Usina de energia limpa do TSE entra em operação antes das eleições
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. As eleições gerais de 2026 terão um novo componente de sustentabilidade. Às vésperas do primeiro turno, marcado para este domingo (4/10), entrou em operação a usina fotovoltaica destinada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instalada em área da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), em parceria com a Companhia Energética de Brasília (CEB). Com a geração solar, será possível compensar 100% do consumo anual de energia elétrica do Tribunal e reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de eletricidade. A estrutura reúne 5.628 módulos fotovoltaicos em uma área de aproximadamente nove hectares e tem potência instalada de 4,024 MWp. A previsão é produzir cerca de 7,7 GWh de energia renovável por ano — quantidade suficiente para abastecer aproximadamente 1.830 residências, considerando casas com quatro moradores e consumo médio de 350 kWh mensais. Usina solar que vai abastecer o TSE: consumo de energia limpa e renovável aos longo dos próximos 30 anos | Foto: Divulgação/Terracap O impacto ambiental ganha dimensão quando considerado o período de funcionamento do empreendimento. Ao longo dos 30 anos de vida útil projetados, a geração solar poderá evitar aproximadamente 18,5 mil toneladas de CO₂. Mesmo descontadas as emissões relacionadas ao próprio ciclo de vida da usina, o benefício líquido estimado permanece em cerca de 10,6 mil toneladas de CO₂. Esse resultado equivale, em termos de sequestro de carbono, ao benefício ambiental associado a aproximadamente 176 mil mudas de árvores. A substituição de energia da rede por geração fotovoltaica contribui, assim, para reduzir a pegada de carbono do consumo de eletricidade do TSE ao longo das próximas décadas. A iniciativa também dá uma nova função a uma área pública com restrições de aproveitamento imobiliário convencional. O terreno da Terracap passa a produzir energia renovável, conciliando a utilização eficiente do patrimônio público com sustentabilidade e redução de emissões. A usina integra o modelo de geração compartilhada desenvolvido pela Terracap e pela CEB para ampliar o uso de fontes renováveis por órgãos públicos. A iniciativa também contempla o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho da Justiça Federal (CJF). *Com informações da Terracap
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Com investimento de R$ 15,8 milhões, TSE e GDF assinam acordo para uso de energia solar
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Nesta terça-feira (1º/9), em agenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Governo do Distrito Federal, por meio da Companhia Energética de Brasília (CEB) e da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o TSE para uso de energia produzida em uma usina fotovoltaica no Catetinho, no Distrito Federal. Foram investidos R$ 15,8 milhões na estrutura composta por 5.628 painéis solares, com 4,024 mw de potência instalada e capacidade estimada para gerar aproximadamente 7,7 milhões de kWh de energia limpa por ano — considerando um consumo médio de 180 kWh por mês, seria o suficiente para abastecer cerca de 3 mil residências por um ano. O acordo foi assinado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, pelo presidente da CEB, Elie Chidiac, e pelo presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis. A nova estrutura funcionará de forma complementar à usina solar de aproximadamente 1 mw já existente na sede do TSE: com as duas usinas combinadas, será a primeira vez que o consumo de energia elétrica do TSE será integralmente compensado por geração solar, promovendo maior sustentabilidade e eficiência energética na administração pública. O acordo foi assinado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoras, ministro Kassio Nunes Marques, pelo presidente da CEB, Elie Chidiac, e pelo presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis | Foto: Antonio Augusto/TSE De acordo com a CEB, as obras da usina começaram no mês de maio, no Catetinho, e, nos últimos meses, passaram por a instalação dos equipamentos e a implantação da infraestrutura necessária para a geração de energia. A usina integra uma parceria entre as três instituições voltada para a ampliação do uso de energia renovável no setor público do Distrito Federal. Além do impacto econômico, o projeto amplia a geração de energia solar no Distrito Federal e reduz a dependência de energia proveniente da rede convencional, com reflexos também na redução das emissões associadas ao consumo de eletricidade. *Com informações da Companhia Energética de Brasília (CEB)
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Santa Luzia, na Cidade Estrutural, ganha expansão de iluminação pública
A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) iniciou a instalação de 721 luminárias LED na comunidade Santa Luzia, na Cidade Estrutural. Com investimento de R$ 606 mil, os serviços devem ser concluídos até o final de julho e beneficiar diretamente mais de 20 mil moradores. A intervenção faz parte do conjunto de ações do GDF voltadas à ampliação da infraestrutura urbana em áreas de maior vulnerabilidade social. Para o presidente da CEB, Elie Issa El Chidiac, o investimento representa um avanço social para a região. “Estamos levando um serviço essencial para uma comunidade que há anos aguardava por esse investimento. A iluminação pública significa mais segurança para quem sai cedo para trabalhar, para quem retorna para casa à noite e para os jovens que estudam no período noturno. É uma obra que melhora a qualidade de vida e devolve à população o direito de ocupar os espaços públicos com mais tranquilidade”, afirmou. Segundo ele, as equipes já estão mobilizadas para iniciar os trabalhos. "São mais de 750 braços com luminárias distribuídos em toda a comunidade. Nossa expectativa é concluir todas as etapas até o final de julho ou, no máximo, no início de agosto, beneficiando diretamente entre 15 mil e 20 mil pessoas”, disse. CEB IPes iniciou a instalação de 721 luminárias LED na comunidade Santa Luzia, na Cidade Estrutural | Foto: Gilberto Alves/Ascom CEB A chegada da iluminação é acompanhada com expectativa pelos moradores, que relatam anos de dificuldades provocadas pela precariedade da infraestrutura local. Voluntária do grupo Mães Guerreiras, Edivaneide Rosa da Silva afirma que a rede de energia já chegou à nossa porta e agora estamos vendo as luminárias sendo instaladas. “As equipes já começaram o trabalho e a expectativa é muito grande. Estamos felizes por ver esse sonho finalmente se tornando realidade”, afirmou. "Estamos felizes por ver esse sonho finalmente se tornando realidade” Edivaneide da Silva, moradora A percepção é compartilhada por Andressa Ferreira, que também é voluntária da Associação Mães Guerreiras, que destaca os impactos da obra na segurança da comunidade. “A expectativa é enorme. Estamos ansiosos para ver tudo funcionando. Com as ruas iluminadas, vamos poder aproveitar melhor o calçadão e outros espaços da comunidade. As pessoas poderão caminhar à noite com mais segurança e tranquilidade. É uma conquista importante para todos os moradores”, completou. Além dos benefícios esperados, a CEB faz um alerta para a preservação da nova infraestrutura. O furto de cabos e os atos de vandalismo têm provocado prejuízos frequentes à iluminação pública em diversas regiões do Distrito Federal. “O governo está realizando um investimento significativo em Santa Luzia e a colaboração da comunidade será fundamental para preservar esse patrimônio. Sempre que houver suspeita de furto de cabos ou vandalismo, é importante acionar imediatamente a Polícia Militar e registrar a ocorrência pelos canais de atendimento da CEB”, afirmou Elie Chidiac. A expectativa é que, com a conclusão da obra, Santa Luzia passe a contar pela primeira vez com cobertura ampla de iluminação pública, ampliando a segurança e a qualidade de vida de milhares de moradores da comunidade. *Com informações da CEB IPes
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Iluminação pública passa por manutenção na Asa Norte e Asa Sul
Um mutirão de manutenção na rede de iluminação pública está em andamento no Plano Piloto, com atuação principalmente nas quadras 700 Norte e Sul, além dos eixinhos e áreas entrequadras. A ação segue até domingo (3), com foco na normalização de pontos apagados, correção de defeitos em cabos, reposição de materiais furtados e manutenção de luminárias. [LEIA_TAMBEM]Na altura da 115/116 Norte, as equipes identificaram um defeito em cabo subterrâneo danificado. Após o reparo, a oscilação conhecida como “pisca-pisca” foi normalizada. Também houve reposição de cabos furtados, com registro de boletim de ocorrência. Na 707 Norte, o cabo estava rompido, e a equipe precisou fazer uma emenda para religar todos os postes do trecho. Já na 110 Norte, o trabalho continua até domingo para solucionar problemas em cabos e luminárias. Parte da quadra já teve a iluminação restabelecida. *Com informações da Companhia Energética de Brasília Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes)
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Nova iluminação amplia uso noturno da Praça dos Orixás
A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) modernizou a iluminação da Praça dos Orixás, um dos espaços mais simbólicos de Brasília, unindo turismo, cultura e religiosidade. A iniciativa reforça a valorização do patrimônio cultural e amplia a segurança no local durante a noite. Localizada ao lado da Ponte Honestino Guimarães, a Praça dos Orixás foi construída na década de 1990 | Foto: Divulgação/CEB A modernização incluiu a substituição das luminárias por modelos mais potentes e eficientes, proporcionando melhor visibilidade e mais conforto para os frequentadores. A medida contribui diretamente para o uso do espaço no período noturno, especialmente em eventos e celebrações tradicionais. Construída na década de 1990, a Praça dos Orixás está localizada ao lado da Ponte Honestino Guimarães e reúne esculturas de aproximadamente 1,5 metro que representam os orixás. O espaço é reconhecido como ponto de encontro e referência das práticas religiosas de matriz africana no Distrito Federal. A importância cultural do local é oficialmente reconhecida. A Praça dos Orixás e a Festa de Iemanjá foram declaradas patrimônios cultural material e imaterial do Distrito Federal, consolidando o espaço como símbolo da diversidade e da identidade cultural da capital. *Com informações da CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes)
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Equipes iniciam concretagem e instalação de bloquetes nas novas calçadas da W3 Norte
A região das quadras 700, na Asa Norte, passa por uma ampla reforma das calçadas que dão acesso aos comércios locais, com foco em acessibilidade, reorganização dos estacionamentos e paisagismo. Atualmente, os trabalhos estão na fase final de concretagem das calçadas e na preparação do leito para o assentamento dos bloquetes de estacionamento. O serviço, de acordo com a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), integra a reforma da W3 Norte, no trecho das quadras 713 a 716, com investimento de R$ 4,25 milhões. A construção de 42 mil m² de calçadas acessíveis faz parte do pacote de obras | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Entre as principais intervenções estão a construção de 42 mil m² de novas calçadas acessíveis e 17 mil m² de áreas verdes e paisagismo, além da criação de 1.368 vagas para veículos, 229 para motos e 135 para bicicletas. O projeto inclui ainda o plantio de 226 novas árvores, a instalação de travessias elevadas e rampas de acessibilidade, o uso de pavimento intertravado para melhorar a drenagem superficial e a reorganização dos estacionamentos, com o rebaixamento das calçadas comerciais. Segundo o engenheiro da SODF responsável pela obra, Adoney de Jesus, parte da intervenção abrange ajustes de acessibilidade e melhorias no acesso às lojas. “Readequamos todas as calçadas onde não havia passagem para cadeirantes, rebaixamos os anéis e adaptamos as rampas”, relata. “Também reorganizamos os acessos para facilitar o carregamento de mercadorias e o trânsito de veículos de manutenção, já que algumas lojas trabalham com serviços automotivos”. [LEIA_TAMBEM]Adoney explica que o trabalho de drenagem também foi reforçado, especialmente com a adoção de pavimento intertravado: “Antes, o asfalto comum fazia a água acumular e dificultava o escoamento. Agora, com o piso intertravado, a permeabilidade melhora, e a água infiltra com mais facilidade, reduzindo o risco de alagamentos”. Impacto A comerciante Rita da Silva acompanha os trabalhos: “Vai ficar bem melhor, esteticamente falando. As expectativas são boas, e a gente torce para que tudo fique pronto logo” Uma das reclamações mais frequentes de comerciantes e pedestres é a falta de iluminação pública. Segundo Adoney, o problema da escuridão na região já está sendo monitorado e acompanhado de perto. “À medida que a obra avançava e as valas foram abertas, houve muito furto de fiação, inclusive de semáforos, o que deixou alguns trechos sem luz”, lembra. “Entramos em contato com a CEB [Companhia Energética de Brasília], que fez os reparos, mas os furtos se repetiam. A 716 Norte foi a que mais sofreu com isso. Felizmente, nas últimas semanas, conseguimos resolver boa parte dessas ocorrências”. A comunicação com os lojistas tem sido constante. Dona de um brechó na 715 Norte, Rita Regina da Silva, 54 anos, conta que o movimento caiu desde o início das obras, mas acredita que o resultado final vai compensar o transtorno. “Vai ficar bem melhor, esteticamente falando”, afirma. “Não vai ser só a calçada, vai ter paisagismo e drenagem. Aqui, quando chove, vira uma piscina. Então, essas melhorias são necessárias. As expectativas são boas, e a gente torce para que tudo fique pronto logo”. Outro comerciante da quadra, Fernando Freitas, 48, encara com naturalidade a movimentação das equipes. “É barulhento, mas faz parte”, aponta. “Não existe construção sem isso. Com o paisagismo e as calçadas novas, vai atrair mais clientes, com certeza. Aqui alagava muito, ficava tudo cheio de água, as cadeiras boiando. Acho que agora isso vai mudar”.
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Mutirão de manutenção na W1 e W2 Norte repara danos causados por furtos de cabos e luminárias
A Companhia Energética de Brasília (CEB) está promovendo, ao longo desta semana, um mutirão de manutenção nas vias W1 e W2 Norte, regiões que vêm sendo alvo frequente de furtos de cabos e vandalismo em luminárias públicas. A ação tem como principal objetivo restabelecer a iluminação, garantindo mais segurança e conforto para pedestres, motoristas e moradores da área. As equipes da CEB trabalham de forma intensiva na reposição de cabos furtados, substituição de luminárias danificadas e execução de reparos emergenciais nos pontos afetados. A CEB tem atuado nas vias W1 e W2 Norte para repor furtados e substituir luminárias danificadas | Foto: Divulgação/CEB Segundo a companhia, essas vias estão entre as que mais sofrem com esse tipo de crime no Distrito Federal, o que compromete não apenas a qualidade da iluminação, mas também os investimentos e o cronograma de modernização do parque de iluminação pública. “Infelizmente, o furto de cabos tem se tornado um desafio constante. Cada vez que há um ato de vandalismo como esse, somos obrigados a redirecionar recursos que seriam aplicados na revitalização da rede. Isso impacta diretamente a população”, afirmou o presidente da CEB, Edison Garcia. [LEIA_TAMBEM]O diretor de manutenção da CEB, Paulo Afonso, explicou que a empresa tem adotado medidas técnicas e estruturais para reduzir as ocorrências. “Estamos reforçando a proteção das redes com a soldagem das caixinhas de acesso, substituindo cabos de cobre por alumínio, que têm menor valor de revenda, e, em alguns casos, trocando postes por estruturas com braços e luminárias fixadas diretamente no poste. São ações que visam dificultar o furto e preservar a integridade da rede de iluminação pública”, concluiu. A companhia lembra que o furto de cabos é crime e gera prejuízos financeiros e sociais. Além disso, ações como essas dificultam o avanço da modernização da rede com tecnologias mais eficientes, como luminárias de LED. A CEB reforça que qualquer falha na iluminação pública pode ser comunicada pelos canais de atendimento: aplicativo Ilumina DF, telefone 155 e WhatsApp da companhia, no número (61) 3774-1155. O mutirão seguirá pelos próximos dias e faz parte de um esforço contínuo para minimizar os impactos das ações criminosas e garantir iluminação de qualidade em todo o DF. *Com informações da Companhia Energética de Brasília (CEB)
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Iluminação pública do DF é apresentada como caso de sucesso em fórum nacional
Agência Brasília · ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO DF É APRESENTADA COMO CASO DE SUCESSO EM FÓRUM NACIONAL O presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB IPes), Edison Garcia, foi um dos destaques do painel “Cenários Atuais e Perspectivas” durante o III Fórum de Iluminação Urbana, realizado nesta semana. O evento reuniu especialistas e representantes do setor de energia e iluminação pública de todo o país, e Garcia apresentou o modelo adotado no Distrito Federal como um case de transformação e inovação. Ao participar do III Fórum de Iluminação Urbana, o presidente da CEB IPes, Edison Garcia, abordou a trajetória recente da Companhia | Foto: Divulgação/CEB Durante sua fala, Garcia abordou a trajetória recente da CEB IPes e a reestruturação do setor de iluminação pública em Brasília. Um dos pontos centrais da apresentação foi a implementação de um projeto ousado: a modernização total da iluminação pública do DF em apenas um ano, com a substituição de mais de 320 mil pontos de luz por tecnologia LED. “Brasília chegará a dezembro com 100% de sua iluminação pública em LED. Estamos falando do terceiro maior parque de iluminação do Brasil. Foi um projeto ambicioso, que exigiu coragem do governo e mudança profunda no modelo de negócio”, afirmou. O presidente lembrou que, inicialmente, a CEB IPes era apenas prestadora de serviço para o Governo do Distrito Federal. “Com a mudança constitucional, os municípios passaram a ser gestores da iluminação pública. E o DF, por ser uma unidade híbrida — município e estado —, teve que assumir essa gestão diretamente. Pegamos um plano de negócios insustentável, com um PMSO estourado, indicadores ruins e uma distribuidora deficitária”, relatou. Garcia destacou a decisão estratégica do governo Ibaneis Rocha de manter a geração de energia sob controle estatal e privatizar apenas a distribuidora, o que abriu caminho para uma reestruturação completa da empresa: “Transformamos uma companhia que em 2018 tinha déficit de R$ 38 milhões em uma empresa lucrativa, com receita recorrente de R$ 240 milhões por ano e margem de EBITDA de 76%. E mais importante: fizemos isso com responsabilidade fiscal, sem abusar do controle societário”. Além da modernização do parque de iluminação, a CEB IPes promoveu uma ampla assepsia na rede, retirando do sistema público pontos de iluminação que serviam a atividades privadas, como condomínios fechados, o Aeroporto de Brasília e até outdoors O presidente detalhou ainda como o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) foi a solução para a limitação de recursos oriundos da Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Segundo ele, a arrecadação de R$ 286 milhões da CIP era reduzida pela Desvinculação de Receitas dos Estados e Municípios (Drem), que automaticamente retirava 30% da arrecadação para o orçamento distrital. “Com R$ 182 milhões líquidos, não conseguíamos pagar nem a conta de energia, que era de R$ 210 milhões, além de mais de R$ 20 milhões em manutenção. Era impossível fazer investimento sem buscar alternativas. A PPP foi a saída: transferimos ao setor privado a responsabilidade do investimento, com uma contraprestação garantida, menor custo de energia e iluminação pública de qualidade”, disse. Além da modernização do parque de iluminação, a CEB IPes promoveu uma ampla assepsia na rede, retirando do sistema público pontos de iluminação que serviam a atividades privadas, como condomínios fechados, o Aeroporto de Brasília e até outdoors. A ação reduziu cerca de 50 mil pontos de iluminação, gerando economia imediata. “Era inconcebível o Estado pagar a energia de áreas privadas. Fizemos essa limpeza e reduzimos significativamente os custos. Também regularizamos mais de 50 mil unidades que antes estavam com ligações clandestinas, dando acesso legal e justo à população de baixa renda”, detalhou. Garcia também criticou os descontos agressivos em licitações de concessões públicas, que chegam a 50% ou mais, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade desses contratos. “Qual o futuro desses contratos com descontos de 50%? Como o concessionário vai operar com viabilidade? Muita gente apostou na receita acessória, mas ela ainda é um grande desafio. Precisamos rever essas modelagens com mais responsabilidade”, ressaltou. Ao final, o presidente da CEB IPes defendeu maior engajamento dos gestores públicos municipais nas discussões sobre iluminação pública e PPPs. Para ele, é necessário ampliar a compreensão sobre modelos sustentáveis de concessão em todo o país: “O Brasil tem mais de 5.500 municípios e apenas 150 contratos ativos na área. Precisamos trazer prefeitos e gestores para esse debate. Só assim conseguiremos democratizar o acesso a uma iluminação pública moderna, eficiente e segura”. Desafios da gestão pública e restrições patrimoniais [LEIA_TAMBEM]Em outro momento do debate, foi lembrado que, apesar dos avanços, a CEB IPes, enquanto empresa pública, enfrenta desafios típicos da administração, como licitações e regras restritivas. Também foi citado o impacto das características únicas de Brasília, que concentra 85% de sua iluminação pública no Plano Piloto, área tombada como patrimônio histórico. Foram apresentadas imagens que ilustram essas dificuldades, como a Praça dos Três Poderes, projetada por Lúcio Costa, onde as normas de tombamento impedem a instalação de iluminação em algumas áreas, criando espaços propositalmente escuros para preservar o projeto original. A Esplanada dos Ministérios também apresenta restrições semelhantes, que proíbem a instalação de postes ou lâmpadas em determinados gramados. Essas limitações impostas pelo tombamento dificultam a adoção de soluções técnicas para iluminação adequada na região, somando-se aos entraves legais e administrativos típicos da gestão pública. Além de Edison Garcia, o painel “Cenários Atuais e Perspectivas” contou com a participação de Giovani Oliveira, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Pezco Consultoria; Pedro Iacovino, diretor-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Iluminação Pública (ABCIP); e Leonardo Gaspar Barreto, coordenador do Programa Nacional de Conservação de Energia. A moderação foi conduzida por Miguel Noronha, presidente do Conselho da BHIP. O III Fórum de Iluminação Urbana, realizado pela ABCIP, Abilux e Abrasi, reuniu especialistas, gestores públicos e empresários para discutir tendências, avanços tecnológicos e regulamentações que impactam a infraestrutura urbana. *Com informações da CEB
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