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Restaurantes comunitários do Distrito Federal recebem o projeto Democratização do Reggae

O projeto Democratização do Reggae dá início, neste sábado (30), das 11h às 15h, a uma circulação cultural voltada aos frequentadores dos restaurantes comunitários do Distrito Federal. A primeira ação será em Samambaia, no Restaurante Comunitário Rorizão. O evento une apresentações musicais de artistas locais a uma feira de artesanato, promovendo acessibilidade cultural e fortalecimento comunitário.  A turnê do projeto Democratização do Reggae começa por Samambaia e deve passar por outros restaurantes comunitários | Foto: Divulgação/ Secec-DF A iniciativa conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF) e busca preencher uma lacuna de acesso a bens culturais em áreas habitadas por classes sociais mais vulneráveis. Além de Samambaia, o projeto prevê a passagem pelas estruturas dos restaurantes comunitários da Estrutural, de Águas Claras (Areal) e de Ceilândia, integrando a arte à rotina de alimentação dos usuários desses espaços.  "O fomento a projetos como o Democratização do Reggae, por meio do FAC, cumpre o papel fundamental do Estado de descentralizar os recursos públicos e democratizar o acesso à arte" Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa "O fomento a projetos como o Democratização do Reggae, por meio do FAC, cumpre o papel fundamental do Estado de descentralizar os recursos públicos e democratizar o acesso à arte. Levar apresentações musicais e feiras de artesanato para dentro dos restaurantes comunitários significa reconhecer a identidade dessas populações, transformando espaços de assistência social também em polos de dignidade, acolhimento e inclusão cultural", afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. A programação em Samambaia será conduzida pelo DJ Nono, colecionador de vinil, que executa a discotecagem na abertura e nos intervalos. A primeira atração musical do dia será o grupo Ritual Sonoro. Em seguida, apresenta-se o cantor e morador da cidade Wagner Gamma, acompanhado pelo Quarteto Reggae Jazz Band, com as participações especiais das cantoras Dayane Cardoso e Karol Lira.  Simultaneamente às apresentações artísticas, o restaurante recebe a Feira Preta. O espaço reúne artesãos da própria região administrativa e tem como propósito central valorizar a cultura local, além de incentivar o empreendedorismo e a troca econômica solidária entre os moradores da comunidade.  Projeto Democratização do Reggae Quando: sábado (30), das 11 às 15h Local: Restaurante Comunitário Rorizão (Samambaia). *Com informações da Secec-DF  

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Oficinas gratuitas de crochê abrem inscrições no Guará

Estão abertas as inscrições para a nova edição da Vigília Cultural de Artesanato, Empreendedorismo e Formação, com início previsto para o dia 11 de maio, no Guará. A iniciativa, realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), oferece oficinas gratuitas de crochê voltadas à comunidade local, com foco na valorização cultural e na geração de renda. “Os investimentos do FAC-DF são fundamentais para garantir que iniciativas como esta saiam do papel e alcancem a população, fortalecendo a diversidade cultural do Distrito Federal”, ressalta o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. Para ele, o projeto demonstra como o recurso público, quando bem aplicado, promove não apenas a produção artística, mas também o acesso, a formação de público e o reconhecimento de diferentes expressões culturais que compõem a identidade da população. As oficinas de crochê da Vigília Cultural de Artesanato, Empreendedorismo e Formação começam no dia 11 de maio; nesta edição, as aulas serão ministradas no Guará | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As oficinas presenciais ocorrerão ao longo de um mês, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite, na Igreja São Paulo Apóstolo, localizada na QE 07. Ao todo, serão disponibilizadas 90 vagas, distribuídas em turmas de 15 alunos. Os participantes contarão com material completo fornecido pela organização, além de transporte gratuito. Segundo o coordenador-geral do projeto, Márcio Apolinário, a ação vai além do ensino técnico. “Essa é uma iniciativa que une capacitação prática, empoderamento comunitário e valorização da cultura local”, afirma. “Queremos transformar talentos em oportunidades reais de renda, preservando saberes tradicionais do artesanato.” [LEIA_TAMBEM]Durante as aulas, os participantes aprenderão a confeccionar peças em crochê, desenvolvendo habilidades manuais e cognitivas que estimulam a criatividade e fortalecem o potencial empreendedor. Atualmente, o Distrito Federal reúne cerca de 11 mil profissionais formalizados na área, que contribuem de forma significativa para o turismo, a cultura, a inclusão e o desenvolvimento regional. Além das atividades presenciais, o projeto também disponibilizará a gravação de uma oficina completa de crochê, com passo a passo detalhado, desde as técnicas iniciais até a finalização das peças. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui. Após o término das oficinas presenciais, as aulas serão disponibilizadas no YouTube.

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FAC lança edital de R$ 36 milhões para projetos culturais no DF

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (30), o Edital nº 06/2026 do Fundo de Apoio à Cultura (FAC I – Demais Áreas), que destina R$ 36 milhões ao fomento de projetos culturais no DF. A iniciativa abrange segmentos como música, teatro, dança, artes visuais, cultura popular, hip hop, gastronomia e patrimônio histórico e artístico, material e imaterial. O edital tem como objetivo incentivar a diversidade de manifestações culturais, promover a descentralização das ações e ampliar o acesso aos recursos públicos. Podem participar pessoas físicas e jurídicas com cadastro válido no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), desde que atendam aos critérios estabelecidos. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, entre os dias 7 deste mês e 5 de junho, até as 23h59, por meio do site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic). Cada proponente poderá inscrever um projeto, salvo aqueles que participarem da modalidade de Concorrência Regionalizada, que também poderão submeter proposta à Ampla Concorrência. O Edital nº 06/2026 tem como objetivo incentivar a diversidade de manifestações culturais, promover a descentralização das ações e ampliar o acesso aos recursos públicos | Foto: Divulgação/Secec-DF Os valores de apoio variam conforme o perfil do proponente: até R$ 200 mil para pessoas físicas e até R$ 1,5 milhão para pessoas jurídicas. O edital também prevê cotas para ampliar a inclusão, com reserva de 25% das vagas para pessoas negras, 10% para pessoas indígenas e 5% para pessoas com deficiência. Os projetos serão analisados por comissões formadas por pareceristas especializados nas áreas artísticas e pelo Conselho de Administração do Fundo de Apoio à Cultura (Cafac). [LEIA_TAMBEM]O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, destaca o papel da iniciativa na consolidação das políticas públicas para o setor. “O Fundo de Apoio à Cultura é um instrumento fundamental para garantir que os recursos públicos cheguem a quem produz cultura no Distrito Federal, valorizando a diversidade, fortalecendo as cadeias produtivas e ampliando o acesso da população às diferentes expressões artísticas”, afirma. Não serão aceitas propostas de produção audiovisual neste edital. Os projetos devem se enquadrar nas áreas e linhas de apoio previstas nos anexos do documento e atender às exigências de documentação, orçamento detalhado e plano de divulgação. O processo seletivo terá vigência de um ano a partir da publicação do resultado final, e os projetos contemplados receberão os recursos em regime antecipado, mediante assinatura de termo de ajuste e cumprimento das etapas de habilitação. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Projeto Avóz dos Tambores abre inscrições para oficinas gratuitas de percussão no Itapoã

A segunda edição do projeto Avóz dos Tambores está com inscrições abertas no Kanzuá do Batukenjé, no Itapoã, e segue até o preenchimento das vagas. A iniciativa, realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), oferece oficinas gratuitas de percussão voltadas a pessoas com 60 anos ou mais e promove o envelhecimento ativo por meio da música, com impacto direto no bem-estar, na saúde e na integração social da população idosa. Pessoas com 60 anos ou mais podem se inscrever no projeto Avóz dos Tambores, que oferece aulas gratuitas de percussão | Foto: Jana Paniz “O Avóz dos Tambores traduz, de forma sensível e concreta, uma diretriz importante da política cultural do Distrito Federal: reconhecer a pessoa idosa como protagonista da vida cultural, promovendo acesso, convivência e bem-estar por meio da arte. Ao apoiar iniciativas como essa, a Secec-DF reafirma o compromisso com a valorização do envelhecimento ativo e com a cultura como instrumento de inclusão e fortalecimento comunitário”, ressalta o secretário interino de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto. Para participar, basta comparecer ao local e preencher a ficha de inscrição. As aulas começaram no dia 16 de abril e ocorrem semanalmente, sempre às quintas-feiras, a partir das 15h, com duração de 1h30 por encontro. Ao longo de cinco meses, serão realizados 20 encontros. Mais do que o aprendizado técnico, a proposta busca estimular a expressão artística, fortalecer vínculos comunitários e promover ganhos físicos e emocionais por meio da música. [LEIA_TAMBEM]Segundo o arte-educador do projeto, Celín du Batuk do Batukenjé, na primeira edição a equipe realizou diversas conversas com os alunos, para que pudessem compartilhar experiências de vida. “O que eles relatam de mais transformador na vida deles é que se descobrem capazes de aprender a tocar instrumentos mesmo após os 60 anos. Já, para mim, é transformador estar inserido nesse grupo e poder acompanhar essa evolução, o brilho nos olhos e os sorrisos de cada aluno”, destaca Celín. Ele explica que o processo de aprendizagem é individual e não é determinado pela idade. “Alguns aprendem mais rápido por já terem experiências com musicalidade; outros estão tendo esse contato pela primeira vez. Assim, eu alinho as aulas de maneira que integre todos, para que possam aprender juntos, tanto os que têm mais facilidade quanto os que demandam mais atenção.”

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Via Sacra, hip-hop, circo e teatro de bonecos agitam o feriadão no DF

A agenda cultural do Distrito Federal para este feriado da Semana Santa tem uma diversidade de eventos que passam pela tradição religiosa e vão até a cultura urbana e arte infantil. Com atrações gratuitas e acessíveis em diversas regiões administrativas, a programação oferece opções para todas as idades. Os eventos contam com apoio do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e da Secretaria de Turismo (Setur-DF). A Via-Sacra ao Vivo de Planaltina, que celebra 53 anos de história, é o grande destaque da programação religiosa no feriado. As atividades têm início nesta quinta-feira (2), a partir das 20h, com a encenação da Santa Ceia no estacionamento do Complexo Cultural de Planaltina, onde será retratada a mesa com os apóstolos, a traição de Judas e a prisão de Jesus. Já na Sexta-feira Santa (3), as encenações seguem para o Morro da Capelinha, com início previsto para as 15h com a Celebração da Cruz e, logo em seguida, às 16h, com a encenação da Paixão de Cristo, percorrendo as 14 estações que narram o julgamento, a morte e a ressurreição. Para a criançada, há ao menos três opções de diversão. No sábado (4), o projeto Hip Hop: Um Espetáculo para o Brasil promove uma imersão que conecta dança, educação e identidade cultural. O evento será realizado no Céu das Artes, em Taguatinga Norte, com início programado para as 19h30. A montagem traz à cena questões de ancestralidade e resistência periférica, com destaque para a participação de Bgirl Branca, artista tetraplégica que utiliza a cadeira de rodas como extensão de sua expressão artística. No sábado (4), o projeto Hip Hop: Um Espetáculo para o Brasil promove uma imersão que conecta dança, educação e identidade cultural | Foto: Divulgação A entrada é gratuita e os interessados devem retirar os ingressos previamente na plataforma Sympla. Em celebração aos 25 anos de trajetória, o Espaço Cultural Cidade dos Bonecos inicia a mostra de espetáculos gratuitos voltados para o público infantil e familiar. No domingo (5), a companhia apresenta o espetáculo Estação Brasil, que aborda a identidade cultural brasileira com uma narrativa lúdica. A apresentação será às 17h na sede da Cia. Cidade dos Bonecos, localizada na Avenida Buritis, condomínio Esquina do Sol, na Ponte Alta Norte do Gama. O projeto, que agora é reconhecido como Ponto de Cultura, busca fortalecer a produção artística local e facilitar o acesso às artes cênicas. O Circo Vitória continua a temporada, agora em Samambaia, com uma programação que une formação artística e espetáculos com personagens queridos pelas crianças. Instalada na Quadra 302, próximo ao Castelo Forte, a trupe oferece apresentações, quinta-feira (2) e sexta-feira (3), às 20h30. No sábado (4) e no domingo (5), o público conta com três opções de horários para assistir aos espetáculos: às 16h30, às 18h30 e às 20h30. Além das apresentações, o projeto, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), promove oficinas gratuitas de técnicas circenses como tecido, trapézio e malabares para a comunidade local. Cinema e música A programação do Cine Brasília, entre esta quinta (2) e a próxima quarta (8), traz estreias como o drama Tatame, a produção egípcia Aisha Não Pode Voar e a animação Maya, Me Dê Um Título, além da comédia dramática A Graça. O lançamento de A Cobra Negra ocorre nesta quinta-feira (2), às 20h. Já na quarta (8), o espaço recebe a Semana do Cinema de Xangai, com sessões gratuitas de Ashima, às 16h, Wontons de Xangai, às 18h, e Zé Ninguém, às 20h20. O público infantojuvenil também vai ter opções, como A Pequena Amélie e Cara de Um, Focinho de Outro, com sessões no dia 8, às 10h e 14h, respectivamente. A música clássica e erudita ganha destaque com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, que recebe o maestro romeno Cristian Lupeș para um concerto na Sala Martins Pena nesta quinta-feira (2), às 20h. O programa inclui obras de Brahms, Enescu e o Dueto Concertino de Richard Strauss, com os solistas Marcos Cohen (clarineta) e Sergei Kuunshynshykau (fagote).

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Abertas as inscrições para a 1ª Conferência Brasileira de Montadores e Riggers de Circo na UnB

Já estão abertas as inscrições para a 1ª Conferência Brasileira de Montadores e Riggers de Circo, que ocorre nos dias 26, 27 e 28 de agosto, na Faculdade de Educação Física, no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB). Serão três dias de imersão em que artistas, pesquisadores, técnicos e especialistas discutirão temas como a segurança circense e as condições de trabalho dos profissionais do segmento. Os interessados podem se inscrever até 25 de agosto por este link. Com recursos do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretária de Estado da Economia Criativa (Secec), a conferência é uma atividade de extensão da Faculdade de Educação Física da UnB. Segundo Ludmila Condé, produtora da conferência, o apoio do GDF foi fundamental para a viabilidade do evento. “A verba do FAC garante estrutura, acessibilidade, vinda de profissionais de referência nacional e internacional, além de permitir que as atividades sejam amplamente divulgadas e gratuitas, democratizando o acesso ao conhecimento especializado”, comemora. Serão três dias de imersão em que artistas, pesquisadores, técnicos e especialistas discutirão temas como a segurança circense | Foto: Divulgação A organização é do projeto Entre Nós, voltado à cultura de segurança no circo no Distrito Federal, e da empresa Aerius Soluções em Altura — empresa de Campinas (SP) especializada em segurança no circo, rigging, acesso e resgate —, com o apoio do Avante, Grupo de Pesquisa e Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer da UnB. Atividades e especialistas [LEIA_TAMBEM]O evento terá palestras, oficinas, mesas-redondas e vivências práticas. Entre os temas, estão normativas e certificações, a cultura de segurança como parte do processo criativo, o ensino do risco no circo, segurança em circos itinerantes, mulheres e equidade no mercado técnico; e aulas inclusivas para pessoas com deficiência. As oficinas incluirão temas como sistemas de vantagem mecânica, inspeção e manutenção de equipamentos de segurança (EPIs), ancoragens seguras, estruturas suspensas e vivências práticas de acesso por corda. Estão confirmadas participações especialistas como a de Marco A. Bortoleto, um dos principais pesquisadores/acadêmicos sobre circo no Brasil; Fábio Marcelo, autor de livros sobre segurança em altura; e Diego Ferreira, autor da obra Segurança no circo: questão de prioridade. A pluralidade da cena técnica circense estará representada por oradores como Tum Aguiar, fly-in rigger do Cirque du Soleil, e Mateus Bonassa, artista e rigger com experiência em produções como O Teatro Mágico e Circo Vox. Além deles, técnicos e artistas de outras regiões do Brasil compartilharão experiências que entrelaçam segurança, estética e ética no fazer circense.

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Estudantes do CEF 5 de Sobradinho recebem certificado de participação em oficina de rádio

Cerca de 150 vozes de estudantes da rede pública já podem ser sintonizadas na frequência das periferias, em produções radiofônicas criadas na Oficina de Rádio para Jovens que Planejam Voar. Nesta quinta-feira (14), os estudantes do ensino integral — de 12 a 14 anos de idade — e também da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Centro Fundamental 05, em Sobradinho, receberam certificados pela participação na terceira edição do projeto, que conta com o financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Sob mentoria e supervisão de profissionais da área de comunicação, eles participaram de cinco encontros entre os dias 6 e 14 de maio deste ano para aprender teorias e técnicas do radialismo. A oficina foi idealizada pelo jornalista, radialista e mestre em comunicação Dioclécio Luz. Junto ao comunicador, cerca de 15 profissionais também ensinaram, na prática, como o rádio funciona, além de colaborarem com a divulgação da oficina para o público externo. Sob mentoria e supervisão de profissionais da área de comunicação, alunos participaram de cinco encontros entre os dias 6 e 14 de maio deste ano para aprender teorias e técnicas do radialismo | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “O FAC viabiliza esse tipo de projeto. É um incentivo muito importante para as escolas públicas e para a sociedade em geral. O fundo é um dos melhores instrumentos de promoção da cultura do Distrito Federal, pelo envolvimento das pessoas que fazem e pelo envolvimento das pessoas que recebem os projetos”, avaliou Dioclécio. A partir de temas em foco na atualidade, como racismo estrutural, violência contra as mulheres, bullying nas escolas, desmatamento do Cerrado e LGBTfobia, os participantes foram apresentados à produção, roteirização, edição e apresentação de programas de rádio. O estúdio foi montado em sala de aula, com direito a microfones, fones e toda aparelhagem que muitos nunca tinham visto de perto. “A ideia do projeto é mexer com a autoestima de cada um, mostrar que todos têm opinião e, por isso, muitos dos temas são mais complexos. A gente parte da realidade deles [estudantes] e o meu trabalho é fazer com que eles falem. E quando eles começam a se soltar, a alegria é muito grande. Existe uma alegria em saber que têm opinião”, celebrou o idealizador. A oficina foi idealizada pelo jornalista, radialista e mestre em comunicação Dioclécio Luz O projeto também promove a inclusão como meta de enriquecimento do processo criativo, curiosidade, leveza e excelência nas abordagens dos temas escolhidos. A ideia é agregar perspectivas únicas às gravações a partir da realidade desses estudantes. [LEIA_TAMBEM]“Nós temos grupos formados por todos os gêneros e isso, inclusive, foi algo que procuramos trabalhar exatamente para romper com certas barreiras de preconceito referente a alguns temas”, destacou a professora de língua portuguesa da escola Cristina Iris Figueiredo, que acrescentou a importância dessas iniciativas para o protagonismo dos estudantes: “Eu acho que é um projeto que poderia abranger todas as escolas porque coloca todos como protagonistas e pesquisadores em temas que, muitas vezes, não são debatidos no ambiente escolar, como LGBTfobia ou violência contra as mulheres, e mostra, no caso dos meninos, que eles também têm papel fundamental”. Evelyn Vitória, aluna do 8º ano, garantiu que, apesar do nervosismo em gravar um programa de rádio pela primeira vez, foi muito divertido fazer parte do grupo com os colegas. “Nós interagimos e nos ajudamos muito. Eu nunca tive contato com esse tipo de equipamento antes, mas gostei bastante e, se der certo, quero conhecer e estudar mais. Outras pessoas poderiam participar para conhecer também o trabalho.” Cronograma O primeiro encontro apresentou a linguagem adequada ao rádio; falou sobre diversidade musical; abordou técnicas de locução e destacou questões sobre a indústria cultural. Já na segunda aula, os estudantes conheceram mais sobre o jornalismo comunitário e a abordagem de temas relevantes.  Evelyn Vitória, aluna do 8º ano, garantiu que, apesar do nervosismo em gravar um programa de rádio pela primeira vez, foi muito divertido fazer parte do grupo com os colegas Na metade do caminho aprenderam sobre a estruturação de equipes e a produção de programas, como etapas de roteiro, pesquisa, operação, técnica e locução. No penúltimo dia, trabalharam as grades de programação, edição de conteúdos e receberam orientações. Para fechar, no último encontro, eles gravaram os programas que foram desenvolvidos. Como material de apoio, foi distribuída uma cartilha pedagógica para auxiliar os participantes em toda oficina. Gravados no estilo podcast, os episódios produzidos pelos estudantes serão veiculados na Rádio Eixo, parceira do projeto.

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Com apoio do FAC-DF, companhia brasiliense de teatro leva projeto Bonecos na Rural para três estados

Os Bonecos na Rural, de Brasília, vão viajar do Cerrado para o sertão para levar teatro, formação e consciência ambiental a comunidades quilombolas, escolas do campo e vilas ribeirinhas de Minas Gerais, Goiás e Bahia. O projeto, idealizado pela companhia brasiliense Cidade dos Bonecos, conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). O grupo apresenta o espetáculo A Flor do Sertão, que trabalha elementos do regionalismo, especialmente da cultura nordestina. Uma história que mescla questões de poder, cangaço e coronelismo com elementos da convivência do povo com o meio ambiente e as condições climáticas marcantes da região. Com um cenário montado por xilogravuras e elementos pensados no movimento armorial — fundado pelo escritor Ariano Suassuna —, que dão um ar de pesquisa e erudição à cultura nordestina, a história de amor e posse, conflito e heroísmo apresenta ícones da literatura e dos contos brasileiros, como o Homem da Meia-Noite (do Recife), o Boi-Bumbá (da região Norte e Nordeste), bonecos de mamulengo, considerados patrimônio imaterial da cultura brasileira, e até uma repentista que canta rap, para tornar a peça ainda mais próxima das crianças e jovens dessas comunidades. Primeira etapa da turnê começou em Montes Claros (MG), no dia 6; segunda fase será em Goiás, e a terceira, na Bahia | Foto: Divulgação “A cultura popular é a representação maior do povo, o que identifica as pessoas. Esses elementos ajudam a compor a diversidade e a pluralidade”, avalia o fundador e diretor da companhia, Dom Rodrigo, que é filho de pai cearense e mãe paraibana, e usou as próprias raízes como fonte de inspiração para a construção do espetáculo. Ele conta que a história foi escrita em 2005, com a primeira montagem em 2006 e que, apesar das questões abrasileiradas, a base do espetáculo está na literatura grega, no conto de Perséfone. Já a técnica, conhecida como bonecos de balcão, é baseada em uma técnica japonesa milenar, e usa até três manipuladores de bonecos para a contação das histórias. [LEIA_TAMBEM]O projeto passa pelo interior do Brasil, em pequenas vilas, com apresentações ao ar livre, em praças e em locais com espaços próprios. Mas, segundo Dom, escolas e igrejas são verdadeiros polos de encontro. Nos colégios, os professores também participam de oficinas de construção de bonecos com materiais recicláveis para aprenderem técnicas simples, que podem ser replicadas em sala de aula. Ao final, recebem um kit pedagógico completo e criativo, com materiais e ideias para adaptarem à realidade local e dos estudantes. Para complementar a formação, os educadores terão acesso exclusivo à websérie Teatro de Formas Animadas, que apresenta, entre outras coisas, conteúdos sobre manipulação de bonecos, teatro de sombras e confecção de personagens. Palco para todos A companhia tem compromisso com a inclusão. Por isso, todos os espetáculos têm a montagem acompanhada por mediação cultural, tradução em Libras e audiodescrição. A sustentabilidade também faz parte da trajetória do grupo. Com a Usina Solar sobre Rodas, o projeto gera energia limpa em todas as atividades e confirma o próprio objetivo da peça, de conscientizar a população. “A arte é onde consigo dar o meu melhor e retribuir o meu melhor para a sociedade. Essas comunidades na invisibilidade social são onde o nosso trabalho faz mais sentido. A arte dentro do social e do educacional é onde nos encontramos. E as pessoas que trabalham comigo na companhia estão mergulhadas nesse objetivo e nessa caminhada, de que a arte deve ser compartilhada como uma questão de sobrevivência e de fazer sentido, chegando a quem realmente precisa dela”, reflete o idealizador. A primeira etapa da turnê começou em Montes Claros (MG), no dia 6 deste mês, e chegou a Paracatu (MG) nos dias 8 e 9. A segunda etapa vai passar por Goiás, em Alto Paraíso, Povoado do Mesquita e Cidade Ocidental. Já a terceira será na Bahia, nas regiões ribeirinhas e vilas de pescadores de Canavieiras. A Cia. Cidade dos Bonecos foi fundada em 2001, no Gama, com o olhar voltado à educação e à cultura no Distrito Federal. Criada pelo artista Domingos Rodrigo, o grupo busca a interação lúdica e inclusiva entre os diversos públicos para fomentar experiências inovadoras e sempre fortalecer a missão da companhia de tornar a arte um caminho acessível.

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