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Cesta Verde

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Veja as regras para receber a Cesta Verde no DF

Quem recebe o Cartão Prato Cheio também pode receber a Cesta Verde. A entrega é feita automaticamente, conforme a disponibilidade de recursos, e a liberação pode ser consultada pelo aplicativo. O programa fornece frutas, verduras e legumes produzidos por agricultores familiares do Distrito Federal às famílias beneficiadas. Além de ampliar o acesso a alimentos frescos, a iniciativa fortalece a produção local e gera renda para os produtores. A Cesta Verde amplia o acesso a alimentos frescos, fortalece a produção local e gera renda para os produtores rurais | Foto: Arquivo/Agência Brasília Entrega em casa A Cesta Verde é entregue uma única vez durante o período de recebimento do Cartão Prato Cheio. A entrega pode ocorrer no primeiro ou no último mês de pagamento do benefício, mas não é liberada para todos os participantes do programa, pois depende da disponibilidade de recursos.  As cestas são entregues diretamente na casa do beneficiário, no endereço cadastrado. Antes da entrega, a empresa responsável entra em contato para confirmar o endereço e combinar a data e o horário. Por isso, é importante manter o cadastro sempre atualizado.  Produção local Os alimentos variam de acordo com a época do ano. Entre maio e outubro, período de seca, a cesta pode conter produtos como abóbora, tomate, chuchu, pepino, beterraba, cenoura, mandioca, batata-doce, inhame, abacate, limão, tangerina e banana.  Já entre novembro e abril, durante o período chuvoso, a composição é adaptada e pode incluir itens como chuchu, pepino, tomate, abóbora, mandioca, batata-doce, inhame, banana, limão e goiaba. Antes da entrega, os alimentos passam por uma conferência de qualidade.  

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Oficina de poda em frutíferas destaca técnica que garante maior produtividade

No cultivo de frutíferas, a poda é parte essencial do manejo. Com a técnica, o agricultor consegue uma produtividade maior nos pomares. Esse foi o tema da oficina oferecida pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) para cerca de 30 produtores rurais na Fazenda Larga, em Planaltina, nesta quarta-feira (25).  De acordo com o engenheiro agrônomo Fernando Landim, que atua no escritório da empresa no Núcleo Rural Pipiripau, a poda em goiabeiras diminui a “competição” entre as plantas. “Além disso, estimula o surgimento de novos brotos, que é de onde surgem os frutos”, explica o extensionista. A poda aumenta a circulação de ar e luz entre as plantas, evitando doenças e fungos | Foto: Divulgação/Emater-DF Landim acrescenta outras vantagens da poda em frutíferas: “Essa técnica melhora a circulação de ar e luz entre as plantas, evita doenças fúngicas e bacterianas e direciona o crescimento das plantas”. A oficina foi promovida na chácara do produtor Juscelino de Jesus Santos, que também é presidente da Cooperativa da Fazenda Larga (Cooperfal). “Nosso carro-chefe são goiabas e bananas, mas estamos querendo entrar com o mirtilo e, para isso, contamos com o apoio da Emater”, relata. A chácara tem dois hectares, que são trabalhados em parceria com outros dois da propriedade vizinha. Atualmente, Juscelino conta com mais de 500 pés de goiaba. “Graças às técnicas de poda, irrigação planejada, adubação adequada, conseguimos produzir durante todo o ano”, comemora. [LEIA_TAMBEM]Juscelino fornece alimentos para os programas de compras institucionais do Governo do Distrito Federal (GDF), como o Cesta Verde, e do governo federal, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “A Emater é fundamental para o nosso trabalho, pois nos ajuda não só na capacitação sobre técnicas de produção, como também na elaboração de projetos de crédito e na articulação para participarmos das compras públicas”, ressalta. Planejamento anual Segundo o gerente do escritório da Emater-DF no Pipiripau, Geraldo Magela Gontijo, o planejamento para este ano na região está direcionado às produções de frutas e à avicultura. “Estamos focando cinco culturas: goiaba, banana, abacate, pitaia e maracujá. Só neste ano, já fizemos mais de dez capacitações, todas com boa participação dos produtores atendidos pelo escritório e também de outras regiões administrativas”, informa o extensionista. *Com informações da Emater-DF  

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GDF ultrapassa marca de meio milhão de cestas verdes entregues a pessoas em situação de vulnerabilidade social

Criado em 2019 por este Governo do Distrito Federal (GDF) para garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias em situação de vulnerabilidade social, o programa Cesta Verde ultrapassou, neste mês, a marca de meio milhão de cestas com frutas, verduras e legumes frescos distribuídas como complemento ao Cartão Prato Cheio. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e visa promover a segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas com as cestas, além de fomentar a agricultura familiar ao comprar os alimentos de cooperativas de produtores rurais locais. Stephany Frota está entre os beneficiários que passam por um momento de vulnerabilidade. Casada e mãe de três filhos, ela e o marido estão sem emprego. “Estávamos em um bom momento profissional quando acabamos ficando desempregados”, relata. “Ficamos à mercê de ajuda da família, para pagar aluguel, água, fazer tudo.” Objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas com as cestas, além de fomentar a agricultura familiar | Fotos: Lúcio Bernardo Jr. Diante da situação, Stephany decidiu procurar ajuda no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para alimentar a família. “O Cras me atendeu superbem. Conseguiu suprir a minha necessidade. Eu achava que só quem poderia receber esse benefício era quem estivesse em uma situação muito mais vulnerável que a minha, porque a minha é momentânea. O governo conseguiu me ajudar nesse momento de vulnerabilidade que a minha família passa. Eu achava que isso aí [o programa] não funcionava. Só que, quando foi a minha vez de precisar, vi quanto suporte eles dão”, observa. Moradora de Ceilândia, a aposentada Santília Cândida também passa por dificuldades e recebe a cesta. Ela conta que o filho está desempregado, o que tem apertado o orçamento da família. Para Santília, o programa ajuda muito as pessoas que passam por necessidades: “A cesta vai fazer muita diferença na nossa vida. O GDF ajuda muito as pessoas. É uma feira boa, é muito bom”. Complemento [LEIA_TAMBEM]Diretora de Programas Sociais de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Rayane Lorrane Lima explica que a Cesta Verde é um complemento alimentar para os beneficiários, que recebem tanto o cartão na modalidade pecúnia quanto a cesta básica. “A Cesta Verde traz o alimento nutritivo e saudável para a mesa dos beneficiários”, pontua. Ela acrescenta que existem duas modalidades de benefício. “A primeira é o programa Cartão Prato Cheio, na modalidade pecuária, que é um cartão mesmo com o qual o beneficiário recebe o valor de R$ 250. Para isso, as pessoas precisam passar por alguns critérios: renda per capita familiar de até meio salário mínimo, estar residindo no DF, estar inscrito no nosso sistema e estar em situação de insegurança alimentar e nutricional.” De acordo com a diretora, a cesta básica é voltada àqueles beneficiários que não conseguem cumprir os critérios do Cartão Prato Cheio. “São pessoas que têm algum tipo de renda, que têm alguma estabilidade, mas que, momentaneamente, estão passando por dificuldades. Então, a cesta básica é excepcional. Ela é para esses casos específicos onde a pessoa tem estabilidade, mas recebe a cesta básica porque naquele momento está precisando”, afirma. Moradora de Ceilândia, a aposentada Santília Cândida é uma das beneficiárias da Cesta Verde: "É uma feira boa, é muito bom” Como receber Com peso mínimo de 13 kg, a cesta é entregue por meio de empresas transportadoras parceiras da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), que, antes de enviarem o alimento, confirmam o endereço com as famílias por meio de ligação ou mensagem via WhatsApp.  Para ter acesso à Cesta Verde, é necessário buscar atendimento em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) — com agendamento online e pelo telefone 156 — e participar do programa Cartão Prato Cheio ou receber a cesta básica emergencial. Os critérios para participar do Cartão Prato Cheio incluem ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, residir no Distrito Federal e comprovar situação de insegurança alimentar. 

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Investimentos em políticas públicas colocam o DF acima da média nacional de segurança alimentar

Boa parte da alimentação na casa da autônoma Maria Valdevi de Sousa Dias, 76 anos, vem do Restaurante Comunitário do Paranoá. Ela e o filho José Ricardo de Sousa Dias, 49, moram no Paranoá Parque e vão até a unidade sempre que podem. “Não temos condições de fazer comida em casa todos os dias. Quem ganha um salário mínimo, como a gente, não tem como ficar gastando mais de R$ 600 por mês para comprar carne e verdura. Então comer aqui no restaurante faz uma diferença muito boa”, relata ela. O percurso que faz a diferença na vida da família Sousa Dias é um dos carros-chefes da política promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para garantir a segurança alimentar e nutricional da população. Desde 2019, este GDF tem fortalecido e criado programas para expandir o acesso à alimentação regular e de qualidade, o que vem gerando bons resultados. O DF conta com 18 restaurantes comunitários que oferecem alimentação a preços populares que variam de R$ 0,50 a R$ 1 | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília De 2018 a 2023, o DF viu um crescimento de 9,2% no índice de segurança alimentar, saltando de 67,3% (Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF) para 76,5% (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Pnad-C) — superando a média nacional de 72,4%. Números que, mais do que dados estatísticos, são o reflexo de vidas transformadas, de famílias que deixaram de passar fome para ter dignidade alimentar. “É importante porque percebemos o resultado de toda essa luta, empenho e construção do governo. Esse resultado mostra a evolução do DF. Em números, são 300 mil pessoas que não terão mais essa incerteza ou insegurança se terá ou não alimento no prato”, afirma a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Vanderlea Cremonini. “O Governo do Distrito Federal está preocupado com a segurança alimentar e nutricional da população e com o combate à fome” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social “O Governo do Distrito Federal está preocupado com a segurança alimentar e nutricional da população e com o combate à fome, por isso temos um leque de opções de políticas intersetoriais”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. A secretária cita que, no âmbito da Sedes, foram implementados os cartões Prato Cheio e Gás, além de ter sido feita a ampliação dos restaurantes comunitários, com a inauguração de novas unidades, aumento no número de refeições oferecidas e o fornecimento de alimentação gratuita a pessoas em situação de rua. “Quando iniciamos a gestão, entregávamos 10 mil cestas básicas ao mês. Hoje entregamos 100 mil cartões Prato Cheio todos os meses. No período de nove meses, a pessoa recebe R$ 250 para comprar o que ela achar necessário”, exemplifica. “E, caso ela necessite e seja verificado que ela está em insegurança alimentar num atendimento socioassistencial nas nossas unidades, fazemos a entrega de cestas verdes com frutas, verduras e legumes, para que seja saciada a fome imediata, além de cesta básica”, acrescenta. O Cartão Prato Cheio beneficiou 100 mil famílias desde que foi criado | Foto: Divulgação Desde a criação dos programas, mais 100 mil famílias foram beneficiadas com o Prato Cheio, que concede mensalmente R$ 250 para a compra de alimentos, e outras 70 mil receberam o Cartão Gás, que fornece R$ 100 bimestrais para a aquisição do botijão. Quanto aos restaurantes comunitários, o DF conta atualmente com 18 unidades com oferta de alimentação a preços populares que variam de R$ 0,50 a R$ 1. Desde 2019, os restaurantes já serviram mais de três milhões de refeições e receberam um investimento de R$ 18 milhões. Há três anos, o GDF iniciou a ampliação da oferta de pratos nas unidades com o objetivo de ofertar três refeições por dia. Dezesseis dos 18 restaurantes ofertam café da manhã e almoço, e dez permitem que o brasiliense faça todas as refeições diárias por apenas R$ 2, ao incluir o jantar. A expectativa é que todos passem a contar com as três refeições por R$ 2 e funcionamento diário, inclusive aos domingos e feriados, até 2026. Política intersetorial A Cesta Verde é um complemento aos programas sociais do GDF ao dar 13 kg de alimentos saudáveis | Foto: Divulgação/ Sedes Em um governo que entende a importância da integração, as ações de combate à insegurança alimentar não são isoladas. Elas envolvem várias secretarias, como a de Educação (SEEDF), a de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e a de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) – além da Chefia-Executiva de Políticas Sociais. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) garante refeições nutritivas e balanceadas a 384.962 estudantes da rede pública pelo investimento de R$ 168 milhões. Todos os dias letivos, os alunos se alimentam de receitas feitas com ingredientes em sua maioria in natura ou minimamente processados, como arroz, feijão, queijo, manteiga, carnes, ovos, peixe, canjica e leite, além de frutas e verduras frescas que chegam todas as segundas-feiras diretamente das propriedades de 815 agricultores familiares que fornecem os gêneros alimentícios. “Além de oferecer suporte direto à permanência do estudante na escola, a alimentação escolar é uma estratégia de segurança alimentar e nutricional, que garante a reposição das necessidades nutricionais enquanto o estudante está em aula”, comenta a diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, Juliene Moura. “Em muitos casos, principalmente entre os alunos em situação de vulnerabilidade social, essa é a única refeição completa do dia.” Voltada para famílias em vulnerabilidade, a Cesta Verde é um complemento aos programas sociais do GDF ao conceder uma unidade de 13 kg com frutas, verduras e legumes adquiridos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), vinculado à Seagri. Este ano já foram destinados mais de 350 kg de alimentos a 280 entidades sociais e mais de 74 mil beneficiários, com investimento de R$ 2,4 milhões e participação de 968 agricultores cadastrados. “Essas compras também se vinculam ao atendimento de demandas de segurança alimentar, como o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade, abastecimento de bancos de alimentos (como os do Ceasa e do Sesc Mesa Brasil) e alimentação escolar, por meio do Pnae. Dessa forma, crianças têm acesso a alimentos frescos, variados e nutritivos, beneficiando sua saúde e desenvolvimento”, destaca o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Implementada no ano passado, a Cesta do Trabalhador da Sedet é outra iniciativa importante para garantir a segurança alimentar da população. O programa concede mensalmente a cidadãos desempregados há mais de 180 dias cestas básicas, por até três meses. Mais de 20 mil moradores do DF já foram beneficiados. Movimento solidário O GDF também tem estimulado a sociedade civil a participar desse enfrentamento com ações solidárias. Por meio da Chefia-Executiva de Políticas Sociais é promovida a campanha Solidariedade Salva, que arrecada alimentos para a montagem de kits a serem entregues a famílias em vulnerabilidade social. As doações são feitas para que o cidadão consiga o benefício da meia-entrada em shows, jogos de futebol, exposições e outras atividades culturais e esportivas. Em 2024, mais de 200 toneladas de alimentos foram arrecadadas em 50 eventos, beneficiando cerca de 20 mil famílias. “A campanha Solidariedade Salva mostra como a união da sociedade pode transformar vidas” Mayara Noronha Rocha, primeira-dama “A campanha Solidariedade Salva mostra como a união da sociedade pode transformar vidas. Com a meia-entrada solidária, as pessoas não só participam de grandes eventos, mas também exercem sua cidadania, ajudando a reduzir as desigualdades sociais. Seguimos trabalhando para ampliar essa corrente do bem e beneficiar ainda mais famílias no DF”, ressalta a primeira-dama do DF e idealizadora do projeto, Mayara Noronha Rocha. A chefe de Políticas Sociais do GDF, Talita Mattosinhos, explica que os alimentos arrecadados são distribuídos em ações sociais de instituições que atendem famílias em situação de risco em áreas vulneráveis. “A logística da campanha é uma verdadeira força-tarefa. Contamos com a parceria essencial da Defesa Civil do DF para fazer tudo acontecer, ficando responsável pelo recolhimento dos alimentos nos eventos, o armazenamento em local adequado e a montagem dos kits que chegam até as famílias. Essa estrutura bem-coordenada é o que permite que a solidariedade de quem doa se transforme em um impacto real para quem mais precisa”, comenta.

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Política de segurança alimentar e nutricional do GDF é destaque em fórum nacional de nutricionistas

A futura implementação de um programa pioneiro de alimentação e nutrição nas unidades socioassistenciais do Distrito Federal e a aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) para avaliar a situação segurança alimentar das famílias que procuram a rede de proteção social. Esses foram alguns dos temas apresentados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) no II Fórum Nacional de Nutricionistas no SUAS (FNNAS), realizado segunda (10) e terça-feiras (11), na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Com o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o encontro reuniu profissionais de todo o país para trocar experiências sobre boas práticas que fortalecem a política de segurança alimentar e nutricional no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Governo levou três iniciativas adotadas no DF para o congresso e poderá trazer experiências de outras unidades da Federação para cá | Fotos: Divulgação/Sedes-DF Representando o Governo do Distrito Federal (GDF), as nutricionistas e servidoras da Sedes, Stefany Lima, Karen Moreno e Thamara Silva apresentaram três experiências nos eventos: II Mostra de Experiências de Alimentação e Nutrição no SUAS: análise da situação de segurança alimentar entre os usuários das unidades socioassistenciais do DF; Gerências Regionais de Segurança Alimentar e Nutricional no Distrito Federal: potencialidades de integração entre o SISAN e o SUAS nos territórios; e implementação do Programa de Alimentação e Nutrição nas unidades da Sedes: caminhos percorridos. “Trouxemos uma avaliação desses quase dois anos de aplicação da Ebia, com atendimento de aproximadamente 176 mil famílias. Além disso, trouxemos o nosso modelo de gerências regionais de segurança alimentar e nutricional, que vai além dos restaurantes comunitários porque têm um papel de articular as ações em rede por meio das relações estabelecidas nos territórios”, explica Stefany Lima. “Na mostra, falamos sobre o processo de criação do novo programa de fornecimento de refeições para as unidades socioassistenciais da Sedes. O programa estabelece diretrizes a serem seguidas em todos os contratos, aprimorando o modelo atual e fortalecendo a agenda de alimentação e nutrição no DF”, continua. Cerca de 300 profissionais e gestores participaram dos debates nos dois dias de evento. “A participação no FNNAS foi fundamental para compartilhar experiências com outros nutricionistas da assistência social e observar a atuação diversificada desse profissional pelo Brasil. Isso amplia nossa visão sobre a integração entre segurança alimentar e assistência social e nos ajuda a pensar e desenvolver ações aprimoradas aqui no DF”, destaca Karen Moreno. Na mostra, os eixos das experiências contemplaram temáticas relacionadas ao planejamento, gestão, execução, implementação, monitoramento e/ou avaliação de ações de alimentação e nutrição realizados na rede SUAS, na Proteção Social Básica ou Especial de Média ou Alta Complexidade. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora, que permitiu não apenas compartilhar as iniciativas e programas desenvolvidos pela nossa secretaria, mas também ampliar meus conhecimentos sobre as diversas ações em andamento em outros estados e municípios. Essa troca de experiências foi fundamental para o fortalecimento do trabalho que realizamos”, enfatiza Thamara Silva. “O combate à fome tem sido, cada vez mais, um dos grandes desafios mundiais. E, no GDF, isso é prioridade” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressalta a importância de o GDF ter a segurança alimentar e nutricional na agenda de governo: “O combate à fome tem sido, cada vez mais, um dos grandes desafios mundiais. E, no GDF, isso é prioridade. Por isso, a equipe da Sedes faz um trabalho incansável para aprimorar os serviços de segurança alimentar e nutricional às famílias mais vulneráveis”. “Hoje temos o Cartão Prato Cheio, o Cartão Gás, as cestas Verdes e as Secas, a redução do valor da refeição nos restaurantes comunitários, a inauguração de mais duas unidades ainda neste ano e a ampliação da oferta de refeições, além da qualificar a oferta de alimentação nas unidades socioassistenciais. São ações que alçaram o DF a um patamar diferenciado”, continua a secretária. *Com informações da Sedes-DF

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GDF já entregou mais de 356 mil cestas verdes a beneficiários de programas sociais

Ampliar a segurança alimentar e fortalecer a agricultura familiar. É com essas premissas que o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a distribuição de cestas verdes, contendo frutas e legumes in natura, para famílias em situação de vulnerabilidade social. O benefício é concedido em complemento aos programas Cartão Prato Cheio e Cesta Emergencial como uma forma de garantir o acesso de quem mais precisa a alimentos com maior teor nutricional. Desde 2019, o GDF já distribuiu mais de 356,1 mil cestas verdes, representando um investimento acima de R$ 12,3 milhões. Cada unidade tem peso mínimo de 13 kg e contém frutas, verduras e legumes adquiridos pelo Executivo por meio do Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF), vinculado à Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri). As cestas verdes contêm frutas, verduras e legumes que levam segurança alimentar aos beneficiários e ainda geram renda para pequenos produtores | Foto: Divulgação/Sedes Dessa forma, o governo garante o acesso de produtos frescos e saudáveis às pessoas em risco de insegurança alimentar e, de quebra, fortalece a agricultura familiar local, gerando emprego e renda para os pequenos produtores. “É uma relação em que todos ganham”, enfatiza a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Vanderléa Cremonini. “Todos os meses adquirimos em torno de 10 mil cestas para serem distribuídas às famílias beneficiárias do Cartão Prato Cheio. Isso é importante, pois quando você concede o benefício de R$ 250 para aquisição de alimentos, a pessoa tem a autonomia de escolha e algumas acabam priorizando alimentos industrializados e ultraprocessados, que acabam sendo mais baratos. Dessa forma, com a cesta verde, o governo garante o acesso aos alimentos com maior valor nutricional”, explica a subsecretária. Todas as cestas distribuídas pelo GDF são entregues na residência dos beneficiários, em data e horário marcados | Foto: Arquivo/Agência Brasília Atualmente, a Sedes mantém sete contratos ativos por meio do Papa-DF; todos com cooperativas de produtores rurais. “Fizemos dessa forma para atingir o maior número de agricultores em diferentes localidades. Consequentemente, isso nos permitiu distribuir melhor a renda para esses produtores”, detalha a servidora. Todas as cestas distribuídas pelo GDF são entregues na residência dos beneficiários, em data e horário marcados, por empresas transportadoras parceiras da Sedes. O benefício não é distribuído de maneira unitária e não ocorre mensalmente, mas em uma vez, a qualquer momento durante o período de recebimento das nove parcelas do Cartão Prato Cheio, ou da Cesta Emergencial. Segurança alimentar 100 mil Número de famílias atendidas pelo Prato Cheio Hoje, 100 mil famílias dependem do Cartão Prato Cheio. Entre elas, está a de Ildaci Jones, de 53 anos. Moradora do Recanto das Emas, ela precisou deixar o emprego para cuidar dos pais. Desempregada e sem o provedor da casa, a mulher se viu em situação de insegurança alimentar. “Perdi meu pai, minha mãe está doente e eu não consigo trabalhar mais, por conta de um problema sério de coluna. Se não fosse a ajuda do governo com o Prato Cheio e a cesta verde, eu não sei o que seria da gente”, conta. Atualmente, Ildaci mora com a mãe e o sobrinho-neto, de 9 anos. Antes da ajuda do GDF, ela recorria à solidariedade dos familiares. “Só Deus sabe o que passamos, vivemos de caridade. Graças a Deus tive a minha família para me ajudar nesse momento, mas a gente passou dificuldade e muito”, relata. “Esses benefícios que eu recebi me deram um alívio enorme, me deram a certeza de que teria comida dentro de casa”. Relatos como os de Ildaci ecoam entre os beneficiários dos programas sociais do GDF que tiveram a vida transformada pela concessão de benefícios. Adriana da Silva Gomes, 36, conta que a ajuda chegou no momento de mais necessidade da família. “Tenho duas filhas, uma de 7 anos e outra de 2, meu esposo trabalha fazendo bicos e isso faz a diferença na nossa vida”, diz, acrescentando ter se surpreendido com a qualidade dos alimentos da cesta verde. “Era muita coisa: abóbora, abacate, banana, mandioca, chuchu – tudo enorme e fresquinho”. Como solicitar Todo e qualquer benefício social ofertado pelo GDF pode ser solicitado pelo cidadão no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo Todo e qualquer benefício social ofertado pelo GDF pode ser solicitado pelo cidadão no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo de sua residência. Por meio do Serviço de Atendimento e Proteção Integral às Famílias (Paif), os servidores irão buscar a compreensão dos contextos de vida e interações sociais que envolvem a família do solicitante e, então, implementar as medidas para assegurar um nível básico de proteção. Além do Paif, o Cras também oferece uma série de outros serviços para pessoas em risco social, como: Cartão Creche; Cartão Material Escolar; Cartão Prato Cheio; Cartão Gás; Benefício de Prestação Continuada; Carteira de Idoso; Cesta de Alimentos Emergencial; e benefícios eventuais (auxílio natalidade, por morte, em situações de vulnerabilidade temporária e em situações de desastre e calamidade pública). Há, atualmente, 44 unidades do Cras e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) em funcionamento no Distrito Federal. Deste total, cinco equipamentos públicos foram inaugurados pelo governador Ibaneis Rocha. Eles estão localizados no Sol Nascente, Porto Rico (Santa Maria), Itapoã Parque e ainda tem o Cras Móvel. Em paralelo, o governo executou reformas em vários equipamentos públicos, como Centro Pop Asa Sul, Centro Pop Taguatinga, Cras Paranoá, Cras Brasília, Casa Flor e Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (SAIF Areal). Esses equipamentos públicos foram responsáveis por 640 mil atendimentos realizados desde 2019.

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Trabalho de assistência social do DF é apresentado a delegações do G20

O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Ceilândia Norte foi palco de conversas sobre políticas inclusivas nesta sexta-feira (22). Delegações do G20 visitaram a unidade para conhecer os detalhes do Cadastro Único (CadÚnico), acompanhados por representantes da Secretaria do Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O grupo faz parte da força-tarefa para o lançamento de uma aliança global contra a fome e a pobreza. Participaram da reunião representantes da Alemanha, Suíça, Reino Unido, Turquia, Estados Unidos, Noruega, Itália e Bangladesh e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O Brasil assumiu a presidência do G20 em 1º de dezembro de 2023 e seguirá na posição até 30 de novembro de 2024. O grupo reúne as 19 principais economias do mundo, a União Europeia e a União Africana. Secretária Ana Paula Marra (esq.): “É histórico receber as 20 maiores economias do mundo no nosso Cras em Ceilândia Norte” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “É uma troca de experiências incrível. É histórico receber as 20 maiores economias do mundo no nosso Cras em Ceilândia Norte”, pontuou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “O Cadastro Único é uma das maiores ferramentas que nós temos para implementar políticas públicas efetivas para a população. Aqui no Distrito Federal temos quase 400 mil famílias dentro do Cadastro Único e, por ele ser minucioso, conseguimos entender de fato a realidade daquela família e priorizar nos nossos programas sociais famílias que estejam em extrema pobreza ou em baixa renda”, completa. “A nossa intenção é mostrar à delegação do G20 a importância do trabalho do sistema único de assistência social da rede descentralizada e do Cadastro Único. Isso sob um contexto maior, que é a implementação da nossa aliança global contra a fome e a pobreza conduzida pelo Brasil, mas com a participação de diversos países”, explicou a secretária Nacional de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS, Letícia Bartholo. A chefe de Política Social da Unicef no Brasil, Liliana Chopitea, afirmou que a visita ajudou a verificar como outros países podem replicar o Cadastro Único e apoiar outras nações em desenvolvimento com políticas similares. “Para nós, que estamos como organismo internacional, que trabalhamos com direitos humanos e de crianças, sendo que são elas que mais sofrem de pobreza, é muito importante conhecer o cadastro e apoiá-lo, porque realmente ele trabalha para reduzir a pobreza”, observou. Chefe de Política Social da Unicef no Brasil, Liliana Chopitea exalta a importância de iniciativas como o CadÚnico O CadÚnico funciona como um mapa das famílias de baixa renda no Brasil, mostrando detalhes sobre as condições dos cidadãos. Por meio do cadastro, as famílias de baixa renda podem receber benefícios sociais, como o Bolsa Família e desconto na conta de luz, além de benefícios específicos de cada unidade da Federação. O Governo do Distrito Federal (GDF) oferece o Cartão Prato Cheio, o Cartão Gás, o DF Social, o Cartão Material Escolar, a Cesta Verde, entre outros programas sociais. Em 2022, o conjunto de programas implantados pelas secretarias de Desenvolvimento Social, de Educação, de Saúde e de Esporte e Lazer resultou ao DF o reconhecimento como maior rede de proteção social do Brasil, conforme avaliação do Ministério da Cidadania. Prioridade como assistência O CadÚnico é disponibilizado para as famílias que vivem com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Aquelas com renda acima desse valor podem ser cadastradas para participar de programas ou serviços específicos. O cadastro deve ser feito pessoalmente em alguma unidade do Cras, com apresentação dos CPFs de todos os integrantes da família e de um comprovante de residência. O Cras é a porta de entrada da população a benefícios e programas governamentais. Desde 2019, houve a inauguração de seis unidades, ampliando a quantidade disponível para os cidadãos de 26 para 32. Neste ano, foram entregues o novo Cras de Santa Maria, localizado no condomínio Porto Rico, e o primeiro do condomínio Itapoã Parque. Cada equipamento tem capacidade para atender 5 mil famílias em situação de vulnerabilidade social. Para ter acesso aos benefícios, é preciso estar inscrito no CadÚnico. O atendimento é feito com data e horário agendados pelo telefone 156 ou pelo site da Sedes. Verifique aqui o contato e endereço de todas as unidades.

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DF tem ampla rede de combate à fome e insegurança alimentar

Em 2022, ao avaliar o conjunto de programas implantados pelas secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), de Educação (SEE), de Saúde (SES) e de Esporte e Lazer (SEL), o Ministério da Cidadania atestou que o DF tem a maior rede de proteção social do Brasil. A rede oferece diversos programas sociais, Para garantir aos cidadãos que mais precisam de apoio do governo local o acesso à alimentação, a rede oferece diversos programas, como Cartão Prato Cheio, Cartão Gás, DF Social e Cesta Verde. GDF tem uma série de benefícios para quem se encontra em situação de vulnerabilidade social | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília [Olho texto=”“Não tem como você pensar em desenvolver a autonomia de uma família sem garantir o mínimo de subsistência” ” assinatura=”Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social” esquerda_direita_centro=”direita”] “Quando falamos em assistência social, nós temos que pensar em várias formas de acesso”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Temos os restaurantes comunitários, onde as pessoas podem fazer as refeições, mas a gente precisa ter outros tipos de política, porque nem sempre o restaurante comunitário é acessível para quem mora distante dele, por isso a importância de programas sociais.” A gestora lembra que segurança alimentar e nutricional é um direito básico da população. “Não tem como você pensar em desenvolver a autonomia de uma família sem garantir o mínimo de subsistência”, aponta. Programas de combate à fome Arte: Agência Brasília Atualmente o Cartão Prato Cheio beneficia 100 mil famílias, que recebem um crédito mensal de R$ 250 para a aquisição de alimentos. É um programa temporário, com nove parcelas para dar suporte a quem passa por situação de insegurança alimentar e nutricional. Desde sua criação, em 2020, o Prato Cheio  já beneficiou mais de 400 mil pessoas. Só deve ser utilizado para compra de produtos de natureza estritamente alimentar – o uso incorreto pode acarretar perda do benefício e de descredenciamento para os estabelecimentos que venderem itens não enquadrados na categoria alimentação, como bebidas alcoólicas e cigarros. A subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional, Vanderléia Cremonini, lembra que o Cartão Prato Cheio foi instituído no início da pandemia, quando havia uma demanda grande na concessão de benefícios e entrega de cestas básicas. “Nós não estávamos conseguindo atender, devido à  logística dessa grande quantidade de pessoas que precisavam, então foi pensada uma forma mais prática de repassar um benefício para o provimento alimentar”, conta. “O Cartão Prato Cheio traz autonomia para que a pessoa possa comprar aquilo que realmente está faltando na casa dela.” Educação alimentar Paralelamente à concessão do benefício, é desenvolvido um trabalho de educação alimentar e nutricional para que o usuário possa utilizar esse crédito na compra de alimentos não processados, saudáveis e que garantam a sua saúde, além de incentivar o comércio local. [Olho texto=”“A gente leva um alimento saudável até a casa das famílias e fomenta a agricultura familiar” ” assinatura=”Vanderléia Cremonini, subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional ” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A pessoa vai comprar naquele pequeno mercado do lado da casa dela, naquela feira, muitas vezes sendo abastecida pela agricultura familiar, que também é muito importante; então a gente cria um movimento na economia local desses beneficiários, que normalmente estão em regiões administrativas mais vulneráveis”, explica a subsecretária. Os critérios para receber o Cartão Prato Cheio envolvem ser residente do DF, além de possuir renda per capita de até meio salário mínimo. Existe uma escala da concessão do benefício para priorizar quem tem mais necessidade, dando preferência a pessoas com deficiência (PcDs) e famílias monoparentais chefiadas por mulheres. A Cesta Verde é complementar ao Prato Cheio e também à cesta básica in natura. Adquirida pelo GDF de produtores da área de agricultura urbana, contém verduras, legumes e hortaliças, sendo destinada à população em situação de vulnerabilidade social. Atualmente são entregues cerca de mil cestas verdes por mês no Distrito Federal. “Com isso, a gente leva um alimento saudável até a casa das famílias e fomenta a agricultura familiar”, avalia Vanderléia.  Cartão Gás Marlene Batista está entre os 400 mil beneficiários do Cartão Prato Cheio: “Os programas ajudam nas contas, porque assim eu evito tirar o dinheiro da luz para pagar um gás, pagar um remédio e por aí vai” Já o programa Cartão Gás foi instituído pelo decreto nº 42.376 , de 10 de agosto de 2021, como medida de enfrentamento das consequências sociais e econômicas decorrentes da pandemia de covid-19. Trata-se de um benefício de auxílio financeiro, em parcelas bimestrais no valor de R$ 100 para aquisição do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 13kg, o gás de cozinha. “A cada dois meses podemos auxiliar que as famílias possam ter um botijão de gás em casa, onde muitos cozinhavam a lenha – é para garantir que as pessoas possam fazer suas refeições em casa”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social. Há ainda o programa DF Social, um benefício destinado às famílias de baixa renda (inferior a meio salário mínimo vigente, ou seja, R$ 606) inscritas no Cadastro Único e residentes no Distrito Federal. O valor fixo mensal é de R$ 150 por família. “Em complemento ao Bolsa Família, o DF Social possibilita reduzir a extrema pobreza no DF”, afirma Ana Paula. Ajuda nas contas [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Beneficiário do Cartão Gás há três anos, André Estevam Abreu, 43, também recebe o DF Social, usado para comprar remédios para as duas filhas. Uma sofre de asma e outra é diagnosticada com lúpus, uma doença inflamatória autoimune. “Tenho muita dificuldade de manter a casa, aluguel e essas coisas”, conta. “Os programas ajudam nas contas, porque assim eu evito tirar o dinheiro da luz para pagar um gás, pagar um remédio e por aí vai.” Para Marlene de Andrade Batista, 52, moradora do Recanto das Emas, a autonomia oferecida pelo programa Prato Cheio mudou trouxe qualidade de vida. “Quando meu filho chega do colégio, ele pergunta o que tem para comer”, conta a dona de casa. “Aí tem um cuscuz, uma manteiga, uma fruta. O melhor é que a gente escolhe no supermercado o que precisa – arroz, feijão, alface, que eu não tinha como comprar, frutas. Antes faltavam as coisas para o meu menino. O Cartão Prato Cheio foi a melhor opção para as pessoas comprarem. E recebi a Cesta Verde também, que é uma alimentação completa.” Marlene também é beneficiária do Cartão Gás, que afirma ter sido útil, inclusive, para a saúde. Isso porque, antes, ela precisava utilizar lenha para cozinhar – já que não tinha como comprar o gás –, e a fumaça produzida pela queima ainda prejudicava a respiração do filho. “No gás é bom porque não faz aquela fumaça”, avalia. “Meu menino tem bronquite asmática, e cozinhar na lenha é ruim, porque ele fica com falta de ar. Compro o gás perto de casa, e aceitam o cartão em qualquer lugar. Sinto que o governo está cuidando de mim. Não só de mim, como de muitas famílias.” Como acessar os benefícios A porta de entrada da assistência social no GDF é o Centro de Referência e Assistência Social (Cras). No DF há 30 unidades distribuídas pelas regiões administrativas, além de equipes móveis que vão até as áreas rurais de mais difícil acesso, para que as pessoas tenham esse alcance. Também é possível agendar o atendimento pelo telefone 156 ou pelo site da Sedes. Após o cadastro, a situação de cada família é avaliada para atendimento pelo programa que mais se adequa. Para acesso a programas como o Cartão Gás, é necessário ter inscrição no Cadastro Único e renda familiar per capita de até meio salário mínimo, declarar comprometimento de renda com a aquisição do GLP de 13 kg, morar no Distrito Federal e ter idade igual ou superior a 16 anos. Quando os que procuram a assistência social não conseguem entrar de imediato nos programas – pela existência da fila e requisitos que precisam ser atendidos –, há a opção da cesta básica in natura. O recurso é utilizado para situações emergenciais, quando a pessoa se encontra em situação muito grave de insegurança alimentar e nutricional ou passou por alguma calamidade. Após fazer o pedido, o cidadão pode receber a cesta básica em casa.

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