Concurso da carreira de desenvolvimento e assistência social amplia oportunidades
Na edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e da Mulher (SMDF) publicaram uma portaria conjunta que altera os requisitos para provimento no cargo de educador social, uma das especialidades de nível superior do próximo concurso da carreira de desenvolvimento e assistência social. Portaria publicada pela Sedes-DF e mais duas secretarias amplia as chances de candidatos aos cargos do segmento, permitindo o ingresso de profissionais originários de várias áreas de informação | Foto: Divulgação/Sedes-DF Com isso, fica autorizada a nomeação da pessoa aprovada com diploma de conclusão de curso superior em qualquer área de formação, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação. Antes, o ingresso na carreira era restrito aos graduados em cursos com licenciatura. Na prática, a medida permitirá a concorrência de um número maior de candidatos ao cargo, que tem previstas 128 vagas imediatas e de cadastro reserva. A mudança, para valer efetivamente no concurso, ainda precisa ser publicada em retificação do edital no DODF, o que deve ocorrer nos próximos dias. “Com a atualização da descrição funcional, passamos a contemplar atividades de natureza socioassistencial e comunitária, ampliando a possibilidade de ingresso de profissionais de diferentes áreas do conhecimento, sem comprometer a qualidade do atendimento prestado à população” Jackeline Canhedo, secretária de Desenvolvimento Social As vagas serão distribuídas entre as três secretarias. A remuneração prevista para o cargo de educador social é de R$ 6.071,09, com gratificações aplicáveis conforme a lotação e vale-alimentação no valor de R$ 640. Para viabilizar o ingresso de candidatos com qualquer graduação, com garantia de segurança jurídica, a portaria também traz alterações na descrição do cargo de educador social, estabelecendo funções mais amplas de natureza socioassistencial e comunitária e excluindo atribuições específicas ligadas à educação social e atividades pedagógicas — que seriam apropriadas apenas para candidatos graduados em cursos com licenciatura, que são aqueles voltados à formação de professores. “A alteração traz mais coerência entre as atribuições do cargo e a realidade do trabalho desenvolvido nas unidades socioassistenciais”, avalia a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. “Com a atualização da descrição funcional, passamos a contemplar atividades de natureza socioassistencial e comunitária, ampliando a possibilidade de ingresso de profissionais de diferentes áreas do conhecimento, sem comprometer a qualidade do atendimento prestado à população”, detalha a secretária. “Essa medida fortalece a carreira e amplia as oportunidades para os candidatos ao concurso.” Provas [LEIA_TAMBEM]As provas estão marcadas para 6 de setembro, em dois turnos: a de especialista (nível superior) será aplicada pela manhã, e a de técnico (nível médio), à tarde. São 529 vagas imediatas para a Sedes-DF, 368 para a SMDF e 300 para a Sejus-DF. As inscrições começam em 9 de junho e devem ser feitas no site do Instituto Quadrix, banca responsável pela organização do certame, com valores de R$ 84 para o cargo de técnico e R$ 113 para o de especialista, além de isenção de taxa para doadores de sangue, de medula óssea, beneficiários de programas sociais do GDF e hipossuficientes. Para os cargos de técnico, serão preenchidas vagas de agente social (133), cuidador social (32) e técnico administrativo (398). Já os de especialista abrangem as áreas de administração (47), ciências contábeis (42), comunicação social (14), direito e legislação (115), economia (9), educação social (32), estatística (10), nutrição (41), pedagogia (121), psicologia (75), serviço social (125) e sociologia (3). Confira a publicação da portaria conjunta. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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Rede nacional amplia apoio à educação especial inclusiva
A Secretaria de Educação (SEEDF) participou, nesta quinta-feira (30), de uma reunião técnica sobre a criação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, iniciativa do Ministério da Educação que busca alinhar diretrizes e fortalecer a atuação de estados e municípios. Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão: “Com a rede, conseguimos alinhar diretrizes, ampliar a formação de profissionais e oferecer suporte técnico qualificado às redes de ensino, respeitando as especificidades de cada território” | Fotos: André Amendoeira/SEEDF “Para a Secretaria de Educação, é fundamental contar com diretrizes claras, apoio técnico e formação continuada, garantindo que nossas escolas estejam preparadas para atender, com qualidade e equidade, todos os estudantes” Iêdes Braga, secretária interina de Educação O encontro apresentou a estrutura da nova rede e suas bases de funcionamento. A proposta é aprimorar a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, atualizada por decretos publicados em 2025, com foco na ampliação do atendimento e na qualificação das redes de ensino. “A consolidação dessa rede nacional representa um avanço estratégico para a educação inclusiva”, avaliou a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. “Para a Secretaria de Educação, é fundamental contar com diretrizes claras, apoio técnico e formação continuada, garantindo que nossas escolas estejam preparadas para atender, com qualidade e equidade, todos os estudantes.” Fortalecimento da educação inclusiva A rede nasce com o propósito de integrar esforços, fortalecer as capacidades locais e assegurar que nenhuma estudante ou nenhum estudante fique à margem do processo educacional”, enfatizou Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão. “Estamos falando de garantir direitos e transformar realidades por meio da educação.” Segundo ela, a articulação entre os entes federativos é central para o funcionamento da política: “A construção dessa política é coletiva e exige articulação permanente entre os entes federativos. Com a rede, conseguimos alinhar diretrizes, ampliar a formação de profissionais e oferecer suporte técnico qualificado às redes de ensino, respeitando as especificidades de cada território”. Política nacional e investimentos A política nacional tem como eixo assegurar o acesso à educação sem discriminação, com igualdade de oportunidades para estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades. A base legal inclui a Constituição, a Lei de Diretrizes e Bases e a Lei Brasileira de Inclusão. Lançado na reunião, o primeiro volume dos Cadernos de Gestão das Modalidades Educacionais tem orientações para apoio aos gestores na formulação de políticas públicas Desde 2023, o Ministério da Educação destinou R$ 2,3 bilhões à área, com investimentos para estruturação do atendimento educacional especializado e formação de professores. Entre as ações, está o repasse de recursos para salas de recursos multifuncionais, que somaram mais de R$ 650 milhões no período, com nova previsão de investimento para 2026. A estratégia também prevê a atuação de centros de referência em todos os estados e o apoio de articuladores intersetoriais na implementação das políticas e na formação de profissionais. Cadernos de gestão [LEIA_TAMBEM]Durante a reunião, foi lançado o primeiro volume dos Cadernos de Gestão das Modalidades Educacionais, voltado para a educação especial inclusiva. O material reúne orientações para apoiar gestores na formulação e implementação de políticas públicas com foco na equidade. Os cadernos organizam diretrizes em sete dimensões da gestão educacional, como planejamento, financiamento, formação de profissionais e monitoramento. Elaborados com a colaboração de especialistas, foram criados para traduzir conceitos técnicos em instrumentos aplicáveis ao dia a dia das redes de ensino. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escola pública do DF ganha 2º Núcleo de Inovação Educacional
A rede pública de ensino do Distrito Federal ganhou, nesta segunda-feira (16), mais um reforço na política de inovação pedagógica. A Secretaria de Educação (SEEDF) inaugurou o segundo Núcleo de Inovação do DF, instalado no Centro de Ensino Médio 804, no Recanto das Emas. O espaço amplia o uso de tecnologias na educação e viabiliza a produção de conteúdos digitais, fortalecendo a educação híbrida, que combina atividades presenciais e não presenciais. Durante a inauguração do segundo núcleo, a Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, anunciou que há a previsão de novas unidades | Foto: Mary Leal/SEEDF “O MEC tem se comprometido cada vez mais com esse espaço de ampliar possibilidades pedagógicas para garantir o direito de aprendizagem nas redes públicas de todo o país” Tereza Santos, diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou o avanço da iniciativa e a intenção de ampliar o projeto. “Já articulamos com o MEC [Ministério da Educação] a chegada de novas unidades”, afirmou. A primeira unidade foi aberta em março de 2024, na sede da secretaria. Após dois anos, o programa avança para dentro de uma escola da rede pública, ampliando o acesso às ferramentas de inovação pedagógica. A iniciativa integra políticas públicas como o Plano Distrital de Educação, a Política Nacional de Educação Digital e o programa Horizontes Digitais. A proposta é garantir que estudantes e professores tenham acesso a metodologias ativas e ferramentas tecnológicas, com foco no protagonismo juvenil e na melhoria da aprendizagem. “O MEC tem se comprometido cada vez mais com esse espaço de ampliar possibilidades pedagógicas para garantir o direito de aprendizagem nas redes públicas de todo o país”, enfatizou a diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC, Tereza Santos. Núcleos planejados [LEIA_TAMBEM]A coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves, avaliou como bem-sucedida a escolha de instalar o núcleo dentro do CEM 804: “Vocês acertaram quando indicaram uma escola. Os espaços, na política nacional de ensino médio, devem apoiar a implementação dos itinerários formativos”. O Distrito Federal integra a Rede de Inovação para a Educação Híbrida, iniciativa federal criada em 2022 em parceria com a Universidade Federal de Alagoas. “Em um ano e meio, conseguimos não só o planejamento, mas também o projeto e a execução das obras, e a gente sabe que não é fácil no nosso país”, pontuou o coordenador-geral da rede, Ibisem Bittencourt. Em todo o país, pontuou ele, 52 núcleos foram planejados e 47 já foram concluídos Com o novo núcleo, a expectativa é que os conteúdos produzidos passem a integrar os materiais pedagógicos da rede e as formações de professores. A estratégia também amplia o acesso à educação de qualidade, especialmente para estudantes do ensino médio noturno, e contribui para a formação de jovens preparados para os desafios da cidadania digital. *Com informações da Secretaria de Educação
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Colégio Militar Tiradentes se destaca entre os melhores do Brasil no Enem 2024
O Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), foi oficialmente reconhecido como uma das 15 melhores instituições de ensino médio do Distrito Federal com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. A escola, que ocupa a 15ª colocação no ranking geral, é a única instituição pública de ensino do DF presente na lista divulgada - com os 15 primeiros lugares de cada unidade da Federação - pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada. Média de quase 660 pontos na avaliação do MEC reflete a excelência de ensino do colégio | Foto: Divulgação/Colégio Militar Tiradentes Localizado no Setor Policial Sul, o Colégio Militar Tiradentes obteve média de 659,42 pontos, considerando as quatro provas objetivas (Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) e a redação. O resultado reforça o compromisso da PMDF com a excelência acadêmica e a formação cidadã dos jovens brasilienses. O Colégio Militar Tiradentes tem se consolidado como referência em disciplina, responsabilidade e alto desempenho educacional. O modelo pedagógico adotado na unidade valoriza a ética, o civismo e o respeito à hierarquia, alinhando-se aos valores da corporação. Além do conteúdo acadêmico de qualidade, os alunos têm acesso a programas de formação complementar, atividades cívicas e incentivo à prática esportiva. De acordo com a metodologia adotada pelo MEC, o ranking leva em conta a média das provas apenas dos estudantes que compareceram aos dois dias de aplicação do exame. Escolas com menos de dez participantes não entram no cálculo oficial. No caso do Colégio Militar Tiradentes, a nota reflete a dedicação dos estudantes, o empenho do corpo docente e o acompanhamento rigoroso da equipe pedagógica. *Com informações da PMDF
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FAPs do Centro-Oeste e Capes assinam acordo de cooperação
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e as unidades da Fundação de Amparo à Pesquisa da Região Centro-Oeste assinaram Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), para execução do Programa Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da região. Participaram do encontro representantes da Capes e de unidades de apoio à pesquisa de outros estados do Centro-Oeste | Foto: Ester Cruz/Capes O encontro ocorreu na última quinta-feira (27), com a participação da presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, da superintendente científica, tecnológica e de inovação da FAPDF, Renata Vianna, e do coordenador tecnológico e de inovação da fundação, Gilmar dos Santos Marques. Também assinaram o acordo o diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Márcio de Araújo Pereira, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Marcos Arriel, e o diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Flávio Teles. R$ 5 milhões Valor da contrapartida a ser investida pela FAPDF O objetivo é apoiar projetos e formação em recursos humanos para pesquisa, desenvolvimento e inovação sustentáveis, nos eixos de bioeconomia, biotecnologia e biodiversidade, conduzidos por programas de pós-graduação stricto sensu e suas respectivas pró-reitorias localizadas no Centro-Oeste. O valor total do investimento é de R$ 47 milhões pela Capes e contrapartida de R$ 19 milhões das FAPs. A contrapartida total da FAPDF perfaz o montante de R$ 5 milhões, que serão aplicados em quatro projetos selecionados nos termos do edital. Confira, abaixo, os projetos. ⇒ Desenvolvimento de formulações farmacêuticas e alimentares a partir de matérias-primas do cerrado úteis em doenças crônicas-degenerativas relacionadas à inflammaging (UnB/Faculdade de Ciências da Saúde) ⇒ Explorando novos materiais para o futuro sustentável: infraestrutura multiusuário e formação acadêmica (UnB / Instituto de Física) ⇒ Dengue, zika e chikungunya: educação em saúde no ensino básico para enfrentamento das arboviroses no centro-oeste (Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes/UnDF) ⇒ Prospecção e desenvolvimento de biodefensivos e bioinsumos para o controle de insetos-praga e patógenos da cultura da soja na Região Centro-Oeste (UCB/mestrado e doutorado em ciências genômicas e biotecnologia). *Com informações da FAPDF
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Comitê internacional visita escolas do DF durante Seminário sobre Educação em Tempo Integral
Em busca de diálogo e reflexão sobre o ensino em tempo integral no país, representantes educacionais de países da América Latina tiveram a oportunidade de conhecer de perto a realidade das instituições de ensino público que oferecem educação em tempo integral no Distrito Federal. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Banco Mundial do Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação do DF (SEEDF), e faz parte do Seminário Interministerial sobre Educação em Tempo Integral. Comitiva teve a oportunidade de conhecer de perto a realidade das instituições de ensino público que oferecem educação em tempo integral no DF | Fotos: Mary Leal/SEEDF Durante os três dias de seminário, entre os dias 9 e 11 deste mês, especialistas compartilharam conhecimentos e experiências por meio de palestras e sessões de conversa, ressaltando a importância da educação integral na formação dos alunos. No encerramento do evento, realizado no auditório do MEC, estiveram presentes a subsecretária de Educação Integral e Inclusiva da SEEDF, Vera Barros, a secretária da Educação Básica (SEB), Kátia Schweickardt, o especialista sênior de Educadores, João Cossi, e a diretora de Operações do Banco Mundial no Brasil, Sophie Nadeau. “Neste momento, a Secretaria de Educação submeteu o projeto de lei para a educação em tempo integral, visando estabelecer uma política de Estado para esse tipo de educação. O objetivo é que a educação em tempo integral seja reconhecida no âmbito do Distrito Federal como lei, e não apenas como um projeto da Secretaria de Educação. Essa é a grande diferença” Vera Barros, subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da SEEDF A subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da SEEDF destacou a importância do evento como um marco no fortalecimento das relações internacionais para o avanço da educação no país. “Estou muito feliz por estar aqui, pois este encontro marca o encerramento de um amplo trabalho de formação coordenado pelo MEC. Estamos compartilhando não apenas experiências internacionais, mas também nossos próprios avanços na área da educação em tempo integral”, explicou Vera Barros, ressaltando a relevância do intercâmbio de boas práticas e a busca constante por melhorias. Além disso, Vera enfatizou a relevância da educação integral como política pública no Distrito Federal. “Neste momento, a Secretaria de Educação submeteu o projeto de lei para a educação em tempo integral, visando estabelecer uma política de Estado para esse tipo de educação. O objetivo é que a educação em tempo integral seja reconhecida no âmbito do Distrito Federal como lei, e não apenas como um projeto da Secretaria de Educação. Essa é a grande diferença”, concluiu. Os estudantes da EC Kanegae prepararam apresentações sobre a cultura afro-indígena-brasileira, envolvendo manifestações como capoeira, maculelê e ginástica rítmica desportiva com fita Visita às escolas Durante o evento, o comitê se dividiu em duas comitivas para visitar escolas que oferecem educação em tempo integral no DF. A primeira comitiva, composta por representantes de países como Argentina, Uruguai, Chile, Peru e Vietnã, teve a oportunidade de visitar pela manhã a Escola Classe (EC) Kanegae, localizada no Riacho Fundo, a Escola Parque da Natureza e do Esporte (EPNE), no Núcleo Bandeirante, e o Centro de Ensino Médio (CEL) do Lago Sul. Já a segunda comitiva, composta por membros de secretarias estaduais e municipais do país, visitou a Escola Classe (EC) 15 de Ceilândia e o Centro de Ensino Infantil (CEI) 6 de Taguatinga. Essas visitas proporcionaram valiosas trocas de experiências e reflexões sobre os desafios e as boas práticas na implementação de uma educação de qualidade em período integral. Na EC Kanegae, os estudantes prepararam apresentações sobre a cultura afro-indígena-brasileira, envolvendo manifestações como capoeira, maculelê e ginástica rítmica desportiva com fita. A diretora da escola, Shirley Rocha, expressou sua gratidão pela oportunidade de compartilhar as experiências da instituição com os visitantes internacionais, destacando os projetos inovadores desenvolvidos pela EC Kanegae, como a horta, a cozinha experimental e o laboratório de informática educativa. “Agradeço a oportunidade de receber e apresentar aos estrangeiros um pouco do protagonismo dos nossos estudantes nesse cenário de escola do campo. Mostramos um pouco das oficinas, como ocorrem nossas atividades em tempo regular e como acontecem as atividades no ensino integral”, disse Shirley Rocha. Fabian Roizen, representante do Uruguai, elogiou o modelo de educação em tempo integral observado nas escolas visitadas, destacando a integração entre o currículo escolar e as atividades extracurriculares. “É interessante ver o trabalho integral que vem sendo feito nessas escolas. É possível unir o currículo escolar com diferentes oficinas, sem perder de vista a oportunidade de fazer um acompanhamento personalizado no desenvolvimento de competências importantes nas áreas de leitura e escrita”, comentou. A visita às escolas do Distrito Federal durante o Seminário sobre Educação em Tempo Integral reforça o compromisso de diversos representantes internacionais e nacionais com a promoção de uma educação de qualidade e inclusiva para todos os alunos. *Com informações da SEEDF
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Futuro da educação no DF é debatido em seminário internacional
Nesta quarta-feira (28), a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, esteve na abertura do Festival Sesi de Educação para atuar como painelista. A convite do Serviço Social da Indústria (Sesi), Hélvia participou do painel O futuro para juventudes, educação e mundo do trabalho. O festival prossegue até sábado (2/3) no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, apresentou um painel no Seminário Internacional Sesi de Educação | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A gestora explicou como a Secretaria de Educação (SEEDF) está se preparando para atender às futuras demandas da juventude em termos de habilidades e competências para o mercado de trabalho. “A gente precisa, com base na oferta que existe hoje no Brasil e no Distrito Federal especificamente, promover cursos técnicos nessa área”, afirmou. “Então, quando o aluno vai entrar no ensino médio, ele se vê diante de dois caminhos. O primeiro consiste em seguir o ensino médio tradicional regular, e de lá ele tenta entrar na universidade para seguir com o curso superior; o outro é a área técnica e profissionalizante.” Conquistas A secretária também falou sobre as principais estratégias da SEEDF para garantir que os jovens estejam preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho, que está em constante evolução, e acentuou a importância do incentivo da pasta na construção de escolas técnicas e parcerias. “Entregamos em 2023 a Escola Técnica de Santa Maria, e neste ano vamos inaugurar a primeira do Paranoá”, lembrou. “Além disso, temos também as parcerias voltadas à educação profissional e tecnológica no DF, como Sebrae, Senai, Senac, Sest, Ciee, Senat e Pronatec. Em todas elas, o aluno faz as disciplinas da formação geral básica e no contraturno vai para ter essas disciplinas para ter a formação técnica.” Segundo dados do Censo Escolar 2023, 14.328 estudantes estavam matriculados na educação profissional e tecnológica no DF no último ano. Todos os cursos podem ser acessados no site da SEEDF. Desafios Pela manhã, também participaram do evento o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Getúlio Ferreira; o diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi; a co-CEO e diretora de Articulação do Movimento pela Base, Alice Ribeiro; a consultora pedagógica Pilar Lacerda e o superintendente de Educação do Sesi, Wisley Pereira, entre outros. Para Pilar Lacerda, o desafio da profissão docente é identificar quem é o aluno e buscar entender sua experiência de vida, assim como as especificidades de cada aluno e o contexto. “É fundamental para que as políticas educacionais consigam concretizar escolas para sujeitos reais, por isso é importante saber quem é o seu aluno e o que ele faz e precisa fazer para seguir na educação e na vida profissional”, afirmou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Esta é a sexta edição do Festival Sesi de Educação, evento que é palco de uma competição de robótica e do Seminário Internacional Sesi de Educação. São esperados mais de 3 mil adolescentes e jovens de todo Brasil. Durante os quatro dias do evento, o Sesi reúne especialistas em educação e representantes do setor público para debater o novo Plano Nacional de Educação (PNE) e a inserção dos jovens no mundo do trabalho. A entrada é gratuita e será aberta ao público a partir desta quinta (29), das 9h às 18h. Os visitantes poderão assistir às quatro modalidades da competição – com miniaturas de carros de Fórmula 1, robôs pequenos de Lego e robôs gigantes, com até 1,2 metro de altura e 56 kg –, além de participar de oficinas maker e interagir com dez aparatos do Sesi Lab itinerante. *Com informações da Secretaria de Educação
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Seminário internacional aborda segurança nas escolas
Representantes da Secretaria de Educação (SEE) participaram, nessa terça-feira (30), do 1° Seminário Internacional sobre Segurança e Proteção no Ambiente Escolar, que, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), prossegue até esta quarta (31) debatendo iniciativas e implementadas no Brasil e no exterior no enfrentamento à violência escolar. O evento foi aberto pela secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, abriu o seminário: “Vamos tratar assuntos de enfrentamento à violência na raiz, que é onde de fato o problema se encontra e precisa ser solucionado” | Foto: Mary Leal/SEE O coordenador da Comissão Permanente pela Paz nas Escolas da SEE, Tony Marcelo, destacou medidas adotadas pela pasta na busca por um ambiente escolar pacífico. Ele apresentou o projeto Jovens Líderes, desenvolvido por ex-alunos da rede pública de ensino do DF em Santa Maria para identificar e capacitar jovens estudantes com habilidades de liderança, promovendo o engajamento na implementação de práticas de convivência pacífica e resolução de conflitos. Além desse projeto, Tony Marcelo abordou outras medidas que têm sido implementadas com sucesso nas unidades escolares da região – como a criação de comitês de mediação de conflitos, a implementação de programas de educação emocional e a capacitação de professores para lidar de forma adequada com situações de violência e bullying. “A segurança nas escolas é uma responsabilidade coletiva, que envolve o engajamento de educadores, famílias, governos e a própria comunidade”, afirmou o coordenador, no fim do evento. Abertura [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A conferência de abertura do seminário teve como tema “Justiça Restaurativa”. Conduziram a explanação o ministro do Superior Tribunal do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e os juízes Kátia Roncada, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, e Egberto Penido, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). “A proposta apresentada pelo MEC aos 27 estados brasileiros refere-se às ações da Justiça Restaurativa no ambiente escolar”, explicou a secretária de Educação. “Aqui pretendemos difundir o programa para todos os estados brasileiros na busca de coibir a violência no ambiente escolar. Vamos tratar esses e outros assuntos de enfrentamento à violência na raiz, que é onde de fato o problema se encontra e precisa ser solucionado.” O seminário faz parte das ações desenvolvidas pelo grupo de trabalho interministerial instituído pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do decreto nº 11.469/2023, como estratégia de prevenção e enfrentamento da violência nas escolas. O evento tem discussões com transmissão online e pode ser acompanhado neste link. *Com informações da Secretaria de Educação
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