Setembro Amarelo: Saiba onde e como buscar apoio em saúde mental no DF
A campanha Setembro Amarelo traz a oportunidade de refletir sobre a importância de cuidar da saúde mental e reforçar as orientações de acesso aos serviços de suporte emocional. A rede pública de saúde do Distrito Federal dispõe de atendimento estruturado por níveis de complexidade, de acordo com a faixa etária e a gravidade de cada caso. O cuidado ocorre de modo contínuo ao longo de todo o ano, com foco no acolhimento, na prevenção de agravos e na abordagem não estigmatizante. A assistência conta com equipes multiprofissionais compostas por médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos e outros especialistas. Como apoio na identificação de sinais de sofrimento psíquico, o cidadão dispõe da assistente virtual SAMia, uma ferramenta digital e gratuita e em que o usuário é anônimo e que utiliza escalas validadas para indicar o serviço mais adequado. A rede de saúde do DF conta com equipes multiprofissionais com médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos para o atendimento de casos de saúde mental | Fotos: Divulgação Atenção primária e casos leves a moderados ⇒ As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada preferencial para o acolhimento de casos leves a moderados, a exemplo de sintomas de ansiedade, depressão e estresse. ⇒ Público atendido: crianças, adolescentes, adultos e idosos. ⇒ Forma de acesso: demanda espontânea, sem a necessidade de agendamento prévio para a recepção inicial. ⇒ Endereço e localização: a orientação é ir à UBS de referência da região de residência, com consulta de endereços na ferramenta Busca Saúde UBS. Se houver necessidade de conduta especializada, a própria equipe da UBS solicita o encaminhamento. Cuidados voltados ao público infantojuvenil Para crianças e adolescentes com sofrimento emocional de intensidade moderada, a atenção primária e secundária opera mediante acesso regulado, ou seja, é necessário passar por consulta na UBS para ser encaminhado. Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (ComPP): ⇒ Perfil: atende transtornos mentais e sofrimento de intensidade moderada. ⇒ Público: crianças de até 11 anos, 11 meses e 29 dias. ⇒ Acesso: regulado, com consulta e encaminhamento prévio pela UBS. ⇒ Endereço: Setor Médico Hospitalar Norte (SMHN), Quadra 3, Conjunto 1, Bloco A. ⇒ Telefones: (61) 3449-4763 / (61) 98184-2216. O ComPP atende casos de transtornos mentais e sofrimento de intensidade moderada Adolescentro ⇒ Perfil: assistência multiprofissional para quadros moderados e necessidades do desenvolvimento juvenil. ⇒ Público: adolescentes de 12 a 17 anos, 11 meses e 29 dias. ⇒ Acesso: regulado via encaminhamento da UBS. ⇒ Endereço: SGAS 605, Lotes 33/34. ⇒ Telefones: (61) 3449-4748 / (61) 99271-6800. Nos casos de transtornos graves, persistentes ou crises psíquicas intensas para o público de até 17 anos e 11 meses, a referência são os centros de atenção psicossocial infantojuvenil (Capsis). O atendimento funciona por demanda espontânea (sem agendamento nem encaminhamento prévio), de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. ⇒ Capsi Asa Norte: SMHN, Quadra 3, Conj. 1, Bloco A | Telefones: (61) 3449-4754 / (61) 98184-2495. ⇒ Capsi Taguatinga: QNF, Área Especial nº 24, Taguatinga Norte | Telefones: (61) 3449-6682 / (61) 99124-2067. ⇒ Capsi Recanto das Emas: Quadra 307, Área Especial 1 | Telefone: (61) 3449-6903. ⇒ Capsi Sobradinho: Quadra 4, Área Especial, Lote 6 | Telefones: (61) 3449-5643 / (61) 99444-1343. O acolhimento é destinado a pessoas de todas as idades Atendimento a adultos nos Caps Os centros de atenção psicossocial (Caps) prestam suporte a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, além de atendimento especializado para demandas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. A entrada ocorre por acolhimento direto e demanda espontânea. Caps II e Caps III (transtornos mentais graves e persistentes) ⇒ Público: adultos a partir de 18 anos nos Caps II e III (o Caps I, em Brazlândia, atende diversas faixas etárias). ⇒ Caps I Brazlândia (atendimento infantil, juvenil e adulto): Quadra 01, Área Especial 02, Setor Veredas | Telefones: (61) 2017-1300 / (61) 3449-6399. ⇒ Caps II Brasília: SHCE/Sul, Quadra 1409, Lote 01, Cruzeiro Novo | Telefones: (61) 3349-4755 / (61) 98184-2577. ⇒ Caps II Taguatinga: QNA 39, Área Especial 19, Taguatinga Norte | Telefones: (61) 3449-6680 / (61) 99294-0377. ⇒ Caps II Paranoá: Quadra 02, Conjunto K, Área Especial nº 01 | Telefones: (61) 3449-5317 / (61) 99103-7790. ⇒ Caps II Planaltina: Via W/L 04, Setor Hospitalar Oeste | Telefone: (61) 3449-5828. ⇒ Caps II Riacho Fundo: EPNB, km 04, Área Especial | Telefones: (61) 3449-5001 / (61) 3449-4998. ⇒ Caps III Gama: SNO, Quadra 02, Ponte Alta Norte. ⇒ Caps III Samambaia (aberto 24 horas): Quadra 302, Conjunto 05, Lote 01 | Telefone: (61) 3449-6906. Caps AD (Álcool e outras drogas) ⇒ Público: adultos e jovens a partir de 16 anos. ⇒ Caps AD II Guará: QE 23, Área Especial S/N, subsolo do Centro de Saúde nº 02, Guará II | Telefone: (61) 2017-1145, ramais 3781, 3782 e 3783. ⇒ Caps AD II Itapoã: Quadra 378, Conjunto A, Área Especial nº 04, Del Lago | Telefones: (61) 3449-5315 / (61) 99113-0736. ⇒ Caps AD II Santa Maria: Quadra 312, Conjunto H, Casa 12 – Santa Maria Norte | Telefone: (61) 2017-1145, ramais 5640 e 5641. ⇒ Caps AD II Sobradinho II: AR 17, Chácara 14 | Telefones: (61) 2017-1145, ramal 2115 / (61) 99830-4348. ⇒ Caps AD III Brasília Candango (aberto 24 horas): Setor Comercial Sul, Quadra 05, Bloco B, Loja 73 | Telefone: (61) 3349-4751. ⇒ Caps AD III Ceilândia (aberto 24 horas): QNN 16, Área Especial (próximo à estação Guariroba) | Telefone: (61) 3449-6151. ⇒ Caps AD III Samambaia (aberto 24 horas): QS 107, Conjunto 7, lotes 3 e 4, Samambaia Sul | Telefone: (61) 3449-6902. O Hospital de Base é um dos centros de referência em atendimento de saúde mental do DF | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Urgência, emergência e situações de crise Para quadros de risco iminente de suicídio, crises psiquiátricas graves ou tentativas de suicídio, o atendimento emergencial fica disponível 24 horas por dia nas seguintes estruturas: ⇒ Samu (192): acionamento telefônico de emergência em casos de risco iminente. ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais gerais: acolhimento contínuo para a estabilização de crises agudas. ⇒ Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e Hospital São Vicente de Paulo (HSVP): centros de referência para urgências e emergências psiquiátricas especializadas.
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Obras do Caps do Gama entram em fase de acabamento
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) prepara a entrega do primeiro Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III do Gama, beneficiando a população de aproximadamente 140 mil habitantes da região. A inauguração concretizará o investimento de R$ 3,6 milhões descentralizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), reforçando a proposta de ampliação do cuidado próximo à comunidade. Localizada no setor norte da cidade, a unidade integra o Sistema Único de Saúde (SUS) como o 19º Caps do Distrito Federal e o segundo na modalidade Caps III. Um local de acolhimento e apoio às pessoas que enfrentam sofrimento psíquico intenso. O modelo III especifica uma unidade de funcionamento 24 horas, com atendimento voltado a maiores de 18 anos, com transtornos mentais graves e persistentes. Estrutura da obra Desde a concepção da planta, o projeto foi pensado para atender às demandas específicas da unidade, assim como garantir acessibilidade às pessoas com deficiência. Em um terreno amplo de 3,5 mil m², a construção ocupa aproximadamente 740 m² e valoriza espaços de convivência, com integração entre a área externa e interna. Em um terreno amplo de 3,5 mil m², a construção ocupa aproximadamente 740 m² e valoriza espaços de convivência, com integração entre a área externa e interna | Foto: Divulgação/Novacap A estrutura conta com farmácia, enfermaria, banheiros e vestiários, espaço de convivência interno, jardins externos, salas de atividades coletivas e atendimento individualizado, refeitório, cozinha e quarto de plantão com banheiro, para repouso dos profissionais, além das demais instalações obrigatórias. Entre os serviços oferecidos estão acolhimento inicial, atendimentos individuais e em grupo, intervenções em crises, ações farmacológicas e não farmacológicas, oficinas terapêuticas, visitas domiciliares, apoio às famílias e atividades comunitárias. "Esta entrega representa um momento histórico para o SUS do Distrito Federal e demonstra o nosso compromisso com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e com a política de saúde mental. Essa unidade do Caps Gama foi muito esperada pela população, e é uma alegria enorme poder, com ela, ofertar mais acesso às pessoas com sofrimento psíquico no DF" afirma Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental. Com a inauguração do Caps, a população do Gama, estimada em cerca de 140 mil habitantes, passará a contar com atendimento mais próximo, sem a necessidade de deslocamento até o Recanto das Emas. A Administração Regional do Gama celebra o investimento na saúde mental, na prevenção e no cuidado com os moradores. “O Caps representa um avanço histórico para o Gama. Saúde mental é uma necessidade real da nossa população, e esse equipamento vai trazer acolhimento, tratamento e dignidade para muitas famílias que hoje enfrentam dificuldades sem o suporte adequado”, afirma a administradora Thábata Almeida. Joana Ferreira, 30 anos, moradora da região, conta que havia desistido de procurar ajuda devido à longa distância que precisava percorrer até o centro mais próximo. “Essa nova unidade me encorajou, pois agora o tratamento vai ser viável”, compartilha. “Essa entrega representa o resultado de uma atuação conjunta entre a Novacap e a Secretaria de Saúde, unindo infraestrutura e política pública para ampliar o acesso da população a um atendimento humanizado e de qualidade. Nosso compromisso é garantir que obras como essa cheguem às regiões que mais precisam, fortalecendo a rede pública de saúde do Distrito Federal”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite. *Com informações da Novacap
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Conscientização combate estigmas e amplia acesso ao tratamento de esquizofrenia
Estudos recentes apontam que cerca de meio milhão de brasileiros adultos vivem com esquizofrenia, doença mental que influencia a forma como uma pessoa pensa, sente e interpreta a realidade. Instituído pela Lei n 14.860, o Dia Nacional de Conscientização sobre Esquizofrenia, comemorado domingo (24), chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo e, principalmente, para a quebra de preconceitos relacionados à doença. A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica crônica que requer cuidado ao longo de toda a vida. É uma enfermidade que causa a hiperestimulação da atividade dos neurônios, levando a uma atividade cerebral aumentada. “Durante os episódios de crise, a pessoa com esquizofrenia vive sob ameaça persistente. Seja por meio da errônea interpretação da realidade, seja pela experiência de alucinações auditivas que comentam ou que ameaçam o paciente”, explica o médico e referência técnica distrital em psiquiatra da Secretaria de Saúde (SES-DF), Thiago Blanco. "Pessoas com esquizofrenia tendem a ser mais retraídas, fechadas em si mesmas e introspectivas" Thiago Blanco, psiquiatra Apesar de o imaginário popular frequentemente associar a doença à imprevisibilidade e ao risco de violência, o especialista reforça que esse estigma não corresponde à realidade da maioria dos casos. “Pessoas com esquizofrenia tendem a ser mais retraídas, fechadas em si mesmas e introspectivas. Elas experimentam uma sensação de angústia persistente relacionada a maior parte das vezes a uma crença conspiratória inabalável que provoca uma sensação permanente de ameaça”, esclarece. Diagnóstico e desafios O diagnóstico da esquizofrenia é realizado com base nos critérios clínicos, a partir da observação, do diálogo e do vínculo | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde O diagnóstico é realizado com base nos critérios clínicos, a partir da observação, do diálogo e do vínculo. Eventualmente, exames podem ser úteis para descartar outras causas de alucinações e delírios. Um dos principais desafios do tratamento, porém, é a dificuldade do próprio paciente em reconhecer os sintomas. “Pela doença por si só, a pessoa não consegue perceber a irrealidade das suas crenças e acaba não se enxergando como doente. Isso dificulta a adesão ao tratamento, mas esse desafio é enfrentado junto com a família e os profissionais de saúde das equipes multidisciplinares, ajudando o paciente a entender que o tratamento pode ajudá-lo a ter uma vida com autonomia e funcional”, destaca Blanco. As UBSs e os Caps atuam juntos para atender os pacientes com esquizofrenia com qualidade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O tratamento envolve medicamentos antipsicóticos, programas de treino de habilidades cognitivas e sociais, reforço da rede de apoio familiar e comunitária, psicoterapia e educação em saúde. Na rede pública de saúde, as equipes multiprofissionais das unidades básicas de saúde (UBSs) e dos centros de atenção psicossociais (Caps) atuam em conjunto para atender o paciente com integralidade. Participam do cuidado os psicólogos, para ajudar no convívio e na adesão ao tratamento; os profissionais do serviço social, para auxiliar na garantia dos direitos; os nutricionistas, para garantir a alimentação adequada; e os enfermeiros, para o cuidado no dia a dia e monitoramento. “É um cuidado em rede”, enfatiza Blanco. “Uma pessoa com esquizofrenia não é um usuário permanente e persistente do Caps. O Caps é para quando quem está em crise, que precisa de um apoio mais frequente e intensivo. É muito possível e desejável, que após cessados os episódios de crise, a pessoa possa continuar o tratamento na UBS”, esclarece. [LEIA_TAMBEM]Quebra do estigma Na data criada para conscientização da doença, Blanco também destacou que portadores da enfermidade são totalmente aptos a conviver em sociedade. “Uma pessoa com esquizofrenia deve conviver com outras pessoas, trabalhar, ter uma vida inserida socialmente, claro que com os desafios próprios de uma pessoa com doenças crônicas”, reforçou. Para isso, a quebra do preconceito é fundamental. “Diminuir este estigma e esse preconceito é fundamental para gerar uma mudança na imagem da experiência da doença, na imagem que temos da experiência dessa doença”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Caps AD do DF utilizam crochê como terapia contra a dependência química
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a dependência em drogas ilícitas ou lícitas seja, por si só, uma doença, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) possui diversos recursos para enfrentar esse problema no Distrito Federal. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, há um expediente terapêutico que se mostra importante contra a dependência química: o crochê. “Quando trabalhamos com crochê, não ensinamos apenas a técnica. Trabalhamos a coordenação motora, o cérebro, novos aprendizados e conexões neurais", afirma a enfermeira Angelita Bandeira, que coordena a oficina de crochê do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD) II de Santa Maria — também conhecido como Caps Flor de Lótus. Na atividade, Bandeira explica que os participantes desenvolvem importantes habilidades como lidar com a frustração e ter persistência. "Isso porque, às vezes, não conseguimos fazer o ponto de primeira ou algo sai errado no meio do caminho, obrigando-nos a desmanchar o trabalho e recomeçar", conta. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Para a profissional, a técnica serve também como meditação, serenando o ânimo de pacientes e servidores da unidade. “O crochê é igual à nossa vida: se você começar errado, lá na frente vai dar problema. Então, é melhor parar, respirar, desmanchar, recomeçar. A linha torna-se uma metáfora do agir. Se estou tensa, o ponto aperta; se estou tranquila, o ponto relaxa." Acesso à Raps As unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial ao tratamento da população, responsáveis por cuidar de quadros psíquicos mais leves. Para casos de maior complexidade, a Raps conta com 18 centros de atenção psicossocial (Caps), destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluído aquele decorrente da dependência química. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico — clique aqui para localizar o Caps mais próximo. Os centros atuam de forma articulada com a Atenção Primária, serviços hospitalares, assistência social, sistema de justiça e demais políticas públicas. “O tratamento vai além da abordagem clínica. Entre outros aspectos, os Caps contribuem para a garantia do acesso à saúde, como direito constitucional, o fortalecimento da autonomia e protagonismo do usuário, a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a inserção e reinserção social, assim como a redução de estigmas”, detalha a gerente do Caps AD II de Santa Maria, Adriana Câmara. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades. Álcool e outras drogas Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades No Caps AD II de Santa Maria, cerca de 90% dos usuários atendidos manifestam o abuso de bebida alcoólica, sendo esta a principal substância associada às demandas do serviço. “Trata-se de uma substância lícita, aceita culturalmente e presente em contextos sociais como festas familiares, encontros e celebrações, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento do uso problemático e a adesão ao tratamento”, salienta Câmara. A gerente pontua diversos impactos observados tanto no âmbito individual quanto comunitário, como perda de vínculos pessoais, sofrimento familiar, violência e sobrecarga dos serviços públicos. “A maior complexidade ocorre quando o indivíduo decide interromper o uso e enfrenta sintomas intensos de abstinência, o que exige acompanhamento profissional qualificado e suporte contínuo." Paciência e recomeço Embora a dependência química seja uma condição crônica — na qual busca-se, sobretudo, o “controle”, não a “cura” —, é sempre possível combater a doença. Alexandre Frazão está em tratamento há 16 anos contra o alcoolismo, uma luta constante. “O crochê, porém, me ajuda na concentração e eu esqueço do problema. O vício não tem cura, é preciso ficar no tratamento e ter constância."[LEIA_TAMBEM] Terezinha de Jesus, por sua vez, combate a dependência do álcool há 20 anos. “Depois que comecei a fazer terapia, diminuí muito o consumo. Aqui a gente ouve, sente-se acolhido. O centro é um lugar onde você encontra pessoas iguais a você, um fortalece o outro. O conselho que eu deixo a quem também passa por isso é que procure ajuda. O alcoolismo é, sim, uma doença crônica, que vamos ter para o resto da vida. Todo dia é uma batalha." *Com informações da SES-DF
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Encontro traça estratégias em assistência de saúde mental a crianças e adolescentes em Brazlândia
Representantes de instituições públicas e do terceiro setor com atuação em Brazlândia se encontraram, nessa terça-feira (30), para traçar estratégias de assistência à saúde mental a crianças e adolescentes. Promovido pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da região, a conversa abordou temas como fluxos de pacientes e otimização da rede de cuidados. "A questão da saúde mental vem aumentando de maneira avassaladora e percebemos a importância dessa rede de atendimento direcionada. Nesse cenário, o Caps é fundamental para a comunidade. Portanto, o diálogo sobre responsabilidade compartilhada é muito importante", opina o conselheiro tutelar Paulo Humberto de Almeida. Também havia representação de escolas, do centro olímpico, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), instituições religiosas e organizações não governamentais. Encontro reuniu representantes de instituições públicas e da sociedade que atuam em Brazlândia | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF "A ideia é juntar a rede, se aproximar e tentar construir a saúde mental em todos os âmbitos, tanto na escola, na unidade de saúde, nas instituições parceiras", explica a gerente do Caps de Brazlândia, Andrea Fontenele. A gestora lembra que ainda há o foco em resolver as demandas na própria Região Administrativa, que conta com um hospital, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e nove Unidades Básicas de Saúde (UBSs). "As UBSs são a principal porta de entrada e a UPA e o hospital formam uma retaguarda importante. Procuramos articular o máximo possível a rede para evitar encaminhamentos. Pelo perfil da população daqui, sabemos que para eles é difícil ir", explica. Diálogo e fluxo A gerente da UBS 1 de Brazlândia, Jaqueline Oliveira, afirma que é preciso que o paciente transite de forma tranquila e adequada entre as redes de atendimento. Para que isso ocorra, é necessário, de acordo com a gestora, diálogo. "Dessa forma, conseguimos entender o papel do outro serviço, sendo esta a melhor forma de referenciar um paciente de maneira segura e eficaz", diz. Segundo a profissional, a unidade de Brazlândia realiza, em média, cerca de 300 atendimentos diários. Desses, seis a oito são feitos na área de saúde mental. "Às vezes, uma consulta na qual a pessoa procura por um preventivo pode se tornar uma sobre o bem-estar psíquico daquele paciente", conta Oliveira. Troca de experiências permitiu conhecer a complementariedade de ações das organizações que atuam direta ou indiretamente com a temática da saúde mental Durante o encontro, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar experiências. Servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) também puderam apresentar como funciona a rede de atendimento e os serviços ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Em comum, estava o entendimento de que as instituições podem unir esforços, tanto na oferta de tratamento de saúde mental quanto na promoção do bem-estar infantojuvenil. "O adoecimento é multifatorial e a promoção à saúde, também. O Caps, por exemplo, promove esse cuidado, faz o acolhimento e acompanhamento terapêutico e medicamentoso, mas a criança, muitas vezes, está com a rede familiar fragilizada. Então precisa do Conselho Tutelar ou outros setores", exemplifica a terapeuta ocupacional Polyanna Monteiro, do Caps de Brazlândia. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pacientes de Planaltina visitam o Zoo em ação de saúde mental
Visando promover a autonomia e a socialização de pacientes, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II de Planaltina organizou uma atividade fora da rotina. Dezoito jovens e adultos atendidos no local foram nesta semana ao Jardim Zoológico de Brasília, acompanhados de servidores e familiares. [Olho texto=”“Eu vejo que eles se preocupam com a gente, querem saber como estamos. Me sinto bem de conversar com eles, porque são atenciosos”” assinatura=”Tallita Rodrigues, moradora de Sobradinho II, sobre o atendimento no Caps” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A atividade ajuda no desenvolvimento progressivo das pessoas atendidas no centro e funciona como uma ferramenta de inclusão. “O passeio colabora para a autonomia do paciente, ele poder sair, se sentir mais livre e aceito. Ajuda também na socialização com o grupo e com outras pessoas. Buscamos essa recuperação social”, explica a gerente do Caps II de Planaltina, Josy Souza. Na visita, todos se encantaram com as aves, o borboletário e os animais de grande porte. O grupo também conheceu o Museu de Ciências Naturais e ajudou no preparo da refeição para os macacos com acompanhamento dos servidores do Zoo. Atendida há dois anos no Caps, Tallita Rodrigues, de 30 anos, aprovou o passeio: “Nota 10. Foi ótimo participar, gostei muito de estar aqui”. A moradora de Sobradinho II, que integra a Região de Saúde Norte ao lado de Planaltina, Fercal, Arapoanga e Sobradinho, também elogiou o atendimento na unidade: “Eu vejo que eles se preocupam com a gente, querem saber como estamos. Me sinto bem de conversar com eles, porque são atenciosos.” Dezoito jovens e adultos atendidos no Caps II de Planaltina visitaram o Zoo em ação que promoveu autonomia e socialização | Fotos: Sandro Araujo/Agência Saúde-DF Família e saúde mental Entre os benefícios da ação externa para a saúde mental dos pacientes, a enfermeira do Caps II de Planaltina Lorena Cavalcante pontua o reforço na adesão ao tratamento. “Nessas iniciativas ocorre o fortalecimento do vínculo, tanto dos familiares quanto dos pacientes, com a unidade e os profissionais. Assim, a adesão ao tratamento melhora, pois passam a entender que o tratamento não é só medicamentoso”, avalia. Um dos familiares presentes na atividade foi Maria Luiza Alves, que acompanhou a irmã Maria Jocilene Alves, atendida toda sexta-feira no centro. “Ela estava muito animada para o passeio, é novidade, por isso ela queria vir. É a primeira vez que ela vem”, conta. Os participantes receberam, sem custos, lanche e transporte, organizados pelos servidores do Caps. ?Atendimentos Os Caps atendem pessoas acima de 18 anos com sofrimento mental grave e persistente. O foco do cuidado é a reinserção e reabilitação psicossocial. A assistência é feita por equipe multiprofissional com abordagem interdisciplinar. O atendimento resulta em benefícios para as famílias e para os pacientes. Valdeir dos Santos, irmão de Wendel dos Santos, que é atendido na unidade há três anos, compartilha a experiência: “Depois que começou a participar, ele melhorou muito. Hoje, ele fala com as pessoas, estuda, tem um vínculo com a equipe também e está mais calmo.” Os pacientes do Caps II de Planaltina conheceram o Museu de Ciências Naturais e outras áreas como o borboletário Caminhada, plantio de plantas medicinais, arte em malha, bordado, cinema, dança circular, contos, produção de mandalas, jogos, meditação e respiração são algumas das atividades coletivas oferecidas no Caps II de Planaltina. Nas oficinas, os pacientes produzem tapetes, quadros, bordados e outros itens que são vendidos no bazar do Caps em que metade da renda é direcionada aos pacientes e o restante utilizado para comprar materiais usados nos grupos terapêuticos. A unidade tem equipe multidisciplinar composta de psicólogo, psiquiatra, assistente social, enfermeiras e técnicos de enfermagem, responsáveis por atender demandas de toda a Região de Saúde Norte. “O objetivo do Caps é ter essa reintegração dos nossos pacientes à sociedade. Às vezes, participar do grupo é a única referência que o paciente tem de sair de casa e se desenvolver na comunidade. Isso ajuda na mobilidade e no desenvolvimento cognitivo, faz com que ele se sinta útil, tem toda uma elaboração de convivência com o outro”, destaca a gerente Josy Souza. Serviço [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Caps II de Planaltina funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, na Via W/L4, Setor Hospitalar Oeste, Área do Hospital Regional de Planaltina. Dúvidas e informações podem ser esclarecidas pelos telefones: 2017-1350 (ramal: 1267) e 99158-5947. Atualmente, são 18 Caps distribuídos pelo Distrito Federal. Há diferentes tipos de Caps, subdivididos por faixa etária atendida, tratamentos específicos e horário de funcionamento. Os endereços de cada Caps e mais informações podem ser acessados no site da Secretaria de Saúde e no InfoSaúde. O atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial é direcionado a pessoas com sofrimento mental grave e persistente. Os interessados podem procurar diretamente o centro mais próximo de casa, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento. Após avaliação da demanda, é feito direcionamento de qual serviço será prestado ao usuário. *Com informações da SES-DF
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Saúde mental realiza o II Colegiado Ampliado
A Diretoria de Serviços de Saúde Mental (Dissam) da Secretaria de Saúde promoveu, nesta quinta-feira (21), o II Colegiado Ampliado em Saúde Mental do Distrito Federal. Na reunião, foram apresentadas as propostas para o Plano Diretor de Saúde Mental da Secretaria de Saúde referentes aos próximos quatro anos. Servidores, gestores de saúde mental e representantes da sociedade civil organizada debateram as propostas para o novo plano diretor. As discussões têm o objetivo de melhorar as condições gerais da área para o quadriênio 2020-2023. A Dissam também apresentou o relatório de ações referente ao Plano Diretor de Saúde Mental do quadriênio 2017 a 2020, elaborado pelo primeiro colegiado. Quem participa O Colegiado Ampliado de Saúde Mental é um espaço aberto à participação social nas ações desenvolvidas na Rede de Atenção Psicossocial do Distrito Federal. Podem integrar o grupo servidores e representantes da sociedade civil. A Política Nacional de Saúde Mental, elaborada pelo Ministério da Saúde, estabelece diretrizes e estratégias de aprimoramento da assistência às pessoas que necessitam de tratamentos e cuidados específicos nessa área, no âmbito da saúde pública. No DF, a Diretoria de Serviços de Saúde Mental é a responsável técnica pelos serviços públicos que prestam assistência especializada em saúde mental aos usuários do sistema público. Portas abertas Nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem serviços especializados de saúde mental inseridos na comunidade, não é necessário encaminhamento. Caso uma pessoa apresente sofrimento psíquico – como depressão, ansiedade, pânico, delírios, uso de drogas, pensamentos de suicídio –, pode procurar a unidade mais próximo de sua residência. Veja a lista dos Caps do DF. * Com informações da SES
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Saúde amplia atendimento para pacientes de saúde mental
Os postos de atendimento de pessoas com transtornos mentais passaram de três para 219 em toda a rede pública de saúde de Brasília. A mudança consta da Portaria n° 536, publicada no Diário Oficial do DF. Além de ampliar as alternativas para recepção e avaliação de pessoas com transtornos mentais e decorrentes do abuso de drogas, a norma também reorganizou o fluxo assistencial que deve ser seguido por todas as equipes, inclusive nas urgências e emergências e prontos-atendimentos em saúde mental do DF. Até a publicação da portaria, em 19 de junho, prestavam os primeiros cuidados de atenção psicossocial apenas o Hospital São Vicente de Paulo, a unidade de psiquiatria do Instituto Hospital de Base e o Hospital de Apoio de Brasília. Agora, há outros 216 pontos de acesso: 12 hospitais regionais Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) Hospital da Criança de Brasília 17 centros de atenção psicossocial (CAPS) 19 unidades da rede de serviços de Atenção Integral a Pessoas em Situação de Violência (PAV) 166 unidades básicas de saúde (UBS) O DF passa a dispor, de forma pioneira, do Núcleo de Saúde Mental do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Essas equipes vão poder intervir, in loco, por meio de sua rede de atenção psicossocial. Ele se torna referência para usuários: Com sofrimento e transtornos mentais agudos, graves e persistentes Com agitação psicomotora, autoagressividade e/ou agressividade a terceiros Com comportamento violento com riscos para si, outras pessoas e/ou ao patrimônio Em crise psicótica Com necessidade de contenção química in loco Vítimas de violência (física e sexual) Dependentes químicos graves em situação de vulnerabilidade Em situações de crise, desastres, catástrofes, calamidades, emergências, mortes inesperadas ou traumáticas, visando a uma ação preventiva para situações de estresse pós-traumático De acordo com a diretora de Saúde Mental, Giselle de Fátima, dados internacionais e nacionais apontam o crescimento de transtornos mentais, abuso de substâncias psicoativas, depressão, ansiedade e comportamento suicida. “Chegamos a prestar, em média, oito atendimentos diários de ideação e tentativa de suicídio. Esses episódios ocorrem entre todas as faixas etárias e nos diferentes níveis sociais.” Com a portaria, segundo Giselle, fica previsto, ainda, o atendimento a pacientes em sofrimento psíquico ou com decorrências do abuso de drogas. “Foi muito importante para a gestão rever o funcionamento desses fluxos”, acrescenta. A rede também recebe pacientes que apresentem risco de morte, agitação psicomotora, catatonia, anorexia, sob efeito ou não de substâncias ou sob contenção física. A corresponsabilização na rede de atenção psicossocial — da atenção primária à terciária — foi prevista em 2011 pela Portaria n° 3.088, do Ministério da Saúde. Ela estipula a equivalência de responsabilidades entre todos os profissionais e unidades de atendimento. A nova portaria da Secretaria de Saúde revoga a anterior (n° 185, de 2012). Assim, passam a vigorar as diretrizes definidas pelo Executivo federal um ano antes. “Ela é mais robusta, até quantitativamente, pois foi editada com 59 artigos, 42 a mais que a anterior, que também restringia serviços e concentrava grande parte do atendimento no Hospital São Vicente de Paulo”, destaca a diretora de Saúde Mental. Os fluxos assistenciais são procedimentos relacionados ao atendimento médico e à equipe multiprofissional. Dada sua complexidade, a intervenção e a promoção em saúde deve ser oferecida por diferentes profissionais da saúde, como psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais. Com a nova legislação, vão poder atestar a urgência ou a emergência de atendimento: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Corpo de Bombeiros Militar do DF Rede de atenção à saúde, da Secretaria de Saúde Centros de atenção psicossocial (CAPs) Sistema socioeducativo Sistema prisional Os atendimentos compreendem os serviços específicos de todas as especialidades médicas, incluindo psiquiatria, clínica médica, medicina de emergência, pediatria, emergência pediátrica e medicina de família e comunidade. Devem levar em conta: Causa (etiologia) do quadro apresentado Faixa etária Presença ou não de comorbidades (existência de duas ou mais doenças) Procedência do usuário Edição: Raquel Flores
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