Exposição Tramas da Alma revela criatividade de alunos da rede pública
Os artistas mirins da rede pública de ensino protagonizaram um momento de sensibilidade, técnica e criatividade durante a abertura da exposição Tramas da Alma, realizada no Alameda Shopping, em Taguatinga. Desenvolvida na sala de recursos da Escola Classe (EC) 63 de Ceilândia, voltada ao atendimento educacional especializado para estudantes com altas habilidades/superdotação (AEE-AH/SD), a mostra reúne obras produzidas por alunos da rede pública do Distrito Federal e segue aberta para visitação até o dia 30 deste mês. A iniciativa evidencia como a educação inclusiva desenvolvida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) contribui para o reconhecimento de talentos, o desenvolvimento de potencialidades e o protagonismo estudantil. Obras produzidas por estudantes da sala de recursos de altas habilidades refletem maturidade artística e sensibilidade | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Com uma coleção diversificada de temas, técnicas e estilos, as obras revelam criatividade, domínio artístico e diferentes maneiras de interpretar o mundo. Mais do que apreciar os trabalhos expostos, o público é convidado a percorrer narrativas construídas pelos estudantes, refletindo sobre sentimentos, experiências e percepções traduzidas em cores, texturas e formas. As produções demonstram maturidade artística e revelam a singularidade do olhar de cada autor. Arte sob a ótica dos estudantes e das famílias Para os jovens artistas, a exposição representa a materialização de um sonho e de muito esforço. Ismael Ferreira, de 9 anos, estudante da Escola Classe 64 de Ceilândia e um dos talentos da mostra, revelou que sua inspiração uniu a cultura pop à experimentação de materiais. "Eu me inspirei em um jogo de que gosto bastante. Usei vários tipos de tinta, tecidos e várias outras coisas. Gostei muito de fazer essa arte e estou muito feliz por estar aqui", contou. Estudantes utilizaram técnicas mistas e materiais diversos para dar vida à imaginação A estudante Emanuela Ferreira, 10 anos, da Escola Classe 33 de Ceilândia, também explorou texturas e volumes para compor sua obra. "A inspiração dessa pintura veio da minha imaginação. Usei massa acrílica, areia, cola, conchas, fita e tecido de cetim, além de tinta acrílica e lantejoulas. Fico muito alegre de ter conseguido concluir a minha obra e gostei muito do resultado", comemorou. Por trás de cada produção, há uma rede de apoio que incentiva e acompanha o desenvolvimento desses talentos. Ana Ferreira, mãe de Emanuela, destacou a importância de estimular a criatividade da filha. "Eu a incentivo bastante, apoio e acompanho o dia a dia dela. Tem dia que o quarto é uma bagunça, porque ela coloca tudo ali para facilitar o acesso, mas entendo que faz parte. É muito gratificante ser mãe de artista; é desafiador e a gente aprende todo dia com eles", compartilhou. Perspectiva pedagógica e valorização profissional O secretário-executivo substituto Jean François destacou o brilhantismo técnico, a maturidade estética e a sensibilidade humana dos estudantes [LEIA_TAMBEM]A professora itinerante Gizelly Pires, uma das organizadoras do evento, ressaltou que a iniciativa vai além da apreciação estética e contribui para a construção de projetos de vida. "Valorizar o que estamos trazendo aqui hoje é muito mais do que uma exposição. É valorizar um trabalho feito com dedicação, talento e afeto. O trabalho da sala de recursos se dá por meio de uma conscientização de que as habilidades que eles desenvolvem hoje na escola podem ser aplicadas na vida adulta e na carreira que escolherem", explicou. Gizelly também destacou o empenho da equipe escolar e da coordenação regional de ensino de Ceilândia, que garantiram a continuidade das atividades de artes plásticas durante o período de licença médica da professora titular, Cláudia Maciel. “A Secretaria de Educação tem um compromisso muito forte com a formação cidadã. E essas obras são mais que pinturas: são alma, coração e a sensibilidade de indivíduos únicos que temos na rede e que merecem ser exaltados. Quando viemos a um evento como esse, colocamos a mão no coração e dizemos: 'Realmente, o nosso trabalho está valendo a pena'", afirmou o secretário-executivo substituto da Secretaria de Educação, Jean François. *Com informações da Secretaria de Educação
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Reeducandos utilizam a arte como instrumento de ressocialização
Um quadro produzido por reeducandos do Sistema Penitenciário do DF foi doado, na terça-feira (22), ao Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do Conselho Nacional de Justiça. A confecção do quadro foi realizada pelos reeducandos Jackson e Fabiano em uma das oficinas de trabalho que são oferecidas pela Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II). Atualmente, nesta unidade penal existem cinco oficinas que auxiliam os reeducandos a desenvolverem habilidades em arte, marcenaria, mecânica, serralheria, entre outros. A confecção do quadro foi realizada pelos reeducandos Jackson e Fabiano em uma das oficinas de trabalho que são oferecidas pela Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II) | Foto: Divulgação/Seape-DF “As oficinas de capacitação proporcionam aprendizado técnico e são essenciais para promover a ressocialização. Iniciativas como essa criam perspectivas mais positivas para que ao fim da pena os reeducandos tenham mais oportunidades e alcancem a efetiva reintegração social”, destaca Alex Fernandes Rocha, chefe de gabinete da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF). O material utilizado foi doado pela juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF), Leila Cury. “Eu comprei o material do meu próprio bolso e doei para eles confeccionarem os quadros. Quando ficaram prontos, o diretor da PDF II juntamente com o diretor adjunto foram me entregar. E eu achei bonito, simbólico e significativo”, afirma a juíza. O quadro teve como inspiração o Pena Justa e, como o DMF tem papel fundamental na implementação do plano, a pintura foi entregue ao juiz Coordenador Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, do DMF. “O Pena Justa é fazer a Constituição Federal, que é um documento da nossa cidadania e de importância para todo brasileiro, válido e eficaz. Tem muitas disposições ali que estão diretamente relacionadas com o cumprimento de uma pena. A exemplo: tem que ser uma pena que preserve a dignidade das pessoas, que crie oportunidades, que se faça com respeito à integridade de todos que estão ali”, afirma o juiz do DMF. “A melhoria não é só para a gente que participa do projeto, mas também para todos do presídio. Além de melhoria das instalações físicas, ele ajuda na ressocialização mental. Faz com que o preso pense em um futuro muito além do que ele viveu no passado. Sei que posso transformar minha mente e minha vida através da arte”, conta o reeducando Fabiano. Jackson já trabalhava com arte antes de ser preso e sonha em ter o próprio ateliê. “Esse projeto me deu uma mudança de perspectiva, ele veio pra dar uma nova visão pro preso e para a sociedade de um modo geral. Para que o preso possa ter uma oportunidade de se regenerar, possa trabalhar, fazer cursos e sair daqui uma pessoa transformada”, afirma o reeducando. *Com informações da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF)
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Inscrições para o Circula Cultura no Varjão encerram-se nesta quarta (9)
O Circula Cultura – Varjão está finalizando as inscrições para artistas locais se apresentarem na cidade. Programado para os dias 25, 26 e 27 deste mês, o evento vai comemorar o aniversário da cidade. O projeto, elaborado pelo Instituto Acolher em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), está percorrendo 18 regiões administrativas sempre celebrando a cultura local durante as festas de aniversário de cada cidade. Serão três dias de festividades com atrações culturais para comemorar o aniversário do Varjão | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Agora, é a vez de o Varjão receber a programação que reúne arte, cultura e entretenimento gratuito para toda a comunidade. As inscrições são gratuitas e estarão abertas até quarta-feira (9), para os segmentos de artesanato local, apresentações culturais, apresentações musicais e artistas infantis. O Circula Cultura abre espaço para artistas locais se apresentarem em um evento de grande porte, com estrutura profissional de alta qualidade. O palco contará com sistema de som e iluminação modernos e painéis de LED de alta resolução, proporcionando visibilidade e valorização dos talentos da região. Além de mostrar seu trabalho para o público, os participantes poderão criar portfólio, se destacar no meio artístico e ampliar suas conexões profissionais. O projeto valoriza os talentos locais e promove o acesso à cultura como ferramenta de transformação social, fortalecendo a identidade comunitária de cada região. É a chance para artistas que querem mostrar seu talento em um evento que já se consolidou como importante para a cena cultural do DF. Para se inscrever, basta acessar o formulário disponível na bio do Instagram oficial do evento. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Com apoio do GDF, projeto Ciranda Cultural oferece oficinas gratuitas sobre arte e cultura
Oferecer oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional para comunidades periféricas, LGBTQIA+ e estudantes da rede pública de ensino. Este é o objetivo do projeto Ciranda Cultural, promovido pela Casa de Cultura Telar em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). As atividades gratuitas começaram em 2024 e seguem em andamento até o final deste ano. O projeto Ciranda Cultural oferece oficinas de corte e costura, artesanato, maquiagem profissional e dança, entre outras, em nove regiões administrativas do DF | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Com fomento de R$ 1,5 milhão, o projeto atende nove regiões administrativas – Sobradinho, Sobradinho II, Ceilândia, Planaltina, Taguatinga, Águas Claras, São Sebastião, Núcleo Bandeirante e Água Quente. São abordados temas como dança, gastronomia, moda afro-brasileira, costura criativa, arte popular, artesanato, fotografia, literatura de cordel, capoeira e muito mais. A expectativa é que sejam alcançadas 13 mil pessoas. “O Ciranda Cultural é uma plataforma que agrega ações multilinguagens que já atuam com grupos de vulnerabilidade social, para fortalecer essas ações e transformar mais pessoas por meio da cultura, da arte e da educação”, explica a coordenadora do Ciranda Cultural, Meire Rick. “Nós acreditamos no poder transformador da arte para fortalecer laços, incentivar talentos e abrir novos caminhos para aqueles que mais necessitam.” Costura e artesanato “Estou conhecendo a parte de costura avançada, que pode me ajudar a complementar a renda”, afirma Eliane Sales Em Planaltina, cerca de 20 mulheres aprendem sobre costura criativa, que mostra como mesclar o crochê com diversos tipos de tecido e, assim, obter peças versáteis e únicas. Os encontros, que ocorrem no Centro Espírita Estância, começaram em 18 de março e seguem até setembro. “Há muitos anos temos cursos de costura e produzimos roupinhas para crianças, que são doadas para as mãezinhas da comunidade. Com esse projeto nós trazemos mais mulheres para aprender um ofício que já ajudou muitas pessoas”, comentou a coordenadora do espaço, Justina Rodrigues da Luz. As oficinas não têm número limite de vagas e a inscrição pode ser feita pelo Instagram do projeto Os ensinamentos são repassados por duas professoras às terças e quintas-feiras, das 14h às 18h. As participantes vão ser capacitadas para confeccionar desde vestidos e bodies infantis até bolsas e amigurumis, pequenos brinquedos feitos em crochê. “A proposta é que as peças sejam doadas para mães em situação de vulnerabilidade, e estamos preparando coisinhas especiais, personalizadas”, conta a professora Sonia Vogth. A oficina está sendo bem-aproveitada pelas vendedoras Eliane Sales, 39 anos, e Thais Rodrigues, 36. “Já participei de outros cursos aqui no Centro Espírita. Dessa vez, estou conhecendo a parte de costura avançada, que pode me ajudar a complementar a renda”, conta Eliane. Thaís completa: “É bom para para ocupar a mente e interagir com outras pessoas, sem ficar o dia inteiro em casa, e estou aprendendo muito. Penso em vender tapetes e amigurumis no futuro.” Thaís Rodrigues diz que o curso proporciona interação com outras pessoas e o aprendizado de novos conhecimentos Participe As oficinas do projeto Ciranda Cultura não têm número limite de vagas. Para participar, basta entrar em contato pelo Instagram do projeto e efetivar a inscrição. Veja outras atividades que estão em andamento: → Oficina de confecção de bolsas com jeans e algodão cru em Planaltina, às terças e quintas-feiras, das 14h às 18h. Os encontros vão até 16 de setembro. → Oficina de corte e costura de peças afro no Vale do Amanhecer, em Planaltina, aos sábados e domingos, das 9h às 12h. Os encontros vão até 7 de junho. → Oficina de VJ em Águas Claras de segunda à sexta-feira, das 19h às 22h. Os encontros serão entre os dias 8 de abril e 9 de maio. → Oficina círculo de cultura com bate-papo e apresentação de filmes em Ceilândia e Sol Nascente às terças e quartas-feiras, das 19h30 às 22h. Os encontros vão até 8 de outubro. → Oficina de costura criativa em Água Quente às segundas, quartas e sextas, das 8h às 10h. Os encontros vão de 23 de abril até 4 de agosto. → Oficina de maquiagem profissional em Água Quente aos sábados, das 8h às 10h. Os encontros vão de 26 de abril a 2 de agosto. → Oficina de artesanato, bordado e crochê em Água Quente às terças e quintas-feiras, das 8h às 10h. Os encontros vão de 22 de abril a 7 de agosto. → Oficina de dança em Água Quente às terças e quintas-feiras, de 10h às 11h e de 11h às 12h. Os encontros vão de 22 de abril a 7 de agosto.
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Museu Nacional da República recebe exposição que exalta as lutas e conquistas das mulheres
A exposição Mulheres Artistas: Acervo em Expansão será inaugurada nesta quinta-feira (3), às 19h, no Museu Nacional da República. A mostra, em alusão às celebrações da luta e das conquistas das mulheres, vai até o dia 25 de maio. Composta por obras de mulheres artistas brasileiras ou baseadas no país que integram o acervo do Museu Nacional da República, do Museu de Arte de Brasília (MAB) e do Memorial dos Povos Indígenas, a exposição apresenta, ainda, a produção de três artistas convidadas: Nita Monteiro (RJ), Ros4 Luz (DF) e Verena Smit (SP), que passarão a integrar o acervo do Museu. Serão apresentadas obras produzidas da década de 1950 até a atualidade de 34 artistas | Foto: Divulgação/Secec-DF De acordo com a curadora Fran Favero, a mostra resulta de uma análise do acervo do museu, em que somente 20% dos artistas de sua coleção são mulheres. As novas aquisições ao acervo buscam garantir mais igualdade, representatividade e diversidade de linguagens para a coleção. Para Fran Favero, nesta mostra o protagonismo feminino em “imaginar a si e ao mundo é entendido como gesto de resistência e de potencial questionamento dos cânones historicamente construídos, calcados em valores patriarcais e coloniais”. Serão apresentadas obras produzidas da década de 1950 até a atualidade de 34 artistas, englobando múltiplas linguagens, como pintura, gravura, fotografia, escultura, instalação, arte têxtil, vídeo, entre outras propostas em multimeios. O percurso expositivo conta com obras de artistas centrais para a construção da arte brasileira, como Anita Malfatti e Tomie Ohtake Inclui artistas baseados no Distrito Federal, como Betty Bettiol e Marianne Peretti, figuras fundamentais para a arte brasiliense, e artistas em atuação mais recente. A curadora destaca a produção de mulheres trans, com obras de Élle de Bernardini e Ros4 Luz, além de trazer o ponto de vista de mulheres indígenas com Carmézia Emiliano, do povo Macuxi, e Conceição dos Bugres. Mulheres Artistas: Acervo em Expansão De terça a domingo Das 9h às 18h30 Entrada gratuita *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)
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CEF Caseb une teatro e dança como incentivo à aprendizagem
No Centro de Ensino Fundamental (CEF) Caseb, na Asa Sul, o projeto Artes para Todos (PAT) une arte e movimento por meio da educação somática, abordagem que enfatiza a consciência do corpo e do movimento. Destinada a alunos do oitavo ano do ensino integral, a iniciativa oferece atividades semanais de alongamento, meditação e percepção corporal. A preparação culmina em uma apresentação especial na Semana de Combate à Violência contra a Mulher, no dia 28 deste mês, e outra na Semana da Dança, em maio. Júlia Sena (E), com a colega Naylla Sacramento, durante preparação para a Semana de Combate à Violência contra a Mulher: “Quando discutimos esses temas, conseguimos enxergar coisas que talvez passassem despercebidas em nossas vidas ou até dentro de casa” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A metodologia valoriza a escuta do próprio corpo, promovendo um aprendizado sensível e integrado, em que os alunos se preparam para a atuação em formato de teatro e dança. O processo envolve etapas como percepção, sensação e ação, permitindo que eles explorem suas potencialidades antes de entrarem em cena. “Trabalhamos com a abordagem somática na educação em dança, o que auxilia os alunos no processo de aprendizagem” Cristiane Castro, idealizadora do projeto Os ensaios são conduzidos pela professora Cristiane Castro, idealizadora do projeto. Os alunos aprendem técnicas de alongamento, meditação e regulação do tônus muscular para se movimentar de forma mais natural e expressiva. Além de aprimorar a técnica de dança, a abordagem contribui para o bem-estar físico e emocional dos participantes. “Trabalhamos com a abordagem somática na educação em dança, o que auxilia os alunos no processo de aprendizagem”, explica a professora. “Como o conhecimento e o movimento passam pela experiência corporal, eles desenvolvem maior consciência sobre os seus processos cognitivos. Isso contribui não apenas para as aulas de teatro e dança, mas também para disciplinas da base curricular comum, como Português, Matemática, História e Inglês.” Apresentações artísticas Com treino e dedicação, os estudantes preparam-se para as performances que vão apresentar na escola durante a Semana de Combate à Violência contra a Mulher, no dia 28, e a Semana de Dança, de 5 a 9 de maio. Eles desenvolveram uma coreografia especial para uma poesia temática sobre o tema e um ensaio sobre a música Triste, Louco ou Má, da banda Francisco El Hombre. A estudante Júlia Damasceno Sena, 13, reforça a importância do tema no ambiente escolar: “É fundamental falar sobre as várias formas de violência contra a mulher em sala de aula, pois, às vezes, algumas meninas não percebem que certos comportamentos em relacionamentos podem ser abusivos. Quando discutimos esses temas, conseguimos enxergar coisas que talvez passassem despercebidas em nossas vidas ou até dentro de casa”. Já Naylla Maria Sacramento, 12, explica como o projeto tem impactado no seu aprendizado: “Nas aulas, integramos técnicas como pilates solo, ioga e meditação, o que me ajuda a manter o foco e a atenção. Isso também melhora meu desempenho em algumas disciplinas”. Arte que ensina Durante todo o ano há atividades voltadas para diversas temáticas, entre as quais se destaca a arte. No sétimo ano, os alunos estudam danças populares de matrizes africanas e indígenas, especialmente no Mês da Consciência Negra, período em que a escola promove uma semana inteira de atividades sobre o tema. Cristiane Castro compartilha os resultados e defende que todo aprendizado passa pelo corpo. “Quando os alunos percebem que não são apenas um corpo, mas que sua corporeidade está envolvida no processo de aprendizado, eles se desenvolvem melhor”, afirma. “Além disso, incentivamos a pesquisa na prática, permitindo que os alunos construam coreografias a partir de suas próprias vivências, e não apenas reproduzam movimentos virais das redes sociais, como os do TikTok.” *Com informações da Secretaria de Educação
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Funcionário do setor de lanternagem e pintura do DER transforma resíduos em esculturas
Entre marteladas, faíscas de solda e o vai e vem de caminhões e carros em processo de restauração, Vanderson Ferreira da Silva trabalha no setor de lanternagem e pintura do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Ele é um lanterneiro que, entre um conserto e outro, transforma sua oficina em um verdadeiro ateliê, dando nova vida a resíduos e peças de carros velhos, especialmente na forma de esculturas de metal e aço. Vanderson Ferreira da Silva trabalha no setor de lanternagem e pintura do DER-DF e cria esculturas a partir de resíduos e peças de carros velhos | Fotos: Divulgação/DER-DF Natural de Planaltina de Goiás, Vanderson trabalha há cinco anos no Parque Rodoviário em Sobradinho, realizando consertos na frota do departamento. Desde criança, sempre foi fascinado por desmontar e montar objetos, buscando entender seu funcionamento. A habilidade de transformar e dar novos significados às coisas foi algo que o acompanhou por toda a vida, levando-o ao universo artístico. “Sempre estive envolvido com arte. Quando cheguei ao DER e vi esse material, pensei imediatamente em fazer algo com ele”, diz Vanderson, apontando para um tanque de combustível de moto que planeja transformar em uma águia. O trabalho de Vanderson é motivo de orgulho dos colegas. “Ele tem uma capacidade única de transformar o que seria lixo”, diz o supervisor José Barbosa de Souza Essas peças, muitas vezes tratadas como sucata, ganham novas formas e significados nas mãos do artista. Uma corrente de moto se transforma em parte de uma guitarra, um filtro de ar de carro vira a colmeia de uma abelha, e assim, a imaginação de Vanderson se reinventa. “Eu olho uma peça e logo vejo um formato nela. Depois, vou encaixando, soldando, cortando e dando vida. É uma forma de reaproveitar materiais que muitos acham que não têm mais uso. Aqui é uma verdadeira mina de ouro”, explica. O supervisor de Vanderson, José Barbosa de Souza, com 40 anos de serviço no DER, reconhece o impacto do trabalho dele não só no departamento, mas também entre os colegas de setor. “Ele tem uma capacidade única de transformar o que seria lixo. Além de trabalhar direitinho nos consertos dos carros, ele tem total liberdade para criar suas obras nas horas vagas. Os colegas, sempre que veem uma peça, já pensam nele”, destaca Barbosa. Durante a entrevista, os colegas de Vanderson apontam com orgulho as obras espalhadas pela oficina. “Mostra aquela que está na sala”, diz um deles. “Essa ele fez com fibra de vidro”, acrescenta outro, evidenciando o carinho e respeito pelo trabalho do artista. Vanderson pretende expor suas peças no próximo evento do DER, com o objetivo de mostrar que a arte pode surgir de lugares improváveis. *Com informações do DER-DF
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Projeto Música na Escola transforma vidas há 25 anos no CEF 11 do Gama
O que começou como uma simples fanfarra há 25 anos, hoje é reconhecido como um projeto educacional abrangente que impacta positivamente a vida de centenas de estudantes no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 do Gama. O projeto de Educação em Tempo Integral (ETI) Música na Escola oferece aulas de musicalização, coral, teatro, dança e formação instrumental, consolidando-se como patrimônio da comunidade escolar. O diferencial do projeto está na abordagem interdisciplinar, como explica o professor de música Thiago Francis Silvério. “O importante para nós não é educar um aluno para a vida profissional de músico. Mas ele consegue pegar o conhecimento musical e interagir com as outras matérias”, indica. O professor de música Thiago Francis Silvério explica que diversas disciplinas são abordadas no projeto de musicalização | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Thiago esclarece que, por meio da musicalização, são abordadas outras disciplinas como história, geografia e português. “A gente canta, fala da história do compositor ligado à história da humanidade, consegue abordar a matemática junto com a música. O aluno acaba se envolvendo de uma maneira 100% com a escola”. Para a diretora do CEF 11 do Gama, Leila Rodrigues dos Santos, por meio do projeto, o aluno se reconhece, aprende a perceber suas habilidades e reconhecer o tamanho do seu potencial. “E isso não só na atividade em si, mas na vida”, destaca Leila. Alguns alunos continuaram a estudar na Escola de Música de Brasília; outros seguiram na vida acadêmica. A iniciativa ganhou ainda mais força com parcerias importantes. “A Orquestra Filarmônica de Brasília trouxe professor de balé, teatro e instrumentos específicos para ajudar na criação da banda e da orquestra”, comenta Thiago. Atualmente, o projeto conta quatro professores e adquiriu, ao longo dos anos, cerca de 80 instrumentos. O maestro Max de Barcelos Nunes, que trabalha diretamente com os estudantes, destaca a evolução dos alunos Educação em Tempo Integral O projeto, que é parte integral do currículo escolar, demonstra como a educação musical pode ser uma ferramenta poderosa de desenvolvimento humano. O Música da Escola foi um dos 25 projetos selecionados para compor a 1ª Mostra de Educação em Tempo Integral. As iniciativas que foram selecionadas por meio de edital de chamamento serão divulgadas semanalmente no site e no Instagram da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O objetivo é valorizar e incentivar a propagação dos melhores projetos das unidades escolares que ofertam a Educação em Tempo Integral (ETI). Resultados Os resultados do projeto são evidentes no dia a dia escolar. O maestro Max de Barcelos Nunes, que trabalha diretamente com os estudantes na banda, observa uma evolução constante. “A cada música que nós passamos, que nós trabalhamos com as crianças, aumenta a concentração, o pertencimento de grupo e o comportamento melhora.” A transformação é sentida pelos próprios estudantes. Pedro Henrique Fernandes Moreira, de 14 anos, que integra a banda há dois anos, resume: “O mais legal é o quanto eu estou aprendendo aqui, não só como músico, mas como pessoa”. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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