Monitoramento eletrônico auxilia na prisão de agressor após descumprimentos de medidas protetivas no DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O acompanhamento eletrônico de autores de violência doméstica realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) resultou em mais uma prisão após reiterados descumprimentos de medidas determinadas pela Justiça. O mandado foi expedido nesta quinta-feira (10/9) e cumprido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O homem era monitorado eletronicamente desde 22 de julho, por determinação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Águas Claras. Desde então, a vítima também estava inserida no sistema de proteção e acompanhamento da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), vinculada à SSP-DF. Durante o período de monitoramento, a DMPP identificou reiterados descumprimentos das medidas impostas ao agressor. As violações foram comunicadas aos órgãos competentes, permitindo o acompanhamento da situação e a adoção das providências cabíveis. Durante o período de monitoramento, a DMPP identificou reiterados descumprimentos das medidas impostas ao agressor | Foto: Arquivo/Agência Brasília Diante da reincidência das violações e das informações encaminhadas pela Diretoria, a Justiça expediu mandado de prisão contra o monitorado em 10 de setembro. A ordem judicial foi cumprida por uma equipe da PCDF, que localizou o homem e o conduziu à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II), onde foram realizados os procedimentos relativos ao cumprimento do mandado. Proteção e resposta O monitoramento eletrônico integra as estratégias adotadas no Distrito Federal para ampliar a proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A tecnologia permite acompanhar o cumprimento das determinações judiciais e identificar situações de descumprimento, possibilitando o acionamento dos mecanismos de proteção e a comunicação às autoridades competentes. A atuação da DMPP ocorre de forma articulada com as forças de segurança e o sistema de Justiça. Quando são identificadas violações das condições estabelecidas judicialmente, as informações são registradas e encaminhadas para subsidiar a adoção das providências pertinentes. Monitoramento de pessoas protegidas Em 2026, 21 prisões já foram realizadas em situações acompanhadas pela diretoria A prisão registrada nesta semana é a primeira decorrente da atuação da DMPP no mês de setembro. Em 2026, 21 prisões já foram realizadas em situações acompanhadas pela diretoria. Desde a implantação da iniciativa, 154 prisões foram contabilizadas. O resultado reforça o papel do acompanhamento contínuo no cumprimento das medidas determinadas judicialmente e na prevenção de novas situações de violência. A SSP-DF mantém o monitoramento como parte das ações voltadas à proteção das vítimas e à responsabilização dos autores que descumprem as determinações impostas pela Justiça. *Com informações da SSP-DF
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Governadora recebe vítima de cárcere privado e reforça acolhimento a vítimas de violência
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão recebeu, nesta quarta-feira (26/8), no Palácio do Buriti, uma mulher vítima de violência que foi mantida em cárcere privado por cinco dias em Águas Lindas de Goiás. No encontro, a vítima afirmou que pretende se mudar para o Distrito Federal com os dois filhos em busca de segurança e de uma nova etapa de vida. O caso ganhou repercussão nacional após a vítima ser localizada e resgatada pela polícia. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, ela foi encontrada presa, amarrada e amordaçada em um imóvel. O ex-companheiro foi preso em flagrante e é investigado por sequestro, estupro e cárcere privado. Durante a conversa no Palácio do Buriti, Celina destacou a importância de acolher mulheres vítimas de violência e de fortalecer a coragem para denunciar situações de agressão: “A gente ouviu o relato dela. Não tem como não se impactar. Essa situação horrorizou o Brasil inteiro. E aqui hoje o nosso gesto é de acolhimento, para que as mulheres tenham coragem de denunciar. Ela denunciou e, mesmo assim, ainda sofreu; e, pelos relatos que ela trouxe hoje, ainda sofre uma revitimização com o julgamento da própria sociedade”. Celina Leão: "Nosso gesto é de acolhimento, para que as mulheres tenham coragem de denunciar" | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília A governadora afirmou que as políticas públicas oferecidas pelo governo para mulheres em situação de vulnerabilidade podem ser acionadas pela vítima. Entre as possibilidades mencionadas por Celina estão o Aluguel Social, o programa Viva Flor e o acompanhamento psicológico disponibilizado pela rede. “Ela deve se deslocar ao Distrito Federal para vir residir com as crianças aqui, ficar sob os nossos programas: o Aluguel Social, pelo qual ela vai ter uma residência onde terá endereço indefinido; o Viva Flor; e também o do acompanhamento psicológico que a gente tem na secretaria [da Mulher]. Queremos que ela se sinta acolhida por nós. A gente tem uma política muito firme aqui de combate à violência às mulheres, e a gente não aceita, em hipótese alguma, julgar quem já sofreu ou sofre violência”, enfatizou a governadora. As políticas citadas fazem parte de uma rede de proteção que reúne ações de assistência, segurança e atendimento psicossocial. O objetivo é oferecer caminhos para que mulheres em situação de violência possam romper o ciclo de agressões e reconstruir a própria autonomia. No caso do Viva Flor, a política está relacionada à proteção de mulheres em situação de violência que apresentam risco e necessitam de acompanhamento especializado. Já o atendimento psicológico pode integrar a rede de assistência destinada às mulheres que chegam aos serviços públicos em situação de vulnerabilidade. O governo do Distrito Federal tem programas, como o Aluguel Social e o Viva Flor, para acolher mulheres vítimas de violência doméstica “Hoje eu tenho para onde ir” Durante o encontro, a vítima agradeceu o apoio recebido após o caso ganhar repercussão nacional. Emocionada, ela relatou que as mensagens e manifestações de solidariedade a ajudaram a enfrentar o período de violência e a tomar a decisão de buscar uma nova vida para ela e os filhos. “Eu quero agradecer a todo mundo que orou, que divulgou, que não desistiu. A divulgação foi imensa; a todos que mandaram mensagem, que eu não consegui responder nem um terço, mas que continuam me apoiando, me dando palavras de conforto, me dando aquele carinho, aquele abraço amigo e realmente pegando na minha mão e dando comigo.” Ela também falou sobre a dificuldade de deixar uma situação de violência sem ter condições materiais para recomeçar. Segundo a vítima, esse foi um dos principais obstáculos enfrentados antes de encontrar uma possibilidade de mudança. “Eu não me sinto sozinha. Se não fossem vocês, vocês da rede social, você, governadora, que está pegando na minha mão, me acolhendo, me tirando do perigo, eu não sei o que seria de mim. As pessoas comentavam: ‘você tem que sair daí, você tem que sair daí’, mas eu ficava me perguntando: ‘e eu vou para onde?’, porque eu não tenho condições. Para onde eu vou com os meus dois filhos sozinha?’.” A perspectiva de reconstrução da vida no Distrito Federal representa, para ela, uma oportunidade de oferecer segurança e melhores condições aos filhos. “Hoje eu tenho para onde ir. Hoje eu tive uma segunda possibilidade de vida. Agora eu e meus filhos estamos seguros. A partir de agora eu sou mãe solo, e eles terão um estudo de qualidade no Distrito Federal”, compartilhou.
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QR Code em banheiros do DF conecta vítimas de violência ao programa Direito Delas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A população feminina do Distrito Federal conta com mais uma ferramenta de informação e proteção. Quem utilizar os banheiros de órgãos públicos, estabelecimentos privados e eventos no DF poderá encontrar, fixado nos espelhos, um adesivo com o QR Code do programa Direito Delas. Ao apontar a câmera do celular para o código, a pessoa é direcionada para um material que explica o que é o programa, quem pode receber atendimento, como ingressar, quais serviços são oferecidos e onde estão localizados os 12 núcleos Direito Delas. O conteúdo também reúne os telefones de contato de todas as unidades. A estratégia busca ampliar o acesso à informação em locais de circulação diária e oferecer uma alternativa discreta para que pessoas em situação de violência conheçam os serviços disponíveis. O acesso ao material pode ser feito de forma rápida e reservada, utilizando apenas o celular. Desde o início das ações de adesivação, equipes do programa já instalaram os materiais em dezenas de espaços do Distrito Federal. A estratégia busca ampliar o acesso à informação em locais de circulação diária e oferecer uma alternativa discreta para que pessoas em situação de violência conheçam os serviços disponíveis | Foto: Arquivo Como funciona o Direito Delas O programa Direito Delas oferece atendimento social, psicológico e jurídico gratuito, sem necessidade de comprovação de renda. Podem ser atendidas mulheres em situação de violência doméstica e familiar, crianças e adolescentes vítimas de estupro de vulnerável, vítimas de crimes contra a pessoa idosa e seus familiares, vítimas indiretas de feminicídio, além de pessoas vítimas de estupro, sequestro, cárcere privado, roubo com restrição de liberdade, desaparecimento de pessoas e vítimas indiretas de homicídio, latrocínio e crimes de trânsito com resultado morte. O acesso ao programa pode ocorrer por procura espontânea, encaminhamento de órgãos parceiros ou por meio da busca ativa realizada pelas equipes do Direito Delas. Os atendimentos são realizados por equipes multiprofissionais, compostas por psicólogos, assistentes sociais, especialistas em direito e legislação e profissionais da área administrativa, nos 12 núcleos distribuídos pelo Distrito Federal. O programa Direito Delas tem 12 núcleos de atendimento localizados em Águas Claras, Brasília, Ceilândia, Estrutural, Gama, Guará, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia e São Sebastião. Os atendimentos são gratuitos. Informações também podem ser obtidas pelo telefone (61) 98382-0130 ou diretamente em qualquer um dos núcleos do programa.
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GDF na Sua Porta leva a Samambaia acolhimento e informação às mulheres
A partir desta segunda-feira (18), a Secretaria da Mulher (SMDF) participa do programa GDF na Sua Porta, em Samambaia. Até sexta-feira (22) os estandes do Comitê de Proteção à Mulher ofertam aos participantes informações sobre direitos e canais de denúncia, além dos serviços e divulgação da rede de proteção da SMDF. A ação ocorre no estacionamento do Complexo Cultural de Samambaia (Quadra 301), das 9h às 16h. O objetivo é aproximar o serviço público da população, por meio de diversos serviços itinerantes diretamente nas regiões administrativas. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira (C), ao lado de participantes do GDF na Sua Parte, em Samambaia | Fotos: Divulgação/SMDF "Aqui, o diálogo e a informação orientam sobre onde procurar ajuda, porque toda vez que a mulher procura o Estado, ela é protegida” Giselle Ferreira, secretária da Mulher As equipes da Subsecretaria de Proteção à Mulher recebem as pessoas e esclarecem dúvidas sobre os serviços da rede de proteção, além de promoverem a conscientização sobre os direitos das mulheres, canais disponíveis para acolhimento e denúncia e tipos de violência. Nas edições anteriores do GDF na Sua Porta, realizadas no Riacho Fundo II, Itapoã e Paranoá, a SMDF atendeu mais de 1,5 mil mulheres. “Esse projeto é muito especial para nós. Temos a oportunidade de estar neste grande evento, ao lado da população, para acolher, incentivar e fomentar capacitação profissional. Aqui, o diálogo e a informação orientam sobre onde procurar ajuda, porque toda vez que a mulher procura o Estado, ela é protegida”, destaca a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. [LEIA_TAMBEM]Atendida no estande, a moradora de Samambaia Fernanda Kelem de Medeiros, 46 anos, falou sobre o impacto do programa na vida dos moradores do DF. “Essa ação é muito importante porque nós resolvemos tudo em um lugar só, além de conhecer mais de perto as ações para a nossa cidade. Esse estande da Secretaria da Mulher é essencial para conhecer o que é oferecido para as mulheres. Muitas vezes, a gente precisa de orientação sobre alguma violência e não sabe”, observa. *Com informações da SMDF
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Primeira Sala Lilás em um aeroporto do país é inaugurada em Brasília
A Polícia Militar do Distrito Federal inaugurou, nesta terça-feira (12), um novo posto policial no Aeroporto Internacional de Brasília, marcando o retorno permanente da corporação ao espaço aeroportuário, para reforçar a segurança preventiva e ostensiva em um dos principais pontos de entrada da capital federal. Desta vez, o grande diferencial da iniciativa é a instalação da primeira Sala Lilás em um aeroporto no Brasil, um ambiente especializado para o acolhimento e atendimento humanizado de mulheres em situação de violência doméstica, que fortalece as políticas de proteção e assistência às vítimas em situação de vulnerabilidade. Instalação da Sala Lilás, no Aeroporto Internacional de Brasília: mais segurança para mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação/PMDF [LEIA_TAMBEM] A presença fixa da PMDF no aeroporto visa ampliar a proteção de passageiros, trabalhadores e visitantes, por meio de um policiamento estratégico que integra as áreas de segurança pública, mobilidade urbana e turismo, para garantir a ordem em um setor vital para o Distrito Federal. A cerimônia de inauguração ocorreu no 2º piso (mezanino) do terminal e consolida o compromisso da Polícia Militar com uma atuação cada vez mais humanizada e preparada para enfrentar os desafios da segurança contemporânea, unindo a força operacional ao acolhimento social. *Com informações da PMDF
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Proteção das mulheres com rede integrada de acolhimento, prevenção e resposta rápida é prioridade para o GDF
A proteção das mulheres é uma das pautas mais estratégicas e permanentes da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). Neste mês de março, dedicado à valorização, à visibilidade e aos direitos das mulheres, a pasta apresenta o conjunto de ações que vêm sendo fortalecidas no âmbito do programa Segurança Integral, com foco na prevenção, no acolhimento, na resposta rápida às situações de risco e na valorização da presença feminina nas instituições que compõem o sistema de segurança pública. A tecnologia e a análise de dados são aliadas no combate à violência doméstica no DF | Fotos: Divulgação/SSP-DF O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destaca que a atuação é ampla e integrada, “vai desde o atendimento especializado nas delegacias, passando pelo policiamento orientado à violência doméstica, monitoramento em tempo real de vítimas e agressores, pela capacitação permanente das forças de segurança, articulação com a sociedade civil e iniciativa privada, até políticas internas voltadas à ampliação da representatividade feminina nos espaços de gestão e decisão”. "Temos investido em tecnologia, acolhimento, prevenção, capacitação e articulação institucional para garantir resposta rápida, salvar vidas e romper ciclos de violência" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública Para ele, o enfrentamento à violência contra a mulher não é uma ação isolada, mas uma diretriz central da política pública de segurança no Distrito Federal. “A proteção das mulheres é uma pauta prioritária da segurança pública do Distrito Federal e uma responsabilidade que exige atuação contínua, integrada e cada vez mais qualificada. Temos investido em tecnologia, acolhimento, prevenção, capacitação e articulação institucional para garantir resposta rápida, salvar vidas e romper ciclos de violência. Nosso compromisso é fortalecer uma política pública moderna, humana e eficiente, para que nenhuma mulher esteja sozinha diante da violência.” O trabalho de proteção e acolhimento se materializa em uma rede de proteção consolidada, com ações da própria SSP-DF e reúne as forças de segurança — Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF) e Corpo de Bombeiros (CBMDF) —, o Detran-DF, o sistema de Justiça, as secretarias parceiras, as lideranças comunitárias, a iniciativa privada e a sociedade civil com o mesmo objetivo: prevenir a violência de gênero e ampliar a segurança das mulheres em todo o DF. Monitoramento em tempo real Instrumentos como o DPP e o Viva Flor passam à mulher a sensação de segurança contínua Entre os instrumentos mais estratégicos da política de proteção da SSP-DF estão o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP) e o aplicativo Viva Flor. No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. Quando há violação da área de exclusão determinada judicialmente, o sistema emite alerta imediato e aciona as forças de segurança. Atualmente, são monitorados pela diretoria 627 ativos, sendo 553 vítimas e 74 agressores. A sala de operações do dispositivo, no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), ampliou a capacidade operacional do serviço. O número de servidores praticamente triplicou e o novo espaço permitiu expandir as estações de monitoramento e garantir maior agilidade na resposta às ocorrências. Outro avanço foi a implementação de um chat direto entre vítimas e a central, com envio de mensagens, áudios e fotos em tempo real. Viva Flor O Viva Flor permite que a mulher acione rapidamente a rede de proteção diante de qualquer situação de ameaça ou risco. Atualmente, o Viva Flor atende 1.734 mulheres em todo o Distrito Federal. Em agosto de 2025, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. O projeto já funcionava em caráter piloto nas delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam) localizadas na Asa Sul e em Ceilândia, e passou a atender também nas delegacias do Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. A escolha das unidades levou em conta os dados de incidência de violência doméstica das regiões e a necessidade de oferecer resposta rápida às vítimas. Em novembro de 2025, o Governo do Distrito Federal e o sistema de Justiça renovaram o acordo de cooperação técnica do programa Viva Flor. A iniciativa consolidou avanços importantes no aperfeiçoamento dos fluxos de atendimento e na integração operacional entre Justiça e Segurança Pública por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Com isso, houve ganho de celeridade na comunicação entre os órgãos, na análise dos casos e no atendimento às vítimas. O acordo também fortaleceu a integração do Copom Mulher, da PMDF. Transporte seguro Parceira com a Uber Brasil garante desconto para vítimas de violência sigam com mais segurança para casa, residência de familiares, hospital ou abrigo especializado Outra iniciativa relevante foi a ampliação, em agosto de 2025, da parceria entre a SSP-DF e a Uber Brasil para atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O benefício, antes restrito às Deams I e II, passou a alcançar também os Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher (Nuiam) do Paranoá, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e Vicente Pires. O serviço consiste em desconto de R$ 40 por corrida, fornecido por meio de código promocional entregue após o atendimento, permitindo que a vítima siga com mais segurança para casa, residência de familiares, hospital ou abrigo especializado. A ação reforça a lógica da integralidade: o acolhimento não termina no registro da ocorrência, mas se estende ao deslocamento seguro da vítima, etapa decisiva para romper o ciclo da violência. Formação A SSP-DF vem investindo em ações formativas e preventivas que ampliam o alcance da rede de proteção para além das instituições, como o Aliança Protetiva, Mulher Segura Prevenção da Violência e o Protocolo Por Todas Elas A SSP-DF também vem investindo em ações formativas e preventivas que ampliam o alcance da rede de proteção para além das instituições. É o caso da Aliança Protetiva, nova configuração do antigo projeto Aliança Distrital, voltada à formação de lideranças religiosas e sociais como multiplicadoras no enfrentamento à violência contra a mulher. A proposta prevê encontros nas regiões administrativas, com foco em diálogo, escuta, articulação comunitária e disseminação de informações práticas sobre prevenção e proteção. A ação integra o programa Segurança Integral e fortalece o papel da comunidade como parceira da segurança pública. Em 2025, 155 pessoas passaram pela formação. Com foco na prevenção à violência contra a mulher, a SSP-DF abriu inscrições para o segundo ciclo do curso Mulher Segura Prevenção da Violência e o Protocolo Por Todas Elas. O curso está em curso e poderá ser finalizado até 24 de março, na modalidade EAD autoinstrucional, por meio da Escola Virtual da pasta. Esta é a segunda edição do curso. A iniciativa é realizada de forma conjunta pela SSP-DF e pelas secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), além do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF), a partir de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em setembro de 2025, voltado ao desenvolvimento e à execução conjunta da formação. O curso integra o projeto Parceiro da Segurança e é direcionado a profissionais de hotéis, bares, restaurantes, shoppings, casas de show e grandes eventos, conforme previsto no Decreto nº 46.183/2024, além de estar disponível para outros segmentos empresariais e cidadãos interessados. Um exemplo dessa parceria com o setor privado é o acordo entre o GDF e o ParkShopping, voltado ao fortalecimento das políticas de prevenção e enfrentamento da violência contra meninas e mulheres. Na mesma linha, os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) deram início ao ciclo de palestras com foco na proteção à mulher, levando informação acessível, orientação e fortalecimento das redes locais para diferentes territórios do DF. A iniciativa descentraliza o debate e amplia a capilaridade das ações preventivas. Mil e quinhentas pessoas participaram das formações que ocorreram na Estrutural, Vicente Pires, Ceilândia, Gama e São Sebastião. Outro destaque é o curso Ressignificar: Proteção Integral às Mulheres, criado para formação e aperfeiçoamento das forças de segurança pública e de administração penitenciária no enfrentamento à violência contra a mulher. Desde o lançamento da formação, em abril de 2024, 37.581 certificações foram entregues, sendo 19.528 apenas na primeira fase e 18.053 referentes às duas fases do programa. Valorização A SSP-DF lançou, neste mês de março, o Banco de Talentos Delas, iniciativa voltada a identificar, mapear e dar visibilidade às competências femininas nas instituições do sistema de segurança pública local. O cadastro é destinado a servidoras em exercício na SSP-DF, PMDF, PCDF, CBMDF e Detran-DF interessadas em se candidatar a funções de chefia e gestão. A proposta subsidia ações como planejamento de desenvolvimento profissional, divulgação de oportunidades internas, alocação de pessoal, dimensionamento da força de trabalho, gestão de desempenho e fortalecimento do networking institucional. "A proteção das mulheres precisa ser compreendida de forma ampla, articulando acolhimento, prevenção, tecnologia, capacitação, escuta e fortalecimento de redes" Regilene Siqueira, subsecretária de Prevenção à Criminalidade e presidente Conselho das Mulheres da Segurança Pública do Distrito Federal A política se soma a outras medidas estruturantes, como a criação do Conselho das Mulheres da Segurança Pública do Distrito Federal (CMSP), instituído no âmbito da Política das Mulheres na Segurança Pública, prevista no Decreto nº 45.414/2024. O colegiado reúne representantes das forças de segurança e órgãos do sistema para planejar ações voltadas à igualdade de gênero, valorização profissional e enfrentamento à discriminação no ambiente institucional. Eleita presidente do conselho, a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira, destaca que proteger mulheres também significa garantir que as instituições sejam mais representativas, acolhedoras e preparadas para responder a essa agenda de forma qualificada. “A proteção das mulheres precisa ser compreendida de forma ampla, articulando acolhimento, prevenção, tecnologia, capacitação, escuta e fortalecimento de redes. No Distrito Federal, temos avançado em ações concretas tanto para as mulheres em situação de violência quanto para as servidoras que atuam no sistema de segurança pública. Valorizar competências femininas, ampliar a representatividade e fortalecer lideranças também é uma forma de transformar instituições e qualificar a resposta do Estado a uma pauta que é, sem dúvida, prioritária.” Reconhecimento de boas práticas Como parte desse esforço institucional, a SSP-DF também instituiu a Medalha Mulher Mais Segura, destinada a reconhecer ações e serviços de excelência no combate à violência contra a mulher e à violência doméstica e familiar. A comenda reforça o caráter estratégico da pauta e busca incentivar práticas cada vez mais qualificadas de proteção e defesa das mulheres no Distrito Federal e será entregue na próxima terça-feira (10). “Reforçar e reconhecer ações e serviços de excelência no combate à violência de gênero é essencial para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres, além de incentivar a implementação de novas estratégias no enfrentamento desse tipo de crime”, ressalta Avelar. Educação “Reforçar e reconhecer ações e serviços de excelência no combate à violência de gênero é essencial para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A SSP-DF também tem investido de forma estratégica na prevenção, com iniciativas educacionais voltadas à formação cidadã e à construção de uma cultura de respeito desde as primeiras fases da vida. Entre as iniciativas está o Programa Formativo de Promotores de Segurança Cidadã, voltado a estudantes do ensino médio da rede pública, que promove a aproximação entre comunidade escolar e forças de segurança por meio de palestras e atividades formativas sobre temas como mediação de conflitos, cidadania digital e prevenção à violência contra meninas e mulheres. Em 2025, o programa realizou cinco edições e alcançou cerca de 1.700 estudantes, com perspectiva de ampliação para sete novas edições em 2026. Já o Turminha Mais Segura utiliza linguagem lúdica e apresentações teatrais para dialogar com o público infantil, abordando de forma acessível temas como respeito, empatia e prevenção às diferentes formas de violência, incluindo a violência de gênero. No último ano, a iniciativa impactou 3.264 crianças em 20 apresentações, com meta de dobrar esse alcance em 2026, quando estão previstas pelo menos 40 novas apresentações. Atendimento especializado [LEIA_TAMBEM]No âmbito da Polícia Militar do Distrito Federal, o Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) é um dos pilares do trabalho preventivo. A iniciativa atua no acompanhamento das mulheres em situação de violência e na prevenção da reincidência, com ações voltadas a interromper o ciclo da agressão e fortalecer a segurança da vítima. De janeiro de 2025 até agora, o Provid atendeu 2.625 pessoas, totalizando 27.733 visitas solidárias realizadas. No mesmo período, foram 977 medidas protetivas monitoradas, reforçando o acompanhamento contínuo e a resposta rápida aos casos. O DF conta com estrutura especializada para atendimento às vítimas de violência, com a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (Deam I) e a Deam II, ambas com funcionamento 24 horas, além das seções de atendimento à mulher em delegacias circunscricionais. A rede também dispõe da Maria da Penha Online, ferramenta pioneira no país, que ampliou o acesso das vítimas ao sistema de proteção. Por meio da plataforma, é possível solicitar medidas protetivas de urgência, preencher o questionário de avaliação de risco, representar contra o autor da violência, solicitar acolhimento em Casa Abrigo, autorizar intimações por meios tecnológicos e anexar documentos, vídeos e imagens. *Com informações da SSP-DF
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Quarta edição do programa Mulher, Não se Cale! atendeu a mais de 646 mil pessoas no DF
A campanha Mulher, Não se Cale! orienta, acolhe e amplia o debate sobre a violência contra a mulher ao alcançar o público em seu dia a dia nas estações do metrô do Distrito Federal, um dos principais espaços de circulação de mulheres no transporte público. Na 4ª edição, encerrada após quatro meses de ações, o projeto se consolidou como uma das maiores campanhas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no DF, impactando mais de 646 mil pessoas por meio de atendimentos diretos, abordagens, distribuição de materiais informativos e veiculação educativa. O impacto humano da campanha pode ser visto em histórias como a de Kathelyn, mulher em situação de vulnerabilidade social que frequentava diariamente o Estande da Beleza, onde recebia maquiagem, massagem e acolhimento. Ao final das atividades, ela deixou uma carta emocionada para a equipe: “Família, vocês trazem muitas coisas boas para mim, amo vocês. Eu morava numa profunda escuridão, onde não encontrava saída. Obrigada por tornar minha vida melhor.” O relato simboliza a força transformadora do projeto, que vai além da entrega de serviços e promove autoestima, apoio emocional e esperança. Mulher em situação de vulnerabilidade deixou bilhete de agradecimento à equipe do Estande da Beleza | Foto: Divulgação/SMDF Realizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher, em parceria com o Instituto Inside e com apoio do Metrô-DF, o projeto atuou em três frentes principais: Estande da Beleza, Estande Itinerante e veiculação educativa. Juntas, essas ações garantiram presença constante em diversas estações e permitiram que a campanha dialogasse diretamente com a população ao longo de todo o período. Segundo a governadora em exercício Celina Leão, “a 4ª edição do projeto Mulher, Não se Cale! reafirma nosso compromisso com a proteção das mulheres e a conscientização da sociedade sobre todas as formas de violência de gênero. Ao levar informação, orientação e serviços diretamente às estações do metrô, conseguimos ampliar o debate público e fortalecer o apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade. Cada ação, cada atendimento e cada campanha educativa reforçam que reconhecer e prevenir a violência é responsabilidade de todos”. "Ao levar informação, orientação e serviços diretamente às estações do metrô, conseguimos ampliar o debate público e fortalecer o apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade" Celina Leão, governadora em exercício No Estande da Beleza, instalado nas estações Galeria, Praça do Relógio e Ceilândia Centro, foram realizados 2.520 atendimentos diretos, incluindo maquiagem, massagem e acolhimento especializado, com orientações sobre canais de denúncia e serviços de apoio. As promotoras que atuaram no local realizaram ainda cerca de 50 mil abordagens, ampliando o repasse de informações e o alcance das ações educativas. O Estande Itinerante percorreu dez estações entre setembro e outubro, realizando atendimentos rápidos e próximos ao público, com a entrega de materiais informativos e orientações sobre prevenção e enfrentamento à violência. No total, essa frente registrou aproximadamente 18.740 abordagens, fortalecendo o vínculo direto com mulheres que transitam pelo sistema metroviário. [LEIA_TAMBEM]A campanha também se destacou pela veiculação educativa contínua. Durante 93 dias, peças visuais permaneceram expostas em estações e trens, atingindo um público indireto estimado em 500 mil pessoas. A iniciativa foi reforçada pela distribuição de mais de 90 mil folders e 5.621 ecobags, ampliando o alcance da mensagem de prevenção e conscientização. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, os resultados comprovam o impacto da iniciativa: “Esta edição do projeto mostrou a força da informação na prevenção da violência contra a mulher. Com as ações nas estações do metrô, alcançamos milhares de pessoas, levando conhecimento sobre os diferentes tipos de violência e orientações sobre como buscar ajuda. Cada frente da campanha — educativa, itinerante e o Estande da Beleza — reforçou nosso compromisso em proteger, acolher e empoderar as mulheres do Distrito Federal”. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Ação na Rodoviária do Plano Piloto intensifica enfrentamento ao assédio no DF
A mobilização pelo fim da violência contra as mulheres ganhou reforço nesta terça-feira (2) com a abertura da Tenda Lilás, iniciativa do Ministério das Mulheres que integra a campanha nacional 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres. A ação, realizada na Rodoviária do Plano Piloto, contará com atendimentos, oficinas, sessões de conversa e atividades culturais até quinta-feira (4), sempre das 5h às 19h. A Secretaria da Mulher (SMDF) participa do evento com equipes técnicas, distribuição de materiais informativos e acolhimento ao público, reforçando os canais de denúncia e orientações de prevenção. A estrutura da Tenda Lilás funciona como um ponto de referência contra a violência, com foco especial no combate à importunação sexual dentro do transporte público. Ação inclui peças de informação para a prevenção contra o assédio no transporte público | Fotos: Divulgação/SMDF O evento também marca o Dia M: Mulheres, Mobilidade e Mais Respeito, dedicado exclusivamente ao enfrentamento do assédio e da importunação sexual em ônibus, metrôs e demais modais utilizados pela população. A vice-governadora Celina Leão destacou a importância da iniciativa. “O combate à violência e ao assédio no transporte público exige uma atuação integrada e o nosso compromisso é garantir a segurança e o respeito às mulheres em todos os espaços. Nós seguimos firmes para garantir a proteção de todas, onde quer que estejam”, ressaltou Celina. "A Tenda Lilás é mais um passo para garantir informação, proteção e a mensagem clara de que o DF não tolera qualquer forma de violência" Giselle Ferreira, secretária da Mulher A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, lembrou que o enfrentamento ao assédio exige presença constante do poder público nos espaços de grande circulação. “O assédio acontece todos os dias e nos mais diversos locais. Estar aqui, no coração da cidade, significa chegar onde as mulheres estão. A Tenda Lilás é mais um passo para garantir informação, proteção e a mensagem clara de que o DF não tolera qualquer forma de violência.” Com grande fluxo diário de passageiros, a Rodoviária do Plano Piloto se torna um ponto estratégico para ações de sensibilização e prevenção, ampliando o alcance das mensagens da campanha e garantindo que mais mulheres conheçam seus direitos e os canais de denúncia. [LEIA_TAMBEM]Para a ativista social Hellen Frida, de 34 anos, moradora de São Sebastião e mãe de uma filha, esse movimento é uma ação extremamente importante no combate à violência contra as mulheres. Segundo ela, a iniciativa aproxima o tema das pessoas e cumpre um papel essencial de orientação. “É uma iniciativa que fala diretamente com a comunidade. A gente consegue entender melhor quais são as formas de violência, como esses crimes se configuram e de que maneira as mulheres podem agir e buscar ajuda.” *Com informações da Secretaria da Mulher
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