Tecnologia a serviço do cidadão: GDF inaugura centro pioneiro de inteligência artificial
Agência Brasília · TECNOLOGIA A SERVIÇO DO CIDADÃO - GDF INAUGURA CENTRO PIONEIRO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL O início de uma nova etapa para a inovação e a inteligência artificial no DF começou nesta quinta-feira (22), por meio do lançamento do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Durante a cerimônia de lançamento, a vice-governadora Celina Leão frisou: “É um projeto muito positivo, e eu tenho certeza de que isso vai beneficiar a população do Distrito Federal, que será atendida também de forma mais eficiente e eficaz” | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Fruto de um convênio celebrado entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e o Instituto Hardware Brasil (HBr), a iniciativa tem o objetivo de promover a pesquisa, o desenvolvimento e aplicação de soluções tecnológicas baseadas em inteligência artificial com a articulação entre os setores público, privado e acadêmico. O valor investido é de R$ 5 milhões. Na prática, o CIIA vai ampliar a oferta de tecnologias emergentes e soluções de inteligência artificial em áreas estratégicas, como educação, saúde e segurança pública, com foco na criação de soluções tecnológicas que contribuam para a melhoria dos serviços públicos e o bem-estar da população. Além disso, a iniciativa visa a impulsionar o desenvolvimento acadêmico e econômico e a consolidar o DF como um polo de inovação tecnológica. “É um projeto muito positivo, partindo de baixo para cima, detectando as necessidades, e eu tenho certeza que isso vai beneficiar a população do Distrito Federal, que será atendida também de forma mais eficiente e eficaz, com essa ferramenta que já é uma realidade do mundo inteiro”, ressaltou a vice-governadora Celina Leão durante a cerimônia de assinatura do termo de registro histórico do projeto. Tecnologia de ponta O CIIA vai abrigar uma infraestrutura tecnológica com colaboração entre pesquisadores e startups na modelagem de soluções para diversas áreas do DF, no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC). São 80 pessoas atuando no projeto, entre alunos, professores e consultores. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, lembrou: “O uso da inteligência artificial revoluciona nossas vidas, e a gente escolheu essas três áreas fundamentais para que elas enviem desafios para os centros, pesquisadores e startups e planejem soluções” De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, o objetivo é facilitar a jornada do cidadão durante a prestação de serviços públicos. “O uso da inteligência artificial revoluciona nossas vidas, e a gente escolheu essas três áreas fundamentais para que elas enviem desafios para os centros, pesquisadores e startups e planejem soluções”, explicou. O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Marco Antonio Costa, reforçou o compromisso do projeto: “Queremos que esse centro possa ser provocado pelas demandas públicas para que crie soluções avançadas utilizando a inteligência artificial e dando essa resposta rápida ao nosso cidadão”. [LEIA_TAMBEM]Eixos A iniciativa se ancora em três eixos estratégicos principais: pesquisa, capacitação e inovação e empreendedorismo. Na área de pesquisa, os projetos serão desenvolvidos por meio de formalização de acordos com as respectivas secretarias para acesso aos dados e início efetivo do desenvolvimento. No âmbito da saúde, será elaborado um projeto de otimização de filas com levantamentos aprofundados já realizados. Para a educação, serão pensadas iniciativas focadas na prevenção de evasão escolar, personalização de aprendizagem e otimização. Já o desenvolvimento de soluções de visão computacional vai permitir apoiar a segurança no Setor Comercial Sul (SCS). Problemas adicionais identificados serão direcionados para startups afins e estudantes. O trabalho no eixo de capacitação será viabilizado por uma parceria com o Google para disponibilização de 5 mil licenças de cursos de IA a residentes do DF, além de acordos formalizados com dez instituições de ensino, sendo sete da iniciativa privada e três da pública, incluindo a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), o Instituto Federal de Brasília (IFB) e a Universidade de Brasília (UnB). Encontros A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também comemorou a novidade: “É um trabalho que está começando hoje, mas que tem uma trajetória, um caminho a percorrer. Estamos muito satisfeitos com as benfeitorias que a IA pode trazer ao ensino” “Todos os professores vão passar por formação para que o conhecimento chegue até o estudante”, detalhou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “É um trabalho que está começando hoje, mas que tem uma trajetória, um caminho a percorrer. Estamos muito satisfeitos com as benfeitorias que a IA pode trazer ao ensino.” Haverá mil licenças adicionais para a formação de educadores, e será ainda desenvolvido um curso especializado em IA para educadores da rede pública de ensino fundamental e médio. Para o setor de inovação e empreendedorismo estão programados três encontros setoriais, com início na área jurídica. Serão engajadas mais de 100 startups interessadas em desenvolver soluções para o setor público. Ainda serão programadas articulações internacionais avançadas, incluindo visita técnica à China (Macau) prevista para o segundo semestre deste ano, missão ao Vale do Silício (EUA) com Google e outros parceiros e delegação para Dubai (Emirados Árabes) com startups locais. “Juntos faremos o DF um laboratório vivo de políticas públicas baseada em inteligência artificial”, declarou o coordenador do CIIA, Ricardo Barros Sampaio. “Hoje a gente tem mais de 45 pesquisadores e consultores trabalhando diretamente no nosso projeto, em diferentes eixos, e estamos contratando mais 30 alunos até o final deste mês com a possibilidade de outros 50 alunos até o final do ano. Esses alunos e consultores fazem parte da equipe, mas toda a população pode se beneficiar daquilo que a gente tem tentado entregar como solução e como política pública para o Distrito Federal.”
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BRB fecha parceria com referência mundial em startups
Parceria também vai permitir ao BRB lançar o seu primeiro Edital de Inovação Aberta / Foto: Agência Brasília O Banco de Brasília (BRB) fechou uma parceria estratégica com a Plug and Play, plataforma e aceleradora de inovação global reconhecida por ter acelerado empresas como Google, Dropbox e PayPal, entre outras. A parceria tem foco na tecnologia de serviços financeiros e vai permitir que o BRB avance na área de inovação, considerada estratégica para a modernidade, o crescimento e a perenidade do banco em um mercado cada vez mais competitivo. Na próxima quinta-feira (17), às 14h, a parceria entre o BRB e a Plug and Play será formalizada durante evento virtual. A cerimônia contará com a presença de representantes das maiores startups do mundo, do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do CEO global da empresa parceira, Saeed Amidi. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] “Esse é mais um importante passo que o BRB dá na criação da cultura da inovação e vai nos permitir ter acesso a um importante hub”, afirma Paulo Henrique Costa, referindo-se ao núcleo de referência representado pela Plug and Play. “O BRB tem buscado ser referência em qualidade de atendimento e experiência aos clientes no mundo digital. A parceria vai possibilitar ao banco se aproximar do ecossistema de inovação – permitindo, assim, a conquista de um novo patamar também nesta área”, acrescentou. Pelo contrato, caberá à Plug and Play participar ativamente da estruturação do Centro de Inovação do BRB – o BRB LAB, no Biotic – e da montagem do escritório do banco no Vale do Silício, maior polo de inovação do mundo, localizado na Califórnia (EUA). Lá estão concentradas as maiores startups e empresas globais de tecnologia. Apple, Facebook e a própria Google são alguns exemplos. A parceria entre as duas empresas também vai permitir ao BRB lançar o seu primeiro Edital de Inovação Aberta. O objetivo é prospectar até 25 soluções nacionais e internacionais, com foco em soluções de governo e financeiras, nas frentes relacionadas à eficiência operacional, experiência do cliente, soluções para governo, seguridade e meios de pagamento. “Estamos muito satisfeitos em ter o BRB como nosso mais novo parceiro no Brasil. É uma realidade em que a transformação digital está mudando o status quo atual do setor de serviços financeiros. A parceria com o setor público é desafiadora, mas ao mesmo tempo motivadora, pois seremos capazes de contribuir com a comunidade e causar impacto no Brasil. O BRB está pronto para se transformar e nós estamos prontos para entrar nessa aventura com eles”, destacou Saeed Amidi, fundador e CEO do Plug and Play Tech Center. * Com informações do Banco de Brasília
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David Nogueira: “O ensino híbrido é o caminho da educação”
Reinventar a educação e as suas metodologias de ensino transformou-se no grande desafio de educadores e especialistas neste período de pandemia e isolamento social. Na rede pública, buscar caminhos para que alunos dos mais variadas classes e condições sociais sejam assistidos mostra-se um trabalho ainda mais ousada a fim de garantir o cumprimento do calendário escolar e do fechamento do ano letivo após meses de atividades suspensas. Foto: Álvaro Henrique /Secretaria de Educação A partir de julho, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Educação, inicia o trabalho de acompanhamento dos estudantes com a expansão das teleaulas na TV, plataformas digitais e da distribuição de materiais impressos gratuitos a quem não tem acesso à internet. Os professores voltam às atividades não presenciais em junho, com uma reformulada grade curricular para cumprir o ano letivo de 2020. A campanha Learning never stops, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revela que 165 países foram afetados pela pandemia do novo coronavírus. Com as medidas de prevenção, 1,5 bilhão de crianças e jovens, que correspondem a 87% da população mundial de estudantes na faixa escolar, foram ou ainda estão sendo afetados com a necessidade de suspensão das aulas. No Distrito Federal, as escolas permanecem fechadas desde 11 de março. O ensino híbrido, que deverá mesclar a presença dos alunos em sala de aula no segundo semestre com o ensino a distância, se desponta como um novo caminho. “E deve ressignificar o protagonismo do estudante durante seu aprendizado”, reforça o assessor especial da Secretaria de Educação David Fernando Nogueira. Em entrevista à Agência Brasília, ele detalha como será o retorno gradual das atividades, o que está sendo pensado para o acompanhamento de alunos da educação especial, como serão ministradas as aulas pela televisão e como seguir o princípio de igualdade na educação sem deixar de lado o da equidade. “Não adianta eu repartir igualmente para todos, sem ser justo ao avaliar as condições econômicas de cada um deles.” Qual a estratégia do GDF para a realização das atividades pedagógicas não presenciais neste período de isolamento? A gente já está fazendo atividades não-presenciais usando a televisão, por meio das teleaulas, e pela plataforma digital Google for Education, ou Google Classroom, que está sendo usada em vários lugares do mundo. Algumas escolas já estamos distribuindo um material impresso com esse mesmo conteúdo. Só que esse trabalho que a gente está fazendo até agora foi para o estudante não perder o vínculo, continuar engajado, mas não estava valendo como horas letivas. O que faremos agora é efetivar esse trabalho para que ele, de fato, valha por horas letivas para os estudantes. Para que isso aconteça, a gente precisa ampliar os canais de transmissão na TV. Atualmente, temos três horas na TV Justiça. O que faremos é ampliar para três horas por dia, por exemplo, só para o ensino médio, indo de uma hora para o ensino infantil a três horas e meia para o ensino integral de televisão. Então, por dia, a gente vai ter cerca de 40 horas de programação para os estudantes da rede pública do Distrito Federal. Serão quatro canais com dez horas diárias [de aulas]. Já está definido quais serão esses canais? Não. Estamos no processo de licitação para chamar os canais e defini-los. Pedimos que a rede que for fazer isso tenha a capacidade de realizar transmissões ao vivo porque já percebemos que as aulas em tempo real são mais interessantes para os nossos alunos, começando 8h da manhã e terminando às 22h com os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Aí essas emissoras terão um tempo de 24 horas, talvez um pouco mais, para pegar essa programação que foi ao vivo e subir os vídeos para os estudantes que, porventura, tenham perdido as aulas e possam acompanhá-las depois por meio das videoaulas. Foto: Secretaria de Educação O que será diferente do que já está sendo feito hoje? Primeiro que a gente conseguirá atender com qualidade: teremos espaço para cada ano e série dentro da programação da TV, muito definido com horários das aulas e conteúdos específicos. Para além disso, fica obrigatório tanto o professor quanto o aluno se engajem por meio da plataforma ou por meio dos trabalhos impressos. Até agora era opcional. Mas a partir dessa implantação será obrigatória a participação do professor com suas turmas e dos estudantes. E aqueles estudantes e professores que não puderem fazer isso por meio da plataforma, poderão fazê-lo por meio do material impresso e por uma central de atendimento que está sendo montada em que o professor poderá atender o estudante pelo telefone, pelo WhatsApp, dentro de um período específico. Esse material impresso estará disponível de que forma? Nas escolas, para que as pessoas que não tenham acesso a essas outras plataformas eletrônicas possam ir lá buscar? Isso, o material impresso ficará disponível nas escolas. A logística de distribuição será responsabilidade de cada regional de ensino que se organizará da forma que mais lhe convier. Algumas, inclusive, já falaram em utilizar o transporte escolar para deixar esse material onde o estudante pega o ônibus. Outras vão fazer com que os estudantes que morem perto da escola vão até lá para buscá-lo. Tudo isso começa a valer a partir de quando? A gente quer fazer o retorno dos professores agora, no começo de junho, e aí começamos a fazer o treinamento deles; muda muito a prática pedagógica. Agora que estaremos fazendo tudo mediado, por tecnologia, então há muitas formações que a gente precisa definir: como fazer as atividades, como utilizar as teleaulas nas suas atividades na plataforma. Paralelamente, está ocorrendo a contratação das TVs. Então, a gente imagina que tudo já esteja pronto lá pelo fim de junho, começo de julho. Em resumo: voltamos com os professores no começo de junho e começamos a validar as aulas a partir do início de julho. Como será essa volta dos professores? É importante frisar que essa volta não será presencial. O professor estará à disposição. As escolas permanecem fechadas e os docentes em regime de teletrabalho para fazer coordenações pedagógicas on-line, formações on-line, atendimentos para trocar informações e experiências nesse período. Será possível amenizar os impactos da falta do aprendizado presencial neste período de escolas fechadas? É possível amenizar. Nunca é possível recuperar completamente o que é o aprendizado presencial, mas nossa preocupação é garantir a aprendizagem. E como a gente faz isso? Reorganizando o currículo, pegando avaliações diagnósticas dos anos passados e vendo quais foram as principais dificuldades dos nossos estudantes em cada ano série. A partir daí, reorganizamos o currículo aula a aula, semana a semana. Então o cronograma programado para 2020 é readaptado, isso? Isso. Foi refeito para se adequar e atender esse período. Como será possível ressignificar o protagonismo do aluno nesse novo processo de aprendizagem? Na verdade, isso é necessário porque, nesse novo modelo de trabalho, grande parte é do estudante. Então, as atividades têm que ser aquelas que estimulem a pesquisa, o pensamento crítico para que o estudante seja um ator dentro da plataforma ou no trabalho impresso, em que ele construa esse conhecimento junto com o professor. As aulas expositivas ficarão muito reduzidas, né? Só na televisão. A gente entende que são outras formas de organizar esse saber nessa prática pedagógica, mas essas práticas podem ser interessantes. Quem tem acesso à internet terá outro conteúdo dentro plataforma? Vamos imaginar que estamos na primeira semana da volta. Na primeira semana, o conteúdo da matéria, de história, por exemplo, do 1º ano, é a Grécia. Isso significa que as teleaulas na primeira semana o tema será Grécia. As atividades na plataforma vão ser Grécia. As atividades impressas vão ser Grécia. As escolas vão combinar isso com seus alunos, cada uma vai organizar e tem até dois meses para recolher as atividades. Então, quando o aluno X entregar as atividades relativas a Grécia, seja pela plataforma digital ou por meio impresso, o professor vai atestar o aprendizado dele e a presença dele por meio da atividade dele. A atividade da plataforma e a do impresso vai ser a mesma, com algumas adequações. O meio só é que muda. [Olho texto=”A gente da rede pública precisa pensar é não só na igualdade, mas também na equidade” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Muito se discute a falta de igualdade e das diferentes condições de acesso pelos estudantes, principalmente os de baixa renda como os mais prejudicados. Como isso vem sendo pensado pela Secretaria de Educação de modo a preservar a qualidade do ensino? Uma coisa que a gente da rede pública precisa pensar é não só na igualdade, mas também na equidade. Não adianta eu dar uma maçã para um e uma maçã para outro sendo que a de um dele é podre. Não vai adiantar eu repartir igualmente sem ser justo. Como a gente está fazendo isso? Primeiro indo em vários fronts. A gente tem a TV, que é o meio mais democrático; a gente tem a plataforma com a internet que é o meio que propicia atividades mais interessantes, e a gente tem o impresso, porque não são todos que têm acesso à internet. Também começamos a negociar um pacote de dados patrocinados: um estudante ou professor que acessasse aquela plataforma não teria a internet cobrada do seu programa de dados, mas sim da própria Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal. Essa é também uma forma de amenizar um pouco essas grandes diferenças que existem. Como o senhor acredita que será o retorno das crianças e jovens às aulas presenciais? Como a Secretaria de Educação está se planejando para isso? A Secretaria, quando pensou esse planejamento pedagógico, avaliou todos os cenários possíveis. Estamos fechando essa programação, nesse formato [não presencial], até dezembro. Porque se a gente voltar em agosto, por exemplo, com 20% dos alunos no presencial, não vai ter problema, porque como todos estarão andando no mesmo passo, como a matéria na primeira série do primeiro ano é Grécia, em qualquer escola pública do DF que tenha ensino médio, não importa se o aluno estiver presencial ou não, ele terá o mesmo conteúdo. Por isso demos essa uniformizada no currículo prevendo qualquer cenário. Se ficarmos só no mediado (sem presença na sala de aula), ficaremos no mediado. Se tiver uma parte dos alunos em cada um dos modos, ainda assim a gente conseguirá cumprir [o calendário e o conteúdo]. Qual avaliação dá pra fazer do que tem sido feito até agora? A gente teve retornos diferentes para programações diferentes. Atualmente, às terças e quintas há aulas ao vivo para o ensino médio, e às segundas, quartas e sextas temos aulas gravadas para educação infantil até o EJA. Mas a gente percebeu que as aulas das terças e quintas, com uma hora de aula para a primeira série, uma pra segunda e outra pra terceira, têm um retorno bom. Nas outras a gente recebeu a crítica de que é difícil, muitas vezes, para o pai saber quando será exatamente a aula para o filho dele. Muitas vezes o programa da criança do 6º ano são 15 minutos, muitas vezes perdidos na programação. Muitas vezes todos os anos iniciais ficam juntos numa mesma programação – o que confunde identificar se se trata de uma programação para o 5º ano, para o 2º ano. Por isso, absorvemos essas críticas e estamos promovendo a ampliação dos canais, a programação separada, para que todo muito saiba muito bem qual é o seu horário. E ainda tem o horário estendido. Quem vai ter muito menos tempo de televisão é a educação infantil – baseados na Sociedade Brasileira de Pediatria que recomenda às crianças dessa idade a exposição a até 1h por dia. Já o ensino médio terá 3h30 por dia. E o restante da carga horária é complementada pelas atividades – em plataformas ou impressas. [Olho texto=”Cada vez mais a gente vai se adaptar a esse tipo de ensino, vai conseguir fazer com que as aprendizagens sejam efetivas” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os testes e provas serão realizados de que forma? Isso ficará a cargo de cada professor, mas será discutido numa outra oportunidade – e em debate já antigo dentro da educação, os testes e provas. A gente sabe que, como estão hoje, não funcionam. Muitas vezes o aluno decora um certo conteúdo para um certo momento pontual e se tira 60%, 70% naquele conteúdo e aí se está aprovado, quando a gente sabe que o melhor na educação é uma avaliação processual, semana a semana, se possível aula a aula, para que o educador veja a evolução do estudante dentro daquele conteúdo. Para esse contexto mediado, a avaliação que se faz mais sentido é a processual. A gente vai fazer o treinamento dos professores e a gente espera que eles passem a usar cada vez mais esse tipo de avaliação porque ela faz mais sentido nesse contexto. Como serão assistidas as crianças da educação especial? Aqueles que já estão em turmas de inclusão podem voltar normalmente com suas turmas – a gente colocou, inclusive, acessibilidade do material impresso. E os estudantes dos centros terão um trabalho especial feito pela Subsecretaria de Educação Integral e Inclusão porque alguns deles talvez necessitem de atendimento presencial por algum tempo. Daí, provavelmente precisem ir até a escola, com todas as precauções necessárias. Os estudantes da educação especial são os que mais sentem falta da escola. Para muitos deles, o convívio social é muito importante. O ensino híbrido, com momentos presenciais e mediados pela tecnologia, é um caminho que se desponta para uma nova metodologia? Eu acho que cada vez mais a gente vai se adaptar a esse tipo de ensino, vai conseguir fazer com que as aprendizagens, mesmo que por meios tecnológicos, consigam ser efetivas. E, no cenário que tem sido desenvolvido, é possível que isso seja um caminho para os próximos meses ou talvez até para o próximo ano. Até porque, se de fato a gente ficar com essas idas e vindas de epidemia, se precisarmos termos momentos de reclusão, de isolamento social, talvez seja uma saída mesmo.
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Ensino mediado pela Internet veio para ficar
Nesta quarta-feira (29), o Google Sala de Aula completa a primeira semana do que promete ser um casamento duradouro na rede pública. A plataforma, embora não substitua as aulas presenciais, abriu possibilidades a professores e estudantes. Por isso, eles já planejam um futuro de convivência e harmonia entre as aulas presenciais e as alternativas oferecidas pelos recursos da plataforma. A iniciativa, que faz parte do programa Escola em Casa DF junto com a oferta de teleaulas, dá continuidade ao processo de aprendizagem durante a suspensão das aulas por força da pandemia da Covid-19. O professor de Física Rendisley Aristóteles dos Santos Paiva, do Centro de Ensino Médio 03 do Gama, tem certeza de que a plataforma continuará sendo usada após a pandemia, porque tem sido um grande recurso para a construção de aprendizagens. A plataforma foi liberada primeiramente para o Ensino Médio para permitir que os estudantes tenham continuidade nos conteúdos e possam se preparar para exames como vestibulares, Enem e PAS. Em breve, será disponibilizada também para os anos finais do Ensino Fundamental. Por meio da plataforma, os professores têm postado materiais, atividades e videoaulas para manter o aprendizado, além de interagir com os estudantes, podendo esclarecer dúvidas e monitorar o desenvolvimento de cada um. “Nós podemos desafiar os alunos, postando atividades em PDF ou no Google Formulário, como provas, trabalhos, sendo que a correção pode ser feita na hora e, assim, os alunos têm um feedback imediato”, comentou Paiva. “Podemos ainda postar links do YouTube com dicas de conteúdos que são ensinados em sala de aula, gravar as nossas próprias aulas e passar para os alunos”, diz. De acordo com ele, neste momento, o principal objetivo é não perder o contato com os alunos. “Mas na volta às aulas presenciais vamos utilizar esses recursos para plantão de dúvidas, montar lives on-line com professores falando sobre determinado tema interdisciplinar, possibilitando interação com os alunos e vamos montar cursos para preparação de olimpíadas de física, matemática, astronomia, entre outros.” O professor de Geografia Ricardo Augusto Sousa de Andrade já utiliza a plataforma desde 2008 para complementar o ensino presencial. Ele achou bem-vindo o uso amplo neste momento de quarentena. Andrade dá aula para o 3º ano do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho e é supervisor da EJA da Escola Classe 02 do Itapoã. “A manipulação da ferramenta é simples e prática. Antes da pandemia, já utilizava para complementar o processo de ensino e aprendizagem presencial. Agora, com o ensino a distância, como eu e os alunos já estamos ambientados, ficou mais fácil nos adaptarmos à nova realidade”, ressaltou. Mesmo já sabendo usar os recursos, Andrade optou por fazer o treinamento da Secretaria de Educação. Ele achou enriquecedor. O professor salientou que é importante a continuidade no processo de ensino e aprendizagem, mesmo que de forma virtual. O Enem e o PAS podem ser até adiados, mas certamente acontecerão e todos devem fazer o melhor possível para estarem preparados”, comentou. A professora de Língua Portuguesa Erika Poliana Flávia Pereira, que ministra aulas para o 1º e 2º ano do Centro de Ensino Médio 02 de São Sebastião, começou a utilizar o Google Sala de Aula no início do ano. Foto: Divulgação A professora de Língua Portuguesa Erika Poliana Flávia Pereira, que ministra aulas para o 1º e 2º ano do Centro de Ensino Médio 02 de São Sebastião, começou a utilizar o Google Sala de Aula no início deste ano. Fez o curso e aprofundou o conhecimento sobre os recursos disponíveis na plataforma. “Eu conheci o quanto essa ferramenta é completa e útil para o aprendizado dos alunos. Não sabia que havia tantos recursos assim no Google for Education. As funções são intuitivas, o que facilita o uso”, comentou. Com nove salas de aula online, Erika diz que os alunos estão fazendo as atividades, inclusive redações, mas que espera maior adesão. “Os que participam estão gostando da nova metodologia. O meu recado é para que os alunos que têm acesso à internet façam o e-mail institucional o quanto antes para entrarem nas turmas e participarem ativamente das salas de aulas. Nesse momento, eles têm tempo de sobra e devem aproveitar para aprender de uma forma diferente da tradicional”, avaliou. Os estudantes Os mais interessados na aprendizagem estão aprovando o uso do Google Sala de Aula como complemento dos estudos. A estudante Yngred Vitória Ganda da Silva, 17 anos, está no 3º ano do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho e afirma que é fácil usar a ferramenta e que está conseguindo aprender. “Mesmo de longe, conseguimos compreender, tiramos dúvidas, os professores têm nos acompanhado, e não têm deixado a matéria atrasar. Dá pra enviar tudo por lá, como textos, videoaulas, tirando a facilidade que é para usar a plataforma”, disse. “Para nós, do 3º ano, isso é muito importante, estudar, mesmo que por um site, pois temos o PAS e o Enem para fazer, então o Google Sala de Aula está sendo ideal”, concluiu. O estudante Vinicius Henrique da Silva Almeida, 17 anos, do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, 17 anos, também aprova o uso do Google Sala de Aula. “Me cadastrei na plataforma assim que disponibilizaram. Eu já usava antes, mas agora ficou com o layout um pouco diferente para os alunos e eu gostei disso. Eu consigo tirar dúvidas e fazer perguntas para os professores pela plataforma. Percebi que o estudo está bem voltado para quem vai fazer o vestibular e o Enem”, disse. A estudante do Cemi do Gama Bruna Rodrigues Alves Peres, 18 anos, está no 3º ano do ensino médio e utiliza o Google Sala de Aula com frequência. Foto: Divulgação A estudante do Cemi do Gama Bruna Rodrigues Alves Peres, 18 anos, está no 3º ano do ensino médio e utiliza o Google Sala de Aula com frequência. “Ajuda muito os professores e alunos durante essa quarentena. Gosto porque possibilita que os professores enviem vídeos explicando a sua matéria e permite criar turmas, então não fica bagunçado. Além disso, podemos ver as notas das nossas atividades, o que é bom porque conseguimos ver o andamento na matéria”, disse. “Eu uso porque deixa meus estudos organizados. Como não podemos sair de casa, é um dos meios que me ajudam a manter meus estudos em dia”, ressaltou. Bruna lembra que a ferramenta é gratuita, podendo ser usada tanto por escolas públicas quanto privadas. O aluno Diogo Carvalho Freire, 16 anos, também do 3º ano do Cemi, concorda e fala sobre a interatividade que a plataforma proporciona. “Acho fácil de usar, tanto para os alunos quanto para os professores. É uma possibilidade de os alunos terem aula por meio dela nessa quarentena, já que ela permite uma interação entre aluno e professor por meio de mensagens que podemos enviar a eles”, comentou. *Com informações da Secretaria de Educação
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Mais de 50% dos estudantes do ensino médio já acessaram o Google Sala de Aula
A participação nos dois primeiros dias de funcionamento do Google Sala de Aula foi bastante expressiva e superou as expectativas. Quase 45 mil estudantes, mais da metade dos alunos do Ensino Médio, acessaram a plataforma, disponibilizada para a rede pública de educação do Distrito Federal, por meio do programa Escola em Casa DF. Além disso, mais de 4 mil professores também já entraram no Google Sala de Aula da Secretaria de Educação (SEEDF). Ao todo, foram quase 50 mil acessos entre estudantes e docentes. Entre os estudantes, a regional de ensino que registrou o maior número de acessos foi Taguatinga, com 6.337. Em seguida vem Plano Piloto, com 5.504 e Gama, com o acesso de 4.790. A média de tempo que os jovens têm dedicado à plataforma até o momento é de 2h06. Confira abaixo todos os acessos por regional de ensino: Com a plataforma Google Sala de Aula, que faz parte do Programa Escola em Casa DF, os estudantes estão tendo acesso a conteúdos postados pelos professores de acordo com os componentes curriculares pelos quais eram responsáveis presencialmente. A plataforma permite também a interação com e professores e colegas. O Ensino Médio da rede pública conta com cerca de 80 mil estudantes e mais de 4 mil professores em 91 escolas. A plataforma Google Sala de Aula foi liberada primeiramente para o Ensino Médio para permitir que os estudantes tenham continuidade nos conteúdos e possam se preparar para exames como vestibulares, Enem e PAS. Em breve, ela será disponibilizada também para os anos finais do Ensino Fundamental. Além da plataforma, o programa Escola em Casa DF está transmitindo conteúdos pelas TVs Justiça, União e Gênesis, para todas as etapas e modalidades de ensino. A programação completa pode ser conferida no nosso site ou nas nossas redes sociais. * Com informações da Secretaria de Educação
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Secretaria responde ao vivo dúvidas sobre a plataforma Google Sala de Aula
Nesta quarta-feira (22), a partir das 19h, a Secretaria de Educação fará um programa online para esclarecer dúvidas da comunidade escolar sobre a nova plataforma Google Sala de Aula, que começa a ser utilizada pelos estudantes nesta semana. Esta é uma das providências da pasta para enfrentar o período de pandemia de Covid-19, com distanciamento social e, consequentemente, concepção de medidas de interação a distância. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O secretário de Educação do Distrito Federal, João Pedro Ferraz, e o assessor de Relações Institucionais da SEEDF, Gerson Vicente de Paula Júnior, estarão ao vivo, no Facebook e no Youtube, conversando com a jornalista Rossana Gasparini, com mediação do jornalista Danilo Queiroz, e com todos os internautas que quiserem participar com dúvidas e sugestões. A ideia é esclarecer sobre a utilização da plataforma Google Sala de Aula por alunos e professores, como podem ter acesso e como serão as aulas a partir desse momento. A Secretaria de Educação estimula a participação da comunidade escolar e convida a todos os estudantes da rede, bem como seus familiares, professores, diretores, coordenadores pedagógicos e coordenadores regionais de ensino. As redes sociais da SEEDF já estão abertas para que as perguntas sejam enviadas. Será o primeiro programa de uma série que a pasta pretende realizar para esclarecer a comunidade. * Com informações da Secretaria de Educação
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Abertas as inscrições da formação do Google Sala de Aula para professores do Ensino Médio
Os professores de Ensino Médio da rede pública interessados em participar da formação do Google Sala de Aula para uso das ferramentas e recursos dessa plataforma podem fazer a inscrição a partir desta quinta-feira (16/4). Quem se inscrever hoje, pode começar a formação já nesta sexta-feira (17/4) ou escolher outros dias e horários disponíveis. As inscrições vão permanecer abertas e há disponibilidade de diversas alternativas na grade horária. Para se inscrever, acesse a página da EAPE. A iniciativa faz parte do Programa Escola em Casa DF, que também inclui a transmissão de teleaulas e de vídeos educativos pelas TVs Justiça, União e Gênesis. Nesta fase inicial, o principal objetivo é manter o engajamento dos estudantes durante a suspensão das aulas por força da pandemia da covid-19. Durante a formação, realizada pelo Google e coordenada pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE), os professores poderão se familiarizar com os usos didáticos e pedagógicos de ferramentas e de recursos disponibilizados pela plataforma: Google Drive, Google Docs, Google Formulários, Google Sala de Aula e Meet. O Ensino Médio conta com 4 mil professores, que dão aulas para 80 mil estudantes em 91 escolas que atendem a esta etapa educacional. Muitos já conhecem a ferramenta. Inicialmente, a EAPE está criando atividades e fazendo curadoria daquelas que já estão prontas. A partir do momento em que os professores passarem a utilizá-la, eles serão os responsáveis por todo o planejamento de aula, inserção de conteúdos e realização de atividades, além de poderem interagir com os estudantes. A capacidade de armazenamento é ilimitada. O acesso a todos os professores também estará liberado nesta quinta-feira. Para os estudantes, a plataforma estará disponível a partir da próxima semana. Como o uso pelos professores é facultativo, haverá também salas temáticas em que todos os estudantes do Ensino Médio poderão encontrar materiais de estudos para todas as séries e componentes curriculares. A plataforma está disponível para qualquer navegador, como o Google Chrome, o Firefox, o Internet Explorer ou o Safari, além dos dispositivos móveis Android e iOS. A implantação foi feita pela equipe da Subsecretaria de Inovação e Tecnologias Pedagógicas e de Gestão (Sinova) da SEEDF. *Com informações da Secretaria de Educação
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