GDF investe mais de R$ 23 milhões no Cine Itapuã e na VC-351
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão visitou, nesta segunda-feira (21/9), as obras de reforma do Cine Itapuã, no Gama, uma das principais iniciativas para recuperar equipamentos históricos, e a pavimentação da VC-351, em Ponte Alta. Depois de passar mais de 20 anos fechado, o Cine Itapuã recebe, agora, um investimento aproximado de R$ 10,5 milhões. A reforma do cineteatro contempla a recuperação estrutural do edifício, a modernização das instalações elétricas e hidrossanitárias e a adequação às normas de acessibilidade e segurança, além da implantação de novos sistemas e equipamentos audiovisuais e da ampliação da capacidade de público para 500 pessoas. Celina Leão: “Eu estava brincando que essa obra aqui tem memória afetiva. Mas o mais importante é devolver esse espaço para a cultura do Distrito Federal, para a cultura do Gama” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “É uma obra histórica. A gente quer adiantar os serviços aqui e entregar o mais rápido possível. Eu estava brincando que essa obra aqui tem memória afetiva. Então, eu espero que muita gente volte a fazer pedidos de casamento, de namoro, aqui. Mas o mais importante é devolver esse espaço para a cultura do Distrito Federal, para a cultura do Gama”, ressalta a chefe do Executivo. Coordenado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o projeto está com a etapa de demolição praticamente concluída e avança para a construção dos banheiros, rampas e alvenaria, além do início dos serviços de elétrica e da execução da nova estrutura. Também está prevista uma nova escada de acesso ao mezanino. O projeto mantém a sala de projeção no mesmo local, mas prevê mudanças nos banheiros e na área administrativa, que serão realocados. Após a conclusão da reforma, o espaço estará apto a receber uma programação diversificada de cinema, teatro, música, formação cultural e outras atividades, que fortalecem a produção artística, a economia criativa e o acesso da população à cultura. “Antes, as pessoas tinham que ir por dentro do Gama para sair na DF-180. Agora, ela cria uma segunda possibilidade para que a população pegue essa rota sem ter que passar por dentro da cidade” Governadora Celina Leão Mais de 13 milhões na VC-351 Ainda nesta segunda-feira, a governadora Celina Leão visitou as obras de pavimentação da VC-351, em Ponte Alta. O investimento na área é de aproximadamente R$ 13 milhões. A iniciativa contempla asfalto por 5,35 quilômetros de extensão, que vai beneficiar aproximadamente 20 mil pessoas por dia que transitam na região."Antes, as pessoas tinham que ir por dentro do Gama para sair na DF-180. Agora, ela cria uma segunda possibilidade para que a população pegue essa rota sem ter que passar por dentro da cidade” “[Essa obra] cria uma rota alternativa. Antes, as pessoas tinham que ir por dentro do Gama para sair na DF-180. Agora, ela cria uma segunda possibilidade para que a população pegue essa rota sem ter que passar por dentro da cidade, beneficiando diretamente mais de 20 mil pessoas”, afirmou Celina. Entre os serviços executados estão terraplanagem, pavimentação, drenagem, sinalização, obras complementares e paisagismo. Ao todo, 100 postos de emprego serão gerados ao longo das obras. Entre os serviços executados estão a terraplanagem, pavimentação, drenagem, sinalização, obras complementares e paisagismo “Esta é uma via muito importante de ligação aqui da região do Gama e Ponte Alta com a região da DF-180. Então, realmente vai abrir uma via de ligação que vai aliviar muito para quem sai daqui e está indo para o Plano Piloto e voltando, tendo mais uma opção”, explicou o presidente do Departamento de Estradas e Rodagem, Fauzi Nacfur Junior.
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Governadora inaugura UBS da Ponte Alta do Gama
Cerca de 6 mil pessoas passarão a ser atendidas na nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da Ponte Alta do Gama, inaugurada nesta quinta-feira (2) pela governadora Celina Leão. O equipamento, construído com investimento superior a R$ 6,1 milhões, amplia a cobertura da Atenção Primária à Saúde em uma das áreas rurais mais populosas da região. A unidade, do tipo I, conta com duas equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e estrutura completa para oferecer atendimento mais próximo, humanizado e resolutivo à comunidade. “Hoje, nós viemos para a região do Gama e começamos pela entrega de um Caps novinho, com capacidade para internação de até 14 pacientes. Depois fomos ao Hospital do Gama, onde inauguramos o tomógrafo, que já está funcionando. E entregamos esta UBS na área rural, que atende mais de 6 mil pessoas e estava funcionando de forma precária em um local cedido”, afirmou a governadora Celina Leão. Celina Leão comemora a quinta-feira de investimentos na área da saúde: Caps, tomógrafo no Hospital do Gama e UBS na área rural | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília E esse “local cedido” tem nome, história e rosto. Antes da construção da sede definitiva, o atendimento da UBS só continuou graças ao morador Antônio de Pinho, 79 anos, que durante oito anos cedeu espaço dentro da própria chácara para que a comunidade não ficasse sem assistência em saúde. A nova unidade representa, para ele, o desfecho de uma mobilização coletiva construída ao longo dos anos. “Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida. Ver essa unidade pronta é motivo de muita alegria. Essa conquista não é só minha, é de toda a comunidade. Também agradeço aos profissionais da saúde, que nos ajudaram muito durante todo esse processo. Fico feliz por ter feito parte dessa história e por saber que deu tudo certo”, comemorou. Estrutura completa Antes de a UBS ser inaugurada, Antônio de Pinho cedia a própria chácara para a população ser atendida: “Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida" Localizada na Chácara nº 99-A, a UBS da Ponte Alta do Gama foi construída por empresa contratada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). A unidade conta com recepção, sala de espera, consultórios médicos e odontológicos, banheiros adaptados, fraldário e farmácia, além de salas de vacinação, medicação, curativos e coleta. Os recursos vieram tanto do Executivo quanto de emenda parlamentar do deputado distrital Jorge Vianna. A governadora Celina Leão destacou que a nova unidade reforça a prioridade dada pelo GDF ao fortalecimento da atenção básica: “Eu encerro a minha manhã com aquilo que acredito que a saúde precisa de verdade: a atenção básica. A pessoa precisa ter a saúde do lado da casa dela, ter o médico da família que sabe os problemas que ela passa”. As equipes que atuarão no espaço foram remanejadas de uma instalação temporária, onde não era possível oferecer todos os serviços necessários à população. Agora, os usuários passam a contar com uma estrutura completa, equipada com duas equipes de saúde da família, uma equipe de saúde bucal, enfermeiro responsável técnico da sala de vacinação, enfermeiro de acolhimento, dois técnicos de enfermagem, farmacêutico e dois servidores administrativos. 1.066 Capacidade média mensal de atendimento na nova UBS Com essa composição, a unidade tem capacidade para realizar, em média, 1.066 atendimentos por mês, o equivalente a cerca de 52 atendimentos por dia útil, garantindo assistência mais próxima e qualificada. O presidente da Novacap, Fernando Leite, destacou que a entrega representa uma das obras mais simbólicas para a companhia. Segundo ele, embora a empresa execute projetos de pavimentação, drenagem e edificações, são os equipamentos públicos voltados diretamente ao atendimento da população que trazem maior satisfação. “É o que chamamos de engenharia social: escola, creche, Caps, UBS. São obras que dão um prazer maior de fazer”, pontuou. Leite também ressaltou a qualidade e a rapidez da construção. De acordo com ele, a UBS tipo 1 foi erguida com métodos construtivos modernos, como estrutura em light steel frame e piso vinílico, o que permitiu reduzir custos e acelerar a execução sem comprometer a qualidade. “Uma obra dessa dimensão foi feita em um ano e dois meses. Já está funcionando. Foi executada em tempo recorde e a qualidade é impecável.” Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o investimento em atenção primária é estratégico para melhorar todo o funcionamento da rede pública. “Nós sabemos que o fortalecimento da atenção primária muda o cenário epidemiológico da população, porque é capaz de resolver cerca de 80% dos problemas de saúde. Isso reduz a sobrecarga das UPAs e dos hospitais. Um paciente diabético ou hipertenso que é bem acompanhado na atenção primária, por exemplo, dificilmente terá uma descompensação do quadro clínico. Bem cuidado, ele não precisará recorrer a uma UPA, porque recebe o acompanhamento necessário na unidade básica de saúde. É essa lógica que converge com a política adotada por esta gestão”, acrescentou. Juracy Lacerda destaca que uma nova UBS "reduz a sobrecarga das UPAs e dos hospitais" Impacto na comunidade A gerente da unidade, Gisele de Menezes, afirma que a nova UBS representa uma conquista histórica para a Ponte Alta. “Aqui vivem mais de 6 mil pessoas que eram atendidas em um pequeno posto de saúde. A equipe já prestava assistência à população, mas faltava uma estrutura adequada. As pessoas precisam de um espaço digno e acolhedor para serem atendidas. Essa obra não representa apenas a construção de um prédio, mas também a consolidação da identidade da Ponte Alta. Hoje é a consagração desse momento. A população está encantada e nós, servidores, estamos muito felizes em receber um prédio tão maravilhoso”, defendeu. "Essa obra não representa apenas a construção de um prédio, mas também a consolidação da identidade da Ponte Alta" Gisele de Menezes, gerente da UBS A costureira Marlene de Fátima Campos, de 72 anos, acompanhou de perto essa transformação. Ela lembra que, durante décadas, os moradores precisavam se deslocar até o Hospital do Gama em busca de atendimento. “Minha mãe se mudou para cá em 1966 e eu vi muitas vezes meus irmãos e sobrinhos adoecerem e terem que ir a pé para a cidade em busca de atendimento. Hoje, ver esse prédio novinho à nossa disposição é motivo de muita felicidade. A gente já é bem assistido por uma equipe muito boa, principalmente quem é mais velho. Agora, com essa estrutura, vai ficar melhor ainda. Estou muito feliz”, comemorou. Nova região administrativa O projeto de lei que reconhece a Ponte Alta como região administrativa foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta terça-feira (30). A Casa também aprovou a criação da 26 de Setembro. Os textos seguiram para sanção da governadora Celina Leão. Com a assinatura e a publicação das leis no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o GDF poderá iniciar a implementação formal das duas administrações regionais. As propostas, de autoria do Poder Executivo, têm o objetivo de fortalecer a presença do Estado em áreas que registraram crescimento populacional e urbanização acelerados nos últimos anos, garantindo maior autonomia administrativa, ampliação da capacidade de atendimento local e mais agilidade na execução de políticas públicas. *Colaborou Carlos Eduardo Bafutto
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Criação das regiões administrativas da 26 de Setembro e de Ponte Alta é aprovada
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (30), os projetos de lei que criam duas novas regiões administrativas no Distrito Federal: 26 de Setembro e Ponte Alta. As propostas, de autoria do Poder Executivo, receberam 18 votos favoráveis e uma abstenção e agora seguem para sanção da governadora Celina Leão. A criação das novas RAs tem o objetivo de fortalecer a presença do Estado em áreas que registraram crescimento populacional e urbanização acelerados nos últimos anos, garantindo maior autonomia administrativa, ampliação da capacidade de atendimento local e mais agilidade na execução de políticas públicas. Assim que as regiões administrativas forem oficialmente implementadas, elas passarão a contar com estruturas próprias de gestão, permitindo planejamento territorial mais direcionado e maior capacidade de articulação de serviços e investimentos em infraestrutura. A 26 de Setembro já recebe investimentos estruturantes, como a preparação para o asfaltamento da via principal | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A medida também busca aproximar a administração pública das demandas cotidianas da população, facilitando o encaminhamento de demandas relacionadas a zeladoria urbana, mobilidade, regularização fundiária, infraestrutura e serviços essenciais. Mais autonomia e infraestrutura Durante a votação, deputados distritais destacaram que a criação das novas RAs representa um avanço importante para o desenvolvimento das duas localidades, especialmente diante da necessidade de ampliar investimentos públicos e fortalecer a gestão regional. No caso da 26 de Setembro, a expectativa é que a nova configuração administrativa acelere obras e intervenções já em andamento na região, como melhorias viárias, modernização da iluminação pública e ampliação de equipamentos públicos. A região já recebe investimentos estruturantes, como a preparação para o asfaltamento da via principal, substituição da iluminação e implantação de luminárias em LED, além de projetos para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), escola e espaços esportivos. A criação de Ponte Alta como região administrativa também responde ao crescimento urbano da área e à necessidade de uma gestão mais próxima das demandas da população local. A criação de Ponte Alta como região administrativa também responde ao crescimento urbano da área e à necessidade de uma gestão mais próxima das demandas da população local | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Sem impacto financeiro adicional A criação das novas regiões administrativas não deverá gerar impacto financeiro adicional imediato ao Executivo. Isso porque a estrutura inicial das novas administrações será viabilizada por meio do banco de cargos da Secretaria de Economia, além do apoio operacional e da transferência de acervo patrimonial de administrações já existentes. Após a aprovação na CLDF, os projetos seguem para sanção da governadora Celina Leão. Com a assinatura e a publicação das leis no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o GDF poderá iniciar a implementação formal das duas administrações regionais.
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Sinal verde para a proposta de criação das regiões administrativas 26 de Setembro e Ponte Alta
Os moradores da 26 de Setembro e da Ponte Alta já têm motivos para comemorar. Após anos de espera e mobilização das comunidades, as duas localidades estão mais próximas de se tornarem regiões administrativas do Distrito Federal. As propostas foram apresentadas nesta quinta-feira (28) ao Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) e receberam apoio unânime dos conselheiros. Com aproximadamente 29,3 mil habitantes em uma área de 13,8 milhões de metros quadrados, a 26 de Setembro caminha para ganhar nova estrutura administrativa | Foto: Divulgação/Seduh No estudo técnico, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh) levou em consideração, além das análises urbanísticas, as proposições apresentadas pelos moradores das duas regiões durante as audiências públicas promovidas pela Secretaria de Governo do DF (Segov). “Seguiremos com o compromisso da governadora de trabalhar para levar mais qualidade de vida, infraestrutura, desenvolvimento e dignidade à população de todo o DF” Takane Kiyotsuka, secretário de Governo “Logo que assumiu, a governadora Celina Leão determinou que esse processo tivesse a maior celeridade possível, sempre respeitando todos os ritos técnicos e legais necessários”, afirmou o titular da Seduh, Marcelo Vaz. “Nós indicamos que havia uma instrução processual a ser cumprida, com estudos e análises fundamentais para garantir segurança jurídica e planejamento adequado”, apontou. “Ainda assim, conseguimos conduzir todo o trabalho em tempo recorde e hoje apresentamos uma proposta madura e consistente para seguir à Câmara Legislativa.” O secretário de Governo, Takane Kiyotsuka, reforçou: “Meu muito obrigado aos conselheiros. Seguiremos com o compromisso da governadora de trabalhar para levar mais qualidade de vida, infraestrutura, desenvolvimento e dignidade à população de todo o DF”. 26 de Setembro A futura região administrativa da 26 de Setembro tem cerca de 13,8 milhões de metros quadrados e aproximadamente 29,3 mil habitantes, segundo dados da secretaria DF Legal. A expectativa é que a nova estrutura administrativa e a instauração da Regularização Fundiária Urbana (Reurb) contribuam para acelerar melhorias em áreas como pavimentação, drenagem, iluminação pública, transporte, segurança, educação e saúde. “É uma vitória”, celebrou Rogério Bezerra, representante dos moradores da Rua 2 da 26 de Setembro. “Desde quando os moradores foram para lá acreditando em um sonho, enfrentando tantas adversidades, até hoje, quando estamos aqui na Seduh vendo o início dessa conquista da RA, é uma vitória para toda a região e também para o GDF.” [LEIA_TAMBEM]Por sua vez, o administrador regional de Vicente Pires, Anchieta Coimbra, pontuou: “Esse processo começa pela mobilização da própria comunidade, que há muitos anos luta por esse reconhecimento. Este ato reforça o compromisso de ampliar a infraestrutura e os serviços oferecidos na região”. Representante da Associação de Moradores da Vila Nova Gama (Amoving), a conselheira Maíra Torquato enfatizou: “Como representantes da sociedade civil, agradecemos o olhar atento do Governo do Distrito Federal para uma região já consolidada e que possui demandas próprias. A criação da região administrativa representa mais qualidade de vida, ampliação dos serviços públicos e mais atenção às necessidades da população”. Com a aprovação no Conplan, os projetos de lei seguem agora para análise da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Após aprovação e sanção, as novas regiões administrativas serão oficialmente criadas por meio de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF
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GDF impede parcelamento irregular que teria 75 lotes em área destinada a equipamentos públicos no Gama
A Secretaria DF Legal impediu, nesta segunda-feira (23), o avanço de um parcelamento irregular do solo na Ponte Alta, no Gama. Apesar de estar projetado para ser uma área que irá receber equipamentos públicos, um condomínio que seria dividido em 75 lotes estava tomando forma. Esta foi a segunda operação realizada pela pasta na área. Em 2023, aproximadamente 200 metros de meio-fio e 700 m² de bloquetes tinham sido removidos pelas equipes da DF Legal. Mesmo assim, os invasores insistiram em reocupar a área e, no mês passado, a secretaria voltou ao endereço para embargar seis obras em andamento e multar outras quatro que prosseguiram após a operação e já haviam sido autuadas. A operação, que ocorreu após pedidos da Terracap para desobstruir a área destinada a equipamentos públicos, também visa manter a Área de Regularização Fundiária de Interesse Específico (Arine) da forma que foi desenhada | Foto: Divulgação/DF Legal Nesta segunda, diante da situação de contínuo desrespeito às determinações, as equipes da DF Legal removeram nove caminhões basculantes carregados com bloquetes, derrubaram postes de transmissão de energia, demoliram 300 metros de muro construído em alvenaria e duas edificações em obras. Uma outra edificação sofreu demolição parcial por questões de segurança. A operação, que ocorreu após pedidos da Terracap para desobstruir a área destinada a equipamentos públicos, também visa manter a Área de Regularização Fundiária de Interesse Específico (Arine) da forma que foi desenhada. Combater condomínios irregulares novos evita também atrasos na legalização das ocupações feitas dentro das diretrizes que serão permitidas no local, definidas há mais tempo. O Gama tem sido uma das regiões administrativas com mais ações de desobstrução de área pública em todo o DF neste ano de 2025. Entre janeiro e maio foram 29 operações na cidade. *Com informações da Secretaria DF Legal
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GDF desconstitui parcelamento irregular do solo em área ambiental sensível com 60 edificações precárias na zona rural do Gama
Um parcelamento irregular em uma área da Ponte Alta, no Gama, foi alvo de operação da Secretaria DF Legal nesta quinta-feira (15). Iniciada na quarta (14), a ação contou com apoio de todas as forças de segurança, de assistentes sociais da Sedes, conselheiros tutelares da Sejus, e desconstituiu, ao todo, cerca de 60 estruturas precárias que não possuíam qualquer ocupação ou moradores. Erguidos apenas com pedaços de lona e madeira, essas edificações não tinham condição de abrigar pessoas e encontravam-se vazias até mesmo de mobília na hora da ação. Além do parcelamento irregular do solo, que tentava dar características urbanas a uma área rural, os responsáveis ainda causaram grande dano ambiental ao desmatar vegetação nativa do Cerrado | Foto: Divulgação/DF Legal Apenas duas edificações estavam ocupadas por pessoas que não moravam no local, mas tinham a responsabilidade de monitorar a área. Mesmo assim foram ofertados caminhões para transporte e abrigo público pela equipe de assistentes sociais presentes. O intuito dos responsáveis, na verdade, era garantir a demarcação de lotes irregulares. [LEIA_TAMBEM]Além do parcelamento irregular do solo, que tentava dar características urbanas a uma área rural, os responsáveis ainda causaram grande dano ambiental ao desmatar vegetação nativa do Cerrado. Reincidência Esta não foi a primeira vez que a DF Legal realizou operação no local. Em fevereiro do ano passado, 38 estruturas com as mesmas características foram removidas pela secretaria. Mesmo com a ação, a pasta verificou poucos meses depois que novos barracos começaram a ser construídos. Na época, os responsáveis entraram na Justiça e conseguiram uma liminar para suspender qualquer ação da DF Legal no lugar. Após análise do mérito, no entanto, a decisão foi favorável ao Distrito Federal para a continuidade do combate ao parcelamento irregular. *Com informações do DF Legal
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Vias não pavimentadas do Gama recebem manutenção do GDF
Com o objetivo de reduzir os impactos das chuvas, o Governo do Distrito Federal (GDF) fez diversos serviços emergenciais nas áreas rurais do Gama. Cerca de 20 profissionais trabalham na manutenção, na abertura de novos bolsões e na contenção das erosões existentes. Além da administração regional, a ação coordenada reúne a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e as secretarias de Governo (Segov-DF), e da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Na Rua Macaúba, na Ponte Alta, foram recuperados três quilômetros de estradas com resíduos da construção civil (RCC) e as valas e bolsões foram desobstruídos. Já na rua Juruá, os serviços de manutenção passaram por aproximadamente dois quilômetros de estrada, com 20 viagens de material pesado e RCC. Na Rua Macaúba, estradas foram recuperadas e valas e bolsões, desobstruídos | Foto: Divulgação/Administração Regional do Gama Na VC-475 e na Rua Saboia, as equipes abriram 25 bolsões para fazer a contenção das águas das chuvas. Na Rua Sabiá, aproximadamente 2,5 km de estradas foram recuperadas. De acordo com a administradora regional do Gama, Joseane Araújo, o objetivo é diminuir os impactos das chuvas para as pessoas que moram nas áreas rurais da região: “É muito importante o trabalho que vem sendo desenvolvido. Estamos todos os dias nas vias rurais da nossa região administrativa porque as aulas voltaram, então, estamos dando prioridade nas vias dos ônibus escolares”.
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Produtores rurais conhecem produção de lúpulo no Distrito Federal
Quem é amante de cerveja já deve ter ouvido falar no lúpulo, uma planta utilizada na fabricação da bebida para conferir amargor e também aroma ao produto. Produtores rurais puderam ver de perto uma lavoura repleta com as flores que são utilizadas na produção do Distrito Federal, em uma propriedade no Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama. O encontro, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), teve o intuito de tirar dúvidas e apresentar o plantio crescente na região para aproximadamente 50 produtores rurais interessados. As inscrições foram realizadas por meio dos 15 escritórios locais da empresa distribuídos no Distrito Federal. O lúpulo é um dos ingredientes agrícolas mais valiosos da cerveja, apesar de ser utilizado em uma quantidade pequena em relação, por exemplo, ao malte de cevada ou de trigo | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília O dia de campo, na última quinta-feira (25), ocorreu na propriedade de João Marcus Simões Dias, atualmente o único que produz lúpulo em grande escala no DF, por meio da empresa Tatu Hops. A produção é feita há dois anos em uma área de meio hectare, atendendo, principalmente, cervejarias artesanais. Em um ano, ele produz 600 kg de lúpulo. No início, o produtor era apenas um cervejeiro caseiro que fazia a bebida em panela, sonhando em comandar uma fábrica da bebida. Após ver os trâmites de abrir uma fábrica, ele decidiu ir por outros caminhos no mercado da cervejaria, chegando ao lúpulo. Depois de encontrar um produtor com 20 mudas, ele se apaixonou pela planta e decidiu começar a produção. O lúpulo cultivado no DF chegou a ser premiado na última Copa Brasileira de Lúpulos, realizada em maio de 2023. “É muito importante conhecer uma cultura nova, porque o pessoal está muito acostumado com as culturas de milho e soja, por exemplo. Quando veem a plantação do lúpulo, que tem um mercado imenso, [os produtores rurais] se assustam, mas enxergam o potencial que essa cultura tem. O lúpulo brasiliense é de qualidade”, destaca João. O produtor recorda que o trabalho foi feito em conjunto com a Emater, em um aprendizado de estudos compartilhados, pois o cultivo era novo para todos. Na última safra, a empresa pública participou de todo o manejo. Novos interesses O dia de curso interessou à recém-aposentada Denisy Oliveira, que tem uma pequena propriedade na região do Gama e está em busca de outra fonte de renda, uma maneira para começar a empreender. Após receber a ligação de um dos parceiros da Emater, a produtora rural foi conferir a produção de lúpulo. “A Emater é uma grande ponte para o pequeno produtor, a maior incentivadora da produção local. Tento sempre fazer os cursos deles porque são de alto gabarito. Aprendi muita coisa. É uma cultura que acho que vai valer a pena aqui na região”, afirma. Denisy Oliveira ficou encantada com o lúpulo: “É uma cultura que acho que vai valer a pena aqui na região” O extensionista rural Daniel Rodrigues Oliveira reforça a importância do evento para fomentar e formar um grupo que tenha interesse na área para construir uma cadeia mais organizada e expandir o mercado da iguaria. “A Emater está sempre presente no meio de campo. Desde o dimensionamento da irrigação até a estrutura. Por ser uma cultura de cara implantação, a estrutura é muito cara, então a pessoa não pode sair por aí fazendo de qualquer jeito. A Emater vai entrar nessa parte de assessoramento e junção de pessoas para fazer essa troca de informações”, explica o técnico. Os interessados podem procurar os extensionistas da Emater, que avaliam questões de viabilidade: se o produtor consegue fazer trabalho laboral, se há mão de obra, acesso a recursos além das mudas, insumos, onde comprar, irrigação e até opções de crédito rural. Mercado crescente Daniel Leal, vice-presidente da Aprolúpulo: “O futuro para a cultura, sem dúvida, é muito próspero” O Brasil é o terceiro maior consumidor de cerveja no mundo e produz menos de 5% de todo o lúpulo. Hoje há 114 produtores de lúpulo no Brasil, um aumento de 42% em relação a 2022 e a 2023, anos em que foram produzidos 100 kg de lúpulo no DF. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo) apontam que atualmente o Brasil produz 0,4% de todo o lúpulo utilizado pela indústria nacional, um mercado que movimenta mais de R$ 300 milhões por ano. “Hoje existe um movimento no DF de produtores de outras culturas interessados em se juntar a do lúpulo. Temos centenas de variedades de lúpulo no mundo, e dezenas delas são produzidas aqui no Brasil, cada uma com características diferentes. Foram superadas barreiras produtivas, demonstrando que é possível produzir com qualidade e viabilidade econômica, tanto para o produtor quanto para a cervejaria. Aos poucos o mercado está absorvendo isso. O futuro para a cultura, sem dúvida, é muito próspero”, ressalta o vice-presidente da Aprolúpulo, Daniel Leal. Clima favorável João Marcus Simões Dias produz 600 kg da planta por ano: “O lúpulo brasiliense é de qualidade” O lúpulo é um dos ingredientes agrícolas mais valiosos da cerveja, apesar de ser utilizado em uma quantidade pequena em relação, por exemplo, ao malte de cevada ou de trigo. Alguns lúpulos brasileiros são vendidos entre R$ 100 e R$ 400, o quilo, sendo R$ 223 a média. Depois de colhida, a flor é seca e em seguida peletizada (um processo a comprime como se fosse uma pequena porção de ração). É dessa forma que a cervejaria a utiliza, para ter maior eficiência e conseguir extrair o que há de melhor do produto. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Daniel acentua que o clima do Cerrado tem se mostrado muito favorável à cultura do lúpulo, por ser uma planta que exige muitas horas de luz. Outro fator é a incidência menor de chuvas em relação a outros estados e regiões do país. “O maior problema do lúpulo hoje, do ponto de vista agronômico, é o manejo de doenças, especialmente as que são provocadas por fungos – e o excesso de chuvas é justamente o fator que contribui para isso. Então, a gente pode afirmar que as condições daqui da região são favoráveis para essa cultura, tanto em relação ao solo quanto à própria temperatura local”, observa Leal.
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