UnB e FAPDF divulgam seleção do Mestrado Profissional gratuito em Economia e Inovação
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Universidade de Brasília (UnB) e o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e da Secretaria de Economia do DF, divulgaram nesta segunda-feira (31) o resultado do processo seletivo para mestrado profissional em economia, área de concentração em Gestão Econômica de Inovação Tecnológica, ofertado gratuitamente pelo GDF. Ao todo, são 80 vagas, sendo 70 destinadas a servidores efetivos e 10 ao público externo. A iniciativa integra o projeto Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia e Crescimento Econômico na Era da Inteligência Artificial, que conta com investimento de R$ 2,4 milhões para a formação acadêmica e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a parceria representa uma oportunidade de aproximar o conhecimento produzido na universidade das necessidades do serviço público e dos desafios do desenvolvimento do Distrito Federal. “Investir na formação de pessoas é investir na capacidade do Distrito Federal de inovar e encontrar soluções para seus próprios desafios. Essa parceria aproxima governo e universidade e cria condições para que o conhecimento produzido na academia possa se transformar em pesquisa aplicada e em políticas públicas mais eficientes”, afirma Reisman. Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE/UnB), unidade ligada à formação em gestão econômica e inovação | Foto: Divulgação/UnB Formação conectada à gestão pública Oferecido pela UnB, o mestrado busca aproximar a formação acadêmica das questões enfrentadas pela administração pública e pelo setor produtivo. O curso aborda temas relacionados à inovação tecnológica, inteligência artificial, economia, ciência e tecnologia e desenvolvimento econômico. Ao longo da formação, os participantes desenvolverão projetos aplicados a questões relevantes para o Distrito Federal, buscando produzir conhecimento que possa contribuir para o aprimoramento de políticas públicas e da gestão. Segundo o vice-diretor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE), professor Antonio Nascimento Junior, a iniciativa já demonstra resultados na qualificação dos servidores e na aproximação entre conhecimento acadêmico e prática profissional. “O mestrado profissional da UnB, desenvolvido em parceria com a FAPDF, tem gerado resultados expressivos para a qualificação dos servidores do GDF, unindo excelência acadêmica e aplicação prática. As dissertações apresentadas na primeira edição dessa parceria em 2024 evidenciam uma forte integração entre teoria e prática, com estudos voltados para o aprimoramento da gestão pública do Governo do Distrito Federal”, afirma Nascimento Junior. Programa tem nota máxima na avaliação da Capes Outro destaque da formação é a qualidade acadêmica do programa. O mestrado Profissional em Economia da UnB recebeu Conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), nota máxima na escala dos mestrados profissionais. O resultado reconhece a qualidade do corpo docente, o rigor acadêmico e a relevância das pesquisas desenvolvidas pelo programa, consolidando o mestrado como uma referência na formação de profissionais qualificados para atuar tanto no setor público quanto no privado. Para a coordenação do programa, a avaliação também reflete o trabalho conjunto de professores, estudantes, egressos e equipe administrativa e reafirma a atuação da UnB como instituição de excelência na pós-graduação em Economia. A parceria entre a UnB e o GDF dá continuidade à cooperação iniciada em 2024 e amplia a integração entre universidade, governo e sociedade, com foco na qualificação profissional e na produção de conhecimento capaz de responder a desafios concretos do Distrito Federal. Os candidatos podem consultar a relação dos selecionados e as demais informações do processo seletivo clicando neste link. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto apoiado pela FAPDF fortalece cuidado e autonomia de pessoas idosas por meio de jogos
Em um cenário de envelhecimento populacional e de crescente demanda por estratégias de cuidado em saúde mental, uma tecnologia desenvolvida no Distrito Federal propõe uma nova forma de promover bem-estar, autonomia e conexão social entre pessoas idosas. O projeto Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade utiliza jogos digitais, recursos interativos e estratégias de autocuidado para apoiar a saúde mental e fortalecer o envelhecimento ativo. A iniciativa é desenvolvida no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa UniSER, vinculado à Universidade de Brasília (UnB), sob coordenação da professora associada Margô Gomes de Oliveira Karnikowski. O projeto conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do edital FAPDF Learning. “O envelhecimento deixa de ser visto como um processo de declínio e passa a ser compreendido como uma fase de potencial desenvolvimento, mediada por tecnologia, conexão e cuidado integral” Margô Gomes de Oliveira Karnikowski, professora Para Margô, o apoio da FAPDF foi essencial: “O apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar o projeto, permitindo o desenvolvimento tecnológico, a realização de testes de usabilidade e a validação científica da plataforma”. Segundo a pesquisadora, o fomento público cumpre papel estratégico ao propor soluções inovadoras voltadas a desafios sociais complexos, como o envelhecimento populacional e a saúde mental. “O envelhecimento deixa de ser visto como um processo de declínio e passa a ser compreendido como uma fase de potencial desenvolvimento, mediada por tecnologia, conexão e cuidado integral”, comenta. Testes finais A proposta do Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade dá continuidade ao desenvolvimento do Lady Health, agora em sua versão 3.0, com novos recursos digitais voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações. A tecnologia está classificada como TRL 8, sigla em inglês para Technology Readiness Level, indicador que mede o grau de maturidade de uma solução. Na prática, isso significa que o produto já está em fase de testes finais e transição para implementação no Distrito Federal, com potencial de aplicação em maior escala. A versão atualizada do Lady Health tem novos recursos digitais voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações | Fotos: Divulgação/FAPDF Segundo a coordenadora, o aumento da longevidade exige novas formas de cuidado, capazes de considerar não apenas os aspectos físicos do envelhecimento, mas também as dimensões emocionais, sociais e ambientais da vida. “Mais do que prolongar a vida, torna-se imperativo qualificar essa experiência, incorporando abordagens inovadoras que integrem tecnologia, saúde mental e engajamento social”, afirma Margô. Jogos digitais a serviço do cuidado O Lady Health 3.0 utiliza princípios dos chamados serious games, jogos digitais desenvolvidos com propósito educativo, terapêutico e social. A proposta é criar uma plataforma gamificada capaz de estimular funções cognitivas, promover regulação emocional, incentivar hábitos saudáveis e ampliar o acesso a conteúdos de autocuidado. As atividades são pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas, respeitando diferentes níveis de familiaridade com o ambiente digital. A plataforma também prevê o acompanhamento de indicadores de saúde, permitindo que o autocuidado seja trabalhado de forma mais personalizada. As atividades são pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas, respeitando diferentes níveis de familiaridade com o ambiente digital A criação do Lady Health 3.0 parte da preocupação com questões como solidão, ansiedade e depressão, que podem afetar diretamente a qualidade de vida, a autonomia e a participação social da pessoa idosa. “A ideia central é transformar experiências de isolamento em experiências de conexão significativa, mediadas por tecnologias acessíveis”, destaca Margô. Tecnologia construída com pessoas idosas Um dos diferenciais do projeto é a participação direta de pessoas idosas no desenvolvimento da solução. A metodologia utiliza abordagens de processo de criação colaborativa em que os próprios usuários participam da concepção, avaliação e aprimoramento da tecnologia, e design centrado no usuário, que busca desenvolver soluções a partir das necessidades reais de quem irá utilizá-las. Esse modelo colaborativo ajuda a garantir que a plataforma seja construída a partir das necessidades reais do público que irá utilizá-la. A participação ativa dos usuários fortalece a usabilidade, aumenta a adesão à ferramenta e contribui para que os participantes se reconheçam como parte do processo de inovação. “A tecnologia deve ser construída com, e não apenas para, a pessoa idosa. Isso aumenta a usabilidade, a aderência e a relevância social da solução, além de fortalecer o senso de pertencimento e autonomia dos participantes”, afirma Margô. O projeto promove a interação entre diferentes gerações, aproximando pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários Além de envolver pessoas idosas, o projeto promove a interação entre diferentes gerações, aproximando pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários em torno de uma construção coletiva. Essa troca de saberes é considerada uma das estratégias para combater o isolamento social, ampliar vínculos e reduzir o etarismo. A proposta valoriza também experiências lúdicas e presenciais, como jogos de tabuleiro, dinâmicas recreativas e práticas colaborativas. Essas atividades ajudam a criar ambientes mais acolhedores, estimulam habilidades cognitivas e sociais e fortalecem a interação entre pessoas idosas, estudantes, pesquisadores e profissionais envolvidos no projeto. Validação e impactos esperados O projeto está estruturado em etapas que incluem planejamento, desenvolvimento da plataforma, implementação e disseminação da tecnologia. Durante a execução, estão previstos testes de usabilidade e avaliações para medir a eficácia da solução como ferramenta de apoio ao cuidado e à educação em saúde. A plataforma deverá ser avaliada em ambientes educacionais e terapêuticos, com aplicação de instrumentos de pesquisa antes e depois da intervenção. A proposta prevê a análise de aspectos relacionados ao estado geral de saúde mental, bem-estar subjetivo, satisfação com a vida e experiência de uso da ferramenta. A iniciativa também prevê capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da autonomia, a melhora da autoestima, o estímulo cognitivo, a ampliação da participação social e o apoio à promoção da saúde mental. A iniciativa também prevê capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação, produção de um e-book sobre o desenvolvimento da ferramenta, submissão de artigo científico e criação de uma rede de profissionais interessados em saúde digital. [LEIA_TAMBEM]CITIG 2026 amplia disseminação do projeto Como desdobramento das ações de disseminação científica e tecnológica do Lady Health 3.0, o projeto se articula à realização do III Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação em Gerontologia (CITIG 2026), entre os dias 17 e 19 deste mês, no Centro Universitário Unieuro. O evento é voltado à integração entre envelhecimento, ciência, tecnologia, inovação e cuidado. O congresso representa um espaço de consolidação e circulação do conhecimento produzido a partir de iniciativas apoiadas pela FAPDF na área de tecnologia e longevidade, ampliando o alcance do Lady Health 3.0 e aproximando pesquisadores, profissionais, instituições e pessoas idosas em torno de soluções voltadas à autonomia, à saúde mental e à qualidade de vida. Ao integrar jogos digitais, saúde mental, sustentabilidade e participação intergeracional, o Lady Health 3.0 aponta para uma forma mais ativa, conectada e inclusiva de pensar a longevidade. *Com informações da FAPDF
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Projeto leva laserterapia às UTIs neonatais do DF
Em uma unidade de terapia intensiva neonatal (Utin), cada procedimento exige precisão extrema. Recém-nascidos prematuros ou submetidos a cirurgias delicadas frequentemente enfrentam múltiplas punções, longos períodos de internação e processos complexos de recuperação. Foi nesse cenário que nasceu o projeto Luar (sigla para laserterapia e ultrassonografia na assistência ao recém-nascido), iniciativa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Projeto Luar tem como foco a busca de alternativas menos invasivas para o tratamento de bebês | Foto: Divulgação/FAPDF A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ceilândia, sob coordenação da professora e pesquisadora Laiane Medeiros Ribeiro, doutora em ciências, docente do programa de pós-graduação em enfermagem da UnB e especialista em neonatologia, enfermagem pediátrica, tecnologia e inovação. “O projeto Luar nasceu para oferecer alternativas menos invasivas, mais seguras e mais humanizadas para bebês extremamente vulneráveis”, explica Laiane. “A proposta sempre foi aproximar ciência, tecnologia e assistência clínica para melhorar o cuidado neonatal.” Luz ajuda na cicatrização Uma das frentes do estudo avalia o uso da laserterapia de baixa intensidade, técnica que utiliza feixes de luz com potência reduzida para estimular a regeneração dos tecidos. Diferentemente das aplicações de laser cirúrgico — usados para corte ou cauterização —, esse tipo de laser atua de forma não invasiva, ativando mecanismos celulares ligados à cicatrização. No projeto, a tecnologia foi aplicada em recém-nascidos submetidos a cirurgias relacionadas a condições graves, como gastrosquise (malformação em que parte do intestino se desenvolve fora do abdômen do bebê), obstrução intestinal, enterocolite (inflamação grave do intestino) e anomalias anorretais, como alterações congênitas na formação do ânus e do reto. A redução no tempo de internação hospitalar é uma das vantagens da laserterapia, que ajuda a diminuir complicações pós-operatórias A luz utilizada é absorvida pelas células e estimula processos biológicos importantes, como aumento da produção de energia celular, redução da inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e aceleração da produção de colágeno. Na prática, isso pode significar menos dor, menos edema e uma recuperação mais rápida. “A ferida inflama menos, cicatriza mais rápido e o bebê passa por menos desconforto”, enfatiza Laiane. Os resultados iniciais mostram que a laserterapia pode reduzir complicações pós-operatórias e diminuir o tempo de internação hospitalar — algo especialmente relevante em UTIs neonatais, onde cada dia de permanência representa riscos adicionais para o recém-nascido. Uso do ultrassom A segunda frente do projeto Luar investiga o uso da ultrassonografia durante a inserção do cateter central de inserção periférica (Picc, na sigla original em inglês). Esse cateter é utilizado em recém-nascidos criticamente enfermos para administração de medicamentos, fluidos e nutrição parenteral por longos períodos. Embora essencial, o procedimento costuma ser complexo, principalmente em bebês prematuros, que possuem vasos extremamente pequenos e frágeis. Utilização da ultrassonografia agrega mais precisão ao processo de identificar complicações Tradicionalmente, a inserção é feita por tentativa de punção e posterior confirmação radiológica. O problema é que múltiplas tentativas aumentam a dor, o estresse e o risco de complicações. Com a ultrassonografia à beira-leito, a equipe consegue visualizar os vasos em tempo real e acompanhar a passagem do cateter durante o procedimento. Além de dispensar parte da exposição à radiação, o método pode reduzir hematomas, tromboses, infiltrações e falhas no posicionamento do cateter. “A ultrassonografia permite maior precisão, reduz a necessidade de repetidas punções e ajuda a identificar complicações precocemente”, ressalta a pesquisadora. Tecnologia no cuidado neonatal Os estudos foram elaborados diretamente em UTIs neonatais de hospitais de referência do Distrito Federal, acompanhando recém-nascidos durante todo o período de internação. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia. Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência” Laiane Ribeiro, pesquisadora da UnB No caso da laserterapia, as aplicações ocorreram no pós-operatório imediato, com monitoramento constante dos sinais vitais e registro fotográfico da evolução das feridas. Já no estudo sobre ultrassonografia, os profissionais acompanharam dezenas de inserções de Picc utilizando avaliação ultrassonográfica em tempo real. “Nosso objetivo nunca foi apenas incorporar tecnologia, mas tornar o cuidado mais seguro, preciso e menos doloroso para os recém-nascidos”, resume Laiane Ribeiro. Enfermagem como protagonista O projeto também demonstra o papel da enfermagem na incorporação de novas tecnologias em saúde. Os enfermeiros envolvidos passaram por treinamentos teóricos e práticos para utilização tanto da laserterapia quanto da ultrassonografia aplicada ao Picc. A equipe desenvolveu protocolos clínicos, materiais educativos e fluxos assistenciais específicos para o ambiente neonatal. Segundo a pesquisadora, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidade e serviço de saúde, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas. “A tecnologia, aliada ao cuidado humanizado e à liderança da enfermagem, pode transformar a neonatologia”, pontua Laiane. “Quando universidade, serviço de saúde e instituições de fomento trabalham juntas, conseguimos gerar impacto real na assistência.” Além da aplicação clínica, o projeto Luar contribuiu para a formação de mestres, doutores, especialistas e estudantes de graduação envolvidos nas pesquisas, fortalecendo a produção científica e a enfermagem baseada em evidências no DF. Ciência e formação [LEIA_TAMBEM]Os recursos do edital permitiram a aquisição dos equipamentos utilizados nos estudos, incluindo aparelhos de laserterapia e ultrassom, além da compra de insumos, realização de treinamentos especializados e desenvolvimento de protocolos clínicos voltados ao cuidado neonatal. “Sem o fomento da FAPDF, a pesquisa não teria sido realizada na qualidade que conseguimos desenvolver”, enfatiza Laiane. “Esse apoio tornou possível transformar uma ideia em evidência científica com potencial de melhorar e até salvar vidas”. Os resultados vêm sendo apresentados em congressos científicos e publicados em revistas especializadas, ampliando o debate sobre inovação tecnológica aplicada à neonatologia. A equipe lembra que ainda há espaço para ampliar o uso dessas tecnologias na assistência neonatal brasileira. Entre os próximos passos estão estudos com amostras maiores, consolidação de protocolos clínicos e expansão das aplicações para outras condições neonatais. “O caminho ainda é longo, mas os resultados mostram que vale a pena investir em ciência aplicada ao cuidado neonatal”, conclui a coordenadora do projeto. “Tecnologias bem-utilizadas podem reduzir sofrimento, melhorar desfechos clínicos e transformar a experiência desses bebês e de suas famílias.” *Com informações da FAPDF
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Dispositivo traz mais segurança no descarte de material perfurocortante em hospitais do DF
Com objetivo de ofertar mais segurança às equipes de saúde que lidam com material perfurocortante, como as lâminas dos bisturis, foi lançada, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a campanha “Gesto seguro: descarte correto, mãos seguras”, uma parceria interinstitucional. A iniciativa busca difundir o saca-lâminas, equipamento desenvolvido pelo Laboratório Aberto de Brasília (LAB), da Universidade de Brasília (UnB), que permite o descarte do material com menores riscos de o profissional se cortar. Hran recebeu 300 caixas do novo equipamento; no total, serão 4 mil destinados às unidades geridas pela Secretaria de Saúde | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Durante o lançamento da campanha, foram doadas 300 caixas de saca-lâminas ao hospital, de um total de 4 mil equipamentos destinados às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O dispositivo foi projetado e fabricado via impressão 3D pelo LAB e elimina o uso de pinças para separar a lâmina do cabo que constitui o bisturi, diminuindo também o risco de o material se quebrar nas mãos do profissional que efetua o descarte. “O saca-lâminas é um dispositivo acoplado à caixa de descarte de perfurocortantes, pelo qual é possível descartar a lâmina do bisturi sem realizar nenhum contato manual com a peça. A medida evita ainda a contração de doenças como hepatite B e C ou até mesmo a infecção por HIV” Janine Montefusco, técnica de enfermagem do Hran Coordenadora do projeto, a professora Andrea dos Santos, da Faculdade de Tecnologia da UnB, lembra que os equipamentos aprimoram a segurança de pacientes e trabalhadores no ambiente hospitalar. “Nós não trabalhamos apenas a tecnologia em si, mas, também, questões sobre como o dispositivo se insere no dia a dia das equipes”, afirma. A técnica de enfermagem Janine Montefusco, do Hran, explica que o equipamento, além de evitar cortes e perfurações, também previne a transmissão de doenças: “O saca-lâminas é um dispositivo acoplado à caixa de descarte de perfurocortantes, pelo qual é possível descartar a lâmina do bisturi sem realizar nenhum contato manual com a peça. É nessa desconexão da lâmina que costuma acontecer a maioria dos acidentes de trabalho. A medida evita ainda a contração de doenças como hepatite B e C ou até mesmo a infecção por HIV”. Financiamento [LEIA_TAMBEM]Disponibilizados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), os recursos para o financiamento da campanha são originários de multas trabalhistas e revertidos em projetos para melhorar o ambiente laboral. “Quando alguma empresa ou empregador é condenado em ação civil pública por descumprimento de legislação trabalhista, observa-se um dano moral coletivo”, explica a procuradora Geny Marques. “O MPT, então, destina o valor pago nessas multas a projetos cadastrados na procuradoria.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Startup do DF lidera desafio tecnológico internacional e conecta pesquisadores brasileiros à inovação
O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) promoveu, nesta semana, mais uma etapa do programa internacional Leaders in Innovation Fellowships (LIF Global), reunindo jovens pesquisadores brasileiros em torno de um desafio baseado em uma solução tecnológica desenvolvida por uma startup residente do Distrito Federal. Startup brasiliense que representa o Brasil no programa internacional foi indicada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) | Foto: Divulgação/Biotic A escolhida para representar o Brasil na iniciativa foi a Polus, startup brasiliense especializada em soluções inteligentes para gestão e controle de sistemas de refrigeração industrial. A indicação foi do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa integra uma rede global que também atua em países como Índia e Colômbia, conectando ciência, empreendedorismo e mercado. Criado pela Royal Academy of Engineering, do Reino Unido, o LIF Global apoia pesquisadores na transformação de inovações tecnológicas em negócios de impacto. Com duração aproximada de sete meses, a iniciativa reúne treinamentos, mentorias e conexões internacionais, com etapas nos países participantes e uma fase final no Reino Unido, onde os projetos são apresentados a investidores e especialistas do ecossistema global. No Brasil, o programa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pela seleção dos participantes e pela articulação local. Busca de soluções “Estar no LIF Global posiciona a Polus em um ambiente internacional de inovação, aproximando a empresa de pesquisadores, instituições e oportunidades que podem acelerar o desenvolvimento da nossa solução e sua expansão para outros mercados”, afirma o CEO da Polus, Luiz Filipe Guerra. “Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única” Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento Selecionados pelo CNPq, os participantes são pesquisadores com atuação empreendedora em diferentes regiões do país. Durante o encontro no Biotic, eles foram desafiados a analisar dados reais da operação da Polus para identificar padrões de ineficiência em sistemas de refrigeração, uma das principais fontes de custo energético da indústria. A dinâmica aproximou ainda mais a pesquisa do mercado e ampliou a aplicabilidade prática das soluções apresentadas. “Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única”, avalia Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento. “Sabemos que o Brasil tem um enorme potencial de inovação, e testemunhar a excelência técnica e empreendedora da Polus nos confirma que é possível construir excelência nacional. Ter a oportunidade de conhecer a Polus por meio da parceria com o LIF da Royal Academy of Engineering foi um grande privilégio. Somos profundamente gratos por essa oportunidade.” Jovens empreendedores [LEIA_TAMBEM]Antes da etapa prática, os pesquisadores visitaram o Biotic e conheceram o ecossistema de inovação do Distrito Federal. Durante a visita, tiveram contato com startups formadas por jovens empreendedores que já atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas e na geração de negócios, reforçando o ambiente dinâmico e colaborativo do parque. Fundada por ex-alunos da Universidade de Brasília (UnB), a Polus surgiu a partir de uma solução artesanal de medição de energia e consolidou-se como referência nacional no controle inteligente de sistemas de refrigeração industrial. Hoje, a empresa controla e otimiza remotamente, com uso de inteligência artificial, centenas de câmaras frias em 15 estados brasileiros, atuando em todas as regiões do país e promovendo ganhos de eficiência energética, segurança operacional e sustentabilidade. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação” Gustavo Dias Henrique, presidente do Biotic Além do desafio realizado no Brasil, o programa prevê novas etapas voltadas ao desenvolvimento dos participantes. Os pesquisadores deverão apresentar seus próprios negócios em um evento fechado com representantes da Embaixada Britânica e do CNPq antes de avançarem para a fase internacional, que inclui a possibilidade de participação em uma etapa final no Reino Unido. Oportunidades Voltado principalmente a projetos em estágio inicial, muitos ainda em fase de prova de conceito, o programa busca impulsionar o amadurecimento dessas iniciativas por meio da conexão entre ciência, mercado e oportunidades globais. “Quando conectamos pesquisadores a problemas reais de startups, aceleramos a transformação do conhecimento em soluções de impacto”, pontua o presidente do Biotic, Gustavo Dias Henrique. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação.” A atividade no Brasil marca um novo momento do programa, com maior integração entre os participantes e o ecossistema local. Ao reunir pesquisadores, startups e instituições públicas em torno de desafios concretos, o parque tecnológico firma sua posição como um dos principais polos de inovação do país, mostrando que, a partir de Brasília, soluções brasileiras não apenas nascem, mas também ganham escala e projeção internacional. *Com informações do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic)
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Projeto UnDF apresenta oportunidades de ensino superior a estudantes da rede pública
Estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga participaram, na manhã desta quarta-feira (11), de palestras promovidas pelo projeto de extensão UnDF Vai à Escola. A atividade apresentou aos alunos que integram o Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave) os cursos, as formas de ingresso e as oportunidades acadêmicas oferecidas pela Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). Encontro promovido pela equipe do projeto reuniu estudantes que tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre cursos, vagas e processos seletivos | Fotos: Mary Leal/SEEDF A iniciativa integra um conjunto de ações que levam professores e estudantes da universidade às escolas da rede pública com o objetivo de aproximar a instituição da comunidade escolar e ampliar o acesso à informação sobre o ensino superior público distrital. Durante o encontro, os alunos também receberam informações sobre bolsas de permanência, localização dos campi e projetos acadêmicos desenvolvidos pela instituição. “Com essas atividades, esperamos democratizar ainda mais o acesso à universidade no Distrito Federal e no Entorno, para que os estudantes possam planejar suas trajetórias acadêmicas” Fernando Fidelix, professor coordenador do projeto “Por meio de palestras e visitas guiadas, apresentamos a Universidade do Distrito Federal e esclarecemos dúvidas sobre cursos, processo seletivo e quantidade de vagas”, relatou o professor Fernando Fidelix, coordenador do projeto de extensão. “Como a UnDF é recente, percebemos que muitas pessoas ainda não a conhecem em detalhes.” Para ele, a presença direta nas escolas é uma estratégia para ampliar o acesso ao ensino superior público. “Com essas atividades, esperamos democratizar ainda mais o acesso à universidade no Distrito Federal e no Entorno, para que os estudantes possam planejar suas trajetórias acadêmicas”, resumiu. Referência em preparação O CEM 03 de Taguatinga tem se consolidado como referência na preparação de estudantes da rede pública para o ingresso no ensino superior. Ainda neste ano, a escola registrou mais de 130 aprovações em vestibulares e programas de acesso universitário: foram 89 vagas na Universidade de Brasília (UnB) e 41 em institutos federais, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Regina Cotrim, coordenadora do Núcleo de Apoio aos Vestibulanos: “Muitas vezes o estudante não ingressa porque não conhece as instituições ou as formas de acesso, e iniciativas como essa ajudam a mudar essa realidade” Os resultados refletem o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio aos Vestibulandos, integrado ao projeto político-pedagógico da escola e coordenado pela professora Regina Cotrim. Em três anos de atuação, o núcleo já contabiliza mais de 370 aprovações em universidades públicas e instituições privadas por meio de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni). “Nós ficamos muito felizes com essa visita da UnDF, pois é isso que queremos: divulgar as universidades públicas para os nossos alunos”, reforçou Regina Cotrim. “Muitas vezes o estudante não ingressa porque não conhece as instituições ou as formas de acesso, e iniciativas como essa ajudam a mudar essa realidade.” “Quando eu vim estudar no CEM 03, muitas pessoas já falavam do Nave como uma oportunidade muito boa para quem quer entrar na universidade” Maria Clara Silva, aluna da 3ª série do CEM 03 de Taguatinga A professora lembrou que a aproximação entre universidade e escola fortalece o projeto pedagógico voltado à continuidade dos estudos. “Com a possibilidade da construção do novo campus da UnDF em Ceilândia, as oportunidades ficam ainda mais próximas dos nossos estudantes”, apontou. “Desde que a UnDF foi criada, nós falamos sobre ela e já temos estudantes lá. Sabemos que é uma universidade com professores excelentes e com todo potencial para se consolidar como uma instituição de ponta”. Porta para a universidade Maria Clara Silva e José Fernando Fontineles, alunos da 3ª série do CEM 03, assistiram à palestra e reforçaram sua motivação para estudar Entre os participantes das palestras estavam alunos da 3ª série do ensino médio que integram o Nave. O projeto oferece orientação acadêmica, material de estudo e aulas de reforço no contraturno para estudantes interessados em ingressar no ensino superior, contribuindo para a preparação para exames como o Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB. “Quando eu vim estudar no CEM 03, muitas pessoas já falavam do Nave como uma oportunidade muito boa para quem quer entrar na universidade”, lembrou Maria Clara Silva, de 17 anos, aluna da 3ª série. “Eu quero fazer medicina, curso muito concorrido, então fiquei animada quando soube que teria esse apoio no contraturno.” Após assistir à palestra, Maria Clara disse ter despertado o interesse em conhecer melhor a universidade distrital: “Eu ainda não conhecia a UnDF, e fiquei bem animada em saber mais sobre os cursos. Sei que a Escola Superior de Ciências da Saúde [Escs] integra a universidade e oferece vagas em medicina e enfermagem. Meu sonho sempre foi ser médica e eu me vejo trabalhando como pediatra, porque sou apaixonada por trabalhar com crianças”. [LEIA_TAMBEM]Também da 3ª série do CEM 03, José Fernando Fontineles, 17, falou sobre o diferencial do projeto dentro da escola pública: “É um projeto único. Eu já estudei em escolas particulares antes e nunca tinha visto algo tão voltado para o estudante que quer prestar vestibular. Aqui a gente tem tempo, orientação e material específico para estudar para essas provas, o que ajuda muito quem quer seguir para a universidade”. Universidade mais próxima Criado para fortalecer o vínculo entre a universidade e a educação básica, o projeto UnDF Vai à Escola também permite que estudantes de licenciatura desenvolvam práticas pedagógicas em unidades da rede pública, promovendo troca de experiências e atividades alinhadas às demandas de cada escola. Entre as instituições já visitadas estão o CEM Setor Oeste, o Centro Educacional Darcy Ribeiro, o CED Pompílio Marques de Souza, o CEM Elefante Branco, o CEM Paulo Freire e o CED do Lago Norte. Escolas interessadas em receber o projeto devem entrar em contato com o e-mail fernando.nunes@undf.edu.br. *Com informações da Secretaria de Educação
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Conferência apresenta aplicações de inteligência artificial para fortalecer a segurança pública
Durante a II Conferência de Segurança Pública – iLab-Segurança 2026, na manhã da última quinta-feira (5), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o professor Edson Mintsu Hung, da Universidade de Brasília (UnB), apresentou aplicações de inteligência artificial voltadas à segurança pública e ao apoio à tomada de decisão. Engenheiro, mestre e doutor pela UnB, Edson Hung apresentou estudos que apoiam a análise estratégica de dados | Foto: Divulgação/FAPDF A apresentação integrou o painel “Momento FAPDF”, dedicado ao Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), iniciativa voltada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de apoiar a análise de dados, ampliar a eficiência operacional e fortalecer a atuação estratégica das instituições públicas, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O pesquisador demonstrou duas provas de conceito desenvolvidas para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), evidenciando o potencial da tecnologia para ampliar a eficiência operacional e apoiar a análise estratégica de dados. Atendimento de emergências A primeira prova tem como objetivo aumentar a eficiência e a rapidez no atendimento às chamadas de emergência. A segunda busca identificar padrões e possíveis anomalias nos dados coletados pela secretaria, contribuindo para análises estratégicas e prevenção de ocorrências. Na solução voltada às chamadas de emergência, um modelo de IA faz a transcrição automática do áudio das ligações. Em seguida, um modelo de linguagem (LLM) organiza o conteúdo da conversa, transformando-o em um texto claro, padronizado e resumido. [LEIA_TAMBEM]O sistema também identifica e separa informações relevantes — como nome do solicitante, endereço, tipo de ocorrência e nível de urgência — estruturando esses dados em um banco de informações que pode apoiar o atendimento e o registro das ocorrências. O resumo gerado pode ser reproduzido em formato de áudio para equipes operacionais por meio de telefone, funcionalidade desenvolvida a partir de uma demanda da Polícia Militar (PMDF). Já a segunda solução utiliza técnicas de análise de dados e inteligência artificial para identificar padrões de comportamento que possam indicar atividades suspeitas ou ilícitas. A ferramenta busca detectar anomalias nos conjuntos de dados, como a movimentação coordenada de veículos em determinadas regiões associada à ocorrência de crimes. Com isso, o sistema pode auxiliar na geração de alertas e no apoio à análise estratégica das forças de segurança. Sobre o pesquisador Edson Mintsu Hung é engenheiro, mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB), onde atua como professor desde 2010. Com trajetória internacional na área de tecnologia, foi precursor da técnica wedge partition, posteriormente padronizada no codec AV1 (Alliance for Open Media), atualmente implementado em processadores e plataformas globais como Intel, Apple, Google, Netflix e Playstation. Hung também já atuou no Centro de Estudos, Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Saúde Coletiva (Cepesc), da Associação Brasileira de Inteligência (Abin). Também foi bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), recebeu o Google Faculty Research Award e integra grupos técnicos internacionais ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS). *Com informações da FAPDF
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Mulheres atuam na vanguarda da pesquisa em saúde pediátrica no Hospital da Criança de Brasília
Em um contexto no qual a ciência brasileira ganha cada vez mais a presença qualificada de mulheres pesquisadoras, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) tem se destacado, entre outras características, pelo elevado protagonismo das mulheres nos resultados alcançados nos mais de 14 anos da instituição. A conquista é lembrada no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11), Hospital da Criança de Brasília tem quase 80% dos cargos de pesquisa científica ou clínica preenchidos por mulheres | Foto: Divulgação/HCB O HCB oferece a médicas, biomédicas, biólogas, enfermeiras e estudantes infraestrutura e apoio necessários para transformar perguntas em respostas para a saúde pública pediátrica, reforçando seu compromisso com o interesse público e a equidade social. O Brasil, de maneira geral, tem se situado de maneira pragmática no compromisso pela diversidade de gênero na pesquisa. De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2025), as mulheres já são maioria nas bolsas de mestrado e doutorado no país. No entanto, o desafio permanece na ascensão aos cargos de liderança e nas bolsas de produtividade – onde ocupam aproximadamente 35,5% dos cargos. No HCB, o Programa de Iniciação Científica (PIC), criado em 2015, já contemplou até hoje 51 funcionárias em um universo de 70 profissionais. Conforme dados da Gerência de Pesquisa do hospital, 76% dos profissionais atuantes em pesquisa científica e/ou clínica na unidade são mulheres. Estas profissionais lideraram, também, as publicações de artigos em periódicos em 2025, concentrando 21 dos 28 trabalhos. A voz da liderança A médica Isis Magalhães é oncologista pediátrica, doutora em ciências da saúde pela Universidade de Brasília (UnB) e uma das fundadoras do HCB. Atualmente como diretora técnica e diretora interina de Ensino e Pesquisa do hospital, ela defende que as pesquisas realizadas na instituição são indissociáveis do cuidado assistencial prestado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças” Cristiane Salviano, gerente de Pesquisa do Hospital da Criança de Brasília Isis rememora a história dos primeiros centros de tratamento oncológicos infantis, na década de 1940 e 1950, nos Estados Unidos, e como abranger os resultados dos primeiros testes com drogas antimetabólicas no tratamento de alguns tipos de câncer infantil foi essencial para criar novas possibilidades de controle da doença. “Foi nesse escopo que nasceu o Hospital da Criança de Brasília: a oncologia que toma o protagonismo de que, dentro da rede pública do Distrito Federal, deveríamos lutar para ter uma unidade específica de tratamento de doenças como o câncer, doenças complexas, doenças, vamos dizer, catastróficas”, explica a médica. A engrenagem da inovação e do aprimoramento técnico em saúde pediátrica especializada no HCB, na atualidade, mobiliza uma estrutura, de serviço, de tecnologias e de pessoas que oportuniza o reconhecimento e o desenvolvimento de aptidões. Enfermeira e doutora em enfermagem pela Universidade de Brasília (UnB), Cristiane Salviano já atuou na assistência direta à saúde das crianças. Hoje, está à frente da Gerência de Pesquisa do hospital. Segundo ela, a atuação do HCB na busca de colaboração e convênios com outras instituições de pesquisa e agências visa a intensificar o intercâmbio de pesquisas no nível de mestrado e doutorado, pensando no constante aprimoramento do cuidado e tratamento ofertados à população pediátrica. [LEIA_TAMBEM]“Esse tipo de oportunidade permite não só formar novas pessoas que veem a pediatria de forma diferente — não somente técnica, no sentido procedimental —, mas, também, no sentido científico de buscar inovar, de compreender novas técnicas, novos tratamentos. E eu não estou falando somente de tratamento ‘duro’, medicamentoso, mas, também, do tratamento leve, em que a gente fala de tecnologias leves em saúde. Nós temos pesquisas em qualidade de vida e outros elementos que também são importantes para o desenvolvimento do prognóstico positivo dessas crianças.” A diretora Isis Magalhães lembra que é preciso conscientizar os profissionais em torno desse propósito: “A ciência é fascinante, o conhecimento é fascinante. E quando você enxerga aquele pesquisador que está na bancada, quando ele enxerga aquela amostra, aquele material biológico não é só um material biológico. Ali tem uma criança. Tem uma família. Tem uma expectativa de cura, de que chegou ao lugar onde as pessoas estudam aquela doença. Isso muda tudo.” *Com informações do HCB
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