alta complexidade, que aliam assistência especializada, ensino e pesquisa, ampliam as possibilidades de tratamento e prognóstico positivo. “A cada ano você descobre subtipos diferentes da mesma doença, e vão se desenhando formas de tratamentos específicos para cada doença; então, o que hoje se consegue no Hospital da Criança é essa união ainda muito mais estreita, porque estamos no mesmo local”, explica. Habilitado pelo Ministério da Saúde (MS) como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva de oncologia pediátrica, transplante de medula óssea autogênico e alogênico aparentado e não aparentado, o HCB possui uma estrutura dedicada à promoção de aperfeiçoamento constante da equipe assistencial, o que propicia novas descobertas e implementação de protocolos avançados de tratamento. O hospital compõe o Programa Aliança Amarte — Apoio Maior, Aumentando Recursos e Treinamento Especializado, desenvolvido em parceria com o St. Jude Children's Research Hospital (EUA), referência mundial na pesquisa e tratamento do câncer infantojuvenil. Referência em tratamento Devido à sua alta especialidade no tratamento oncológico pediátrico, o HCB recebe muitos pacientes referenciados por meio da modalidade Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que garante a continuidade do cuidado ao paciente SUS, quando necessário, em procedimentos e consultas de alta complexidade em outras regiões do país. Renata Barros com o filho Ravi, paciente, na brinquedoteca do HCB: “Às vezes, a gente, que é mãe, não procura saber sobre uma doença, né? Eu mesmo nunca pensei em estar passando por isso, mas depois que eu tive o diagnóstico do Ravi, passei a pesquisar mais” É o caso de Renata Suelen Barros, mãe de Ravi Barros, de 4 anos — ambos de Parauapebas (PA). Há pouco mais de quatro meses em Brasília, Ravi foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda, condição que representa aproximadamente 25% dos casos de câncer pediátrico e cerca de 75% das leucemias infantis. Em virtude do tratamento do menino, Renata tem enfrentado internações prolongadas, mas, ainda assim, disse que conseguiu fazer amizades com outras mães e que isso é importante para criar vínculos. “A gente vai dando força, vai ajudando, no que que a pessoa está precisando, porque tem muita mãe aqui que chega [ao hospital] desnorteada”, relata. “E às vezes ela quer o quê? Quer um apoio. Aí é muito bom, assim, o contato entre as mães, de conversar, de passar informação, de ajudar umas às outras.” Renata diz sentir falta de mais informação qualificada sobre os sinais do câncer na infância: “Às vezes, a gente, que é mãe, não procura saber sobre uma doença, né? Eu mesmo nunca pensei em estar passando por isso, mas depois que eu tive o diagnóstico do Ravi, passei a pesquisar mais. Mesmo que você não esteja passando pela doença, é sempre bom a gente pesquisar”. Medicina de precisão “A criança pode ter uma síndrome de predisposição ao câncer; ela é curada, só que pode ser que ela tenha um outro tumor; e, se eu não souber disso, às vezes eu vou perder uma oportunidade” Renata Sandoval, coordenadora de Genética Clínica do HCB A pesquisa do Inca também destaca que, na atualidade, já não se trata mais “o câncer”, mas da “assinatura genética” de cada tumor. A médica coordenadora de Genética Clínica do HCB, Renata Sandoval, explica que a minoria dos cânceres tem um componente hereditário, familiar, que contribui para o risco de uma pessoa desenvolver a doença; e, como o câncer na infância é considerado uma condição rara de saúde, não há um trabalho de vigilância sobre essa condição, diferentemente de casos de câncer de mama, por exemplo, que atinge uma em cada oito mulheres. A especialista lembra que é importante prestar atenção aos sintomas e queixas das crianças. “Em crianças e adolescentes, a gente só vai investigar um câncer quando a gente tem sintomas”, aponta. “Só que, se eu estiver diante de uma pessoa, de uma família que tem um padrão de adoecimento de uma síndrome genética de predisposição ao câncer, aí sim, nessa situação, é como se a ‘receitinha de bolo’ daquela pessoa tivesse mais dificuldades de corrigir erros que acontecem nas células. Isso não quer dizer que ela teria um câncer, mas ela tem um risco diferente do risco habitual da população”. De acordo com a médica, a partir de estudos da oncogenética pediátrica é possível identificar síndromes de predisposição genética ao câncer que podem ter impacto em toda a família. “A criança pode ter uma síndrome de predisposição ao câncer; ela é curada, só que pode ser que ela tenha um outro tumor; e, se eu não souber disso, às vezes eu vou perder uma oportunidade. Eu não vou estar ‘vigiando’ ela de uma maneira adequada e dando oportunidade ao diagnóstico precoce e, até, às vezes, de outros familiares que estão em risco”. Avanços recentes no tratamento do câncer infantil no HCB incluem imunoterapia, que reprograma as células de defesa do próprio paciente para atacar o tumor; terapias-alvo, em que drogas moleculares bloqueiam especificamente as mutações que impulsionam o crescimento das células malignas, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia convencional; e o diagnóstico molecular, com exames de sequenciamento genético que podem identificar precocemente síndromes de predisposição hereditária, selecionando marcadores não somente genéticos, mas proteicos, entre outros, o que permite um monitoramento ativo da manifestação da doença.“ Hoje, a oncologia é vista como um cenário onde é indissociável a pesquisa de marcadores moleculares. Anteriormente era a ‘carinha’ da célula, e hoje isso vem mudando com relação às mutações genéticas. A ‘cara’ daquela doença é uma alteração genética” Ricardo Camargo, coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB O coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional (LPT) do HCB, Ricardo Camargo, explica que, diante da biologia dos tumores pediátricos, que são absolutamente heterogêneos, os profissionais do hospital buscam diagnosticar, classificar o risco de recaída ou de agressividade da doença, a fim de monitorar a resposta ao tratamento da criança. “Hoje, a oncologia é vista como um cenário onde é indissociável a pesquisa de marcadores moleculares”, explica. “Anteriormente era a ‘carinha’ da célula, e hoje isso vem mudando com relação às mutações genéticas. A ‘cara’ daquela doença é uma alteração genética. E é isso que o laboratório se propõe a fazer, procurar marcadores para a oncologia, de maneira geral, que tenham valor para o diagnóstico, prognóstico e de terapia-alvo.” Educação em saúde A educação em saúde é a principal ferramenta para reduzir o tempo entre o primeiro sintoma e o início do tratamento oncológico das crianças. O maior desafio clínico reside no fato de que os sinais do câncer pediátrico frequentemente mimetizam doenças comuns da infância (viroses, anemias ou dores de crescimento). Além da oferta de assistência especializada em saúde pediátrica, o HCB atua como um polo irradiador de conhecimento para a Atenção Primária à Saúde (APS) do Distrito Federal. Por meio de teleconsultorias e protocolos de encaminhamento, o hospital capacita médicos e demais profissionais da Saúde da Família a identificarem precocemente sinais de alerta, combatendo o diagnóstico tardio, que ainda é o principal obstáculo para a cura total. [LEIA_TAMBEM]Em uma articulação estratégica voltada ao aprimoramento da linha de cuidado oncológico pediátrico, o HCB, em colaboração com a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadores de Câncer e Hemopatias (Abrace) e o Instituto Ronald McDonald, promoveu, em 2025, a segunda edição do Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil. O evento reuniu 280 profissionais e acadêmicos atuantes na APS, com o objetivo de mitigar o intervalo de tempo entre a manifestação clínica inicial e o encaminhamento especializado. Ao instrumentalizar os agentes das unidades básicas de saúde (UBSs), principal porta de entrada do SUS, com subsídios científicos e materiais instrutivos para o reconhecimento assertivo de sinais e sintomas da doença, a iniciativa contribuiu para elevar a suspeição diagnóstica fundamentada em protocolos técnicos de alta precisão. O olhar atento do médico da família e do pediatra geral, além da percepção aguçada dos pais e cuidadores, é um dos primeiros elos de uma corrente que termina na alta hospitalar e na reintegração plena da criança à sociedade. O diagnóstico precoce é essencial para as chances de cura e qualidade de vida das crianças. A recomendação técnica dos especialistas do HCB é que os pais e responsáveis se atentem e valorizem a queixa persistente e, em caso de suspeita, consultem o especialista da Atenção Primária. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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Mulheres atuam na vanguarda da pesquisa em saúde pediátrica no Hospital da Criança de Brasília
Em um contexto no qual a ciência brasileira ganha cada vez mais a presença qualificada de mulheres pesquisadoras, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) tem se destacado, entre outras características, pelo elevado protagonismo das mulheres nos resultados alcançados nos mais de 14 anos da instituição. A conquista é lembrada no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11), Hospital da Criança de Brasília tem quase 80% dos cargos de pesquisa científica ou clínica preenchidos por mulheres | Foto: Divulgação/HCB O HCB oferece a médicas, biomédicas, biólogas, enfermeiras e estudantes infraestrutura e apoio necessários para transformar perguntas em respostas para a saúde pública pediátrica, reforçando seu compromisso com o interesse público e a equidade social. O Brasil, de maneira geral, tem se situado de maneira pragmática no compromisso pela diversidade de gênero na pesquisa. De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2025), as mulheres já são maioria nas bolsas de mestrado e doutorado no país. No entanto, o desafio permanece na ascensão aos cargos de liderança e nas bolsas de produtividade – onde ocupam aproximadamente 35,5% dos cargos. No HCB, o Programa de Iniciação Científica (PIC), criado em 2015, já contemplou até hoje 51 funcionárias em um universo de 70 profissionais. Conforme dados da Gerência de Pesquisa do hospital, 76% dos profissionais atuantes em pesquisa científica e/ou clínica na unidade são mulheres. Estas profissionais lideraram, também, as publicações de artigos em periódicos em 2025, concentrando 21 dos 28 trabalhos. A voz da liderança A médica Isis Magalhães é oncologista pediátrica, doutora em ciências da saúde pela Universidade de Brasília (UnB) e uma das fundadoras do HCB. Atualmente como diretora técnica e diretora interina de Ensino e Pesquisa do hospital, ela defende que as pesquisas realizadas na instituição são indissociáveis do cuidado assistencial prestado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças” Cristiane Salviano, gerente de Pesquisa do Hospital da Criança de Brasília Isis rememora a história dos primeiros centros de tratamento oncológicos infantis, na década de 1940 e 1950, nos Estados Unidos, e como abranger os resultados dos primeiros testes com drogas antimetabólicas no tratamento de alguns tipos de câncer infantil foi essencial para criar novas possibilidades de controle da doença. “Foi nesse escopo que nasceu o Hospital da Criança de Brasília: a oncologia que toma o protagonismo de que, dentro da rede pública do Distrito Federal, deveríamos lutar para ter uma unidade específica de tratamento de doenças como o câncer, doenças complexas, doenças, vamos dizer, catastróficas”, explica a médica. A engrenagem da inovação e do aprimoramento técnico em saúde pediátrica especializada no HCB, na atualidade, mobiliza uma estrutura, de serviço, de tecnologias e de pessoas que oportuniza o reconhecimento e o desenvolvimento de aptidões. Enfermeira e doutora em enfermagem pela Universidade de Brasília (UnB), Cristiane Salviano já atuou na assistência direta à saúde das crianças. Hoje, está à frente da Gerência de Pesquisa do hospital. Segundo ela, a atuação do HCB na busca de colaboração e convênios com outras instituições de pesquisa e agências visa a intensificar o intercâmbio de pesquisas no nível de mestrado e doutorado, pensando no constante aprimoramento do cuidado e tratamento ofertados à população pediátrica. [LEIA_TAMBEM]“Esse tipo de oportunidade permite não só formar novas pessoas que veem a pediatria de forma diferente — não somente técnica, no sentido procedimental —, mas, também, no sentido científico de buscar inovar, de compreender novas técnicas, novos tratamentos. E eu não estou falando somente de tratamento ‘duro’, medicamentoso, mas, também, do tratamento leve, em que a gente fala de tecnologias leves em saúde. Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças.” A diretora Isis Magalhães lembra que é preciso conscientizar os profissionais em torno desse propósito: “A ciência é fascinante, o conhecimento é fascinante. E quando você enxerga aquele pesquisador que está na bancada, quando ele enxerga aquela amostra, aquele material biológico não é só um material biológico. Ali tem uma criança. Tem uma família. Tem uma expectativa de cura, de que chegou ao lugar onde as pessoas estudam aquela doença. Isso muda tudo.” *Com informações do HCB
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Atenção básica de saúde ganha reforço com funcionamento da UBS 9 em Santa Maria
O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quarta-feira (11), a Unidade Básica de Saúde (UBS) 9 de Santa Maria para acompanhar de perto o funcionamento da estrutura e destacar o papel estratégico da atenção primária no Distrito Federal. A unidade faz parte da Rede de Atenção Primária à Saúde e atua como porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS), com serviços de promoção, prevenção, assistência e acompanhamento contínuo à população da região. Ibaneis Rocha visitou a UBS 9 de Santa Maria para acompanhar de perto o funcionamento da estrutura e destacar o papel estratégico da atenção primária no DF | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com o governador Ibaneis Rocha, a estrutura da unidade serve de referência para a expansão da rede. “É aqui que começa tudo na saúde, é exatamente na unidade básica de saúde para que depois, descoberto e feito o diagnóstico, seja encaminhado para a rede hospitalar. Então é esse modelo que nós temos que deixar implementado nessa expansão da atenção primária na nossa capital”, afirmou. O chefe do Executivo também destacou o cuidado com o ambiente físico da UBS. “Eu fiquei muito encantado com a forma da construção, trazendo leveza para a UBS, iluminação natural e bastante jardim. É uma obra que vai servir de modelo para outras que nós temos que fazer no Distrito Federal”, completou. Durante a agenda, foram apresentados os dados de produção assistencial e a estrutura das equipes que atuam na unidade. A UBS 9 conta com quatro equipes completas de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde (ACS). A média é de aproximadamente 300 atendimentos gerais por dia, o que demonstra a alta demanda e a relevância da unidade para a comunidade local. Entre os serviços ofertados estão laboratório; farmácia, com média de dispensação de cerca de 140 receitas diárias; e salas de vacinação, para curativos, procedimentos clínicos, inserção de PIS e ações do Programa Saúde na Escola (PSE). A unidade também atua como campo de estágio para formação profissional e conta com o Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde, ampliando sua atuação para além do atendimento direto ao paciente. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou a importância do investimento na atenção básica para reduzir a sobrecarga hospitalar. “A atenção primária à saúde é capaz de resolver cerca de 80% dos casos. A partir do momento que você investe mais em atenção primária, você diminui a sobrecarga nas nossas emergências”, explicou. Segundo ele, a unidade tem capacidade para atender cerca de 20 mil pessoas cadastradas. “Nós temos aqui quatro equipes de Saúde da Família, consultórios modernos, odontologia, sala de vacina, sala de medicação e um grande diferencial, que são as práticas integrativas para a população”, destacou. A UBS 9 conta com quatro equipes completas de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde (ACS) Moradora da região há 18 anos, a dona de casa Irailde Bento dos Santos, de 52 anos, comemora a chegada da unidade de saúde. “Isso aqui foi o melhor que aconteceu em 2025. Antes eu saía quatro horas da manhã para conseguir atendimento em outro posto, agora a gente chega e já é atendida”, contou. Para ela, o acolhimento faz a diferença. “O atendimento aqui é muito bom, a gente se sente bem”, afirmou. Também moradora da cidade, Maria de Jesus Nascimento, 64 anos, destacou a qualidade da estrutura. “Estou amando, porque ficou muito próximo da gente. Antes eu precisava ir para outro hospital, agora faço consulta e exame aqui mesmo”, disse. Sobre o espaço físico, ela elogiou: “Está tudo muito bonito. Parece até um hospital particular, às vezes até melhor”, concluiu. Essa é mais uma das entregas feitas por este Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a atenção básica como eixo estruturante do sistema de saúde. Desde 2019, o Executivo local entregou 14 unidades básicas de saúde construídas ou reformadas em diversas regiões administrativas, ampliando o acesso e reduzindo a sobrecarga de unidades hospitalares. Irailde Bento dos Santos, dona de casa: "Antes eu saía quatro horas da manhã para conseguir atendimento em outro posto, agora a gente chega e já é atendida" Santa Maria renovada Desde 2019, o GDF já entregou R$ 206 milhões em obras em Santa Maria, região administrativa com 121.635 moradores, priorizando mobilidade, educação, saúde e infraestrutura. Um dos maiores aportes foi no Setor Habitacional Ribeirão/Porto Rico, que recebeu obras de pavimentação, drenagem pluvial e sinalização, melhorando o acesso e reduzindo problemas históricos de poeira e alagamentos. A cidade também foi contemplada com a pavimentação e iluminação da VC-371 (Total Ville), a implantação da marginal da BR-040 e a construção da rodoviária, reforçando a integração do transporte público e a mobilidade regional. Maria de Jesus Nascimento, moradora de Santa Maria: "Está tudo muito bonito. Parece até um hospital particular, às vezes até melhor" Na educação, os investimentos garantiram a construção da Escola Técnica de Santa Maria e de dois centros de educação da primeira infância (Cepis) — creches nas quadras CL 201 e EQ 215/315 —, ampliando a oferta de vagas para crianças. Na saúde, Santa Maria ganhou duas unidades básicas de saúde desde 2019: uma segunda unidade da UBS 6, inaugurada em dezembro de 2023, e a UBS 9, entregue em setembro de 2025. Juntas, elas ampliam a cobertura da atenção primária e fortalecem o atendimento à população da região administrativa. A região também recebeu melhorias estruturantes, como a reforma da Barragem de Santa Maria, implantação de subestação na ADE Polo JK, esgotamento sanitário na QR 119, ciclovia ligando Santa Maria ao Gama e diversas ações complementares de iluminação pública, acessibilidade, abrigos de ônibus e recuperação viária.
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Saúde abre consulta pública sobre linha de cuidado da população em situação de rua do DF
Com o objetivo de estruturar uma linha de cuidado voltada às pessoas que vivem em situação de rua no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou, nesta terça-feira (3), uma consulta pública para receber contribuições à minuta da portaria da Política Distrital de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua do DF. Profissionais de saúde, associações que atuam com o tema, gestores e cidadãos interessados podem enviar sugestões até o dia 17 deste mês. Em 2025, mais de 20,5 mil pessoas em situação de rua receberam atendimento da Secretaria de Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A minuta da portaria está disponível para consulta no site da SES-DF, onde também pode ser acessado o formulário eletrônico para envio das contribuições. A proposta é fortalecer a construção coletiva do documento, incorporando diferentes vivências e perspectivas para qualificar as ações de saúde direcionadas a esse público. A iniciativa dialoga com a realidade vivenciada na rede pública de saúde. Somente em 2025, a SES-DF registrou mais de 20,5 mil atendimentos prestados a pessoas em situação de rua em todo o DF, o que evidencia a demanda crescente por serviços organizados, integrados e sensíveis às especificidades dessa população. Atenção integral [LEIA_TAMBEM]O documento define diretrizes para a atenção integral à saúde nos três níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, com organização da rede e articulação entre serviços. Além disso, destaca o papel da Atenção Primária, das equipes do programa Consultório na Rua, da atenção psicossocial, da urgência e emergência e da atenção hospitalar, assegurando cuidado contínuo e coordenado. A proposta aborda ainda ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, saúde mental, redução de danos relacionados ao uso de álcool e outras drogas, saúde bucal, saúde materno-infantil e práticas integrativas. Também prevê estratégias de articulação intersetorial, monitoramento e avaliação das ações, além da garantia de acesso aos serviços sem exigência de documentação ou comprovação de residência. Para dúvidas ou esclarecimentos, os interessados podem entrar em contato com a Gerência de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais (GASPVP) da SES-DF pelo telefone (61) 3449-4102 ou pelo e-mail gaspvp.equidade@gmail.com. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde credencia hospitais para contratação de UTIs
A Secretaria de Saúde (SES-DF) publicou edital de credenciamento visando à contratação de serviços de terapia intensiva. Dos 365 leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) previstos, 116 vagas ainda não foram contratadas. Seguem disponíveis 63 leitos de UTI adulto, 40 leitos de UTI pediátrica e 13 de UTI neonatal para credenciamento da rede complementar. Contratação visa à garantia de acesso oportuno a procedimentos de terapia intensiva | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Segundo a gerente de serviços de terapia intensiva da SES-DF, Priscila Domingues, o credenciamento de novos prestadores privados tem como objetivo dar mais eficiência ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa contratação é essencial para garantir o acesso oportuno aos serviços de terapia intensiva, sobretudo nesse momento em que iniciamos a sazonalidade das doenças respiratórias”, afirma. [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que o credenciamento contribua para a ampliação da rede de UTIs disponível para a população do DF. “Por meio de hospitais habilitados, queremos promover mais agilidade na assistência”, detalha a gerente. “O credenciamento permite a seleção contínua de prestadores de serviço, ampliando a competitividade e atendendo às demandas de forma dinâmica”. As empresas interessadas deverão encaminhar a documentação necessária para habilitação por meio do e-mail inexigibilidade.sesdf@saude.df.gov.br. O resultado do credenciamento será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Confira o edital de credenciamento nº 5/2024. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Aberto edital para contratação de empresa de transporte de pacientes
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou, nesta quinta-feira (29), o Edital de Seleção de Fornecedores nº 002/2026 para a contratação de empresa especializada no transporte de pacientes, sob demanda. A iniciativa tem como objetivo garantir a continuidade da mobilidade assistencial, assegurando atendimento ininterrupto, seguro e adequado aos usuários das unidades administradas pelo Instituto. O serviço será realizado por meio de vans sanitárias e ambulâncias de suporte básico e avançado, com operação estruturada a partir de base própria e central de regulação. O modelo busca assegurar resposta contínua às demandas das unidades de saúde da rede IgesDF, fortalecendo a assistência prestada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). As características técnicas e os requisitos necessários para a contratação estão detalhados no edital, disponível para consulta na plataforma digital Apoio Cotações. Prazo para envio de propostas O serviço será realizado por meio de vans sanitárias e ambulâncias de suporte básico e avançado, com operação estruturada a partir de base própria e central de regulação | Foto: Divulgação/IgesDF As propostas poderão ser enviadas no período de cinco dias úteis, entre 2 e 6 de fevereiro de 2026, até as 23h55 (horário local), exclusivamente pela plataforma Apoio Cotações, neste link. Para o presidente do Instituto, Cleber Monteiro, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a qualidade da assistência à população. “Os investimentos em modernização e infraestrutura refletem o cuidado permanente com o cidadão, garantindo acesso mais ágil e preciso às unidades de saúde, além de atendimentos, diagnósticos e tratamentos cada vez mais eficazes”, destaca. Serviço Objeto: Contratação de empresa para transporte de pacientes Edital de Seleção de Fornecedores: nº 002/2026 Período para envio de propostas: de 2/2/2026 a 6/2/2026 Plataforma digital: https://www.apoiocotações.com.br *Com informações do IgesDF
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IgesDF completa sete anos e fortalece a urgência e emergência com modelo de gestão
Esperar menos por atendimento, encontrar unidades mais organizadas, realizar exames com mais rapidez e receber cuidado com mais respeito — essas mudanças ajudam a traduzir, no dia a dia da população, o impacto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que completa sete anos em 2026, consolidado como referência de um novo modelo de gestão na saúde pública e como um dos principais pilares da rede de urgência e emergência. Criado para dar mais agilidade, eficiência e capacidade de resposta à saúde pública, o instituto ampliou atendimentos, modernizou unidades, reorganizou fluxos assistenciais e fortaleceu o cuidado prestado à população. Ao longo desse período, também incorporou tecnologia para acelerar diagnósticos e ampliar a resolutividade do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF. O presidente do instituto, Cleber Monteiro (primeiro à direita), ressalta: “O IgesDF foi criado justamente para dar agilidade aos processos, permitir decisões mais rápidas e garantir que o cuidado chegue no tempo certo ao paciente” | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “A saúde não é estática; ela é dinâmica, urgente e lida com vidas”, enfatiza o presidente do instituto, Cleber Monteiro. “O IgesDF foi criado justamente para dar agilidade aos processos, permitir decisões mais rápidas e garantir que o cuidado chegue no tempo certo ao paciente.” Instituída pela Lei Distrital nº 6.270, de 30 de janeiro de 2019, a organização surgiu a partir da transformação do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), criado em 2017. A proposta foi garantir maior autonomia administrativa e financeira para unidades estratégicas da rede pública, permitindo mais rapidez em compras, contratações e na manutenção de serviços essenciais. Desde 2019, esse modelo passou a ser associado à reorganização de processos e ao fortalecimento de serviços em áreas críticas, com reflexos diretos na experiência do usuário e na capacidade de resposta da rede, especialmente em períodos de alta demanda. Expansão da rede Nos primeiros anos de atuação, a gestão do IgesDF foi ampliada para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e para as unidades de pronto atendimento (UPAs). A expansão fortaleceu a rede de urgência e emergência do Distrito Federal, com padronização de processos, reforço das equipes e melhorias na infraestrutura das unidades que funcionam como porta de entrada do SUS. A partir de 2021, novas UPAs passaram a operar em regiões como Ceilândia, Paranoá, Brazlândia e Riacho Fundo II. Com funcionamento 24 horas, essas unidades aproximaram o atendimento da população, reduziram a sobrecarga dos hospitais regionais e contribuíram para a diminuição do tempo de espera. “A ampliação das UPAs leva a assistência mais perto de quem precisa, com mais resolutividade para os usuários do SUS”, pontua o vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel. Investimentos em tecnologia e infraestrutura marcaram a atuação do IgesDF logo após a fase mais crítica da pandemia Pouco tempo após sua criação, o instituto enfrentou um dos maiores desafios da história da saúde pública: a pandemia da covid-19. Nesse período, a unidade ampliou rapidamente leitos de UTI, contratou profissionais em caráter emergencial e adquiriu equipamentos essenciais, como respiradores e monitores. A capacidade de resposta ágil foi decisiva para garantir assistência à população em um cenário de colapso do sistema de saúde em todo o país. “Foi um momento de decisões difíceis e urgentes”, relembra Cleber Monteiro. “Cada leito aberto e cada profissional contratado representavam uma chance real de salvar vidas”. Com a superação da fase mais crítica da pandemia, o IgesDF intensificou os investimentos em tecnologia e infraestrutura. A aquisição de equipamentos de alta complexidade, como tomógrafos e ressonâncias magnéticas, ampliou a capacidade diagnóstica das unidades e contribuiu para a redução das filas por exames. Paralelamente, o IgesDF reforçou os programas de cirurgias eletivas para enfrentar a demanda reprimida, alcançando volumes históricos de procedimentos. “Mais tecnologia e melhores fluxos significam mais cirurgias realizadas, menos cancelamentos e mais qualidade no cuidado ao paciente”, explica o diretor de Atenção à Saúde, Edson Ferreira. Desempenho estratégico Em 2024, a incorporação do Hospital Cidade do Sol (HSol) marcou mais um avanço na expansão do instituto. A unidade passou a desempenhar papel estratégico no atendimento hospitalar, especialmente no suporte a pacientes clínicos e na retaguarda da rede, contribuindo para desafogar hospitais de maior complexidade. Sob a gestão do IgesDF, o hospital teve reorganização dos fluxos assistenciais, ampliação da capacidade de atendimento e fortalecimento das equipes multiprofissionais. Idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha (E), o programa Humanizar já fazia parte do instituto antes da Lei nº 15.126, que atualizou os princípios do SUS e instituiu a atenção humanizada como diretriz obrigatória Além das mudanças estruturais, a humanização do atendimento consolidou-se como eixo permanente da gestão. Projetos voltados ao acolhimento, à melhoria da ambiência hospitalar e à escuta qualificada dos pacientes passaram a integrar a rotina das unidades, impactando diretamente a forma como o cidadão é recebido no sistema público de saúde. Em abril de 2025, a Lei nº 15.126 atualizou os princípios do SUS e instituiu a atenção humanizada como diretriz obrigatória nos serviços de saúde. Quando a mudança entrou em vigor, o IgesDF já vivenciava essa realidade por meio do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Reorganização de fluxos “Humanizar é compreender que o paciente chega fragilizado e precisa ser acolhido com respeito, empatia e cuidado” Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, ressalta: “O instituto estava à frente do seu tempo. Quando a lei mudou, o Humanizar já era uma realidade consolidada. Outras instituições nos procuram para entender como estruturamos esse modelo. Humanizar é compreender que o paciente chega fragilizado e precisa ser acolhido com respeito, empatia e cuidado”. Ao completar sete anos no Distrito Federal, o instituto apresenta resultados que refletem modernização e reorganização da rede. Nos últimos dois anos, obras, novos equipamentos e ajustes nos processos assistenciais fortaleceram o atendimento no Hospital de Base (HBDF), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Hospital Cidade do Sol (HSol) e nas 13 UPAs. No HBDF e no HRSM, a reorganização dos fluxos cirúrgicos aumentou a produtividade e reduziu cancelamentos. A instalação de equipamentos, como ressonância magnética, vídeo eletroencefalograma e angiógrafos, ampliou a autonomia das unidades e acelerou diagnósticos. Reformas modernizaram setores críticos, administrativos e refeitórios, preparando os hospitais para maior complexidade assistencial. No HRSM e no HSol, adaptações estruturais fortaleceram serviços existentes e ampliaram o escopo de atendimentos. [LEIA_TAMBEM]A tecnologia também ganhou protagonismo com a expansão da teleconsulta nas UPAs, encurtando encaminhamentos e elevando a resolutividade. Sistemas de videomonitoramento reforçaram a segurança, e o agendamento ambulatorial no HBDF tornou o fluxo mais organizado e previsível. Paralelamente, o Distrito Federal iniciou seu maior ciclo de expansão das UPAs, com seis unidades em obra e uma em contratação, totalizando 20 UPAs em funcionamento 24 horas em áreas de alta demanda. O cuidado humanizado seguiu avançando. Programas voltados à escuta e ao acolhimento de públicos sensíveis passaram a integrar a rotina assistencial. No HRSM, ambientes sensoriais melhoraram o atendimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Nas UPAs, o programa Humanizar aproximou equipes e usuários, enquanto a retaguarda psiquiátrica contribuiu para a redução do tempo de permanência em crises. Administração integrada Com isso, o IgesDF marca seu sétimo ano com uma rede mais estruturada, tecnológica e próxima da população. Os avanços se refletem no cotidiano de quem depende do SUS, com mais previsibilidade nas cirurgias, melhor distribuição das urgências pela cidade, ambientes mais adequados para públicos específicos e melhores condições de trabalho para os profissionais. “Quando falamos em sete anos do IgesDF, falamos de pessoas, de profissionais que sustentaram a saúde do DF nos momentos mais críticos e de pacientes que tiveram suas vidas transformadas por esse trabalho”, conclui Cleber Monteiro. *Com informações do IgesDF
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Curso de medicina da UnDF recebe nota máxima em avaliação do MEC
A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), integrada à Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), conquistou mais um feito inédito: foi a única faculdade de medicina do Distrito Federal a alcançar nota máxima no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2025/2026. Realizado anualmente, o teste avalia a qualidade do ensino ofertado e a performance dos estudantes na aquisição de competências dos conteúdos programáticos durante o curso. O sistema de avaliação da educação superior é amplo e composto por vários índices; no caso da medicina, existe uma modalidade específica, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), uma prova obrigatória para todos os concluintes do curso e que, por se tratar de uma avaliação nacional e padronizada, reflete de forma objetiva a qualidade da formação médica. Desenvolvido dentro do SUS, o curso ministrado na Escs recebeu destaque de excelência de ensino | Foto: Divulgação/Fepecs Foi nessa prova que estudantes da 20ª turma de medicina da Escs/UnDF comprovaram a excelência do ensino, que conta com uma metodologia avançada, em um curso que foi desenvolvido dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), com devolutiva para o próprio sistema. Utilizando cenários da Secretaria de Saúde (SES-DF) desde o início da formação médica, os estudantes têm o melhor aprendizado para a melhor prática profissional. “É um curso dentro do SUS para o SUS, integrado ao que o profissional para exercer a profissão, vai precisar adquirir habilidades e competência” Viviane Peterle, diretora da Escs Para a diretora da Escs, Viviane Peterle, esse resultado reflete a operacionalidade da equipe. “É fruto do trabalho desenvolvido por toda a comunidade acadêmica durante todo o curso, e uma previsão do potencial de atuação desse profissional no mercado pelos conhecimentos adquiridos durante sua formação”, avalia. A gestora explica que a prova realizada pelos estudantes “é composta por conteúdos estabelecidos nas diretrizes nacionais curriculares, e com o percentual que os estudantes alcançaram, significa que o projeto pedagógico da Escs está alinhado com o objetivo maior, que é formar um profissional qualificado, integrado às necessidades em saúde da população”. Para a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck, a nota máxima credita a instituição a saltos maiores no ambiente acadêmico. “Os resultados alcançados sinalizam que a parceria entre a Escs e a UnDF tem potencial para impulsionar a educação superior pública no Distrito Federal. A Escs se destacou como a única escola de medicina do DF a obter conceito máximo no Enamed, com a maior nota do Brasil em diversos critérios.” A reitora lembra que o resultado não é isolado. “O curso de enfermagem também alcançou excelência máxima na avaliação Enade, assim como na pós-graduação, com o programa de mestrado em Ciências da Saúde indo de 3 para 5 na avaliação quadrienal da Capes, no período de 2021 a 2024. Estes resultados consolidam a Escs/UnDF como referência nacional na formação em Saúde, sem comprometer a qualidade durante a integração com a UnDF”, destacou Simone Benck. Cinco estrelas O sucesso dos estudantes de medicina que obtiveram nota cinco no Enade também se deve a um conjunto de fatores fundamentais para o bom desempenho do curso: cenários de prática da SES-DF, docentes qualificados, que também são servidores da SES-DF, e o modelo em metodologias ativas, utilizado pela escola há quase 25 anos, que demonstra sua eficácia com resultados como esse. Além disso, a escola está entre os 30 melhores cursos, de um total de 350 avaliados. “O projeto pedagógico já foi elaborado com uma metodologia inovadora para os moldes da época em que a Escs foi criada”, pontua Viviane Peterle. “É um curso dentro do SUS para o SUS, integrado ao que o profissional, para exercer a profissão, vai precisar adquirir habilidades e competência.” [LEIA_TAMBEM]Durante toda a formação, os alunos de medicina da Escs têm o aprendizado prático nos serviços de saúde, desenvolvendo assistência à população do DF, sob a supervisão de médicos qualificados da SES-DF. Para a diretora, essa condição “reflete em um diferencial do curso”. Resultados contínuos Mantida pela Fundação de Ensino em Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e integrada à Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), em 2025, a Escs já havia obtido nota máxima no Enade tanto no curso de enfermagem, como no curso de medicina, em anos anteriores, além de se destacar no teste de progresso. A escola tem um histórico de pesquisas reconhecidas em congressos do DF, nacionais e internacionais, participa em diversos projetos de extensão, como o Projeto Rondon, ligas acadêmicas, atlética, bateria e promove diversos eventos relevantes junto a sociedade. Formou em 25 anos mais de 1.500 médicos e 750 enfermeiros, sendo no último ano, 76 médicos e 48 enfermeiros. *Com informações da Fepecs
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Hospital de Base terá reforço no serviço de hemodinâmica
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lançou, nesta segunda-feira (19), o Edital nº 001/2026 para a aquisição de novos equipamentos médicos destinados ao serviço de hemodinâmica do Hospital de Base. O investimento tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento do setor, além de qualificar o monitoramento dos procedimentos realizados, fortalecendo a assistência prestada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A hemodinâmica é essencial para o diagnóstico e tratamento de doenças vasculares, permitindo intervenções minimamente invasivas | Foto: Alberto Ruy/IgesDF O edital prevê a compra de equipamentos essenciais para a rotina da hemodinâmica, entre eles carros de emergência, monitores multiparâmetros para o centro cirúrgico, ventilador pulmonar pressométrico e volumétrico, bomba injetora de contraste, aparelho de anestesia, balança antropométrica e polígrafo cardíaco para eletrofisiologia. “O instituto está garantindo que o cidadão tenha acesso mais ágil e preciso aos exames realizados, possibilitando diagnósticos e tratamentos cada vez mais eficazes” Rosemary Cândida, analista de compras do IgesDF Fundamental no diagnóstico e no tratamento de doenças cardiovasculares, como infartos e obstruções das artérias, a hemodinâmica permite intervenções rápidas e minimamente invasivas. Em um hospital de alta complexidade, como o Hospital de Base, esse serviço contribui para a redução de riscos, evita cirurgias de maior porte, agiliza o atendimento e aumenta significativamente as chances de recuperação dos pacientes. Prazo para envio de propostas [LEIA_TAMBEM]Com o objetivo de assegurar ampla concorrência e a participação de empresas especializadas, o período para envio das propostas será de dez dias úteis — desta segunda-feira (19) ao dia 30, até às 23h55 (horário local). As propostas devem ser encaminhadas exclusivamente pelo endereço eletrônico emendas.propostas@igesdf.org.br. De acordo com a analista de compras do IgesDF, Rosemary Cândida, os investimentos em modernização refletem o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a qualidade do atendimento à população. “O instituto está garantindo que o cidadão tenha acesso mais ágil e preciso aos exames realizados, possibilitando diagnósticos e tratamentos cada vez mais eficazes”, enfatiza. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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DF passa a realizar cirurgias mais precisas na rede pública com tecnologia inédita
Cirurgias de alta complexidade na rede pública de saúde do Distrito Federal passam a contar com um novo padrão de precisão e segurança. Um equipamento de navegação cirúrgica de alta tecnologia, utilizado em grandes centros médicos do país, foi adquirido por este Governo do Distrito Federal (GDF) e incorporado ao Hospital Regional Leste (HRL), no Paranoá. A então governadora em exercício Celina Leão acompanhou a cirurgia-teste do aparelho: “O que há de mais moderno hoje na medicina está chegando ao SUS. Isso significa mais qualidade, mais segurança e mais dignidade para quem precisa do atendimento público de saúde” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Chamado neuronavegador, o aparelho demandou investimento aproximado de R$ 2,5 milhões e amplia a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer procedimentos complexos com menor risco e recuperação mais rápida para os pacientes. Durante uma cirurgia-teste, na sexta-feira (16), a então governadora em exercício Celina Leão ressaltou a importância de levar tecnologia de ponta à rede pública: “O que há de mais moderno hoje na medicina está chegando ao SUS. Isso significa mais qualidade, mais segurança e mais dignidade para quem precisa do atendimento público de saúde”. Funcionamento “É um equipamento que subsidia a equipe a ter mais assertividade no procedimento cirúrgico. Ele compila imagens de tomografia e ressonância e funciona como um GPS, mostrando exatamente onde o médico está atuando durante a cirurgia” Juracy Lacerda, secretário de Saúde A tecnologia funciona como um sistema de navegação cirúrgica que auxilia o médico durante a operação, reunindo imagens de tomografia e ressonância magnética para orientar, em tempo real, cada movimento feito em áreas sensíveis do corpo humano, como a medula espinhal e o cérebro. O neuronavegador reduz riscos, evita desvios milimétricos e contribui para a melhor recuperação clínica do paciente. Segundo o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, o neuronavegador chega como um suporte fundamental para os profissionais. “É um equipamento que subsidia a equipe a ter mais assertividade no procedimento cirúrgico”, aponta. “Ele compila imagens de tomografia e ressonância e funciona como um GPS, mostrando exatamente onde o médico está atuando durante a cirurgia. Em regiões extremamente sensíveis, qualquer milímetro faz diferença, e esse sistema traz mais segurança”. De acordo com o gestor, o HRL é o único hospital público do Distrito Federal a contar com esse tipo de tecnologia: “São pouquíssimos hospitais públicos no Brasil que possuem esse equipamento. Ele é utilizado em grandes referências nacionais e agora está disponível na rede pública do DF, fortalecendo também a formação dos nossos alunos residentes, que passam a ter esse conhecimento técnico”. Recuperação Além de aumentar a precisão cirúrgica, o uso do neuronavegador impacta diretamente o tempo de recuperação dos pacientes. Para a médica Rosana Coccoli, referência técnica distrital (RTD) em neurocirurgia de coluna da Secretaria de Saúde (SES-DF), a combinação de sistemas modernos representa um avanço significativo no cuidado hospitalar. “Quando a gente junta o neuronavegador com outras tecnologias, como a neuromonitorização intraoperatória, conseguimos evitar complicações”, explica. “Evitando complicações, reduzimos o tempo de internação; e, com menos tempo de internação, conseguimos girar mais cirurgias. Isso significa mais pacientes atendidos, com mais segurança e melhor recuperação.”. [LEIA_TAMBEM]Ela detalha que o equipamento é essencial, especialmente em casos complexos, como cirurgias de escoliose e tumores. “Em pacientes com deformidades importantes da coluna, a anatomia foge totalmente do padrão”, pontua. “O espaço para passagem de um parafuso pode ser mínimo ou até inexistente. O neuronavegador mostra exatamente onde o implante deve ser colocado, evitando lesões graves, como perfuração da medula”. O investimento para aquisição do aparelho foi de cerca de R$ 2,5 milhões, viabilizado por emenda parlamentar do senador Izalci Lucas. A tecnologia permite a reconstrução tridimensional do corpo do paciente, cruzando diferentes exames de imagem e orientando o cirurgião durante todo o procedimento. Diferentemente de métodos tradicionais, como o uso frequente de raios-X, o sistema também reduz a exposição à radiação tanto para o paciente quanto para a equipe médica. “A expectativa é aumentar a eficiência das cirurgias e a velocidade do atendimento, elevando significativamente o número de procedimentos realizados”, avalia Juracy Lacerda. “Inicialmente, será necessário um período de treinamento da equipe médica, com o apoio de profissionais de São Paulo. A intenção é capacitar o maior número de profissionais para que o equipamento seja utilizado em sua capacidade máxima.”
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Abertas vagas para mestrado profissional em saúde da família
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), em associação com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), integra o conjunto de instituições de ensino superior que ofertam vagas para a Turma 6 do mestrado profissional em saúde da família em rede nacional (Profsaúde). Abertas no início deste mês, as inscrições podem ser feitas até 6 de março. Confira o formulário de inscrição. UnDF é uma das instituições a oferecer oportunidades para profissionais da saúde | Foto: Divulgação/UnDF O edital prevê 600 vagas em âmbito nacional, distribuídas entre 44 instituições de ensino superior e seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No âmbito da UnDF/Escs, serão ofertadas 12 vagas, destinadas a profissionais do Programa Mais Médicos pelo Brasil (PMMB) e a multiprofissionais da saúde. Aprovado em 2016 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Profsaúde tem como objetivo qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o país. Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve ser brasileiro residente no Brasil ou estrangeiro com residência legal no país, além de comprovar vínculo obrigatório com a Atenção Primária à Saúde. Distribuição de vagas Modalidade Vagas Programa Mais Médicos pelo Brasil 4 para ampla concorrência e 4 para ações afirmativas Multiprofissionais 2 para ampla concorrência e 2 para ações afirmativas Enquadram-se em multiprofissionais candidatos com graduação em farmácia, fisioterapia, bacharelado em educação física, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva, serviço social, terapia ocupacional e medicina. Ações afirmativas Dentro do quadro geral de vagas, serão contempladas reservas para ações afirmativas distribuídas em 30% para pessoas autodeclaradas negras (pretas e pardas), 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência (PcD) e 5% para pessoas trans (travesti, transexual ou transgênero. Para participar é necessário enviar documentação específica a cada modalidade de vaga e os documentos exigidos pela instituição. Pessoas autodeclaradas pretas e pardas poderão ser convocadas para banca de heteroidentificação, enquanto PcDs também podem ser encaminhadas a uma etapa de avaliação psicossocial. Processo seletivo A seleção contará com três etapas principais: prova escrita, análise curricular e entrevista. Como será cada etapa Sobre a etapa 1. Prova escrita Serão 2 questões sobre temas relacionados à APS, tendo como base as referências indicadas no anexo 4 do edital Etapa eliminatória Peso 1 Nota mínima: 6,0 Todas as pessoas aprovadas irão para a próxima etapa 2. Análise do Currículo Lattes Os critérios de avaliação seguirão conforme o Roteiro para a análise de currículo, anexado no item 7 do edital Etapa classificatória Peso 5 Próxima etapa receberá até 4 vezes o número de vagas da instituição 3. Entrevista As perguntas serão feitas com base no currículo analisado com o objetivo de identificar motivações e as condições para a realização do curso Etapa classificatória Peso 4 Os resultados preliminares e finais serão publicados no site da Fepecs, seguindo as datas do cronograma. A classificação final será definida pelo limite de vagas de cada instituição de ensino superior, considerando a reserva para ações afirmativas. A duração prevista do curso de mestrado Profsaúde é de 18 a 24 meses, totalizando 975 horas. A estrutura do programa prevê nove encontros presenciais, além de atividades telepresenciais e tarefas desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem. Ao se inscrever, o candidato assina um termo de compromisso declarando ter disponibilidade de tempo para participar de, no mínimo, todos os encontros presenciais e realizar as atividades acadêmicas previstas. [LEIA_TAMBEM] O programa Aprovado pela Capes/MEC em 2016, o Profsaúde é um programa de mestrado profissional financiado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A rede nacional do programa reúne 44 instituições de ensino superior em todas as regiões do país, além de seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cada uma com reserva específica de vagas. Faça sua inscrição por meio deste link. *Com informações da UnDF
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Celina Leão assina projeto para implantar Centro de Reabilitação Neuromotora com exoesqueletos inteligentes
Nesta segunda-feira (12), a governadora em exercício Celina Leão assinou o projeto de pesquisa para a implantação do primeiro Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora do Distrito Federal, voltado ao desenvolvimento e à pesquisa de exoesqueletos inteligentes. Concluída essa etapa, a iniciativa será integrada à rede pública de saúde e ao Instituto de Gestão Estratégica do DF (IgesDF), com foco na reabilitação de pessoas acometidas por acidente vascular cerebral (AVC) e outras condições neurológicas que afetam a marcha, o equilíbrio e a funcionalidade. O investimento total no projeto é de R$ 2.912.000. Durante a assinatura do projeto, a governadora em exercício Celina Leão (C) enfatizou: “A assinatura deste termo não é apenas um ato administrativo; é um compromisso público com uma política de saúde que olha para o futuro” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A partir desta iniciativa, o DF se posiciona como polo nacional de inovação em tecnologia assistiva robótica. “A assinatura deste termo não é apenas um ato administrativo; é um compromisso público com uma política de saúde que olha para o futuro, que investe em inovação e que entende a reabilitação como parte indispensável do cuidado integral, materializado na implantação desse centro”, enfatiza Celina Leão. Segundo Celina, ao firmar este acordo, o Governo do Distrito Federal (GDF) dá um passo concreto para incorporar novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar a capacidade de atendimento, fortalecer a rede pública e garantir que avanços científicos cheguem a quem mais precisa, com equidade e responsabilidade. Inovação A proposta engloba uma estratégia dupla, ao mesmo tempo inovadora e prática. De um lado, prevê a aquisição e adaptação de um exoesqueleto comercial de última geração, voltado a pacientes com maior potencial de recuperação funcional. De outro, investe no desenvolvimento nacional de um andador robótico inteligente, de baixo custo e com alta capacidade de escala, pensado para atender um número maior de pessoas com distúrbios de marcha e equilíbrio. “Estamos falando de pais, mães e filhos que poderão retomar atividades, conquistar mais autonomia e ter uma vida mais digna” Juracy Lacerda, secretário de Saúde O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, lembra que a iniciativa fortalece toda a linha de cuidado do paciente, desde o evento agudo até a fase de reabilitação: “Estamos olhando o paciente de forma integral. Seja alguém que sofreu um AVC, seja quem convive com uma doença rara e encontrou dificuldades no processo de reabilitação, agora essa pessoa passa a ter a oportunidade de se reabilitar dentro de uma linha de cuidado estruturada, algo em que o Brasil ainda tem muito a avançar”. Segundo o gestor, o impacto vai além da saúde: “Estamos falando de pais, mães e filhos que poderão retomar atividades, conquistar mais autonomia e ter uma vida mais digna. Esse é o grande propósito do governo”. A iniciativa tem potencial para atender entre 1,5 mil e 2 mil pacientes por ano. Além disso, a estimativa é de uma economia acumulada superior a R$ 300 milhões em cinco anos para o sistema público de saúde, a partir da redução de internações prolongadas, reinternações e dos custos associados à dependência funcional. “Trata-se de um projeto de pesquisa com duração de 18 meses, desenvolvido em parceria com o Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília”, detalha o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), Leonardo Reisman. “O projeto será executado em duas etapas: a aquisição de um exoesqueleto e o desenvolvimento de um andador robótico, ambos com aplicações de pesquisa e desenvolvimento na área de robótica.” Atendimento “Temos diversas pesquisas médicas em andamento, de grande relevância, e estamos muito entusiasmados em ampliar nossa participação neste projeto da Secretaria de Saúde, da FAP-DF e, sobretudo, do Governo do Distrito Federal, que demonstra uma visão voltada para toda a sociedade” Cleber Monteiro, presidente do Iges-DF De forma experimental, pacientes da rede pública com condições neuromotoras, como aqueles que sofreram AVC, poderão participar dos protocolos de reabilitação ainda no âmbito da pesquisa. “A incorporação definitiva dessas tecnologias à rede pública é uma etapa posterior”, explica Reisman. “Nesse primeiro momento, os 18 meses iniciais são voltados exclusivamente à pesquisa”. O centro atenderá pacientes da SES-DF que já estejam regulados em algum serviço da rede. O atendimento será feito a partir de encaminhamentos dos centros especializados em reabilitação (CERs) de Taguatinga e do Hospital de Apoio, além dos ambulatórios de saúde funcional das unidades hospitalares da SES-DF e do Iges-DF. O serviço é destinado a pessoas com sequelas de AVC, vítimas de acidentes de trânsito e pacientes com doenças neuromusculares degenerativas. O presidente do Iges-DF, Cleber Fernandes, pontua que o Hospital de Base, principal unidade da rede, também atua como hospital-escola e hospital de pesquisa. “Temos diversas pesquisas médicas em andamento, de grande relevância, e estamos muito entusiasmados em ampliar nossa participação neste projeto da Secretaria de Saúde, da FAP-DF e, sobretudo, do Governo do Distrito Federal, que demonstra uma visão voltada para toda a sociedade”, afirma o gestor. [LEIA_TAMBEM] Projeto A execução do projeto ficará sob a liderança do Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (Lara-UnB), referência nacional em robótica aplicada à saúde, com histórico consolidado de projetos financiados, patentes registradas e publicações internacionais. A iniciativa conta ainda com uma rede clínica parceira formada pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB/UnB), Hospital de Base e Hospital de Apoio, o que garante a validação das tecnologias em ambiente real de atendimento do SUS. A equipe multidisciplinar reúne engenheiros, fisioterapeutas e médicos especialistas, assegurando a integração de todo o processo, desde a concepção tecnológica à evidência clínica e à incorporação das soluções ao cuidado.
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Teste da orelhinha está disponível em todas as maternidades da rede pública de saúde do DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza o teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades da rede pública de saúde. O exame é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações auditivas que podem impactar o desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação da criança. De janeiro a outubro de 2025, o DF registrou 23 mil desses procedimentos. Já em 2024, foram aproximadamente 35,3 mil exames. Segundo Ocânia da Costa Vela, referência técnica distrital (RTD) de fonoaudiologia da SES-DF, a pasta, com essa cobertura, assegura que os recém-nascidos sigam sendo avaliados antes da alta hospitalar. Teste da orelhinha é importante para prevenção e combate à surdez | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena” Ocânia Vela, fonoaudióloga da Secretaria de Saúde “Manter a triagem auditiva logo nos primeiros dias de vida é essencial para o diagnóstico precoce de prevenção e combate à surdez”, reforça a gestora. “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena.” Quando o bebê não passa no exame, é encaminhado, via regulação, para serviços especializados de diagnóstico e acompanhamento, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), habilitados pelo Ministério da Saúde. Esses serviços oferecem avaliação, diagnóstico completo, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico. De acordo com Ocânia, a audição pode ser afetada em qualquer idade. As causas vão desde infecções e fatores genéticos até a exposição prolongada a sons muito altos, principal motivo de perda auditiva. Quando fazer o exame [LEIA_TAMBEM]O teste deve ser aplicado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida, ainda na maternidade, e, no máximo, até 30 dias após o nascimento. Caso a criança não tenha feito o exame na alta, é possível retornar à maternidade de origem até 90 dias de vida. Após esse período, o exame pode ser agendado via regulação. Rápido, indolor e seguro, o procedimento é feito com o bebê dormindo, por meio da emissão otoacústica evocada (EOAE), que detecta a resposta das células da cóclea (estrutura em forma de caracol do ouvido interno). Há vários recursos tecnológicos para a habilitação e a reabilitação da pessoa com deficiência auditiva para uma melhora na linguagem e nos resultados socioemocionais — como próteses auditivas como o implante coclear (IC) e a prótese auditiva ancorada no osso (PAAO), ambas ofertadas na Atenção Hospitalar. O tratamento é feito de acordo com cada caso. Essas tecnologias são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos serviços que compõem a rede de cuidados à pessoa com deficiência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde implanta novo exame de sangue na rede pública do DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) passou a oferecer, no fim deste ano, um novo exame de sangue que amplia a precisão dos diagnósticos e fortalece a segurança na avaliação clínica dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A eletroforese analisa a distribuição das principais proteínas séricas do organismo e contribui para a identificação de alterações associadas a diferentes condições clínicas. Novo equipamento permite detectar alterações que nem sempre os outros exames identificam | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O exame funciona como um mapa do perfil proteico do paciente. Ao mostrar como essas proteínas estão distribuídas, o teste ajuda a apontar alterações que podem indicar doenças, muitas delas difíceis de detectar em exames laboratoriais convencionais. A ferramenta é útil para compreender, principalmente, o funcionamento do sistema imunológico, do fígado e dos rins, além de permitir o acompanhamento mais preciso de usuários com doenças crônicas. “Com a nova tecnologia, os pacientes passam a contar com diagnósticos mais rápidos e confiáveis”, explica o biomédico Samuel Dias, referência técnica distrital (RTD) em patologia clínica da SES-DF. “Isso melhora o acompanhamento médico, ajuda na definição do tratamento e amplia o acesso da população a exames modernos e de alta complexidade.” Tecnologia [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial está no método utilizado para a análise. A eletroforese capilar torna o exame mais rápido, automatizado e preciso. “Diferentemente das técnicas antigas, que exigiam mais etapas manuais, o novo método reduz erros, melhora a qualidade dos resultados e permite identificar alterações com maior clareza; é a tecnologia mais recomendada e utilizada hoje nos melhores laboratórios do mundo”, enfatiza Samuel. Disponível desde novembro, o teste é processado na Central de Exames Especializados, no Núcleo de Patologia Clínica (Nupac) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde já foram feitos mais de mil exames desde a implantação. As solicitações podem ser feitas por qualquer unidade da rede pública, com coletas realizadas nas unidades básicas de saúde (UBSs) e em laboratórios regionais e hospitalares. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF apresenta avanços no processo de habilitação de serviços de saúde
Entre maio e agosto deste ano, o processo de habilitação dos serviços de saúde do Distrito Federal avançou significativamente. O reconhecimento materializa-se em incremento de recursos financeiros aos cofres públicos. Essas conquistas foram apresentadas na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nessa quinta-feira (4), como parte do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) do 2º Quadrimestre de 2025. A habilitação de serviços de saúde é um procedimento conduzido pelo gestor federal, por intermédio do Ministério da Saúde (MS), com objetivo de reconhecer oficialmente o funcionamento de serviços inerentes a um estabelecimento de saúde. A solicitação é resultado de um esforço técnico conjunto e altamente especializado, envolvendo várias áreas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Após a publicação, o órgão distrital passa a ter o direito ao repasse financeiro correspondente e fica condicionado à comprovação da produção referente ao serviço habilitado. Conforme explica o subsecretário de Planejamento em Saúde (Suplans), Rodrigo Vidal, essas habilitações representam o reconhecimento do MS de que os serviços especializados da SES-DF atendem plenamente os padrões de qualidade exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Habilitar não é apenas solicitar recurso: é demonstrar capacidade técnica, conformidade normativa e qualidade assistencial comprovada”, resume. Ganhos para a população A habilitação de serviços de saúde é um procedimento conduzido pelo gestor federal, por intermédio do Ministério da Saúde (MS), com objetivo de reconhecer oficialmente o funcionamento de serviços inerentes a um estabelecimento de saúde | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF No segundo quadrimestre de 2025, quatro equipamentos tiveram leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) habilitados: Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e dois hospitais particulares contratados para complementar os serviços da Rede SES-DF, ampliando a oferta de atendimento aos usuários da rede pública de saúde. Ganha destaque a publicação da habilitação da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia com Serviço de Radioterapia do HRT, aguardada desde 2022, quando o serviço de radioterapia foi inaugurado. Essa habilitação resultou em um incremento de mais de R$ 2,26 milhões no Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), elevando o total de aumento acumulado no período para próximo dos R$ 9 milhões.[LEIA_TAMBEM] Mais recurso, mais oferta Em comparação com o segundo quadrimestre de 2024, observa-se um acréscimo de pouco mais de R$ 3,75 milhões. “Cada habilitação publicada significa mais recursos federais entrando no DF para custear serviços que hoje já funcionam e são mantidos quase integralmente com recursos próprios”, explica Rodrigo Vidal. “Quando essas habilitações são publicadas, o resultado é direto: alívio para os cofres do DF e maior capacidade de ampliar a oferta para a população”, completa. Além dos serviços habilitados entre maio e agosto, há 14 propostas de serviços de média e alta complexidade já aprovadas pelo Ministério da Saúde, aguardando apenas disponibilidade orçamentária para publicação. A efetivação dessas propostas poderá resultar em um acréscimo estimado de mais de R$ 18 milhões ao orçamento distrital. *Com informações da SES-DF
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Médico de Família e Comunidade é o especialista do cuidado e parte fundamental na Atenção Primária à Saúde
Há uma definição utilizada pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) que afirma: "Médico de família e comunidade é o especialista em cuidar das pessoas." Esse atendimento abrangente e baseado nos moradores é uma característica inerente à Atenção Primária à Saúde (APS), que, além disso, é reconhecidamente a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). O Distrito Federal conta com 172 Unidades Básicas de Saúde (UBS), compostas por equipes de Saúde da Família (eSF). Ao todo, a população dispõe de 645 grupos formados por ao menos um médico, um enfermeiro, dois técnicos em enfermagem e um agente Comunitário de Saúde (ACS), preferencialmente, especialistas em Medicina de Família e Comunidade (MFC). Calcula-se que esse setor possa atender de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa ao longo de sua vida. Nesse contexto, o médico de família e comunidade é o coordenador do cuidado. "Esse é o melhor especialista para estar na APS", sugere o assessor da Coordenação Atenção Primária à Saúde (Coaps), Fernando Henrique de Souza. "Ele é quem vai organizar o cuidado do paciente dentro da rede pública. Não se trata de impor barreiras de acesso a outros especialistas; mas de disponibilizar o recurso necessário no momento oportuno", explica. Construção de vínculo A territorialização e a longitudinalidade do cuidado estão prescritas na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Essas diretrizes permitem o desenvolvimento de ações com foco em um território específico, com impacto na situação, nos condicionantes e determinantes da saúde das pessoas e coletividades que constituem aquele espaço. Além disso, pressupõem a continuidade da relação de cuidado, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente. “Quando me tornei médico, voltei aqui para servir àquelas pessoas com quem convivi durante toda a minha vida. Sei as necessidades que elas têm”, afirma o médico de Família e Comunidade da SES-DF Marcus Salazar | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Na UBS 5 do Gama, o médico de família e comunidade Marcus Salazar atua em um território que ele conhece intimamente. Após graduar-se fora, retornou ao local onde nasceu. Hoje, grande parte dos pacientes que atende conhece desde a infância. “Quando me tornei médico, voltei aqui para servir àquelas pessoas com quem convivi durante toda a minha vida. Então, eu sei, realmente, das necessidades que elas têm. Posso tratá-las como pessoas; e não apenas verificar as suas doenças”, afirma. Quem corrobora esse "cuidado especial" é o morador da região Murillo Garcez, 42. O administrador e o médico conhecem um ao outro desde quando eram crianças. "A atenção dele [Marcus] é totalmente diferente. Ele conversa com as pessoas. A gente fica até animado em ir para a consulta. Saber que estamos sendo atendidos por quem nos conhece, dá a certeza de que tem alguém fazendo o melhor por nós", acrescenta o paciente. Fortalecimento da APS A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) possui o segundo maior programa de residência em Medicina da Família e Comunidade (MFC), tendo em conta o número de vagas ocupadas. Além deste, instituído em 2021, o serviço público distrital também acolhe os estudantes de pós-graduação da especialidade provenientes da Universidade de Brasília (UnB) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Brasília). Cada UBS atende um território definido, e as eSF são responsáveis pela assistência à saúde da população daquele espaço. Para saber qual é a unidade de referência, basta verificar, com CEP, no Busca Saúde UBS. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Excelência científica marca o encerramento do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF
O último dia do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) foi dedicado ao reconhecimento dos estudos que se destacaram pela qualidade e pelo potencial de impacto na saúde pública. Entre oito pesquisas na categoria Apresentação Oral e 37 pôsteres avaliados pela comissão científica, os vencedores reafirmam o papel da produção científica na melhoria contínua do Sistema Único de Saúde (SUS). Categoria – Apresentação Oral 1º lugar • Beatriz de Sousa Gonçalves e equipe • Avaliação do perfil de uso de medicamentos imunomoduladores em um hospital terciário do DF • Autores: Beatriz de Sousa Gonçalves, Nidah Fawzi Said Nimer e Náthalie Jhéssie Rocha da Silva 2º lugar • Pedro Juan Ribeiro Calisto dos Santos e equipe • Construção de uma cartilha educativa sobre fibrose cística para familiares e cuidadores • Autores: Pedro Juan Ribeiro Calisto dos Santos, Bruna Morais Vieira de Lima, Camila Vitoria de Carvalho Brito, Cássia Nogueira Barros, Marcelo Azevedo Coutinho, Polyanna de Freitas Silva, Viviane Corrêa de Almeida Fernandes, Dayde Lane Mendonça da Silva e Débora Santos Lula Barros 3º lugar • Bruna Carolina Neves Ferreira e equipe • Ação lúdica sobre a higienização correta das mãos: relato de experiência de uma enfermeira obstetra no CO do HRSM • Autores: Bruna C. N. Ferreira, Brenda B. de Oliveira, Maria V. M. Almondes, Hillary L. S. Carvalho e Hellen S. C. Neves A entrega das premiações encerra três dias de intercâmbio científico, apresentações e discussões técnicas que reforçaram a cultura de ensino, inovação e pesquisa no IgesDF | Foto: Divulgação/IgesDF Categoria – Pôster 1º lugar • Talita Fernandes Nunes, Brenno Vinius Henrique Martins, Isis Maria Magalhães Quezado, Felipe Magalhães Furtado, Agenor de Castro Moreira dos Santos Jr. e Ricardo Camargo. • Sequenciamento de nova geração no diagnóstico da leucemia mieloide aguda pediátrica: aplicações no rastreamento e no tratamento precoce 2º lugar • Gabrielly Fernanda Silva e equipe • Relações entre multimorbidades e capacidade intrínseca em pessoas idosas • Autores: Gabrielly F. Silva, Yunara F. Venturelli, Thalyta Ísis de Matos, Ana Carolina Santos Rodrigues, Lorena O. de Souza e Juliana Martins Pinto 3 lugar: • Larissa Vieira Santana, Luciana de Lima Sousa, Lucas Lima de Souza, Adriana Princhak Teixeira Pinto • A medida da panturrilha prediz a duração da internação em pacientes oncológicos: estudo longitudinal em um pronto socorro terciário Um congresso que deixa resultados A entrega das premiações encerra três dias de intercâmbio científico, apresentações e discussões técnicas que reforçaram a cultura de ensino, inovação e pesquisa no IgesDF. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado, o legado do congresso se estende para além do encontro. “O que construímos aqui segue com cada participante. A transformação ocorre quando ideias se encontram, e este congresso mostra o quanto avançamos quando caminhamos juntos”, afirma.[LEIA_TAMBEM] A gerente de Pesquisa, Ana Carolina Lagôa, destaca o valor das conexões criadas. “Um evento como este nos lembra que a ciência é feita em conjunto. Quando pesquisadores, profissionais e estudantes se reúnem, surge a possibilidade de mudar realidades e melhorar vidas”, diz. O Ciep 2025 foi organizado pela Agência Sisters, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e patrocínio da Financeira BRB, além de parceiros como AstraZeneca, Noxtec, Brakko, Concimed, Alabia, B2IF e Infinity Medical. A iniciativa também contou com apoio institucional da Caesb, Hospcom, Instituto DEAF1 e Samu. *Com informações do IgesDF
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Infectologia, trauma e inovação marcam o segundo dia do Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa
O segundo dia do V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep), do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), abordou temas como infectologia, trauma e inovação aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Centro de Convenções Brasil 21 reuniu profissionais de saúde, gestores e pesquisadores em uma programação marcada pela integração entre ciência, tecnologia e práticas assistenciais que fortalecem o sistema de saúde pública. As mesas de discussão aprofundaram assuntos como antimicrobianos, equidade no acesso a tratamentos e orientações sobre antibioticoterapia. Segundo dia do V Ciep abordou temas como infectologia, trauma e inovação aplicada ao SUS | Fotos: Divulgação/Núcleo de Tecnologias Educacionais “É fundamental discutir não só os avanços científicos, mas também como torná-los acessíveis a toda a população”, destacou o médico infectologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital Moinhos de Vento, Alexandre Zavascki. Ainda durante a manhã, o eixo de gestão hospitalar apresentou soluções voltadas à eficiência e à inovação. A diretora de Operações da empresa de TI Noxtec, Louise Lyra, explicou como ecossistemas digitais aperfeiçoam processos assistenciais e administrativos. Em seguida, o diretor-executivo da empresa de gestão hospitalar Concimed, Rodrigo de Araújo Dias, discutiu o papel da automação e da inteligência financeira no fortalecimento da saúde pública. Tarde dedicada ao trauma e à prevenção de acidentes A programação da tarde iniciou com foco no atendimento pré-hospitalar e no trauma. O diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF), Victor Arimatea, abriu o bloco com a palestra Atendimento Pré-Hospitalar em Acidentes de Trânsito. “O treinamento em equipe é decisivo para salvar vidas”, reforçou. "Estamos construindo pontes entre ciência e prática clínica para garantir que cada avanço chegue ao paciente de forma segura e eficiente" Emanuela Dourado, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF Em seguida, a médica da Cirurgia do Trauma do Hospital de Base, Ana Cristina Neves, e a enfermeira da mesma unidade, Karina Simplício, abordaram a importância dos centros de trauma e da qualificação multiprofissional para o atendimento a vítimas de acidentes. O médico assistente da Cirurgia do Trauma da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thiago Calderan, apresentou o Projeto P.A.R.T.Y., programa educativo que conscientiza jovens sobre riscos de acidentes por meio de simulações e vivências reais. “Quando os jovens vivenciam na prática os danos que um acidente pode causar, eles internalizam a responsabilidade de forma muito mais profunda”, ressaltou Calderan. A mesa-redonda reuniu os palestrantes sob a moderação do cirurgião do trauma do Hospital de Base, Rodrigo Caselli. “O trauma é uma das poucas doenças verdadeiramente evitáveis. Com educação, prevenção e atendimento adequado, podemos salvar muitas vidas”, apontou. Na sequência, o intensivista e presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Rodrigo Biondi, apresentou o tema Hiperpotassemia, jornada do paciente na emergência e farmacoeconomia. “A hiperpotassemia ocorre quando o nível de potássio no sangue sobe acima do normal, podendo causar alterações cardíacas graves e exigindo intervenção rápida”, explicou. O encerramento do dia reuniu o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Sousa de Lima, e o cirurgião ortopedista e especialista em traumatologia, Frederico Arruda, para discutir tecnologia, inovação e transformação da saúde. “Fico honrado com o convite. Sou professor por paixão, e falar sobre inteligência artificial para um público tão diverso e multiprofissional é enriquecedor”, pontuou Arruda. Encontro reuniu profissionais de saúde, gestores e pesquisadores em uma programação focada em ciência, tecnologia e práticas assistenciais que fortalecem o SUS Intercâmbio científico e participação ativa O congresso também apresentou pesquisas sobre inteligência artificial aplicada à cirurgia pediátrica, simulações imersivas para treinamento em emergências, impactos do cigarro eletrônico, biomateriais inteligentes para feridas diabéticas, higienização das mãos, além do desenvolvimento de filmes bioadesivos para tratamento de lesões. Os participantes interagiram em tempo real por meio do painel digital, enviaram perguntas, retiraram certificados e visitaram a feira de inovação com soluções tecnológicas para gestão e assistência. “Estamos construindo pontes entre ciência e prática clínica para garantir que cada avanço chegue ao paciente de forma segura e eficiente”, afirmou a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Dourado. [LEIA_TAMBEM]Programação A programação segue nessa quarta-feira (19), último dia do congresso. A agenda completa está disponível no site V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa. O Ciep 2025 é organizado pela Agência Sisters e conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), patrocínio da Financeira BRB e parceria de empresas como AstraZeneca, Noxtec, Brakko, Concimed, Alabia, B2IF e Infinity Medical. Também recebe apoio institucional da Caesb, Hospcom, Instituto Deaf1 e Samu. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Saúde lança cartilha e vídeos para acolhimento de migrantes, refugiados e apátridas
A Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou vídeos e cartilhas em diferentes línguas para acolher migrantes, refugiados e apátridas nos serviços públicos de saúde. O objetivo é apresentar, direcionar e orientar essas pessoas acerca de seus direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O guia traz orientações de como tirar o Cartão Nacional de Saúde (CNS), onde se vacinar e fazer prevenções ou atividades que promovam o bem-estar. A versão em português pode ser lida neste link. Já os vídeos estão disponíveis em três idiomas: português, francês e língua crioula (haitiano). Clique abaixo para consultá-los: Versão em francês; Versão em língua crioula; Versão em língua portuguesa. Direito resguardado O objetivo é apresentar, direcionar e orientar migrantes, refugiados e apátridas acerca de seus direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A Lei de Migração garante, em condição de igualdade a brasileiros, o direito de acesso à assistência pública, nos termos da lei, sem discriminação em razão da nacionalidade e da condição migratória.[LEIA_TAMBEM] Segundo a norma, o atendimento deve ser prestado mesmo sem os documentos de identificação. No entanto, para esse fim, estrangeiros podem utilizar passaporte, Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) e documento oficial de identificação emitido pelo país de origem. Dados do Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra) apontam que, até 2023, havia quase 1,7 milhão de migrantes registrados no país. Desse quantitativo, cerca de 25 mil estão no Distrito Federal, sendo de 149 nacionalidades distintas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novos alunos da Escola de Saúde Pública do DF participam de aula magna
Com uma aula magna proferida na noite de segunda-feira (17), a Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) recepcionou os estudantes aprovados no processo seletivo para os cursos técnicos em análises clínicas, enfermagem, saúde bucal e radiologia. São 200 novos alunos que iniciam uma jornada que integra aprendizado, ética e compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a solenidade, a vice-governadora Celina Leão afirmou à turma: “Vocês terão a oportunidade de ter uma formação e de impactar milhares de vidas” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Do encontro, no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), também participaram gestores, docentes, preceptores, tutores, coordenadores e autoridades. Na ocasião, os estudantes puderam conhecer a dinâmica da escola, além do cronograma dos cursos e atividades que serão realizadas ao longo da trajetória acadêmica. Formação de qualidade “A aula magna tem um significado muito especial, que é o significado do cuidado”, declarou a vice-governadora Celina Leão. “Vocês terão a oportunidade de ter uma formação e de impactar milhares de vidas. Tem algo mais bonito do que você chegar dentro de uma rede pública de saúde e ter um profissional com um olhar humanizado para o cuidado com o próximo? Aproveitem ao máximo essa grande chance.” “Eu tenho certeza de que cada um de vocês aqui tem uma história, fizeram a inscrição para o curso, fizeram o processo seletivo e chegaram aqui, deixando seus pais e familiares orgulhosos” Fernanda Monteiro, diretora da ESP/DF Durante a abertura, a diretora da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes, afirmou: “Hoje vocês têm a oportunidade de ingressar em uma escola comprometida com a formação de qualidade, com um diferencial importante: iniciar um curso em novembro e, já em fevereiro do ano que vem, estar inseridos nos cenários da Secretaria de Saúde. E nada disso seria possível sem o esforço dedicado dos nossos servidores e colaboradores”. A diretora da ESP/DF, Fernanda Monteiro deu as boas-vindas aos novos estudantes e apresentou um pouco do trabalho realizado pela escola. "Eu tenho certeza de que cada um de vocês aqui tem uma história, fizeram a inscrição para o curso, fizeram o processo seletivo e chegaram aqui, deixando seus pais e familiares orgulhosos”, afirmou. “O DF é pioneiro, no Brasil, na formação integrada de técnicos, ou seja, os residentes, os preceptores de residência vão receber, nos serviços lá na ponta, os nossos técnicos, e a formação será compartilhada, pois isso faz com que a gente reduza a distância entre os níveis de formação”. História de sucesso À época de sua criação, há pouco mais de um ano, a ESP/DF incorporou a Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb), onde Maria Ivone Levay se formou, em 1999, em auxiliar de enfermagem — e, graças a isso, conquistou uma vaga no serviço público. “Já tinha curso superior, com formação em matemática, mas, como não conseguia emprego fixo, fiz o curso de auxiliar de enfermagem e prestei concurso para a Secretaria de Saúde, pois ia me garantir renda e estabilidade”, lembrou. “Por ser uma escola de excelência, praticamente todos da minha turma que fizeram o concurso conseguiram passar, tamanha era a qualificação dos profissionais”. [LEIA_TAMBEM]Maria Ivone, que também participou da aula magna, acredita que sua história pode inspirar outras pessoas, mesmo de pessoas que, como ela, já possuem nível superior. “Vocês, que estão aqui hoje, podem ter suas vidas transformadas como eu tive”, disse aos novos alunos. “Primeiro fiz o curso auxiliar, depois me qualifiquei com o curso técnico, e acredito que isso foi essencial para minha vida profissional”. Sobre os cursos Os cursos técnicos da ESP/DF integram o Programa de Ensino Técnico Associado às Residências em Saúde (Protec), instituído pela Portaria SES-DF nº 127 para apoiar o desenvolvimento de atividades formativas estruturadas para a qualificação da força de trabalho do SUS-DF. Os mais de 200 estudantes que iniciaram a nova jornada foram selecionados após processo seletivo de setembro, organizado pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades). A formação é orientada para a atuação direta na assistência, nos serviços de apoio diagnóstico e nos processos de trabalho da rede pública de saúde, contribuindo para o fortalecimento da educação permanente em saúde, ampliando competências e elevando a qualidade do cuidado prestado à população do Distrito Federal. *Com informações da Fepecs
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Servidores da rede pública de saúde são campeões em elogios na Ouvidoria
“Ela é uma excelente profissional, prestativa, dedicada e humana com todos que passam por ali em busca de atendimento. Nós, usuários do SUS [Sistema Único de Saúde], merecemos muitas ‘Merivandas’ no atendimento público.” Este foi o elogio registrado em maio deste ano, por meio da Ouvidoria da Secretaria de Saúde (SES-DF), em referência à técnica administrativa Merivanda Lima, 56 anos, que atua no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A servidora Merivanda Lima teve a atuação destacada por usuários da Secretaria de Saúde na Ouvidoria: “Na verdade, quando me elogiam, estão elogiando toda a equipe. Nossa prioridade aqui é o atendimento: é o usuário em primeiro lugar” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “É muito gratificante”, afirma ela, que há 30 anos trabalha na SES-DF. “Mostra que a gente está no caminho certo. Na verdade, quando me elogiam, estão elogiando toda a equipe. Nossa prioridade aqui é o atendimento: é o usuário em primeiro lugar.” Este é um dos 5,8 mil elogios direcionados a servidores públicos do Governo do Distrito Federal (GDF) entre janeiro e setembro deste ano. Mais da metade (51,6%) das manifestações registradas pela Ouvidoria a profissionais são elogios. Os dados estão no Painel Ouvidoria. Os registros feitos por cidadãos são classificados em elogio, reclamação, denúncia, solicitação, informação ou sugestão. As reclamações e as denúncias, somadas, não ultrapassam 47%. O assunto “servidor público” congrega mais de 40% dos elogios ao GDF registrados pela Ouvidoria. Serviços à população Com mais de 30 mil servidores, a SES-DF apresenta proporção semelhante. O conjunto de 2.721 elogios a profissionais da pasta equivalem a mais de 46% dos comentários favoráveis encaminhados aos quase 80 mil servidores públicos de órgãos do DF. “Isso reforça a compreensão de que o SUS é uma política pública viável e que funciona”, avalia o chefe da Ouvidoria da Saúde, Thyerys Almeida. “Esses servidores públicos amam o que fazem. Nosso principal recurso é o humano”. [LEIA_TAMBEM]Percorrendo os primeiros passos da carreira no serviço público, onde ingressou em 2024, o médico de família e comunidade Marcus Salazar, 34, já começa a colecionar os seus elogios. “Foi um atendimento excelente e humanizado; todos os médicos deveriam seguir o exemplo”, enuncia a manifestação registrada pela Ouvidoria em abril. “Sempre gostei de ajudar o próximo; hoje, enquanto médico, eu tenho mais ferramentas para ajudar as pessoas”, afirma Salazar, que integra a equipe de Saúde da Família da Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Gama. Relacionamento com o cidadão A Ouvidoria é o canal oficial de relacionamento do cidadão com o GDF, registrando manifestações relacionadas aos serviços prestados. Por essa forma há garantia de que o usuário será ouvido. O serviço pode ser acessado pelos canais Participa DF, Central 162 e, presencialmente, nos órgãos do GDF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Telemedicina no DF ganha impulso com 38 novos computadores
Milhares de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal serão beneficiados com a ampliação das ações de telemedicina oferecidas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). A melhoria será possível graças a 38 novos computadores cedidos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF). O presidente do IgesDF, Cléber Monteiro, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, com os equipamentos | Foto: Divulgação/Secti-DF “Esses equipamentos permitirão ampliar a comunicação entre especialistas e médicos das nossas unidades”, explicou a gerente de Comando Estratégico da Diretoria de Atenção à Saúde do IgesDF, Lillian Campos. “Isso se traduz em diagnósticos mais rápidos e decisões clínicas mais seguras, impactando diretamente o atendimento ao paciente.” “Nosso foco é o paciente. Essa doação representa mais um passo na construção de uma rede eficiente e humanizada” Cléber Monteiro, presidente do IgesDF Os aparelhos vão reforçar as frentes de teleconsulta e teleinterconsulta nas unidades administradas pelo instituto, contribuindo para agilizar diagnósticos, reduzir o tempo de espera e elevar a qualidade do atendimento em toda a rede pública. “A Secti-DF tem orgulho de colaborar com iniciativas que unem tecnologia e saúde”, declarou o titular da pasta, Rafael Vitorino. “Ver a inovação sendo aplicada para melhorar o cuidado à população é a prova de que estamos no caminho certo”. Durante a cerimônia de entrega, a mãe da vice-governadora Celina Leão, Maria Célia Leão Neto, que a representou, elogiou a iniciativa: “Essa doação mostra o quanto o trabalho conjunto pode transformar a vida das pessoas. É um gesto que aproxima o atendimento da população e fortalece a saúde pública. Agora temos que equipar as UPAs [unidades de pronto atendimento] também”. O presidente do instituto, Cléber Monteiro, reforçou: “Nosso foco é o paciente. Precisamos reduzir o tempo de espera, otimizar o fluxo e ampliar o acesso aos atendimentos especializados. Essa doação representa mais um passo na construção de uma rede eficiente e humanizada”. Telemedicina O IgesDF atua em duas modalidades de atendimento remoto: a teleinterconsulta e a teleconsulta, ambas voltadas a aprimorar o cuidado aos usuários do SUS, fortalecer a Atenção Primária em Saúde (APS) e melhorar os desfechos clínicos em toda a rede do DF. A teleinterconsulta é um serviço de apoio diagnóstico entre médicos, conectando especialistas e generalistas das unidades de saúde. O objetivo é agilizar a condução dos casos clínicos, evitar encaminhamentos desnecessários e aumentar a resolutividade das equipes locais. Com a nova estrutura, será possível ampliar os postos de trabalho virtuais e garantir que os pareceres médicos continuem sendo emitidos em até 48 horas, fortalecendo o cuidado integrado e centrado no paciente. [LEIA_TAMBEM]Implantada em maio deste ano, a teleconsulta oferece atendimento remoto a pacientes classificados como “verdes”, aqueles com queixas agudas de menor gravidade. Até agora, o serviço já registrou 9.618 consultas, oferecendo acolhimento, acompanhamento e orientação médica a distância. A iniciativa tem contribuído para desafogar as emergências e aprimorar o fluxo dos usuários dentro da jornada do SUS. “A teleconsulta mostra que é possível unir eficiência e acolhimento”, enfatizou o presidente do IgesDF. “Com tecnologia, conseguimos cuidar melhor, mais rápido e mais perto de quem precisa”. Projeto Reciclotech A ação faz parte do Projeto Reciclotech, programa da Secti-DF voltado à inclusão digital e sustentabilidade que promove o reaproveitamento de equipamentos eletrônicos e o fortalecimento de iniciativas tecnológicas em órgãos públicos e instituições sociais. “Com o Reciclotech, mostramos que é possível dar um novo propósito à tecnologia, conectando sustentabilidade e inovação a políticas públicas que melhoram a vida das pessoas”, lembrou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. *Com informações do IgesDF
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Câncer bucal: Saúde alerta sobre importância do diagnóstico precoce
Pode começar com algo simples: uma ferida que não cicatriza, uma mancha discreta ou uma dor que parece inofensiva. Mas por trás desses sinais sutis pode estar uma das doenças mais comuns e perigosas da cavidade oral: o câncer bucal. Na semana nacional de prevenção desse tipo de neoplasia, a Secretaria de Saúde (SES-DF) chama a atenção para o diagnóstico precoce. O tabagismo é um dos fatores de risco que podem provocar câncer | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O alerta da pasta não vem à toa: a doença é o oitavo câncer mais frequente no país e o quinto mais comum entre os homens, podendo atingir mais de 15 mil brasileiros até o fim deste ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Distrito Federal, a estimativa é de cerca de 50 novos casos no mesmo período. Porém, se detectado cedo, o câncer bucal tem altas chances de cura, chegando a 90%. O atraso no diagnóstico, contudo, torna o tratamento mais invasivo. O índice de óbito ainda é considerado alto — de 43% a 45%. Sinais de alerta “No início, o câncer costuma ser indolor e muitas vezes é confundido com uma afta. A diferença é que a afta dói e desaparece, enquanto a lesão cancerígena é assintomática no início” Eliziário Leitão, cirurgião-dentista A identificação do câncer é feita por exame clínico e biópsia da área suspeita. O autoexame também é importante. “Observe a boca no espelho e procure alterações na língua, gengiva, bochechas e lábios; se algo parecer diferente, é fundamental procurar um dentista”, orienta o cirurgião-dentista Eliziário Leitão. Feridas que não cicatrizam em até 21 dias, manchas brancas ou avermelhadas e alterações persistentes na mucosa bucal exigem atenção. “No início, o câncer costuma ser indolor e muitas vezes é confundido com uma afta”, detalha o especialista. “A diferença é que a afta dói e desaparece, enquanto a lesão cancerígena é assintomática no início”. Fatores de risco O tabagismo e o consumo abusivo de álcool continuam sendo os maiores vilões. Segundo Leitão, o perfil mais comum é o de fumantes crônicos. “Aproximadamente 93% dos pacientes diagnosticados são fumantes, e o risco aumenta em até 30 vezes quando o cigarro é combinado com bebidas destiladas, como a cachaça”, adverte. [LEIA_TAMBEM]A exposição solar sem proteção também representa ameaça, especialmente para quem trabalha ao ar livre. Outro fator que preocupa os especialistas é o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês). “Os mesmos subtipos do HPV que provocam câncer na região genital estão aparecendo na cavidade oral, transmitidos pelo sexo oral sem proteção, principalmente entre os mais jovens”, explica o cirurgião-dentista. Tratamento O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos. O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência onde será avaliado. Em seguida, o usuário pode ser encaminhado para um dos 14 centros de especialidade odontológica (CEOs) do DF para diagnóstico clínico e biópsia. Se confirmada a doença, o tratamento inclui a cirurgia para retirada do tumor, normalmente seguida de radioterapia. Conscientização Criada em 2015 pela Lei nº 13.230, a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer Bucal é celebrada anualmente na primeira semana de novembro e reforça a importância de ações profiláticas. “A prevenção é o maior desafio”, lembra Eliziário Leitão. “Muitas pessoas desconhecem a possibilidade de câncer na boca, e é fundamental informar a população sobre a existência e a agressividade dessa doença tanto no físico quanto no mental”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital de Santa Maria apresenta estudos no V Congresso Brasileiro de Saúde Pública
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), tem apresentado estudos inovadores no V Congresso Brasileiro de Saúde Pública (Conbrasp), em curso no formato virtual até esta quinta-feira (6). O evento é um dos principais fóruns de debate sobre os desafios e avanços da saúde pública no país, reunindo pesquisadores, gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Equipe do HRSM apresentou um trabalho que tem como foco a segurança das gestantes | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Apresentado pela equipe multiprofissional do HRSM, o estudo “Implantação de uma linha de cuidados em fisioterapia obstétrica em hospital público de referência no Distrito Federal: relato de experiência” reflete o compromisso da instituição com uma assistência cada vez mais humanizada e segura às gestantes. Trabalho coletivo “Trabalhamos para oferecer conforto e humanização às gestantes, respeitando o corpo e o protagonismo da mulher em todas as fases, do pré-parto ao pós-parto” Giovanna Cassaro, fisioterapeuta e coautora do estudo apresentado A fisioterapeuta Giovanna Cassaro, coautora do estudo, lembra que o reconhecimento no congresso é resultado do empenho coletivo da equipe: “Esse estudo representa a valorização de todo o esforço e dedicação de cada fisioterapeuta que atua no centro obstétrico, na maternidade e no ambulatório. Trabalhamos para oferecer conforto e humanização às gestantes, respeitando o corpo e o protagonismo da mulher em todas as fases, do pré-parto ao pós-parto”. Segundo Giovanna, quando o corpo da mulher e sua fisiologia são respeitados, os resultados são melhores. “Há menos necessidade de intervenções, redução de lacerações e maior autonomia da parturiente”, aponta. “É gratificante ver esse empoderamento acontecer no nosso dia a dia”. Dor crônica Outros trabalhos do HRSM também foram aprovados no congresso, entre eles, o estudo sobre linha de cuidados para pacientes com dores crônicas e a implantação do primeiro fluxo digital da assistência e faturamento nutricional do SUS. De acordo com a chefe do Serviço de Psicologia do HRSM, Paola Bello, o grupo tem caráter interdisciplinar, com atuação conjunta de enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, farmácia, serviço social e terapia ocupacional, garantindo uma abordagem integral e mais efetiva aos pacientes. “A dor crônica é uma condição que exige aprendizado e estratégias de enfrentamento”, enfatiza a gestora. “Criamos uma linha de cuidados voltados à psicoeducação, à promoção da autonomia e ao manejo da dor — inclusive com métodos não farmacológicos.” [LEIA_TAMBEM]A nutricionista Patrícia dos Santos, chefe do Serviço de Nutrição Dietética do IgesDF, explica que a iniciativa trouxe mais agilidade e rastreabilidade ao trabalho entre as áreas: “Com o novo sistema, todas as etapas da prescrição e do acompanhamento nutricional ficaram integradas e automáticas. Hoje conseguimos rastrear quem solicitou, quem prescreveu e em quanto tempo o atendimento foi realizado, garantindo mais eficiência e qualidade no cuidado ao paciente”. A gerente multiprofissional do HRSM, Luciana Gomes, lembra que a participação no congresso reforça a credibilidade do hospital e sua contribuição para o fortalecimento da saúde pública no Brasil. “Cada vez que levamos nossos projetos e boas práticas a congressos como o Conbrasp, ganhamos visibilidade e inspiramos outras instituições públicas e privadas”, enfatiza. Com uma programação diversificada, o encontro reúne palestras, minicursos e apresentações científicas que incentivam a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Para acompanhar o evento, acesse este link. *Com informações do IgesDF
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Hospital da Criança de Brasília participa de projeto nacional para controle de infecções
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) recebeu, na última terça-feira (28), visita técnica de profissionais do Hospital Moinhos de Vento, do Rio Grande do Sul, como atividade do projeto Saúde em Nossas Mãos — cujo objetivo é empregar a ciência da melhoria para o melhor controle de infecções em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O projeto é uma iniciativa conjunta do Ministério da Saúde em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), em que hospitais de referência em qualidade e sem fins lucrativos apoiam o SUS por meio de treinamentos direcionados a hospitais públicos. O HCB começou a ser acompanhado pelo Moinhos de Vento em 2024: além de visitas técnicas, o projeto inclui encontros virtuais, relatórios e testes para implementação de processos voltados ao controle das infecções. As ações contemplam a unidade de terapia intensiva Estrela-do-Mar, e serão gradualmente estendidas para as outras UTIs. Equipe do HCB se mostrou atuante e engajada em colocar em prática as orientações trazidas pela equipe do Hospital Moinhos de Vento | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB Com a implementação do Saúde em Nossas Mãos, o Hospital da Criança de Brasília apresentou bom desempenho na implementação das ações acordadas, visando à melhoria dos processos e dos controles de infecções. Os profissionais de saúde do HCB se mostraram muito atuantes e engajados em colocar em prática as orientações trazidas pela equipe do Hospital Moinhos de Vento. [LEIA_TAMBEM]O programa incluiu a realização periódica de workshops, campanhas internas e atividades técnicas que reforçam os cuidados da equipe durante os atendimentos. “Alcançamos avanços dos resultados na prevenção de infecções relacionadas à assistência à Saúde, juntamente com a conscientização e melhor adesão aos processos de melhoria, impactando diretamente a segurança na assistência à saúde do paciente”, explica a supervisora de Enfermagem da UTI Estrela-do-Mar, Fátima Ferro. Além de conferir os indicadores do HCB, a equipe do projeto visitou a estrutura física da UTI Estrela-do-Mar. “Essa é nossa segunda visita presencial. Foi um dia muito produtivo, a equipe está muito madura nos processos que vem executando; estamos muito satisfeitos. O principal cuidado, que é essa entrega para o paciente com desfechos favoráveis, está sendo bem executado”, avaliou o consultor focal do projeto pelo Hospital Moinhos de Vento, Patrick Westphal. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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Dia Mundial da Psoríase: o desafio de cuidar da pele e das emoções
Quando as primeiras manchas começaram a surgir em sua pele, Estael Vieira, hoje com 61 anos, ainda era uma jovem de 19. Sem acesso a informações sobre o que era a psoríase, ela passou anos tentando esconder as lesões. “No começo eu sentia vergonha”, conta. “As pessoas achavam que era contagioso, e eu evitava usar roupas curtas”. Estael Vieira teve psoríase aos 19 anos, enfrentou preconceito e baixa de autoestima, mas hoje segue o tratamento sem problemas | Foto: Alberto Ruy/IgesDF O preconceito, lembra, chegou até dentro de casa: “Meu marido tinha receio de me tocar. Precisei levá-lo a uma consulta médica para que o doutor explicasse que psoríase não pega. Hoje ele entende que é uma condição que precisa de cuidado, não de preconceito”. O Dia Mundial da Psoríase, celebrado nesta quarta-feira (29), chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, da desmistificação da doença e do acolhimento a quem convive com ela. Segundo a National Psoriasis Foundation (EUA), assim como Estael, cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com essa doença inflamatória, crônica e não contagiosa, que pode ser controlada com tratamento adequado. O que é a psoríase “Muitos pacientes relatam que as lesões surgem após momentos de tensão emocional ou sobrecarga no trabalho” Danielle Aquino, dermatologista do Hospital de Base A dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a psoríase é uma doença autoinflamatória, resultado de uma disfunção do sistema imunológico que acelera o ciclo de renovação das células da pele. O processo gera o acúmulo dessas células, formando lesões avermelhadas e descamativas. “A pessoa já possui a carga genética, ou seja, a predisposição, e algum fator ambiental pode atuar como gatilho — por isso ela não é contagiosa”, detalha. As placas da psoríase são geralmente secas e esbranquiçadas, podendo aparecer nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo, abdômen e lombar. Em alguns casos, a inflamação também atinge as unhas e articulações, provocando dor e rigidez, um quadro conhecido como artrite psoriásica. A propensão genética é o principal fator, mas situações de estresse, infecções, ferimentos na pele e o uso de certos medicamentos podem desencadear crises. “Muitos pacientes relatam que as lesões surgem após momentos de tensão emocional ou sobrecarga no trabalho”, observa Danielle Aquino. Impacto emocional Mais do que uma condição dermatológica, a psoríase tem forte impacto psicológico. O psiquiatra Sérgio Cabral, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lembra que os gatilhos emocionais podem não apenas agravar as crises, mas também gerar um ciclo vicioso entre o sofrimento psíquico e o avanço da doença. “A psoríase me ensinou a ter paciência e amor-próprio. Quando me aceitei, a pele também melhorou” Estael Vieira “Quando a pessoa está sob estresse ou ansiedade, há liberação de substâncias como cortisol e adrenalina, que intensificam a resposta inflamatória”, aponta. “Ao mesmo tempo, as lesões visíveis provocam queda de autoestima e isolamento social, o que aumenta o estresse e pode agravar a psoríase.” Segundo o especialista, o estigma social ainda é um grande desafio: “A sociedade historicamente associou doenças de pele à exclusão, como acontecia com a hanseníase. O preconceito reforça o sofrimento dessas pessoas. É essencial que busquem apoio psicológico e sigam o tratamento médico. Não escolhemos ter uma doença, mas podemos escolher cuidar dela com responsabilidade e esperança”. Tratamento e controle [LEIA_TAMBEM]A dermatologista Danielle Aquino explica que o tratamento é individualizado e depende da gravidade das lesões. Entre os tratamentos disponíveis estão cremes e pomadas à base de corticoides ou vitamina D3; fitoterapia, com aplicação controlada de luz ultravioleta; medicamentos orais, para casos moderados ou graves; e terapias biológicas injetáveis, indicadas quando há resistência aos outros tratamentos. A hidratação diária da pele também é fundamental. “Produtos com ureia ajudam a suavizar a descamação e a aliviar a coceira”, reforça a médica. “A psoríase não tem cura, mas é possível viver bem com acompanhamento médico e controle do estresse”. O tratamento da psoríase está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento especializado e fornecimento gratuito de medicamentos conforme prescrição médica. O encaminhamento pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com acompanhamento médico e apoio emocional, é possível ter qualidade de vida e autoestima preservadas. Para Estael Vieira, que convive com a doença há 42 anos, o segredo está na aceitação: “A psoríase me ensinou a ter paciência e amor-próprio. Quando me aceitei, a pele também melhorou”. *Com informações do IgesDF
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Unidade de saúde mental infantil oferece cuidado e transforma vidas
Cerca de 1,2 mil crianças são atendidas por mês no Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (Compp), órgão da Secretaria de Saúde (SES-DF) que, nesta quinta-feira (23), completa 56 anos de história. A unidade oferece atendimento ambulatorial a pacientes de até 11 anos em sofrimento psíquico moderado ou em uso eventual de substâncias psicoativas. Nesta quinta-feira (23), a equipe do Compp comemorou o aniversário de 56 anos da unidade | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O pequeno Gael, 5 anos, é atendido no local. Ele foi diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA). A mãe, Suellen Brasil, relata que o Compp foi um divisor de águas na vida da família. “Quando eu recebi o diagnóstico de TEA do Gael, fiquei perdida, me senti desamparada, e considero que as sessões do Compp fizeram toda a diferença”, afirma. “Eu me senti mais segura nas tomadas de decisões com o Gael, pois tive a oportunidade de participar de um grupo de apoio. Lá eles fizeram todos os encaminhamentos necessários e sou muito grata por isso e por todo atendimento que recebemos”. A gerente do Compp, Simone Schwartz, ressalta: “Acredito na força desta equipe e reforço que o que sempre nos diferenciou foi a prática interdisciplinar, a escuta cuidadosa e a construção coletiva de soluções para nossas crianças e familiares. O trabalho do Compp é uma prova de que, quando o cuidado é coletivo, a vida pode seguir novos caminhos, com mais afeto, segurança e possibilidades”. [LEIA_TAMBEM]Mais do que um centro de saúde mental, o Compp é um lugar de escuta, acolhimento e construção de possibilidades, onde uma equipe multiprofissional oferece desde atendimentos individuais e grupos terapêuticos até mutirões para elaboração de laudos e realização de exames especializados. A equipe é composta por 38 profissionais de diversas áreas, incluindo pediatras, neuropediatra, psiquiatras infantis, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistente social. Todos trabalham de forma integrada para oferecer um cuidado humanizado e baseado em evidências, atuando como retaguarda essencial à Atenção Primária à Saúde (APS). Formação e conhecimento O Compp também é um importante espaço de formação e conhecimento, recebendo estudantes de medicina, residentes multiprofissionais e estagiários da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal (Escs). As ações de matriciamento desenvolvidas pelos profissionais fortalecem a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e qualificam o cuidado em saúde mental oferecido às crianças e suas famílias. Hatha yoga, tai chi chuan e meditação estão entre as atividades oferecidas no Compp Ao longo de sua trajetória, o Compp tem levado o nome da SES-DF a eventos científicos nacionais e internacionais, com trabalhos premiados e reconhecidos pela relevância social. Seus profissionais publicam artigos e livros, contribuindo para a produção de conhecimento em saúde mental infantojuvenil, um campo fundamental para o futuro da sociedade. Outro diferencial do serviço são as Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como hatha yoga, tai chi chuan e meditação, que promovem o bem-estar, previnem agravos e fortalecem vínculos terapêuticos. Essas atividades refletem a essência do Compp: olhar a criança em sua totalidade, corpo, mente e contexto social, e construir caminhos de cuidado em parceria com suas famílias. Atendimento O acesso ao serviço se dá por meio de regulação feita pela Atenção Primária, quando os usuários preenchem alguns critérios, como apresentar humor deprimido, ansiedade intensa, sofrimento psíquico, entre outros. Após a avaliação e estratificação do risco, os pacientes recebem um plano de cuidado e, uma vez estabilizados, são contrarreferenciados à Atenção Primária para continuidade do acompanhamento. O processo inclui ainda a articulação da rede intersetorial para o cuidado em saúde mental, garantindo uma atenção integral e contínua. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Projeto destaca o papel do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde
Com o tema “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária à Saúde: Conhecer para Fortalecer”, foi iniciado, na terça-feira (21), o projeto que busca fortalecer e qualificar as práticas do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa tem como foco o uso seguro e racional de medicamentos, o incentivo à adesão terapêutica e a melhoria dos desfechos em saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Autora do projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, a farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro, relatou: “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Realizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o evento reuniu profissionais das diretorias e gerências regionais de APS da Região de Saúde Central, que abrange Asa Norte, Asa Sul, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Varjão e Vila Planalto, além de representantes dos conselhos Regional (CRF-DF) e Federal de Farmácia (CFF) e do Ministério da Saúde. O encontro marcou o início de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento do papel do farmacêutico, especialmente nas unidades básicas de saúde (UBSs). “O acompanhamento farmacoterapêutico contribui diretamente para o uso racional de medicamentos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O farmacêutico tem condições de identificar falhas na adesão ao tratamento e orientar o paciente para alcançar melhores resultados em saúde”, lembrou Fernanda Duarte, gerente do Componente Básico da Assistência Farmacêutica da SES-DF. Cuidado em ação [LEIA_TAMBEM]A programação inclui participação nas reuniões dos colegiados das diretorias regionais de Atenção Primária à Saúde (Diraps), com apresentações sobre os avanços das ações de cuidado farmacêutico, as contribuições do Ministério da Saúde na integração dessas práticas ao SUS e exposição das iniciativas da Diretoria de Assistência Farmacêutica (Diasf) sobre o tema. Cada encontro também contará com a apresentação de uma experiência exitosa. Na Região Central, destacou-se o projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, da farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro. “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde”, exemplificou ela. Organizado pela Gerência do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, em parceria com o CRF-DF e o Ministério da Saúde, esse projeto vai contemplar todas regiões de Saúde do DF (Central, Sul, Oeste, Leste, Sudoeste, Norte e Centro-Sul) com encontros semanais até o fim de novembro. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Distrito Federal registra aumento nas doações de órgãos e córneas
O Distrito Federal tem avançado no trabalho de conscientização sobre a doação de órgãos. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) apontam que, entre janeiro e junho deste ano, foram realizados, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), 156 transplantes de órgãos e 173 de córneas. No mesmo período de 2024, foram registrados 135 de órgãos e 157 de córneas — crescimento de 15,5% e 10,2%, respectivamente. Apesar do resultado, especialistas da Secretaria de Saúde (SES-DF) apontam que o maior gargalo é ainda a doação. “Existe uma máxima que diz 'sem doação não há transplante'. E é verdade. Temos, hoje, mais pacientes aguardando do que doações de órgãos. Portanto, autorizar tal atitude é fundamental para reduzir o tempo de espera e melhorar a qualidade de vida de quem precisa”, explica a diretora da Central Estadual de Transplantes (CET-DF), Daniela Salomão. Na mesma linha, o chefe do Núcleo de Relacionamento Inter-Hospitalar (NRIH), Sandro Rogério Gabriel dos Santos, reforça o papel da mobilização coletiva: “O trabalho em rede é fundamental. Quando a população entende a importância da doação e os hospitais atuam de forma integrada, conseguimos salvar mais vidas”. Para o especialista, contudo, é preciso equilibrar a clareza sobre a importância da doação com a sensibilidade diante da dor da perda. "Cada autorização significa uma nova chance de vida para quem está na fila, mas também indica que alguém amado se foi", acrescenta. Para que um paciente seja inscrito na lista de espera, é necessário passar por uma avaliação médica com profissionais autorizados | Foto: Jhonantan Cantarelle/Agência Saúde-DF Além das doações locais, o DF também participa de captações em outros estados, o que reforça seu papel de destaque no cenário nacional. Processo de transplantes Para que um paciente seja inscrito na lista de espera, é necessário passar por uma avaliação médica com profissionais autorizados. Após a confirmação da necessidade de um novo órgão, a pessoa será inserida na lista única do Sistema Nacional de Transplantes (STN). A posição pode ser consultada pelo site do Ministério da Saúde. Na capital federal, o CET-DF coordena todo o processo de transplantes, desde o gerenciamento do cadastro de receptores até a logística e a distribuição dos órgãos. A lista é nacional e o gerenciamento passa pelo SUS, ainda que alguns possam ser realizados na rede complementar. Atualmente, o DF realiza transplantes de coração, rim, fígado, pele, córnea, medula óssea, válvula cardíaca e músculo esquelético. A rede privada também oferece várias dessas modalidades. Na rede pública, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) realiza transplantes de pele. Outros procedimentos passam pelas equipes do Hospital de Base (HB-DF), Hospital Universitário de Brasília (HUB) e Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF). Já o Hospital da Criança de Brasília (HCB) é responsável pelo transplante de medula óssea autólogo pediátrico. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Nos 35 anos do SUS, projeto do IgesDF une humanização e atendimento seguro de pacientes
Quando criança, Djalma Araújo, 72 anos, lembra que a família precisava juntar dinheiro para cada consulta médica. “A gente tinha que escolher: ou comprava comida ou levava meu pai ao médico”, recorda. Hoje, ela celebra os 35 anos do SUS com gratidão. “Faço meus exames e consultas no hospital público sem gastar nada. É um direito que mudou a vida da minha família”, conta. Tânia Moraes, de 56 anos, sempre teve plano de saúde. Mas quando quebrou o ombro em um acidente doméstico, já não estava mais pagando as mensalidades. Sem recursos, foi levada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde recebeu atendimento de emergência, internação e cirurgia com prótese. “Eu tinha preconceito com o SUS, achava que não funcionava. Mas tudo correu bem e o cuidado da equipe foi excelente”, elogia. Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos nesta sexta-feira (19) | Foto: Divulgação/IgesDF Nesta sexta-feira (19), o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos. Desde 1990, o serviço público garante, de forma gratuita e universal, o acesso de milhões de brasileiros a cuidados que vão da Unidade Básica de Saúde até procedimentos de alta complexidade. Há seis anos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) assumiu a administração de várias unidades de saúde no DF que continuam 100% no SUS. “Nenhum hospital ou UPA do IgesDF exige pagamento por consultas, exames, medicamentos ou procedimentos, todos os serviços são assegurados pelo SUS”, destaca Cleber Monteiro, presidente do instituto. Responsável pelos Hospitais de Base, Regional de Santa Maria, Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento (UPAs), o IgesDF foi além. Com a implementação do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, ainda em 2019, o Instituto coloca o paciente no centro do cuidado, inspirado na Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. “O programa garante acolhimento em todas as unidades, valoriza a escuta qualificada e oferece suporte a usuários e acompanhantes, tornando a experiência no sistema de saúde mais respeitosa e acolhedora”, explica Anucha Soares, gerente do programa. Com a implementação do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, ainda em 2019, o Instituto coloca o paciente no centro do cuidado, inspirado na Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde SUS e humanização O Programa Humanizar dentro do IgesDF se antecipou até mesmo ao próprio SUS. Em abril de 2025, a Lei nº 15.126 atualizou a legislação do SUS, incluindo a atenção humanizada ao lado da universalidade, integralidade e equidade. Isso significa que, além de garantir atendimento gratuito, o SUS agora tem a obrigação legal de oferecer respeito, acolhimento e comunicação clara em todas as etapas do cuidado. Antes, a humanização era tratada em programas e diretrizes do Ministério da Saúde como a Política Nacional de Humanização. Agora, torna-se uma obrigação legal, vinculando gestores, profissionais e serviços de saúde em todo o país. Com o Humanizar, o IgesDF reforçou as práticas de acolhimento, comunicação clara, respeito à individualidade e protagonismo do paciente. “Ações de humanização já acontecem dentro de várias secretarias de saúde pelo país. No Iges é diferente. Fazemos contratação direta, exclusiva para esse serviço. Nosso colaborador fica na porta acolhendo e individualizando o atendimento não só do paciente, mas dos seus familiares também”, completa Anucha. “Nós já colocamos a humanização como eixo central do cuidado. Estamos à frente das mudanças na Lei e, por isso, somos referência nessa prática”, conclui o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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DF comemora 35 anos do SUS com mais de 400 unidades para atendimento
Nesta sexta-feira (19), o Brasil comemora os 35 anos da Lei nº 8.080, que regulamentou o Sistema Único de Saúde (SUS), previsto na Constituição Federal de 1988. Com o desafio de garantir saúde para todos os cidadãos, a norma previu responsabilidades para governos municipais, estaduais e federal, além de estabelecer uma situação única para o Distrito Federal: reunir em uma só Secretaria de Saúde obrigações tanto de municípios quanto de estados. Cabe à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) oferecer atendimento integral aos 2.996.899 habitantes da capital — de idosos a recém-nascidos. Além disso, quem for de qualquer outro estado brasileiro também tem direito a atendimento no DF. A SES-DF está estruturada com 409 unidades distribuídas por todo o território da capital. Só de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são 181, uma tarefa típica de municípios. Por outro lado, há três hospitais especializados, tal como um estado. Destaque, ainda, para 14 hospitais gerais, 18 centros de atenção psicossocial, 19 policlínicas, 35 centros de especialidades e 13 unidades de pronto atendimento. O GDF vem investindo em inovação e gestão para manter a qualidade do atendimento pelo SUS nas unidades de saúde | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde “Celebrar os 35 anos do Sistema Único de Saúde é reconhecer um dos maiores avanços sociais do Brasil. Renovamos o compromisso de fortalecer o SUS, investir em inovação e gestão, e mantê-lo como símbolo de equidade e esperança para as futuras gerações”, afirma o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. Atenção Primária Principal porta de entrada para a oferta de serviços do SUS, a chamada Atenção Primária à Saúde (APS) está em expansão. Até o fim de 2018, eram 173 UBSs. Agora, as 181 UBSs permitiram a ampliação do cuidado: a cobertura da APS saltou de 61,11% da população em janeiro de 2022 para 78,58% no fim de 2024. Isso se reflete nos cadastros: no mesmo período, eram 1,75 milhões de usuários cadastrados e, no fim do ano passado, o número chegou a 2,25 milhões. Entre 2022 e 2024, houve um salto de 30,5% nos atendimentos: de 3.130.332 para 4.085.135, representando maior oferta de serviços de prevenção, promoção de saúde, diagnóstico e tratamento. Mais de 80% das demandas de saúde podem ser solucionadas na APS, desde o acompanhamento de doenças crônicas ao combate à obesidade, alcoolismo e tabagismo, além de vacinação, pré-natal, consultas, coletas de exames, entrega de medicamentos, planejamento reprodutivo e outras demandas gerais. Atualmente, três UBSs estão sendo construídas e o projeto de outras duas está em fase de execução | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde A projeção é ampliar ainda mais os números de atendimento. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) trabalha na construção de três novas UBSs, duas em Brazlândia e uma na Ponte Alta do Gama. Santa Maria recebeu uma nova unidade este mês e Estrutural e Vila Rabelo estão com projetos adiantados. A estrutura modular de cada uma permitirá o atendimento de 300 pacientes por dia, em média. Integração A SES-DF também avança na oferta de serviços especializados. De 2019 a 2025, o número de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) subiu 73%, de 386 para 668. Essa ampliação é relevante tanto para atender pacientes em quadro clínico grave quanto para permitir procedimentos cirúrgicos que exigem os chamados “leitos de retaguarda”. Na Atenção Especializada, a flexibilidade da SES-DF é destaque em termos de contratos e parcerias. Hoje, as 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Hospital da Criança de Brasília (HCB) e o Hospital de Base (HBDF) estão sob gestão contratualizada, isso é, são unidades gerenciadas por organizações de saúde. Já com o Hospital Universitário de Brasília (HUB), unidade federal administrada pela empresa pública EBSERH, há um contrato de resultados. Outro instrumento adotado é a contratação de serviços na rede de saúde complementar. Transplantes, anestesias, radioterapias, leitos de UTI, hemodiálises, cirurgias eletivas e tratamentos cardiológicos são exemplos de atendimento do paciente do SUS por instituições privadas. Todos são encaminhados para o tratamento por meio do Complexo Regulador do DF, conforme critérios que envolvem, por exemplo, o grau de complexidade da enfermidade. A Atenção Especializada abarca, ainda, policlínicas, ambulatórios e centros especializados, incluindo os de saúde mental, como os centros de atenção psicossocial (Caps). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também é vinculado à SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF participa de oficina sobre integração de dados do SUS
A integração de dados promete transformar a forma como o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona, levando mais eficiência para gestores e mais segurança para pacientes. Com esse objetivo, Brasília sediou, de terça (16) a quinta-feira (18), oficina de alinhamentos estratégicos do projeto de federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O evento reuniu representantes de secretarias de saúde de diferentes estados e do Distrito Federal. Com a adesão, as secretarias terão acesso direto aos registros disponíveis na RNDS, que já reúne cerca de 2,4 bilhões de informações sobre atendimentos, exames, vacinas e prescrições. Oficializada em julho deste ano pelo Decreto nº 12.560, a rede é a plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde, criada para conectar diferentes sistemas em todo o país e aprimorar a qualidade da informação disponível para a população. Para o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, a integração de dados "permite uma gestão mais eficiente dos recursos em saúde, reduz desperdícios e abre caminho para o uso de inteligência de dados e inteligência artificial, ferramentas que podem salvar vidas" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Ao longo dos três dias, os participantes discutiram aspectos técnicos e estratégicos da federalização da RNDS. A programação incluiu debates sobre oportunidades e desafios estaduais, planejamento de fluxos, expansão da rede e jornada de dados. “O DF assume papel de destaque por inaugurar e encerrar esse ciclo de oficinas. Nossa função, nessa etapa, é a coordenação geral, que inclui a organização do espaço, a logística e o apoio integral ao Ministério da Saúde em suas atividades. A previsão é que as atividades, abrangendo todos os estados, sejam concluídas até julho do próximo ano”, ressaltou o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde, Deilton Silva. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da saúde pública: “A integração de dados é fundamental, primeiramente, para garantir a segurança do paciente. Mas também permite uma gestão mais eficiente dos recursos em saúde, reduz desperdícios e abre caminho para o uso de inteligência de dados e inteligência artificial, ferramentas que podem salvar vidas.” Expansão [LEIA_TAMBEM]A etapa estadual sucede o projeto piloto realizado no mês passado em oito estados (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e Tocantins), que testaram soluções, validaram hipóteses e já utilizam dados para a gestão local. Nos próximos 12 meses, as demais 18 unidades da Federação e o DF integrarão o projeto, que se estrutura em quatro pilares: plano institucional, governança, dimensão da informação em informática e comunicação. A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, ressaltou a importância do projeto. “Considero esse um dia histórico, pois marcamos um ponto de partida que impulsionará o trabalho com os dados. As equipes de todas as secretarias de saúde, a partir da RNDS, poderão ter acesso aos dados de seus respectivos estados e municípios em tempo real ou quase em tempo real. Isso possibilitará a tomada de decisões estratégicas, o monitoramento de políticas públicas e a identificação de dados relevantes, como a busca ativa de cobertura vacinal”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com um ano de oferta no SUS, medicamento Trikafta revoluciona tratamento da fibrose cística
O efeito do medicamento Trikafta nos pacientes com fibrose cística pode ser definido como uma “ingestão de vida”. Foi assim com Sérgio Octávio Salustiano Anchieta, 9 anos, que faz acompanhamento no Hospital da Criança de Brasília (HCB). Diagnosticado com a doença desde os primeiros meses, foi apenas no último ano, quando começou o tratamento com o remédio fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que o menino passou a ter uma rotina normal para a idade. Do ano passado para cá, entrou para a escolinha de futebol, acompanhou a seleção colombiana em campo no jogo contra o Brasil em ação da Chefia-Executiva de Políticas Sociais do GDF, voltou a se alimentar de forma oral de suas comidas favoritas (arroz, feijão, carne e farinha) — antes, ele se nutria via gastrostomia, procedimento com um tubo no estômago —, parou de ter que ser internado regularmente e extinguiu os antibióticos do dia a dia. Diagnosticado com fibrose cística com 20 dias de vida, Sérgio passou a ter uma rotina normal de vida após o uso do Trikafta, no último ano | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “A rotina dele era muito pesada antes. Era muito catarro pela manhã, então ele acordava todo dia 6h para fazer nebulização, fisioterapia e tomar a dieta. Tudo isso antes de ir para escola. Depois, às 9h, ele tinha que tomar uma medicação e mais uma vitamina de suplementação. Quando chegava da escola já era almoço, vitamina, remédio… Tinha umas três horas de descanso e começava tudo de novo. Hoje não tem isso. Após a medicação, consigo acordá-lo mais tarde, fazermos a nebulização e depois uma caminhada ou andamos de bicicleta, essa é a fisioterapia dele agora”, explica animada a mãe do menino, a dona de casa Ana Cláudia Costa Salustiano, 34. O diagnóstico veio quando o menino tinha apenas 20 dias de vida. Os primeiros sinais apareceram em casa, mas foi o teste do pezinho que apontou a possibilidade da doença depois confirmada pelo teste do suor, exame considerado padrão ouro. “Nós descobrimos no teste do pezinho. Me ligaram e pediram para refazer. Três dias depois pediram para fazer o teste do suor. Ele já tinha sintomas que eu tinha reparado. Quando ele mamava, vomitava ou já fazia cocô rápido e muito fedido. Foram quatro dias chorando desesperada sem saber o que fazer. Quando foi confirmado, já fomos ao Hospital de Base e tudo estava alterado. Ele estava desidratado, desnutrido e com gordura no fígado. Fiquei morrendo de medo de perder meu filho”, lembra. Mudança de rotina Mas não foi só a vida de Sérgio que se transformou com a chegada da nova medicação, a da mãe do menino também. “Esse tratamento mudou meu psicológico, porque a cada internação a gente sofria. Eu era uma mãe muito tensa. Eu tinha despertador de 3 em 3 horas para acompanhar os horários dele. Hoje eu estou cuidando um pouco mais de mim”, admitiu. A história é semelhante na casa da família Nobre Leite. A dona de casa Leda, 34, conta que o filho William foi diagnosticado com fibrose cística aos dois meses de idade após apresentar refluxo. “Todo dia que ele comia, ele vomitava. Um dia levei ao pronto-socorro, ele foi internado e fez uma série de exames. Passou três dias no Hospital da Criança e depois foi para o Hospital de Base. Passamos um mês até descobrir a fibrose cística”. Antes da introdução da Trikafta, o menino estava a cada dois meses internado para tratar as consequências da fibrose. “Desde o começo do remédio, a evolução dele foi bem grande. Ele não teve mais nenhuma internação. Está indo muito bem. Melhorou o pulmão e o ganho de peso”, detalha a mãe. “A fibrose afetava muito o nosso dia a dia. Ele era muito secretivo, tossia muito, ficava com mal estar, atrapalhava na alimentação. Graças a Deus depois que começou a Trikafta ele teve uma melhora muito grande”, acrescenta. Trikafta age diminuindo quantidade de sintomas da doença, resultando em qualidade de vida a pacientes e seus familiares Tratamento revolucionário Integrado ao SUS no ano passado, o remédio age diminuindo a quantidade de sintomas da doença e, consequentemente, reduzindo hospitalizações e mortes e tirando os pacientes das filas de transplante, bem como dando mais qualidade de vida aos diagnosticados e seus familiares. Segundo dados de julho de 2025 do Hospital da Criança de Brasília (HCB) — instituição que integra a rede pública de saúde do Distrito Federal —, 91,9% das crianças e dos adolescentes em uso da medicação tiveram redução dos sintomas. A fibrose cística é uma doença genética hereditária que afeta, principalmente os sistemas respiratório e digestivo, ao causar o acúmulo de secreções espessas nos pulmões, pâncreas e outros órgãos, devido a uma mutação no gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator, em português regulador da condutância transmembrana na fibrose cística), que resulta no mau funcionamento do transporte de cloro e sódio nas membranas celulares. Segundo dados de julho de 2025 do Hospital da Criança de Brasília (HCB) — instituição que integra a rede pública de saúde do Distrito Federal —, 91,9% das crianças e dos adolescentes em uso da medicação tiveram redução dos sintomas Criado a partir da junção de três terapias — elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor —, o remédio atua como um modulador de CFTR, proteína defeituosa que começa a trabalhar de forma mais efetiva. O remédio diminui a inflamação dos órgãos afetados de forma progressiva. “É um medicamento disruptivo. É impressionante o resultado. Nunca vivemos isso na fibrose cística e acho que dificilmente em outras doenças. É muito revolucionário. Porque ele vai dentro da célula e corrige esse canal. Com a abertura, o defeito básico é corrigido e o paciente começa a ter as secreções menos viscosas”, destaca a pneumologista pediátrica do HCB, Luciana Monte. De uso contínuo, a medicação é indicada na rede pública brasileira a partir dos 6 anos de acordo com o tipo de mutação do paciente. Hoje, a bula brasileira já registrou 271 mutações da doença no país. Antes do fornecimento da medicação, o tratamento tinha como foco atuar nas consequências do problema no canal de cloro. “Quando não temos os moduladores de CFTR, tratamos tudo que acontece de complicação. Vamos fluidificar o muco pulmonar e respiratório, para que a pessoa consiga tirar essa secreção. Vamos fazer fisioterapia. No pâncreas, fazemos a ingestão das enzimas. Vamos correndo atrás do prejuízo. É um tratamento muito complexo e com uma carga muito grande para famílias. São mais de 10 remédios todos os dias. Sabemos que esses tratamentos são importantíssimos para manter a vida dessas pessoas e o mínimo de qualidade, mas não são suficientes”, aponta a médica. "Eles vão poder viver e realizar sonhos. Antes eles viviam para a doença, agora, estão podendo viver”, destaca a pneumologista pediátrica do HCB, Luciana Monte, sobre a mudança de vida dos diagnosticados “Quando vem o modular é que vemos a diferença. Eles têm motivação para ir atrás dos sonhos. Hoje, 25% das pessoas com fibrose são adultos e 75% são pacientes pediátricos. Isso é muito triste, porque eles estão morrendo cedo. Esse remédio está mudando esse paradigma. Eles vão poder viver e realizar sonhos. Antes eles viviam para a doença, agora, estão podendo viver”, define Luciana Monte. No Distrito Federal, o Hospital da Criança de Brasília e o Hospital de Base são as unidades de referência de tratamento, sendo a primeira voltada para pacientes infantojuvenis e a segunda para os adultos com a doença.
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UPA de Ceilândia mantém certificação inédita de qualidade e segurança
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia I acaba de manter a certificação em qualidade e segurança dos serviços prestados à população do Distrito Federal. Após passar por uma auditoria da Organização Nacional de Acreditação (ONA) neste mês, a unidade reafirma sua posição de referência em atendimento. Das mais de 700 UPAs no Brasil, apenas 23 possuem essa acreditação, e Ceilândia I é a única do Centro-Oeste com esse reconhecimento, válido em todo o território nacional e com padrões de referência internacional. A unidade é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Segundo o superintendente de Qualidade e Melhoria Contínua do IgesDF, Clayton Sousa, a ONA avalia o amadurecimento institucional da unidade. “A certificação não significa que a UPA é perfeita. Ela mostra comprometimento com eficiência operacional e processos claros, garantindo atendimento seguro e gestão organizada”, explica. O selo da ONA também evidencia que a unidade está preparada para períodos de alta demanda, como surtos de doenças respiratórias, graças a planos de contingência estruturados. “As avaliações são constantes, e o processo de qualidade é contínuo. Passamos por auditorias regulares para manter os padrões de alto desempenho”, completa Sousa. Após passar por uma auditoria da Organização Nacional de Acreditação (ONA) neste mês, a unidade reafirma sua posição de referência em atendimento | Foto: Divulgação/IgesDF Para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a acreditação traz mais confiança, agilidade e segurança em cada atendimento. O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que o selo valoriza e fortalece a imagem da rede pública. “Ele mostra à população que é possível oferecer um serviço gratuito, seguro, humanizado e com padrão de qualidade reconhecida”. “A certificação da ONA reflete nosso compromisso em prestar um atendimento seguro, eficiente e acolhedor. A UPA de Ceilândia é 100% SUS, e esse selo é uma forma concreta de mostrar à população que estamos avançando no cuidado de cada paciente”, complementa o presidente. A conquista e a manutenção da acreditação valorizam o esforço diário dos profissionais de saúde. “Esse resultado só foi possível graças ao trabalho árduo desempenhado pelos nossos colaboradores, que se dedicam intensamente ao cuidado dos usuários. O processo de atendimento evoluiu muito com a acreditação e seguimos empenhados para melhorar cada dia mais”, ressalta Graziele Faria, gerente da UPA de Ceilândia I. UPA de Ceilândia: referência em pronto atendimento Inaugurada em 2012, a UPA de Ceilândia I é a maior do DF, com média de 13 mil atendimentos por mês. Até agosto deste ano, mais de 79 mil pacientes foram assistidos em clínica médica, pediatria e odontologia. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)
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Começa o curso de aperfeiçoamento em Hortos Agroflorestais Medicinais
Em parceria com a Fiocruz, a Secretaria de Saúde (SES-DF) deu início ao curso de aperfeiçoamento em Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Hamb). Ministrada na última semana pelo médico sanitarista Emerson Merhy — um dos protagonistas do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira, que deu origem ao Sistema Único de Saúde (SUS) —, a aula magna teve como tema “Ousar conduzir o próprio viver: para o desejo não há obstáculo”. O médico sanitarista Emerson Merhy proferiu a aula magna do curso: “É encantador ver as pessoas nos hortos dizendo quanta vida é produzida” | Fotos: Matheus de Oliveira/Agência Saúde-DF “Os hortos são uma busca por alternativas de tratamento que possam dar ao ser humano a sua dignidade” Robinson Parpinelli, subsecretário de Assistência à Saúde Durante sua explanação, Merhy falou da importância de ampliar o olhar sobre o cuidado em saúde: “Estamos muito prisioneiros a certas tecnologias de cuidado, e as geradas em outros lugares, como a agroecologia, acabam mostrando efeitos absolutamente mais produtivos. É encantador ver as pessoas nos hortos dizendo quanta vida é produzida”. Também presente à aula magna, o subsecretário de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Robinson Parpinelli, ressaltou os benefícios dos hortos: “A medicina pode ter várias vertentes e apostar em todas essas é uma obrigação institucional. Os hortos são uma busca por alternativas de tratamento que dão dignidade ao ser humano. São importantes não só como política pública, mas como ação social no envolvimento das pessoas no próprio autocuidado”. Políticas públicas O farmacêutico Felipe Tironi, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte, participou da aula e reforçou o impacto da iniciativa em sua prática profissional. “É transformador e motivador, é uma ressignificação do meu propósito de trabalho”, relatou. “É uma chance de poder mudar não só a minha vida, mas contribuir para uma mudança da vida dos outros e do ambiente”. Na avaliação do gerente de Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF, Marcos Trajano, o curso fortalece as políticas públicas e prepara a rede para desafios futuros. “A crise climática requer que os nossos trabalhadores possam assumir uma posição de horizontalidade junto aos usuários que são cuidados por nós e junto aos gestores, em busca de soluções nos nossos territórios”, apontou. “Para isso, essa parceria interinstitucional é fundamental para os desafios atuais”. [LEIA_TAMBEM]A diretora-executiva da Escola Fiocruz de Governo, Luciana Sepúlveda, destacou que a formação contribui para manter os hortos ativos e atuantes no DF: “Desde a construção do horto, ele significa uma aposta em um modelo de saúde aberto à interface com outros setores, com o meio ambiente e a agroecologia. Ele materializa essa construção, mas precisa ter pessoas em torno dele que o coloquem em prática. Por isso, a importância dessa formação continuada”. Regulamentação Regulamentada este ano no âmbito da SES-DF, a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb) tem como objetivo desenvolver competências para implementação e uso dos hortos agroflorestais como tecnologias sociais de cuidado e promoção da saúde. Atualmente, a Rhamb conta com 34 unidades nas sete regiões de saúde, sendo 26 na SES-DF, cinco em outros serviços públicos e mais três em apoio a iniciativas comunitárias. Somente em 2025, já foram implantados cinco novos hortos, com previsão de superar a marca de 45 até o fim do ano. Os cursos de aperfeiçoamento, promovidos anualmente desde 2023, capacitam cerca de 50 servidores a cada nova edição. *Com informações da Secretaria de Saúde LEGENDAS: FOTO 1: Responsável por conduzir a aula magna, sanitarista Emerson Merhy foi um dos protagonistas do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira, que deu origem ao SUS. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF FOTO 2: Participante da aula magna, o farmacêutico Felipe Tironi, reforçou impacto da iniciativa na sua vida profissional. "É transformador e motivador", relatou. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF FOTO 3: “Os hortos são uma busca por alternativas de tratamento que possam dar ao ser humano a sua dignidade”, apontou o subsecretário de Assistência à Saúde, Robinson Parpinelli. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF
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