Resultados da pesquisa

Unidades de Conservação

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Escolas selecionadas para o projeto Parque Educador no primeiro semestre são divulgadas

O programa Parque Educador, desenvolvido pelo Instituto Brasília Ambiental em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), divulgou a lista das escolas públicas selecionadas para participar do projeto no primeiro semestre de 2026. Ao todo, 295 escolas da rede pública se inscreveram para esta edição do programa. Após análise das inscrições, 72 instituições foram selecionadas para integrar as atividades ecopedagógicas.  “O ensino nas nossas escolas tem sido cada vez mais plural, e proporcionar aos alunos esse convívio com o meio ambiente torna o aprendizado ainda mais enriquecedor”, pontuou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou os planos de ampliação do programa: “Hoje atendemos escolas em sete unidades diferentes, mas temos o objetivo de melhorar a infraestrutura de outras unidades para ampliar o atendimento e alcançar ainda mais crianças, formando cidadãos conscientes da importância do Cerrado para o Brasil e para o mundo”. Na visita às unidades de conservação, alunos da rede pública podem ver, na prática, conteúdos aprendidos na sala das aulas de química, biologia e ciências | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental [LEIA_TAMBEM]As escolas participantes vão integrar o projeto entre este mês e julho, podendo inscrever até duas turmas com até 40 alunos cada. O programa oferece transporte até as unidades de conservação, equipe especializada e infraestrutura para a realização das atividades. Às escolas cabe o fornecimento do lanche  para os estudantes e a indicação de pelo menos dois responsáveis para acompanhar as turmas durante as visitas. As atividades são conduzidas por professores capacitados da rede pública, disponibilizados pela Secretaria de Educação, e ocorrem em diferentes unidades de conservação do Distrito Federal, como Parque Ecológico de Águas Claras, Parque Ecológico do Riacho Fundo, Parque Ecológico Três Meninas (Samambaia), Parque Ecológico Saburo Onoyama (Taguatinga) e Parque Ecológico Sucupira (Planaltina). Atendimentos Em 2025, o Parque Educador prestou 16.385 atendimentos em sete unidades de conservação, beneficiando mais de 4,1 mil estudantes da rede pública de ensino. A iniciativa possibilita que os alunos aprendam na prática conteúdos abordados em sala de aula, especialmente nas áreas de ciências, química e biologia, por meio de atividades desenvolvidas em ambientes naturais. *Com informações do Brasília Ambiental  

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Agentes retiram 57 comedouros colocados por visitantes no Parque Ecológico de Águas Claras

Os agentes de unidades de conservação do Parque Ecológico de Águas Claras (Peac), administrado pelo Instituto Brasília Ambiental, retiraram, no mês de fevereiro, cerca de 57 comedouros e recipientes similares espalhados por áreas do parque, colocados por frequentadores. A ação foi baseada na Lei Federal nº 9.605/1998 de crimes ambientais, que visa proteger a integridade dos ecossistemas. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressalta que essa atitude dos visitantes resulta em prejuízos significativos para os animais. “As pessoas podem até achar que estão fazendo uma coisa boa, mas não estão. Estão é causando alteração no comportamento natural das espécies, criando desequilíbrio e tornando-as vulneráveis a várias doenças”, enfatiza. O instituto aposta em educação ambiental para colocar fim a esse problema. A autarquia planeja desenvolver material informativo de caráter educativo, visando sensibilizar os frequentadores sobre os riscos inerentes à prática de alimentação de animais. Outras situações que podem ocorrer, segundo a agente, é que os comedouros podem se tornar focos de contaminação, de transmissão de doenças entre espécies e ainda atrair ratos e pragas | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental A agente de unidades de conservação Agda Sabino lembra que, infelizmente, a retirada de comedouros é uma prática que deve ser frequente, porque as pessoas insistem em alimentar os animas. “Prática que é extremamente inadequada e proibida. Alimentos oferecidos não integram a dieta natural da fauna silvestre e podem gerar doenças, como diabetes, infecções, entre outras. E também causar dependência humana e a perda da capacidade natural dos animais de buscar, localizar, capturar e consumir alimentos do próprio habitat”, explicou. Outras situações que podem ocorrer, segundo a agente, é que os comedouros podem se tornar focos de contaminação, de transmissão de doenças entre espécies e ainda atrair ratos e pragas. Alimentar animais silvestres, especialmente em unidades de conservação, é considerada, pela legislação ambiental, interferência na fauna nativa, passível de penalidades. A autarquia planeja também implementar sinalização vertical em pontos estratégicos do Peac, que servirá como reforço visual permanente aos alertas, desempenhando um papel fundamental na orientação pública e na preservação da fauna silvestre. A intenção é que essa ação some para mitigar as investidas de visitantes que, por desconhecimento, fomentam a instalação de novos comedouros.   *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Brasília Ambiental inicia série de visitas de servidores a unidades de conservação

A agenda ambiental na Administração Pública (A3P) do Instituto Brasília Ambiental deu início, nesta sexta-feira (6), no Parque Ecológico Águas Claras, à série de visitas às unidades de conservação (UCs) administradas pela autarquia. A iniciativa visa levar grupos de servidores do Instituto a conhecer in loco o que eles trabalham para proteger e preservar. Faz parte do projeto ainda, a cada visita, incluir trabalhadores da área de conservação e limpeza que atuam na sede do órgão ambiental. A vice-governadora Celina Leão ressaltou a importância do conhecimento presencial do potencial ecológico do Distrito Federal, em especial, pelos servidores que atuam na área. “Essa experiência permite uma compreensão íntima das complexidades ambientais e socioculturais do território e é crucial para uma atuação eficaz, especialmente na gestão de unidades de conservação, planejamento territorial e manejo integrado do fogo”, lembrou. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, parabenizou os integrantes da A3P pelo projeto. “Proporcionar esse contato, esse conhecimento aos servidores é uma excelente iniciativa. Muitos conhecem as UCs só por mapas, de forma virtual ou por fotos, até pela natureza de suas atividades. Mas quando conhecemos in loco, temos muito mais condições de falar sobre, de defender essas áreas sensíveis, ricas em biodiversidade e fundamentais para a qualidade de vida no DF. Os membros da A3P estão de parabéns”, enfatizou. A iniciativa visa levar grupos de servidores do Instituto a conhecer in loco o que eles trabalham para proteger e preservar | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental “Muitas pessoas, das que estavam hoje no grupo, até já tinham ido ao parque, mas só para participar de reuniões. Nunca tinham, realmente, andado pelas trilhas daquela unidade de conservação. Não conheciam pessoalmente seu potencial ecológico. Então, esse é um dos objetivos do projeto”, explica Maria Fernanda Teixeira, educadora ambiental do Instituto e membro da A3P. Maria Fernanda ressalta que a avaliação da gestão de resíduos daquela UC também foi um dos objetivos da visita. “Essa avaliação visa que pensemos, em conjunto, soluções para questões que forem identificadas”, esclareceu. A visita à UC começou na área de administração do parque. Em seguida, a equipe foi conhecer o viveiro de mudas de plantas típicas do Cerrado, que é organizado por um grupo de voluntários que atuam no local. O grupo foi guiado por duas voluntárias. Na sequência, os servidores foram conhecer a gestão de resíduos da unidade. A parada para abordar o assunto ocorreu em frente aos contêineres de separação dos resíduos com fins de coleta seletiva adquiridos pela A3P para o parque. O agente de Unidade de Conservação, Jose Reis, que guiou a visita neste momento, explicou que os funcionários da limpeza do parque fazem a separação dos resíduos que são coletados no local.” Esses resíduos são colocados nos contêineres específicos e, posteriormente, uma cooperativa de catadores vai lá e recolhe o material”, detalhou. O percurso da visita passou ainda pelo Centro de Educação Ambiental da unidade e áreas de plantios de mudas, nas quais são usadas diferentes técnicas de plantio José Reis destacou a importância da visita. “Mostra para os outros servidores do órgão os gargalos que enfrentamos nas UCs, os tributos ecológicos de cada uma delas, e também o que temos feito dentro delas para que melhore a percepção do frequentador sobre a unidade. Somos servidores públicos e trabalhamos para que cada vez mais o visitante de uma UC tenha o sentimento de pertencimento ao local”, disse. Segundo Maria Fernanda, um problema identificado no Parque de Águas Claras, e que ocorre em outras UCs, é o resíduo do coco. “É um resíduo orgânico pesado, de difícil decomposição. Precisamos pensar na solução adequada pra ele, que deve passar pela contratação de uma cooperativa específica e especializada em coco”, comentou. O percurso da visita passou ainda pelo Centro de Educação Ambiental da unidade e áreas de plantios de mudas, nas quais são usadas diferentes técnicas de plantio. Mais visitas Já estão agendadas as duas próximas visitas da A3P. A próxima será no dia 13 de março, à CEB Geração – Barragem do Lago Paranoá, e a seguinte será ao Sítio Escola de Permacultura Geranium, localizado no Núcleo Rural de Taguatinga. A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) é um programa do Ministério do Meio Ambiente, que estimula órgãos públicos a implementarem práticas de sustentabilidade. Seu objetivo é promover a responsabilidade socioambiental, visando a eficiência, preservação de recursos naturais e redução de gastos na administração pública.   *Com informações do Brasília Ambiental

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Plenária apresenta resultados da gestão de áreas ambientais protegidas no DF em 2025

O Instituto Brasília Ambiental, por meio da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) promoveu nesta terça-feira (9), a terceira e última plenária de planejamento de 2025. O encontro reuniu servidores da sede da autarquia e agentes de unidades de conservação para tratar de ações planejadas e executadas no ano e fazer uma prévia das atividades para 2026. Essas reuniões anuais da Sucon foram instituídas desde 2024, por meio da Instrução Normativa nº 22 e objetivam reforçar a governança com a discussão de estratégias na gestão das Unidades de Conservação (UCs) do Distrito Federal sob a responsabilidade do Brasília Ambiental. A plenária tratou de ações planejadas e executadas no ano e fazer uma prévia das atividades para 2026 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Segundo o superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcos Cunha, as plenárias são a possibilidade de olhar para o que foi feito, analisar e, até mesmo, modificar o prosseguimento de medidas adotadas. “É um momento de troca, para discutir as metas para as unidades de conservação, trazendo as pessoas para os projetos, para entenderem, também, o seu papel em cada ação”, comentou Cunha. Nesta edição foi apresentado o relatório das principais atividades empreendidas, com destaque para tópicos como retrospectiva das edições anteriores das plenárias, ocorridas nos meses de março e setembro; e elaboração de 14 normativos que instituíram, regulamentaram ou atualizaram alguma atividade da competência do Brasília Ambiental. Na segunda parte do encontro técnico, foram apresentadas, ainda, todas as obras realizadas nos parques ecológicos, a proposição de revisão da IN 22, com a sugestão de mudanças em alguns indicadores e as prioridades do setor para 2026. “Tudo o que foi exposto nesta reunião demonstrou o quanto o corpo técnico da Sucon se empenhou, com afinco, em importantes entregas para o meio ambiente do DF. São muitos os exemplos: o lançamento da instrução normativa de fauna exótica; a gestão das brigadas florestais na prevenção e combate aos incêndios florestais em UCs; e, mais recentemente, a criação do Fundo de Conservação do Cerrado (FCC), para o pagamento das compensações ambientais”, reconhece o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, lembra a importância da execução de um planejamento cuidadoso das áreas protegidas. “Essas unidades são essenciais não apenas para a preservação do nosso bioma, mas, principalmente, para a manutenção da qualidade de vida dos brasilienses”, conclui. *Com informações do Brasília Ambiental  

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Câmara setorial do GDF aprova três projetos de compensação ambiental

Agência Brasília · CÂMARA SETORIAL DO GDF APROVA TRÊS PROJETOS DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL O Instituto Brasília Ambiental realizou, na tarde desta terça-feira (26), a primeira reunião ordinária do ano da Câmara de Compensação Ambiental e Florestal (CCAF). O encontro, na sala de reuniões do 4º andar da sede da autarquia, foi presidido pelo secretário executivo (Secex) do Instituto, Valterson Silva, que representou o presidente da autarquia, Rôney Nemer. Resultou na aprovação de recursos na ordem de R$ 1.286.580,96, voltados, na maioria, para ações de infraestrutura nas Unidades de Conservação sob a gestão do Instituto. Os recursos foram dirigidos a três propostas, aprovadas por unanimidade. A primeira destinou o valor de R$ 372.453,60, resultante de compensação ambiental, para a contratação de transporte com fins da locomoção dos estudantes participantes do Programa de Educação Ambiental Parque Educador. O Parque Educador tem como foco principal o receptivo de estudantes de escolas públicas do DF para a realização de atividades de educação integral, ambiental e patrimonial nas Unidades de Conservação geridas pelo Brasília Ambiental. “Professores capacitados conduzem aulas, ao longo dos semestres, promovendo sensibilização ambiental com atividades como trilhas guiadas, oficinas, práticas integrativas de saúde, palestras e vivências na natureza”, explicou o apresentador da proposta, chefe da Unidade de Educação Ambiental do Instituto, Luiz Felipe Blanco. Os recursos foram dirigidos a três propostas, aprovadas por unanimidade | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental A segunda proposta aprovada destinou o valor de R$ 826.327,36, de compensação ambiental, para a execução de parte do cercamento do Parque Ecológico Riacho Fundo. O apresentador da proposta, Marcos João da Cunha, representante da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) na reunião, ressaltou a importância de as UCs terem cercamento no sentido, principalmente, do impedimento de invasões, situação pela qual o parque em questão já passou. A terceira proposta destinou recursos também de compensação ambiental, na ordem de R$ 87.800,00, para a aquisição de aparelhos receptores GNSS/RTK e acessórios. Os receptores são dispositivos de posicionamento por satélite que combinam o Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) com a técnica Cinemática em Tempo Real (RTK) para fornecer coordenadas geográficas com precisão centimétrica em tempo real. Esses aparelhos, segundo o expositor da proposta, Marcos João da Cunha, representante da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) na reunião, embora solicitados para uso nas medições de definição de poligonais das UCs, terão serventia praticamente para todas as áreas fins do Brasília Ambiental. A reunião serviu ainda para a aprovação de alteração na proposta da distribuição das publicações da obra inédita Flora do Jardim Botânico de Brasília — Ervas e Arbusto — Guia de Campo. A alteração, aprovada por unanimidade, ampliou o número Guias destinados ao Brasília Ambiental, com fins de suprimento das UCs. A proposta de solicitação de recursos de compensação ambiental para a produção do impresso deve constar na pauta da próxima reunião da CCAF. A vice-governadora Celina Leão destaca que a destinação de recursos de compensação ambiental para Unidades de Conservação (UCs) é fundamental. “Garante a proteção de áreas com alta biodiversidade, a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais e a efetiva recuperação e implantação de novas UCs, equilibrando o impacto da atividade humana e fortalecendo a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável”. Estiveram presentes na reunião, além dos servidores da Unidade de Compensação Ambiental e Florestal do Instituto (UCAF), do Secretário Executivo do Instituto, Valterson da Silva, e do representante da Sucon, Marcos Cunha: a chefe da Assessoria da Presidência, Danyella Shayene; a superintendente de Licenciamento Ambiental, Nathália Almeida; o superintendente de Administração Geral (Suag), Ricardo Roriz; e o representante da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Israel Dourado Guerra. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Oficinas finalizam a 2ª edição da Conferência Distrital de Unidades de Conservação

O último dia da 2ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação (CDUC), evento promovido pelo Instituto Brasília Ambiental, foi marcado pela realização de oficinas temáticas. O ponto de encontro nesta sexta-feira (1) foi no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) com um café da manhã de boas-vindas, seguido por uma dinâmica coletiva. A atividade de abertura, conduzida pelo psicólogo e educador físico Fábio Broto, em meio aos jardins do CDS, envolveu os participantes em um jogo cooperativo, com o objetivo de potencializar a capacidade das pessoas de trabalharem em conjunto visando um interesse comum. “A ideia foi criar uma conexão e a integração entre todos os conferencistas, como uma forma de aquecimento para as oficinas”, explica Broto, representante da organização Projeto Cooperação, que promove a cultura da cooperação em vários ambientes. Após a dinâmica, os inscritos seguiram para as oficinas Criação de Reservas do Patrimônio Particular Natural (RPPNs); Conselhos Gestores em Unidades de Conservação (UCs); Introdução ao Ecoturismo, visitação e parques ecológicos e Voluntariado em Unidades de Conservação. O ponto de encontro nesta sexta-feira (1º/8) foi no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) com um café da manhã de boas vindas seguindo por uma dinâmica coletiva | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental A oficina Sistemas nacionais e subnacionais de áreas protegidas na América Latina foi realizada em meio virtual. Já os participantes da oficina Manejo de Trilhas em Unidades de Conservação foram conduzidos para o Parque Distrital das Copaíbas, localizado no Lago Sul, que sediou a atividade prática. A analista de planejamento urbano e infraestrutura Marina Ribeiro falou sobre a sua expectativa para essa experiência. “Ainda não visitei o parque {Distrital das Copaíbas}, após a implantação das trilhas, então a minha curiosidade é conhecer como ficou e saber mais sobre como foi todo o processo de instalação, as diretrizes. E é uma referência para o desenvolvimento de outros projetos, no futuro”, disse a servidora que é lotada na Diretoria de Conservação e Recursos Hídricos do Brasília Ambiental. [LEIA_TAMBEM]O estudante da UnB Pedro Tominaga também deixou sua impressão sobre o workshop Voluntariado em Unidades de Conservação: “Estou buscando ter uma noção e entender como se estrutura a participação social, voluntária, dentro das UCs, tanto no Distrito Federal quanto em âmbito nacional. E como isso é concretizado, de um modo geral”, disse o universitário. A técnica em Planejamento Urbano e Infraestrutura Simone Abreu, que está licenciada do Brasília Ambiental para doutorado em geografia na UnB, está desenvolvendo sua tese em consolidação territorial das unidades de conservação do DF participou da oficina de Conselhos Gestores e destaca a importância do tema. “Quando uma unidade de conservação é criada, o processo que antecede a isso envolve diversos atores, como, por exemplo, a participação da sociedade e, nesse momento, nós podemos reunir a sociedade e o próprio governo para compor o conselho gestor. E a construção de estratégias pode servir para a participação no plano de manejo. Esses atores são importantes no cuidado com a unidade de conservação, porque para proteger o meio ambiente, a gente não protege só. A gente precisa de parceiros”, conclui a doutoranda. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Conferência debate participação social nas unidades de conservação

Agência Brasília · CONFERÊNCIA DEBATE PARTICIPAÇÃO SOCIAL NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO “Participação custa, é justa, é melhor para a sociedade e resulta em áreas bem protegidas”. A declaração é do consultor internacional em áreas protegidas Cláudio Maretti feita na tarde dessa quinta-feira (31), durante a 2ª Conferência Distrital de Unidades de Conservação. O evento é uma realização do Instituto Brasília Ambiental e ocorre no auditório da Câmara Legislativa Distrital, e encerra na manhã desta sexta-feira (1). Maretti, que é pesquisador, traz na bagagem 45 anos de trabalho com áreas protegidas e participou da construção do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), palestrou sobre o tema “Caminho se faz caminhando: participação social em unidades de conservação”, uma das falas mais esperadas do evento. Ele ressaltou que as Unidades de Conservação são as áreas protegidas mais importantes entre as áreas de conservação da natureza que existem. Sobre a participação social das comunidades nas UCs, o pesquisador destacou que é um direito das pessoas, e dos grupos sociais, sobretudo, participarem dos destinos do país, e isso inclui a gestão das Unidades de Conservação. “Essa participação traz uma condição, excepcional de qualidade de vida, se bem gerida. Nós temos muitos instrumentos legais, o próprio Sistema Nacional de Unidades de Conservação nos diz que a gente tem que promover a participação da sociedade e das comunidades locais”, lembrou. O consultor internacional em áreas protegias Cláudio Maretti palestrou sobre o tema “Caminho se faz caminhando: participação social em unidades de conservação” | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Maretti detalhou como essa participação é prevista: “Há a obrigação legal de todas as unidades de conservação terem um conselho; para a criação de uma Unidade de Conservação precisamos fazer uma consulta pública; também é recomendado que para o planejamento da Unidade ocorra a participação social, e assim por diante”. Segundo Maretti, em termos de normas, a participação social no Brasil, mesmo precisando ampliar os horizontes, está numa situação, razoavelmente, boa. Porém, na prática, o cenário é diferente. “A maior parte dos conselhos funciona mal e, às vezes, as consultas públicas são feitas só para constar. Diante desse quadro, diria que, em termos de participação social, nós estamos no meio do caminho”, avalia. Para o Brasil avançar na participação social nas Ucs, o estudioso diz que é necessário que os orçamentos governamentais dediquem pessoas e recursos à causa. “Participação custa dinheiro e o tempo das pessoas, mas gera bons resultados”, enfatiza. Exemplo mundial O SNUC foi conceituado por Maretti como muito bom e um exemplo para o mundo. Para melhorá-lo as medidas sugeridas vão na mesma linha que as para efetivar a participação social nas UCs: “Precisamos de três coisas: mais gente – gente dedicada, comprometida; mais dinheiro - recursos econômicos exequíveis, que não sejam só para constar; e que as Unidades de Conservação virem prioridade nas decisões governamentais para enfrentar, por exemplo, algumas obras que as afetam”, listou o pesquisador. De acordo com ele, isso é necessário para que a qualidade de vida das populações e da natureza, que é fornecida pelas UCs, não pereça ou entre em risco de vez em quando, principalmente quando se fala em desenvolvimento econômico. Que ocorra o contrário: a qualidade de vida seja o sustentáculo do desenvolvimento. Maretti criticou a falta de complementaridade no SNUC e a falta de visão dos processos ecológicos de grande distância. “Ele tem um conjunto de Unidades de Conservação muito significativo, um dos mais importantes do mundo. Mas não funciona de forma integrada. Por exemplo: a complementariedade entre os sistemas de unidades federais, estaduais e municipais não existe; também não existe a visão dos processos ecológicos de longa distância, como por exemplo, as grandes migrações de bagres dos rios da Amazônia, ou as aves migratórias que vem do Ártico até o extremo sul da América do Sul”, explicou. Para a primeira questão, o especialista receitou como fundamental e urgente o fortalecimento dos sistemas de unidades de conservação municipais, que segundo ele, são os mais frágeis. Esse fortalecimento também pode contribuir para o avanço da solução para a segunda questão. Pilares Na avaliação da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, os Sistemas de Unidades de Conservação Nacional e Distrital são as bases fortes da proteção ambiental. “O Sistema Distrital e Nacional de UCs mostram que gestão participativa e conhecimento técnico são pilares para conservar nossos recursos naturais e ampliar o acesso público a esses espaços”. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, que fez a abertura do evento na parte da manhã, lembrou que “a 2ª Conferência é uma oportunidade única de construir redes de colaboração, trocar experiências e pensar em soluções que garantam proteção e uso sustentável das áreas protegidas”. A programação vespertina do evento também contou a com o painel “Com ciência, com afeto: educação ambiental e participação social em Unidades de Conservação”. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Parque Ecológico Olhos D’Água abriga biblioteca organizada pela comunidade

Em meio à natureza, à pista de caminhada e aos equipamentos de musculação, o Parque Ecológico Olhos D’Água, na Asa Norte, abriga um espaço de conhecimento e interação social e cultural. Criada há mais de dez anos, a biblioteca comunitária fica em uma sala na sede localizada na entrada da unidade de conservação. Na biblioteca do Parque Ecológico Olhos D’Água, qualquer pessoa pode levar uma obra por vez para ler – a contrapartida é a doação de outro livro | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “Surgiu de forma bem espontânea, por um interesse da comunidade”, revelou a superintendente de Unidades de Conservação do Brasília Ambiental, Marcela Versiani. “A gente percebe que cada parque traz uma especificidade da comunidade e isso faz parte do conceito das unidades de conservação, que espelham o que a comunidade busca em meio à atividade ao ar livre.” O acervo composto por doações é bastante diversificado. Há livros religiosos, literários, científicos e informativos. A organização fica por conta de voluntários. O espaço funciona de forma espontânea, sem registro de retirada dos livros. Qualquer pessoa pode levar uma obra por vez para ler. A contrapartida é a doação de outro livro. A nutricionista Nadir Naupe, 38 anos, é uma das frequentadoras da biblioteca. Ela conta que há algumas semanas pegou emprestada uma obra sobre espiritismo. “Acho muito legal ser um local em que podemos pegar o livro e levar para casa. É um espaço que funciona, porque nunca faltam livros, está sempre cheio de opções. É uma iniciativa muito importante”, afirmou. Na capital federal de férias, o jornalista inglês Jack Ball, 31, que estava aproveitando seu momento de leitura no parque, destacou a importância do projeto. “Acho que as bibliotecas são importantes em qualquer lugar do mundo, porque o conhecimento está lá. Dentro de um parque, criam uma perfeita combinação entre a natureza e o conhecimento. É uma forma de aprendizado em um espaço de paz e felicidade”, disse. A nutricionista Nadir Naupe é uma das frequentadoras da biblioteca: “É um espaço que funciona, porque nunca faltam livros, está sempre cheio de opções Além da biblioteca, a estrutura do Parque Ecológico Olhos D’Água oferece uma coopervia de 2.050 metros, trilhas calçadas, parquinho infantil, banheiros públicos e viveiros com plantas medicinais, nativas e exóticas. Há ainda áreas gramadas e cobertas, chuveiros e equipamentos de ginástica, incluindo uma estrutura pensada especialmente para pessoas idosas. O espaço funciona todos os dias das 5h30 às 20h (portão principal). As entradas laterais ficam abertas entre 6h e 18h.

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