Alunos fazem apresentações musicais gratuitas antes do recesso escolar
A Escola de Música de Brasília (EMB) está com uma agenda repleta de apresentações gratuitas para o público nesses dias que antecedem a pausa no calendário letivo. Os eventos musicais divulgam o trabalho desenvolvido na unidade e têm o objetivo de atrair a comunidade. As atividades marcam a conclusão do primeiro semestre letivo, que se encerra na sexta-feira (10), véspera do recesso escolar previsto para o período entre os dias 11 e 26 deste mês. Com entrada livre, os espectadores terão a oportunidade de acompanhar exibições preparadas pela comunidade escolar. As apresentações serão nos teatros da instituição, localizada na 602 Sul. Confira abaixo os detalhes das apresentações. Série Formatura EMB: Giovanna Lima Turma: básico em piano popular Professor: Rafael Bacellar. Participações: Maré (baixo), Daniel Ferveiga (guitarra), Matheus Luiz (guitarra), Ada Marques (voz), Caio Pereira (bateria), Hadassa (flauta transversal) e Alice Honório (baixo). Data: quinta-feira Horário: às 19h Local: Teatro Carlos Galvão Entrada gratuita Série Formatura EMB: Vinícius Paulino Turma: básico em piano popular Professor: Rafael Bacellar Participações: Ingrid Lapa (canto), Lucas Leão (guitarra), Lucas Marques (bateria) e Carlos Eduardo Silva (baixo elétrico). Data: quinta-feira (9) Horário: às 21h Local: Teatro Carlos Galvão Entrada gratuita Série Formatura EMB: Arthur Ivanoff Turma: básico em violão erudito Professor: Tiago Coelho. Data: sexta-feira (10) Horário: às 19h Local: Teatro Levino de Alcântara Entrada gratuita Série Formatura EMB: Patrícia Lima Ferreira Turma: básico em flauta doce Professora: Karla Dias. Data: sexta-feira (10) Horário: às 19h30 Local: Teatro Levino de Alcântara Entrada gratuita Série Recitais de Núcleo: Audição de Música Antiga Professores: Karla Dias, Fernando Lopes e Diogo Giancristóforo Data: sexta-feira (10) Horário: às 19h30 Local: Teatro Levino de Alcântara Entrada gratuita.
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Ópera, samba, exposições e emoção em duas rodas movimentam a agenda do DF no fim de semana
O Distrito Federal terá um fim de semana com agenda variada para quem quer aproveitar a cidade entre esta quinta (19) e domingo (22). O roteiro reúne atrações gratuitas e pagas em diferentes regiões administrativas, com opções de esporte, música, dança, teatro, cinema, literatura e exposição. Entre os destaques estão a 6ª etapa do Campeonato Brasiliense de Motocross, no Sol Nascente, a ópera Adriana Lecouvreur, na Escola de Música de Brasília, e a primeira edição do Festival Samba DF, em Ceilândia. No Sol Nascente, a programação começa nesta quinta com a 6ª etapa do Campeonato Brasiliense de Motocross, que segue até domingo. A competição leva à pista da região pilotos do Distrito Federal e de outras unidades da Federação, em provas de diferentes categorias. Além das corridas, o evento terá vila gastronômica, feira de artesanato, espaço kids e áreas de convivência. Com entrada gratuita e retirada antecipada pelo Sympla, a etapa integra o calendário da Federação de Motociclismo do Distrito Federal e conta com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF). A premiação total é de R$ 23 mil. A 6ª etapa do Campeonato Brasiliense de Motocross reúne motociclistas de todo o país em busca do título | Fotos: Divulgação Na área cultural, a Cia. de Cantores Líricos de Brasília apresenta a ópera Adriana Lecouvreur, de Francesco Cilea, no Teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília, sábado e domingo, sempre às 19h. Com entrada franca, a montagem marca a primeira apresentação da obra pela companhia e reúne orquestra, coro e solistas em uma produção de grande porte. O espetáculo tem cerca de duas horas de duração, classificação indicativa de 12 anos e recursos de acessibilidade, com libras e audiodescrição. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal. A ópera Adriana Lecouvreur reúne orquestra, coro e solistas em uma produção de grande porte Ceilândia também entra no roteiro com programação gratuita sábado. A primeira edição do Festival Samba DF ocupa a EQNN 18/20, em Ceilândia Sul, das 12h às 22h, em uma iniciativa que une música, representatividade e economia criativa no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. O público poderá acompanhar rodas de samba, shows no palco e uma feira de artesanato ligada à cultura de terreiro. O evento é realizado pelo Instituto Black Spin em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). O projeto OrÔ coloca a literatura negra no centro da programação cultural O projeto OrÔ coloca a literatura negra no centro da programação cultural com atividades gratuitas em Taguatinga e no Plano Piloto. Na sexta-feira, o projeto promove feira literária de artistas independentes, apresentação teatral, batalha de slam, premiação do concurso de grafite e batalha de rimas. No sábado, a programação continua com oficinas na Biblioteca Machado de Assis, em Taguatinga, e segue com mesas de diálogo, lançamento de livro, feira literária e slam. Voltado a escritores, estudantes, professores, jornalistas, poetas e artistas do DF, o projeto conta com recursos do FAC-DF. A iniciativa ainda terá desdobramento no dia 28, em Planaltina, com premiação do concurso literário e nova atividade aberta ao público. No Gama, o Grupo Pele apresenta O Labirinto de Vidro no Teatro Paulo Gracindo, no Sesc Gama, de quinta a sábado. A montagem combina dança contemporânea, acrobacia de solo, tecido aéreo e trilha sonora original para construir uma experiência sensorial sobre as inquietações da vida contemporânea. As apresentações fazem parte do projeto Pele em Trânsito, realizado com patrocínio do FAC-DF e incentivo do chamamento público Sesc + Cultura. O 17º Lobo Fest, no Riacho Fundo, conta com recursos do FAC-DF Para quem prefere cinema, o 17º Lobo Fest segue até sexta, na Escola Verde, no Riacho Fundo. Em formato especial, a edição transforma o espaço escolar em ponto de encontro entre cinema, educação e comunidade, com sessões voltadas a estudantes e mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros aberta ao público. Com entrada franca, o festival é realizado com recursos do FAC-DF e reforça a proposta de ampliar o acesso ao audiovisual em áreas fora do circuito cultural mais central. No domingo, a Biblioteca Demonstrativa de Brasília, na Asa Sul, recebe a sessão única de A Doutora e o Psiconauta, às 18h. O espetáculo encerra a temporada 2026 do projeto Arte em Engenho e propõe uma imersão no universo da saúde mental a partir do legado da psiquiatra Nise da Silveira. A montagem combina teatro e música ao vivo. Como parte da mesma iniciativa, o foyer do Teatro de Sobradinho abriga até 8 de abril a exposição Arte em Engenho, que reúne registros das duas edições do projeto.
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Curso Internacional de Verão da Escola de Música abre temporada musical
A Escola de Música de Brasília (EMB) inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebra), que segue até 24 de janeiro, com uma ampla programação de cursos, oficinas e apresentações musicais voltada para estudantes, professores e público em geral. Realizado desde 1977, o curso é referência no ensino e na difusão musical no país, reunindo alunos e professores de diversas partes do Brasil e do exterior para aulas presenciais, virtuais e apresentações ao vivo. A proposta é promover um intercâmbio de experiências, aperfeiçoamento técnico e diálogo entre diferentes gerações e estilos musicais. A abertura oficial ocorreu na noite de domingo (11), com um concerto no Teatro Levino de Alcântara. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância do Civebra como espaço de formação, convivência e acesso à cultura: “A Escola de Música de Brasília é um lugar que transforma vidas. Aqui, a gente vê talento, dedicação e muitos sonhos caminhando juntos. O Civebra é esse encontro bonito entre quem ensina, quem aprende e quem ama a música. É uma alegria enorme ver esse teatro cheio e perceber o quanto a arte toca as pessoas e fortalece a nossa educação.” A Escola de Música de Brasília inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília, que segue até 24 de janeiro | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Recém-chegado ao Brasil, o embaixador da Áustria, Andreas Stadler, destacou a importância da música e da formação cultural como instrumentos de fortalecimento da sociedade. Para ele, a experiência foi marcante e reforça o valor do intercâmbio cultural promovido pela Escola de Música de Brasília. “Em apenas quatro meses no Brasil, fiquei encantado ao conhecer a Orquestra JK. Foi um privilégio desfrutar dessa apresentação com a minha família. Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento", afirmou. Embaixador Andreas Stadler: “Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento” Troca de conhecimento [LEIA_TAMBEM] Nesta 47ª edição, o Civebra reúne 53 professores convidados, vindos de diversos estados brasileiros, do Distrito Federal e de oito países: Estados Unidos, Argentina, Cuba, Canadá, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Dos artistas e docentes convidados, 80% são egressos da própria Escola de Música de Brasília ou de edições anteriores do curso, que retornam agora para compartilhar sua expertise com os atuais alunos. A procura pelo curso foi expressiva, contabilizando quase três mil inscritos, todos com acesso às atividades de forma intensiva ao longo dos 12 dias do evento. Até 24 de janeiro, os participantes terão a oportunidade de aprender, interagir e atualizar-se com alguns dos melhores músicos em suas áreas específicas. O Civebra é totalmente gratuito e aberto à comunidade, oferecendo workshops, aulas, masterclasses e apresentações artísticas de alto nível. A iniciativa reforça o compromisso da Escola de Música de Brasília em democratizar o acesso à cultura e ao ensino musical de qualidade. *Com informações da Secretaria de Educação
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Inscrições para Curso de Verão da Escola de Música terminam nesta quarta-feira (7)
Termina nesta quarta-feira (7) o prazo para quem deseja participar gratuitamente da 47ª edição do Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília (Civebra). As inscrições, que antes iam até 28 de dezembro, foram prorrogadas, exceto para o curso de canto popular. As vagas são limitadas. A iniciativa conta com investimento de cerca de R$ 1,7 milhão por parte da Secretaria de Educação do Distrito Federal. As aulas começam na próxima segunda-feira (12) e vão até 24 de janeiro. Ao todo, serão ofertados mais de 40 cursos. Nos turnos matutino e vespertino, as aulas são presenciais. No noturno, virtuais. “O curso é 100% gratuito, desde a sua inscrição até a participação. Praticamente não há restrição nenhuma para participar do curso, tem que ter alguma noção de música e do curso que deseja fazer, e ter o seu instrumento musical, no caso de algum curso de instrumento”, explica o diretor da Escola de Música de Brasília (EMB), Davson de Souza, acrescentando que o projeto terá a participação de 53 professores convidados, incluindo alguns internacionais. A iniciativa conta com investimento de cerca de R$ 1,7 milhão por parte da Secretaria de Educação do Distrito Federal | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A programação do Civebra terá ainda concertos e recitais gratuitos e abertos ao público, frutos da interação entre os estudantes e artistas convidados. O primeiro deles, de abertura, está marcado para o dia 11, às 19h30, no Teatro Levino de Alcântara, na EMB. Neste ano, serão homenageados os compositores Manuel de Falla (1876-1946) na música erudita, e Miles Davis (1926-1991) na música popular. “Os participantes podem esperar muita atividade musical, muito aprendizado, muita troca de informação, muita interação e muitos contatos. O curso tem essa característica, ele é feito e pensado para as pessoas se atualizarem, para verem o que está acontecendo no Brasil e no mundo em termos de música, se aprofundarem, para terem mais conhecimento sobre determinados compositores e artistas, que nesse caso são os homenageados, mas não somente eles. E muita interação, muita troca, muito intercâmbio entre artistas de diversas gerações, de diversos estados, cidades, e até alguns países, e de competências plurais também — o curso atende tanto pessoas iniciantes quanto pessoas super avançadas”, aponta o diretor. A oferta completa de cursos pode ser conferida no site do Civebra. Já as inscrições devem ser feitas por meio deste link.
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Projeto de musicalização melhora concentração e disciplina de estudantes do DF
Do tema de Piratas do Caribe ao clássico We Will Rock You, do Queen, o repertório do projeto de musicalização das escolas cívico-militares anima estudantes de 11 a 14 anos no Distrito Federal. Desenvolvido nos colégios de gestão compartilhada com o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), o projeto está em atividade regulamentar em seis das 17 escolas participantes. Desde o início, mais de 350 já passaram pela banda de música; atualmente, 237 alunos estão matriculados. O major Elias Cordeiro (C) ensaia com alunos do CEF 1 do Riacho Fundo II e lembra o início do projeto: “Começamos do zero, com instrumentos doados pela Secretaria de Segurança Pública, e o Corpo de Bombeiros entrou com os músicos. Desde então, temos crescido junto com esses meninos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ministradas no contraturno escolar, as aulas são oferecidas como atividadecomplementar para os alunos interessados em aprender um instrumento musical. Entre os cursos disponíveis, estão os de flauta transversal, clarineta, saxofones alto e tenor, trompa, trompete, trombone, bombardino, tuba, lira, tarol (caixa), surdo, prato e bombo. As aulas ocorrem duas vezes por semana, em quatro turmas, com duração de duas horas cada aula. “Em um mês, um mês e meio, eles já conseguem ler o pentagrama e reconhecer as notas, entendendo tempo, compasso e duração” Major Eraldo Azevedo, coordenador musical das escolas de gestão compartilhada do CBMDF Segundo o coordenador musical das escolas de gestão compartilhada do CBMDF, major Eraldo Azevedo, as aulas não começam diretamente com a prática no instrumento. O primeiro passo é a musicalização por meio da teoria. “É um pouquinho mais chato, mas em um mês, um mês e meio, eles já conseguem ler o pentagrama e reconhecer as notas, entendendo tempo, compasso e duração”, explica. Só depois dessa etapa os alunos passam a experimentar os instrumentos. O processo de escolha é feito de forma orientada. Os instrumentos são apresentados, e cada estudante pode se identificar com algum deles. A equipe sempre avalia se o aluno tem aptidão – no caso da clarineta, por exemplo, primeiro testam a boquilha e a palheta antes de montar o instrumento completo. Se um estudante não se adapta, é direcionado para outro instrumento até encontrar aquele em que melhor se encaixa. “Eles escolhem, sim, mas nós também orientamos para que encontrem o caminho certo”, aponta o coordenador. Atualmente, entre as 17 escolas cívico-militares sob gestão do Corpo de Bombeiros, cinco participam do projeto de musicalização em atividades regulamentares: Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 do Núcleo Bandeirante, CEF 1 do Riacho Fundo II, CEF 19 de Taguatinga, CEF 407 de Samambaia e CEF 4 de Planaltina. Impacto No CEF 1 do Riacho Fundo II, cerca de 50 alunos sentem o impacto diariamente na formação de música. Ocupando o posto de maestro, o major Elias Cordeiro avalia que a experiência de trabalhar com os alunos do CEF 1 é muito prazerosa e lembra que, quando iniciaram a turma em julho de 2023, os estudantes não sabiam nada de música. “Começamos do zero, com instrumentos doados pela Secretaria de Segurança Pública [SSP-DF], e o Corpo de Bombeiros entrou com os músicos”, rememora. “Desde então, temos crescido junto com esses meninos”. Para prender a atenção dos alunos, o maestro utiliza como base o ensino coletivo de instrumentos de banda, sopro e percussão, e trabalha músicas variadas, muitas vezes sugeridas pelos próprios estudantes. “Eles pedem determinadas músicas, e nós providenciamos os arranjos, como aconteceu com Piratas do Caribe”, exemplifica. Ele também se surpreende com o talento de muitos jovens. Alguns alunos, após cerca de um ano e meio no projeto, já conseguiram aprovação na Escola de Música de Brasília. “No próximo ano, pretendo oferecer um curso preparatório para que mais deles possam ingressar”, anuncia. Pavimentando sonhos Emanuelle de Meira participa dos grupos: “Quando cheguei a essa escola e vi que tinha uma banda, já no primeiro dia pensei em participar. Hoje estou aqui, muito feliz com o meu progresso” Seguir a carreira musical é um dos sonhos da aluna Emanuelle Vitória de Meira, 12. Ela conta que sempre teve vontade de aprender música, mas, no início, enfrentou descrédito. Chegou a tocar flauta na igreja, mas acabou se afastando. “Sempre que eu tentava tocar alguma coisa, as pessoas falavam que eu não ia conseguir, que não ia dar certo”, relata. [LEIA_TAMBEM]Mas um dia a situação mudou: “Quando cheguei a essa escola e vi que tinha uma banda, já no primeiro dia pensei em participar. Falei com a minha mãe, preenchi a inscrição e entrei no projeto no ano passado. No começo, tive bastante dificuldade para tirar todas as notas, especialmente as mais graves, e muitos diziam que eu era ruim, mas continuei persistindo. Hoje estou aqui, muito feliz com o meu progresso”. Emanuelle acredita que o projeto tem contribuído também para sua vida pessoal: “Acho que as pessoas vão se alegrar em me ver melhor, e isso já faz diferença no meu dia a dia”. Quanto ao futuro, pretende seguir no caminho da música e conciliar com outro interesse: “Sempre tive gosto por línguas, faço inglês no CIL [Centro Interescolar de Línguas] e quero continuar”, compartilha. “Meu sonho é ir para os Estados Unidos e tocar lá. Aqui eu toco bombardino, mas quero mudar para o trompete, para quando chegar lá poder tocar direitinho”. Oportunidade aberta “Se houver desorganização, não funciona. Percebemos que os alunos acabam se organizando e se disciplinando a partir da própria prática musical” Major Elias Cordeiro Segundo o maestro Cordeiro, a música tem ajudado a melhorar o desempenho escolar e também a disciplina. “A música exige organização, porque são muitos detalhes”, explica. “Se houver desorganização, não funciona. Percebemos que os alunos acabam se organizando e se disciplinando a partir da própria prática musical”. Para o estudante Miguel Galdino, 13, o projeto trouxe melhorias importantes: antes, ele tinha dificuldade de atenção e notas baixas, mas depois que entrou na banda, passou a se concentrar melhor e a alcançar resultados positivos na escola. Miguel afirma gostar muito de estar ali e pensa em seguir na carreira musical no futuro. No início, queria tocar flauta, mas o maestro o direcionou para o bombardino, instrumento que toca até hoje. Rafael Carvalho pensava em flauta doce, mas, durante as aulas, identificou-se com a flauta transversal: “Estou amando essa experiência” Sem ter experiência prévia com instrumentos, Rafael Carvalho, 13, decidiu experimentar a oportunidade de entrar na banda. Inicialmente, pensava que tocaria flauta doce, mas identificou-se com a flauta transversal, instrumento que toca atualmente. “Estou amando essa experiência, principalmente por conviver com os colegas e pela música também, que é algo especial pra mim”, diz. Em um ano de aprendizado, ele reconhece que a maior dificuldade foi tocar músicas muito rápidas, mas garante que a prática o ajudou a se concentrar mais, tanto na escola quanto em casa.
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Do estudo à profissionalização: ações do GDF garantem direitos fundamentais a crianças e adolescentes
“Aqui, o povo acolhe.” A fala da jovem Letícia Dourado, 14 anos, é sobre os centros olímpicos e paralímpicos (COPs), equipamentos geridos pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF) que, atualmente, atendem mais de 44 mil alunos. Mas não é exagero dizer que a declaração se aplica a todo o Distrito Federal. Os 12 centros olímpicos e paralímpicos do DF oferecem 32 modalidades esportivas e têm papel transformador na vida dos alunos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Por meio de diferentes programas e iniciativas, o Governo do Distrito Federal (GDF) acolhe crianças e adolescentes, garantindo-lhes acesso a direitos como educação, esporte e profissionalização. Ações como essas serão mostradas pela Agência Brasília na série de reportagens Esta é a Nossa História, que levará o cidadão em uma viagem pelo DF para conhecer como os projetos do governo mudaram a realidade de pessoas e comunidades inteiras nestes últimos seis anos. Os próprios COPs são um grande exemplo. Hoje, em todo o DF, são 12 unidades, que oferecem 32 modalidades, do futebol à bocha, passando, entre outros, por atletismo, natação e judô. Para uns alunos, eles são uma alternativa para ocupar o tempo livre no contraturno escolar. “Faz muita diferença, é bom para a gente. As crianças que não fazem esporte ficam sem fazer nada”, relata Rebeka Evangelista, 11 — há cinco no COP da Estrutural. José Kauê Ramos treina badminton com o sonho de se tornar atleta paralímpico | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para outras, o espaço é até mais do que isso. “Eu entrei por causa da ansiedade. Aí eu frequentei as aulas e melhorei muito. Estou boa, graças ao esporte”, aponta Sofia Silva, 11. “O badminton me ajudou muito a crescer, tanto como atleta quanto como pessoa. [Me ajudou] a evoluir, melhorar e conhecer mais gente com a minha deficiência”, emenda José Kauê Ramos, 14, que, desde o nascimento, convive com uma paralisia no plexo braquial e, agora que entrou para o COP, sonha em ser um atleta paralímpico: “Já treinei com alguns que foram para Paris”. “Eu entrei por causa da ansiedade. Aí eu frequentei as aulas e melhorei muito”, diz Sofia Silva, de 11 anos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Os centros olímpicos e paralímpicos têm um papel transformador na vida de milhares de jovens e adolescentes do Distrito Federal. Por meio do esporte, promovemos inclusão social, saúde, cidadania e uma alternativa concreta para afastar nossos jovens de situações de risco, como violência e evasão escolar. Além disso, essas iniciativas são essenciais para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e para a formação de cidadãos mais preparados para o futuro”, afirma o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “Com o investimento contínuo do governo, como a construção da unidade do Paranoá, reafirmamos nosso compromisso de democratizar o acesso ao esporte e oferecer oportunidades reais de mudança de vida”, acrescenta Junqueira, cuja pasta também é responsável por iniciativas como a Escola de Esporte, no Complexo Aquático Cláudio Coutinho, e o Compete Brasília, que financia passagens aéreas e terrestres para atletas de todas as idades, incluindo os jovens, participarem de competições fora de Brasília. Educação e profissionalização O programa Jovem Candango ofereceu oportunidades e aprendizados profissionais a Andressa dos Santos, Emmanuelly Sabino e Maria Eduarda de Oliveira | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Além do acesso ao ensino formal, no âmbito da Secretaria de Educação, este GDF garante às crianças e adolescentes ensino de idiomas, nos Centros Interescolares de Línguas (CILs); de música, na Escola de Música de Brasília; e de esportes, no Centro Integrado de Educação Física (Cief) e nos Centros de Iniciação Desportiva (CIDs). No período final dos estudos, já é importante também começar a pensar no acesso ao mercado de trabalho. E é para isso que existem programas como o Intermediação de Mão de Obra, da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda (Sedet). Também, o selo Empresa Parceira da Juventude e o Jovem Candango, ambos da Secretaria da Família e Juventude. “Eles entram jovens e saem adultos”, comenta a diretora da EC 203 de Santa Maria, Ariane Mayara Alves, sobre os impactos positivos nos estudantes de programas como o Jovem Candango | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “O programa Jovem Candango é uma porta aberta que abrirá muitas outras no caminho profissional dos jovens em situação de vulnerabilidade do DF. Graças ao apoio contínuo do governador Ibaneis Rocha, estamos impulsionando a juventude do DF para a chance de vida que buscam”, reforça o secretário da Família e Juventude, Rodrigo Delmasso. A iniciativa é voltada a jovens a partir de 14 anos, que estejam no ensino médio. No momento, são 1.102 contratados e a meta para este ano é elevar o número para 3 mil. Paralelamente aos estudos, eles fazem uma espécie de estágio em órgãos do GDF e recebem uma bolsa. Valor que fez diferença na vida de Emmanuelly Sabino, 17. “Agora eu consigo comprar minhas coisas, consigo fazer o que não conseguia antes, porque minha família é de baixa renda. Muitas das minhas coisas eu conquistei por mim mesmo, como meu celular”, celebra. Mas, mais até do que o dinheiro, a experiência é a maior conquista para os jovens candangos. “Sempre tive medo de não conseguir entrar em um trabalho por causa disso. Mas agora eu sei muito mais”, enfatiza Emmanuelly. Suas colegas de trabalho na Escola Classe 203 de Santa Maria fazem coro. “Me deu muitas experiências novas e muito aprendizado também”, diz Andressa Pereira, 17. “A gente cresce emocionalmente, vê futuro, vê que consegue crescer mais, vê os objetivos, vê as coisas de outras formas”, completa Maria Eduarda de Oliveira, 19. Os gestores também aprovam a iniciativa, seja pela troca com os adolescentes, seja pela oportunidade de ajudá-los no início da vida profissional. “Eles fazem com que a gente consiga ter a engrenagem rodando. E nós estamos educando também, [a forma] como eles falam, dizendo o que é certo e o que é errado…”, pontua a diretora da EC 203, Ariane Mayara Alves. Ao falar sobre a forma como os aprendizes saem da experiência, ela resume, de certa forma, o objetivo da rede de ações voltada a esse público: “Eles entram jovens e saem adultos”.
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Curso Internacional de Verão movimenta a Escola de Música de Brasília
Com programação até o dia 25 deste mês, o Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília (Civebra) conta, este ano, com recursos de R$ 1,6 milhão de apoio da Secretaria de Educação Federal (SEEDF). É a 46ª edição do curso. Escola de Música tem atrações programadas até o dia 25, com acesso gratuito ao público | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “O Civebra celebra a diversidade musical, promovendo a troca de conhecimentos entre estudantes e músicos de altíssimo nível”, resume o diretor da Escola de Música de Brasília, Davson de Souza. “É um espaço democrático, que reforça o evento como um dos mais importantes do país, contribuindo para o desenvolvimento cultural e artístico da nossa cidade e do Brasil.” Com mais de 3 mil inscritos, Civebra oferece 50 cursos nesta edição A edição deste ano conta com a participação de músicos de renome internacional. Entre os brasileiros, destacam-se a pianista Maria Teresa Madeira, o guitarrista Lula Galvão, o gaitista Pablo Fagundes e o cravista Alessandro Santoro. Marcam presença ainda o fagotista bielorrusso Serguei Kuushynchykau, a flautista italiana Lívia Lanfranchi, a harpista venezuelana Marisela González, o trombonista japonês Yu Tamaki Hoso e a violoncelista americana Carrie Pierce. Com 50 cursos e mais de 3 mil pessoas inscritos, o festival transforma Brasília em um polo de educação musical. Durante o evento, são oferecidas aulas, oficinas e apresentações diárias, que atraem tanto estudantes quanto professores de diferentes partes do mundo. Homenagens Esta edição do festival presta homenagens a dois ícones da música: Joaquim Antônio Callado da Silva, flautista e compositor carioca, considerado o pai do choro, e Maurice Ravel, compositor francês cuja obra completa 150 anos neste ano. A homenagem a Callado ganha ainda mais relevância, pois o choro foi declarado patrimônio cultural imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2024. Além dos músicos convidados, participam ex-alunos da Escola de Música de Brasília. Artistas como o violonista Pedro Aguiar, o pianista Arthur Mardem, o percussionista Bruno Lucini e o maestro Leandro Gazineu retornam para compartilhar suas experiências e conduzir oficinas e masterclasses, contribuindo para a formação de novos talentos e para a democratização do acesso à música. Concertos e recitais gratuitos A programação do Civebra inclui concertos e recitais gratuitos, de segunda a sábado, sempre a partir das 18h. As apresentações são fruto da interação entre os artistas convidados e os estudantes durante os cursos. A agenda será atualizada diariamente no site da Escola de Música de Brasília, permitindo ao público acompanhar as novidades e desfrutar das apresentações ao vivo. Confira a programação completa. *Com informações da Secretaria de Educação
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Ex-aluna da Escola de Música de Brasília ministra masterclass no CEM 03 de Taguatinga
Os alunos do Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga participaram, na quinta-feira (8), de uma masterclass ministrada pela cantora lírica e ex-aluna da Escola de Música de Brasília (EMB) Manuela Korossy. O evento contou com a presença de 120 estudantes de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) do próprio CEM, além de 30 estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 10 de Taguatinga. A cantora Manuela Korossy (C), que mora nos Estados Unidos, com a turma da EMB: “Se não fosse pela Escola de Música, eu não teria a menor chance de estar onde eu estou, porque, felizmente, a gente tem essa possibilidade de estudar música gratuitamente no Brasil” | Foto: André Amendoeira/SEE Durante o intensivo, Manuela compartilhou seu conhecimento, relembrou experiências no Brasil e no exterior, respondeu perguntas dos participantes e, no final, fez algumas demonstrações das habilidades vocais. Ex-aluna da EMB e da Universidade de Brasília (UnB), ela está se preparando para concluir o bacharelado em canto lírico na Juilliard School, em Nova York (EUA). “Se não fosse pela Escola de Música, eu não teria a menor chance de estar onde eu estou, porque, felizmente, a gente tem essa possibilidade de estudar música gratuitamente no Brasil”, revelou a cantora. “Agora que eu praticamente todo ano vou para a Europa e estou morando nos Estados Unidos, vejo que [nesses lugares] é muito difícil você ter um ensino de música tão acessível quanto a gente tem no Brasil.” A vice-diretora do CEM 03 de Taguatinga, Erica Costa, avalia como importante a experiência dos alunos. “No evento, a Manuela foi muito feliz na fala dela, porque conseguiu alcançar os meninos”, valorizou. “É importante porque mostra a realidade para eles, mostra que é possível, mas que não é fácil”. Manuela Korossy se apresentará gratuitamente na quinta (15), às 20h, no Teatro Plínio Marcos, no Complexo Cultural Funarte, no concerto lírico Gomes & Verdi – O canto lírico entre o Brasil e a Itália do século 19. Os ingressos podem ser adquiridos online, gratuitamente, sendo necessário a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do espetáculo. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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