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Hmib (Hospital Materno-Infantil de Brasília

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Governadora anuncia ampla reforma estrutural no centro obstétrico do Hmib

O Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) se prepara para receber uma grande reforma em seu centro obstétrico. O valor da obra é estimado em R$ 8.688.473,07. A previsão é que o edital de licitação seja publicado ainda neste mês. A modernização do espaço visa aperfeiçoar o atendimento prestado na unidade de saúde, corrigindo problemas estruturais e adequando os ambientes para acolher pacientes e equipes médicas com mais segurança e conforto. A intervenção no centro obstétrico vai abranger serviços de reabilitação estrutural, correção de patologias prediais, adequações nas instalações e a modernização completa dos ambientes | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília [LEIA_TAMBEM] A governadora Celina Leão destaca o compromisso da gestão com a continuidade das benfeitorias na rede pública de saúde. "Nós conseguimos o recurso da Fonte 100, para reformar agora o centro obstétrico do Hmib. Eu não vou conseguir inaugurar tudo devido ao período eleitoral, mas vou poder fiscalizar, visitar e continuarei dando ordem de serviço do meu gabinete. O nosso trabalho não vai parar. A gente faz as coisas porque as pessoas precisam", afirma. "Nós conseguimos o recurso da Fonte 100, para reformar agora o centro obstétrico do Hmib. Eu não vou conseguir inaugurar tudo devido ao período eleitoral, mas vou poder fiscalizar, visitar e continuarei dando ordem de serviço do meu gabinete. O nosso trabalho não vai parar. A gente faz as coisas porque as pessoas precisam" Governadora Celina Leão A intervenção no centro obstétrico vai abranger serviços de reabilitação estrutural, correção de patologias prediais, adequações nas instalações e a modernização completa dos ambientes. Após a execução, a área vai passar por testes e validações técnicas e sanitárias para que ocorra a liberação gradual ou total para a retomada dos atendimentos assistenciais. Próximas etapas e cronograma Com a publicação do edital, a Secretaria de Saúde (SES-DF) encerra a fase preparatória e inicia a etapa externa do certame. Este passo viabiliza a seleção da empresa responsável pela execução dos serviços de engenharia e a posterior assinatura do contrato. O cronograma da pasta prevê que o recebimento de propostas, esclarecimentos e análises técnicas ocorra entre julho e agosto. A expectativa é que a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço sejam ainda neste ano.

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Problema de infiltração está resolvido no Hmib

Uma comitiva do Governo do Distrito Federal (GDF) esteve no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), nesta segunda-feira (4), para solucionar uma infiltração no telhado em uma das alas da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). O local foi interditado por precaução e será liberado nesta terça-feira (5) após a impermeabilização do telhado. A infiltração provocou o bloqueio de cinco leitos de UTI neonatal, mas todos os pacientes foram transferidos para outra área do hospital sem que os serviços fossem prejudicados | Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília A infiltração provocou o bloqueio de cinco leitos de UTI neonatal, mas todos os pacientes foram transferidos para outra área do hospital sem que os serviços fossem prejudicados. O encaminhamento para a solução do problema foi dado pelo governador em exercício do DF, Paco Britto, na companhia do secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto; e do diretor-administrativo da Companhia Urbanizadora da Capital (Novacap), Elzo Bertoldo. Eles estiveram no hospital e ouviram os profissionais da unidade. “Foi constatado um problema estrutural. Na última reforma, as telhas que deveriam ter sido colocadas sobrepostas foram apenas encaixadas. Isso ocasionou a infiltração”, explica Paco Britto. “Se o tempo permitir e não chover muito, nós entregaremos a UTI Neonatal pronta nesta terça”, acrescenta. Atualmente, o Hmib dispõe de 40 leitos, sendo 25 de UTI neonatal, destinados a recém-nascidos que demandam cuidados especiais. Há casos em que os bebês ficam sob os cuidados dos profissionais de saúde por até quatro meses. A infiltração afetou apenas dois leitos (1 e 5), mas, por precaução, a direção do hospital interditou também os leitos 2, 3 e 4. “Os bebês foram realocados para outros espaços e continuam recebendo todo o tratamento necessário, sem prejuízo algum. Nada mudou na assistência”, explica a diretora-administrativa da unidade, Gláucia Silveira. A impermeabilização do telhado será feita pela Novacap. Além desta reforma, a Secretaria de Saúde vai lançar uma licitação nos próximos 30 dias para corrigir o problema de forma definitiva. Nesta obra estão previstas a sobreposição das telhas, o conserto dos vazamentos, a realocação dos pontos de fixação de para-raios, entre outros. “Os leitos neonatais são muito importantes porque o Hmib é o nosso principal hospital em relação ao atendimento de pacientes neonatais em UTI. Ele atende pacientes não só do Distrito Federal, mas também de Goiás, da Bahia e do Mato Grosso”, explica Osnei Okumoto.  

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Hmib faz cirurgia rara em bebê de seis semanas de vida

A equipe que operou a bebê: um caso a cada 300 mil nascimentos. | Foto: Johnny Braga/Agência Saúde Um fenômeno embrionário extremamente raro levou uma menina de seis semanas de idade ao Centro Cirúrgico do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Chamado cientificamente de fetus in fetu (FIF), o problema ocorre em um a cada 500 mil nascimentos. A condição pode acontecer em gravidez de gêmeos e se dá da seguinte forma: um dos fetos engloba o outro para sobreviver e passa a se alimentar do sangue e da energia do par como um parasita, porém não possui órgãos essenciais desenvolvidos para evoluir – o que o impede de sobreviver fora do organismo hospedeiro. Sem saber que estava grávida de gêmeos, Micaela Alves da Silva, 25 anos, teve um parto tranquilo e deu à luz Evelyn. Poucas semanas depois, percebeu que a filha chorava bastante, vomitava um líquido verde e estava com semiobstrução intestinal. Ela levou a bebê para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde fez uma radiografia e uma tomografia de abdômen. Ao receber o diagnóstico, veio o susto com a informação sobre o ocorrido. “Foi um choque, nunca tinha visto isso na minha vida”, relata a mãe. A cirurgia Os sintomas, nesses casos, são principalmente inchaço e dor no local. Inicialmente, os exames demonstraram a possibilidade de um tumor, mas com as características de ossificação dentro da massa, foi levantada a possibilidade diagnóstica de FIF. Por se tratar de um caso complexo, a equipe do HRSM encaminhou a criança para o Hmib, que é o hospital referência em cirurgia pediátrica. Chegando lá, a sala de cirurgia foi preparada e a bebê operada. Uma equipe formada por quatro cirurgiões, um anestesista, enfermeiros e técnicos de enfermagem, fez a retirada do feto parasita. O procedimento durou cerca de duas horas e transcorreu com tranquilidade. Evelyn já está em casa. De acordo com o cirurgião pediátrico Acimar Cunha Júnior, Referência Técnica Assistencial da Unidade de Clínicas Cirúrgicas Pediátricas do Hmib,  em casos assim, o gêmeo parasita não tem um corpo humano definido. No caso da bebê operada, o feto se encontrava próximo ao intestino delgado,  e foi retirado e analisado pela área de patologia da unidade, que identificou o baço bem definido, fígado e articulações. “É um caso raro. Tivemos apenas três casos assim no Distrito Federal”, relata Acimar. O médico explica que, no mundo, há conhecimento de pouco mais de cem episódios publicados na literatura médica. Os dois outros casos relatados no DF foram diagnosticados no próprio Hmib e no Hospital Universitário de Brasília. Os primeiros casos descritos de fetus in fetu, no mundo, ocorreram em adolescentes. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Hmib faz inserção de 225 dispositivos intrauterinos na manhã deste sábado (22)

Foto: Divulgação / SES-DF Metade das mulheres avaliadas por médicos do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) na segunda-feira (17) inseriram o Dispositivo Intrauterino (DIU) tipo T Cobre, não hormonal, neste sábado (22). Das cerca de 450 pacientes assistidas, 225 saíram da unidade médica com o contraceptivo. A previsão é que as outras sejam recebidas em uma semana. As demais serão redirecionadas na rede de saúde.  Na segunda-feira, aproximadamente 1,1 mil  interessadas no equipamento compareceram à unidade médica. Naquele dia, elas passaram por processo de acolhimento e avaliação, além de palestras. Parte delas passou pela avaliação dos médicos e residentes de Medicina e já saíram com as datas de inserção do DIU agendadas. As demais, cerca de 650 triadas, serão remanejadas para a Atenção Básica das regiões a que pertencem e, em parceria com o Hmib, terão o dispositivo inserido. “Uma equipe de mais de 20 profissionais se disponibilizou para estar aqui,  atendendo às pacientes que vieram em razão do nosso chamado e entenderam a importância do planejamento reprodutivo”, valorizou  a ginecologista e obstetra do Hmib, Andréia Regina Araújo. “Só tivemos como realizar tantos atendimentos de uma só vez por conta do comprometimento dos nossos médicos, residentes, enfermeiros, técnicos, seguranças, pessoal da limpeza”, defendeu.  As mulheres precisaram trazer um teste negativo de gravidez, solicitado a todas elas, no momento do acolhimento, e também ler e assinar um termo de consentimento para colocar o DIU que esclarece todas as questões sobre o uso do dispositivo, inclusive informa que ele não previne as doenças sexualmente transmissíveis. Para Helena Alves de Sousa, 24 anos, essa ação foi fundamental para que ela e o marido pudessem ter mais tranquilidade de que não passariam por uma gravidez inesperada. “Já temos um casal de filhos e não pensamos em ter outro tão cedo. Como não me adapto a hormônios, a inserção do DIU vai mudar a minha vida para muito melhor. Já tem mais de um ano que estamos usando só preservativo, o que não é tão tranquilo assim”, revela. Com apenas um filho, mas sem planos de ter outro por enquanto, Andreza Braga, microempresária, chegou cedo e foi uma das primeiras a ser atendida. “Eu estava tentando colocar o DIU na rede particular, mas, por conta do preço, ficou inviável para mim. Aqui, coloquei de graça, fui muito bem atendida pela equipe e estou voltando para casa com a tranquilidade de estar usando um método contraceptivo eficaz. Não tendo de me preocupar mais em não me esquecer de tomar o remédio todo dia”, comemorou. Validade de dez anos “A mulher precisa saber que não é necessário que ela se esterilize para poder ter o direito planejar quantos filhos quer e no momento em que julgar certo”, afirma a médica Andréia Araújo. Ela esclarece que o DIU tem validade de dez anos, mas pode ser retirado a qualquer momento antes disso, caso a mulher resolva engravidar. “Levando em consideração a nossa vocação materna e infantil, essa ação é de grande importância para as mulheres do DF, no sentido de orientar e levar todas as informações sobre os métodos contraceptivos e também sobre o planejamento familiar”, destaca o diretor do Hmib, Rodolfo Alves Paulo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Desafios da Saúde: como ampliar e descentralizar o atendimento à população?

A atenção à saúde é um dos pontos centrais do Plano Estratégico do DF, conjunto de metas e ações a curto, médio e longo prazo apresentado recentemente pelo Executivo. Um dos gargalos que o GDF  pretende resolver nessa área é ampliar a atenção primária, além de descentralizar os serviços para a população. Essas situações, por sinal, se encaixam no caso das mães Leiliane Silva Barbosa, 31 anos, e Evellen Pires Barbosa, 25 anos. Ambas foram atendidas no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), na Asa Sul, distante das cidades onde residem. Moradora de Ceilândia, Leiliane Barbosa aguarda a chegada de Isabella. Com oito meses de gestação, a técnica em radiologia foi ao Hmib se consultar. Ela aproveitou o fato de trabalhar na Asa Sul para receber atendimento. O pré-natal, no entanto, ela tem feito em Ceilândia e elogia o serviço. Leiliane Barbosa aguarda a chegada de Isabella: consulta no Hmib pelo fato de trabalhar perto do hospital “A atenção básica está boa e vejo que o atendimento está melhorando. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) lá em Ceilândia, a partir da reformulação, melhorou muito. Acho importante descentralizar: as pessoas serem socorridas mais perto de casa”, afirma Leiliane. Em outra ala do Hmib, Evellen Pires Barbosa cuidava da pequena Helena, nascida na quinta-feira (13). O deslocamento de Luziânia para o Plano Piloto foi uma queixa da mãe, principalmente pela falta de amparo no Entorno. “Fiz o pré-natal na Cidade Ocidental porque em Luziânia não tive atendimento. Cheguei a ser socorrida no Gama, mas acabei vindo para cá [Hmib]. Fui recebida imediatamente, pois estava com dilatação e prestes a ganhar a neném”, conta Evellen. A mãe nutre a expectativa que, a partir da experiência com Helena, os planos do GDF possam ajudar outras gestantes tanto no atendimento como nos deslocamentos. “No meu pré-natal senti falta de muita coisa, como alguns acompanhamentos e palestras. Gostaria que o governo pudesse investir em mais hospitais, no Entorno, ou se pudéssemos ser atendidas em casa. Mas, no HMIB, fui muito bem recebida, com carinho”. Falta aqui, sobra ali As viagens e deslocamentos feitos por Leiliane e Evellen têm explicação. Há no Distrito Federal 390 estabelecimentos de saúde – entre unidades básicas, hospitais, farmácias, hemocentro etc. A gestão Ibaneis Rocha, por meio do Plano Estratégico, observou a disparidade com relação à distribuição dos estabelecimentos nas regiões administrativas. Embora o DF já seja dividido na Saúde em 7 regiões (central, centro-sul, oeste, sul, sudoeste, norte e leste), a meta é descentralizar ainda mais os serviços e integrar essas regiões. O Plano Piloto, por exemplo, conta com 49 unidades, à frente de Ceilândia, a região mais populosa do DF, com 40 estabelecimentos. Por outro lado, Varjão e Park Way contam com uma unidade cada – enquanto Vicente Pires tem duas (confira gráfico acima). O governo pretende, a partir dos dados levantados, entender os fatores que interferem na instalação dos equipamentos de saúde e como trabalhar para suprir as carências do sistema e dos moradores de todas as regiões administrativas.   No Plano Estratégico, o governo observou avanços na atenção primária, mas aquém do desejado. Por isso, estabeleceu a meta de aumentá-la de 69% para 100%. Os esforços serão concentrados na universalização, bem como na redução de filas, investindo na infraestrutura. Dentro dos resultados-chave, o GDF também espera garantir 100% de filas administradas e reguladas para procedimentos de média e alta complexidade. Necessidade de leitos Os dados apontam ainda uma carência de leitos. Há 2.742 gerais e 392 de UTI/CTI sob gestão da Saúde. A população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 70,68%, enquanto os conveniados atingem 29,32%. O crescimento populacional e a demanda pela saúde pública reforçam a necessidade da ampliação de vagas. No DF, a causa de óbitos, segundo a Secretaria de Saúde, tem como principal causa doenças do aparelho circulatório, conforme demonstra o quadro abaixo.   As internações, por sua vez, abarcam o maior número de casos com gravidez, parto e puerpério (pós-parto), com 507.167 ocorrências, seguido de lesões, envenenamento e outros, bem abaixo, com 172.383 casos. Doenças do ouvido ocupam o último posto da lista. Central de laudos Para garantir o acesso aos serviços de saúde pela população, o governo local pretende ampliar o número de agentes comunitários de saúde (ACS), implantar novos núcleos de apoio à Atenção Básica (Nasf). Também foi pensado uma central de laudos com ênfase em exames complementares básicos e essenciais para a Atenção Primária em Saúde (APS). A cobertura da estratégia de saúde da família também será ampliada em alinhamento com a construção e consequente viabilização de novas unidades básicas de saúde e equipes. O GDF pretende implantar UBS em Planaltina, Recanto das Emas, na QR 381 em Samambaia, Vicente Pires, Águas Claras, Plano Piloto, Lagos, Fercal, Ceilândia, Paranoá, Jardim Botânico/Mangueiral, Sobradinho/Buritizinho, Vale do Amanhecer, Santa Maria e Estrutural. Para resolver as filas em procedimentos de média e alta complexidade o Executivo decidiu, entre uma série de medidas, reestruturar a forma de aquisição de órteses, próteses e materiais especiais (OPME), por consignação; ampliar consultas ambulatoriais em todos os centros transplantadores do DF; e reorganizar a linha de cuidados de traumato-ortopedia, acelerando a realização de cirurgias. Na questão de infraestrutura, a reforma de unidades como o Hospital Regional da Asa Norte (ambulatório – Fissurados) e do pronto socorro do Hospital Regional de Ceilândia são algumas das iniciativas. Tempo de ação Boa parte das medidas tomadas pelo GDF estão sob o guarda-chuva do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). O instituto administra o Hospital de Base – que somente de janeiro a maio realizou 4.270 cirurgias –, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do DF (Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho). Hospital de Santa Maria, agora gerido pelo Iges-DF: área estratégica Ao todo, o Iges-DF anunciou a contratação de mais de 2,4 mil profissionais e a reforma de todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), onde foram investidas mais de R$ 496 mil, sendo a maior parte na unidade de Ceilândia.   Entrevista/Osnei Okumoto, secretário de Saúde   Agência Brasília – O que é preciso para ampliar a cobertura da atenção básica, como uma das metas do governo, de passar de 69% para 100%? Osnei Okumoto – Ampliar a estrutura física e aumentar o contingente de pessoal. Agência Brasília – Além da ampliação do atendimento, como garantir a infraestrutura e melhorar a rapidez no atendimento? Osnei Okumoto – Garantir reposição rápida do servidor afastado e investir na capacitação das equipes. Agência Brasília – Qual o trabalho a ser feito para ampliar a capacidade e o número de leitos no DF e diminuir a judicialização por esses espaços? Osnei Okumoto – Implantação do Complexo Regular do Distrito Federal – que, além das demais atividades, fará a regulação dos leitos de internação em todas as especialidades, auxiliando no gerenciamento das internações de forma eficiente e segura e respeitando os princípios do SUS de regionalização e hierarquização. Também o remanejamento de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) do Iges DF para as unidades hospitalares da Secretaria de Saúde com finalidade de reabertura de leitos fechados por déficit de profissionais. É preciso garantir o fortalecimento do programa de Assistência Domiciliar em todos níveis da assistência e consequentemente com ênfase na desospitalizaçao. Tem-se discutido a carteira de serviço do novo hospital do Guará, com mais de uma centena de novos leitos de internação hospitalar. Agência Brasília – Quanto ao perfil epidemiológico do DF, considerando informações sobre mortalidade e natalidade, há registro de 12.542 óbitos em 2018, dos quais 406 fetais. A causa está associada, na grande maioria, a doenças do aparelho circulatório, destacando o Infarto Agudo do Miocárdio. Como melhorar esses índices? Osnei Okumoto – Agir na prevenção e diagnóstico precoce, o que será possível com mais equipes qualificadas e UBSs aparelhadas próximo do domicílio, garantindo a referência e contra referência na rede de atenção. Agência Brasília – O que o GDF tem feito para descentralizar o atendimento e garantir que os moradores não precisem se deslocar para cidades longes e regiões? Osnei Okumoto – Na saúde existe o princípio da regionalização, que garante que o atendimento seja feito na região próxima à residência do munícipe. No DF, as pessoas são atendidas nas suas regiões, com encaminhamentos a outras regiões nos casos de procedimentos e consultas que não estão presentes naquela região, ou se encontra de forma escassa.

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Hmib recebe nova etapa de obra

Hospital Materno Infantil de Brasília passa por reformas. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde Começa, nesta segunda-feira (13), mais uma etapa das obras do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Agora, os corredores da Ala A da Pediatria, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Externa (Ucin EXT) e a metade da Radiologia passarão por reforma. Apesar das obras, não será necessária a interdição de leitos na Pediatria da ala A nem na Ucin EXT. Também não haverá restrição aos atendimentos dos pacientes durante a obra. Já na Radiologia, as obras serão divididas em duas etapas para que os pacientes não fiquem sem realizar os exames. Para isso, algumas mudanças vão acontecer. A recepção, uma sala de raio X e uma sala de ecografia serão fechadas. Mas ainda funcionarão normalmente uma outra sala de raio X, a da tomografia e a do ultrassom. Nesse período, as mamografias serão suspensas e remarcadas. Cronograma A previsão é de finalizar essa quarta etapa das obras do Hmib em cerca de dez dias. E a próxima fase das obras já está marcada para começar no dia 27 de maio. “Já finalizamos a reforma da Policlínica do hospital, da Emergência Pediátrica, da ala de Alto Risco, da Maternidade, do corredor central e dos corredores de acesso. Concluímos quase 70% do projeto. Dos 2,7 mil m² programados, já foram executados quase 2 mil m². A obra teve início em janeiro e a previsão é de que tudo esteja concluído até o início de julho”, afirma a diretora administrativa do hospital, Gláucia Menezes. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Hmib é referência em atendimento a vítimas de violência sexual

Se a mulher internada para acompanhamento de gravidez tiver 13 anos ou menos, o caso sempre é tratado como estupro de vulnerável. não apenas se o parceiro tiver 14 anos ou mais, como divulgado anteriormente. A imagem de um campo de tulipas cobre a parede do escritório e dá o tom do cuidado das psicólogas da Unidade de Assistência a Situações de Violência (Upav), do Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), com as vítimas acolhidas no espaço. A imagem de um campo de tulipas cobre a parede do escritório e dá o tom do cuidado das psicólogas da Unidade de Assistência a Situações de Violência (Upav), do Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), com as vítimas acolhidas no espaço. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília Junto com o Programa de Interrupção Gestacional Prevista por Lei (PIGL), do hospital, a unidade atende mulheres e crianças que sofreram estupro e casos de assédio moral e sexual. Eles funcionam em três salas no Hmib: uma para os atendimentos de interrupção gestacional e duas da unidade que cuida dos casos de violência — uma para crianças e outra para mulheres. Os dois programas usam a estrutura do centro obstétrico do hospital. Os atendimentos são referência em Brasília porque o Hmib foi a primeira unidade médica do Distrito Federal a receber uma unidade dedicada a atender situações de violência de gênero, em 1996, e por ter o único PIGL da cidade. “Se uma mulher que está em gestação devido a uma violência sexual quiser interromper o processo, deve vir até o Hmib para fazer o acompanhamento obrigatório”, explicou a especialista em saúde Alessandra Arrais, psicóloga do PIGL. [Olho texto=”O ideal é que a vítima de estupro procure o acolhimento em até 72 horas, pois remédios como a pílula do dia seguinte e contra HIV têm o efeito reduzido após esse período” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Já a Upav atende vítimas que buscam assistência tanto psicológica quanto tratamento médico após a agressão. Se a pessoa tiver passado por um ataque, pode procurar o centro obstétrico do Hmib em qualquer dia e horário. Em caso de estupro, a vítima recebe o primeiro coquetel de remédios da quimioprofilaxia, além de atendimento médico adequado. Daí, os médicos da unidade alertam a Upav para fazer o acolhimento. Se for de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, elas encontram com a pessoa no local. Em outros horários ou dias, os médicos fazem o registro e passam as informações para a unidade. Assim, as psicólogas entram em contato e oferecem o serviço para as pacientes no horário de atendimento. Vítimas de violência tratadas com alta urgência A psicóloga Vanessa Abritta, referência técnica da Upav, alerta que uma vítima de violência em busca do apoio no Hmib é tratada como caso de alta urgência e é passada na frente de outros pacientes. “Assim, ela recebe a quimioprofilaxia e é imediatamente encaminhada à Upav.” Alessandra ressalta que estupros são, primeiramente, casos de saúde. “O que deve ser feito de imediato após uma agressão é procurar um hospital para a quimioprofilaxia. Depois, se a mulher quiser, pode fazer a ocorrência policial.” O ideal é que a vítima procure o acolhimento em até 72 horas após o ataque porque alguns dos remédios iniciais, como a pílula do dia seguinte e outra de prevenção ao HIV, têm o efeito reduzido depois desse período. A medicação serve principalmente para diminuir os riscos de contaminação com infecções sexualmente transmissíveis e impedir que a vítima seja engravidada pelo agressor. Assim que terminam os cuidados médicos iniciais, as psicólogas começam o acompanhamento em sessões de grupo. São quatro no total: um para mulheres e três para crianças. Em casos específicos, como o de uma deficiência intelectual, o tratamento é individual. No início, é feito para ajudar a paciente a ter forças para começar o tratamento químico. As consultas continuam até que a vítima e a psicóloga decidam, juntas, que é hora de parar o acompanhamento. Vanessa lembra que o tratamento psicológico – chamado no Hmib de Programa Violeta, parte da Rede Flores, que tem Upavs em vários hospitais públicos de Brasília – também atende mulheres e crianças vítimas de assédio moral ou sexual, não apenas casos de estupro. [Olho texto=”Se a mulher pretende procurar atendimento policial, é aconselhável não tomar banho ou jogar as roupas fora depois do ataque, para manter as evidências físicas” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Para saber se a pessoa está em uma situação de assédio, a referência técnica da Upav descreve: “Se a mulher se sente incomodada e violada em seus direitos, pode procurar ajuda. Não precisa ter vergonha porque não estamos aqui para julgar, apenas para ajudar.” A quimioprofilaxia é um acompanhamento com remédios de 28 dias. De início, é entregue um coquetel de medicamentos com orientações para que a mulher tome nos primeiros sete dias. Depois, deve retornar ao hospital para receber os paliativos seguintes. A equipe da Upav é composta por duas psicólogas, dois assistentes sociais, uma enfermeira e um psiquiatra. Ela atende de 60 a 80 vítimas por mês, segundo Vanessa. Interrupção de gestação não requer denúncia prévia Para pleitear o apoio do PIGL, a vítima só precisa ir ao hospital e dizer que a gestação ocorreu devido a uma violência. Não é preciso levar boletim de ocorrência, mas será preciso passar por pelo menos 12 atendimentos. O último é a própria interrupção. Durante os atendimentos, há acompanhamento psicológico. Como prevê a lei, são apresentadas à vítima as alternativas de dar a futura criança para adoção ou criá-la após o parto. Depois que a interrupção é feita no 12º atendimento, a equipe encaminha a mulher para fazer acompanhamento em grupos de alguma unidade da Rede Flores. Mesmo em situações em que é permitida a interrupção, a lei proíbe que seja feita depois da 22ª semana de gestação. Como o acompanhamento até a cirurgia leva duas semanas, o programa não pode aceitar mulheres que já tenham passado da 20ª semana. Alessandra avisa que o ideal é que a vítima procure a interrupção antes de completar a 12ª semana de gravidez. Depois, a estrutura óssea se desenvolve e é necessário fazer indução de parto. A lei brasileira permite interromper a gestação que seja fruto de estupro, em que haja risco de morte para a mulher e em caso de anencefalia. Alessandra avisa que, nessa hipótese, qualquer serviço de alto risco pode fazer a interrupção. Apenas em 2017, o PIGL iniciou o tratamento de 65 mulheres em busca de interrupção de gravidez. Dessas, 64 eram vítimas de violência sexual, e uma trazia risco de vida para a gestante. Os dados históricos do PIGL mostram que: 48,59% das mulheres que buscam o atendimento chegam à interrupção da gestação 9,52% decidem ter o futuro bebê e são encaminhadas para acompanhamento de pré-natal 3,96% decidem dar a criança para adoção e são encaminhadas para a assistência social 22,22% abandonam o pleito 13,49% não configuram gestação por estupro 2,22% são de má-formação sem relação com anencefalia Como não se trata de atendimento emergencial, o PIGL recebe pacientes apenas de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas. Ele conta com uma equipe de duas psicólogas, um assistente social e três médicos. Orientações para buscar atendimento policial Vanessa informa que o hospital não tem obrigação de fazer denúncia ou de encaminhar vítimas para uma delegacia devido ao sigilo com os pacientes. “Não temos como julgar situações individuais. Há mulheres que foram atacadas por policiais, por exemplo, e podem ser colocadas em risco se houver investigação.” Se uma mulher pretende procurar o atendimento policial, é aconselhável não tomar banho ou jogar as roupas fora depois do ataque, para manter as evidências físicas. “A tendência das mulheres após uma agressão é ir direto para casa para se lavar e jogar fora as roupas. Com isso, elas destroem evidências que podem levar à captura do agressor”, esclarece Alessandra. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Ela também lembra que o ideal é procurar a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), na Entrequadra Sul 204/205, mas todas as delegacias da Polícia Civil podem abrir uma ocorrência de agressão sexual. Caso uma mulher seja internada para acompanhamento de gravidez com 13 anos ou menos, o caso sempre é tratado como estupro de vulnerável. Nessas situações, é obrigação do hospital denunciar para a Polícia Civil. Ainda assim, a gestante mantém o direito de escolher dar continuidade ou interromper a gestação. Edição: Vannildo Mendes

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Portal do Voluntariado dá experiência a jovens que buscam o mercado de trabalho

A enfermeira Thaís de Meira Lima, de 24 anos, cadastrou-se no Portal do Voluntariado e, desde maio, começou a trabalhar no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib). Recém-graduada, ela vai duas vezes por semana ao pronto-socorro atender crianças que chegam precisando de cuidados. A enfermeira Thaís de Meira Lima, de 24 anos, cadastrou-se no Portal do Voluntariado e, desde maio, começou a trabalhar no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib). Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília Para a jovem, essa é uma forma de inserção no mercado de trabalho. Como acabou de se formar, ela precisava de experiência para colocar no currículo. Encontrou no voluntariado oportunidade de agregar conhecimento e ajudar pessoas. “Está sendo bom porque estou adquirindo segurança”, relata. Thaís faz parte do grupo de cinco voluntários profissionais que compõem o quadro do Hmib. Todos se inscreveram pelo Portal do Voluntariado, que comemorou um ano de atividades em junho. Uma das áreas mais beneficiadas pelo programa é a da saúde, que atraiu mais de 360 profissionais entre médicos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A atividade é em caráter espontâneo, sem remuneração e sem vínculo funcional ou empregatício. O voluntário escolhe o dia e o horário em que poderá ajudar. [Olho texto='”A perspectiva é construir uma rede de solidariedade e cidadania”‘ assinatura=”Rodrigo Dias, subsecretário de Políticas de Direitos Humanos” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Em um ano de existência, o portal já uniu mais de 10 mil voluntários a 187 projetos e ações ligados às áreas de educação, meio ambiente, recreação, esportes, cultura e saúde. De acordo com o gerente de Voluntariado da Secretaria da Saúde, Cristian Silva, a predominância é de recém-formados interessados em ganhar experiência. Mas também se cadastram aposentados e até pessoas bem colocadas na profissão, pela motivação social de ajudar outras pessoas. Segundo Silva, só o Hospital de Base conta hoje com cerca de 700 voluntários. Todos os hospitais públicos têm esse trabalho, alguns deles com associações. Algumas delas chegam a ter mais de 30 anos de existência. As atividades vão de palhaçaria até doação de materiais. São muitos os segmentos para quem quer ajudar. Segundo Rodrigo Dias, subsecretário de Políticas de Direitos Humanos, o portal é um grande instrumento de mediação entre governo, voluntários e organizações da sociedade civil. “A perspectiva é construir uma rede de solidariedade e cidadania”, completa. A subsecretaria é vinculada à Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. O portal é uma etapa importante do programa Brasília Cidadã, que visa integrar, valorizar, reconhecer e estimular ações de voluntariado na cidade. Feira do livro foi um sucesso de voluntariado Com 240 voluntários oriundos do portal, a 33ª Feira do Livro de Brasília, que ocorreu em junho, foi um sucesso, de acordo com a coordenadora-geral do evento, Cleide Soares. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os voluntários, a seu ver, foram o ponto alto. “Muitos apresentaram habilidades específicas. Então foram incorporados em outras atividades não previstas no início”, relatou. O estudante de jornalismo Pedro Lemos, de 20 anos, foi um dos que trabalharam na feira. Ele atuou como assistente de produção e pretende participar de outros eventos nessa condição. “Vai acrescentar muito ao meu currículo. É uma experiência de vida muito valiosa”, acrescentou. O prefeito de São Paulo, João Doria, elogiou o Portal do Voluntariado em encontro com o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e demonstrou interesse em replicar o modelo na capital paulista. Edição: Vannildo Mendes

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