Brasília é reconhecida como Capital Ibero-Americana do Patrimônio Cultural em abertura de evento
Brasília sedia, a partir desta quarta-feira (11), a segunda reunião do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (Ucci). A abertura ocorreu nesta quarta, no Palácio do Buriti. Durante o encontro, que reúne representantes de capitais da América Latina e da Península Ibérica até sexta-feira (13), Brasília também recebeu o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural, reconhecimento internacional pelas políticas de preservação do patrimônio histórico e urbanístico da cidade. "Continuaremos trabalhando na manutenção e preservação da nossa cidade para que venham mais prêmios como esse”, destacou o governador Ibaneis Rocha | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O secretário de Relações Internacionais do Distrito Federal, Paco Britto, destacou que a homenagem reforça a importância do trabalho do governo local na conservação dos monumentos e espaços históricos da capital. “Isso é um reconhecimento para a nossa capital federal, que foi a última capital tombada pela Unesco”, lembrou. “É um reconhecimento da importância e da qualidade que nós estamos dando a esses monumentos, da manutenção desses equipamentos, que é muito importante para nós, e a Ucci avaliou esse trabalho e entregou o prêmio para o Distrito Federal”, concluiu o secretário. Paco Britto, secretário de Relações Internacionais: “Isso é um reconhecimento para a nossa capital federal, que foi a última capital tombada pela Unesco” “Esse reconhecimento que torna Brasília a Capital Ibero-Americana do Patrimônio Cultural de 2026 valoriza as belezas e a importância histórica da nossa capital. Continuaremos trabalhando na manutenção e preservação da nossa cidade para que venham mais prêmios como esse”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. Durante três dias, representantes de cidades da América Latina, Caribe e Península Ibérica vão discutir estratégias conjuntas de preservação do patrimônio cultural material e imaterial, além de trocar experiências sobre inovação em políticas públicas culturais e sustentabilidade na gestão do patrimônio urbano. Luciana Getar, diretora-geral da Ucci: “Poderemos conhecer essa cidade maravilhosa, com os encantos do urbanismo moderno, que vai ser um exemplo para outras cidades sobre como conservar o patrimônio respeitando as necessidades e desafios das sociedades do século 21” A diretora-geral da Ucci, Luciana Binaghi Getar, ressaltou que a escolha de Brasília como sede do encontro reforça o papel da capital brasileira como referência internacional na preservação do patrimônio cultural. “Poderemos conhecer essa cidade maravilhosa, com os encantos do urbanismo moderno, que vai ser um exemplo para outras cidades sobre como conservar o patrimônio respeitando as necessidades e desafios das sociedades do século 21”, disse. Reconhecida mundialmente por seu conjunto urbanístico moderno, Brasília foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1987. Esta é a primeira vez que a organização concede à cidade o reconhecimento de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural, colocando-a como referência internacional em planejamento urbano e preservação do patrimônio arquitetônico. Troca de experiências entre cidades A reunião do comitê dá continuidade às discussões iniciadas em 2025, em Lima, no Peru, e reúne representantes de cidades de diferentes países para debater políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio cultural. [LEIA_TAMBEM]Entre os temas discutidos estão inovação e sustentabilidade na gestão do patrimônio, estratégias de proteção de bens culturais e o equilíbrio entre preservação histórica e demandas contemporâneas das cidades. Ao final do encontro, os participantes devem apresentar uma carta de compromisso conjunta voltada à preservação, valorização e gestão sustentável do patrimônio cultural nas cidades ibero-americanas. Rede internacional de cooperação Fundada em 1982 em Madri (Espanha), a União de Cidades Capitais Ibero-Americanas reúne 29 capitais e grandes cidades da região, representando mais de 76 milhões de habitantes. A organização atua como plataforma de cooperação internacional para o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à gestão urbana, sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades.
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Prêmio José Aparecido de Oliveira tem resultado definitivo divulgado
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (11), o resultado definitivo do julgamento do Edital de Chamamento Público nº 33/2025, referente ao Prêmio José Aparecido de Oliveira. O documento consolida a análise das propostas inscritas e confirma a classificação final após o julgamento dos recursos apresentados. Ações voltadas à proteção de bens culturais, como os monumentos do DF, são o alvo da premiação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O prêmio reconhece iniciativas voltadas à preservação, promoção e valorização do patrimônio cultural do Distrito Federal. Ao todo, são selecionados seis trabalhos, distribuídos entre duas categorias: Patrimônio Cultural Material e Patrimônio Cultural Imaterial. A avaliação das propostas foi conduzida por comissão julgadora instituída pela Secec-DF, responsável pela análise técnica dos trabalhos apresentados conforme os critérios definidos no edital. O resultado definitivo formaliza a conclusão do processo de seleção e habilita os contemplados para as etapas administrativas necessárias ao recebimento da premiação. [LEIA_TAMBEM]A premiação integra as ações da política pública de preservação do patrimônio cultural do DF. A iniciativa busca estimular projetos, pesquisas e ações que contribuam para proteger bens culturais, fortalecer a memória coletiva e ampliar a difusão do patrimônio histórico e cultural da capital. “Reconhecer esse trabalho é fortalecer a memória da cidade e incentivar novas ações que mantenham viva a história e a identidade cultural do Distrito Federal”, afirma o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes. O resultado completo do julgamento está disponível no DODF e nos canais oficiais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O prêmio homenageia o ex-governador José Aparecido de Oliveira, cuja atuação foi decisiva para o reconhecimento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. Os selecionados têm o prazo de 30 dias para apresentar os documentos de habilitação para recebimento da premiação, conforme o item 10.1 do Edital nº 33/2025. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Brasília receberá título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural
Brasília será palco da segunda reunião do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (Ucci), entre os dias 11 e 13 deste mês. Na ocasião, receberá, ainda, o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural, concedido pela entidade. Durante três dias, representantes de capitais e grandes cidades onde o português ou espanhol são as línguas predominantes estarão na capital federal para discutir estratégias conjuntas de proteção do patrimônio material e imaterial, intercâmbio de boas práticas, inovação em políticas públicas culturais e fortalecimento da identidade histórica urbana. Desde 2022 com o título de Capital Ibero-Americana das Culturas, Brasília vem ampliando sua projeção internacional | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Brasília já é, desde 2022, a Capital Ibero-Americana das Culturas; agora, ampliamos a projeção internacional como capital do diálogo, da diplomacia e da preservação do patrimônio cultural”, ressalta o secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, responsável pela campanha junto à Ucci para trazer o evento a Brasília. Capital diferenciada Reconhecida mundialmente por seu conjunto urbanístico moderno e por sua relevância arquitetônica, Brasília é Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido pela Unesco, desde 1987. A cidade, concebida por Lucio Costa e com obras de Oscar Niemeyer, simboliza a integração entre planejamento urbano, arte e identidade nacional — cenário ideal para sediar debates sobre o futuro da preservação cultural. “Ao sediar esse encontro, Brasília reafirma sua vocação como cidade que valoriza seu passado enquanto projeta soluções inovadoras para o futuro — não apenas o nosso, mas colaborando com o futuro de todas as cidades ibero-americanas” Paco Britto, secretário de Relações Internacionais Durante o evento, estão previstas visitas, mesas-técnicas, apresentação de experiências exitosas, definição de agendas de cooperação e encaminhamentos para ações conjuntas no âmbito da Ucci. O encontro se concentrará em eixos temáticos que buscam aprofundar as discussões iniciadas em Lima (Peru) em 2025, com especial atenção à inovação, à sustentabilidade do patrimônio cultural, às possíveis políticas públicas necessárias para a preservação do patrimônio e aos desafios do Executivo para atender às necessidades da população e, ao mesmo tempo, preservar o patrimônio cultural. Brasília busca, ainda, fortalecer as alianças com a Unesco, o Fórum Cultural das Cidades do Mundo (WCCF) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), além de convidar especialistas de organizações da sociedade civil com experiência em patrimônio moderno, urbanismo e tecnologia aplicada à cultura para o debate e troca de experiências. Como conclusão do encontro, o grupo que compõe o comitê apresentará uma Carta de Compromisso comum com a preservação, valorização e gestão sustentável do patrimônio cultural. “Ao sediar esse encontro, Brasília reafirma sua vocação como cidade que valoriza seu passado enquanto projeta soluções inovadoras para o futuro — não apenas o nosso, mas colaborando com o futuro de todas as cidades ibero-americanas”, conclui Paco Britto. A Ucci A União de Cidades Capitais Ibero-americanas é uma associação internacional de caráter municipal, sem fins lucrativos, que congrega cidades da Ibero-América. Fundada em Madri em 1982, a organização tem como missão principal fortalecer a gestão local, promover a sustentabilidade e melhorar a qualidade de vida em suas cidades. Representando mais de 76 milhões de habitantes que falam espanhol e português, a Ucci atua como uma plataforma para a cooperação urbana, o intercâmbio de conhecimentos e a disseminação de boas práticas entre seus membros. [LEIA_TAMBEM]Ao longo de mais de quatro décadas, a associação construiu um patrimônio de conhecimento único na Europa e na Ibero-América, impulsionando o desenvolvimento de políticas públicas eficazes e o fortalecimento das capacidades institucionais de seus membros através de alianças estratégicas e programas de capacitação contínua. Fazem parte da Ucci 29 cidades capitais de 24 países ibero-americanos, das quais 25 são membros natos, que se unem para fomentar a cooperação e o desenvolvimento sustentável. Essa rede permite que as cidades compartilhem experiências e trabalhem em conjunto para enfrentar desafios comuns, aprimorar a qualidade de vida de seus cidadãos e promover o progresso urbano. As cidades membros são Andorra La Vella (Andorra), Assunção (Paraguai), Barcelona (Espanha), Bogotá (Colômbia), Brasília (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Cádiz (Espanha), Caracas (Venezuela), Cidade da Guatemala (Guatemala), Havana (Cuba), La Paz (Bolívia), Lima (Peru), Lisboa (Portugal), Madri (Espanha), Manágua (Nicarágua), Cidade do México (México), Montevidéu (Uruguai), Cidade do Panamá (Panamá), Rio de Janeiro (Brasil), Quito (Equador), San José (Costa Rica), San Juan (Porto Rico), San Salvador (El Salvador), Santiago (Chile), Santo Domingo (República Dominicana), São Paulo (Brasil), Sucre (Bolívia), Tegucigalpa (Honduras) e Porto Príncipe (Haiti). *Com informações da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-DF)
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GDF recebe texto do Ppcub aprovado pela Câmara e inicia análise antes da sanção
O Governo do Distrito Federal (GDF) recebeu, nesta terça-feira (23), o Projeto de Lei Complementar nº 41/2024 que cria o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub). De autoria do Executivo, a proposta foi aprovada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em dois turnos, em 19 de junho. Com o retorno do projeto ao Palácio do Buriti, o governo terá 15 dias para analisar o texto antes da sanção. As secretarias de estado participarão da análise a ser feita antes do parecer do governador Ibaneis Rocha. Durante a tramitação na CLDF, o projeto, que tem 67 páginas e 15 anexos, passou por modificações para incluir emendas elaboradas pelos parlamentares – ao todo, os deputados apresentaram 197 emendas. O veto de alguns trechos considerados mais sensíveis e polêmicos já foi anunciado pelo governador, como a construção de alojamentos nas quadras 900 das asas Sul e Norte e no Parque dos Pássaros, e o uso comercial do Setor de Embaixadas. Debatido nos últimos 15 anos no DF, o Ppcub apresenta diretrizes de uso e ocupação do solo para o desenvolvimento e a modernização da área tombada de Brasília | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), o Ppcub foi desenvolvido para estabelecer diretrizes de uso e ocupação do solo para o desenvolvimento e a modernização da área tombada de Brasília. O plano reúne toda a legislação urbanística para facilitar a compreensão, atualizar as normas e preservar a área tombada. O Conjunto Urbanístico de Brasília (Cub) abrange as regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e Setor de Indústrias Gráficas (SIG), incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá. O conjunto é tombado nas instâncias distrital e federal e inscrito como patrimônio da humanidade. Plano previsto para ser concebido há mais de três décadas, o Ppcub foi debatido nos últimos 15 anos no DF. Só nesta gestão foram dois anos dedicados à discussão com oito audiências públicas e 28 reuniões em câmaras técnicas do Conselho de Planejamento Urbano e Territorial (Conplan), além de novos debates na CLDF ー todos incluindo a participação popular, o setor produtivo e o Legislativo.
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Explore o Quadrado: Monumentos enriquecem o turismo urbano em Brasília
Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília Embora tenha um formato semelhante a um quadrado, a capital federal dispõe de uma arquitetura que foge das arestas e explora as mais diversas formas geométricas. Tal fato é um dos pontos que mais chamam a atenção de turistas como Miguel Nascimento, de 13 anos: “É um jeito diferente, não é tudo quadrado como em outros lugares. Achei muito bonito”. O estudante Miguel Nascimento veio a Brasília pela primeira vez: “É um jeito diferente, não é tudo quadrado como em outros lugares” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Morador de São Paulo, Miguel tem raízes no Piauí. Ele aproveitou a visita a Brasília com os pais para explorar a cidade e compará-la com as que conhece. “Sempre tive vontade de conhecer Brasília” contou. A mãe, Isabel Cristina Nascimento, 48, reforça: “A gente vê [a cidade] pela televisão, e quando chega aqui é diferente, uma arquitetura incrível e atual. A cidade é ampla e aberta, e quem está acostumado com São Paulo estranha quando chega aqui”. O marido de Isabel, Helio Gomes, 49, complementa: “Para 60 anos atrás, foi tudo bem-pensado e planejado, com construções muito diferentes do que a gente vê em São Paulo ou no Nordeste. Eu não tinha essa visão do turismo arquitetônico, e achei muito interessante”. Nem só os turistas de fora são convidados a apreciar o turismo cívico e urbanístico de Brasília, mas também os próprios brasilienses, que muitas vezes desconhecem os diferentes cantinhos atraentes da cidade. Desenhada por arquitetos renomados como Oscar Niemeyer e Lucio Costa no final da década de 1950, a cidade em formato de avião é considerada um museu a céu aberto. “A nossa cidade foi planejada para promover essa organização cívica, permitindo aos visitantes conhecer mais profundamente a história do país” Cristiano Araújo, secretário de Turismo do DF Esse “museu” foi erguido em apenas três anos e abriga palácios, monumentos e instituições que fazem parte da história da democracia no Brasil. Brasília é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade – e a única cidade a ganhar este título no mundo contemporâneo. É aqui que se concentram as principais instituições da República, com a vantagem de a maior parte das atrações ter entrada gratuita. “A nossa cidade foi planejada para promover essa organização cívica, permitindo aos visitantes conhecer mais profundamente a história do país”, avalia o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo. “Aqui o turista pode explorar as principais instituições governamentais, monumentos e locais históricos que marcaram a construção da cidade.” Em mais uma reportagem da série Explore o Quadrado, a Agência Brasília apresenta opções diversas para aproveitar as férias escolares de julho. Principais monumentos No centro da cidade, a Praça dos Três Poderes é um amplo espaço que reúne o Supremo Tribunal Federal (Judiciário), o Palácio do Planalto (Executivo) e o Congresso Nacional (Legislativo). No subsolo, por uma entrada de escadaria, há o Espaço Lucio Costa, uma homenagem para o amigo arquiteto feita por Niemeyer, localizada ali no subterrâneo para não tirar o foco da praça. O Congresso Nacional é outro edifício imponente que chama atenção por sua relevância política e arquitetônica, com as cúpulas. A visita institucional percorre os Plenários das duas Casas legislativas, os salões Verde e Azul, além do Túnel do Tempo do Senado e do Salão Nobre da Câmara dos Deputados, e pode ser agendada pelo site do Congresso. Outro ponto de visitação é o Catetinho, que surgiu em 1956 e foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. A entrada é gratuita, e a visitação está aberta de terça a domingo (inclusive feriados), das 9h às 17h. Na segunda-feira, o espaço fecha para manutenção e serviços internos. No Eixo Monumental, o Memorial JK é uma homenagem a Juscelino Kubistchek, o presidente que inaugurou a nova capital federal em 1960 | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Inaugurado em 1981, o Memorial JK chama a atenção de quem passa pelo Eixo Monumental. É uma homenagem ao fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek, imortalizado na estátua acenando do alto de uma coluna de 28 m de dentro de um semicírculo – imagem que se tornou um dos cartões-postais de Brasília. As visitas ao memorial ocorrem de terça a domingo, das 9h às 18h, e o ingresso custa R$ 10 a inteira. Ali perto, no Setor Militar Urbano (SMU), está localizado o Quartel-General do Exército, sede do Comando do Exército Brasileiro. À frente do quartel está a praça Duque de Caxias, onde se encontra a concha acústica (palanque monumental) e o obelisco – ambos fazendo alusão à espada de Duque de Caxias. Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano, foi projetada por Burle Marx | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Do outro lado da rua está a Praça Cívica do Quartel General do Exército, popularmente conhecida como Praça dos Cristais. Foi projetada pelo paisagista Roberto Burle Marx e representa as riquezas minerais do Planalto Central, por meio do lago artificial no centro e vários espelhos-d’água com esculturas em pedras, representando os cristais. Brasília também é famosa por seus palácios. Destacam-se o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE); o Palácio da Justiça, com nove arcos assimétricos interceptados por seis cascatas em diferentes níveis e um jardim aquático nos arredores do prédio; e o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República e conhecido pelas colunas de mármore branco que se tornaram o símbolo de Brasília. Quadra modelo A Igrejinha da 308 Sul é um dos pontos turísticos mais visitados do Plano Piloto | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A Superquadra 308 Sul é considerada a quadra modelo de Brasília, sendo tombada pelo Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural desde 2009. Fundada em 1962, foi construída para servir de referência para outras superquadras do Plano Piloto. Reúne trabalhos paisagísticos de Burle Marx, azulejos de Athos Bulcão, a famosa Igrejinha da 308 Sul e a Escola Parque, de Oscar Niemeyer. O projeto urbanístico de Lucio Costa tem prédios com cobogós e janelas coloridas e grandes, apelidadas de “televisão dos candangos” –, sem contar que é a primeira quadra com garagem subterrânea. Há também o popular laguinho com carpas, onde é possível alimentar os peixes com a ração disponibilizada no local. A guia de turismo Samara Augusto lembra que, devido ao tempo seco de Brasília, os vários espelhos-d’água espalhados têm duas funções: a estética e a de sobrevivência do brasiliense, pois trazem a sensação de umidade. Ela também retoma a ideia inicial do arquiteto Lucio Costa – a de que todos os moradores tivessem tudo bem perto de casa, desde jardins até postos de saúde, bibliotecas e colégios. “A cada quatro quadras forma-se um quadrado maior, compondo uma unidade de vizinhança – não foi bem assim que se desenvolveu com as entrequadras e comerciais, mas a cidade é um organismo vivo, ela não é estática”, explica Samara. “Você consegue ver o céu em Brasília sem virar a cabeça, de onde você estiver. Essa quadra é um exemplo clássico disso; o vento passa entre os prédios, que são suspensos em colunas que a gente chama de pilotis. É uma sensação de cidade do interior ao mesmo de uma capital bem-arborizada. E você ainda pode pegar frutas no meio das ruas de Brasília sem pagar nada.” Praça dos Cogumelos Ainda na superquadra modelo, existem espaços pouco conhecidos, como a Praça dos Cogumelos. A professora de yoga Andrea Amorim Hughes, 42, costuma utilizar a praça para atividades do projeto Yoga em Brasília, que reúne pessoas em lugares turísticos da cidade. Ela já passou pela Praça dos Três Poderes, Torre de TV e Ermida Dom Bosco. “Geralmente, o pessoal vem na 308 Sul para conhecer a Igrejinha ou as carpas”, conta. “Muita gente que mora em Brasília não conhece essa praça, e quando elas veem, acham o máximo”. A professora Dais Rocha (quinta a partir da esquerda, na fila de trás) faz yoga perto de casa: “É muito legal resgatar o princípio inicial do projeto de Brasília, essa questão da quadra modelo ser uma cidade saudável e um ambiente que favorece o convívio” | Foto: Matheus H. Souza /Agência Brasília Morando da SQS 308 há cinco anos e em Brasília há 14, a servidora pública Raquel de Fátima Martins, 49, revela ter se dado conta da existência da Praça dos Cogumelos pela primeira vez. “É como se você redescobrisse a sua quadra sob uma outra perspectiva, aproveitando o espaço, as árvores circulares, o som dos passarinhos”, diz. “Muitas vezes, a gente vê os turistas visitando a quadra modelo e tentando entender um pouco o que significa esse espaço, os prédios iguais e essa quietude”. A professora de saúde coletiva Dais Rocha, 56, também participa da prática de yoga na praça e reforça: “É uma oportunidade de se reconectar com a gente mesma. É muito legal resgatar o princípio inicial do projeto de Brasília, essa questão da quadra modelo ser uma cidade saudável e um ambiente que favorece o convívio. Isso dá um senso de pertencimento, que é um dos atributos de qualidade de vida. Muitas vezes predomina que Brasília é a cidade do trabalho, mas é importante conceber essa identidade da cidade”. Transporte No site ou aplicativo DF no Ponto, é possível ver quais as linhas o transporte público passam próximo aos monumentos para ir direto ou fazendo integração entre ônibus e metrô e entre ônibus. Já para quem curte um passeio de bike, há ciclovias nas imediações dos pontos turísticos – a malha cicloviária do DF é a segunda maior do país. Por meio deste guia, é possível checar as rotas existentes.
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Programa quer impulsionar turismo cívico com acesso a crédito para viagens
Capital de todos os brasileiros e um museu a céu aberto, Brasília vai ganhar um impulso para receber mais visitantes e alavancar o turismo cívico. Lançado nesta segunda-feira (20), o programa Conheça o Brasil: Cívico busca atrair pessoas à capital em datas onde a movimentação costuma diminuir. Um dos motivos para a criação do programa é a queda no setor hoteleiro aos finais de semana, quando chegam a ser registrados cerca de dez mil leitos vagos. “A ideia é suprir, por meio desse programa também, essa carência que tem nos hotéis, de quinta a domingo”, ressaltou o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo. Fruto de uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur), a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur) e o trade turístico de Brasília, o programa tem como foco os estudantes, professores e pesquisadores de todo país. “A partir do momento em que a gente conhece nossa história, se sente parte disso, passa a valorizar, a defender. E, sem dúvida nenhuma, com esse programa, a gente também ativa os diversos elementos do trade, como guias, hotéis e setor gastronômico”, acrescentou o secretário, reforçando a importância da iniciativa tanto do ponto de vista cívico quanto econômico. O programa Conheça o Brasil: Cívico foi lançado nesta segunda-feira (20) com a presença de representantes do MTur, da Setur e do trade turístico de Brasília | Fotos: Ana Carolina Domingues/Setur Serão desenvolvidos roteiros que envolvem ícones da democracia do Brasil, como a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes e o Congresso Nacional. As viagens também vão incluir museus e outros monumentos públicos, além de outras opções turísticas no Entorno, como atrativos naturais, gastronômicos e culturais. Presente ao evento, o ministro de Turismo, Celso Sabino de Oliveira, destacou a importância do programa na capital federal, que é reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. A entidade também reconhece Brasília como cidade criativa pelo seu design. “Nós temos bem aqui na nossa capital federal um grande e belo patrimônio, e a gente fica aqui durante a maioria dos finais de semana com a cidade bastante ociosa, em virtude do contrafluxo do turismo de negócios e de trabalho que acontece durante a semana. Então, essa iniciativa é para buscar a ocupação dessa ociosidade, tanto nos leitos dos hotéis quanto nos assentos das aeronaves que se destinam a Brasília durante o final de semana”, acentuou. O ministro ainda reforçou a importância da parceria para que estudantes, universitários, secundaristas, professores e pesquisadores tenham condições mais favoráveis a adquirir bilhetes de passagem, hospedagem e roteiros turísticos na cidade. Crédito facilitado O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, destaca: “A partir do momento em que a gente conhece nossa história, se sente parte disso, passa a valorizar, a defender. E, sem dúvida nenhuma, com esse programa, a gente também ativa os diversos elementos do trade, como guias, hotéis e setor gastronômico” O programa conta com crédito facilitado para aquisição de pacotes e serviços turísticos, oferecido pelo Conheça Brasil: Realiza, uma parceria entre o Ministério do Turismo e o Banco do Brasil que oferece a possibilidade de parcelamento em até 60 vezes, ainda em processo de adesão nas empresas do setor de turismo. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Henrique Severino, descreveu o aspecto econômico que o projeto envolve como um facilitador para a vinda dos estudantes para Brasília: “Essa parceria com o Banco do Brasil é algo que eu não me recordo de ter visto no passado. Um parcelamento em 60 vezes para as empresas que aderirem ao pacote, sem sombra de dúvidas, vai ser determinante para o sucesso desse projeto. Que bom que nós temos aí o governo distrital do Distrito Federal e o Ministério [do Turismo] de mãos dadas para viabilizar o que é tão necessário”. Ele ressaltou, ainda, o diferencial do turismo cívico para a população. “É um turismo de entretenimento com conhecimento, diferentemente do turismo de praia, de aventura, que abrange uma experiência muito mais de entretenimento com muito menos conhecimento. O cívico depende de mais estímulo, mais esforço para que as pessoas tenham um real interesse”, observou. A iniciativa contemplará a qualificação de profissionais de linha de frente de atendimento ao turista em Brasília; equipamentos de meios de hospedagem e alimentação, guias e condutores de turismo; realização de ações promocionais para estimular o espírito cívico dos brasileiros e a mobilização de instituições de ensino brasileiras para divulgação entre alunos, professores e pesquisadores.
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Inscreva-se para o Prêmio José Aparecido de Oliveira
Criado em 2007, o Prêmio José Aparecido de Oliveira está de volta, coordenado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) para reconhecer trabalhos de relevância na preservação e valorização do patrimônio cultural do DF. As inscrições estão abertas até 4 de novembro. Brasília foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1987, durante o governo de José Aparecido de Oliveira, que dá nome ao prêmio | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A premiação marca o calendário de dezembro, mês em que é celebrado, desde 1987, o aniversário do reconhecimento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Na edição deste ano, serão premiados os três melhores trabalhos inscritos e selecionados pela comissão de julgamento. O primeiro colocado receberá R$ 15 mil e um certificado, enquanto o segundo e o terceiro classificados terão, respectivamente, R$ 10 mil e R$ 5 mil. Oportunidade [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A retomada dessa premiação é um esforço que traz uma satisfação muito grande para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa”, diz o titular da Secec, Claudio Abrantes. “Estamos certos de que muitos agentes culturais da cidade esperavam por essa oportunidade de reconhecimento.” José Aparecido de Oliveira ocupou o cargo de governador do Distrito Federal entre 1985 e 1988. Durante a sua gestão em 1987, Brasília ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. No mesmo ano, a área central da cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Confira o edital da Secec sobre a premiação. Faça sua inscrição por meio deste link. *Com informações da Secec
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Ppcub será enviado à Câmara Legislativa no segundo semestre
A proposta do Projeto de Lei Complementar (PLC) sobre o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub) deverá ser encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ainda no segundo semestre deste ano, caso passe por todo o rito legal ao longo dos próximos meses. A previsão foi apresentada pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, durante o evento “Bate-papo sobre o Ppcub”, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB/DF) na noite dessa segunda-feira (24). O encontro também contou com a presença do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass. Na ocasião, Marcelo Vaz destacou que a proposta de lei está “madura e pronta para seguir os próximos passos”. Após a reunião pública promovida em novembro do ano passado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), as contribuições entregues pela sociedade foram analisadas pela equipe da pasta. Agora, a nova proposta será encaminhada para o respaldo do Iphan, com os pontos específicos que foram alterados. “Estamos na reta final para encaminhamento. O Iphan nos respondendo e, recebendo deles esse projeto de lei o quanto antes, convocamos uma audiência pública. Em seguida, submetemos ao Conplan [Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal]”, informou o secretário. “Ao seguir as formalidades legais, conseguiremos encaminhar esse projeto de lei à CLDF, no mais tardar, no segundo semestre deste ano”, garantiu. O secretário de Habitação, Marcelo Vaz, destacou que a proposta de lei está “madura e pronta para seguir os próximos passos” | Foto: Seduh/ Divulgação A proposta tem três pilares principais: a proteção do patrimônio urbanístico e arquitetônico de Brasília; o uso e ocupação do solo; e os planos, programas e projetos para o futuro da capital. “O Ppcub vem no sentido de tornar mais claras as normas, trazer segurança jurídica e prezar pela preservação. Mas a preservação não é um engessamento. É exatamente conciliar os anseios da população com a necessidade da cidade de crescimento”, ressaltou Vaz. Na mesma linha de raciocínio, o presidente do Iphan reforçou a importância de Brasília ser, além de preservada, projetada para o futuro. Para ele, o tombamento incentiva setores como o turismo cívico, de eventos e educação patrimonial. “Nosso papel é mostrar para a população que ser patrimônio mundial não é entrave para o desenvolvimento. Muito pelo contrário, é uma grande oportunidade”, afirmou Leandro Grass. Setor Comercial Sul [Olho texto=”“É um projeto que vem sendo elaborado há, pelo menos, 12 anos, com a realização de várias audiências públicas e muita discussão com a sociedade”” assinatura=”Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O debate também abordou a necessidade de um projeto de lei para ampliar os usos e atividades do Setor Comercial Sul (SCS). A pedido de entidades como a Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF), o texto sobre a área acabou sendo destacado do Ppcub. “Tinha um clamor da sociedade, e não só do comércio, para diversificar as atividades do SCS porque, com isso, se traz movimento ao centro da cidade, segurança, emprego e renda. Naquele momento, entendemos que era necessário antecipar esse debate, porque a discussão com o Ppcub era muito maior. Ao destacar um ponto específico que é necessário, urgente e já há consenso, avançamos”, explicou Marcelo Vaz. Também presente no evento, a secretária-executiva de Gestão e Planejamento do Território da Seduh, Janaína Vieira, pontuou que, além da ampliação dos usos do SCS, o Governo do Distrito Federal (GDF) queria reformar todo o setor, com projetos de requalificação, criação de novos estacionamentos, melhoria das calçadas e praças. “Era um projeto casado, não somente da ampliação dos usos, mas também de requalificação urbana, porque o setor todo pedia por isso. Foi algo conjunto, o que levou a destacar o projeto do Setor Comercial Sul do Ppcub”, comentou Janaína Vieira. “Com o SCS, todo mundo comemorou”, elogiou o presidente da Comissão de Direito Urbanístico e Regularização Fundiária da OAB/DF, Leonardo Serra, mediador do evento. “Essa ampliação só está trazendo legalidade a uma prática que estava ocorrendo lá dentro, com várias atividades que já são exercidas lá”, complementou. Etapas Depois de anos em discussão, a proposta do Ppcub passou pelo crivo do Iphan-DF. Isso porque foi construída dentro dos limites da Portaria n° 166/2016 do instituto, usada inclusive como referência na elaboração do projeto de lei. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além disso, foi debatida por seis meses com as entidades civis e do governo que integram a Câmara Temática do PPCUB, criada pelo plenário do Conplan a pedido dos seus conselheiros. “É um projeto que vem sendo elaborado há, pelo menos, 12 anos, com a realização de várias audiências públicas e muita discussão com a sociedade. Já chegamos em um modelo bem maduro e analisado pelo Iphan em duas oportunidades. Estamos prontos para seguir em frente”, destacou Marcelo Vaz. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh)
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