Prazo para atualização de rebanhos no DF é ampliado até 5 de outubro
Os produtores rurais do Distrito Federal terão mais uma oportunidade para poder atualizar as informações de seus rebanhos. O prazo da campanha de atualização de rebanhos 2026 foi prorrogado até 5 de outubro, conforme a Portaria nº 334, publicada em 14 de setembro. A ampliação do prazo busca garantir uma participação maior dos criadores e permitir que aqueles que ainda não realizaram o procedimento tenham uma nova oportunidade para manter seus dados em dia. A medida é importante para que o Distrito Federal tenha um retrato mais preciso da sua produção pecuária e esteja melhor preparado para enfrentar eventuais situações de emergência sanitária. A atualização cadastral é obrigatória para criadores de espécies de interesse pecuário, como bovinos, bubalinos, equinos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, abelhas e outras espécies de produção. O produtor que deixar de atualizar o rebanho e os respectivos dados cadastrais dentro dos prazos estabelecidos estará sujeito às medidas e penalidades previstas na legislação distrital e federal aplicável. As informações atualizadas permitem conhecer com maior precisão a realidade da pecuária local, incluindo a quantidade e a distribuição dos animais. Esses dados são fundamentais para a vigilância sanitária e podem auxiliar na adoção de medidas rápidas e direcionadas em caso de emergência sanitária. O acompanhamento dos animais é crucial para a capacidade de prevenção, identificação e respostas diante de possíveis doenças | Foto: Divulgação Na prática, esse controle também representa uma medida de proteção para toda a população do DF. A sanidade dos rebanhos está diretamente relacionada à produção de alimentos de origem animal, como carne, leite e ovos. Quanto mais eficiente for o acompanhamento dos animais, maior será a capacidade de prevenção, identificação e resposta diante de possíveis doenças. Além de contribuir para a proteção dos rebanhos, a atualização dos dados é uma exigência prevista na legislação de defesa sanitária animal e está alinhada às diretrizes dos programas sanitários nacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária. O procedimento também fortalece a rastreabilidade da produção pecuária, permitindo identificar com mais precisão os animais e as propriedades envolvidas em uma eventual ocorrência sanitária. Esse acompanhamento é essencial para reduzir a possibilidade de disseminação de doenças, proteger a produção e preservar a segurança dos alimentos. A prorrogação do prazo representa uma oportunidade para ampliar a adesão dos criadores e fortalecer o sistema de defesa sanitária do Distrito Federal. Manter os dados atualizados é uma responsabilidade do produtor e uma medida que beneficia toda a sociedade. Como declarar ⇒ A atualização pode ser feita pela internet, por meio deste endereço eletrônico ou presencialmente nos escritórios da Defesa Agropecuária. ⇒ Para obter informações e esclarecer dúvidas, os criadores podem entrar em contato pelos telefones 3340-3862 ou 3051-6421. ⇒ Confira a portaria clicando neste link.
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DF registra mais de 5,5 mil acidentes com animais peçonhentos em um ano
A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 5.549 casos de acidentes com animais peçonhentos em 2025, um aumento de 24,55% em relação ao ano anterior. Mais de 90% dos casos ocorreram em áreas urbanas. Fenômenos como queimadas e início das chuvas fazem com o que o número de ocorrências cresça nos quatro últimos meses do ano. Nesse período, houve uma média de 42,8 acidentes por semana, sendo 86,4% causados por escorpiões e os demais por serpentes, aranhas e lagartas. Servidora do Samu-DF exibe exemplar de cobra venenosa; acidentes devem ser imediatamente comunicados, para evitar riscos maiores | Foto: Jhonatan Cantarelle/AgÊncia Saúde-DF “Há erros comuns em caso de acidentes, como chupar a ferida ou garrotear, mas o maior erro é não procurar assistência médica” Vilma Del Lama, bioquímica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) O lado positivo é que mais de 50% dos pacientes já foram atendidos em menos de uma hora, índice alcançado graças ao número de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) disponíveis para a população. “O atendimento é fundamental para evitar complicações, e no Distrito Federal a rede de serviços está distribuída em diferentes regiões administrativas, permitindo acesso rápido da população às unidades de saúde”, afirma a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de vigilância epidemiológica da SES-DF. Atendimento rápido Dos 5.099 casos entre moradores do DF, 4.676 (91,7%) foram considerados leves, enquanto 61 (1,1%) foram classificados como graves. Ao longo do ano, 328 pessoas precisaram receber o soro contra o veneno, atualmente disponível em dez hospitais da rede pública de saúde. Na maioria das ocorrências, o tratamento inclui medidas de suporte para alívio da dor e febre. “Há erros comuns em caso de acidentes, como chupar a ferida ou garrotear, mas o maior erro é não procurar assistência médica”, reforça a bioquímica Vilma Del Lama, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). “Há alguns anos, uma criança foi a óbito após uma picada porque havia parado de chorar, e os pais pensaram que ela estava tranquila. Na realidade, ela estava entrando em choque.” Vinculado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da SES-DF, o CIATox é uma unidade de referência no tratamento de emergências toxicológicas, inclusive nos casos envolvendo animais peçonhentos. Com atendimento 24 horas, por meio dos telefones 0800 644 6774 e (61) 9 9288-9358, o centro orienta profissionais de saúde e a própria população. Os servidores do setor têm acesso a dados sobre animais peçonhentos, tanto de arquivos brasileiros quanto internacionais. A partir dos sintomas dos pacientes e da identificação do animal agressor, é dada a melhor orientação a respeito da conduta a ser adotada, conforme o caso. Animais peçonhentos [LEIA_TAMBEM]Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou em predadores. É o caso de algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas, vespas e até peixes, como arraias e bagres. Por sua vez, animais venenosos, como lagartas, águas-vivas e sapos, se protegem expelindo o veneno na vítima. Os principais sintomas de envenenamento são dor, inchaço e reação inflamatória no local. Nos casos mais graves, pode haver dificuldades para respirar, alteração cardíaca e até parada respiratória. Alguns venenos podem causar náuseas, vômitos, tremores e convulsões. Os sintomas, porém, variam muito conforme o animal, por isso é importante buscar atendimento especializado. As crianças podem ter choros intensos, contínuos, iniciados de forma repentina. No Distrito Federal, a maior parte dos casos é provocada por escorpiões, sendo mais comuns as espécies escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião com patas rajadas (Tityus fasciolatus). No caso das serpentes, as principais espécies responsáveis por acidentes são as jararacas e cascavéis. Já entre as aranhas, as de maior importância médica no DF são as armadeiras (Phoneutria) e a aranha-marrom (Loxosceles). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Sob ataques de abelhas, saiba como agir
Com a chegada do período de estiagem, é comum o aumento das queimadas no Cerrado, o que desabriga enxames de abelhas e outros animais silvestres. A migração forçada desses animais para áreas urbanas em busca de abrigo pode deixá-los estressados e desencadear ataques em defesa de um novo território. Área interditada por risco de ataques de abelhas: Corpo de Bombeiros do DF recomenda precaução | Foto: Divulgação/CBMDF No último mês, o Corpo de Bombeiros Militar do DF atendeu duas ocorrências de ataques de abelhas. Uma foi no canteiro central de uma rua em frente à Paróquia São João Evangelista, na altura da Quadra 207 de Samambaia; a outra, na Rua 6 do Setor Colônia Agrícola 26 de Setembro, em Taguatinga. Em ambos os casos, as vítimas foram hospitalizadas. Diante do risco apresentando, a Agência Brasília separou algumas orientações passadas pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) do que fazer - ou não fazer - ao se deparar em situações de risco com as abelhas. A principal recomendação para evitar ataques é nunca provocar as abelhas ou mexer em colmeias ou enxames, pois elas podem se sentir ameaçadas e reagir com agressividade. Caso haja formação de colmeias em residências ou prédios e os insetos estejam oferecendo risco à população, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. O que fazer Em casos de ataques já desencadeados de abelhas, a orientação é evitar movimentos bruscos ou agitar as mãos perto do rosto e se afastar rapidamente do local, procurando abrigo em um ambiente fechado, como uma casa ou veículo; e, o quanto antes, acionar o Corpo de Bombeiros. Caso a pessoa seja picada, a recomendação é lavar a área com água fria e aplicar compressas frias ou gelo para aliviar a dor e o inchaço. Em casos de reações alérgicas, múltiplas picadas ou sintomas como falta de ar, inchaço na garganta ou tontura, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. O que não fazer Ao identificar a presença de um enxame, o principal cuidado a ser tomado é não tentar removê-lo nem provocar a colmeia. O tenente do CBMDF Éber Silva explica que, dependendo da situação em que as abelhas se encontram - às vezes localizadas em copas altas de árvores -, as pessoas podem sofrer quedas, lesões ou até causar incêndios ao utilizar produtos inflamáveis ou perfurocortantes. “As situações podem evoluir, e as pessoas se machucar ou sofrer danos mais graves do que o risco do enxame apresenta com as tentativas de retirada, então nada de utilizar materiais ou provocar as abelhas”, frisa o bombeiro. Em casos de picadas de abelhas, também não é recomendado pressionar o ferrão com os dedos ou pinças, pois essa ação pode piorar a condição da vítima, porque a pressão pode aumentar a injeção de peçonha na pele. O ferrão deve ser removido com cuidado, raspando a pele com um objeto rígido (como um cartão). “Depois do ataque, é importante não entrar em pânico e buscar apoio ou ir até a unidade hospitalar mais próxima em casos mais graves”, reforça o militar. “E podem sempre entrar em contato com o Corpo de Bombeiros, estamos sempre a postos para esse tipo de atendimento.” Abelhas em casa Se for preciso remover a colmeia, é mais seguro chamar um apicultor | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Em alguns locais do Distrito Federal, em especial os que possuem um maior espaço com vegetação, é comum que abelhas formem morada, por se tratar de um habitat na natureza. Caso elas estejam oferecendo risco, os bombeiros podem ser acionados para que uma avaliação seja feita. [LEIA_TAMBEM]Em situações que não representem risco iminente, como colmeias afastadas de locais de circulação ou espécies nativas do Cerrado (sem ferrão e sem peçonha), recomenda-se acionar um apicultor para fazer a remoção adequada. A proteção às abelhas é abrangida por leis federais e estaduais que visam à preservação da fauna silvestre e à promoção da apicultura e meliponicultura. A lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) proíbe a destruição e a captura de abelhas - que, no Cerrado, já se encontram ameaçadas de extinção. “O equilíbrio ecológico depende muito das abelhas, porque muitas espécies de plantas precisam dessa polinização para sobreviver e continuar a espécie; sem elas, entramos em um desequilíbrio climático”, recomenda o tenente. O CBMDF, enfatiza o militar, não realiza atividades de vigilância ou prevenção relacionadas a abelhas, e o atendimento é sempre reativo, devendo ser acionado pelo telefone 193 em caso de emergência.
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DF inicia Campanha de Atualização de Rebanhos 2025
Começa nesta quinta-feira (1°) a Campanha de Atualização de Rebanhos 2025 no Distrito Federal. A ação, que vai até o dia 15 de junho, é obrigatória para todos os produtores que criam animais de produção, como bovinos, suínos, aves, peixes, caprinos, ovinos, equídeos, crustáceos e abelhas. Durante a campanha, os criadores devem informar, obrigatoriamente, a quantidade, o sexo e a faixa etária dos animais que possuem, além de manter atualizados os dados da propriedade, como endereço, telefone e e-mail. Essas informações são essenciais para o controle sanitário e podem ser atualizadas pela internet, por meio do sistema Siagro-DF, disponível no site da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri), ou presencialmente em uma das Unidades Locais de Defesa Agropecuária. Campanha de Atualização de Rebanhos incentiva a atualização cadastral dos produtores, contribuindo para respostas rápidas diante de emergências sanitárias | Foto: Divulgação/Emater-DF A iniciativa integra o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), que visa reforçar a prevenção e o monitoramento da doença no país. “O Governo do Distrito Federal está atuando de forma firme e coordenada para fortalecer a saúde animal e garantir a segurança do rebanho no DF. Esta é mais uma ação concreta que reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário. A atualização de dados dos rebanhos é uma prioridade estratégica, fundamental para o controle sanitário, a rastreabilidade e a prevenção de doenças. Por isso, o GDF convoca todos os produtores a atualizarem suas informações, demonstrando que, juntos, podemos avançar rumo a uma pecuária cada vez mais forte, segura e reconhecida mundialmente”, afirma o secretário de Agricultura, Rafael Bueno. O gerente de Saúde Animal da Seagri, Pablo Marsiaj, destacou a importância da campanha: “Por meio da atualização cadastral dos produtores e da estratificação dos rebanhos, o serviço oficial consegue manter um banco de dados confiável, que sustenta a emissão de documentos zoossanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), e permite respostas rápidas diante de emergências sanitárias. Além disso, a campanha fortalece o monitoramento de doenças de interesse, contribuindo para a segurança da produção pecuária e a credibilidade sanitária do DF.” “É uma oportunidade de otimizar a coleta de informações e elevar nossos índices de vacinação contra outras doenças importantes para a saúde animal e humana”, explica a subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri, Danielle Araújo. Penalidades Após o fim do prazo da declaração, os produtores que não cumprirem a exigência estarão sujeitos às penalidades previstas na legislação, incluindo multas administrativas aplicadas pela Seagri-DF, além da impossibilidade de emissão da GTA. A expectativa da Secretaria é incrementar significativamente o percentual de produtores que realizam a atualização cadastral de seus rebanhos dentro do prazo estabelecido, contribuindo para o fortalecimento da vigilância e da sanidade animal no Distrito Federal. *Com informações da Seagri-DF
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GDF estabelece critérios para indenização de apicultores com colmeias sacrificadas por ações sanitárias
O Governo do Distrito Federal (GDF) definiu os critérios para a indenização de apicultores e meliponicultores que tiverem colmeias destruídas por ações sanitárias. A Resolução nº 02/2025, publicada na sexta-feira (4) pelo Conselho de Administração do Fundo Distrital de Sanidade Animal (FDSA), estabelece as diretrizes do apoio financeiro, com o objetivo de mitigar os prejuízos causados por medidas de controle de doenças infectocontagiosas em abelhas. Medida foi criada para proteger apicultores e toda a cadeia produtiva do mel | Foto: Divulgação/Seagri-DF A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e contempla produtores em diferentes escalas — desde os que atuam comercialmente até os de subsistência, incluindo agricultores familiares. A ação se aplica exclusivamente aos casos em que a destruição das colmeias for determinada pelo Serviço Veterinário Oficial do DF (SVO/DF), como parte de programas oficiais de sanidade apícola. “Ao garantir melhores condições para a atividade apícola, o Governo do Distrito Federal investe em sustentabilidade, segurança alimentar e no futuro da nossa agricultura” Rafael Bueno, secretário de Agricultura De acordo com a nova regra, o valor da indenização poderá chegar a até 50% do preço de mercado por colmeia com colônia ativa, desde que esteja devidamente cadastrada no Sistema de Vigilância Agropecuária do Distrito Federal (SVO/DF). O limite máximo por propriedade rural será de R$ 12 mil, independentemente da quantidade de colmeias sacrificadas. Cadeia produtiva A avaliação será feita in loco por uma comissão, responsável por elaborar um laudo técnico que considerará a presença efetiva das colônias e o tipo de abelha. O valor de referência utilizado para o cálculo da indenização será definido com base nas cotações da Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura (CBA). “Trata-se de uma iniciativa estratégica do Governo do DF, que visa a proteger não apenas os produtores, mas também toda a cadeia produtiva do mel, que depende diretamente da saúde e preservação dos polinizadores”, afirma o secretário de Agricultura, Rafael Bueno. “Ao garantir melhores condições para a atividade apícola, o Governo do Distrito Federal investe em sustentabilidade, segurança alimentar e no futuro da nossa agricultura.” Danielle Kalkmann, presidente do Conselho de Administração do FDSA e subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, lembra que o cadastro das colmeias junto ao SVO é fundamental para garantir o direito à indenização. “Esse é o primeiro passo para garantir que eles efetivamente possam ser indenizados caso ocorra algum evento sanitário nas colmeias deles ou de vizinhos”, afirma a gestora. “O cadastro é simples e pode ser feito em qualquer escritório de Defesa Agropecuária.” A resolução ressalta que a indenização não abrange produtos apícolas derivados, como mel, cera, própolis ou geleia real. Apenas os criadores que apresentarem diagnóstico positivo de doença, emitido por médico veterinário habilitado no Programa Nacional de Saúde das Abelhas (PNSAb), com exames realizados em laboratórios oficiais ou credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ou pela Seagri-DF, terão direito ao benefício. Não serão contemplados apicultores com colônias em condições inadequadas de manejo ou com pendências fiscais ou sanitárias. Casos omissos serão analisados individualmente pelo Conselho do FDSA. *Com informações da Seagri-DF
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Época de seca traz aumento nos ataques de abelhas. Saiba como evitar acidentes
Durante a época de seca, os incidentes com abelhas costumam aumentar, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) – em parte, porque é o período da divisão dos enxames que migram em busca de um lar para a nova rainha. As queimadas, porém, obrigam esses e outros animais a fazerem a migração forçada para se salvar do fogo. Desde 2018, foram registradas 44.103 ocorrências de averiguações para captura de insetos e outras 15.916 de capturas, de acordo com o CBMDF. Para evitar agravamento dos casos, é importante tomar alguns cuidados. Em cerca de duas semanas, foram relatados pelo menos dois episódios no DF. No mais recente, no início deste mês, uma família só conseguiu sair de casa quando os agentes do CBMDF chegaram e dispersaram os insetos, que atacaram quatro cães que estavam do lado de fora da casa. Em cerca de duas semanas, foram relatados pelo menos dois episódios de ataques no DF | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Antes, em 21 de junho, abelhas de uma colmeia que estava em uma palmeira no Parque Estação Biológica, na Asa Norte, atacaram quatro pessoas. O CBMDF acionou um apicultor para fazer a captura do enxame e dispersou com fumaça as abelhas que não puderam ser recolhidas. Ninguém precisou ser encaminhado para o hospital. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os ataques também podem acontecer quando as colmeias estão com muito mel, o que atrai outros insetos, como formigas, e deixam as abelhas extremamente agressivas. Se isso ocorrer durante o processo migratório, as pessoas devem procurar um local fechado para se abrigarem e evitar fazer movimentos bruscos ou se abanar com roupas. As pessoas também não devem matar as abelhas. Ao serem mortas, elas liberam feromônios que fazem com que outras abelhas também ataquem. Se isso acontecer quando a colmeia estiver com muito alimento, é importante se afastar. Em geral, as abelhas que protegem a colmeia não se distanciam muito do local. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os ataques também podem acontecer quando as colmeias estão com muito mel | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O oficial de Informação Pública do CBMDF, Tenente Palomino, ressalta que ao se deparar com abelhas é importante isolar o local, afastar-se e não permitir que crianças e animais se aproximem. Em caso de ataque, é importante deixar o local imediatamente. “Quando estiver em local seguro, é importante retirar os ferrões. Não é aconselhado tirar com a ponta dos dedos, para não inocular ainda mais a toxina que está na bolsa dos ferrões. [O procedimento] deve ser feito raspando com cuidado com um cartão de crédito ou uma lâmina não afiada, por exemplo. Depois disso, deve-se lavar e colocar gelo. Se a pessoa ficar tonta ou sentir falta de ar, deve procurar imediatamente assistência médica”, explica. Em qualquer dos casos, a orientação do Corpo de Bombeiros é sempre solicitar o auxílio da corporação e nunca tentar exterminar o enxame. A quantidade de abelhas dentro da colmeia é cerca de dez vezes maior do que as que estão do lado de fora. Quando não houver danos às pessoas ou animais, a recomendação da corporação é chamar um apicultor para fazer a retirada do enxame. Para acionar os bombeiros, basta ligar 193, mobilizando o quartel mais próximo do local da ocorrência. Após a retirada, a corporação entra em contato com apicultores para que os animais sejam encaminhados a um apiário. Os enxames são exterminados apenas em casos em que há risco iminente e a captura é inviável.
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Abelhas ajudam a aumentar 30% produtividade de abóbora orgânica
Introduzir abelhas em áreas de plantio é uma estratégia barata e sustentável para melhorar o rendimento de diversas culturas agrícolas, em pequenas e grandes propriedades. Por isso, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) tem incentivado parcerias entre meliponicultores (criadores de abelhas sem ferrão) e produtores rurais. Na fazenda Malunga, de alimentos orgânicos, as abelhas da Schappo Jardim de Mel promoveram aumento de 30% na produtividade da abóbora em uma área experimental. A Emater-DF faz a capacitação e o acompanhamento de produtores rurais | Fotos: Divulgação/Emater-DF Segundo o extensionista rural da Emater-DF Carlos Morais, “trata-se de uma relação ganha-ganha, pois, por um lado, as abelhas contribuem para aumento da produtividade das propriedades e da biodiversidade e, por outro, há a produção de mel de alta qualidade, contribuindo para o aumento da renda dos produtores”. Em agosto, quando as abóboras estavam em floração, os meliponicultores Evandro Schappo e Diana Schappo fizeram parceria com a fazenda Malunga. Foram instaladas 10 caixas de abelhas Mandaguari próximo ao plantio de 1 hectare de abóbora e vários ninho-isca. Cinco caixas foram compradas pelo produtor Joe Valle, que quer também implantar um meliponário na propriedade a partir da multiplicação das abelhas. A Emater e os produtores Evandro e Diana vão contribuir assessorando sobre o manejo correto das colmeias e sobre as melhores espécies de flores e plantas que contribuem para o fornecimento de resina, néctar e pólen para as abelhas. Para Diana, a parceria contribui para demonstrar os resultados do trabalho das abelhas em uma área maior de cultivo. “Queremos ampliar nosso trabalho e montar meliponários nas propriedades com objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação ambiental e das abelhas para a produção de alimentos. Já temos mais de 20 meliponários na região da Serrinha (Lago Norte)”, diz. Na fazenda Malunga, de alimentos orgânicos, as abelhas da Schappo Jardim de Mel promoveram aumento de 30% na produtividade da abóbora em uma área experimental Para o produtor Joe Valle, “é uma iniciativa importante, tanto economicamente, com aumento da produtividade, quanto ambientalmente, para manutenção e aumento da biodiversidade da propriedade rural, ainda mais utilizando abelhas nativas da região. Quero implantar um meliponário para que as pessoas que visitam a propriedade também conheçam as vantagens de termos uma produção sustentável, com ambiente propício para as abelhas que, em contrapartida, nos ajudam com a produção agrícola”, conta. Meliponicultura As abelhas nativas sem ferrão são mais eficientes polinizadoras do que a exótica Apis mellifera (que tem ferrão) para grande parte das plantas cultivadas no DF, ajudando os produtores tanto na produção quanto na preservação ambiental de suas propriedades. As abelhas Jataí, por exemplo, polinizam até 90% das árvores e flores nativas da região e produzem um mel de maior valor agregado do que o de abelhas com ferrão. A produtividade das abelhas Jataí é de 0,5 kg a 1,5 kg de mel por caixa de abelha por ano, quantidade baixa se comparada à produção da abelha com ferrão, de 25 kg a 30 kg por ano por caixa. Entretanto, enquanto o mel da abelha com ferrão custa em média R$ 30 o litro, o mel de abelha sem ferrão é comercializado em pequenas porções e chega a atingir preços acima de R$ 300 o litro. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A Emater-DF faz a capacitação e o acompanhamento de produtores rurais. Nos cursos realizados pela empresa, são apresentadas as principais espécies de abelhas nativas que podem ser criadas no DF, as características de cada uma, a importância biológica e econômica das abelhas, como montar e onde instalar iscas, as características das colmeias, entre outros temas. Preservação E para contribuir com a conservação das espécies nativas de abelhas sem ferrão, foi publicada neste ano a Lei 7.311 d, de 27 de julho de 2023. O objetivo é normatizar a preservação, o resgate, a captura, a remoção, a criação, a reprodução, o manejo, a exposição, o comércio e o transporte dessas abelhas. No Distrito Federal, existem 35 espécies de abelhas nativas, localizadas nas regiões dos rios Paranoá, Maranhão, São Bartolomeu e São Marcos, Descoberto e Corumbá e Rio Preto. Para o extensionista rural da Emater-DF, Carlos Morais, “todo criador de abelhas é um preservacionista, pois precisa manter as nascentes e florestas que alimentam as abelhas. E a regulamentação diminui o risco de extinção das espécies criadas, seja por hobby, preservação ou para fins econômicos ou zootécnicos dessa atividade, que é praticada há séculos por populações tradicionais”. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)
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Acidentes com animais peçonhentos no DF cresceram 34% no 1º semestre
No primeiro semestre de 2023, os acidentes com animais peçonhentos notificados no Distrito Federal cresceram 34%, na comparação com o mesmo período de 2022. Foram notificados, ao todo, 1.904 acidentes, contra 1.176 no ano anterior. A Região de Saúde Norte, especialmente Planaltina, destacou-se como a área de maior ocorrência de acidentes. Os dados são do Boletim Epidemiológico de Acidentes por Animais Peçonhentos no DF, elaborado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), da Secretaria de Saúde do DF (SES). Segundo o documento, a média de notificações em 2022 foi de 45 por semana epidemiológica, enquanto 2023 registrou 73 na mesma periodicidade. Agente de saúde faz inspeção em residência: principalmente em época de chuvas, cuidados devem ser redobrados | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Dos 1.904 acidentes notificados, 1.790 (94%) envolveram residentes no DF e o restante (6%), moradores de outros estados que estavam no DF. Desses, 78,1% representam ocorrências envolvendo escorpiões. “Os acidentes causados por esses animais são os que mais chamam a atenção, representando a grande maioria; o que preocupa é a tendência de crescimento identificada”, explica o biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) Israel Moreira. Apesar do aumento no número de acidentes, não houve óbito no DF. Foi notificada, contudo, a morte de um adulto, causada por serpente em Goiás. O paciente apresentou complicações sistêmicas, mesmo com o uso de soroterapia. O documento na íntegra pode ser conferido no portal da SES-DF. Com o retorno das chuvas, especialistas afirmam que as ocorrências com escorpiões crescem, enquanto as lagartas lonomia – que queimam e podem provocar hemorragias – começam a aparecer nos pés de manga e de outras árvores frutíferas. Perfis Os dados de acidentes causados por animais peçonhentos no DF foram separados pelas notificações de picadas de escorpião, serpentes, aranhas, abelhas e lagartas. O perfil dos acidentes por escorpião, que representaram 78,1% dos casos, demonstra que 747 (53,4%) ocorreram com pessoas do sexo feminino. Desse total, 714 (51,1%) pessoas são da faixa de 20 a 49 anos e 1.265 (90,5%) residem em área urbana. A maioria dos episódios – 1.236 – é classificada como leve (88,4% do total). Em relação às serpentes, foram 68 acidentes, 50 dos quais (73,5%) com pessoas do sexo masculino, 37 (54,4%) na faixa etária de 20 a 49 anos, 29 (42,6%) residentes em zona rural e periurbana e 30 (44,1%) classificados como acidente moderado e grave, recebendo soroterapia. [Olho texto=”Registros apontam que acidentes com lagartas, no primeiro semestre deste ano, tiveram a maioria dos casos classificada como leve” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Em relação a acidentes envolvendo aranhas, foram notificadas 75 ocorrências entre residentes do DF, sendo 41 (54,7%) do sexo masculino, 38 (50,7%) adultos jovens e a maior parte – 65 casos – entre moradores de áreas urbanas (86,7%). Os acidentes com lagartas, por sua vez, representaram 5,4% (88) do total, sendo 51,1% (45) do sexo feminino, 79,6% (70) residentes de área urbana e a maioria (82) classificada como caso leve (93,2%). Houve ainda notificação de 82 (4,6%) acidentes com abelhas em residentes de área urbana, 43 (52,5%) em pessoas do sexo masculino e 69 (84,2%) classificados como leve. Prevenção Para evitar os acidentes, é necessário um cuidado especial da população com os ambientes de trabalho e residencial, segundo Israel Moreira. A atenção visa eliminar as condições favoráveis de acesso, abrigo e alimentação dos animais peçonhentos. “Quando se elimina um desses componentes, é possível interferir na ocorrência de peçonhentos, reduzindo a exposição ao risco de picadas”, explica o biólogo. O especialista sugere manter os quintais livres de vegetação alta, entulhos e restos de materiais de construção, além de acondicionar o lixo corretamente. Além disso, é recomendável usar telas em ralos e janelas e vedar frestas e vãos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Em caso de acidente, deve-se lavar o local da picada com bastante água e sabão, mantendo elevado o membro afetado, e procurar atendimento médico imediatamente. É importante informar ao profissional o máximo possível de características do animal e, se possível e seguro, capturá-lo e levá-lo junto para identificação. Vale ainda retirar acessórios que possam levar à piora do quadro, como anéis, fitas e calçados apertados. Em nenhuma hipótese, afirma o biólogo, deve-se fazer torniquete, garrote ou furar, cortar ou ainda aplicar qualquer substância no local da picada. Para acidentes com cobras, escorpiões ou aranhas, existem soros antivenenos disponíveis na rede pública de saúde. Confira aqui a lista das unidades que disponibilizam esse material. Assistência Em Brasília, a SES disponibiliza os serviços do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), por meio dos números 0800 644 6774 ou 0800 722 6001. As equipes auxiliam com informações sobre os primeiros cuidados. A recomendação é acionar a Dival (160) em caso de escorpiões, aranhas, lagartas e lacraias; o Corpo de Bombeiros (193), se forem abelhas, e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (190), quando se tratar de serpentes. Se um escorpião for encontrado na residência, é necessário comunicar à Vigilância Ambiental por meio do número 160 ou ainda pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Uma equipe será enviada para capturar o animal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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