Reservatórios cheios: novo modelo de gestão garante abastecimento e segurança hídrica no DF
Os reservatórios de água do Distrito Federal estão cheios, o que garante segurança hídrica ao DF. Um painel disponibilizado no site da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) mostra que, nesta segunda-feira (20), o Descoberto está com 100% de sua capacidade hídrica e Santa Maria com 99%. Esses números indicam que houve uma mudança consistente na forma de gestão dos recursos hídricos, o que reflete em reservatórios cheios o suficiente para o abastecimento da população. "A Adasa cumpre sua função de manter elevado nível de gestão para que a população do DF nunca mais precise se sacrificar com racionamentos", afirma Raimundo Ribeiro, diretor-presidente da Adasa. O cenário atual não é só resultado de um período chuvoso favorável, mas também de uma mudança na forma como esse recurso é gerido. As ações da agência são voltadas para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a operação integrada dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV. O período de estiagem no DF, com seca bem definida, continua sendo uma realidade, mas hoje a gestão trabalha preparada em articulação com os produtores rurais por meio de marcos regulatórios para a garantia da manutenção das atividades agrícolas. No site da Adasa, é possível acessar um painel em tempo real com a situação dos reservatórios do Distrito Federal | Foto: Arquivo/Agência Brasília Em comparação com a crise hídrica que enfrentamos entre 2016 e 2018, os sistemas estão integrados e, além disso, ainda há o aporte do Corumbá IV. A Adasa ainda evoluiu na regulação e passou a adotar curvas de referência para acompanhar os níveis dos reservatórios. Elas são atualizadas a cada ano e passaram a incluir os chamados estados hidrológicos, que indicam a situação dos reservatórios e ajudam na tomada de decisão. Os estados hidrológicos são divididos em três faixas: verde, sem restrição de uso; amarelo, que indica alerta e exige algumas regras; e vermelho, que representa situação de escassez hídrica. Para cada nível, há medidas previstas. No amarelo, por exemplo, há intensificação da fiscalização e ações para reduzir o consumo. No vermelho, podem ser adotadas medidas mais rigorosas, como campanhas mais fortes e até a possibilidade de racionamento de água. Desde 2017, a população também passou a ter acesso direto às informações sobre os níveis dos reservatórios, por meio de painéis disponibilizados pela Adasa. A iniciativa reforça a transparência e estimula o engajamento da população no uso consciente da água.
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Caesb: Obras garantem qualidade de vida para a população do DF
“Em agosto de 2023, assumi a gestão da Caesb, a convite do governador Ibaneis Rocha, com o objetivo de ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário, e aprimorar o atendimento para toda a população do DF. Muitos projetos foram iniciados e estão em andamento: ampliação da reservação e transferência de água da ETA Lago Norte para Sobradinho, Grande Colorado e Fercal; aumento da produção de água em 40 l/s para a região de Brazlândia, com captação no Córrego Olaria; e reformas nas barragens do Descoberto e de Santa Maria. Muitos projetos foram iniciados e estão em andamento, como o aumento da produção de água em 40 l/s para a região de Brazlândia, com captação no Córrego Olaria e reformas nas barragens do Descoberto e de Santa Maria | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb Iniciamos as obras para a construção da Subadutora de Água Tratada Gama, com investimentos de R$ 90 milhões, que não apenas melhorará o abastecimento de água de São Sebastião, Morro da Cruz, Tororó, Mangueiral, Jardim Botânico e Lago Sul, mas também integrará os sistemas Corumbá, Gama e Descoberto, trazendo qualidade de vida e saúde pública. Quanto aos projetos concluídos, destaco as obras de setorização de redes em Planaltina, Arapoanga e Mestre D’Armas, para dar maior confiabilidade ao sistema de distribuição de água aos mais de 186 mil habitantes das localidades. Também foram entregues as obras de implantação do sistema de esgotamento da Área de Regularização de Interesse Social (Aris) Primavera, em Taguatinga. Ao todo, são 17 km de rede que beneficiam 4,5 mil moradores. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para regularizar e ampliar os serviços de saneamento para as populações hoje abastecidas por sistemas precários ou por ligações irregulares de água, a Caesb tem investido no Programa Água Legal. Já foram regularizadas mais de quatro mil ligações de água e disponibilizados R$ 4,5 milhões de recursos, beneficiando aproximadamente 12 mil pessoas. Reconheço que os resultados alcançados até aqui são fruto da capacidade técnica e dedicação dos empregados da Caesb. O ano de 2024 será muito produtivo e de grandes desafios!” *Luís Antônio Almeida Reis, presidente da Caesb
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Reservatórios de água têm valores de referência definidos
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) publicou nesta sexta-feira (2), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Resolução n° 8, que estabelece as curvas de referência para o acompanhamento do volume útil dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria até dezembro deste ano. Os valores de referência são definidos a partir da análise de dados de chuva, vazão, evaporação e estimativa de retirada de água dos reservatórios para o abastecimento humano no DF | Foto: Divulgação/Adasa O estudo que define as metas dos reservatórios é elaborado anualmente pela Adasa, após o término do período chuvoso. Os valores referenciados para o final de cada mês são estipulados a partir da análise de dados de chuva, de vazão, de evaporação e da estimativa de retirada de água dos reservatórios para o abastecimento humano no DF, e após ouvidos os membros Grupo de Acompanhamento das Curvas de Referência. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Além de orientar a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) quanto às regras de operação dos reservatórios, as curvas servem de parâmetro para que a Agência monitore o volume útil do Descoberto e de Santa Maria ao longo do período de estiagem. O monitoramento permite a antecipação de medidas adicionais de gestão do uso da água e auxilia na manutenção da segurança hídrica no DF. De acordo com a Resolução n° 8, a meta para o Reservatório do Descoberto no final de julho é de 83%. Em setembro, durante o período crítico de estiagem, a meta é de 60% e, no fim de novembro, quando começa o período chuvoso, de 50%. Para o Reservatório de Santa Maria, as metas são de 88% no final de julho, 76% no fim de setembro e 67% em novembro. Além da Adasa, participam do Grupo de Acompanhamento das Curvas de Referência dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), o Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Rio Paranaíba no Distrito Federal (CBH Paranaíba-DF), a Caesb, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e a Universidade de Brasília (UnB). *Com informações da Adasa
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Semana do Meio Ambiente valoriza recursos hídricos
A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e o Brasília Ambiental darão início na terça-feira, (1/6), à Semana do Meio Ambiente, programação alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que transcorre no próximo sábado, 5 de junho. Este ano, o tema proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), é a restauração dos ecossistemas. Sarney Filho explica que para garantir a segurança hídrica de Brasília, a terceira cidade mais populosa do país, e que cresce em ritmo acelerado, “a restauração é fundamental e urgente” | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Oficinas sobre Água, Gênero e Pertencimento à Bacia Hidrográfica, webinário sobre o Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do DF, inauguração de trilhas no Parque das Copaíbas, no Lago Sul, e o lançamento de um vídeo-documentário sobre o Projeto de Recuperação da Orla Sul do Lago Sul, estão entre as principais iniciativas. Nas redes sociais, a Sema exibirá outros vídeos sobre ações da secretaria. [Olho texto=”“Temos aquíferos que alimentam algumas das principais bacias hidrográficas do país, e nosso bioma é o Cerrado, savana mais biodiversa do Planeta”” assinatura=”Sarney Filho, secretário do Meio Ambiente” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A restauração de ecossistemas diz respeito à busca por condições que propiciem o reequilíbrio da natureza e a melhor qualidade de vida. “Na Sema cuidamos de um território que, apesar de pequeno, tem imenso valor ecossistêmico. Temos aquíferos que alimentam algumas das principais bacias hidrográficas do país, e nosso bioma é o Cerrado, savana mais biodiversa do Planeta. Para Brasília, que já é a terceira cidade mais populosa do país e cresce em ritmo acelerado, a restauração é fundamental e urgente, de forma a mitigar as mudanças climáticas e a insegurança hídrica”, afirma o secretário do Meio Ambiente Sarney Filho. De acordo com ele, a Sema desenvolve diversas ações de recuperação da vegetação nativa e proteção das águas. “Várias delas contam com o apoio do Projeto CITinova, coordenado por nós em Brasília e executado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com coordenação nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)”, diz. Recursos Hídricos Outras iniciativas da Sema incluem a restauração de áreas de nascentes, recarga e preservação permanente e a implantação de sistemas agroflorestais mecanizados, incluindo a capacitação de agricultores e extensionistas em boas práticas nas bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A pasta também é responsável pela elaboração do novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Distrito Federal, ferramenta de apoio à gestão ambiental e territorial. O documento vai auxiliar na revisão e no refinamento das áreas prioritárias para a conservação e restauração da biodiversidade e será tema de um webinário no dia 5. De acordo com a ONU, “o ser humano, vivendo sua natureza de ser social, usa, modifica, constrói e, infelizmente, destrói seu próprio ambiente. Por isso, ao se cuidar dos ecossistemas, protegendo e restaurando a natureza, resgata-se e garante-se seus serviços essenciais, como a produção de água, a estabilidade climática, a fertilidade do solo e a riqueza da biodiversidade, elementos indispensáveis à sobrevivência dos povos”. Década No dia 5 de junho, será lançada a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030, com o objetivo de aumentar em grande escala a restauração de ecossistemas degradados e destruídos para combater a crise climática, evitar a perda de um milhão de espécies e aumentar a segurança alimentar, o abastecimento de água e a subsistência. A Década da ONU vai de 2021 até 2030, prazo final para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a linha do tempo que os cientistas identificaram como crítica para evitar os piores impactos da mudança climática. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
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Período de seca pede uso racional da água
O período de estiagem chegou ao Distrito Federal e deve se prolongar até setembro. Com a ausência da chuva e a queda da temperatura, o inverno seco, típico do cerrado, vai predominar, como é característico do clima de Brasília. Além dos efeitos sentidos pelos moradores, é importante lembrar que a falta de chuva reduz a quantidade de água nos córregos e rios. E os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria/Torto, que abastecem cerca de 80% da população do DF, perdem, naturalmente, volume. Sendo assim, é ainda mais importante fazer o uso racional da água. Arte: Caesb O maior reservatório do DF, o do Descoberto, verteu continuamente entre 15 de fevereiro e o dia 15 deste mês. Já o de Santa Maria verteu entre 14 de fevereiro e 16 de março, atingindo novamente seu nível máximo em 20 de abril. Os altos índices representam segurança hídrica para o DF atravessar o período da seca, mas é preciso manter os hábitos de consumo consciente da água. A Caesb trabalha no monitoramento constante para garantir a segurança hídrica. No entanto, é importante que toda a população se envolva e faça o uso racional da água, evitando desperdício. Pequenas ações do dia a dia contribuem substancialmente para a preservação desse recurso finito. Reaproveitar a água em casa, reduzir o banho ou, até mesmo, não usar mangueira para lavar a calçada e o carro são atitudes conscientes e que fazem a diferença. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Técnicos da Caesb explicam o trabalho que vem sendo realizado pela companhia e a importância da conscientização da população neste período de estiagem. Confira, abaixo. Quais são as medidas que vêm sendo tomadas para mitigar os efeitos da seca e garantir a segurança hídrica para a população do DF? Segundo o gerente de Planejamento e Controle Operacional da Empresa, Cristiano Gouveia, a Caesb destina esforços em diferentes linhas de atuação para promover a segurança hídrica. As ações abrangem a ampliação de sistemas produtores de água, passando pela instalação ou reforma de unidades operacionais, controle e redução de perdas, educação ambiental, proteção de mananciais, automação de processos industriais, entre outras. Como o usuário pode contribuir para não impactar a diminuição dos níveis dos reservatórios e manter a economia de água no DF? As analistas da Gerência de Gestão Ambiental Corporativa da Caesb Karina Bassan e Erika Radespiel explicam que, para que se faça a verdadeira gestão sustentável deste recurso, é preciso pensar de forma mais abrangente e sistêmica, repensando também os hábitos de consumo. São várias ações que devem ser adotadas no dia a dia, como: A Caesb alerta para a importância da economia de água | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília • verificar regularmente possíveis vazamentos em casa; • irrigar as plantas com regador em vez de mangueira; • quem tem áreas externas deve dar preferência a plantas nativas do cerrado, que são mais resistentes e demandam menos água; • usar aeradores de torneira que consomem menos água; • retirar os restos de comida da louça a ser lavada e usar uma bacia para colocar a louça enquanto passa o sabão. Enxaguar todas de uma vez; • quem tem piscina deve mantê-la coberta fora do período de uso; • usar baldes para lavar o carro, janelas, etc; • reaproveitar a água da lavagem de roupas para lavar pisos e áreas externas; • juntar várias peças de roupas sujas para usar a máquina de lavar apenas uma vez. Além dessas dicas, é preciso pensar na água invisível, que é a água despendida para consumo de produtos e serviços, utilizada na produção de alimentos, na indústria, no comércio e no lazer, por exemplo. É importante compreender que o cuidado e a responsabilidade com a água não se restringem apenas àquela água fornecida nas torneiras, mas em toda a cadeia de consumo. Como o período de seca impacta os níveis dos nossos reservatórios? O gerente Cristiano Gouveia alerta que, à medida que o período de seca se intensifica no DF, a disponibilidade hídrica nas captações a fio d’água (sem reserva) diminui. Então, os reservatórios (que acumularam água no período de chuva), precisam fornecer mais água para complemento da demanda. Assim, é natural que durante o período de seca os níveis dos reservatórios caiam. *Com informações da Caesb
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Segurança hídrica no DF pode ser replicada no país e no exterior
Depois da crise de água em 2016 e 2017, o DF passou a a desenvolver projetos que começaram a mostrar agora seus resultados. É o caso da recomposição de vegetação nativa nas margens do Lago Paranoá | Fotos: Divulgação/Sema [Olho texto=”“São projetos-pilotos, mas acredito que servirão como referência para os estados e também, quem sabe, para outros países, já que Brasília tem um lugar importante como capital da República”” assinatura=” Sarney Filho, secretário de Meio Ambiente” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A segurança hídrica do Distrito Federal reúne experiências implantadas de projetos-pilotos que poderão ser replicadas nos estados do Brasil e em outros países. Foi o que destacaram o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, e dirigentes de instituições parceiras, durante evento on-line referente às comemorações da Semana Mundial da Água. As experiências a que se referiram estão sendo desenvolvidas nas bacias do Descoberto e do Paranoá e na Orla do Lago Paranoá. Fazem parte do projeto multilateral CITinova, que busca desenvolver soluções inovadoras para apoiar gestores públicos, incentivar a participação social e promover cidades mais justas e sustentáveis. “São projetos-pilotos, mas acredito que servirão como referência para outros estados e também, quem sabe, para outros países, já que Brasília tem um lugar importante como capital da República”, disse Sarney Filho. “Alguns embaixadores, inclusive, já manifestaram o desejo de conhecer pessoalmente essas ações, o que não aconteceu ainda em função da pandemia.” Na avaliação do secretário, o Distrito Federal está encontrando seu caminho para garantir a segurança hídrica. “Assim, colaboramos com o avanço rumo à sustentabilidade e também tomamos medidas de adaptação para as mudanças climáticas que virão, certamente”, complementou. [Olho texto=”“Os projetos-pilotos apoiados pelo CITinova ficarão disponíveis e servirão de modelo para ser replicados em larga escala por gestores públicos de todo o país” ” assinatura=” Antônio Marcos Mendonça, diretor nacional do CITinova do Ministério de Ciência e Tecnologia” esquerda_direita_centro=”direita”] Em larga escala Durante o encontro virtual, realizado na quinta-feira (25), foi detalhado que o CITinova é um projeto multilateral liderado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No DF, é coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com recursos do Global Environment Facility (GEF). O diretor nacional do CITinova, Antônio Marcos Mendonça, do MCTI, reforçou o caráter de replicabilidade das experiências implementadas pelo projeto. “Em Brasília, inúmeras iniciativas para segurança hídrica estão sendo executadas pela Sema nas bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá, duas bacias de extrema relevância para o abastecimento e sustentabilidade do DF. Os projetos-pilotos apoiados pelo CITinova ficarão disponíveis e servirão de modelo para ser replicados em larga escala por gestores públicos de todo o país”, disse. A coordenadora do CITinova no Governo do Distrito Federal (GDF), Nazaré Soares, explicou que, no território, são executados projetos em duas grandes frentes, uma voltada à geração de conhecimento para subsidiar o processo de elaboração de políticas públicas baseada em evidências e outra focada em boas práticas e testes-pilotos. “É um conjunto de iniciativas que estão sendo implementadas, dentro de uma nova abordagem que precisamos dar ao tratar desses temas”, detalhou. Ações de recomposição da vegetação nativa podem ser conhecidas nas áreas de proteção permanente (APPs) Recomposição na fonte De acordo com a Sema, o público em geral pode conhecer as ações de recomposição da vegetação nativa em áreas de proteção permanente (APPs) de nascentes, cursos hídricos e em áreas de recarga das bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá. Também podem ser conhecidos o projeto de água estruturada para irrigação da Bacia Hidrográfica do Descoberto e os sistemas agroflorestais (SAFs) mecanizados nas bacias do Paranoá e do Descoberto. A subsecretária de Assuntos Estratégicos da Sema, Márcia Coura, apresentou o Projeto de Recuperação de APPs da Orla do Lago Paranoá, que envolve o plantio de espécies nativas. [Olho texto=”“As cidades têm grande necessidade de água potável e, paradoxalmente, são também grandes fontes de contaminação” ” assinatura=” Asher Lessels, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Na Orla Sul, detalhou, as ações contam com recursos do Fundo Único de Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam). Com diagnóstico já concluído, uma segunda etapa do plantio envolverá a Orla Norte do Paranoá, dentro do programa Recupera Cerrado, que tem recursos da Fundação Banco do Brasil. A Bacia do Descoberto/Alto Descoberto contempla o Alto Rio Descoberto, o Ribeirão Rodeador e o Ribeirão das Pedras. Já a Bacia do Paranoá inclui o Lago Paranoá – Serrinha do Paranoá e a área do Riacho Fundo conhecida – Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Granja do Ipê. Juntas, respondem pela maior parte do abastecimento público do DF. Também presente ao evento, o representante do Pnuma, Asher Lessels, afirmou que não se pode subestimar a importância de gerir de forma sustentável as bacias e fontes de água potável. “As cidades têm grande necessidade de água potável e, paradoxalmente, são também grandes fontes de contaminação”, analisou. Dessa forma, explicou Lessels, o programa está comprometido a ajudar os países a cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, que trata sobre água potável e saneamento. “Temos muito por fazer e, nesse contexto, o CITinova é um passo importante para as cidades brasileiras”, complementou. [Olho texto=”“O DF passou um susto em 2016 e 2017, com uma crise hídrica que trouxe muitos reflexos para a agricultura e para a sociedade urbana, mas que provocou novos comportamentos das instituições, produtores, organizações da sociedade civil” ” assinatura=” Luciano Mendes, secretário executivo da Seagri” esquerda_direita_centro=”direita”] Resultados do susto O secretário executivo da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), Luciano Mendes, explicou que a pasta executa muitas ações voltadas à segurança hídrica no DF. “O Distrito Federal passou um susto nos anos de 2016 e 2017, um momento traumático com uma crise hídrica que trouxe muitos reflexos para a agricultura e para a sociedade urbana, mas que provocou novos comportamentos das instituições, produtores, organizações da sociedade civil. A partir disso, muitos projetos foram colocados em prática, e já começamos a ver os resultados”, afirmou. Segundo a presidente em exercício da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater), Loiselene Trindade, a gestão dos recursos hídricos é um tema que a Emater considera fundamental no momento atual. “Trata-se do bem mais precioso, a água, de grande relevância e importância para todos nós. Na Emater, atuamos em projetos de grande relevância junto aos produtores em várias bacias hidrográficas do DF”, disse. Para a diretora do CGEE, Regina Silvério, quando o trabalho é feito em parceria e colaboração, os resultados são mais efetivos e, no somatório, é possível apresentar mais e melhores resultados. “A água tem um impacto direto na agricultura, mas reverbera fortemente em vários outros aspectos da vida dos cidadãos; e as iniciativas apresentadas, realizadas pela Sema no âmbito do CITinova, são focadas na melhoria da qualidade de vida do cidadão”, destacou. Projetos apresentados Água estruturada para irrigação da Bacia Hidrográfica do Descoberto Estudo desenvolvido a partir de dois projetos-pilotos, um em área aberta e outro em estufa. A água que será utilizada na irrigação dos cultivos passa por três magnetizadores, sendo dois importados e um desenvolvido por pesquisadores brasileiros. A água, submetida à Indução Magnética Estática (IME), possibilita uma hidratação maior que altera o metabolismo celular, disponibilizando mais energia para o crescimento das plantas, reduzindo o consumo de água e agrotóxicos. Os magnetizadores de alta vazão de água com baixo custo visam à maior intensidade e eficiência magnética, possibilitando aumento de produtividade em sistemas de irrigação convencionais. O estudo analisa a intensidade de indução magnética que proporciona maior desenvolvimento vegetativo, produção de fitomassa e produtividade em culturas de milho, rabanete e alface. Os resultados esperados são maior qualidade da produção e redução de consumo de água para irrigação, e serão conhecidos até o final do ano. Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados nas bacias do Paranoá e do Descoberto A agrofloresta com mecanização testa a eficiência dos pontos de vista ambiental, social e econômico da inserção de maquinário na implantação desse modelo agrícola. O projeto já está implantado em 20 hectares, envolvendo 37 famílias. O foco é garantir que esses sistemas agrícolas, mais amigáveis do ponto de vista ambiental, contribuam para a continuidade de produção de água em qualidade e quantidade nas duas bacias hidrográficas que abastecem a maior parte da população de Brasília. Assim, a substituição de uma agricultura tradicional pelos SAFs com mecanização poderá ser mais atrativa para o produtor rural dessas localidades, melhorando a produção de água para os dois lagos de abastecimento público: Lago do Descoberto e Lago Paranoá. Foram plantadas por propriedade, em média 400 mudas de diferentes espécies nativas. Para a implementação dos plantios, foram utilizados implementos específicos para Sistemas Agroflorestais, que estão sendo testados pelo projeto e são inéditos para essa atividade. Áreas de Proteção Permanente (APPs) de nascentes, cursos hídricos e em áreas de recarga das bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá O projeto de recomposição de vegetação nativa em 80 hectares de áreas de preservação permanente (APPs) de nascentes, áreas de recarga hídrica e demais APPs degradadas ou alteradas nas Bacias do Rio Descoberto e Rio Paranoá, atua prioritariamente nas unidades hidrográficas (UHs) do Alto Descoberto, Ribeirão das Pedras e Ribeirão Rodeador, bem como nas UHs do Riacho Fundo e Lago Paranoá. Essas unidades são estratégicas para a recuperação ambiental, pois concentram nascentes e cursos hídricos que contribuem diretamente no abastecimento público do Distrito Federal. Entre as ações, destaca-se o apoio ao pequeno produtor rural, com insumos e assistência técnica, permitindo o uso sustentável nas propriedades rurais, a regularização ambiental e a recomposição e proteção das APPs degradadas ou alteradas. Durante todo o projeto, as áreas-alvos para a recomposição recebem diferentes técnicas de recomposição, a fim de analisar os diferentes processos naturais de sucessão de vegetação vegetal, o aumento da biodiversidade e a melhoria de habitats. Ao final, haverá capacitações e será elaborado material didático para distribuição, com a sistematização das melhores técnicas empregadas, permitindo a replicabilidade de projetos dessa natureza. Recuperação de Áreas Degradadas e Danos nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) da Orla do Lago Paranoá Prevê a recuperação da Orla do Lago Paranoá. Na Orla Sul, serão cerca de 65 hectares ao longo das APPs, com ações nos 30 metros às margens do espelho d’água. O investimento é de $ R$ 2.461.710, recursos provenientes do Fundo Único do Meio Ambiente (Funam). A primeira etapa do trabalho na Orla do Lago Sul teve início na Arie do Bosque, na QL 10, no início do ano passado. A área em recuperação tem 4,5 hectares e recebeu plantio de 1.770 mudas de variadas espécies nativas do Cerrado. Desde dezembro de 2020, aproximadamente 40 hectares de áreas receberam ações de recuperação. Até o fim do ano, terão sido plantadas 44.230 mudas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na Orla Norte do Lago, as ações de recuperação serão executadas pelo Instituto Espinhaço – Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental, de Minas Gerais, selecionado pelo Edital Recupera Cerrado, lançado pela Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Sema e o Brasília Ambiental. Os recursos são da ordem de R$ 1,42 milhões. O Diagnóstico Ambiental das Áreas Degradadas na Orla Norte do Lago Paranoá apontou 202,90 hectares passíveis de recuperação. Do total, 40 hectares serão recuperados pelo Espinhaço. A instituição ainda está em fase de estudo para apontar as áreas prioritárias para receber o plantio de mudas. *Com informações da Sema
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Maior reservatório do DF, o do Descoberto, verteu nesta segunda
Horas depois do reservatório de Santa Maria começar a verter, o do Descoberto também encheu por completo e, por volta das 6h desta segunda-feira (15), começou a verter. O reservatório do Descoberto é responsável por abastecer aproximadamente 60% da população do Distrito Federal. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) ressalta que os eventos permitem segurança hídrica, mas a população tem papel essencial na economia da água. A Barragem do Descoberto pode armazenar até 103 milhões de m³ | Foto: Divulgação/Caesb A Barragem do Rio Descoberto fica às margens da BR-070 e foi inaugurada em 1974, dando origem a um lago de 17 km² de área de espelho d’água. Ela tem capacidade de armazenar um volume total de 103 milhões de m³. O Lago Descoberto faz parte do sistema integrado de abastecimento, operado pela Caesb, e abastece Ceilândia, Taguatinga, Sudoeste, Samambaia, Riacho Fundo, Guará, Águas Claras e Recanto das Emas. Já o de Santa Maria abastece Plano Piloto, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante, lagos Sul e Norte, Sudoeste e Guará. [Olho texto=”O reservatório do Descoberto é responsável por abastecer aproximadamente 60% da população do Distrito Federal” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Santa Maria Na tarde de domingo, o Reservatório de Santa Maria também começou a verter. O Sistema Santa Maria (Santa Maria/Torto) é responsável por 27% do abastecimento do DF e possui uma vazão de 1.470 l/s de água. O volume útil de água é de 45,5 milhões de m³. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Apesar das boas notícias e da segurança hídrica com os reservatórios cheios, o diretor de Operação e Manutenção da Caesb, Carlos Eduardo Borges Pereira, reforça a importância do apoio da população na garantia do uso deste bem finito, a água. “Estamos com os dois reservatórios cheios, o que vai garantir um bom abastecimento à população. Mas é importante ressaltar que, como todos os anos, enfrentamos uma longa estiagem no DF, então precisamos usar a água de forma consistente para termos abastecimento regular mesmo no período da seca”, explica o diretor. *Com informações da Caesb
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Adasa define curvas de referência dos reservatórios
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) publicou nesta quarta-feira (15/7) Resolução nº 13 que estabelece as curvas de referência para o acompanhamento do volume útil dos reservatórios do Descoberto e do Santa Maria, no período de junho a dezembro de 2020. O estudo serve de parâmetro para o monitoramento e manutenção da segurança hídrica nos meses de seca no DF. No ano passado, o volume útil dos reservatórios manteve-se acima dos respectivos valores de referência estipulados. Para este ano, a meta para o reservatório do Descoberto, é de volume útil de 92%, no fim de julho; 83% no período crítico de estiagem, em agosto; 57% no fim de novembro, quando começa o período chuvoso e 62% no final do ano. O estudo levou em consideração o reforço no abastecimento do sistema, a ampliação da Estação de Tratamento da Água do Gama e a transferência de até 0,5m³/s do Sistema Santa Maria/Torto para o Descoberto. De acordo com a resolução, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) deverá operar os sistemas de modo a atender os limites estipulados nas outorgas de direito de uso de recursos hídricos. Caso os volumes fiquem abaixo do previsto, a Adasa poderá adotar medidas para a manutenção dos valores referenciados. * Com informações da Adasa
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