Saúde regulamenta vacinação extramuros para ampliar cobertura e promover equidade no DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Saúde (SES-DF) normatizou as diretrizes para a realização de ações de vacinação extramuros, estratégias de imunização realizadas fora das unidades de saúde da rede. A nova regulamentação busca aproximar as vacinas do cotidiano da população, otimizar recursos e priorizar quem mais precisa. A principal inovação da norma é a criação de uma ordem de prioridade. A organização admite flexibilidade técnica em situações de emergência e orienta o planejamento das regiões de saúde para que os imunizantes cheguem primeiro aos contextos de maior risco e vulnerabilidade socioeconômica. “A norma traça diretrizes para toda a rede de saúde, pautando-se nos princípios da equidade, na situação vacinal de cada território e no cenário epidemiológico do DF. A medida combate as barreiras de acesso que muitas vezes impedem os cidadãos de se deslocarem até uma unidade de saúde”, ressalta a gerente da Rede de Frio do DF, Tereza Luiza Pereira. A nova regulamentação busca aproximar as vacinas do cotidiano da população, otimizar recursos e priorizar quem mais precisa | Foto: Divulgação Prioridades A escala estabelecida coloca no topo as ações de vacinação imediatas diante de surtos ou epidemias. Na sequência, estão o atendimento em escolas públicas, privadas e creches, bem como em instituições de longa permanência para idosos e serviços de acolhimento para pessoas com deficiência. A prioridade se estende, ainda, a comunidades indígenas, abrigos para pessoas em situação de rua, unidades de privação de liberdade, regiões carentes ou de difícil acesso geográfico e pontos de grande circulação urbana, como aeroporto, rodoviária interestadual, feiras, shoppings e centros comerciais. Além de conferir maior agilidade no combate a surtos, a vacinação extramuros passa a integrar a rotina nos locais de trabalho, estudo e convivência. As ações devem seguir exigências de segurança vacinal, que incluem a manutenção da cadeia de frio para conservação das vacinas e o registro obrigatório de cada dose aplicada nos sistemas oficiais do Programa Nacional de Imunizações. Adequação à nova norma A portaria entrará em vigor 180 dias após sua publicação. Durante esse período de adequação, a SES-DF disponibilizará orientações complementares, fluxos operacionais e modelos padronizados para preparar todas as regiões de saúde do DF. Nesse intervalo, as áreas técnicas de imunização elaborarão seus planejamentos regionais específicos e poderão firmar parcerias estratégicas com órgãos públicos, instituições de ensino e entidades da sociedade civil para viabilizar as ações no território. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Região 26 de Setembro terá vacinação neste sábado (8)
Haverá vacinação neste sábado (8) em uma das mais novas regiões administrativas do Distrito Federal, a 26 de Setembro. Equipes estarão na entrada 2 da Rua 1. Outras 21 localidades também irão oferecer atendimento. A lista completa com endereços e horários está disponível neste link. Equipes da Secretaria de Saúde estão preparadas para informar todas as vacinas necessárias, conforme a faixa etária da pessoa | Foto: Divulgação É necessário levar um documento de identificação e, se disponível, a caderneta vacinal. Os imunizantes serão aplicados conforme a faixa etária [confira aqui] e os grupos prioritários. Professores, integrantes das Forças Armadas, policiais, bombeiros e outros profissionais previstos para a vacinação contra a gripe devem levar comprovante (crachá, contracheque etc.). Diversas vacinas estarão disponíveis. Adolescentes e adultos podem, por exemplo, receber as doses contra febre amarela, hepatite B, difteria/tétano (dT), sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral). Meninos e meninas de 10 a 14 anos estão aptos a tomar o imunizante de combate à dengue [este aqui]; já os de 9 a 19 anos podem se vacinar contra o papilomavírus humano (HPV). Também há doses específicas para idosos, gestantes e crianças. Não haverá atendimento no domingo (9). Já na segunda-feira (10), as mais de cem salas de vacinação [veja aqui] reabrem em horário normal.
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Ação de vacinação atualiza cadernetas de colaboradores e residentes do Parque Tecnológico de Brasília
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Colaboradores e residentes do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) participaram, na última sexta-feira (31/7), de uma ação de vacinação realizada em parceria com a Secretaria de Saúde (SES-DF). Durante essa edição, foram aplicadas 115 doses de imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação. Profissionais da Secretaria de Saúde avaliaram a situação vacinal dos participantes e realizaram a aplicação das doses indicadas, conforme o histórico de imunização de cada pessoa. Também foi disponibilizada a vacina contra a influenza exclusivamente para os integrantes dos grupos prioritários, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Esta foi a quarta edição da campanha de vacinação realizada no Biotic, proporcionando aos colaboradores e residentes a oportunidade de atualizar a caderneta de vacinação no próprio local de trabalho. Para Henrique Guimarães, sócio e diretor comercial da Cotidiano Aceleradora, empresa residente do Parque Tecnológico de Brasília, a iniciativa facilitou o acesso à imunização durante a rotina de trabalho. “A importância da vacinação é indiscutível. Mesmo assim, com a correria do dia a dia, muitas vezes acabamos deixando isso em segundo plano. Quando vi que havia uma equipe realizando a vacinação no local, passei lá, levei cerca de dez minutos e saí vacinado", comentou. *Com informações do Biotic
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Vacina pneumocócica 20 está disponível em todas as UBSs do DF
A partir desta quarta-feira (17), famílias do Distrito Federal já podem encontrar a vacina pneumocócica 20 (VPC20) em todas as unidades básicas de saúde (UBSs). O novo imunizante amplia a proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. Crianças menores de 4 anos de idade constituem o grupo prioritário da vacinação de rotina; meta é imunizar 95% dessa população. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF "Estamos saindo de uma vacina que protege contra dez sorotipos e indo para outra que dobra esse número" Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde "Estamos saindo de uma vacina que protege contra dez sorotipos e indo para outra que dobra esse número", destaca a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), Tereza Luiza Pereira. Na rede privada, o custo desse imunobiológico ultrapassa R$ 500. Para garantir uma transição gradual, a VCP20 será administrada em conjunto com os imunizantes atualmente utilizados, enquanto houver estoque, de acordo com esquema vacinal específico. Crianças que já receberam a pneumocócica 10 (duas doses e mais outra de reforço) não deverão tomar vacinas adicionais. No DF, as 66,5 mil crianças menores de 4 anos constituem o grupo prioritário da vacinação de rotina. A meta é imunizar 95% dessa população. Ocorrências relacionadas a doenças pneumocócicas figuram entre as principais causas de internação e óbito infantil evitáveis por vacinação | Foto: Arquivo/ Agência Saúde DF Grave problema de saúde pública [LEIA_TAMBEM]As doenças pneumocócicas representam um grave problema de saúde pública, sendo responsáveis por pneumonias, meningites e otites de alta mortalidade em crianças pequenas. Essas ocorrências figuram entre as principais causas de internação e óbito infantil evitáveis por imunização. "Nesse cenário, a novidade no Programa Nacional de Imunizações (PNI) aparece como um grande avanço para a proteção da população, especialmente, das crianças", afirma Pereira. Durante o atendimento nas UBSs, é importante apresentar a caderneta de vacinação e um documento de identidade válido e com foto. A lista dos locais de atendimento está disponível no site da SES-DF. *Com informações da SES-DF
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Gripe ou covid-19? Saiba quando procurar atendimento ao identificar sintomas
O clima muda, as noites ficam mais frias e a frequência de espirros, tosses e narizes escorrendo aumenta. Esse período de sazonalidade de doenças respiratórias facilita a transmissão de vírus, especialmente os da gripe e da covid-19. As duas condições apresentam sintomas bem semelhantes. Então, quando buscar ajuda médica? Idosos podem tomar as vacinas contra a gripe e a covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) | Fotos: Divulgação/SES-DF “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde” Camila Damasceno, referência técnica distrital de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde “Não é possível, apenas pelos sintomas, diferenciar essas enfermidades, pois podem apresentar, igualmente, quadros de tosse, coriza, febre, dor de cabeça e dor no corpo. O distúrbio olfativo [não sentir cheiros], por exemplo, não é exclusivo da covid-19, apesar de levantar um pouco mais de suspeita”, explica a referência técnica distrital (RTD) de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), Camila Damasceno. Na busca pela assistência, a orientação é procurar os locais conforme a gravidade dos casos. “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde (UBSs)”, orienta Camila. Casos graves, por sua vez, exigem assistência imediata em unidades de urgência e emergência. Os sintomas que merecem maior atenção são: febre por mais de 72 horas seguidas ou mesmo febre alta, acima de 39,5 graus ou 40 graus, que não diminui com remédio; dificuldade para respirar ou respiração acelerada; sensação de desmaio; e pressão no peito. Uso de máscara protege a pessoa de infecção pelos vírus da gripe e da covid-19 e também evita a transmissão Medidas que ajudam na prevenção Enquanto a gripe é causada pelo vírus influenza, a covid-19 provém do coronavírus SARS-CoV-2. Embora tenham vetores distintos, ambas têm alto potencial de contágio e mutação, podendo causar quadros leves ou evoluir para formas graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos. Por serem doenças virais, o tratamento de ambas é voltado para o alívio dos sintomas até que o organismo elimine o vírus. Entre os medicamentos mais utilizados estão antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional. Nos casos leves, a recomendação é manter repouso, hidratação adequada e alimentação equilibrada. O isolamento também é importante para evitar a transmissão. Outras medidas que ajudam na prevenção incluem ventilar os ambientes, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia. Por que é tão importante tomar a vacina [LEIA_TAMBEM]Não importa se é gripe ou covid-19, a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção nos dois casos. "A dose contra a influenza é atualizada anualmente. Isso porque as cepas da doença também sofrem alterações de um ano para o outro", detalha Damasceno. “Vale lembrar que a vacina da gripe protege a pessoa dos casos graves, hospitalizações e óbitos”. Segundo ela, os imunizantes não impedem que o indivíduo contraia o vírus; mas são essenciais para evitar o agravamento dos casos, hospitalizações e óbitos. Essa proteção vale, especialmente, para grupos de risco, como idosos, doentes crônicos, crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e educação. A médica também destaca que a covid-19 segue circulando entre a população. “O coronavírus não foi embora nem vai, infelizmente. É uma infecção que vai continuar presente, como já acontece com a influenza e o VSR [vírus sincicial respiratório] — virose respiratória que pode acometer pessoas de todas as faixas etárias”, avalia. *Com informações da SES-DF
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Auditoria mostra aumento nos índices de vacinação e reforço no uso de dados no DF
A Controladoria-Geral do DF acompanhou indicadores e processos relacionados à vacinação como parte da auditoria do programa Saúde em Movimento, com foco em fortalecer o uso de dados na prevenção de doenças e proteção da população. O trabalho avaliou metas e indicadores previstos nos instrumentos oficiais de planejamento, como o Plano Distrital de Saúde (PDS 2024–2027) e o Plano Plurianual (PPA 2024-2027), verificando o alinhamento entre planejamento, execução e monitoramento das ações de imunização. Aplicação de vacina em posto de saúde no Distrito Federal: auditoria identificou maior cobertura vacinal | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Dentre as constatações realizadas, a auditoria identificou ampliação nos índices de vacinação em relação ao histórico recente (2020), indicando maior cobertura vacinal do DF, apesar de ainda demandar esforços para o alcance das metas estabelecidas no período analisado, de janeiro a outubro de 2024. "A análise reforça a importância do uso qualificado da informação para o aprimoramento contínuo das ações de imunização no Distrito Federal” Daniel Lima, controlador-geral do DF O trabalho também mostrou que o Governo do Distrito Federal dispõe de sistemas de informação, rotinas de monitoramento e instrumentos de acompanhamento, como boletins epidemiológicos e painéis informativos, utilizados para orientar decisões na área de vacinação. Além disso, foram analisados os mecanismos adotados para compreender variações de cobertura vacinal entre regiões administrativas e públicos específicos, fator importante para o direcionamento das ações. Segundo a CGDF, o trabalho teve caráter orientativo e preventivo, com foco na consistência dos indicadores, na qualidade dos registros e no uso dos dados para planejamento das políticas públicas. [LEIA_TAMBEM]Para o controlador-geral do DF, Daniel Lima, o acompanhamento técnico contribui para políticas públicas mais eficazes: “A vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção em saúde pública. O papel do controle interno é apoiar a gestão para que os dados sejam confiáveis e utilizados de forma estratégica, fortalecendo a proteção da população. A análise reforça a importância do uso qualificado da informação para o aprimoramento contínuo das ações de imunização no Distrito Federal”. Maio é o Mês Internacional de Conscientização Profissional da Auditoria Interna. No Distrito Federal, o trabalho de auditoria vai além da fiscalização: ele contribui diretamente para a melhoria dos serviços públicos oferecidos à população. É um trabalho muitas vezes não visto pela sociedade, mas que gera resultados para o DF. *Com informações da Controladoria-Geral do DF
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Feira da Guariroba, circuito de vôlei de praia e unidades de saúde terão vacinação neste sábado (2)
A Secretaria de Saúde (SES-DF) terá 49 locais de vacinação neste sábado (2). A lista inclui o circuito mundial de vôlei de praia, no Estacionamento 12 do Parque da Cidade; a Feira da Guariroba, em Ceilândia; o supermercado Fort Atacadista, no Sol Nascente; além de 46 unidades básicas de saúde (UBSs) em todo o Distrito Federal. É possível se imunizar em qualquer posto de atendimento disponível, independente do local de residência. A lista completa com endereços e horários está no site da SES-DF. O público-alvo são pessoas de todas as faixas etárias, considerando o calendário de rotina e os grupos prioritários, como crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que podem receber a vacina contra a dengue; e idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, que podem ser imunizar contra a gripe (influenza). Haverá, ainda, outras vacinas para proteger contra doenças como febre amarela, sarampo, tétano e difteria. Idosos poderão se vacinar contra a gripe (influenza) e ainda tomar doses de outros imunizantes | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde É importante levar um documento de identidade válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Caso não tenha mais esta última, é possível verificar a situação nas unidades básicas de saúde (UBS) em funcionamento no sábado. As equipes vão conferir os registros e avaliar a aplicação de doses. Não haverá atendimento no domingo (3). Já na segunda-feira (4), as mais de 100 salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país demanda atenção
Informes publicados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em março indicam que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm aumentado no Brasil. O boletim InfoGripe da Fiocruz mais recente, referente a 8 até 14 de março, sinaliza tendência de aumento dos registros de SRAG nas últimas semanas em diversas unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, com mais de 20 mil casos já registrados no ano em todo o país. A SRAG é definida como um quadro gripal associado à taquipneia (respiração acelerada) ou à hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue) e se configura como uma das doenças respiratórias mais preocupantes. Diversos patógenos podem acarretar a SRAG, como os vírus da gripe (influenza A e B), o vírus da covid-19 (SARS-CoV-2), o rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Até meados de março, o Brasil havia registrado 20 mil casos de SRAG este ano | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SES-DF), Juliane Malta, salienta que a vacinação se mostra uma estratégia eficaz para prevenir novas ocorrências de SRAG. “Ao preparar o sistema imunológico para reconhecer e combater esses agentes infecciosos, reduz-se significativamente a evolução para formas graves, hospitalizações e mortes. Além disso, protegem-se os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, diminuindo a circulação dos vírus na comunidade e evitando a sobrecarga dos serviços de saúde”, afirma. A especialista ressalta que as vacinas disponíveis no programa de imunizações para os vírus respiratórios englobam doses contra influenza, Sars-CoV-2 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). “Para este último, temos ainda a aplicação direta do anticorpo monoclonal, que são os medicamentos nirsevimabe e o palivizumabe”, pontua Malta. Ela explica que esses medicamentos protegem contra infecções respiratórias graves em bebês nascidos prematuramente. Já o rinovírus, principal causador do resfriado comum, não possui imunizante. “De modo geral, os grupos mais vulneráveis à SRAG incluem idosos, crianças menores de um ano e indivíduos com comorbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, pneumopatias crônicas, doenças neurológicas e renais crônicas. Além disso, gestantes e puérperas também apresentam maior risco de evolução para formas graves da doença”, reforça a diretora da Divep. Aumento de registros no Distrito Federal A rede pública de saúde do DF oferece imunização contra doenças respiratórias, como influenza, Sars-CoV-2 e VSR Juliane Malta enfatiza, ainda, que o aumento recente dos casos de SRAG na capital pode ser explicado por um conjunto de fatores epidemiológicos e sazonais. “Destacam-se a maior circulação simultânea de vírus respiratórios, o retorno às aulas, a intensificação de aglomerações, especialmente no período pós-carnaval, além de coberturas vacinais ainda aquém do ideal para influenza”, afirma. Ela aponta que fatores climáticos, como períodos de clima seco e temperaturas mais baixas, embora não causem diretamente infecções respiratórias, contribuem para a maior suscetibilidade das mucosas do trato respiratório, facilitando a entrada de vírus. Esse contexto favorece que as pessoas permaneçam em ambientes fechados e pouco ventilados, ampliando a transmissão dos patógenos por gotículas e aerossóis. Prevenção Para coibir surtos da SRAG, Malta recomenda medidas simples de prevenção, como lavar frequentemente as mãos, manter a hidratação adequada — o que contribui para a integridade das mucosas —, evitar espaços com pouca circulação de ar e utilizar máscaras em situações de maior risco, como ambientes fechados ou com aglomeração. Manter o cartão vacinal sempre atualizado continua sendo a medida mais importante para evitar o agravamento das síndromes respiratórias. *Com informações da Secretaria de Saúde (SESDF)
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