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Cultura de Paz

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DF lidera o país em ações contra bullying nas escolas públicas

O Distrito Federal é a única unidade da Federação onde mais de 90% das escolas realizam ações frequentes de combate ao bullying e a outras formas de violência. O dado consta no Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz, levantamento nacional divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu 93.574 escolas em todo o país. No cenário nacional, 82,24% das unidades afirmaram desenvolver iniciativas com muita frequência. No DF, o índice chega a 91,65%, o maior percentual do Brasil. O resultado coloca a rede pública do DF em posição de destaque e reforça uma política que, nos últimos anos, passou a integrar prevenção, formação de professores e articulação direta com órgãos de segurança e justiça. O Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz reúne experiências de sucesso no combate ao bullying| Foto: Mary Leal/SEEDF  “Esse resultado não é pontual. Ele corrobora um trabalho que já vem sendo feito há anos. Temos muitos exemplos concretos nas nossas escolas e professores cada vez mais preparados para lidar com conflitos de forma pedagógica e preventiva”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, Ana Beatriz Goldstein. Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o índice é consequência de uma estratégia estruturada e permanente. “Esse reconhecimento nacional demonstra que estamos no caminho certo. O enfrentamento à violência nas escolas não se faz com ações isoladas, mas com planejamento, formação continuada e integração entre diferentes áreas do governo. Hoje, o DF é referência porque assumiu esse compromisso como política pública”, afirma. Arte: Ministério da Educação A engrenagem dessa política é coordenada pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, que atua na articulação interna e externa das iniciativas. Segundo a chefe da assessoria, Ana Beatriz Goldstein, o trabalho é integrado, coletivo e colaborativo desde a formação até o acompanhamento direto das unidades escolares. “Hoje temos uma política estruturada, com formação permanente dos professores, diálogo constante com os órgãos de segurança e acompanhamento das regionais. É um trabalho articulado, que integra diferentes áreas da secretaria e instituições parceiras”, destaca. Programa em rede Mais de 200 gestores da rede pública participaram da formação para diálogo e fortalecimento das ações nas escolas. Foto: Divulgação/MPDFT O programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), trabalha valores, ética e convivência respeitosa com estudantes e educadores. Além dele, a Secretaria de Educação (SEEDF) mantém parceria com a Polícia Federal e com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), fortalecendo a interlocução com os órgãos de segurança e promovendo ações preventivas, palestras e acompanhamento de situações de risco. “O diferencial do DF é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha" Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz “O diferencial do DF é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha. Temos diálogo constante com a segurança pública, com o Ministério Público, com a Polícia Federal. Dentro da própria secretaria, a Cultura de Paz coordena um esforço conjunto entre subsecretarias e regionais. É uma atuação em rede”, explica Ana Beatriz. A política também valoriza experiências exitosas nas escolas. Em Planaltina, unidades têm desenvolvido práticas de Justiça Restaurativa para mediação de conflitos. No Guará, o projeto GG trabalha a cultura do respeito e da convivência. Em Taguatinga, o Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) aposta em estratégias de escuta ativa e protagonismo juvenil. As três iniciativas serão tema de uma transmissão ao vivo prevista para abril, com o objetivo de compartilhar boas práticas com toda a rede. “A escola é espaço de aprendizagem acadêmica, mas também de formação humana. Quando investimos em capacitação, em programas estruturados e em parcerias sólidas, garantimos que nossos estudantes estejam em ambientes mais seguros e acolhedores”, afirma Hélvia Paranaguá.  *Com informações da Secretaria de Educação  

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Protocolo de enfrentamento à violência nas escolas é reforçado antes do início das aulas

Às vésperas do início do ano letivo, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) reforça as orientações para atuação das equipes em situações de violência. Todas as unidades da rede pública passam a contar com um cartaz informativo que reúne procedimentos a serem adotados diante de conflitos, ameaças ou episódios de agressão no ambiente educacional. Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o objetivo do documento é assegurar que cada escola tenha segurança e clareza na condução dessas situações. “Cuidar das nossas crianças, adolescentes e de quem trabalha nas escolas é a prioridade. Esse protocolo foi pensado para apoiar as equipes, dar segurança e orientar a tomada de decisões em momentos difíceis, sempre com diálogo, responsabilidade e foco na proteção de todos”, afirma a gestora. A proposta é garantir que gestores e profissionais saibam exatamente como proceder, evitando improvisações e reduzindo riscos | Foto: Mary Leal/SEEDF O material integra um protocolo elaborado pela própria secretaria e apresenta diretrizes para gestores e profissionais, com orientações para atuação segura, organizada e articulada com a rede de proteção. Antes de chegar às unidades de ensino, o protocolo é apresentado aos coordenadores regionais, que recebem as orientações e as repassam aos diretores. A partir desse alinhamento, um banner com as instruções é produzido e distribuído para toda a rede pública do Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]O cartaz, que deve ser afixado em local visível para as equipes, apresenta, de forma objetiva, os fluxos de atuação em situações de risco, desde o acolhimento inicial e a comunicação interna até o acionamento de serviços de emergência e os encaminhamentos necessários. A proposta é evitar improvisações e reduzir riscos, garantindo respostas mais ágeis e qualificadas. Ao explicar a importância da iniciativa, a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, destaca que o acesso fácil às orientações fortalece a atuação das equipes. “A ideia é que todos tenham esse material à mão. Ele orienta como agir em situações de violência, com mais segurança e cuidado, ajudando a preservar as pessoas e a manter um ambiente mais tranquilo e saudável”, afirma. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Atuação conjunta reduz em 37% as ocorrências policiais nas escolas

O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação (SEEDF) em conjunto com diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a prevenção e a cultura de paz nas escolas tem refletido diretamente na redução da violência em ambiente escolar. Dados do Batalhão de Policiamento Escolar (BPesc) mostram que, entre 2024 e 2025, o total de atendimentos relacionados ao contexto escolar caiu de 2.248 para 1.411 registros, uma redução de 37,2%. Alunos interagem com harmonia durante intervalo das aulas: ocorrências relativas à violência em ambiente escolar seguem em queda, graças a uma ação integrada entre a Secretaria de Educação e o Batalhão de Policiamento Escolar | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF     “Esse resultado mostra que orientar as escolas, apoiar as equipes e fortalecer a cultura de paz gera impacto real no cotidiano das unidades” Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura e Paz da SEEDF A queda é percebida tanto dentro quanto no entorno das unidades. As ocorrências nas escolas passaram de 1.019 para 675 casos. Já os registros fora da escola, mas dentro do perímetro escolar, caíram de 838 para 473. Fora do perímetro escolar, os incidentes recuaram de 359 para 214 registros. Também houve diminuição nos episódios relacionados à ameaça de ataque, que passaram de 22 para nove casos no período. “Temos investido em prevenção, formação de profissionais, mediação de conflitos e protocolos claros de atuação”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein. “Esse resultado mostra que orientar as escolas, apoiar as equipes e fortalecer a cultura de paz gera impacto real no cotidiano das unidades.” Entre as medidas adotadas, está o protocolo institucional de enfrentamento à violência, elaborado pela própria secretaria, que orienta gestores e equipes sobre como agir em situações de conflito, ameaça ou agressão. O material foi transformado em cartaz e distribuído para todas as escolas, incluindo procedimentos de acolhimento, comunicação e acionamento da rede de proteção. Arte: SEEDF [LEIA_TAMBEM]A pasta também desenvolve ações educativas permanentes, como o programa NaMoral, em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), além de iniciativas de educação socioemocional, cultura de paz, formação continuada e atividades de conscientização junto a estudantes e famílias. Os dados utilizados no acompanhamento são produzidos pelo Bpesc, unidade da Polícia Militar responsável pelo atendimento direto às escolas da rede pública. “O Batalhão Escolar tem trabalhado diuturnamente para garantir a segurança dos nossos estudantes”, ressalta a comandante. “As ações ocorrem no interior das escolas e no perímetro escolar, por meio de operações preventivas, palestras educativas e roteiros de patrulhamento. A queda nos índices de violência escolar mostra que o trabalho integrado entre o Batalhão Escolar e a Secretaria de Educação tem dado resultado e é o caminho para um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor. Em 2026, reafirmamos nossa parceria em prol do bem-estar dos estudantes.” A Secretaria de Educação reforça que seguirá ampliando as ações de prevenção e acompanhamento, com foco na construção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e pautados na cultura de paz. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Rede pública de ensino aposta em diferentes iniciativas para combater o bullying

Desde 2016, o 7 de abril é marcado como Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola — data escolhida em alusão ao massacre de Realengo, no Rio de Janeiro. Visto como prioritário pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o enfrentamento a esse problema é o objeto de diversas ações e programas desenvolvidos pela pasta. Neste mês, quatro escolas da rede pública receberão o espetáculo Hora da Saída, que trata do bullying, e poderão participar de bate-papo sobre o tema com profissionais | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Entre as iniciativas, está a promoção de cursos de formação para os professores. “No ano passado, em parceria com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, com o Batalhão de Policiamento Escolar e com a Secretaria de Segurança Pública, fizemos oficinas e chegamos a capacitar 5 mil profissionais para trabalhar a questão do bullying”, lembra Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF. “Depois da pandemia, a gente começou a perceber que os casos de violência nas escolas eclodiram. Os jovens estavam confinados e ficaram muito expostos às redes, que são um inimigo invisível. Por isso, houve essa intensificação do trabalho de cultura pela paz” Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF Em relação aos estudantes, as ações variam de escola para escola. Uma iniciativa de sucesso, que inclusive foi destacada em uma transmissão ao vivo nesta segunda-feira (7), é o programa desenvolvido no Centro de Ensino Médio 01 do Guará, que valoriza o protagonismo dos próprios jovens, estimulando a escuta ativa. “Muitas vezes, o aluno prefere falar com um colega do que com um profissional”, pontua Ana Beatriz. Esse e outros projetos foram compilados em um livro lançado pela Secretaria com práticas exitosas contra o bullying. Mas há uma ação voltada aos alunos que integra diferentes unidades. É o programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e que acaba de ser aprovado, por unanimidade, na Câmara Legislativa para virar a Política Distrital de Educação para a Integridade. Na prática, o projeto deixa de ser aplicado apenas nas escolas que se voluntariaram a recebê-lo e passa a ser levado a todos os colégios, públicos e particulares. Projeto NaMoral leva às escolas públicas do Distrito Federal vivências de integridade | Fotos: Mary Leal/SEEDF “Ele vira um programa de governo, sobre a educação para a integridade. E o objetivo é trabalhar esses valores com os estudantes, porque, antes, o bullying terminava na escola, mas, agora, ele te acompanha nas redes sociais. E a gente está trabalhando isso com os alunos, para eles verem que bullying não é brincadeira. É crime”, enfatiza a chefe da Assessoria Especial. “Depois da pandemia, a gente começou a perceber que os casos de violência nas escolas eclodiram. Os jovens estavam confinados e ficaram muito expostos às redes, que são um inimigo invisível. Por isso, houve essa intensificação do trabalho de cultura pela paz”, acrescenta. Espetáculo Ao longo do mês marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Bullying, quatro escolas da rede pública receberão o espetáculo Hora da Saída, que aborda o tema. Além da apresentação, também haverá um bate-papo com profissionais e a entrega de uma cartilha informativa. “Falar de bullying por meio do teatro é importante pelo caráter pedagógico da linguagem. Diferente de os alunos ouvirem um adulto explicando sobre o tema, eles se veem em cena por meio das personagens que soam como tendo idades aproximadas às deles e estão vivenciando situações que eles próprios lidam no cotidiano”, explica a idealizadora do projeto, Lucianna Mauren. Segundo Lucianna, a ideia do espetáculo surgiu a partir de sua experiência em sala de aula. “O que me permitiu também assistir a essa violência, que quando ganha nome pode ser debatida, trabalhada e esclarecida junto não só aos alunos, mas também ao corpo docente que muitas vezes se perde imerso no cotidiano dessa prática criminosa”, aponta. “O projeto funciona, então, como um espaço de identificação por parte dos alunos e de acolhimento das suas dores. No bate-papo, eles dão depoimentos pessoais, se posicionam e entendem a questão de forma autônoma, não mais com alguém os explicando, mas eles por meio da vivência ali chegam às suas próprias conclusões”, arremata. Confira o cronograma de apresentações do Hora da Saída: → 24 e 25/4 (à tarde) – CEF 104 da Asa Norte → 28 e 29/4 (à tarde) – CED Gesner Teixeira do Gama → 30/4 (manhã e tarde) – CEF 01 do Guará → 5/5 (manhã e tarde) – CEF Queima Lençol Fercal/Sobradinho

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Educação participa do 3º Seminário de Segurança Pública Escolar

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) participou, nesta quarta (2) e quinta-feira (3), do 3º Seminário de Segurança Pública Escolar, realizado no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O tema de combate à violência nas escolas vem sendo amplamente discutido com o intuito de criar estratégias imediatas e eficazes na redução dos índices de conflito escolar. Para esse desafio, a SEEDF atua em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e com o MPDFT. O evento reuniu profissionais da educação e da segurança pública para dialogar sobre os desafios e as soluções para garantir a segurança dentro das instituições educacionais, fortalecendo a cooperação entre escolas, forças de segurança e comunidade. O seminário contou com a presença da chefe da Assessoria de Cultura de Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein, além do secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a Comandante do Batalhão de Policiamento Escolar do DF, Renata Cardoso, o Procurador de Justiça, Nísio Tostes Filho, entre muitas outras autoridades. A chefe da Assessoria de Cultura da Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein, agradeceu à parceria com a Polícia Militar nas escolas | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Ana Beatriz Goldstein ressaltou estar orgulhosa, pois a Secretaria de Educação está presente desde o 1º Seminário de Segurança Pública Escolar. Ela destaca essa parceria. “As forças de segurança e a Secretaria de Educação estão trabalhando de uma forma tão integrada e parceira. Vocês trazem essa tranquilidade, essa cultura de paz para dentro das nossas escolas”. Ela reforça que é necessário ter um ambiente saudável e tranquilo, para que os estudantes possam focar no processo de ensino-aprendizagem. “Se você tem um ambiente tumultuado, obviamente, terá problemas nessa questão da aprendizagem. Eu entendo o Batalhão de Policiamento Escolar como um grande parceiro das escolas. Devemos encará-lo como educadores parceiros que auxiliam na mediação de conflito”. A programação dos dois dias contou com palestras sobre o Programa Guardião Escolar, saúde mental no ambiente escolar, ataques de violência extrema às escolas no Brasil: mapeamento, fatores associados e caminhos de prevenção e enfrentamento, além da cultura de paz nas escolas. Parceria com o Batalhão O Batalhão de Policiamento Escolar (BPESC) também listou em quais casos deve ser acionado. São eles: situações de risco à segurança da comunidade escolar; no cometimento ou na iminência de ocorrência de crime ou contravenção penal nas escolas ou em seu perímetro; na presença de pessoas com atitudes suspeitas nas imediações das escolas; na suspeita de uso ou tráfico de drogas; para a realização de operações preventivas nas escolas; e em caso de ameaça à escola, aluno ou estudante. Para entrar em contato, basta ligar no (61) 3190-3717. A diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF, Larisse Cavalcante, abordou a importância de cuidar da saúde mental dos estudantes A tenente-coronel Renata Cardoso, atual comandante do Batalhão de Policiamento Escolar do DF, foi uma das palestrantes. Ela trouxe dados importantes como a criação do 1º Batalhão de Policiamento Escolar do Brasil, no Distrito Federal, em 1.988, por meio do Decreto nº 11.958. “Exatamente hoje estou completando 28 anos de serviço. Posso dizer que tive a oportunidade de viver os dois melhores anos da minha vida aqui à frente do Batalhão de Policiamento Escolar. Uma unidade que eu tive a oportunidade de servir em 2003 como tenente e retornei 20 anos depois como tenente-coronel”. Saúde mental Outra palestrante foi a diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF, Larisse Cavalcante. Ela destacou como um trabalho de saúde mental é essencial na vida do estudante. “É muito importante que a pauta de saúde mental seja discutida quando se fala em situações de violência, de enfrentamento ou situações de crise dentro da escola. Muitas vezes quando entramos nas escolas numa situação crítica, com a comunidade escolar muito abalada, nós vemos que esse debate é muito importante de ser realizado no ambiente escolar, até para prevenir outras situações de violência ou de ataques”, disse. O Seminário também indicou ações do papel da família na vida escolar do estudante: participar dos eventos da escola, da rotina escolar e da vida social de seu filho; conhecer os amigos de seu filho e os ambientes que ele frequente; perguntar a origem de qualquer objeto estranho que seu filho trouxer para a casa; sempre que possível, acompanhar as crianças até a entrada da escola; acompanhar as redes sociais de seu filho; e verificar diariamente a mochila de seu filho. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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Espaço Conciliar registra aumento de mais de 600% em acordos nos últimos dois anos

O Espaço Conciliar, parceria entre a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), registrou aumento de 662,28% em acordos, nos últimos dois anos. Segundo levantamento realizado pela Subsecretaria de Mediação e Cultura de Paz da DPDF, entre dezembro de 2022 e novembro de 2023, foram contabilizados 3.356 acordos. De dezembro de 2023 a novembro de 2024, foram registrados 25.586. Já as petições iniciais tiveram recuo de 6,87%, sendo contabilizadas 39.420, no primeiro período, e 36.712, no segundo. Ainda de acordo com o balanço, foram registrados 774.592 atendimentos, de dezembro de 2022 e novembro de 2023, e 850.140, de dezembro de 2023 a novembro de 2024, totalizando um acréscimo de 3,44%. O total de processos recebidos registrou aumento de 30,62%, sendo 660.754, no primeiro período, e 863.056, no segundo. O local foi criado com o intuito de permitir mediações pré-processuais à população do DF, especialmente à população hipossuficiente, de forma a proporcionar solução menos burocrática e mais célere para revolucionar o atendimento jurisdicional | Foto: Divulgação/DPDF Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, os dados reforçam que o Espaço Conciliar consolidou-se como ferramenta essencial para a solução consensual de conflitos, refletindo a eficácia da iniciativa em garantir que cidadãos em situação de vulnerabilidade tenham acesso a alternativa mais rápida, eficiente e menos burocrática para resolver suas demandas jurídicas. “Com esse aumento nos números dos acordos, a instituição reafirma seu compromisso com a promoção do acesso à Justiça e da pacificação social, fortalecendo a cultura da conciliação como um meio eficaz de garantir direitos e resolver conflitos de forma humanizada”, afirmou. A Subsecretária de Mediação e Cultura de Paz da DPDF, Lídia Nunes, destaca que o avanço demonstra a importância do investimento em métodos alternativos de solução de disputas, beneficiando tanto os assistidos quanto o próprio sistema de Justiça. “A conciliação desempenha papel fundamental na desjudicialização dos conflitos, reduzindo o número de processos no sistema Judiciário e proporcionando soluções mais ágeis. Além disso, o Espaço Conciliar contribui para a construção de um ambiente de diálogo e entendimento mútuo, minimizando desgastes emocionais para as partes envolvidas”, pontuou. Espaço Conciliar O Espaço Conciliar revolucionou o atendimento jurisdicional e a cultura de paz e mediação com magistrados, promotores e defensores públicos juntos. Por meio dele, foram organizados fluxos para inovar a entrega jurisdicional e agilizar o atendimento, com vistas a desburocratizar a entrega de documentos e aumentar a satisfação dos cidadãos. A iniciativa possibilita que as equipes das instituições, a partir de triagem apropriada, identifiquem a viabilidade de resolução das questões sem interposição de ação judicial e as solucionem por meio da realização de sessão de mediação ou conciliação “in loco” e gratuita, conduzida por colaboradores capacitados, com posterior homologação de sentença por magistrado exclusivo do projeto. O local foi criado com o intuito de permitir mediações pré-processuais à população do DF, especialmente à população hipossuficiente, de forma a proporcionar solução menos burocrática e mais célere para revolucionar o atendimento jurisdicional. O espaço oferece serviços de mediação, conciliação, exames de DNA, pedidos de creche pública, ações na área de Fazenda Pública, ações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), ações de família e cíveis, serviços gratuitos de transporte público em parceria com o BRB Mobilidade e a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF (Semob), entre outras. Além disso, as universidades jurídicas, que fazem parte do programa de interação acadêmica da Escola de Assistência Jurídica da DPDF (Easjur/DPDF), estão presentes no local. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)

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Projeto Construindo a Cultura de Paz chega ao CEF Queima Lençol para transformar o ambiente escolar

Nesta sexta-feira (21), o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Queima Lençol, no Setor Habitacional Fercal, recebeu o projeto Construindo a Cultura de Paz. Com um investimento de R$ 400 mil, a iniciativa das educadoras Débora Carreira e Lair França é executada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) em parceria com o Instituto Latinoamerica, oferece oficinas, palestras e distribuição de livros para fortalecer o respeito e a convivência harmoniosa entre estudantes e educadores. A escola é a primeira a receber a ação, que também será levada a outras três escolas públicas do DF. “Queremos tirar a ideia de que cultura de paz é algo utópico e mostrar que, na verdade, é uma necessidade para a sobrevivência humana”, diz uma das coordenadoras do projeto, Débora Carreira (ao centro) | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília O projeto atenderá estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental I, com o objetivo de construir uma cultura de paz e prevenção ao bullying. “Queremos mostrar a educadores e estudantes que, por meio da arte, da cultura e da música, podemos ressignificar o espaço escolar e fortalecer a cultura de paz diariamente”, explica uma das idealizadoras do projeto, Débora Carreira. Ela destaca que o projeto surgiu com a intenção de alcançar a rede pública, especialmente diante do aumento dos episódios de violência escolar nos últimos anos. Os alunos tiveram oficinas dinâmicas e interativas, com contação de histórias, atividades musicais e até uma oficina especial chamada “Rap da Paz”. O foco, segundo Débora, é proporcionar experiências prazerosas para que o conceito de cultura de paz se torne algo concreto, prático e essencial para a convivência diária. “Queremos tirar a ideia de que cultura de paz é algo utópico e mostrar que, na verdade, é uma necessidade para a sobrevivência humana”, finaliza. “O foco é desenvolver a comunicação não violenta como ferramenta para a resolução de conflitos e a construção de um ambiente escolar mais respeitoso e inclusivo”, diz o vice-diretor da CEF Queima Lençol, Marc Araújo (à direita) Segundo o vice-diretor da CEF Queima Lençol, Marc Araújo, na Secretaria de Educação, há um grande desafio em atender os alunos do ensino fundamental, especialmente do 6º ao 9º anos. Muitos projetos não chegam a essa faixa etária, mas é essencial que esses estudantes ingressem no ensino médio com mais maturidade para lidar com os desafios da adolescência. Ele ressalta que a violência muitas vezes é vista como algo natural nessa fase, mas o objetivo é mostrar que existem outras formas de expressão e resolução de conflitos sem recorrer à agressão. “O projeto traz uma abordagem antibullying e antirracista, ensinando os alunos a lidarem com problemas por meio do diálogo, e não da agressão ou do confronto. O foco é desenvolver a comunicação não violenta como ferramenta para a resolução de conflitos e a construção de um ambiente escolar mais respeitoso e inclusivo”, pontua Marc. Maria Clara Tavares acredita que ações como esse projeto possam ajudar alunos a refletir e a mudar comportamentos Para a estudante Maria Clara Tavares, de 12 anos, esse tipo de ação faz com que se sinta segura no ambiente escolar. “Muitas vezes sofremos por causa da aparência, seja por obesidade ou por sermos muito magrinhos. Acho que essa ação faz com que os alunos reflitam e parem de agir dessa forma”, afirma. Ela ainda ressalta que a iniciativa pode tornar os alunos mais empáticos, o que faz diferença no dia a dia. Brayan da Silva, de 11 anos, já percebe que a prática do bullying é algo prejudicial, pois pode levar a pessoa à depressão e a pensamentos negativos. Ele conta que, após as oficinas, a convivência tem melhorado e os colegas estão mais tranquilos e se ajudando mais, principalmente nos deveres. Quando há algum problema, em vez de brigar, eles buscam ajuda na direção da escola, o que demonstra mais união e respeito entre todos. No lançamento do projeto, houve diversos momentos simbólicos, como a entrega da Flâmula da Paz, que simboliza o compromisso da escola com a construção de um ambiente pacífico; a execução da canção Paz pela Paz; o plantio da Árvore da Paz e abraço coletivo, todos com o objetivo de criar um espaço de pertencimento e fortalecer a cultura de paz. Para tornar o projeto ainda mais lúdico, foi apresentado o mascote Pazito, o passarinho da palavra. Confira as próximas escolas que receberão as atividades do projeto: → 28 de março: Escola Classe Vicente Pires → 4 de abril: Escola Classe 10 de Sobradinho → 11 de abril: Escola Classe Riacho Fundo

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Professores participam de oficinas para a promoção de cultura de paz nas escolas

A Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Sobradinho recebeu, nesta quarta-feira (12), a primeira oficina “Gestão de Incidentes na Perspectiva da Cultura de Paz”, que passará por todas as 14 CREs no primeiro semestre deste ano. Esse foi o primeiro dos sete encontros que serão realizados pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Polícia Militar, que abordarão a cultura de paz e a comunicação não-violenta nas escolas. A iniciativa visa a capacitar professores, gestores e orientadores para reconhecer situações de risco na unidade escolar, identificar possíveis ataques à escola e aos alunos, além de ensinar como trabalhar a não-violência e o combate ao bullying em sala de aula. Cerca de 500 profissionais da Educação se inscreveram na primeira oficina, realizada nesta quarta (12) | Fotos: Mary Leal/SEEDF A abertura do evento contou com a presença da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, do deputado distrital João Cardoso, autor da emenda parlamentar que possibilitou a realização das oficinas, e da comandante do Batalhão Escolar, tenente-coronel Renata Braz das Neves Cardoso. “Nós estamos trabalhando com nossos professores e gestores para instruí-los como agir em situações de um ataque ativo, para perceber quando um aluno está passando por algum tipo de sofrimento gerado pelo bullying”, ressaltou Hélvia. Para a gestora, “a prevenção é o melhor caminho para combater a violência e estabelecer uma cultura de paz dentro da escola”. Em 2024, as oficinas capacitaram 5 mil professores e profissionais da educação. Esse ano os encontros trabalharão a comunicação não-violenta e a paz nas unidades escolares, com o objetivo de promover o diálogo respeitoso entre estudantes, professores e comunidade. A comandante do Batalhão Escolar, tenente-coronel Renata Braz das Neves Cardoso, participou do encontro Lilian Monteiro, professora do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 Planaltina, avalia que é necessário trabalhar a cultura de paz em sala de aula, com o apoio de toda a comunidade escolar. “São necessárias políticas que nos ajudem a combater a violência, não só na sala de aula, não só na perspectiva de interação, mas que o aluno possa reproduzir em casa e ajudar a reeducar seus pais, sua comunidade”, disse. O coronel Hamilton Santos Júnior, ex-comandante do Corpo de Bombeiros do DF e um dos palestrantes da oficina, frisa a importância do conhecimento como forma de prevenção de ataques nas escolas. “Nós queremos que isso nunca aconteça, mas temos que trabalhar com a prevenção”, disse, destacando que o treinamento dos profissionais escolares em tais situações pode salvar vidas. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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