Drones ajudam a combater a dengue em várias regiões do DF
Historicamente, o Distrito Federal não apresenta um número elevado de casos de dengue em junho. Contudo, a Secretaria de Saúde (SES-DF) segue atuando em locais propícios à reprodução do Aedes aegypti, impedindo a formação de novos focos de proliferação da doença. Drone lança pacotes de larvicidas, que se dissolvem e se espalham ao entrar em contato com água acumulada, impedindo a formação de novos focos de proliferação da dengue | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF "A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar" Vladimir Sales, agente de Vigilância Ambiental da SES-DF Uma das principais medidas para localizar e combater esses possíveis pontos de reprodução é o uso de drones, como as ações que ocorrem ao longo desta semana em vários pontos do DF, como Santa Maria, Gama, Água Quente, Recanto das Emas, Plano Piloto, Park Way, Vicente Pires, Arniqueira, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural, Águas Claras, entre outros. "A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar", explica o agente de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) da SES-DF, Vladimir Sales. O servidor diz que a ferramenta tem sido útil para espaços como encostas, locais cercados ou mesmo casas e comércios fechados, onde não é possível fazer contato com os responsáveis. A operação dos drones segue os protocolos de segurança, tendo como principal foco garantir a segurança das pessoas Funcionamento dos drones [LEIA_TAMBEM]O aparelho é utilizado de duas formas. A primeira é para monitoramento: com uma câmera de alta resolução, ele faz imagens de cima dos locais de interesse e, com ajuda de inteligência artificial, são mapeados possíveis criadouros do mosquito, como caixas de água aberta e concentrações de lixo onde possa haver água acumulada. Caso não seja possível a atuação direta dos agentes, entra em ação o segundo tipo de uso. Nessas situações, o drone lança até quatro pacotes de 15 gramas com larvicidas, totalizando 60 gramas de carga. Em contato com a água, esses invólucros se dissolvem e o larvicida se espalha na água acumulada. "No caso da aplicação, o trabalho do aparelho é pontual. Normalmente, ficamos em uma área próxima de onde vai fazer esse lançamento", explica o operador de drones Luciano Martins. O trabalho do profissional segue os normativos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tendo cuidado específico com postes, fiação ou com pessoas. Contratado em setembro do ano passado, o serviço prevê que, ao longo de um ano, sejam realizadas 18.420 atividades de mapeamento e identificação de focos do Aedes aegypti e 10.808 tratamentos de pontos de interesse. *Com informações da SES-DF
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Dengue e chikungunya: saiba diferenciar os sintomas
Febre, mal-estar e dores pelo corpo costumam ser os primeiros sinais de alerta para quem contrai dengue ou chikungunya. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes nos primeiros dias, as duas doenças evoluem de maneiras diferentes. A principal forma de prevenir a dengue e a chikungunya é eliminar possíveis fontes de reprodução do mosquito transmissor | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses” José David Urbaez, infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito — Aedes aegypti —, ambas as doenças possuem algumas características distintas entre si. Na dengue, a febre alta e repentina (acima de 38°C) é um dos principais sintomas. Já na chikungunya, as fortes dores nas articulações marcam sua presença. “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses”, explica o infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área, José David Urbaez. Sinais em comum e diagnóstico A dengue é causada pelo vírus Denv, que possui quatro sorotipos diferentes: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4. Seus sintomas incluem, também, dores na cabeça, atrás dos olhos e nos músculos. Nos casos mais graves podem ocorrer sangramentos nas mucosas e o surgimento de manchas vermelhas na pele. Mal-estar, dores nas articulações e na cabeça e vermelhidão também aparecem em ocorrências de chikungunya. Além dos testes rápidos, a rede pública também realiza exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico das doenças | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF Mesmo com as diferenças visíveis, a forma mais segura de identificar a dengue ou a chikungunya é procurar atendimento médico, segundo Urbaez. As duas doenças podem ser identificadas por exames laboratoriais disponíveis na rede pública de saúde do DF. Além dos testes rápidos, também podem ser realizados exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Ao apresentar febre, dores no corpo ou nas articulações, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A maioria dos casos de dengue, por exemplo, pode ser totalmente gerenciada na atenção primária, com hidratação, repouso e medicamentos para aliviar os sintomas. Os casos graves são encaminhados aos hospitais regionais”, detalha o especialista da SES-DF. Combate diário A liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, é uma estratégia da SES-DF que ajuda a reduzir a transmissão de arboviroses. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]A principal forma de prevenir as arboviroses é eliminar pontos de acumulação de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito transmissor. Pneus, garrafas, calhas e caixas d’água sem proteção estão entre os recipientes que mais favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Na capital federal, a SES-DF também mantém uma série de ações de enfrentamento, como: borrifação intradomiciliar, uso de drones para identificar possíveis criadouros, instalação de armadilhas e aplicação da vacina contra a dengue em públicos específicos. Outra estratégia adotada pela pasta é a liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. A tecnologia ajuda a reduzir a capacidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti e reforça as ações de controle. *Com informações da SES-DF
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Chikungunya: rede pública do DF oferece diagnóstico e alerta sobre sintomas
O período de chuvas no Centro-Oeste deve prosseguir até o início de maio, e um dos principais problemas dessa época é a proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito. Mais associado à transmissão da dengue, esse vetor também pode transmitir outras doenças menos conhecidas, como a chikungunya. A temporada de chuvas no DF é caracterizada pela proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “A chikungunya é uma doença de notificação compulsória e representa riscos importantes à saúde, por conta de seu potencial de causar dor articular intensa e incapacitante. Esse quadro pode evoluir para a forma crônica, persistindo por meses ou até anos e comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Aline Factur, enfermeira da área técnica de arboviroses da Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF). A especialista ressalta que, em casos mais graves, a doença pode apresentar manifestações sistêmicas, incluindo acometimentos neurológicos — como encefalite, mielite e síndrome de Guillain-Barré — e complicações cardíacas, renais e respiratórias. “Embora os óbitos sejam raros, casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para morte, especialmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades, o que reforça a importância da vigilância, do diagnóstico oportuno e do acompanhamento adequado dos casos”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Sintomas Os principais sintomas da chikungunya são mal-estar, dor muscular, cefaleia (dor de cabeça), manchas avermelhadas pelo corpo que não coçam e, como sinais mais característicos da doença, vermelhidão e dor aguda nas articulações — joelhos, tornozelos, mãos, cotovelos e ombros. A infecção pelo arbovírus chikungunya pode evoluir em três fases clínicas. A primeira, a fase aguda, é caracterizada por febre alta e dor intensa nas articulações, com duração aproximada de cinco a 14 dias. Em seguida, há uma fase em que a febre cessa, mas as dores articulares persistem por um período de 15 a 90 dias. Estima-se que mais de 50% dos pacientes desenvolvam ainda uma terceira etapa, a fase crônica, quando as dores articulares perduram por mais de 90 dias após o aparecimento dos sintomas. O quadro pode se prolongar por meses ou anos, com impactos importantes na qualidade de vida da pessoa. Arte: SES-DF “A chikungunya pode apresentar desafios no reconhecimento dos casos porque, nas fases iniciais, seus sinais e sintomas são muito semelhantes aos de outras arboviroses, especialmente dengue e zika. Febre de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar geral são manifestações comuns a essas doenças. Além disso, todas são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, pontua Aline Factur. De acordo com a profissional, mesmo na fase crônica, a doença pode ter o diagnóstico ignorado, já que dores nas articulações são comuns a outros problemas de saúde. Ela enfatiza a necessidade de suspeição clínica e atenção epidemiológica constante para o vírus — introduzido no Distrito Federal apenas em 2015, mas com registro contínuo de casos confirmados ao longo dos anos e tendência de aumento anual. “Na rede da SES-DF, os exames laboratoriais confirmatórios para chikungunya são disponibilizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo utilizado o mesmo kit de exame para a confirmação de dengue”, lembra. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Com a soltura de wolbitos, DF apresenta queda de mais de 60% dos casos de dengue
Em sete semanas de 2026, o Distrito Federal registrou 1.719 casos suspeitos de dengue, uma queda de 62,4% frente aos 4.579 no mesmo período do ano passado. O sucesso é atribuído a uma série de estratégias adotadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), tendo como destaque a liberação de mais de 38 milhões de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia. Chamados de wolbitos, esses insetos têm menor capacidade de transmitir a dengue, com potencial para substituir a população original de transmissores. “É uma experiência bem-sucedida. Os mosquitos disseminados no meio ambiente adaptaram-se e conseguiram prevalecer”, explica o chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias, Allex Moraes. Biofábrica de wolbitos permitiu a criação dos 38 milhões de mosquitos que foram disseminados em dez regiões administrativas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Índices positivos Por meio de ovitrampas, armadilhas capazes de capturar mosquitos, foi possível atestar que as dez regiões administrativas onde houve a soltura de wolbitos atingiram uma média de 68,29% da população de Aedes aegypti composta por insetos inoculados com a bactéria Wolbachia. O menor índice foi na Fercal, com 53,73%, enquanto no Itapoã chegou a 81,44%. A expectativa é a que os wolbitos ocupem ainda mais espaço dos Aedes aegypti originais. Isso porque o cruzamento de mosquitos inoculados com Wolbachia geram novos wolbitos, enquanto o cruzamento com os Aedes aegypti originais ou não geram filhotes ou dão a origem a uma nova geração de wolbitos. Não há qualquer alteração genética, e a bactéria Wolbachia não é transmitida para seres humanos ou outros mamíferos, como gatos e cachorros. Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja, não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre Anderson de Morais, chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico “Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja, não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre. A própria dinâmica de reprodução faz com que a bactéria continue circulando", detalha o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico, Anderson de Morais. A previsão dos especialistas é que, aos poucos, os mosquitos se espalhem para outras regiões administrativas. “Existe dispersão natural. O Aedes aegypti voa distâncias curtas, mas com o tempo pode expandir território, principalmente com a ajuda involuntária do ser humano [carro, transporte de objetos, etc]”, complementa Morais. Além da dengue, o Aedes aegypti é responsável por transmitir zika, chikungunya e febre amarela, chamadas de arboviroses. Outros métodos Os drones também são uma importante ferramenta da Secretaria de Saúde para identificar possíveis focos de Aedes aegypti | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O sucesso da estratégia com os wolbitos, porém, não substituiu as demais iniciativas para combater as arboviroses. Em 2025, por exemplo, as equipes de Vigilância Ambiental da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências. [LEIA_TAMBEM]Mais tecnologias seguem em plena execução, como a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), a instalação de estações disseminadoras de larvicidas e o uso de ovitrampas. Drones também têm sido usados para ajudar o trabalho das equipes de campo, com identificação de locais onde há possíveis larvas. A vacinação contra a dengue é outra forma eficiente de evitar casos graves da doença e hospitalização. Atualmente, a SES-DF aplica duas doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Em fevereiro deste ano, profissionais da linha de frente no combate ao mosquito foram incluídos nos públicos-alvos. “Contudo, todas essas estratégias devem ser aliadas a ações da população. Os olhos atentos das comunidades são, ainda, um dos métodos mais eficazes contra a dengue e outras arboviroses”, reforça Morais. *Com informações da SES-DF
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GDF inicia vacinação contra dengue para profissionais de saúde que atuam em linha de frente
A Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciou, nesta quinta-feira (19), a vacinação contra a dengue para profissionais da área no Distrito Federal. No primeiro momento, a imunização contempla trabalhadores com maior exposição à doença, como é o caso dos agentes de Vigilância Ambiental (Avas), que atuam no combate aos focos do Aedes aegypti, e dos que atendem diretamente pacientes, caso das equipes de Consultório na Rua (eCR) e de Saúde da Família (eSF). A enfermeira Larissa Andrade, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Núcleo Bandeirante, ressalta a diferença que a imunização pode fazer na assistência: "Para mim, é muito importante ficar protegida. Assim, evito ficar doente e posso cuidar melhor dos pacientes", argumenta. "Essa vacina me dá a segurança necessária para fazer os atendimentos", acrescenta a técnica de enfermagem Rosiane Correa, da eCR da UBS. A enfermeira Larissa Andrade destaca que estar protegida contra a doença significa poder cuidar dos pacientes | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Estratégia complementar A vacinação contra a dengue continua aberta a todas as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Em paralelo, a chegada de novas doses produzidas pelo Instituto Butantan permitiu o início da nova estratégia, focada na proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença. “Essa é uma medida estratégica de proteção coletiva, que contribui para reduzir afastamentos, garantir a continuidade dos serviços e assegurar assistência qualificada à população do DF”, explica o coordenador da Atenção Primária da SES-DF, Afonso Abreu. Nesse sentido, as salas de vacina têm recebido doses suficientes para atender tanto seus servidores elegíveis quanto os Avas dos Núcleos de Vigilância Ambiental próximos. Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio da SES-DF, endossa o papel de equipes de saúde mais protegidas para garantir a qualidade da rede pública. “Ao vacinar quem está na linha de frente, zelamos também pelos usuários do sistema, pois ampliamos a capacidade de resposta dos serviços de saúde”, avalia. *Com informações da SES-DF
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População pode solicitar visitas técnicas para orientações de combate a pragas
Você sabia que a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem como uma de suas principais atividades as visitas e inspeções domiciliares e em locais solicitados pela própria comunidade? O foco é na orientação e promoção da saúde. Por meio de canais oficiais, como o telefone 162, o cidadão pode solicitar diretamente a inspeção ambiental para avaliação de situações relacionadas à presença de pragas no ambiente doméstico ou comercial. Na maioria dos casos, a inspeção ambiental não inclui aplicação de inseticidas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde As visitas ambientais, realizadas pelos agentes de vigilância ambiental, monitoram e abrangem o controle de mosquitos vetores de Aedes aegypti, mosquito-palha, barbeiro, borrachudo, escorpião, aranha, lagarta e lacraia. As equipes não fazem dedetização nem aplicação de inseticidas, exceto em situações específicas de água parada, quando pode haver o uso de larvicidas para impedir o desenvolvimento de mosquitos causadores da dengue. Conscientização O principal objetivo das inspeções é orientar a população sobre medidas adequadas para combater as pragas, conforme explica o agente do Núcleo de Vigilância do Recanto das Emas, Cleidson Silveira. “As nossas visitas são feitas para orientar a população a respeito de alguma situação com pragas no ambiente, casa ou comércio que possa trazer algum problema de saúde para a pessoa. Nós visitamos, observamos todo o local, se há algum problema, e orientamos a pessoa para que ela possa fazer adequações”, explicou. A participação da população é importante para evitar a propagação de doenças. De acordo com a agente Aline Cândida, também do núcleo do Recanto das Emas, a procura pelo serviço é significativa. “Recebemos muitos pedidos pela própria população. Temos equipes separadas para estas visitas e realizamos diariamente inspeções em residências ou outros locais”, destacou. A população tem um canal de comunicação direto com a Secretaria de Saúde para solicitar as visitas dos agentes ambientais [LEIA_TAMBEM]Além das solicitações espontâneas, os agentes também atendem demandas sobre denúncias encaminhadas por outros órgãos ou pela Ouvidora. Após o recebimento da solicitação, os agentes fazem a identificação do local, a classificação do vetor e tomam as medidas necessárias para controle de doenças relacionadas ao meio ambiente. Como solicitar Para solicitar o serviço, basta telefonar para o número 162 ou pela internet, por meio do site Participa.DF. Além desses canais, os núcleos regionais de vigilância ambiental das regiões administrativas também têm atendimento presencial, escutando e acolhendo as demandas da população. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com drones e mosquitos wolbitos, GDF alia tecnologia e controle biológico no combate à dengue
O Governo do Distrito Federal (GDF) intensificou o combate ao mosquito Aedes aegypti em 2025 com ações que aliam tecnologia e controle biológico. Desde outubro do ano passado, drones contratados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) sobrevoaram 22 regiões administrativas, com mapeamento de mais de 2,1 mil hectares e identificação de cerca de 3 mil possíveis criadouros. Além disso, em setembro, outra estratégia entrou em vigor com a inauguração do Núcleo Regional de Produção Oswaldo Paulo Forattini — Método Wolbachia, colocando Brasília na vanguarda do controle biológico do vetor. As frentes de combate são coordenadas pelo Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, que funciona como um hub de controle vetorial. O espaço reúne o núcleo de produção dos mosquitos, a central de controle dos fumacês e a base de armazenamento e distribuição de larvicidas, inseticidas, bombas costais e outros insumos utilizados contra as arboviroses. Anderson Leocadio: "O drone funciona como um novo agente de saúde, capaz de identificar focos ocultos em grandes alturas e até realizar o tratamento químico onde o agente não consegue chegar" | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O método Wolbachia foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e consiste na liberação de mosquitos inoculados com uma bactéria que impede a transmissão da dengue, da zika e da chikungunya. Após 14 semanas de produção e 13 semanas de liberação, foram soltos aproximadamente 13 milhões de wolbitos, apelido para os “mosquitos amigos”, em cerca de 14 mil pontos de soltura no DF. “Protegendo o mosquito, a gente protege a população”, afirma o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio. Já o drone auxilia tanto na visualização como no tratamento dos focos do mosquito. “O drone funciona como um novo agente de saúde, capaz de identificar focos ocultos em grandes alturas e até realizar o tratamento químico onde o agente não consegue chegar”, ressalta Leocádio. Os dispositivos foram incorporados por meio do projeto Voo pela Saúde, executado pela empresa GRS80, com o objetivo de mapear 30% do território do DF. Já foram sobrevoadas cidades como Paranoá, Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Estrutural, São Sebastião, Arapoanga e Fercal. [LEIA_TAMBEM] Segundo a gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Herica Bassani, as ações de combate, conscientização e prevenção ao mosquito da dengue são contínuas para manter o trabalho atualizado e eficaz, mas devem ser combinadas com o cuidado dos cidadãos. “Pedimos para que a população faça a sua parte e abra as portas para os agentes, que têm um olhar diferenciado e poderão te orientar da melhor maneira para não ter nenhum foco com mosquito na sua residência.” Em 2025, 362 servidores visitaram mais de 1,8 milhão de residências do DF. A gerente observa que a atenção deve ser redobrada no período chuvoso devido às características do mosquito. Uma delas é a durabilidade dos ovos em condições secas, que pode ultrapassar um ano. “A fêmea coloca os ovos acima da linha d'água e eles podem sobreviver ali no seco por mais de um ano. Por isso que, depois que chove, rapidamente o número de mosquitos aumenta, é perceptível. Em contato com a água, em 30 minutos temos a larva do mosquito e uma semana, dez dias depois, temos o mosquito adulto”, conclui.
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DF registrou redução de 96% nos casos prováveis de dengue em 2025
O Distrito Federal fechou o ano epidemiológico de 2025 com uma queda de 96% nos casos prováveis de dengue, conforme aponta o boletim epidemiológico mensal nº 52, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Os dados consideram as notificações registradas ao longo de todo o ano. Ao longo de 2025, foram registradas 24.759 notificações suspeitas de dengue no Distrito Federal. Desse total, 11.875 casos foram classificados como prováveis, dos quais 11.108 ocorreram entre moradores do DF. A comparação com 2024 — ano marcado por um cenário epidemiológico atípico, com alta circulação do vírus em diversas regiões do país — evidencia um quadro mais controlado em 2025. No ano anterior, haviam sido registrados 278.019 casos prováveis entre residentes no Distrito Federal, número significativamente superior ao observado neste ano. Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências, além de atuar em locais públicos e áreas com maior circulação de pessoas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Maria Alves Siqueira Malta, os indicadores relacionados à dengue são acompanhados de forma contínua pelas equipes técnicas. “Isso nos permite identificar tanto o aumento dos atendimentos quanto a mudança na predominância dos sorotipos em circulação”, explica. Ela acrescenta que, diante desse cenário, a secretaria vem fortalecendo a resposta para a nova sazonalidade, com a atualização do plano de contingência para dengue, chikungunya e zika, além da melhoria da qualidade dos dados de notificação e da reformulação do informe epidemiológico semanal. “Essas ações ampliam a capacidade de resposta do sistema de saúde e contribuem para a prevenção de casos graves”, conclui. A redução foi observada em todas as regiões de saúde do DF, indicando um comportamento mais uniforme da doença no território. O boletim também mostra que, em 2025, a maior parte dos registros ocorreu entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, informação que contribui para direcionar as ações de prevenção e orientação à população. Os resultados refletem o trabalho permanente desenvolvido pela Secretaria de Saúde, com atuação contínua na Vigilância Epidemiológica, no monitoramento dos casos e nas ações da Vigilância Ambiental voltadas ao controle do mosquito transmissor. As iniciativas são realizadas ao longo de todo o ano, de forma integrada, envolvendo diferentes áreas da rede pública de saúde. As ações envolveram diferentes estratégias de controle e monitoramento do mosquito transmissor | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Apesar do cenário positivo, a SES-DF reforça a importância da manutenção dos cuidados, principalmente durante o verão. A dengue apresenta comportamento sazonal e tende a registrar maior ocorrência nos períodos mais quentes e chuvosos, quando aumentam as condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Equipes da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências em 2025 Mesmo com a redução dos casos de dengue em 2025, a Secretaria de Saúde manteve ações contínuas de prevenção em todo o Distrito Federal. Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde visitaram mais de 1,8 milhão de residências, além de atuar em locais públicos e áreas com maior circulação de pessoas.[LEIA_TAMBEM] As ações envolveram diferentes estratégias de controle e monitoramento do mosquito transmissor. Entre elas, a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em pontos estratégicos, a instalação de mais de 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas e o uso de 3,8 mil ovitrampas para acompanhamento da presença do Aedes aegypti. O trabalho de campo contou ainda com o apoio de drones, utilizados no mapeamento de áreas consideradas prioritárias. A tecnologia permitiu a varredura de 22 regiões administrativas, com mais de 2,1 mil hectares analisados e a identificação de milhares de possíveis focos. Outra frente adotada foi o uso dos mosquitos com a bactéria Wolbachia, estratégia que contribui para reduzir a transmissão das arboviroses ao longo do tempo.
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