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Operação Verde Vivo

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Operação Verde Vivo 2026 reforça combate aos incêndios florestais no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta terça-feira (26), em frente ao Palácio do Buriti, a Operação Verde Vivo 2026. Coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a iniciativa reforça a prevenção, o monitoramento e o combate aos incêndios florestais durante o período de seca. O Distrito Federal está em estado de emergência ambiental, declarado pelo Decreto nº 48.599, de 14 de maio de 2026, para o período entre abril e dezembro deste ano. Presente na solenidade, a governadora Celina Leão afirmou que a prevenção será decisiva para enfrentar a seca no DF. O alerta se soma à previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de formação do El Niño no segundo semestre de 2026, fenômeno que pode reduzir as chuvas e elevar as temperaturas no Centro-Oeste. "Este é o ano em que temos que trabalhar na prevenção. Todos os anos, os bombeiros vão para a linha de combate, mas em 2026 o desafio será maior e já está pré-anunciado", disse. "A nossa missão hoje é pedir ajuda para que as pessoas coloquem a mão na consciência e não coloquem fogo de qualquer jeito. No ano passado, sofremos com incêndios provocados pelo homem, por falta de cuidado, falta de zelo e, em alguns casos, de forma intencional, criminosa", afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O efetivo e as viaturas serão mobilizados de forma gradual, conforme a demanda da operação. Diariamente, de 170 a 200 bombeiros atuarão exclusivamente no combate a incêndios florestais, distribuídos em 12 postos, além das 33 unidades operacionais da corporação no DF. Em grandes ocorrências, o efetivo mobilizado pode chegar a 1,5 mil militares por dia, somando reforços do expediente administrativo e do serviço operacional. A estrutura prevê até 35 viaturas exclusivas para combate a incêndios florestais no DF, além de sopradores, mochilas costais, abafadores, motobombas e ferramentas para atuação em vegetação. O apoio aéreo conta com dois aviões Air Tractor, um helicóptero e drones.   A governadora defendeu o reforço da conscientização da população para evitar queimadas provocadas por descuido ou ação criminosa. "A nossa missão hoje é pedir ajuda para que as pessoas coloquem a mão na consciência e não coloquem fogo de qualquer jeito. No ano passado, sofremos com incêndios provocados pelo homem, por falta de cuidado, falta de zelo e, em alguns casos, de forma intencional, criminosa", afirmou Celina Leão. Trabalho efetivo "Quase 100% dos incêndios florestais combatidos pelo Corpo de Bombeiros nos últimos anos são de causa humana. Então, evite colocar fogo, evite fazer queimadas e sempre acione o Corpo de Bombeiros. Qualquer dúvida, nos chame. A gente está pronto para orientar", alerta o coronel Moisés Alves Barcelos, comandante-geral do CBMDF Em 2025, a Operação Verde Vivo registrou redução média de 24,07% no número de ocorrências e de 28,73% na área queimada em relação a 2024, segundo balanço do CBMDF. O comandante-geral da corporação, coronel Moisés Alves Barcelos, reforçou que o combate aos incêndios depende da participação da sociedade. "Quase 100% dos incêndios florestais combatidos pelo Corpo de Bombeiros nos últimos anos são de causa humana. Então, evite colocar fogo, evite fazer queimadas e sempre acione o Corpo de Bombeiros. Qualquer dúvida, nos chame. A gente está pronto para orientar", disse. O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, afirmou que a educação ambiental é um dos pontos centrais para evitar novos incêndios durante a seca. Segundo ele, a maior parte das ocorrências é causada por ação humana. "A gente não tem ignição espontânea aqui no DF neste período de seca, não tem raio, não tem nuvem. Praticamente todos os incêndios ocorrem por ação humana. Por isso vem a preocupação com a educação: não colocar fogo no lixo, não fazer queimada sem saber, porque isso vira incêndio", alertou. Patury também destacou a necessidade de participação da população na prevenção e no acionamento das forças de segurança. "Se alguém identificar uma pessoa fazendo queimada, colocando fogo em lixo ou fazendo qualquer tipo de fogueira em área de risco, que notifique o Corpo de Bombeiros ou a polícia para que a gente tenha pronta intervenção. Os bombeiros estão equipados e preparados, mas a responsabilidade é de todos nós", pontuou. "Os bombeiros estão equipados e preparados, mas a responsabilidade é de todos nós", pontuou Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública interino  Operação Verde Vivo 2026 A Operação Verde Vivo integra o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCif), que reúne órgãos responsáveis por reduzir riscos, proteger unidades de conservação e atender ocorrências de fogo em vegetação. Além do CBMDF, participam a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), o Jardim Botânico de Brasília, o Brasília Ambiental, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a Secretaria de Saúde (SES-DF). A operação conta ainda com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão de unidades de conservação federais no DF. As ações estarão concentradas em áreas de conservação ambiental, unidades de preservação, regiões rurais e locais historicamente mais suscetíveis a incêndios florestais no DF, com atenção às áreas de interface urbano-florestal e ao entorno do Cerrado. As equipes atuam em monitoramento, educação ambiental, abertura e manutenção de aceiros, orientação a comunidades rurais e pronto atendimento aos focos de incêndio. Aceiros são faixas de terra sem vegetação, abertas para barrar o avanço do fogo. O PPCif prevê, ainda, campanhas educativas, ações com estudantes e abordagens à população em áreas próximas a unidades de conservação. Uma das frentes do plano alerta moradores, motoristas, produtores rurais e visitantes sobre os riscos da queima irregular de lixo, entulho e restos de poda.

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Operação Verde Vivo reforça prevenção e combate aos incêndios florestais no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançará terça-feira (26) a Operação Verde Vivo 2026. Coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a iniciativa marca oficialmente o início das ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais no território do Distrito Federal. A operação é considerada uma das mais importantes ações anuais de proteção ambiental promovidas pelo GDF, reunindo esforços integrados de diversos órgãos públicos para preservar o Cerrado, proteger a fauna e a flora locais e reduzir os impactos causados pelas queimadas durante o período de estiagem. O Distrito Federal já está em estado de emergência ambiental, conforme o Decreto nº 48.599, de 14 de maio de 2026, vigente entre abril e dezembro deste ano. A medida reforça as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais durante o período de seca, ampliando a capacidade de resposta dos órgãos envolvidos na proteção do Cerrado, da fauna e da flora do DF. No lançamento, serão apresentados os recursos para a Operação Verde Vivo deste ano, incluindo efetivos especializados, viaturas, equipamentos e estratégias de atuação | Foto: Agência Brasília Durante o evento, serão apresentados os recursos operacionais empregados na missão, incluindo efetivos especializados, viaturas, equipamentos e estratégias de atuação que serão utilizadas ao longo da temporada de seca. A operação também reforça o trabalho preventivo junto às comunidades, por meio de campanhas educativas e ações de conscientização ambiental. Nos últimos anos, a Operação Verde Vivo tem desempenhado papel fundamental na resposta rápida aos focos de incêndio e na preservação de áreas ambientais sensíveis do Distrito Federal, especialmente em unidades de conservação, parques ecológicos e regiões rurais. O Distrito Federal já está em estado de emergência ambiental, conforme o Decreto nº 48.599, de 14 de maio de 2026, vigente entre abril e dezembro deste ano Além da atuação direta no combate às chamas, a iniciativa busca fortalecer a integração entre os órgãos envolvidos e ampliar a capacidade de resposta diante do aumento do risco de incêndios característico dos meses de baixa umidade. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal destaca que a participação da população também é essencial para o sucesso da operação. A orientação é para que a comunidade evite queimadas irregulares, descarte inadequado de materiais inflamáveis e acione imediatamente os serviços de emergência em caso de focos de incêndio. *Com informações do Corpo de Bombeiros  

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Capacitação em Sobradinho orienta produtores rurais para combate a incêndios florestais

Moradores de áreas rurais de Sobradinho participaram, nesta quarta-feira (29), de uma oficina de primeiro combate a incêndios em vegetação. A capacitação foi promovida pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e ocorreu no Assentamento Chapadinha e faz parte das ações da Operação Verde Vivo, voltada para a prevenção e para o enfrentamento de incêndios florestais no período de estiagem. A atividade combinou orientações teóricas e práticas em campo, com foco em quem vive ou trabalha em regiões mais vulneráveis ao fogo. Durante a tarde, após as aulas teóricas que alertaram sobre o perigo das queimadas e a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) em momentos críticos, os participantes aprendem técnicas como abertura de aceiros, uso de abafadores e operação de bombas costais, além de identificação de riscos nas propriedades e alternativas ao uso do fogo. Michel Aquino: "Falamos da segurança no combate aos princípios de incêndio para evitar acidentes com os trabalhadores rurais e depois sobre como o incêndio se comporta e como preveni-lo com linhas de defesa" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo o tenente Michel Aquino, integrante do Fórum de Prevenção a Incêndios Florestais, a proposta é que a própria comunidade consiga agir nos primeiros momentos de um incêndio, reduzindo danos ambientais, prejuízos à produção e riscos à segurança das famílias. “Falamos da segurança no combate aos princípios de incêndio para evitar acidentes com os trabalhadores rurais e depois sobre como o incêndio se comporta e como preveni-lo com linhas de defesa. E sempre orientamos que, caso as chamas já estejam maiores em intensidade de calor e radiação, não é seguro combater. É melhor evacuar a área do que correr o risco”, explicou o militar. Aquino destacou, ainda, a importância da capacitação: “As queimas de poda e outros resíduos estão entre as principais causas de incêndios nessa região, então sempre pedimos para que a população evite essa prática”.   Comunidade atenta Entre os produtores rurais que participaram das atividades, estava Keila Rodrigues Reis Silva, de 38 anos. Presidente da Associação Ecoagrovila Renascer, ela mobilizou os moradores da região a comparecer às oficinas e destacou a importância da capacitação no dia a dia no campo: “Todos os anos a gente sofre muito com as queimadas aqui, esse curso foi muito importante para ensinar a comunidade a combater os incêndios e evitar que o fogo comece dentro das propriedades.” José Ribamar Vilar: "Apagar fogo tem que ter prática porque entrar sem saber o que fazer pode até piorar a situação e trazer risco para a própria pessoa" Com a enxada na mão, o aposentado José Ribamar da Silva Vilar, de 77 anos, ressaltou a necessidade de preparo para agir diante do fogo: “Apagar fogo tem que ter prática porque entrar sem saber o que fazer pode até piorar a situação e trazer risco para a própria pessoa”. A aposentada Maria das Graças Santos Paiva, 74, completou com os ensinamentos do dia: “Aprendemos que temos que combater o fogo da forma certa para não nos colocarmos em perigo.” O extensionista rural da Emater que atende na região de Sobradinho, Gerlan Teixeira Fonseca, ressaltou os impactos causados pelas queimadas e o prejuízo das ações que podem levar a incêndios maiores: “A queimada reduz matéria orgânica, destrói micro-organismo e acarreta na redução de fertilidade natural do solo. Com isso, até a água reduz na região, com o tempo. Fora o prejuízo à vida humana, nos casos em que produtores e brigadistas já ficaram bastante machucados em função do fogo”. Conscientizar para reduzir Dados da Operação Verde Vivo mostram que, entre maio e outubro de 2025, o Distrito Federal registrou 6.488 ocorrências de incêndio florestal, uma redução em torno de 24% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 8.545 casos. A área queimada também caiu: passou de 36,1 mil hectares para 25,7 mil hectares, uma diminuição de 28,7%. Entre maio e outubro de 2025, o DF registrou 24% menos incêndios florestais em relação ao mesmo período de 2024 Apesar da queda, os números ainda acendem alerta. Cerca de 95% da área atingida foi resultado de fogo não controlado, o que reforça a necessidade de ações educativas como a realizada em Sobradinho. O cenário está diretamente ligado às condições climáticas do DF: durante a estiagem, entre junho e setembro, a combinação de baixa umidade, altas temperaturas e ventos favorece a propagação do fogo. A ausência de chuvas nesse período também contribui para o aumento das ocorrências. A Operação Verde Vivo segue de abril a novembro e inclui ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida a incêndios. Em 2025, foram realizadas 31 atividades de capacitação, com cerca de 1.926 participantes em todo o DF. Próximas oficinas 5/5 - Tabatinga (Planaltina) 7/5 - Assentamento Márcia Cordeiro Leite (Planaltina) 13/5 - Comunidade Renascer/Palmares (Sobradinho) 14/5 - Comunidade Estâncias Vila Rica (Sobradinho) 19/5 - Movimento Comunitário do Jardim Botânico (São Sebastião) 20/5 - Núcleo Rural Boa Esperança 2 21/5 - Comunidade Papa Léguas (Ceilândia) 28/5 - Assentamento Terra Prometida (Planaltina) 29/5 - Vargem Bonita

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Tempo seco acende alerta no DF: população deve redobrar atenção para evitar incêndios e problemas de saúde

No auge da estiagem no Distrito Federal, a região central da capital da República registrou a menor temperatura do ano na madrugada desta sexta-feira (18). Os termômetros marcaram mínima de 10,1 °C no Plano Piloto, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com a chegada do período mais frio e seco do ano, é importante que a população fique alerta com relação à saúde e também com o meio ambiente por conta da baixa umidade e escassez de chuvas. Essa época do ano requer maior hidratação e higienização das vias nasais com soro fisiológico; população também pode adotar ações para minimizar os efeitos do tempo seco, como o uso de umidificadores, roupas leves, hidratantes corporais e colírios | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Já são 78 dias sem precipitação em Águas Emendadas e 56 dias em Brasília, o que favorece queimadas e agrava problemas respiratórios. Diante das condições, o Inmet emitiu alerta amarelo para baixa umidade, que permanece nos próximos dias. Esse cenário aumenta o risco de incêndios florestais devido à vegetação ressecada e ao descarte irregular de resíduos. Por isso, os cuidados devem ser redobrados. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) orienta a população a não atear fogo em terrenos, evitar queimar lixo e denunciar focos de queimadas ilegais pelos números 190 ou 193. “A gente pede para evitar fogueiras, queimar lixo ou realizar qualquer tipo de queima ao ar livre. A orientação também é para descartar corretamente resíduos que possam servir de combustível para o fogo, como papel, plástico e vegetação seca. Além disso, os brasilienses devem manter uma boa hidratação e evitar atividades físicas intensas nas horas mais secas do dia”, destacou Sandro Gomes, subsecretário do Sistema de Defesa Civil. Prevenir também é combater Brasília registra 56 dias sem chuvas; vegetação ressecada e descarte irregular de resíduos aumentam o risco de incêndios florestais | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Como medida preventiva, o Governo do Distrito Federal (GDF) deu início, em abril, à operação Verde Vivo. Coordenada por diversos órgãos do Executivo local, a iniciativa cria aceiros, mobiliza brigadas especializadas e promove campanhas educativas em escolas e comunidades para reduzir o impacto da seca. Em 2024, o GDF adotou uma série de ações para evitar incêndios florestais, começando com a decretação de estado de emergência ambiental em abril, o que viabilizou a contratação de 150 brigadistas. Foram feitas queimas prescritas e aceiros preventivos em áreas estratégicas, como a Estação Ecológica de Águas Emendadas, além da intensificação da operação Verde Vivo a partir de junho, abordando tanto prevenção quanto combate direto aos focos de incêndio. Ações educativas também marcaram o período, incluindo blitze com estudantes para conscientizar a população sobre os riscos de incêndios ambientais. Cuidados com a saúde A vacinação é uma das formas mais eficazes de se proteger contra doenças respiratórias | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF  A combinação de clima seco e frio favorece o surgimento de doenças respiratórias. Isso ocorre porque a baixa umidade resseca as vias aéreas e a mucosa nasal, diminuindo a proteção natural do organismo e facilitando a entrada de vírus e bactérias. Além das vias respiratórias, o tempo seco também pode causar ressecamento da pele e irritação nos olhos, agravando quadros de alergias e asma. Entre os sintomas mais comuns nesse período estão coriza nasal, espirros e secreção amarelada ou esverdeada, típicos de doenças como resfriado, rinite alérgica e sinusite bacteriana. Também são frequentes laringites, faringites, traqueítes e bronquites – estas últimas podendo causar tosse, falta de ar e chiado no peito. [LEIA_TAMBEM]Além da hidratação e da higienização das vias nasais com soro fisiológico, a população pode fazer o uso de umidificadores, roupas leves, hidratantes corporais e colírios para ajudar a minimizar os efeitos do tempo seco. No caso de crianças e idosos, o cuidado deve ser redobrado. Nas crianças, recomenda-se evitar a substituição da água por bebidas açucaradas. Já os idosos, por sentirem menos sede com o passar dos anos, são mais vulneráveis à desidratação. Sinais de alerta incluem urina escura, boca seca, tontura, câimbras, fraqueza e, em casos mais graves, confusão mental. A vacinação continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenção contra doenças respiratórias. A imunização contra a influenza está disponível em mais de 100 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Também há a vacina antipneumocócica, recomendada para idosos, pessoas com doenças pulmonares crônicas, asma grave, infecções respiratórias frequentes ou com imunidade comprometida. Os locais de vacinação podem ser consultados neste link. Pacientes com sintomas leves, como febre, coriza e tosse, devem procurar a UBS mais próxima, porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Casos mais graves são encaminhados para atendimento com especialistas, como otorrinos, pneumologistas ou infectologistas. Para o fim de semana, a previsão é de leve aumento da umidade, mas sem chuvas: → Sábado (19): mínima de 13 °C, máxima de 26 °C, umidade entre 35% e 85%; → Domingo (20): mínima de 15 °C, máxima de 27 °C, umidade entre 30% e 95%. Em qualquer situação de emergência (incêndios, mal súbito, acidentes), a população deve ligar imediatamente para o número 193 e informar o endereço com clareza e detalhes do ocorrido. A orientação é de não tentar controlar o incêndio por conta própria.  

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CBMDF convoca 2.000 militares do expediente administrativo para reforçar Operação Verde Vivo

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) implementou uma escala de reforço para a Operação Verde Vivo. Ao todo, foram convocados mais de 2.000 bombeiros militares, de soldados a coronéis, que atuavam no expediente administrativo, para reforçar as ocorrências de incêndios florestais no DF, sem comprometer o funcionamento dos setores administrativos da corporação. O Corpo de Bombeiros convocou mais de 2.000 bombeiros militares que atuavam no expediente administrativo, para reforçar as ocorrências de incêndios florestais no DF | Foto: Matheus H. Souza/ Agência Brasília A iniciativa visa aumentar a capacidade de resposta operacional do CBMDF diante do aumento de ocorrências de incêndios florestais, típico dessa época do ano. A nova escala elaborada mantém o suporte às atividades administrativas enquanto amplia o contingente disponível para atuar no combate direto aos focos de incêndio. Os militares alocados no expediente administrativo serão distribuídos em cinco alas de serviço e escalados em regime corrido, permitindo que participem das operações de campo sem abandonar suas funções regulares, exceto nos dias de atuação. Já os bombeiros convocados deverão se apresentar às 10h nas unidades operacionais designadas, com permanência até as 18h, para atender às demandas da operação. Para facilitar a execução da medida, foi criada a função de Superior Ambiental, a ser ocupada por coronéis da corporação. A mobilização do efetivo administrativo é parte do esforço contínuo do Governo do Distrito Federal (GDF) em aprimorar suas operações de proteção ambiental e preservar as áreas verdes do DF.

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Bombeiros do DF têm capacitação contínua para combater incêndios florestais

Antigo conhecido dos brasilienses, o período de seca no Distrito Federal favorece não só doenças ligadas às vias aéreas, mas, principalmente, queimadas Cerrado adentro. Com o intuito de combater e prevenir incêndios florestais, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) promove, anualmente, a Operação Verde Vivo, colocada em prática pelo Grupamento de Proteção Ambiental (Gpram). Na fase de preparação, entre as atividades dos cursos de capacitação, são abordados temas como o que fazer em situações com o uso de aeronaves; e como produzir e utilizar os equipamentos em terra, como abafadores de chamas, bombas de água, enxadas e rastelos | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Em vigor desde 2003, a mobilização começa assim que o período de chuvas termina. O objetivo é otimizar o emprego de recursos humanos e materiais de acordo com o aumento progressivo de ocorrências de queimadas. Dividida em fases, a operação conta com atividades de instrução para os bombeiros, campanhas educacionais e ações preventivas, até a intensificação do combate aos focos de fogo. [Olho texto=”“Estamos em uma época do ano em que a temperatura começa a elevar, a vegetação já está desidratada, o clima vem ficando muito seco e precisamos de apenas uma fagulha, uma centelha, para dar início a um incêndio”” assinatura=”Renato Augusto, oficial de Informação Pública do CBMDF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “É a maior operação do Corpo de Bombeiros durante o ano”, salienta o capitão Renato Augusto, oficial de Informação Pública do CBMDF. “Estamos em uma época do ano em que a temperatura começa a elevar, a vegetação já está desidratada, o clima vem ficando muito seco e precisamos de apenas uma fagulha, uma centelha, para dar início a um incêndio”, completa. Na fase de preparação, são promovidos cursos de capacitação com o objetivo de atualizar os conhecimentos dos profissionais e difundir novas táticas e estratégias. Os temas abordados incluem desde o que fazer em situações com o uso de aeronaves a como produzir e utilizar os equipamentos em terra, como abafadores de chamas, bombas de água, enxadas e rastelos. De acordo com o capitão Renato Augusto, a Verde Vivo é a maior operação do Corpo de Bombeiros durante o ano Apesar do reforço, a equipe sempre está preparada para atender ocorrências ambientais. Exemplo disto é que a formação inicial dos praças já inclui capacitação no serviço florestal, como ocorre com os 355 novos militares nomeados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em abril deste ano. Ainda na fase de preparação, há a aquisição de novos equipamentos, o mapeamento de áreas de risco e alinhamento de atuação com outros órgãos ambientais. Até o momento, houve a compra de 162 sopradores, com aporte de R$ 550 mil; de 524 bombas costas, por R$ 739 mil; de 170 mangueiras de 1″, por R$ 615 mil; de 317 facões com bainha, por R$ 29 mil; e de 11 viaturas modelo S10, por R$ 2 milhões. O tenente Hugo Batista reforça que “com o melhor treinamento que tiverem, menos ocorrências de acidentes teremos com os nossos bombeiros e podemos dar melhor serviço para a comunidade, com combate mais rápido, econômico e eficiente” Segundo o oficial ambiental leste, o tenente Hugo Batista, cada ferramenta auxilia o combate de formas diferentes. “O soprador é, basicamente, um motor que joga ar em alta velocidade, abafando o incêndio. As bombas costais carregam aproximadamente 20 litros e servem para diminuir as chamas para que o soprador faça o combate”, explica. “Os abafadores, como o nome diz, abafam as chamas nas vegetações rasteiras. E o pinga-fogo serve para controlar o fogo com o próprio fogo, ou seja, a gente queima uma área antes para apagar as chamas quando chegarem a esse ponto.” O tenente Hugo Batista afirma que, além de otimizar o combate, a preparação visa proteger o efetivo. “É uma atividade perigosa, os profissionais inalam muita fumaça, então, com o melhor treinamento que tiverem, menos ocorrências de acidentes teremos com os nossos bombeiros e podemos dar melhor serviço para a comunidade, com combate mais rápido, econômico e eficiente”, afirma. Vendedor de lanches ao lado do Parque Nacional, João Pedro considera que cuidado com o meio ambiente é um gesto de cidadania “O DF queima bastante. No ano passado, foram 140 mil hectares queimados, sendo que só em parques foram 10 mil hectares em uma ocorrência”, continua o tenente Hugo Batista. “Com a intensificação das queimadas, todo o efetivo é voltado à preservação ambiental. Quanto mais preparados estivermos para o combate, mais poderemos salvar a fauna e proteger a população”, afirma. Cuidado A população também pode e deve contribuir na proteção da fauna e flora. Evite utilizar o fogo para descartar lixo e não jogue pontas de cigarro pelas janelas dos veículos e nem em qualquer área verde. “Muitos incêndios começam dessa forma, é um fogo que facilmente foge de controle”, afirma o capitão Renato Augusto. Para os chacareiros e produtores rurais, vale fazer um aceiro ao redor da propriedade e próximo ao ambiente dos animais. Por outro lado, não é indicado o fogo para renovação do pasto. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O empreendedor João Pedro Bandeira, 26 anos, está bem atento aos cuidados necessários para evitar incêndios florestais. Desde 2020, ele vende lanches às margens DF-001, no Lago Oeste, ao lado do Parque Nacional de Brasília. Para ele, o cuidado com o meio ambiente é um gesto de cidadania. “Estamos do lado de uma reserva muito grande. (…) Não tem necessidade de jogar lixo no chão. Se está com algum papel de balinha, procure um lixo mais próximo, guarde no bolso. Se está com um cigarro, apaga. Jogue no lixo”, diz ele. “Isso é importante para podermos manter em segurança esse espaço imenso ao nosso redor”.  

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Operação Verde Vivo prepara DF para período de incêndios florestais

A operação Verde Vivo, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), destinada a atuar em situações de emergência ambiental causadas pelos incêndios florestais, já começou a ser colocada em prática pelo Grupamento de Proteção Ambiental. Para isso, estão sendo realizados cursos de capacitação, mapeamento de áreas de risco e compra de materiais que serão usados nas ações. A operação Verde Vivo tem por objetivo alterar o efetivo e realocar recursos para que sejam usados exclusivamente no combate a incêndios florestais | Fotos: Renato Araújo/Agência Brasília Nos 30 dias de setembro de 2021 – o mês mais crítico da seca e que apresenta o maior número de casos de incêndios florestais –, foram registradas 2.278 ocorrências de fogo na vegetação e 7.104 hectares queimados. Neste ano, desde janeiro até a última quarta-feira (8), foram registradas 891 ocorrências. [Olho texto=”Na operação Verde Vivo, entidades que estão mais próximas de áreas rurais e unidades de conservação recebem um efetivo para trabalhar exclusivamente no combate e controle aos incêndios” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] O chefe do Centro de Gerenciamento Ambiental, major João Henrique Correia, disse que a operação Verde Vivo tem por objetivo alterar o efetivo e realocar recursos para que sejam usados exclusivamente no combate a incêndios florestais. Segundo ele, entidades que estão mais próximas de áreas rurais e unidades de conservação recebem um efetivo para trabalhar exclusivamente no combate e controle aos incêndios. “Esse ano estamos sob efeito do El Niño, com enfraquecimento do La Niña [El Niño e La Niña são fenômenos de aquecimento superficial das águas do Oceano Pacífico que trazem alterações climáticas], o que faz com que nesse período do ano, embora pareça crítico, estejamos ainda na normalidade. Isso possibilitou que nos preparássemos bem. Já capacitamos alguns militares para trabalhar na gestão dessas ocorrências. Nesta segunda-feira [13] colocaremos em operação nossa central de operações”, disse. Segundo o primeiro-tenente Neil Martins, oficial combatente, a formação do pessoal para trabalhar com a logística e o combate aos incêndios florestais devem ser efetuados de forma gradativa, assim como as ocorrências, que aumentam à medida que a seca no Centro-Oeste avança. “Temos as fases da operação e, de acordo com elas, vamos preparando nosso pessoal e os equipamentos. Aparelhamos nosso material com bombas de água, sopradores e abafadores. Temos ainda o Centro de Gerenciamento Ambiental que faz a gestão das ocorrências”, explicou. O primeiro-tenente Neil Martins explica que a formação do pessoal para trabalhar com a logística e o combate aos incêndios florestais deve ocorrer de forma gradativa O Grupamento Ambiental do Corpo de Bombeiros está listando o material que será necessário adquirir para utilizar neste ano. A previsão é que sejam comprados 1.659 equipamentos de proteção individual (EPIs), 161 sopradores, 524 mochilas de costas, 170 mangueiras do tipo autobomba tanque florestal e 4.804 conjuntos de luvas com balaclavas (gorros justos de malha de lã que cobrem a cabeça, o pescoço e os ombros). O tenente Neil lembrou, no entanto, que esse quantitativo ainda passará por uma análise a depender do aumento ou redução da necessidade. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Já os bombeiros que atuam como gestores nas ações da operação Verde Vivo recebem formação de legislação ambiental, geografia do DF, condicionamento físico para lidar com situações adversas e simulação de manejo de combate. Na sexta-feira (10), teve início mais um curso, com 30 alunos. Os instrutores são bombeiros especialistas no combate a incêndios florestais. Atualmente existem 230 bombeiros militares com essa especialização. Com relação às viaturas de combate a incêndios, o grupamento dispõe de 11 caminhões do tipo autobomba tanque florestal, com capacidade para carregar três mil litros de água, e 20 do tipo autotransporte de tropa, que leva 18 pessoas sentadas. Além desses, existe uma aeronave de combate às chamas, que carrega 3 mil litros de água.

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Estratégia unificada para combater incêndios

Órgãos distritais e federais estão se unindo para combater incêndios tão comuns neste período de seca intensa. Para evitar as queimadas, é necessário planejamento e ações preventivas. É o que propõe o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), ferramenta usada no Distrito Federal para situações de emergência como essas. Trata-se de um manual de procedimentos que deve ser seguido pelas equipes. O Corpo de Bombeiros usa o Sistema de Comando de Incidentes (SCI) dentro da operação Verde Vivo, voltada para o combate às queimadas em todo o Distrito Federal | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Usamos o SCI como um método para que todos os órgãos consigam se entender e trabalhar da melhor maneira possível”, explica o comandante do sistema de incidentes pelo Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Aníbal Jr. “Conseguimos reduzir os recursos empregados e evitar que o trabalho de um não se sobreponha ao do outro. Com certeza, traz uma efetividade maior à operação”, complementa. No feriado de 7 de Setembro, para se ter ideia, o Corpo de Bombeiros registrou 29 ocorrências de queimadas pelo cerrado. Já a Floresta Nacional de Brasília (Flona) ardeu em fogo na última semana, em um incêndio que atingiu cerca de 806 hectares, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A floresta tem uma área total de 9 mil hectares. [Olho texto=”“É uma ferramenta que organiza a atuação dos vários órgãos; assim, conseguimos diminuir o tempo-resposta ao incidente”” assinatura=”Coronel Pedro Aníbal Jr., comandante do sistema pelo CBMDF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] No caso da Flona, onde trilhas de bicicletas e pequenos córregos são aproveitados pela população, os bombeiros e o Brasília Ambiental deslocaram seus homens para o combate ao fogo. O ICMBio, responsável por administrar a unidade de conservação, deu as coordenadas da atuação. E a operação acabou bem-sucedida, com o fogo totalmente debelado em 48 horas, seguindo as diretrizes propostas pelo SCI. Operação na Flona Um total de 122 brigadistas participaram da operação na floresta. “Produzimos um documento onde há os procedimentos a serem tomados por cada equipe. O objetivo é reduzir ao máximo os danos ao meio ambiente”, explica a chefe da Flona, a analista ambiental do ICMBio Larissa Diehl. De acordo com ela, outras equipes monitoram também o território do Parque Nacional de Brasília, onde o cerrado também é castigado pelo fogo nesta época do ano. O Brasília Ambiental também esteve presente no “incidente Flona” com um grupo de 20 homens atuando junto aos bombeiros e ambientalistas. “Passamos dois dias lá direto, inclusive fizemos um sobrevoo na área junto aos bombeiros militares. Esse planejamento é essencial, até porque cada instituição opera de forma diferente”, explica o diretor de Prevenção e combate a Incêndios Florestais do órgão, Pedro Paulo Cardoso. O coronel Aníbal Jr. lamenta os incêndios causados pela ação humana: “Só trazem prejuízos ao meio ambiente e também ao homem” Participação do homem A metodologia SCI – da qual a padronização e o comando unificado são os carros-chefes – foi usada primeiramente nos Estados Unidos no início dos anos 2000, segundo relata o coronel Aníbal Jr. Atualmente, já é adotada em vários estados brasileiros. “É um conjunto de normas que pode ser usado em vários incidentes, não só no incêndio florestal”, conta o militar. O protocolo prevê, por exemplo, uma cadeia de comando em que os integrantes da força-tarefa se reportem somente a um líder designado, seja um oficial, supervisor, etc. Os agentes devem também usar a mesma terminologia – o que significa termos de conhecimento comum, sem utilizar novas denominações, conforme orienta o manual. E é recomendada ainda a elaboração rápida de um Plano de Ação do Incidente (PAI), um documento curto onde devem constar estratégias e recursos que serão usados na operação – a exemplo do que foi produzido por Larissa Diehl, no caso da Flona. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “É uma ferramenta que organiza a atuação dos vários órgãos; assim, conseguimos diminuir o tempo-resposta ao incidente. A eficácia é maior, todavia não posso estimar o tempo, porque incêndio florestal varia muito no decorrer do tempo”, explica o coronel Aníbal Jr. “No caso da floresta, o Brasília Ambiental e o Instituto Chico Mendes cuidaram de uma área conhecida como ‘geladeira’. Já os militares trabalharam no restante do perímetro”, acrescenta. O Corpo de Bombeiros usa o método dentro da operação Verde Vivo, voltada para o combate às queimadas por todo o DF. Fogo apagado, os órgãos fazem um trabalho de vigilância nas áreas para evitar a chamada reignição, que é a volta dos focos de incêndio. E o cuidado com a natureza segue indispensável, conforme lembram os bombeiros. Cerca de 95% dos incêndios em áreas verdes são causados pelo homem, direta ou indiretamente. “É a ponta de cigarro jogada na mata, é o incêndio intencional, a queima de lixo. Tudo isso deve ser evitado. Só traz prejuízos ao meio ambiente e também ao homem”, finaliza o coronel Aníbal Jr.

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