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Hospital Regional de Sobradinho

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Com investimento do GDF, rede de atendimento a pacientes renais crônicos cresce 74% em sete anos

Quando começou a perceber as pernas inchadas e a falta de apetite, o pedreiro Geraldo Rodrigues dos Santos, de 62 anos, não imaginava estar diante de um problema renal grave. Morador de Planaltina, ele procurou uma unidade básica de saúde e passou por exames até receber o diagnóstico que mudaria sua rotina: doença renal crônica. Número de equipamentos de hemodiálise da Secretaria de Saúde cresceu mais de 70% entre 2019 e este ano | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Desde então, há quase 11 anos, precisa fazer hemodiálise três vezes por semana no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). A história dele se repete na vida de milhares de pacientes atendidos pela rede pública do Distrito Federal, que tem ampliado a estrutura de nefrologia para garantir o tratamento. R$ 9,6 milhões Investimentos em aquisição de aparelhos para nefrologia, de 2020 a 2026 Entre 2019 e 2026, o número de equipamentos de hemodiálise da Secretaria de Saúde (SES-DF) passou de 72 para 125, crescimento de cerca de 73,6%. No mesmo período, os sistemas de osmose reversa — essenciais para garantir a qualidade da água utilizada no processo de diálise — aumentaram de 15 para 47 equipamentos, uma expansão de aproximadamente 213,3%. De 2020 a 2026, os investimentos na aquisição de equipamentos para nefrologia somaram cerca de R$ 9,6 milhões.   As máquinas estão distribuídas em diferentes hospitais da rede pública. As maiores estruturas ficam no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com 40 equipamentos, e no Hospital Regional de Sobradinho, com 31. Também há atendimento nos hospitais regionais da Asa Norte, Gama, Ceilândia, Planaltina, Samambaia e no Hospital Materno Infantil de Brasília. Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde: “Nós temos quase 30 mil pessoas no DF vivendo com essas condições e cerca de 3.600 pessoas que necessitam de tratamento de diálise. Vendo esses números e a sobrecarga, a Secretaria de Saúde vem atuando e trabalhando para ampliar o sistema” De acordo com a subsecretária de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Raquel Mesquita, a ampliação responde ao crescimento de pacientes com doença renal crônica e à necessidade de garantir tratamento contínuo. “Estima-se que em torno de 10% da população mundial têm doença renal crônica em algum estágio”, aponta. “Nós temos quase 30 mil pessoas no DF vivendo com essas condições e cerca de 3.600 pessoas que necessitam de tratamento de diálise. Vendo esses números e a sobrecarga, a Secretaria de Saúde vem atuando e trabalhando para ampliar o sistema”. Segundo a subsecretária, a rede também passou por reformas estruturais, com renovação dos serviços de nefrologia nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, além da aquisição de novas máquinas e modernização dos sistemas de tratamento de água. Com as mudanças, a capacidade de hemodiálises aumentou significativamente. “Com essas ações, saímos de 774 sessões para 2.200”, enumera Raquel. “O aumento do número de vagas permite que mais usuários sejam reinseridos nas suas atividades. Muitos pacientes conseguem sair do ambiente hospitalar e voltar para casa, ter qualidade de vida. Afinal, é um tratamento necessário para manutenção da vida.” Rotina de tratamento Geraldo dos Santos faz hemodiálise no Hospital Regional de Sobradinho e elogia o tratamento: “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes dava problema, às vezes tinha que esperar, remarcar”  A hemodiálise é indicada quando os rins não conseguem mais filtrar o sangue adequadamente (geralmente com função renal abaixo de 15% ou em insuficiência aguda), resultando no acúmulo tóxico de resíduos e líquidos. Os principais sintomas dessa condição incluem náuseas ou vômitos intensos, fadiga extrema, inchaço nos pés, pernas ou rosto, falta de ar, coceira intensa, confusão mental e cãibras. No Hospital Regional de Sobradinho, pacientes participam de sessões que duram cerca de quatro horas, geralmente três vezes por semana. A enfermeira Margarida Matsumoto explica que o tratamento exige disciplina e mudanças na rotina. “É um paciente que precisa vir à unidade para diálise, fazer restrição de água, escolher determinados tipos de alimentos e seguir várias orientações; não é uma vida fácil, mas são pessoas resilientes”, relata. A enfermeira Margarida Matsumoto acompanha a ampliação da rede de hemodiálise no DF: “As máquinas novas otimizaram o sistema de forma mais eficaz, organizada e sem perdas para o paciente ou para a equipe” A modernização dos equipamentos impactou o funcionamento do serviço. Antes da substituição, parte das máquinas tinha mais de uma década de uso e apresentava falhas frequentes, o que exigia reorganização constante da equipe. “Antes estávamos com grandes dificuldades”, lembra Margarida. “Hoje temos 60 pacientes com vaga fixa na unidade de Sobradinho. As máquinas novas otimizaram o sistema de forma mais eficaz, organizada e sem perdas para o paciente ou para a equipe. O ganho para a comunidade é muito grande. É um dos tratamentos mais caros dentro do SUS [Sistema Único de Saúde] que, junto à Secretaria de Saúde e até clínicas conveniadas para atender uma demanda ainda maior, consegue oportunizar isso.” [LEIA_TAMBEM]Em média, o custo de uma sessão de hemodiálise na rede particular do DF pode ficar acima de R$ 300. O valor seria inacessível a pacientes como Geraldo, que também utiliza um transporte gratuito disponibilizado pelo GDF para as sessões. Quando iniciou o tratamento na rede pública, mesmo com medo, ele conta ter sido bem-amparado pela equipe do Hospital Regional de Sobradinho. “Quando disseram o que eu tinha que enfrentar, o negócio pesou”, conta Geraldo. “As pernas balançaram.” Apesar das dificuldades e das limitações impostas pelo tratamento, ele reconhece que o atendimento recebido na unidade e a chegada de novos equipamentos trouxeram melhorias para a rotina. “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes dava problema, às vezes tinha que esperar, remarcar. Melhorou bastante, e a equipe cuida bem direitinho da gente. Não tenho do que reclamar.” Além da hemodiálise, a rede pública também oferece a diálise peritoneal, modalidade que pode ser feita em casa e amplia a autonomia dos pacientes que convivem com a doença renal crônica. No DF, cerca de 25% dos pacientes em diálise utilizam esse método, percentual superior à média nacional. A SES-DF também auxilia pessoas que desejam viajar para outras unidades da Federação, fazendo a interligação com unidades do SUS que possam receber o paciente e fazer a hemodiálise para manter a rotina de tratamento.  

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Novos equipamentos ampliam cirurgias de endometriose no Hospital Regional de Sobradinho

Maria Sales, 50 anos, passou quatro anos sentindo dores até descobrir o diagnóstico de endometriose. Nesse período, precisou retirar cistos e o útero, além de fazer diversos exames, a partir de uma suspeita de câncer. Após a confirmação da endometriose, a baiana foi encaminhada para cirurgia no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). Diagnosticada com a doença, Maria Sales faz cirurgia no Hospital de Sobradinho após quatro anos sentindo dores: “Foi uma grande luta, porque sentia dores e não sabia o que as causava. Agora tenho uma resposta e uma solução” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Estamos conseguindo reduzir o tempo de espera, com procedimentos ainda mais seguros” Jéssica do Nascimento, gerente do Centro Cirúrgico do HRS “Estou me sentindo muito confiante com o procedimento”, conta. “Foi uma grande luta, porque sentia dores e não sabia o que as causava. Agora tenho uma resposta e uma solução.” Maria integra um grupo de pacientes que, no início deste ano, passaram por cirurgias para tratamento da endometriose no HRS.  Em média, são feitos dois procedimentos por semana, totalizando oito ao mês. A retomada veio com a aquisição de novos instrumentos de videolaparoscopia, fundamentais para as intervenções. O investimento foi de R$ 300 mil.  “A aquisição amplia significativamente a nossa capacidade cirúrgica e fortalece a resolutividade do hospital”, reforça a gerente do Centro Cirúrgico do HRS, Jéssica do Nascimento. “Estamos conseguindo reduzir o tempo de espera, com procedimentos ainda mais seguros”.  Outra paciente beneficiada foi Ana Lúcia Alves, 49, que também fez a cirurgia ginecológica no HRS. “Eu não sabia que era endometriose, e foi um alívio ter o diagnóstico”, relata. “Sempre tive dores fortes, até que uma médica da UBS [Unidade Básica de Saúde] desconfiou e deu nome ao que eu tinha.” Inflamação A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de células do endométrio — tecido que reveste a parte interna do útero fora da cavidade uterina. Essa condição provoca uma inflamação crônica que pode atingir órgãos como intestino, bexiga e ovários. Entre os principais sintomas, estão cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, dor e sangramento intestinais ou urinários no período menstrual, além do risco de infertilidade e dor pélvica crônica. [LEIA_TAMBEM]O tratamento é individualizado, podendo incluir o uso de medicamentos e indicação cirúrgica. Em casos moderados a graves, pode ser necessária a retirada das lesões. Em situações mais complexas, é possível que haja a retirada de partes dos órgãos como ovários, tubas ou porções do intestino. Videolaparoscopia A cirurgia por videolaparoscopia é indicada, principalmente, quando a endometriose é profunda e traz sérios comprometimentos à qualidade de vida da paciente. Trata-se de um método cirúrgico minimamente invasivo, realizado por meio de pequenas incisões no abdômen que permitem ao cirurgião visualizar com precisão os órgãos reprodutivos e a pelve, identificar lesões e remover tecidos endometriais anormais. Com a videolaparoscopia, a recuperação é rápida e os desfechos clínicos são melhores.  Atendimento Em caso de suspeita da doença, é preciso buscar atendimento nas UBSs. No local, são prestados os primeiros cuidados e, quando necessário, realizados encaminhamentos ao serviço de atenção especializada, no qual os pacientes são atendidos por especialistas e encaminhados às listas de espera dos procedimentos necessários. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Cozinhas reformadas nos hospitais do DF garantem mais qualidade e segurança alimentar para pacientes

Na semana passada, Edilson Alves deu entrada no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) com febre, náuseas e dor. O diagnóstico veio rápido: infecção urinária com complicações nos rins e na bexiga. Desde então, ele se tornou um dos mais de 3 mil pacientes atendidos por mês que recebem, todos os dias, pelo menos seis refeições preparadas na cozinha do hospital — desjejum, colação, almoço, merenda, jantar e ceia. Edilson Alves, internado no Hospital Regional de Samambaia, elogia a alimentação: “Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Hoje no almoço, eu comi arroz, feijão, cenoura e carne”, relata o garçom aposentado, que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). “A comida chega quentinha, bem-preparada. Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. Sempre tem um suco diferente. Já tomei de caju, uva, tamarindo. Tem muita variedade. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo.” Na cozinha do HRSam são preparadas diariamente cerca de 1.218 refeições, das quais 954 se destinam a pacientes, servidores e acompanhantes A rotina de refeições mencionada por Edilson é resultado de um trabalho diário e estruturado. No HRSam, são preparadas 1.218 refeições por dia. Desse total, 954 são servidas a pacientes, servidores e acompanhantes, e o restante é enviado aos centros de atenção psicossocial (Caps) de Samambaia e do Recanto das Emas. Também são produzidos 306 lanches para setores fechados do hospital. Qualidade alimentar Segundo a nutricionista Rodeluzzi de Andrade, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o trabalho começa muito antes de a refeição chegar à bandeja do paciente. “Nós prescrevemos a dieta de todos os internados e fiscalizamos a empresa terceirizada responsável pelo preparo”, explica. “O objetivo é garantir que o alimento chegue seguro, dentro do padrão e conforme a necessidade de cada paciente”. A nutricionista conta que a cozinha do hospital passou por uma ampliação importante em outubro de 2023. O antigo refeitório foi transferido para o andar térreo, abrindo espaço para reorganizar os setores internos. “Agora, conseguimos separar melhor cada área: saladas, panificação, dietas especiais e cozinha geral”, comemora. “Isso facilita a limpeza, melhora o fluxo de trabalho e aumenta a segurança dos funcionários”. Raimunda Soares relata que as refeições servidas no hospital ajudam a fortalecer seu organismo para o tratamento:  “Eu estou comendo para me levantar dessa cama” Ela destaca ainda que a nova estrutura permite mais controle sanitário e menos risco de contaminação. “Os pacientes do hospital já chegam debilitados e com imunidade baixa, por isso a alimentação precisa ser segura e adequada”, pontua a nutricionista. “Com o novo espaço, ficou mais fácil garantir isso. Com uma cozinha maior, é possível receber mais profissionais e dividir melhor as tarefas, o que ajuda a garantir que a dieta prescrita seja exatamente a que o paciente recebe”. Cura nutritiva A boa alimentação também tem sido essencial na recuperação de Raimunda Soares. Internada há mais de um mês, ela chegou ao HRSam em estado grave, com pedras na vesícula e dificuldade de se mover. Segundo ela, as refeições ajudam a fortalecer o corpo para o tratamento. “Tem dia [em] que é peixe, tem dia [em] que é frango, carne ao molho, bastante salada e sobremesa”, detalha. “Eu estou comendo para me levantar dessa cama”. A irmã dela, Francisca Pereira, que a acompanha desde o início da internação, lembra que a melhora é visível: “Os médicos disseram que só um milagre faria ela voltar, e aconteceu. Hoje ela fala, reconhece todo mundo e come sozinha. A comida aqui é saudável e variada, e isso ajudou muito na recuperação”. Estrutura ampliada Além do HRSam, outras cinco unidades da Secretaria de Saúde foram reformadas desde 2019 para garantir mais segurança alimentar, higiene e conforto aos servidores e pacientes. As unidades que receberam as melhorias são os hospitais Regional do Guará (HRGu), de Ceilândia (HRC), da Região Leste/Paranoá (HRL), de Sobradinho (HRS) e de Taguatinga (HRT) — com intervenção ainda em andamento —, que produzem, respectivamente, 600; 1,2 mil; 1,7 mil; 1,8 mil e 2,8 mil refeições por dia, todas seguindo padrões nutricionais. [LEIA_TAMBEM]Os hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) também estão recebendo melhorias. Em setembro, foi anunciada a reforma completa da cozinha do Hospital de Santa Maria (HRSM), com investimento previsto de R$ 8,2 milhões. A unidade é responsável pela preparação de cerca de 5,2 mil refeições diárias, que atendem pacientes, acompanhantes e colaboradores do próprio hospital, além de seis unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF e do Hospital Cidade do Sol (HSol). Entre as principais melhorias no HRSM estão a construção de um novo refeitório, a instalação de câmaras frigoríficas modernas, a readequação dos espaços internos e a implantação de sistemas de climatização e exaustão mecânica. O projeto inclui ainda revestimentos de alta performance em pisos, paredes e tetos, garantindo mais higiene e segurança alimentar. O prazo estimado para conclusão da obra é de nove meses. Em 2023, o Hospital de Base também passou por uma grande modernização em sua cozinha e refeitório, com investimento de R$ 675 mil. A unidade, que produz cerca de 6 mil refeições por dia, ganhou novas câmaras frias, piso industrial, revestimentos renovados e dutos de exaustão revisados. O espaço recebeu ainda aparelhos de ar-condicionado e melhorias na pintura e limpeza das áreas internas, garantindo mais conforto e segurança alimentar para pacientes e colaboradores.    

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Pronto-socorro do Hospital Regional de Sobradinho é reformado

Quem passou pelo Hospital Regional de Sobradinho (HRS) nos últimos dias já deve ter percebido que os trabalhos de reforma da unidade seguem intensos. Na semana passada, foi reaberto o espaço clínico do pronto-socorro, agora com instalações modernas e um ambiente amplo, bem-iluminado e mais arejado para o conforto dos pacientes. Trabalhos contemplam diversos setores da unidade hospitalar, o que beneficia diretamente os pacientes | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Esta etapa contou com investimentos da ordem de R$ 350 mil pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Foram trocadas a rede elétrica e a parte hidráulica do espaço, com reparos na tubulação dos gases medicinais, reforma dos banheiros, pintura das paredes e substituição do telhado, com a total contenção dos vazamentos que ameaçavam o espaço nos períodos de chuva. Também foram instalados novos móveis e mesas que exigem menor custo de manutenção, são mais fáceis de higienizar e apresentam maior resistência. “Houve uma readequação às normas vigentes, à resolução RDC [Resolução da Diretoria Colegiada] nº 50, para se alcançar acessibilidade total”, explica o diretor administrativo da Região de Saúde Norte, Magalhães da Silveira. “Antes nós já havíamos revitalizado a cozinha, o laboratório, a gerência de regulação do hospital e os ambulatórios da policlínica. Também fizemos melhorias na UTI neonatal e no espaço da ‘mãe canguru’ [em que o recém-nascido prematuro mantém o contato pele a pele com a mãe].” Nova fase  O passo seguinte das reformas ocorrerá no espaço cirúrgico do pronto-socorro, com melhorias similares às realizadas no centro clínico. Segundo o diretor clínico do HRS, Bruno Guedes, esse trabalho vai ampliar o número de leitos disponíveis dentro do hospital. “Conseguimos unificar os boxes de emergência: antes tínhamos um box de quatro leitos, agora são sete”, contabiliza. “Nossa capacidade para pacientes internados em observação era de 17, mas com o final da reestruturação dos espaços, esperamos aumentar para 25 os leitos de observação”. Guedes também comemora o fato de que não foi preciso interromper o atendimento do pronto-socorro para executar as reformas, que permitiram a implantação de novas estruturas na emergência do HRS. “Conseguimos ainda inaugurar dois leitos de isolamento, o que é muito importante num contexto de pandemias e epidemias virais”, ressalta. “O espaço foi ampliado, as camas dos pacientes e as macas estão todas novas”, valoriza a técnica de enfermagem Marília Moraes. “Toda a estrutura do hospital melhorou. Pelo que eu posso ver, os pacientes estão gostando bastante.” *Com informações da Secretaria de Saúde

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Tratamento para o AVC é ampliado na rede pública de saúde do DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) vai ampliar a oferta de tratamento para pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). Os hospitais regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS) vão passar a administrar a trombólise endovenosa, terapia estabelecida para o tratamento agudo, que possui alto impacto na redução de sequelas relacionadas ao AVC. Já o Hospital de Base (HBDF) vai oferecer a trombectomia mecânica, técnica avançada e de alta complexidade no tratamento agudo de casos selecionados. Novo tratamento apresenta mais chances de recuperação após um acidente vascular | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde A trombectomia mecânica permite o tratamento de até 24 horas após o AVC. Chamada de AVC no Quadrado, a iniciativa da SES-DF tem o objetivo de reduzir a mortalidade e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes após a recuperação de um acidente vascular.  “A implementação da linha de cuidados ao AVC representa um avanço na organização da nossa rede assistencial”, afirma a secretária adjunta de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Maria Marques de Oliveira. “Com fluxos definidos, protocolos padronizados e ferramentas de suporte à decisão clínica, criamos condições para respostas mais rápidas e efetivas, mesmo em cenários de alta complexidade.” Média de ocorrências O AVC é uma das principais causas de mortes no Brasil, com uma vítima a cada sete minutos, chegando a 120 mil por ano. Cerca de 70% dos sobreviventes ficam com algum grau de incapacidade, e 50% tornam-se dependentes para as atividades do dia a dia. No DF, em 2023, foram mais de R$ 7,4 milhões em custos com internações por AVC, com uma média de R$ 2,9 mil por hospitalização. “O projeto AVC no Quadrado visa a melhorar a assistência do paciente com AVC no Distrito Federal, melhorando os fluxos de encaminhamento dos pacientes aos hospitais e descentralizando o tratamento agudo”, reforça a neurologista Letícia Rabello, da SES-DF. O lançamento oficial do projeto será nesta quinta-feira (29), às 14h, na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), com a presença de autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Ministério da Saúde. Tratamentos avançados Atualmente, o Hospital de Base é o único do Distrito Federal a trabalhar com a trombólise endovenosa 24 horas. Com o projeto AVC no Quadrado, a técnica poderá ser expandida para os hospitais regionais do Gama e de Sobradinho. A localização das duas unidades da rede pública, ao norte e ao sul do DF, vai ajudar também a garantir um atendimento mais rápido e aumentar o número de pacientes beneficiados. Aprovado pelo Ministério da Saúde em 2012, o procedimento apresenta resultados considerados significativos: a cada 100 pacientes que passam pela trombólise endovenosa, 32 apresentam melhora clínica e 13 ficam sem sequelas. A técnica consiste na administração de medicamentos para dissolver o coágulo sanguíneo que bloqueia a artéria afetada, restaurando a normalidade da circulação no cérebro. O projeto AVC no Quadrado também prevê a integração de equipes do Hospital de Base e dos hospitais regionais de Sobradinho e do Gama por meio do Telestroke, ferramenta de telemedicina que conecta, 24 horas por dia, hospitais da rede a neurologistas especializados. A tecnologia permite diagnóstico e orientação terapêutica em tempo real, especialmente em regiões com escassez de especialistas. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Rede pública de saúde investe no protocolo de rastreamento de cânceres gastrointestinais

Dor abdominal, perda de peso, fezes com sangue, anemia de causa desconhecida, distensão e refluxo: esses são alguns dos sinais de alerta para buscar um rápido auxílio médico. No Distrito Federal, a incidência do câncer colorretal representa o terceiro tipo mais comum, atingindo cerca de 710 novos casos por ano. “Com a estratégia de rastreamento, o paciente tem diagnóstico de doença inicial; quanto mais precoce, maior a chance de cura”, aponta a oncologista Carla de Morais, da Secretaria de Saúde | Foto:  Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Levando em conta a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), esse número pode chegar a 1.000 casos por ano, segundo dados registrados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, o cenário pode ser evitado com medidas simples. De acordo com Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da Secretaria de Saúde (SES-DF), apenas 5% a 10% dos casos são genéticos. “O restante está associado a fatores ambientais como a falta de exercícios físicos, má alimentação, consumo exagerado de ultraprocessados, ganho de peso, tabagismo e consumo de álcool”, aponta o médico. “Cerca de 40% dos casos seriam evitáveis apenas por medidas de prevenção de saúde e mudança de hábitos”. Rastreamento [LEIA_TAMBEM]Em recente palestra, Ribas falou sobre o protocolo de rastreamento do câncer colorretal da SES-DF, que consiste em exames necessários para o diagnóstico precoce e o início do tratamento. “Fazemos a testagem do sangue oculto e da colonoscopia para prevenção do câncer colorretal”, explica. “É preciso estar atento aos sintomas. Se o paciente entrar nos critérios de risco de classificação, ele já é encaminhado para realizar os exames”. Referência técnica distrital (RTD) de oncologia da SES-DF, Carla de Morais reforça que a ação é importante para conscientizar e reforçar os critérios de rastreamento e os sintomas que eventualmente podem aparecer no início da doença: “Com a estratégia de rastreamento, o paciente tem diagnóstico de doença inicial; quanto mais precoce, maior a chance de cura. Também é sempre importante relembrar os exames de rastreamento, mesmo quando não há sintomas e sinais”. A porta de entrada do paciente para se submeter aos procedimentos é a unidade básica de saúde (UBS). Os exames de colonoscopia podem ser feitos nos hospitais regionais de Sobradinho (HRS), de Ceilândia (HRC), de Taguatinga (HRT), do Gama (HRG) e no Hospital de Base (HBDF). Já no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital de Base (HBDF), são oferecidos o exame de imuno-histoquímica, que determina diversas características dos tumores, como a origem e seus tipos e subtipos, auxiliando em condutas terapêuticas específicas. *Com informações da Secretaria de Saúde          

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Ala infantil do Hospital de Sobradinho terá manutenção de sistemas

Inaugurado em outubro de 2012, o Bloco Materno Infantil do Hospital Regional de Sobradinho vai receber uma atenção especial em breve. Nesta terça-feira (21), o Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou licitação para contratação de empresa para a prestação de serviços de manutenção dos sistemas de climatização e ventilação mecânica da unidade. [Olho texto=”“O intuito é de sempre melhor atender às demandas da população, visando também a conservação do bem público”” assinatura=”Fernando Leite, presidente da Novacap” esquerda_direita_centro=”esquerda”] De acordo com o documento, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) busca empresa de engenharia para realizar trabalhos de natureza continuada, relativos à manutenção preventiva, corretiva, preditiva, eventual e assistência técnica, compreendendo o fornecimento de mão de obra, de todos os materiais de consumo e insumos, de todo o ferramental e equipamentos, bem como quaisquer outros necessários à perfeita operação dos equipamentos e instalações mecânicas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A estimativa para investimento no serviço é de cerca de até R$ 2 milhões. “O intuito é de sempre melhor atender às demandas da população, visando também a conservação do bem público”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite. “Por esse motivo, faz-se necessária a contratação de empresa para manutenção preventiva, corretiva e preditiva do patrimônio público”, completou. *Com informações da Novacap

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Hospital de Sobradinho recebe inscrições para programa de voluntários

Na próxima segunda-feira (24), o Hospital Regional de Sobradinho (HRS) receberá inscrições para o programa de profissional voluntário. A oportunidade permite enriquecer o currículo, adquirir experiência e colaborar com a saúde pública do Distrito Federal. As inscrições são feitas de forma presencial, a cada semestre. Para tanto, é necessário apresentar documentação original e cópia (veja a lista completa de documentos ao final desta matéria), além de preencher o termo de adesão e a declaração de não servidor. Os interessados devem se dirigir ao auditório do bloco administrativo do HRS, no dia 24 de abril, das 8h às 12h. A voluntária e médica aposentada, Geovanna de Melo, em atendimento a gestante | Foto: Arquivo pessoal Podem participar da seleção: profissionais formados em qualquer área de formação de nível superior ou técnico, que tenham registro no conselho de classe. Pessoas que concluíram o ensino médio também poderão se candidatar para voluntariado nas vagas destinadas às atividades administrativas. [Olho texto=”“O voluntário obtém experiência profissional, um algo a mais, tão importante em contratações no setor privado”” assinatura=”Fabiane Bontempo, chefe do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps)” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A chefe do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps), Fabiane Bontempo, destaca que o propósito do programa é atender melhor à população e diminuir a sobrecarga de trabalho. “Essa iniciativa traz uma melhora no atendimento, uma vez que há aumento de profissionais qualificados para a prestação de serviços”, explica. Para ela, os ganhos também são pessoais: “O voluntário obtém experiência profissional, um algo a mais, tão importante em contratações no setor privado”, lembra. Ao concluir o programa, o voluntário recebe certificado emitido pela Secretaria de Saúde (SES) com o total de horas prestadas e a descrição das atividades exercidas. O documento serve como comprovante de experiência para ingressar no mercado de trabalho. O serviço prestado não é remunerado. Após atuar por quase 30 anos na Secretaria de Saúde (SES), a ginecologista e obstetra Geovanna de Melo se aposentou em 2022. A médica, contudo, escolheu ser voluntária da unidade hospitalar em Sobradinho. “Acredito na proposta de atendimento. Amo meu trabalho no pré-natal de alto risco do HRS. Como atendi no hospital por muitos anos, tendo apoio de todos, decidi continuar”. [Olho texto=”Semanalmente, o voluntário precisa cumprir uma carga horária mínima de seis horas, sem ultrapassar o total de 40 horas por semana. O programa tem duração de um ano, podendo ser prorrogável por igual período” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Profissionais de todas as formações podem participar da seleção e colaborar. Os setores administrativos e de assistência são os mais ofertados. “Qualquer área é bem-vinda: enfermagem, nutrição, técnicos em enfermagem. Neste semestre, contudo, há uma demanda maior para as funções de atendimento ao público e de serviço administrativo. Estamos precisando muito de administradores, educadores físicos, biomédicos e tecnólogos em gestão das áreas hospitalar, pública e recursos humanos”, ressalta Fabiane. Os voluntários irão colaborar tanto na área administrativa, quanto na assistência do HRS, do Hospital Regional de Planaltina, das unidades básicas de saúde e dos centros de Atenção Psicossocial (Caps), todos da região Norte. Semanalmente, o voluntário precisa cumprir uma carga horária mínima de seis horas, sem ultrapassar o total de 40 horas por semana. O programa tem duração de um ano, podendo ser prorrogável por igual período. Os selecionados serão informados por e-mail. A previsão é de que as atividades dos novos voluntários sejam iniciadas na primeira quinzena de maio. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: cvolhrs@gmail.com ou ao Neps do HRS. Outras regiões O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) conta com quase 100 voluntários, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, técnicos em radiologia, odontólogos, nutricionistas, farmacêuticos e psicólogos. Além disso, há o voluntariado social, com contadores de história, manicures, cabeleireiros, entre outros. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Para atuar no voluntariado do Hran, não há data pré-definida de inscrições. Quem se interessar, deve enviar currículo para o e-mail cvolhran@gmail.com. Em seguida, há uma entrevista para direcionar o voluntário ao setor que melhor se adequa ao perfil. O tempo mínimo é de quatro horas ao dia e o máximo, 40 horas semanais. Já no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a regra segue um caminho parecido. É preciso ser maior de 16 anos e também não há prazo específico para envio de currículos. Para se candidatar, é necessário encaminhar um e-mail para voluntarioshrt@gmail.com. A unidade responderá com instruções para cadastramento. À medida que a demanda for surgindo, os voluntários correspondentes são acionados. Confira algumas das vagas disponíveis para o voluntariado profissional no dia 24 de abril. Lembrando que a inscrição é presencial: Hospital Regional de Sobradinho ? Administrativo – nível médio: 50 vagas ? Biomedicina: 10 vagas ? Enfermagem: 6 vagas ? Farmácia: 10 vagas ? Nutricionista: 2 vagas ? Tecnologia da informação: 5 vagas ? Técnico em enfermagem: 20 vagas ? Técnico em nutrição: 2 vagas ? Tecnólogo em recurso humanos, gestão hospitalar e gestão pública: 5 vagas UBSs e Caps (Sobradinho) ? Administrativo – nível médio: 30 vagas ? Educação física: 12 vagas ? Enfermagem: 9 vagas ? Farmácia: 4 vagas ? Serviço social: 3 vagas ? Técnico de enfermagem: 30 vagas ? Técnico em laboratório: 15 vagas Documentação necessária Se interessou pela oportunidade em Sobradinho? Estes são os documentos necessários para realizar a inscrição (original e cópia): ? Cédula de identidade ? CPF e declaração de CPF regular atualizada do site da Receita Federal; ? Comprovante de residência em nome do candidato ou comprovante de residência e declaração assinada pelo dono do imóvel; ? Diploma do curso técnico ou superior referente ao cargo pretendido; ? Carteira do conselho de classe; ? Certidão negativa do conselho de classe; ? Certidão criminal negativa emitida pelos tribunais regionais federais 1ª Região e Tribunal de Justiça do Distrito Federal; ? Cartão de vacina. Serviço Para mais informações sobre voluntariado nas unidades das demais regiões administrativas, entre em contato a Gerência de Voluntariado, por meio dos seguintes canais: ? E-mail: gevol.dipmat@saude.df.gov.br ? Telefone: 2017-1145 – ramal 1035. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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