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HIV

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Preconceito contra pacientes com HIV ainda afasta pessoas de diagnóstico e cuidado

Mais da metade das pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV, sigla em inglês) no Brasil já enfrentou algum tipo de discriminação ao longo da vida. O estigma pode, muitas vezes, retardar o diagnóstico e o tratamento.  Diagnóstico precoce é crucial para evitar que a pessoa adoeça e transmita o vírus | Fotos: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde "Há alguns anos, o HIV adquiriu perfil de doença crônica, ou seja, não tem cura, mas tem tratamento eficaz e contínuo. A pessoa vivendo com o vírus e que realiza o cuidado de forma correta pode ter uma condição geral de saúde muito melhor do que alguém que não vive com HIV" Fabiana Borges, assistente social da Secretaria de Saúde Entre os 1.275 entrevistados para compor a segunda edição do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV de 2025, 22,8% disseram ter evitado realizar o teste por medo da reação de outras pessoas, enquanto 8,5% deixaram de procurar serviços de saúde após vivenciarem situações de discriminação.  "O preconceito é uma barreira para a adesão ao tratamento antirretroviral e para o acompanhamento no serviço de saúde. Pode romper laços familiares e afetivos, fragilizar a rede de apoio e prejudicar o acesso ao trabalho e ao emprego, apesar de existir legislação relacionada à questão", destaca a assistente social da Secretaria de Saúde (SES-DF) Fabiana Borges.  HIV e aids No Distrito Federal, os dados mais recentes do Boletim Epidemiológico da SES-DF apontam que foram registrados mais de 3,8 mil casos de HIV entre 2020 e 2024. Nesse período, a maior concentração ocorreu entre pessoas de 20 a 29 anos, faixa etária que representou 42,6% das notificações. Apesar de frequentemente associados, HIV e aids não são a mesma coisa. O HIV é um vírus que destrói as células de defesa T (CD4/CD8), tornando a pessoa vulnerável a doenças e infecções. Já na aids, a pessoa com HIV apresenta, por meio de exame laboratorial, uma contagem de células de defesa T (CD4/CD8) abaixo de 350 por milímetro cúbico de sangue. Somado a isso, o indivíduo passa a ter um conjunto de sintomas ou enfermidades.  Isso significa que a pessoa portadora do HIV, quando diagnosticada cedo e acompanhada adequadamente, não vai, necessariamente, desenvolver a aids, e pode ter uma vida de qualidade. “Há alguns anos, o HIV adquiriu perfil de doença crônica, ou seja, não tem cura, mas tem tratamento eficaz e contínuo. A pessoa vivendo com o vírus e que realiza o cuidado de forma correta pode ter uma condição geral de saúde muito melhor do que alguém que não vive com HIV”, reforça Borges.  Preconceito continua sendo um dos principais desafios no enfrentamento à infecção, uma vez que o estigma gera vergonha e medo em torno do vírus Mitos e públicos Embora os avanços científicos tenham transformado o tratamento do HIV, ainda persistem mitos e informações equivocadas sobre a infecção. O desconhecimento contribui para situações de discriminação em ambientes familiares, sociais e até mesmo nos serviços de saúde. “Ainda existem mentiras reproduzidas há mais de 50 anos. Uma delas é que o vírus só infecta pessoas de determinados grupos populacionais, quando na verdade pode atingir qualquer pessoa, a depender da situação de risco vivenciada”, enfatiza a assistente social.  Ainda de acordo com o boletim da SES-DF, apesar de os casos de HIV e aids serem predominantes entre a população masculina do DF, observou-se que as mulheres são as mais afetadas pelo adoecimento e óbitos por aids. O dado sugere, segundo o documento, a hipótese de diagnóstico mais tardio entre o público feminino, agravando o quadro.   Na rede pública, é possível ter acesso gratuito a preservativos internos e externos, além de testagem rápida, por meio das unidades básicas de saúde (UBSs) Prevenção [LEIA_TAMBEM]A rede pública do DF oferece gratuitamente diferentes estratégias de prevenção e cuidado. Nas unidades básicas de saúde (UBSs), a população tem acesso a preservativos internos e externos, testes rápidos para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de acompanhamento especializado quando necessário. Também estão disponíveis a profilaxia pré-exposição (PrEP), indicada para pessoas com maior risco de exposição ao vírus, e a profilaxia pós-exposição (PEP), utilizada em situações de possível contato com o HIV, como casos de violência sexual ou acidentes ocupacionais. A orientação é que qualquer pessoa sexualmente ativa realize testagens periódicas. O diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente o tratamento, proteger a saúde e interromper a cadeia de transmissão do vírus. “Ter medo do desconhecido é normal. A melhor forma de se livrar do medo é saber o que acontece no seu corpo e ter acesso à informação de qualidade e cientificamente comprovada. É importante fazer o teste, saber do diagnóstico e ter a certeza de que o tratamento é muito eficiente, gratuito, com poucos comprimidos ao dia e com direito garantido em lei ao sigilo do diagnóstico”, detalha Borges.   *Com informações da SES-DF  

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Uso de profilaxia contra o HIV mais que triplicou no DF desde 2023 e ultrapassa meta nacional

A cobertura da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) no Distrito Federal mais que triplicou nos últimos três anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que a taxa de uso passou de 3,39 em 2023 para 10,26 em fevereiro deste ano, mostrando a efetividade do trabalho contínuo do GDF para expandir o acesso à medicação. Atualmente, o tratamento preventivo é distribuído em mais de 20 equipamentos de saúde em diversas regiões administrativas, de modo gratuito, confidencial e seguro. O Ministério da Saúde utiliza o indicador de razão PrEP para avaliar a cobertura da medicação, que mostra quantas pessoas estão em uso para cada nova pessoa com HIV vinculada ao tratamento. Segundo o ministério, para que haja implementação dessa estratégia, a região deverá ter, no mínimo, uma razão de 3,0 — ou seja, três pessoas em PrEP para cada caso novo de HIV.  O DF começou a implementação da PrEP em 2018, com oferta exclusiva do tratamento por meio do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin). Em 2023, o combate foi descentralizado com a oferta da medicação por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), que é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seguida, outro avanço: a qualificação de enfermeiros e farmacêuticos da APS para que pudessem prescrever o tratamento — função que até então era restrita aos médicos. Camila Damasceno, referência técnica distrital (RTD) e Medicina de Família e Comunidade, explica que o modelo adotado no DF já é reconhecido nacionalmente. “Hoje o Ministério da Saúde usa o Distrito Federal como exemplo de expansão da PrEP, tanto pela ampliação da atenção primária quanto pela inclusão de outras categorias profissionais”, ressalta. Em 2025, a estratégia de prevenção também passou a ser ofertada diretamente no sistema prisional do DF. A estratégia também acompanha uma mudança de entendimento sobre o público-alvo. “Antes, era voltada para populações específicas. Hoje, a PrEP é para quem deseja se proteger e não tem contraindicação. Ela faz parte da prevenção combinada, junto com preservativo, testagem regular e vacinação contra infecções sexualmente transmissíveis, além da PEP [profilaxia pós-exposição], que é indicado para quando há suspeita da exposição ao vírus”, esclarece. Atualmente, o tratamento preventivo está disponível em mais de 20 equipamentos de saúde em diversas regiões administrativas, de modo gratuito, confidencial e seguro | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Damasceno salienta que a expectativa é que a ampliação do acesso contribua para a redução de novos casos de HIV, a exemplo do que já ocorreu em outros estados. “São Paulo conseguiu reduzir em cerca de 45% os casos novos de HIV em menos de dez anos, e a gente sabe que a PrEP é uma das principais estratégias para isso”, afirma. Quando usada corretamente, a profilaxia pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção. O tratamento consiste na ingestão de comprimidos, permitindo que o organismo esteja preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. “É uma medicação simples, de uso diário ou sob demanda, com poucos exames e um perfil de efeitos colaterais muito seguro”, reforça ela. Atualmente, a medicação está disponível em 26 equipamentos do DF: 20 unidades básicas de saúde (UBSs) — Sobradinho, Planaltina, Paranoá, São Sebastião, Gama, Santa Maria, Cruzeiro Novo, Lago Sul, Asa Norte, Asa Sul, Águas Claras, Recanto das Emas, Candangolândia, Estrutural, Guará, Brazlândia e Ceilândia —, policlínicas de Planaltina, de Ceilândia, de Taguatinga e do Gama; Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) — sendo este com exclusividade para pacientes do próprio espaço. Perfil De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), desde o início da distribuição no DF até fevereiro deste ano, 7.646 pessoas iniciaram a profilaxia. Deste total, 5.654 tiveram dispensa de medicamentos nos últimos 12 meses e 1.522 estão descontinuadas (não retiram a mais de 12 meses). Dados extraídos do portal do Ministério da Saúde mostram que 68% dos casos são originários de serviços públicos e 32% de serviços privados. O público analisado é formado por gays e homens que fazem sexo com homens (89,6%), homens heterossexuais (3,6%), mulheres cis (3,4%), mulheres trans (2,3%), homens trans (0,6%), pessoas não binárias (0,4%) e travestis (0,2%). A faixa etária com maior registro de acesso ao medicamento é de 30 a 39 anos (45,8%), seguida por 40 a 49 anos (22%), 25 a 29 anos (18,1%), 50 anos ou mais (7,8%); 18 a 24 anos (18,1%) e menores de 18 anos (0,1%). Além disso, 50% dos pacientes se definiram como brancos, 36% como pardos e 13% como pretos. Em relação à escolaridade, a ampla maioria respondeu que soma 12 anos ou mais de estudos. Público-alvo A profilaxia contra o HIV é disponibilizada a qualquer pessoa interessada, incluindo adolescentes, a partir de 15 anos, pesando 35 kg ou mais, sem necessidade de autorização dos pais. A dispensa dos medicamentos ocorre após consultas e exames para avaliar a situação da saúde do indivíduo. O HIV é transmitido principalmente por meio dos fluidos corporais específicos durante relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação (se não houver assistência oportuna). Veja abaixo onde a PrEP está disponível no DF. → UBS 1 Sobradinho → UBS 5 Planaltina → Policlínica de Planaltina → UBS 3 Paranoá → UBS 9 São Sebastião → UBS 3 Gama → Policlínica do Gama → UBS 2 Santa Maria → UBS 1 Cruzeiro Novo → UBS 1 Lago Sul → Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB) → UBS 1 Asa Norte → Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) → UBS 1 Asa Sul → UBS 1 Águas Claras → UBS 4 Recanto das Emas → Policlínica de Taguatinga → UBS 1 Candangolândia → UBS 1 Estrutural → UBS 1 Guará → UBS 2 Guará → UBS 3 Ceilândia → UBS 7 Ceilândia → UBS 16 Ceilândia (Sol Nascente) → Policlínica de Ceilândia II → UBS 1 Brazlândia.

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Transmissão de mãe para filho: DF ganha certificado por boas práticas contra HIV e sífilis

O Distrito Federal foi oficialmente certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) por eliminar a transmissão vertical da sífilis e do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Os selos reconhecem boas práticas no combate a essas infecções quando transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o aleitamento. O reconhecimento, recebido neste mês, concedeu ao DF o Selo Prata pela eliminação da transmissão do HIV e o Selo Bronze pela eliminação da sífilis. “Essa certificação legitima um esforço coletivo da Secretaria de Saúde [SES-DF], que envolve desde a busca ativa até o suporte especializado nas maternidades”, afirma a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da pasta, Beatriz Maciel. Segundo a gestora, os selos demonstram que a capital consolidou um fluxo de cuidado robusto, garantindo diagnóstico precoce e tratamento ininterrupto. “Nosso foco, agora, é avançar ainda mais nos indicadores para assegurar que nenhuma criança nasça com infecções que podem ser evitadas com um pré-natal de qualidade. Esta é a ferramenta mais poderosa para garantir mães e bebês saudáveis, livres do HIV e da sífilis, por exemplo”, destaca Maciel. Selos indicam fluxo de cuidado robusto no DF, garantindo que o diagnóstico chegue cedo e o tratamento seja ininterrupto | Foto: Laudemiro Bezerra/Ministério da Saúde Critérios de excelência Para receber os selos, o sistema de saúde deve comprovar taxa de transmissão vertical do HIV inferior a 2% e incidência em crianças menor que 0,5 caso por mil nascidos vivos. Além disso, é necessário alcançar mais de 95% de cobertura de exames de pré-natal e de oferta de tratamento antirretroviral. Quatro décadas após o primeiro registro nacional da aids, o Brasil alcança um marco histórico em sua trajetória, conforme indica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha: “Somos o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV. Os avanços que celebramos refletem uma construção coletiva, nacional e global, que consolidou o acesso gratuito à terapia antirretroviral e às estratégias modernas de prevenção”, avalia. [LEIA_TAMBEM]Conjuntura nacional O processo de certificação brasileiro teve início em junho de 2025, com a apresentação de relatórios técnicos à Opas/OMS. Os dados nacionais mostram um cenário otimista: entre 2023 e 2024, houve queda de 13% nos óbitos por aids no país, atingindo o menor patamar em três décadas. No DF, esse avanço se reflete na ampliação do acesso a ferramentas como as profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao HIV, além da distribuição de testes rápidos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Mais de 40% dos casos de HIV no DF são de pessoas entre 20 e 29 anos

O último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF), divulgado neste mês, indica que 42,6% dos casos de vírus da imunodeficiência humana (HIV), registrados entre 2020 e 2024 no Distrito Federal, foram detectados em pessoas de 20 a 29 anos. No caso da aids, as maiores proporções mantiveram-se nessa faixa etária, com 30% das ocorrências. Considerando todas as faixas etárias, o mesmo período aponta mais de 3,8 mil casos do vírus e 1,1 mil de aids. Referente aos anos analisados, o documento demonstra, contudo, uma estabilidade nas ocorrências de HIV. Em relação à aids, foi verificada uma tendência de redução do coeficiente de detecção por 100 mil habitantes — de 8,5 em 2020 para 5,3 em 2024. Entre janeiro e novembro deste ano, foram mais de 700 casos de HIV e 130 de aids. O indivíduo portador do HIV, quando diagnosticado cedo e acompanhado adequadamente, não irá, necessariamente, desenvolver a aids | Foto: Agência Saúde HIV x aids A gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Tuberculose da SES-DF, Beatriz Maciel, explica que entre a aids e o HIV há diferenças fundamentais: “O HIV é um vírus que destrói as células de defesa T (CD4/CD8), tornando a pessoa vulnerável a doenças e infecções. Nesses casos, o diagnóstico é feito somente por testes específicos.” A infecção ocorre pelo contato com as secreções sexuais ou com o  sangue de uma pessoa contaminada. É possível, ainda, que a mãe portadora do HIV transmita o vírus para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.  "Na aids, a pessoa com HIV apresenta, por meio de exame laboratorial, apresenta uma contagem de células de defesa T (CD4/CD8) abaixo de 350 por milímetro cúbico de sangue. Somado a isso, o indivíduo passa a ter um conjunto de sintomas ou enfermidades", esclarece a gestora.  Este mês é dedicado à campanha Dezembro Vermelho, de prevenção a aids, HIV e outras ISTs | Foto:  Sandro Araújo/Agência Saúde Isso significa que o indivíduo portador do HIV, quando diagnosticado cedo e acompanhado adequadamente, não irá, necessariamente, desenvolver a aids, podendo levar uma vida de qualidade. “Com o uso regular da terapia antirretroviral, é possível reduzir a carga viral até que ela se torne indetectável. Quando isso ocorre, a pessoa não adoece, não evolui para aids e, sobretudo, não transmite o vírus”, detalha Maciel. Dezembro Vermelho Apesar da evolução medicamentosa, a gestora reforça que ainda há muito a ser feito para combater o preconceito, principalmente neste Dezembro Vermelho, mês de luta contra a aids, HIV e outras ISTs. “É importante enfrentar o estigma e as desigualdades sociais que, até hoje, dificultam o acesso ao diagnóstico, especialmente entre populações mais vulneráveis.” “Precisamos reforçar a informação de qualidade, quebrar barreiras e garantir que todas as pessoas tenham o cuidado que precisam, no tempo que precisam”, completa Maciel. [LEIA_TAMBEM] Outro desafio demonstrado no boletim da SES-DF é a detecção precoce do vírus. Embora os casos de HIV e aids ainda sejam predominantes entre a população masculina do DF, observou-se que as mulheres são as mais afetadas pelo adoecimento e óbitos por aids. O dado sugere, segundo o documento, a hipótese de diagnóstico mais tardio entre o público feminino, agravando o quadro.  Prevenção Na rede pública, é possível ter acesso gratuito a preservativos internos e externos, além de testagem rápida, por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS). Em casos de violência sexual ou de acidentes ocupacionais, recomenda-se a Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP), na qual a pessoa recebe medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco da infecção - também encontrada nas UBSs. Entre as estratégias de prevenção está, ainda, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV. Nela, o indivíduo soronegativo faz uso diário de medicamentos antirretrovirais (ARV).  Nos horários em que as UBSs estiverem fechadas, o medicamento pode ser encontrado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos prontos-socorros dos hospitais públicos. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Luta contra o HIV: nesta segunda (1º), SCS oferece testagem rápida

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) promove, nesta segunda-feira (1º), uma mobilização especial para o Dia Mundial de Luta contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, sigla em inglês). A ação ocorrerá no Setor Comercial Sul, das 9h às 15h, com ponto de apoio nas dependências do coletivo Distrito Drag (Quadra 2, Edifício Jamel Cecílio).  “É uma oportunidade de combater o estigma e o preconceito, que ainda afastam muitas pessoas de testes e tratamentos" Jaqueline Marques, responsável pelo Núcleo de Testagem e Aconselhamento Responsável pelo Núcleo de Testagem e Aconselhamento da SES-DF, Jaqueline Marques destaca a importância da data para a saúde pública: “É uma oportunidade de combater o estigma e o preconceito, que ainda afastam muitas pessoas de testes e tratamentos. Ao promover informação de qualidade, ampliamos as chances de aproximação do indivíduo a esses procedimentos."  Ação de saúde Para esta segunda-feira, a secretaria mobilizou profissionais, gestores e população, a fim de fortalecer o trabalho intersetorial focado nos avanços científicos e sociais já alcançados. “Buscamos reafirmar que o enfrentamento do HIV/aids é um compromisso contínuo”, enfatiza Menezes.  A iniciativa irá contar com a parceria de diversas instituições da sociedade civil e do meio acadêmico | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde [LEIA_TAMBEM]A iniciativa irá contar com a parceria de diversas instituições da sociedade civil e do meio acadêmico, incluindo as organizações não governamentais Amigos da Vida, GPS Foundation, Instituto Ipês e coletivo Distrito Drag, além da Liga Acadêmica de Imunologia Clínica do Iesb e da Unidade de Testagem, Aconselhamento e Imunização (Utai) da SES-DF.  Serviços ofertados: Testagem rápida para HIV; Aconselhamento pré e pós-teste; Distribuição de insumos de prevenção (preservativos, géis lubrificantes, autotestes e material informativo); Orientações sobre prevenção combinada; Registro e monitoramento do fluxo de atendimento; Divulgação dos serviços da rede pública de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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HTLV: conheça essa infecção sexualmente transmissível

O nome pode não ser muito popular: Human T-cell Lymphotropic Vírus. Mas o vírus HTLV, da mesma família do bem mais conhecido HIV, faz parte do trabalho diário da Secretaria de Saúde (SES-DF) para proteger a população do Distrito Federal. Hoje, 10 de novembro, Dia Mundial do HTLV, ganham destaque as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento. No Distrito Federal, já existe até lei para proteger bebês desse vírus.  Gestantes que estiverem contaminadas podem transmitir posteriormente o vírus ao bebê, durante a amamentação | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde-DF  O HTLV tem semelhanças com o HIV, vírus causador da Aids, também sendo uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que afeta o sistema imunológico. No caso das gestantes, a preocupação é maior: uma mãe pode contaminar um bebê por meio da amamentação. Por este motivo, em 2024, a Lei nº 7.619 determinou a inclusão do teste de detecção do vírus na lista de exames obrigatórios no pré-natal das gestantes do Distrito Federal. Antes mesmo da lei, a SES-DF já intensificava a prevenção. Entre 2017 e 2024, foram aplicados mais de 180 mil exames de triagem para HTLV em gestantes, ainda no primeiro trimestre. As que tiveram resultados positivos passaram por novas testagens para confirmar o diagnóstico. Mediante resultado positivo, além de iniciar o acompanhamento, a mulher não pode amamentar o bebê, tal como ocorre com as portadoras do HIV. Entre 2013 e 2023, foram diagnosticadas 260 gestantes com infecção pelo HTLV no DF. São cerca de 0,7 casos para cada grupo de mil gestantes.  De acordo com a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel Luz, estima-se que existam cerca de 2 mil pessoas vivendo com HTLV no DF. “É uma infecção silenciosa e negligenciada, com baixa visibilidade social e poucas campanhas de comunicação”, enfatiza. “Além disso, ainda não existe tratamento curativo nem vacina disponível, e os casos muitas vezes permanecem subdiagnosticados. Por isso, o tema acaba sendo menos abordado em comparação a outras ISTs”.  Notificações [LEIA_TAMBEM]A vigilância epidemiológica da SES-DF trabalha para identificar pacientes. Todo caso positivo é de notificação compulsória, e o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) participa do monitoramento. A SES-DF também firmou parcerias com instituições como Ministério da Saúde, Fiocruz e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), tanto para ações de vigilância epidemiológica quanto educativas.  Desde 2023, a SES-DF promove oficinas de capacitação para profissionais de saúde, abordando diagnóstico, vigilância, aconselhamento e manejo clínico das pessoas com HTLV. A pasta também trabalha para criar uma linha de cuidados específicos para os pacientes. A porta de entrada para o acompanhamento e testagem de HTLV em gestantes é a unidade básica de saúde (UBS). *Com informações da Secretaria de Saúde    

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DF reforça combate à transmissão da sífilis de mãe para filho

O Distrito Federal está perto de atingir um marco importante na saúde pública: a eliminação da transmissão vertical da sífilis, quando a doença é passada da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto. Em 2024, a taxa de incidência de sífilis congênita foi de nove casos por mil nascidos vivos, abaixo da média nacional de 9,6. Em relação ao ano anterior, houve queda de 13,5%, uma das maiores reduções do país. O resultado reflete ações de testagem precoce no pré-natal, tratamento adequado de gestantes e parceiros e integração entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde. Este ano, Brasília está entre as capitais com taxas mais baixas de detecção de sífilis adquirida, com 119,1 casos por 100 mil habitantes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O Brasil adaptou o modelo internacional para certificar estados e municípios com mais de 100 mil habitantes A taxa de detecção de sífilis em gestantes ficou em 34,6 por mil nascidos vivos, também inferior à média nacional, que foi de 35,4. Esses indicadores mostram que o DF tem conseguido interromper a cadeia de transmissão da doença por meio de diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.  Neste ano, Brasília está entre as capitais com taxas de detecção de sífilis adquirida mais baixas que a média nacional, com 119,1 casos por 100 mil habitantes. Também aparecem nesse grupo Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belém (PA) e Teresina (PI). A transmissão vertical ocorre principalmente por via transplacentária, podendo acontecer também no parto, por contato direto com lesões. A falta de tratamento adequado durante a gestação pode causar aborto, natimorto, parto prematuro, morte neonatal e sequelas congênitas. O processo de certificação da eliminação da transmissão vertical faz parte de uma iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O Brasil adaptou o modelo internacional para certificar estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, abrangendo também HIV, hepatite B, doença de Chagas e, futuramente, HTLV. Controle do HIV [LEIA_TAMBEM]O Distrito Federal já está entre os estados certificados pela eliminação da transmissão vertical do HIV. No país, 151 municípios e sete estados receberam algum tipo de certificação ou selo. No total, são 228 certificações municipais vigentes, sendo 139 relacionadas ao HIV. “Nos últimos anos, conseguimos manter a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Opas, que é manter em zero o número de crianças infectadas. As crianças nascem expostas”, afirma Daniela Magalhães, referência técnica distrital em vigilância da sífilis no DF.  “A transmissão só acontece quando a gestante não realiza o tratamento ou quando há amamentação em casos ativos. A redução é fruto de um trabalho intenso de qualificação do pré-natal, ampliação da testagem rápida e tratamento oportuno.” O Brasil registrou em 2023 a menor taxa de mortalidade por aids desde 2013, com 3,9 óbitos por 100 mil habitantes. A cobertura de pré-natal também atingiu níveis recordes: mais de 95% das gestantes fizeram ao menos uma consulta e foram testadas para HIV, enquanto aquelas que vivem com o vírus tiveram acesso ao início imediato do tratamento. *Com informações da Secretaria de Saúde          

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DF terá grupo pioneiro para criar protocolo de prevenção ao HIV no sistema prisional

As unidades básicas de saúde (UBSs) que atuam no sistema prisional do Distrito Federal vão contar, agora, com um grupo de trabalho interinstitucional (GTI) para desenvolver o protocolo de fluxo da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. A iniciativa pioneira no Brasil, oficializada pela Portaria Conjunta nº 23/2025, foi lançada nesta segunda-feira (11), em Brasília, com assinatura simbólica do documento.  Com 90 dias de duração, o GTI ficará responsável por elaborar um cronograma de ações, capacitar equipes e definir indicadores para o monitoramento do protocolo. Também está prevista a realização de um seminário com oficinas para a construção coletiva dos fluxos e procedimentos, envolvendo equipes de saúde e segurança do sistema prisional. “Nosso objetivo é fortalecer a prevenção e a promoção da saúde às pessoas privadas de liberdade. A SES-DF, ao assinar essa portaria conjunta, dará um passo essencial para ampliar esse cuidado e alcançar resultados significativos”, aponta o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O Grupo de Trabalho Interinstitucional foi lançado em Brasília, com assinatura simbólica do documento entre a SES-DF e os demais parceiros | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O grupo possui representantes das secretarias de Saúde (SES-DF) e de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasi; e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).  “A qualidade e a frequência dos atendimentos prestados, somadas a essa nova parceria, fortalecem a luta contra o HIV e promovem mais saúde para essa população" Wenderson Teles, secretário de Administração Penitenciária A consultora nacional de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) com foco no HIV e na Aids da Opas, Aranaí Guarabyra, afirma que a meta é expandir a prevenção e o tratamento a populações mais vulneráveis. “O Brasil e o mundo buscam eliminar a aids como um problema de saúde pública. O DF tem avançado com passos firmes para atingir esse objetivo", avalia. Prevenção combinada A PrEP faz parte das estratégias de prevenção combinada do HIV. Quando utilizada de forma consistente e acompanhada por profissionais de saúde, pode reduzir o risco de infecção em até 99% entre pessoas que tiveram relações sexuais sem preservativo e cerca de 74% entre pessoas que usaram drogas injetáveis.  Dentro do conjunto de ferramentas da prevenção combinada, inserem-se também testagem para o HIV, profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP), uso regular de preservativos, diagnóstico oportuno, tratamento adequado de ISTs e imunização, entre outras. Diretora e representante do Unaids Brasil, Andrea Boccardi Vidarte, participou da reunião, ao lado dos secretários de Administração Penitenciária, Wenderson Teles, e Saúde, Juracy Lacerda Sistema prisional A população privada de liberdade é considerada uma das mais vulneráveis à epidemia de HIV/aids, devido a barreiras de acesso, estigma e discriminação. No Complexo Penitenciário da Papuda, por exemplo, 202 pessoas vivendo com HIV estão em tratamento com antirretrovirais e 32 já utilizam a PrEP, de acordo com dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom). “Essa união de esforços permitirá um aprimoramento na assistência dentro das unidades prisionais. A qualidade e a frequência dos atendimentos prestados, somadas a essa nova parceria, fortalecem a luta contra o HIV e promovem mais saúde para essa população”, destaca o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles. A diretora e representante do Unaids Brasil, Andrea Boccardi Vidarte, reforça a capacidade de o projeto se tornar um exemplo para instituições de outras localidades: “Essa iniciativa tem o potencial de inspirar outros estados a considerarem as realidades de populações específicas e, assim, planejarem e executarem políticas públicas eficientes contra o HIV. Esperamos que a experiência do DF seja um modelo". *Com informações da Secretaria de Saúde

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